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8 de maio de 2018

Enfim, os premiados


Timidamente e a contra-gosto, a Junta de Freguesia de Pombal lá divulgou os vencedores do Prémio Literário António Gaspar Serrano, horas depois da publicação do Farpas.  Pelos vistos, ainda servimos para alguma coisa.

Segundo a notícia do Diário do Leiria, os vencedores nas diversas categorias são: Anabela Monteiro Coelho (categoria de Poesia), com a obra "O lastro das Palavras"; Maria Filomena Figueiredo (categoria Conto), com a obra "A Vida, apenas" e João António Silva (categoria Revelação), com o ensaio "Ensaio sobre um passado mais que perfeito". Os meus parabéns aos premiados. Pena que a notícia não nos elucide sobre qual opinião do júri sobre os trabalhos distinguidos. Tratando-se de um evento literário, seria de esperar que a literatura tivesse outro protagonismo (veja-se o bom exemplo dado aqui pela Câmara de Montalegre). 

De acordo com o regulamento, "a Junta de Freguesia de Pombal reserva-se o direito de edição de todos os trabalhos publicados, em regime de protocolo com uma editora nacional". Que eu saiba, até agora nenhum dos trabalhos premiados das edições anteriores foi considerado para publicação. Falta de mérito? Desinteresse da parte da Junta? Dificuldade em encontrar parcerias? Eu arriscava uma resposta, mas temo estar a ser injusto. Vamos lá ver se, no consulado de Pedro Pimpão, as coisas mudam. Lembro o jovem autarca que pode sempre usar o prefácio da obra para elogiar os seus méritos pessoais e uma das badanas para colocar uma foto sua bem sorridente. 

7 de maio de 2018

Mais dignidade!


Só há dois factos interessantes a saber num prémio literário: quem são os vencedores (os verdadeiros protagonistas) e qual o júri (quem prestigia o  prémio). No caso do “Prémio Literário António Gaspar Serrano” é tudo o que não ficamos a saber pelos comunicados da Junta e as notícias da comunicação social.

Em Pombal, os vícios repetem-se. Os meninos da Junta estão apenas interessados em promover-se, organizando galas bacocas onde podem tirar selfies para o facebook fazer discursos pedantes. A comunicação social não revela qualquer curiosidade, não tem espírito crítico, não quer saber. Faz alarde da iniciativa da Junta e despreza quem devia promover.

Que eu saiba, os nomes dos vencedores apenas foram publicitados na primeira edição. António Serrano, vulto maior da vida pombalense, merecia que o evento fosse tratado com outra dignidade. 

6 de maio de 2018

Pombal medieval


Em Pombal, o que conta é fazer o número; seja na feira medieval, ou noutra coisa qualquer, porque ninguém leva a mal modernices parolas.
Mas o que verdadeiramente ajudava Pombal seria recordar a época do Renascimento, não a época das trevas, da brutalidade e da miséria.

9 de abril de 2018

Ana e a geringonça


Há muito que queria dar os parabéns ao município de Pombal por ter aderido à Artemrede. Mais ainda quando soube que a nossa vereadora da cultura, Ana Gonçalves, passou a integrar a sua estrutura directiva

A Artemrede tem como grande mentora Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, o que, por si só, é uma garantia de qualidade. Mas a associação é muito mais do que as personalidades e os municípios que a constituem, e a prova está no excelente trabalho que tem desenvolvido, desde 2005, tanto no apoio à criação artística como no da programação cultural.

Um traço que relevo é o facto da rede integrar municípios de quadrantes políticos distintos. A actual direcção, constituída por Catarina Vaz Pinto (Presidente, Lisboa, PS), Luis Dias (Vice-Presidente, Abrantes, PS), Daniel Figueiredo (Moita, CDU), Luis Miguel Calha (Palmela, CDU) e Ana Gonçalves (Pombal, PSD), mostra como equipas com diferentes sensibilidades políticas podem trabalhar bem em conjunto. 

O maior envolvimento Ana Gonçalves nesta interessante geringonça evidencia o forte compromisso de Pombal com este projecto e com os seus objectivos. Numa altura em que se discute tanto a indigência orçamental a que tem sido votada a Cultura em Portugal, é bom saber que Pombal subscreve as conclusões do 2º Fórum Político da Artemrede, onde claramente se defende a necessidade de aumentar de forma progressiva e substancial o Orçamento de Estado dedicado à Cultura. Os meus parabéns!

27 de março de 2018

Gaiteiros nas ruas de Pombal


Melhor fora que o centro histórico não fosse o que é, que a comemoração do Dia Nacional dos Centros Históricos não se ficasse por aí. Ainda assim, quando mal nunca pior. Na sexta-feira há uma iniciativa da Junta de Freguesia que merece aplauso, com a valorização dos grupos de gaiteiros, esse ícone do nosso património. 
É aproveitar que Pombal terá por cá mais gente e dar alguma vida a isto.

27 de dezembro de 2017

Natal na Cervejália


Sou só eu quem acha que beber um fino na Cervejália, horas antes da consoada, devia passar a ser uma referência cultural da cidade? Se os bracarenses se orgulham da tradição do "Natal no Bananeiro", que também começou por iniciativa de um pequeno empresário local, por que não fazer justiça ao César e instituir, em Pombal, o "Natal na Cervejália"? 

5 de novembro de 2017

Vitorino e Janita Salomé em Pombal: A malta só não gosta da esquerda de cá


Não deixa de ser curiosa a escolha dos irmãos Vitorino e Janita Salomé para o espectáculo comemorativo do Dia do Município, marcado para domingo, 12 de Novembro, no Teatro-Cine de Pombal. O concerto é protagonizado pelos dois irmãos, acompanhados pela Orquestra Filarmonia das Beiras, e vem na linha de outros que o(s) executivo(s) de Diogo Mateus oferecem ao povo, por ocasião do feriado municipal. 
É um tanto esquizofrénica esta ideia subliminar que o poder tem, de se mostar muito aberto, muito alternativo no estilo musical, assim a piscar o olho a um público pouco dado a fadistagens do regime, e depois barrar o acesso ao debate sobre o futuro da esquerda em Pombal, promovido por munícipes que pouco contam, como estes gatos-pingados do farpas. Este tempo está-me perigosamente a fazer lembrar um outro, que trouxe a Pombal Sérgio Godinho, já lá vão uns anos, a um elitista café concerto da época.

23 de junho de 2017

Mal por mal, antes Pombal


Uma das coisas boas que temos: o festival Sete Sóis Sete Luas. Uma obra de Zed1, da Toscana, ficará para sempre na encosta do castelo, naquele muro que era feio. Quem dera que o Marquês tivesse sido assim, um ser que se dá ao vento. Mas a arte tem essa extraordinária capacidade de transformar em beleza até o que é agreste. E sim, está um belo Pombal :) 

20 de junho de 2017

TAP solidário


No próximo dia 23 de Junho, sexta-feira, pelas 22h00, no Teatro-Cine de Pombal, o Teatro Amador de Pombal apresenta o espectáculo «Lusíadas?», uma iniciativa de apoio de às vítimas do incêndio que assolou a região Centro, em Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Os bilhetes de ingresso não têm valor definido - é o espectador quem define o preço do bilhete e dá o que entender, de acordo com as suas possibilidades - e a totalidade da bilheteira reverterá para a ajuda às vítimas do trágico incêndio. Parabéns pela iniciativa.

15 de março de 2017

E o Turismo, Ana!

Há dias, armei-me em turista na própria terra. Foi numa tarde de domingo, fresco mas com boas abertas, que convidava a saída. Circulavam poucas pessoas pela cidade; abordei meia dúzia das que supus não me conhecerem, e perguntei-lhes pelo Posto de Turismo. Desconheciam tal local, e só uma indicou o edifício junto à Biblioteca, mas alertou-me logo que deveria estar fechado por ser domingo. E talvez por isso, também, nenhuma me mandou para uma agência de viagens, como sucede frequentemente.
Certo do destino e do propósito, dirigi-me ao Castelo. Dei uma volta, atenciosa, até se abrir uma porta de um caixote rectangular, modernaço, construído dentro do castelo, e sair de lá uma moça. Aproximei-me, cumprimentei-a e entrei. Perguntei-lhe se era ali que funcionava o Posto de Turismo. Disse-me que sim; perguntou-me se precisava de alguma ajuda. Perguntei-lhe se tinha algum roteiro que me permitisse visitar, no pouco tempo que tinha, os pontos de maior interesse na cidade. Disse-me que não; mas tinha uns folhetos com os pontos de maior interesse na cidade e no concelho. Percebendo que não me despertou qualquer interesse, perguntou-me se conhecia a história do castelo e a lenda de Al-Pal-Omar; acrescentou que poderia ver os vídeos. Aceitei. No final, perguntou-me se tinha gostado, disse-lhe que sim, que dentro da pobreza geral era a coisinha que se aproveitava. Perguntei-lhe, depois, se muitas pessoas – turistas – a procuravam; disse-me que não, que aparecem algumas no Verão mas muito poucas agora. Para rematar a visita perguntei-lhe quantas pessoas tinha atendido naquele dia. Respondeu-me, com ar desconsolado, “hoje, ainda nenhuma”. Era meia tarde, três horas. Deve custar-lhe muito a passar os dias, aqui – observei; reconheceu com um “hoje ainda mais, porque não tenho net nem telefone”. Despedimo-nos simpaticamente.
Para concluir o roteiro passei pelos “museus”, onde anunciavam exposições relevantes. Deparei-me com uma pobreza franciscana. Estão abertos, mas estão fechados. Percebi que não esperam ninguém; abrem as portas quando aparece alguém. O sossego é tanto que até custa incomodar. Um desperdício de recursos.
Podem masturbar os egos com discursos bajuladores, e iludir alguns com “notícias” plantadas nos pasquins; mas a realidade, se nada de substantivo fizerem, não muda.

27 de fevereiro de 2017

O Carnaval em Pombal


A vida são dois dias e...o Carnaval (em Pombal) são apenas umas horas. A imagem é de sexta-feira, registada às 11h30, e retrata o momento em que, prontamente, os serviços da Câmara varrem das ruas os vestígios do que resta do Carnaval na cidade: um desfile apressado das centenas de crianças que pais e escolas vestiram a rigor. Algumas escolas esforçaram-se muito na indumentária, dando ênfase à nobreza, como manda o figurino. E depois, foi um ar que se lhe deu.
Talvez esta imagem diga muito sobre o que somos, por cá, por contraste com os concelhos à volta: Ansião, Figueiró dos Vinhos, Batalha, Alcobaça (sem falar da super potência que é a Nazaré) proporcionam aos seus e aos outros dias de folia, desfiles e bailes. Noutro tempo, Pombal entrava nesse mapa. A crescente formatação do lado institucional da vida foi ganhando peso. Deixamos tudo por conta da Câmara, da Junta, da Instituição. Falta-nos sociedade civil que se envolva e participe. E que seja um bocadinho exigente, até consigo mesma. Anos e anos de subsidiodependência entre as colectividades acabaram com o gene da iniciativa, da ousadia. Resta-nos então o Carnaval de Abiul, que ontem desfilou entre as obras da vila, a mostrar que o que faz falta é animar a malta. Um bom exemplo do que dizia Zeca Afonso: "temos é que ser gente, pá".

5 de fevereiro de 2017

O estranho caso da ADAC

A Associação Desportiva e de Acção Cultural da Charneca comemorou este fim-de-semana 42 anos. Casa cheia, música made in Pombal, um misto de várias gerações que insistem em rever-se na emblemática colectividade da periferia. É ali que as bandas continuam a ensaiar, é aquele o palco que Pombal continua a ter para mostrar muito do que aqui se faz. Como se fosse preciso, de quando em vez, beliscar-mo-nos para perceber que "estamos vivos" - expressão perfeita utilizada, amiúde, pelo vocalista de uma banda que veio de Braga. 
Na noite de sábado, 4 de Fevereiro, não havia entidades oficiais nem selfies politiqueiras no salão da ADAC. Mas havia todo o talento dos irmãos Jaca, da Catarina, do João, da Iolanda ou do Calika, que a partir de Londres continua a organizar eventos assim, e a fazer-nos acreditar num final feliz para este filme. O talento dos The Hecklers e dos Quinta-Feira 12. É gente que não figura nos cartazes das festas do Bodo, que não é presença regular nos eventos municipais, mas que faz andar uma cidade e um concelho, que escreve o nome da terra no país inteiro e fora dele. Que enche o peito a dizer "obrigado Pombal!"
Foi bonita a festa, pá. Terminou com uma exibição de vários pares de automóveis da GNR, numa declarada caça à multa, em todas as ruelas da Charneca que desaguam na cidade. É tão valente exercer a autoridade de madrugada, nos becos alcatroados de fresco (iupi!) junto de perigosos espectadores dos concertos da ADAC...é talvez a prova da grandeza daquela carismática aldeia, que olha lá de cima para o Cardal. Saúde!

23 de janeiro de 2017

A doença saudosista

Que vivemos numa terra de saudosistas, ninguém o ignora.
O saudosismo é um traço fundamental da alma portuguesa, aprofundado por meio século de salazarismo. Em Pombal, é uma doença mística fomentada por um messianismo profético que junta política e religião, que se alcandorou a doutrina política e social. É fenómeno que passa despercebido, alimentado por um processo biunívoco – de-cima-para-baixo e de de-baixo-para-cima – que se transformou num modus vivendi, que se faz passar por uma coisa natural mas não o é. O saudosismo não é uma coisa boa, é um mal. Um mal que enfraquece, que retira intensidade à vida, que desfoca da realidade, que conduz a uma vida desgraçada. E quanto mais desgraçada é a vida, mais o sentimento saudosista se propaga, se alimenta do resgate do passado; um passado que pode ter sido alegre ou muito generoso para alguns, mas não o foi para a maioria.
Em Pombal temos um poder saudosista que esgravata no passado - e alimenta quem o faz – na busca de memórias ou fósseis que alimentem o que Espinosa chamou uma oscilação de potência determinada por uma ideia passada de um momento alegre. E os seus acólitos servem-no; e encontram nestes serviços os seus momentos de glória.
Por muito que muitos se esforcem por encontrar e mostrar as minudências desta terra, Pombal é o que é; e nunca será outra coisa enquanto não se focar no seu presente; enquanto não viver, de corpo e alma, o presente. 

20 de janeiro de 2017

Cultura em destaque


A coreógrafa, pedagoga e programadora cultural Madalena Victorino foi distinguida com o Prémio Universidade de Coimbra 2017. No dia da tomada de posse de Donald Trump, é bom salientar que ainda há quem saiba reconhecer a generosidade e a entrega aos outros como um valor maior. 

Esta portuguesa de excepção tem desenvolvido um trabalho notável e marcante para a performance em Portugal, em especial para a dança, nomeadamente pelo carácter comunitário das suas criações. Quem teve a oportunidade de participar nos seus espetáculos – seja como intérprete ou como público – pode atestar da sua generosidade e sensibilidade cativantes. Os méritos da sua obra estendem-se às áreas da pedagogia da dança, das artes na comunidade e na educação, assim como das relações entre o teatro e a dança. Mas mais do que uma referência na dança contemporânea, Madalena Victorino foi também uma das mentoras no desenvolvimento dos chamados Serviços Educativos no nosso país e na programação de eventos que promovem a inclusão cultural e social através das artes contemporâneas.

É enquanto programadora cultural que quero destacar o seu contributo, pois penso que poderia ser inspirador para quem dirige os destinos do nosso município. Madalena Victorino, em conjunto com Giacomo Scalisi, pretendem que a arte tenha uma intervenção na construção do dia a dia das populações. E se, por um lado, têm essa visão política, que defende uma arte igualitária, democrática, capaz de transformar e qualificar as vidas dos indivíduos e suas comunidades, por outro não sofrem da atitude miserabilista que confunde a vontade de a todos chegar com propostas pouco refletidas e de baixa qualidade.

Como disse a Paula Sofia no último post, se queremos que os nossos concidadãos, e muito em particular os nossos jovens, participem activamente na dinâmica cultural da cidade, temos que ser arrojados, sair dos gabinetes, falar com as pessoas e estar atento ao que de melhor se faz no nosso país. A qualidade não é mais cara do que a mediocridade e tem a grande vantagem de dignificar quem a promove e de elevar quem dela usufrui. 

21 de novembro de 2016

A qualidade compensa


A curta-metragem Os Cães da Barragem, realizada por Paulo Vinhas Moreira e coordenado pelo encenador Rui M. Silva, foi distinguida, em Outubro último, como o melhor filme no “48H Film Project - Castelo Branco”, e irá representar a cidade de Castelo Branco no festival Filmapalooza, em Seattle, nos Estados Unidos da América, em Março de 2017. Para esse feito, muito contribuíram os três actores do Teatro Amador de Pombal que fazem parte do elenco: Gabriel Bonifácio, Humberto Pinto e Joana Eduarda.

Este feito evidencia as potencialidades da cooperação que tem sido levada a cabo entre a companhia de teatro pombalense e a albicastrense Ajidanha. A aposta que ambas têm feito na qualidade dos seus projectos merece o maior destaque.  Estão no bom caminho! 

18 de outubro de 2016

Agora, até o turismo espanhol mama…

A CMP aprovou, por maioria com 3 votos contra dos vereadores do PS – Uff, acordaram! – um subsídio de 4.592,50 €, à Banda Filarmónica Ilhense, para esta participar no XII Encontro de Bandas de Música na Comunidade Valenciana - Valência – Espanha, entre 30 de Setembro a 2 de Outubro.
Este era um subsídio que até o Farpas ignoraria - é daqueles que o senso comum nos diz que é virtuoso. Mas não o é. Na verdade, é emblemático do conluio de interesses que a subsidiodependência gerou, e do estratagema de geração de poder que engendrou.
A vereadora da cultura, ávida de agradar e de captar agradecimentos para o príncipe, esmerou-se a pincelar a informação com as todas as cores do arco-íris. Mas fê-lo numa tela com fundo negro. O esquema parecia perfeito, se do outro lado não estivesse um ex-inspector, conhecedor profundo dos esquemas avançados dos espanhóis, na captação de excursionistas para as suas instâncias turísticas, na época baixa, preferencialmente junto de grupos financiados com dinheiro público.
Aqui, a oposição – nomeadamente o vereador Jorge Claro – esteve bem: foi oposição - mostrou, até aos mais cépticos, que o papel da oposição é indispensável à prossecução da boa governance, mesmo nos assuntos julgadas menores, ou politicamente inconvenientes. Segundo ele, “o encontro de bandas da comunidade valenciana foi em Julho”, e não entre 30 de Setembro a 2 de Outubro, como a informação refere; “o local previsto para a realização do evento dista 100 km de Valência, é uma estância balnear composta por edifícios turísticos, não há qualquer outra actividade económica a não ser o turismo, existem mais de 100 hotéis, é uma zona dedicada apenas ao turismo.” “Quem promove este evento é uma agência de viagens, com sede em Barcelona, e que tem uma delegação na zona”. A banda actuou num jardim em frente da unidade hoteleira Marina d’Or, perto da praia, - um complexo turístico com cinco unidades hoteleiras.
Falta saber quem tem maior responsabilidade no desvario: a vereadora que quer agradar ou o príncipe que precisa de agradecimentos. 
OH MEU POMBAL, que até o turismo espanhol subsidia! Se o teu castelo falasse mais vezes, tanta coisa que se saberia!

8 de outubro de 2016

Os vícios repetem-se


Ana Gonçalves e sua equipa, ávidos por mostrar serviço, continuam a evidenciar uma enorme falta de respeito pelos artistas que convidam. Tal como aconteceu com as Montras Poéticas ou o Taleguinho, o nome de quem leva a cena a ópera "A flauta mágica", de Mozart, é omitido ou não é referido de forma clara (parece ser a Escola de Música de Abiul). Amadorismo, ingenuidade, esquecimento? Não: egoísmo, leviandade e desrespeito! Mais do que promover a cultura e os seus agentes, a vereação da cultura da Câmara Municipal de Pombal pretende apenas promover-se a si própria.

Mas alguém se importa? Aparentemente, não. A comunicação social (97FM, Pombal Jornal), que tão prontamente carimba o nome da autarquia em todos eventos que esta promove, não revela qualquer curiosidade em saber quem lhes dá corpo e voz. Será que iremos ver Ana Gonçalves subir a palco amanhã, no Teatro-Cine, como a Rainha da Noite? 

28 de julho de 2016

Ana Cabral é a nova directora da Biblioteca Municipal

O regresso de Ana Maria Cabral à direcção da Biblioteca Municipal de Pombal foi ontem formalmente aprovado pela Câmara - que assim repara um erro cometido há 14 anos, quando lhe retirou o cargo. Louvo-lhe a resiliência, ao longo dos anos. A cidade e o concelho precisam dela. A Biblioteca também.

19 de julho de 2016

Prioridades invertidas (III)

Apesar de ter edifícios públicos “às-moscas”, a CMP adquiriu a Casa Varela. Como não sabia que utilidade lhe deveria dar, reuniu com uns artistas da terra para a ver se encontrava uma utilidade qualquer para o edifício. Mas pelos vistos não saiu nada. E o edifício lá continua, fechado, sem a câmara saber o que fazer com aquilo.
Em vez de andarem a tratar das “joias” dos outros não seria melhor tratar das suas?

Em vez de os vereadores andarem a pavonear-se pelas festas, não seria melhor passarem o tempo estudar os problemas que criaram?

14 de julho de 2016

40º Aniversário do TAP


Vários motivos que tornam este evento interessante: não é organizado pela Câmara; a viola de arco do José Valente é dos segredos mais bem escondidos da música portuguesa; é mais uma oportunidade para poder assistir ao Romeu e Julietaa entrada é livre. Parabéns ao TAP!