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19 de junho de 2018

Sensações


O vazio pode encher-se com o vazio! É o que sinto quando percorro os espaços do lugar onde nasci, na minha aldeia, ou o centro histórico da minha cidade.
Os espaços do lugar onde nasci atraem-me pela mesma razão que o ladrão retorna ao local do crime; há ali uma atracção que não se explica, sente-se. Não sei se é o vazio do lugar que me preenche ou se sou eu que, de alguma forma, preencho aquele vazio.
Quando percorro o centro histórico da minha cidade – faço-o regularmente – sinto um vazio profundo, que não preencho nem me preenche. É uma sensação estranha de desilusão, de letargia e de mágoa, onde os sentidos convocam a memória e esta os reprime. Paro sempre naquela praça solitária, despida, sem vida, com uma história que não conta, embelezada com uma coerência falsa, sem brilho nem beleza. Olho para cima, medito no paradoxo que foi querer dar vida à natureza morta que é castelo e a sua encosta e ao mesmo tempo matar a praça. É uma amargura, uma tristeza de alma, ver o que isto é e não conseguir sentir o que isto foi.
Outrora, criança, percorri estas ruas, nos dias de mercado, num corrupio sempre apressado contra a escassez do tempo e dos bens. Outrora gozei tudo aquilo: o passar dos comboios; o frenesim da abertura das cancelas que restabelecia o fluxo das formigas apressadas no carreiro principal; a simpatia do boneco da sapataria Cruz; o regateio entre compradores e vendedores na praça; etc.
Hoje, vagueio por aquelas ruas estreitas, silenciosas, nuas, sem vida; por aqueles espaços que nada têm e pouco dizem. Sinto-o; sente-se um adormecimento sofrido que contrasta com uma agressividade que mora ao lado. Ali, as portas antigas fecharam-se definitivamente, e as “portas abertas” ainda não se abriram. Os poucos rostos, que vagueiam como eu, parecem reflectir as lajes escuras, ou as amarguras de vidas amachucadas.
Nas horas de expediente, paro na loja do Maia - um rebento híbrido da Casa Fortunato. Umas vezes, entro; outras, olho para aquilo, da rua, circunspecto. Admiro a resiliência daquele homem. Custa-me descer o resto daquela rua, a grande avenida do cemitério da minha cidade; custa-me mais do que o despovoamento da minha aldeia, que, pelo menos, mantém a força estimulante da natureza selvagem.

8 de junho de 2018

Como a valorização da irrelevância expõe o populismo mais bacoco

A propósito do encerramento da agência de CGD no Louriçal:
- Diogo Mateus decidiu “que perante tal situação tão desagradável e a desconsideração pelo povo de Pombal, neste caso mais concreto do Louriçal, a CMP vai tomar uma posição e deixará já a partir de amanhã de trabalhar com a CGD”.
- Pedro Pimpão – esse grande deputado da Nação – “remeteu uma pergunta regimental dirigida ao Ministro das Finanças…” e “manifestou a total solidariedade para com a população do Louriçal e toda a região envolvente pelo anúncio de uma decisão com a qual não concordamos e que pode ter consequências muito nefastas para um território com uma interessante dinâmica económico-social que merece um melhor tratamento por parte das entidades responsáveis nos diversos sectores”.
- O sonso PS local associou-se ao choradinho e veio “reconhecer a importância que aquele balcão da CGD tem para a população, para os empresários do Louriçal e para o desenvolvimento económico da região”; atestar que “A manutenção de um serviço público bancário na vila do Louriçal é uma necessidade e também um direito próprio das populações”; asseverar que “Reduzir o número de agências da CGD no concelho de Pombal a apenas uma, é incompreensível e inaceitável do ponto de vista da coesão territorial e do interesse das suas gentes”; e, disponibilizar-se para “acções de luta e em negociações que tenham em vista a reversão daquela intenção de encerramento”.
O PSD local veio “expressar a mais profunda indignação relativamente à intenção … de encerrar, no próximo 29 Junho, o balcão situado no Louriçal”; contestar a decisão com argumentos falsos; e, exigir ainda mais do acabrunhado PS local.
- Etc.
Pobre terra que tem políticos destes: escravos do populismo bacoco, sonhadores débeis, pobres-diabos cuja racionalidade não vai além da banalidade, moralistas ascéticos que abrem feridas para poderem seduzir pelo consolo.
Se há alguma injustiça ou irracionalidade na decisão de encerrar o balcão da CGD no Louriçal, pergunto: porque é que esta amálgama de populistas bacocos não junta esforços e exige a abertura de uma agência da CGD em cada freguesia (Abiul, Vila Cã, Santiago de Litem, S. Simão de Litém, Albergaria dos Doze, Vermoil, Meirinhas, Carnide, Ilha, Mata Mourisca, Guia, Carriço, Almagreira, Pelariga e Redinha)?
Porque é que, durante tantos anos, se esqueceram das populações das 15 freguesias discriminadas - dessa suposta necessidade básica, desse serviço público essencial, desse direito próprio das populações?
Decididamente, somos governados por criaturas sem qualquer noção do ridículo.

7 de junho de 2018

Demagogia barata

Diogo Mateus decidiu fazer uma declaração pública sobre o encerramento da agência da CGD no Louriçal, antes da reunião do executivo. Convidou a pombaltv para fazer um extra - para a divulgar.
A declaração mostrou um presidente dominado por baixo espírito: demagógico, precipitado, inconsequente - um fantasma arrogante.
Naquele número baixo, salvou-se Narciso Mota: surpreendentemente sensato.

6 de junho de 2018

É a economia, estúpido!


A CGD decidiu fechar mais 70 agências até ao final do ano. Mas a coisa não vai ficar por aqui, nem na caixa nem nos outros bancos. É a Economia. E na economia não há coincidências, apenas consequências.
Em Pombal, a CGD vai fechar o balcão no Louriçal; o que está a provocar a revolta do presidente da câmara, que ameaça fechar as contas da câmara e retirar de lá 21 milhões de Euros (?) – diz a notícia. Está dado o mote: nos próximos tempos, teremos o presidente da câmara no papel de grande-cavaleiro a lutar contra moinhos de vento. Já tínhamos o seu escudeiro a encarnar o Pança, mas nunca imaginámos ver D. Diogo no bobo papel do D. Quixote dos tempos modernos. Uma coisa é certa: não lhe vão faltar moinhos de vento para derrubar e fortalezas para defender: agências bancárias, empresas históricas, colégios, etc. Diogo Mateus vai ter tudo o que necessita para se sentir forte e feliz: conflitos, pendências, chantagens, vinganças. E os pombalenses desgostos.
Não deixa de ser estranho, e contraditório, que uma criatura esclarecida – Diogo Mateus - que considera que não se justifica a existência de um posto de turismo, porque, nos dias de hoje, com uma app e um ipad, vai-se a todo o lado, considere imperativo manter agências bancárias deficitárias e assim empurrar um sector vital da economia, que neste momento não é rentável, para a falência.
Antes de atirar pedras, Diogo Mateus deveria bater com a mão três vezes no peito e assumir a sua enorme responsabilidade no desfalecimento do concelho, que governa há três décadas. Porque, apesar de a economia do país mostrar uma vitalidade assinalável, os pombalenses assistirão a este drama contínuo, com algumas tragédias de permeio, a esta antinomia entre a culpa de uma câmara rica e o desfalecimento do concelho charneira que permanece sem solução.

2 de março de 2018

Bajulador com pés de barro

O IAPMEI e Turismo de Portugal - na verdade os Bancos – distinguiram, em Pombal, 23  micro e pequenas empresas, com a marca PME Excelência - um láurea ligeiramente acima dos certificados da farinha do Amparo.
Diogo Mateus aproveitou a coisa para, num exercício estafado e risível, dar brilho e vida à natureza morta que é a economia local - vai, até, publicar anúncios nos jornais. Mas, ainda Diogo Mateus estava inchado com o retorno que supunha atingir com as loas tecidas, já Narciso Mota lhe relatava o caso da maior empresa do Parque Industrial da Guia, que se prepara para se deslocalizar para a Figueira da Foz porque não tem espaço para expandir a capacidade produtiva.
Que Pombal não seja capaz de captar industrias (apesar de até Paredes Coura o conseguir, como dizia o outro), já todos o sabemos; mas deixar partir as poucas que por cá (ainda) existem, por falta de espaço, é demais.
Diogo: a realidade local não aceita muita cor. E quando se gasta a maior parte do tempo com as trivialidades do cortejo, falta tempo para o essencial.

PS: Há dias, Diogo Mateus recomendou que membros da AM se contivessem quando opinam sobre empresas por que alguns comentários podem prejudicar a imagem das empresas. Mas quando foi confrontado com a intenção da empresa, fez-lhe acusações graves.


21 de fevereiro de 2018

O negócio muito mal explicado

Há um ano e pouco, a CMP lançou uma OPA Florestal em que se propunha adquirir terrenos florestais por cerca de 0,3 € por m2.
Na última AM, ficámos a saber que a câmara pretende adquirir um terreno florestal, junto ao Parque Industrial Manuel da Mota, por 9,9 € por m2.
Porque é que os terrenos dos proprietários florestais anónimos valem, para a câmara, 0,3 € por m2, e o do amigo(a) industrial vale 9,9 € por m2? 
A enorme discrepância – 33 vezes mais - é inexplicável; até porque, o simulador criado pela câmara para avaliar os terrenos a adquirir no âmbito da OPA Florestal dá, para um terreno na periferia do Parque Industrial Manuel da Mota, o valor de 0,4 € por m2 - 25 vezes menos do que o acordado para o tal terreno!!!.
Um negócio muito mal explicado, também na dimensão económica.

13 de fevereiro de 2018

O negócio mal explicado

A aquisição de terrenos e bens pela CMP reveste-se muitas vezes de contornos pouco rigorosos ou obscuros.
A aquisição de um terreno, com cerca de 100.000 m2, junto ao Parque Industrial Manuel da Mota, por cerca de 1.000.000 €, a uma empresa que o adquiriu/permutou(!) recentemente por cerca de 200.000 € cheira a esturro. Uma mais valia imediata de 400%(!!!), realizada com um terreno que só pode ser valorizado se for transacionado para actividade industrial, é, no mínimo, chocante.
A forma leviana e precipitada como a câmara instruiu a proposta, que levou à AM, adensou a nublosa, e deixou a oposição sem margem para a aprovar. Quem conhece as partes envolvidas no negócio, percebe bem a urgência do vendedor, mas não percebe a pressa do comprador. Em Pombal não escasseiam lotes industriais, escasseiam indústrias.
O debate foi duro, ríspido e denso; mostrou que a política local está quente (não é local para meninos(as) de coro); teve boas trocas de argumentos, muita retórica e ataques ao carácter; a bancada da maioria resguardou-se; a oposição (desgarrada) não capitalizou; resultou num empate técnico, esclarecedor sobre os contornos do negócio e sobre forma como se faz política por cá.
Na AM, a oposição (NMPM, PS e BE) rejeitou a proposta – foi aprovada com os votos do PSD e CDS. Mas na reunião do executivo, o PS aprovou a proposta e NMPH absteve-se.  
Com esta gritante descoordenação política, Diogo Mateus frita-os todos na frigideira do Salão Nobre.

12 de novembro de 2017

Estamos a empobrecer

O INE publicou sexta-feira o Indicador de Poder de Compra per capita, referente a 2015.

Pombal contínua muito abaixo da média nacional, mas estava num processo de recuperação, que foi interrompido a partir de 2013: 85,32 em 2013 e 82,79 em 2015.

Diogo Mateus trouxe empobrecimento.

16 de julho de 2017

O desfalecimento de Pombal vê-se bem pela taxa de natalidade

O desfalecimento de Pombal é evidente em todos os indicadores económicos ou sociais.
Os indicadores demográficos são os mais eficazes a captar a realidade e a tendência de longo prazo. 
O Eurostat divulgou as estatísticas sobre a taxa de natalidade referentes a 2016. De entre os concelhos do litoral, com costa, Pombal apresenta a pior taxa de natalidade - com clara tendência de descida. Só Alcobaça, Cantanhede, Mira e Caminha estão no mesmo grupo - 5,6 a 6,6 nascimentos por mil habitantes.

Mais palavras para quê? Os nascimentos não enganam. 

5 de julho de 2017

qu'est-ce qu'il se passe, alors?


A Câmara de Biscarrosse fez saber a Pombal que não lhe interessa para nada a missão económica que implicava uma cooperação entre empresas pombalenses e francesas, no âmbito da geminação que dura há 30 anos. Bem, sendo assim, resta-nos aguardar pelos resultados com a América Latina.

11 de maio de 2017

Novas do concelho charneira

Associação fundada por pombalenses eméritos, com missão importante para o concelho e passado glorioso, abandonada pelos legítimos beneficiários e consumida até às entranhas por parasitas disfarçados de empreendedores, jaz moribunda.

13 de janeiro de 2017

Pombal pior (II)



Em vez de trabalharem para os pombalenses, aplicando bem o dinheiro que nos pertence; trabalham para o Estado Central, gastando o nosso dinheiro em benefício do Estado Central. E com orgulho!

6 de janeiro de 2017

Pombal pior

Não é de agora a falta de sensibilidade dos vários executivos da CMP pela economia do concelho; mas evitavam de exagerar.
Na altura da construção do Parque Industrial Manuel da Mota, a câmara da Marinha Grande construiu um, cerca de três vezes maior. Passados três anos estava cheio. Nas últimas duas décadas, o eixo industrial Marinha Grande - Leiria cresceu muito: Leiria tornou-se uma cidade industrial, construiu vários parques industriais, que apresentam altas taxas de ocupação; e a Marinha Grande cresceu tanto que falta espaço para responder à procura dos empresários. Há umas semanas o Jornal de Leiria titulava em manchete: “Empresas obrigadas a deixar a Marinha Grande para crescer”.
Em Pombal, nas últimas duas décadas não se instalou uma empresa industrial de média dimensão. O Parque Industrial Manuel da Mota continua sub-ocupado ou com pavilhões para armazéns, contra o seu estatuto inicial. Nesta zona, a industrialização parou no Barracão. É com Indústria que se cria riqueza de forma sustentada.
A falta de sensibilidade da CMP pela economia está bem patente no chamado Centro de Negócios. Foi prometido pelo PSD, eleição após eleição. Em 2011, foi finalmente anunciado por Narciso Mota. Demorou vários anos a ser construído, foi mal construído e esteve cerca de 2 anos fechado devido a erros de construção e não só. No tempo que decorreu desde o seu lançamento, a câmara não foi capaz de pensar e conceber um projecto consistente com o que deve ser um Centro de Negócios. Não admira, portanto, que não tendo nada, digno dum Centro de Negócios, que lá colocar; coloquem lá o Serviço de Finanças. Ou seja: colocam a raposa junto das galinhas; antes de terem galinhas. Há maior falta de ideias e de sensibilidade pela economia do concelho? Não creio.

5 de outubro de 2016

Um tiro certeiro

Na última AM, Ricardo Ferreira, do CDS, fez uma intervenção certeira (uma excepção em toda a assembleia). Escolheu bem o assunto e os argumentos (enquadrados com a realidade circundante, incisivos e inquiridores). Por outro lado, mostrou astúcia táctica: no aparte inicial, na condução da intervenção e no remake à mesa da AM (esteve bem Narciso Mota e mal o sec(re)tário) e a Diogo Mateus.
Dos outros, foi tudo tiros na água, ou “deixas” para o presidente brilhar. 



19 de julho de 2016

Prioridades invertidas (III)

Apesar de ter edifícios públicos “às-moscas”, a CMP adquiriu a Casa Varela. Como não sabia que utilidade lhe deveria dar, reuniu com uns artistas da terra para a ver se encontrava uma utilidade qualquer para o edifício. Mas pelos vistos não saiu nada. E o edifício lá continua, fechado, sem a câmara saber o que fazer com aquilo.
Em vez de andarem a tratar das “joias” dos outros não seria melhor tratar das suas?

Em vez de os vereadores andarem a pavonear-se pelas festas, não seria melhor passarem o tempo estudar os problemas que criaram?

18 de julho de 2016

Prioridades invertidas (II)

O que não falta em Pombal é edifícios públicos (e privados) sem utilização. Mesmo assim, a câmara mandou construir um Centro de Negócios, sem saber que utilidade lhe deveria dar. Resultado: está fechado, há muito tempo!
Em vez de andarem a tratar das “jóias” dos outros não seria melhor tratar das suas?
Em vez de os vereadores andarem a pavonear-se pelas festas, não seria melhor fazerem alguma coisa de útil – dar utilidade ao que nos ficou caro e está abandonado?

29 de junho de 2016

Prioridades invertidas (II)

A Quinta de Sant`Ana está encerrada há largos meses (com tendência para o abandono).
Este executivo está bem à imagem do português típico: não sabe resolver os seus problemas, mas tem (sempre) solução para os problemas dos outros. Não tem solução para os seus imóveis, mas ocupa-se a tratar dos imóveis dos outros.

E era um investimento estratégico, imaginem se não fosse!

20 de julho de 2015

Câmara Corporativa

O Estado Novo aguentou-se (quase) meio século porque instaurou um controlo apertado de toda a sociedade. Esse controlo fazia-se através das forças de segurança – PIDE à cabeça – e de uma organização em pirâmide da estrutura económica, cultural, social, desportiva, religiosa, assistencialista…
O Corporativismo Económico adoptado pelo Estado Novo – é, talvez, a parte mais conhecida e estudada, porque, tendo sido implementado de forma consistente, ao longo de (pelo menos) três décadas (na parte final houve alguma inflexão, nomeadamente a abertura ao exterior) permite-nos extrair conclusões sólidas sobre suas consequências económicas e sociais.
Actualmente é unanimemente reconhecido que o proteccionismo económico penaliza o crescimento económico e a prossecução do bem-estar social porque, ao reduzir a concorrência, assegura rendas excessivas e a perenidade dos negócios protegidos. Logo, quando os poderes públicos privilegiam certos empresários ou grupos empresariais, a troco ou não de benefícios próprios, afastam-se do interesse público e da prossecução do bem-estar social.
A economia portuguesa é uma longa história de proteccionismo económico. A revolução de 1794 e a entrada na CEE deram-lhe duas fortes machadadas, mas não o eliminaram; está ainda enraizado em vários sectores e regiões.
Em Pombal o modelo de Associativismo, de Assistencialismo e de relação com a Igreja baseia-se nos antigos princípios e métodos. Tal como o proteccionismo de alguns empresários e o consequente afastamento de outros, com os inevitáveis prejuízos para toda a comunidade, nomeadamente na oferta de emprego.
Assim se explica (também) o desfalecimento crescente desta terra - do concelho charneira.

7 de fevereiro de 2015

Joana Benzinho dixit

"Pombal foi uma grande vila, foi uma referência no panorama nacional como uma localidade dinâmica, empreendedora. Hoje é uma pequena cidade a esvaziar-se do seu tecido industrial e comercial, dos seus jovens quadros que partem em busca de melhores oportunidades. É urgente desenhar novas politicas e oportunidades para que se possam fixar no concelho."
Uma análise certeira e incisiva. Só não vê quem não quer!

12 de janeiro de 2015

Mais um retrato do concelho charneira

No final do ano passado, o INE publicou o Ganho Médio Mensal dos Trabalhadores por Conta de Outrem – um retrato da realidade socioeconómica do País, decomposta até ao nível do concelho.
O ganho médio no Continente foi de 1.096 €, na região do Pinhal Litoral foi de 997 € e em Pombal ficou-se por 916 € -  bem abaixo da média nacional e na cauda da região.
Da região do Pinhal Litoral, só a Marinha Grande ficou acima da média nacional, com um rendimento médio de 1.148€.

Pode custar a aceitar, mas os dados não deixam dúvidas: o “concelho charneira” não sai da cepa torta.