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21 de agosto de 2020

Agarrem-nos, senão...

Poucas horas antes da reunião de Câmara - que podem acompanhar esta sexta-feira nos canais do município - em que o vereador Pedro Brilhante deverá fazer, ao vivo, meia dúzia de perguntas que já enviou por escrito, envolvendo suspeitas à volta do fundo de maneio gerido pelo Gabinete de Apoio à Presidência, o PSD deu um ar de sua graça neste Agosto: um comunicado em que dá 30 dias ao ex-líder da Jota para "rectificar a sua acção política, ou renunciar ao mandato de vereador", sob pena desta estrutura avançar para medidas drásticas: abrir um processo para o expulsar do partido.

Esta atitude musculada de Pimpão (Pedro) acontece na sequência das suspeitas levantadas nas perguntas, e que incluem Pimpão (João), que é, como sabemos, chefe de Gabinete. Dizem eles que esta atitude de Brilhante é "revanchista, persecutória e difamatória", palavras e actos que, como sabemos, o PSD de uns e outros desconhece...

Mas Pedro (Pimpão)...tantos anos na política e cais na asneira de fazer um comunicado infantil, como este? Então o partido não tinha retirado a confiança política ao vereador Brilhante? O que lhe importa que levante lebres? Ou que mundo ao contrário é este, em que o partido está-se nas tintas para a possibilidade dos seus mexerem indevidamente em dinheiro que é de todos, e mata o mensageiro para não se saber da mensagem?

Está bem de ver, como já aqui disse, que há pessoas que nasceram para ser da oposição - e não do poder. Pedro Brilhante é um caso desses. Uma pena não ter empregue esta energia quando foi vereador a tempo inteiro e com pelouros tão importantes como a Juventude e o Desporto. Mas fica a prova, para os eleitos de outros partidos e movimentos: afinal não é assim tão difícil fazer oposição. Basta querer. 

Agora vamos assistir ao clássico.

https://www.youtube.com/watch?v=YHmjQ3VX-cE


29 de julho de 2020

O mistério do destacável do PSD do Oeste no Pombal Jornal

Na semana passada o Pombal Jornal apareceu mais leve que o normal. Estranho, porque era a edição "do Bodo"...

Ao folhear repara-se que faltavam páginas na edição… mais exactamente 8 páginas… O que explica esse mistério sem qualquer justificação até ao momento?

O PSD do Oeste fez algo incrível, em total coordenação com a máquina da cidade de Pombal:

  • Na pessoa do líder formal, Rui Acácio, várias personalidades da Guia, Ilha e Mata Mourisca foram contactadas para serem entrevistadas, para que pudessem dar o seu contributo para definição de prioridades para a União de Freguesias;
  • A entrevista terá sido dada a jornalistas do Pombal Jornal,  mas não foi comunicado que o seu contributo seria dentro de um destacável partidário;
  • O destacável foi pago com publicidade das empresas do Oeste que foram entrevistadas.
O caricato:

  • Após a impressão e reparando na ilegalidade que acabara de cometer, o Pombal Jornal manda retirar o destacável e os seus proprietários vão de quiosque em quiosque retirar manualmente, em cada jornal, aquelas páginas manchadas de falta de rigor, transparência e isenção - o que se espera dos jornais.
  • Infelizmente várias cópias sobrevivem e começam a circular imagens nas redes sociais;
Isto é a máquina no seu pior: a tentativa de utilizar ilegalmente um jornal local (que se presta a este papel) para campanha eleitoral na forma de entrevistas; tentativa de financiamento ilícito partidário visto ser claramente publicidade paga pelas empresas; tentativa de "colar" personalidades ao partido no Oeste...

Um jornal que se vende desta maneira está nos antípodas da independência mesmo com a tentativa de corrigir à ultima da hora.

Deixemos os (e)leitores analisarem bem este modus operandi...O tiro pode ter acertado... nos próprios pés...


24 de julho de 2020

Em dias de Bodo, o PSD experimenta novo milagre



As notícias locais dizem que o PSD acaba de retirar a confiança política ao vereador Pedro Brilhante. A corajosa decisão de João Pedro Pimpão tornou-se pública esta manhã, imediatamente depois de Brilhante ter denunciado, na reunião de Câmara, os gastos astromónicos feitos pelo presidente da Câmara em deslocações, portagens e multas, usando o cargo público em proveito privado. 
Isto quer dizer que o PSD está pouco interessado em apurar a verdade da mensagem, e por via das dúvidas mata-se já o mensageiro. É certo que os tribunais já estarão a fazer isso, mas há dois níveis de responsabilidade aqui, e uma delas é política.
Quer isto dizer, também, que o PSD está-se nas tintas para o facto de, alegadamente, um presidente que é estandarte do partido abusar do cargo em benefício próprio, naquilo que a justiça chama de peculato. Prefere imolar um elo mais fraco, à espera de um novo milagre do bodo: que o povo acredite nas boas intenções de um partido que sonha ser único, fazendo tábua rasa do ditado popular -  tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica de fora. 

7 de julho de 2020

As últimas bolachas do pacote



José Gomes Fernandes e João Coucelo representam o que resta de um tempo em que a Assembleia Municipal era palco de grandes discussões políticas na terra, com solenidade, trabalho e dignidade dos que ocupavam o lugar, em representação de quem neles votou (convém nunca esquecer este pormenor). Lembro-me sempre do espanto do meu camarada Damião Leonel (que se sentava a meu lado, na bancada da imprensa, ele a acompanhar para o Jornal de Leiria e eu para o Região de Leiria) e do desabafo, na viagem de regresso a Leiria: "Eles tratam-se por senhor deputado!"
Com isto, passaram uns 25 anos. Tendo em conta que Fernandes e Coucelo já eram membros da AM ao tempo de Armindo Carolino...na bancada do PSD (claro)... é fazer as contas, como dizia o outro.
De maneira que esta discussão entre ambos foi um deleite, a todos os níveis, e figurativa do estado de divisão que reina no partido a nível local - mesmo que, por uma vez na vida, JGF esteja do lado do poder e não da guerrilha. Chavam-lhe "o talibã" do partido, noutro tempo; agora percebe-se que a idade tudo traz, e tudo leva. Ou quase.
João Coucelo é uma espécie de padrinho de Diogo Mateus, conselheiro-mor. Mas sabe (tenho a certeza que sabe) que o que está em causa neste investimento da Lusiaves na Guia não é brincadeira de meninos. E que muitos (e diversos) valores se levantam, como deixa perceber na dúvida. 
Mas Coucelo e Fernandes nunca se arranharam muito bem no saco de gatos em que o PSD se transforma, amiúde: O primeiro representa a tal burguesia da vila-cidade, o segundo o mundo rural, que a mantém viva. É conhecida essa fronteira. Foi evidente, nesta discussão, como ambos se manifestam cara e coroa da mesma moeda. À falta de boa discussão política entre bancadas, entre oposição e poder, valha-nos a que existe dentro da mesma bancada. Por mais estéril que seja, e que mais não queira do que mostrar como cada um deles ainda se acha a última bolacha do pacote.
Para remate deste episódio, e à laia de cenas dos próximos capítulos, fica a imagem dos tremeliques no pé de João Antunes dos Santos e Pedro Pimpão. E o respeitinho da presidente perante a voz grossa do Zé Fernandes. 

30 de junho de 2020

PSD: Pimpão&Pimpão, sociedade unipessoal, Lda

Sábado, o Pedro (Pimpão) sucedeu ao Pedro, que tinha sucedido ao Manel-Pedro, que já tinha sucedido ao Pedro, que por sua vez já tinha sucedido ao Pedro, …Nada que se estranhe, só se entranha.

Há muito que deixou de existir disputa, e eleições, nas concelhias partidárias. Os protagonistas do costume ajustaram o sistema às suas conveniências, e já nem se preocupam em disfarçar a farsa. Agora, basta juntar uma dúzia de figuras, na véspera da data marcada, listá-las num papel, arranjar um slogan (patético, que a imaginação não dá mais), e simular a coisa (uma suposta eleição). Que os partidos da oposição, afastados do poder há décadas, caiam nisto, ainda se compreende. Mas o PSD local ter definhado nisto, diz tudo sobre o sistema e sobre as criaturas que cirandam pela política local, actualmente. 

De cem coelhos, nunca se faz um cavalo. Bem tem feito D. Diogo, ao reduzir o partido à sua insignificância.

Depois: que dizer desta indigência, “O futuro começa agora!” (com o requinte do ponto de exclamação), de quem anda há décadas a prometer “Mais Futuro”, “Melhor Futuro”, e toda a trampa sobre o Futuro?

23 de junho de 2020

D. Diogo, o justiceiro, com a bênção de Rui Rio



Diogo Mateus deu hoje umas declarações à rádio Cardal que desmontam qualquer ideia peregrina (que reinava aí nalguns círculos) de que vá embora da Câmara. Está preparadíssimo para o combate autárquico de 2021, e passa por cima de tudo e todos aqui na terra.
Vale a pena ouvir aqueles 20 minutos de prosa em que distribui fruta para todos: reduz à insignificância os partidos da oposição, mas - e principalmente - reduz a pó a estrutura local do PSD, pelo silêncio ensurdecedor de Pedro Pimpão sobre a proposta de revogação de competências assinada por dois vereadores do PSD (Pedro Brilhante e Ana Gonçalves).
Diogo parece estar a viver numa realidade paralela: repete tantas vezes aquela história do artifício que arranjou para se livrar de Ana Gonçalves que parece acreditar mesmo nela. Retive uma frase em que ele fala de "disfarçar adulteração" e na mesma diz que "isso não tem nada a ver com o PSD que eu conheci". Oi?
A cereja do bolo guardou-a para o final. Aliás, foi para isso que quis falar à rádio: dizer que Rui Rio - o líder que não apoiou - já lhe manifestou apoio. Sabe-se que arranjou maneira de falar a José Silvano, para reclamar essa protecção.
De maneira que estamos assim: D. Diogo pode tudo, acima de todos, sobretudo da secção de Pombal do PSD. Vamos ver quanto pode um justiceiro contra a justiça, pelo menos a dos homens, pois que a divina está assegurada.
Pedro Pimpão bem pode ir pondo as barbas de molho, que há um animal feroz à solta no Largo do Cardal.

19 de junho de 2020

O general no seu labirinto



Diogo Mateus ficou hoje sem as competências delegadas pelo executivo no início do mandato, o quer quer dizer - na prática - que a partir de agora só faz aquilo que a oposição quiser. Porque a prepotência e arrogância com que vem exercendo o cargo, nos últimos tempos, deixou-o neste estado: em minoria. Logo ele, que foi treinado desde miúdo para ser presidente da Câmara. Que foi o quadro político melhor preparado para ocupar o cargo - pois que durante mais de 20 anos não fez outra coisa que adquirir experiência pública, conhecimento técnico no domínio autárquico, e que teve o partido a seus pés. 
O que hoje aconteceu na reunião de Câmara (o vídeo está disponível aqui) é o perfeito exemplo de como um homem de cabeça perdida pode dar cabo de uma carreira. Neste caso é política, mas também quer dizer profissional, porque esta é a profissão de Diogo. 
Já aqui escrevi mais do que uma vez o meu estado de espírito quanto à liderança dele, em Pombal: é esperar 20 anos que o vento mude, e quando ele finalmente muda...levar com ele na cara, e perceber que era tudo um engano. Que não havia nenhuma página para virar (muito menos o livro, como ele me disse na ocasião), o que foi visível desde cedo: primeiro nas equipas, depois nos quadros que escolheu, nos projectos que não fez, na estratégia que, afinal, não tinha para Pombal. Nos últimos tempos, foi pior. Porque as obras em catadupa no espaço público dão a ideia de que não quer deixar aqui pedra sobre pedra, como se estivesse obcecado por deixar a sua marca urbanística em cada jardim, em cada praça, sem se importar se é isso que as pessoas querem. Como se as eleições que lhe deram maioria legitimassem tudo, como se valesse tudo. Como fiz questão de lhe dizer na apresentação do projecto da Várzea, esta semana, não me interessa se pensa ir-se embora daqui amanhã ou depois. Mas interessa-se, isso sim, que a terra que escolhi para viver e onde os meus filhos cresceram (sem um metro do tal parque verde, que nunca chegou) seja mais do um amontoado de praças empedradas com aversão à terra, às árvores, ao verde.
De maneira que, numa primeira fase, uma pessoa até se divertia com esta implosão interna a acontecer no PSD, aquele partido todo-poderoso que sempre gostou de ridicularizar os outros nas reuniões de Câmara, da Assembleia Municipal, nas Assembleias de Freguesia. Mas agora que nos caiu a ficha, não deixa de ser degradante e decadente o que nos está a acontecer, no espectro público.
Diogo Mateus tinha obrigação de ter acautelado este estado de sítio, antes de retirar pelouros a Pedro Brilhante a Ana Gonçalves. Como já aqui disse o Adelino Malho em post anterior, ele tem qualidades. Já quanto aos princípios e valores, tenho dúvidas. Quando misturamos assuntos pessoais com a actividade profissional, raramente corre bem. Ou como diz o povo: onde se ganha o pão não se come a carne. Muito menos se o cenário for o domínio público. 

PS: Desde que o requerimento (assinado por Michael António, Narciso Mota, Odete Alves, Ana Gonçalves e Pedro Brilhante) deu entrada nos serviços que Diogo Mateus agilizou pressões: primeiro junto do partido, exigindo solidariedade política e retirada de confiança aos vereadores a quem avocou pelouros (ameaçando avançar ele próprio para a concelhia); depois pediu a um peão do partido que tentasse convencer Ana Gonçalves a voltar atrás. Gorada a tentativa, avançou para um almoço com Narciso Mota. Como se viu, não resultou. Ficamos expectantes com as cenas dos próximos capítulos.

Pedro versus Pedro


Pedro Brilhante afirmou ontem, numa entrevista dada à Rádio Cardal (basta ouvir a partir do minuto 2:50; o Pedro deve melhorar a oratória para não ser tão chato), que a situação política que estamos a viver em Pombal, "aos olhos de pessoas que são sérias, honestas e que andam na vida de forma recta e de cabeça erguida" só pode ter como consequência a retirada da confiança política no Presidente de Câmara em exercício. Depois de, há cerca de um mês, Pedro Pimpão (que não quer manchar a sua imagem de bom samaritano na "nossa comunidade") ter reafirmado a confiança política em Diogo Mateus, o destinatário das palavras de Pedro Brilhante não poderia ser mais óbvio.

24 de maio de 2020

A voz da “experiência”

Narciso Mota mostrou-se indignado e preocupadíssimo com o futuro da família social-democrata - a desunião, o estilo de poder e de gestão.
Naquele circo, Narciso Mota representa o bom vilão, que fala alto mas já ninguém o ouve, cuja cabeça é um negrume de onde saem relâmpagos de razão.


14 de maio de 2020

O Pedro falou, finalmente


O Pedro falou, finalmente, pelo PSD, à RC! Falou de política, do momento mais conturbado da política pombalense das últimas décadas. Mas não falou o político, falou o bom-cristão. O Pedro é político de profissão e bom-cristão de vocação.
E o que disse o Pedro? Nada. Falou - do óbvio, do banal, do inócuo. Disse que os mandatos são para levar até ao fim, que o partido apoia todos os eleitos, todos os executivos. O Pedro sabe que a legitimidade política advém dos apoios, e os apoios da prestação de contas; e sabe bem que entre o partido e o executivo - e vice-versa –nunca existiu cumplicidade (tem existido até muita canalhice).
As declarações do Pedro podem surpreender muita gente, não os mais atentos à realidade política local. O Pedro foi dissimulado e fraco; procurou, mais uma vez, transvalorar a fraqueza em virtude, foi o bom-cristão que conhecemos. 
A política é um jogo de imposição de vontades, que tem a força como primeiro e último argumento. O Pedro é destituído de força e de vontade própria; só tem desejos - ama o desejo não o desejado.

11 de maio de 2020

Última hora


O gabinete de apoio ao presidente da câmara começou a ser esvaziado, sexta-feira.
O gabinete do presidente da câmara contínua igual.
No 2.º andar, do n.º 4, da Rua Dr. Luís Torres a angústia aumenta, e o silêncio exterior tornou-se ensurdecedor.

8 de maio de 2020

Manual de instruções para usar a máscara



Depois de uma reunião que durou toda a manhã e o início da tarde de quarta-feira (com Pedro Pimpão, presidente da concelhia do PSD, Fernanda Guardado e Fernando Matias), Diogo Mateus não saiu mais da Câmara, até ao final do dia. Mas quis manipular a opinião pública (desacreditando a informação dada em primeira mão pelo Farpas): o gabinete da propaganda inundou as redes sociais com os fotografias do presidente e vereadores a distribuir máscaras e viseiras, supostamente naquele dia. A atitude já era condenável o bastante, pois que este aproveitamento político é muito pouco higiénico. A necessidade de apregoar o que se dá é sempre condenável. Mas foi pior porque teve a intenção de distrair o eleitorado de um dilema importante: o presidente sai ou não sai? Acaba o mandato ou não?
Haverá nesta altura um acordo de cavalheiros para serenar os ânimos, de parte a parte. Só que o silêncio da concelhia do partido é ensurdecedor, como se o PSD estivesse de quarentena (expressão bem usada pela vereadora do PS, Odete Alves, em declarações à rádio Cardal, embora sem grande moral para falar de silêncios e de partidos que não tomam posições).
Talvez Pedro Pimpão não tenha ainda percebido que já não é o jota a quem tudo se desculpa; e como até no partido já lhe lembraram algumas vezes, não pode continuar para sempre em cima do muro, a espreitar de longe a confusão. Muito menos para quem tem aspirações de suceder a Diogo Mateus, a qualquer preço. 
Porque até para usar uma máscara é preciso saber fazê-lo bem, e cumprir algumas regras. A responsabilidade política é uma delas. 

Diogo Mateus em queda livre…



Na semana passada, Diogo Mateus pediu uma reunião com as mais altas figuras do PSD onde colocou o seu mais delicado problema político, desta forma: na próxima reunião do executivo – a de hoje – o vereador Pedro Brilhante e ele não poderiam estar na reunião – ou saía o vereador ou saía ele.
Terça-feira, reuniu a comissão política do PSD onde Diogo Mateus começou por pedir a cabeça de Pedro Brilhante (retirada da confiança política) e acabou vexado, abandonou a reunião.
No dia seguinte (quarta-feira), reunião entre Diogo Mateus, Fernanda Guardado, Pedro Pimpão e Fernando Matias para encontrar uma saída.
Hoje, reunião do executivo com Diogo Mateus e Pedro Brilhante.
Ao que um homem – todo-poderoso – chega…!

6 de maio de 2020

ÚLTIMA HORA| Diogo Mateus ameaça ir embora "já hoje"


A reunião da comissão política do PSD, que aconteceu na noite passada, terminou da pior forma: Diogo Mateus abandonou a reunião a ameaçar que vai embora da Câmara já hoje.
Não se sabe ainda se foi esse 'terramoto' que despoletou a quebra de energia generalizada numa parte da cidade, mas é uma possibilidade...
Diogo foi ao partido exigir apoio, mas só encontrou críticas à forma como tem conduzido os últimos acontecimentos. Convém lembrar que naquele órgão têm assento Pedro Brilhante e Ana Gonçalves. Foi uma reunião escaldante, com acusações graves a Diogo Mateus.
Nessa entrada de leão e saída de sendeiro, o presidente da Câmara jogou a última carta: a demissão do cargo. A esta hora já lá estarão os únicos dois dirigentes que se prestaram ao papel de o demover: Fernanda Guardado (presidente da Assembleia Municipal) e Fernando Matias (ex-presidente da Junta de Almagreira).


(em actualização)

1 de abril de 2020

Quem é que manda aqui?



À hora a que vos escrevo Pombal continua (destacado) a ser o concelho do distrito de Leiria com mais casos confirmados de Covid-19. Mas a crise sanitária - para a qual o poder autárquico acordou tarde - não se afigurou suficientemente grande, aos olhos dele(s): Em plena pandemia, o presidente da Câmara retirou os pelouros à vereadora Ana Gonçalves, abrindo mais uma crise política.
Aqui no Farpas já tínhamos avisado que a decisão estaria iminente. Mas a nossa maior futurologia não poderia conceber que tal acontecesse num tempo como este, que todos estamos a viver. 
Na reunião de Câmara da semana passada, uns e outros falaram do assunto com pinças. Ana Gonçalves referiu-se a "pressões exteriores", ela que acabou por ser vítima desta espécie de fado do ciúme. Não foi explícita, como não foi nenhum dos vereadores. Mas quem circula pelo comércio e serviços locais sabe bem do que está a falar, sabe que há neste enredo toda uma novela de faca e alguidar, que começa com alegadas traições e termina com alegadas chantagens. 
Não temos nada contra novelas, que tantas vezes retratam a vida como ela é. Já não achamos normal que andemos a ser governados por terceiros, por quem não elegemos. 
Nos últimos dias a nossa primeira-dama assumiu, nas redes sociais, o papel que caberia ao gabinete de comunicação da autarquia, se ele existisse. A proposta que deixamos a D. Diogo é que regularize de uma vez por todas essa função. Que contrate esses serviços, às claras. Não é o primeiro nem será o último presidente de Câmara deste país a fazê-lo. Perante tamanha abrangência demonstrada publicamente, não é de estranhar que a senhora esteja apta a assegurar alguns pelouros, aliviando assim o fardo dos poucos vereadores que restam. 
Além disso, se é para nivelar por cima, por que não haveríamos de ter a nossa Hillary Clinton, em versão direitolas?

27 de março de 2020

Como o Pedro caracterizou o Príncipe e o seu escudeiro

O Pedro bateu no Príncipe sem dó e sem remorsos - só se perderam as que caíram no chão e não nos lombos do Príncipe, que os tem bem recheados. Mas, se calhar, podia ter poupado o escudeiro, coitado, que pode não saber escrever ou estar, mas é fiel, um mouro de trabalho e está sempre disponível para os trabalhos sujos. 


Baixa(eza) política

Sem mais palavras; porque o video mostra muito, não tudo, e já quase tudo tinha sido escrito aqui.


19 de março de 2020

Última hora

Como o Farpas já tinha indiciado, recentemente, o presidente da CMP, Diogo Mateus, retirou os pelouros à vereadora Ana Gonçalves. O desnorte continua.

1 de março de 2020

Vergonha alheia





A presidente da Assembleia Municipal de Pombal há-de chegar ao fim do mandato sem os mínimos olímpicos para o desempenho da função. Fernanda Guardado é um caso perdido na política: confunde a nobreza do órgão com uma reunião do partido, é sectária militante, usando sempre dois pesos e duas medidas - quer se trate do PSD ou de outro partido qualquer. Só não destoa mais porque a maioria que constitui aquela Assembleia acompanha-a na perfeição - também não sabe muito bem o que está ali a fazer. 
Há, no entanto, noções básicas de respeito pelos outros que não existem para uns quantos. A forma como o vereador Pedro Murtinho goza com a deputada Célia Cavalheiro (BE), servindo de batuta para  a bancada do seu partido, é gritante. Para quem transpira cera por todos os poros exigia-se um bocadinho mais no tratamento do próximo. 
Acresce que o voto de repúdio era sobre os actos racistas que ocorreram recentemente no futebol português. Estando ali um campeão da felicidade (e dos relvados) como Pedro Pimpão, era expectável que ao menos fizesse de conta. Para quem cita Nelson Mandela mais adiante...é pouco. Até se compreende que nalguns deputados (como aquela sumidade política do oeste que se chama Rui Acácio, a jovem-promessa-do-CDS-Chicão Liliana Silva, mais um ou outro personagem) não dê para mais. Para quem anda na linha da frente...é poucochinho.

Mas voltemos às questões práticas de funcionamento de uma assembleia. 

1. A mesa não tem que opinar sobre a natureza dos votos, propostas ou moções. Na versão integral do vídeo vemos Fernanda Guardado desvalorizar o voto de repúdio ao racismo, dizendo mesmo "aqui todos condenamos esses actos". Pois, pois. Viu-se. 

2. O facto da dúzia de mulheres que integra a AM não querer, sequer, discutir a importância da greve feminista de 8 de Março, é reveladora do ponto em que estamos, em Pombal. Ah esperem...a proposta não veio (como não poderia vir) do PSD. 
Sobre a segurança, a demagogia de uns e outros, falarei mais tarde, em post próprio.

3. É perfeitamente discutível a pertinência de cada um dos temas, e a consequente inclusão das moções  na ordem de trabalhos, em cima da hora. Carlos Lopes (PS) recordou uma reunião de há um ano, de que pelos vistos todos se esqueceram. Até o PS, em reuniões passadas, quando alinhou com o PSD em moções de defesa do dono (dos colégios, quero dizer).   
De resto, as imagens falam por si. Servirão para memória futura, e para que tantos e tantas que elevaram em sucessivos mandatos o nível da Assembleia Municipal de Pombal...dêem voltas no túmulo.

11 de fevereiro de 2020

Será a felicidade do Pedro a nossa felicidade?


O Pedro já nos tinha anunciado que andava a estudar Felicidade por terras de “nuestros hermanos”. No passado fim-de-semana, levou ao congresso do partido (PSD) a moção “Por um Portugal mais feliz”. 

A política está para o Pedro como o voar está para a mosca. Se pudéssemos compreender a mosca, perceberíamos que ela navega no ar animada por essa mesma paixão e sentindo em si que voar é o centro do mundo. Na política, e não só, o Pedro é uma espécie de mosca (voadora).

Lá, no congresso, ninguém o quis ouvir - o que levou o presidente da mesa a interrompê-lo duas vezes para repreender os congressistas. Mas nós - que sabemos que esta ladainha não nos vai largar nos próximos anos - não o podemos ignorar.

O Pedro é o verdadeiro profeta da boa vontade; não vontade de vida, mas vontade de poder. É um escuteiro da moral amorosa-altruísta, perito na recolha de vontades para proveito próprio, que confunde o predicado com o efeito, e acredita – ou diz acreditar – que políticos felizes fazem pessoas felizes, que o céu estrelado gira em torno do destino do Homem. 

O pensamento político do Pedro é ridiculamente superficial, idêntico ao das garotas inexperientes do passado que se lisonjeavam com a ideia de que estava em seu poder tornar um homem feliz.

Pessoa dizia que o irritava a felicidade de todos os homens que não sabem que são infelizes. O Pedro quer tratar da saúde das pessoas e combater a depressão com choques de energias positivas e o circo da vida mágica, quer replicar o Paraíso do S. Pedro na Terra. Esquece-se que uma felicidade tola não é de modo nenhum preferível a uma infelicidade consciente. 
Pedro: deixa-nos ser mortais, sofredores, felizes e infelizes.