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29 de março de 2020

Conversa sobre uvas e ladrões

O Pedro-da-oposição-que-já-foi-do-poder tinha acabado de acusar o presidente da câmara do uso de dinheiros públicos para proveito pessoal. O presidente calou-se.
Mas o Pedro-que-agora-é-do-poder-mas-era-da-oposição saltou para atacar o Pedro-da-oposição-que-foi-do-poder, afirmando que “tão ladrão é o que vai às uvas como o que fica à espera”. O que ficou à espera foi o Pedro-da-oposição-que-já-foi-do-poder.
Com amigos destes – Diogo - não precisas de inimigos.


27 de março de 2020

Como o Pedro caracterizou o Príncipe e o seu escudeiro

O Pedro bateu no Príncipe sem dó e sem remorsos - só se perderam as que caíram no chão e não nos lombos do Príncipe, que os tem bem recheados. Mas, se calhar, podia ter poupado o escudeiro, coitado, que pode não saber escrever ou estar, mas é fiel, um mouro de trabalho e está sempre disponível para os trabalhos sujos. 


Baixa(eza) política

Sem mais palavras; porque o video mostra muito, não tudo, e já quase tudo tinha sido escrito aqui.


20 de março de 2020

CMP, o desnorte total


O país e o concelho estão no pico da pandemia. Nos próximos dias atingiremos novos picos; até que chegará o dia – que desconhecemos – em que a crise estabilizará e começará a regredir.

Por cá, o presidente da câmara resolver acrescentar à crise pandémica grave uma crise política sem precedentes. Mais: descurou a crise pandémica para alimentar e forçar a crise política agora publicamente assumida.
O presidente da câmara passou seis anos a capturar poder - a subjugar, esmagar e a eliminar quem dele divergisse. Como aqui escrevi, atingiu o pico com o golpe político da captura do vereador Pedro Martins ao movimento NMPH. E nesse momento, iniciou a queda - descontrolada por agora.

Que Diogo Mateus se suicide politicamente com casos e mais casos - com a sua equipa, o partido, os dirigentes e funcionários da câmara, e os seus adversários políticos -, é, essencialmente, um problema seu. Que comprometa a operacionalidade da câmara com conflitos sistemáticos, nomeadamente neste momento crítico, é inaceitável – mostra a sua natureza e o desnorte que o assaltou.

Quando na última segunda-feira aqui postei sobre o caso da chamada da Polícia Científica à câmara para, supostamente, averiguar uma violação do sistema informático e/ou instalações da câmara, fui acusado de estar a brincar com coisas sérias, de brincadeira de mau gosto. Mas não estava. Estava a dar informações relevantes para ajudar as pessoas a perceber o estado da autarquia, o desnorte que reina no Convento do Cardal. Estava a começar a mostrar até onde vai a irresponsabilidade política, a má-fé, o desnorte.

19 de março de 2020

Última hora

Como o Farpas já tinha indiciado, recentemente, o presidente da CMP, Diogo Mateus, retirou os pelouros à vereadora Ana Gonçalves. O desnorte continua.

2 de março de 2020

O (falso) democrata

Na última sessão da AM, o Pedro puxou pelo seu talento eminentemente retórico para, num exercício de hipocrisia política, induzir a assembleia a tomar a sua (do PSD) tramoia (validade da sua moção e a rejeição da admissão das outras) por boa acção.

Surpreendentemente ou talvez não, o Pedro não interveio na polémica discussão sobre a admissibilidade das moções nem da sua própria moção, porque sabia que o sucesso da tramoia estava garantido - contava com o seu “rebanho” e com o fanatismo da presidente da assembleia. Por isso, o Pedro resguardou-se para a honrosa tarefa de dissimular a tramoia e capitalizar o sucesso. A outros podemos desculpar o desconhecimento de princípios democráticos elementares, mas ao Pedro, que estudou Direito e estagiou uma década na Casa da Democracia, não. O Pedro tem obrigação de saber que a democracia não é o poder da maioria, não é o desrespeito pelas regras e pelos acordos, não é o esmagamento da oposição pela maioria.

Bem sabemos que em Pombal está instalada uma ditadura da maioria, que se aprofundou com a eleição dos actuais presidentes da câmara e da assembleia, mas vir defender atropelos às regras e a princípios democráticos elementares com o argumento do poder da maioria é um exercício de hipocrisia política, próprio de ditadores mascarados de democratas.

1 de março de 2020

Liberalização da ignorância


O que leva Diogo Mateus afirmar, até de uma forma reiterada, de que o consumo de drogas foi liberalizado? Mais, reforça que isso se deve por culpa da esquerda.  Será por desconhecimento da lei, ou haverá aqui uma intencionalidade política ao continuamente proferir inverdades? Seja qual o motivo, é grave. É grave que um licenciado em direito desconheça a lei; é grave porque é o próprio Presidente da Câmara que tem como umas das suas bandeiras a Educação, que insiste em afirmar que o consumo de drogas foi liberalizado! Não foi liberalizado, foi descriminalizado! Ou seja, perante a lei deixou de ser crime, mas não deixou de ser ilegal e portanto sujeito a pena. Por outro lado, o tráfico continua a ser crime e todas as questões de (in)segurança e denuncias das situações que ocorrem à porta das escolas tem a ver com tráfico e aliciamento a consumo.
Para alguém que gosta sempre de se dirigir aos outros como impreparados, que não estudam as matérias, em que é que ficamos?

29 de fevereiro de 2020

Mais renúncias

Manuel Barros, eleito pelo NMPH, e Ricardo Ferreira, eleito pelo CDS, renunciaram ao mandato.
Em Pombal, a degradação da Política é evidente - as reuniões do executivo e da assembleia municipal atestam-no. O nível é já sofrível. Estas renúncias rebaixam-no ainda mais.

PS: a falta de nível da presidente da AM até nestes pormenores (por maiores) se vê.


28 de fevereiro de 2020

A doutora Odete e as suas questõezinhas

O senhor presidente tinha acabado de responder à questãozinha sobre os migrantes, e de agradecer à doutora Odete a questãozinha por ela colocada numa anterior reunião; para, logo de seguida, a doutora Odete apresentar mais três questõezinhas, e agradecer, no final, a resposta do sr. presidente à questãozinha sobre os migrantes. 
Definitivamente, a doutora Odete é o bombom do doutor Diogo.


11 de fevereiro de 2020

Será a felicidade do Pedro a nossa felicidade?


O Pedro já nos tinha anunciado que andava a estudar Felicidade por terras de “nuestros hermanos”. No passado fim-de-semana, levou ao congresso do partido (PSD) a moção “Por um Portugal mais feliz”. 

A política está para o Pedro como o voar está para a mosca. Se pudéssemos compreender a mosca, perceberíamos que ela navega no ar animada por essa mesma paixão e sentindo em si que voar é o centro do mundo. Na política, e não só, o Pedro é uma espécie de mosca (voadora).

Lá, no congresso, ninguém o quis ouvir - o que levou o presidente da mesa a interrompê-lo duas vezes para repreender os congressistas. Mas nós - que sabemos que esta ladainha não nos vai largar nos próximos anos - não o podemos ignorar.

O Pedro é o verdadeiro profeta da boa vontade; não vontade de vida, mas vontade de poder. É um escuteiro da moral amorosa-altruísta, perito na recolha de vontades para proveito próprio, que confunde o predicado com o efeito, e acredita – ou diz acreditar – que políticos felizes fazem pessoas felizes, que o céu estrelado gira em torno do destino do Homem. 

O pensamento político do Pedro é ridiculamente superficial, idêntico ao das garotas inexperientes do passado que se lisonjeavam com a ideia de que estava em seu poder tornar um homem feliz.

Pessoa dizia que o irritava a felicidade de todos os homens que não sabem que são infelizes. O Pedro quer tratar da saúde das pessoas e combater a depressão com choques de energias positivas e o circo da vida mágica, quer replicar o Paraíso do S. Pedro na Terra. Esquece-se que uma felicidade tola não é de modo nenhum preferível a uma infelicidade consciente. 
Pedro: deixa-nos ser mortais, sofredores, felizes e infelizes.

1 de fevereiro de 2020

Reunião do Executivo – a harmonia voltou

Enquanto a doutora Cabral se passeia pelo mundo novo, do norte da Europa, e se regozija com o que vai vendo para nos ensinar, a política caseira continua o rame-rame do costume. 
O executivo reuniu, ontem, p`ra gente. Curiosidades? Ficámos a saber que doutores de leis, com dezenas de anos de reuniões camarárias, ainda não sabem como tratar propostas extra-agenda. O resto? Tudo velho - quatro hora do mesmo.
O ex-vereador Brilhante continua a chatear o presidente com aquilo que não fez. Comprova-se que a dispensa foi acertada: o rapaz não fazia nada, nem sabia nada do que por lá se fazia.
A doutora Odete prosseguiu a sua via-sacra securitária, no registo bafiento e adocicado mole – trabalha para o monte.
O doutor coiso pegou, como sempre, nas trivialidades do momento e discorreu sobre elas com a esperteza de fazer passar a banalidade por erudição.
O engenheiro Mota, desamparado à direita e à esquerda, coitado, apontou erros e culpados, amigos e inimigos de estimação, virtudes e fidelidades próprias (ao PSD, ao actual líder, etc.).
D. Diogo esteve contido. Depois esvaziar o azedume do rufia, deixou o engenheiro Mota descarregar a cassete. Com os presentes entediados até à náusea, a reunião prosseguiu com grande harmonia.


30 de janeiro de 2020

Concelhia do CDS-PP renunciou em bloco

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP renunciou em bloco ao mandato que terminaria em Abril próximo. “Na base desta demissão está o facto de Liliana Silva ter sido eleita para o conselho nacional, sem o aval da estrutura concelhia”, afirma o comunicado emitido pela concelhia, esta tarde. Mas estamos em condições de afirmar que a decisão foi tomada, ontem, após o presidente Pedro Pinto ter apresentado a sua renúncia, que justificou com quebra de solidariedade e do compromisso político assumido por todos, de não apoiarem nenhum dos candidatos à liderança do partido e trabalharam com o eleito, quebrado por Liliana Silva, o que causou grande mal-estar e levou à renúncia do órgão em bloco.

Liliana Santos é uma “jovem” com entrada fulgurante no associativismo e na política pombalense, dirigente em várias associações espalhadas pelo concelho, membro da Assembleia de Freguesia de Vila Cã, e presença regular na Assembleia Municipal. Apoiou o novo líder do partido – Francisco dos Santos – e foi eleita para o Conselho Nacional.

11 de janeiro de 2020

25 de dezembro de 2019

Diogo Mateus dixit: não serei candidato à câmara em 2021


Diogo Mateus, actual presidente da CMP, anunciou, na reunião extraordinária da comissão política do PSD, realizada na passada segunda-feira, convocada expressamente para discutir os últimos acontecimentos políticos, que não será candidato à câmara nas eleições de 2021.

Manuel António, actual presidente da concelhia, apresentou a demissão do cargo, logo no início da reunião, alegando  "discordância com os últimos acontecimentos políticos". Outros dirigentes abandonaram a reunião a meio.

Não se conhecem, até ao momento, as razões que levaram Diogo Mateus a assumir a retirada; mas a circunstância de o partido nunca lhe ter mostrado apoio, e de ter feito coro aos ataques de destacados militantes do partido e às críticas de outras forças vivas, devem-no ter feito sentir que não tinha condições políticas para se recandidatar.

Os últimos acontecimentos – exoneração do vereador Pedro Brilhante e atribuição de mandato a tempo inteiro a Pedro Martins (do movimento dissidente, de Narciso Mota) – foram, com certeza, as enxurradas que fizeram rebentar o dique. Mas a guerrilha sistemática entre partido, controlado por Pedro Pimpão, e presidente da câmara; a guerrilha sistemática entre a facção do partido na junta de freguesia de Pombal e o poder camarário, protagonizado por Diogo Mateus, era por demais evidente e alimentada à boca cheia na cidade e pelo concelho.

Com esta tomada de posição,  clara e frontal, Diogo Mateus faz saltar as coisas para outro patamar: do subterrâneo, onde a politiquice germina; para a praça pública, o terreno da política séria.

23 de dezembro de 2019

Crónica de uma decisão anunciada


Só quem não conhece o concelho de Pombal é que alguma vez suspeitou, primeiro, que Narciso Mota ganhasse as eleições e, segundo, que as suas hostes lhe fossem fiéis até final. O velho engenheiro apresentou-se a eleições sem chama, com um projecto politico gasto e traindo o seu discípulo dilecto. Os eleitores, e muito bem, não lhe derem a vitória; Narciso Mota não merecia voltar a presidir os destinos da nossa Autarquia

O que se passou após as eleições também era fácil de antever. Como aqui disse, "as hostes do movimento Narciso Mota - Pombal Humano (NMPH) vão aperceber-se rapidamente (se é que já não se aperceberam) da fragilidade do projecto. Totalmente focado na personalidade do seu mentor - que apenas prometeu ser o mesmo de sempre -, o movimento NMPH é demasiado inconsistente e, por isso mesmo, está condenado a muito breve prazo. Narciso Mota já veio dizer que aceita a vereação (o que só lhe fica bem), mas dificilmente conseguirá manter o compromisso até ao final. A máquina laranja irá fazer tudo para lhe infernizar a vida, muito à semelhança do que ele sempre fez com os seus adversários políticos. Nessa altura, os correligionários do movimento NMPH, órfãos de pai, irão a correr procurar abrigo junto da mãe que renegaram."

Espanta-me, por isso, a surpresa com que a notícia da atribuição de pelouros ao vereador Pedro Martins foi recebida. Não existe nada de substancialmente diferente entre o PSD e o defunto movimento NMPH. São a mesma face da mesma velha moeda. Por outro lado, também não percebo toda a indignação gerada. O objectivo das eleições autárquicas consiste em eleger vereadores e não, como muitos pretendem, apenas o Presidente da Câmara. O nosso modelo autárquico permite a existência de executivos multicolores o que, quanto a mim, enriquece a democracia. Ao contrário do que o PSD (e o PS) defendem, esta decisão de Diogo Mateus abre um bom precedente em Pombal que espero se volte repetir. No entanto - e é aqui que reside a única crítica que faço ao Presidente da Câmara -, estas alianças devem ter substância política e ser assumidas pelas forças partidárias que lhes dão forma. Caso contrário soam a uma mera troca de favores que em nada dignifica os seus protagonistas. 

22 de dezembro de 2019

Eles não merecem a água que bebem

A última reunião do executivo da CMP durou 3 horas e 9 minutos: 2 horas e 36 minutos na chicana política (e conversa da treta), 32 minutos a despachar uma agenda com 57 pontos, com simples apresentação dos temas e votações.
Não sai da boca daquelas criaturas as preocupações com o concelho, mas depois é isto! Esta gente não merece a água que bebe durante as reuniões, quanto mais o dinheiro que ganha.

O dia em que David derrotou Golias

O Farpas tem o prazer de apresentar a longa-metragem: O dia em que David derrotou Golias.
Sem mais palavras...


11 de dezembro de 2019

PS no seu melhor

Para PS (Pombal) a política é um pró-forma; onde o conteúdo, a intencionalidade e o propósito não entram; onde basta cumprir a obrigação do momento, sem esforço e sem tino.
Custa ver um partido com as responsabilidades do PS não saber distinguir o essencial do trivial. Mas dói – sim, dói mesmo - ver o PS exigir a concretização das excrescências do PSD. E chegar ao ponto de suplicar pela concretização da “Casa Mota Pinto”!


7 de dezembro de 2019

O doutor falou

O doutor falou. Na Assembleia Municipal de Pombal. Falou de Pombal? Não. Falou do País. E até da Europa!
O doutor fala bem, muito bem, demasiado bem. Fala de tudo e de todos, e a todos aponta falhas. A todos? não! Ao País, ao governo, e à oposição (a parte dela!).
O doutor é grande. E sapiente. E Pombal tem destas coisas, destes privilégios incomuns, demasiado grandes para as nossas necessidades. Criaturas invulgares, que sabem tudo de tudo, conhecem e sabem apontar (todos) os problemas, dos outros.
E nós, os provincianos, ficamos cheios de inveja. E de pena - de o doutor não colocar uma grama da sua sapiência política ao serviço dos saloios.
O doutor é, porventura, o político local há mais tempo no activo. Mas até hoje – e já lá vão três décadas – nunca o vimos ou ouvimos apontar um problema desta pobre terra.