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30 de novembro de 2020

Grande tareia

Na discussão das GOP e Orçamento, o doutor coiso - um prosélito da retórica balofa, que gasta o tempo e a energia a mostrar o que não é – discorreu, durante meia hora (!), um chorrilho de banalidades e ideias requentadas intercaladas com falsos assomos de rectidão.

Como é uma criatura sem ponto de apoio e espinha dorsal, e tem do outro lado um adversário que o conhece bem e tem mais lábia que ele, sempre que esboça um movimento de ataque tropeça no passado e cai . Na última reunião levou uma valente tareia.


27 de novembro de 2020

Tramiquices, mentiras e cara de pau

O doutor coiso, munido de informação relevante sobre a contratação do biscateiro dos retratos, entrou a pés-juntos sobre o doutor Mateus e o seu escudeiro.

O doutor Mateus, escaldado com as continuadas tramiquices do GAP, preparou as coisas para se demarcar do seu escudeiro (convém-lhe começar a sinalizar as coisas), salvar a face, e desacreditar o opositor.

Resultado: o doutor coiso foi à procura de lã e saiu tosquiado.

2 de outubro de 2020

E de onde menos se esperava…

 Saiu uma boa intervenção, do Marco Carreira (substituto do presidente da UFIGMM na AM), clara, responsável e responsabilizante, contra a política do facto consumado.

Bem pode o presidente da câmara zurzir nos seus companheiros de partido, que não os cala nem os trava. Porquê? Porque o caso toca-lhes muito; e as posições estão extremadas, entre os que fazem a porcaria, e os que a cheiram.

21 de setembro de 2020

Mais um Flop

O doutor Mateus começou a reunião do executivo anunciado que tinha decidido terminar a comissão de serviço do director de Recursos Humanos - alvo de processos disciplinares e suspenso durante seis meses! E com a lábia e a manha que lhe reconhecemos, apresentou a decisão como um exemplo de correcção, de respeito pela lei e pelo visado, e sem ónus para a câmara.

O doutor Mateus conseguiu ao longo de muitos anos, como número dois da câmara e com a manha que se lhe conhece (por contraponto com o numero um), passar a ideia do político competente. Mas bastou expor-se mais um bocado e passar a ser escrutinado como deve ser, para se perceber que é um gigante com pés de barro, um poderoso fraco, marcado pelo odioso e pela inveja, que obedece aos instintos, diminuindo os outros para se elevar. 

Nos últimos tempos entrou em desnorte, não acerta uma. É de tal forma incompetente que, com quase 30 anos de câmara e o apoio(?) jurídico dos serviços e do gabinete de advogados avençado, avançou para um processo disciplinar que não consegui meter a andar quanto mais terminar; e, pensando que tinha aprendido alguma coisa com o primeiro, avançou para um segundo, sobre o mesmo visado, que também não conseguiu terminar. Pelo meio, cometeu tanta irregularidade processual e material que obrigará a câmara a responder em vários processos judiciais.

Derrotado, agarrou-se a uma saída airosa: terminar a comissão de serviço do visado - algo que só depende do presidente da câmara. Mas como é verdadeiramente incompetente, e convencido (pensa que sabe mas não sabe), até aqui meteu os pés-pelas-mãos, e veio agora, ali, na reunião de câmara, tentar mostrar que fez as coisas bem. 

A mentira tem perna curta; por isso, como bem diz o povo, apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.


16 de setembro de 2020

João nas Meirinhas

João Pimpão será o cabeça de lista do PSD à Junta de Freguesia das Meirinhas – substituirá o actual presidente Virgílio Lopes. 

Não se sabe, ainda, se foi designado ou se se autoproclamou candidato, mas sabe-se que já está a trabalhar na construção da lista – já convidou para o lugar cimeiro de presidente da Assembleia de Freguesia o ilustre meirinhense - comendador e ex-presidente da câmara - Narciso Mota.

O João é um homem prático. Um prático que sabe ser cristão e pagão conforme a situação, que sabe que uma mão lava a outra e as duas lavam a cara. 

O João gere actualmente um “fundo de maneio” de dois/três milhares de euros mensais. Na junta passará a gerir um “fundo de maneio” (orçamento anual) de cerca de quatro centenas de milhares de euros.

Favas contadas.

8 de setembro de 2020

As respostas do João

O Pedro fez as perguntas, ao Diogo, sobre o Fundo de Maneio do GAP, em nome dos pombalenses para que estes pudessem saber como é gasto o seu dinheiro. O Diogo não respondeu; chutou a resposta para o João (Pimpão).

O João respondeu (teve que responder) ao Pedro - só ao Pedro. Mas as respostas não podem ser só para o Pedro, têm que ser para os pombalenses. O Farpas teve acesso às “respostas”; publica-as aqui. 

O João respondeu a tudo, com a manha e arte que se lhe conhece. E explicou tudo, com a arte e a manha que se lhe reconhece. 

Resultado: percebe-se tudo, está lá quase tudo... Está lá o João chapado. E o Diogo escondido com o rabo de fora. 

Ora vejam. E divirtam-se. Ou repugnem-se.




PS: quem tiver alguma dificuldade na compreensão das respostas pode ouvir as perguntas neste vídeo.

2 de setembro de 2020

O senhor Feliz e a senhora Contente

Os partidários da política colaborativa, do consenso fácil e oco, têm no vídeo abaixo um belo exemplar da dita.

Nele, a doutora Odete dá a “deixa”, com o seu “gostaria de perguntar” e o seu “gostaria de conhecer”, que entremeia sempre com um elogiozinho bacoco. 

O doutor Mateus, manhoso, implacável, e sabendo que a doutora Odete está ali só para marcar presença, aproveita a “deixa” para bater forte na “oposição”, e para discorrer sobre programação cultural, liberdade e criação artística, com o asseio intelectual de um verdadeiro vendedor de banha-da-cobra, indo ao ponto de apontar o museu, o teatro cine e a biblioteca como locais onde impera a liberdade de pensamento e a absoluta liberdade criativa - não se riam. 

Se a doutora Odete não fosse unicamente um ramo de enfeite deste andor, tinha trazido a debate o tenebroso processo da “contratação” do programador cultural profissional de Coimbra – a forma como foi usado e descartado por não se subjugar a um poder só quer “criados” e só pensa em propaganda.

O doutor Mateus e a doutora Odete são o senhor Feliz e a senhora Contente da comédia política pombalense. Com uma grande diferença em relação à dupla verdadeira. No Feliz&Contente, a “deixa”, tal como a piada, era dada ora por um ora pelo outro; aqui, a doutora Odete dá as “deixas” e o doutor Mateus atira os foguetes e colhe os louros.

É a política colaboracionista no seu esplendor.


25 de agosto de 2020

Fundo de maneio do GAP – um escândalo

Com 9 perguntas imperativas, o vereador Pedro Brilhante expôs os estratagemas, e as irregularidades (que têm que ser) praticadas, para fazer girar o dinheiro pelo fundo de maneio do GAP (Gabinete de Apoio ao Presidente).

Desengane-se quem pensa que foi mostrado tudo. Foi só levantada a tampa, falta mostrar o fundo. Mas pelo cheiro que tresandou, haverá muita podridão no fundo. A podridão inerente a um poder demasiado antigo, fora de validade, atacado pelo bicho...

Siga os próximos capítulos.

PS: O presidente e o chefe de gabinete optaram por não responder. Compreende-se: há respostas que vale mais não dar.


24 de agosto de 2020

Guerra louca

A política pombalense está esquizofrénica: as reuniões do executivo municipal (e também da AM) são uma espécie de guerra louca, onde o objectivo já não é ganhar, é tão-só matar.

Esta espécie de loucura talvez só se possa explicar pela Teoria do Louco, concebida e colocada em prática pelos EUA, quando fizeram passar a ideia, junto da diplomacia Soviética e Vietnamita, que Nixon estava louco, e, por isso, tudo faria para ganhar a guerra. Maquiavel também defendeu que  que às vezes é "muito sábio simular loucura".

São muitas as cenas que roçam a loucura, mas a cena pensada para o seu fecho da última reunião do executivo só pode ser explicado pela Teoria do Louco.

Depois, que dizer mais: que neste filme há figuras maiores e menores; que o protagonista da cena final cumpriu o papel na perfeição - moço de fretes que responde a estímulos; e que o resto são figurantes, que se dividem entre criaturas perdidas e criaturas à beira da perdição.



23 de agosto de 2020

Cena final

O enredo e a atmosfera prometiam um thriller tenso, imprevisível, excitante. E foi-o. Mas o melhor, a surpresa, a chave de todo o enredo estava – como deve ser num bom thriller – guardada para o fim. Neste caso para o pós-final; servido com todo o requinte e com a toda maldade moral, sem direito a uma palavra, a um ai, a um suspiro.

Nada extasia mais um tirano que ver o seu maior inimigo humilhado à sua frente, e não directamente por si mas pelo seu subalterno, para a sensação de prazer ser plena.

Para os munícipes, para os que pagam isto tudo, nem uma explicação, nem uma justificação, nem uma palavra. O que importa é a maldade, e quanto mais cínica, mais injusta e mais grosseira melhor.

Ai Pombal, Pombal, 
De que é que tu estás à espera?

Adenda 1: Parece estar a causar muita revolta o vídeo não incluir toda a intervenção do protagonista final (nunca o fazemos). Neste caso, não foi incluído um argumento irrelevante e falacioso – relatório de auditoria. Se o thriller não tivesse inúmeras e tão relevantes cenas, o falso argumento daria post próprio; e merecia-o bem, tal a ignorância pura (não maliciosa) que revela.
Uma auditoria - mesmo feita por pessoa séria e competente – não atesta conformidade (plena).

Adenda 2: tanta dor, tanta dor,…, e ainda não tocámos na ferida; e ela é tão grande, e tão profunda. Mas já lá andaram a escarafunchar; aquilo está em carne viva e infectada. Se estão a sofrer por antecipação, fazem bem - vão ganhando habituação.

9 de agosto de 2020

Murtinho

Com D. Diogo a-banhos, a reunião do executivo municipal, da passada sexta-feira, estava condenada a ser um mero proforma, não fora o vice-terceiro-presidente Pedro Murtinho ter tido a ideia de trazer para o debate o post do Farpas que informava, e mostrava, que a vereadora Cabral tinha mudado o sentido do voto, na votação da sua proposta sobre o parecer para a deslocação da Farmácia Barros, quando viu que os votos dos vereadores da oposição chegavam para aprovar a proposta.

O vice-terceiro-presidente Murtinho introduziu o tema com o jeito e o tacto que Deus lhe deu para a política: lamentou que estivessem a chegar ao Farpas informações indevidas; e censurou profundamente quem fotografou o monitor com o voto da vereadora e entregou a foto ao Farpas.

Estava servido o rastilho para o vereador brilhante derreter o vereador murtinho. Lembrou-lhe que indigno era o seu silêncio perante o comportamento do presidente na condução das reuniões, ao não revelar o teor das decisões tomadas e o resultado das votações no momento, ao não emitir as minutas após a reunião e as actas no prazo que a lei impõe. E lembrou-lhe, ainda, o óbvio, que o Farpas, tal como qualquer cidadão, tem direito a receber e a divulgar esta informação.
Chama-se a isto, ir à lã e vir de lá tosquiado.

30 de julho de 2020

O voluntarismo político tem perna curta

Como aqui previ (apesar de não ter formação jurídica), a proposta de responsabilização do presidente da câmara pelas custas de parte, nos processos em que o município seja condenado por não prestação de informação, apresentada pelo vereador Pedro Brilhante e acompanhada pelos vereadores da “oposição”, foi, agora, contrariada por um parecer da CCDR, onde afirma que “como regra, as custas judiciais recaem sobre a parte – ou seja, a entidade – que nelas venha a ser condenada, conforme determinado na sentença que resolva o dissídio no processo em causa”.
O que não invalida que a responsabilidade concreta, por um qualquer acto administrativo, não possa ser imputada a quem o praticou ou consentiu.

28 de julho de 2020

A política do facto consumado

Afinal, a ponte sobre a linha férrea não caiu; foi simplesmente adiada para a segunda fase, ficando as fundações já feitas (na primeira fase). Isto tem um nome: política do facto consumado. 

D. Diogo só conhece – só pratica - duas formas de acção política: a política da força ou a política do facto consumado (versão light da primeira). Nesta deriva, estará, porventura, à frente de Salazar, que num dos seus discursos alertava para “o desvirtuamento da política realista - a política do facto consumado, a política da força”. Mas o que mais choca, já nem é a política da força ou do facto consumado, é o vazio de argumentos pelas opções tomadas. 

No debate sobre a alteração da empreitada do Interface Modal, D. Diogo não apresentou um único argumento minimamente plausível, não deu uma única justificação, nem uma única explicação sobre os propósitos e os objectivos do projecto. Porquê? Porque simplesmente não os tem. 

Pergunta-se, então: pode este tipo – e os figurantes que o acompanham – esturrar 4.000.000 € (o maior investimento público alguma vez realizado na cidade) numa obra de fachada, que não serve a cidade e, pior, descaracteriza-a?

Razão tinha o dirigente do PSD local quando me disse que Diogo Mateus, depois do elefante branco CIMU-SICÓ, deveria ser proibido de mexer na cidade.

24 de julho de 2020

Em dias de Bodo, o PSD experimenta novo milagre



As notícias locais dizem que o PSD acaba de retirar a confiança política ao vereador Pedro Brilhante. A corajosa decisão de João Pedro Pimpão tornou-se pública esta manhã, imediatamente depois de Brilhante ter denunciado, na reunião de Câmara, os gastos astromónicos feitos pelo presidente da Câmara em deslocações, portagens e multas, usando o cargo público em proveito privado. 
Isto quer dizer que o PSD está pouco interessado em apurar a verdade da mensagem, e por via das dúvidas mata-se já o mensageiro. É certo que os tribunais já estarão a fazer isso, mas há dois níveis de responsabilidade aqui, e uma delas é política.
Quer isto dizer, também, que o PSD está-se nas tintas para o facto de, alegadamente, um presidente que é estandarte do partido abusar do cargo em benefício próprio, naquilo que a justiça chama de peculato. Prefere imolar um elo mais fraco, à espera de um novo milagre do bodo: que o povo acredite nas boas intenções de um partido que sonha ser único, fazendo tábua rasa do ditado popular -  tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica de fora. 

13 de julho de 2020

Premeditação ou aselhice?

O doutor coiso (autor e primeiro subscritor) meteu os pés-pelas-mãos na proposta de revogação das competências delegadas pelo executivo no presidente da câmara, ferindo-a de nulidade. A proposta foi aprovada - pela “oposição” - mas teve que ser re-submetida na reunião seguinte.

Na reunião seguinte (sexta-feira), o doutor coiso voltou a meter os pés-pelas-mãos, ao apresentar uma proposta cheia de irregularidades formais. Mesmo depois de o presidente da câmara o ter alertado para as desconformidades da proposta, na reunião anterior.

Este tipo de proposta exige unicamente três competências básicas: ter a lei que regula a matéria em causa, saber ler e saber copiar.

Pergunta-se: o doutor coiso meteu os pés-pelas-mãos, repetidamente, por premeditação ou por aselhice (jurídica)?

11 de julho de 2020

Inferno de Dante


(Gustave Doré, Dante fala para os traidores no gelo do Nono círculo, canto 32)

Na primeira parte de “A Divina Comédia”, obra prima de Dante Alighieri, o autor é conduzido ao Inferno pelo poeta romano Virgílio e pela sua musa inspiradora Beatriz. No poema, o Inferno é descrito com nove círculos onde cada um corresponde a um tipo de pecado. Quanto mais profundo o círculo, maior a intensidade do pecado. O fundo do Inferno é destinado aqueles que cometeram o pior dos crimes: a traição. 

A política em Pombal atingiu as profundezas do Inferno e, tal como na obra de Dante, o que existe não é fogo, só gelo. Por cá, os os traidores ainda não estarão submersos na água gelada, apenas com a cabeça e tronco de fora, alimentando-se dos cérebros dos mais fracos. Lá chegaremos. No entanto, se tiverem vergonha, jamais conseguirão voltar a erguer os olhos e recuperar a dignidade perdida. 

O episódio lamentável a que hoje assistimos, protagonizado pela vereadora Ana Gonçalves, não a compromete só a ela: compromete todo o PSD local. A triste vereadora é apenas um joguete submisso aos interesses do seu partido, vendendo a sua dignidade por um prato de lentilhas. E se alguém ainda tinha dúvidas, agora é evidente: vamos ter mais quatro anos de Diogo Mateus à frente da Câmara Municipal de Pombal. Nem Dante conseguiria ser tão cruel!

Hoje lembrei-me de uma música de José Afonso, homem íntegro, chamada "Tinha uma sala mal iluminada". Dizia o poeta: A velha história ainda mal começa // Agora esta voltando ao que era dantes // Mas se há um camarada à tua espera // Não faltes ao encontro sê constante. Ele tinha razão: se há um camarada à tua espera, não faltes ao encontro sê constante.

10 de julho de 2020

Putedo político

A política local já estava, há muito, transformada num bordel, administrado por proxenetas e tias, onde tudo se vende e tudo se compra. Hoje, desceu abaixo do bordel.

No bordel vende-se quase tudo. Na política local vende-se tudo – até a alma.

Todo o bordel tem uma boneca vaidosa, que atrai, que ilude, que trai. Uma cara de bronze sem coração e sem alma, movida unicamente pela vaidade e pela volúpia, que de natural, de digno, de “persona”, não tem nada. 

“Isto é tudo um putedo!”


6 de julho de 2020

Relatório de Gestão

A discussão e votação do Relatório de Gestão é - deveria ser - o ponto mais alto da política local, aquele em o executivo presta contas e a oposição avalia o seu desempenho - aponta erros, falhas e necessidades não cumpridas.
Aqui, é tudo ao contrário. É a oposição (cábula) que vai a exame. E é o examinado que a examina. 
Custa ver aquelas alminhas a debitar generalidades e banalidades – o óbvio e o patético - ou a ler excertos do relatório sem nenhuma capacidade de análise política e de responsabilização do executivo. E custa ainda mais ver como se expõe - mostra as debilidades – tentando cumprir aquele obrigação sem honra e sem brio.
Quem esteve melhor? Talvez a representante do BE – não falou.


30 de junho de 2020

PSD: Pimpão&Pimpão, sociedade unipessoal, Lda

Sábado, o Pedro (Pimpão) sucedeu ao Pedro, que tinha sucedido ao Manel-Pedro, que já tinha sucedido ao Pedro, que por sua vez já tinha sucedido ao Pedro, …Nada que se estranhe, só se entranha.

Há muito que deixou de existir disputa, e eleições, nas concelhias partidárias. Os protagonistas do costume ajustaram o sistema às suas conveniências, e já nem se preocupam em disfarçar a farsa. Agora, basta juntar uma dúzia de figuras, na véspera da data marcada, listá-las num papel, arranjar um slogan (patético, que a imaginação não dá mais), e simular a coisa (uma suposta eleição). Que os partidos da oposição, afastados do poder há décadas, caiam nisto, ainda se compreende. Mas o PSD local ter definhado nisto, diz tudo sobre o sistema e sobre as criaturas que cirandam pela política local, actualmente. 

De cem coelhos, nunca se faz um cavalo. Bem tem feito D. Diogo, ao reduzir o partido à sua insignificância.

Depois: que dizer desta indigência, “O futuro começa agora!” (com o requinte do ponto de exclamação), de quem anda há décadas a prometer “Mais Futuro”, “Melhor Futuro”, e toda a trampa sobre o Futuro?