Como era esperado o Estádio Municipal está inoperacional devido às Festas do Bodo.
Para além das consequências desportivas, pergunto:
- Quanto vão custar as obras de reparação?
- Quem paga, a CM ou a Pombal Viva?
P.S.: Esta despesa, só por si, acarreta a duplicação do défice (mal) apurado.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
20 de agosto de 2008
18 de agosto de 2008
Olímpismo?

Os jogos olímpicos estão a meio. As nossas maiores esperanças ainda não competiram. No entanto, o presidente do COP, Vicente Moura, sacudindo água do capote em relação a um eventual fracasso da comitiva portuguesa, veio a público censurar os atletas pelos maus resultados e pelas desculpas dadas, afirmando que o COP e as Federações preparam os atletas fisicamente mas nada podem fazer sob o ponto de vista cultural.
Pois não, caro presidente do COP, quem não tem não pode dar…
Pois não, caro presidente do COP, quem não tem não pode dar…
14 de agosto de 2008
A fartura do Bodo (II)
Tenho para mim que só em promoção, gastou-se tanto como o valor do prejuízo. A linha gráfica - que serviu de fundo à presença on line do costumeiro atelier, a quem naturalmente foi adjudicado o serviço - salvou a honra da promoção. A imagem conta, de facto.
Outdoors nos espaços nobres mais requisitados, jipes, chávenas de café, pacotes de açúcar, mais um programa de televisão que todos pagamos, as festas promocionais nas discotecas, a propaganda nas praias, a indumentária e tudo e tudo para o maior Bodo de sempre. Terá sido o melhor? Menos, senhores. Menos...
Protagonismos
Os ex-vereadores do PS não perdem uma oportunidade para mostrarem solidariedade ao presidente da câmara. Nos últimos casos (contaminação da água, denuncias de irregularidades no urbanismo, aprovação do Go!Sopping, Festas do Bodo, etc.) têm-se esmerado nos argumentos.
Cuidado Diogo, eles querem-te roubar o lugar!
Cuidado Diogo, eles querem-te roubar o lugar!
Festas do Bodo (III)
Quem não parece ter ficado muito agradado com as festas foi Narciso Mota. E ainda antes do Balanço Económico destas já anunciava publicamente alterações ao formato e transferia a organização novamente para a câmara (juntamente com a Pombal Viva)
Porque será?
Porque será?
Doeu muito no bolso ou são, outra vez, os excessos de protagonismo?
Festas do Bodo (II)
Apesar de tudo, há gente muito satisfeita com as Festas do Bodo.
De entre estes, ressalto os ex-vereadores do PS.
Apesar de o organizador, João Vila Verde, reconhecer a derrota pessoal e se sentir desconfortável com o resultado.
Há gente com alguma verticalidade e há outra sempre tão curvada!
De entre estes, ressalto os ex-vereadores do PS.
Apesar de o organizador, João Vila Verde, reconhecer a derrota pessoal e se sentir desconfortável com o resultado.
Há gente com alguma verticalidade e há outra sempre tão curvada!
Festas do Bodo (I)
As Festas do Bodo de 2008 tiveram coisas boas (ou muito boas) e más (ou muito más).
Mas o balanço final só agora pode começar a ser feito e o principal critério de avaliação é, tem de ser, o seu equilíbrio/desequilíbrio orçamental.
Segundo o responsável da Pombal Viva o défice foi de 95 mil €. Muito para quem garantia que as festas se pagariam a elas próprias. E muito para os munícipes!
Mas, conhecendo eu como muitos os malabarismos que naquelas casas se fazem com os números arrisco um défice muito superior, mais do dobro!
Mas o balanço final só agora pode começar a ser feito e o principal critério de avaliação é, tem de ser, o seu equilíbrio/desequilíbrio orçamental.
Segundo o responsável da Pombal Viva o défice foi de 95 mil €. Muito para quem garantia que as festas se pagariam a elas próprias. E muito para os munícipes!
Mas, conhecendo eu como muitos os malabarismos que naquelas casas se fazem com os números arrisco um défice muito superior, mais do dobro!
Nota: depois de ter acesso às contas corrigirei a minha previsão, provavelmente para cima.
10 de agosto de 2008
Piscinas fechadas

Pombal deve ser um dos poucos concelhos, senão o único, que não tem uma piscina, pública, a funcionar durante o mês de Agosto. Exactamente o mês em que as pessoas delas mais necessitam.
Porque será? Não é por falta delas, têm-nas. Fechadas!
Será por desleixo, falta de jeito, ou jeito a mais para fazer jeitos?
Porque será? Não é por falta delas, têm-nas. Fechadas!
Será por desleixo, falta de jeito, ou jeito a mais para fazer jeitos?
8 de agosto de 2008
Crise de confiança
"Há uma crise gravíssima de valores e uma crise daquilo que é o cimento de uma sociedade contemporânea: a confiança. Nós precisamos de ter confiança que o contador de electricidade (e da água, digo eu) conta como deve ser, que as pessoas não estão a fazer batota num jogo de futebol, que os concursos públicos são limpos, que não há interesses ocultos. Estamos numa sociedade com um nível de complexidade tal que temos de confiar nas pessoas e nas instituições públicas e privadas."
João Lobo Antunes, in Diário Económico, de 8/8/08
7 de agosto de 2008
Também me parece
A 30 de Junho deixei o meu "parecer" sobre a questão do Casarelo que se resumia a achar que, em teoria, poderia ser uma boa ideia, mas havia um conjunto de questões, desde urbanísticas a económicas, passando pelas ambientais, que mereciam uma resposta antes de se embarcar em mais uma construção de regime. A legalidade, essa, dei de barato que seria a possível neste país do constrói primeiro, espeta a placa de inauguração e questiona muito depois. Afinal...
6 de agosto de 2008
Go!Shopping: o maior crime urbanístico (II)
O empreendimento Go!Shopping, projectado para o Casarelo é um verdadeiro elefante branco plantado à sombra do Castelo.
O empreendimento, pelo que se conhece, composto por um centro comercial, um retail park, um hotel de duas estrelas e um posto de abastecimento de combustível discount não representa nenhuma mais valia para a cidade e, inserido numa zona nobre, descaracteriza a cidade.
Este tipo de empreendimento, de baixa qualidade, é de interesse muito duvidoso e, a ser licenciado, deveria ser localizado na periferia da cidade. Por exemplo, no prolongamento do Bairro Margens do Arunca. Pelo menos, desghetizavam aquela zona. Não acham?
O empreendimento, pelo que se conhece, composto por um centro comercial, um retail park, um hotel de duas estrelas e um posto de abastecimento de combustível discount não representa nenhuma mais valia para a cidade e, inserido numa zona nobre, descaracteriza a cidade.
Este tipo de empreendimento, de baixa qualidade, é de interesse muito duvidoso e, a ser licenciado, deveria ser localizado na periferia da cidade. Por exemplo, no prolongamento do Bairro Margens do Arunca. Pelo menos, desghetizavam aquela zona. Não acham?
Go!Shopping: o maior crime urbanístico (I)
O Go!Shopping será, se for concretizado, o maior crime urbanístico praticado em Pombal (pelo menos nas duas ultimas décadas). Às claras, nas barbas de toda a gente, por cima de regulamentos, leis e organismos oficiais.
Como é possível, tanto facilitismo, tanto descaramento, tanta obstinação para concretizar tamanha malfeitoria?
Como é possível, tanto facilitismo, tanto descaramento, tanta obstinação para concretizar tamanha malfeitoria?
Querem-nos usurpar, à falsa fé, a última área nobre e virgem no centro da cidade. Acordem pombalenses. Não deixem. Se deixarem ficaremos todos muito mais pobres!
Diogo despromovido II
Constata-se que o Diogo Mateus engoliu em seco e sem respirar o rebaixamento público que Narciso Mota lhe fez.
O Assalariado sobrepôs-se ao Politico.
É a vida…!
4 de agosto de 2008
Ainda o Bodo
No geral gostei... e recomendei. Gostei especialmente do recinto dos concertos e do modelo da festa, com actividades espalhadas por todo o lado. Gostei da animação e do ambiente. E gostei do "Boda-se"! Pena era que a publicidade se centrava no cartaz dos concertos do campo de futebol esquecendo as outras actividades
Não gostei do fogo-de-artíficio (para o efeito foi excessivo), não achei piada nenhuma à vedação que dividia a Rua de Leiria . Não gostei da falta de caixotes do lixo e do preço da cerveja. E também não gostei do condicionamento de vias públicas em horas mortas.
Com os primeiros balanços, constatou-se que se andou longe da meta de 120.000 entradas. Por isso, das duas uma: ou há capacidade de suportar um evento destes ou não há. A justificação do 1º ano não irá valer para tudo, da mesma forma que ter um prejuízo minimamente inferior ao dos anos anteriores não pode ser lido como uma vitória.
Não gostei do fogo-de-artíficio (para o efeito foi excessivo), não achei piada nenhuma à vedação que dividia a Rua de Leiria . Não gostei da falta de caixotes do lixo e do preço da cerveja. E também não gostei do condicionamento de vias públicas em horas mortas.
Com os primeiros balanços, constatou-se que se andou longe da meta de 120.000 entradas. Por isso, das duas uma: ou há capacidade de suportar um evento destes ou não há. A justificação do 1º ano não irá valer para tudo, da mesma forma que ter um prejuízo minimamente inferior ao dos anos anteriores não pode ser lido como uma vitória.
Mas valeu pela festa, e espera-se que a seriedade e a transparência a utilizar aquando da análise das contas consiga demonstrar que este é um investimento que se justifica.
Os fins justificam os meios?
Em relação à questão da vice-presidência, na ausência de mais notícias, suponho que o ex-vice-presidente já tenha sido informado pessoalmente da decisão. Espero agora por saber, afinal, que conclusões é que tira, não só desta despromoção, mas também da sua imagem perante os eleitores, se aceitar sem mais a decisão tomada, especialmente da forma como a mesma foi tomada...
29 de julho de 2008
A fartura do Bodo

"Aquilo não foi uma lufada de ar fresco. Foi um autêntico vendaval", disse-me ontem MLB, coberta de razão. As festas do Bodo que agora passaram foram agigantadas. Trouxeram a Pombal magotes de gente. Fizeram correr muita tinta mas saldaram-se com sucesso. Ainda bem. Seria penoso para todos nós, que aqui vivemos e pagamos por isso, se assim não fosse. Continuo a achar lamentável que se gaste dinheiro a rodos num cartaz de espectáculos (ainda por cima pouco original, veja-se a publicidade - inteligenemente colocada nas capas de jornais - da Expofacic, em Cantanhede, modelo a que este bodo se colou, em cópia mal feita), quando nos faltam coisas são simples como um espaço para umas horas de lazer. Meia dúzia de metros de verde, que nos permitisse respirar do betão que avança sobre os passeios e do asfalto cor-do-Arnado. Não me conformo, não hei-de conformar-me nunca, em nome do dos meus filhos, dos meus pais, dos meus avós, e sobretudo dos que hão-de vir.
Para lá do sucesso anunciado dos espectáculos, e dos avanços e recuos de entradas pagas para, por exemplo, o recinto os carrosseis (!) sobram algumas notas a reter: o estádio tranformado em recinto de festas não foi protegido nem nos mínimos detalhes. De tanto dinheirinho gasto, poderia ter sobrado algum para poupar a relva, como geralmente acontece nos estádios onde há concertos. Aos que se preocupam com questões "menores" como colocar o lixo no lugar dele, impressionou a falta de caixotes/contentores, a imundice das casas de banho, a selvajaria exibicionista. Mas quando é para atirar à finesse estamos aí, por isso compensava-se a falta desses pormenores com um espaço VIP: um camião (que mais poderia ser?) para os amigos dos amigos. Lembrei-me da imagem do champagne com tremoços, que um amigo meu tão bem aplicou a Pombal, há tempos.
A ideia ressuscitada da Expobal parece funcionar. A juntar a esta, há um dedo ao alto que deve levantar-se para o Bodo 4 kids, a inclusão dos restaurantes e - verdadeiramente objecto de aplauso - dos ranchos e bandas filarmónicas do concelho repartidos ao longo dos dias a dar ares de festa às ruas da cidade. Ah, as ruas: valeu a pena mudar a organização de mãos, pelo menos para vermos uma iluminação melhorada, sem ser aquela que podia já ficar para o Natal, como era costume.
Em suma: quando há dinheiro, as festas são outro luxo, outra fartura.
Para a super empresa municipal (está visto que afinal o objecto deve alterar-se assumidamente para a organização de eventos), aqui fica uma sugestão de rodapé: não tendo os funcionários o dom da omnipresença, é conveniente que, para a próxima, seja acautelado o normal funcionamento de todos os serviços, desde a fiscalização do estacionamento até, por exemplo, o parque de estacionamento subterrâneo da praça Marquês de Pombal. Sexta -feira de manhã acabaram-se os tickets na máquina e não havia funcionário algum para os repor. Depois de chamado por telefone, lá apareceu o dito, 15 minutos depois, a poupar nas desculpas e nos bons dias. Foi quando constatei que três carros naquele acesso ao parque fazem um engarrafamento.
Pois é, sol na eira e chuva no nabal...é coisa geralmente impossível.
Noites sem dormir
Passa das duas da manhã e ouve-se a cantoria dos "Anjos" na Charneca como se fosse aqui ao lado. É assim há 4 dias, sendo que isto dura até às 5h30. A bombar, sempre. A sorte é que o Bodo acaba hoje (já lá vamos...)
A pulseirinha laranja

Quem teve a brilhante ideia de organizar o Bodo como se de um festival de Verão se tratasse? Não digo que não se aprenda com os festivais e não se tente importar algumas das suas boas ideias. O que me parece absurdo é sacralizar o conceito e aplicar, de forma cega, todas as suas idiossincrasias.
Um exemplo acabado do ridículo da situação é a pulseirinha cor-de-laranja que imperou na edição deste ano. Quem comprou "bilhete geral" viu-se obrigado a ter de usar o tal arreio durante todos os dias da festa. Será que não existem outras formas de controlar o acesso aos espectáculos que não passem por ridicularizar os pombalenses?
Mais: a dita pulseira não é democrática! De facto, ela não pode ser usada por quem tem bom gosto, pelos trabalhadores de instituições bancárias que não da Caixa Agrícola, por quem trabalha num talho, por cirurgiões.
Espero que, nos próximos anos, o bom senso regresse e as pulseirinhas laranja (ou, apesar de muito improvável, rosa) deixem de efeitar os pulsos dos nossos conterrâneos.
25 de julho de 2008
Lixo
24 de julho de 2008
Abram alas para o Bodo (III)

Este não é o meu Bodo. Reconheço, no entanto, que a proposta deste ano é, a todos os títulos, mais interessante que as dos anos anteriores. E não me refiro apenas ao cartaz dos espectáculos. Este ano houve reflexão, estratégia, objectivos claros e arrojo. Espero, sinceramente, que o Bodo 2008 seja um grande sucesso!
O problema é que Pombal não tem ideia do que quer ser como cidade, o que faz com que um investimento desta natureza não tenha condições para criar as sinergias (nunca pensei vir a escrever esta palavra...) que os seus promotores esperam.
O enorme potencial que Pombal tem precisa de uma estratégia que enquadre as opções de investimento, públicas e privadas, e as potencie para o bem comum. Sempre defendi que uma cidade pequena como a nossa deveria apostar na cultura, na qualidade de vida e no emprego qualificado. Tenho a certeza que essa aposta faria de Pombal um grande pólo atractor na região. O Bodo poderia, então, ser aproveitado como veículo promocional dessa estratégia. Como a pasmaceira regressa em Agosto, lá se vai perder mais uma oportunidade.
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