14 de janeiro de 2009

Transparência e Concorrência


Na sequência de "instruções" comunitárias, o Governo criou um regime excepcional para as autarquias em matéria de contratação pública.
Com efeito, nos próximos dois anos, as autarquias vão poder, uma vez reunidas determinadas condições, adjudicar obras até 5 milhões de euros sem abrir concurso público...para ver se isto anima e se a economia nacional arranca novamente.
Mas não é tudo. De facto, e porque é tempo de falar "Verdade", um qualquer dirigente associativo acrescentou ainda - "off the record" evidentemente - que esta "Excepção" era muito positiva porque criava as seguintes "sinergias":
- aumento do financiamento das campanhas eleitorais nas próximas autárquicas (note-se, contudo, que, segundo informações do referido dirigente associativo, este efeito só se repercutirá em alguns associados);
- melhoria da educação em Portugal, a qual se notará, muito fortemente, na criação e modernização de parques escolares; e, finalmente,
- eliminação da necessidade fatigante de simular concursos públicos "transparentes" e "democráticos".
Assim, e perante tamanha honestidade e sinceridade do dirigente associativo em causa - o que, note-se, apenas demonstra que a palavra do nosso Presidente da República ainda é respeitada e cumprida - só me assola uma dúvida: Porque é que não se prolonga a Excepção "ad aeternum"?

13 de janeiro de 2009

Narciso Mota prefere trabalhar e falar com analfabetos

Na discussão das GOP e Orçamento para o próximo ano, Narciso Mota, irritado e sem respostas para justificar o falhanço da sua gestão, disse: “…prefiro trabalhar e falar com pessoas analfabetas do que com pessoas destas”. Pudera!
Há frases que retratam integralmente quem as profere.

12 de janeiro de 2009

Os Vereadores existem?

As pessoas que acompanham mais de perto a actividade política local têm a noção que os vereadores da CMP são figuras apagadas, sem autonomia e autoridade para agir. Quando o tentam fazer qualquer coisa são frequentemente desautorizados ou acusados de excesso de protagonismo.
Mas não era necessário assumi-lo de forma tão explícita na estrutura orgânica da câmara. O organigrama, que Narciso Mota submeteu à AM, consagra uma super estrutura composta por 94 caixas e consequentemente 94 chefes, 1 chefe por 4 subordinados, onde não aparecem os vereadores.
Os Vereadores existem? Tenho dúvidas!


P.S.: Narciso Mota apresentou a estrutura orgânica da câmara com orgulho, e fazendo o contraponto com os seus antecessores disse: “quando aqui cheguei havia 2 Divisões, agora existem 18!”. Palavras para quê. Resta aguentar…!

JÁ SÓ FALTAM DOIS DIAS

Bush da Arábia, ilustração de Brad Holland para a Revista Vanity Fair de Setembro de 2004



Com grande alegria e regozijo nos despediremos para todo o sempre do pesadelo. E depois ? Teremos o Obama, por ora, só uma esperança.

O verdadeiro serviço público


É este. Ainda assim por mal menor, já que é em prol das festas de Santo Amaro e o povo precisa é de festa, que isto anda tudo com ar deprimido. Tive uma sensação de dejà vu quando abri o mail. Porque será?

11 de janeiro de 2009

A VERDADEIRA FAIXA DE GAZA



Para mim, os israelistas são os criminosos e os palestinianos as vitímas.Maniqueísmo? Não. São os factos. E contra estes factos não há argumentos. Por isso, urge pôr fim de imediato à agressão imperalista dos sionistas.

10 de janeiro de 2009

FAIXA DE GAZA EM SANTIAGO DE LITÉM

Os moradores de S. Vicente, Covões, Pinhete, Vale dos Bacharéis, S. Francisco, Pisão, Arneiro do Pisão e Roques, localidades hoje integradas na freguesia de Santiago de Litém, reivindicam que as suas terras passem a pertencer à freguesia de Vermoil. Pretensão mais que justa, por vários motivos: económicos, sociais, geográficos e históricos. Os moradores da "Faixa de Gaza" ou " "Borda", como se autodenominam os moradores daquelas localidades, fartos de serem objecto da "colonização" de Santiago de Litém lançaram um abaixo assinado com cerca de 300 assinaturas (!) onde manifestam o desejo e o firme propósito de proceder à integração daqueles lugares na freguesia de Vermoil. Reagindo, o Dr, Guilherme Domingues, Presidente da Junta da Freguesia de Santiago de Litém, disse: " não se justificou antes, como não se justifica agora", afirmando ainda que tal pretensão se deve ao facto de a Junta a que preside ter ficado a administrar o cemitério de S. Francisco. De facto, até parece, se esse facto fosse o determinante para a ressurgimento de tal pretensão, que as questões relacionadas com os cemitérios, eram os únicos factos que originavam a participação civíca dos municípes na administração local. Não o creio. Por isso deixo um recado ao Presidente da Junta "colonizadora": Deixe-se de se armar em EHUD OLMERT, e em virtude da minha posição de solidariedade com os moradores daquela Faixa, não me acuse de ser anti-semita.

9 de janeiro de 2009

Já agora

São 14 horas. Neva pelo país e em Pombal não? Seguramente que só podem ser as poderosas influências do PS/Pombal a agir.

Em cartaz

Em Pombal, na área da Cultura, o cinema é uma área onde se tem tentado apostar de forma diversificada e de qualidade. Saudosos são os tempos das sessões especiais (em que só lamento não ter ido tantas vezes como podia) em que passaram por aqui verdadeiras pérolas independentes da 7ª Arte. Por outro lado, recentemente as exibições na Praça Marquês de Pombal, em que a exibição de "My Blueberry Nights - O Sabor do Amor" foi articulado com o pessoal que ainda continua a acreditar na criação de um Cine Clube, mostram que apesar de altamente deficitária e sujeita a regras de concorrência complicadas, é uma actividade que merece ser explorada volta e meia.

Por isso, enquanto o Cine Clube não se organiza (será 2009 "o" ano?), registo com agrado um ciclo de cinema às quartas-feiras entre o dia 14 e dia 28 de Janeiro com a exibição de 3 filmes reconhecidos pelo crítica. O preço é mais do que razoável e fica a sugestão diferente para algumas das noites de Janeiro. 

8 de janeiro de 2009

Higiene, coentros e maduro



Daniel Abrunheiro*

Pergunta-me um amigo se vi pela TV a entrevista do primeiro-ministro. Disse-lhe que não. Não vi por uma questão de higiene. Mental. Minha. Muito minha e muito mental. Não vi. Não quero saber. Não sou um jornalista ao serviço dele. Nem dele nem de ninguém.
À hora da dita entrevista, estava eu em casa muito sossegadinho a ler o meu dicionário da Porto Editora, escrito ainda sem a porcaria ortográfica pró-brasuca que aí vem. “Higiene mental: ramo da higiene destinado a manter a saúde mental e a assegurar a profilaxia das neuroses e das psicoses, combatendo os factores nocivos (excessos de tabaco, choques emocionais, intoxicações, alcoolismo, etc.)”. Tirando a parte do alcoolismo, percebi tudo.
Como não rimo “jornalista” com “acólito”, não assisti, nem de joelhos nem de cócoras, à tal entrevista. Tinham-me dado uma rica garrafa de tinto maduro, a mulher tinha trazido broa e bacalhau desfiado, num frasco de vidro grosso havia azeitonas perfumadas de alho e coentros em sal também grosso. Comemos e bebemos à saúde um da outra. Nem ela nem eu vimos a entrevista do senhor. Não vimos. Cheira-me que também não vamos ver a próxima.
A minha mulher também é muito higiénica. Por dentro e por fora. Foi uma riqueza que me aconteceu, a minha senhora. Às vezes, estamos na cama e rimo-nos muito. Eu digo o nome de um ministro (um qualquer) e ela desata-se a rir, contagiando-me irreversível e inelutavelmente. Depois, ela diz o nome de outro (outro qualquer) e eu desmancho-me, contagiando-a inelutável e irreversivelmente. De modo que somos felizes assim, felizes com a desgraça dos outros portugueses que já não se riem. Podia dar-nos para pior.
O amor é assim: nenhuma TV e um fio aromático de coentros cortando a espuma roxa de um tinto para esquecer.


*Convidado

....Mais farpas para 2009!

Com este texto do escritor/cronista Daniel Abrunheiro – o primeiro de muitos que aqui contamos publicar – está em marcha um plano de maior abertura deste blogue à digníssima sociedade civil, tal como já aqui ficara expresso o desejo, no ano que findou.
A par desta novidade que é a colaboração do Daniel, aguardamos a qualquer momento o primeiro post de um novo “farpista”: Adelino Leitão, him self.
Não digam que o ano não promete…

7 de janeiro de 2009

O rei vai nu


Os noticiários mostraram hoje qualquer coisa de verdadeiramente importante, quando comparado com questões de somenos importância como a anunciada recessão (como se fosse preciso confirmar o que já todos sabemos, todos, quer dizer, os do costume, que os outro continuam a esvaziar as prateleiras das marcas nas lojas, a esgotar hotéis de cinco estrelas e a ter dinheiro para tudo e um par de botas), com os conflitos na faixa de Gaza, o corte de gás que a Rússia acaba de fazer à Ucrânia.

A TV, que é essa janela por onde a maioria espreita o mundo, mostrou como ainda se cantam 'As Janeiras' para Presidente e Primeiro-Ministro ver. Percebi então que as coisas mudaram: Cavaco, por estes dias, abre menos a boca e fá-lo para cantarolar as quadras. Já Sócrates - que se apresenta com um um riso tão esticado que quase daqui se ouve um estalinho no maxilar, protagonizou a cena perfeita: ele e mais uns ministros, muito compenetrados, enquanto a mocidade (que é como quem diz os pupilos do exército), alinhadinha, fardadinha, cantava versos sob a batuta de uma maestrina (!).

O que nos vale é que às vezes este país é uma comédia.

PomBus

Aqui pode encontrar-se informação mais concreta sobre os PomBus, nomeadamente linhas e intenções de horários. Consta lá também que brevemente será disponibilizada mais informação via correio. Fica aqui a sugestão de usar também o portal da Câmara para esse fim.

Aspectos práticos à parte, comungo de algumas dúvidas aqui expressas em relação aos PomBus, mas com a entrada em funcionamento pleno veremos os resultados concretos desta aposta. Concordo com a importância de estudos, principalmente antes de se tomarem algumas opções onerosas exactamente pela necessidade de prever a rentabilização dos investimentos, como nesta área (trânsito) tanto que a mesma continuará com dificuldades estruturais, apesar da ajuda que recebe com esta opção.

O que podemos esperar de 2009 (III)


Num concelho onde não abundam propostas culturais de qualidade, é de esperar que 2009 não seja excepção. Esta realidade dá razão a que afirma que o PSD não é um partido sensível à cultura. Mas, a verdade seja dita, nem só a Câmara é responsável por algum marasmo cultural na cidade.

Apesar de tudo, existem várias iniciativas de louvar e uma delas é, sem dúvida, o Festival de Teatro que a autarquia promove em conjunto com o Teatro Amador de Pombal (TAP). O TAP, que nos últimos anos tem apresentado uma programação de grande qualidade, é o grande culpado pela relevância cultural do evento.

Como a aposta dos organizadores tem recaído em companhias que trabalham o registo humurístico, é de esperar que em 2009 possamos assistir ao fabuloso “VLCD!”, encenado por Nuno Pino Custódio (que também encenou o “ensaio.HAMLET” para o TAP), e levado a cena pelo Teatro Meridional. Ficamos à espera...

Opções

A notícia de que o parque do Centro de Saúde volta a ser gratuito é uma boa notícia. É claro que só é temporariamente uma boa notícia porque quando arrancarem as obras de renovação da Secundária com a transformação daquela zona numa Avenida, lá se vai o parque e em seu lugar vem um parque subterrâneo. Ora, duas questões, pelo menos, se colocam:

1. Se a taxa de ocupação daquele parque - à superfície - era de 10%, será mesmo realista esperar que o investimento num parque subterrâneo, necessariamente de construção muito mais onerosa, seja rentabilizado?

2. Quem é que vai pagar formalmente a construção do parque? Já sabemos que o Ministério assume a da Escola, mas a do parque está também incluída? E digo formalmente porque sabemos bem que quem paga, no fundo, somos nós, independentemente do ministro ou do autarca que coloque lá a assinatura.

O que interessa é saber se este é um investimento que se justifica ou não. Tão simples quanto isso. É que se um "grande" estacionamento a pagar naquela zona nunca resolveu nada, insistir numa fórmula que, aparentemente, será ainda mais cara também parece não fazer grande sentido.

Mais uma expressão do ano

"Fact checking" ou validar factos. Foi o que o Público fez a Sócrates tendo em conta a entrevista à SIC. Seria um óptimo exemplo para a restante comunicação social, seja ela local, regional ou nacional, confirmar os factos que são verdadeiros, falsos ou duvidosos alegados pelo poder ou pela oposição a alegar. É certo que o papel da oposição também é esse, e de certa forma, foi o que o PS/Pombal fez, mas não é menos certo que o papel da comunicação social é imprescindível na postura fiscalizadora de todos os actores do poder político. Afinal, estamos ou não no ano de "falar verdade"? E quem melhor do que entidades independente para aferir dessa verdade?

6 de janeiro de 2009

Câmara elimina estacionamento pago junto ao Centro de Saúde

Como entrada não está má, falta o prato.
Água mole(?) em pedra dura, tanto dá até que fura.

Fim de ciclo

Devia era ser mesmo fim de linha. Foram 4 anos (e vamos para já falar apenas dos 4 anos) de navegação à vista, de gestão corrente. 4 anos em que se cumpriram mínimos, não se nega (tirand em algumas áreas como a informatização), mas mínimos, já que há problemas estruturais que continuam por resolver (tráfego e saneamento, por exemplo) e prioridades que tardam em se definir: afinal que papel para Pombal? Haverá ideias necessárias mas que não foram concretizadas: avançar a sério para a revitalização do Centro Histórico e a construção do Centro Tecnológico, por exemplo. E que, adivinha-se, dificilmente em cenário de crise poderão ser concretizadas.

E agora vem 2009, onde avultam investimentos em arranjos urbanísticos, daqueles que garantem várias placas de inauguração e fotografias, e em quilómetros de estrada, ou seja a conclusão de um mandato de navegação à vista, de um mandato de gestão corrente.

Tempo de falar verdade...




Está lançado o mote para enfrentar os tempos que aí vêm...

Até à data, grassou a mentira no discurso político, foi uma época de suspensão da verdade e da seriedade na condução da vida portuguesa.

Mas agora - em tempo de vacas magras - dizem os barões que é altura de, finalmente, suspender a mentira e a leviandade.

Com este "mea-culpa" dos nossos representantes políticos, podemos agora afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, aquilo que já há muito se desconfiava.

Isto é, que até à crise do sub-prime, tivémos, efectivamente, uma democracia de fantochada, baseada na mentira.

Todavia, a grave crise financeira parece que teve o condão de despertar as consciências dos políticos, os quais se sentem agora compelidos a falar verdade.

Por conseguinte, doravante, os portugueses saberão a verdade na hora. Foi inaugurada, portanto, uma nova fase da nossa democracia.

Assim, deixarão de existir, por exemplo, obras ilegais, supervisões protagonizadas por invisuais ou abusos de autoridade que não sejam frontalmente assumidos pelos responsáveis políticos...sem dúvida uma boa entrada em 2009 ou, numa leitura mais coerente, uma excelente entrada a pés juntos...

5 de janeiro de 2009

Castanheira de Pêra à frente de Pombal

Um estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior coloca Castanheira de Pêra á frente de Pombal quanto à Qualidade de Vida.
Isto confirma que já não estamos a marcar passo, como estivemos durante década e meia, estamos a regredir. Por muito que nos queiram fazer crer no contrário…

O que podemos esperar de 2009 (II)


Em 2009 vamos assistir a mais uma vitória do PSD nas eleições autárquicas. Apesar de sempre defender que um Presidente de Câmara não deveria exercer mais de dois mandatos, o Eng. Narciso Mota vai preparar-se para completar 20 anos à frente dos destinos municipais. É obra!

Para não variar, o seu programa eleitoral vai ser copy+paste do anterior que, por sua vez, já era igual ao de 1993. Ficaremos, mais uma vez, a saber que é desta que se irá concluir o saneamento básico em Pombal, a sua grande prioridade no mandato 2009-2013. Serei só eu quem se sente envergonhado ao referir que, na minha terra, em pleno século XXI, ainda se discute o saneamento básico?

Lanço aqui um desafio ao PSD: concorram sem programa! Vão ver que ganham na mesma. Se vos questionarem sobre esse facto durante a campanha, podem sempre dar dois murros na mesa e levantar a voz até ao limite da capacidade auditiva humana. Afinal, esse já é o vosso recurso habitual nas Assembleias Municipais.

4 de janeiro de 2009

A Moda Tardia dos Pólos Escolares

Assisti durante os últimos três anos, na AM, a discursos inflamados de muitos presidentes de junta e do presidente da câmara contra o governo, e mais concretamente contra a ministra da educação, por causa do encerramento das escolas nas aldeias. Discursos tacanhos, repetidos até á náusea, demonstrativos de mentalidades fechadas, retrógradas e isolacionistas, que recusam o avanço, o progresso e a modernidade. E fruto disso lá apareciam mais umas verbas nos orçamentos da câmara para obras nas escolas.
O PS há muito que discorda desta politica e defende a construção de pólos escolares nas freguesias.
Este ano, a novidade das GOP, para o próximo quadriénio, é a construção dos pólos escolares nas freguesias. Não em todas as que deles necessitam, sómente em cinco.
Pergunta-se:
- Nas outras freguesias foram os presidentes de junta que os recusaram ou a câmara que não os quer construir? E porquê?
- Quanto dinheiro se desbaratou com remendos em escolas sem condições que agora vão fechar?

3 de janeiro de 2009

BUS (PomBus) versus Burros


O meu amigo Ribeiro da Silva captou com enorme sagacidade a problemática dos transportes públicos em Pombal, decorrente da falta de passageiros.

Fim de ciclo pede balanço

Na última AM foram discutidas as Grandes Opções do Plano (GOP) 2009-2012, mas o que verdadeiramente importa são as GOP para o próximo ano, final de mandato. Consequentemente interessava verificar o que o executivo ainda se propõe fazer e fazer um primeiro balanço do mandato.
Fiz, em nome do PS, a avaliação das GOP. Utilizei o critério mais objectivo, o Programa Eleitoral do PSD.
Infelizmente, a enumeração das promessas não compridas ou com baixíssima probabilidade de serem cumpridas tornou-se fastidioso e irritante para o executivo e para a maioria que o apoia. Pudera!
Narciso Mota dificilmente conseguirá cumprir vinte por cento daquilo que prometeu. E algumas das promessas vêm desde a primeira candidatura. É um verdadeiro vendedor de banha da cobra, mas há que se lhe tirar o chapéu!

2 de janeiro de 2009

Deveres de fiscalização

Os accionistas da SLN descobrem que andavam a ser enganados há anos.
Marcelo R. Sousa dixit: “Que sorte ninguém querer accioná-los por falta de exercício dos deveres sociais…”
Em Pombal, os representantes do PS na Assembleia Municipal não correm, de certeza, esse risco.
Outros não podem dizer o mesmo!

A viabilidade dos PomBus

Na última AM coloquei duas perguntas a Narciso Mota sobre a avaliação inicial do projecto dos PomBus: (i) Foi elaborado algum estudo de mercado? e, (ii) Foi elaborado um estudo de viabilidade económica?
Como (quase) sempre, ficou irritado com as perguntas e disparou para todo o lado. Ridicularizou os estudos (mercado, económico-financeiros, etc.) e os teóricos (da teoria económica e da gestão) e defendeu a sua gestão baseada na experiência e no feeling, no estilo meia bola e força.
Pelo meio, atacou o PS por estar contra os PomBus quando os tinha defendido no programa eleitoral. Sucede, que ninguém do PS afirmou que está contra os PomBus, simplesmente questionei a forma como ideia foi avaliada e implementada.
Por que é que perguntar incomoda tanto?

1 de janeiro de 2009

Não houve festa, pá

Afinal, a festa foi cancelada. Parece que a crise também chegou a Pombal. Ou então a organização debateu-se à última hora com falta de meios.
Mas como tudo está bem quando acaba bem, as bandas previamente contratadas foram habilmente transferidas para outras paragens: uma para um espaço denominado Van Gogh, lá pertinho da Quinta, integrado nesse complexo lúdico que é O Lusitano, outra...adivinhem lá? Para a Kiay! Isso mesmo!

Feliz Ano Novo!

São os votos da ala feminina deste blog, decerto partilhada pela esmagadora maioria. Que 2009 seja para Pombal um ano mais honesto do que foi o que passou. É certo que à custa das circunstâncias às vezes parece que o que não tem remédio remediado está, mas...ele há sempre mais marés que marinheiros. Por isso, um voto de coragem aos que, resistindo, nunca desistem de acreditar nos sonhos e numa terra melhor. Que seja um bom ano para todos, com liberdade de pensamento e direito à opinião. Que me perdoem, mas eu ainda acredito no Pai-Natal.

As causas dos atritos…

Ao referir-se à renúncia de Luís Garcia, Narciso Mota levantou uma ponta do véu que encobriu a sua tumultuosa relação com o ex-presidente da AM. Afirmou, mais ou memos por estas palavras, que teve alguns atritos com o ex-presidente da AM porque este lhe retirou (ou lhe quis retirar) a palavra e não o deixava falar o tempo que queria. E para atestar que era ele que estava correcto, disse que comentou esta questão com outros presidentes de câmara da região e todos ficaram surpreendidos porque nas suas assembleias municipais falavam o tempo que queriam e do que queriam.
Decididamente, o poder local, na região e porventura na generalidade do País, ainda não passou da fase da democracia formal, e, infelizmente, ainda não percebeu que a qualidade da democracia e consequentemente a qualidade da governação, neste caso autárquica, exige o respeito e o reforço do papel das oposições, que devem ter, pelo menos, o mesmo tempo de intervenção do poder instituído.
Esperam-se de melhores dias. Mas pela amostra, em vez de avançarmos, regredimos…

A Renúncia de Luís Garcia

Tinha o terreno minado e depois de anunciar publicamente que não seria candidato ficou com reduzido espaço de manobra. Sujeitava-se a ser desautorizado na condução dos trabalhos. Antecipou-se, saiu pelo seu pé.
Afirmou, no momento da renúncia, que informou antecipadamente o seu partido, mas não teve uma única palavra, nem na véspera da sua reúncia, para com o PS, que contribui decisivamente para que não tivesse sido escorraçado pelo seu próprio partido.
Não era obrigado a fazê-lo, mas um pequeno gesto de gratidão ficava-lhe bem!

31 de dezembro de 2008

O que podemos esperar de 2009 (I)


Durante o ano de 2008 assistiu-se, em Pombal, ao ressurgir de uma oposição de combate. O mote foi dado, logo no início do ano, pelo PCP, denunciando situações e levantando questões, sendo que algumas delas ficaram por responder de forma clara. O PS, à revelia dos seus vereadores, apareceu também bastante interventivo, e liderou a oposição, como lhe compete, durante a maior parte do ano.

Como o PS e o PSD são partidos geneticamente muito semelhantes, lembrando, muitas vezes a dupla Dupont e Dupond, é importante perceber onde estão suas as diferenças. O PS, para se afirmar como verdadeira alternativa de poder, faz muito bem em assumir uma postura mais aguerrida.

Sendo 2009 um ano de eleições, é de esperar que esta postura se venha a intensificar. Nesse processo, a oposição sujeita-se à crítica e à “farpa”. Mas isso é o que fortalece a democracia e torna o combate político salutar e participativo.

Balanço

2008, politicamente, e para Pombal, não trouxe novidades relevantes. A gestão corrente que se arrasta nos últimos tempos manteve-se. A lógica de obter mais receita, a quase todo o custo, também. A incapacidade de lidar com opiniões contrárias manteve-se nos níveis habituais. Os dois pesos, duas medidas idem. Mas será mesmo tudo mal? Claro que não. Mas há coisas que podiam ser (bem) melhores. Em 2009 falaremos disso. Do que é bom e do que pode, e deve, mudar.

PS: Sobre a saída de Luís Garcia, obviamente que motivos pessoais são sempre inquestionáveis. Mas que também há lugar para legítimas dúvidas, há.

Pensamento da noite…

Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.
Eça de Queiróz

23:00 - Termina a AM

Uma tourada completa, como nunca vi!

Aditamento
No final da AM alguns jornalistas presentes perguntaram-nos: porque não abandonámos a reunião?
A pergunta faz todo o sentido, mas a resposta é mais complexa. A questão já tinha sido levantada entre os membros da bancada e no PS, defendi que essa opção só deveria ser tomada em situações extremas de falta de condições de liberdade de expressão ou de ofensas sistemáticas ou graves. Nós sabíamos ao que íamos pelo que deveremos aguentar até ao final, e faltam só mais 3 sessões. Depois, cada um e o eleitorado que faça o seu juízo.
É neste contexto que bem percebo a decisão do Dr. Luís Garcia. Sem condições para conduzir os trabalhos como gostaria e sabe, e percebendo que as coisas tenderão a agravar-se, disse BASTA! A muitos apetece dizer BASTA!

Um corte cirúrgico

Luís Garcia demitiu-se da presidência da Assembleia Municipal ontem ao início da noite. A menos de um ano das eleições autárquicas, as peças começam a encaixar-se tão facilmente que...quando a esmola é demais o santo desconfia. Sem supresas, foi então eleito para para o cargo outro médico: João Coucelo, que até nem estava presente na reunião. Ele há coincidências.
Resolvida que está - ou parece estar - para o PSD essa questão da Assembleia Municipal, pode agora o partido concentrar-se noutra (de somenos importância, é certo...), a da lista à Câmara. Aqui o problema vai chamar-se quotas. Paridade. Mulherio. É que a lei não perdoa e...desta vez as senhoras não podem ser delicadamente empuradas para a frente de batalha mais longínqua, lá no fim da lista. Uma chatice, portanto.

30 de dezembro de 2008

PomBus vazios

Sempre tive algumas dúvidas sobre a necessidade e todas as dúvidas sobre a viabilidade de transportes públicos numa pequena cidade.
Nas últimas semanas tenho circulado pela cidade de Pombal e ainda não vi nenhum PomBus com pessoas. Bem sei que são uma novidade e que estão em fase experimental, mas os indícios são os piores.
Os problemas de mobilidade em Pombal passam, essencialmente, por outras soluções: reorganização do trânsito, estacionamento, ciclovias, percursos pedonais, etc.

27 de dezembro de 2008

Vila Verde IN

João Vila Verde soma e segue. Até há poucos dias acumulava o cargo de administrador executivo da PombalViva, onde executava e continua a executar recursos públicos a promover espectáculos ruinosos de interesse duvidoso, com o de sócio-gerente da Centralin, empresa que, consta, se dedica à importação de bebidas e promoção de espectáculos. Nos últimos dias assumiu, também, o cargo de Promotions Manager da Palace Kiay.
Um verdadeiro espectáculo este Vila Verde. Verdadeiramente IN. E com uma grande capacidade de colocar tudo em rede!

Luís Garcia Out

Luís Garcia aproveitou o jantar de Natal da Câmara Municipal para anunciar que não é candidato nas próximas eleições e para se despedir dos funcionários da câmara. É o desfecho esperado de um mandato muito atribulado, como Presidente da AM.
Decididamente, o espaço tem-se vindo a encolher muito para aqueles que estão, unicamente, na política pela política. Mesmo para os dinossauros da política, fará para os outros!

26 de dezembro de 2008

O melhor e o pior de 2008

A pergunta sacramental, por esta altura do ano, é: o que foi, para si, em termos políticos, o melhor e o pior de 2008 em Pombal? Deixo algumas sugestões e apelo ao comentário: ressurgimento da oposição; prémio para o portal do município; alegada corrupção na Câmara Municipal; as contas da PombalProf;...

23 de dezembro de 2008

O mínimo, diga-se em abono da verdade

Se não é incompatível então porquê impedir Vila Verde de "acumular" Pombal Viva com Kiay? Será mesmo possível que nem para explicar o elementar, numa perspectiva ética, a Câmara Municipal de Pombal consiga ser um bocadinho transparente?

Não conheço o teor do parecer, mas obviamente que a justificação se deve prender com a ausência de constrangimentos legais, já que os mecanismos de compatibilidade não abordam esta situação. Ou seja a lógica do não é ilegal porque não há uma lei que diga claramente que não é ilegal, mas a dúvida é legítima e não se prende apenas com horários (a esse propósito a justificação inicial de que a acumulação de horários nocturna e diurna era, no mínimo, hilariante). Mas no fundo, o essencial tinha de vir ao de cima: não basta ser, tem que se parecer.

PS: Mas que história é aquela de fundir PMU com Pombal Viva? Menos empresas municipais é sempre uma boa notícia, mas o que é que isto implica em concreto?

17 de dezembro de 2008

Façam as vossas apostas

João Vila Verde vai mudar de vida. Diz esta notícia que o administrador mais fashion das redondezas deixará de o ser em breve, para se dedicar em pleno ao mundo do espectáculo: será (ou já é?)o novo Relações Públicas da discoteca Palace Kiay.
E agora? Pergunta o leitor. Agora - que não adianta bater no ceguinho - - aceitam-se palpites para o sucessor da apetecível empresa municipal. Tenho cá para mim que o cargo assentava bem a Elisabete João. Ou até a Rui Miranda. Que tal?
Ah, e o presidente da Câmara diz que não vê incompatibilidade no facto de, até ao final do mandato, o rapaz acumular as duas funções. Eu também não vejo. Pelo menos há um privado que vai deixar de ter razões de queixa da concorrência alegadamente desleal da Pombal Viva e do Café Concerto. É o concelho charneira, humanista e solidário no seu melhor!

9 de dezembro de 2008

E repete-se a mentira

Na última reunião do executivo municipal uma munícipe confrontou Narciso Mota com as duplas facturas da água e com o seu elevado preço.
A primeira parte da questão foi chutada para o(s) banco(s) e a segunda respondida com uma mentira sistematicamente repetida.
Explique Sr. Presidente, porque é que Pombal tem, na sua opinião, a água mais barata e os pombalenses pagam a maior Factura da Água do distrito de Leiria (estudo do IRAR)?

7 de dezembro de 2008

Diz que é (foi) uma espécie de "perdoa-me"

O discurso do presidente da Câmara numa festa que O Correio de Pombal proporcionou a alguns convidados na semana passada, no Teatro-Cine. Desta vez não houve misses nem desfiles de lingerie, mas o show foi muito completo, pelo que se pode ler na edição desta semana.
Fazendo fé no que se escreve - numa página em que o director do jornal e o presidente da Câmara estão colocados no mesmo plano - o autarca, inimigo de outros tempos, mentor de variados processos judiciais contra o jornal, mais as queixas na extinta Alta Autoridade e tudo o resto, enalteceu a actual equipa que integra aquele semanário e "muito em particular a figura do seu administrador, o empresário Carlos Barros". Claro que aproveitou a ocasião para vociferar contra todos os outros jornalistas cujo trabalho é "movido por interesses de vária ordem". É uma vítima, este homem. Ainda bem que existe na terra um jornal acima de qualquer suspeita, que lhe faz o favor de reproduzir, de mansinho, o discurso.
Ora, para aqueles que, como eu - iluminados ou não - não sofram de amnésia parcial ou total, aqui está a prova de que, afinal, vale tudo. Vai-se a ver e temos aí um medalhado na calha já para o próximo ano. Ou um apoio para a próxima campanha.
Não fosse o facto de muito estar escrito e gravado, poderíamos até julgar que foi tudo invenção da história. Se calhar nem existiram as autárquicas de 2001. A única certeza que temos é...

4 de dezembro de 2008

Isto não pode ser tudo mau

Dedo ao alto a Pedro Martins, que deixará rasto nesta história.

Em Pombal, greve dos professores perto dos 100%

“Isto é a prova que a ministra da Educação não tem condições para continuar no cargo e o número de processos que aderiu à greve é significativo da contestação ao modelo de avaliação”, afirmou Fernando Mota, conselheiro nacional de escolas em representação de Pombal (in Radio Cardal)
Outra coisa não seria de esperar, por causa da recusa da avaliação e pelo resto.
Os professores não estão só contra a avaliação, estão contra a reforma e a melhoria da escola pública. Porque recusam toda e qualquer mudança, contestam tudo o que seja mudança. Como a ministra quer mudar, combatem a ministra. E desobedecem-lhe publicamente, depois lamentam-se…

Pensamento do dia

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802

Em 1802 sem computadores, estatísticas e análises de mercado...

Os resultados do neo-liberalismo

A presente crise económica e social, que só agora começou e ninguém arrisca grandes previsões sobre a sua intensidade, duração e consequências veio demonstrar a imoralidade, a ganância, congénita em que assenta o sistema capitalista.
A crise iniciou-se nos mercados financeiros, sustentáculo do sistema capitalista, e propagou-se rapidamente à economia. Os ideólogos do capitalismo assumem que os mercados financeiros são mercados perfeitos e que se os outros mercados funcionassem nos mesmos moldes, mercado livre, não haveriam crises económicas. Segundo eles as crises económicas devem-se ao mau funcionamento do mercado gerado pela regulação e pelo papel distorcedor do Estado.
Esta corrente de pensamento, neo-liberal, proveniente dos estados EUA, bombardeou-nos durante as últimas décadas com a necessidade de eliminar a regulação dos mercados e reduzir ao mínimo o papel do Estado na economia. Mas, mesmo lá, há (houve) gente a pensar de forma bem diferente.

2 de dezembro de 2008

Aqui a Bola é uma Batata

Esta época, a equipa mais representativa da terra, o SC Pombal, ainda não ganhou um único jogo. Nem nos seniores nem nos juniores.
Vai daí, a direcção decidiu fazer uma razia completa. Despediu o treinador dos séniores e o seu adjunto e o treinador dos juniores.
Para a razia ser mesmo completa faltou o auto-despedimento da direcção.
Mas a tradição ainda é o que era. Nesta terra a culpa fica sempre solteira.

28 de novembro de 2008

Em cartaz

Nunca precisei da JS para me formar politicamente. Se alguém deve algo a alguma coisa é aquela organização a mim, em termos de paciência e disponibilidade, mas também já não tenho interesse em ajustar contas: cada um que se deite na cama que fez. No entanto, não só ficaram fortes amizades, quer de uma primeira passagem (há quase 2 décadas atrás) quer da segunda (mais recente), como ficam também recordações de algumas, não tantas como desejável, discussões políticas e de iniciativas que visavam criar uma rotina longe da mesquinha discussão de lugares e de congressos. Assim, não posso deixar de registar com satisfação que a JS/Pombal está novamente aí para discutir, acima de tudo, Pombal. E que as juventudes políticas, por muito má imagem que ainda tenham (a maioria das vezes por culpa própria), podem servir, desde que compostas por gente que veja para além do seu umbigo, para discutir questões importantes. Posto isto fica a sugestão para o próximo feriado:


25 de novembro de 2008

Em terra de festas, quem tem olho faz muitas

A mensagem, em nome de "Quinta da Gramela", circula com tanta frequência, forma e feitio que, estranhamente, nos fez lembrar a campanha de promoção das Festas do Bodo. Só pode ser coincidência, claro está.
Imagine o leitor (sim, sim, mesmo aquele a quem é levada a versão impressa destes escritos...) que Pombal vai voltar a ter uma festa de arromba por alturas do reveillon, numa parceria entre vários elementos ligados à restauração e hotelaria.
Como as festas de fim-de-ano no pavilhão da Caldeira e na Expocentro já foram chão que deu uvas, é tempo de novos registos.
Ora aí está. Em tempo de crise...não se olha a meios.

19 de novembro de 2008

Faz-se pagar bem, a PombalViva

Diogo Mateus, o pai ou talvez o padrasto do regulamento de estacionamento pago, defende a pés juntos que a PombalViva não comete nenhuma ilegalidade quando na sequência de uma infracção cobra 15 €. Argumenta que não se trata da cobrança de uma coima porque não chegou a existir um processo de contra-ordenação, existindo unicamente um aviso de infracção. A argumentação parece-me falsa, mas deixo isso para os juristas. Então, quando se informa que há infracção não se deve abrir a consequente contra-ordenação? Estranho!
Mas mais estranho, ridículo, é assumir-se que quando as pessaos pagam 15€ não estão a pagar uma coima, pela infracção comunicada, mas uma Prestação de Serviços por terem sido avisadas que estavam em infracção!
E esta, hein! Transformam uma Infracção em Prestação de Serviço. E fazem-se pagar bem por isso: 15 €!

18 de novembro de 2008

Exponha-se, pois


Ninguém nos avisou que era uma exposição permanente...ou deveríamos ter adivinhado, tratando-se do tema e protagonista em questão?
Os Claustros deveriam vestir-se mais vezes e abrir ao público a outras horas. Quanto mais não fosse para olharmos para cima e apreciarmos os telhados de vidro.
adenda: Foto tirada na semana do Bodo. Há 4 meses. A tarja ainda lá está, presumimos que a exposição também. A não ser que agora faça parte da decoração do edifício.

16 de novembro de 2008

Depois falamos

Ponto prévio: qualquer profissional tem que estar sujeito a uma avaliação de desempenho, em especial se pertencer ao sector público. Repito, tem que estar.
Tendo isto como ponto assente, a pergunta que se impõe nesta fase: já alguém viu/analisou um dos exemplares das famosas grelhas de avaliação dos professores?

14 de novembro de 2008

A contestação dos professores

A contestação dos professores ao processo de avaliação e os argumentos (as desculpas) usadas atingiram o limite do insuportável para alguém com um mínimo de lucidez e que saiba alguma coisa de avaliação de desempenho.
Nos últimos tempos tenho sentido um grande impulso para escrever sobre esta controvérsia; mas, como a coisa atingiu o nível do indigente, tenho-me contido.
Hoje li alguém que conseguiu exprimir, melhor do que eu próprio o faria, o que penso e que sinto sobre este rebuliço.
Gostaria de ter escrito isto.

13 de novembro de 2008

Educação ou falta dela

Esta crise na Educação evidencia até à exaustão a nossa congénita incapacidade de nos governarmos.
Louvada Europa, que nos recebeu sem condições e nos vai amparando…
Decisivamente somos o prolongamento de África. Tudo à chapada, para já ainda sem tiros, mas com ameaças…

Ainda o estacionamento

Já que de outra forma não se chega lá, talvez esta explique de uma vez por todas a questão essencial:


Portanto, usando a desculpa de penalizar menos o cidadão, cobravam-se montantes que, segundo a Lei, não podiam ser cobrados. Ora se não se chama ilegalidade, chama-se o quê?

11 de novembro de 2008

Narciso Mota no seu melhor

Entrámos em pré-campanha: Narciso Mota anunciou a recandidatura e fez aprovar, como vem sendo hábito, um empréstimo para financiar uma parte das obras de propaganda eleitoral. A outra parte será paga com outro empréstimo após as eleições.
Os volumosos impostos sacados aos pombalenses ficarão para a política de fomento da subsídio-dependência e do beija-mão.
Simples, em táctica que resulta não se mexe…

10 de novembro de 2008

Farpas do Leitor

"Pombal oferece solução para a crise económica portuguesa com a organização do maior festival de música alguma vez visto na História da Humanidade. Moby, Linkin Park, Alicia Keys e Cold Play, líderes das charts mundiais, são apenas alguns dos primeiros nomes confirmados. Mas o Notícias da Terra sabe que Bono Vox já telefonou a João Vilaverde, o responsável pelo evento, a exigir actuar na primeira parte de Quim Barreiros. É em Julho do próximo ano, na última semana, aproveitando as outrora tradicionais festas da cidade, que Pombal recebe uma semana de música inaudita, culminando com as presenças culturais do Cirque du Soleil e David Copperfield. Este último já mostrou o seu contentamento em relançar a sua carreira nesta data fazendo desaparecer o artigo do PDM que impossibilita a implementação da grande superfície comercial no Casarelo, no centro da cidade.

Manuel Pinho, em declarações exclusivas, confirmou que este é um Projecto de Interesse Nacional e que tudo será financiado pelo Orçamento de Estado, acreditando que as multidões de milhões de estrangeiros que irão afluir ao centro do País vão gerar um aumento de receitas no Turismo nacional equivalentes a 3% do PIB. José Sócrates estará presente para entregar pessoalmente a cada artista um Magalhães.

Entretanto começam a chegar notícias de que os festivais de música na Europa que se realizam nesta data desistem, acusando de concorrência desleal a Pombal Viva, empresa promotora deste evento.

Alguns empresários locais já se preparam para capitalizar com o Mega-Festival. Falámos com Abreu João que confirmou estar a construir um novo hotel com capacidade para 10000 pessoas e a Quinta das Lágrimas em Coimbra afirmou estar a construir um novo espaço para receber as vedetas e contentar todos os seus caprichos: "Temos a experiência de receber pessoas de renome mundial. Ainda temos aqui guardados os chinelos que Keith Richards usou na sua última estadia e contamos que com este evento de tamanha magnitude ele ainda volte." disse o Sr. Júdice.

Nelson Mandela será o convidado especial, para subir ao palco ao lado de Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, para apelar a Barack Obama por um compromisso mais sério para acabar com a fome mundial.

Narciso Mota, presidente da Câmara Municipal de Pombal, convida todos a estarem presentes, excepto "todos os políticos portugueses, porque não servem a democracia porque nunca trabalharam como eu, só protegem interesses e alguns ainda têm a lata de se afirmarem engenheiros sem antes de virem ao meu crivo técnico."

Isto foi o que me veio à cabeça depois de ver a lista de possibilidades que a PombalViva apresenta para actuar no Bodo 2009. Eu já votei, mas como qualquer outro comum cidadão não consegui perceber qual é a ideia. Era porreiro que o Sr. João Vilaverde viesse explicar a intenção, agora que está tão especialista em explicar o inacreditável. A ver: http://www.festasdobodo.net/sondagem.php

Mail enviado por João Coelho. O que justificar não ser apenas um comentário pode vir aqui parar. Postem ou mailem, sff.

7 de novembro de 2008

O que é bom merece sempre destaque

Há muita gente nesta terra que defende de forma incansável as potencialidades da região e ainda por cima aproveitam para se dedicar aquilo que mais gostam, juntando o útil ao agradável, mesmo que por vezes sejam mal entendidos. Mas como nestas coisas, é falando com gente que se preocupa e sabe de outras áreas que vamos aprendendo, tenho é que realçar o notável trabalho do Grupo Protecção Sicó que agora pode ser acompanhado online. Por isso só podemos desejar mesmo é que continuem o excelente trabalho!

6 de novembro de 2008

Protestos (actualizado)

Um deputado do PND passou-se, e uso um termo simpático, na última Assembleia Regional da Madeira, exibindo uma bandeira nazi como forma de protesto contra a alegada natureza fascista do regime de Jardim.

Obviamente que foi um protesto patético, infeliz e ridículo porque há coisas que são demasiado graves para serem utilizadas e banalizadas desta forma. Isto não quer dizer que não saibamos bem que as credenciais democratas de Jardim e da sua clique são inexistentes, já que na Madeira importa mais a forma do que o conteúdo no que toca a principios básicos da democracia liberal, mas mostrar a discordância e exibir os podres, perante os atropelos e tropelias de quem se acha acima da crítica, de quem acha que a lei não é igual para todos, de quem actua como senhor feudal, tem de ser feito de uma forma digna e responsável.

Não se pode desistir de demonstrar, mesmo debaixo da alegada vivacidade da discussão política (onde o insulto e o ataque pessoal são perfeitamente legítimos), as falhas e os abusos de quem está no poder e de quem se comporta como se o poder fossem eles. Seja nas Regiões Autónomas seja no Continente, por muito que nos dê vontade, volta e meia, de nos passarmos da cabeça com o que temos o privilégio de assistir.

E como cedo piei, viu-se mais um triste exemplo dos yes man a funcionar: mesmo que o deputado tenha errado, o mandato foi-lhe conferido pelo povo e não pode ser impedido de o exercer por aqueles que se acham donos do órgão. É achincalhante ver um legítimo representante do povo a ser impedido de entrar no órgão onde exerce as suas funções, baseado numa suspensão de duvidosa legalidade. E alguém acredita que alguém responsável (leia-se PR ou PM) abrirá a boca sobre isto? É que mais que respeito institucional, em democracia exige-se respeito.

5 de novembro de 2008

Relevância? Decência!

A postura da maioria desta autarquia é, no mínimo, vergonhosa... A dúvidas concretas, responde-se com ataques à comunicação social, ataques ad hominem e com a habitual incapacidade em dar uma resposta clara: afinal houve ou não houve ilegalidade? Parece óbvio que houve, mas como a Pombal Viva que acha essas coisas de estar dentro da lei são pouco relevantes, e o executivo parece achar que a culpa é de outrém, temos o assunto resolvido. Por isso acho que fazem bem em comunicar às entidades competentes, já que eu ainda gostaria de ver o que é que as ditas autoridades diriam sobre pagamentos pelo mínimo de uma contra-ordenação, que só por acaso são ilegais, feitos através de prestações de serviços.

Era o Carlos

Os rapazes da minha geração andam a partir antes do tempo. Ontem foi o Carlos. O Carlos Silva. Morreu num brutal acidente de automóvel, como as vítimas que tantas vezes tentou socorrer ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Pombal ou do INEM. Salvou vidas. Ontem, levaram-lhe a dele.
O Carlos gostava de Pombal. Foi, como outros, uma voz da rádio nos idos de 80 e 90, um dos que lhes deu vida, que ajudou o fenómeno a singrar na vila de então, no concelho todo. Entusiasa das coisas da terra e da informação, já nesse tempo tinha um pé nos estúdios e a alma nos bombeiros. Guardo-lhe a imagem de fato macaco e boné sujos de fumo e de cinza, em pleno verão, sentado ao microfone da Clube, em directo, no noticiário. Ficámos amigos pela vida fora. A Isa já era dele (como sempre foi...) a Bruna veio completar-lhes a existência, há uma adolescência atrás, feita de 14 anos.
A notícia caiu-me gelada, como sempre são as notícias de morte. Tínhamos tanto para falar, Carlos. Descansa em paz, amigo.

4 de novembro de 2008

Sai uma medalha ali para aqueles senhores

A poucos dias do feriado muncipal, o executivo da Câmara Municipal aprovou em consensual decisão os nomes dos felizes comtemplados, este ano, com medalhas de mérito. Li a notícia ontem, aqui. Foi a foto que me prendeu, pois que pelo ar dos três convivas julguei tratar-se de uma fotolegenda divertida: à frente, António Calvete e Narciso Mota seguram um copo de champagne a mão. O primeiro com ar circunspecto, o segundo mais satisfeito. Atrás, Michael António, o jovem vereador amigo do primeiro, discípulo do segundo, faz lembrar um guarda-costas. Não há dúvida: é uma boa fotografia.
Ao ler o texto que a mesma ilustra, ficamos a saber que o patrão dos colégios vai ser um dos homenageados no 11 de Novembro. Ele e mais outros. Na verdade, já foram entregues lá pelo Cardal medalhas menos merecidas. E em tempo de banalização dos nobres galardões, há de tudo: aqueles a quem não dava jeito receber a medalha no ano passado e que transitaram para este ano, aqueles que simplesmente a recusaram e que preferem pendurar toda a dignidade ao peito, e aqueles que lá irão todos contentes, de fato novo e colónia domingueira.
Diz a notícia que o comissário da PSP é um dos homenageados, o que nos faz crer que vão longe os tempos de cólera entre o presidente da autarquia e aquela força de segurança. Ah, claro, que disparate...o comissário era outro.
Vendo bem, a cerimónia deve ser comovente. Depois de tempos passados em que a figura e o desempenho de Calvete não agradavam de todo a Narciso Mota e seus pares, a medalha ajudará a passar uma esponja sobre esse período negro da história política de Pombal. Assim é que é bonito, todos amiguinhos. Humfp.

A mudança sabe sempre bem!

30 de outubro de 2008

O aumento do ordenado mínimo

No meu anterior post não me pronunciei sobre a justeza do aumento do salário mínimo nem sobre a razão ou não da existência do ordenado mínimo.
Mas desde já acrescento que concordo inteiramente a existência de ordenado mínimo, com aumentos do ordenado mínimo acima da inflação e a com a fixação administrativa do seu valor. Pensava eu que isto era, hoje, mais ou menos consensual na sociedade portuguesa, já que, até as organizações patronais assinaram o acordo de concertação social que consagra o aumento agora anunciado. Há muito que os verdadeiros empresários se consciencializaram que só se pode competir com mão-de-obra qualificada, retribuída com um salário que, no mínimo, assegure as necessidades básicas.
O que me surpreendeu nas palavras do presidente da ANPMES foi o cinismo e a desumanidade da sua chantagem. É essencialmente isso que revela a criatura e a forma de pensar da maioria dos patrões que representa.

Coisas que já não deviam ser assim (actualizado)

Quando eu era miúdo já se sabia bem que com pouca chuva, Pombal ficava logo sem luz. Há cerca de 20 anos a coisa resolveu-se e, pelo menos, nesse aspecto, estávamos a funcionar em padrões de 1º mundo. De há duas semanas para cá é que nem por isso: basta uma chuvinha de nada e lá voltamos atrás no tempo. Mas será assim tão difícil à EDP servir com qualidade os seus clientes?

Afinal, a EDP já explicou o motivo das quebras: “condições meteorológicas registadas em Pombal” ou seja “chuva e algum vento”... Chuva e algum vento? Assim de repente, não é este o tempo normal no Outono? Ou, por outras palavras, preparem-se que no Inverno os apagões vão ser muito piores.

29 de outubro de 2008

O Patrão dos pequenos patrões

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPMES), um tal Augusto Morais, vociferou contra o aumento do ordenado mínimo e chantageou o governo, o primeiro-ministro, com a ameaça de determinar junto dos seus associados a não renovação dos contratos a termo, se o governo insistir na medida.
Pobres trabalhadores que precisam de trabalhar para patrões desta espécie.

P.S.: No mesmo registo falou Manuela Ferreira Leite. Mas esta, felizmente, nunca chegará a primeiro-ministro.

Divórcio sem culpa?


O PS fez aprovar na Assembleia da República um novo regime jurídico do divórcio que visa acabar com o conceito de culpa na dissolução do casamento. Considero de louvar essa iniciativa mas, se o PS quiser ser coerente, deve começar por dar o exemplo dentro de sua própria casa.

Nos últimos meses, em Pombal, assistimos ao divórcio entre a direcção do PS local e os seus vereadores na Câmara Municipal. O processo de separação teve como ápice uma aproximação do vereador Rui Miranda ao principal rival dos socialistas, deixando antever o início de uma nova relação.

Este episódio, à altura dos mais arrevesados argumentos das novelas da TVI, provocou alguma agitação na direcção socialista, que se apressou a criticar o seu vereador pelo sucedido. Afinal em que é que ficamos: acabamos com a culpa ou não?

A questão é que um casamento com os socialistas não é de confiança. Num passado recente tivemos casos em que a noiva fugiu, deixando o noivo plantado no altar, birras prolongadas que tiveram como consequência silêncios de quatro anos, etc. Com este historial, como é que o PS vai conseguir levar mais uma noiva ao altar?

28 de outubro de 2008

2 em 1: Ilegalidade + mentira

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, questionada pelo NC, confirma a prática ilegal da Pombal Viva, com a cobertura do executivo do PSD e afins, na cobrança das coimas de estacionamento.
E nas desculpas foram, outra vez, apanhados a mentir. Um pouco mais de decoro recomenda-se...

À volta do Castelo

Segundo o NC, Diogo Mateus criou uma associação para defender os interesses dos proprietários de imóveis localizados no centro histórico da cidade de Pombal, nomeadamente a promoção da defesa dos valores históricos, culturais, económicos e patrimoniais do Centro Histórico de Pombal, a preservação do património construído e a regeneração e reabilitação urbana.
Mas não era esta a obrigação de Diogo Mateus, enquanto presidente da Junta de Freguesia e vereador da câmara municipal de Pombal?
Diogo Mateus não quer andar à volta do Castelo, quer andar à volta da Política.

P.S.: Quanto tempo resistirá Narciso Mota a dar o seu subsídiozito à “Á Volta do Castelo”? Ao Diogo Mateus para este fazer a sua propaganda?

23 de outubro de 2008

Ou não fosse Pombal...

O PSD de Pombal aproveita o referido comunicado para “contestar as recentes posições políticas adoptadas pelo PS sobre a gestão de estacionamento de duração limitada” e esclarece que (...) a Pombal Viva solicitou em Setembro de 2007 à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária “esclarecimentos sobre enquadramento jurídico adoptado, que facilita e reduz em 50% o valor de coima definido no Código da Estrada, permitindo aos utentes infractores o seu pagamento voluntário”, segundo o site do Notícias do Centro.

Ficamos a saber, através deste comunicado, como a res publica é gerida. Por exemplo, quando o PS quer ver contas de uma empresa municipal tem que ir à Conservatória. Mas quando uma empresa municipal quer justificar as suas opções é o partido do poder que as explica num comunicado. Palavras para quê?

22 de outubro de 2008

O ridículo

O PSD, no mesmo comunicado onde informa que aprovou a candidatura de Narciso Mota à CMP, ataca o PS por denunciar as ilegalidades da Pombal Viva na cobrança de coimas(?) de estacionamento. Não contestam as ilegalidades! Desculpam-se…
Ficámos a saber que a culpa das ilegalidades da Pombal Viva não é:
- de Narciso Mota e dos seus vereadores que conceberam, com apoio de um batalhão de juristas, o regulamento;
- da maioria do PSD que aprovou o regulamento;
- de Narciso Mota que se recusa a corrigir o regulamento.
É:
- do PS porque aprovou na generalidade o regulamento (apresentado como sempre nas vésperas da AM e sem possibilidades legais de introduzir alterações (mas foi estudá-lo!);
- da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária porque não deu parecer (tinha que dar?);
- de José Miguel Medeiros porque é secretário de Estado da Protecção Civil;
- de Adelino Mendes porque é Chefe de Gabinete Secretário de Estado da Protecção Civil.
Parece ridículo, mais do que o ridículo (e já passámos esse patamar), o perigo real surge quando se pede a respeitabilidade.


P.S.: Neste caso esqueceram-se do Sócrates! Fica para a proxima...

Narciso Mota unanimista!

O PSD informa, em comunicado, que aprovou a candidatura de Narciso Mota à CMP. E por unanimidade!
Gostava se saber quantos é que lá estiveram. Alguém sabe?

20 de outubro de 2008

Recado ao senhor presidente


Diz quem viu que ficou muito irritado com o post que aqui deixei na semana passada. E claro está, não se coibiu de tecer alguns mimos à minha pessoa, em plena reunião de Câmara, pois que continua impermeável à opinião dos outros, sobretudo quando é contrária à dele. E pelos vistos não há probemas no concelho mais importantes que a blogosfera.

Diz que gostava de me encontrar para fazer e acontecer.

Ó senhor presidente: eu sei que os tempos andam difíceis, que um homem não é de ferro e pronto, se isso lhe lava a alma...desabafe. Pombal é uma terra pequena. Havemos de nos encontrar por aí e pronto, a minha filha não há-de importar-se que eu dispense alguns minutos da minha licença de maternidade - a que o senhor chama "não fazer nada" - e que, num gesto solidário, ouça a quem precisa.



ps: gostei do cognome "iluminada". Acho que me assenta bem.

19 de outubro de 2008

Vila Cã: uma surpresa (II)

Tenho razões para pensar que o sucesso da realização do V Passeio de BTT não é fruto do acaso nem da boa vontade e da carolice das pessoas envolvidas.
A Sicó é à primeira vista uma terra infértil e inóspita; mas, apesar disso, possui algumas potencialidades, nomeadamente para a realização de actividades de lazer e desportos de aventura. Vila Cã começa a saber aproveitá-las.
A Abiúl foi-lhe oferecida, por mais de uma vez, a oportunidade de se tornar a vila rainha do BTT na região. Tinha condições únicas: localização, história, património, etc. Mas faltou o resto: visão, vontade politica e cooperação. Perdeu a oportunidade.
Um dos responsáveis da Vilaventura disse-me que um representante da F. P. Ciclismo esteve a observar o passeio de BTT e disse-lhe que estavam a pensar fazer uma prova da Taça de Portugal de BTT na Sicó.
Mais uma vez se confirma que o dinamismo das terras está mais ligado ás pessoas, às entidades administrativas e às forças vivas e não tanto aos factores endógenos per si.

Vila Cã: uma surpresa (I)

Há muito tempo que não perdia um pouco do meu tempo por Vila Cã. Calhou-me hoje. Por causa do BTT. E saíram-me duas belas surpresas: a prova de BTT e a Vila.
Conheço Vila Cã desde que comecei a sair, com alguma liberdade, da minha aldeia em Abiúl, mas, nos últimos anos, vi-a como vejo a generalidade das vilas do concelho: em desfalecimento, com muitos velhos e poucos jovens, paradas no tempo, sem movimento e sem alegria, sem vida. Estava por isso longe de imaginar que em Vila Cã ia encontrar a melhor prova de BTT em que, até agora, participei. Não pela qualidade dos trilhos e das paisagens da serra que são amplamente conhecidos, mas pela excelente organização: apoios, marcações, reforços, almoço e reportagem. Tudo com atenção ao pormenor e simpatia.
Está de parabéns a Vilaventura, entidade organizadora, e porque não dizê-lo, a Junta de Freguesia, com o seu Presidente sempre presente, a ajudar e não a discursar, e o Centro Cultural e Recreativo de Vila Cã pelo excelente almoço.
Surpreendeu-me ainda a cooperação entre as três entidades e o protagonismo dos jovens em toda a organização do evento.

Isto mostra que quando as forças vivas de uma qualquer terra colaboram o desempenho de excelência pode acontecer. E mostra que as freguesias, as aldeias, não estão condenadas a morrer.

17 de outubro de 2008

A Crise

Há quatro anos atrás tive um brilhante professor de Economia que se irritava (força de expressão, mostrava desconsolo) quando proferíamos, e de forma sistemática, a palavra crise. Ele corrigia-nos sempre, dizendo que não estávamos em crise e que era incorrecto afirmá-lo, ainda por cima numa aula de economia. Dizia ele que estávamos com fraco crescimento, ou quase em estagnação, mas não estávamos em crise (económica) porque a economia continuava a crescer, pouco, mas crescia. Dizia ainda, que crise económica é quando a economia retrai, situação em que a crise se sente verdadeiramente, tanto que até custa afirmá-lo.
Neste momento ainda não estamos em crise (económica) mas tenho poucas dúvidas que não passaremos por ela. A conjugação de vários factores (financeiros, demográficos, endividamento excessivo, retracção do consumo, custo da energia, escassez de matérias primas, etc.) conduzirá à retracção da economia mundial e particularmente no Ocidente. Não sei quantificar a dimensão e a duração da crise, mas ela virá (evitá-la será um milagre económico).
No entanto, as crises não têm unicamente coisas más, também geram oportunidades e propiciam mudanças profundas nas sociedades, nos estilos de vida. Acho que na próxima crise isso vai acontecer de forma significativa. Os modelos económicos actuais, orientados para o crescimento e este baseado essencialmente no consumo, atingiram o esgotamento e tendem a rebentar por todos os lados: económico, social e politico.
Por isso estou convencido que vem aí muito aperto mas também uma nova forma de viver. As últimas mudanças de século trouxeram sempre coisas novas, novas eras. Chegou o momento...!

15 de outubro de 2008

As palavras dos outros

Medina Carreira, ontem, na SIC-Notícias (a entrevista mesmo é a partir dos 7:30 mins). Com todos os defeitos que lhe colocam, o realismo dele continua inquestionável. Isso e o facto de nenhum dos seus críticos se disponibilizar para ir discutir com ele.

10 de outubro de 2008

crónica de um episódio anunciado

O mais recente episódio desse folhetim que envolve um dos dois vereadores da minoria na Câmara anda nas bocas do povo. Teve ao menos esse efeito, o de fazer os eleitores menos conformados pensar sobre o circo em que às vezes se transforma a vida pública. Às vezes pagamos caro o bilhete. Mas quando, como esta semana, ouvi discutir o assunto desde os salões aos tascos, desde a vila a que chamamos cidade até às aldeias mais promissoras da era Narciso, vale a pena, sim. É sinal de que o povo nem sempre dorme.
O anúncio, quase em simultâneo e curiosamente no mesmo local, do vereador Rui Miranda, sobre a desvinculação do PS e a disponibilidade imediata para aceitar convites do PSD numa próxima corrida só surpreendeu os mais distraídos, ou então aqueles que, só lendo as gordas, se esquecem de ler (n)as entrelinhas.
O episódio consegue revelar às claras aquilo que já todos sabemos:
1 - pobre do eleitorado que não se revê nesta eterna maioria, e que em 2005 votou naquilo que julgava ser uma alternativa. Acabou sem eira nem beira, entre comunicados certos e desenganado de qualquer oposição.
2 - o povo é sábio, sim. À medida que o tempo avança e se revelam as personagens, percebe-se claramente por que razão o PS teve a pior votação de que há memória. E que no meio da desgraça prefira sempre o menos mau.
3 - Os que acompanhamos desde o século passado a ascensão de Narciso Mota na terra estranha que é Pombal, sabemos que, com o tempo, aprendeu alguma coisa de política, sim. O jeito meloso com que embala as palavras do "professor Miranda" e lhe afaga o ego, cheira a dejà vu. Não sei se Rui Miranda já ouviu falar de outro professor, resgatado à esquerda e mais tarde recambiado pelo próprio pé. Chamava-se Carlos Silva e também foi vereador. Lembrei-me, dele e de outros, vá-se lá saber porquê.
4 -Com isto, Sérgio Leal já era.
5 - Imagino as unhas roídas até ao sabugo. Só há seis lugares na lista. E só quatro ou cinco têm hipótese de aceder à profissão.

Moral da história: a vida político-partidária no Largo do Cardal continua no seu melhor. Isto afinal não dava um filme. Dava um festival de cinema. À volta, a malta dos concelhos vizinhos há-de continuar a gargalhar com este e outros episódios, próprios do Entroncamento do norte do distrito, como às vezes lhe chamam. Bem podem rir-se. Não moram cá...

Precipitação ou obrigação

Rui Miranda disponibilizou-se e Narciso Mota logo lhe ofereceu um lugar.
Diogo Mateus sentiu o toque e saltou imediatamente a falar pelo dono do seu lugar, atacando o PS e os seus dirigentes pelo que fizeram ao pobre Rui Miranda.
La vie oblige!

O homo PS

Nos últimos dias, os dirigentes do PS fizeram passar os militantes, particularmente aqueles que têm alguns princípios e coerência, pela vergonha. E maltrataram as pessoas que pensam. Custa-me ver Alberto Martins, pessoa por quem tinha boa impressão, fazer aquela triste figura de justificar o injustificável.
Tenho pelo casamento tradicional a mesma consideração que tenho pelo casamento homossexual, ou seja, nenhuma. Mas respeito os casados, os solteiros, os amigados, os solitários, os heterossexuais, os homossexuais e outros que tais.
No caso do casamento homossexual o PS votou contra, e impôs a disciplina de voto, não porque seja contra mas porque a questão não é oportuna.
O PS, os dirigentes do PS, não têm que ser a favor ou contra o casamento homossexual e não têm que impor a sua agenda ao País. Fazendo-o, revelam o que são e ao que vão!

8 de outubro de 2008

A tríade da PombalProf

A tríade da PombalProf bem se esforçou para evitar que a situação de falência técnica da sociedade não fosse do conhecimento dos pombalenses, os verdadeiros stakeholders da PombalProf e da ETAP.
Confrontada com a situação, a tríade tem-se mostrado incapaz de tomar medidas, limitam-se a dar desculpas, cada um apresenta as suas, qual delas a mais esfarrapada. Com as desculpas ficámos a saber que são muito esforçados e voluntariosos, trabalham de borla e até dão avales pessoais, no entanto, o desempenho é o que se sabe.
Tenho um amigo, com grande experiencia de vida e de administração, que muitas vezes me tem dito: “o voluntariado fica-nos, quase sempre, muito caro.” Tenho, mais uma vez, que lhe dar razão!

6 de outubro de 2008

As Taxas de IMI são um escândalo

Hoje, no DN, Eduardo Catroga afirma: “…as receitas das autarquias locais terem crescido à taxa de 20% ou mais, ora isto é um escândalo! Em períodos de dificuldades são recursos que são absorvidos pelas administrações públicas em prejuízo das famílias e das empresas. Sou partidário de que o IMI, sobre valores actualizados, não devia exceder 0,2% do valor.”

Em Pombal o escândalo é muito maior. O PS, e eu próprio, temos denunciado isto.
Na última AM propus taxas de IMI de 0.6 para os prédios não avaliados e 0,3 para os avaliados, de forma a assegurar receita ao nível de 2003.
Disseram que era irresponsável. Deveriam estar-se a ver ao espelho.

4 de outubro de 2008

O Melhor Momento da AM

Guardo para o fim o melhor momento da última AM. É um momento revelador, um momento que diz tudo!
Discutia-se a alteração ao Regulamento das Edificações Urbanas, documento muito impotante, extenso e muito técnico.
O PS, quando o presidente da AM colocou o assunto à discussão, sugeriu à mesa que o documento fosse retirado da discussão e agendado para nova reunião porque o documento nos tinha chegado dois dias antes da Assembleia, tempo insuficiente para o analisar.
No entanto, o Presidente da AM colocou o documento à discussão. Mas notava-se que toda a gente estava numa posição desconfortável.
O único membro da AM que se inscreveu para falar foi Manuel Domingues, não para se pronunciar sobre o documento mas para reconhecer que, para alem de não ter muita competência para analisar o documento (tal como a esmagadora maioria) também não tinha tido tempo para o fazer, pelo que, pedia ao Presidente da Câmara para fazer uma pequena síntese da principais alterações, e concretamente, se tinha havido alteração (aumento) de taxas.
O Presidente da Câmara ficou embaraçado, reafirmou que o documento era muito técnico, disse que o documento tinha sido elaborado, durante três meses, pelos técnicos e respectivos vereadores, e ele só tinha assinado. Logo soaram uns apartes da bancada do PS: “Ele nem o leu, ele nem o leu, …”. Incomodado, Narciso Mota, confirmou que nem sequer o tinha lido e, acto contínuo, chamou um técnico para informar a assembleia (Manuel Domingues). O Presidente da AM recusou (e bem) a participação do técnico e sugeriu a Narciso Mota que delegasse num dos vereadores, de entre os que acompanharam a elaboração do documento, a informação à Assembleia.
Segundo momento hilariante, Narciso Mota olhou para a sua distinta equipa, acto contínuo, todos eles meteram os olhos no chão.
Naquele momento, todos percebemos, incluindo Narciso Mota, que ninguém do executivo tinha lido o documento.
Soaram novamente os apartes da bancada do PS: “Ninguém o leu, ninguém o leu, …”.
O Presidente da AM, incrédulo, colocou o documento à votação.
O PSD aprovou o documento e o PS absteve-se e fez declaração de voto.
Palavras para quê? É o que temos!

Campanha é na Câmara

Narciso Mota anuncia a recandidatura em plena AM.
Rui Miranda anuncia a desvinculação do PS na reunião do executivo e bate-se a um lugarzito.
Que tal transferir as sedes dos partidos para câmara? E abrir lá as sedes de candidatura?
Pelo menos, facilitava-se a vida aos jornalistas…

3 de outubro de 2008

Parabéns Orlando

Esta notícia diz tudo sobre a palha de que eles gostam.
Mais palavras para quê? Está lá tudo!

Taxas de Impostos Municipais para 2009

Na última AM discutiu-se e decidiu-se (e eles aprovaram) as Taxas dos Impostos Municipais para 2009. É um momento importante (talvez o de maior importância) na Gestão Autárquica porque mexe com o rendimento disponível de muitas famílias e com a actividade económica local.
Quando da entrada em vigor, em 2004, do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, Narciso Mota comprometeu-se a fixar taxas que assegurassem a manutenção da receita dos impostos municipais nos níveis da receita de 2003 (e 2003 foi um bom ano!).
Nos anos seguintes reafirmou sempre o compromisso mas nunca o cumpriu. Só nos últimos 2 anos a colecta de impostos duplicou!
Ao levar à AM uma proposta com taxas máximas (excepto no que se refere aos prédios já avaliados, 0.375% em vez da taxa máxima de 0,4%, pouco relevante na receita) o executivo, Narciso Mota, revelou uma grande desfaçatez politica, uma enorme avidez por receita e falta de consciência social.
Não nos surpreende, a filosofia de gestão de Narciso Mota sempre foi: sacar o máximo para poder distribuir e gastar muito!

Ainda o Bodo

O facto de ter gostado do meu Bodo (leia-se dos concertos) não me impede de, perante os números, de achar que o Bodo, naqueles moldes, não correu bem. Aliás, "não correr bem" acaba por pecar por defeito. Não se conseguiu atrair o número de pessoas que tornaria a festa auto-sustentável, que é a fasquia no mínimo exigível, e a desculpa do 1º ano não vale para tudo. Voltar ao modelo anterior? Não. Reequacionar este, tornando-o sustentável, isto é, evitando o prejuízo, o que se calhar, entre outras coisas, implica muito menos borlistas. E quanto à decisão de não tapar o buraco, acho que a CMP esteve bem. Assim como quando retirou a organização do Bodo à Pombalviva, com a excepção dos concertos, o que, melhor do que qualquer outra constatação, mostra que a empresa municipal falhou no seu objectivo: organizar todo um Bodo.

E quanto às empresas municipais, tal como Gomes Fernandes, defendo e já há muito tempo, por princípio, a sua extinção pura e simples e a concessão dos seus serviços a privados.

2 de outubro de 2008

Obviamente, recandidato-me

Mas alguém ainda podia esperar outra decisão? Sinceramente, alguém que não perde tempo com pareceres que colocam a causa a regularidade de determinados empreendimentos, alguém que defende que "todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais que os outros", alguém que entende cada crítica que é feita como ofensa pessoal, alguém que prefere (e profere) ataques ad hominem em vez de responder com factos a factos (e não, o número de kms de alcatrão não pode servir para tudo), alguém que é apologista do "quem não está por mim está contra mim"... poder-se-ia esperar, perante uma barragem de críticas, outra opção que não continuar agarrado ao poder?

1 de outubro de 2008

Pombal Viva: Prejuízo e Concorrência Desleal

A Pombal Viva explora o Café Concerto e outros Cafés e Esplanada pela cidade.
Estes negócios (excesso de linguagem) dão prejuízo e são mantidos com as taxas de estacionamento e com os nossos impostos. Logo, fazem concorrência desleal ao comércio que vive momentos difíceis e já tem uma oferta excessiva.
Há imoralidade maior do que esta? O que justifica isto?

Estacionamento pago: solução ou problema?

À primeira vista o Estacionamento de Duração Limitada é uma boa medida para melhorar a mobilidade nas cidades. Nomeadamente quando os lugares para estacionamento são escassos. Não é bem o caso de Pombal, mas adiante.
As Zonas de Estacionamento de Duração Limitada têm crescido exageradamente, complicando a vida às pessoas. O Relatório de Gestão da Pombal Viva confirmam-o, as taxas de ocupação do estacionamento pago são baixíssimas, a taxa média de ocupação é de 25%, atingindo o mínimo de 11% no parque junto ao Centro de Saúde. Ou seja, temos o estacionamento pago a mais e faltam parques de estacionamento não pagos.
Na penúltima AM, alertei Narciso Mota para este problema e pedi medidas. Ignoraram, custa dar o braço a torcer, mas já se preparam para libertar estacionamentos pagos.
Mais vale tarde que nunca!

As Contas da Pombal Viva

A Pombal Viva dedica-se a seis actividades que não geram sinergias entre elas. Das seis, quatro apresentaram resultados líquidos negativos e só duas, publicidade e estacionamento, apresentaram resultados positivos. Mesmo querendo, era difícil fazer pior, já que as duas actividades rentáveis geram automaticamente cash-flows positivos (receitas garantidas (estacionamento) e custos de estrutura assegurados pela Câmara).
Incompetência ou esbanjamento de recursos públicos?

Pombal Viva e os Eventos

Em 2007 a Pombal Viva apenas se realizou duas feiras sectoriais, face a sete em 2006, o que demonstra o fracasso na organização destes eventos.
Belo curriculum como organizadora de eventos. Ajuda a explicar o falhanço no Bodo.
Como diz o povo: “o maior cego é aquele que não quer ver”!

A Pombal Viva e o Bodo

A Pombal Viva é uma empresa(?) sem missão (organiza uns eventos, explora bares, cafés e esplanadas, cobra publicidade e estacionamento, faz uns biscates), sem razão de existir, mal gerida, nem bares e cafés sem custos de estrutura consegue rentabilizar, um verdadeiro caso de fonte de desperdício de recursos públicos, como sempre tenho dito, tem dito o PS e agora, na AM, disseram Adelino Mendes e Gomes Fernandes.
No entanto, Narciso Mota decidiu dar carta branca ao Vila Verde para programar, organizar e gerir(?) as Festas do Bodo. A Pombal Viva é a menina dos olhos de ouro do Presidente da Câmara, dos Vereadores, do respectivo Administrador e dos boys que gravitam á volta. Pudera! A gente sabe a razão.
Esta gente continua a sorrir, porque continua a poder brincar com o dinheiro dos contribuintes. Logo, o resultado só poderia ser o que foi, o que é. Paga o Zé!