"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
1 de fevereiro de 2009
Demagogia
Elementar, meu caro. É como dizer que a solução para a morte é ressuscitar as pessoas. Admitindo que a principal causa do problema esteja aí (tenho todas as dúvidas), pergunto: como é que isso se faz no pequeno comércio e em Pombal?
A missão do presidente da ACSP é apresentar ideias e medidas para resolver os problemas do pequeno comércio, em vez de andar a atacar o governo para desculpar a sua própria inacção e a dar cobertura, sistemática, à (in)acção do executivo municipal, que tem ajudado a cavar a sepultura do pequeno comercio e nos tem condenado a um dos mais baixos poder de compra do Distrito.
30 de janeiro de 2009
Os motores aquecem
Go Shopping?
GO! GO! - não nos chamem parvos!
Leio que Pombal vai ter o seu Freeport.
Um investimento de 28 milhões que – único aspecto positivo, para os autores do "estudo de impacto ambiental" agora divulgado no site do Notícias do Centro – vai criar 721 postos de trabalho e permitir uma afluência de mais de 5 milhões de visitantes por ano.
Como é possível acreditar nestes números! Por favor, corrijam lá isso. Os pombalenses não são lorpas. Nem todos o são…
Cinco milhões? Nem em Fátima…
Ainda o GO! Shopping e os tais cinco milhões de visitantes. Estará o autor (ou autores) no seu perfeito juízo quando admitiram uma tal afluência? Haverá alguém, minimamente inteligente, que acredite ser possível atingir uma décima parte – ao menos! – desse fantasioso número? Olhemos aqui para o lado, para Fátima. Que, apesar de toda a promoção global que é feita, com a colaboração de Nossa Senhora, dos Pastorinhos e dos propalados Milagres, não consegue tantos milhões de visitantes.
Desçamos à terra, senhores…
Alfredo Faustino
29 de janeiro de 2009
Os dias da Rádio
Adenda: A notícia pode ser lida no site da Rádio Clube de Pombal. Diz isto.
GO, GO que se faz tarde
Da leitura do documento resultam duas coisas: Vem aí mais emprego. Mas vamos arrasar com o que resta da mata do castelo, que sucumbe a cada dia à falta de uma recuperação digna, como merecia. Como merecíamos. O que o estudo não diz - nem lhe compete, pois que isso deveria ser avaliado por quem aprova e incentiva - é que o avultado investimento que ilusoriamente criará mais de 700 postos de trabalho está condenado ao mesmo destino de todos os centros comerciais de Pombal: um abandono disfarçado a cada loja que fecha, a cada negócio que não resulta. É talvez o preço a pagar pela nossa centralidade, pela proximidade a Leiria e Coimbra, pela peculiar forma de estar e de ser dos pombalenses, sempre a desdenhar o que temos e a valorizar o que é do vizinho. E o problema é que nas últimas décadas faltou o rasgo, o engenho e a arte para contrariar essa tendência. Ainda se ao menos tivéssemos qualidade de vida. Ainda se houvesse um jardim. Um parque. Uma brecha por onde pudessem respirar avós e netos. E nós todos, fartos de escritórios, muros de betão e paredes de vidro. Mas não há. Nem se vislumbra que haja tão depressa, pois que no horizonte está tudo na mesma, como a lesma.
E não aprendemos nada com o Pombal Shoping. Ainda lhe acrescentámos as Galerias do Marquês. E As Jerónimo. Em qualquer um destes o exercício de apreciar a vitalidade do comércio é deprimente. Agora o castelo. Faltava o castelo. Era só o que faltava.
FARC
28 de janeiro de 2009
POMBAL E A CRISE
“ É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma...”
Príncipe Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo
O conjunto de medidas aprovadas pela Câmara Municipal de Pombal de combate à recessão, anunciadas pelos órgãos de comunicação local, não irão resolver, como é compreendido e aceite pelo próprio executivo camarário, qualquer problema originado pela grave crise económica que actualmente atravessa o nosso país e consequentemente o nosso concelho. Um concelho, como o nosso, onde existem problemas sociais graves, onde o desemprego cresce continuamente, o poder de compra diminui todos os dias, a fome alastra nas famílias de menores (ou nulos) rendimentos, as medidas apregoadas não irão surtir o efeito a que se propõem. Estas medidas, que no dizer do Sr. Presidente, Engº Narciso Mota, pretendem ajudar as familias carenciadas do concelho, não irão ajudar em nada. Medidas como, manutenção das taxas pelo licenciamento de obras particulares e urbanismo, isenção de taxas de licenciamento de reabilitação e recuperação de imóveis, legalização de habitação, arrumos, alpendres, amexos e garagens construídas até o ano 2000, estarão direccionadas para os que mais desesperam com o agravamento das condições de vida ? E a isenção ao jovens até aos 35 anos do pagamento de taxas de licenciamento para a construção de habitação própria, desde que a estimativa orçamental do imóvel, se inclua, no segundo escalão de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis ( IMI ) ? Estas medidas, em matéria de urbanismo, mais parecem que se destinam a revitalizar a construção civil, que propriamente a mitigar os problemas sociais graves que afectam o nosso concelho. Isto é, não me parece, que os incentivos, pois de incentivos se tratam, no âmbito da construção civil, vá de encontro as necessidades mais prementes da poplução mais afectada com a crise. Todavia, o não aumento dos preços do consumo da água e saneamento de sólidos urbanos para o ano de 2009, parece-me correcta, mas nada de extraordinário, tendo em conta os altos preços praticados, e para combate à recessão parece-me pouco. As outras medidas, tais como o fornecimento à população escolar do 1º ciclo do ensino básico de manuais escolares e bonificação dos escalões da componente de apoio à família nas escolas da rede pública, parecem-me perfeitamente normais, com crise ou sem ela. E já agora, a isenção de bilhete nas linhas Pombus, não estão direccionadas sómente para os pombalenses da cidade ? A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento económico de uma determinada região ou país, e assim sendo, como é, as medidas anunciadas, mais não são que meros paliativos para combater a grave situação social que se vive no país e no concelho. Poder-se-à perguntar, competirá à CMP combater a recessão ? Que poderes e meios terá o Município para de alguma forma combater as crises inerentes ao sistema de uma economia de mercado? Poucas ou nenhumas.As medidas que ora se propõem, como é bom de ver, não irão estimular o emprego, o crescimento e desenvolvimento económico no nosso concelho. Não será essa a intenção da CMP, dirão. Pois não, porque o combate à recessão só se fará, ou não, com José Socrates e seus ministros. Entendo, que estas crises são parte integrante do sistema capitalista, e por isso, por mais medidas que se tomem para que algo mude, tudo ficará na mesma. A não ser que se procurem soluções fora do quadro do liberalismo económico, isto é, que se parta para a construção de uma sociedade de novo tipo, e isso não está nos horizontes do Município, e muito menos do nosso governo.
Mais um falhanço…
Mais um falhanço, a somar a tantos outros. E aonde ninguém esperaria.
Como pode o executivo de uma câmara com grande capacidade de endividamento falhar a aprovação de um empréstimo no Tribunal de Contas? Poder pode, tanto pode que aconteceu.
Parece inexplicável, mas explica-se pela incapacidade de planeamento.
P.S.: Nos últimos anos, o Tribunal de Contas tem-me surpreendido pela positiva. Mérito, concerteza, do seu Presidente, Oliveira Martins, de quem não tinha uma opinião muito favorável.
No meio da desgraça que é o desempenho das entidades que se dedicam à regulação, fiscalização e administração da justiça salvava-se a ASAE e, nos últimos tempos, o Tribunal de Contas.
24 de janeiro de 2009
Parabéns à Vanda e ao Francelino!

Motivado pelo Eco e pelo Correio de Pombal, que deram honras de primeira página aos dançarinos do concelho, estive a ver o programa televisivo “Dança Comigo”. O resultado não lhes foi favorável e, como tal, a Vanda não vai poder ir para uma escola americana que aceita concorrentes de concursos portugueses.
É pena? Talvez… A Vanda é, sem dúvida, melhor bailarina que o moço de Matosinhos que acabou por ganhar. No entanto, como é uma excelente profissional, oportunidades de sucesso não lhe faltarão.
O que me questiono é o seguinte: será que o feito dos simpáticos bailarinos merecia o destaque de primeira página dos jornais locais? Será que a presença na final de um concurso televisivo é assim um facto tão relevante? O que iriam escrever caso a vitória tivesse acontecido? Justificar-se-ía uma edição especial?
O que não passa na televisão - é um facto - não existe. Os jornais locais prestariam um melhor serviço aos seus leitores se tentassem contrariar essa afirmação.
22 de janeiro de 2009
Sinal dos tempos?
21 de janeiro de 2009
E as rosas, senhor?
Os jornais publicaram uma fotografia da última conferência de imprensa do PS, na semanapassada, que suscita alguma dúvida: aparece, ao lado de Adelino Mendes, o actual presidente da junta do Louriçal, única bandeira do partido no mapa concelhio das 17 freguesias. Quererá isso dizer alguma coisa?
Seria interessante sabermos se/o que o partido pensa. E, logo, o que existe. Se é que já existe.
Não é que em Pombal isso importe por aí além. Mas aparentemente isto ainda é uma democracia. E mesmo que a luta seja desigual, é importante travá-la. E chegar a tempo ao jogo, já agora.
Quanto ao resto, nunca se sabe. O CDS pode sempre ressuscitar. A CDU pode sempre surpreender (?). E o Bloco de Esquerda aparecer, quem sabe?
O essencial
Trata-se de uma dedução à colecta que, a ser implementada, resultaria numa poupança que, independentemente do valor, seria sempre uma benesse. Admito que aqueles com maiores rendimentos fossem beneficiados, mas mesmo com essa entorse, aliviar-se-ia a classe média que, convenhamos, neste momento é quem tem de ser ajudada. Por isso, mesmo sabendo do defeito desta medida, no geral, as suas vantagens superam as desvantagens, pelo menos até a lei ser revista nesse ponto em concreto.
É que o essencial está mesmo nos impostos. E se eu sempre critiquei a não diminuição da carga fiscal a nível nacional, sobre as famílias e empresas, não poderia deixar de criticar a ausência de medidas que, nesta fase, teriam maior impacto, não só económico como psicológico. Mas já sabemos que, preocupações à parte, interessa é manter os níveis de recolha de receita.
20 de janeiro de 2009
PSD preocupado com as candidaturas
Primeiro é preciso apresentá-las. E a tempo!
19 de janeiro de 2009
CMP aprova medidas de ... crise (IV)
Para o ano, em cima da campanha. Belo material de propaganda. E de borla!
CMP aprova medidas de ... crise (III)
Assim talvez consigam transportar alguém! E disfarçar um erro de avaliação e de gestão.
CMP aprova medidas de ... crise (II)
Mas para quem? Quem é que quer construir com o mercado saturadíssimo.
Porque não mexem onde dói…
CMP aprova medidas de combate (reforço) à crise
Pudera, são as mais altas do Distrito de Leiria.
Que grande cinismo! E falta de consciência social!
Abastecimento de água das Ranhas
É outra candidatura ou é informação falsa nas GOP o no PPI?
17 de janeiro de 2009
CMP falha candidatura ao QREN
O site informa que “O presidente da Câmara justificou-se com “falhas técnicas” que originaram o envio da candidatura “nove minutos” depois do prazo. ... “A candidatura deveria ter sido enviada pela Internet até à meia-noite”.
Informa ainda que “Para o autarca social-democrata a situação deveu-se também ao “excesso de zelo” por parte de quem tem responsabilidade de recepcionar a candidatura, adiantando que “por vezes não há flexibilidade”; ... e que “a referida candidatura diz respeito a obras de abastecimento público de água na “zona das Ranhas”.
Assim, ficamos a saber que o falhanço se deveu “falhas técnicas”, ou seja, à tecnologia da autarquia, que é lenta ou funciona mal, logo atrasa-se; e, porque não dizê-lo, a falhas na tecnologia do organismo governamental (CCDRC) que recebe as candidaturas, que não é flexível, não dá descontos, não é tolerante com os atrasos e com o desleixo dos seus semelhantes.
Os pombalenses, que tinham orgulho em terem a câmara número um nas novas tecnologias, não mereciam este falhanço. É uma mancha difícil de apagar, e de pagar.
Muitos terão pena destes pobres políticos que estão dependentes e são traídos pelas novas tecnologias, eu tenho pena dos munícipes que têm que arcar com tudo isto.
Quem anda à chuva, molha-se

Os jovens que, este ano, organizaram as Festas de Santo Amaro estão de parabéns pois conseguiram reavivar as comemorações pagãs da mais importante festa religiosa da cidade. A opção pelo kitsch, assumida publicamente com a criação do blog, foi concretizada por uma proposta que previa o convite ao artista Leonel Nunes. Paralelamente, a aposta incidia em grupos de Pombal, conferindo às festas um figurino muito interessante.
Quando vi o programa final fiquei, confesso, bastante desiludido. Não, não foi pela corrida de carrinhos de rolamentos; essa foi uma boa ideia. Fiquei desiludido pois penso que se perdeu uma grande oportunidade de marcar a diferença em relação ao que toda a gente faz. Se a ideia inicial era o kitsch, o resultado final foi pimba. Toy e Mónica Sintra? Se havia dinheiro para gastar, porque não ser mais inventivo?
Em Tomar, na aldeia de Cem Soldos, os jovens do Sport Clube Operário local organizam, no Verão, o festival Bons Sons. Também são jovens, também têm poucos apoios, também se queixam de não serem compreendidos. No entanto, o programa que apresentam é surpreendente e tem sabido cativar visitantes de todo o país.
Até domingo!
16 de janeiro de 2009
Chicotadas Psicológicas
Veja-se o S.C. Pombal, eram derrotas atrás de derrotas, já quase ninguém lhe vaticinava outro destino que não fosse a despromoção. Entretanto trocou de treinador e, parece por magia, começou a ganhar, ganhar, ganhar, …. E já é apontado como candidato à subida de divisão.
Decididamente, quando os resultados não aparecem o melhor é avançar para a “chicotada psicológica”. Talvez se consiga subir de divisão…
15 de janeiro de 2009
'tá de chuva
A IGREJA E O POVO DE ALMAGREIRA
14 de janeiro de 2009
Oliveira e Costa
Estou certo que os continua a gerar, e de forma mais refinada e sofisticada.
Transparência e Concorrência

13 de janeiro de 2009
Narciso Mota prefere trabalhar e falar com analfabetos
12 de janeiro de 2009
Os Vereadores existem?
Mas não era necessário assumi-lo de forma tão explícita na estrutura orgânica da câmara. O organigrama, que Narciso Mota submeteu à AM, consagra uma super estrutura composta por 94 caixas e consequentemente 94 chefes, 1 chefe por 4 subordinados, onde não aparecem os vereadores.
Os Vereadores existem? Tenho dúvidas!
P.S.: Narciso Mota apresentou a estrutura orgânica da câmara com orgulho, e fazendo o contraponto com os seus antecessores disse: “quando aqui cheguei havia 2 Divisões, agora existem 18!”. Palavras para quê. Resta aguentar…!
JÁ SÓ FALTAM DOIS DIAS
O verdadeiro serviço público

11 de janeiro de 2009
A VERDADEIRA FAIXA DE GAZA
10 de janeiro de 2009
FAIXA DE GAZA EM SANTIAGO DE LITÉM
9 de janeiro de 2009
Já agora
Em cartaz

8 de janeiro de 2009
Higiene, coentros e maduro
Daniel Abrunheiro*
Pergunta-me um amigo se vi pela TV a entrevista do primeiro-ministro. Disse-lhe que não. Não vi por uma questão de higiene. Mental. Minha. Muito minha e muito mental. Não vi. Não quero saber. Não sou um jornalista ao serviço dele. Nem dele nem de ninguém.
À hora da dita entrevista, estava eu em casa muito sossegadinho a ler o meu dicionário da Porto Editora, escrito ainda sem a porcaria ortográfica pró-brasuca que aí vem. “Higiene mental: ramo da higiene destinado a manter a saúde mental e a assegurar a profilaxia das neuroses e das psicoses, combatendo os factores nocivos (excessos de tabaco, choques emocionais, intoxicações, alcoolismo, etc.)”. Tirando a parte do alcoolismo, percebi tudo.
Como não rimo “jornalista” com “acólito”, não assisti, nem de joelhos nem de cócoras, à tal entrevista. Tinham-me dado uma rica garrafa de tinto maduro, a mulher tinha trazido broa e bacalhau desfiado, num frasco de vidro grosso havia azeitonas perfumadas de alho e coentros em sal também grosso. Comemos e bebemos à saúde um da outra. Nem ela nem eu vimos a entrevista do senhor. Não vimos. Cheira-me que também não vamos ver a próxima.
A minha mulher também é muito higiénica. Por dentro e por fora. Foi uma riqueza que me aconteceu, a minha senhora. Às vezes, estamos na cama e rimo-nos muito. Eu digo o nome de um ministro (um qualquer) e ela desata-se a rir, contagiando-me irreversível e inelutavelmente. Depois, ela diz o nome de outro (outro qualquer) e eu desmancho-me, contagiando-a inelutável e irreversivelmente. De modo que somos felizes assim, felizes com a desgraça dos outros portugueses que já não se riem. Podia dar-nos para pior.
O amor é assim: nenhuma TV e um fio aromático de coentros cortando a espuma roxa de um tinto para esquecer.
*Convidado....Mais farpas para 2009!
Com este texto do escritor/cronista Daniel Abrunheiro – o primeiro de muitos que aqui contamos publicar – está em marcha um plano de maior abertura deste blogue à digníssima sociedade civil, tal como já aqui ficara expresso o desejo, no ano que findou.
A par desta novidade que é a colaboração do Daniel, aguardamos a qualquer momento o primeiro post de um novo “farpista”: Adelino Leitão, him self.
Não digam que o ano não promete…
7 de janeiro de 2009
O rei vai nu

PomBus
Aspectos práticos à parte, comungo de algumas dúvidas aqui expressas em relação aos PomBus, mas com a entrada em funcionamento pleno veremos os resultados concretos desta aposta. Concordo com a importância de estudos, principalmente antes de se tomarem algumas opções onerosas exactamente pela necessidade de prever a rentabilização dos investimentos, como nesta área (trânsito) tanto que a mesma continuará com dificuldades estruturais, apesar da ajuda que recebe com esta opção.
O que podemos esperar de 2009 (III)

Num concelho onde não abundam propostas culturais de qualidade, é de esperar que 2009 não seja excepção. Esta realidade dá razão a que afirma que o PSD não é um partido sensível à cultura. Mas, a verdade seja dita, nem só a Câmara é responsável por algum marasmo cultural na cidade.
Opções
1. Se a taxa de ocupação daquele parque - à superfície - era de 10%, será mesmo realista esperar que o investimento num parque subterrâneo, necessariamente de construção muito mais onerosa, seja rentabilizado?
2. Quem é que vai pagar formalmente a construção do parque? Já sabemos que o Ministério assume a da Escola, mas a do parque está também incluída? E digo formalmente porque sabemos bem que quem paga, no fundo, somos nós, independentemente do ministro ou do autarca que coloque lá a assinatura.
O que interessa é saber se este é um investimento que se justifica ou não. Tão simples quanto isso. É que se um "grande" estacionamento a pagar naquela zona nunca resolveu nada, insistir numa fórmula que, aparentemente, será ainda mais cara também parece não fazer grande sentido.
Mais uma expressão do ano
6 de janeiro de 2009
Fim de ciclo
E agora vem 2009, onde avultam investimentos em arranjos urbanísticos, daqueles que garantem várias placas de inauguração e fotografias, e em quilómetros de estrada, ou seja a conclusão de um mandato de navegação à vista, de um mandato de gestão corrente.
Tempo de falar verdade...

Até à data, grassou a mentira no discurso político, foi uma época de suspensão da verdade e da seriedade na condução da vida portuguesa.
Mas agora - em tempo de vacas magras - dizem os barões que é altura de, finalmente, suspender a mentira e a leviandade.
Com este "mea-culpa" dos nossos representantes políticos, podemos agora afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, aquilo que já há muito se desconfiava.
Isto é, que até à crise do sub-prime, tivémos, efectivamente, uma democracia de fantochada, baseada na mentira.
Todavia, a grave crise financeira parece que teve o condão de despertar as consciências dos políticos, os quais se sentem agora compelidos a falar verdade.
Por conseguinte, doravante, os portugueses saberão a verdade na hora. Foi inaugurada, portanto, uma nova fase da nossa democracia.
Assim, deixarão de existir, por exemplo, obras ilegais, supervisões protagonizadas por invisuais ou abusos de autoridade que não sejam frontalmente assumidos pelos responsáveis políticos...sem dúvida uma boa entrada em 2009 ou, numa leitura mais coerente, uma excelente entrada a pés juntos...
5 de janeiro de 2009
Castanheira de Pêra à frente de Pombal
Isto confirma que já não estamos a marcar passo, como estivemos durante década e meia, estamos a regredir. Por muito que nos queiram fazer crer no contrário…
O que podemos esperar de 2009 (II)
Em 2009 vamos assistir a mais uma vitória do PSD nas eleições autárquicas. Apesar de sempre defender que um Presidente de Câmara não deveria exercer mais de dois mandatos, o Eng. Narciso Mota vai preparar-se para completar 20 anos à frente dos destinos municipais. É obra!
4 de janeiro de 2009
A Moda Tardia dos Pólos Escolares
O PS há muito que discorda desta politica e defende a construção de pólos escolares nas freguesias.
Este ano, a novidade das GOP, para o próximo quadriénio, é a construção dos pólos escolares nas freguesias. Não em todas as que deles necessitam, sómente em cinco.
Pergunta-se:
- Nas outras freguesias foram os presidentes de junta que os recusaram ou a câmara que não os quer construir? E porquê?
- Quanto dinheiro se desbaratou com remendos em escolas sem condições que agora vão fechar?
3 de janeiro de 2009
BUS (PomBus) versus Burros
Fim de ciclo pede balanço
Fiz, em nome do PS, a avaliação das GOP. Utilizei o critério mais objectivo, o Programa Eleitoral do PSD.
Infelizmente, a enumeração das promessas não compridas ou com baixíssima probabilidade de serem cumpridas tornou-se fastidioso e irritante para o executivo e para a maioria que o apoia. Pudera!
Narciso Mota dificilmente conseguirá cumprir vinte por cento daquilo que prometeu. E algumas das promessas vêm desde a primeira candidatura. É um verdadeiro vendedor de banha da cobra, mas há que se lhe tirar o chapéu!
2 de janeiro de 2009
Deveres de fiscalização
Marcelo R. Sousa dixit: “Que sorte ninguém querer accioná-los por falta de exercício dos deveres sociais…”
Em Pombal, os representantes do PS na Assembleia Municipal não correm, de certeza, esse risco.
Outros não podem dizer o mesmo!
A viabilidade dos PomBus
Pelo meio, atacou o PS por estar contra os PomBus quando os tinha defendido no programa eleitoral. Sucede, que ninguém do PS afirmou que está contra os PomBus, simplesmente questionei a forma como ideia foi avaliada e implementada.
Por que é que perguntar incomoda tanto?
1 de janeiro de 2009
Não houve festa, pá
Mas como tudo está bem quando acaba bem, as bandas previamente contratadas foram habilmente transferidas para outras paragens: uma para um espaço denominado Van Gogh, lá pertinho da Quinta, integrado nesse complexo lúdico que é O Lusitano, outra...adivinhem lá? Para a Kiay! Isso mesmo!
Feliz Ano Novo!
As causas dos atritos…
Decididamente, o poder local, na região e porventura na generalidade do País, ainda não passou da fase da democracia formal, e, infelizmente, ainda não percebeu que a qualidade da democracia e consequentemente a qualidade da governação, neste caso autárquica, exige o respeito e o reforço do papel das oposições, que devem ter, pelo menos, o mesmo tempo de intervenção do poder instituído.
Esperam-se de melhores dias. Mas pela amostra, em vez de avançarmos, regredimos…
A Renúncia de Luís Garcia
Afirmou, no momento da renúncia, que informou antecipadamente o seu partido, mas não teve uma única palavra, nem na véspera da sua reúncia, para com o PS, que contribui decisivamente para que não tivesse sido escorraçado pelo seu próprio partido.
31 de dezembro de 2008
O que podemos esperar de 2009 (I)

Durante o ano de 2008 assistiu-se, em Pombal, ao ressurgir de uma oposição de combate. O mote foi dado, logo no início do ano, pelo PCP, denunciando situações e levantando questões, sendo que algumas delas ficaram por responder de forma clara. O PS, à revelia dos seus vereadores, apareceu também bastante interventivo
Como o PS e o PSD são partidos geneticamente muito semelhantes, lembrando, muitas vezes a dupla Dupont e Dupond, é importante perceber onde estão suas as diferenças. O PS, para se afirmar como verdadeira alternativa de poder, faz muito bem em assumir uma postura mais aguerrida.
Sendo 2009 um ano de eleições, é de esperar que esta postura se venha a intensificar. Nesse processo, a oposição sujeita-se à crítica e à “farpa”. Mas isso é o que fortalece a democracia e torna o combate político salutar e participativo.
Balanço
PS: Sobre a saída de Luís Garcia, obviamente que motivos pessoais são sempre inquestionáveis. Mas que também há lugar para legítimas dúvidas, há.
Pensamento da noite…
Eça de Queiróz
23:00 - Termina a AM
No final da AM alguns jornalistas presentes perguntaram-nos: porque não abandonámos a reunião?
A pergunta faz todo o sentido, mas a resposta é mais complexa. A questão já tinha sido levantada entre os membros da bancada e no PS, defendi que essa opção só deveria ser tomada em situações extremas de falta de condições de liberdade de expressão ou de ofensas sistemáticas ou graves. Nós sabíamos ao que íamos pelo que deveremos aguentar até ao final, e faltam só mais 3 sessões. Depois, cada um e o eleitorado que faça o seu juízo.
É neste contexto que bem percebo a decisão do Dr. Luís Garcia. Sem condições para conduzir os trabalhos como gostaria e sabe, e percebendo que as coisas tenderão a agravar-se, disse BASTA! A muitos apetece dizer BASTA!
Um corte cirúrgico
Resolvida que está - ou parece estar - para o PSD essa questão da Assembleia Municipal, pode agora o partido concentrar-se noutra (de somenos importância, é certo...), a da lista à Câmara. Aqui o problema vai chamar-se quotas. Paridade. Mulherio. É que a lei não perdoa e...desta vez as senhoras não podem ser delicadamente empuradas para a frente de batalha mais longínqua, lá no fim da lista. Uma chatice, portanto.
30 de dezembro de 2008
PomBus vazios
Sempre tive algumas dúvidas sobre a necessidade e todas as dúvidas sobre a viabilidade de transportes públicos numa pequena cidade.Nas últimas semanas tenho circulado pela cidade de Pombal e ainda não vi nenhum PomBus com pessoas. Bem sei que são uma novidade e que estão em fase experimental, mas os indícios são os piores.
Os problemas de mobilidade em Pombal passam, essencialmente, por outras soluções: reorganização do trânsito, estacionamento, ciclovias, percursos pedonais, etc.
27 de dezembro de 2008
Vila Verde IN
João Vila Verde soma e segue. Até há poucos dias acumulava o cargo de administrador executivo da PombalViva, onde executava e continua a executar recursos públicos a promover espectáculos ruinosos de interesse duvidoso, com o de sócio-gerente da Centralin, empresa que, consta, se dedica à importação de bebidas e promoção de espectáculos. Nos últimos dias assumiu, também, o cargo de Promotions Manager da Palace Kiay.Um verdadeiro espectáculo este Vila Verde. Verdadeiramente IN. E com uma grande capacidade de colocar tudo em rede!
Luís Garcia Out
Luís Garcia aproveitou o jantar de Natal da Câmara Municipal para anunciar que não é candidato nas próximas eleições e para se despedir dos funcionários da câmara. É o desfecho esperado de um mandato muito atribulado, como Presidente da AM.Decididamente, o espaço tem-se vindo a encolher muito para aqueles que estão, unicamente, na política pela política. Mesmo para os dinossauros da política, fará para os outros!
26 de dezembro de 2008
O melhor e o pior de 2008
24 de dezembro de 2008
23 de dezembro de 2008
O mínimo, diga-se em abono da verdade
PS: Mas que história é aquela de fundir PMU com Pombal Viva? Menos empresas municipais é sempre uma boa notícia, mas o que é que isto implica em concreto?
17 de dezembro de 2008
Façam as vossas apostas
E agora? Pergunta o leitor. Agora - que não adianta bater no ceguinho - - aceitam-se palpites para o sucessor da apetecível empresa municipal. Tenho cá para mim que o cargo assentava bem a Elisabete João. Ou até a Rui Miranda. Que tal?
Ah, e o presidente da Câmara diz que não vê incompatibilidade no facto de, até ao final do mandato, o rapaz acumular as duas funções. Eu também não vejo. Pelo menos há um privado que vai deixar de ter razões de queixa da concorrência alegadamente desleal da Pombal Viva e do Café Concerto. É o concelho charneira, humanista e solidário no seu melhor!
15 de dezembro de 2008
9 de dezembro de 2008
E repete-se a mentira
A primeira parte da questão foi chutada para o(s) banco(s) e a segunda respondida com uma mentira sistematicamente repetida.
Explique Sr. Presidente, porque é que Pombal tem, na sua opinião, a água mais barata e os pombalenses pagam a maior Factura da Água do distrito de Leiria (estudo do IRAR)?
7 de dezembro de 2008
Diz que é (foi) uma espécie de "perdoa-me"
Fazendo fé no que se escreve - numa página em que o director do jornal e o presidente da Câmara estão colocados no mesmo plano - o autarca, inimigo de outros tempos, mentor de variados processos judiciais contra o jornal, mais as queixas na extinta Alta Autoridade e tudo o resto, enalteceu a actual equipa que integra aquele semanário e "muito em particular a figura do seu administrador, o empresário Carlos Barros". Claro que aproveitou a ocasião para vociferar contra todos os outros jornalistas cujo trabalho é "movido por interesses de vária ordem". É uma vítima, este homem. Ainda bem que existe na terra um jornal acima de qualquer suspeita, que lhe faz o favor de reproduzir, de mansinho, o discurso.
Ora, para aqueles que, como eu - iluminados ou não - não sofram de amnésia parcial ou total, aqui está a prova de que, afinal, vale tudo. Vai-se a ver e temos aí um medalhado na calha já para o próximo ano. Ou um apoio para a próxima campanha.
Não fosse o facto de muito estar escrito e gravado, poderíamos até julgar que foi tudo invenção da história. Se calhar nem existiram as autárquicas de 2001. A única certeza que temos é...
4 de dezembro de 2008
Em Pombal, greve dos professores perto dos 100%
Os professores não estão só contra a avaliação, estão contra a reforma e a melhoria da escola pública. Porque recusam toda e qualquer mudança, contestam tudo o que seja mudança. Como a ministra quer mudar, combatem a ministra. E desobedecem-lhe publicamente, depois lamentam-se…
Pensamento do dia
«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»Thomas Jefferson, 1802
Os resultados do neo-liberalismo
A crise iniciou-se nos mercados financeiros, sustentáculo do sistema capitalista, e propagou-se rapidamente à economia. Os ideólogos do capitalismo assumem que os mercados financeiros são mercados perfeitos e que se os outros mercados funcionassem nos mesmos moldes, mercado livre, não haveriam crises económicas. Segundo eles as crises económicas devem-se ao mau funcionamento do mercado gerado pela regulação e pelo papel distorcedor do Estado.
Esta corrente de pensamento, neo-liberal, proveniente dos estados EUA, bombardeou-nos durante as últimas décadas com a necessidade de eliminar a regulação dos mercados e reduzir ao mínimo o papel do Estado na economia. Mas, mesmo lá, há (houve) gente a pensar de forma bem diferente.
2 de dezembro de 2008
Aqui a Bola é uma Batata
Esta época, a equipa mais representativa da terra, o SC Pombal, ainda não ganhou um único jogo. Nem nos seniores nem nos juniores.Vai daí, a direcção decidiu fazer uma razia completa. Despediu o treinador dos séniores e o seu adjunto e o treinador dos juniores.
Para a razia ser mesmo completa faltou o auto-despedimento da direcção.
Mas a tradição ainda é o que era. Nesta terra a culpa fica sempre solteira.
28 de novembro de 2008
Em cartaz
25 de novembro de 2008
Em terra de festas, quem tem olho faz muitas
Imagine o leitor (sim, sim, mesmo aquele a quem é levada a versão impressa destes escritos...) que Pombal vai voltar a ter uma festa de arromba por alturas do reveillon, numa parceria entre vários elementos ligados à restauração e hotelaria.
Como as festas de fim-de-ano no pavilhão da Caldeira e na Expocentro já foram chão que deu uvas, é tempo de novos registos.
Ora aí está. Em tempo de crise...não se olha a meios.
19 de novembro de 2008
Faz-se pagar bem, a PombalViva
Mas mais estranho, ridículo, é assumir-se que quando as pessaos pagam 15€ não estão a pagar uma coima, pela infracção comunicada, mas uma Prestação de Serviços por terem sido avisadas que estavam em infracção!
E esta, hein! Transformam uma Infracção em Prestação de Serviço. E fazem-se pagar bem por isso: 15 €!
18 de novembro de 2008
Exponha-se, pois
.jpg)
16 de novembro de 2008
Depois falamos
Tendo isto como ponto assente, a pergunta que se impõe nesta fase: já alguém viu/analisou um dos exemplares das famosas grelhas de avaliação dos professores?
14 de novembro de 2008
A contestação dos professores
Nos últimos tempos tenho sentido um grande impulso para escrever sobre esta controvérsia; mas, como a coisa atingiu o nível do indigente, tenho-me contido.
Hoje li alguém que conseguiu exprimir, melhor do que eu próprio o faria, o que penso e que sinto sobre este rebuliço.
Gostaria de ter escrito isto.
13 de novembro de 2008
Educação ou falta dela
Louvada Europa, que nos recebeu sem condições e nos vai amparando…
Decisivamente somos o prolongamento de África. Tudo à chapada, para já ainda sem tiros, mas com ameaças…
Ainda o estacionamento
11 de novembro de 2008
Narciso Mota no seu melhor
Os volumosos impostos sacados aos pombalenses ficarão para a política de fomento da subsídio-dependência e do beija-mão.
Simples, em táctica que resulta não se mexe…
10 de novembro de 2008
Farpas do Leitor
"Pombal oferece solução para a crise económica portuguesa com a organização do maior festival de música alguma vez visto na História da Humanidade. Moby, Linkin Park, Alicia Keys e Cold Play, líderes das charts mundiais, são apenas alguns dos primeiros nomes confirmados. Mas o Notícias da Terra sabe que Bono Vox já telefonou a João Vilaverde, o responsável pelo evento, a exigir actuar na primeira parte de Quim Barreiros. É em Julho do próximo ano, na última semana, aproveitando as outrora tradicionais festas da cidade, que Pombal recebe uma semana de música inaudita, culminando com as presenças culturais do Cirque du Soleil e David Copperfield. Este último já mostrou o seu contentamento em relançar a sua carreira nesta data fazendo desaparecer o artigo do PDM que impossibilita a implementação da grande superfície comercial no Casarelo, no centro da cidade.
Manuel Pinho, em declarações exclusivas, confirmou que este é um Projecto de Interesse Nacional e que tudo será financiado pelo Orçamento de Estado, acreditando que as multidões de milhões de estrangeiros que irão afluir ao centro do País vão gerar um aumento de receitas no Turismo nacional equivalentes a 3% do PIB. José Sócrates estará presente para entregar pessoalmente a cada artista um Magalhães.
Entretanto começam a chegar notícias de que os festivais de música na Europa que se realizam nesta data desistem, acusando de concorrência desleal a Pombal Viva, empresa promotora deste evento.
Alguns empresários locais já se preparam para capitalizar com o Mega-Festival. Falámos com Abreu João que confirmou estar a construir um novo hotel com capacidade para 10000 pessoas e a Quinta das Lágrimas em Coimbra afirmou estar a construir um novo espaço para receber as vedetas e contentar todos os seus caprichos: "Temos a experiência de receber pessoas de renome mundial. Ainda temos aqui guardados os chinelos que Keith Richards usou na sua última estadia e contamos que com este evento de tamanha magnitude ele ainda volte." disse o Sr. Júdice.
Nelson Mandela será o convidado especial, para subir ao palco ao lado de Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, para apelar a Barack Obama por um compromisso mais sério para acabar com a fome mundial.
Narciso Mota, presidente da Câmara Municipal de Pombal, convida todos a estarem presentes, excepto "todos os políticos portugueses, porque não servem a democracia porque nunca trabalharam como eu, só protegem interesses e alguns ainda têm a lata de se afirmarem engenheiros sem antes de virem ao meu crivo técnico."
Isto foi o que me veio à cabeça depois de ver a lista de possibilidades que a PombalViva apresenta para actuar no Bodo 2009. Eu já votei, mas como qualquer outro comum cidadão não consegui perceber qual é a ideia. Era porreiro que o Sr. João Vilaverde viesse explicar a intenção, agora que está tão especialista em explicar o inacreditável. A ver: http://www.festasdobodo.
net/sondagem.php
Mail enviado por João Coelho. O que justificar não ser apenas um comentário pode vir aqui parar. Postem ou mailem, sff.
7 de novembro de 2008
O que é bom merece sempre destaque
6 de novembro de 2008
Protestos (actualizado)
5 de novembro de 2008
Relevância? Decência!
Era o Carlos
O Carlos gostava de Pombal. Foi, como outros, uma voz da rádio nos idos de 80 e 90, um dos que lhes deu vida, que ajudou o fenómeno a singrar na vila de então, no concelho todo. Entusiasa das coisas da terra e da informação, já nesse tempo tinha um pé nos estúdios e a alma nos bombeiros. Guardo-lhe a imagem de fato macaco e boné sujos de fumo e de cinza, em pleno verão, sentado ao microfone da Clube, em directo, no noticiário. Ficámos amigos pela vida fora. A Isa já era dele (como sempre foi...) a Bruna veio completar-lhes a existência, há uma adolescência atrás, feita de 14 anos.
A notícia caiu-me gelada, como sempre são as notícias de morte. Tínhamos tanto para falar, Carlos. Descansa em paz, amigo.
4 de novembro de 2008
Sai uma medalha ali para aqueles senhores
Ao ler o texto que a mesma ilustra, ficamos a saber que o patrão dos colégios vai ser um dos homenageados no 11 de Novembro. Ele e mais outros. Na verdade, já foram entregues lá pelo Cardal medalhas menos merecidas. E em tempo de banalização dos nobres galardões, há de tudo: aqueles a quem não dava jeito receber a medalha no ano passado e que transitaram para este ano, aqueles que simplesmente a recusaram e que preferem pendurar toda a dignidade ao peito, e aqueles que lá irão todos contentes, de fato novo e colónia domingueira.
Diz a notícia que o comissário da PSP é um dos homenageados, o que nos faz crer que vão longe os tempos de cólera entre o presidente da autarquia e aquela força de segurança. Ah, claro, que disparate...o comissário era outro.
Vendo bem, a cerimónia deve ser comovente. Depois de tempos passados em que a figura e o desempenho de Calvete não agradavam de todo a Narciso Mota e seus pares, a medalha ajudará a passar uma esponja sobre esse período negro da história política de Pombal. Assim é que é bonito, todos amiguinhos. Humfp.







