12 de março de 2009

Vamos a contas, então...

A diferença, actual, entre um vereador a tempo inteiro e um a meio tempo, seria de 1526,40 €, ou seja, perto de 21.000 € por ano, cerca de 0,4% do orçamento da CMP para 2009. Noutros orçamentos, esse valor aumentaria para 0,8%. Estes cálculos não contabilizam as despesas de representação. Se fosse entre um vereador a tempo inteiro e um vereador sem pelouro, este (imaginando que há 20 reuniões por ano - 2 por mês em 10 meses) custaria 1526,40 € por ano, implicando uma poupança de cerca de 41.000 € por ano (menos de 1% do orçamento).

Estas são as contas, aproximadas, feitas aos valores actuais. Em termos muito concretos, longe de representarem uma enorme poupança, soariam a exemplo (sublinho o enorme). Um exemplo baseado na lógica de que a um vereador/Presidente cabe a decisão política e que os técnicos servem para justificar decisões técnicas, logo não precisamos de tantos vereadores. Obviamente que cada caso é um caso, e este é apenas um ponto de partida. Isto é, era, já que agora teremos 9 vereadores. Ora, partindo do princípio que se mantêm 5 a tempo inteiro, o aumento de mais 2 em regime de não permanência é de 3.000 € por ano (números redondos), o que é residual num qualquer orçamento camarário. Mas mais um a tempo inteiro, sempre são mais 42.000 € que não escondem uma realidade simples: as diferenças populacionais são assim tão grandes que justifiquem um aumento de 2 vereadores?

E agora indo à Assembleia Municipal, sabe-se que esta não pode ter um número de participantes inferiores ao triplo do número de membros da Câmara Municipal, ou seja, de um mínimo de 21 - cumprido em Pombal passaremos para 27 a que acrescem os 17 presidentes de junta. Monetariamente, estamos a falar de, pelo menos, mais 1.800 € por ano com o funcionamento da Assembleia Municipal.

Os valores são ilíquidos, obtidos aqui.

Reitero que a redução do número de vereadores é muito mais que uma lógica de poupança, e deve ser antes colocada não no plano monetário, mas sim no plano da organização. Nisso e no exemplo, que apesar de tudo, pode constituir.

Suspiro de alívio

De acordo com o mapa de recenseamento eleitoral publicado em Diário da República, o número de eleitores aumentou exponencialmente em Pombal. Quer isto dizer que a Câmara passa a ser constituída pelo Presidente e oito vereadores. Nove lugares, ao todo, estão agora disponíveis, ao invés dos sete que até agora ocupam a mesa do Salão Nobre.
Vista a questão do lado de fora, significa que aumentamos os cargos políticos em vez de os diminuirmos (como aventava JGF há dias, numa intervenção populista, segundo Diogo Mateus no programa da Rádio Cardal). Dura lex, sed lex...
Para o PS está criado (mais um) problema: mais dois nomes para arranjar.
Para o PSD está resolvido o problema: mais dois nomes podem ficar.

11 de março de 2009

Revolta e submissão

O presidente da Junta de Freguesia de Almagreira, Fernando Matias, aproveita todas as oportunidades para vociferar contra o Governo da Nação. Na visita, supostamente de trabalho, do executivo camarário à sua freguesia manteve a postura habitual. Mas, quando confrontado com a falta de saneamento básico e com as estradas degradadas “reconheceu que a rede viária está “estoirada”, contudo aguarda pela instalação do saneamento básico, frisando que os investimentos devem ser feitos de forma realista e ponderado” (In RC).
Duas posturas, duas caras. E a população espera…,

10 de março de 2009

Narciso Mota tira aos pobres para dar aos ricos

O meu camarada João Coelho demonstrou, mais uma vez, na última AM, que nas questões essenciais da gestão da camarária quase tudo nos separa em relação a Narciso Mota e ao PSD.
Narciso Mota decidiu não alargar a Acção Social Escolar (ASE) a 400 potenciais beneficiários do 1.º ciclo, em contra corrente com aquilo que o governo fez para o 2.º e 3.º ciclos e a maioria dos municípios fez para o 1.º ciclo. Consequentemente, 400 famílias de baixos rendimentos ficaram sem apoio para adquirir, este ano, ano de crise, manuais e refeições para os filhos. Em contrapartida, Narciso Mota anunciou no plano anti-crise que vai pagar, em 2009-2010, os manuais escolares a todos os alunos do 1.º Ciclo.
Confrontado com estas opções, erradas e profundamente injustas, que tiram aos mais desfavorecidos para dar aos mais favorecidos, Narciso Mota limitou-se a dizer: “só tomo decisões planeadas”.
Ora, pelos vistos, é aí que deve estar o problema. Neste caso, como em muitos outros, melhor seria que não planeasse, e melhor ainda que não decidisse!

9 de março de 2009

O Compadre Rui

Vai ser candidato à Câmara de Castelo de Vide, sua terra natal. Pelo mesmo partido que, em Pombal, lhe retirou a confiança política. Em Pombal, a notícia deve ter deixado a todos em estado de choque:
1 - ao PS, que deve estar a beliscar-se ou à procura dos comprimidos
2 - ao PSD, que fica com menos um concorrente na lista à Câmara ou nas empresas municipais
3 - ao camarada Sérgio, que deve estar (mesmo) surpreendido

e também à blogosfera lá do sítio. Vide os comentários.

6 de março de 2009

O regresso do guerreiro

O regresso de José Gomes Fernandes à ribalta trouxe algum brilho à poeira. Bastou-me ouvir na rádio a intervenção que fez na Assembleia Municipal - e depois ler o que reproduziram os jornais - para perceber, mesmo sem lá ter estado, o quão cortantes terão sido as palavras do verdadeiro enfant terrible do PSD de Pombal. Sugeriu ele menos um vereador a tempo inteiro como medida justa para combater a crise, ao mesmo tempo que votou contra o pacote de medidas anunciadas pela Câmara com esse propósito.
JGF terá feito mais moça naquele dia que toda a intervenção da oposição. Ou melhor: JGF há-de ser considerado por esta altura como a verdadeira oposição. Ele, que tem o mérito de ganhar a vida por conta própria (o que tanto incomoda, senhores...), não colocou só o dedo na ferida. Escarafunchou-a. Porque entre as obras dos executivos do seu partido está o aumento do quadro de pessoal da Câmara e redondezas. E do número de vereadores a tempo inteiro. A figura do meio-tempo já foi há tanto que já ninguém se lembra. Contas feitas, todos os vereadores ficaram profissionais da política nos últimos anos. Todos, menos os da minoria. Pelo menos por enquanto.
E será dessa liberdade de acção que resulta a margem de manobra de JGF. Já entrou e já saiu do activo muitas vezes, já esteve bem e mal na peculiar forma de estar (que lhe vale até o cognome de 'taliban' entre os pares), mas sempre com esse passaporte para a liberdade.
De resto, fica a cereja no bolo: o semblante de Rodrigues Marques na foto de capa do Correio de Pombal, enquanto ouvia JGF. É que não vale a pena "avisar o Zé". Os [meninos] guerreiros do PSD não ligam nenhuma ao aparelho. Só quando são eles a comandá-lo.

Parques de estacionamento II

A CMP gastou no parque de estacionamento subterrâneo da Praça Marquês de Pombal aproximadamente 1.400.000 € (aproximadamente).
Sabem qual foi a receita em 2008? 6.408 €!
A receita não chega, de certeza, para cobrir os custos de exploração ou de manutenção, quanto mais para recuperar a "despesa".
Inacreditável, como se desbarata dinheiro público, sem nenhuma mais-valia significativa.

5 de março de 2009

Parques de estacionamento

O executivo camarário levou à AM a eliminação do estacionamento pago no parque junto ao Centro de Saúde. Decisão certa. Era uma velha revindicação do PS.
A alteração justifica-se pela baixíssima taxa de ocupação do parque (11% em 2007), fraca receita e pela falta estacionamento livre na periferia.
No entanto, o executivo insiste na construção de um parque de estacionamento subterrâneo no mesmo local, pago com os nossos impostos.
Incoerência ou incompetência?

Lobo Antunes fala de nós

Quer dizer, dos nossos antepassados. Fala do Eco e do Notícias de Pombal de outros tempos. Afinal sempre somos notícia pelo que não é necessariamente mau. Para ler aqui, numa edição de aniversário do Público que vale a pena ler e guardar.

O estranho caso da blogosfera de Pombal

O Farpas é, provavelmente, o blogue de maior longevidade na história da blogosfera em Pombal. Lembro-me, assim de repente, dos que morreram quase à nascença, dos que escreveram a sua curta história debaixo do anonimato, dos que se viram forçados a a fazer logout.
Tenho para mim que o caso do Farpas se deve essencialmente a dois factores: a autoria assumida e - talvez essencial - a independência profissional de cada um dos da casa relativamente aos poderes instituídos. Daí que o anonimato nos comentários (que à força de conhecer há anos os estilos de escrita de muita gente identifico sem esforço) não me incomode, mas desgoste. Sobretudo quando percebo que começa a espreitar o fantasma que - à boa maneira de Pombal, sic Rodrigues Marques, honra lhe seja feita pela frontalidade e pela frase que adoro - gosta de discutir questões pessoais em vez de outras. Estou-lhe a ver o rabo de fora.
Porque todos temos presente a história do "Pombalog", que manchou definitivamente a liberdade de expressão em Pombal.

4 de março de 2009

Nota Editorial

A missão deste blog está definida, com clareza, na sua linha editorial. Foi esse o compromisso dos cinco fundadores e mantêm-se.
O caminho percorrido tem sido coerente com o desígnio inicial. E os resultados também. O cerco está furado. O mérito é dos da casa, mas também dos de fora.
Todos são bem-vindos se vierem de forma responsável. Compreendo aqueles que comentam sob a capa do anonimato, mas gostaría de ter mais gente a assumir o que comenta.
Se gostamos da liberdade, usufruamo-la.
Aditamento
Este post é da minha exclusiva autoria.
Sobre os comentários: toda a liberdade com toda a responsabilidade.
Defendo as duas formas de comentário, mas acho que quem comenta como anónimo tem particulares responsabilidades e nunca deve pisar o risco, o que começava a acontecer.

O caminho menos percorrido

A propósito da discussão que por aqui anda, e se permitem alargar a mesma, introduzir um movimento de cidadãos na equação autárquica é uma opção que, em teoria, poderia trazer alguma vantagem a Pombal?

Go or no Go

Em Pombal discute-se, como símbolo maior de melhoria urbanística, um complexo comercial de viabilidade duvidosa numa zona de implantação que levanta mais dúvidas que outra coisa. Este é o modelo de desenvolvimento disponível e desejado. Não um parque urbano, mas um centro comercial. Assente numa lógica de consumo que, a ver, não terá clientes (mas esse é um problema do promotor). Pessoalmente, prefiro outro modelo. Outra alavancagem entre interesses públicos e privados. Por isso, em relação a este projecto, tenho legítimas dúvidas que, até ver, continuam por desfazer. Dúvidas como cidadão. Afinal, esta discussão não é apenas sobre uma localização que, mantenho, por causa da avaliação que nem é minha, mas de técnicos, me merece as maiores reservas. Discutir esta questão e o que significa para Pombal devia era ser terreno livro de bairrismos partidários.

3 de março de 2009

Coligação de Coligações: CDU + BE

Adelino Araújo revelou à imprensa que a concelhia do PCP de Pombal propôs à direcção do partido a coligação entre o CDU e o BE porque acredita que, com a coligação destas duas coligações, terão “fortes possibilidades de eleger um representante nas assembleias de freguesia e municipal”.
Quando é que percebem que a soma de infinitésimos permanece, ainda assim, um infinitésimo.

Novamente, os lobos na pele de cordeiros

Adelino Araújo afirmou à RC que “a oposição feita pelo PS à maioria social-democrata é de “bradar aos céus” … “É uma oposição que deixa muito a desejar na assembleia municipal, aquilo é uma achincalhada, não é correcto que indivíduos com responsabilidade política, quer do PSD quer do PS, abandalhem tanto uma assembleia municipal, depois querem que as pessoas confiem neles”.
Ó camarada Adelino, na AM não se quer unanimismos, quer-se debate puro e duro; ali não se vai fazer pedidos, para limpar a valeta lá da rua, vai-se discutir, criticar, exigir. E já agora, por que não alguma ponderação e contrição na avaliação, não vê(m) que o vosso grande problema é que as pessoas, em Pombal, só confiam no PSD e no PS.
E com dissimulação não vão lá. A autenticidade, apesar de tudo, dá mais garantias.

2 de março de 2009

Eliminar um vereador

A AM foi rica no que concerne às medidas de combate à crise. Houve de tudo: mais Estado ou menos Estado, mais Câmara ou menos Câmara, reduzir impostos ou aumentar a despesa, apoios a todos ou só a alguns, etc., etc., etc.
Mas a mais original veio, de certeza, de José Gomes Fernandes: “eliminar um vereador a tempo inteiro”. Segundo ele, em tempos de crise tem que se reduzir a despesa, e se as empresas estão a fazer cortes no pessoal a câmara deveria dar o exemplo.
Reduziam-se as despesas e as TRAPALHADAS. Digo eu.

O novo Presidente da AM

O esperado. Um Senhor. É verdade que um presidente não faz uma assembleia, mas que ajuda muito, ajuda. Basta comparar a “tourada” da penúltima AM e a última.
A autoridade, tranquila, não está ao alcance de qualquer um, está ao alcance de muito poucos.
Bem nos prelúdios, sintético, e no esvaziar do balão. Melhor ainda na forma implacável como colocou o presidente da câmara no lugar, afirmando, sempre em tom de voz crescente:
- “Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu; Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu; Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu”.

28 de fevereiro de 2009

Os defensores do Go!Shopping

Na AM emergiram dois defensores do Go!Shopping: os Presidentes da Câmara e da Junta de Pombal, com argumentos falsos e patéticos.
Nascimento Lopes defendeu que o empreendimento é uma grande mais-valia para Pombal e como tal não se compreende a (o)posição do PS (contra o projecto naquela zona). Na sua argumentação misturou o Go!Shopping com o TGV e afirmou que não compreendia como se podia estar contra o Go!Shopping e a favor do TGV (o que é que uma coisa tem a ver com a outra, pergunto?). Concluiu: “Quem está contra o Go!Shopping está contra o progresso”. Temos político!
Narciso Mota atacado nesta ilegal e perniciosa opção barafustou contra tudo e contra todos, negou os significativos impactos negativos do empreendimento (chegou ao ponto de negar que o empreendimento contempla uma bomba de gasolina), Atingiu o ridículo quando contou a história da compra e da venda dos terrenos do Casarelo e centrou a sua argumentação na premência em ajudar o promotor que, segundo ele, se encontra numa situação económica difícil porque comprou os terrenos muito caros. Narciso Mota alertou para os riscos de o projecto não avançar e com um discurso trágico-patético relembrou os recentes suicídios de construtores civis do concelho devido a problemas financeiros. Por fim, naquele seu ar incrédulo, mostrou estupefacção por o PS não apoiar um empreendedor que é do PS (militante ou apoiante). Inacreditável? Não…
Pergunto: por que é que os presidentes gostam tanto de “obra”, seja boa ou seja má? É por deformação profissional ou por interesses?

Os assuntos da AM

O Go!Shopping e as medidas anti-crise foram os verdadeiros assuntos da última AM, pela sua importância e relevância e porque serviram para evidenciar as diferenças entre o PSD e o PS. Mais o primeiro do que o segundo.
Ficou claro que o PS é frontalmente contra o empreendimento, no Casarelo, e o PSD apoia-o, de forma envergonhada, porque Narciso Mota o quer a todo o custo.
Ficou claro que PS faria mais e de forma diferente para minimizar as consequências da crise. Como a crise não atinge todos mas essencialmente os desempregados ou as pessoas que ficaram sem rendimentos para as necessidades básicas, o PS reforçaria e centraria nesses o apoio e não em todos por igual como faz o PSD com intuitos claramente eleitoralistas.

26 de fevereiro de 2009

Presidente da CMC arguido

O Sol online afirma: “o presidente da CMC, Carlos Encarnação e alguns vereadores do anterior executivo, foram ouvidos hoje pela Polícia Judiciária como arguidos por alegadamente terem violado a lei no arrendamento de um imóvel”.
Por esta ilegalidade? Não havia necessidade…

24 de fevereiro de 2009

Go!Shopping: um crime urbanístico

Por muito distraídos ou resignados que estejamos há coisas a que não podemos ficar indiferentes. O Go!Shopping, o crime urbanístico que ameaça a nossa cidade, a nossa terra, é seguramente uma delas, porque destrói de, forma irreparável, uma parte nobre e significativa da cidade.
O estudo de Impacto Ambiental, que está em discussão pública, é, como quase todos, um chorrilho de banalidades, mas é uma oportunidade para os pombalenses se pronunciarem, para defenderem a sua cidade de um crime.
Nada tenho contra o projecto, mas tenho tudo contra a sua localização. Os promotores do projecto têm todo o direito de construir o empreendimento em Pombal mas não têm o direito de destruir uma zona virgem e nobre de Pombal com um “mamarracho” sem qualidade, que descaracteriza e degrada totalmente a zona. Se os promotores tivessem alguma preocupação com a qualidade do projecto e a câmara com a preservação e qualificação da zona, nunca este abarcaria tamanha volumetria e não contemplava um posto de combustíveis (discount, de certeza, para atrair a populaça).
Pombal necessita de projectos estruturantes, que engrandeçam e qualifiquem a cidade, não disto. O Go!Shopping é um CRIME.

23 de fevereiro de 2009

A POESIA É UMA ARMA


ANA E ANTÓNIO
Ana e o António trabalhavam
na mesma empresa.
Agora foram ambos despedidos.
Lá em casa, o silêncio sentou-se
em todas as cadeiras
em volta da mesa vazia.
«Neo-realismo!» dirão os estetas
para quem ser despedido
é o preço do progresso.
Os estetas, esses, nunca
serão despedidos.
Ou julgam isso, ou julgam isso.
Mário Castrim

22 de fevereiro de 2009

O que é que a estrada tem?


Nada. Quase nada. É que quando um itinerário como o IC8 é aberto ao trânsito, já está desactualizado, pelos 10 ou 15 anos que passaram desde que foi projectado. O resultado é este: quando acabado, já não serve as necessidades.

21 de fevereiro de 2009

Participemos então

Avaliação do Impacto Ambiental do Projecto do GoShopping. Ver aqui.

Destaco, para já, aquilo que me chamou mais a atenção:

Para a Paisagem, os impactes na fase de construção serão negativos e com algum significado.

Na fase de exploração, a referida infra-estrutura, apesar de ter uma leitura dominantemente horizontal e de se encontrar integrada no terreno natural, irá destacar-se na paisagem envolvente, devido à sua elevada volumetria.
A sua elevada volumetria quer em termos de área ocupada quer em termos de altura, irá provocar uma significativa intrusão visual, degradando a actual paisagem envolvente ao Castelo de Pombal, tornando a presença deste na paisagem mais insignificante.
Este impacte será negativo e de elevada magnitude. Relativamente à importância dos impactes, dado que a construção do GO! Shopping irá reduzir o destaque do castelo de Pombal na Paisagem, devido às elevadas dimensões do empreendimento comercial, considera-se que as perturbações serão muito significativas. (Página 16)

As Grandes Opções do Plano do Munícipio, aprovadas em Dezembro de 2008, prevêem para 2009 e 2010 perto de 3 milhões de Euros para a "Recuperação e Revitalização do Castelo de Pombal e Zona Envolvente" (Página 5 do Plano Plurianal de Investimentos). Uma construção com uma "significativa intrusão visual" não coloca este projecto em causa? Sempre manifestei a minha discordância em relação a um investimento avultado para a beneficiação do Castelo sem que antes se conseguisse dinamizar a zona histórica e nessa altura nem equacionava este cenário que, aparentemente, prejudica a tal ideia e projecto beneficiação (veja-se o posicionamento do projecto em relação ao Castelo).

Quanto à questão dos Recursos Hídricos, nomeadamente o escoamento de água pela ribeira que por ali passa, o cenário que o estudo coloca é relativamente inócuo (pág. 13). A minha dúvida é se será mesmo.

O ponto mais positivo seria a criação dos postos de trabalho (tenho sérias dúvidas quanto aos 5 milhões de visitantes), mas atendendo à conjuntura, duvido que um centro comercial venha a ser uma perspectiva aliciante que se traduza num eficaz investimento e não em meras lojas a definhar. Ou dito de outra forma, não creio que haverá poder de compra para sustentar este projecto. Juntando isso às outras condicionantes, não o encaro como uma opção estruturante para Pombal. Mas esta é ainda uma primeira apreciação.

Mas o melhor mesmo é discutir e participar, para já, até ao dia 27 de Fevereiro.

20 de fevereiro de 2009

Oh, que cena, pá...

Diz o Correio de Pombal (cuja notícia não podemos linkar porque não é de livre acesso...) que a JSD não anda lá muito satisfeita com o desempenho do vereador Michael. Esse, o da Juventude. Parece que o dito cujo não anda a corresponder à mesma. Só pode ser intriga da oposição. Yo.

As trapalhadas do Michael


Segundo o NC, “O Vereador Michael Mota António afirma que a sessão pública realizada pela Autoridade de AIA da CCDRC sobre 'GO! Shopping' era privada e técnica. A própria autarquia e a CCDRC dizem o contrário”.
Por que não te calas?

A deputada Ofélia reapareceu…

A digníssima deputada Ofélia reapareceu! Aproveitou os assaltos dos últimos dias em Pombal para se mostrar. Questionou o governo sobre o reforço do dispositivo das forças de segurança na cidade de Pombal e nas freguesias.
Eis o mais descarado oportunismo e populismo.
Há pessoas que tudo aproveitam para mostrar que existem. Compreende-se. Posturas meramente decorativas tendem a ser facilmente ignoradas e esquecidas.

Arrastão à Pombal

15 assaltos numa só noite numa das principais artérias da cidade. Foi, por isso, um autêntico arrastão que, incompreensivelmente, dada a sua extensão, não foi detectado por quem quer que fosse e principalmente pela polícia. São por isso legítimas todas e quaisquer dúvidas sobre a segurança de bens e pessoas na cidade de Pombal. E seria fácil culpar apenas a polícia por este estado de coisas. Todos bem sabemos que a falta de recursos humanos e materiais e a materialização do sentimento de impunidade são grandes ajudas a situações como estas. Faltará saber se esta onda de assaltos se relaciona com o cenário de crise que aí anda, relação essa que ainda poderá ser prematura. E agora veremos quais as respostas exigidas e quais as habituais promessas que serão ou não cumpridas. Sim, veremos, que a pouco mais estamos habituados neste estado de coisas. Até nos fartarmos, claro.

15 de fevereiro de 2009

Não se faz, não senhora

O parque subterrâneo da Praça Marquês de Pombal tem, como deve ser, um lugar destinado ao estacionamento para cidadãos portadores de deficiência. Por duas vezes, na semana que passou, o lugar estava indevidamente ocupado pela viatura de uma funcionária municipal. Diz quem por lá estaciona todos os dias que não foi um acto isolado, mas é que é prática corrente.
Ora ainda bem (ou mal, neste caso) que o fiscal da Pombal Viva não desce às catacumbas.

12 de fevereiro de 2009

As falácias de Rodrigues Marques

Rodrigues Marques já foi deputado da Nação. Bem sei que não foi por muito tempo, mas devia ter sido o tempo suficiente para ter compreendido as missões, atribuições e deveres dos principais órgãos do Estado. E deveria, também, aparentar alguma razoabilidade nas opiniões que emite.
Rodrigues Marques sabe bem que o PSD, e ele próprio, inviabilizou as averiguações às suspeitas de irregularidades e/ou tráfico de influências na área do Urbanismo denunciadas por todas as forças políticas locais, nomeadamente pelo, na altura, presidente da Concelhia do PSD.
Rodrigues Marques sabe bem que o PS sempre quis tratar as questões de Pombal em Pombal e que foi o PSD que escolheu o caminho conhecido.
Porque se lamentam, então?
Estão com medo? Estão a sentir-se muito apertados? Gostava(mos) de saber…

11 de fevereiro de 2009

Rui Miranda no seu melhor…

Os ex-vereadores do PS tinham, obrigatoriamente, que participar no coro de críticas ao PS, a propósito das averiguações do IGAL.
Segundo a RC, Rui Miranda “lamentou a atitude do PS”, recordando que, “no ano e meio que liderou a estrutura concelhia, nunca recorreu a estes mecanismos” (acrescento: nem a estes nem a outros).
E “ressalvou que não são as pessoas que fazem os partidos, nem os partidos fazem as pessoas”. E esta heim!
Rui Miranda no seu melhor…

10 de fevereiro de 2009

Haja paciência

Segundo o NC, Narciso Mota diz-se “indignado e revoltado” com os pedidos de esclarecimentos do IGAL, na sequência das denúncias do PS sobre eventuais irregularidades no Urbanismo.
Narciso Mota nunca percebeu, e não chegará a perceber, as principais obrigações de um Presidente de Câmara: o escrupuloso cumprimento da lei, a total transparência nas decisões e os correspondentes deveres de informação.
Narciso Mota não tem que se indignar e revoltar com o escrutínio legal e político das suas acções e decisões porque tem a obrigação de prestar todos os esclarecimentos; à população, à oposição e às entidades fiscalizadoras.
Era tempo de Narciso Mota perceber que a “Câmara não é ELE”, que ele exerce o poder para os pombalenses e em nome dos pombalenses, de TODOS os pombalenses; e que não tem o direito de utilizar, sistematicamente, as reuniões do executivo para agredir os que não lhe dizem AMÉM.

Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele

E eis que, embora sem carácter de surpresa, pois que aquilo que não tem remédio, remediado está, a resposta dos vereadores da minoria é, por assim dizer, coerente. Ora atentem, por favor, nos factos e nos protagonistas desta história, apesar de haver palco para aqueles que, nos bastidores, desempenham o papel principal.

Cordeiros e lobos

O PS, como partido que aspira ser poder em Pombal, tem uma estratégia (legítima) de contestar toda e qualquer iniciativa da Câmara Municipal. Os eleitores poderão, dessa forma, perceber melhor quais as diferenças entre os dois partidos mais representativos e votar em consciência.

Nessa ânsia de marcar a diferença, os socialistas caiem, muitas vezes, em exageros e os eleitores, que não andam a dormir, interpretam as críticas como uma mera estratégia eleitoral. É pena pois o concelho precisa de uma oposição credível.

Ultimamente, como já disse neste fórum, o PS tem aparecido mais combativo, mais esclarecido e isso é óptimo. Essa vitalidade é salutar para a democracia e, ao confrontar o poder, faz com que as discussões políticas sejam mais participadas e que os cidadãos estejam mais atentos.

O PCP tem também assumido uma postura crítica, mais modesta, mas disponibilizando-se para colaborar com os eleitos locais. Os comunistas estão em condições de assumir essa posição pois, apesar de aspirarem a cargos de vereação, nunca serão poder em Pombal. Mas não é só por aí! A cultura autárquica da CDU aponta no sentido de que as diferenças entre os diferentes partidos podem ser assumidas mesmo num cenário de cooperação. Em Coimbra e no Porto, só para dar dois exemplos, a CDU tem tido vereadores com pelouros atribuídos e não é por isso que não tem conseguido afirmar a sua identidade e as suas ideias.

Numa altura em que os munícipes enfrentam gravíssimos problemas, potenciados pela crise do sistema capitalista, tantas vezes sacralizado por quem agora, hipocritamente, pretende surgir como o Messias, a atitude do PCP tem uma justificação acrescida. O PS não compreende; não me surpreende. O que já me surpreende é o PS querer ser conselheiro numa área onde, claramente, não o pode ser. O historial do partido em Pombal está aí para o provar. De guerreiros assumidos em campanha eleitoral, recorrendo frequentemente à estratégia do “vale tudo” (quem não se lembra da triste campanha de 2001...), passam rapidamente a inofensivos lacaios mal acabam de ser eleitos. A prática da vereação socialista não é caracterizada pela cooperação. Não! O PS na vereação tem-se revelado um partido servil, sem ideias e totalmente incapaz.

Cordeirinhos com pele de lobo?

9 de fevereiro de 2009

Prioridades invertidas

Pombal é um concelho com uma estrutura social de base rural caracterizada por população dispersa, isolada e envelhecida, enfraquecida pela forte emigração e migração. Neste quadro, uma rede de apoio social torna-se premente.
O governo tem apostado e incentivado a criação de estruturas de apoio social dirigidas às pessoas mais necessitadas. Muitos municípios têm seguido o exemplo do governo.
No Distrito de Leiria, os concelhos de Figueiró dos Vinhos, Leiria, Batalha, Nazaré e Bombarral, em cooperação com instituições de solidariedade social e misericórdias, colocaram em funcionamento unidades de cuidados continuados. Os concelhos de Pedrógão Grande, Alvaiázere, Ansião, Marinha Grande, Porto de Mós e Caldas da Rainha irão igualmente avançar e já apresentaram as respectivas candidaturas.
E Pombal, sendo dos mais necessitados, porque espera?
Infelizmente, aqui, as prioridades estão, quase sempre, invertidas.

E um dia o prédio veio abaixo

Sim, que nós afinal sempre temos alguma coisa de urbano, um não sei quê de cidade a sério. E muita sorte temos tido, é o que é.

5 de fevereiro de 2009

Ainda a propósito da rejeição do empréstimo

Escreve João Coelho no CP:
“Mas vamos a factos, citando o documento: 1.º - a CM fez uma obra com as receitas obtidas em 2006 e 2007 nunca a tendo orçamentado convenientemente nos referidos exercícios; 2.º a CM pede que lhe seja concedida autorização para contrair um empréstimo por obras completamente pagas, algo que a Lei da Finanças Locais (LFL) impede”.
Em relação ao primeiro ponto prova-se algo que a oposição do PS tem dito há muito: …os orçamentos … não traduzem verdadeiramente as obras que irão ser realizadas. É um sinal claro de desrespeito pelas regras democráticas, pelo órgão AM e, mais importante que tudo, pelos pombalenses.
O segundo demonstra uma de três hipóteses seguintes: ou o executivo municipal desconhece a LFL, ou confiou que o TC não a conhecesse ou rezou para que o TC não olhasse para ela. Se o executivo não a conhecia é grave. Se o executivo acreditou que este pedido poderia passar sem mais no TC só poderia ser por uma razão simples, queria que o dinheiro viesse para ser usado de forma discricionária.”
Gostava de ter escrito isto.

Cordeiros ou lobos?

A CDU de Pombal diz querer fazer oposição pela positiva, garantem: "queremos ajudar os eleitos locais".
Oferecer-se para ajudar quem nunca quis ser ajudado cheira a ingenuidade ou a dissimulação, porque não deixa de ser estranho querer vestir a pele de cordeiro em Pombal e estar contra tudo o que vem do governo a nível nacional.
Tácticas, contra-natura, de eficácia muito duvidosa.

Mai Nada

Se não servirem para mais nada, as manifestações de trabalhadores ingleses contra a contratação de operários estrangeiros, incluindo portugueses, podiam ter, ao menos, o benefício de levar certos cidadãos nacionais – os que organizam manifestações contra os pretos, ucranianos, ciganos e demais imigrantes e os que concordam com eles, mais ou menos silenciosamente - a pensar, uma vez na vida que fosse, e a perceberem que há muitos sítios no mundo onde os pretos somos nós, a suposta e superior “raça portuguesa”.
in Teatro Anatómico.

A NOSSA "ESQUERDA" MODERNA

Em Portugal o crescimento do PIB entre 2005 e 2008 foi apenas metade dos países da zona euro. A dívida pública aumentou 25 mil milhões desde 2004, mais de 65% do PIB, fazendo de Portugal um dos países mais endividados do mundo. O endividamento das famílias e das empresas aumentou desde 2005 respectivamente 78% para 91% e de 91% para 107% do PIB. Dois milhões de portugueses auferem um rendimento inferior a 366 euros/mês. Só no passado mês de Janeiro,a falência de 80 empresas lançou 11 mil trabalhadores no desemprego, 354 por dia. O que fazer?

Abordagens

Há quem rejubile com os primeiros falhanços em termos de nomeações políticas de Barack Obama, em que apostas seguras se revelam descartáveis devido a problemas legais em que estiveram envolvidos. Eu não. Haja um sítio onde, apesar dos exageros, a Lei serve para alguma coisa, nomeadamente para assegurar transparência. Se não a ideal, pelo menos a mínima. Sim, é que lá, casos de corrupção não demoram anos a julgar nem se permite que um lugar sirva de escudo contra a Lei. Mas eles é que são os estúpidos.

3 de fevereiro de 2009

Uma boa ideia...

Concelhos do Norte do distrito criam parque empresarial intermunicipal.
(Em oposição ao caminho seguido em Pombal).

Infelizmente, muito atrasada no tempo.

Destaques


Se não há heróis é porque nada acontece que o justifique, o que é bom. Mas quando acontece algo é bom saber que há pessoas que conseguem fazer a diferença e impedir desfechos trágicos. E foi isso que aconteceu no último Domingo à tarde, num dos campos de futebol do nosso concelho, quando Arlindo Medeiros evitou uma tragédia. A notícia explica-se a ela própria, mas não podia deixar de dar o devido relevo, especialmente pela consciência de que mais importante que procurar heróis é de louvar aqueles que na hora certa sabem o que fazer e não baqueiam. Um destaque pombalense bem merecido!

1 de fevereiro de 2009

Demagogia

Manuel Gonçalves, presidente da ACSP, defendeu, numa rádio local, que uma das soluções para revitalizar economicamente as pequenas e médias empresas é aumentar o poder de compra dos consumidores.
Elementar, meu caro. É como dizer que a solução para a morte é ressuscitar as pessoas. Admitindo que a principal causa do problema esteja aí (tenho todas as dúvidas), pergunto: como é que isso se faz no pequeno comércio e em Pombal?
A missão do presidente da ACSP é apresentar ideias e medidas para resolver os problemas do pequeno comércio, em vez de andar a atacar o governo para desculpar a sua própria inacção e a dar cobertura, sistemática, à (in)acção do executivo municipal, que tem ajudado a cavar a sepultura do pequeno comercio e nos tem condenado a um dos mais baixos poder de compra do Distrito.

30 de janeiro de 2009

Os motores aquecem

Depois de ler "O Correio de Pombal" de ontem fiquei esclarecido: para algumas pessoas é importante qualificar muito negativamente a oposição política que o PS faz. Ainda bem. É sinal que já se percebeu que, em ano de eleições, a mensagem está a passar. Logo, torna-se necessário "matar" o mensageiro.

Go Shopping?

GO! GO! - não nos chamem parvos!

Leio que Pombal vai ter o seu Freeport.
Um investimento de 28 milhões que – único aspecto positivo, para os autores do "estudo de impacto ambiental" agora divulgado no site do Notícias do Centro – vai criar 721 postos de trabalho e permitir uma afluência de mais de 5 milhões de visitantes por ano.
Como é possível acreditar nestes números! Por favor, corrijam lá isso. Os pombalenses não são lorpas. Nem todos o são…

Cinco milhões? Nem em Fátima…

Ainda o GO! Shopping e os tais cinco milhões de visitantes. Estará o autor (ou autores) no seu perfeito juízo quando admitiram uma tal afluência? Haverá alguém, minimamente inteligente, que acredite ser possível atingir uma décima parte – ao menos! – desse fantasioso número? Olhemos aqui para o lado, para Fátima. Que, apesar de toda a promoção global que é feita, com a colaboração de Nossa Senhora, dos Pastorinhos e dos propalados Milagres, não consegue tantos milhões de visitantes.
Desçamos à terra, senhores…

Alfredo Faustino

29 de janeiro de 2009

Os dias da Rádio

No éter pairam novidades. A Rádio Clube tem um novo presidente. Chama-se Rodrigues Marques. Parece que vai ter um novo fôlego. Será isso bom ou mau?

Adenda: A notícia pode ser lida no site da Rádio Clube de Pombal. Diz isto.

GO, GO que se faz tarde

Está em consulta pública o estudo de impacte ambiental do GO Shoping, essa faca de dois gumes que vai cortar a cidade ali perto do Castelo. Pode ser ser consultado na Agência Portuguesa do Ambiente, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, na Câmara Municipal de Pombal e na Junta de Freguesia.
Da leitura do documento resultam duas coisas: Vem aí mais emprego. Mas vamos arrasar com o que resta da mata do castelo, que sucumbe a cada dia à falta de uma recuperação digna, como merecia. Como merecíamos. O que o estudo não diz - nem lhe compete, pois que isso deveria ser avaliado por quem aprova e incentiva - é que o avultado investimento que ilusoriamente criará mais de 700 postos de trabalho está condenado ao mesmo destino de todos os centros comerciais de Pombal: um abandono disfarçado a cada loja que fecha, a cada negócio que não resulta. É talvez o preço a pagar pela nossa centralidade, pela proximidade a Leiria e Coimbra, pela peculiar forma de estar e de ser dos pombalenses, sempre a desdenhar o que temos e a valorizar o que é do vizinho. E o problema é que nas últimas décadas faltou o rasgo, o engenho e a arte para contrariar essa tendência. Ainda se ao menos tivéssemos qualidade de vida. Ainda se houvesse um jardim. Um parque. Uma brecha por onde pudessem respirar avós e netos. E nós todos, fartos de escritórios, muros de betão e paredes de vidro. Mas não há. Nem se vislumbra que haja tão depressa, pois que no horizonte está tudo na mesma, como a lesma.
E não aprendemos nada com o Pombal Shoping. Ainda lhe acrescentámos as Galerias do Marquês. E As Jerónimo. Em qualquer um destes o exercício de apreciar a vitalidade do comércio é deprimente. Agora o castelo. Faltava o castelo. Era só o que faltava.

FARC

Ingrid Bettancourt
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia–Exército do Povo (em castelhano Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia–Ejército del Pueblo), esses "facínoras" trataram bem a Ingrid. Decorridos seis meses após a sua libertação, depois de 6 anos e meio de cativeiro, não está nada mal. Não é verdade? Até a apontam como candidata ao Prémio Nobel da Paz ! Soy loco por ti, America!

28 de janeiro de 2009

POMBAL E A CRISE

POMBAL EM CRISE: AS MEDIDAS DE COMBATE À RECESSÃO

“ É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma...”

Príncipe Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo

O conjunto de medidas aprovadas pela Câmara Municipal de Pombal de combate à recessão, anunciadas pelos órgãos de comunicação local, não irão resolver, como é compreendido e aceite pelo próprio executivo camarário, qualquer problema originado pela grave crise económica que actualmente atravessa o nosso país e consequentemente o nosso concelho. Um concelho, como o nosso, onde existem problemas sociais graves, onde o desemprego cresce continuamente, o poder de compra diminui todos os dias, a fome alastra nas famílias de menores (ou nulos) rendimentos, as medidas apregoadas não irão surtir o efeito a que se propõem. Estas medidas, que no dizer do Sr. Presidente, Engº Narciso Mota, pretendem ajudar as familias carenciadas do concelho, não irão ajudar em nada. Medidas como, manutenção das taxas pelo licenciamento de obras particulares e urbanismo, isenção de taxas de licenciamento de reabilitação e recuperação de imóveis, legalização de habitação, arrumos, alpendres, amexos e garagens construídas até o ano 2000, estarão direccionadas para os que mais desesperam com o agravamento das condições de vida ? E a isenção ao jovens até aos 35 anos do pagamento de taxas de licenciamento para a construção de habitação própria, desde que a estimativa orçamental do imóvel, se inclua, no segundo escalão de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis ( IMI ) ? Estas medidas, em matéria de urbanismo, mais parecem que se destinam a revitalizar a construção civil, que propriamente a mitigar os problemas sociais graves que afectam o nosso concelho. Isto é, não me parece, que os incentivos, pois de incentivos se tratam, no âmbito da construção civil, vá de encontro as necessidades mais prementes da poplução mais afectada com a crise. Todavia, o não aumento dos preços do consumo da água e saneamento de sólidos urbanos para o ano de 2009, parece-me correcta, mas nada de extraordinário, tendo em conta os altos preços praticados, e para combate à recessão parece-me pouco. As outras medidas, tais como o fornecimento à população escolar do 1º ciclo do ensino básico de manuais escolares e bonificação dos escalões da componente de apoio à família nas escolas da rede pública, parecem-me perfeitamente normais, com crise ou sem ela. E já agora, a isenção de bilhete nas linhas Pombus, não estão direccionadas sómente para os pombalenses da cidade ? A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento económico de uma determinada região ou país, e assim sendo, como é, as medidas anunciadas, mais não são que meros paliativos para combater a grave situação social que se vive no país e no concelho. Poder-se-à perguntar, competirá à CMP combater a recessão ? Que poderes e meios terá o Município para de alguma forma combater as crises inerentes ao sistema de uma economia de mercado? Poucas ou nenhumas.As medidas que ora se propõem, como é bom de ver, não irão estimular o emprego, o crescimento e desenvolvimento económico no nosso concelho. Não será essa a intenção da CMP, dirão. Pois não, porque o combate à recessão só se fará, ou não, com José Socrates e seus ministros. Entendo, que estas crises são parte integrante do sistema capitalista, e por isso, por mais medidas que se tomem para que algo mude, tudo ficará na mesma. A não ser que se procurem soluções fora do quadro do liberalismo económico, isto é, que se parta para a construção de uma sociedade de novo tipo, e isso não está nos horizontes do Município, e muito menos do nosso governo.

Mais um falhanço…

O Tribunal de Contas rejeitou um empréstimo da CMP.
Mais um falhanço, a somar a tantos outros. E aonde ninguém esperaria.
Como pode o executivo de uma câmara com grande capacidade de endividamento falhar a aprovação de um empréstimo no Tribunal de Contas? Poder pode, tanto pode que aconteceu.
Parece inexplicável, mas explica-se pela incapacidade de planeamento.

P.S.: Nos últimos anos, o Tribunal de Contas tem-me surpreendido pela positiva. Mérito, concerteza, do seu Presidente, Oliveira Martins, de quem não tinha uma opinião muito favorável.
No meio da desgraça que é o desempenho das entidades que se dedicam à regulação, fiscalização e administração da justiça salvava-se a ASAE e, nos últimos tempos, o Tribunal de Contas.

24 de janeiro de 2009

Parabéns à Vanda e ao Francelino!


Motivado pelo Eco e pelo Correio de Pombal, que deram honras de primeira página aos dançarinos do concelho, estive a ver o programa televisivo “Dança Comigo”. O resultado não lhes foi favorável e, como tal, a Vanda não vai poder ir para uma escola americana que aceita concorrentes de concursos portugueses.

É pena? Talvez… A Vanda é, sem dúvida, melhor bailarina que o moço de Matosinhos que acabou por ganhar. No entanto, como é uma excelente profissional, oportunidades de sucesso não lhe faltarão.

O que me questiono é o seguinte: será que o feito dos simpáticos bailarinos merecia o destaque de primeira página dos jornais locais? Será que a presença na final de um concurso televisivo é assim um facto tão relevante? O que iriam escrever caso a vitória tivesse acontecido? Justificar-se-ía uma edição especial?

O que não passa na televisão - é um facto - não existe. Os jornais locais prestariam um melhor serviço aos seus leitores se tentassem contrariar essa afirmação.

22 de janeiro de 2009

Sinal dos tempos?

O Público de hoje acha que a actuação de Ventura Leite, responsável pelo relatório de acompanhamento dos processos de contrapartidas, é um "acto raro e corajoso", uma vez que mostrou não só que pensou "pela sua própria cabeça" mas que também "não tem medo de represálias pelo exercício da sua liberdade de pensamento". Não coloco em causa a atitude deste deputado que é no mínimo, responsável, séria e profissional. Exactamente o que se deve esperar de um eleito. Mas quando se utiliza os termos acima para falar do normal exercício da actividade política, em especial em relação ao não ter receio quanto a represálias pelo exercício da sua liberdade de pensamento, há algo de podre no Reino da Dinamarca. Muito podre mesmo.

Também publicado na minha outra casa.

21 de janeiro de 2009

E as rosas, senhor?

Não é que em Pombal isso importe por aí além, mas talvez estivesse na hora de se ouvir falar de eleições autárquicas e de candidatos por parte do PS/Pombal. Sendo certo que dentro do PSD haverá matéria, de facto, para alimentar uma blogosfera inteira, mais jornais e livros e até teses várias sobre as relações humanas e a luta pelo poder - ou pelo lugarzito - não era mau se, da parte dos socialistas, cheirasse a qualquer coisa. Um nome, por exemplo. Está visto que voltámos ao tempo do dead line para soltar nomes, às vezes arrancados a ferros. A excepção aconteceu nas últimas autárquicas - quando Sérgio Leal foi o primeiro, quiçá a nível nacional, a apresentar-se publicamente. E foi o que se sabe, pelo que, está visto, às vezes é mesmo pior a emenda que o soneto.
Os jornais publicaram uma fotografia da última conferência de imprensa do PS, na semanapassada, que suscita alguma dúvida: aparece, ao lado de Adelino Mendes, o actual presidente da junta do Louriçal, única bandeira do partido no mapa concelhio das 17 freguesias. Quererá isso dizer alguma coisa?
Seria interessante sabermos se/o que o partido pensa. E, logo, o que existe. Se é que já existe.
Não é que em Pombal isso importe por aí além. Mas aparentemente isto ainda é uma democracia. E mesmo que a luta seja desigual, é importante travá-la. E chegar a tempo ao jogo, já agora.
Quanto ao resto, nunca se sabe. O CDS pode sempre ressuscitar. A CDU pode sempre surpreender (?). E o Bloco de Esquerda aparecer, quem sabe?

O essencial

Câmara de Pombal lançou medidas de combate à recessão, leio no Notícias do Centro. Nota-se logo o seu alcance limitado, com a excepção da oferta dos manuais escolares, numa lógica de "juntar o útil ao agradável" mas que carece de uma análise bastante mais profunda, nomeadamente para aferir qual o peso do alargamento da ASE. E nota-se também que, em 2008, se perdeu uma oportunidade de arrepiar caminho, nomeadamente em sede de redução de taxas de impostos que podiam ter sido já decididas em Setembro do ano passado, em especial a redução por parte da autarquia da sua participação em sede de IRS.

Trata-se de uma dedução à colecta que, a ser implementada, resultaria numa poupança que, independentemente do valor, seria sempre uma benesse. Admito que aqueles com maiores rendimentos fossem beneficiados, mas mesmo com essa entorse, aliviar-se-ia a classe média que, convenhamos, neste momento é quem tem de ser ajudada. Por isso, mesmo sabendo do defeito desta medida, no geral, as suas vantagens superam as desvantagens, pelo menos até a lei ser revista nesse ponto em concreto. 

É que o essencial está mesmo nos impostos. E se eu sempre critiquei a não diminuição da carga fiscal a nível nacional, sobre as famílias e empresas, não poderia deixar de criticar a ausência de medidas que, nesta fase, teriam maior impacto, não só económico como psicológico. Mas já sabemos que, preocupações à parte, interessa é manter os níveis de recolha de receita.

20 de janeiro de 2009

PSD preocupado com as candidaturas

O PSD, num comunicado assinado por Rodrigues Marques, “manifesta a sua maior preocupação pelos atrasos nas decisões e transferência dos apoios comunitários já aprovados sublinhando especial apreensão na apreciação das candidaturas formuladas para reforço do abastecimento de água”. In NC
Primeiro é preciso apresentá-las. E a tempo!

19 de janeiro de 2009

CMP aprova medidas de ... crise (IV)

Nomeadamente, o “fornecimento de manuais escolares para todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico”. in NC
Porque não os deste ano? Não é agora que estamos em crise?
Para o ano, em cima da campanha. Belo material de propaganda. E de borla!

CMP aprova medidas de ... crise (III)

Nomeadamente, “os alunos em escolaridade obrigatória e os munícipes com mais de 65 anos não vão pagar a utilização dos transportes urbanos da autarquia”. in NC
Assim talvez consigam transportar alguém! E disfarçar um erro de avaliação e de gestão.

CMP aprova medidas de ... crise (II)

Nomeadamente, “a manutenção das taxas devidas pelo licenciamento de obras particulares e urbanismo, e a isenção do pagamento de taxas de licenciamento para a reabilitação e recuperação de imóveis”. in NC
Mas para quem? Quem é que quer construir com o mercado saturadíssimo.
Porque não mexem onde dói…

CMP aprova medidas de combate (reforço) à crise

Nomeadamente, "não aumento dos preços da água, saneamento e dos resíduos". Porque, no dizer de Narciso Mota, "as pessoas já não conseguem pagar as Factura da Água e pedem para as pagar às prestações". in NC
Pudera, são as mais altas do Distrito de Leiria.
Que grande cinismo! E falta de consciência social!

Abastecimento de água das Ranhas

O município falhou a candidatura ao QREN para as obras de abastecimento público de água na “zona das Ranhas”. Mas as GOP davam a candidatura como apresentada.
É outra candidatura ou é informação falsa nas GOP o no PPI?

17 de janeiro de 2009

CMP falha candidatura ao QREN

Segundo o NC on-line, “o Município de Pombal apresentou uma candidatura, para obras de abastecimento de água, ao QREN fora do prazo, tendo a mesma sido recusada”.
O site informa que “O presidente da Câmara justificou-se com “falhas técnicas” que originaram o envio da candidatura “nove minutos” depois do prazo. ... “A candidatura deveria ter sido enviada pela Internet até à meia-noite”.
Informa ainda que “Para o autarca social-democrata a situação deveu-se também ao “excesso de zelo” por parte de quem tem responsabilidade de recepcionar a candidatura, adiantando que “por vezes não há flexibilidade”; ... e que “a referida candidatura diz respeito a obras de abastecimento público de água na “zona das Ranhas”.
Assim, ficamos a saber que o falhanço se deveu “falhas técnicas”, ou seja, à tecnologia da autarquia, que é lenta ou funciona mal, logo atrasa-se; e, porque não dizê-lo, a falhas na tecnologia do organismo governamental (CCDRC) que recebe as candidaturas, que não é flexível, não dá descontos, não é tolerante com os atrasos e com o desleixo dos seus semelhantes.
Os pombalenses, que tinham orgulho em terem a câmara número um nas novas tecnologias, não mereciam este falhanço. É uma mancha difícil de apagar, e de pagar.
Muitos terão pena destes pobres políticos que estão dependentes e são traídos pelas novas tecnologias, eu tenho pena dos munícipes que têm que arcar com tudo isto.

Quem anda à chuva, molha-se


Quem se propõe a fazer alguma coisa está sempre sujeito ao aplauso e à crítica. Políticos, activistas sociais, artistas, dinamizadores culturais, todos se queixam de ser mal interpretados por aquelas que "nada fazem" e "só sabem criticar". Só quem nunca passou por isso é que não sabe como é...

Os jovens que, este ano, organizaram as Festas de Santo Amaro estão de parabéns pois conseguiram reavivar as comemorações pagãs da mais importante festa religiosa da cidade.
A opção pelo kitsch, assumida publicamente com a criação do blog, foi concretizada por uma proposta que previa o convite ao artista Leonel Nunes. Paralelamente, a aposta incidia em grupos de Pombal, conferindo às festas um figurino muito interessante.

Quando vi o programa final fiquei, confesso, bastante desiludido. Não, não foi pela corrida de carrinhos de rolamentos; essa foi uma boa ideia. Fiquei desiludido pois penso que se perdeu uma grande oportunidade de marcar a diferença em relação ao que toda a gente faz. Se a ideia inicial era o kitsch, o resultado final foi pimba. Toy e Mónica Sintra? Se havia dinheiro para gastar, porque não ser mais inventivo?


Em Tomar, na aldeia de Cem Soldos, os jovens do Sport Clube Operário local organizam, no Verão, o festival Bons Sons. Também são jovens, também têm poucos apoios, também se queixam de não serem compreendidos. No entanto, o programa que apresentam é surpreendente e tem sabido cativar visitantes de todo o país.


Até domingo!

16 de janeiro de 2009

Chicotadas Psicológicas

No desporto ou noutra actividade qualquer sou a favor das “chicotadas psicológicas”. Bem sei que não são o remédio para todos os males e que não se deve usar e abusar do expediente. São sempre um sinal de falhanços mas também um reinício e um renovar de esperanças.
Veja-se o S.C. Pombal, eram derrotas atrás de derrotas, já quase ninguém lhe vaticinava outro destino que não fosse a despromoção. Entretanto trocou de treinador e, parece por magia, começou a ganhar, ganhar, ganhar, …. E já é apontado como candidato à subida de divisão.
Decididamente, quando os resultados não aparecem o melhor é avançar para a “chicotada psicológica”. Talvez se consiga subir de divisão…

REVISTAS QUE VALEM A PENA


Eis dois títulos de revistas que merecem a maior divulgação e uma leitura atenta. Periódicos que prestaram no passado e continuam a prestar nos dias de hoje, um sério contributo para uma reflexão séria sobre os caminhos da actual democracia.

15 de janeiro de 2009

'tá de chuva

mau tempo, portanto, para as festas de Santo Amaro. Parece que a turbulência se fez sentir com intensidade ontem mesmo, com trovões que se ouviram até dentro do Arquivo Municipal. É verdade que a Praça não deveria propriamente servir para recinto de feira popular, com carrosseis e barracas de farturas. Mas o esforço e a dedicação da malta mereciam outro tratamento, que não a zanga e a ira do todo-po deroso. Aprendemos todos os dias, não é meninos?

A IGREJA E O POVO DE ALMAGREIRA

Pombal é um concelho onde a esmagadora da população é católica. Tem muitas igrejas e capelas, festas e romarias religiosas. Acontece que de vez em quando os fiéis entram em conflito com os padres das suas paróquias, curiosamente sempre por causa de questões não religiosas ou de culto. Em Almagreira, desta vez a Comissão Fabriqueira ao arrogar-se proprietária dos terrenos adjacentes às capelas, onde estão instalados salões de festas e outras obras realizadas com o dinheiro do povo daquela paróquia, originou forte contestação abrindo um sério conflito com os fiéis. Não entendo a pretensão dos Almagreirenses quando reivindicam aqueles "lugares sagrados" como seus. Não é verdade que aqueles terrenos e capelas se destinam ao culto dos católicos? Será caso para dizer: a Deus o que é de Deus, aos Almagreirenses o que é dos Almagreirenses.

14 de janeiro de 2009

Oliveira e Costa

A SIC apresentou ontem um mini documentário sobre vida de Oliveira e Costa. Nele podemos facilmente encontrar as explicações para o escândalo do BPN e perceber como o “SISTEMA” consegue gerar verdadeiros MONSTROS.
Estou certo que os continua a gerar, e de forma mais refinada e sofisticada.

Transparência e Concorrência


Na sequência de "instruções" comunitárias, o Governo criou um regime excepcional para as autarquias em matéria de contratação pública.
Com efeito, nos próximos dois anos, as autarquias vão poder, uma vez reunidas determinadas condições, adjudicar obras até 5 milhões de euros sem abrir concurso público...para ver se isto anima e se a economia nacional arranca novamente.
Mas não é tudo. De facto, e porque é tempo de falar "Verdade", um qualquer dirigente associativo acrescentou ainda - "off the record" evidentemente - que esta "Excepção" era muito positiva porque criava as seguintes "sinergias":
- aumento do financiamento das campanhas eleitorais nas próximas autárquicas (note-se, contudo, que, segundo informações do referido dirigente associativo, este efeito só se repercutirá em alguns associados);
- melhoria da educação em Portugal, a qual se notará, muito fortemente, na criação e modernização de parques escolares; e, finalmente,
- eliminação da necessidade fatigante de simular concursos públicos "transparentes" e "democráticos".
Assim, e perante tamanha honestidade e sinceridade do dirigente associativo em causa - o que, note-se, apenas demonstra que a palavra do nosso Presidente da República ainda é respeitada e cumprida - só me assola uma dúvida: Porque é que não se prolonga a Excepção "ad aeternum"?

13 de janeiro de 2009

Narciso Mota prefere trabalhar e falar com analfabetos

Na discussão das GOP e Orçamento para o próximo ano, Narciso Mota, irritado e sem respostas para justificar o falhanço da sua gestão, disse: “…prefiro trabalhar e falar com pessoas analfabetas do que com pessoas destas”. Pudera!
Há frases que retratam integralmente quem as profere.

12 de janeiro de 2009

Os Vereadores existem?

As pessoas que acompanham mais de perto a actividade política local têm a noção que os vereadores da CMP são figuras apagadas, sem autonomia e autoridade para agir. Quando o tentam fazer qualquer coisa são frequentemente desautorizados ou acusados de excesso de protagonismo.
Mas não era necessário assumi-lo de forma tão explícita na estrutura orgânica da câmara. O organigrama, que Narciso Mota submeteu à AM, consagra uma super estrutura composta por 94 caixas e consequentemente 94 chefes, 1 chefe por 4 subordinados, onde não aparecem os vereadores.
Os Vereadores existem? Tenho dúvidas!


P.S.: Narciso Mota apresentou a estrutura orgânica da câmara com orgulho, e fazendo o contraponto com os seus antecessores disse: “quando aqui cheguei havia 2 Divisões, agora existem 18!”. Palavras para quê. Resta aguentar…!

JÁ SÓ FALTAM DOIS DIAS

Bush da Arábia, ilustração de Brad Holland para a Revista Vanity Fair de Setembro de 2004



Com grande alegria e regozijo nos despediremos para todo o sempre do pesadelo. E depois ? Teremos o Obama, por ora, só uma esperança.

O verdadeiro serviço público


É este. Ainda assim por mal menor, já que é em prol das festas de Santo Amaro e o povo precisa é de festa, que isto anda tudo com ar deprimido. Tive uma sensação de dejà vu quando abri o mail. Porque será?

11 de janeiro de 2009

A VERDADEIRA FAIXA DE GAZA



Para mim, os israelistas são os criminosos e os palestinianos as vitímas.Maniqueísmo? Não. São os factos. E contra estes factos não há argumentos. Por isso, urge pôr fim de imediato à agressão imperalista dos sionistas.

10 de janeiro de 2009

FAIXA DE GAZA EM SANTIAGO DE LITÉM

Os moradores de S. Vicente, Covões, Pinhete, Vale dos Bacharéis, S. Francisco, Pisão, Arneiro do Pisão e Roques, localidades hoje integradas na freguesia de Santiago de Litém, reivindicam que as suas terras passem a pertencer à freguesia de Vermoil. Pretensão mais que justa, por vários motivos: económicos, sociais, geográficos e históricos. Os moradores da "Faixa de Gaza" ou " "Borda", como se autodenominam os moradores daquelas localidades, fartos de serem objecto da "colonização" de Santiago de Litém lançaram um abaixo assinado com cerca de 300 assinaturas (!) onde manifestam o desejo e o firme propósito de proceder à integração daqueles lugares na freguesia de Vermoil. Reagindo, o Dr, Guilherme Domingues, Presidente da Junta da Freguesia de Santiago de Litém, disse: " não se justificou antes, como não se justifica agora", afirmando ainda que tal pretensão se deve ao facto de a Junta a que preside ter ficado a administrar o cemitério de S. Francisco. De facto, até parece, se esse facto fosse o determinante para a ressurgimento de tal pretensão, que as questões relacionadas com os cemitérios, eram os únicos factos que originavam a participação civíca dos municípes na administração local. Não o creio. Por isso deixo um recado ao Presidente da Junta "colonizadora": Deixe-se de se armar em EHUD OLMERT, e em virtude da minha posição de solidariedade com os moradores daquela Faixa, não me acuse de ser anti-semita.

9 de janeiro de 2009

Já agora

São 14 horas. Neva pelo país e em Pombal não? Seguramente que só podem ser as poderosas influências do PS/Pombal a agir.

Em cartaz

Em Pombal, na área da Cultura, o cinema é uma área onde se tem tentado apostar de forma diversificada e de qualidade. Saudosos são os tempos das sessões especiais (em que só lamento não ter ido tantas vezes como podia) em que passaram por aqui verdadeiras pérolas independentes da 7ª Arte. Por outro lado, recentemente as exibições na Praça Marquês de Pombal, em que a exibição de "My Blueberry Nights - O Sabor do Amor" foi articulado com o pessoal que ainda continua a acreditar na criação de um Cine Clube, mostram que apesar de altamente deficitária e sujeita a regras de concorrência complicadas, é uma actividade que merece ser explorada volta e meia.

Por isso, enquanto o Cine Clube não se organiza (será 2009 "o" ano?), registo com agrado um ciclo de cinema às quartas-feiras entre o dia 14 e dia 28 de Janeiro com a exibição de 3 filmes reconhecidos pelo crítica. O preço é mais do que razoável e fica a sugestão diferente para algumas das noites de Janeiro. 

8 de janeiro de 2009

Higiene, coentros e maduro



Daniel Abrunheiro*

Pergunta-me um amigo se vi pela TV a entrevista do primeiro-ministro. Disse-lhe que não. Não vi por uma questão de higiene. Mental. Minha. Muito minha e muito mental. Não vi. Não quero saber. Não sou um jornalista ao serviço dele. Nem dele nem de ninguém.
À hora da dita entrevista, estava eu em casa muito sossegadinho a ler o meu dicionário da Porto Editora, escrito ainda sem a porcaria ortográfica pró-brasuca que aí vem. “Higiene mental: ramo da higiene destinado a manter a saúde mental e a assegurar a profilaxia das neuroses e das psicoses, combatendo os factores nocivos (excessos de tabaco, choques emocionais, intoxicações, alcoolismo, etc.)”. Tirando a parte do alcoolismo, percebi tudo.
Como não rimo “jornalista” com “acólito”, não assisti, nem de joelhos nem de cócoras, à tal entrevista. Tinham-me dado uma rica garrafa de tinto maduro, a mulher tinha trazido broa e bacalhau desfiado, num frasco de vidro grosso havia azeitonas perfumadas de alho e coentros em sal também grosso. Comemos e bebemos à saúde um da outra. Nem ela nem eu vimos a entrevista do senhor. Não vimos. Cheira-me que também não vamos ver a próxima.
A minha mulher também é muito higiénica. Por dentro e por fora. Foi uma riqueza que me aconteceu, a minha senhora. Às vezes, estamos na cama e rimo-nos muito. Eu digo o nome de um ministro (um qualquer) e ela desata-se a rir, contagiando-me irreversível e inelutavelmente. Depois, ela diz o nome de outro (outro qualquer) e eu desmancho-me, contagiando-a inelutável e irreversivelmente. De modo que somos felizes assim, felizes com a desgraça dos outros portugueses que já não se riem. Podia dar-nos para pior.
O amor é assim: nenhuma TV e um fio aromático de coentros cortando a espuma roxa de um tinto para esquecer.


*Convidado

....Mais farpas para 2009!

Com este texto do escritor/cronista Daniel Abrunheiro – o primeiro de muitos que aqui contamos publicar – está em marcha um plano de maior abertura deste blogue à digníssima sociedade civil, tal como já aqui ficara expresso o desejo, no ano que findou.
A par desta novidade que é a colaboração do Daniel, aguardamos a qualquer momento o primeiro post de um novo “farpista”: Adelino Leitão, him self.
Não digam que o ano não promete…

7 de janeiro de 2009

O rei vai nu


Os noticiários mostraram hoje qualquer coisa de verdadeiramente importante, quando comparado com questões de somenos importância como a anunciada recessão (como se fosse preciso confirmar o que já todos sabemos, todos, quer dizer, os do costume, que os outro continuam a esvaziar as prateleiras das marcas nas lojas, a esgotar hotéis de cinco estrelas e a ter dinheiro para tudo e um par de botas), com os conflitos na faixa de Gaza, o corte de gás que a Rússia acaba de fazer à Ucrânia.

A TV, que é essa janela por onde a maioria espreita o mundo, mostrou como ainda se cantam 'As Janeiras' para Presidente e Primeiro-Ministro ver. Percebi então que as coisas mudaram: Cavaco, por estes dias, abre menos a boca e fá-lo para cantarolar as quadras. Já Sócrates - que se apresenta com um um riso tão esticado que quase daqui se ouve um estalinho no maxilar, protagonizou a cena perfeita: ele e mais uns ministros, muito compenetrados, enquanto a mocidade (que é como quem diz os pupilos do exército), alinhadinha, fardadinha, cantava versos sob a batuta de uma maestrina (!).

O que nos vale é que às vezes este país é uma comédia.

PomBus

Aqui pode encontrar-se informação mais concreta sobre os PomBus, nomeadamente linhas e intenções de horários. Consta lá também que brevemente será disponibilizada mais informação via correio. Fica aqui a sugestão de usar também o portal da Câmara para esse fim.

Aspectos práticos à parte, comungo de algumas dúvidas aqui expressas em relação aos PomBus, mas com a entrada em funcionamento pleno veremos os resultados concretos desta aposta. Concordo com a importância de estudos, principalmente antes de se tomarem algumas opções onerosas exactamente pela necessidade de prever a rentabilização dos investimentos, como nesta área (trânsito) tanto que a mesma continuará com dificuldades estruturais, apesar da ajuda que recebe com esta opção.

O que podemos esperar de 2009 (III)


Num concelho onde não abundam propostas culturais de qualidade, é de esperar que 2009 não seja excepção. Esta realidade dá razão a que afirma que o PSD não é um partido sensível à cultura. Mas, a verdade seja dita, nem só a Câmara é responsável por algum marasmo cultural na cidade.

Apesar de tudo, existem várias iniciativas de louvar e uma delas é, sem dúvida, o Festival de Teatro que a autarquia promove em conjunto com o Teatro Amador de Pombal (TAP). O TAP, que nos últimos anos tem apresentado uma programação de grande qualidade, é o grande culpado pela relevância cultural do evento.

Como a aposta dos organizadores tem recaído em companhias que trabalham o registo humurístico, é de esperar que em 2009 possamos assistir ao fabuloso “VLCD!”, encenado por Nuno Pino Custódio (que também encenou o “ensaio.HAMLET” para o TAP), e levado a cena pelo Teatro Meridional. Ficamos à espera...

Opções

A notícia de que o parque do Centro de Saúde volta a ser gratuito é uma boa notícia. É claro que só é temporariamente uma boa notícia porque quando arrancarem as obras de renovação da Secundária com a transformação daquela zona numa Avenida, lá se vai o parque e em seu lugar vem um parque subterrâneo. Ora, duas questões, pelo menos, se colocam:

1. Se a taxa de ocupação daquele parque - à superfície - era de 10%, será mesmo realista esperar que o investimento num parque subterrâneo, necessariamente de construção muito mais onerosa, seja rentabilizado?

2. Quem é que vai pagar formalmente a construção do parque? Já sabemos que o Ministério assume a da Escola, mas a do parque está também incluída? E digo formalmente porque sabemos bem que quem paga, no fundo, somos nós, independentemente do ministro ou do autarca que coloque lá a assinatura.

O que interessa é saber se este é um investimento que se justifica ou não. Tão simples quanto isso. É que se um "grande" estacionamento a pagar naquela zona nunca resolveu nada, insistir numa fórmula que, aparentemente, será ainda mais cara também parece não fazer grande sentido.

Mais uma expressão do ano

"Fact checking" ou validar factos. Foi o que o Público fez a Sócrates tendo em conta a entrevista à SIC. Seria um óptimo exemplo para a restante comunicação social, seja ela local, regional ou nacional, confirmar os factos que são verdadeiros, falsos ou duvidosos alegados pelo poder ou pela oposição a alegar. É certo que o papel da oposição também é esse, e de certa forma, foi o que o PS/Pombal fez, mas não é menos certo que o papel da comunicação social é imprescindível na postura fiscalizadora de todos os actores do poder político. Afinal, estamos ou não no ano de "falar verdade"? E quem melhor do que entidades independente para aferir dessa verdade?

6 de janeiro de 2009

Câmara elimina estacionamento pago junto ao Centro de Saúde

Como entrada não está má, falta o prato.
Água mole(?) em pedra dura, tanto dá até que fura.

Fim de ciclo

Devia era ser mesmo fim de linha. Foram 4 anos (e vamos para já falar apenas dos 4 anos) de navegação à vista, de gestão corrente. 4 anos em que se cumpriram mínimos, não se nega (tirand em algumas áreas como a informatização), mas mínimos, já que há problemas estruturais que continuam por resolver (tráfego e saneamento, por exemplo) e prioridades que tardam em se definir: afinal que papel para Pombal? Haverá ideias necessárias mas que não foram concretizadas: avançar a sério para a revitalização do Centro Histórico e a construção do Centro Tecnológico, por exemplo. E que, adivinha-se, dificilmente em cenário de crise poderão ser concretizadas.

E agora vem 2009, onde avultam investimentos em arranjos urbanísticos, daqueles que garantem várias placas de inauguração e fotografias, e em quilómetros de estrada, ou seja a conclusão de um mandato de navegação à vista, de um mandato de gestão corrente.

Tempo de falar verdade...




Está lançado o mote para enfrentar os tempos que aí vêm...

Até à data, grassou a mentira no discurso político, foi uma época de suspensão da verdade e da seriedade na condução da vida portuguesa.

Mas agora - em tempo de vacas magras - dizem os barões que é altura de, finalmente, suspender a mentira e a leviandade.

Com este "mea-culpa" dos nossos representantes políticos, podemos agora afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, aquilo que já há muito se desconfiava.

Isto é, que até à crise do sub-prime, tivémos, efectivamente, uma democracia de fantochada, baseada na mentira.

Todavia, a grave crise financeira parece que teve o condão de despertar as consciências dos políticos, os quais se sentem agora compelidos a falar verdade.

Por conseguinte, doravante, os portugueses saberão a verdade na hora. Foi inaugurada, portanto, uma nova fase da nossa democracia.

Assim, deixarão de existir, por exemplo, obras ilegais, supervisões protagonizadas por invisuais ou abusos de autoridade que não sejam frontalmente assumidos pelos responsáveis políticos...sem dúvida uma boa entrada em 2009 ou, numa leitura mais coerente, uma excelente entrada a pés juntos...

5 de janeiro de 2009

Castanheira de Pêra à frente de Pombal

Um estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior coloca Castanheira de Pêra á frente de Pombal quanto à Qualidade de Vida.
Isto confirma que já não estamos a marcar passo, como estivemos durante década e meia, estamos a regredir. Por muito que nos queiram fazer crer no contrário…

O que podemos esperar de 2009 (II)


Em 2009 vamos assistir a mais uma vitória do PSD nas eleições autárquicas. Apesar de sempre defender que um Presidente de Câmara não deveria exercer mais de dois mandatos, o Eng. Narciso Mota vai preparar-se para completar 20 anos à frente dos destinos municipais. É obra!

Para não variar, o seu programa eleitoral vai ser copy+paste do anterior que, por sua vez, já era igual ao de 1993. Ficaremos, mais uma vez, a saber que é desta que se irá concluir o saneamento básico em Pombal, a sua grande prioridade no mandato 2009-2013. Serei só eu quem se sente envergonhado ao referir que, na minha terra, em pleno século XXI, ainda se discute o saneamento básico?

Lanço aqui um desafio ao PSD: concorram sem programa! Vão ver que ganham na mesma. Se vos questionarem sobre esse facto durante a campanha, podem sempre dar dois murros na mesa e levantar a voz até ao limite da capacidade auditiva humana. Afinal, esse já é o vosso recurso habitual nas Assembleias Municipais.

4 de janeiro de 2009

A Moda Tardia dos Pólos Escolares

Assisti durante os últimos três anos, na AM, a discursos inflamados de muitos presidentes de junta e do presidente da câmara contra o governo, e mais concretamente contra a ministra da educação, por causa do encerramento das escolas nas aldeias. Discursos tacanhos, repetidos até á náusea, demonstrativos de mentalidades fechadas, retrógradas e isolacionistas, que recusam o avanço, o progresso e a modernidade. E fruto disso lá apareciam mais umas verbas nos orçamentos da câmara para obras nas escolas.
O PS há muito que discorda desta politica e defende a construção de pólos escolares nas freguesias.
Este ano, a novidade das GOP, para o próximo quadriénio, é a construção dos pólos escolares nas freguesias. Não em todas as que deles necessitam, sómente em cinco.
Pergunta-se:
- Nas outras freguesias foram os presidentes de junta que os recusaram ou a câmara que não os quer construir? E porquê?
- Quanto dinheiro se desbaratou com remendos em escolas sem condições que agora vão fechar?

3 de janeiro de 2009

BUS (PomBus) versus Burros


O meu amigo Ribeiro da Silva captou com enorme sagacidade a problemática dos transportes públicos em Pombal, decorrente da falta de passageiros.

Fim de ciclo pede balanço

Na última AM foram discutidas as Grandes Opções do Plano (GOP) 2009-2012, mas o que verdadeiramente importa são as GOP para o próximo ano, final de mandato. Consequentemente interessava verificar o que o executivo ainda se propõe fazer e fazer um primeiro balanço do mandato.
Fiz, em nome do PS, a avaliação das GOP. Utilizei o critério mais objectivo, o Programa Eleitoral do PSD.
Infelizmente, a enumeração das promessas não compridas ou com baixíssima probabilidade de serem cumpridas tornou-se fastidioso e irritante para o executivo e para a maioria que o apoia. Pudera!
Narciso Mota dificilmente conseguirá cumprir vinte por cento daquilo que prometeu. E algumas das promessas vêm desde a primeira candidatura. É um verdadeiro vendedor de banha da cobra, mas há que se lhe tirar o chapéu!

2 de janeiro de 2009

Deveres de fiscalização

Os accionistas da SLN descobrem que andavam a ser enganados há anos.
Marcelo R. Sousa dixit: “Que sorte ninguém querer accioná-los por falta de exercício dos deveres sociais…”
Em Pombal, os representantes do PS na Assembleia Municipal não correm, de certeza, esse risco.
Outros não podem dizer o mesmo!

A viabilidade dos PomBus

Na última AM coloquei duas perguntas a Narciso Mota sobre a avaliação inicial do projecto dos PomBus: (i) Foi elaborado algum estudo de mercado? e, (ii) Foi elaborado um estudo de viabilidade económica?
Como (quase) sempre, ficou irritado com as perguntas e disparou para todo o lado. Ridicularizou os estudos (mercado, económico-financeiros, etc.) e os teóricos (da teoria económica e da gestão) e defendeu a sua gestão baseada na experiência e no feeling, no estilo meia bola e força.
Pelo meio, atacou o PS por estar contra os PomBus quando os tinha defendido no programa eleitoral. Sucede, que ninguém do PS afirmou que está contra os PomBus, simplesmente questionei a forma como ideia foi avaliada e implementada.
Por que é que perguntar incomoda tanto?

1 de janeiro de 2009

Não houve festa, pá

Afinal, a festa foi cancelada. Parece que a crise também chegou a Pombal. Ou então a organização debateu-se à última hora com falta de meios.
Mas como tudo está bem quando acaba bem, as bandas previamente contratadas foram habilmente transferidas para outras paragens: uma para um espaço denominado Van Gogh, lá pertinho da Quinta, integrado nesse complexo lúdico que é O Lusitano, outra...adivinhem lá? Para a Kiay! Isso mesmo!

Feliz Ano Novo!

São os votos da ala feminina deste blog, decerto partilhada pela esmagadora maioria. Que 2009 seja para Pombal um ano mais honesto do que foi o que passou. É certo que à custa das circunstâncias às vezes parece que o que não tem remédio remediado está, mas...ele há sempre mais marés que marinheiros. Por isso, um voto de coragem aos que, resistindo, nunca desistem de acreditar nos sonhos e numa terra melhor. Que seja um bom ano para todos, com liberdade de pensamento e direito à opinião. Que me perdoem, mas eu ainda acredito no Pai-Natal.

As causas dos atritos…

Ao referir-se à renúncia de Luís Garcia, Narciso Mota levantou uma ponta do véu que encobriu a sua tumultuosa relação com o ex-presidente da AM. Afirmou, mais ou memos por estas palavras, que teve alguns atritos com o ex-presidente da AM porque este lhe retirou (ou lhe quis retirar) a palavra e não o deixava falar o tempo que queria. E para atestar que era ele que estava correcto, disse que comentou esta questão com outros presidentes de câmara da região e todos ficaram surpreendidos porque nas suas assembleias municipais falavam o tempo que queriam e do que queriam.
Decididamente, o poder local, na região e porventura na generalidade do País, ainda não passou da fase da democracia formal, e, infelizmente, ainda não percebeu que a qualidade da democracia e consequentemente a qualidade da governação, neste caso autárquica, exige o respeito e o reforço do papel das oposições, que devem ter, pelo menos, o mesmo tempo de intervenção do poder instituído.
Esperam-se de melhores dias. Mas pela amostra, em vez de avançarmos, regredimos…

A Renúncia de Luís Garcia

Tinha o terreno minado e depois de anunciar publicamente que não seria candidato ficou com reduzido espaço de manobra. Sujeitava-se a ser desautorizado na condução dos trabalhos. Antecipou-se, saiu pelo seu pé.
Afirmou, no momento da renúncia, que informou antecipadamente o seu partido, mas não teve uma única palavra, nem na véspera da sua reúncia, para com o PS, que contribui decisivamente para que não tivesse sido escorraçado pelo seu próprio partido.
Não era obrigado a fazê-lo, mas um pequeno gesto de gratidão ficava-lhe bem!