"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
12 de março de 2009
Vamos a contas, então...
Suspiro de alívio
Vista a questão do lado de fora, significa que aumentamos os cargos políticos em vez de os diminuirmos (como aventava JGF há dias, numa intervenção populista, segundo Diogo Mateus no programa da Rádio Cardal). Dura lex, sed lex...
Para o PS está criado (mais um) problema: mais dois nomes para arranjar.
Para o PSD está resolvido o problema: mais dois nomes podem ficar.
11 de março de 2009
Revolta e submissão
Duas posturas, duas caras. E a população espera…,
10 de março de 2009
Narciso Mota tira aos pobres para dar aos ricos
Narciso Mota decidiu não alargar a Acção Social Escolar (ASE) a 400 potenciais beneficiários do 1.º ciclo, em contra corrente com aquilo que o governo fez para o 2.º e 3.º ciclos e a maioria dos municípios fez para o 1.º ciclo. Consequentemente, 400 famílias de baixos rendimentos ficaram sem apoio para adquirir, este ano, ano de crise, manuais e refeições para os filhos. Em contrapartida, Narciso Mota anunciou no plano anti-crise que vai pagar, em 2009-2010, os manuais escolares a todos os alunos do 1.º Ciclo.
Confrontado com estas opções, erradas e profundamente injustas, que tiram aos mais desfavorecidos para dar aos mais favorecidos, Narciso Mota limitou-se a dizer: “só tomo decisões planeadas”.
Ora, pelos vistos, é aí que deve estar o problema. Neste caso, como em muitos outros, melhor seria que não planeasse, e melhor ainda que não decidisse!
9 de março de 2009
O Compadre Rui
1 - ao PS, que deve estar a beliscar-se ou à procura dos comprimidos
2 - ao PSD, que fica com menos um concorrente na lista à Câmara ou nas empresas municipais
3 - ao camarada Sérgio, que deve estar (mesmo) surpreendido
e também à blogosfera lá do sítio. Vide os comentários.
6 de março de 2009
O regresso do guerreiro
JGF terá feito mais moça naquele dia que toda a intervenção da oposição. Ou melhor: JGF há-de ser considerado por esta altura como a verdadeira oposição. Ele, que tem o mérito de ganhar a vida por conta própria (o que tanto incomoda, senhores...), não colocou só o dedo na ferida. Escarafunchou-a. Porque entre as obras dos executivos do seu partido está o aumento do quadro de pessoal da Câmara e redondezas. E do número de vereadores a tempo inteiro. A figura do meio-tempo já foi há tanto que já ninguém se lembra. Contas feitas, todos os vereadores ficaram profissionais da política nos últimos anos. Todos, menos os da minoria. Pelo menos por enquanto.
E será dessa liberdade de acção que resulta a margem de manobra de JGF. Já entrou e já saiu do activo muitas vezes, já esteve bem e mal na peculiar forma de estar (que lhe vale até o cognome de 'taliban' entre os pares), mas sempre com esse passaporte para a liberdade.
De resto, fica a cereja no bolo: o semblante de Rodrigues Marques na foto de capa do Correio de Pombal, enquanto ouvia JGF. É que não vale a pena "avisar o Zé". Os [meninos] guerreiros do PSD não ligam nenhuma ao aparelho. Só quando são eles a comandá-lo.
Parques de estacionamento II
Sabem qual foi a receita em 2008? 6.408 €!
A receita não chega, de certeza, para cobrir os custos de exploração ou de manutenção, quanto mais para recuperar a "despesa".
Inacreditável, como se desbarata dinheiro público, sem nenhuma mais-valia significativa.
5 de março de 2009
Parques de estacionamento
A alteração justifica-se pela baixíssima taxa de ocupação do parque (11% em 2007), fraca receita e pela falta estacionamento livre na periferia.
No entanto, o executivo insiste na construção de um parque de estacionamento subterrâneo no mesmo local, pago com os nossos impostos.
Incoerência ou incompetência?
Lobo Antunes fala de nós
O estranho caso da blogosfera de Pombal
Tenho para mim que o caso do Farpas se deve essencialmente a dois factores: a autoria assumida e - talvez essencial - a independência profissional de cada um dos da casa relativamente aos poderes instituídos. Daí que o anonimato nos comentários (que à força de conhecer há anos os estilos de escrita de muita gente identifico sem esforço) não me incomode, mas desgoste. Sobretudo quando percebo que começa a espreitar o fantasma que - à boa maneira de Pombal, sic Rodrigues Marques, honra lhe seja feita pela frontalidade e pela frase que adoro - gosta de discutir questões pessoais em vez de outras. Estou-lhe a ver o rabo de fora.
Porque todos temos presente a história do "Pombalog", que manchou definitivamente a liberdade de expressão em Pombal.
4 de março de 2009
Nota Editorial
O caminho percorrido tem sido coerente com o desígnio inicial. E os resultados também. O cerco está furado. O mérito é dos da casa, mas também dos de fora.
Todos são bem-vindos se vierem de forma responsável. Compreendo aqueles que comentam sob a capa do anonimato, mas gostaría de ter mais gente a assumir o que comenta.
Se gostamos da liberdade, usufruamo-la.
O caminho menos percorrido
Go or no Go
3 de março de 2009
Coligação de Coligações: CDU + BE
Quando é que percebem que a soma de infinitésimos permanece, ainda assim, um infinitésimo.
Novamente, os lobos na pele de cordeiros
Ó camarada Adelino, na AM não se quer unanimismos, quer-se debate puro e duro; ali não se vai fazer pedidos, para limpar a valeta lá da rua, vai-se discutir, criticar, exigir. E já agora, por que não alguma ponderação e contrição na avaliação, não vê(m) que o vosso grande problema é que as pessoas, em Pombal, só confiam no PSD e no PS.
E com dissimulação não vão lá. A autenticidade, apesar de tudo, dá mais garantias.
2 de março de 2009
Eliminar um vereador
Mas a mais original veio, de certeza, de José Gomes Fernandes: “eliminar um vereador a tempo inteiro”. Segundo ele, em tempos de crise tem que se reduzir a despesa, e se as empresas estão a fazer cortes no pessoal a câmara deveria dar o exemplo.
Reduziam-se as despesas e as TRAPALHADAS. Digo eu.
O novo Presidente da AM
A autoridade, tranquila, não está ao alcance de qualquer um, está ao alcance de muito poucos.
Bem nos prelúdios, sintético, e no esvaziar do balão. Melhor ainda na forma implacável como colocou o presidente da câmara no lugar, afirmando, sempre em tom de voz crescente:
- “Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu; Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu; Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu”.
28 de fevereiro de 2009
Os defensores do Go!Shopping
Nascimento Lopes defendeu que o empreendimento é uma grande mais-valia para Pombal e como tal não se compreende a (o)posição do PS (contra o projecto naquela zona). Na sua argumentação misturou o Go!Shopping com o TGV e afirmou que não compreendia como se podia estar contra o Go!Shopping e a favor do TGV (o que é que uma coisa tem a ver com a outra, pergunto?). Concluiu: “Quem está contra o Go!Shopping está contra o progresso”. Temos político!
Narciso Mota atacado nesta ilegal e perniciosa opção barafustou contra tudo e contra todos, negou os significativos impactos negativos do empreendimento (chegou ao ponto de negar que o empreendimento contempla uma bomba de gasolina), Atingiu o ridículo quando contou a história da compra e da venda dos terrenos do Casarelo e centrou a sua argumentação na premência em ajudar o promotor que, segundo ele, se encontra numa situação económica difícil porque comprou os terrenos muito caros. Narciso Mota alertou para os riscos de o projecto não avançar e com um discurso trágico-patético relembrou os recentes suicídios de construtores civis do concelho devido a problemas financeiros. Por fim, naquele seu ar incrédulo, mostrou estupefacção por o PS não apoiar um empreendedor que é do PS (militante ou apoiante). Inacreditável? Não…
Pergunto: por que é que os presidentes gostam tanto de “obra”, seja boa ou seja má? É por deformação profissional ou por interesses?
Os assuntos da AM
Ficou claro que o PS é frontalmente contra o empreendimento, no Casarelo, e o PSD apoia-o, de forma envergonhada, porque Narciso Mota o quer a todo o custo.
Ficou claro que PS faria mais e de forma diferente para minimizar as consequências da crise. Como a crise não atinge todos mas essencialmente os desempregados ou as pessoas que ficaram sem rendimentos para as necessidades básicas, o PS reforçaria e centraria nesses o apoio e não em todos por igual como faz o PSD com intuitos claramente eleitoralistas.
26 de fevereiro de 2009
Presidente da CMC arguido
Por esta ilegalidade? Não havia necessidade…
24 de fevereiro de 2009
Go!Shopping: um crime urbanístico
O estudo de Impacto Ambiental, que está em discussão pública, é, como quase todos, um chorrilho de banalidades, mas é uma oportunidade para os pombalenses se pronunciarem, para defenderem a sua cidade de um crime.
Nada tenho contra o projecto, mas tenho tudo contra a sua localização. Os promotores do projecto têm todo o direito de construir o empreendimento em Pombal mas não têm o direito de destruir uma zona virgem e nobre de Pombal com um “mamarracho” sem qualidade, que descaracteriza e degrada totalmente a zona. Se os promotores tivessem alguma preocupação com a qualidade do projecto e a câmara com a preservação e qualificação da zona, nunca este abarcaria tamanha volumetria e não contemplava um posto de combustíveis (discount, de certeza, para atrair a populaça).
Pombal necessita de projectos estruturantes, que engrandeçam e qualifiquem a cidade, não disto. O Go!Shopping é um CRIME.
23 de fevereiro de 2009
A POESIA É UMA ARMA

22 de fevereiro de 2009
O que é que a estrada tem?
21 de fevereiro de 2009
Participemos então
Destaco, para já, aquilo que me chamou mais a atenção:
Para a Paisagem, os impactes na fase de construção serão negativos e com algum significado.
Na fase de exploração, a referida infra-estrutura, apesar de ter uma leitura dominantemente horizontal e de se encontrar integrada no terreno natural, irá destacar-se na paisagem envolvente, devido à sua elevada volumetria.
A sua elevada volumetria quer em termos de área ocupada quer em termos de altura, irá provocar uma significativa intrusão visual, degradando a actual paisagem envolvente ao Castelo de Pombal, tornando a presença deste na paisagem mais insignificante.
Este impacte será negativo e de elevada magnitude. Relativamente à importância dos impactes, dado que a construção do GO! Shopping irá reduzir o destaque do castelo de Pombal na Paisagem, devido às elevadas dimensões do empreendimento comercial, considera-se que as perturbações serão muito significativas. (Página 16)
Mas o melhor mesmo é discutir e participar, para já, até ao dia 27 de Fevereiro.
20 de fevereiro de 2009
Oh, que cena, pá...
As trapalhadas do Michael

Por que não te calas?
A deputada Ofélia reapareceu…
A digníssima deputada Ofélia reapareceu! Aproveitou os assaltos dos últimos dias em Pombal para se mostrar. Questionou o governo sobre o reforço do dispositivo das forças de segurança na cidade de Pombal e nas freguesias. Eis o mais descarado oportunismo e populismo.
Há pessoas que tudo aproveitam para mostrar que existem. Compreende-se. Posturas meramente decorativas tendem a ser facilmente ignoradas e esquecidas.
Arrastão à Pombal
15 de fevereiro de 2009
Não se faz, não senhora
Ora ainda bem (ou mal, neste caso) que o fiscal da Pombal Viva não desce às catacumbas.
12 de fevereiro de 2009
As falácias de Rodrigues Marques
Rodrigues Marques sabe bem que o PSD, e ele próprio, inviabilizou as averiguações às suspeitas de irregularidades e/ou tráfico de influências na área do Urbanismo denunciadas por todas as forças políticas locais, nomeadamente pelo, na altura, presidente da Concelhia do PSD.
Rodrigues Marques sabe bem que o PS sempre quis tratar as questões de Pombal em Pombal e que foi o PSD que escolheu o caminho conhecido.
Porque se lamentam, então?
Estão com medo? Estão a sentir-se muito apertados? Gostava(mos) de saber…
11 de fevereiro de 2009
Rui Miranda no seu melhor…
Os ex-vereadores do PS tinham, obrigatoriamente, que participar no coro de críticas ao PS, a propósito das averiguações do IGAL.Segundo a RC, Rui Miranda “lamentou a atitude do PS”, recordando que, “no ano e meio que liderou a estrutura concelhia, nunca recorreu a estes mecanismos” (acrescento: nem a estes nem a outros).
E “ressalvou que não são as pessoas que fazem os partidos, nem os partidos fazem as pessoas”. E esta heim!
Rui Miranda no seu melhor…
10 de fevereiro de 2009
Haja paciência
Narciso Mota nunca percebeu, e não chegará a perceber, as principais obrigações de um Presidente de Câmara: o escrupuloso cumprimento da lei, a total transparência nas decisões e os correspondentes deveres de informação.
Narciso Mota não tem que se indignar e revoltar com o escrutínio legal e político das suas acções e decisões porque tem a obrigação de prestar todos os esclarecimentos; à população, à oposição e às entidades fiscalizadoras.
Era tempo de Narciso Mota perceber que a “Câmara não é ELE”, que ele exerce o poder para os pombalenses e em nome dos pombalenses, de TODOS os pombalenses; e que não tem o direito de utilizar, sistematicamente, as reuniões do executivo para agredir os que não lhe dizem AMÉM.
Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele
Cordeiros e lobos
O PS, como partido que aspira ser poder em Pombal, tem uma estratégia (legítima) de contestar toda e qualquer iniciativa da Câmara Municipal. Os eleitores poderão, dessa forma, perceber melhor quais as diferenças entre os dois partidos mais representativos e votar em consciência.
Nessa ânsia de marcar a diferença, os socialistas caiem, muitas vezes, em exageros e os eleitores, que não andam a dormir, interpretam as críticas como uma mera estratégia eleitoral. É pena pois o concelho precisa de uma oposição credível.
Ultimamente, como já disse neste fórum, o PS tem aparecido mais combativo, mais esclarecido e isso é óptimo. Essa vitalidade é salutar para a democracia e, ao confrontar o poder, faz com que as discussões políticas sejam mais participadas e que os cidadãos estejam mais atentos.
O PCP tem também assumido uma postura crítica, mais modesta, mas disponibilizando-se para colaborar com os eleitos locais. Os comunistas estão em condições de assumir essa posição pois, apesar de aspirarem a cargos de vereação, nunca serão poder em Pombal. Mas não é só por aí! A cultura autárquica da CDU aponta no sentido de que as diferenças entre os diferentes partidos podem ser assumidas mesmo num cenário de cooperação. Em Coimbra e no Porto, só para dar dois exemplos, a CDU tem tido vereadores com pelouros atribuídos e não é por isso que não tem conseguido afirmar a sua identidade e as suas ideias.
Numa altura em que os munícipes enfrentam gravíssimos problemas, potenciados pela crise do sistema capitalista, tantas vezes sacralizado por quem agora, hipocritamente, pretende surgir como o Messias, a atitude do PCP tem uma justificação acrescida. O PS não compreende; não me surpreende. O que já me surpreende é o PS querer ser conselheiro numa área onde, claramente, não o pode ser. O historial do partido em Pombal está aí para o provar. De guerreiros assumidos em campanha eleitoral, recorrendo frequentemente à estratégia do “vale tudo” (quem não se lembra da triste campanha de 2001...), passam rapidamente a inofensivos lacaios mal acabam de ser eleitos. A prática da vereação socialista não é caracterizada pela cooperação. Não! O PS na vereação tem-se revelado um partido servil, sem ideias e totalmente incapaz.
Cordeirinhos com pele de lobo?
9 de fevereiro de 2009
Prioridades invertidas
O governo tem apostado e incentivado a criação de estruturas de apoio social dirigidas às pessoas mais necessitadas. Muitos municípios têm seguido o exemplo do governo.
No Distrito de Leiria, os concelhos de Figueiró dos Vinhos, Leiria, Batalha, Nazaré e Bombarral, em cooperação com instituições de solidariedade social e misericórdias, colocaram em funcionamento unidades de cuidados continuados. Os concelhos de Pedrógão Grande, Alvaiázere, Ansião, Marinha Grande, Porto de Mós e Caldas da Rainha irão igualmente avançar e já apresentaram as respectivas candidaturas.
E Pombal, sendo dos mais necessitados, porque espera?
Infelizmente, aqui, as prioridades estão, quase sempre, invertidas.
E um dia o prédio veio abaixo
5 de fevereiro de 2009
Ainda a propósito da rejeição do empréstimo
“Mas vamos a factos, citando o documento: 1.º - a CM fez uma obra com as receitas obtidas em 2006 e 2007 nunca a tendo orçamentado convenientemente nos referidos exercícios; 2.º a CM pede que lhe seja concedida autorização para contrair um empréstimo por obras completamente pagas, algo que a Lei da Finanças Locais (LFL) impede”.
Em relação ao primeiro ponto prova-se algo que a oposição do PS tem dito há muito: …os orçamentos … não traduzem verdadeiramente as obras que irão ser realizadas. É um sinal claro de desrespeito pelas regras democráticas, pelo órgão AM e, mais importante que tudo, pelos pombalenses.
O segundo demonstra uma de três hipóteses seguintes: ou o executivo municipal desconhece a LFL, ou confiou que o TC não a conhecesse ou rezou para que o TC não olhasse para ela. Se o executivo não a conhecia é grave. Se o executivo acreditou que este pedido poderia passar sem mais no TC só poderia ser por uma razão simples, queria que o dinheiro viesse para ser usado de forma discricionária.”
Gostava de ter escrito isto.
Cordeiros ou lobos?
Oferecer-se para ajudar quem nunca quis ser ajudado cheira a ingenuidade ou a dissimulação, porque não deixa de ser estranho querer vestir a pele de cordeiro em Pombal e estar contra tudo o que vem do governo a nível nacional.
Tácticas, contra-natura, de eficácia muito duvidosa.
Mai Nada
Se não servirem para mais nada, as manifestações de trabalhadores ingleses contra a contratação de operários estrangeiros, incluindo portugueses, podiam ter, ao menos, o benefício de levar certos cidadãos nacionais – os que organizam manifestações contra os pretos, ucranianos, ciganos e demais imigrantes e os que concordam com eles, mais ou menos silenciosamente - a pensar, uma vez na vida que fosse, e a perceberem que há muitos sítios no mundo onde os pretos somos nós, a suposta e superior “raça portuguesa”.
in Teatro Anatómico.
A NOSSA "ESQUERDA" MODERNA
Abordagens
3 de fevereiro de 2009
Uma boa ideia...
(Em oposição ao caminho seguido em Pombal).
Infelizmente, muito atrasada no tempo.
Destaques

Se não há heróis é porque nada acontece que o justifique, o que é bom. Mas quando acontece algo é bom saber que há pessoas que conseguem fazer a diferença e impedir desfechos trágicos. E foi isso que aconteceu no último Domingo à tarde, num dos campos de futebol do nosso concelho, quando Arlindo Medeiros evitou uma tragédia. A notícia explica-se a ela própria, mas não podia deixar de dar o devido relevo, especialmente pela consciência de que mais importante que procurar heróis é de louvar aqueles que na hora certa sabem o que fazer e não baqueiam. Um destaque pombalense bem merecido!
1 de fevereiro de 2009
Demagogia
Elementar, meu caro. É como dizer que a solução para a morte é ressuscitar as pessoas. Admitindo que a principal causa do problema esteja aí (tenho todas as dúvidas), pergunto: como é que isso se faz no pequeno comércio e em Pombal?
A missão do presidente da ACSP é apresentar ideias e medidas para resolver os problemas do pequeno comércio, em vez de andar a atacar o governo para desculpar a sua própria inacção e a dar cobertura, sistemática, à (in)acção do executivo municipal, que tem ajudado a cavar a sepultura do pequeno comercio e nos tem condenado a um dos mais baixos poder de compra do Distrito.
30 de janeiro de 2009
Os motores aquecem
Go Shopping?
GO! GO! - não nos chamem parvos!
Leio que Pombal vai ter o seu Freeport.
Um investimento de 28 milhões que – único aspecto positivo, para os autores do "estudo de impacto ambiental" agora divulgado no site do Notícias do Centro – vai criar 721 postos de trabalho e permitir uma afluência de mais de 5 milhões de visitantes por ano.
Como é possível acreditar nestes números! Por favor, corrijam lá isso. Os pombalenses não são lorpas. Nem todos o são…
Cinco milhões? Nem em Fátima…
Ainda o GO! Shopping e os tais cinco milhões de visitantes. Estará o autor (ou autores) no seu perfeito juízo quando admitiram uma tal afluência? Haverá alguém, minimamente inteligente, que acredite ser possível atingir uma décima parte – ao menos! – desse fantasioso número? Olhemos aqui para o lado, para Fátima. Que, apesar de toda a promoção global que é feita, com a colaboração de Nossa Senhora, dos Pastorinhos e dos propalados Milagres, não consegue tantos milhões de visitantes.
Desçamos à terra, senhores…
Alfredo Faustino
29 de janeiro de 2009
Os dias da Rádio
Adenda: A notícia pode ser lida no site da Rádio Clube de Pombal. Diz isto.
GO, GO que se faz tarde
Da leitura do documento resultam duas coisas: Vem aí mais emprego. Mas vamos arrasar com o que resta da mata do castelo, que sucumbe a cada dia à falta de uma recuperação digna, como merecia. Como merecíamos. O que o estudo não diz - nem lhe compete, pois que isso deveria ser avaliado por quem aprova e incentiva - é que o avultado investimento que ilusoriamente criará mais de 700 postos de trabalho está condenado ao mesmo destino de todos os centros comerciais de Pombal: um abandono disfarçado a cada loja que fecha, a cada negócio que não resulta. É talvez o preço a pagar pela nossa centralidade, pela proximidade a Leiria e Coimbra, pela peculiar forma de estar e de ser dos pombalenses, sempre a desdenhar o que temos e a valorizar o que é do vizinho. E o problema é que nas últimas décadas faltou o rasgo, o engenho e a arte para contrariar essa tendência. Ainda se ao menos tivéssemos qualidade de vida. Ainda se houvesse um jardim. Um parque. Uma brecha por onde pudessem respirar avós e netos. E nós todos, fartos de escritórios, muros de betão e paredes de vidro. Mas não há. Nem se vislumbra que haja tão depressa, pois que no horizonte está tudo na mesma, como a lesma.
E não aprendemos nada com o Pombal Shoping. Ainda lhe acrescentámos as Galerias do Marquês. E As Jerónimo. Em qualquer um destes o exercício de apreciar a vitalidade do comércio é deprimente. Agora o castelo. Faltava o castelo. Era só o que faltava.
FARC
28 de janeiro de 2009
POMBAL E A CRISE
“ É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma...”
Príncipe Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo
O conjunto de medidas aprovadas pela Câmara Municipal de Pombal de combate à recessão, anunciadas pelos órgãos de comunicação local, não irão resolver, como é compreendido e aceite pelo próprio executivo camarário, qualquer problema originado pela grave crise económica que actualmente atravessa o nosso país e consequentemente o nosso concelho. Um concelho, como o nosso, onde existem problemas sociais graves, onde o desemprego cresce continuamente, o poder de compra diminui todos os dias, a fome alastra nas famílias de menores (ou nulos) rendimentos, as medidas apregoadas não irão surtir o efeito a que se propõem. Estas medidas, que no dizer do Sr. Presidente, Engº Narciso Mota, pretendem ajudar as familias carenciadas do concelho, não irão ajudar em nada. Medidas como, manutenção das taxas pelo licenciamento de obras particulares e urbanismo, isenção de taxas de licenciamento de reabilitação e recuperação de imóveis, legalização de habitação, arrumos, alpendres, amexos e garagens construídas até o ano 2000, estarão direccionadas para os que mais desesperam com o agravamento das condições de vida ? E a isenção ao jovens até aos 35 anos do pagamento de taxas de licenciamento para a construção de habitação própria, desde que a estimativa orçamental do imóvel, se inclua, no segundo escalão de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis ( IMI ) ? Estas medidas, em matéria de urbanismo, mais parecem que se destinam a revitalizar a construção civil, que propriamente a mitigar os problemas sociais graves que afectam o nosso concelho. Isto é, não me parece, que os incentivos, pois de incentivos se tratam, no âmbito da construção civil, vá de encontro as necessidades mais prementes da poplução mais afectada com a crise. Todavia, o não aumento dos preços do consumo da água e saneamento de sólidos urbanos para o ano de 2009, parece-me correcta, mas nada de extraordinário, tendo em conta os altos preços praticados, e para combate à recessão parece-me pouco. As outras medidas, tais como o fornecimento à população escolar do 1º ciclo do ensino básico de manuais escolares e bonificação dos escalões da componente de apoio à família nas escolas da rede pública, parecem-me perfeitamente normais, com crise ou sem ela. E já agora, a isenção de bilhete nas linhas Pombus, não estão direccionadas sómente para os pombalenses da cidade ? A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento económico de uma determinada região ou país, e assim sendo, como é, as medidas anunciadas, mais não são que meros paliativos para combater a grave situação social que se vive no país e no concelho. Poder-se-à perguntar, competirá à CMP combater a recessão ? Que poderes e meios terá o Município para de alguma forma combater as crises inerentes ao sistema de uma economia de mercado? Poucas ou nenhumas.As medidas que ora se propõem, como é bom de ver, não irão estimular o emprego, o crescimento e desenvolvimento económico no nosso concelho. Não será essa a intenção da CMP, dirão. Pois não, porque o combate à recessão só se fará, ou não, com José Socrates e seus ministros. Entendo, que estas crises são parte integrante do sistema capitalista, e por isso, por mais medidas que se tomem para que algo mude, tudo ficará na mesma. A não ser que se procurem soluções fora do quadro do liberalismo económico, isto é, que se parta para a construção de uma sociedade de novo tipo, e isso não está nos horizontes do Município, e muito menos do nosso governo.
Mais um falhanço…
Mais um falhanço, a somar a tantos outros. E aonde ninguém esperaria.
Como pode o executivo de uma câmara com grande capacidade de endividamento falhar a aprovação de um empréstimo no Tribunal de Contas? Poder pode, tanto pode que aconteceu.
Parece inexplicável, mas explica-se pela incapacidade de planeamento.
P.S.: Nos últimos anos, o Tribunal de Contas tem-me surpreendido pela positiva. Mérito, concerteza, do seu Presidente, Oliveira Martins, de quem não tinha uma opinião muito favorável.
No meio da desgraça que é o desempenho das entidades que se dedicam à regulação, fiscalização e administração da justiça salvava-se a ASAE e, nos últimos tempos, o Tribunal de Contas.
24 de janeiro de 2009
Parabéns à Vanda e ao Francelino!

Motivado pelo Eco e pelo Correio de Pombal, que deram honras de primeira página aos dançarinos do concelho, estive a ver o programa televisivo “Dança Comigo”. O resultado não lhes foi favorável e, como tal, a Vanda não vai poder ir para uma escola americana que aceita concorrentes de concursos portugueses.
É pena? Talvez… A Vanda é, sem dúvida, melhor bailarina que o moço de Matosinhos que acabou por ganhar. No entanto, como é uma excelente profissional, oportunidades de sucesso não lhe faltarão.
O que me questiono é o seguinte: será que o feito dos simpáticos bailarinos merecia o destaque de primeira página dos jornais locais? Será que a presença na final de um concurso televisivo é assim um facto tão relevante? O que iriam escrever caso a vitória tivesse acontecido? Justificar-se-ía uma edição especial?
O que não passa na televisão - é um facto - não existe. Os jornais locais prestariam um melhor serviço aos seus leitores se tentassem contrariar essa afirmação.
22 de janeiro de 2009
Sinal dos tempos?
21 de janeiro de 2009
E as rosas, senhor?
Os jornais publicaram uma fotografia da última conferência de imprensa do PS, na semanapassada, que suscita alguma dúvida: aparece, ao lado de Adelino Mendes, o actual presidente da junta do Louriçal, única bandeira do partido no mapa concelhio das 17 freguesias. Quererá isso dizer alguma coisa?
Seria interessante sabermos se/o que o partido pensa. E, logo, o que existe. Se é que já existe.
Não é que em Pombal isso importe por aí além. Mas aparentemente isto ainda é uma democracia. E mesmo que a luta seja desigual, é importante travá-la. E chegar a tempo ao jogo, já agora.
Quanto ao resto, nunca se sabe. O CDS pode sempre ressuscitar. A CDU pode sempre surpreender (?). E o Bloco de Esquerda aparecer, quem sabe?
O essencial
Trata-se de uma dedução à colecta que, a ser implementada, resultaria numa poupança que, independentemente do valor, seria sempre uma benesse. Admito que aqueles com maiores rendimentos fossem beneficiados, mas mesmo com essa entorse, aliviar-se-ia a classe média que, convenhamos, neste momento é quem tem de ser ajudada. Por isso, mesmo sabendo do defeito desta medida, no geral, as suas vantagens superam as desvantagens, pelo menos até a lei ser revista nesse ponto em concreto.
É que o essencial está mesmo nos impostos. E se eu sempre critiquei a não diminuição da carga fiscal a nível nacional, sobre as famílias e empresas, não poderia deixar de criticar a ausência de medidas que, nesta fase, teriam maior impacto, não só económico como psicológico. Mas já sabemos que, preocupações à parte, interessa é manter os níveis de recolha de receita.
20 de janeiro de 2009
PSD preocupado com as candidaturas
Primeiro é preciso apresentá-las. E a tempo!
19 de janeiro de 2009
CMP aprova medidas de ... crise (IV)
Para o ano, em cima da campanha. Belo material de propaganda. E de borla!
CMP aprova medidas de ... crise (III)
Assim talvez consigam transportar alguém! E disfarçar um erro de avaliação e de gestão.
CMP aprova medidas de ... crise (II)
Mas para quem? Quem é que quer construir com o mercado saturadíssimo.
Porque não mexem onde dói…
CMP aprova medidas de combate (reforço) à crise
Pudera, são as mais altas do Distrito de Leiria.
Que grande cinismo! E falta de consciência social!
Abastecimento de água das Ranhas
É outra candidatura ou é informação falsa nas GOP o no PPI?
17 de janeiro de 2009
CMP falha candidatura ao QREN
O site informa que “O presidente da Câmara justificou-se com “falhas técnicas” que originaram o envio da candidatura “nove minutos” depois do prazo. ... “A candidatura deveria ter sido enviada pela Internet até à meia-noite”.
Informa ainda que “Para o autarca social-democrata a situação deveu-se também ao “excesso de zelo” por parte de quem tem responsabilidade de recepcionar a candidatura, adiantando que “por vezes não há flexibilidade”; ... e que “a referida candidatura diz respeito a obras de abastecimento público de água na “zona das Ranhas”.
Assim, ficamos a saber que o falhanço se deveu “falhas técnicas”, ou seja, à tecnologia da autarquia, que é lenta ou funciona mal, logo atrasa-se; e, porque não dizê-lo, a falhas na tecnologia do organismo governamental (CCDRC) que recebe as candidaturas, que não é flexível, não dá descontos, não é tolerante com os atrasos e com o desleixo dos seus semelhantes.
Os pombalenses, que tinham orgulho em terem a câmara número um nas novas tecnologias, não mereciam este falhanço. É uma mancha difícil de apagar, e de pagar.
Muitos terão pena destes pobres políticos que estão dependentes e são traídos pelas novas tecnologias, eu tenho pena dos munícipes que têm que arcar com tudo isto.
Quem anda à chuva, molha-se

Os jovens que, este ano, organizaram as Festas de Santo Amaro estão de parabéns pois conseguiram reavivar as comemorações pagãs da mais importante festa religiosa da cidade. A opção pelo kitsch, assumida publicamente com a criação do blog, foi concretizada por uma proposta que previa o convite ao artista Leonel Nunes. Paralelamente, a aposta incidia em grupos de Pombal, conferindo às festas um figurino muito interessante.
Quando vi o programa final fiquei, confesso, bastante desiludido. Não, não foi pela corrida de carrinhos de rolamentos; essa foi uma boa ideia. Fiquei desiludido pois penso que se perdeu uma grande oportunidade de marcar a diferença em relação ao que toda a gente faz. Se a ideia inicial era o kitsch, o resultado final foi pimba. Toy e Mónica Sintra? Se havia dinheiro para gastar, porque não ser mais inventivo?
Em Tomar, na aldeia de Cem Soldos, os jovens do Sport Clube Operário local organizam, no Verão, o festival Bons Sons. Também são jovens, também têm poucos apoios, também se queixam de não serem compreendidos. No entanto, o programa que apresentam é surpreendente e tem sabido cativar visitantes de todo o país.
Até domingo!
16 de janeiro de 2009
Chicotadas Psicológicas
Veja-se o S.C. Pombal, eram derrotas atrás de derrotas, já quase ninguém lhe vaticinava outro destino que não fosse a despromoção. Entretanto trocou de treinador e, parece por magia, começou a ganhar, ganhar, ganhar, …. E já é apontado como candidato à subida de divisão.
Decididamente, quando os resultados não aparecem o melhor é avançar para a “chicotada psicológica”. Talvez se consiga subir de divisão…
15 de janeiro de 2009
'tá de chuva
A IGREJA E O POVO DE ALMAGREIRA
14 de janeiro de 2009
Oliveira e Costa
Estou certo que os continua a gerar, e de forma mais refinada e sofisticada.
Transparência e Concorrência

13 de janeiro de 2009
Narciso Mota prefere trabalhar e falar com analfabetos
12 de janeiro de 2009
Os Vereadores existem?
Mas não era necessário assumi-lo de forma tão explícita na estrutura orgânica da câmara. O organigrama, que Narciso Mota submeteu à AM, consagra uma super estrutura composta por 94 caixas e consequentemente 94 chefes, 1 chefe por 4 subordinados, onde não aparecem os vereadores.
Os Vereadores existem? Tenho dúvidas!
P.S.: Narciso Mota apresentou a estrutura orgânica da câmara com orgulho, e fazendo o contraponto com os seus antecessores disse: “quando aqui cheguei havia 2 Divisões, agora existem 18!”. Palavras para quê. Resta aguentar…!
JÁ SÓ FALTAM DOIS DIAS
O verdadeiro serviço público

11 de janeiro de 2009
A VERDADEIRA FAIXA DE GAZA
10 de janeiro de 2009
FAIXA DE GAZA EM SANTIAGO DE LITÉM
9 de janeiro de 2009
Já agora
Em cartaz

8 de janeiro de 2009
Higiene, coentros e maduro
Daniel Abrunheiro*
Pergunta-me um amigo se vi pela TV a entrevista do primeiro-ministro. Disse-lhe que não. Não vi por uma questão de higiene. Mental. Minha. Muito minha e muito mental. Não vi. Não quero saber. Não sou um jornalista ao serviço dele. Nem dele nem de ninguém.
À hora da dita entrevista, estava eu em casa muito sossegadinho a ler o meu dicionário da Porto Editora, escrito ainda sem a porcaria ortográfica pró-brasuca que aí vem. “Higiene mental: ramo da higiene destinado a manter a saúde mental e a assegurar a profilaxia das neuroses e das psicoses, combatendo os factores nocivos (excessos de tabaco, choques emocionais, intoxicações, alcoolismo, etc.)”. Tirando a parte do alcoolismo, percebi tudo.
Como não rimo “jornalista” com “acólito”, não assisti, nem de joelhos nem de cócoras, à tal entrevista. Tinham-me dado uma rica garrafa de tinto maduro, a mulher tinha trazido broa e bacalhau desfiado, num frasco de vidro grosso havia azeitonas perfumadas de alho e coentros em sal também grosso. Comemos e bebemos à saúde um da outra. Nem ela nem eu vimos a entrevista do senhor. Não vimos. Cheira-me que também não vamos ver a próxima.
A minha mulher também é muito higiénica. Por dentro e por fora. Foi uma riqueza que me aconteceu, a minha senhora. Às vezes, estamos na cama e rimo-nos muito. Eu digo o nome de um ministro (um qualquer) e ela desata-se a rir, contagiando-me irreversível e inelutavelmente. Depois, ela diz o nome de outro (outro qualquer) e eu desmancho-me, contagiando-a inelutável e irreversivelmente. De modo que somos felizes assim, felizes com a desgraça dos outros portugueses que já não se riem. Podia dar-nos para pior.
O amor é assim: nenhuma TV e um fio aromático de coentros cortando a espuma roxa de um tinto para esquecer.
*Convidado....Mais farpas para 2009!
Com este texto do escritor/cronista Daniel Abrunheiro – o primeiro de muitos que aqui contamos publicar – está em marcha um plano de maior abertura deste blogue à digníssima sociedade civil, tal como já aqui ficara expresso o desejo, no ano que findou.
A par desta novidade que é a colaboração do Daniel, aguardamos a qualquer momento o primeiro post de um novo “farpista”: Adelino Leitão, him self.
Não digam que o ano não promete…
7 de janeiro de 2009
O rei vai nu

PomBus
Aspectos práticos à parte, comungo de algumas dúvidas aqui expressas em relação aos PomBus, mas com a entrada em funcionamento pleno veremos os resultados concretos desta aposta. Concordo com a importância de estudos, principalmente antes de se tomarem algumas opções onerosas exactamente pela necessidade de prever a rentabilização dos investimentos, como nesta área (trânsito) tanto que a mesma continuará com dificuldades estruturais, apesar da ajuda que recebe com esta opção.
O que podemos esperar de 2009 (III)

Num concelho onde não abundam propostas culturais de qualidade, é de esperar que 2009 não seja excepção. Esta realidade dá razão a que afirma que o PSD não é um partido sensível à cultura. Mas, a verdade seja dita, nem só a Câmara é responsável por algum marasmo cultural na cidade.
Opções
1. Se a taxa de ocupação daquele parque - à superfície - era de 10%, será mesmo realista esperar que o investimento num parque subterrâneo, necessariamente de construção muito mais onerosa, seja rentabilizado?
2. Quem é que vai pagar formalmente a construção do parque? Já sabemos que o Ministério assume a da Escola, mas a do parque está também incluída? E digo formalmente porque sabemos bem que quem paga, no fundo, somos nós, independentemente do ministro ou do autarca que coloque lá a assinatura.
O que interessa é saber se este é um investimento que se justifica ou não. Tão simples quanto isso. É que se um "grande" estacionamento a pagar naquela zona nunca resolveu nada, insistir numa fórmula que, aparentemente, será ainda mais cara também parece não fazer grande sentido.
Mais uma expressão do ano
6 de janeiro de 2009
Fim de ciclo
E agora vem 2009, onde avultam investimentos em arranjos urbanísticos, daqueles que garantem várias placas de inauguração e fotografias, e em quilómetros de estrada, ou seja a conclusão de um mandato de navegação à vista, de um mandato de gestão corrente.
Tempo de falar verdade...

Até à data, grassou a mentira no discurso político, foi uma época de suspensão da verdade e da seriedade na condução da vida portuguesa.
Mas agora - em tempo de vacas magras - dizem os barões que é altura de, finalmente, suspender a mentira e a leviandade.
Com este "mea-culpa" dos nossos representantes políticos, podemos agora afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, aquilo que já há muito se desconfiava.
Isto é, que até à crise do sub-prime, tivémos, efectivamente, uma democracia de fantochada, baseada na mentira.
Todavia, a grave crise financeira parece que teve o condão de despertar as consciências dos políticos, os quais se sentem agora compelidos a falar verdade.
Por conseguinte, doravante, os portugueses saberão a verdade na hora. Foi inaugurada, portanto, uma nova fase da nossa democracia.
Assim, deixarão de existir, por exemplo, obras ilegais, supervisões protagonizadas por invisuais ou abusos de autoridade que não sejam frontalmente assumidos pelos responsáveis políticos...sem dúvida uma boa entrada em 2009 ou, numa leitura mais coerente, uma excelente entrada a pés juntos...
5 de janeiro de 2009
Castanheira de Pêra à frente de Pombal
Isto confirma que já não estamos a marcar passo, como estivemos durante década e meia, estamos a regredir. Por muito que nos queiram fazer crer no contrário…
O que podemos esperar de 2009 (II)
Em 2009 vamos assistir a mais uma vitória do PSD nas eleições autárquicas. Apesar de sempre defender que um Presidente de Câmara não deveria exercer mais de dois mandatos, o Eng. Narciso Mota vai preparar-se para completar 20 anos à frente dos destinos municipais. É obra!
4 de janeiro de 2009
A Moda Tardia dos Pólos Escolares
O PS há muito que discorda desta politica e defende a construção de pólos escolares nas freguesias.
Este ano, a novidade das GOP, para o próximo quadriénio, é a construção dos pólos escolares nas freguesias. Não em todas as que deles necessitam, sómente em cinco.
Pergunta-se:
- Nas outras freguesias foram os presidentes de junta que os recusaram ou a câmara que não os quer construir? E porquê?
- Quanto dinheiro se desbaratou com remendos em escolas sem condições que agora vão fechar?
3 de janeiro de 2009
BUS (PomBus) versus Burros
Fim de ciclo pede balanço
Fiz, em nome do PS, a avaliação das GOP. Utilizei o critério mais objectivo, o Programa Eleitoral do PSD.
Infelizmente, a enumeração das promessas não compridas ou com baixíssima probabilidade de serem cumpridas tornou-se fastidioso e irritante para o executivo e para a maioria que o apoia. Pudera!
Narciso Mota dificilmente conseguirá cumprir vinte por cento daquilo que prometeu. E algumas das promessas vêm desde a primeira candidatura. É um verdadeiro vendedor de banha da cobra, mas há que se lhe tirar o chapéu!
2 de janeiro de 2009
Deveres de fiscalização
Marcelo R. Sousa dixit: “Que sorte ninguém querer accioná-los por falta de exercício dos deveres sociais…”
Em Pombal, os representantes do PS na Assembleia Municipal não correm, de certeza, esse risco.
Outros não podem dizer o mesmo!
A viabilidade dos PomBus
Pelo meio, atacou o PS por estar contra os PomBus quando os tinha defendido no programa eleitoral. Sucede, que ninguém do PS afirmou que está contra os PomBus, simplesmente questionei a forma como ideia foi avaliada e implementada.
Por que é que perguntar incomoda tanto?
1 de janeiro de 2009
Não houve festa, pá
Mas como tudo está bem quando acaba bem, as bandas previamente contratadas foram habilmente transferidas para outras paragens: uma para um espaço denominado Van Gogh, lá pertinho da Quinta, integrado nesse complexo lúdico que é O Lusitano, outra...adivinhem lá? Para a Kiay! Isso mesmo!
Feliz Ano Novo!
As causas dos atritos…
Decididamente, o poder local, na região e porventura na generalidade do País, ainda não passou da fase da democracia formal, e, infelizmente, ainda não percebeu que a qualidade da democracia e consequentemente a qualidade da governação, neste caso autárquica, exige o respeito e o reforço do papel das oposições, que devem ter, pelo menos, o mesmo tempo de intervenção do poder instituído.
Esperam-se de melhores dias. Mas pela amostra, em vez de avançarmos, regredimos…
A Renúncia de Luís Garcia
Afirmou, no momento da renúncia, que informou antecipadamente o seu partido, mas não teve uma única palavra, nem na véspera da sua reúncia, para com o PS, que contribui decisivamente para que não tivesse sido escorraçado pelo seu próprio partido.





