"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
17 de abril de 2009
Revista de imprensa
A ideia consiste numa experiência que, por uma vez, permitirá que se fale de Pombal à escala nacional por bons motivos.
No rescaldo das amêndoas amargas que o administrador-fashion da Pombal Viva saboreou por estes dias, à laia de digestão tardia da festança do último Bodo, fica o registo da corajosa abordagem ao tema por parte do Correio de Pombal. Temporariamente só* como semanário, traz um trabalho escorreito de Nuno Oliveira sobre a derrapagem nas contas. Sendo que nos últimos tempos a informação na hora certa e sem medos tem sido praticamente um exclusivo do Notícias do Centro, é de louvar a...ousadia do OCP.
*Parece que estes senhores estão a caminho de Pombal com um semanário gratuito. Boa sorte!
Ponto prévio
É suposto fazer Pombal concorrer com Coimbra e Leiria para não ficar meramente "entalada"? Então como é que se faz? Quais são os investimentos, as opções estratégicas, as associações, os projectos que devem ser abraçados? É suposto assumir que essa concorrência é ilógica, mas que Pombal pode ser um centro, digamos, intermédio, que contribui para o crescimento regional à sua escala e beneficia dele? É suposto Pombal tornar-se a locomotiva do Pinhal Litoral Norte e do Pinhal Interior, aproveitando as suas ligações priveligiadas? Mais uma vez, como? Através de que instrumentos? Quais as áreas sectoriais (indústria, turismo, o quê?) que têm de ser desenvolvidas/alvo de aposta?
O passado tem de ser discutido, nomeadamente para perceber se as apostas que, nestes 35 anos foram sendo feitas, foram as mais acertadas para o desenvolvimento de Pombal, para que todo o potencial que este concelho tem seja mesmo atingido. Sem a avaliação crítica, séria e rigorosa do que foi feito, com assunção de erros e responsabilidades, a discussão de preparar o futuro sairá sempre coxa. Mas sem se traçar um rumo, não apenas com ciclos de 4 em 4 anos, também é essencial. Por isso é que os programas eleitorais são, muitas vezes, depósitos de palavras a quem ninguém liga, porque representam apenas a espuma dos dias (da altura) e os chavões que parecem mais lógicos. Mais que ideologias partidárias, deveriam disputar-se, em ano de eleiçõe, a capacidade de avaliar criticamente o passado e as ideias sobre o futuro. Sem isso, é reduzir a Política a mera clubite e a confronto de caciques.
16 de abril de 2009
As ideias ou a falta delas
Antes de discutir o ter ou não ter ideias convinha esclarecer o que é ter uma ideia (ou ideias) para Pombal. Se ter ideias é: apontar uma medida, uma acção ou um conjunto delas; então todas as forças políticas têm ideias, e até demais. Costumo chamar a isto intenções ou palpites. O seu valor é reduzido ou nulo, por isso a maioria delas não passa do papel dos programas eleitorais. Quando estão minimamente alinhadas com uma necessidade de grupo ou lugar tendem a ser concretizadas.
Os partidos, a nível local e também a nível nacional, não têm grandes ideias para apresentar aos cidadãos. Ter uma ideia pressupõe ter uma visão para a comunidade, um modelo de desenvolvimento assente em vantagens comparativas e um programa de acção concreto e alinhado com o modelo. Como isso dá trabalho e requer estudo, compreensão da realidade e massa crítica para o fazer tendem a transformaram-se em estruturas para ganhar ou participar nas eleições.
Quando não se confrontam visões e modelos de desenvolvimento as eleições resumem-se a um duelo nas urnas. Infelizmente, é a isto que temos assistido e é disto que os maus políticos e os eleitores pouco exigentes gostam. Ganha sempre um, mas perdem, quase sempre, as populações. Como a realidade demonstra!
PS: O PS quando divergiu e criticou o executivo municipal apresentou, sempre, propostas alternativas.
Festival de teatro de Pombal

De louvar a vitalidade do TAP e a iniciativa promovida em parceria com a Câmara Municipal. O livre trânsito para todo o festival só custa 1o euros.
15 de abril de 2009
Modelo no Casarelo
Falta de ideias
Por curiosidade: alguém se lembra de ter visto alguma coisa semelhante da parte do PSD?
14 de abril de 2009
Derrapagem das Festas do Bodo (IV)
Segundo ele, o prejuízo nunca poderia ser superior a 300.000 € porque os resultados da Pombal Viva foram, só, -267.000 €.
Isso é que temos aqui uns gestores da coisa pública! A fazer deficits e explicá-los.
13 de abril de 2009
Empresas Municipais
Existem grandes benefícios na opção da gestão da cultural por uma empresa municipal. Desde logo, o facto desta se poder constituir como entidade de Direito Privado, permite a agilização de processos fruto de uma menor carga burocrática. Por outro lado, as empresas municipais têm mais capacidade para se relacionar com outros agentes culturais da cidade e com as empresas, criando parcerias e redes de trabalho com vantagens inegáveis para a vida cultural do município.
Mas para que a sua actividade seja produtiva, terá que ser enquadrada num plano estratégico a longo prazo, definido pela autarquia e assumido pelos diversos agentes culturais, pelas empresas locais e pelos partidos políticos por forma a não ser contingente aos ciclos eleitorais. Por outro lado, a escolha do seu responsável deverá ser assente em critérios meramente técnicos.
12 de abril de 2009
Derrapagem das Festas do Bodo (II)

Pergunto: onde é que está o incompetente? E o aldrabão?
11 de abril de 2009
Sim, ainda o Bodo
Escrevi o texto acima com base nos 100 mil euros de prejuízo. Demasiado, sempre, mas ainda passíveis de, no futuro, com cortes na "gordura" e mais racionalidade, virem a ser reduzidos procurando a sua sustentabilidade. Recentemente, numa conversa pública, na Rádio Cardal, com João Vilaverde, perante a admissão de quem nem tudo teria corrido bem, assumindo que se procuraria um investimento semelhante desde que gerasse menos custos, admiti a possibilidade (lógica) do Bodo poder caminhar para a sua auto-sustentação, o que seria o seu patamar óptimo e desejável. E a única solução lógica e racional.
É claro que para esses raciocínios partia-se sempre do quadro apresentado, aquele que tinha por base os números apresentados em Setembro e agora completamente desacreditados pois o prejuízo, afinal, era 2 vezes superior ao anunciado. Por isso impõe-se naturalmente uma questão:
Por que motivo é que a derrapagem só foi assumida depois de se ter apresentado o Bodo para 2009?
Só me ocorre uma resposta: é que assim continua a garantir-se uma festa que, apesar de não andar minimamente perto de se conseguir sustentar, ainda é em "grande", voltando ao normal para o ano, já bem depois das eleições.
E, com todo o respeito por opinião contrária, nomeadamente do meu amigo Eng. Rodrigues Marques, promover Pombal é sempre um bom princípio, sempre tendo em conta o custo/benefício. Use-se, para lógicas de promoção, o Euro 2004 como exemplo: promoveu Portugal, mas o que deixou depois? Veja-se a nossa capital de Distrito, por exemplo. Não fosse o desperdício e, se calhar, não se torcia o nariz ao Mundial 2018. Isto para dizer que, com prejuízos destes, festas do Bodo serão sempre custo e nunca investimento. Haja um modelo que consiga ser mais equilibrado (e isso dá outra discussão) e talvez depois se fale em investimento.
E isto porque gastar sim, quando se assume, de forma sustentada, um retorno satisfatório. Admite-se a insistência quando, apesar de nem tudo correr bem, se adopta o princípio de aprender com os erros e aprimorar processos, desperdiçando menos dinheiro. Mas qualquer benefício da dúvida se evapora quando os processos são tudo menos transparentes como, afinal, se veio a revelar ser caso presente. Afinal, a derrapagem em causa (200%) mina qualquer pretensão de credibilidade.
Acrescente-se que não se pode exigir transparência e responsabilização quando a côr é uma e esquecer isso quando a côr é outra. Há uma derrapagem grave, censurável e que implica a responsabilização dos responsáveis, passe o pleonasmo. Que, acrescente-se, não se reduzirão apenas ao administrador-executivo da PombalViva mas inclui também o próprio Presidente da Câmara que, enquanto vocifera violentamente contra desperdícios e incompetência de outros, não pode esperar passar agora por entre os pingos da chuva quando, na hora da verdade, a responsabilidade política é sua.
10 de abril de 2009
Derrapagem das Festas do Bodo
Às vezes sou acusado de ser excessivo nas críticas, neste caso falhei por defeito. Disse na AM, e escrevi aqui, que o prejuízo era mais do dobro do apurado. Foi mais do triplo!!!
8 de abril de 2009
Bodo party
Na apologia do Bodo, que fez aos microfones da Rádio Cardal - ou a Isilda só emprestou a voz à Pombal Viva? Ou a rádio vai ter um papel preponderante no espectáculo? - diz ele que "o país pára para vir ao Bodo". Menos rapaz, menos...
7 de abril de 2009
Demagogo
Quem não tem argumentos ataca as pessoas.
Diogo Mateus formou-se no caldo da demagogia. Decididamente, a intelectualidade não é o seu forte.
Comentários
Os comentários insultuosos, particularmente os anónimos, serão eliminados (já que não é possível editar o comentário e retirar a parte insultuosa).
Aqui a opinião é livre, desde que responsável.
PS: Domingo eliminei comentários anónimos que poderiam ser considerados ofensivos pelos visados (comentadores identificados do Farpas). Respeito muito quem assume as ideias e as opiniões.
Uma bom notícia e um bom vereador
Esta tecnologia foi já testada, com sucesso, nos EUA, no Canadá e muitos outros países. A nossa Câmara Municipal e o vereador da Energia, Pedro Martins (sempre ele...), estão, pois, de parabéns!
6 de abril de 2009
R. MARQUES A PRESIDENTE DO SPORTING DE POMBAL, JÁ!

Meus caros amigos*,
Aqui vai, com especial dedicatória para todos aqueles que se consomem a destilar fel,uma das pérolas de Chico Buarque. Foi o meu amigo Adelino Leitão que me fez voltar a ouvi-la, aqui há dias, quando era convidado no "Ronda Columbina", programa de Daniel Abrunheiro que habitualmente vai para o ar à sexta-feira, no éter da Cardal FM. Isto quando não há especiais lúdico-informativos sobre as festas do bodo.
*qualquer semelhança entre o título do post e o início dos discursos de um presidente de Câmara perto de si é mera coincidência.
5 de abril de 2009
A propósito do Go!Shopping
A oposição, o PS, ainda não tinha ido tão longe.
4 de abril de 2009
O último grande Herói

3 de abril de 2009
Não há limites
Não há limites para a crise directiva nas associações.
Não há limites para a crise directiva nas associações de Pombal.
Mas pelos vistos há limites para chegar ao poder das associações. É preciso ser sócio!
Até no Sem-Limites é preciso ser sócio para ser dirigente. Que chatice.
Com rapazes tão disponíveis para emprestarem o seu tempo, a sua carolice, enfim, a sua presença fashion aos desportos radicais e aos passeios todo-o-terreno, como é que isto foi acontecer, hã?
(P)(S)(D) sou eu
Três décadas e quase meia de PS(D) e/ou(PS)D: e a culpa é minha. Já não assobio para o lado. Quando raspo a barba, barbeio, olhos nos olhos, o culpado disto tudo.É certo que tenho alguma gramática, mas nenhum cartão, sequer de multibanco (ou multibando, conforme a perspectiva).
É verdade que possuo dois pares de sapatos, um de pantufas e outro de chinelos de banho, mas nenhum sítio para onde ir.
É real que tenho certa queda para a poesia, mas lugar algum onde cair morto, quanto mais poeta.
A culpa é minha. O senhor Flaubert era Madame Bovary. (P)(S)(D) sou eu: Patego, Sonso, Desequilibrado; Picuinhas, Sentimental, Doidivanas; Portuga, Seminal, Delicodoce; etc.
Quando me casei com esta senhora que hoje me tem, ela não sabia. (Fiz por lhe não contar, que isto de ser burro também tem seus dias não contados. Morrendo, fina-se a burrice que é um mimo.)
O problema é enquanto não se morre. Nasceu-se, nasceu: nada a fazer. É aguentar a coisa, trinar o fado com o fiapo de bacalhau a apodrecer a anfractuosidade dentária, benficósportingar umas minis, chupar o mata-ratos e saudades à prima.
Mas à noite, enrolado na fria lona que resgatei ao espólio da tropa, consolo-me todo de o (P)(S)(D) ser eu.
Eu e tu também, meu culpado leitor: não assobies, que tens espuma de barbear na boca.
Daniel Abrunheiro
2 de abril de 2009
É isto o poder local…
Mas o mais sintomático e grave é que foi eleito por UNANIMIDADE!
Eis o grau zero da decência política!
Primeiro de Abril
Já agora, e como devem ter notado, também o Farpas aderiu ao 1º de Abril.
1 de abril de 2009
Mais um a farpar
30 de março de 2009
Nova Associação Empresarial
Romper com o status quo, acreditar que se pode fazer melhor é, em qualquer lado, um bom sinal. Aqui é premente.
Rafeiro
A política está cheia de rafeiros e de sabujos que adulam e mordem à traição, de Eusebiozinhos e de Miquinhas.
NOVO ILÍCITO PENAL - REFORMA DO CÓDIGO PENAL DE POMBAL
Ainda a água
Quanto aos epítetos lançados na reunião da CMP são reveladores da forma de fazer política de alguns: tão elevada que essa sim afasta as pessoas de participar.
29 de março de 2009
Circo
Ali, há muito que se perdeu a noção da respeitabilidade (não todos).
27 de março de 2009
rescaldo de uma semana surpreendente
Mas das duas uma: ou isto é um assalto ao poder ou estamos perante a mais grave das crises directivas de que há memória em Pombal. A ver vamos.
2. João Coucelo alimenta na cidade uma espécie de apetite eleitoral que desperta amiúde. São notórias e conhecidas as diferenças, sobretudo de estilo, entre ele e o Presidente da Câmara, a quem, no entanto, tem ajudado a eleger sucessivamente. Na primeira eleição o papel de Coucelo terá sido mesmo preponderante, como foi de resto no primeiro mandato.
Sendo certo que Narciso Mota daqui não tenciona sair tão cedo - preparando-se para fazer 20 anos a mandar na Câmara, percebe-se a "revelação" do médico - actual presidente da Assembleia Municipal - esta semana, numa entrevista "concedida" (sic) ao Correio de Pombal. Diz ele que, neste momento, a sua disponibilidade para cargos políticos é nula.
Mas das duas uma: ou pensa resguardar-se definitivamente no seu papel de "senador" e não vai a votos para a Assembleia Municipal, ou deixou de a entender como um cargo político. O que será, então?
Ainda os Pombus
26 de março de 2009
3 Milhões de euros no Castelo
Bem apanhado, anónimo!
Bateu mesmo no fundo (II)
O sistema está à deriva e sem capacidade de regeneração porque sendo fechado e corporativista não possui grandes mecanismos de controlo e reacção.
A força para a mudança, necessária, teria que vir de fora, mas dificilmente virá nos próximos tempos. O poder político é, normalmente, fraco e não sabe lidar com os operadores judiciais as suas corporações. Assim, estamos condenados a ter uma justiça ao sabor da onda e dos interesses, uma justiça para os pobres e outra para os ricos.
Quando dois tribunais, de primeira e segunda instância, decidem de forma contraditória um crime factual (e reconhecido), com prova recolhida por equipamento calibrado, comprovam, mais uma vez, que a aplicação da justiça é um processo sem grande previsibilidade e fiabilidade.
PS: o recurso também diz alguma coisa sobre os protagonistas.
24 de março de 2009
Sobre a água...
Castelo de Pombal
Porque razão se vai fazer tal obra sem que antes tenha sido realizado um estudo arqueológico prévio?
Quanto se vai gastar a mais caso apareça algo durante a obra?
E se durante as obras o projecto previsto tiver que ser radicalmente alterado? Quanto custará ao nosso bolso?
É certo que as obras, obrigatoriamente, terão que ser acompanhadas por um arqueólogo, mas tal como aconteceu na Praça Velha, tenho muito receio que se diga no fim, não apareceu lá nada, é terreno estéril!!! Estranho, muito estranho, não?
Será que não interessa saber o que há por ali?
Que pormenores sobre a nossa história esconde?
Que estruturas estão enterradas?
Na igreja de Sta. Maria do Castelo não haverá sepulturas?
E sua hipotética cripta, existe ou não?
Será que se consegue identificar o suposto castro pré-romano que se supõe existir?
Uma coisa é tratar o património a betão, outra é cuidar do património, investigando aquilo que o valorize de facto, como por exemplo, a existência de ruínas únicas ou que contribuam para o espaço (ver Silves, tal como SM refere). Admito as minhas reservas a esta obra (pela sua lógica e eventuais consequências), mas veremos como tudo corre. Parece-me de elementar lógica que uma revitalização sem um levantamento arqueológico sério seja questionado. Não se trata de fundamentalismo, politiquice ou as habituais acusações de quem é alérgico a opiniões diversas: é querer proteger o património. Exactamente pela mesma razão que era bom que se pudesse fazer um levantamento sério do património romano de Pombal (onde não se inclui a Ponte Românica da Redinha).
Descaramento…
Montou assim a artimanha:
(i) Ignorou que a Factura da Água engloba o consumo de água, a tarifa de disponibilidade da água (ilegal), o saneamento fixo, o saneamento variável, os resíduos sólidos fixos e os resíduos sólidos variáveis;
(ii) Ignorou que a Factura da Água é única e indivisível;
(iii) Escolheu os concelhos que melhor lhe serviam para a comparação, sem qualquer critério lógico;
(iv) Optou por fazer a comparação com o consumo de 20 m3, consumo que não representa a maioria dos consumidores, e ignorando os outros escalões;
Concluiu que os pombalenses pagam a água mais barata. O IRAR utilizando 3 escalões (5 m3, 10 m3 e 15 m3) demonstrou, com um estudo comparativo entre todos os concelhos do Distrito de Leiria, exactamente o oposto.
Todos sabemos que o Eng. Rodrigues Marques gosta de fazer passar a sua falácia, mas tem o cuidado de recorrer a equações do segundo grau. Narciso Mota não precisa, basta-lhe as simples contas de somar.
Há engenheiros e políticos muito descarados, não há? E muito manhosos…
23 de março de 2009
uma boa notícia
é clicar e ler aqui
22 de março de 2009
Condução sob o efeito do álcool
Bateu mesmo no fundo
Mas o mais grave, o verdadeiramente grave, é que não se vislumbra qualquer saída para o “status quo”.
Uma morte anunciada
Não é em vão que recordo 50 anos de uma ligação a este jornal. Onde recebi o primeiro (e único!) pagamento por uma colaboração. Dez escudos – em 1959 – por uma reportagem efectuada em Albergaria dos Doze (apresentação de uma rectroescavadora, uma novidade à época), pagos pelo saudoso Joaquim “Trino”…
O filme exibido na Gala de Honra que assinalou os 75 anos de O ECO bem pode constituir o epitáfio para este Jornal. Os depoimentos registados – “é nosso, é da nossa terra” (Reinaldo Serrano); “o jornal ansiosamente aguardado pelos seus assinantes” (Henrique Falcão); “é o meu jornal” (Manuel Ferreira); “a ligação comovente à emigração” (Paula Sofia); “espaço de liberdade” (Daniel Abrunheiro); “jornal bem escrito”, onde escreveram Pessoa Amorim, Costa Ferreira, Tavares Dias, Miguens Vieira, António Serrano, Pedro Sagunto, Menezes Falcão e tantos, tantos outros – explicam toda uma história de vida de um título que deveria orgulhar os pombalenses.
Pena que não se cumpra o desejo manifestado pela então directora e que O ECO não tenha o tal “futuro risonho”.
Minha cara Paula Sofia: Cumpre-se o destino (tal como com tantas outras coisas por cá). O ECO será “aquilo que Pombal quiser”. Risonho! – dizias.
Dois anos depois… cumpre-se o mau presságio que, já à época, se fazia adivinhar.
Quando, já saturada por ambiente pouco respirável, decidiste “deixar” o barco à deriva, para assumires outros projectos, sabias – sabíamos quantos te acompanharam na tua luta por um jornal digno desse nome – que o futuro de O ECO seria tudo – menos risonho.
Ele aí está, sob a forma de uma morte anunciada.
Correio dos leitores
Alfredo A. Faustino
20 de março de 2009
Cegueira ou arrogância?
O que é que isto interessa a Pombal e aos Pombalenses? NADA. A não ser aos dois eventuais bafejados com o cargo de vereador.
No entanto, e a fazer fé no relato da imprensa local, a reunião do executivo municipal serviu essencialmente para os membros do executivo darem larga à sua euforia: “Pombal está a evidenciar-se no distrito de Leiria”; “nunca houve um registo de tanto crescimento no concelho como nos últimos anos, o que mostra que afinal o concelho é um bom sitio para viver e trabalhar”; “Pombal é um concelho muito competitivo”; etc., etc., etc.
Mais importante do que ter números é saber analisá-los. O aumento do número de recenseados, porque a forma de recenseamento mudou, nada diz sobre o crescimento de Pombal em qualquer das suas dimensões (se exceptuarmos o número de recenseados).
Não querer ver isto é sinal de cegueira ou arrogância. A arrogância vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas, anões em gigantes, indícios em certezas.
Grande depressão
Mais papistas que o papa...
19 de março de 2009
Esclarecimento
Este blog não é um fórum de debate. Também pode sê-lo, mas não é essa a sua missão.
Gosto muito da troca de palavras e ideias, com vivacidade e acutilância, mas com quem dá a cara por elas. Valorizo muito esses, os que se assumem, os que têm coragem dizer o que pensam, os que têm sentido crítico e assumem a diferença.
Os outros? Respeito-os, se me respeitarem…
17 de março de 2009
UM AMIGO
Defendo sempre Pombal e as minhas origens. Mesmo quando o comboio, e eu próprio, só paramos no Entroncamento. Quem me conhece, e um ou dois conhecem (não é presunção), sabe que não ofendo nem pretendo ofender ninguém. Vim cá porque como diz o editorial: “Farpearemos os interesses e os poderes instalados (…)” Nunca as pessoas. “E daremos nota do gesto simples e desinteressado…” Só isso!
Os que estão fora, serão menos Pombalenses e tratarão pior a bola?
Estou a dizer isto por pensar que o “post” retirado pode ter um destinatário. Se for eu, desde que não ofenda a honra de nenhum de vós, das vossas e da minha família, não há problema, publique-se, posso bem com isso e não quero dar azo a “censuras”, nem “tirar o pio” a ninguém. Agradeço apenas que o autor dê a cara para eu lhe poder oferecer a outra face, e se faça a paz ou se cumpra a profecia. Espero saber responder. Se não for capaz. O máximo que posso fazer é exibir o meu metro e oitenta e cento e vinte quilos de peso. Nunca fui muito rápido. Agora, só com muito empenho, é que me mexo. O melhor que posso fazer é sombra em alguma baliza! Ou, tentar trazer alguém, “abalizado”, a este campeonato.
O Eça não farpeou, com fino humor, as Gouvarinhos e outras viscondessas e baronesas? Desrespeitou alguma pessoa, mesmo com esses títulos? Não! Ao que sei até se casou com uma! Dizem os eruditos, que quando começou a sua vida como Administrador do Concelho de Leiria, o Eça (consta que é verdade) no Carnaval de 1871, foi convidado para uma festa de salão em casa do Barão de Salgueiro (1), figura cimeira da região, como era o nosso Barão de Claros (2), que nessa altura tinha acabado de receber o título do Rei D. Luís. Tinha ido para Leiria na procura de algum recolhimento e se preparar para o exame de acesso à carreira diplomática e consular, de que as danças de salão eram uma parte, não menos importante, do currículo e garantia de que nos iria saber representar nos melhores Salões Internacionais, em que as danças e as senhoras tinham um papel importante, tanto nos bailes, como no jogo estratégico das nações. Nessa circunstância, porque achou graça, ou porque o ferrete lhe apertava – pois ainda não tinha trinta anos - o Eça fantasiou-se de Cupido e lá foi para a festa. Já o baile ia avançado e muitas e boas senhoras lhe tinham bailado nas mãos, não se sabe, se devido ao Cupido, se à fantasia, a Baronesa anfitriã afeiçoou-se dele e, pela noite adentro, conduziu-o a uma divisão mais humilde do Palácio – dizem uns, ao quarto da costura, e outros, que ao da criada. Porém, e há sempre um porém! A noite foi-lhe aziaga. O Barão, talvez por saber quem tinha, manteve-se à coca e foi no encalço do “Cupido” e da “Musa” que, de tão entretidos, nem o viram, sorrateiro, a entrar. A Nobre figura e respeitável Presidente da Câmara, pôs-se em “brios”. Sem alarde, pegou no nosso humorista atrevido e, conduziu-o pela escada sem lhe dar tempo para contar os degraus. Ele, que não ficou no melhor estado, regressou a casa. Aí, um amigo da Pensão onde vivia, que o viu sair em tão belo arreio, logo deu pela diferença no regresso e procurou indagar a razão. O Eça, que só queria recolhimento e passar discreto, apenas lhe respondeu: “Consummatum est – olha sou um Cupido desasado.”Rematando, assim, um dos incidentes que o foram ajudando a combater o aborrecimento em que se encontrava e a construir outras estórias que nos deixou.
(1) Não é nada, “nem da água nem do sal”, ao Barão de Vale Salgueiro, cujo titular, julgo ser o meu familiar, amigo e colega Dr. José Gomes Fernandes, o jovial “Menino Guerreiro” .
(2) - O Barão de Claros é só para ligar a história a Pombal. Não tem nenhuma outra utilidade. Tem tudo para ser redundante.
P.S.:
- A vitória do Guimarães, também me deixou desasado. Aqui estou a lutar com o aborrecimento.
Jorge Ferreira,
30/10/60Vermoil"
Aviso aos susceptíveis e sem sentido de humor: não leiam
Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Pedro interrompeu:
- Temos que aprender isso de cor?
André disse:
- Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se:
- Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou:
- Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas? vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou:
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
Onde está a tua planificação?
Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
E a avaliação diagnóstica?
E a avaliação institucional?
Quais são as tuas expectativas de sucesso?
Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.
... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...
15 de março de 2009
Um desfile de parar o trânsito

O 7-1 e o 7-2
O 7-1 atingiu o Sporting e os sportinguistas mais sofredores. Para os outros, com excepção dos humoristas e dos escribas do fenómeno da bola, pouco interesse teve.
O 7-2 é o palpite que, em Pombal, diverte a malta; sejam situacionistas, esquerdistas ou direitistas. É o que se pode arranjar, há falta de melhor entretimento.
Bem sei que as goleadas são sempre mau prenúncio mas, cruzes canhoto, dêem tempo à prenunciação. Verão que, quando o campo não está inclinado, ganham, quase sempre, os melhores. E que, para aqueles que participam de cara lavada e dão o seu melhor, a derrota nunca é o fim de nada mas simplesmente um resultado e o início de um novo ciclo de aprendizagem. Saibamos compreender isso…
Aumento do número de vereadores
O executivo municipal poderá a vir a ser constituído por mais dois vereadores. Narciso Mota apressou-se a congratular este facto, antevendo “uma maior representatividade do concelho em termos de participação democrática”. Em tese, concordo com o nosso Presidente.
O problema é que, atendendo aos previsíveis resultados eleitorais, os dois novos vereadores irão sair da lista do PSD e (será que estou enganado?) o seu perfil será cuidadosamente escolhido de forma a não criar nenhum tipo de afronta às ideias do grande chefe.
13 de março de 2009
12 de março de 2009
Vamos a contas, então...
Suspiro de alívio
Vista a questão do lado de fora, significa que aumentamos os cargos políticos em vez de os diminuirmos (como aventava JGF há dias, numa intervenção populista, segundo Diogo Mateus no programa da Rádio Cardal). Dura lex, sed lex...
Para o PS está criado (mais um) problema: mais dois nomes para arranjar.
Para o PSD está resolvido o problema: mais dois nomes podem ficar.
11 de março de 2009
Revolta e submissão
Duas posturas, duas caras. E a população espera…,
10 de março de 2009
Narciso Mota tira aos pobres para dar aos ricos
Narciso Mota decidiu não alargar a Acção Social Escolar (ASE) a 400 potenciais beneficiários do 1.º ciclo, em contra corrente com aquilo que o governo fez para o 2.º e 3.º ciclos e a maioria dos municípios fez para o 1.º ciclo. Consequentemente, 400 famílias de baixos rendimentos ficaram sem apoio para adquirir, este ano, ano de crise, manuais e refeições para os filhos. Em contrapartida, Narciso Mota anunciou no plano anti-crise que vai pagar, em 2009-2010, os manuais escolares a todos os alunos do 1.º Ciclo.
Confrontado com estas opções, erradas e profundamente injustas, que tiram aos mais desfavorecidos para dar aos mais favorecidos, Narciso Mota limitou-se a dizer: “só tomo decisões planeadas”.
Ora, pelos vistos, é aí que deve estar o problema. Neste caso, como em muitos outros, melhor seria que não planeasse, e melhor ainda que não decidisse!
9 de março de 2009
O Compadre Rui
1 - ao PS, que deve estar a beliscar-se ou à procura dos comprimidos
2 - ao PSD, que fica com menos um concorrente na lista à Câmara ou nas empresas municipais
3 - ao camarada Sérgio, que deve estar (mesmo) surpreendido
e também à blogosfera lá do sítio. Vide os comentários.
6 de março de 2009
O regresso do guerreiro
JGF terá feito mais moça naquele dia que toda a intervenção da oposição. Ou melhor: JGF há-de ser considerado por esta altura como a verdadeira oposição. Ele, que tem o mérito de ganhar a vida por conta própria (o que tanto incomoda, senhores...), não colocou só o dedo na ferida. Escarafunchou-a. Porque entre as obras dos executivos do seu partido está o aumento do quadro de pessoal da Câmara e redondezas. E do número de vereadores a tempo inteiro. A figura do meio-tempo já foi há tanto que já ninguém se lembra. Contas feitas, todos os vereadores ficaram profissionais da política nos últimos anos. Todos, menos os da minoria. Pelo menos por enquanto.
E será dessa liberdade de acção que resulta a margem de manobra de JGF. Já entrou e já saiu do activo muitas vezes, já esteve bem e mal na peculiar forma de estar (que lhe vale até o cognome de 'taliban' entre os pares), mas sempre com esse passaporte para a liberdade.
De resto, fica a cereja no bolo: o semblante de Rodrigues Marques na foto de capa do Correio de Pombal, enquanto ouvia JGF. É que não vale a pena "avisar o Zé". Os [meninos] guerreiros do PSD não ligam nenhuma ao aparelho. Só quando são eles a comandá-lo.
Parques de estacionamento II
Sabem qual foi a receita em 2008? 6.408 €!
A receita não chega, de certeza, para cobrir os custos de exploração ou de manutenção, quanto mais para recuperar a "despesa".
Inacreditável, como se desbarata dinheiro público, sem nenhuma mais-valia significativa.
5 de março de 2009
Parques de estacionamento
A alteração justifica-se pela baixíssima taxa de ocupação do parque (11% em 2007), fraca receita e pela falta estacionamento livre na periferia.
No entanto, o executivo insiste na construção de um parque de estacionamento subterrâneo no mesmo local, pago com os nossos impostos.
Incoerência ou incompetência?
Lobo Antunes fala de nós
O estranho caso da blogosfera de Pombal
Tenho para mim que o caso do Farpas se deve essencialmente a dois factores: a autoria assumida e - talvez essencial - a independência profissional de cada um dos da casa relativamente aos poderes instituídos. Daí que o anonimato nos comentários (que à força de conhecer há anos os estilos de escrita de muita gente identifico sem esforço) não me incomode, mas desgoste. Sobretudo quando percebo que começa a espreitar o fantasma que - à boa maneira de Pombal, sic Rodrigues Marques, honra lhe seja feita pela frontalidade e pela frase que adoro - gosta de discutir questões pessoais em vez de outras. Estou-lhe a ver o rabo de fora.
Porque todos temos presente a história do "Pombalog", que manchou definitivamente a liberdade de expressão em Pombal.
4 de março de 2009
Nota Editorial
O caminho percorrido tem sido coerente com o desígnio inicial. E os resultados também. O cerco está furado. O mérito é dos da casa, mas também dos de fora.
Todos são bem-vindos se vierem de forma responsável. Compreendo aqueles que comentam sob a capa do anonimato, mas gostaría de ter mais gente a assumir o que comenta.
Se gostamos da liberdade, usufruamo-la.
O caminho menos percorrido
Go or no Go
3 de março de 2009
Coligação de Coligações: CDU + BE
Quando é que percebem que a soma de infinitésimos permanece, ainda assim, um infinitésimo.
Novamente, os lobos na pele de cordeiros
Ó camarada Adelino, na AM não se quer unanimismos, quer-se debate puro e duro; ali não se vai fazer pedidos, para limpar a valeta lá da rua, vai-se discutir, criticar, exigir. E já agora, por que não alguma ponderação e contrição na avaliação, não vê(m) que o vosso grande problema é que as pessoas, em Pombal, só confiam no PSD e no PS.
E com dissimulação não vão lá. A autenticidade, apesar de tudo, dá mais garantias.
2 de março de 2009
Eliminar um vereador
Mas a mais original veio, de certeza, de José Gomes Fernandes: “eliminar um vereador a tempo inteiro”. Segundo ele, em tempos de crise tem que se reduzir a despesa, e se as empresas estão a fazer cortes no pessoal a câmara deveria dar o exemplo.
Reduziam-se as despesas e as TRAPALHADAS. Digo eu.
O novo Presidente da AM
A autoridade, tranquila, não está ao alcance de qualquer um, está ao alcance de muito poucos.
Bem nos prelúdios, sintético, e no esvaziar do balão. Melhor ainda na forma implacável como colocou o presidente da câmara no lugar, afirmando, sempre em tom de voz crescente:
- “Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu; Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu; Senhor Presidente: o Presidente aqui, sou eu”.
28 de fevereiro de 2009
Os defensores do Go!Shopping
Nascimento Lopes defendeu que o empreendimento é uma grande mais-valia para Pombal e como tal não se compreende a (o)posição do PS (contra o projecto naquela zona). Na sua argumentação misturou o Go!Shopping com o TGV e afirmou que não compreendia como se podia estar contra o Go!Shopping e a favor do TGV (o que é que uma coisa tem a ver com a outra, pergunto?). Concluiu: “Quem está contra o Go!Shopping está contra o progresso”. Temos político!
Narciso Mota atacado nesta ilegal e perniciosa opção barafustou contra tudo e contra todos, negou os significativos impactos negativos do empreendimento (chegou ao ponto de negar que o empreendimento contempla uma bomba de gasolina), Atingiu o ridículo quando contou a história da compra e da venda dos terrenos do Casarelo e centrou a sua argumentação na premência em ajudar o promotor que, segundo ele, se encontra numa situação económica difícil porque comprou os terrenos muito caros. Narciso Mota alertou para os riscos de o projecto não avançar e com um discurso trágico-patético relembrou os recentes suicídios de construtores civis do concelho devido a problemas financeiros. Por fim, naquele seu ar incrédulo, mostrou estupefacção por o PS não apoiar um empreendedor que é do PS (militante ou apoiante). Inacreditável? Não…
Pergunto: por que é que os presidentes gostam tanto de “obra”, seja boa ou seja má? É por deformação profissional ou por interesses?
Os assuntos da AM
Ficou claro que o PS é frontalmente contra o empreendimento, no Casarelo, e o PSD apoia-o, de forma envergonhada, porque Narciso Mota o quer a todo o custo.
Ficou claro que PS faria mais e de forma diferente para minimizar as consequências da crise. Como a crise não atinge todos mas essencialmente os desempregados ou as pessoas que ficaram sem rendimentos para as necessidades básicas, o PS reforçaria e centraria nesses o apoio e não em todos por igual como faz o PSD com intuitos claramente eleitoralistas.
26 de fevereiro de 2009
Presidente da CMC arguido
Por esta ilegalidade? Não havia necessidade…
24 de fevereiro de 2009
Go!Shopping: um crime urbanístico
O estudo de Impacto Ambiental, que está em discussão pública, é, como quase todos, um chorrilho de banalidades, mas é uma oportunidade para os pombalenses se pronunciarem, para defenderem a sua cidade de um crime.
Nada tenho contra o projecto, mas tenho tudo contra a sua localização. Os promotores do projecto têm todo o direito de construir o empreendimento em Pombal mas não têm o direito de destruir uma zona virgem e nobre de Pombal com um “mamarracho” sem qualidade, que descaracteriza e degrada totalmente a zona. Se os promotores tivessem alguma preocupação com a qualidade do projecto e a câmara com a preservação e qualificação da zona, nunca este abarcaria tamanha volumetria e não contemplava um posto de combustíveis (discount, de certeza, para atrair a populaça).
Pombal necessita de projectos estruturantes, que engrandeçam e qualifiquem a cidade, não disto. O Go!Shopping é um CRIME.
23 de fevereiro de 2009
A POESIA É UMA ARMA

22 de fevereiro de 2009
O que é que a estrada tem?
21 de fevereiro de 2009
Participemos então
Destaco, para já, aquilo que me chamou mais a atenção:
Para a Paisagem, os impactes na fase de construção serão negativos e com algum significado.
Na fase de exploração, a referida infra-estrutura, apesar de ter uma leitura dominantemente horizontal e de se encontrar integrada no terreno natural, irá destacar-se na paisagem envolvente, devido à sua elevada volumetria.
A sua elevada volumetria quer em termos de área ocupada quer em termos de altura, irá provocar uma significativa intrusão visual, degradando a actual paisagem envolvente ao Castelo de Pombal, tornando a presença deste na paisagem mais insignificante.
Este impacte será negativo e de elevada magnitude. Relativamente à importância dos impactes, dado que a construção do GO! Shopping irá reduzir o destaque do castelo de Pombal na Paisagem, devido às elevadas dimensões do empreendimento comercial, considera-se que as perturbações serão muito significativas. (Página 16)
Mas o melhor mesmo é discutir e participar, para já, até ao dia 27 de Fevereiro.
20 de fevereiro de 2009
Oh, que cena, pá...
As trapalhadas do Michael

Por que não te calas?
A deputada Ofélia reapareceu…
A digníssima deputada Ofélia reapareceu! Aproveitou os assaltos dos últimos dias em Pombal para se mostrar. Questionou o governo sobre o reforço do dispositivo das forças de segurança na cidade de Pombal e nas freguesias. Eis o mais descarado oportunismo e populismo.
Há pessoas que tudo aproveitam para mostrar que existem. Compreende-se. Posturas meramente decorativas tendem a ser facilmente ignoradas e esquecidas.
Arrastão à Pombal
15 de fevereiro de 2009
Não se faz, não senhora
Ora ainda bem (ou mal, neste caso) que o fiscal da Pombal Viva não desce às catacumbas.
12 de fevereiro de 2009
As falácias de Rodrigues Marques
Rodrigues Marques sabe bem que o PSD, e ele próprio, inviabilizou as averiguações às suspeitas de irregularidades e/ou tráfico de influências na área do Urbanismo denunciadas por todas as forças políticas locais, nomeadamente pelo, na altura, presidente da Concelhia do PSD.
Rodrigues Marques sabe bem que o PS sempre quis tratar as questões de Pombal em Pombal e que foi o PSD que escolheu o caminho conhecido.
Porque se lamentam, então?
Estão com medo? Estão a sentir-se muito apertados? Gostava(mos) de saber…
11 de fevereiro de 2009
Rui Miranda no seu melhor…
Os ex-vereadores do PS tinham, obrigatoriamente, que participar no coro de críticas ao PS, a propósito das averiguações do IGAL.Segundo a RC, Rui Miranda “lamentou a atitude do PS”, recordando que, “no ano e meio que liderou a estrutura concelhia, nunca recorreu a estes mecanismos” (acrescento: nem a estes nem a outros).
E “ressalvou que não são as pessoas que fazem os partidos, nem os partidos fazem as pessoas”. E esta heim!
Rui Miranda no seu melhor…
10 de fevereiro de 2009
Haja paciência
Narciso Mota nunca percebeu, e não chegará a perceber, as principais obrigações de um Presidente de Câmara: o escrupuloso cumprimento da lei, a total transparência nas decisões e os correspondentes deveres de informação.
Narciso Mota não tem que se indignar e revoltar com o escrutínio legal e político das suas acções e decisões porque tem a obrigação de prestar todos os esclarecimentos; à população, à oposição e às entidades fiscalizadoras.
Era tempo de Narciso Mota perceber que a “Câmara não é ELE”, que ele exerce o poder para os pombalenses e em nome dos pombalenses, de TODOS os pombalenses; e que não tem o direito de utilizar, sistematicamente, as reuniões do executivo para agredir os que não lhe dizem AMÉM.
Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele
Cordeiros e lobos
O PS, como partido que aspira ser poder em Pombal, tem uma estratégia (legítima) de contestar toda e qualquer iniciativa da Câmara Municipal. Os eleitores poderão, dessa forma, perceber melhor quais as diferenças entre os dois partidos mais representativos e votar em consciência.
Nessa ânsia de marcar a diferença, os socialistas caiem, muitas vezes, em exageros e os eleitores, que não andam a dormir, interpretam as críticas como uma mera estratégia eleitoral. É pena pois o concelho precisa de uma oposição credível.
Ultimamente, como já disse neste fórum, o PS tem aparecido mais combativo, mais esclarecido e isso é óptimo. Essa vitalidade é salutar para a democracia e, ao confrontar o poder, faz com que as discussões políticas sejam mais participadas e que os cidadãos estejam mais atentos.
O PCP tem também assumido uma postura crítica, mais modesta, mas disponibilizando-se para colaborar com os eleitos locais. Os comunistas estão em condições de assumir essa posição pois, apesar de aspirarem a cargos de vereação, nunca serão poder em Pombal. Mas não é só por aí! A cultura autárquica da CDU aponta no sentido de que as diferenças entre os diferentes partidos podem ser assumidas mesmo num cenário de cooperação. Em Coimbra e no Porto, só para dar dois exemplos, a CDU tem tido vereadores com pelouros atribuídos e não é por isso que não tem conseguido afirmar a sua identidade e as suas ideias.
Numa altura em que os munícipes enfrentam gravíssimos problemas, potenciados pela crise do sistema capitalista, tantas vezes sacralizado por quem agora, hipocritamente, pretende surgir como o Messias, a atitude do PCP tem uma justificação acrescida. O PS não compreende; não me surpreende. O que já me surpreende é o PS querer ser conselheiro numa área onde, claramente, não o pode ser. O historial do partido em Pombal está aí para o provar. De guerreiros assumidos em campanha eleitoral, recorrendo frequentemente à estratégia do “vale tudo” (quem não se lembra da triste campanha de 2001...), passam rapidamente a inofensivos lacaios mal acabam de ser eleitos. A prática da vereação socialista não é caracterizada pela cooperação. Não! O PS na vereação tem-se revelado um partido servil, sem ideias e totalmente incapaz.
Cordeirinhos com pele de lobo?
9 de fevereiro de 2009
Prioridades invertidas
O governo tem apostado e incentivado a criação de estruturas de apoio social dirigidas às pessoas mais necessitadas. Muitos municípios têm seguido o exemplo do governo.
No Distrito de Leiria, os concelhos de Figueiró dos Vinhos, Leiria, Batalha, Nazaré e Bombarral, em cooperação com instituições de solidariedade social e misericórdias, colocaram em funcionamento unidades de cuidados continuados. Os concelhos de Pedrógão Grande, Alvaiázere, Ansião, Marinha Grande, Porto de Mós e Caldas da Rainha irão igualmente avançar e já apresentaram as respectivas candidaturas.
E Pombal, sendo dos mais necessitados, porque espera?
Infelizmente, aqui, as prioridades estão, quase sempre, invertidas.
E um dia o prédio veio abaixo
5 de fevereiro de 2009
Ainda a propósito da rejeição do empréstimo
“Mas vamos a factos, citando o documento: 1.º - a CM fez uma obra com as receitas obtidas em 2006 e 2007 nunca a tendo orçamentado convenientemente nos referidos exercícios; 2.º a CM pede que lhe seja concedida autorização para contrair um empréstimo por obras completamente pagas, algo que a Lei da Finanças Locais (LFL) impede”.
Em relação ao primeiro ponto prova-se algo que a oposição do PS tem dito há muito: …os orçamentos … não traduzem verdadeiramente as obras que irão ser realizadas. É um sinal claro de desrespeito pelas regras democráticas, pelo órgão AM e, mais importante que tudo, pelos pombalenses.
O segundo demonstra uma de três hipóteses seguintes: ou o executivo municipal desconhece a LFL, ou confiou que o TC não a conhecesse ou rezou para que o TC não olhasse para ela. Se o executivo não a conhecia é grave. Se o executivo acreditou que este pedido poderia passar sem mais no TC só poderia ser por uma razão simples, queria que o dinheiro viesse para ser usado de forma discricionária.”
Gostava de ter escrito isto.
Cordeiros ou lobos?
Oferecer-se para ajudar quem nunca quis ser ajudado cheira a ingenuidade ou a dissimulação, porque não deixa de ser estranho querer vestir a pele de cordeiro em Pombal e estar contra tudo o que vem do governo a nível nacional.
Tácticas, contra-natura, de eficácia muito duvidosa.
Mai Nada
Se não servirem para mais nada, as manifestações de trabalhadores ingleses contra a contratação de operários estrangeiros, incluindo portugueses, podiam ter, ao menos, o benefício de levar certos cidadãos nacionais – os que organizam manifestações contra os pretos, ucranianos, ciganos e demais imigrantes e os que concordam com eles, mais ou menos silenciosamente - a pensar, uma vez na vida que fosse, e a perceberem que há muitos sítios no mundo onde os pretos somos nós, a suposta e superior “raça portuguesa”.
in Teatro Anatómico.
A NOSSA "ESQUERDA" MODERNA
Abordagens
3 de fevereiro de 2009
Uma boa ideia...
(Em oposição ao caminho seguido em Pombal).
Infelizmente, muito atrasada no tempo.
Destaques

Se não há heróis é porque nada acontece que o justifique, o que é bom. Mas quando acontece algo é bom saber que há pessoas que conseguem fazer a diferença e impedir desfechos trágicos. E foi isso que aconteceu no último Domingo à tarde, num dos campos de futebol do nosso concelho, quando Arlindo Medeiros evitou uma tragédia. A notícia explica-se a ela própria, mas não podia deixar de dar o devido relevo, especialmente pela consciência de que mais importante que procurar heróis é de louvar aqueles que na hora certa sabem o que fazer e não baqueiam. Um destaque pombalense bem merecido!
1 de fevereiro de 2009
Demagogia
Elementar, meu caro. É como dizer que a solução para a morte é ressuscitar as pessoas. Admitindo que a principal causa do problema esteja aí (tenho todas as dúvidas), pergunto: como é que isso se faz no pequeno comércio e em Pombal?
A missão do presidente da ACSP é apresentar ideias e medidas para resolver os problemas do pequeno comércio, em vez de andar a atacar o governo para desculpar a sua própria inacção e a dar cobertura, sistemática, à (in)acção do executivo municipal, que tem ajudado a cavar a sepultura do pequeno comercio e nos tem condenado a um dos mais baixos poder de compra do Distrito.


