30 de setembro de 2009

Da pobreza da campanha à promessa dos debates

Não tenho memória de tão fraca campanha eleitoral para eleições autárquicas. Afastada por uma distância confortável das miudezas de Pombal, constato-o a cada dia que passa, pelos concelhos onde tenho andado a moderar debates, num distrito real, do país mais duro que puro. Foi quando percebi que o mal é geral, embora se note mais nalguns locais que noutros. Depende muito da geografia. Do ADN. Da mentalidade. Mas disso falarei mais tarde, quando lavarmos os cestos desta vindima.
O que interessa agora é que hoje à noite Pombal recebe o primeiro de três debates entre os quatro candidatos à Câmara. Não há fome que não dê em fartura, lá diz o povo. Por razões suspeitas apelo à vossa presença no debate de sexta-feira, sem prejuízo dos (e)leitores assistirem a todos. Além do mais, o Teatro-Cine está a precisar de algum uso. A ver se isto anima.

29 de setembro de 2009

Irresponsabilidade?

Decorreu hoje a última AM deste mandato. Fui lá por obrigação e para me despedir. Anunciei na minha intervenção no período de antes da Ordem do Dia que iria fazer a minha última intervenção, na qual faria um pequeno balanço do mandato. Tinha decidido que na última assembleia, e com uma agenda sem assuntos polémicos, deveria primar pela descrição. Não foi possível. Porque, à última da hora, foi introduzido um ponto à Ordem de Trabalhos que continha uma proposta “irresponsável” (foi assim que um vereador da maioria a classificou numa conversa no final da reunião) e, consequentemente, o caldo entornou-se.
Na gestão da coisa pública as coisas têm que ser transparentes, tem que haver regras, temos que saber o que estamos a aprovar e não se passam cheques em branco. Por isso votei contra. Fui o único. O resto do pessoal já está em campanha, o que interessa são os votos.

28 de setembro de 2009

A derrota da CDU

Como toda a gente afirma, a CDU perdeu as eleições de Domingo. Deixou de ser a terceira força política do país para passar a ser a quinta. Este facto parece estar assente numa lógica irrepreensível, apesar de ter havido mais 15 000 eleitores que confiaram o seu voto nessa coligação.

O problema é que a força da CDU não é visível apenas no Parlamento. Contrariamente ao CDS e ao BE, que esgotam a sua intervenção política no Parlamento e na comunicação social, a CDU tem uma forte implantação social, visível, por exemplo, nos sindicatos. Num cenário de maioria relativa, este facto deveria preocupar o PS. Se fosse eu que mandasse, tentaria um diálogo à esquerda, por muito que isso custe ao eng. Sócrates e aos socialistas que ainda não fugiram para o Bloco (e foram muitos nestas eleições).

Por isso, camaradas e amigos, apesar de "grande derrota" da CDU, anunciada pelos seus adversários em todas as eleições, fica a certeza de esta continuar a ser uma força política em crescimento, não só em percentagem, mas tembém em número de votos e de deputados.

Day after

Dizes tu, Paula, que "não vejo aqui (resultados das legislativas) os resultados das autárquicas, embora neles leia alguns sinais". E concordo absolutamente contigo. Porque convém não fazer como muitos fazem, que vêem vitórias onde há derrotas ou que comparam resultados entre duas eleições tão díspares. Para mim, a luta de dia 11 pouco retira do que se passou ontem. Tratam-se de dois boletins de voto diferentes, onde as ligações locais (mais) e a escolha reduzida a 4 partidos (menos) terão o seu peso. Isto porque ainda acho que não basta aparecer no boletim para se conseguir levar centenas de votos. Quanto a isso, a partir de amanhã, abertura oficial da candidatura, vamos ver o que acontece.

Quanto a ontem, abre-se agora a dúvida sobre qual o formato do Governo. Por muito que eu gostasse de expôr o Bloco de Esquerda, o que é certo é que mesmo dividindo os votos dos círculos da emigração, PS+BE contarão com 114 votos (a 2 da maioria absoluta). Com o BE no Governo, rapidamente a sua base de apoio evaporará, e não passaria muito tempo até que fosse inevitável surgir uma nova coligação ou mesmo novas eleições. A solução PS+PSD parece naturalmente excluída (e convenhamos, que de todas as combinações, é francamente a pior por ser a mais propensa ao atrofio da actuação política), sobrando a solução PS+PP. Excluo a hipótese PS+BE+CDU, porque os tempos das Frentes Populares já lá foram. Como estaremos em campanha nas próximas duas semanas, ficará por aí a sombra a pairar.

Sobre vencedores e vencidos, José Sócrates vence, sem sombra de dúvida, mas é Paulo Portas aquele que tem mais razões de satisfação. Louçã não consegue tornar o BE na 3ª força, mas os votos e deputados obtidos geram uma vitória com sabor amargo. Já Manuela Ferreira Leite perde (e assume, sem ambiguidades, o que é sempre de registar) e Jerónimo de Sousa também (mesmo que insistam, como sempre, na tese contrária), apesar de ter mais 1 deputado que em 2005. E venha o Governo que se segue.

Eu voto, tu votas, ele não aprende

Agora que já é outro dia, que já deixei para trás uma noite eleitoral, que por conjugação do destino dividi o mesmo espaço físico que Pedro Pimpão e não lhe pude ouvir qualquer declaração de vitória, porque o PSD perdeu um deputado no distrito e ele não foi eleito, percebi que Sócrates que não aprendeu nada com estas eleições. Bastou-me vê-lo, num filme da noite que as televisões fizeram o favor de voltar a passar, para ter essa certeza. É um tipo de sorte, ele. A coisa correu-lhe melhor que do poderia esperar: uma adversária que não conseguiu enganar toda a gente durante todo o tempo, revelando a fobia ao povo (muito visível nas arruadas), mais o tiroteio nos pés disparado por Cavaco.
Agora, que a noite caminha para o dia, podemos sempre concluir que em Pombal nem tudo está na mesma: O PS ganhou na freguesia/cidade (por apenas cinco votos, mas ganhou), mais na Redinha. É claro que este é e será, enquanto houver PSD, um laranjal. Mas ali na Rua Alexandre Herculano haverá quem fez contas estas noite, talvez até esperançado em ver estes resultados repetirem-se daqui a 15 dias. E na Luís Torres também se devem ter feito contas. O CDS há-de roer até as unhas dos pés por não apresentar candidato em Pombal. E o BE ainda não deve ter percebido bem como é que em política é possível fazer castelos no ar e ter gente a acreditar que são reais. Apraz-me também ver a subida da CDU, naturalmente. Porque o meu país caminha para a esquerda e o meu concelho ainda é Portugal.
Eu, que acredito cada vez menos nos políticos e me desencanto todos os dias com mais um ou outro, não vejo aqui os resultados das autárquicas, embora neles leia alguns sinais. E por isso faço votos para que o povo (pelo menos) vote. Já é bom sinal.

E durante muito tempo há-de martelar-me na cabeça a frase de Sócrates, no Altis, dirigindo-se aos fotógrafos: "façam o favor de se baixarem, que eu gostaria de falar às pessoas". Diz ele que "o povo falou bem claro". Só é pena que ele não tenha entendido.

27 de setembro de 2009

Legislativas: vitórias e derrotas

Logo à noite os resultados eleitorais ditarão algumas surpresas. No entanto, cada partido reivindicará a sua vitória: vitória propriamente dita, perda da maioria absoluta pelo PS, mais votos, mais deputados, etc. Mas, nas semanas seguintes, a poeira assentará e nessa altura os derrotados sentirão na pele a diminuição da sua capacidade política e as naturais convulsões internas. A dimensão da vitória e da derrota deve ser feita em função das expectativas e da responsabilidade de cada partido. Assim:
Para o PS:
Grande vitória: maioria absoluta (improvável);
Vitória: 6 pp acima do PSD;
Derrota: vitória tangencial;
Grande derrota: perder as eleições.
Para o PSD:
Grande vitória: ganhar com um score que permita maioria na AR com o CDS;
Vitória: maior número de votos
Derrota: ficar atrás do PS;
Grande derrota: ficar 6 ou mais pp atrás do PS.
Para o BE:
Grande vitória: mais de 15 % e terceira força política (sem maioria absoluta do PS);
Vitória: terceira força política e sem maioria absoluta do PS;
Derrota: menos de 10% ou maioria absoluta do PS;
Grande derrota: quarta ou quinta força política ou maioria absoluta do PS.
Para o PCP:
Grande vitória: mais de 10 % ou terceira força política, sem maioria absoluta do PS;
Vitória: terceira força política ou quarta à frente do BE, sem maioria absoluta do PS;
Derrota: maioria absoluta do PS ou quarta política sem possibilidade de fazer maioria com PS;
Grande derrota: maioria absoluta do PS ou quinta força política sem possibilidade de fazer maioria com PS.
Para o CDS:
Grande vitória: mais de 10 % e maioria com o PSD;
Vitória: terceira ou quarta força política e score que permita maioria com vencedor;
Derrota: maioria absoluta do PS ou sem score que permita fazer maioria com o vencedor;
Grande derrota: maioria absoluta do PS ou sem score para fazer maioria com o PS.
Adenda: Pelos meus critérios deu: PS - Vitória; PSD - Grande derrota; BE - Derrota; PCP - Grande derrota e CDS - Vitória

25 de setembro de 2009

Desarranjo

Aquele arranjo (ou requalificação, como agora está na moda dizer-se) feito à rotunda na Urb. Senhora de Belém serve exactamente para quê? Sei bem, enquanto pessoa que por lá passa vezes sem conta que urgia fazer algo. Do género semáforos e lombas, mas não sendo tal possível, porque não alargar a rotunda não só no centro, mas também na parte exterior, por uma questão de segurança?

O que se lá fez - alargando a alegada placa central com uma diferença de altura quase imperceptível em relação à estrada - serve exactamente para quê, excepto para os carros passarem por cima, porque também não percebem o objectivo? É que não havendo sinalização, com as fitinhas de obras na rotunda (que belo aspecto) e com o facto dos carros que vêm das ruas que dão acesso à Avenida terem que se chegar bem à frente porque não têm visibilidade, não houve ali mais que um desarranjo que, em bom rigor, disfarça mas não resolve.

Sei também que a falta de civismo é uma parte determinante, mas em vez de invenções que tal soluções?

24 de setembro de 2009

A questão da esquerda

No Domingo o PS vai ganhar as eleições sem maioria absoluta. Este resultado, que vai de encontro ao cenário mais comum nos restantes países europeus (as maiorias absolutas são um fenómemo quase tipicamente português), é óptimo. Não é que eu grame o Sócrates ou considere o PS substancialmente diferente do PSD. A questão é que este resultado obriga o PS a olhar para a esquerda.

Durante a campanha extremaram-se posições, o que é normal. Mas, se os partidos políticos tiverem sentido de responsabilidade, como espero, terão que saber interpretar o sentido do nosso voto: queremos um governo do PS que consiga entender-se com os partidos à sua esquerda.

Mas o desafio não é só para o PS; é também para a CDU e para o Bloco. Quanto a mim, este é talvez o maior desafio político, stricto sensu, que se coloca à esquerda portuguesa desde a nossa adesão à Europa.

23 de setembro de 2009

A CERCIPOM DESCENTRALIZA

A Cercipom de Pombal, na minha modesta opinião, é uma das instituições do nosso concelho com maior prestígio. A actual direcção presidida pelo Senhor Manuel Santos irá descentralizar os serviços com a criação de um centro de actividades ocupacionais e um lar residencial na freguesia da Guia. Segundo as notícias, tal iniciativa pressupõe um investimento de 1,065 milhões de euros. A Câmara Municipal irá ceder o terreno e apoiará a construção. Muito bem. Eis um exemplo, em que os dinheiros públicos/municipais são bem utilizados. Pena é que, muitas centenas de milhar de euros, anualmente, sejam desperdiçados em subsidiar associações recreativas sem qualquer actividade de relevo, sem qualquer critério, casuisticamente, sem lei nem roque.

21 de setembro de 2009

CRISES ECONÓMICAS E O DESEMPREGO



As crises económicas são inerentes ao funcionamento do sistema capitalista, como nos ensinam os doutos economistas de formação liberal ou marxista. O desemprego é um dos maiores flagelos sociais, cuja a existência é natural ao sistema económico actualmente existente em Portugal e na Europa, como todos sabemos, ou quase . O que se fez de concreto, para além do propagandeado pelo nosso 1º ministro, para dinamizar a economia e combater o desemprego? Veja-se a este propósito o escrito de Eugénio Rosa em http://resistir.info/e_rosa/utilizacao_fundos_qren.html. Vale a pena a sua leitura atenta.

Diga lá em que dia é

O senhor presidente foi à aldeia onde eu nasci no sábado à noite, a uma festa do candidato/amigo dele, à Junta do Louriçal. (O homem percebeu que foram sobretudo os jovens que o derrotaram, há quatro anos, e então agora dá-lhe com festas para a malta jovem, pá, em tudo quanto é colectividade).
Chegou tarde, mas em forma. E então anunciou uma sessão qualquer, no Expocentro, onde serão apresentados todos os candidatos a todos os orgãos autárquicos, pelo mesmo PSD. Contaram-me as minhas 333 fontes que lá estavam, que o homem convidou dali toda a gente: "Comunistas e tudo", pois que "haverá lá quem asse uns churrascos". Isso, sim, é ser presidente de todos os pombalenses. De uns mais do que outros, é certo, mas não deixa de lhe ficar bem esta atitude. Estou a modos que...sensibilizada. Vai-se a ver e ainda me amolece este meu duro coraçãozinho, que corre o risco de ficar tão humanista e solidário...a pontos de deixar de ser vermelho.

18 de setembro de 2009

VAMOS ELEGER OS NOSSOS DEPUTADOS!











No próximo acto eleitoral os portugueses irão eleger a nova A.R., isto é, escolherão os novos(?) deputados da Nação. Contudo, publica-se e diz-se por aí, que nas próximas eleições os portugueses irão eleger o próximo primeiro ministro, como se o nosso sistema político-constitucional admitisse tal eleição. Ora, é necessário ter em especial atenção, que em Pombal, quando votamos, estamos a eleger deputados do círculo eleitoral do distrito de Leiria. Dirão, os caros leitores, que estou a afirmar uma evidência. Estarei? Quantos eleitores do PSD, PS, CDU, CDS/PP, B.E, do nosso distrito saberão que com o seu voto estarão a contribuir para a eleição para a A.R. de Teresa Morais, Luis Amado, Ana Rita, Assunção Cristas, Heitor Sousa? E já agora, quantos eleitores saberão quais as actividades políticas desenvolvidas pelos cabeças de lista supra referenciados, em prol dos interesses do nosso distrito/concelho/freguesia? Responda quem souber!

O presidente, os jornais, e os assessores dele(s)

Perante tamanha vergonha, só emigrando.

16 de setembro de 2009

Serviço ao Munícipe ou Propaganda?

Ontem recebi em casa uma carta da CMP, assinada pelo Presidente da Câmara, a informar-me que hoje iriam ser iniciadas os trabalhos dos Arranjos Urbanísticos do acesso à minha urbanização (São Cristóvão). Foi, tenho que o dizer, uma boa notícia. Senti-me, até, lisonjeado com a distinção. Sim, não é todos os dias que um munícipe é informado, por carta, que a sua rua ou praça vai ser arranjada e lhe é explicado, detalhadamente, o que vai ser feito, como, por quem e o prazo de execução das obras. É verdade que a obra foi várias vezes prometida e outras tantas adiada, ao longo dos últimos 16 anos, mas isso agora pouco importa, com a carta na mão acredito que a coisa agora vai.
Só gostava de saber uma coisa: isto é um novo serviço ao munícipe ou propaganda política? A ver vamos…

O síndroma da inauguração

O solícito gabinete de imprensa da Câmara de Pombal (a propósito...o que será feito do Ganibete de Imagem?) emitou uma nota alusiva à "Inauguração da Valência de Educação Pré-Escolar no Travasso". Tenho impressão de que estamos a falar daquela creche onde o Governo de Sócrates investiu umas coroas. Quererá isto dizer que o Estado fechou a torneira e agora a Câmara encontra nesta "inauguração a calhar" uma compensação para a verba investida? Ou Adelino Mendes anda distraído?
Perante a primeira hipótese, parece-me justo. Mesmo que eu tenha sempre alguma dificuldade em perceber a diferença entre dinheiro da Câmara e do Governo, já que ninguém me tira da ideia que é tudo nosso, pago por nós.
Se a resposta estiver na segunda possibilidade, significa que continuaremos em apuros.

15 de setembro de 2009

Coreto ou Barraca?


O coreto é, normalmente, um elemento distintivo e simbólico, que qualifica e enriquece o espaço público de uma determinada localidade. Mesmo nas localidades mais descaracterizadas, sob o ponto de vista arquitectónico, o coreto é, normalmente, um elemento atractivo e bem preservado. Em Abiúl não, a Junta utiliza-o como barraca de arrumações e painel de publicidade. Opções…

14 de setembro de 2009

Choremos todos

João Tordo é um rapaz bem criado. Filho de um "trovador", escreve com uma lucidez tal que parece adivinhar o pensamento. Este post diz tudo aquilo que me vai na alma, por estes dias.
É claro que o rapaz não faz ideia do que é Pombal, nesta matéria. Se fizesse, desconfio de que o post não se chamaria "choradeira", mas antes "depressão profunda", que é o estado em que ficamos quando nos parece que nada tem remédio.

13 de setembro de 2009

Centro Educativo de Carnide

Foi hoje inaugurado, com alguma pompa e circunstância (ou não estivéssemos nós em campanha eleitoral), o Centro Educativo de Carnide (CEC). É um equipamento moderno, com várias valências e excelentes condições para as crianças e para os profissionais ligados ao processo educativo.
Fico feliz por o meu País estar a proporcionar às crianças, desde tenra idade, todas as condições para se desenvolverem e serem felizes. E valorizo-o ainda mais porque sei o que a escola antiga fez, logo na escola primária, à minha geração. Bem sei que hoje é fácil estarmos de acordo acerca da importância destes equipamentos, mas recordo com alguma mágoa os discursos inflamados e ferozes contra o governo e a ministra da educação por causa do encerramento das velhas escolhas, sem condições e sem crianças, que tanto contribuíam para o insucesso escolar.
Espero que alguns dos políticos que assistiram aquela inauguração (e outros) tenham feito um mea culpa e iniciado o acerto do passo com o progresso
.
Adenda: Pelos vistos, apesar de eu ter recebido um convite, formal, não era suposto, e conveniente, ter aparecido. Como eu os compreendo: afinal aquilo era, acima de tudo, uma acção de campanha, paga com o nosso dinheiro. Manhosos…!

11 de setembro de 2009

história do tenor desafinado

A história que hoje aqui trago foi contada por Plácido Domingo no meio de políticos, durante um banquete oferecido pelo Presidente da Republica há época da sua (1.ª) passagem por cá, e relatada na revista Actual pelo J.M. Santos, assim:
“Numa pequena cidade de província, em Itália, havia um pequeno teatro com uma grande tradição. O público, embora modesto de condição económica, era sabedor e exigente de gosto musical. Uma noite houve em que se representava uma ópera, na qual, num dos actos, se sucedem duas árias: uma cantada por um tenor; outra, cantada por uma soprano. Os cantores daquela companhia eram todos muito maus e o publico estava furioso com isso. À medida que a récita decorria, as reacções dos que a ela assistiam tornavam-se mais impacientes, mais hostis e mais ruidosas. Quando chegou a altura das duas árias sucessivas o tenor entrou em palco e começou a cantar. Cantava e desafinava. Mas habituado ao desastre que era, não se intimidava. Cheio de desfaçatez, continuava a cantar com um à-vontade e uma arrogância que nem o melhor cantor do mundo. O público agitava-se, aguardando o fim com ar feroz e ameaçador. Mal foi dada a última nota (até essa desafinada) desatou a patear furiosamente. O tenor fitava com ar desafiador aqueles que uivavam e batiam freneticamente os pés. Essa atitude insolente ainda os enfurecia mais e a vaia aumentava de intensidade e vigor. Parecia que a sala vinha abaixo. Então, o cantor começou a fazer gestos, sacudindo as mãos lentamente. Quando os espectadores perceberam que ele estava a pedir-lhes que se acalmassem, a pateada ainda se tornou mais agressiva. Mas o cantor continuava a mover as mãos, agora com uma humildade forçada ou fingida, pedindo que escutassem o que tinha para dizer. Pouco a pouco, com contrariedade e desconfiança, o publico lá foi diminuindo a fúria sonora. Quando o silêncio era total, o tenor fez o seu olhar viajar da plateia aos camarotes e dos camarotes à plateia, encarando o rosto dos que o fitavam. Tossiu para aclarar a voz e, nesse momento solene, disse, alto e bom som: “Não pateiam já tudo. É que o soprano que canta a seguir ainda é muito pior do que eu!...””
Por ser intemporal e por a política se ter transformado num espectáculo, todas as similitudes com a realidade política actual são legítimas.

O senhor engenheiro ao natural



Irrita-me este ar dengoso.
Cada vez lhe encontro mais semelhanças com o outro engenheiro. Só lhe falta dizer mais vezes "hã..."

10 de setembro de 2009

A falácia da asfixia democrática

Ando asfixiada com o tema. Muitos dos meus camaradas têm memória curta, outros não têm memória. O que nos vale é que há a Madeira, onde todos nos vamos refugiar quando o Sócrates soltar definitivamente as garras, ou a tia Manela despir esta pele de avozinha que faz bolinhos para os netos e sabe bem quanto gastou nos ingredientes e se armar em dama-de-ferro à portuguesa.

8 de setembro de 2009

Novo Centro de Saúde

Segundo o NC, Narciso Mota, na cerimónia de encerramento da I Mostra da FisioSaúde, reivindicou novo Centro de Saúde para Pombal.
Reivindicou? Mas ele já o prometeu em 1997, 2001 e 2005.
Engana-me, que eu quero...

5 de setembro de 2009

Atentado ambiental e paisagístico


Em Pousadas Vedras, o vale que vai dar a Olhos de Água (nascente do Rio Anços e local próximo de captação de água pela CMP) está transformado em grande vazadouro de todo o tipo de detritos e lixo.
Um atentado ambiental e paisagístico que está à vista de toda a gente. Tanta conivência, porquê?

4 de setembro de 2009

mouraguedesgate, tão longe e tão perto

Não gosto do estilo nem da figura, mas mexe sempre comigo este tipo de coisa, este tique silenciador que desta vez acabou com o jornal de sexta, na TVI.
Sabendo à partida que não há anjinhos no Governo, que Sócrates lida mal com quem assume opinião contrária (já escrevi noutros tempos que ele e o "nosso" engenheiro têm muito mais em comum do que se imagina), há uma verdade absoluta que importa lembrar: Quem manda nas empresas são os administradores. Por saber do que falo, fico sempre triste quando vejo uma administração baixar-se até rastejar de língua no soalho, polindo o caminho. Temos por cá exemplos potentes, como muitos sabemos. Por isso, a "sorte" de um qualquer jornalista nos tempos que correm chama-se mesmo entidade patronal e reveste-se da firmeza e da índole de quem nos gere, percebendo que todos ganham muito mais se forem árvores, que morrem de pé, em vez de arbustos que secam mal acaba a primavera. Porque não haja ilusões: Hoje temos sócrates como tivemos santana. E antes disso tudo houve Cavaco, esse "mestre" na arte de silenciar, que agora já não come bolo-rei nem faz chamadas à polícia de intervenção. Agora já não se mete nos assuntos da Ponte nem da Pereira Roldão.
E depois agora temos blogues, como este, numa terra onde por causa de um blog ficou uma história dessas para contar. A diferença é que Moura Guedes não sai dos saltos nem consta que ande a contar os trocos do salário para as contas de supermercado. A nós, o que nos vale, é que vivemos num concelho charneira, humanista e solidário. E quem perceber este chavão nunca tem chatices na vida. Nem precisa de ter sorte com os patrões.

Espuma dos dias

A propósito do caso do Jornal Nacional da TVI, para além do que tenho dito na minha outra casa, repito que Portugal é um país com uma incipiente maturidade democrática (cada vez mais em remissão) e uma Justiça ineficaz, pelo que aqui a liberdade de imprensa nunca é um pilar de um Estado de Direito, mas sim uma arma de arremesso que se utiliza ao sabor do vento.

3 de setembro de 2009

BLOCO DE ESQUERDA


Agostinho Silva, candidato do B.E. à Câmara Municipal de Pombal, deu uma entrevista ao mensário O Eco na edição 1 de Setembro de 2009. Questionado sobre qual o seu político de referência respondeu: Sá Carneiro e Paulo Portas. Surpresa? Admito que nunca imaginei que um indíviduo da área política do Bloco pudesse ter como políticos de referência S. Carneiro e P.Portas, mas pensando bem tal afirmação não me espanta por aí além, uma vez que vem confirmar as dúvidas sobre a real natureza política daquele movimento. Mas afinal o que é o Bloco de Esquerda? Um albergue espanhol? *


* Albergue espanhol: na gíria francesa significa o lugar onde várias culturas se misturam, onde não há regras e onde tudo pode acontecer.

2 de setembro de 2009

As Obras do Regime (II)

Em Pousadas Vedras, Redinha, jaz ao abandono mais uma obra do regime. Apesar de inacabada, foi inaugurada, teve direito a discursos e placa.
Está na altura de gastar lá mais uns cobres na recuperação e requalificação da obra (como costuma dizer o Presidente Narciso Mota). E, como os trabalhos não são de grande monta, a coisa, se acelerada, ainda se (re)inaugura antes das eleições. Não podem perder muito tempo…

31 de agosto de 2009

Propaganda chocante

A quantidade de outdoors que povoa as cidades e as rotundas deste pobre País choca o mais desatento e é revelador do nosso subdesenvolvimento. Estamos em crise? Não parece. Mas colocar grandes outdoors, para a câmara e, vejam bem, até para a JUNTA, é obsceno.
Quem paga? NÓS, NÓS e NÓS, de todas as formas.
Havia necessidade?

O nosso Parque Verde



Em Pombal faltam espaços verdes porque o betão engoliu quase tudo. Mas os nossos visitantes descobriram, no Barco, uma zona verde, constituída por enormes silvados, que utilizam como parque de campismo selvagem. E assim se polui e degrada, ainda mais, uma zona nobre da área urbana da cidade, se reforçam os riscos de incêndio e se compromete a saúde pública.
Até quando?

28 de agosto de 2009

Crimes no urbanismo

O Público de hoje noticia que “A Unidade Especial de Investigação à Câmara de Lisboa acusou o arquitecto Jorge Contreiras de corrupção, branqueamento de capitais, abuso de poder e falsificação de documento. O arguido era assessor de uma das divisões de gestão urbanística da autarquia e terá dado pareceres favoráveis a processos elaborados por um gabinete de projectos de que era sócio”.
A notícia relata como foi apanhado o arquitecto aprendiz de vigarista. E os alfacinhas têm a mania que são muito espertos! Na província os arquitectos vigaristas já não são apanhados desta forma, são muito mais sofisticados, a coisa não é feita de forma tão directa, tipo toma lá dá cá, passa por umas triangulações mais elaboradas, mais dissimuladas e, acima de tudo, mais protegidas.
Anjinho!

Calhaus e Ideias


Penela inaugura primeiro parque infantil de temática romana de Portugal. Há quem aposte em traços diferenciadores e os potencie. No fundo, até que é simples: começa por perceber que o património serve para mais que placas de inauguração ou projectos de requalificação sem objectivos palpáveis. Pode-se até dizer que Pombal não tem um património como a villa do Rabaçal, por exemplo, mas isso é falso. É falso porque nesse capítulo nunca se fez o levantamento do património romano no território do Concelho, se bem que existe um projecto para tentar fazera mesma coisa a uma villa na Freguesia de Santiago de Litém. Mas é preciso não esquecer São Tibério, o próprio Castelo e porque não, a eventual Cidade da Roda, na Redinha. Tudo locais referenciados mas nunca explorados para aferir o seu potencial. É que o que para muitos são meros calhaus, para outros são ideias ou projectos que fazem toda a diferença.

27 de agosto de 2009

Subscrevo

Moita Flores afirmou no DN de ontem que "é costume dos inaptos atirar para cima do Governo com as responsabilidades dos problemas não resolvidos, alijando assim a carga da incompetência dos que governam os municípios".
Por estas bandas a culpa do que falta e do mal feito é sempre do Governo.

Eleições e Candidatos

A degradação da actividade política é uma realidade mais ou menos consensual nesta terra cada vez mais mal frequentada e noutras deste País (e não só) que se manifesta na ocorrência, cada vez mais frequente, de factos escandalosas. A causa primária disto está, como não podia deixar de ser, no político; tal como no circo está no palhaço.
Olhando para o perfil dos candidatos aos próximos sufrágios não são expectáveis melhorias na acção politica. Estou convencido que os critérios de escolha dos candidatos foram, na maioria dos casos, unicamente os definidos na lei: ter capacidade eleitoral activa. Só assim se compreende que as listas estejam povoadas em lugares ilegíveis de gente mal preparada, mal empregada, desempregada ou à procura do primeiro emprego (digno desse nome). No entanto, como o nível de exigência está muito baixo concedo que o recrutamento de candidatos para uma Junta se faça entre a população desempregada ou mal empregada, julgo até que para uma Junta o facto de o candidato estar desempregado poderia ser um dos critério de selecção e até de voto, mas baixar os critérios de selecção a este nível para os órgãos da Câmara ou para deputado da República é demais.
Por este caminho a actividade política rapidamente se transformará na mais rasca das actividades lícitas.

As Obras do Regime (I)

Em Abiúl, mais concretamente no Ramalhais, foi construído um ringue, no cimo de um monte, junto à casa de um activo membro da Junta, contra a vontade da população e da Associação Desportiva Local; longe dos núcleos populacionais, da Escola e do Campo de Futebol, sem balneários e sem uma simples Casa de Banho.
Resultado: não é utilizado, está abandonado.
É o regime no seu melhor.

Continuamos a seguir a pista


Que isto em Pombal é porreiro, pá.
Que o digam os de fora.

25 de agosto de 2009

Recomendação aos políticos

Como estamos em época de campanhas eleitorais achei oportuno relembrar aos nossos políticos a importância de ser pontual. Faço-o com esta pequena história:
Numa determinada terra as pessoas decidiram homenagear o velho padre pelos pelos seus 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da Paróquia. Um político, importante, da região, membro da comunidade, foi convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso durante o jantar, mas atrasou-se.
O sacerdote, incomodado com a espera, decidiu proferir umas palavras, disse:
- “Tive a minha primeira impressão da Paróquia na primeira confissão. A pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um rádio ao vizinho e dinheiro aos pais e na firma onde trabalhava, que se tinha dedicado ao tráfico de droga e que tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão e até tinha transmitido uma doença à irmã. Fiquei assustadíssimo... Pensei que o Bispo me tinha enviado para um lugar terrível. Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem... Constatei que na realidade a Paróquia estava cheia de gente responsável, com valores e comprometida com a sua fé. Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio”.
No momento em que o padre terminou a sua curta intervenção chegou o político. O padre passou-lhe imediatamente a palavra. O político, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
- “Nunca mais vou esquecer o dia em que o senhor padre chegou à nossa Paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro da Paróquia a ser por ele confessado!”
Moral da história: nunca chegar atrasado.

21 de agosto de 2009

ETAP, verdade?

A política de verdade, ou de mentira, chegou, também, à ETAP: não paga aos professores e aos fornecedores (atempadamente).
Desbarata-se dinheiro em tanta coisa fútil e depois falta dinheiro para capitalizar a escola e respeitar os compromissos.
Escola de referência? Olha se não fosse!

E já agora...

A Bússola Eleitoral para as Legislativas em Portugal. Giro, giro era se alguém se dedicasse a construir uma coisa destas para as Autárquicas em Pombal...

Guia prático para as festas populares

Num fim-de-semana em que se realizam duas das mais importantes festividades deste concelho - quiçá do país, do universo, sei lá - que são, como é sobejamente conhecido, a festa em honra de Nº Sr. das Misericórdias, na Moita do Boi, e a festa em honra do Sagrado Coração de Jesus, em Vermoil, aqui ficam alguns conselhos para candidatos e demais aspirantes a políticos que eventualmente estejam interessados em caçar por lá uns votos:

1 - Não chegar atrasado à missa. Para isso já basta o José Neves mais velho, no Louriçal, que depois atravessa a capela/igreja toda para se fazer notar. Só que isso do protocolo não é o pão-nosso-de-cada dia e...a malta não percebe.

2 - Acompanhar a procissão no meio do comum dos mortais (bem sei da Gripe e tudo e tudo, mas assim sempre dão um ar de quem não se importa de levar um banho de povo), ao invés de seguirem o padre debaixo do pálio, se o houver.

3 - Deixar em casa a gravata e/ou casaco do fato, pois que não há nada mais deprimente que uma camisa molhada de suor, para além do desagradável que se torna levar um beijinho* ensopado. Opte por camisas de linho e/ou t-shirts de algodão leve e fresco. O engº Narciso deve apostar mais nestas e menos naquelas camisetas/pólos que estão fora de moda. Já o Adelino deve apostar mais nos jeans, que ainda está na idade.

4 - Escolher bem os membros da comitiva, pelo menos nestas ocasiões. Isto é: há aqueles rapazes que andam na noite e que depois têm uma certa dificuldade em andar de dia, mesmo que seja nas festas populares. Têm normalmente atitudes a despropósito e a malta nota-lhe o ar de enfado. (Veja lá se tem mão neles, engº)

5 - Isto de arraiais e festas carece de alguma preparação prévia. Se não tem grandes hábitos de beber refrescos, comece pela mini. Vai ver que lhe dará um jeitão no contacto com o povão. Depois é só juntar-lhe tremoços e pevides, pôr o seu melhor sorriso e ouvir. Por alguma razão Deus nos dois dois ouvidos, e só uma boca.

19 de agosto de 2009

Mais uma grande obra do regime

No próximo domingo, desta vez na Pelariga, vai ser inaugurado, com pompa e circunstância (discursos, foguetes, comes e bebes e música), mais um Parque de Merendas.
Mais uma grande obra do regime! E paga o Zé, e a Maria…

A campanha on-line


Ao contrário do que aconteceu há quatro e há oito anos, tempos em que, em Pombal, apenas a CDU assumia a sua candidatura na internet, proliferam os sites e blogues das diversas forças partidárias. Parabéns! Existe agora uma forma simples de obter informação relativa às agendas de campanha, aos programas eleitorais, etc.

Um "estrangeiro", como eu, pode agora consultar o blogue do Narciso Mota que, pelos vistos, lá arranjou tempo para escrever em blogues (as voltas que o mundo dá...), o site do Adelino Mendes, o blogue do Alcides Simões. Como se pode ver, todas as candidaturas optaram pela personalização da campanha. Não gosto. Mas isso talvez se deva a facto da minha formação privilegiar os projectos colectivos...

Também as candidaturas à junta se começam a perfilar no ciberespaço. Temos o site e o blogue, do João Alvim (sem dúvida o candidato mais habituado a estas andanças), o site e o blogue do José Neves (o homem tem também, pasme-se, facebook, hi5, etc), o site do Dinis Martins.

Passou-se do oito para o oitenta! Agora tudo tem site, blogue, facebook, hi5, twitter e sei lá mais o quê. Eu até comprendo essa parafernália no João Alvim. Como já anda há muitos anos nisto, definiu estratégias diferentes para o site e para o blogue (basta ver a inteligente escolha dos títulos), conseguiu atrair um grande número de seguidores no facebook, objectivou diferentes públicos-alvo para os vários canais que utiliza. Apesar de achar que poderia ter sido mais parcimonioso, não lhe fica mal. Agora, convenhamos: na maioria dos casos é um completo absurdo!

18 de agosto de 2009

É preciso é seguir a pista!

Há entre nós uma nova paixão. Chama-se Aeromodelismo. Ae-ro-mo-de-lismo. Fiquei a saber sábado à noite, quando ouvia uma dissertação do senhor presidente numa festa de um clube de... Atletismo. Ainda julguei tratar-se de um lapso, pois que os muitos adeptos da modalidade reclamam para Pombal uma pista, no Estádio Municipal, que sirva a todos. Mas não. O homem repetiu aquilo. E voltou a repetir. E ainda disse não-sei-quê de falar com verdade e com rosto. A cena passou-se em Vermoil, onde o Atlético local comemorava bodas de prata.

17 de agosto de 2009

De um simples ribeiro a uma grande praia



Ontem, empurrado pelo meu miúdo, voltei a Castanheira de Pêra para passar o dia na famosa Praia das Rocas. Os miúdos, normalmente, não se enganam na escolha das atractividades lúdicas. Valeu a pena, passámos um belo domingo.
É espantoso como a câmara transformou um simples ribeiro numa enorme e belíssima praia, animada e cheia de atractividades (ver imagens). Fui lá nos primeiros anos (2003 e 2004) e já naquela altura fiquei surpreendido com a visão e o arrojo do executivo camarário que concebeu e realizou aquele avultado investimento público. Temi que depois do epifenómeno inicial a coisa acabasse num enorme elefante branco. Felizmente nada disso aconteceu, o empreendimento continua vivo, com grande capacidade para atrair famílias dos concelhos vizinhos e não só (vi por lá várias famílias de Pombal).
Daqui se conclui que os executivos municipais podem fazer muito mais pelo desenvolvimento das suas comunidades do que à primeira vista se pode pensar. Mas para isso é necessário possuir alguma imaginação e alguma visão (no mínimo para além das próprias palmas das mãos) e não destruir riquezas naturais, valiosíssimas nos dias que correm, nem desbaratar recursos financeiros em subsídios frívolos e em benfeitorias e arranjas de fraco valor.

Agosto

Agora que mês já vai a (mais de) meio, que pese embora a crise o Intermarché continua de prateleiras vazias, que a vacada da Ranha até calhou a um domingo e foi um sucesso ainda maior do que o habitual, que as festas do Louriçal registaram uma verdadeira enchente mesmo com um programa daqueles, que no Osso da Baleia quase não há gelados, que nos dias quentes até o parque aquático enche, mesmo com aquele serviço e o café a um euro (em copo de plástico e colher de gelado),
é tempo de relermos este escrito do Daniel - cujas crónicas bem falta nos fazem, a todos. Porque isto está tudo ligado. O Nel Monteiro já morou na Ranha e agora canta no Louriçal. Depois ainda se admiram de certas e determinadas voltas que a vida dá.

16 de agosto de 2009

Rio Arunca: uma vergonha e um desastre (II)


Todos sabemos que a água é um bem essencial, mas um rio, ou mesmo um simples ribeiro, nos tempos que correm, em que a maioria das pessoas vive encafurnhada em caixotes e rodeada por betão, é uma riqueza preciosa.
Pombal tem um rio, o Arunca, que já não é um rio. É mais um vazadouro para onde a atiram, para o leito e para as margens, todo o tipo de tralha.
Inacreditável? Nem tanto, o Professor explicou muito bem.
PS: E isto não conta para o tal Estudo sobre a Qualidade de Vida. Olha se contasse?

14 de agosto de 2009

Rio Arunca: um desastre e uma vergonha


O Rio Arunca, principalmente a partir da cidade de Pombal, é um esgoto a céu aberto. É um problema que envergonha Pombal e os pombalenses porque é, essencialmente, dentro da cidade que o rio é poluído. Nos dias de hoje será difícil, senão impossível, encontrar no País um rio tão contaminado. Há muito que os rios Alviela e Cávado deixaram de ser a vergonha nacional em que o nosso rio ainda se mantém. Se mantém e se agrava. Há uns anos atrás tínhamos a desculpa da falta de ETAR, hoje é a própria ETAR a fonte de contaminação.
Ontem encontrei o rio num dos seus piores dias e tentei perceber as origens do desastre. Concluí que até ao ponto de descarga da ETAR a água não sendo boa é razoável, é minimamente transparente. Após a descarga da ETAR (ontem estava a descarregar um caudal significativo) não se pode falar em água mas de um efluente negríssimo e pastoso, como as imagens procuram mostrar. Como é possível?
A culpa não era, de certeza, da indústria em frente à ETAR, muitas vezes acusada de ser a principal fonte poluidora, porque estava encerrada e não descarregava nenhum efluente.
Por quanto mais tempo temos que viver com este atentado ambiental?
Há dezasseis anos que o PSD e Narciso Mota prometem a despoluição do rio Arunca. Há dezasseis anos que falham! E contaminam-no.
Como é possível?

12 de agosto de 2009

Farpas dos Leitores

O Fundo do Vale

A minha cidade-natal (à altura vila), Pombal, fica, segundo me esclareceram há muito pouco tempo, num vale. Como vale que se preze, este foi formado pelo movimento das águas. Uma coisa o separa de outros vales, no entanto. Neste, por sobre cidade edificada e habitantes, corre ainda uma corrente. Uma que não molha nem gela, mas arrasta quem ali vive para as profundezas da ignorância e a foz do afastamento em relação a algo que deveria sempre estar ao alcance da mão: a política.

Está mais do que discutida a capacidade que o poder ter de revelar o mais profundo da natureza humana. Mais do que sabido que todos adoramos manter os nossos empregos e que, no limite - e Pombal, às vezes, parece-me ter atingido o limite - a emulsão da política na sociedade acaba por se tornar rotina. Pior, acaba por ser normal.

Perdemos a capacidade de indignação e, com isso, o direito a tê-la. Somos, quer queiramos quer não, eleitores mesmo depois de elegermos. E se não o quisermos ser por amor ao jogo político, que o sejamos, pelo menos, na defesa do nosso património e dos nossos. Num mundo ideal, sê-lo-íamos até em defesa da nossa honra e inteligência. As mesmas em que o Correio de Pombal cuspiu. E não é pela constante corrente asfixiante que corre por Pombal que o escarro se nota menos.

Ao publicar, em lugar de uma notícia sobre a JSD de Pombal, sem alterações que não duas expressões no final dos dois últimos parágrafos, um press-release emitido pela própria Jota, o Correio de Pombal tornou-se quase um Caronte para a corrente de que falo. O barqueiro que leva o pensamento livre, a ética e até a inteligência até ao seu destino final. Só as consequências podem ser mais graves por estarmos em clima eleitoral. O acto em si, a falta de independência, o ultraje e a negação da própria natureza do jornalismo que ali estão embutidos são gravíssimos em qualquer altura.

Podem achar que exagero, que a linguagem é demasiado lírica ou que o assunto, tratando-se "apenas" de uma Jota, é demasiado trivial. Mas a JSD tem peso em Pombal, junto de uma faixa importante. Pertence ao partido dominante, até ubíquo, e responsável pelo ambiente político de que João Alvim falou, e muito bem, num post anterior. Nesta situação, e tendo em conta que em Pombal não proliferam jornais, saber que o mais conhecido deles não é pessoa de bem parece-me o cenário perfeito para, caso decidamos não dar importância a isto agora, virmos nós próprios, pombalenses, a lançar a base para uma malha de influência e abuso do poder local ainda mais apertada.


João Gante

11 de agosto de 2009

Duas listas, um destino

A escolha do Louriçal para palco da apresentação das listas do PS à Câmara e Assembleia Municipal é tão emblemática quanto curiosa. Isto para não classificar de provocatória, pois que Adelino Mendes:
1. conhece bem aquele terreno (trabalhou ali para o mesmo António Calvete que dantes era do PS e que agora "vai a todas", como ele próprio explica naquele vídeo que faz sucesso no youtube)
2. tem naquela freguesia a única junta que o partido ganhou há quatro anos.
3. É ali que mora Rui Miranda (lembram-se? Que era do PS de Pombal, saiu, e agora é outra vez do PS em Castelo de Vide e candidato a essa Câmara)
4. São dali naturais dois dos elementos da sua lista: Manuel Jordão Gonçalves (actual presidente da Junta, noutros tempos apoiante incondicional do PSD) e Patrícia Carvalho. Ocupam o 4º e o 7º lugar, respectivamente. No resto da lista (que em nove lugares tem quatro mulheres, como manda a lei) figuram nomes como o de Carlos Lopes (fiel nº 2 de Adelino Mendes também no partido), Marlene Matias (que é de Almagreira - olá Marlene, sei que aqui vens com regularidade e dás a cara nos comentários, o que é logo à partida um ponto a teu favor!), Maria Manuel Gomes (conhecida em Pombal por Mané, filha do falecido professor Gomes, o nº 2 de Carolino noutros tempos), Daniel Francisco (sociólogo, de Vermoil) e Ana Raquel Gomes (que faz carreira num grupo empresarial de nome mas nem por isso se afasta de Pombal).

E depois há a lista para a Assembleia Municipal, liderada por Armindo Carolino. Agora que já passaram muitos anos e que o homem já deve ter digerido a derrota, fazendo uma travessia no deserto que costuma ajudar a ver a floresta em vez da árvore, ficamos na expectativa das suas intervenções. Como tenho tanto de iluminada (olá Engº Narciso, escrevo-lhe um dia destes só para si!) como de realista, acredito que o vamos ver na bancada, a devolver algum nível de oratória que se perdeu na Assembleia Municipal. Pelo que sei, essa deixará de contar com a intervenção do camarada Adelino Malho. O que é uma pena. É a vida. Uma andorinha não faz a primavera mas ajuda a fazê-la.

7 de agosto de 2009

Castigo?


Em Ansião, a CDU repete a candidatura de Nídia Valente à câmara pela quarta vez consecutiva!
Pergunto: não deveria haver, também, limitação de candidaturas consecutivas (falhadas)?
Em Pombal, a CDU, pelo menos, vareia.

Tiro nos pés

O Presidente da Distrital de Leiria do PS, João Paulo Pedrosa, não acredita na vitória do PS, nas autárquicas, em Pombal.
Com amigos destes não são necessários inimigos.

6 de agosto de 2009

A Quinta da Gramela


Está à venda. Pela módica quantia de 14,5 milhões de euros, transformando-se numa das duas casas mais caras de Portugal. Pode ser que desta vez a Câmara resista...

5 de agosto de 2009

Um verdadeiro crime paisagístico

Confirmei, durante a visita à Freguesia de Pombal, que a Junta espera ansiosamente que a Câmara concretize a promessa de construir uma nova estrada entre a rotunda do Lavrador (Junto ao IC8) e a aldeia do Vale, cuja finalidade, pasme-se, seria desviar os cerca de 700 camiões de inertes que atravessam o Barrocal e tanto têm castigado a população. O projecto parece estar na fase final e a Junta exigiu à Câmara que as obras se iniciassem o mais breve possível.
Não existe nenhuma razão plausível para fazer a estrada, porque:
- A estrada nunca será a solução para desviar os camiões de inertes que atravessam o Barrocal. Entre o Barrocal e o Ramalhais, existem duas pedreiras: a pedreira do Barrocal e a pedreira do Vale. As pedreiras possuem circuitos independentes para o escoamento dos inertes. Assim, os camiões de inertes que atravessam o Barrocal provêm unicamente da pedreira do Barrocal e é difícil e contraproducente fazê-los passar pela nova estrada. A estrada seria, quanto muito, uma solução para os camiões da pedreira do Vale, sucede que estes não são problema para os habitantes do Barrocal porque saem pela zona do Ramalhais.
- A estrada rasgaria a Aldeia do Vale e o belo vale que vai do fundo da Urbanização da S. Belém até à Aldeia do Vale. Este vale possui um caminho pedestre que é, na ausência de melhor, utilizado por muitas pessoas para praticar desporto.
Pelo que aqui fica dito, a estrada não se justifica e, a concretizar-se, seria um gravíssimo crime paisagístico. Com que interesses?

Pimpão, deputado da nação

Pedro Pimpão vai em 5º lugar na lista do PSD por Leiria. Está eleito deputado, portanto. Pombal continua a dar cartas no plano político nacional. E antes de outra qualquer, esta é já uma vitória da Jota. É verdade que ninguém conhece a cabeça de lista por Leiria, mas isso agora não interessa nada.

4 de agosto de 2009

Singularidades políticas

Por muitas terras deste Portugal (e no próprio Portugal), e seguramente que não apenas a nossa, vigora uma política que tarda em ser extinta. É conhecida como a política da "porta aberta" e como facilmente se constata, implica que a única política a ser defendida seja a tal da porta e nada mais, antes que haja chatices. Isto vai muito para lá da mera troca da liberdade por segurança. É uma das razões pelas quais, faça-se o que se fizer, a desconfiança na actividade política não acaba: quando a única zona verdadeiramente livre para fazer política é na cabine de voto (espera-se), não há responsabilização e fiscalização que nos valha (sim, a todos nós).

E sim, há muitas e honrosas excepções, felizmente. E não, se quisesse falar em "medo", usava a palavra. Não há medo, há é um clima estranho, quase claustrofóbico (nunca pensei em utilizar vocabulário rangélico, mas isto há sempre uma primeira vez para tudo) que não sendo alimentado intencionalmente, acaba por dar jeito a muita gente.

3 de agosto de 2009

Ainda o Estudo sobre a Qualidade de Vida

O estudo “Os Municípios e a Qualidade de Vida em Portugal”, elaborado pelo Prof. José Pires Manso da UBI, é o primeiro estudo, científico, que visa "alcançar uma medida única que permita dar-nos a posição relativa no ranking do bem-estar dos municípios portugueses de um dado concelho em particular”.
É concerteza um valioso instrumento de análise, de decisão e de acção para executivos camarários, oposições, empresas, famílias e eleitores.
A forma como foi recebido, aqui, é revelador de muita coisa.
Penso que o estudo de 2009 ainda é de acesso restrito. No entanto, quando o comentei possuía os resultados e o estudo de 2007. O estudo de 2009 segue, concerteza, a metodologia do estudo de 2007, já que é propósito dos seus autores monitorizar a Qualidade de Vida em Portugal de dois em dois anos.

Nada mais autêntico (II)

O slogan - “Uns prometem, nós trabalhamos” - será, de certeza, o mais autêntico de entre os muitos que surgirão nas próximas eleições autárquicas. Ajusta-se na perfeição a António Carrasqueira.
Afirma ele: “Nós trabalhamos”. É verdade. É vê-lo de manhã, à tarde ou à noite agarrado à camioneta, carregando pedras, brita, areia, sacos de cimento ou manilhas; para aquela estrada, obra ou amigo; faça chuva ou faça sol. Sim, ele trabalha, até demais. Trabalha tanto, tanto, que não lhe resta tempo para fazer contas ao que trabalha.
Afirma, também, ele: “Uns prometem”. Desta forma esclarece-nos que ele não é dos que prometem. É verdade, ele só faz. Mas deveria saber que um político que não promete e que não se compromete, que só faz, não é um Politico, é um tarefeiro.
Como diz o povo: “Quem muito trabalha fica sem tempo para criar riqueza”, para os Abiulenses.

Não há jantares de borla?

Nada mais autêntico






... E até demais!

1 de agosto de 2009

A minha visita(II)


Indo à substância, a visita procurou mostrar, com realismo (descontando a paternidade e o financiamento das obras), o que foi e o que não foi realizado nos últimos quatro anos.
E o que foi realizado? Estradas: asfaltagens, alfastagens e asfaltagens, mais uns quantos empedramentos e aberturas de caminhos; e, Arranjos/Melhoramentos: do largo, das alminhas, do parque de merendas, das fontes (Cinco!), etc.
É disto que precisamos mais? É com isto que abandonamos a cauda do ranking da Qualidade de Vida?
Adenda: Sim, reconheço o realismo da mensagem passada durante a visita, mas isso não altera a minha opinião acerca de tais eventos nem revela nenhuma contradição com o que sempre tenho dito, como alguém já quis fazer passar.
E das duas uma: esta visita foi uma excepção ou a propaganda é feita na divulgação da coisa.

A minha visita(I)

Ontem, depois de confirmar o convite formal, lá fui à visita à Freguesia de Pombal.
Descontando a recepção inicial, a visita decorreu em ambiente descontraído e até com alguma cordialidade. Terminou com uma simpatia do Senhor Presidente da Câmara para comigo que, como não poderia deixar de ser, será tida em consideração nos meus comentários.
Quem faz a visita pela primeira vez tende a achar tudo novidade e acaba por passar um dia diferente e descontraído, foi o meu caso, mas quem conhece o formato da coisa deve achar uma seca e um grande desperdício de tempo. Sim, andar um dia inteiro a mostrar estradas asfaltadas e por asfaltar por entre os pinhais e os lugares mais recônditos da Freguesia não é um passeio, é um castigo.
Do castigo livraram-se os outros Presidentes de Junta, não apareceu nenhum!

30 de julho de 2009

Zangam-se as comadres

Sabem-se as verdades. É assim em todo o lado: na política, nos negócios, na sociedade, nas famílias, etc.
Só não percebo como é que algumas classes profissionais são tão aguerridas contra o Estado e, ao mesmo tempo, tão submissas com os patrões. Depois admiram-se…

O autocarro da propaganda

Recebi ontem, pela primeira vez, um convite formal para participar na “Visita às Freguesias”, neste caso à de Pombal.
Não gostaria de terminar o meu mandato na AM sem confirmar, no terreno, a inutilidade, para os munícipes, de tais eventos propagandísticos.
Se tiver tempo lá estarei e darei, aqui, conta do sucedido.

27 de julho de 2009

Um Bodo de nervos (história de uma fotografia)



O que terá irritado o presidente, sexta-feira à noite, no estádio municipal?

1 - Chegar ao recinto e perceber que estava pouca gente (apesar de belíssimo espectáculo dos Sons da Fala)

2 - Deparar-se com tanto esquerdista junto, a começar pelo palco e a acabar no recinto.

3 - Ter sido fotografado por esta vossa amiga, quando, na companhia do discípulo Fernando Parreira, mais do tal que diz que é da Juventude - pôs mãos à obra para empilhar as cadeiras que:

a) nunca lá deveriam ter sido colocadas, como bem constataram Sérgio Godinho e Vitorino.

b) estavam ocupadas inicialmente por 28 pessoas das cerca de 300 que por ali assistiam ao concerto.

O pior é que a foto saiu mal, como já tive oportunidade de explicar às muitas pessoas que me vieram perguntar o que se tinha passado, pois que (esta parte é para os senhores assessores, adjuntos, delfins e demais que fazem o favor de imprimir estes escritos e levar ao senhor...sublinharem a sombreado) só se vêem cadeiras - como podem constatar. Pelo que não havia necessidade de sua exª ter interpelado um rapaz sério que é casado comigo, com observações a (des)propósito. Aqui para nós, é melhor deixarmos as famílias de fora disto ;)

26 de julho de 2009

Por que desfalece Pombal?

Não é por causa da crise internacional, já que esta afecta todos os concelhos e é recente.
Não é, concerteza, por causa do governo, já que vários concelhos do distrito (Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Alcobaça, etc.) têm boa performance (vide estudo da UBI).
Por que será então?

Imperfeições

Um cego é um cego, mesmo que tenha dois olhos. Um ignorante é um ignorante, mesmo que tenha dois neurónios. Um fanático é um fanático, mesmo que cogite.
Infelizmente é assim na política, tal como na religião e no futebol.

24 de julho de 2009

A Crua Verdade

A verdade, em Pombal, não é aquela que os cartazes propagandeiam. É outra e muito menos colorida do que os cartazes.
Um Estudo do Observatório para o Desenvolvimento Económico da Universidade da Beira Interior sobre a Qualidade de Vida** nos diferentes concelhos, diz-nos que Pombal continua a desfalecer e perde 27 lugares relativamente a 2007. No distrito de Leiria só temos atrás de nós Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Alvaiázere. Até Ansião e Castanheira de Pêra, concelhos de interior do distrito estão á nossa frente.
Os estudos e os números não enganam e desmascaram dezasseis anos de Narcisismo.
Que mais nos irá acontecer?
** O estudo entra com mais de uma centena de indicadores das variáveis seguintes: equipamentos de comunicação, equipamentos culturais, equipamentos de saúde, equipamentos educativos, infra-estruturas básicas, cultura e lazer, educação, população, saúde, segurança, ambiente, dinamismo económico, mercado de habitação, mercado de trabalho, rendimento e consumo.

Odete Alves


É daquelas pessoas que cativa pela simplicidade. Formou-se e começou a trabalhar por conta própria numa das actividades mais concorrenciais – a advogacia. Entrou na Política, a sério, quando numas eleições autárquicas a convidaram a integrar as listas. E por lá, por cá, foi ficando. No partido foi fazendo o trabalho que aqueles que buscam o protagonismo não querem fazer, anos a fio, na sombra, com dedicação e profissionalismo, sem atropelar ninguém, dando sem cobrar.
Só por isto (que não é nada pouco), mas também por comparação com os seus concorrentes locais, a Odete merece o meu voto. E a continuar assim merece todo o sucesso, na vida e na política
.

Interlúdio desportivo


Amanhã, Sábado, dia 25, às 18 horas no Teatro-Cine. Novo projecto e novos rostos. Pombal também passa por se reinventar e por regenerar em termos associativos.

Toda a verdade

Há verdades e verdades, pelos vistos.

Numa volta pelo Cardal e pelo Bodo que voltou a ser nosso foi-se-me o post que contava escrever hoje: ía dizermos que estava sensibilizada com o que julgava ser o exemplo maior de contenção, quando reparei num cartaz do presidente Narciso. Está ele de gravata verde-esperança e um slogan que diz "Pombal de verdade". E eu que até estava convencida de que o homem iria dar o exemplo e não gastar dinheiro em cartazes, pois que não precisa, como é sabido. Ledo engano.

Mais à frente, chegando ao Jardim, outra "verdade": um stand do Correio de Pombal diz que o jornal tem "18 anos de verdade". Que bom. Por estes dias chegam-nos notícias de agressões e processos disciplinares. Estaremos perante a verdade da mentira?

E nisto, há papas e bolos por toda a parte. E farturas e imperiais e música. E as noites são de liberdade até nas ruas, no piso feito de alcatrão a estrear. É madrugada e ainda por ali andam pais e filhos, num clima de festa. E de repente uns faróis. Um carro irrompe pelo viaduto. É um BM preto que faz arredar transeuntes e carrinhos de bébé. Desculpa-se tudo. Até a quem devia dar o exemplo. É Bodo senhores!

23 de julho de 2009

As minhas escolhas

Estamos no ano de todas as eleições, logo de muitas escolhas. Cada um fará as suas em função dos seus critérios. Muitos decidirão, até, não escolher nada, nem ninguém. É assim a Democracia, ainda bem.
Participarei nas escolhas todas, porque gosto de escolher tudo: a comida que como, o vinho que bebo, a mulher com quem durmo, os amigos com quem convivo e discuto, o local de trabalho, etc; e, como não poderia deixar de ser, os políticos por quem gostaria de ser governado.
Escolho os políticos, acima de tudo, pelo que são: pelo que pensam e pelo que não pensam, pelo que prometem e pelo que não prometem, pelo que provaram e pelo que não provaram. Não me importa se são novos ou velhos, se são negros ou brancos, se são mulheres ou homens.

22 de julho de 2009

Aviso à navegação

Uma andorinha pode não fazer a Primavera, tal como uma roulotte de farturas não faz o Bodo, mas que elas já andam aí, andam.

21 de julho de 2009

Pombal e o futuro

Por estes dias sinto-me quase ingrediente de uma salada de frutas. Tenho amigos a candidatarem-se à esquerda e à direita, numa lógica de participação cívica que me faz gostar mais deles. Dois desses são peças integrantes da blogosfera, com quem aliás partihei este blogue, faz agora dois anos. Juntei-os vários vezes no mesmo jornal, a escreverem sobre as mesmas coisas. Quando chegava o Bodo, jantávamos todos, fazendo Eco de um estado-de-espírito que partilhamos ainda. Guardo essa na parte boa das memórias de Pombal. E quando às vezes me auto-convenço de que um dia isto há-de mudar, lembro-me deles e dos outros como eles, que fazem dessa uma geração de esperanças.
Isto para dizer que tanto vou gostar de ver o Alvim na Junta de Pombal como o Pimpão na Assembleia da República (ou na Câmara, se tiver de ser, ok...). Porque os dois estão nisto com o melhor que têm lá dentro. E isso é coisa rara.

ADENDA: Para espanto de muitos e pranto de outro(a)s, Odete Alves vai integrar a lista do PS para as legislativas, pelo distrito de Leiria, num apetecível sexto lugar. Não a conheço como aos outros dois, mas é mulher e basta! Se por um acaso o PS ganhar as eleições, é certinho que será deputada.

19 de julho de 2009

Press para todo o serviço

Intrigada pelos comentários que, amiúde, aqui têm sido colocados recentemente, fazendo alusão "ao que se passa no OCP", julguei ter encontrado a resposta quando recebi, por mail, um convite por parte do Correio de Pombal para estar presente numa festa de inauguração de uma discoteca. Fui até verificar se não era engano meu. Não era, de facto. Qual sintoma do estado a que chegámos, isto agora faz-se assim, sem pejo nem pudor. Bem sei que os empresários-modelo que o autarca-modelo cá do sítio gosta de elogiar (agora, entenda-se) fazem vista grossa a determinados códigos de conduta. Mas há mínimos senhores.

Andar por aqui

Ontem fui apresentado como candidato à Junta de Freguesia de Pombal pelo PS. Começa, por isso, uma caminhada naquele que será o projecto mais ambicioso em que me meti até hoje, quanto mais não seja porque é uma eleição a um cargo executivo na minha terra e, claro, por ser um projecto encabeçado por mim. Não pretendo deixar de farpar nesta casa, seja com posts ou comentários. Não a usarei para campanha, obviamente, mas antes de ser político e candidato, sou cidadão com opinião, opinião essa que apenas presta contas à minha consciência. Por esse motivo, e com o acordo dos meus camaradas de casa, por aqui continuarei, deixando a parte mais oficial da candidatura e a respectiva campanha para outros locais. Por isso, para além de andar por aqui, vou também andar por aí...

Força Mulheres

Assisti hoje (ontem) à apresentação dos cabeças de lista do PS às diferentes Juntas de Freguesia do concelho de Pombal. Foi uma agradável surpresa: novos rostos (a renovação é sempre um bom sinal, não só para quem está no poder mas acima de tudo para quem tem estado na oposição), a esmagadora maioria dos candidatos tem formação superior (bons desempenhos exige boa formação) e mulheres. Sim, quatro mulheres como cabeças de lista: Telma Domingues (Guia), Cidália Couto (Ilha), Cláudia Rodrigues (Pelariga) e Luísa Pinto Maço (Santiago Litém)!
Com a obrigatoriedade de os partidos reservarem quotas mínimas nas listas para as mulheres perspectivava que a maioria delas viesse a integrá-las, simplesmente, com o intuito de cumprir a lei. Estava longe de imaginar que quatro mulheres aceitassem candidatar-se, em Pombal, à presidência de uma Junta.
É consensual que a participação activa das mulheres na política é factor decisivo para a melhoria da Democracia e da governação, não porque fazem melhor mas porque, no geral, fazem de forma diferente. Mas participar, de forma expressiva, em lugares executivos e de chefia é um salto enorme.
Força candidatas e parabéns pelo atrevimento
.

16 de julho de 2009

À consideração de quem interessar

Castelo de Leiria vai ser estudado como nunca antes foi. Porquê?

“Para ser valorizado, mesmo do ponto de vista turístico, o património tem de ser estudado, conhecido”, justificou Vítor Lourenço, sublinhando que “nunca se fez um estudo tão intensivo” sobre o interior do monumento como o que vai ser encetado a curto prazo.

Concordo. Fazer por fazer não faz sentido. Perceber bem o que se tem para fazer algo de completamente diferente, se calhar é bem mais lógico que "plantar" obra e colocar placa de inauguração.

E agora para algo completamente novo

Sim, que há mais vida para além de JVV e seus episódios bodísticos. E agora que se foi, aparente e definitivamente para a esfera privada, é deixá-lo. Que há toda uma série de novidades (ou não) na vida política deste concelho.
A saber:
1. se Narciso não lhe falhar, Pedro Pimpão estará a ser indicado a esta hora como deputado quase-elegível na lista do PSD por Leiria.
2. Nos entretantos, Pedro Martins estará conformado em descer à Junta de Freguesia de Pombal.
3. Adelino Mendes suspira de alívio porque lá arranjou candidatos para as juntas todas.
4. E há por aí um rapaz que está quase a candidatar-se à Câmara pelo Bloco de Esquerda. Na volta ainda se descuida é eleito.

15 de julho de 2009

E depois do adeus? (II)

Foi-se o mentor, o Café Concerto é deficitário (justificando-se considerar a entrega a privados mediante um contrato de concessão - transparente e com pés-e-cabeça -, tal como aqui também se defende, mais a mais, sendo a agenda cultural apenas concertos que podem ser mantidos nesses moldes), foi-se também o Bodo, por culpa de quem geriu e de quem avalizou as opções tomadas, a Expocentro não é dinamizada (vide Relatório da Auditoria) e sobra o estacionamento, incompreensivelmente desligado de toda a questão do trânsito, devendo, por exemplo, repensar-se a alocação, nem que seja parcial, de fundos à sustentação do sistema de transportes urbanos, com consequente expansão. Mas no que toca à Pombal Viva, depois da festa (Bodo 2008) chegou-se a este ponto. Trapalhada é uma boa expressão, mas haverá outras.

Sim, houve o Bodo de 2008 que, já o escrevi aqui e disse noutros sítios, apontava para uma estrutura com a sua lógica, desde que dimensionada para ser sustentável, coisa que não aconteceu. Tão simples como isso: não houve qualquer esforço para evitar que o passo fosse maior que a perna. E não se trata de coarctar a ambição. Aliás, a ambição, com o dinheiro dos outros, normalmente descamba na mania da elefantíase, que tanto critico aos nossos governos. Não vejo mal nenhum que o Bodo se afirmasse cada vez mais ou seja, que o passo fosse maior do que é habitual. Convinha, repito, é que não fosse maior que a própria perna. Por isso é que dispenso que, nessa ânsia, regras elementares de gestão e responsabilidade fossem dispensadas como o foram.

Moral da história: a herança dificilmente chega para pagar as dívidas, mas chega, e bem, para tirar excelentes lições para o futuro.

14 de julho de 2009

O Marquês do Louriçal

A família marquesa, com toda a pose e estilo.

Pasmei quando vi escrita a frase, escrita a partir da Câmara: "com a ilustre colaboração de Sua Excelência o Senhor D. Tiago Henriques (Louriçal)". Pensei que fosse trote. Pelos vistos não era. A avaliar pela foto "de família" publicada na última edição do Correio, o homem existe. O que duvido é que soubesse, até agora, onde ficava o Louriçal. Ele e os outros. É preciso ter lata.

E depois do adeus?

Para além de todo o resto (seja as legítimas e pertinentes dúvidas quanto ao timing ou quanto à legalidade da decisão), há ainda mais um pormenor delicioso: no documento que exonera o Administrador-Executivo afirma-se que "o défice das Festas do Bodo 2008, motivador de desmedida controvérsia, não possa por si só ofuscar a boa actividade e relevante iniciativa da Pombal Viva". Então afinal é para fundir com a PMU ou não? Se dúvidas houvesse, ficamos bem esclarecidos: o poder autárquico não sabe o que fazer com a Pombal Viva. E se a transparência foi palavra ausente do passado da Pombal Viva, já se viu que também não pertence ao léxico relativo ao seu futuro. Isso e a expressão "desmedida controvérsia": é bom saber que discutir défices encapotados, gestão e responsabilidazação é coisa com a qual os cidadãos não se deveriam preocupar.

13 de julho de 2009

Porquê agora?

A decisão de afastar, agora, o Viva Verde da administração da PombalViva tem causado perplexidade no burgo. Narciso Mota sempre recusou afastar o rapaz antes de acabar o mandato. Porquê, então, agora? Que factos ou motivações levaram a tão estranha decisão? E como interpretá-la? Castigo ou favor?
Não existindo uma explicação minimamente plausível e considerando que:
- O Vila Vede, pelo visto, mantém o rendimento até ao fim do mandato;
- O Vila Verde tem pelo menos duas empresas ligadas ao sector dos espectáculos;
- O Vila Verde deixa de exercer funções, logo fica com o tempo todo livre;
- Estamos na época (f)estival, período ideal para gozar férias ou para facturar.
Só pode ser um grande favor, porque não quero imaginar o pior.

10 de julho de 2009

O Buraco Negro não pára de nos surpreender

Segundo OCP e informações que por aí circulam, a Comissão das Festas do Bodo de 2009 viu-se confrontada com contratos perfeitamente leoninos realizados entre a PombalViva e os artistas do Bodo de 2009. Há artistas, nomeadamente os DJ, contratados por valores muito acima do que normalmente cobram. A comissão confrontou os artistas com a irrazoabilidade dos cachets e das mordomias e tentou renegociar os contratos mas estes não aceitaram. Vai daí, a comissão admite cancelar as actuações e assim poupar nas deslocações e estadias.
Querem melhores exemplos de gestão danosa?
Como foi possível aquilo andar tanto tempo em total desgoverno?
Como foi possível a reincidência da prática de gestão danosa, mesmo após o conhecimento público do desastre do Bodo de 2008?
Quem beneficia ou beneficiou com tudo isto?

O administrador é mau? Extinga-se o cargo!

O anúncio da extinção do cargo de Administrador-Executivo da Pombal Viva chega a ser anedótico. Ao cabo de todo o processo polémico em torno das contas do Bodo e do desempenho do rapaz (que era inatacável, até há poucos dias, no dizer do presidente), eis que Narciso Mota não perde a capacidade de nos surpreender: enquanto desanuvia numa viagem a Bruxelas, manda alguém mandar um comunicado.
Faz lembrar a rábula do director que chama a secretária e lhe pede,
- marque-me uma reunião para sexta-feira, com a administração.
- Sexta é um x ou ch, sr. director?
- Deixe...mude para segunda.

9 de julho de 2009

Adilpom

É verdade, como afirma um dos nossos comentadores, que a Adilpom é um alçapão por onde se paga a funcionários e a ex-funcionários da autarquia?
Esperam-se esclarecimentos.
A gestão rigorosa por objectivos agradece.

Nogueira Matos

Nogueira de Matos, presidente da Junta de S. Simão de Litem, decidiu não se recandidatar. Tresmalhou.
Apesar dos muitos anos no poder consegue mostrar algum desapego ao poder.
Coisa rara cá na terra. Estou convencido que se não fosse a limitação dos mandatos alguns apodreciam no poder e arriscavam-se a tombar da cadeira, no poder, como o outro.

Perguntem ao vento que passa

Perguntem. Perguntem notícias do vosso concelho. Perguntem o que está a acontecer com a imprensa. Perguntem o que aconteceu aos jornalistas. E aos escrivãos. Aos repórteres e aos recórteres. Perguntem aos que ficaram se dormem tranquilos, à noite. Perguntem aos que partiram. Aos empresários do sector. Perguntem enquanto é tempo e ainda podem. Enquanto ainda há. Enquanto o vento ainda não cala a desgraça, e ainda diz alguma coisa.
Perguntem ao poder.

8 de julho de 2009

Notícias da crise

O Eurostat confirmou hoje que a economia portuguesa contraiu 3,7% no primeiro trimestre de 2009 (quando comparado com igual período do ano passado). Na Zona Euro a contracção foi de 4,9%.
Relativamente ao trimestre anterior a situação económica agravou-se. Em Portugal o PIB contraiu 1,6% enquanto na Zona Euro a contracção foi de 2,5%.
Não estamos bem. Mas estamos melhor (ou menos mal) do que a maioria dos nossos parceiros da Zona Euro. E muitos disseram que nesta altura estariamos muito pior.
Já agora, seria interessante conhecer os dados da Região e de Pombal. Infelizmente,
só os teremos daqui por ano e meio.

7 de julho de 2009

Finanças travam aumentos de IMI pelas autarquias

Na edição de hoje, o Diário Económico informa que “A Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais vai chumbar qualquer proposta de aumento dos coeficientes de localização dos imóveis, que interferem na avaliação dos imóveis e, como tal, no cálculo do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)”.
Haja alguém que pare este saque!

6 de julho de 2009

A febre de sábado à noite

Concluí, por estes dias, que é mais importante ter boas fontes do que estar fisicamente presente nos jantares do engenheiro. (A propósito, continua em franca renovação do guarda-roupa, voltei a constatá-lo ontem. Isso, não se poupe a esforços que a idade não perdoa e assim sempre fica com um ar mais levezinho).
De modo que gostei de saber do regresso daquela rapariga da JSD (Ana Gonçalves, de todos conhecida por Piteiras) que fazia perder de amores os rapazes da minha geração. Não percebi como é que a professora Fernanda Duarte se evaporou da lista de intenções. Também já sei quem é a minha homónima. Era mais fácil se me tivessem dito logo que a Paula Silva era mulher de fulano tal. Parece-me que empurrar o Pedro Ferraz para o final não é boa estratégia. Isto se a ideia é ter gente competente nos lugares elegíveis, sei lá. Continuo a achar que a Paula Cardoso deveria ser chamada à lista. Mas se os critérios não forem esses que acabei de citar, então está explicado.
Que me perdoe o engº Rodrigues Marques (caríssimo director de campanha), mas consta que o ambiente era propício aos intentos do Nobre Povo, já que o clima de "conspiração" dominou na cave do Manjar. A malta que colou cartazes e suou as estupinhas para eleger o engenheiro em 93 não anda lá muito contente com essa classe emergente dos avençados e afilhados. Parece-me até que o clima é de "pré-golpe de estado", o que só faz subir o interesse destas eleições. Mesmo que a classe empresarial e a dita sociedade civil se tenham poupado a jantares, excepção feita a António Calvete, agora alegadamente adoptado pela família social-democrata.
Ah! Muito importante: sempre há uma mulher como cabeça de lista nas Juntas, para salvar a honra do convento. Chama-se Isabel Costa e concorre à freguesia de S. Simão de Litém, agora que o lendário Nogueira Matos acha que já chega de ser presidente.

5 de julho de 2009

Toda a verdade

Sobre o homem da Monvalca.

"Quando abriu o café da Várzea, era de um Pide. E então veio para lá trabalhar um tipo, da Moncalva, que era o bufo de serviço".

Isto e muito mais. Ou o que resultou do meu encontro imediato de segundo grau com o Nobre Povo.

PS proíbe candidaturas duplas a câmaras e ao Parlamento

Vai tarde.
Mas mais vale tarde do que nunca.

3 de julho de 2009

Sai o melhor

Segundo a Rádio Cardal, Pedro Martins não aceitou o sétimo lugar na lista do PSD às próximas eleições autárquicas. Convenhamos que era uma grande despromoção para o vereador que, sob todas as perspectivas, teve o melhor desempenho.
Fica de fora o melhor. Mas mostra dignidade, coluna vertebral e independência em relação à política. Coisa rara nos últimos tempos, nomeadamente por aqui.
PS: Espero que não se confirmem alguns "zunzuns" que por aí circulam. A confirmarem-se, teria que corrigir o último parágrafo.

E novidades?

Cardal FM, a rádio oficial do BODO

A rádio Cardal assegurou os direitos de exclusividade da transmissão sonora, nas ruas da cidade de Pombal, das festas do Bodo, a decorrer entre 23 e 27 de Julho.
A Cardal FM vai mobilizar uma vasta equipa de profissionais para lhe contar tudo sobre as festas anuais da cidade, com várias intervenções em directo, a partir do estúdio móvel, para além de muitas surpresas para os ouvintes da rádio e visitantes do Bodo, desde a realização de concursos e oferta de ingressos para os concertos, a realizar no estádio municipal.
A Cardal FM tem ainda preparada a cobertura integral da Meia Maratona de Pombal e a corrida do Bodo, a ter lugar no dia 26.

2 de julho de 2009

Ao que isto chegou...


Se houvesse bom senso nunca, mas nunca, este ser tinha aguentado até aqui. Bom senso. Só isso.

E o Bodo senhores?

Bem sei que por estes dias há muito em que pensar. Que a organização do evento de sábado dá trabalho, que é preciso tratar de tudo ao pormenor e que todo o pormenor recai sobre Diogo Mateus (ao menos isso...do mal o menos), mas está marcada outra festa, lembram-me? Bodo? Festas de Pombal? Hello? É que estamos em Julho e passámos do 80 ao 8 em matéria de divulgação.

Nota esclarecedora: Não, não é preciso os senhores assessores, adjuntos, delfins e outros seguidores do engenheiro irem numa pressa interpretaduzir este escrito. Não se trata de ser "preso por ter cão e preso por não ter". Trata-se mesmo de estar na hora de aparecer alguma coisa na rua. Peçam lá ao J. para apressar os cartazes, vá.