"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
7 de outubro de 2009
O filme do ano, numa noite única
E aqui fica o excerto do programa.
Autárquicas em Pombal
Neste marasmo, João Alvim faz a diferença. Porque acredita, arrisca, envolve e inova. Vai ganhar? Já ganhou!
As eleições para a Assembleia Municipal
Durante as campanhas autárquicas há uma grande tendência para minorizar as eleições para a Assembleia Municipal. Ora, em Pombal, a verdadeira oposição aconteceu neste órgão autárquico.Tanto o PS, com o excelente trabalho dos seus eleitos municipais - contrastando com o triste prestação dos seus vereadores -, como o PCP, com a denúncia de várias situações no período dado para intervenções do público, conseguiram marcar, várias vezes, a agenda política.
6 de outubro de 2009
O papel do porco
De modo que estranhei, quando me contaram, domingo à tarde, que a candidatura do camarada Alvim não tinha para vender (sim, é verdade, ainda há campanhas que precisam de vender os comes e bebes e não têm papas e bolos para dar) umas bifanas na Praça Marquês de Pombal. Está bem de ver que todo esse incómodo era escusado se o repasto fosse porco no espeto. Para a próxima aprendam meninos. E pensem grande!
(Afinal diz que não, que não há crise, que até nunca houve tanto dinheiro. Mas isso devem ser os ressabiados do PSD que são más-línguas, ao ponto de a dobrarem com jeitinho, antes que a mordam e morram envenenados)
2 de outubro de 2009
A obra do senhor engenheiro
O engenheiro Narciso Mota, no seu site de campanha, usa as imagens e o grafismo do Boletim Municipal para ilustrar a obra feita durante o seu mandato. Apesar da referência “Fotografias e dados cedidos pela Câmara Municipal de Pombal” considero que o seu uso é completamente abusivo.
Debate cancelado
Para cabal esclarecimento, aqui fica a nota informativa do RL ao leitores.
1 de outubro de 2009
Atestado de mediocridade
Decorreu ontem, no Cine Teatro, o debate entre os candidatos à presidência CMP. Mas, a bem da dignificação da política, não deveria ter acontecido. Ainda bem que não foi visto por muita gente. Formam duas horas, duas horas, de um espectáculo patético e deprimente, proporcionado por candidatos sem nada para dizer, que da missão de presidente da câmara só devem conhecer o nome, e que, ao serem solicitados para usar da palavra, só despejavam banalidades e imbecilidades; e por moderadores perdidos na tentativa de intercalar monólogos desconexos. Um verdadeiro atestado de mediocridade política e uma vacina anti-politica local.PS: Mesmo o discurso de Adelino Mendes, com ideias arrumadas, foi abafado por aquilo.
O grande jantar da Guia
Ora, este facto, já seria por si só uma dor de cabeça para Narciso Mota. Porém, o jantar promete muito mais. Qual fénix renascido das cinzas, José Gomes Fernandes também lá vai. Este cocktail já ameaçava ser suficientemente explosivo, mas eis que se junta Luís Garcia. Lembram-se deles? Narciso lembra-se, tenho a certeza. Para cereja do bolo, consta no mentidero que esta será a primeira reunião preparatória da era pós-Narciso, uma espécie de primeira abordagem para as autárquicas que hão-de vir, quando ele se reformar disto.
Talvez assim se perceba por que razão o homem prefere ir ao jantar, em vez de ocupar o seu lugar, no debate de amanhã à noite, promovido pelo jornal de maior tiragem no distrito, onde trabalha esta vossa amiga. A propósito, digam lá ao engenheiro que fique descansado, que apesar de o terem informado que o debate seria moderado pela minha pessoa, é pura intriga da oposição. É verdade que tenho moderado outros, noutros concelhos do distrito, mas em Pombal neste momento sou apenas e só uma cidadã atenta, munícipe exigente, eleitora comum. E é nessa qualidade que me desgosta não o ver por lá, pois que ainda não tive o prazer de o ouvir nesta campanha. Que chatice.
30 de setembro de 2009
Ausência oportuna
Há ausências oportunas!
Irresponsabilidade (II)
Mas a discussão serviu, pelo menos, para compreendermos melhor o péssimo desempenho da ETAR e a consequente poluição e destruição do rio a jusante da desta. Ficámos a saber que a ETAR Municipal recebe os efluentes industriais sem qualquer tratamento o que compromete o tratamento dos efluentes domésticos para os quais a ETAR foi dimensionada.
Da pobreza da campanha à promessa dos debates
O que interessa agora é que hoje à noite Pombal recebe o primeiro de três debates entre os quatro candidatos à Câmara. Não há fome que não dê em fartura, lá diz o povo. Por razões suspeitas apelo à vossa presença no debate de sexta-feira, sem prejuízo dos (e)leitores assistirem a todos. Além do mais, o Teatro-Cine está a precisar de algum uso. A ver se isto anima.
29 de setembro de 2009
Irresponsabilidade?
Decorreu hoje a última AM deste mandato. Fui lá por obrigação e para me despedir. Anunciei na minha intervenção no período de antes da Ordem do Dia que iria fazer a minha última intervenção, na qual faria um pequeno balanço do mandato. Tinha decidido que na última assembleia, e com uma agenda sem assuntos polémicos, deveria primar pela descrição. Não foi possível. Porque, à última da hora, foi introduzido um ponto à Ordem de Trabalhos que continha uma proposta “irresponsável” (foi assim que um vereador da maioria a classificou numa conversa no final da reunião) e, consequentemente, o caldo entornou-se.Na gestão da coisa pública as coisas têm que ser transparentes, tem que haver regras, temos que saber o que estamos a aprovar e não se passam cheques em branco. Por isso votei contra. Fui o único. O resto do pessoal já está em campanha, o que interessa são os votos.
28 de setembro de 2009
A derrota da CDU
Como toda a gente afirma, a CDU perdeu as eleições de Domingo. Deixou de ser a terceira força política do país para passar a ser a quinta. Este facto parece estar assente numa lógica irrepreensível, apesar de ter havido mais 15 000 eleitores que confiaram o seu voto nessa coligação.
O problema é que a força da CDU não é visível apenas no Parlamento. Contrariamente ao CDS e ao BE, que esgotam a sua intervenção política no Parlamento e na comunicação social, a CDU tem uma forte implantação social, visível, por exemplo, nos sindicatos. Num cenário de maioria relativa, este facto deveria preocupar o PS. Se fosse eu que mandasse, tentaria um diálogo à esquerda, por muito que isso custe ao eng. Sócrates e aos socialistas que ainda não fugiram para o Bloco (e foram muitos nestas eleições).
Day after
Quanto a ontem, abre-se agora a dúvida sobre qual o formato do Governo. Por muito que eu gostasse de expôr o Bloco de Esquerda, o que é certo é que mesmo dividindo os votos dos círculos da emigração, PS+BE contarão com 114 votos (a 2 da maioria absoluta). Com o BE no Governo, rapidamente a sua base de apoio evaporará, e não passaria muito tempo até que fosse inevitável surgir uma nova coligação ou mesmo novas eleições. A solução PS+PSD parece naturalmente excluída (e convenhamos, que de todas as combinações, é francamente a pior por ser a mais propensa ao atrofio da actuação política), sobrando a solução PS+PP. Excluo a hipótese PS+BE+CDU, porque os tempos das Frentes Populares já lá foram. Como estaremos em campanha nas próximas duas semanas, ficará por aí a sombra a pairar.
Sobre vencedores e vencidos, José Sócrates vence, sem sombra de dúvida, mas é Paulo Portas aquele que tem mais razões de satisfação. Louçã não consegue tornar o BE na 3ª força, mas os votos e deputados obtidos geram uma vitória com sabor amargo. Já Manuela Ferreira Leite perde (e assume, sem ambiguidades, o que é sempre de registar) e Jerónimo de Sousa também (mesmo que insistam, como sempre, na tese contrária), apesar de ter mais 1 deputado que em 2005. E venha o Governo que se segue.
Eu voto, tu votas, ele não aprende
Agora, que a noite caminha para o dia, podemos sempre concluir que em Pombal nem tudo está na mesma: O PS ganhou na freguesia/cidade (por apenas cinco votos, mas ganhou), mais na Redinha. É claro que este é e será, enquanto houver PSD, um laranjal. Mas ali na Rua Alexandre Herculano haverá quem fez contas estas noite, talvez até esperançado em ver estes resultados repetirem-se daqui a 15 dias. E na Luís Torres também se devem ter feito contas. O CDS há-de roer até as unhas dos pés por não apresentar candidato em Pombal. E o BE ainda não deve ter percebido bem como é que em política é possível fazer castelos no ar e ter gente a acreditar que são reais. Apraz-me também ver a subida da CDU, naturalmente. Porque o meu país caminha para a esquerda e o meu concelho ainda é Portugal.
Eu, que acredito cada vez menos nos políticos e me desencanto todos os dias com mais um ou outro, não vejo aqui os resultados das autárquicas, embora neles leia alguns sinais. E por isso faço votos para que o povo (pelo menos) vote. Já é bom sinal.
E durante muito tempo há-de martelar-me na cabeça a frase de Sócrates, no Altis, dirigindo-se aos fotógrafos: "façam o favor de se baixarem, que eu gostaria de falar às pessoas". Diz ele que "o povo falou bem claro". Só é pena que ele não tenha entendido.
27 de setembro de 2009
Legislativas: vitórias e derrotas
Para o PS:
Grande vitória: maioria absoluta (improvável);
Vitória: 6 pp acima do PSD;
Derrota: vitória tangencial;
Grande derrota: perder as eleições.
Para o PSD:
Grande vitória: ganhar com um score que permita maioria na AR com o CDS;
Vitória: maior número de votos
Derrota: ficar atrás do PS;
Grande derrota: ficar 6 ou mais pp atrás do PS.
Para o BE:
Grande vitória: mais de 15 % e terceira força política (sem maioria absoluta do PS);
Vitória: terceira força política e sem maioria absoluta do PS;
Derrota: menos de 10% ou maioria absoluta do PS;
Grande derrota: quarta ou quinta força política ou maioria absoluta do PS.
Para o PCP:
Grande vitória: mais de 10 % ou terceira força política, sem maioria absoluta do PS;
Vitória: terceira força política ou quarta à frente do BE, sem maioria absoluta do PS;
Derrota: maioria absoluta do PS ou quarta política sem possibilidade de fazer maioria com PS;
Grande derrota: maioria absoluta do PS ou quinta força política sem possibilidade de fazer maioria com PS.
Para o CDS:
Grande vitória: mais de 10 % e maioria com o PSD;
Vitória: terceira ou quarta força política e score que permita maioria com vencedor;
Derrota: maioria absoluta do PS ou sem score que permita fazer maioria com o vencedor;
Grande derrota: maioria absoluta do PS ou sem score para fazer maioria com o PS.
25 de setembro de 2009
Desarranjo
O que se lá fez - alargando a alegada placa central com uma diferença de altura quase imperceptível em relação à estrada - serve exactamente para quê, excepto para os carros passarem por cima, porque também não percebem o objectivo? É que não havendo sinalização, com as fitinhas de obras na rotunda (que belo aspecto) e com o facto dos carros que vêm das ruas que dão acesso à Avenida terem que se chegar bem à frente porque não têm visibilidade, não houve ali mais que um desarranjo que, em bom rigor, disfarça mas não resolve.
Sei também que a falta de civismo é uma parte determinante, mas em vez de invenções que tal soluções?
24 de setembro de 2009
A questão da esquerda
Durante a campanha extremaram-se posições, o que é normal. Mas, se os partidos políticos tiverem sentido de responsabilidade, como espero, terão que saber interpretar o sentido do nosso voto: queremos um governo do PS que consiga entender-se com os partidos à sua esquerda.
Mas o desafio não é só para o PS; é também para a CDU e para o Bloco. Quanto a mim, este é talvez o maior desafio político, stricto sensu, que se coloca à esquerda portuguesa desde a nossa adesão à Europa.
23 de setembro de 2009
A CERCIPOM DESCENTRALIZA
21 de setembro de 2009
CRISES ECONÓMICAS E O DESEMPREGO
