Estou certo que os últimos presidentes da AM nunca profeririam aquela afirmação, naquele local e perante uma nova assembleia. Logo, se foi dita por quem leva vários mandatos na AM, só pode revelar um grande sentimento de culpa.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
31 de outubro de 2009
Chiqueira política
Estou certo que os últimos presidentes da AM nunca profeririam aquela afirmação, naquele local e perante uma nova assembleia. Logo, se foi dita por quem leva vários mandatos na AM, só pode revelar um grande sentimento de culpa.
Discriminação?
Assim, o executivo ficou com um presidente e cinco vereadores a tempo inteiro e uma vereadora, Paula Silva, a meio tempo.
Não havia necessidade de fazer esta pequena discriminação.
29 de outubro de 2009
Vamos ao teatro

O bilhete custa apenas 2 euros! Como curiosidade, deixo aqui um dos textos desse excelente livro.
28 de outubro de 2009
Tópico para uma discussão que se vai adiando
O concelho charneira a franchising, já!
O que me preocupou foi ouvir o novo presidente falar de "um concelho charneira". Terá Narciso Mota promovido um franchising de tão fenomenal expressão? Resta-me esperar que não venha aí o apêndice humanista e o toque solidário. Cruzes, que isto alastra mais que a Gripe.
27 de outubro de 2009
Executivo novo
A lei prevê para municípios com mais de 20000 e menos de 100000 eleitores, nos quais Pombal se inclui, 2 vereadores a tempo inteiros (ou 4 a meio tempo). É um executivo grande, pago por nós, mas não é um grande executivo. Sobra-lhe em dimensão o que lhe falta em credibilidade (e esta não se compra na farmácia nem se conquista com os votos).
Decididamente, o executivo camarário tornou-se mais uma extensão do centro de emprego em que a câmara se transformou, agora para políticos desempregados.
Ainda os resultados das eleições autárquicas
O maior cego é que não quer ver…
Não me incomoda nada que VGM assim pense (porque a esmagadora maioria não pensa assim), antes pelo contrário. O que me aflige é que uma boa parte dos socialistas de Pombal, nomeadamente dirigentes, também assim pensa.
26 de outubro de 2009
Antes da Blogosfera, um Bodo em Vermoil
A noite era de festa. A tarde fora o prolongamento do acto eleitoral de 11 de Outubro. De tal modo que o presidente da Câmara - quiçá contagiado pela intervenção inusitada do presidente da junta, que não resistiu a agradecer publicamente tão expressiva votação no PSD - também se deixou levar pela emoção. E falou não só dos seus tempos de menino, como de moço. À história da catequese juntou a dos bailaricos. E de lá seguiu, para nova corrida, nova viagem. Parece que dura mais quatro anos, isto.
O engenheiro na blogosfera
A sua opinião relativamente aos blogues, pelos vistos, mudou. Esperemos também que já não defenda a existência de terapeutas para tratar "aquelas causas contraproducentes àquilo que é a essência da vida humana, toxicodependência, práticas contraproducentes, homossexualidade" (sic). Não gostaria de passar de novo pela vergonha de dizer que sou pombalense quando confrontado com tais alarvidades.
Senhor engenheiro, espero que estes quatro anos passem depressa. Estou ansioso para o ver comentar neste cantinho da blogosfera.
20 de outubro de 2009
Instalados na Câmara
Ora a (re)instalação da Câmara acontece às 15 horas desta sexta-feira. Com o mesmo Narciso Mota e seus delfins, a que se juntam duas raparigas simpáticas, mais o jovem Pedro Pimpão (até aos 30 ainda gozará desse estatuto), que é apontado como o próximo vereador do Desporto. Depois hão-de arranjar-se lá dois lugares para Adelino Mendes e Carlos Lopes, na oposição.
E assim começam os últimos quatro anos de um reinado de 20.
16 de outubro de 2009
Uma tarde de Outono aconteceu
LUÍS SÁ

Completaram-se ontem 10 anos sobre a morte de LUÍS SÁ. Em http://tempodascerejas.blogspot.com/, Vitor Dias recordou o seu carácter e percurso na vida política portuguesa.
14 de outubro de 2009
O design das Tasquinhas

Pombal, Concelho com História
13 de outubro de 2009
Compromisso à esquerda
Agora que José Sócrates iniciou a fase de diálogo com os partidos da oposição, convém lembrar o resultado das legislativas.
Dúvida existencial
Cenas dos próximos capítulos
12 de outubro de 2009
Laranjal
O PSD ganhou; todos os outros perderam. Conforme previ em Janeiro (não era preciso ser o Zandinga), lá vamos ter mais quatro anos de Narciso Mota. A dúvida estava na contabilização dos vereadores. Em Março disse que tudo apontava para os 7-2, como se veio a verificar, mas confesso que, no final da campanha (se calhar por não ter acompanhado as coisas de perto), cheguei a pensar que o PS podia chegar aos 6-3.
Estão de parabéns o PSD e o Eng. Narciso Mota por esta inequívoca vitória: 65,79% dos votos e 16 das 17 Juntas de Freguesia! Esta avassaladora hegemonia partidária nos órgãos de gestão autárquicos, por muito que agrade aos sociais-democratas, não é salutar para a democracia, pois cria no concelho uma enorme teia de interesses, uma espécie de “polvo cor-de-laranja”.
Mas, o povo quer, o povo manda. Plagiando (de forma grosseira) Chico Buarque: ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso laranjal...
Rescaldo (II)
O Bloco de Esquerda não tem responsabilidades nesta derrota. Aliás, mantenho é que não tem responsabilidade nenhuma por se ter apresentado e nem ter feito campanha, para além de um artigo num jornal, demonstrando que para além da sua utilização para voto de protesto, é um partido que para pouco mais serve. A CDU teve um resultado abaixo do normal, mas também não é por ter concorrido que ontem perdi. A ausência do CDS pode explicar a subida do PSD (foram 390 votos em 2005 e o aumento do PSD cifrou-se em 311), mas o importante é que o aumento de 571 votos que a minha lista registou, foi muito insuficiente. A única nota menos má, mas sem efeitos práticos, é que se elegeu mais um membro para Assembleia.
Portanto, sem se conseguir convencer o público urbano e dando de barato que o facto de eu ter assumido, ab initio que não exerceria o cargo de forma exclusiva, situação que não me deve ter prejudicado por ser um exercício de transparência, não consegui demonstrar junto da população que a Junta pode ser mais do que aquilo que é.
Por isso, e números à parte, a conclusão é simples: assumindo que o diagnóstico estava bem feito, há que ter tempo para o expor, o que não se compadece com os habituais ciclos políticos de curta duração pombalense. Havia um trabalho de base da anterior bancada da Assembleia de Freguesia que foi muito útil, mas impõem-se agora 4 anos no terreno a demonstrar o porquê de apostar numa alternativa, mantendo sempre presente que o que for bem feito, também será referido (como aliás, a campanha o fez).
Quanto ao PS, que se tirem todas as ilações. Também ali me parece que o diagnóstico já está feito há muito. Haja pelo menos é algum tempo para apurar o que acontecerá.
Uma última nota para a actualização dos cadernos eleitorais: a abstenção aumentou porque para o aumento de 3000 eleitores nos cadernos eleitorais, apenas mais 400 pessoas vieram votar (nas legislativas a realidade é ligeiramente diferente, mas o padrão é o mesmo), o que demonstra que a inflação dos números de eleitores é parcialmente artificial. Isto, reitero, não afecta a legitimidade dos resultados e não tem qualquer outra influência senão na abstenção que, na realidade, pode muito bem ter sido inferior à registada.
Portanto, de rescaldos da Freguesia de Pombal estou falado. Venha o trabalho.