"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
18 de janeiro de 2010
O engenheiro e o conselho
17 de janeiro de 2010
Reestruturação?
• combate à pobreza e à exclusão social através da inserção ou reintegração de profissionais;
• formação profissional;
• prestação de serviços nas áreas de limpeza e manutenção de espaços públicos e privados;
• gestão, exploração, concessão e manutenção de espaços e equipamentos vocacionados para o turismo, cultura, desporto, lazer e actividades económicas;
• concessões hoteleiras e balneares;
• gestão e promoção de parques industriais;
• apoio logístico à realização de eventos municipais e privados;
• serviços de catering;
• animação turística e de tempos livres;
• gestão e exploração de espaços publicitários;
• gestão e exploração do estacionamento de duração limitada à superfície e subterrâneo;
• prevenção florestal e manutenção do parque florestal, e recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos;
• prestação de serviço no âmbito de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrém;
• prestação de serviços no âmbito da gestão e exploração dos transportes públicos em veículos automóveis pesados e passageiros (transporte de passageiros em autocarro);
• actividades acessórias relacionadas com o seu objecto principal;
• actividades complementares ou subsidiárias da actividade de promoção e desenvolvimento integrado e sustentado do concelho de Pombal;
Isto não é uma empresa, é um emaranhado de actividades sem qualquer complementaridade que não proporcionam especialização nem eficiência, antes pelo contrário.
Pobre País, anda a diplomar pessoas que depois fazem aberrações destas!
15 de janeiro de 2010
Vai um Café?
É certo que a banda do primeiro concerto é a do costume, mas se a imagem e os serviços publicitários estiveram a cargo de outros, podemos acreditar numa vida...diferente.
Entretanto,
Amanhã à noite há um espectáculo no grande auditório do Teatro - Bandas em Concerto -,promovido pela Direcção Regional da Cultura do Centro. A não ser que as obras tenham contemplado algum bar de apoio ainda escondido, continuamos com o mesmo problema: quem vai ao Teatro e quer tomar um café, que seja, sujeita-se ao cartão de consumo mínimo, que amanhã é de 3,5 euros. Podíamos mudar isso, não? Que dizem, senhores da Câmara?
14 de janeiro de 2010
Correio dos Leitores
QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?
Caro leitor:
Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.
No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.
Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?
Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.
Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.
Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.
Assinado e sem medos,
Odete Alves
13 de janeiro de 2010
Erro de planeamento ou de execução?
Há festa na cidade
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12 de janeiro de 2010
... nem é na politica que se fazem blogues!
E por falar em coisas que não se percebem
O trigo e o joio
Pior que tudo, é um problema de décadas e podem vir de lá as responsabilizações que não apagam um facto: tal como o Adelino Malho bem diz, fez-se um remendo. É legítimo querer saber os porquês, sem meias-palavras e sem guerras de editoriais.
11 de janeiro de 2010
O cúmulo da incompetência e do desperdício
As obras, finalmente, avançaram e estão quase concluídas. Mas, pelos vistos, era melhor que continuassem adiadas porque está-se a gastar muito dinheiro e não se resolve o verdadeiro problema: o gargalo na curva. A obra beneficia alguns, mas infelizmente não beneficia os que precisavam do problema resolvido.
Quem desperdiça, desta forma, tanto dinheiro é, pelo menos, incompetente.
São ovos, senhor
É claro que não se livrou da companhia de Narciso Mota, seu confesso admirador, como todos se recordam. Era vê-los em alegre conversa, enquanto o ministro entregava solenemente os contratos Proder a vários agricultores-empresários. Tenho para mim que o senhor presidente lhe meteu uma cunha.
9 de janeiro de 2010
Para vosso conhecimento
Assim, e salvaguardando sempre a relação e compromissos assumidos com os eleitores, e tanto que a desfiliação foi comunicada em tempo ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, manter-me-ei naturalmente na Assembleia de Freguesia de Pombal, enquanto independente eleito pelo PS, desempenhando o mandato no mais estrito respeito pelos compromissos eleitorais assumidos e em natural articulação com as estruturas locais do partido. E sobretudo, respeitando o que disse na noite das eleições: em relação a 2013, cabe apenas ao PS decidir quem é o seu candidato à AF de Pombal, cabendo-me a mim desempenhar, da melhor forma possível, o mandato para o qual fui eleito.
Posto isto e por se tratar de uma decisão transparente, lógica e livre, não se justificam quaisquer extrapolações ou especulações. Concedo, no entanto, que seja inevitável que as mesmas surjam. Da minha parte, não as alimentarei. Estou de consciência tranquila em relação a todo o meu percurso naquela casa.
PS: A comunicação social local e alguma regional tentou obter mais que isto, fazendo o seu trabalho, mas também acho propício que isso , mesmo da forma mais inocente, gerasse extrapolações e especulações. Como tal, é capítulo encerrado.
Publicado originalmente no meu blog.
Comparticipação nos prejuízos das cheias
8 de janeiro de 2010
O estado a que chegámos
Narciso modesto
Entre outras coisas, ficamos a saber que Narciso Mota já não tem ambições políticas. A não ser, claro está, se o convidassem para Ministro das Obras Públicas. Nesse caso, sim, estaria disposto a desempenhar o cargo "com modéstia", para poder "alterar radicalmente o sentido de planeamento das obras públicas". De facto, para um narciso, é muita modéstia!
Não é novidade para ninguém que o Eng. Narciso Mota tem um carinho especial pelo tuvenan. Já o mesmo não se pode dizer em relação ao planeamento, o que não nos pode deixar descansados quanto à sua intenção. Mas, a avaliar pelo estado do PSD, presumo ser mais fácil termos um dia o Adelino Mendes na Câmara que o nosso engenheiro em Lisboa.
7 de janeiro de 2010
O magnífico remendo
Alcatrão para entrar, para sair e para circular...
4 de janeiro de 2010
Finalmente…
Isto de fazer um furo, instalar uma bomba, estender tubo e colocar água directamente na rede é uma solução arcaica e muito arriscada. E com a saúde das pessoas não se brinca.
Dúvidas existenciais, ou quem é que nos pode esclarecer
1. Quer então dizer que agora há uma escala, para saber quem segura no chapéu de chuva, abre a porta e acena com a cabeça enquanto o senhor presidente discursa? Será isso? Se assim for, acho bem. Quem sabe podemos até evoluir para o registo de outras câmaras da região, onde - imagine-se! - o presidente delega, de facto, competências nos seus vereadores em representações oficiais. Porque o povo está (mal) habituado e é melhor começarmos já o chamado desmame.
2. Apesar de não parecer, o PS/Pombal existe. Tem sede ali por baixo daquela varanda natalícia mais iluminada que o próprio cardal, na rua Alexandre Herculano. Consta até que acabou de perder um dos seus mais ilustres militantes. Se assim for, é Pombal que perde, também.
Por solidariedade interna vou escusar-me a dar a notícia, deixando para a competente comunicação social da terra esse doce informativo.
31 de dezembro de 2009
Bom Ano de 2010!
Nem o pai morre, nem a malta almoça...
30 de dezembro de 2009
Prenda de Natal Atrasada
In Memoriam
Para o ano que vem
10 desejos para 2010
1. Que o Café concerto ressuscite. Tenho fé na tal da Pombal Gest, onde a vereadora Ana Gonçalves há-de brilhar tanto como conseguia nos eventos da capital. Está visto que a malta anda sedenta de cultura, da boa.
2. Que o Teatro-Cine passe a museu - pode ser com iluminação LED (assim sempre lavramos o nosso protesto pelo saneamento de Pedro Martins da vereação), excepcionalmente aberto à iniciativa das associações, escolas e demais promotores de festinhas.
3. Que o Museu de Arte Popular continue a rivalizar com o do Marquês de Pombal, em matéria de visitas e iniciativas.
4. Que o Centro Cultural diversifice um pouco a programação.
5. Que a Pista de Aeromodelismo seja adaptada para provas de corta-mato no inverno. Juro que assim escrevo menos sobre o assunto e faço o presidente mudar de ideias. Ah, e prometo não falar da pista de atletismo;)
6. Que a Etap tenha sucesso com o tal curso de hotelaria. Fecharam cafés e restaurantes e não podemos ser todos professores nem funcionários administrativos.
7. Que esta união pombalense manifestada nas últimas eleições esteja para durar. Temos de ser uns para os outros.
8. Que a voz nunca doa aos dois vereadores que restaram na oposição. Não há nada pior que uma dor de garganta.
9. Que o presidente consiga reunir o grupo de pressão que anda a organizar, para convencer aquele que a gente sabe a ser seu sucessor.
10. Que José Gomes Fernandes volte, que está perdoado. Sentimos falta de um guerrilheiro como deve ser.
...e um desejo suplementar, para a malta de Leiria que nos lê: não desistam de convencer o homem a candidatar-se. Afinal, a nossa terra é aquela onde moramos.
29 de dezembro de 2009
E agora, algo completamente novo... JS POMBAL!
Face-treta, ou os ciúmes do Cardal!
Rodrigues Marques dixit
28 de dezembro de 2009
Ainda a carta turística
Para ajudar a AMLEI, aqui fica o meu modesto contributo.
24 de dezembro de 2009
23 de dezembro de 2009
Crise também é oportunidade
As vezes, mergulhados na espuma dos dias, não nos apercebemos das grandes transformações que acontecem nas organizações, ou só nos apercebemos quando sentimos o seu efeito negativo.
No ano passado, por esta altura, a KPP sentia intensamente os efeitos da crise económica (as encomendas na indústria automóvel caíram cerca de 45% e em Dezembro a Indústria, praticamente, parou). A empresa teve que dispensar trabalhadores (temporários e contratados) e entrou em lay-off (felizmente por pouco tempo). Neste contexto, não existiam condições para grandes festejos, as pessoas estavam preocupadas com o presente e angustiadas em relação ao futuro. A empresa organizou uma festa simples, num armazém, para a qual convidou, também, os trabalhadores dispensados e aos quais prometeu o retorno assim que a actividade retomasse.
Passado um ano sobre o pico da incerteza e até do desânimo, e num período de forte recessão, a empresa retomou o crescimento da actividade e, mais importante de tudo, duplicou a força de trabalho. Hoje, numa bela quinta, 800 trabalhadores festejaram, novamente com alegria e alguma confiança, mais um ano de trabalho.
Serve este exemplo para mostrar, mais uma vez, que a distância entre o fracasso e o sucesso é muito curto, e que, por mais difícil que seja a situação é (quase) sempre possível encontrar uma saída positiva, desde que se acredite e se busque uma oportunidade. Temos tendência para, perante as dificuldades, pensar, como os gauleses, que o céu nos vai cair em cima, o que não ajuda nem resolve nada. Muitas empresas portuguesas poderiam ganhar muito com esta crise, assim soubessem aproveitar as oportunidades que inegavelmente ela gera.
PS: Não vejam no post a publicitação de méritos próprios, que claramente não existem. Nem vejam só rosas. O crescimento, forçado, trouxe muitos problemas, nomeadamente a queda, a pique, da rentabilidade.
Pregar na Freguesia
Tal como previsto, as Grandes Opções do Plano (quem as quiser consultar, peça-mas por mail) e o Orçamento reflectem um facto simples: receitas que são geradas na nossa freguesia - inertes e estacionamento - não ficam cá para ser geridas. Do Protocolo de Delegação de Competências, ainda não assinado e ainda não em vigor, mantém-se a diferença de 5% em prejuízo de Pombal face a outras freguesias (é maior freguesia que muitos concelhos, dizia NM, mas já se percebe que apesar da zona urbana continua a ter uma gigantesca área rural com uma enorme população a esse nível). Moral da história: o Orçamento, para já, aprovado, não comporta as promessas eleitorais de aumento de receitas próprias. Há um mandato (mais um, como a população quis) para corrigir diferenças e dar "armas" a uma Junta que pode fazer mais do que faz, se esta o quiser, claro. Campanha eleitoral? Não, meus senhores, agora falamos de gestão autárquica. Pura gestão autárquica.
Daí as divergências nas Grandes Opções do Plano, onde para além do apoio à Componente Educativa, o planeamento e levantamento nas obras evitaria a cultura do "ofício" e isto já para não falar no esparso financiamento das actividades culturais, no que toca ao Orçamento. Opções possíveis por um Orçamento possível? Sim, aceita-se. Mas se se queria fazer por mais (ambos os programas eram claros nisso), há que fazer por mais e a nossa bancada disso não abdica. Isso e noutras questões, onde o planeamento e desenvolvimento urbano (onde se encaixará um parque verde) não irá, espero, encontrar uma caixa de ressonância para outros órgãos ou interesses.
22 de dezembro de 2009
São dízimos, senhor!
Cautelas e caldos de galinha!
18 de dezembro de 2009
O planeamento visionário no seu melhor
Má e pouca (acrescento eu). Qualquer pessoa vê isso, menos o visionário.
Numa casa pobrezinha, mas toda cheia de luz
17 de dezembro de 2009
Planeamento territorial e urbanístico
É deixar cada promotor imobiliário construir a sua urbanização numa das nossas encostas ou vales, sem qualquer enquadramento territorial e urbanístico; e, depois, deixar cada um construir aonde lhes der maior jeito (muitas das vezes destruindo aquilo que deveria ser de todos).Resultado: encostas com urbanizações vazias e, ao lado, encostas com construções perdidas na serra.
Eis o planeamento (urbanístico?) visionário no seu melhor!
One world, one climate, one chance
"Climate change is already a serious crisis today. But we can do something about it. If we don’t—if we don’t, hoohoo!, there’s no world which we will leave to you, this generation. You won’t have a world. You will be drowning. You will be burning in drought. There will be no food. There will be floods. We have only one world. We have only one world. If we mess it up, there’s no other world. And for those who think that the rich are going to escape, ha! ha! ha!, we either swim or sink together. We have one world. And we want to leave a beautiful world for all of these beautiful, wonderful young generation. We, the oldies, want to leave you a beautiful world."Desmond Tutu, Copenhagen, December 14th, 2009
Carta Turística
Mas precisamos sempre de "estratégia", "promoção" e "integração". E já sabemos que no nosso dicionário, essas entradas podem ter sempre um significado diferente do habitual.
15 de dezembro de 2009
Espírito da época
14 de dezembro de 2009
UCC, uma boa notícia
12 de dezembro de 2009
10 milhões de expectativas!
1 - Que os investimentos se realizem, efectivamente (atente-se na importante comparticipação QREN para estas obras);
2 - Que seja feita uma discussão pública que permita aos decisores politicos aferirem efectivamente quais são as necessidades e preocupações dos pombalenses neste domínio;
3 - Que se atente no facto de que um centro histórico necessita de muito mais do que obras para ser reabilitados. Necessita, principalmente, de uma estratégia coerente e consequente;
4 - Que as verbas sejam gastas com rigor e seriedade;
5 - Que, sendo 2013 ano de eleições autárquicas, não se deixem as obras para o final, obrigando a pressas que são, em geral, inimigas da perfeição.
Cá estaremos para ir dando nota das ocorrências...
11 de dezembro de 2009
Prioridades
No mesmo dia, Arlindo Araújo, que por acaso é meu irmão ("se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"), recebeu a distinção de "Personalidade Desportiva do Ano", atribuída pela Agência do INATEL de Leiria, pelo excelente trabalho que tem feito na Escola de Judo de Pombal. Esse facto foi completamente desprezado, tanto pela imprensa local, que não lhe dedicou uma única linha, como pelo órgãos políticos concelhios. Ah, peço desculpa!... O senhor vice-presidente Diogo Mateus acabou por comparecer na cerimónia, tarde e a más horas, alegando como justificativo para o seu atraso o tal jantar do beija-mão benfiquista. Prioridades...
10 de dezembro de 2009
Pensamento do dia
Assim se pensa a política!
Neste post, e de uma forma frontal, o João toca na ferida. Numa ferida aberta, que vem sangrando faustosamente há já muito tempo. Uma ferida que nos conspurca a todos.
Fica esta sugestão de reflexão. Não deixem pasar em claro. Porque afinal de contas, "o Carvalhal é nosso"!
Hallmark Pombalense
7 de dezembro de 2009
A festa que não houve

2 de dezembro de 2009
Uma cimeira para sabermos quem é o maior
Comparavam aqui, no post anterior, este nosso torrãozinho dourado a municípios como Marinha Grande ou Porto de Mós. Juntemos-lhe então Ourém (por exemplo, que é de longe bem mais parecido com Pombal do que qualquer um dos outros dois). E depois podemos convidar - só para assistirem - esses presidentes do norte do distrito, que devem ter a mania da qualidade de vida. Claro que a vantagem estaria do nosso lado: ele é cidade florida, ele é cidade saudável, ele é boas práticas disto e daquilo. Até podemos pedir à vereadora Ana Gonçalves que volte a repetir para os de fora o que disse na palestra da APEPI, a Felícia Cabrita. Diz que isto é um bocado provinciano, sei lá.
Seria bom para o turismo, para o desenvolvimento económico, para o ambiente em geral. E aposto que com tanto afazer, a cimeira serviria uma causa maior: arranjar o emprego ao Sopas.
Pombal a marcar passo

30 de novembro de 2009
Com líderes destes…
Rodrigues Marques, presidente da Associação dos Industriais de Pombal, contestou a argumentação afirmando que os empresários que se pronunciaram na reportagem não têm cultura empresarial.
Com um presidente destes, estão bem representados os empresários pombalenses, não haja dúvida!
Que bonito que é!
Infelizmente, esse espirito também já chegou ao Farpas. Reparem nos elogios quase unânimes que mereceram Pedro Pimpão (grande currículo), Odete Alves (uma boa promessa), Adelino Mendes (o melhor candidato de sempre), ou José Miguel Medeiros, elogios vindos de todos os quadrantes, em especial dos contrários aos dos elogiados.
Sei ao que me sujeito: dir-me-ão mesquinho, ou invejoso, ou um "radical do contra". Arrisco, ainda assim!
Releiam os elogios, e depois digam-me: ou somos todos mesmo muito amigos em Pombal, e admiradores uns dos outros... ou os nossos elogios valem menos que a meia dúzia de cêntimos que trago no bolso!
Obras no IC2
O Sr. Presidente da Câmara estabeleceu como prioridade deste seu novo mandato a reivindicação, junto do governo, de obras de requalificação do IC2. Concordo em absoluto. Esta via de comunicação, estruturante para o nosso concelho, tem sido palco de numerosos acidentes de viação, muitos deles potenciados pela má qualidade da via. Mas, se o Sr. Presidente da Câmara quiser ser consistente e não se ficar apenas pelas palavras, deve também exigir à comissão distrital do seu partido que proponha, através do seu grupo parlamentar, a inscrição de uma verba substancial para esse fim no próximo Orçamento Geral do Estado.
Em tempos idos a CDU foi a única força política do distrito a reclamar a inclusão de uma verba no PIDDAC destinada à beneficiação do IC2. Folgo agora em saber que o PSD também tem a mesma preocupação. Resta-me perguntar: e o PS?
29 de novembro de 2009
Percentagem sobre percentagem
Percentagem de percentagem, e esta hein?
O exemplo de Ansião
Havia de ser bonito, sim. E depois Ansião é que é mais interior.
27 de novembro de 2009
A fome da água
Os meus avós paternos viviam junto à nascente e, consequentemente, achavam-se no direito de usar e abusar do uso da água.
A discussão das medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso trouxe-me à memória as histórias à volta da água na minha aldeia.
Decididamente, a natureza humana não evoluiu nada.
Sinais dos novos tempos (II)
Na discussão das taxas dos impostos municipais as posições eram divergentes: PSD a favor e PS contra. Consequentemente a bancada do PSD decidiu parar o debate com um requerimento à mesa para se passar de imediato à votação. O debate terminou e aprovaram-se as taxas.
Sinais dos novos tempos. Depressa, que se faz tarde.
Sinais dos novos tempos (I)
A agenda da reunião era longa. Assisti apenas a três pontos (importantes) da ordem de trabalhos: medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso e fixação das taxas dos impostos municipais.
Surpreendentemente, ou talvez não, o debate decorreu num espírito de grande concórdia (quebrada unicamente e pontualmente por Narciso Mota, no que foi prontamente advertido por João Coelho) e até de entreajuda.
Revelador dos novos tempos.
26 de novembro de 2009
Amigos, amigos, IRS à parte
Em termos gerais, em 2008, a Autarquia, graças a essa participação recebeu 1.028.121 € (ver verba 06030103 na página 80 do Relatório de Gestão de 2008). Admitindo que a justiça social - não beneficiar quem já tem mais rendimentos - obste à consagração da dedução seria interessante que, e porque a Lei fala em dedução até aquele montante, que houvesse uma proposta de afectar directamente o montante que corresponde à participação variável a respostas concretas de cariz social, como algumas destas, por exemplo (podem ir à página 82 do Relatório de Gestão - verba 2.3 - ver quanto se gastou directamente em acção social em 2008). A paternidade da ideia não é minha, mas apenas o resultado de várias conversas.. E atenção que a discussão da justiça social é sempre susceptível de discussão - basta centrar a discussão (a nível local e nacional) na forma como se gasta o dinheiro dos cidadãos.
Lembram-se do "se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"? Pois, este era daqueles casos em que não era uma ajudinha que se impunha, mas uma opção entre ajudar directamente os munícipes ou a comunidade.
24 de novembro de 2009
Avidez pela receita
A avidez pela receita fala sempre mais alto.
A petição que faltava
22 de novembro de 2009
Água: problema recorrente
Eis um caso que junta o pior de dois mundos: a pouca exigência da maioria dos pombalenses e a irresponsabilidade de quem nos governa.
21 de novembro de 2009
Um bom exemplo!
Este tipo de medidas é particularmente relevante numa altura em que o eleitorado se mostra divorciado dos seus representantes. Bem sei que poderíamos ter maior participação, assistindo às Assembleias de Freguesia, por exemplo... mas aquilo que se puder fazer para que a relação entre as instituições políticas e o povo que as elege seja cada vez mais íntima, com mais canais de comuniação (não apenas durante a campanha, como é costumeiro), penso que deve ser estimulado.
20 de novembro de 2009
No meio é que está a virtude?

Situados na zona central do aglomerado urbano de Pombal, quer a Escola Secundária, quer o Hospital (e Centro de Saúde) contribuem para a pressão no estacionamento no centro da cidade, bem como para o aumento de tráfego. Se alguém precisar de chegar rapidamente ao Hospital, é útil ter que passar pelo trânsito urbano? As crianças que não são da cidade e frequentam a Secundária, têm um percurso a pé de mais de um quilómetro. É mesmo necessário ter estes equipamentos no centro da cidade?
19 de novembro de 2009
Ainda mais dúvidas
- É Narciso Mota que protege J. Vila Verde?
- É o J. Vila Verde que protege Narciso Mota?
- Eles protegem-se um ao outro?
Verdadeiro caso de polícia
Estava longe de imaginar que, uns meses depois, Narciso Mota fosse tão falso ao ponto de ter encapotado uma "pseudo-demissão" para, após as eleições, dar de mão beijada um “tacho” a um quadro que destruiu uma empresa e lesou o erário público de forma gravosa. É este o político, que diz que não o é mas que em pouco tempo absorveu os piores tiques dos piores exemplares da classe, que apregoa e reivindica sistematicamente isenção, transparência e ética na política e que, da forma mais indecorosa e descarada, atropela os mais elementares princípios éticos e goza, da forma como relata OCP, com os cidadãos, nomeadamente com os não têm ou perderam o emprego. Ridículo e nojento.
Dúvidas
"João Vila Verde desistiu de ser director da Pombal Viva porque não aguentou a pressão da oposição e a injustiça."
Mas afinal João Vila Verde desistiu ou foi afastado?
"O revisor oficial de contas nunca detectou nenhuma irregularidade – nada foi feito desonesta ou inadequadamente. Mas a auditoria foi minuciosa e não detectou o desvio de um cêntimo."
Mas o relatório não expunha claramente irregularidades... ou, se quiserem, inadequações?
"Não há necessidade de fazer qualquer concurso público. É um lugar de confiança política, tal como o PS tem muitos " boys". Que moral é que eles têm –até o próprio Adelino? Se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade".
Eu diria que mal vai é a sociedade quando o critério essencial para uma contratação é a amizade. Uma coisa é certa, se é confiança política, então assuma-se que o é e acabou, se é uma questão de competência técnica, então não há amiguismo que possa substituir o mérito e a capacidade. É que estamos a falar de dinheiros públicos. Seja aqui ou noutro lado qualquer. E não tem lógica, para quem gosta do discurso impoluto, a argumentação do "eles também o fazem".
Ponto de ordem
Para pensar
(os sublinhados são meus)
São várias as questões que se levantam: conjugar investimentos, atrair pessoas, adequar horários e, sobretudo, a noção que a concorrência entre cidades numa lógica regional é importante. Também poderia mencionar que a própria Isabel Damasceno contribuiu para esta tomada de decisão sugerindo que se ouvisse o Conselho Municipal de Trânsito. Ou seja, tudo sugestões/ideias/contributos para que, a partir do exemplo dos outros, ainda que numa escala diferente, se pense no que fazer cá com a terra melhorando-a. Sim, sim, já sei, existe um projecto de regeneração e requalificação (com o qual concordo na generalidade) mas a questão é para onde se quer e vai caminhar. Se o GoShopping ou o seu sucedâneo avançar, quais as consequências para Pombal - vai ser um foco de atracção para Pombal ou apenas para o espaço comercial? Qual é a real capacidade de atracção de Pombal e por aí adiante. Tudo questões que, independentemente de ciclos eleitorais, e muito longe de partidarites, deveriam ser discutidas. Afinal é o modelo de desenvolvimento que se deveria, se não discutir, pelo menos saber claramente qual é. E isto sem falar em impactos em sede de urbanismo e mesmo de trânsito (mas isso fica para outros posts).
18 de novembro de 2009
2013 aí tão perto!
Depois há os barões. O nome de Rodrigues Marques tem sido badalado, e visibilidade não lhe tem faltado. Também se fala numa "oposição silenciosa", dos que têm sido afastados nos últimos 12 anos (ou seja, os "não-jsd"), num grupo que inclui, entre outros notáveis, José Gomes Fernades. Só que, ao que consta, nenhum dos nomes tem o aval de Narciso Mota.
Como figura pacificadora (não é escolha gritada com entusiamo por ninguém, mas de que também ninguém diz mal), lá se vai falando de Fernando Parreira. Recentemente, até de Paula Cardoso, como "a herdeira" escolhida pelo quase presidente cessante.
Entretanto, e como é seu timbre habitual, o PS vai vendo a banda passar, sempre com grande tranquilidade.
A questão é: como se vai escolher o próximo candidato do PSD por Pombal? Em Lisboa? Em Pombal (na concelhia)? Nas Meirinhas (ou nos Paços do Concelho, o que vai dar ao mesmo)? Nas ruas, ouvindo os militantes?
"Cheira-me" que 2013 já começou, e que estes 4 anos vão trazer mais "sal" a esta nossa peculiar democracia.
Um hino para Pombal
Depois daquele rasgo que tiveram os funcionários da Câmara de Portimão, aqui há dias, bem que Pombal poderia ser notícia, também. Bastava que os futuros funcionários adoptassem para hino esta pérola de Sérgio Godinho. Sem perder de vista que nunca devemos vestir demasiado uma camisola. Um dia ela pode ir à lavagem, encolhe, e aí ficará um bocado ridícula. Tenho assistido a vários exemplos desses, ultimamente, numa Câmara conhecida.
17 de novembro de 2009
16 de novembro de 2009
A revelação de Novembro
Posto isto, partimos todos para uma semana mais descansada.
15 de novembro de 2009
Agência de Rendimento Garantido
Mas nos últimos tempos transformou-se numa Agência de Rendimento Garantido.
E até os muito empreendedores a ela recorrem!
Narciso Mota no seu melhor
Esta inovação de Narciso Mota na forma de administrar a Câmara tem um enorme potencial. Senão vejamos: Narciso Mota pode, a pouco e pouco, ir passando os seus muitos pelouros para a Paula e esta vai, assim, passo a passo, assumindo a presidência. Em 2013, a Paula, com o curriculum entretanto obtido, candidata-se à Presidência (Narciso Mota não se pode candidatar (Lei de merda!) e não confia em nenhum dos outros vereadores). A Paula ganha e contrata Narciso Mota para seu Chefe de Gabinete.
E aí tudo recomeça: Narciso Mota, a pouco e pouco, reassume os seus pelouros. E tudo continua igual, no Pombal.
13 de novembro de 2009
A cultura sem norte!
Gentil e Parreira começaram um bom trabalho, que depois não teve seguimento. Já lá vão mais de 8 anos desde que tivemos MESMO um vereador da cultura (o último mandato de Parreira não conta, porque a sua acção foi completamente desprovida de meios).
Não espero vida fácil a Paula Cardoso, nem posso ficar contente com a solução encontrada. Em causa não está a competência de Paula Cardoso, mas a legitimidade com que irá desempenhar o cargo. Legitimidade que não resulta das urnas, porque ela não foi eleita para o cargo. Nem o facto de ser o Presidente a assumir (formalmente) o cargo, o legitima. Temo que venham mais 4 anos de inacção cultural!
11 de novembro de 2009
Hoje há medalhas!
Eis a lista dos premiados:
Prémio o Faz-tudo: João Vilaverde
Prémio Ninguém Pára o Narciso: Narciso Mota
Prémio Faltou-te Um Bocadinho Assim: Odete Alves e Pedro Pimpão
Prémio Eu Vou a Todas: Rodrigues Marques
Prémio Elas Ganham Tudo Ou O Que É Preciso Mais Para Ter Um Pavilhão?: Equipa de Andebol do Colégio João de Barros.
10 de novembro de 2009
Obviamente, reciclo-o!
A propósito do Feriado Municipal
9 de novembro de 2009
Hoje é dia de festa
Perdoar-me-ão a incursão a outros terrenos mas hoje, dia 9 de Novembro, é dia de festa (pese embora alguns outros significados desta data). Faz hoje 20 anos que se entrou no acto final de um dos capítulos mais negros da História da Europa, com a Queda do Muro de Berlim. E ao contrário do que alguns defendem, valeu a pena a sua queda. E eu festejo esta data por defender de forma intransigente a Liberdade, por defender o combate às injustiças sociais e por ser radicalmente contra a implementação e manutenção de regimes repressivos e totalitários sob desculpas utópicas. Naqueles dias fabulosos, os alemães bem que resumiram tudo a uma frase: “Wir sind das Volk!” (Nós somos o povo!). Por muito que, aqui e ali, custe perceber a quem governa. E datas como esta, que nos lembram essas coisas aparentemente simples, são o que inspiram todos os dias a actuação de quem por aqui anda a comentar a realidade.Quem não deve...
Por outras palavras, queria-se transparência. Admito até que alguns documentos pudessem ser dispensáveis para chegar onde se interessa, mas a ideia percebe-se e é legítima: quem são, o que fazem e o que recebem do erário público as associações do Concelho. Não se trata de uma inversão do ónus da prova, mas sim da simples constatação se do apoio prestado nasce alguma mais-valia (corrigindo ou melhorando algumas situações) ou se, pelo contrário, o apoio prestado apenas mantém uma rede de interesses.
8 de novembro de 2009
Não mudam…
Na primeira reunião do executivo os vereadores do PS resolvem apresentar uma proposta “no sentido de ser aferida a legalidade das associações beneficiárias de subsídios municipais” (podiam ter escolhido outra como entrada).
O executivo discute a proposta, os vereadores de ambos os lados da barricada trocam argumentos até ao momento em que o presidente, no seu estilo inconfundível, dispensa totalmente o recurso a argumentos de verdade e passa directamente ao ataque pessoal, nomeadamente ao vereador estreante.
No final da discussão passou-se à votação da proposta. Não da proposta, mas da admissão da proposta à discussão. E, acto contínuo, foi rejeitada a admissão da proposta, com os votos contra dos vereadores da maioria.
Mais palavras para quê?
7 de novembro de 2009
Colégio João de Barros
6 de novembro de 2009
Afinal havia outro
Na verdade, Rui Jorge Calvete também foi presidente de junta, sim. E até é empresário, também. Mas é tio de António Jorge Calvete.
Livremo-nos de sermos notícia, nos tempos que correm.
A emancipação
É o reconhecimento da competência e do trabalho que indiscutivelmente lhe assistem. E que terão dado nas vistas do ministro Rui Pereira.
Paralelamente, é mais um exemplo de um santo da terra que por cá não faz milagres. Mas como está muito a tempo de, humildemente, se penitenciar e redimir de alguns erros (que existiram, no processo autárquico)...2013 ainda é mais que uma miragem.
5 de novembro de 2009
Para mais tarde recordar
Diz que é uma espécie de centro... centro quê?
4 de novembro de 2009
Princípios de administração
Vendo bem, se calhar nem fomos muito originais. Em alguns aspectos a fórmula seguida em Pombal é semelhante à estabelecida pelo Princípio de Dilbert: "os trabalhadores mais ineficientes são sistematicamente promovidos para os cargos onde podem fazer menos mal às empresas: a gestão.”
Qualquer semelhança com a ficção é realidade
PESSOA COM DÚVIDAS
Professor, gerir uma empresa pública onde se detectaram várias irregularidades é mau, não é?
MARCELO REBELO DE SOUSA (ou outra eminência qualquer)
É.
PESSOA COM DÚVIDAS
Portanto, devia haver apuramento de responsabilidades?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Exacto.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Mas eu poderia gerir mal na mesma?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Podia.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E o que é que me acontecia?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Nada.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Mas estava a agir contra as regras de boa gestão?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Estava.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E como é que eu era responsabilizado?
MARCELO REBELO DE SOUSA
De maneira nenhuma.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Isso não é um bocadinho incoerente?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Pssht. Gerir mal empresas públicas é não cumprir a lei, mas pode-se fazer. A lei não o deixa, mas pode-se fazer. Só que não pode acontecer. O que é que acontece a quem o faz? Nada. Só que não pode acontecer, mas pode-se fazer. Só que não pode acontecer.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Então, posso gerir mal uma empresa pública?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Pode.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Só que não pode acontecer?
MARCELO REBELO DE SOUSA
É.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E o que é que acontece?
MARCELO REBELO DE SOUSA
Nada... Quer dizer, depois das eleições arranja-se outro sítio qualquer.
PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Ah.
O balão do João
João Vila Verde já está na Etap. Diz que vai gerir (???) um gabinete de divulgação de cursos. Lá, onde a "bolsa de emprego" da Câmara tem sempre lugar para mais um.
Ou de como em Pombal vale tudo.
Questão
3 de novembro de 2009
A Arte da Multiplicação dos Tachos
Segundo passo: criam-se umas empresas municipais e umas entidades equiparadas. Desta forma criam-se vagas e agiliza-se a criação imediata dos “tachos”.
Terceiro passo: colocam-se os familiares e amigos nas vagas entretanto criadas. Como as admissões para a câmara têm que passar pelo crivo da Administração Central, colocam-se os familiares e amigos nas empresas municipais ou nas entidades equiparadas até se desbloquear as vagas na câmara (sempre mais segura).
Como, regra geral, os tachos são atribuídos a gente mal preparada ou incompetente há que faze-los rolar de “tacho” em “tacho”, de forma a ir disfarçando a coisa.
Quarto passo: repete-se a fórmula de mandato em mandato.
É este o reino narcísico, de alguns…
2 de novembro de 2009
A arte de seguir a pista
Se dúvidas restavam, aqui fica a resposta aos críticos, ok?
O Alma Grande
Nos Novos Contos da Montanha, Miguel Torga deu-nos a conhecer o Alma Grande, uma personagem fantástica criada a partir da lenda do Abafador. Segundo se consta, no tempo dos Cristãos Novos, existia uma figura - o Abafador - cuja função consistia em acabar com o sofrimento alheio. Quando um moribundo se encontrava às portas da morte, o Abafador era chamado para cumprir o seu desígnio e pôr fim à sua agonia. O prestígio, e a função social, do Abafador eram enormes e quem tinha a seu cargo essa importante missão era alguém muito respeitado na comunidade.
1 de novembro de 2009
Amigo não empata amigo
Quem criticou (como o PS fez) o facto de ficarmos com um executivo caro, quando se abstém, quer dizer que afinal a medida não é boa nem é má... é "mais-ou-menos". Começamos bem...




