18 de janeiro de 2010

O engenheiro e o conselho

O nosso blogo-amigo Rodrigues Marquesfoi a votos no fim de semana passado, nas eleições para a distrital de Leiria do PSD. Intregra agora o Conselho de Jurisdição do partido, o que bem pode explicar o interesse pela área jurídica aqui demonstrado. Claro que o líder Narciso também lá está, na nova comissão política. E como todos sabem, o engenheiro Marques é agora uma espécie de sombra do fiel-amigo. Aquele que está sempre lá, no lugar certo e à hora certa. Nem que seja para lhe dizer que está certo, papel preponderante, como é sabido.

17 de janeiro de 2010

Reestruturação?

O NC informa que a CMP reestruturou o sector empresarial local criando a PMUGEST – Manutenção Urbana e Gestão. A nova empresa passa a ter como objecto social:
• combate à pobreza e à exclusão social através da inserção ou reintegração de profissionais;
• formação profissional;
• prestação de serviços nas áreas de limpeza e manutenção de espaços públicos e privados;
• gestão, exploração, concessão e manutenção de espaços e equipamentos vocacionados para o turismo, cultura, desporto, lazer e actividades económicas;
• concessões hoteleiras e balneares;
• gestão e promoção de parques industriais;
• apoio logístico à realização de eventos municipais e privados;
• serviços de catering;
• animação turística e de tempos livres;
• gestão e exploração de espaços publicitários;
• gestão e exploração do estacionamento de duração limitada à superfície e subterrâneo;
• prevenção florestal e manutenção do parque florestal, e recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos;
• prestação de serviço no âmbito de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrém;
• prestação de serviços no âmbito da gestão e exploração dos transportes públicos em veículos automóveis pesados e passageiros (transporte de passageiros em autocarro);
• actividades acessórias relacionadas com o seu objecto principal;
• actividades complementares ou subsidiárias da actividade de promoção e desenvolvimento integrado e sustentado do concelho de Pombal;
Isto não é uma empresa, é um emaranhado de actividades sem qualquer complementaridade que não proporcionam especialização nem eficiência, antes pelo contrário.
Pobre País, anda a diplomar pessoas que depois fazem aberrações destas!

15 de janeiro de 2010

Vai um Café?

Diz que reabriu ontem o Café Concerto, agora soba batuta da vereadora Ana Gonçalves.
É certo que a banda do primeiro concerto é a do costume, mas se a imagem e os serviços publicitários estiveram a cargo de outros, podemos acreditar numa vida...diferente.
Entretanto,
Amanhã à noite há um espectáculo no grande auditório do Teatro - Bandas em Concerto -,promovido pela Direcção Regional da Cultura do Centro. A não ser que as obras tenham contemplado algum bar de apoio ainda escondido, continuamos com o mesmo problema: quem vai ao Teatro e quer tomar um café, que seja, sujeita-se ao cartão de consumo mínimo, que amanhã é de 3,5 euros. Podíamos mudar isso, não? Que dizem, senhores da Câmara?

14 de janeiro de 2010

Correio dos Leitores

A novela em torno dos acessos à urbanização S. Cristóvão tem novo capítulo. Depois do texto publicado em editorial pel'O Correio de Pombal , na edição da passada semana, a direcção terá recusado o direito de resposta à visada Odete Alves, deputada municipal. O Farpas - que é apenas um blogue mas que pelos vistos é encarado cada vez por mais gente como a última janela de intervenção livre, agora que a imprensa está praticamente reduzida ao próprio OCP, que parece baralhado com as regras mais elementares do exercício do Jornalismo - a pedido da visada deputada municipal, publica aqui a carta que o OCP recusou publicar.


QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?

Caro leitor:

Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.

No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.

Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?

Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.

Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.

Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.

Assinado e sem medos,
Odete Alves

13 de janeiro de 2010

Erro de planeamento ou de execução?

No gargalo da entrada na urbanização São Cristóvão ainda são visíveis as marcações do suposto alargamento. A questão que se coloca é: porque não foi o alargamento executado?

Há festa na cidade



Mas no meio da chuva e das incompreensabilidades pombalenses, há quem volte à carga que resolva (em tempos literalmente difíceis) dar animação à parte menos potencializada da nossa cidade. O pessoal que no ano anterior reergueu o Santo Amaro está de regresso. Espero não deparar com quaisquer aproveitamentos deste evento, mas apenas com reconhecimento daqueles que se dedicaram abnegadamente a dar vida a uma Praça realizando uma festa, aparentemente com conta, peso, medida e abrangência.

E desde já acrescento que uma minha eventual ausência se deverá sempre ao facto de estar iminente o aparecimento de mais uma pequena pombalense.

12 de janeiro de 2010

... nem é na politica que se fazem blogues!

Na última edição de OCP, o camarada Tiago Galvão (para quem não saiba, é o "mandador" da JS de Pombal) refere que não é nos blogues que se faz politica, chamando até a este "meio de comunicação" de "conversas de café", pelo que não dá valor ao que aqui se diz (o exemplo referido foi, precisamente, o do FARPAS). Pois a mim, parece-me que fazer politica (ou conversas de café) aqui, é menos mau do que não a fazer em lado nenhum. Aqui tenho a certeza que alguns nos "ouvem"... na Câmara, e não só! De igual forma, cai num "círculo azarado" de justificações para a fraca implantação e acção da JS no concelho. Problemas de mobilidade, parece. E poucos militantes para trabalhar, a... arranjar mais militantes. Um sarilho, sem dúvida.
Contudo, os mesmos com problemas de mobilidade, e que por isso não conseguem "militar" (acção daquele que milita), têm como grande problema a questão do IMI. Sinal que, sendo ainda jovens, já compraram casa própria, e já queimaram os 8 anos de isenção.
Fizeram casa aos 16 anos, gozaram da isenção até aos 24, e agora que queriam militar, "truca!", uma bordoada de IMI que nem lhes deixa uns trocos para o autocarro. Assim não há juventude partidária que aguente!

E por falar em coisas que não se percebem

O Jardim do Vale, sitio muito aprazível fora da época de chuvas, transformado num lamaçal assim que chove um bocado. Eu sei que é coisa menor, decerto, mas era tão bom que depois das placas, a funcionalidade dos espaços fosse sempre assegurada.

O trigo e o joio

Quando se fazem obras a ideia será, digo eu, tornar melhor ou reparar um problema. Quando se olha para a entrada da Urbanização São Cristovão fica à vista que tendo sido obras feitas, fizeram-se pela metade e o resto é treta. Melhorou-se a qualidade do asfalto? Óptimo. Mas o que é certo é que a curva de acesso continua a precisar do sinal de trânsito que adverte para ceder passagem. Ora, vê-se ali uma meia-obra (vão ao local e constatem) e, aparentemente, não se percebe porquê. As dúvidas são legítimas e simples: afinal o projecto estava pronto e algo correu mal ou foi-se fazendo e algo correu tão mal que ficou tudo à nora?

Pior que tudo, é um problema de décadas e podem vir de lá as responsabilizações que não apagam um facto: tal como o Adelino Malho bem diz, fez-se um remendo. É legítimo querer saber os porquês, sem meias-palavras e sem guerras de editoriais.

11 de janeiro de 2010

O cúmulo da incompetência e do desperdício

A entrada na urbanização São Cristóvão é uma aberração rodoviária e urbanística, com vários responsáveis e muitos pecados, que tem provocado vários acidentes (felizmente nenhum, ainda, com consequências pessoais graves). A resolução do problema foi prometida ao longo dos últimos dezasseis anos mas sempre adiada.
As obras, finalmente, avançaram e estão quase concluídas. Mas, pelos vistos, era melhor que continuassem adiadas porque está-se a gastar muito dinheiro e não se resolve o verdadeiro problema: o gargalo na curva. A obra beneficia alguns, mas infelizmente não beneficia os que precisavam do problema resolvido.
Quem desperdiça, desta forma, tanto dinheiro é, pelo menos, incompetente.

São ovos, senhor

Sócrates andou por aí, sábado à tarde, quase noite. No périplo que fez pelo distrito de Leiria, vsitou apenas seis dos 16 concelhos, e Pombal foi um dos felizes contemplados. Aqui não houve anúncios de obras nem inaugurações, tão pouco visitas a investimentos estatais. Houve, sim, uma visita à Derovo, empresa privada que dá cartas cá dentro e lá fora, exemplo em diversas áreas (é verdade que tem no currículo aquela manchita do blogue e tal, mas isso já lá vai...). Ficou clara a visão que o Primeiro-Ministro tem deste pedaço do distrito. Ou seja: não deixou de vir a Pombal - o que diz da importância do concelho charneira - mas elogiar os privados.
É claro que não se livrou da companhia de Narciso Mota, seu confesso admirador, como todos se recordam. Era vê-los em alegre conversa, enquanto o ministro entregava solenemente os contratos Proder a vários agricultores-empresários. Tenho para mim que o senhor presidente lhe meteu uma cunha.

9 de janeiro de 2010

Para vosso conhecimento

Uma vez que se tornou público o facto de me ter desfiliado do PS (o pedido já tinha sido feito em Dezembro, mas apenas recebi a confirmação ontem), entendo deixar aqui algumas palavras. Quem me conhece bem seguramente que não é apanhado de surpresa por esta decisão. Já há muito que não me revia nem neste PS nem numa determinada forma de fazer política. Poderia, contudo, aguentar por "melhores tempos", assente até num resultado e posição honrosa, mas tal não me parece que esse seja um bom exemplo daquilo que defendo para a actuação e responsabilização política.

Assim, e salvaguardando sempre a relação e compromissos assumidos com os eleitores, e tanto que a desfiliação foi comunicada em tempo ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, manter-me-ei naturalmente na Assembleia de Freguesia de Pombal, enquanto independente eleito pelo PS, desempenhando o mandato no mais estrito respeito pelos compromissos eleitorais assumidos e em natural articulação com as estruturas locais do partido. E sobretudo, respeitando o que disse na noite das eleições: em relação a 2013, cabe apenas ao PS decidir quem é o seu candidato à AF de Pombal, cabendo-me a mim desempenhar, da melhor forma possível, o mandato para o qual fui eleito.

Posto isto e por se tratar de uma decisão transparente, lógica e livre, não se justificam quaisquer extrapolações ou especulações. Concedo, no entanto, que seja inevitável que as mesmas surjam. Da minha parte, não as alimentarei. Estou de consciência tranquila em relação a todo o meu percurso naquela casa.

PS: A comunicação social local e alguma regional tentou obter mais que isto, fazendo o seu trabalho, mas também acho propício que isso , mesmo da forma mais inocente, gerasse extrapolações e especulações. Como tal, é capítulo encerrado.

Publicado originalmente no meu blog.

Comparticipação nos prejuízos das cheias

A CMP de Pombal vai (finalmente) receber uma comparticipação de um milhão de euros pelos estragos causados pelas cheias de 2006. Na assinatura do contrato, Narciso Mota estava radiante, mas deveria estar triste. No dia 25 de Outubro de 2006 a cidade de Pombal sofreu a maior calamidade das últimas décadas. Logo, este financiamento chega aos cofres da câmara pelas piores razões (e não foram só razões naturais). É verdade que calamidade afectou infraestruturas e equipamentos públicos mas, pior do que isso, destruiu o património de muitas famílias. Consequentemente, Narciso Mota deveria repartir parte do apoio governamental com as pessoas afectadas, de forma a minimizar os prejuízos junto dos verdadeiros afectados pela calamidade.

8 de janeiro de 2010

O estado a que chegámos

Pode ser constatado na edição d'O Correio de Pombal desta semana, num espaço designado "editorial", página 2. Um texto quer não é assinado - logo, a responsabilidade é da Direcção - sobre um imbróglio qualquer a propósito dos acessos à urbanização S. Cristóvão. A não ser que o leitor esteja na posse de alguma informação privilegiada, não consegue perceber rigorosamente nada do assunto. Agora os jornais servem (outra vez) para isto, é?

Narciso modesto

Já leram a entrevista que o Sr. Presidente da Câmara deu ao Jornal de Leiria? Não percam; é uma pérola!

Entre outras coisas, ficamos a saber que Narciso Mota já não tem ambições políticas. A não ser, claro está, se o convidassem para Ministro das Obras Públicas. Nesse caso, sim, estaria disposto a desempenhar o cargo "com modéstia", para poder "alterar radicalmente o sentido de planeamento das obras públicas". De facto, para um narciso, é muita modéstia!


Não é novidade para ninguém que o Eng. Narciso Mota tem um carinho especial pelo tuvenan. Já o mesmo não se pode dizer em relação ao planeamento, o que não nos pode deixar descansados quanto à sua intenção. Mas, a avaliar pelo estado do PSD, presumo ser mais fácil termos um dia o Adelino Mendes na Câmara que o nosso engenheiro em Lisboa.

7 de janeiro de 2010

O magnífico remendo

As obras de melhoramento da entrada da Urbanização São Cristóvão estão praticamente concluídas. Aguarda-se a marcação (e a comunicação) da cerimónia de inauguração. Quero lá estar para assistir ao descerramento da placa que imortalize mais esta grandiosa obra do Engenheiro. O magnífico (e caríssimo) remendo merece!

Alcatrão para entrar, para sair e para circular...

Em Pombal, não haverá nenhum aeroporto (consta-se...), mas ainda assim, os pombalenses precisam de se deslocar. Temos vários problemas, alguns relativos ao traçado do IC2 (o acesso do lado da Repsol, ou a zona de acidentes junto ao corte para Albergaria), outros relativos ao trânsito dentro da cidade (aquela rotunda dos correios não devia ser descongestionada? E o trajecto entre a Câmara Municipal e a Rua de Albergaria?). Depois, temos a sempre falada circular externa. Esperamos que o governo se lembre? Temos um projecto apresentado, ideias formadas a esse respeito?
Uma outra questão que implica Pombal é requalificação do IC8. Fala-se em traçado de via rápida até Castelo Branco. Muitos antecipam que isso vai agudizar ainda mais a fuga de empresas para Ansião. Será esta uma estrada de entrada em Pombal, ou de saída de Pombal?
Parece-me importante que, sendo as obras da responsabilidade da Câmara ou da responsabilidade do governo, o município tenha uma posição clara sobre o que pretende a nível rodoviário. Sem isso, fica Pombal sem legitimidade para se queixar de alguns disparates que se vão fazendo, como o do traçado do IC8 inaugurado à pressa no governo Guterres, verdadeira aberração já aqui citada, neste blog, inúmeras vezes!

4 de janeiro de 2010

Finalmente…

A CMP vai construir um sistema integrado de abastecimento de água. Finalmente, Narciso Mota reconhece que o sistema actual não assegura qualidade (mínima). Já era tempo. No entanto, mais vale tarde que nunca.
Isto de fazer um furo, instalar uma bomba, estender tubo e colocar água directamente na rede é uma solução arcaica e muito arriscada. E com a saúde das pessoas não se brinca.

Dúvidas existenciais, ou quem é que nos pode esclarecer

Acabado este período de nojo a que as festividades obrigam, fiquei intrigada (eu e mais meia dúzia de pacatos cidadãos) sobre a história dos "vereadores de turno" de que o nosso caro amigo Rodrigues Marques aqui falou, em tempo de Natal. Essa e outras questões andam cá a martelar. Se algum dos nossos tão-bem-informados comentadores (palavra de honra que às vezes até parece que vivem dentro da Câmara, de tão bem esclarecidos) quiser ter a simpatia de esclarecer estes vossos amigos...

1. Quer então dizer que agora há uma escala, para saber quem segura no chapéu de chuva, abre a porta e acena com a cabeça enquanto o senhor presidente discursa? Será isso? Se assim for, acho bem. Quem sabe podemos até evoluir para o registo de outras câmaras da região, onde - imagine-se! - o presidente delega, de facto, competências nos seus vereadores em representações oficiais. Porque o povo está (mal) habituado e é melhor começarmos já o chamado desmame.

2. Apesar de não parecer, o PS/Pombal existe. Tem sede ali por baixo daquela varanda natalícia mais iluminada que o próprio cardal, na rua Alexandre Herculano. Consta até que acabou de perder um dos seus mais ilustres militantes. Se assim for, é Pombal que perde, também.
Por solidariedade interna vou escusar-me a dar a notícia, deixando para a competente comunicação social da terra esse doce informativo.

31 de dezembro de 2009

Bom Ano de 2010!

O Farpas deseja a todos um excelente ano de 2010, onde não falte o sentido crítico, a capacidade de intervenção e a vontade de ter um concelho melhor.

Nem o pai morre, nem a malta almoça...

Falemos do badalado Centro de Saúde de Almagreira. Do novo, que teima em não sair do papel. Autarquia laranja que culpa o governo rosa. Gente rosa que "conhece" os do governo culpa a autarquia laranja. E enquanto perdura este "pacto tácito do eixo do poder", lá vão as gentes de Almagreira tendo que se governar com o velhinho Centro de Saúde.
Sr. Presidente, eu não sei se a responsabilidade é central ou local, mas... se achava que é coisa do governo, não o prometia nas camapnhas eleitorais, não lhe parece?

30 de dezembro de 2009

Prenda de Natal Atrasada

Para o nosso presidente da Câmara: o Parecer do Colégio de Especialidade de Psiquiatria relativo ao Pedido de parecer do Bastonário da Ordem dos Médicos sobre o tratamento da homossexualidade. Só para que em 2010 não repita algumas afirmações, no mínimo, infelizes.

In Memoriam

Se me permitem a homenagem, póstuma e sempre muito pessoal, não posso deixar de lembrar aqui a data da partida tão inesperada de um verdadeiro gigante pombalense que, naquilo que melhor sabia: ser amigo e jogar basket, nunca deixou o nome Pombal envergonhado. À tua, Ricardo, alguém que sem dúvida seria um exímio farpeador.

Para o ano que vem

Hotelaria e Carta Turística. Duas expressões para 2010. Da minha parte, legítimas. Mas continuo na minha (lá está). Aquela história de não ligarmos peva para a História ou Património Histórico(excepto a omnipresença acrítica do Marquês) e da pouca relevância de se apostar no Património Natural (espera-se que o CIMU seja a prova provada do contrário), continua sem se assumir claramente - e desculpem lá, mas da carta turística da AMLEI vejo banalidades, não vejo patrimónios da humanidade, centros mariânicos ou linhas de costa lindíssimas, para apelar aos elementos mais fortes - que o turismo é uma opção para Pombal. Parece complicado, estranho, contranatura, mas entre visionarices mal enjorcadas, prefiro assumir uma linha do "fique cá e visite a região". E aí talvez a hotelaria e uma boa carta turística - uma assente em rotas, senhores, em rotas (e prometo que deixo os Templários em paz), que cruzem heranças e tradições várias. Provavelmente falta-lhe o laranja para ser visionário, mas é uma ideia que procura assentar-se em várias outras. Tipo construir com lógica, com plano. Pode até nem dar em nada, mas sempre é melhor que a simples atordoada tipo "teleférico". Até lá, que as apostas sejam feitas e, mais importante, sustentadas. Para ver se, sei lá, passamos de visionários a estrategas.

10 desejos para 2010

O ano que agora finda não foi, para Pombal, melhor nem pior que os outros todos. Foi mais do mesmo, já se sabe. A rua direita continua torta, o rio vai seco ou lamacento, o Cardal continua a melhor almofada para quem se imolou há muito dos valores espirituais. É este o concelho charneira, onde é gratificante e honroso morar. Onde ainda um dia também se haverá de viver, com direito ao supérfluo parque verde (já que estou a ver a coisa difícil para lá ir com os meus filhos, que ao menos lá possa ir com os netos). Enquanto esse tempo não chega, aqui ficam os meus desejos para 2010, sobre o que realmente interessa e faz falta. Para animar a malta, claro está.

1. Que o Café concerto ressuscite. Tenho fé na tal da Pombal Gest, onde a vereadora Ana Gonçalves há-de brilhar tanto como conseguia nos eventos da capital. Está visto que a malta anda sedenta de cultura, da boa.
2. Que o Teatro-Cine passe a museu - pode ser com iluminação LED (assim sempre lavramos o nosso protesto pelo saneamento de Pedro Martins da vereação), excepcionalmente aberto à iniciativa das associações, escolas e demais promotores de festinhas.
3. Que o Museu de Arte Popular continue a rivalizar com o do Marquês de Pombal, em matéria de visitas e iniciativas.
4. Que o Centro Cultural diversifice um pouco a programação.
5. Que a Pista de Aeromodelismo seja adaptada para provas de corta-mato no inverno. Juro que assim escrevo menos sobre o assunto e faço o presidente mudar de ideias. Ah, e prometo não falar da pista de atletismo;)
6. Que a Etap tenha sucesso com o tal curso de hotelaria. Fecharam cafés e restaurantes e não podemos ser todos professores nem funcionários administrativos.
7. Que esta união pombalense manifestada nas últimas eleições esteja para durar. Temos de ser uns para os outros.
8. Que a voz nunca doa aos dois vereadores que restaram na oposição. Não há nada pior que uma dor de garganta.
9. Que o presidente consiga reunir o grupo de pressão que anda a organizar, para convencer aquele que a gente sabe a ser seu sucessor.
10. Que José Gomes Fernandes volte, que está perdoado. Sentimos falta de um guerrilheiro como deve ser.

...e um desejo suplementar, para a malta de Leiria que nos lê: não desistam de convencer o homem a candidatar-se. Afinal, a nossa terra é aquela onde moramos.

29 de dezembro de 2009

E agora, algo completamente novo... JS POMBAL!

Para os que não sabiam (e o desconhecimento é desculpável), existe uma coisa chamada JS DE POMBAL, que por acaso foi a votos recentemente. Ao que consta, ganhou a disputa um Tiago Galvão (espero que não me tenham enganado no nome).
O que se espera destes jovens é alguma acção. Qualquer coisa diferente da nulidade que é a sua página na internet. De silêncios e inacção está o concelho farto.

Face-treta, ou os ciúmes do Cardal!

Segundo esta curiosa noticia, o facebook é responsável por uma quantidade incrivel de divórcios. Este facto deixou-me preocupado, visto que o facebook foi um veículo muito utilizado pelos nossos políticos, na última campanha eleitoral, para fazerem passar as suas mensagens. Estarão à vista alguns divórcios... politicos?

Rodrigues Marques dixit

Num comentário ali em baixo, o nosso ilustre eng. Rodrigues Marques disse, e transcrevo:

"Fico triste porque os Senhores Vereadores do PSD, de turno, a saber, Dr. Diogo Mateus e Dr. Pedro Pimpão foram a banhos, um para Castelo Branco, e o outro para a Guarda.E mais, o Senhor Vereador Diogo Mateus detêm o Pelouro da Acção Social e Habitação.Coitado do Engº Narciso Mota que tem que estar em todas e a ver os seus Vereadores a banhos.Não se faz, Senhores Vereadores!"
O comentário tem ainda mais força por vir de alguém que sabe do que fala. O espanto é justificado: com tantos vereadores assalariados, tem o nosso Presidente da Câmara que ir a todas? Ele que já nem precisa, visto que já não será candidato, nas próximas eleições, às funções que agora desempenha. É caso para "espantação", sem dúvida.
Outras vozes mais "corrosivas" (malditos genes, não é?) adivinham neste e noutros comentários um "posicionamento estratégico" (quem lhe chamou "tática"?) na previsivel e interessante guerra da sucessão. Ou da secessão, ao que parece...

28 de dezembro de 2009

Ainda a carta turística

Segundo o Notícias do Centro, e também de acordo com um post anterior neste blogue, "a Associação de Municípios da Região de Leiria (AMLEI) apresentou uma carta turística procurando alargar o tempo de permanência dos visitantes da região, com uma estratégia integrada de promoção". Saúdo a iniciativa; sou dos que acham que o turismo cultural deve ser encarado como prioritário, não só no concelho de Pombal como em muitos concelhos do país.

Para ajudar a AMLEI, aqui fica o meu modesto contributo.

Como legenda, sugiro: “Pombal não esquece aqueles que elevaram o seu nome ao mais alto nível. De louvar o enorme esforço da cidade em manter de pé a casa onde nasceu e viveu o ilustre Professor Carlos da Mota Pinto.”

23 de dezembro de 2009

Crise também é oportunidade

Para a Key Plastics Portugal foi e será (pelo menos nos próximos anos). Por isso, nesta altura, merece realce.
As vezes, mergulhados na espuma dos dias, não nos apercebemos das grandes transformações que acontecem nas organizações, ou só nos apercebemos quando sentimos o seu efeito negativo.
No ano passado, por esta altura, a KPP sentia intensamente os efeitos da crise económica (as encomendas na indústria automóvel caíram cerca de 45% e em Dezembro a Indústria, praticamente, parou). A empresa teve que dispensar trabalhadores (temporários e contratados) e entrou em lay-off (felizmente por pouco tempo). Neste contexto, não existiam condições para grandes festejos, as pessoas estavam preocupadas com o presente e angustiadas em relação ao futuro. A empresa organizou uma festa simples, num armazém, para a qual convidou, também, os trabalhadores dispensados e aos quais prometeu o retorno assim que a actividade retomasse.
Passado um ano sobre o pico da incerteza e até do desânimo, e num período de forte recessão, a empresa retomou o crescimento da actividade e, mais importante de tudo, duplicou a força de trabalho. Hoje, numa bela quinta, 800 trabalhadores festejaram, novamente com alegria e alguma confiança, mais um ano de trabalho.
Serve este exemplo para mostrar, mais uma vez, que a distância entre o fracasso e o sucesso é muito curto, e que, por mais difícil que seja a situação é (quase) sempre possível encontrar uma saída positiva, desde que se acredite e se busque uma oportunidade. Temos tendência para, perante as dificuldades, pensar, como os gauleses, que o céu nos vai cair em cima, o que não ajuda nem resolve nada. Muitas empresas portuguesas poderiam ganhar muito com esta crise, assim soubessem aproveitar as oportunidades que inegavelmente ela gera.

PS: Não vejam no post a publicitação de méritos próprios, que claramente não existem. Nem vejam só rosas. O crescimento, forçado, trouxe muitos problemas, nomeadamente a queda, a pique, da rentabilidade.

Pregar na Freguesia

E ontem lá nos estreámos na Assembleia de Freguesia de Pombal. Num ambiente bem mais cordato do que aquele onde estava habituado, onde pelo menos as divergências são tratadas como divergências e não como argumentos ad hominem. Não se ganhando eleições dentro de 4 paredes, pelo menos aprende-se como montar o cenário.

Tal como previsto, as Grandes Opções do Plano (quem as quiser consultar, peça-mas por mail) e o Orçamento reflectem um facto simples: receitas que são geradas na nossa freguesia - inertes e estacionamento - não ficam cá para ser geridas. Do Protocolo de Delegação de Competências, ainda não assinado e ainda não em vigor, mantém-se a diferença de 5% em prejuízo de Pombal face a outras freguesias (é maior freguesia que muitos concelhos, dizia NM, mas já se percebe que apesar da zona urbana continua a ter uma gigantesca área rural com uma enorme população a esse nível). Moral da história: o Orçamento, para já, aprovado, não comporta as promessas eleitorais de aumento de receitas próprias. Há um mandato (mais um, como a população quis) para corrigir diferenças e dar "armas" a uma Junta que pode fazer mais do que faz, se esta o quiser, claro. Campanha eleitoral? Não, meus senhores, agora falamos de gestão autárquica. Pura gestão autárquica.

Daí as divergências nas Grandes Opções do Plano, onde para além do apoio à Componente Educativa, o planeamento e levantamento nas obras evitaria a cultura do "ofício" e isto já para não falar no esparso financiamento das actividades culturais, no que toca ao Orçamento. Opções possíveis por um Orçamento possível? Sim, aceita-se. Mas se se queria fazer por mais (ambos os programas eram claros nisso), há que fazer por mais e a nossa bancada disso não abdica. Isso e noutras questões, onde o planeamento e desenvolvimento urbano (onde se encaixará um parque verde) não irá, espero, encontrar uma caixa de ressonância para outros órgãos ou interesses.

22 de dezembro de 2009

São dízimos, senhor!

O caso passa-se na Distrital de Coimbra do PS. Parece que as campanhas eleitorais deixaram os cofres da Ditrital depauperados, e vai daí, decidiu aquele órgão "taxar" os seus eleitos. Os "preços" (contribuições mensais) são os seguintes: 100 € para Presidentes de Câmara, 80 € para vereadores a tempo inteiro, e 40 € para vereadores a meio tempo.
A noticia em si não é espetacular. O conceito que está por detrás desta medida é que me interessa, e podia ser e Coimbra, e Pombal, em Celorico da Beira... e em vez de PS, poderia ser um PSD, CDS, CDU ou BE. Reparem na mensagem subliminar: "aqueles que o partido promove, ficam em dívida para com ele". Posto isto, uns pagam em dinheiro (mo PS/Coimbra), outros pagam em espécie, outros pagam em favores, outros pagam em carreiras, outros pagam em empregos... a questão é que o eleito é, em geral, olhado pelo partido como o "portador do tesouro", e acha-se no direito de o reclamar. Como o eleito, em geral, já foi um dos porta-vozes do partido, aceita o jogo. E democraticamente, lá vai dizendo que ocupa certo cargo mais para servir do que para ser servido. Esquece-se é de informar: para servir quem?

Cautelas e caldos de galinha!

Há cerca de 3 anos e 2 meses (não é uma efeméride, o número não é redondinho), Pombal acordou depois de uma noite pavorosa. Cheias como ninguém se lembra por estes lados. Mas não apenas em Pombal (cidade): toda a zona próxima do Arunca ficou um lago imenso.
Os estragos foram muitos. Sei-o bem, familiares meus ficaram com graves prejuízos. E se a "razão desculpabilizante" por muitos aludida - a de que foi muita àgua que, de repente, caiu dos céus que, no dizer do Sopas, nos querem castigar -, a verdade é que outras razões que agudizaram os estragos dependem da nossa acção. Da acção dos poderes locais, digo. Cimento onde não devia estar, e a faltar onde seria preciso. Leitos de rio estrangulados, estreitados para metade do tamanho que tinham há 15 ou 20 anos. Condutas de àgua mais baixas que o rio, que em caso de cheia, ao invés de escoarem àgua, a projectam para a zona das habitações.
Todo este tempo depois, com ou sem indemnizações (a anúncio de Adelino Mendes, na campanha, já terá sido materializado na necessária transferência), é bom que se tomem cautelas e caldos de galinha, mas principalmente que se procurem resolver os aspectos que falharam naquele final de Outubro de 2006. Não sejam novas cheias a lembrar-nos do que devíamos ter feito.
Nas etiquetas, vai também uma de "Urbanismo". À consideração dos ilustres comentadores...

18 de dezembro de 2009

O planeamento visionário no seu melhor

Segundo o RC, a nova vereadora do ambiente da CMP, Paula Silva, fez abortar o projecto de construção da praia fluvial do açude por causa da má qualidade da água do rio Arunca.
Má e pouca (acrescento eu). Qualquer pessoa vê isso, menos o visionário.

Numa casa pobrezinha, mas toda cheia de luz

O presépio que o Correio de Pombal partilha com os leitores nesta edição natalícia é de ir às lágrimas. Dedo ao alto, para quem teve tão iluminada ideia.

17 de dezembro de 2009

Planeamento territorial e urbanístico

É deixar cada promotor imobiliário construir a sua urbanização numa das nossas encostas ou vales, sem qualquer enquadramento territorial e urbanístico; e, depois, deixar cada um construir aonde lhes der maior jeito (muitas das vezes destruindo aquilo que deveria ser de todos).
Resultado: encostas com urbanizações vazias e, ao lado, encostas com construções perdidas na serra.
Eis o planeamento (urbanístico?) visionário no seu melhor!

One world, one climate, one chance

"Climate change is already a serious crisis today. But we can do something about it. If we don’t—if we don’t, hoohoo!, there’s no world which we will leave to you, this generation. You won’t have a world. You will be drowning. You will be burning in drought. There will be no food. There will be floods. We have only one world. We have only one world. If we mess it up, there’s no other world. And for those who think that the rich are going to escape, ha! ha! ha!, we either swim or sink together. We have one world. And we want to leave a beautiful world for all of these beautiful, wonderful young generation. We, the oldies, want to leave you a beautiful world."
Desmond Tutu, Copenhagen, December 14th, 2009

Carta Turística

A Associação de Municípios da Região de Leiria (AMLEI) apresentou uma carta turística procurando alargar o tempo de permanência dos visitantes da região, com uma estratégia integrada de promoção. 3 palavras mágicas: estratégia, integrada e promoção. Isto é, a região (e ainda não vi a carta) pode ser um pólo de atracção (e vamos deixar as comparações estatísticas de lado, que aqui fala-se da capacidade de atrair e fazer permanecer turistas). E sim, já sei que, pelo menos para o norte da AMLEI, temos alegadamente pouca coisa, mas podemos encarar de duas perspectivas: estamos perto de património com muito maior visibilidade e a outra passa por valorizar o grande "monumento" (charneira, na sempre visionária linguagem do sr. Presidente) da região - a Sicó. Vejam, portanto (obrigado, SM), a carta turística para constatar se, no Turismo, conseguimos, com todas as dificuldades inerentes - ausência de identificação regional, ausência de património histórico de relevância protegido, património natural subaproveitado, outros factores de atracção nas nossas "fronteiras"- criar pontos de interesse locais e regionais. Olha, e quem sabe, despoletar novamente a discussão da abertura de Monte Real à aviação civil.

Mas precisamos sempre de "estratégia", "promoção" e "integração". E já sabemos que no nosso dicionário, essas entradas podem ter sempre um significado diferente do habitual.

14 de dezembro de 2009

UCC, uma boa notícia

O Governo aprovou uma Unidade de Cuidados Continuados para Pombal, a construir, em 2010, na Charneca. É uma excelente notícia. Há muito que o concelho carecia de uma unidade de saúde vocacionada para os cuidados de saúde continuados, porque tem uma faixa significativa da população na terceira idade e uma boa parte da população activa fora. Estão de parabéns os promotores locais do projecto: CMP e Santa Casa da Misericordiosa de Pombal. Mas, tão ou mais importante que a unidade em si, seria a colocação no terreno de uma rede de cuidados de saúde e de apoio social. E este trabalho deveria começar exactamente a partir do momento da celebração do contrato de construção e exploração da UCC. Porque, apesar de tudo, construir a unidade é fácil e rápido, difícil é fazer o resto (o tal intangível).
PS: Justifica-se a existência de dois hospitais em Pombal? Por critérios de racionalidade económica tenho dúvidas. O País não é rico.

12 de dezembro de 2009

10 milhões de expectativas!

Segundo noticia o Região de Leiria, o concelho de Pombal irá investir, até 2013, quase 10 milhões de euros na requalificação do seu centro histórico. O que todos esperamos poderá, a meu ver, ser resumido nos seguintes aspectos:
1 - Que os investimentos se realizem, efectivamente (atente-se na importante comparticipação QREN para estas obras);
2 - Que seja feita uma discussão pública que permita aos decisores politicos aferirem efectivamente quais são as necessidades e preocupações dos pombalenses neste domínio;
3 - Que se atente no facto de que um centro histórico necessita de muito mais do que obras para ser reabilitados. Necessita, principalmente, de uma estratégia coerente e consequente;
4 - Que as verbas sejam gastas com rigor e seriedade;
5 - Que, sendo 2013 ano de eleições autárquicas, não se deixem as obras para o final, obrigando a pressas que são, em geral, inimigas da perfeição.
Cá estaremos para ir dando nota das ocorrências...

11 de dezembro de 2009

Prioridades

No sábado passado o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, visitou Pombal para inaugurar as novas instalações da Casa do Benfica (ainda alguém me há-de explicar para que é que estas "casas" servem...) e teve honras de chefe de estado. Foi recebido nos Paços do Concelho pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Diogo Mateus, em representação do presidente Narciso Mota, e a notícia do mega-jantar realizado no Manjar do Marquês teve eco em toda a imprensa local e nacional.

No mesmo dia, Arlindo Araújo, que por acaso é meu irmão ("se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"), recebeu a distinção de "Personalidade Desportiva do Ano", atribuída pela Agência do INATEL de Leiria, pelo excelente trabalho que tem feito na Escola de Judo de Pombal. Esse facto foi completamente desprezado, tanto pela imprensa local, que não lhe dedicou uma única linha, como pelo órgãos políticos concelhios. Ah, peço desculpa!... O senhor vice-presidente Diogo Mateus acabou por comparecer na cerimónia, tarde e a más horas, alegando como justificativo para o seu atraso o tal jantar do beija-mão benfiquista. Prioridades...

10 de dezembro de 2009

Pensamento do dia

"A abstenção em Portugal, afinal, não é alta: começa a ser uma generosidade votar nesta gente. Será que não têm noção do que são, de onde estão, do que representam, do que se propuseram, do que esperamos e exigimos deles?"
Pedro Guerreiro, in Jornal de Negócios

Assim se pensa a política!

Não espanta ninguém que ande um bocadinho atento a estas coisas: o "nosso" João Alvim é homem que pensa a "coisa pública" com grande intensidade e profundidade. Bem diferente do político carreirista modal, desses que grassam (e grasnam) por aí.
Neste post, e de uma forma frontal, o João toca na ferida. Numa ferida aberta, que vem sangrando faustosamente há já muito tempo. Uma ferida que nos conspurca a todos.
Fica esta sugestão de reflexão. Não deixem pasar em claro. Porque afinal de contas, "o Carvalhal é nosso"!

Hallmark Pombalense

O que gostei mais no Postal de Boas Festas da Câmara Municipal de Pombal (também para si, sr Presidente, pois claro) é quando, a dada altura, se refere a "decisões visionárias". Pois. Eu também senti uma perturbação na Força.

7 de dezembro de 2009

A festa que não houve


A organização estava a cargo de uns conterrâneos, com JVV à cabeça. A festa prometia ser rija (dentro do género, claro está), mas a câmara de Leiria (embirrante, só pode) não licenciou a dita, que estava marcada para um parque de estacionamento subterrâneo daquela cidade. Parece que não havia condições. E que a empresa promotora (uma tal de "watersound", sediada em Pombal) não estava devidamente legalizada. E que usou abusivamente o logotipo da autarquia nos apoios. E como Leiria não é Pombal...podem estar reunidas condições para realizar o "shut-up-dance" por cá. Que tal o parque da Praça Marquês de Pombal? Hum?

2 de dezembro de 2009

Uma cimeira para sabermos quem é o maior

Perante tanto esgrimir de argumentos que por aí anda, parece-me oportuno propor a realização de uma cimeira entre os diversos concelhos da região que vivem os mesmos dramas e rejubilam com as mesmas alegrias do poder de compra. Está visto que as cimeiras servem sempre para alguma coisa, como se provou recentemente no país. Só foi chato aqueles números do desemprego. Senão tinha sido tudo porreiro, pá. Mas como presidente que se preze leva a cimeira a peito, estou a ver o nosso mayor empenhado em levar a malta para a Quinta de Sant'Ana (não pode alugar 22 quartos como o Cavaco, mas a malta lá se há-de arranjar), pois sempre era uma forma de justificar aquele investimento, mesmo que 16 anos depois. Lá diz o povo que mais vale tarde que nunca.
Comparavam aqui, no post anterior, este nosso torrãozinho dourado a municípios como Marinha Grande ou Porto de Mós. Juntemos-lhe então Ourém (por exemplo, que é de longe bem mais parecido com Pombal do que qualquer um dos outros dois). E depois podemos convidar - só para assistirem - esses presidentes do norte do distrito, que devem ter a mania da qualidade de vida. Claro que a vantagem estaria do nosso lado: ele é cidade florida, ele é cidade saudável, ele é boas práticas disto e daquilo. Até podemos pedir à vereadora Ana Gonçalves que volte a repetir para os de fora o que disse na palestra da APEPI, a Felícia Cabrita. Diz que isto é um bocado provinciano, sei lá.
Seria bom para o turismo, para o desenvolvimento económico, para o ambiente em geral. E aposto que com tanto afazer, a cimeira serviria uma causa maior: arranjar o emprego ao Sopas.

Pombal a marcar passo


O INE publicou recentemente o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, referente a 2007, que caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, na acepção lata de bem-estar material. Pombal, com um IPCC de 73,80, contínua economicamente a marcar passo (tal como no estudo da qualidade de vida), está muito abaixo da média nacional, está abaixo da média distrital (77,00) e muito abaixo da média da NUT onde está inserido - Pinhal Litoral (IPC = 90,32). Porque é que estamos a marcar passo há tanto tempo? Talvez porque se têm tomado opções erradas e desbaratado recursos.

30 de novembro de 2009

Com líderes destes…

Na discussão da taxa da Derrama para 2010 o PS, por Odete Alves, contestou a taxa máxima e servindo-se da reportagem realizada pelo OCP junto de empresários locais argumentou que era necessário, numa época de crise, dar um sinal positivo aos empresários.
Rodrigues Marques, presidente da Associação dos Industriais de Pombal, contestou a argumentação afirmando que os empresários que se pronunciaram na reportagem não têm cultura empresarial.
Com um presidente destes, estão bem representados os empresários pombalenses, não haja dúvida!

Que bonito que é!

Neste artigo do Adérito Araújo (que continua actual, apesar alguns nomes serem agora diferentes), observa-se uma realidade qe nos caracteriza, pombalenses, desde há já muito tempo. Falo do aplauso fácil! Do elogio a metro! Da homenagem por sabe-se lá o quê!
Infelizmente, esse espirito também já chegou ao Farpas. Reparem nos elogios quase unânimes que mereceram Pedro Pimpão (grande currículo), Odete Alves (uma boa promessa), Adelino Mendes (o melhor candidato de sempre), ou José Miguel Medeiros, elogios vindos de todos os quadrantes, em especial dos contrários aos dos elogiados.
Sei ao que me sujeito: dir-me-ão mesquinho, ou invejoso, ou um "radical do contra". Arrisco, ainda assim!
Releiam os elogios, e depois digam-me: ou somos todos mesmo muito amigos em Pombal, e admiradores uns dos outros... ou os nossos elogios valem menos que a meia dúzia de cêntimos que trago no bolso!

Obras no IC2

O Sr. Presidente da Câmara estabeleceu como prioridade deste seu novo mandato a reivindicação, junto do governo, de obras de requalificação do IC2. Concordo em absoluto. Esta via de comunicação, estruturante para o nosso concelho, tem sido palco de numerosos acidentes de viação, muitos deles potenciados pela má qualidade da via. Mas, se o Sr. Presidente da Câmara quiser ser consistente e não se ficar apenas pelas palavras, deve também exigir à comissão distrital do seu partido que proponha, através do seu grupo parlamentar, a inscrição de uma verba substancial para esse fim no próximo Orçamento Geral do Estado.

Em tempos idos a CDU foi a única força política do distrito a reclamar a inclusão de uma verba no PIDDAC destinada à beneficiação do IC2. Folgo agora em saber que o PSD também tem a mesma preocupação. Resta-me perguntar: e o PS?

29 de novembro de 2009

Percentagem sobre percentagem

Na discussão das taxas dos impostos municipais o PSD recorreu a argumentos disparatados para justificar as injustas taxas. O argumento mais insólito foi utilizado pelo novo protagonista nos debates destas matérias. Recorreu a uma percentagem de percentagem para afirmar que o IMI, desde 2004, desceu 25%.
Percentagem de percentagem, e esta hein?

O exemplo de Ansião

O jantar de homenagem a José Miguel Medeiros, sexta-feira à noite, na Batalha, foi um exemplo maior de como ainda há, perto de nós, quem saiba separar as águas. É o caso da maioria dos presidentes de Câmara do norte distrito, eleitos também em maioria pelo PSD, o que não os impediu de se juntarem a uma sala maioritariamente PS. E o de Pombal? - perguntam vocês. Sim, aquele que vai a todas, não foi a esta festa. E parece-me um bocado inverosímel que algum dia, neste reinado, pudessemos assistir em Pombal a um discurso como aquele que o promissor Rui Rocha (novo presidente de Ansião) deixou a JMM na noite de homenagem. Ou como a mensagem que o antecessor Fernando Marques enviou, lesionado que estava, depois de uma queda. Ou então - imagine-se - como a cerimónia onde o município de Ansião entregou a medalha de ouro ao homenageado, em Maio.
Havia de ser bonito, sim. E depois Ansião é que é mais interior.

27 de novembro de 2009

A fome da água

Na minha aldeia, no verão, era uma guerra por causa da água. Como a principal cultura era o milho, e este exige muita rega, a água não chegava para todos. A situação agravava-se devido à cultura profundamente individualista e até invejosa reinante na aldeia que nunca permitiu um acordo de partilha da água. Assim, os que estavam mais próximos das nascentes regavam muito e os que estavam longe das nascentes regavam pouco ou nada.
Os meus avós paternos viviam junto à nascente e, consequentemente, achavam-se no direito de usar e abusar do uso da água.
A discussão das medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso trouxe-me à memória as histórias à volta da água na minha aldeia.
Decididamente, a natureza humana não evoluiu nada.

Sinais dos novos tempos (II)

Na discussão das medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso botou discurso quem quis e foram muitos. Tudo no mesmo tom: temos que preservar e guardar, só para nós, a água da mata do urso. Era ver quem era mais bairrista na defesa da nossa água.
Na discussão das taxas dos impostos municipais as posições eram divergentes: PSD a favor e PS contra. Consequentemente a bancada do PSD decidiu parar o debate com um requerimento à mesa para se passar de imediato à votação. O debate terminou e aprovaram-se as taxas.
Sinais dos novos tempos. Depressa, que se faz tarde.

Sinais dos novos tempos (I)

Realizou-se ontem a primeira reunião da nova AM. Como tinha curiosidade em captar os sinais dos novos tempos resolvi trocar o treino do meu miúdo pela AM.
A agenda da reunião era longa. Assisti apenas a três pontos (importantes) da ordem de trabalhos: medidas preventivas sobre o aquífero da mata do urso e fixação das taxas dos impostos municipais.
Surpreendentemente, ou talvez não, o debate decorreu num espírito de grande concórdia (quebrada unicamente e pontualmente por Narciso Mota, no que foi prontamente advertido por João Coelho) e até de entreajuda.
Revelador dos novos tempos.

26 de novembro de 2009

É assim


... mas aqui é muito pior.

Amigos, amigos, IRS à parte

Hoje, em Assembleia Municipal, discutem-se as taxas dos Impostos Municipais para o ano de 2010: IMI, IMT e Derrama. Já quanto à participação variável no IRS, e ao contrário de Leiria, este munícipio continua sem lhe mexer, não criando mais uma dedução fiscal a quem aqui vive. A justificação continuará, suponho, por ter a ver com ser uma mexida que, em bom rigor, mais beneficia quem mais IRS paga, mas também é certo que para muita gente, que nem ganha assim tanto quanto isso, é mais uma folga no orçamento (para saberem o valor indicativo do vosso caso, vejam na vossa liquidação de IRS qual era o valor da colecta líquida e multipliquem-no por 5% para verem, no máximo, a quanto poderiam ter sido poupados).

Em termos gerais, em 2008, a Autarquia, graças a essa participação recebeu 1.028.121 € (ver verba 06030103 na página 80 do Relatório de Gestão de 2008). Admitindo que a justiça social - não beneficiar quem já tem mais rendimentos - obste à consagração da dedução seria interessante que, e porque a Lei fala em dedução até aquele montante, que houvesse uma proposta de afectar directamente o montante que corresponde à participação variável a respostas concretas de cariz social, como algumas destas, por exemplo (podem ir à página 82 do Relatório de Gestão - verba 2.3 - ver quanto se gastou directamente em acção social em 2008). A paternidade da ideia não é minha, mas apenas o resultado de várias conversas.. E atenção que a discussão da justiça social é sempre susceptível de discussão - basta centrar a discussão (a nível local e nacional) na forma como se gasta o dinheiro dos cidadãos.

Lembram-se do "se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"? Pois, este era daqueles casos em que não era uma ajudinha que se impunha, mas uma opção entre ajudar directamente os munícipes ou a comunidade.

24 de novembro de 2009

Avidez pela receita

Na passada semana, o executivo municipal aprovou a proposta das taxas dos impostos municipais para 2010 a submeter à AM. Na reunião do executivo, o PS propôs a redução da taxa de IMI de 0,7 para 0,6 por cento referente aos imóveis avaliados antes da reforma da tributação do património e de 0.375 para 0,25 por cento para os imóveis avaliados após 2003. O PSD propôs a manutenção das taxas. Desta forma quebrou, mais uma vez, o compromisso, sistematicamente reafirmado, de obter um volume de receita em 2010 idêntico a 2003 (em 2004 entrou em vigor a reforma das finanças locais).
A avidez pela receita fala sempre mais alto.

A petição que faltava

Miguel Sopas é um rapaz da nossa terra que anda lá fora a lutar pela vida. Calculamos que se tenha sentido particularmente tocado pelas palavras emotivas de Narciso Mota a propósito de ser solidário no emprego para JVV. Ora, o Miguel, que também é jovem, que também precisa de ser ajudado, passou das palavras aos actos ("actos e determinação", lá diz o presidente) e avançou com uma petição a pedir um empregozito. Vá lá, não custa nada ajudar. É deixar passar a música!

22 de novembro de 2009

Água: problema recorrente

Os resultados do controlo analítico da água do 2.º Trimestre de 2009 mostram que os pombalenses continuam a pagar e alguns a consumir água contaminada (coliformes fecais, metais pesados, pH excessivo).
Eis um caso que junta o pior de dois mundos: a pouca exigência da maioria dos pombalenses e a irresponsabilidade de quem nos governa.

21 de novembro de 2009

Um bom exemplo!

Segundo o Notícias do Centro, a Assembleia Municipal de Ansião, hoje, será transmitida pela internet, através do portal Ansiao.tv. Vai passar-se às 18 horas, e mesmo não sendo o meu concelho, vou tentar ver.
Este tipo de medidas é particularmente relevante numa altura em que o eleitorado se mostra divorciado dos seus representantes. Bem sei que poderíamos ter maior participação, assistindo às Assembleias de Freguesia, por exemplo... mas aquilo que se puder fazer para que a relação entre as instituições políticas e o povo que as elege seja cada vez mais íntima, com mais canais de comuniação (não apenas durante a campanha, como é costumeiro), penso que deve ser estimulado.

20 de novembro de 2009

No meio é que está a virtude?


Situados na zona central do aglomerado urbano de Pombal, quer a Escola Secundária, quer o Hospital (e Centro de Saúde) contribuem para a pressão no estacionamento no centro da cidade, bem como para o aumento de tráfego. Se alguém precisar de chegar rapidamente ao Hospital, é útil ter que passar pelo trânsito urbano? As crianças que não são da cidade e frequentam a Secundária, têm um percurso a pé de mais de um quilómetro. É mesmo necessário ter estes equipamentos no centro da cidade?

19 de novembro de 2009

Ainda mais dúvidas

Depois do que se conhece da PombalVida, do "tacho" dado ao J. Vila Verde e das justificações de Narciso Mota; pergunto:
- É Narciso Mota que protege J. Vila Verde?
- É o J. Vila Verde que protege Narciso Mota?
- Eles protegem-se um ao outro?

Verdadeiro caso de polícia

Recebi em tempo oportuno o Relatório de Auditora à PombalViva. Prometi, aqui, que, divulgaria, aqui, as partes onde estão demonstradas as irregularidades que tipificam crimes. Mas prometi, também, que só o faria após a discussão do assunto na AM. Por motivos de força maior não pude estar na AM onde contava apresentar o assunto e optei por não levar o caso à reunião seguinte porque entretanto o J. Vila Verde tinha sido demitido (ou demitiu-se, nunca se chegou a saber). Dei, na altura, por encerrada a questão política, até como forma de proteger a criatura mais visada, apesar de estar convicto da enorme gravidade dos casos relatados e demonstrados pelo auditor.
Estava longe de imaginar que, uns meses depois, Narciso Mota fosse tão falso ao ponto de ter encapotado uma "pseudo-demissão" para, após as eleições, dar de mão beijada um “tacho” a um quadro que destruiu uma empresa e lesou o erário público de forma gravosa. É este o político, que diz que não o é mas que em pouco tempo absorveu os piores tiques dos piores exemplares da classe, que apregoa e reivindica sistematicamente isenção, transparência e ética na política e que, da forma mais indecorosa e descarada, atropela os mais elementares princípios éticos e goza, da forma como relata OCP, com os cidadãos, nomeadamente com os não têm ou perderam o emprego. Ridículo e nojento.

Dúvidas

Na edição de hoje do Correio de Pombal (a edição online é apenas para assinantes) encontram-se, entre outras, as seguintes afirmações de Narciso Mota:

"João Vila Verde desistiu de ser director da Pombal Viva porque não aguentou a pressão da oposição e a injustiça."

Mas afinal João Vila Verde desistiu ou foi afastado?

"O revisor oficial de contas nunca detectou nenhuma irregularidade – nada foi feito desonesta ou inadequadamente. Mas a auditoria foi minuciosa e não detectou o desvio de um cêntimo."

Mas o relatório não expunha claramente irregularidades... ou, se quiserem, inadequações?

"Não há necessidade de fazer qualquer concurso público. É um lugar de confiança política, tal como o PS tem muitos " boys". Que moral é que eles têm –até o próprio Adelino? Se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade".

Eu diria que mal vai é a sociedade quando o critério essencial para uma contratação é a amizade. Uma coisa é certa, se é confiança política, então assuma-se que o é e acabou, se é uma questão de competência técnica, então não há amiguismo que possa substituir o mérito e a capacidade. É que estamos a falar de dinheiros públicos. Seja aqui ou noutro lado qualquer. E não tem lógica, para quem gosta do discurso impoluto, a argumentação do "eles também o fazem".

Ponto de ordem

Para não estar a usurpar espaço aqui do Farpas deixem-me só, enquanto parte interessada, deixar a ligação para um "ponto de ordem" que fiz sobre a vacinação da Gripe A e as recentes notícias de fetos mortos.

Para pensar

A reabertura da zona do Rossio de Leiria ao trânsito automóvel aos domingos e feriados poderá ser uma realidade em breve (...). Como sucedeu nos últimos dois anos, a proibição de circular de automóvel no Rossio foi levantado devido à quadra natalícia, porque há muitos estabelecimentos comerciais que estão abertos aos domingos e feriados em Novembro e Dezembro. Agora, há a possibilidade de tornar essa medida definitiva porque "as restrições ao trânsito no Rossio de Leiria, que entraram em vigor em 2006, não têm colhido a receptividade esperada pela população", justifica o líder do município.

O presidente da Acilis confirma o descontentamento dos comerciantes. "O modelo de não fechar vai ao encontro da vontade dos lojistas, porque aumenta a circulação de pessoas e anima um bocadinho mais a cidade." Nesse sentido, considera que estes dois anos foram "negativos" para a actividade comercial, mas defende, porém, que a solução para o comércio não passa por abrir o Rossio ao trânsito, mas sim por atrair mais pessoas a Leiria. Encara, por isso, a abertura do LeiriaShopping, que resulta da ampliação do Continente, como uma oportunidade, desde que se consiga levar as pessoas que ali vão fazer compras a visitarem também o centro histórico.

O dirigente associativo defende igualmente que os comerciantes têm de ser mais activos e considera justo que deveriam alargar os horários para os ajustar aos interesses dos consumidores. Sustenta ainda que a própria Acilis, a autarquia e o Turismo devem promover mais actividades para atrair pessoas ao centro histórico. "É preciso uma cidade forte para concorrer com Coimbra, Lisboa, Caldas da Rainha e Santarém", observou.

(os sublinhados são meus)

São várias as questões que se levantam: conjugar investimentos, atrair pessoas, adequar horários e, sobretudo, a noção que a concorrência entre cidades numa lógica regional é importante. Também poderia mencionar que a própria Isabel Damasceno contribuiu para esta tomada de decisão sugerindo que se ouvisse o Conselho Municipal de Trânsito. Ou seja, tudo sugestões/ideias/contributos para que, a partir do exemplo dos outros, ainda que numa escala diferente, se pense no que fazer cá com a terra melhorando-a. Sim, sim, já sei, existe um projecto de regeneração e requalificação (com o qual concordo na generalidade) mas a questão é para onde se quer e vai caminhar. Se o GoShopping ou o seu sucedâneo avançar, quais as consequências para Pombal - vai ser um foco de atracção para Pombal ou apenas para o espaço comercial? Qual é a real capacidade de atracção de Pombal e por aí adiante. Tudo questões que, independentemente de ciclos eleitorais, e muito longe de partidarites, deveriam ser discutidas. Afinal é o modelo de desenvolvimento que se deveria, se não discutir, pelo menos saber claramente qual é. E isto sem falar em impactos em sede de urbanismo e mesmo de trânsito (mas isso fica para outros posts).

18 de novembro de 2009

2013 aí tão perto!

Diogo Mateus é o preferido para a sucessão. O preferido do povo (diz-se), dele próprio e de parte da máquina do partido.
Depois há os barões. O nome de Rodrigues Marques tem sido badalado, e visibilidade não lhe tem faltado. Também se fala numa "oposição silenciosa", dos que têm sido afastados nos últimos 12 anos (ou seja, os "não-jsd"), num grupo que inclui, entre outros notáveis, José Gomes Fernades. Só que, ao que consta, nenhum dos nomes tem o aval de Narciso Mota.
Como figura pacificadora (não é escolha gritada com entusiamo por ninguém, mas de que também ninguém diz mal), lá se vai falando de Fernando Parreira. Recentemente, até de Paula Cardoso, como "a herdeira" escolhida pelo quase presidente cessante.
Entretanto, e como é seu timbre habitual, o PS vai vendo a banda passar, sempre com grande tranquilidade.
A questão é: como se vai escolher o próximo candidato do PSD por Pombal? Em Lisboa? Em Pombal (na concelhia)? Nas Meirinhas (ou nos Paços do Concelho, o que vai dar ao mesmo)? Nas ruas, ouvindo os militantes?
"Cheira-me" que 2013 já começou, e que estes 4 anos vão trazer mais "sal" a esta nossa peculiar democracia.

Um hino para Pombal



Depois daquele rasgo que tiveram os funcionários da Câmara de Portimão, aqui há dias, bem que Pombal poderia ser notícia, também. Bastava que os futuros funcionários adoptassem para hino esta pérola de Sérgio Godinho. Sem perder de vista que nunca devemos vestir demasiado uma camisola. Um dia ela pode ir à lavagem, encolhe, e aí ficará um bocado ridícula. Tenho assistido a vários exemplos desses, ultimamente, numa Câmara conhecida.

16 de novembro de 2009

A revelação de Novembro

O senhor presidente foi à minha Moita do Boi revelar toda a verdade. Ele, que há tantos anos passa os fins de semana num périplo intensivo por todo a actividade festiva de todo o concelho, chegou à hora da sobremesa (mandara em sua representação a vereadora Ana Gonçalves àquele banho de povo) mas com todo o brilhantismo do costume. Lá discursou e tal, e deixou a justificação: "Não se pode almoçar três ou quatro vezes".
Posto isto, partimos todos para uma semana mais descansada.

15 de novembro de 2009

Agência de Rendimento Garantido

Há muito que a autarquia se transformou num Centro de Emprego, para os amigos e familiares.
Mas nos últimos tempos transformou-se numa Agência de Rendimento Garantido.
E até os muito empreendedores a ela recorrem!

Narciso Mota no seu melhor

Nunca tivemos um executivo tão numeroso: em número vereadores e vereadores com pelouros. No entanto, Narciso Mota quis ficar com uma boa parte dos pelouros e, estranhamente, entregou o pelouro da Cultura à Paula Cardoso (Chefe de Gabinete da Presidência). Fica melhor entregue.
Esta inovação de Narciso Mota na forma de administrar a Câmara tem um enorme potencial. Senão vejamos: Narciso Mota pode, a pouco e pouco, ir passando os seus muitos pelouros para a Paula e esta vai, assim, passo a passo, assumindo a presidência. Em 2013, a Paula, com o curriculum entretanto obtido, candidata-se à Presidência (Narciso Mota não se pode candidatar (Lei de merda!) e não confia em nenhum dos outros vereadores). A Paula ganha e contrata Narciso Mota para seu Chefe de Gabinete.
E aí tudo recomeça: Narciso Mota, a pouco e pouco, reassume os seus pelouros. E tudo continua igual, no Pombal.

13 de novembro de 2009

A cultura sem norte!

Primeiro foi Ana Pedro. Depois, a Pombalviva que absorveu boa parte das competências de um vereador da cultura. Agora, Paula Cardoso. Será que a cultura não merece uma escolha mais vinculativa?
Gentil e Parreira começaram um bom trabalho, que depois não teve seguimento. Já lá vão mais de 8 anos desde que tivemos MESMO um vereador da cultura (o último mandato de Parreira não conta, porque a sua acção foi completamente desprovida de meios).
Não espero vida fácil a Paula Cardoso, nem posso ficar contente com a solução encontrada. Em causa não está a competência de Paula Cardoso, mas a legitimidade com que irá desempenhar o cargo. Legitimidade que não resulta das urnas, porque ela não foi eleita para o cargo. Nem o facto de ser o Presidente a assumir (formalmente) o cargo, o legitima. Temo que venham mais 4 anos de inacção cultural!

11 de novembro de 2009

Hoje há medalhas!

A pedido de várias famílias, este blog dá a sua contribuição para o dia do município, homenagenado aqueles que mais se destacaram na vida pública pombalense.
Eis a lista dos premiados:

Prémio o Faz-tudo: João Vilaverde
Prémio Ninguém Pára o Narciso: Narciso Mota
Prémio Faltou-te Um Bocadinho Assim: Odete Alves e Pedro Pimpão
Prémio Eu Vou a Todas: Rodrigues Marques
Prémio Elas Ganham Tudo Ou O Que É Preciso Mais Para Ter Um Pavilhão?: Equipa de Andebol do Colégio João de Barros.

10 de novembro de 2009

Obviamente, reciclo-o!

... é o destino a dar a todo o lixo. Felizmente, o senhor presidente da Câmara também assim pensa, e por isso vamos amealhando prémios de "cidade limpa". Viva a reciclagem do que, aparentemente, já não presta!

A propósito do Feriado Municipal

Nem sempre foi a 11 de Novembro (chegou a ser em Junho, se não estou em erro). Mas não faria muito mais sentido o Feriado Municipal ser a Segunda-Feira do Bodo? Eu sei que assim as agraciações do regime poderão passar mais despercebidas, mas a ideia não é festejar o Concelho? E se a tradição já não é o que era e sendo certo que o Bodo é mais antigo que o 11 de Novembro como feriado, o que é que se perdia com esta mudança?

9 de novembro de 2009

Sugestão


E os nossos estimados leitores, quem é que distinguiriam?

Hoje é dia de festa

Perdoar-me-ão a incursão a outros terrenos mas hoje, dia 9 de Novembro, é dia de festa (pese embora alguns outros significados desta data). Faz hoje 20 anos que se entrou no acto final de um dos capítulos mais negros da História da Europa, com a Queda do Muro de Berlim. E ao contrário do que alguns defendem, valeu a pena a sua queda. E eu festejo esta data por defender de forma intransigente a Liberdade, por defender o combate às injustiças sociais e por ser radicalmente contra a implementação e manutenção de regimes repressivos e totalitários sob desculpas utópicas. Naqueles dias fabulosos, os alemães bem que resumiram tudo a uma frase: “Wir sind das Volk!” (Nós somos o povo!). Por muito que, aqui e ali, custe perceber a quem governa. E datas como esta, que nos lembram essas coisas aparentemente simples, são o que inspiram todos os dias a actuação de quem por aqui anda a comentar a realidade.

Quem não deve...

Pretendia-se que a Câmara Municipal organizasse um recenseamento de todas as associações e outras entidades beneficiárias existentes no concelho acompanhado de documento de constituição acta da eleição dos corpos sociais lano de actividades e conta de exploração previsional e orçamento de investimentos e desinvestimentos para o ano seguinte (ou documentos equivalentes), relatório e conta de gerência respeitantes ao ano do exercício imediatamente anterior acompanhados do parecer do conselho fiscal ou de outro órgão que superintenda nas contas da associação ou entidade beneficiária.

Por outras palavras, queria-se transparência. Admito até que alguns documentos pudessem ser dispensáveis para chegar onde se interessa, mas a ideia percebe-se e é legítima: quem são, o que fazem e o que recebem do erário público as associações do Concelho. Não se trata de uma inversão do ónus da prova, mas sim da simples constatação se do apoio prestado nasce alguma mais-valia (corrigindo ou melhorando algumas situações) ou se, pelo contrário, o apoio prestado apenas mantém uma rede de interesses.

8 de novembro de 2009

Não mudam…

Não precisam!
Na primeira reunião do executivo os vereadores do PS resolvem apresentar uma proposta “no sentido de ser aferida a legalidade das associações beneficiárias de subsídios municipais” (podiam ter escolhido outra como entrada).
O executivo discute a proposta, os vereadores de ambos os lados da barricada trocam argumentos até ao momento em que o presidente, no seu estilo inconfundível, dispensa totalmente o recurso a argumentos de verdade e passa directamente ao ataque pessoal, nomeadamente ao vereador estreante.
No final da discussão passou-se à votação da proposta. Não da proposta, mas da admissão da proposta à discussão. E, acto contínuo, foi rejeitada a admissão da proposta, com os votos contra dos vereadores da maioria.
Mais palavras para quê?

7 de novembro de 2009

Na agenda


Hoje, às 21h30 no Teatro-Cine, a estreia da curta-metragem do pombalense C. Calika.

Colégio João de Barros


Nunca é de mais referir os feitos desportivos alcançados pela equipa de andebol feminino do Colégio João de Barros, das Meirinhas. Desta vez, fica a nota do apuramento para os oitavos-de-final da Challenge CUP, conseguido no fim-de-semana passado em Pombal.

Muitos parabéns!

6 de novembro de 2009

Afinal havia outro

Que falta memória nos jornais (nos nacionais, inlusive), já todos sabemos. Que o estilo "camaleão" de António Jorge Calvete baralhou aqui muita gente, também. Mas a edição de ontem do Correio de Pombal conseguiu fazer o pleno, quando noticia que "Calvete integra freguesia rosa", escrevendo que "o empresário louriçalense, que foi deputado pelo PS, esteve sob os holofotes da cena política, graças à sua progressiva colagem ao PSD, que culminou com a sua eleição para a Assembleia de Freguesia nestas eleições. Um regresso à política local, já que o empresário chegou a presidir ao executivo do Louriçal - na época eleito pelo PS".
Na verdade, Rui Jorge Calvete também foi presidente de junta, sim. E até é empresário, também. Mas é tio de António Jorge Calvete.
Livremo-nos de sermos notícia, nos tempos que correm.

A emancipação

Falta aqui registar que Adelino Mendes é agora chefe de gabinete da secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo (uma rapariga engraçada que aparece na Caras desta semana, numa pista de dança, o que é sempre bom sinal. Perguntem à vereadora Ana Gonçalves, que também por lá figura no social da revista, volta e meia).
É o reconhecimento da competência e do trabalho que indiscutivelmente lhe assistem. E que terão dado nas vistas do ministro Rui Pereira.
Paralelamente, é mais um exemplo de um santo da terra que por cá não faz milagres. Mas como está muito a tempo de, humildemente, se penitenciar e redimir de alguns erros (que existiram, no processo autárquico)...2013 ainda é mais que uma miragem.

4 de novembro de 2009

Princípios de administração

Segundo o famoso Princípio de Peter, "num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência". Em Pombal, por estes dias, inventou-se algo ligeiramente parecido mas fundamentalmente diferente: "num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido para além ao seu nível de incompetência". É o Princípio de Narciso.

Vendo bem, se calhar nem fomos muito originais. Em alguns aspectos a fórmula seguida em Pombal é semelhante à estabelecida pelo Princípio de Dilbert: "os trabalhadores mais ineficientes são sistematicamente promovidos para os cargos onde podem fazer menos mal às empresas: a gestão.”

Qualquer semelhança com a ficção é realidade

Não sei se se lembram de um famoso sketch dos Gatos Fedorento sobre o referendo à IVG. Agora proponho a seguinte variação (e infelizmente dá para muitas, muitas mais):

PESSOA COM DÚVIDAS
Professor, gerir uma empresa pública onde se detectaram várias irregularidades é mau, não é?

MARCELO REBELO DE SOUSA (ou outra eminência qualquer)
É.

PESSOA COM DÚVIDAS
Portanto, devia haver apuramento de responsabilidades?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Exacto.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Mas eu poderia gerir mal na mesma?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Podia.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E o que é que me acontecia?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Nada.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Mas estava a agir contra as regras de boa gestão?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Estava.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E como é que eu era responsabilizado?

MARCELO REBELO DE SOUSA
De maneira nenhuma.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Isso não é um bocadinho incoerente?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Pssht. Gerir mal empresas públicas é não cumprir a lei, mas pode-se fazer. A lei não o deixa, mas pode-se fazer. Só que não pode acontecer. O que é que acontece a quem o faz? Nada. Só que não pode acontecer, mas pode-se fazer. Só que não pode acontecer.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Então, posso gerir mal uma empresa pública?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Pode.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Só que não pode acontecer?

MARCELO REBELO DE SOUSA
É.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
E o que é que acontece?

MARCELO REBELO DE SOUSA
Nada... Quer dizer, depois das eleições arranja-se outro sítio qualquer.

PESSOA COM DÚVIDAS EXISTENCIAIS
Ah.

O balão do João


João Vila Verde já está na Etap. Diz que vai gerir (???) um gabinete de divulgação de cursos. Lá, onde a "bolsa de emprego" da Câmara tem sempre lugar para mais um.

Ou de como em Pombal vale tudo.

Questão

Se este executivo podia gerir o munícipio sem entrar em opções polémicas? Podia, mas não era a mesma coisa.

3 de novembro de 2009

A Arte da Multiplicação dos Tachos

Primeiro passo: aumenta-se a estrutura na Câmara com mais vereadores a tempo inteiro e mais Chefes e Subchefes (Serviço, Divisão, Secção, …). Desta forma criam-se vagas para chefes, assessores e secretárias.
Segundo passo: criam-se umas empresas municipais e umas entidades equiparadas. Desta forma criam-se vagas e agiliza-se a criação imediata dos “tachos”.
Terceiro passo: colocam-se os familiares e amigos nas vagas entretanto criadas. Como as admissões para a câmara têm que passar pelo crivo da Administração Central, colocam-se os familiares e amigos nas empresas municipais ou nas entidades equiparadas até se desbloquear as vagas na câmara (sempre mais segura).
Como, regra geral, os tachos são atribuídos a gente mal preparada ou incompetente há que faze-los rolar de “tacho” em “tacho”, de forma a ir disfarçando a coisa.
Quarto passo: repete-se a fórmula de mandato em mandato.
É este o reino narcísico, de alguns…

2 de novembro de 2009

A arte de seguir a pista

Afinal de contas a pista de aeromodelismo sempre deu os seus frutos. Diz uma nota do Gabinete de Imprensa da Câmara de Pombal que o município recebeu um prémio de mérito desportivo, na pessoa do seu Presidente, Eng. Narciso Mota. Foi exactamente o prémio Personalidade do Ano, atribuído pela Confederação do Desporto de Portugal, durante a 14.ª Gala Anual do Desporto CDP, em cerimónia realizada no Casino de Estoril. Ora aocntece que, (segundo a nota da Câmara) "Para este prémio, contribuiu a nomeação da Federação Portuguesa de Aeromodelismo, tendo em conta o trabalho desenvolvido pelo Município de Pombal na realização do 26.º Campeonato do Mundo de Acrobacia Radiocontrolada, em Agosto, na Pista Internacional de Aeromodelismo do Casalinho, em Pombal."
Se dúvidas restavam, aqui fica a resposta aos críticos, ok?

O Alma Grande

Nos Novos Contos da Montanha, Miguel Torga deu-nos a conhecer o Alma Grande, uma personagem fantástica criada a partir da lenda do Abafador. Segundo se consta, no tempo dos Cristãos Novos, existia uma figura - o Abafador - cuja função consistia em acabar com o sofrimento alheio. Quando um moribundo se encontrava às portas da morte, o Abafador era chamado para cumprir o seu desígnio e pôr fim à sua agonia. O prestígio, e a função social, do Abafador eram enormes e quem tinha a seu cargo essa importante missão era alguém muito respeitado na comunidade.

Acontece que sempre houve franco-atiradores que se tentaram aproveitar desse papel: os Asfixiadores. Esses seres mesquinhos e desprezíveis, para além de não saberem distingir um moribundo de uma pessoa saudável, usavam meios pouco éticos e eram movidos apenas pela ganância pessoal. Valendo-se da ignorância generalizada, faziam-se passar por quem não eram e recorriam a um charme bacoco para tentar convencer o povo que os seus alvos mereciam tal sorte. Mas as sociedades, que sempre souberam distinguir “o trigo do joio”, acabaram por relegar à sua insignificância esses assassinos de meia-tigela.

Numa altura em que a asfixia, que nunca é democrática, voltou a estar na moda, é tempo de pormos os ouvidos atentos, os olhos bem abertos e não nos deixarmos enganar pelas imitações.

1 de novembro de 2009

Amigo não empata amigo

A ser verdade o que OCP noticia na sua última edição, os dois vereadores do PS abstiveram-se na questão das remunerações dos vereadores. Os outros (os remunerados) votaram favoravelmente, claro.
Quem criticou (como o PS fez) o facto de ficarmos com um executivo caro, quando se abstém, quer dizer que afinal a medida não é boa nem é má... é "mais-ou-menos". Começamos bem...

Nós na Assembleia da República

Confirma-se agora que nem Pedro Pimpão nem Odete Alves serão deputados. Dos nove deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Leiria, nenhum é de Pombal. Será reflexo da nossa importância no distrito?

"Inauguração"

A mais recente aberração de que está a ser vítima a colina do Castelo já foi "inaugurada" com um graffiti. Para além da falta de civismo, fica o aviso para o futuro daquele projecto: já que se insistiu naquele absurdo, tomem-se as medidas necessárias para evitar que se repita. Por motivos óbvios.

Aquisições

A partir de hoje, esta casa conta com mais um farpeador. Gabriel de seu nome, comentador e entusiasta desta casa, aceitou o desafio de reforçar a equipa, pelo que lhe desejamos as boas vindas. Já agora, para além desta, haverá até ao final do ano mais novidades. Até breve.