29 de janeiro de 2010

Mercado de Transferências

É Janeiro e o mundo pula e avança, em matéria de recurso humanos na Câmara de Pombal. O mercado de transferências está activo.

Fontes bem colocadas (dão-se alvísseras ao assessor, adjunto ou similar que melhor conseguir iniciar a caça às bruxas junto do senhor presidente) garantem que o lugar de Manuela Galvão já pode ser extinto (como seria intenção), pois que está de abalada para o Ministério da Administração Interna, secretaria de Estado da Protecção Civil.

Em aberto continua o lugar de Agostinho Lopes. Mas a simpática jurista Virgínia Moderno poderá estar na calha para o ocupar.

O resto já se sabe: a nora é secretária, o filho para lá caminha. O irmão lá continua. Ainda se pode arranjar alguma coisa para o genro, quem sabe, ou para alguma sobrinha que esteja a precisar, nem que seja na Etap. Tudo em família, como é bonito e harmonioso. Afinal, se não formos nós a ajudar os nossos, quem será?

28 de janeiro de 2010

Alguns números do PIDDAC

O investimento público inscrito no Orçamento de Estado para o distrito de Leiria passou dos 44,5 milhões de euros, em 2009, para pouco mais de 17 milhões de euros em 2010. Pombal foi contemplado apenas com 37,5 mil euros, ou seja 0,22% da totalidade recebida pelo distrito. Desse montante, 32,5 mil euros destinam-se à requalificação do castelo e encosta envolvente e 5 mil para a ampliação da EB 2,3 Marquês de Pombal.

A nossa capacidade de cativar dinheiros do PIDDAC está pelas ruas da amargura. Resta-nos a triste consolação de saber que há quem esteja pior: 25% dos concelhos do país, entre os quais Ansião, Batalha, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, não receberam nada!

TAP forma gratuitamente

O Teatro Amador de Pombal volta a mostrar (bom) trabalho, agora promovendo um workshop gratuito, uma "Oficina de jogos de iniciação ao teatro". O formador é pessoa de grande currículo e qualidade, um homem da casa - Miguel Sopas -, que também por aqui (pela acção) vai respondendo aos que o acusam de "só falar, só falar, e não fazer nada por Pombal". Tenho opinião sobre os que criticam "os que falam", mas fica para outras calendas.
O facto é que o TAP volta a prestar um serviço público de cultura. Talvez a merecer, por exemplo... serem a companhia residente no Teatro Cine, não? Ou uma sede em Pombal. Isso é que era bonito...
Bom trabalho, rapazes (e raparigas), eu também vou passar por lá!

27 de janeiro de 2010

Dupond e Dupont


A JS considera de "extrema importância" a existência de um Conselho Municipal de Juventude". A JSD quer fazer do mesmo assunto "a sua bandeira". O engraçado é que no programa que o PS apresentou na sua candidatura à Câmara Municipal não aparece, uma única vez, a palavra juventude e no do PSD não li em parte alguma a palavra conselho. Afinal em que é que ficamos: os jovens querem o conselho mas os cotas recusam?

Já agora, e para que conste, a única força partidária que, desde sempre, defendeu nos seus programas eleitorais a criação de "um Conselho Consultivo de Juventude, com representantes das associações juvenis e de estudantes" foi a CDU.

25 de janeiro de 2010

A glória de Vermoil, ou a importância de seguir a pista

Sara Dias, uma jovem atleta do AC Vermoil sagrou-se ontem, ao final da manhã, campeã nacional de 200 metros, numa das provas que encheram a Expocentro durante todo o fim-de-semana. Na véspera, a jovem Daniela, do mesmo ACV, quase se sagrava também campeã nacional em marcha, não fosse a minúcia de um dos juízes que lhe descobriu faltas, quando ela levava um avanço razoável.
Nos dois dias as bancadas estavam cheias. Veio gente de todo o país a Pombal. O mesmo não se pode dizer da população do concelho (excepção feita aos técnicos, dirigentes, familiares e amigos dos atletas dos clubes do concelho), mas a verdade é que a população só pode aderir àquilo de que tem conhecimento. Ora, se a agenda da Câmara não atribui relevância à Pista Coberta, se os painéis municipais idem aspas, se o que resta da imprensa tem outras preocupações, não se podem esperar milagres, não senhor. Talvez agora, que as receitas do bar da Expocentro hão-de traduzir a importância dos eventos na Pista Coberta (uma garrafa de água por um euro e meio já dá para perceber a bitola), seja tempo do senhor presidente entender o que queremos dizer com a necessidade de uma pista de atletismo.
Contamos - claro - com a preciosa ajuda do engº Rodrigues Marques, que aqui veio dar a notícia da campeã nacional em primeira mão.
Até lá, podemos sempre acompanhar os resistentes do ACV no site.

21 de janeiro de 2010

250 mil visitas

Cumpriram-se hoje 250 mil visitas ao nosso/vosso Farpas.
Sabemos todos que este é um caso isolado na história da negra história da blogosfera em Pombal. Sinal do tempos, talvez. Porque os que aqui cravam farpas partilham do mesmo idealismo e ainda acreditam que podem mudar o mundo - nem que seja só o nosso mundinho - talvez alguma coisa esteja a mudar, sim. Mesmo que seja devagar, muito devagar.
Por estes dias, há uma média de 800 visitas por dia. Há muita gente que nos lê, mas há muito mais que nos comenta. Às vezes gente que nunca utilizou um computador.
Por tudo isso, mas sobretudo pelo incómodo que causamos todos os dias, agitando as águas para que corram mais e melhor, continuamos firmes: "farpearemos os interesses intalados..."

Ironias

A JS sempre defendeu a existência de Concelhos Municipais de Juventude, como órgãos onde se pudesse discutir as políticas de juventude. Numa dessas alturas, os mais jovens da JSD e do PSD achavam que não, que era sítio de partidarização. Agora já acham que sim, que se justifica essa a hipótese, tanta que justifica um evento. Mesmo que venha pela mão de "outros", e anos depois, não deixa de ser curioso ver que há razões que mesmo desconhecendo a razão, não deixam de ser racionais. É a "nóia" dos cartões e das barricadas.

19 de janeiro de 2010

CMP, Sociedade de Obras Particulares

Narciso Mota dispôs de muito dinheiro, mas nunca revelou grande capacidade de realização. Será recordado, essencialmente, pelos muitos anos de presidência, pela construção da biblioteca (e mesmo aí metade estava feito, penso que o financiamento estava assegurado), pela compra e recuperação de alguns imóveis e da Quinta, pelas asfaltagens (obra de pedir e pagar) e pelos muitos melhoramentos/remendos que lhe permitiram espalhar placas de inauguração por todo o concelho que na sua esmagadora maioria serão, a breve prazo, mandadas abaixo, devido à inutilidade das (mal)feitorias.
Mas, convenhamos, terminar duas décadas à frente da câmara e deixá-la como Sociedade de Obras Particulares era inimaginável!

Noticias do meu herói, que sou eu próprio!

Em Vermoil temos uma junta dinâmica. Até faz um jornal (trimestral), onde grandes feitos do executivo são destacados (não vão eles cair no esquecimento de algum incauto eleitor). De particular bom gosto é o facto de o próprio Presidente da Junta, depois da mensagem de Natal e Ano Novo, conceder uma grande entrevista ao jornal... da Junta!!! Giro seria o presidente entrevistar-se a si próprio (parece que não, que as perguntas foram lidas por uma outra pessoa).
No mínimo, panfletário. Ao bom estilo deste concelho. Acham que alguém se está a gabar?
P.S. - Desculpem lá a etiqueta, bem sei que ainda faltam mais de 3 anos para as eleições autárquicas, mas... não encontrei etiqueta melhor onde encaixar este "facto"!

18 de janeiro de 2010

O engenheiro e o conselho

O nosso blogo-amigo Rodrigues Marquesfoi a votos no fim de semana passado, nas eleições para a distrital de Leiria do PSD. Intregra agora o Conselho de Jurisdição do partido, o que bem pode explicar o interesse pela área jurídica aqui demonstrado. Claro que o líder Narciso também lá está, na nova comissão política. E como todos sabem, o engenheiro Marques é agora uma espécie de sombra do fiel-amigo. Aquele que está sempre lá, no lugar certo e à hora certa. Nem que seja para lhe dizer que está certo, papel preponderante, como é sabido.

17 de janeiro de 2010

Reestruturação?

O NC informa que a CMP reestruturou o sector empresarial local criando a PMUGEST – Manutenção Urbana e Gestão. A nova empresa passa a ter como objecto social:
• combate à pobreza e à exclusão social através da inserção ou reintegração de profissionais;
• formação profissional;
• prestação de serviços nas áreas de limpeza e manutenção de espaços públicos e privados;
• gestão, exploração, concessão e manutenção de espaços e equipamentos vocacionados para o turismo, cultura, desporto, lazer e actividades económicas;
• concessões hoteleiras e balneares;
• gestão e promoção de parques industriais;
• apoio logístico à realização de eventos municipais e privados;
• serviços de catering;
• animação turística e de tempos livres;
• gestão e exploração de espaços publicitários;
• gestão e exploração do estacionamento de duração limitada à superfície e subterrâneo;
• prevenção florestal e manutenção do parque florestal, e recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos;
• prestação de serviço no âmbito de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrém;
• prestação de serviços no âmbito da gestão e exploração dos transportes públicos em veículos automóveis pesados e passageiros (transporte de passageiros em autocarro);
• actividades acessórias relacionadas com o seu objecto principal;
• actividades complementares ou subsidiárias da actividade de promoção e desenvolvimento integrado e sustentado do concelho de Pombal;
Isto não é uma empresa, é um emaranhado de actividades sem qualquer complementaridade que não proporcionam especialização nem eficiência, antes pelo contrário.
Pobre País, anda a diplomar pessoas que depois fazem aberrações destas!

15 de janeiro de 2010

Vai um Café?

Diz que reabriu ontem o Café Concerto, agora soba batuta da vereadora Ana Gonçalves.
É certo que a banda do primeiro concerto é a do costume, mas se a imagem e os serviços publicitários estiveram a cargo de outros, podemos acreditar numa vida...diferente.
Entretanto,
Amanhã à noite há um espectáculo no grande auditório do Teatro - Bandas em Concerto -,promovido pela Direcção Regional da Cultura do Centro. A não ser que as obras tenham contemplado algum bar de apoio ainda escondido, continuamos com o mesmo problema: quem vai ao Teatro e quer tomar um café, que seja, sujeita-se ao cartão de consumo mínimo, que amanhã é de 3,5 euros. Podíamos mudar isso, não? Que dizem, senhores da Câmara?

14 de janeiro de 2010

Correio dos Leitores

A novela em torno dos acessos à urbanização S. Cristóvão tem novo capítulo. Depois do texto publicado em editorial pel'O Correio de Pombal , na edição da passada semana, a direcção terá recusado o direito de resposta à visada Odete Alves, deputada municipal. O Farpas - que é apenas um blogue mas que pelos vistos é encarado cada vez por mais gente como a última janela de intervenção livre, agora que a imprensa está praticamente reduzida ao próprio OCP, que parece baralhado com as regras mais elementares do exercício do Jornalismo - a pedido da visada deputada municipal, publica aqui a carta que o OCP recusou publicar.


QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?

Caro leitor:

Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.

No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.

Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?

Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.

Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.

Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.

Assinado e sem medos,
Odete Alves

13 de janeiro de 2010

Erro de planeamento ou de execução?

No gargalo da entrada na urbanização São Cristóvão ainda são visíveis as marcações do suposto alargamento. A questão que se coloca é: porque não foi o alargamento executado?

Há festa na cidade



Mas no meio da chuva e das incompreensabilidades pombalenses, há quem volte à carga que resolva (em tempos literalmente difíceis) dar animação à parte menos potencializada da nossa cidade. O pessoal que no ano anterior reergueu o Santo Amaro está de regresso. Espero não deparar com quaisquer aproveitamentos deste evento, mas apenas com reconhecimento daqueles que se dedicaram abnegadamente a dar vida a uma Praça realizando uma festa, aparentemente com conta, peso, medida e abrangência.

E desde já acrescento que uma minha eventual ausência se deverá sempre ao facto de estar iminente o aparecimento de mais uma pequena pombalense.

12 de janeiro de 2010

... nem é na politica que se fazem blogues!

Na última edição de OCP, o camarada Tiago Galvão (para quem não saiba, é o "mandador" da JS de Pombal) refere que não é nos blogues que se faz politica, chamando até a este "meio de comunicação" de "conversas de café", pelo que não dá valor ao que aqui se diz (o exemplo referido foi, precisamente, o do FARPAS). Pois a mim, parece-me que fazer politica (ou conversas de café) aqui, é menos mau do que não a fazer em lado nenhum. Aqui tenho a certeza que alguns nos "ouvem"... na Câmara, e não só! De igual forma, cai num "círculo azarado" de justificações para a fraca implantação e acção da JS no concelho. Problemas de mobilidade, parece. E poucos militantes para trabalhar, a... arranjar mais militantes. Um sarilho, sem dúvida.
Contudo, os mesmos com problemas de mobilidade, e que por isso não conseguem "militar" (acção daquele que milita), têm como grande problema a questão do IMI. Sinal que, sendo ainda jovens, já compraram casa própria, e já queimaram os 8 anos de isenção.
Fizeram casa aos 16 anos, gozaram da isenção até aos 24, e agora que queriam militar, "truca!", uma bordoada de IMI que nem lhes deixa uns trocos para o autocarro. Assim não há juventude partidária que aguente!

E por falar em coisas que não se percebem

O Jardim do Vale, sitio muito aprazível fora da época de chuvas, transformado num lamaçal assim que chove um bocado. Eu sei que é coisa menor, decerto, mas era tão bom que depois das placas, a funcionalidade dos espaços fosse sempre assegurada.

O trigo e o joio

Quando se fazem obras a ideia será, digo eu, tornar melhor ou reparar um problema. Quando se olha para a entrada da Urbanização São Cristovão fica à vista que tendo sido obras feitas, fizeram-se pela metade e o resto é treta. Melhorou-se a qualidade do asfalto? Óptimo. Mas o que é certo é que a curva de acesso continua a precisar do sinal de trânsito que adverte para ceder passagem. Ora, vê-se ali uma meia-obra (vão ao local e constatem) e, aparentemente, não se percebe porquê. As dúvidas são legítimas e simples: afinal o projecto estava pronto e algo correu mal ou foi-se fazendo e algo correu tão mal que ficou tudo à nora?

Pior que tudo, é um problema de décadas e podem vir de lá as responsabilizações que não apagam um facto: tal como o Adelino Malho bem diz, fez-se um remendo. É legítimo querer saber os porquês, sem meias-palavras e sem guerras de editoriais.

11 de janeiro de 2010

O cúmulo da incompetência e do desperdício

A entrada na urbanização São Cristóvão é uma aberração rodoviária e urbanística, com vários responsáveis e muitos pecados, que tem provocado vários acidentes (felizmente nenhum, ainda, com consequências pessoais graves). A resolução do problema foi prometida ao longo dos últimos dezasseis anos mas sempre adiada.
As obras, finalmente, avançaram e estão quase concluídas. Mas, pelos vistos, era melhor que continuassem adiadas porque está-se a gastar muito dinheiro e não se resolve o verdadeiro problema: o gargalo na curva. A obra beneficia alguns, mas infelizmente não beneficia os que precisavam do problema resolvido.
Quem desperdiça, desta forma, tanto dinheiro é, pelo menos, incompetente.

São ovos, senhor

Sócrates andou por aí, sábado à tarde, quase noite. No périplo que fez pelo distrito de Leiria, vsitou apenas seis dos 16 concelhos, e Pombal foi um dos felizes contemplados. Aqui não houve anúncios de obras nem inaugurações, tão pouco visitas a investimentos estatais. Houve, sim, uma visita à Derovo, empresa privada que dá cartas cá dentro e lá fora, exemplo em diversas áreas (é verdade que tem no currículo aquela manchita do blogue e tal, mas isso já lá vai...). Ficou clara a visão que o Primeiro-Ministro tem deste pedaço do distrito. Ou seja: não deixou de vir a Pombal - o que diz da importância do concelho charneira - mas elogiar os privados.
É claro que não se livrou da companhia de Narciso Mota, seu confesso admirador, como todos se recordam. Era vê-los em alegre conversa, enquanto o ministro entregava solenemente os contratos Proder a vários agricultores-empresários. Tenho para mim que o senhor presidente lhe meteu uma cunha.