12 de março de 2010

No melhor pano...

Ministro das Finanças classifica remunerações de presidentes de junta como “money for the boys” - Política - PUBLICO.PT: "A oposição vai aprovar a inscrição no Orçamento do Estado de cinco milhões de euros para pagar remunerações dos presidentes de junta, perante as críticas do ministro Teixeira dos Santos que considerou tratar-se de “money for the boys” (dinheiro para os rapazes)."

Se quisermos discutir, a sério, a organização administrativa do Estado, então é necessário falar de concelhos e freguesias que, numa lógica de racionalização, têm de ser repensadas. Agora colocar as remunerações dos eleitos (sublinho eleitos) ao nível de uma qualquer nomeação política é uma nódoa que cai num, apesar de tudo, bom pano.

11 de março de 2010

Semente


O jornal "A Semente", da Escola Secundária com 3.º Ciclo de Pombal, voltou a ser premiado pelo concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo Projecto Público na Escola, com o apoio do Ministério da Educação. Este excelente jornal escolar foi distinguido com o 2º prémio na categoria de jornais electrónicos.

A
notícia já não é nova: é conhecida desde o dia 30 de Outubro de 2009. Mas, nessa altura, distraído como sou, não me apercebi. No entanto, ontem decorreu a sessão de de entrega de prémios na FIL e, desta vez, estive mais atento.

Os meus parabéns a todos os que têm contribuído para a qualidade e o merecido sucesso da publicação.

10 de março de 2010

Mega executivo

Nunca a CMP teve tanto vereador a tempo inteiro: SEIS + Presidente. Compreende-se: em tempos de crise à que dar emprego ao pessoal; e, neste aspecto, Narciso Mota é um benemérito.
Mas já agora, com tantos vereadores a tempo inteiro não era tempo de o presidente distribuir a maioria dos seus pelouros pelos vereadores de forma a dar-lhes trabalho, responsabilidade e autonomia. Senão, cai-se no ridículo de ter vereadores que representam um encargo superior ao orçamento de investimento que lhes foi atribuído.

Da Série Frases que nos fazem pensar... no volume da gargalhada a dar

Dirigentes da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) desvalorizaram ontem a criação de um crime urbanístico, alegando que “esses problemas só existem hoje em casos extremos” nas autarquias, pois há hoje mais cidadania, uma melhor fiscalização e mais transparência.

Não sendo eu um adepto da regulamentação hiperactiva (essa sim merecedora de punição penal), há que convir que no caso em apreço, e mesmo que não se enverede por uma questão de criminalização, todos sabemos bem o que, de norte a sul, do interior ao litoral, tem sido feito com flagrante desrespeito pelo património natural, histórico, particular ou por mero interesse financeiro ou ainda por qualquer influência mal explicada. Casos extremos? Como dizia um ilustre colega, contas essa lá no posto.

Voluntariado


Nem sempre é fácil valorizar o esforço de outros e a relação instituição/cidadãos tende a ser gerida como elefante em loja de porcelana, à medida que aumentam os anos de História e o número de pessoas envolvidas. Independentemente de tudo isso (e muito mais, que daria para pelo menos um blog inteiro), chamo a atenção - ainda que sendo parte interessada - para o evento que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal vão realizar no próximo dia 20 e, mais do que a animação, chamo a atenção para o simulacro às 18 horas.

9 de março de 2010

Era bom que fizéssemos alguma coisa sobre o assunto

A última edição do Eco era exemplar sobre o Estado do Património em Pombal. Mas as questões essenciais são sempre as mesmas: escavar para deixar ao abandono (sejam vestígios pré-históricos ou romanos); recuperar/intervir sem projectar devidamente os espaços (Arquivo Municipal - parte do parque estacionamento vai ter que ser utilizado, o que é uma boa e má notícia, alegada Casa-Museu Mota Pinto); intervir sem salvaguardar devidamente o património (Igreja do Cardal). E isto sem falar noutras coisas que se não forem olhos atentos passam completamente ao lado. E já para não falar no que por aí anda pelo Concelho (acho que a Ermida dos Malhos pode ser emblemática no que toca ao abandono do património).

Moral da história: falta não só uma política cultural relacionada com o Património como um instrumento da sociedade civil que ajude na divulgação e fiscalização. Neste último capítulo chegamos a ter até duas associações, ambas, neste momento, em coma. Aceitam-se voluntários para ajudar em actos de renascimento.

O post(e) do semáforo!

Andava eu às voltas por blogs vizinhos, quando encontrei, no Olhar Real, esta bela descrição da última Assembleia Municipal. Atente-se na "introdução do semáforo" (expressão dada a trocadilhos fáceis, que serão de evitar), pormenor que acrescenta, naquele cinzento panorama, uma apreciável dose de humor e cromatismo. Espero que ninguém tenha sido apanhado a passar no vermelho. Se tal tivesse acontecido, acredito que o nosso Presidente da AM, como homem sério que é, teria solucionado o caso.
Quanto à etiqueta "Turismo", fica em jeito de provocação. Há prémio para a melhor justificação!

Boas Notícias?

Muito se pode dizer sobre esta notícia. Uma tem a ver com uma recomendação da própria Assembleia da República sobre a gestão do QREN. Outra sob a forma como este dinheiro será efectivamente gasto. Mas a mais importante é saber, no caso concreto de Pombal, que fatia é que se conseguirá ir buscar e para que investimentos?

8 de março de 2010

entre as mulheres

O Adérito diz muitas vezes que "elas" (nós) têm uma perspectiva diferente de ver as coisas. O Alvim, o Malho e o Gabriel costumam concordar. Quando nos reunimos para aguçar farpas lamentamos sempre (eu mais do que eles, estou certa) que não haja uma maior participação das mulheres na vida pública deste Pombal e do blogue em particular. Sou avessa à paridade por decreto, embora com o tempo comece a convencer-me que às vezes só lá vamos assim. A mim, a condição de mulher trouxe-me mais coisas boas que más, a começar pela maternidade. Com o tempo fui-me habituando ao registo de super-mulher que a sociedade imprime.
Mas ainda acho que isto não é vida. Que não é impunemente que nos desdobramos entre a casa, o trabalho e o resto.
De modo que não gosto de ver este dia transformado numa noite de carnaval, em que os restaurantes servem ementas para mulheres "à solta". Talvez fosse importante canalizarmos alguma dessa (muita) energia para mudarmos as mentalidades. Porque o paradoxo é este: queimaram-se tantos soutiens, foi uma guerra pela direito ao trabalho, e hoje as mulheres portuguesas têm essa medalha para gerir, ao peito. E uma grande maioria dava tudo para ter tempo de experimentar receitas e cuidar dos filhos. As voltas que isto dá.

6 de março de 2010

Discriminação solucionada

Ficámos esta semana a saber que Narciso Mota corrigiu uma discriminação que aqui lhe apontei há uns tempos atrás ao atribuir a vereação a tempo inteiro à vereadora Paula Silva.
Mais vale tarde do que nunca, senhor presidente. A discriminação é um comportamento muito feio, nomeadamente quando feito em relação às mulheres.
Continue a ler o Farpas e a seguir os seus reparos. E não se importe com a oposição. Como diz o povo: “os cães ladram e a caravana passa”.

5 de março de 2010

Underground VII, a arte e a música na ADAC


Há malta em Pombal que organiza um festival destes há sete anos e eu não sabia.

Para que não vos aconteça semelhança falha, aqui fica a nota.

E escusam de pensar que é trote: os Bizarra Locomotiva ainda existem. Se estão em forma ou não, é coisa para se confirmar amanhã à noite, na ADAC.

Bom senso ou vandalismo?

Castelo de Pombal, Fevereiro de 2010

1 de março de 2010

Escola Secundária de Pombal, ou...

A Direcção da Escola Secundária de Pombal propôs à Assembleia Municpal que determinasse/sugerisse um novo nome para esta escola. Uma ideia muito interessante. Poder-se-ia assim, nesta nova fase (as obras estão em marcha, teremos uma "nova secundária", autenticamente), homenagear uma figura que tivesse marcado a vida desta cidade. Pensei em alguns nomes, mas não os vou avançar já, para o poder fazer em igualdade de circusntâncias com os nossos comentadores. Aqui fica o repto: que nome sugeririam para a secundária?

Assembleia Municipal

Decorreu na passada Sexta-feira, em Almagreira, a esperada Assembleia Municipal "descentralizada". Enorme afluência da população, o que é muito positivo. Muitos problemas de Almagreira discutidos, o que também é muito positivo (sabe-se como rareiam as dicussões dos problemas mais distantes dos Paços do Concelho, nas Assembleias). Demissões e picardias, o que dá sempre uma certa graça à festa. Houve de tudo! O veredicto é inevitável: a experiência é para continuar. Apesar de tudo, corria pelos corredores a informação de que a opinião de alguns "mandadores" não era propriamente essa.
Já agora, alguém sabe qual a razão para Almagreira ter sido palco da primeira destas Assembleias? (Esta questão foi retirada do Puro Almagre, daqui a devida referência). Tenho cá para mim que o Louriçal vai ser a última freguesia a ser contemplada com esta honra. Se alguma vez o vier a ser. Mas é só um palpite meu, vale o que vale...

27 de fevereiro de 2010

Canalhice

Nos últimos tempos, as obrigações familiares têm-me forçado a seguir as peripécias do futebol infantil. Parece que no departamento de formação do principal clube cá da terra – o SCP – as coisas não correm bem, reina grande insatisfação em vários miúdos e pais. Até aqui, apesar de tudo, tudo compreensível e aceitável. Não deixa de ser normal a insatisfação de alguns num universo de dezenas ou centenas. O que é anormal e totalmente incompreensível é não deixarem partir aqueles que estão profundamente insatisfeitos. Estamos a falar de crianças, merecem ser felizes noutro clube. Logo, só pode ser canalhice, com as crianças e os pais, e uma mancha na imagem do clube.

26 de fevereiro de 2010

Cineteatro com programação de qualidade!

Refiro-me, como é evidente, a um bom exemplo que nos vem de fora. De Santa Maria da Feira, neste caso. Decorre no cineteatro António Lamoso, hoje e amanhã, o festival para gente sentada, com uma programação excelente, como podem comprovar. Resultado: bilhetes esgotados há mais de um mês. Uma prova de que a aposta na qualidade compensa, e que não são apenas os fenómenos "popularuchos-pimba" que enchem uma sala de espetáculos.
O festival, o cineteatro e a cidade de Santa Maria da Feira são, por este motivo, elogiados nos jornais e rádios nacionais. A população tem acesso a cultura de grande qualidade. Vem gente de todo o país (de Pombal vão, pelo menos, duas pessoas, que já reservei o meu bilhete em tempo útil). Parece-me bem, não?

23 de fevereiro de 2010

A lenta agonia da zona histórica


Está prestes a conseguir mais um empurrão. Consta que em breve a Ourivesaria Ramos (& Fonseca) centenária loja de Pombal, vai fechar as portas na zona histórica da cidade. Estranhei quando mo contaram, pois que sempre reconheci no empresário Vítor Fonseca um empenho especial naquela área, onde teimosamente trabalha e vive.
Mas um dia todos nos cansamos.
E parece ter chegado o dia em que um dos defensores do comércio local - mas sobretudo da Praça Marquês de Pombal, da Rua Miguel Bombarda, da Almirante Reis, da Custódio Freire, do Largo do Carmo... - deu a mão à palmatória, preparando-se para mudar a loja para o espaço que (teimosamente) manteve fechado durante anos, na avenida Heróis do Ultramar.
É a vida.
Tanto dinheirinho gasto no Celeiro.
No Arquivo Municipal.
Na cadeia que agora é Museu.
Na Praça Marquês de Pombal.
No Parque de Estacionamento.
Tanta esperança depositada nisso tudo, para redundarmos num beco, onde mais uma vez se prova que não basta fazer. É preciso saber fazer. Que desenvolvimento e crescimento não querem dizer exactamente a mesma coisa, mesmo que em Pombal às vezes pareça.
E que enquanto as medidas avulso persistirem, ao invés de uma política consertada (que olhe para zona de dia e de noite), continuaremos a ter o Parque subterrâneo às moscas, como se a providência divina quisesse dizer aos senhores que sabem tudo e que nunca se enganam que aquilo foi uma asneira.


22 de fevereiro de 2010

Solidariedade


Já existem várias contas disponíveis para quem estiver disposto a colaborar na campanha de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira. Esta violenta catástrofe vem lembrar que as intervenções irresponsáveis sobre o meio ambiente se pagam caras. Por muito que os políticos, como o Dr. Alberto João, o possam querer esconder...

Limpar Pombal

O projecto "Limpar Portugal" é um movimento cívico que pretende limpar todo o lixo depositado ilegalmente em Portugal, num único dia. Esta acção vai decorrer no dia 20 de Março de 2010. Nesta página, poderão encontrar mais informações cobre o que se vai fazendo no concelho de Pombal, quem participa (tantas freguesias de fora...), que tarefas se vão realizando.
Igualmente preocupante são os números já denunciados para as lixeiras ilegais, em Pombal. Já referenciaram mais de 120. Era tempo de acabar com esta praga.
De igual forma se destaca a falta de visibilidade desta iniciativa no site da Câmara Municipal de Pombal. Coloquem lá esta informação, que é relevante! Vamos fazer justiça aos prémios de cidade limpa, e tratar não apenas da "colocação de flores na rua", mas também eliminar de vez as lixeiras ilegais. Limpar Portugal tem que começar, no nosso caso, por limpar Pombal.

18 de fevereiro de 2010

A Inês é de Pombal e está entre os dez melhores do mundo



Se por acaso se cruzar por aí com ela, não se esqueça de a felicitar. Chama-se Maria Inês Leiria e consta que vai ficar falada, depois de ser finalista de um concurso mundial., em parceria com um colega da agência onde está a estagiar.

Bons exemplos

A Câmara de Pombal tem sido um bom exemplo na utilização dos meios informáticos. Mas ao nível autárquico, há também juntas que, nesse campo, não hesitam em se afirmar.

Eu, abaixo-assinado...

... tenho a concluir que isto de abaixo-assinados tende a não dar em nada. Mesmo assim, lá vou teimosamente assinando e divulgando. No Louriçal, corre no momento um que visa exigir à EDP um trato diferente à população desta freguesia. Sem motivo aparente (em dias de bom tempo, sem chuva ou vento forte), chegam a haver 15 cortes de energia num dia (e mais!), causando incómodo e estragos nos aparelhos eléctricos.
Antes disso houve um outro abaixo-assinado que eu assinei e procurei divulgar o mais que me foi possivel. Por causa da estrada (chamar-lhe "estrada" não será correcto...) que liga o Louriçal às Cavadas. São 3 kms que deviam ser cortados, já que se teima em não se reparar aquele troço. Já por lá houve de tudo: mortes, despistes com carros mandados para a sucata, três acidentes na mesma semana... o abaixo-assinado seguiu para Junta de Freguesia e Câmara Municipal. Resultado? Nenhum. Continuam os acidentes, as queixas da população que não se sente ouvida, as frases já costumeiras "fulano-tal é que havia de lá partir os queixos"...
Se nem os que estão aqui perto, e que são eleitos pelo povo, ligam aos abaixo-assinados, serão os "senhores engravatados" da EDP, lá na capital, que nos vão dar ouvidos? Ainda assim, assino e divulgo. Teimosamente!

17 de fevereiro de 2010

É quarta-feira (das cinzas talvez)


Foi-se o Carnaval - que em Pombal é vivido intensamente mas só pela calada da noite - fica o registo fotográfico de um dos grupos mais animados da cidade. São aqueles rapazes do "1º de Maio", como é conhecido o maior convívio entre benfiquistas e sportinguistas, que começa no Scó Bar e acaba num campo qualquer. Andam por aí nas casa dos trinta e integram uma geração de ouro em Pombal. E fazem crer que, afinal, esta terra vale a pena. Por causa das pessoas que cá moram. Ou há-de valer outra vez, um dia destes.
Este ano o disfarce era a sátira a uma certa equipa de futebol em dificuldades...



13 de fevereiro de 2010

O polvo à moda de Pombal


Pois que se a desgraça de uns é a alegria de outros, pergunto-me de quantas campanhas de marketing precisaria o SOL para esgotar uma edição como a desta semana. Estou em crer que isto do polvo é prato preferido de engenheiros. Só que há uns que são mais espertos que outros.

12 de fevereiro de 2010

Campeonato Nacional de Atletismo no Expocentro


A Câmara Municipal de Pombal acertou em cheio quando decidiu pela instalação da pista coberta no Expocentro. Essa infra-estrutura tem feito da nossa cidade um pólo atractor do atletismo nacional, o que só nos prestigia. Este fim-de-semana, a não perder, a final do Campeonato Nacional de Clubes (1ª e 2ª Divisões).

10 de fevereiro de 2010

Descriminação?

A rede do PomBus passa por todas urbanizações da cidade e arredores.
Por todas, excepto pela São Cristóvão! Porque será? Os moradores da São Cristóvão não pagam impostos?

O queijo suíço já cheira mal

O Correio de Pombal, na sua última edição, deu conta que o parque subterrâneo da Praça Marquês de Pombal está “às moscas”. Segundo a notícia do jornal, foram gastos cerca de um milhão de euros num parque com 68 lugares: 14706 euros por lugar. Mas, ou muito me engano, ou este valor peca por defeito pois na proposta de orçamento municipal para o ano de 2003 estavam previstos mais de 5 milhões de euros para dois parques subterrâneos.

A Câmara Municipal de Pombal estuda agora formas de aliciar os automobilistas a usar essa infra-estrutura. Para além de querer reaver o montante investido, está convencida que, se conseguir encher o buraco de carros, a reabilitação do centro histórico será uma realidade. Mas ainda alguém acredita neste tipo de argumentos?


O senhor engenheiro Narciso Mota, tão avesso às questões de planeamento e aos estudos de viabilidade económica, esbanjou o nosso dinheiro de forma displicente. Se tais estudos tivessem sido efectuados, ou se, pelo menos, tivesse dado ouvidos ao contraditório (ver, também, aqui), o executivo camarário teria ganho uma oportunidade de poupar uns milhões que tanta falta fazem para resolver as questões realmente importantes.


Não, não vou voltar a falar no saneamento básico; já tenho vergonha…

8 de fevereiro de 2010

Pregar na Freguesia

A Junta de Freguesia de Pombal já tem um projecto em que se fazem pequenas reparações a reformados carenciados (o que se louva) mas no caso de Buarcos foi-se mais longe (parte de um caminho que a minha lista gostaria de trilhar se tivesse ganho a 11 de Outubro e que, na medida do possível, será concretizado): reformados a fazer pequenas reparações. São pequenas grandes ideias que mostram o quanto os órgãos políticos, se quiserem, podem fazer a diferença.

Por cá, na passada Sexta, votou-se o Protocolo de Delegação de Competências, que entre outras coisas (quem quiser exemplar peça-me por mail), manteve Pombal com 30% do Fundo Financeiro das Freguesias, enquanto as outras 16 recebem 35%. Desde já aviso que não vou dissecar aqui (no post) a diferença. Em termos absolutos, Pombal recebe sempre mais que as outras, mas o que importa é o simbolismo de uma promessa do PSD, feita em 2005 e repetida em 2009. Se se aceitasse, sumariamente, que a Câmara dá ajudas que "compensam" a diferença de 5%, por duas vezes a lista do PSD não a teria apresentado como uma das principais promessas de campanha. Mas apresentou. E por duas vezes não a cumpriu. E para quem vier logo com a lógica do "as promessas não valem nada, fazem parte da táctica ou do jogo" apliquem esse critério a nível local e nacional, a ver se é mesmo assim.

Por isso, a actuação da bancada eleita pelo PS só podia ser votar contra, sendo considerada como uma opção radical. Não creio. Nem se reconduz a tácticas ou a estratégias. Dissémos durante a campanha o que queríamos: uma junta que se afirmasse. E a opção que a actual Junta tomou não podia ser por nós sancionada.

Governos Civis: asilo de desempregados políticos

Fora da classe política ninguém encontra justificação plausível para a existência dos Governos Civis. No pós-25 de Abril tiveram alguma justificação, utilidade e credibilidade porque foram um instrumento de descentralização da administração central, e, também, porque os cargos eram, normalmente, ocupados por políticos em final de carreira ou por figuras regionais de prestígio, o que lhes conferia alguma dignidade e respeitabilidade.
Agora nada disso se passa. Os governos civis deixaram de ter missão e campo de acção que justifique a sua existência, porque foram esvaziados, e bem, de atribuições. Consequentemente tornaram-se estruturas balofas, cujos cargos são ocupados por figuras menores, desempregados políticos sem curriculum e sem prestígio, que se limitam a andar de cerimónia em cerimónia a propagandear banalidades e a tecer uma teia de interesses e dependências.
Acabar com os governos civis e com a classe política que por lá gravita deveria ser um imperativo democrático. Tornaria a administração pública mais limpa e os partidos políticos mais democráticos.

5 de fevereiro de 2010

O regabofe dos subsídios

Um dia destes, o presidente de uma das maiores associações do concelho ilustrou, perante um vasto número de pessoas, de forma clara, a politica de subsídios da CMP. Contou ele que a sua associação resolveu realizar um pequeno evento. Quando discutiam o respectivo orçamento um dos dirigentes sugeriu que se pedisse um subsídio à câmara. Ele disse que não valia a pena porque se tratava de um pequeno evento, a associação tinha dinheiro e, na ideia dele, a câmara não subsidiava aquilo. O tal dirigente insistiu na ideia de pedir o subsídio, segundo ele, não se perdia nada em tentar, e, como ele conhecia bem um vereador, poderia fazer, informalmente, o pedido. Passados uns dias o dirigente informou a direcção da associação da sua demarche e comunicou-lhes que o vereador não se comprometeu com o subsídio mas disse que ia ver o que se podia arranjar. Apesar disto, as expectativas da direcção da associação continuaram baixas, quando muito aspiravam a receber cem ou duzentos euros. No entanto, qual não foi o espanto quando, passado pouco tempo, receberam a notícia que lhes tinha sido atribuído um subsídio de mil euros!
O presidente da tal associação resumiu a situação assim: não precisávamos de subsídio e, mesmo assim, a câmara deu-nos um que pagou o evento e ainda ficámos com cerca de duzentos cinquenta euros em caixa.
Decididamente, este executivo não pára de nos surpreender. Para pior!

2 de fevereiro de 2010

Pombal, Concelho com História

Aquilo que se estava a fazer à Igreja do Cardal (um caterpillar a entrar por lá adentro poderia até fazer muitos espíritos jacobinos rejubilar), é, independentemente de quem é dono do edíficio, inaceitável que estivesse acontecer. Mas pelos vistos, o IGESPAR já travou as obras e há relatos, interessantes até, dos ossos que para lá andavam espalhados. Eu nem vou pela componente do respeito pelos mortos (embora seja pertinente), mas da forma como se intervém num monumento daquela natureza (mas temos sempre o Castelo e outras questões que levantarei em tempo). Agora que um saque, à falta de melhor expressão, terminou, esperemos que se perceba que o património nem para deixar cair nem para tratar à martelada. Digo eu.

Enquanto isso, deixo a sugestão para o titular do pelouro da Vereação da Cultura: defina qual a política que pretende seguir em termos de preservação de património. Podemos (aparentemente) não ter muito, mas seja como for deveríamos saber tratá-lo. Por outro lado, o silêncio que se fez sentir, com a excepção de uma ou outra notícia, mostra que teimamos em passar ao lado destas questões. Compreendo que não sejam prioritárias, mas nunca deixarão de ser importantes.

1 de fevereiro de 2010

Ao sabor do vento

Há primeira vista, parecia que a CMP considerava a ligação de Pombal à Região de Turismo Leiria – Fátima (RTLF) um decisão estratégica, logo de longo prazo. Assegurou até a entrada de um dos seus vereadores na respectiva direcção. Mas, passados poucos meses, bastou que uma das novas vereadoras tivesse passado por uma feira de promoção da região e não tivesse gostado do stand para que Narciso Mota esteja a ponderar abandonar a RTLF.
Incompetência do vereador e dirigente da RTLF ou capacidade de persuasão da nova vereadora?

Um jornalista que é um problema para um engenheiro

O artigo que Mário Crespo assina na página do Instituto Sá Carneiro deveria ficar para os anais do jornalismo. E ser lido em voz alta por muito boa gente. Até o interiorizarem. Deveria ter sido publicado no JN de hoje. Mas não foi.

O Fim da Linha
Mário Crespo


Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

29 de janeiro de 2010

Mercado de Transferências

É Janeiro e o mundo pula e avança, em matéria de recurso humanos na Câmara de Pombal. O mercado de transferências está activo.

Fontes bem colocadas (dão-se alvísseras ao assessor, adjunto ou similar que melhor conseguir iniciar a caça às bruxas junto do senhor presidente) garantem que o lugar de Manuela Galvão já pode ser extinto (como seria intenção), pois que está de abalada para o Ministério da Administração Interna, secretaria de Estado da Protecção Civil.

Em aberto continua o lugar de Agostinho Lopes. Mas a simpática jurista Virgínia Moderno poderá estar na calha para o ocupar.

O resto já se sabe: a nora é secretária, o filho para lá caminha. O irmão lá continua. Ainda se pode arranjar alguma coisa para o genro, quem sabe, ou para alguma sobrinha que esteja a precisar, nem que seja na Etap. Tudo em família, como é bonito e harmonioso. Afinal, se não formos nós a ajudar os nossos, quem será?

28 de janeiro de 2010

Alguns números do PIDDAC

O investimento público inscrito no Orçamento de Estado para o distrito de Leiria passou dos 44,5 milhões de euros, em 2009, para pouco mais de 17 milhões de euros em 2010. Pombal foi contemplado apenas com 37,5 mil euros, ou seja 0,22% da totalidade recebida pelo distrito. Desse montante, 32,5 mil euros destinam-se à requalificação do castelo e encosta envolvente e 5 mil para a ampliação da EB 2,3 Marquês de Pombal.

A nossa capacidade de cativar dinheiros do PIDDAC está pelas ruas da amargura. Resta-nos a triste consolação de saber que há quem esteja pior: 25% dos concelhos do país, entre os quais Ansião, Batalha, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, não receberam nada!

TAP forma gratuitamente

O Teatro Amador de Pombal volta a mostrar (bom) trabalho, agora promovendo um workshop gratuito, uma "Oficina de jogos de iniciação ao teatro". O formador é pessoa de grande currículo e qualidade, um homem da casa - Miguel Sopas -, que também por aqui (pela acção) vai respondendo aos que o acusam de "só falar, só falar, e não fazer nada por Pombal". Tenho opinião sobre os que criticam "os que falam", mas fica para outras calendas.
O facto é que o TAP volta a prestar um serviço público de cultura. Talvez a merecer, por exemplo... serem a companhia residente no Teatro Cine, não? Ou uma sede em Pombal. Isso é que era bonito...
Bom trabalho, rapazes (e raparigas), eu também vou passar por lá!

27 de janeiro de 2010

Dupond e Dupont


A JS considera de "extrema importância" a existência de um Conselho Municipal de Juventude". A JSD quer fazer do mesmo assunto "a sua bandeira". O engraçado é que no programa que o PS apresentou na sua candidatura à Câmara Municipal não aparece, uma única vez, a palavra juventude e no do PSD não li em parte alguma a palavra conselho. Afinal em que é que ficamos: os jovens querem o conselho mas os cotas recusam?

Já agora, e para que conste, a única força partidária que, desde sempre, defendeu nos seus programas eleitorais a criação de "um Conselho Consultivo de Juventude, com representantes das associações juvenis e de estudantes" foi a CDU.

25 de janeiro de 2010

A glória de Vermoil, ou a importância de seguir a pista

Sara Dias, uma jovem atleta do AC Vermoil sagrou-se ontem, ao final da manhã, campeã nacional de 200 metros, numa das provas que encheram a Expocentro durante todo o fim-de-semana. Na véspera, a jovem Daniela, do mesmo ACV, quase se sagrava também campeã nacional em marcha, não fosse a minúcia de um dos juízes que lhe descobriu faltas, quando ela levava um avanço razoável.
Nos dois dias as bancadas estavam cheias. Veio gente de todo o país a Pombal. O mesmo não se pode dizer da população do concelho (excepção feita aos técnicos, dirigentes, familiares e amigos dos atletas dos clubes do concelho), mas a verdade é que a população só pode aderir àquilo de que tem conhecimento. Ora, se a agenda da Câmara não atribui relevância à Pista Coberta, se os painéis municipais idem aspas, se o que resta da imprensa tem outras preocupações, não se podem esperar milagres, não senhor. Talvez agora, que as receitas do bar da Expocentro hão-de traduzir a importância dos eventos na Pista Coberta (uma garrafa de água por um euro e meio já dá para perceber a bitola), seja tempo do senhor presidente entender o que queremos dizer com a necessidade de uma pista de atletismo.
Contamos - claro - com a preciosa ajuda do engº Rodrigues Marques, que aqui veio dar a notícia da campeã nacional em primeira mão.
Até lá, podemos sempre acompanhar os resistentes do ACV no site.

21 de janeiro de 2010

250 mil visitas

Cumpriram-se hoje 250 mil visitas ao nosso/vosso Farpas.
Sabemos todos que este é um caso isolado na história da negra história da blogosfera em Pombal. Sinal do tempos, talvez. Porque os que aqui cravam farpas partilham do mesmo idealismo e ainda acreditam que podem mudar o mundo - nem que seja só o nosso mundinho - talvez alguma coisa esteja a mudar, sim. Mesmo que seja devagar, muito devagar.
Por estes dias, há uma média de 800 visitas por dia. Há muita gente que nos lê, mas há muito mais que nos comenta. Às vezes gente que nunca utilizou um computador.
Por tudo isso, mas sobretudo pelo incómodo que causamos todos os dias, agitando as águas para que corram mais e melhor, continuamos firmes: "farpearemos os interesses intalados..."

Ironias

A JS sempre defendeu a existência de Concelhos Municipais de Juventude, como órgãos onde se pudesse discutir as políticas de juventude. Numa dessas alturas, os mais jovens da JSD e do PSD achavam que não, que era sítio de partidarização. Agora já acham que sim, que se justifica essa a hipótese, tanta que justifica um evento. Mesmo que venha pela mão de "outros", e anos depois, não deixa de ser curioso ver que há razões que mesmo desconhecendo a razão, não deixam de ser racionais. É a "nóia" dos cartões e das barricadas.

19 de janeiro de 2010

CMP, Sociedade de Obras Particulares

Narciso Mota dispôs de muito dinheiro, mas nunca revelou grande capacidade de realização. Será recordado, essencialmente, pelos muitos anos de presidência, pela construção da biblioteca (e mesmo aí metade estava feito, penso que o financiamento estava assegurado), pela compra e recuperação de alguns imóveis e da Quinta, pelas asfaltagens (obra de pedir e pagar) e pelos muitos melhoramentos/remendos que lhe permitiram espalhar placas de inauguração por todo o concelho que na sua esmagadora maioria serão, a breve prazo, mandadas abaixo, devido à inutilidade das (mal)feitorias.
Mas, convenhamos, terminar duas décadas à frente da câmara e deixá-la como Sociedade de Obras Particulares era inimaginável!

Noticias do meu herói, que sou eu próprio!

Em Vermoil temos uma junta dinâmica. Até faz um jornal (trimestral), onde grandes feitos do executivo são destacados (não vão eles cair no esquecimento de algum incauto eleitor). De particular bom gosto é o facto de o próprio Presidente da Junta, depois da mensagem de Natal e Ano Novo, conceder uma grande entrevista ao jornal... da Junta!!! Giro seria o presidente entrevistar-se a si próprio (parece que não, que as perguntas foram lidas por uma outra pessoa).
No mínimo, panfletário. Ao bom estilo deste concelho. Acham que alguém se está a gabar?
P.S. - Desculpem lá a etiqueta, bem sei que ainda faltam mais de 3 anos para as eleições autárquicas, mas... não encontrei etiqueta melhor onde encaixar este "facto"!

18 de janeiro de 2010

O engenheiro e o conselho

O nosso blogo-amigo Rodrigues Marquesfoi a votos no fim de semana passado, nas eleições para a distrital de Leiria do PSD. Intregra agora o Conselho de Jurisdição do partido, o que bem pode explicar o interesse pela área jurídica aqui demonstrado. Claro que o líder Narciso também lá está, na nova comissão política. E como todos sabem, o engenheiro Marques é agora uma espécie de sombra do fiel-amigo. Aquele que está sempre lá, no lugar certo e à hora certa. Nem que seja para lhe dizer que está certo, papel preponderante, como é sabido.

17 de janeiro de 2010

Reestruturação?

O NC informa que a CMP reestruturou o sector empresarial local criando a PMUGEST – Manutenção Urbana e Gestão. A nova empresa passa a ter como objecto social:
• combate à pobreza e à exclusão social através da inserção ou reintegração de profissionais;
• formação profissional;
• prestação de serviços nas áreas de limpeza e manutenção de espaços públicos e privados;
• gestão, exploração, concessão e manutenção de espaços e equipamentos vocacionados para o turismo, cultura, desporto, lazer e actividades económicas;
• concessões hoteleiras e balneares;
• gestão e promoção de parques industriais;
• apoio logístico à realização de eventos municipais e privados;
• serviços de catering;
• animação turística e de tempos livres;
• gestão e exploração de espaços publicitários;
• gestão e exploração do estacionamento de duração limitada à superfície e subterrâneo;
• prevenção florestal e manutenção do parque florestal, e recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos;
• prestação de serviço no âmbito de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrém;
• prestação de serviços no âmbito da gestão e exploração dos transportes públicos em veículos automóveis pesados e passageiros (transporte de passageiros em autocarro);
• actividades acessórias relacionadas com o seu objecto principal;
• actividades complementares ou subsidiárias da actividade de promoção e desenvolvimento integrado e sustentado do concelho de Pombal;
Isto não é uma empresa, é um emaranhado de actividades sem qualquer complementaridade que não proporcionam especialização nem eficiência, antes pelo contrário.
Pobre País, anda a diplomar pessoas que depois fazem aberrações destas!

15 de janeiro de 2010

Vai um Café?

Diz que reabriu ontem o Café Concerto, agora soba batuta da vereadora Ana Gonçalves.
É certo que a banda do primeiro concerto é a do costume, mas se a imagem e os serviços publicitários estiveram a cargo de outros, podemos acreditar numa vida...diferente.
Entretanto,
Amanhã à noite há um espectáculo no grande auditório do Teatro - Bandas em Concerto -,promovido pela Direcção Regional da Cultura do Centro. A não ser que as obras tenham contemplado algum bar de apoio ainda escondido, continuamos com o mesmo problema: quem vai ao Teatro e quer tomar um café, que seja, sujeita-se ao cartão de consumo mínimo, que amanhã é de 3,5 euros. Podíamos mudar isso, não? Que dizem, senhores da Câmara?

14 de janeiro de 2010

Correio dos Leitores

A novela em torno dos acessos à urbanização S. Cristóvão tem novo capítulo. Depois do texto publicado em editorial pel'O Correio de Pombal , na edição da passada semana, a direcção terá recusado o direito de resposta à visada Odete Alves, deputada municipal. O Farpas - que é apenas um blogue mas que pelos vistos é encarado cada vez por mais gente como a última janela de intervenção livre, agora que a imprensa está praticamente reduzida ao próprio OCP, que parece baralhado com as regras mais elementares do exercício do Jornalismo - a pedido da visada deputada municipal, publica aqui a carta que o OCP recusou publicar.


QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?

Caro leitor:

Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.

No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.

Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?

Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.

Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.

Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.

Assinado e sem medos,
Odete Alves

13 de janeiro de 2010

Erro de planeamento ou de execução?

No gargalo da entrada na urbanização São Cristóvão ainda são visíveis as marcações do suposto alargamento. A questão que se coloca é: porque não foi o alargamento executado?

Há festa na cidade



Mas no meio da chuva e das incompreensabilidades pombalenses, há quem volte à carga que resolva (em tempos literalmente difíceis) dar animação à parte menos potencializada da nossa cidade. O pessoal que no ano anterior reergueu o Santo Amaro está de regresso. Espero não deparar com quaisquer aproveitamentos deste evento, mas apenas com reconhecimento daqueles que se dedicaram abnegadamente a dar vida a uma Praça realizando uma festa, aparentemente com conta, peso, medida e abrangência.

E desde já acrescento que uma minha eventual ausência se deverá sempre ao facto de estar iminente o aparecimento de mais uma pequena pombalense.

12 de janeiro de 2010

... nem é na politica que se fazem blogues!

Na última edição de OCP, o camarada Tiago Galvão (para quem não saiba, é o "mandador" da JS de Pombal) refere que não é nos blogues que se faz politica, chamando até a este "meio de comunicação" de "conversas de café", pelo que não dá valor ao que aqui se diz (o exemplo referido foi, precisamente, o do FARPAS). Pois a mim, parece-me que fazer politica (ou conversas de café) aqui, é menos mau do que não a fazer em lado nenhum. Aqui tenho a certeza que alguns nos "ouvem"... na Câmara, e não só! De igual forma, cai num "círculo azarado" de justificações para a fraca implantação e acção da JS no concelho. Problemas de mobilidade, parece. E poucos militantes para trabalhar, a... arranjar mais militantes. Um sarilho, sem dúvida.
Contudo, os mesmos com problemas de mobilidade, e que por isso não conseguem "militar" (acção daquele que milita), têm como grande problema a questão do IMI. Sinal que, sendo ainda jovens, já compraram casa própria, e já queimaram os 8 anos de isenção.
Fizeram casa aos 16 anos, gozaram da isenção até aos 24, e agora que queriam militar, "truca!", uma bordoada de IMI que nem lhes deixa uns trocos para o autocarro. Assim não há juventude partidária que aguente!

E por falar em coisas que não se percebem

O Jardim do Vale, sitio muito aprazível fora da época de chuvas, transformado num lamaçal assim que chove um bocado. Eu sei que é coisa menor, decerto, mas era tão bom que depois das placas, a funcionalidade dos espaços fosse sempre assegurada.

O trigo e o joio

Quando se fazem obras a ideia será, digo eu, tornar melhor ou reparar um problema. Quando se olha para a entrada da Urbanização São Cristovão fica à vista que tendo sido obras feitas, fizeram-se pela metade e o resto é treta. Melhorou-se a qualidade do asfalto? Óptimo. Mas o que é certo é que a curva de acesso continua a precisar do sinal de trânsito que adverte para ceder passagem. Ora, vê-se ali uma meia-obra (vão ao local e constatem) e, aparentemente, não se percebe porquê. As dúvidas são legítimas e simples: afinal o projecto estava pronto e algo correu mal ou foi-se fazendo e algo correu tão mal que ficou tudo à nora?

Pior que tudo, é um problema de décadas e podem vir de lá as responsabilizações que não apagam um facto: tal como o Adelino Malho bem diz, fez-se um remendo. É legítimo querer saber os porquês, sem meias-palavras e sem guerras de editoriais.

11 de janeiro de 2010

O cúmulo da incompetência e do desperdício

A entrada na urbanização São Cristóvão é uma aberração rodoviária e urbanística, com vários responsáveis e muitos pecados, que tem provocado vários acidentes (felizmente nenhum, ainda, com consequências pessoais graves). A resolução do problema foi prometida ao longo dos últimos dezasseis anos mas sempre adiada.
As obras, finalmente, avançaram e estão quase concluídas. Mas, pelos vistos, era melhor que continuassem adiadas porque está-se a gastar muito dinheiro e não se resolve o verdadeiro problema: o gargalo na curva. A obra beneficia alguns, mas infelizmente não beneficia os que precisavam do problema resolvido.
Quem desperdiça, desta forma, tanto dinheiro é, pelo menos, incompetente.

São ovos, senhor

Sócrates andou por aí, sábado à tarde, quase noite. No périplo que fez pelo distrito de Leiria, vsitou apenas seis dos 16 concelhos, e Pombal foi um dos felizes contemplados. Aqui não houve anúncios de obras nem inaugurações, tão pouco visitas a investimentos estatais. Houve, sim, uma visita à Derovo, empresa privada que dá cartas cá dentro e lá fora, exemplo em diversas áreas (é verdade que tem no currículo aquela manchita do blogue e tal, mas isso já lá vai...). Ficou clara a visão que o Primeiro-Ministro tem deste pedaço do distrito. Ou seja: não deixou de vir a Pombal - o que diz da importância do concelho charneira - mas elogiar os privados.
É claro que não se livrou da companhia de Narciso Mota, seu confesso admirador, como todos se recordam. Era vê-los em alegre conversa, enquanto o ministro entregava solenemente os contratos Proder a vários agricultores-empresários. Tenho para mim que o senhor presidente lhe meteu uma cunha.

9 de janeiro de 2010

Para vosso conhecimento

Uma vez que se tornou público o facto de me ter desfiliado do PS (o pedido já tinha sido feito em Dezembro, mas apenas recebi a confirmação ontem), entendo deixar aqui algumas palavras. Quem me conhece bem seguramente que não é apanhado de surpresa por esta decisão. Já há muito que não me revia nem neste PS nem numa determinada forma de fazer política. Poderia, contudo, aguentar por "melhores tempos", assente até num resultado e posição honrosa, mas tal não me parece que esse seja um bom exemplo daquilo que defendo para a actuação e responsabilização política.

Assim, e salvaguardando sempre a relação e compromissos assumidos com os eleitores, e tanto que a desfiliação foi comunicada em tempo ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, manter-me-ei naturalmente na Assembleia de Freguesia de Pombal, enquanto independente eleito pelo PS, desempenhando o mandato no mais estrito respeito pelos compromissos eleitorais assumidos e em natural articulação com as estruturas locais do partido. E sobretudo, respeitando o que disse na noite das eleições: em relação a 2013, cabe apenas ao PS decidir quem é o seu candidato à AF de Pombal, cabendo-me a mim desempenhar, da melhor forma possível, o mandato para o qual fui eleito.

Posto isto e por se tratar de uma decisão transparente, lógica e livre, não se justificam quaisquer extrapolações ou especulações. Concedo, no entanto, que seja inevitável que as mesmas surjam. Da minha parte, não as alimentarei. Estou de consciência tranquila em relação a todo o meu percurso naquela casa.

PS: A comunicação social local e alguma regional tentou obter mais que isto, fazendo o seu trabalho, mas também acho propício que isso , mesmo da forma mais inocente, gerasse extrapolações e especulações. Como tal, é capítulo encerrado.

Publicado originalmente no meu blog.

Comparticipação nos prejuízos das cheias

A CMP de Pombal vai (finalmente) receber uma comparticipação de um milhão de euros pelos estragos causados pelas cheias de 2006. Na assinatura do contrato, Narciso Mota estava radiante, mas deveria estar triste. No dia 25 de Outubro de 2006 a cidade de Pombal sofreu a maior calamidade das últimas décadas. Logo, este financiamento chega aos cofres da câmara pelas piores razões (e não foram só razões naturais). É verdade que calamidade afectou infraestruturas e equipamentos públicos mas, pior do que isso, destruiu o património de muitas famílias. Consequentemente, Narciso Mota deveria repartir parte do apoio governamental com as pessoas afectadas, de forma a minimizar os prejuízos junto dos verdadeiros afectados pela calamidade.

8 de janeiro de 2010

O estado a que chegámos

Pode ser constatado na edição d'O Correio de Pombal desta semana, num espaço designado "editorial", página 2. Um texto quer não é assinado - logo, a responsabilidade é da Direcção - sobre um imbróglio qualquer a propósito dos acessos à urbanização S. Cristóvão. A não ser que o leitor esteja na posse de alguma informação privilegiada, não consegue perceber rigorosamente nada do assunto. Agora os jornais servem (outra vez) para isto, é?

Narciso modesto

Já leram a entrevista que o Sr. Presidente da Câmara deu ao Jornal de Leiria? Não percam; é uma pérola!

Entre outras coisas, ficamos a saber que Narciso Mota já não tem ambições políticas. A não ser, claro está, se o convidassem para Ministro das Obras Públicas. Nesse caso, sim, estaria disposto a desempenhar o cargo "com modéstia", para poder "alterar radicalmente o sentido de planeamento das obras públicas". De facto, para um narciso, é muita modéstia!


Não é novidade para ninguém que o Eng. Narciso Mota tem um carinho especial pelo tuvenan. Já o mesmo não se pode dizer em relação ao planeamento, o que não nos pode deixar descansados quanto à sua intenção. Mas, a avaliar pelo estado do PSD, presumo ser mais fácil termos um dia o Adelino Mendes na Câmara que o nosso engenheiro em Lisboa.

7 de janeiro de 2010

O magnífico remendo

As obras de melhoramento da entrada da Urbanização São Cristóvão estão praticamente concluídas. Aguarda-se a marcação (e a comunicação) da cerimónia de inauguração. Quero lá estar para assistir ao descerramento da placa que imortalize mais esta grandiosa obra do Engenheiro. O magnífico (e caríssimo) remendo merece!

Alcatrão para entrar, para sair e para circular...

Em Pombal, não haverá nenhum aeroporto (consta-se...), mas ainda assim, os pombalenses precisam de se deslocar. Temos vários problemas, alguns relativos ao traçado do IC2 (o acesso do lado da Repsol, ou a zona de acidentes junto ao corte para Albergaria), outros relativos ao trânsito dentro da cidade (aquela rotunda dos correios não devia ser descongestionada? E o trajecto entre a Câmara Municipal e a Rua de Albergaria?). Depois, temos a sempre falada circular externa. Esperamos que o governo se lembre? Temos um projecto apresentado, ideias formadas a esse respeito?
Uma outra questão que implica Pombal é requalificação do IC8. Fala-se em traçado de via rápida até Castelo Branco. Muitos antecipam que isso vai agudizar ainda mais a fuga de empresas para Ansião. Será esta uma estrada de entrada em Pombal, ou de saída de Pombal?
Parece-me importante que, sendo as obras da responsabilidade da Câmara ou da responsabilidade do governo, o município tenha uma posição clara sobre o que pretende a nível rodoviário. Sem isso, fica Pombal sem legitimidade para se queixar de alguns disparates que se vão fazendo, como o do traçado do IC8 inaugurado à pressa no governo Guterres, verdadeira aberração já aqui citada, neste blog, inúmeras vezes!

4 de janeiro de 2010

Finalmente…

A CMP vai construir um sistema integrado de abastecimento de água. Finalmente, Narciso Mota reconhece que o sistema actual não assegura qualidade (mínima). Já era tempo. No entanto, mais vale tarde que nunca.
Isto de fazer um furo, instalar uma bomba, estender tubo e colocar água directamente na rede é uma solução arcaica e muito arriscada. E com a saúde das pessoas não se brinca.

Dúvidas existenciais, ou quem é que nos pode esclarecer

Acabado este período de nojo a que as festividades obrigam, fiquei intrigada (eu e mais meia dúzia de pacatos cidadãos) sobre a história dos "vereadores de turno" de que o nosso caro amigo Rodrigues Marques aqui falou, em tempo de Natal. Essa e outras questões andam cá a martelar. Se algum dos nossos tão-bem-informados comentadores (palavra de honra que às vezes até parece que vivem dentro da Câmara, de tão bem esclarecidos) quiser ter a simpatia de esclarecer estes vossos amigos...

1. Quer então dizer que agora há uma escala, para saber quem segura no chapéu de chuva, abre a porta e acena com a cabeça enquanto o senhor presidente discursa? Será isso? Se assim for, acho bem. Quem sabe podemos até evoluir para o registo de outras câmaras da região, onde - imagine-se! - o presidente delega, de facto, competências nos seus vereadores em representações oficiais. Porque o povo está (mal) habituado e é melhor começarmos já o chamado desmame.

2. Apesar de não parecer, o PS/Pombal existe. Tem sede ali por baixo daquela varanda natalícia mais iluminada que o próprio cardal, na rua Alexandre Herculano. Consta até que acabou de perder um dos seus mais ilustres militantes. Se assim for, é Pombal que perde, também.
Por solidariedade interna vou escusar-me a dar a notícia, deixando para a competente comunicação social da terra esse doce informativo.

31 de dezembro de 2009

Bom Ano de 2010!

O Farpas deseja a todos um excelente ano de 2010, onde não falte o sentido crítico, a capacidade de intervenção e a vontade de ter um concelho melhor.

Nem o pai morre, nem a malta almoça...

Falemos do badalado Centro de Saúde de Almagreira. Do novo, que teima em não sair do papel. Autarquia laranja que culpa o governo rosa. Gente rosa que "conhece" os do governo culpa a autarquia laranja. E enquanto perdura este "pacto tácito do eixo do poder", lá vão as gentes de Almagreira tendo que se governar com o velhinho Centro de Saúde.
Sr. Presidente, eu não sei se a responsabilidade é central ou local, mas... se achava que é coisa do governo, não o prometia nas camapnhas eleitorais, não lhe parece?

30 de dezembro de 2009

Prenda de Natal Atrasada

Para o nosso presidente da Câmara: o Parecer do Colégio de Especialidade de Psiquiatria relativo ao Pedido de parecer do Bastonário da Ordem dos Médicos sobre o tratamento da homossexualidade. Só para que em 2010 não repita algumas afirmações, no mínimo, infelizes.

In Memoriam

Se me permitem a homenagem, póstuma e sempre muito pessoal, não posso deixar de lembrar aqui a data da partida tão inesperada de um verdadeiro gigante pombalense que, naquilo que melhor sabia: ser amigo e jogar basket, nunca deixou o nome Pombal envergonhado. À tua, Ricardo, alguém que sem dúvida seria um exímio farpeador.

Para o ano que vem

Hotelaria e Carta Turística. Duas expressões para 2010. Da minha parte, legítimas. Mas continuo na minha (lá está). Aquela história de não ligarmos peva para a História ou Património Histórico(excepto a omnipresença acrítica do Marquês) e da pouca relevância de se apostar no Património Natural (espera-se que o CIMU seja a prova provada do contrário), continua sem se assumir claramente - e desculpem lá, mas da carta turística da AMLEI vejo banalidades, não vejo patrimónios da humanidade, centros mariânicos ou linhas de costa lindíssimas, para apelar aos elementos mais fortes - que o turismo é uma opção para Pombal. Parece complicado, estranho, contranatura, mas entre visionarices mal enjorcadas, prefiro assumir uma linha do "fique cá e visite a região". E aí talvez a hotelaria e uma boa carta turística - uma assente em rotas, senhores, em rotas (e prometo que deixo os Templários em paz), que cruzem heranças e tradições várias. Provavelmente falta-lhe o laranja para ser visionário, mas é uma ideia que procura assentar-se em várias outras. Tipo construir com lógica, com plano. Pode até nem dar em nada, mas sempre é melhor que a simples atordoada tipo "teleférico". Até lá, que as apostas sejam feitas e, mais importante, sustentadas. Para ver se, sei lá, passamos de visionários a estrategas.

10 desejos para 2010

O ano que agora finda não foi, para Pombal, melhor nem pior que os outros todos. Foi mais do mesmo, já se sabe. A rua direita continua torta, o rio vai seco ou lamacento, o Cardal continua a melhor almofada para quem se imolou há muito dos valores espirituais. É este o concelho charneira, onde é gratificante e honroso morar. Onde ainda um dia também se haverá de viver, com direito ao supérfluo parque verde (já que estou a ver a coisa difícil para lá ir com os meus filhos, que ao menos lá possa ir com os netos). Enquanto esse tempo não chega, aqui ficam os meus desejos para 2010, sobre o que realmente interessa e faz falta. Para animar a malta, claro está.

1. Que o Café concerto ressuscite. Tenho fé na tal da Pombal Gest, onde a vereadora Ana Gonçalves há-de brilhar tanto como conseguia nos eventos da capital. Está visto que a malta anda sedenta de cultura, da boa.
2. Que o Teatro-Cine passe a museu - pode ser com iluminação LED (assim sempre lavramos o nosso protesto pelo saneamento de Pedro Martins da vereação), excepcionalmente aberto à iniciativa das associações, escolas e demais promotores de festinhas.
3. Que o Museu de Arte Popular continue a rivalizar com o do Marquês de Pombal, em matéria de visitas e iniciativas.
4. Que o Centro Cultural diversifice um pouco a programação.
5. Que a Pista de Aeromodelismo seja adaptada para provas de corta-mato no inverno. Juro que assim escrevo menos sobre o assunto e faço o presidente mudar de ideias. Ah, e prometo não falar da pista de atletismo;)
6. Que a Etap tenha sucesso com o tal curso de hotelaria. Fecharam cafés e restaurantes e não podemos ser todos professores nem funcionários administrativos.
7. Que esta união pombalense manifestada nas últimas eleições esteja para durar. Temos de ser uns para os outros.
8. Que a voz nunca doa aos dois vereadores que restaram na oposição. Não há nada pior que uma dor de garganta.
9. Que o presidente consiga reunir o grupo de pressão que anda a organizar, para convencer aquele que a gente sabe a ser seu sucessor.
10. Que José Gomes Fernandes volte, que está perdoado. Sentimos falta de um guerrilheiro como deve ser.

...e um desejo suplementar, para a malta de Leiria que nos lê: não desistam de convencer o homem a candidatar-se. Afinal, a nossa terra é aquela onde moramos.

29 de dezembro de 2009

E agora, algo completamente novo... JS POMBAL!

Para os que não sabiam (e o desconhecimento é desculpável), existe uma coisa chamada JS DE POMBAL, que por acaso foi a votos recentemente. Ao que consta, ganhou a disputa um Tiago Galvão (espero que não me tenham enganado no nome).
O que se espera destes jovens é alguma acção. Qualquer coisa diferente da nulidade que é a sua página na internet. De silêncios e inacção está o concelho farto.

Face-treta, ou os ciúmes do Cardal!

Segundo esta curiosa noticia, o facebook é responsável por uma quantidade incrivel de divórcios. Este facto deixou-me preocupado, visto que o facebook foi um veículo muito utilizado pelos nossos políticos, na última campanha eleitoral, para fazerem passar as suas mensagens. Estarão à vista alguns divórcios... politicos?

Rodrigues Marques dixit

Num comentário ali em baixo, o nosso ilustre eng. Rodrigues Marques disse, e transcrevo:

"Fico triste porque os Senhores Vereadores do PSD, de turno, a saber, Dr. Diogo Mateus e Dr. Pedro Pimpão foram a banhos, um para Castelo Branco, e o outro para a Guarda.E mais, o Senhor Vereador Diogo Mateus detêm o Pelouro da Acção Social e Habitação.Coitado do Engº Narciso Mota que tem que estar em todas e a ver os seus Vereadores a banhos.Não se faz, Senhores Vereadores!"
O comentário tem ainda mais força por vir de alguém que sabe do que fala. O espanto é justificado: com tantos vereadores assalariados, tem o nosso Presidente da Câmara que ir a todas? Ele que já nem precisa, visto que já não será candidato, nas próximas eleições, às funções que agora desempenha. É caso para "espantação", sem dúvida.
Outras vozes mais "corrosivas" (malditos genes, não é?) adivinham neste e noutros comentários um "posicionamento estratégico" (quem lhe chamou "tática"?) na previsivel e interessante guerra da sucessão. Ou da secessão, ao que parece...

28 de dezembro de 2009

Ainda a carta turística

Segundo o Notícias do Centro, e também de acordo com um post anterior neste blogue, "a Associação de Municípios da Região de Leiria (AMLEI) apresentou uma carta turística procurando alargar o tempo de permanência dos visitantes da região, com uma estratégia integrada de promoção". Saúdo a iniciativa; sou dos que acham que o turismo cultural deve ser encarado como prioritário, não só no concelho de Pombal como em muitos concelhos do país.

Para ajudar a AMLEI, aqui fica o meu modesto contributo.

Como legenda, sugiro: “Pombal não esquece aqueles que elevaram o seu nome ao mais alto nível. De louvar o enorme esforço da cidade em manter de pé a casa onde nasceu e viveu o ilustre Professor Carlos da Mota Pinto.”

23 de dezembro de 2009

Crise também é oportunidade

Para a Key Plastics Portugal foi e será (pelo menos nos próximos anos). Por isso, nesta altura, merece realce.
As vezes, mergulhados na espuma dos dias, não nos apercebemos das grandes transformações que acontecem nas organizações, ou só nos apercebemos quando sentimos o seu efeito negativo.
No ano passado, por esta altura, a KPP sentia intensamente os efeitos da crise económica (as encomendas na indústria automóvel caíram cerca de 45% e em Dezembro a Indústria, praticamente, parou). A empresa teve que dispensar trabalhadores (temporários e contratados) e entrou em lay-off (felizmente por pouco tempo). Neste contexto, não existiam condições para grandes festejos, as pessoas estavam preocupadas com o presente e angustiadas em relação ao futuro. A empresa organizou uma festa simples, num armazém, para a qual convidou, também, os trabalhadores dispensados e aos quais prometeu o retorno assim que a actividade retomasse.
Passado um ano sobre o pico da incerteza e até do desânimo, e num período de forte recessão, a empresa retomou o crescimento da actividade e, mais importante de tudo, duplicou a força de trabalho. Hoje, numa bela quinta, 800 trabalhadores festejaram, novamente com alegria e alguma confiança, mais um ano de trabalho.
Serve este exemplo para mostrar, mais uma vez, que a distância entre o fracasso e o sucesso é muito curto, e que, por mais difícil que seja a situação é (quase) sempre possível encontrar uma saída positiva, desde que se acredite e se busque uma oportunidade. Temos tendência para, perante as dificuldades, pensar, como os gauleses, que o céu nos vai cair em cima, o que não ajuda nem resolve nada. Muitas empresas portuguesas poderiam ganhar muito com esta crise, assim soubessem aproveitar as oportunidades que inegavelmente ela gera.

PS: Não vejam no post a publicitação de méritos próprios, que claramente não existem. Nem vejam só rosas. O crescimento, forçado, trouxe muitos problemas, nomeadamente a queda, a pique, da rentabilidade.

Pregar na Freguesia

E ontem lá nos estreámos na Assembleia de Freguesia de Pombal. Num ambiente bem mais cordato do que aquele onde estava habituado, onde pelo menos as divergências são tratadas como divergências e não como argumentos ad hominem. Não se ganhando eleições dentro de 4 paredes, pelo menos aprende-se como montar o cenário.

Tal como previsto, as Grandes Opções do Plano (quem as quiser consultar, peça-mas por mail) e o Orçamento reflectem um facto simples: receitas que são geradas na nossa freguesia - inertes e estacionamento - não ficam cá para ser geridas. Do Protocolo de Delegação de Competências, ainda não assinado e ainda não em vigor, mantém-se a diferença de 5% em prejuízo de Pombal face a outras freguesias (é maior freguesia que muitos concelhos, dizia NM, mas já se percebe que apesar da zona urbana continua a ter uma gigantesca área rural com uma enorme população a esse nível). Moral da história: o Orçamento, para já, aprovado, não comporta as promessas eleitorais de aumento de receitas próprias. Há um mandato (mais um, como a população quis) para corrigir diferenças e dar "armas" a uma Junta que pode fazer mais do que faz, se esta o quiser, claro. Campanha eleitoral? Não, meus senhores, agora falamos de gestão autárquica. Pura gestão autárquica.

Daí as divergências nas Grandes Opções do Plano, onde para além do apoio à Componente Educativa, o planeamento e levantamento nas obras evitaria a cultura do "ofício" e isto já para não falar no esparso financiamento das actividades culturais, no que toca ao Orçamento. Opções possíveis por um Orçamento possível? Sim, aceita-se. Mas se se queria fazer por mais (ambos os programas eram claros nisso), há que fazer por mais e a nossa bancada disso não abdica. Isso e noutras questões, onde o planeamento e desenvolvimento urbano (onde se encaixará um parque verde) não irá, espero, encontrar uma caixa de ressonância para outros órgãos ou interesses.

22 de dezembro de 2009

São dízimos, senhor!

O caso passa-se na Distrital de Coimbra do PS. Parece que as campanhas eleitorais deixaram os cofres da Ditrital depauperados, e vai daí, decidiu aquele órgão "taxar" os seus eleitos. Os "preços" (contribuições mensais) são os seguintes: 100 € para Presidentes de Câmara, 80 € para vereadores a tempo inteiro, e 40 € para vereadores a meio tempo.
A noticia em si não é espetacular. O conceito que está por detrás desta medida é que me interessa, e podia ser e Coimbra, e Pombal, em Celorico da Beira... e em vez de PS, poderia ser um PSD, CDS, CDU ou BE. Reparem na mensagem subliminar: "aqueles que o partido promove, ficam em dívida para com ele". Posto isto, uns pagam em dinheiro (mo PS/Coimbra), outros pagam em espécie, outros pagam em favores, outros pagam em carreiras, outros pagam em empregos... a questão é que o eleito é, em geral, olhado pelo partido como o "portador do tesouro", e acha-se no direito de o reclamar. Como o eleito, em geral, já foi um dos porta-vozes do partido, aceita o jogo. E democraticamente, lá vai dizendo que ocupa certo cargo mais para servir do que para ser servido. Esquece-se é de informar: para servir quem?

Cautelas e caldos de galinha!

Há cerca de 3 anos e 2 meses (não é uma efeméride, o número não é redondinho), Pombal acordou depois de uma noite pavorosa. Cheias como ninguém se lembra por estes lados. Mas não apenas em Pombal (cidade): toda a zona próxima do Arunca ficou um lago imenso.
Os estragos foram muitos. Sei-o bem, familiares meus ficaram com graves prejuízos. E se a "razão desculpabilizante" por muitos aludida - a de que foi muita àgua que, de repente, caiu dos céus que, no dizer do Sopas, nos querem castigar -, a verdade é que outras razões que agudizaram os estragos dependem da nossa acção. Da acção dos poderes locais, digo. Cimento onde não devia estar, e a faltar onde seria preciso. Leitos de rio estrangulados, estreitados para metade do tamanho que tinham há 15 ou 20 anos. Condutas de àgua mais baixas que o rio, que em caso de cheia, ao invés de escoarem àgua, a projectam para a zona das habitações.
Todo este tempo depois, com ou sem indemnizações (a anúncio de Adelino Mendes, na campanha, já terá sido materializado na necessária transferência), é bom que se tomem cautelas e caldos de galinha, mas principalmente que se procurem resolver os aspectos que falharam naquele final de Outubro de 2006. Não sejam novas cheias a lembrar-nos do que devíamos ter feito.
Nas etiquetas, vai também uma de "Urbanismo". À consideração dos ilustres comentadores...

18 de dezembro de 2009

O planeamento visionário no seu melhor

Segundo o RC, a nova vereadora do ambiente da CMP, Paula Silva, fez abortar o projecto de construção da praia fluvial do açude por causa da má qualidade da água do rio Arunca.
Má e pouca (acrescento eu). Qualquer pessoa vê isso, menos o visionário.

Numa casa pobrezinha, mas toda cheia de luz

O presépio que o Correio de Pombal partilha com os leitores nesta edição natalícia é de ir às lágrimas. Dedo ao alto, para quem teve tão iluminada ideia.

17 de dezembro de 2009

Planeamento territorial e urbanístico

É deixar cada promotor imobiliário construir a sua urbanização numa das nossas encostas ou vales, sem qualquer enquadramento territorial e urbanístico; e, depois, deixar cada um construir aonde lhes der maior jeito (muitas das vezes destruindo aquilo que deveria ser de todos).
Resultado: encostas com urbanizações vazias e, ao lado, encostas com construções perdidas na serra.
Eis o planeamento (urbanístico?) visionário no seu melhor!

One world, one climate, one chance

"Climate change is already a serious crisis today. But we can do something about it. If we don’t—if we don’t, hoohoo!, there’s no world which we will leave to you, this generation. You won’t have a world. You will be drowning. You will be burning in drought. There will be no food. There will be floods. We have only one world. We have only one world. If we mess it up, there’s no other world. And for those who think that the rich are going to escape, ha! ha! ha!, we either swim or sink together. We have one world. And we want to leave a beautiful world for all of these beautiful, wonderful young generation. We, the oldies, want to leave you a beautiful world."
Desmond Tutu, Copenhagen, December 14th, 2009

Carta Turística

A Associação de Municípios da Região de Leiria (AMLEI) apresentou uma carta turística procurando alargar o tempo de permanência dos visitantes da região, com uma estratégia integrada de promoção. 3 palavras mágicas: estratégia, integrada e promoção. Isto é, a região (e ainda não vi a carta) pode ser um pólo de atracção (e vamos deixar as comparações estatísticas de lado, que aqui fala-se da capacidade de atrair e fazer permanecer turistas). E sim, já sei que, pelo menos para o norte da AMLEI, temos alegadamente pouca coisa, mas podemos encarar de duas perspectivas: estamos perto de património com muito maior visibilidade e a outra passa por valorizar o grande "monumento" (charneira, na sempre visionária linguagem do sr. Presidente) da região - a Sicó. Vejam, portanto (obrigado, SM), a carta turística para constatar se, no Turismo, conseguimos, com todas as dificuldades inerentes - ausência de identificação regional, ausência de património histórico de relevância protegido, património natural subaproveitado, outros factores de atracção nas nossas "fronteiras"- criar pontos de interesse locais e regionais. Olha, e quem sabe, despoletar novamente a discussão da abertura de Monte Real à aviação civil.

Mas precisamos sempre de "estratégia", "promoção" e "integração". E já sabemos que no nosso dicionário, essas entradas podem ter sempre um significado diferente do habitual.

14 de dezembro de 2009

UCC, uma boa notícia

O Governo aprovou uma Unidade de Cuidados Continuados para Pombal, a construir, em 2010, na Charneca. É uma excelente notícia. Há muito que o concelho carecia de uma unidade de saúde vocacionada para os cuidados de saúde continuados, porque tem uma faixa significativa da população na terceira idade e uma boa parte da população activa fora. Estão de parabéns os promotores locais do projecto: CMP e Santa Casa da Misericordiosa de Pombal. Mas, tão ou mais importante que a unidade em si, seria a colocação no terreno de uma rede de cuidados de saúde e de apoio social. E este trabalho deveria começar exactamente a partir do momento da celebração do contrato de construção e exploração da UCC. Porque, apesar de tudo, construir a unidade é fácil e rápido, difícil é fazer o resto (o tal intangível).
PS: Justifica-se a existência de dois hospitais em Pombal? Por critérios de racionalidade económica tenho dúvidas. O País não é rico.

12 de dezembro de 2009

10 milhões de expectativas!

Segundo noticia o Região de Leiria, o concelho de Pombal irá investir, até 2013, quase 10 milhões de euros na requalificação do seu centro histórico. O que todos esperamos poderá, a meu ver, ser resumido nos seguintes aspectos:
1 - Que os investimentos se realizem, efectivamente (atente-se na importante comparticipação QREN para estas obras);
2 - Que seja feita uma discussão pública que permita aos decisores politicos aferirem efectivamente quais são as necessidades e preocupações dos pombalenses neste domínio;
3 - Que se atente no facto de que um centro histórico necessita de muito mais do que obras para ser reabilitados. Necessita, principalmente, de uma estratégia coerente e consequente;
4 - Que as verbas sejam gastas com rigor e seriedade;
5 - Que, sendo 2013 ano de eleições autárquicas, não se deixem as obras para o final, obrigando a pressas que são, em geral, inimigas da perfeição.
Cá estaremos para ir dando nota das ocorrências...

11 de dezembro de 2009

Prioridades

No sábado passado o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, visitou Pombal para inaugurar as novas instalações da Casa do Benfica (ainda alguém me há-de explicar para que é que estas "casas" servem...) e teve honras de chefe de estado. Foi recebido nos Paços do Concelho pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Diogo Mateus, em representação do presidente Narciso Mota, e a notícia do mega-jantar realizado no Manjar do Marquês teve eco em toda a imprensa local e nacional.

No mesmo dia, Arlindo Araújo, que por acaso é meu irmão ("se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade"), recebeu a distinção de "Personalidade Desportiva do Ano", atribuída pela Agência do INATEL de Leiria, pelo excelente trabalho que tem feito na Escola de Judo de Pombal. Esse facto foi completamente desprezado, tanto pela imprensa local, que não lhe dedicou uma única linha, como pelo órgãos políticos concelhios. Ah, peço desculpa!... O senhor vice-presidente Diogo Mateus acabou por comparecer na cerimónia, tarde e a más horas, alegando como justificativo para o seu atraso o tal jantar do beija-mão benfiquista. Prioridades...

10 de dezembro de 2009

Pensamento do dia

"A abstenção em Portugal, afinal, não é alta: começa a ser uma generosidade votar nesta gente. Será que não têm noção do que são, de onde estão, do que representam, do que se propuseram, do que esperamos e exigimos deles?"
Pedro Guerreiro, in Jornal de Negócios

Assim se pensa a política!

Não espanta ninguém que ande um bocadinho atento a estas coisas: o "nosso" João Alvim é homem que pensa a "coisa pública" com grande intensidade e profundidade. Bem diferente do político carreirista modal, desses que grassam (e grasnam) por aí.
Neste post, e de uma forma frontal, o João toca na ferida. Numa ferida aberta, que vem sangrando faustosamente há já muito tempo. Uma ferida que nos conspurca a todos.
Fica esta sugestão de reflexão. Não deixem pasar em claro. Porque afinal de contas, "o Carvalhal é nosso"!

Hallmark Pombalense

O que gostei mais no Postal de Boas Festas da Câmara Municipal de Pombal (também para si, sr Presidente, pois claro) é quando, a dada altura, se refere a "decisões visionárias". Pois. Eu também senti uma perturbação na Força.

7 de dezembro de 2009

A festa que não houve


A organização estava a cargo de uns conterrâneos, com JVV à cabeça. A festa prometia ser rija (dentro do género, claro está), mas a câmara de Leiria (embirrante, só pode) não licenciou a dita, que estava marcada para um parque de estacionamento subterrâneo daquela cidade. Parece que não havia condições. E que a empresa promotora (uma tal de "watersound", sediada em Pombal) não estava devidamente legalizada. E que usou abusivamente o logotipo da autarquia nos apoios. E como Leiria não é Pombal...podem estar reunidas condições para realizar o "shut-up-dance" por cá. Que tal o parque da Praça Marquês de Pombal? Hum?

2 de dezembro de 2009

Uma cimeira para sabermos quem é o maior

Perante tanto esgrimir de argumentos que por aí anda, parece-me oportuno propor a realização de uma cimeira entre os diversos concelhos da região que vivem os mesmos dramas e rejubilam com as mesmas alegrias do poder de compra. Está visto que as cimeiras servem sempre para alguma coisa, como se provou recentemente no país. Só foi chato aqueles números do desemprego. Senão tinha sido tudo porreiro, pá. Mas como presidente que se preze leva a cimeira a peito, estou a ver o nosso mayor empenhado em levar a malta para a Quinta de Sant'Ana (não pode alugar 22 quartos como o Cavaco, mas a malta lá se há-de arranjar), pois sempre era uma forma de justificar aquele investimento, mesmo que 16 anos depois. Lá diz o povo que mais vale tarde que nunca.
Comparavam aqui, no post anterior, este nosso torrãozinho dourado a municípios como Marinha Grande ou Porto de Mós. Juntemos-lhe então Ourém (por exemplo, que é de longe bem mais parecido com Pombal do que qualquer um dos outros dois). E depois podemos convidar - só para assistirem - esses presidentes do norte do distrito, que devem ter a mania da qualidade de vida. Claro que a vantagem estaria do nosso lado: ele é cidade florida, ele é cidade saudável, ele é boas práticas disto e daquilo. Até podemos pedir à vereadora Ana Gonçalves que volte a repetir para os de fora o que disse na palestra da APEPI, a Felícia Cabrita. Diz que isto é um bocado provinciano, sei lá.
Seria bom para o turismo, para o desenvolvimento económico, para o ambiente em geral. E aposto que com tanto afazer, a cimeira serviria uma causa maior: arranjar o emprego ao Sopas.

Pombal a marcar passo


O INE publicou recentemente o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, referente a 2007, que caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, na acepção lata de bem-estar material. Pombal, com um IPCC de 73,80, contínua economicamente a marcar passo (tal como no estudo da qualidade de vida), está muito abaixo da média nacional, está abaixo da média distrital (77,00) e muito abaixo da média da NUT onde está inserido - Pinhal Litoral (IPC = 90,32). Porque é que estamos a marcar passo há tanto tempo? Talvez porque se têm tomado opções erradas e desbaratado recursos.