Quando aqui escrevi isto, vai para dois anos, ainda cá estava o Manuel Carteiro, esse pombalense de mão cheia que era verdadeiro amigo de Mota Pinto, que lhe cedeu a mesa da sala para que o professor pudesse escrever o discurso de tomada de posse. Era um pedaço importante da memória de Pombal. Desapareceu há alguns meses. Uma das medalhas deveria ser dele, por direito.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
13 de abril de 2010
Mota Pinto, a homenagem que aí vem
Quando aqui escrevi isto, vai para dois anos, ainda cá estava o Manuel Carteiro, esse pombalense de mão cheia que era verdadeiro amigo de Mota Pinto, que lhe cedeu a mesa da sala para que o professor pudesse escrever o discurso de tomada de posse. Era um pedaço importante da memória de Pombal. Desapareceu há alguns meses. Uma das medalhas deveria ser dele, por direito.
12 de abril de 2010
PS é PS!
9 de abril de 2010
As barreiras da vergonha!
Temos no Louriçal, na Estrada Nacional n.º 342, umas barreirasde grande dimensão que guardam um buraco na estrada. Este aparato deve-se a um problema ainda não resolvido, naquela via, e que resulta de uma falha na estrutura do pontão. Já lá vão mais de 6 meses! Sabe-se que o IEP já chegou à conclusão que deve levar um pontão novo, só que ainda não passaram das palavras aos actos.
Eu alerto-vos para a perigosidade da situação. Esta estrutura rouba uma das duas faixas de rodagem, fazendo com que os carros tenham que passar apenas um de cada vez. Só que os que devem ceder prioridade (os que se apresentam vindos do lado de Soure) não conseguem saber se podem ou não avançar, porque a curva lhes retira a visibilidade do trânsito vindo do lado de Pombal (ou da Figueira).
Na minha opinião, estes 6 meses com esta situação absurda comprovam a completa falta de respeito que existe dos poderes mais centrais (todos!) em relação às franjas. Não me venham com as "tretas" de empurrar responsabilidades (que é responsabilidade do IEP, que a CMP não pode mexer, blá-blá-blá...), porque aquilo que eu tenho a certeza é que se esta pouca vergonha se passasse na cidade de Pombal, já estaria resolvida. E eu, que não me acho um "pombalense de segunda", acho mal. Acho muito mal, mesmo!
8 de abril de 2010
Louriçal mediático
Só se este estudo também não presta!
Este nosso Portugal
Obras
6 de abril de 2010
José Silva
beat, beat, beat...beat laranja?
Também estranhámos a ausência da direcção da APEPI. Estranhámos muito, muito, muito.
E do staff da Câmara (andavam por lá dois vereadores, mas pareceu-me que estavam ambos "à paisana", a avaliar pela descontracção).
A festa tinha o dedo, a mão, enfim, toda a alma de JVV, como muito bem fez notar um cartoon publicado no Correio de Pombal de há duas semanas (que por não ser assinado, presumimos que é da responsabilidade da direcção do jornal). Ainda um dia se há-de reconhecer o carisma solidário deste rapaz, que (diz que) conseguiu em poucas horas resolver um problema que a Câmara andou a "mastigar" durante meses: um espaço para a loja social. Certamente que D. Teresa Silva que lhe há-de ficar agradecida.Vai ser ali dentro do complexo Intermarché.
Com menos cantigas, já Rodrigues Marques levou uma loja dessas para Albergaria dos Doze. Porque nem todos os pintos precisam de alarido para sair da casca ;)
O melhor beat é aquele que traz a Pombal o Zé Pedro, mítico guitarrista dos Xutos. Bem haja, JVV.
1 de abril de 2010
O fim do Farpas!
Apesar de ser (este blog) um espaço de grande visibilidade e com reconhecidos méritos informativos, a Câmara Municipal não respondeu afirmativamente à nossa pretensão, sufocando por isso, em termos financeiros, a manutenção deste espaço de democracia.
Por esta razão, é com grande pesar que anunciamos que este espaço irá ser encerrado, não se mantendo sequer em arquivo.
Ele insiste...

Parece senso comum e, para a maioria dos europeus civilizados, até é. Em Portugal é que parece que não. Principalmente quando somos governados por um partido que tem o clientelismo político no seu ADN.
31 de março de 2010
Louriçal leonino!
29 de março de 2010
Partidos & colados
Entretanto, na Luís Torres, os tempos também não andam meigos. Consta que a isso se deve o estratégico afastamento de Rodrigues Marques deste nosso são convívio, pois que o outro engenheiro não gosta muito da brincadeira quando vê o nome desse amigo atirado para a possível sucessão. Estranhei o número de votantes (77) nas directas da semana passada. Julguei mesmo que Pombal registara não apenas a excepção nos resultados (o único concelho onde Rangel ganhou), como também na abstenção. Ledo engano. Afinal, há apenas 124 militantes inscritos. É só conferir os resultados. E comparar com Ansião, por exemplo. Valemos muito pouco no bolo distrital, e (agora) menos ainda no nacional.
28 de março de 2010
Ainda as Obras na Urb. São Cristóvão
2013 é já ali ao lado
Escolhas são escolhas, sempre legítimas e democráticas, mas esta disputa não sendo ideológica, era sobretudo táctica, tendo em vista uma estratégia: conseguir chegar ao poder. Houve quem o visse e quem o concretizasse, mas por um, não foram a maioria em Pombal. Se calhar 2013 ainda está muito longe.
26 de março de 2010
O meu modelo das festas
Ficam algumas ideias. Se fosse eu, seria assim o Bodo!
25 de março de 2010
Se o meu Castelo falasse...
Já quanto às obras, no fim veremos o que resultará, sendo certo que já se vislumbra a esplanada no lado esquerdo do Castelo (quem olha de cá de baixo). Restará saber como é que a decoração a betão vai resultar no final. A bem da requalificação, pois claro.
Nós e os outros
(..) após ter sido limpa a lixeira PBL M-6, de onde foram retiradas, no dia 20 de Março de 2010, 53,880 toneladas de lixo, e colocada uma placa a proibir a colocação de lixo, houve alguém que teve a amabilidade de no dia de ontem colocar mais uma carrada de lixo...
Muitas vezes disse que os políticos não são cá deixados por um OVNI, "emergindo" antes de uma sociedade que, muitas vezes, se esquece de elementares regras de exigência, civismo e responsabilização. Os imbecis que gozaram com o esforço de quem achou que devia limpar, para além da sua violação consciente da Lei, devem ser os mesmos que numa qualquer mesa de café vociferam contra quem manda neste País (no geral) e as Leis que temos. Independentemente da legitimidade de vociferar à mesa do café, o que é certo é que este é um episódio que mostra bem que uma sociedade civil funcional não é imposta de cima para baixo (sob pena de entrarmos em campos de engenharia social), mas sim de baixo para cima. Haja é vontade de exigir a nós próprios o que exigimos aos outros. E respeitar o trabalho e esforço dos outros. E evitar estas vergonhas.
24 de março de 2010
Plano de Prevenção da Corrupção
O plano é um simples pró-forma, composto, nomeadamente no que se refere às medidas, por um conjunto de banalidades, redundâncias, não-medidas e muitas intenções (“melhorar o planeamento”, “assegurar/melhorar o controlo”, “garantir o cumprimento da lei”, …) que demonstra que não se pretende atacar o problema mas tão-somente responder à exigência legal de ter um plano.
Não deixa de ser sintomático que o plano se limite a identificar os riscos de corrupção associados às actividades dos funcionários/técnicos e não ataque a principal fonte de corrupção nas autarquias: o poder político.
A nascente da corrupção não estará, também, na assumpção do princípio: “Se não formos nós a ajudar os nossos quem é que os ajuda?”.
Buracos
23 de março de 2010
Vitória histórica

A Limpeza
22 de março de 2010
A rolha autóctone!
21 de março de 2010
O Baile dos Bombeiros
A maioria dos presidentes de junta já não deve ter grande coisa para fazer, pois que ficaram expressos (e filmados, que o engº Marques não brinca em serviço!) os dotes de dançarinos. E aqueles passos ensaiados não se aprendem no arraial de verão.
Agora o que realmente me intrigou não foram as presenças, mas as ausências. Dos bombeiros. Que eram, afinal, a génese do evento. Haverá fogo?
19 de março de 2010
Nós no Público

Dia L

18 de março de 2010
Milagre de São Rangel
Viagens na minha terra
Correspondi ao convite, que publicamente registo e agradeço (uma atitude rara por parte de quem é visado em críticas públicas), e lá parti para uma visita completa à principal Igreja da Cidade e à procura de algumas respostas para dúvidas que entendia serem legítimas. Foi-me explicada toda a intervenção planeada e, no geral, não sendo eu técnico, não vi ali motivos de reparo.
Mas mantinha-se a questão do chão e das mexidas que lhe foram feitas, com a remoção do mesmo para a instalação do piso radiante. Note-se que esta era a questão que maior estranheza causou em Pombal: a intervenção num chão onde haveria, supunha-se, enterramentos. Tendo sido constatadas a existência de ossadas no início da remoção, houve a imposição de interroper a obra para que técnicos analisassem a questão. E pelos vistos, a opinião técnica, pese embora emitida sempre depois do início da intervenção, é de que não se verifica impedimento para a continuação das obras. Só é pena a forma como tudo se passou, quando uma intervenção acompanhada do início impediria esta situação.
Prevenção e água benta, se me permitem a brincadeira... e nada disto teria acontecido. No fundo não é pedir muito e quero crer que no futuro, não haverá intervenção deste tipo que não seja devidamente acompanhada, prevendo-se ou não logo na Lei essa necessidade, atendendo à natureza do sítio onde se intervém.
15 de março de 2010
À Lei da Rolha
12 de março de 2010
No melhor pano...
Se quisermos discutir, a sério, a organização administrativa do Estado, então é necessário falar de concelhos e freguesias que, numa lógica de racionalização, têm de ser repensadas. Agora colocar as remunerações dos eleitos (sublinho eleitos) ao nível de uma qualquer nomeação política é uma nódoa que cai num, apesar de tudo, bom pano.
11 de março de 2010
Semente

A notícia já não é nova: é conhecida desde o dia 30 de Outubro de 2009. Mas, nessa altura, distraído como sou, não me apercebi. No entanto, ontem decorreu a sessão de de entrega de prémios na FIL e, desta vez, estive mais atento.
Os meus parabéns a todos os que têm contribuído para a qualidade e o merecido sucesso da publicação.
10 de março de 2010
Mega executivo
Mas já agora, com tantos vereadores a tempo inteiro não era tempo de o presidente distribuir a maioria dos seus pelouros pelos vereadores de forma a dar-lhes trabalho, responsabilidade e autonomia. Senão, cai-se no ridículo de ter vereadores que representam um encargo superior ao orçamento de investimento que lhes foi atribuído.
Da Série Frases que nos fazem pensar... no volume da gargalhada a dar
Não sendo eu um adepto da regulamentação hiperactiva (essa sim merecedora de punição penal), há que convir que no caso em apreço, e mesmo que não se enverede por uma questão de criminalização, todos sabemos bem o que, de norte a sul, do interior ao litoral, tem sido feito com flagrante desrespeito pelo património natural, histórico, particular ou por mero interesse financeiro ou ainda por qualquer influência mal explicada. Casos extremos? Como dizia um ilustre colega, contas essa lá no posto.
Voluntariado

9 de março de 2010
Era bom que fizéssemos alguma coisa sobre o assunto
Moral da história: falta não só uma política cultural relacionada com o Património como um instrumento da sociedade civil que ajude na divulgação e fiscalização. Neste último capítulo chegamos a ter até duas associações, ambas, neste momento, em coma. Aceitam-se voluntários para ajudar em actos de renascimento.
O post(e) do semáforo!
Boas Notícias?
Muito se pode dizer sobre esta notícia. Uma tem a ver com uma recomendação da própria Assembleia da República sobre a gestão do QREN. Outra sob a forma como este dinheiro será efectivamente gasto. Mas a mais importante é saber, no caso concreto de Pombal, que fatia é que se conseguirá ir buscar e para que investimentos?
8 de março de 2010
entre as mulheres
Mas ainda acho que isto não é vida. Que não é impunemente que nos desdobramos entre a casa, o trabalho e o resto.
De modo que não gosto de ver este dia transformado numa noite de carnaval, em que os restaurantes servem ementas para mulheres "à solta". Talvez fosse importante canalizarmos alguma dessa (muita) energia para mudarmos as mentalidades. Porque o paradoxo é este: queimaram-se tantos soutiens, foi uma guerra pela direito ao trabalho, e hoje as mulheres portuguesas têm essa medalha para gerir, ao peito. E uma grande maioria dava tudo para ter tempo de experimentar receitas e cuidar dos filhos. As voltas que isto dá.
6 de março de 2010
Discriminação solucionada
Mais vale tarde do que nunca, senhor presidente. A discriminação é um comportamento muito feio, nomeadamente quando feito em relação às mulheres.
Continue a ler o Farpas e a seguir os seus reparos. E não se importe com a oposição. Como diz o povo: “os cães ladram e a caravana passa”.
5 de março de 2010
Underground VII, a arte e a música na ADAC
1 de março de 2010
Escola Secundária de Pombal, ou...
Assembleia Municipal
27 de fevereiro de 2010
Canalhice
Nos últimos tempos, as obrigações familiares têm-me forçado a seguir as peripécias do futebol infantil. Parece que no departamento de formação do principal clube cá da terra – o SCP – as coisas não correm bem, reina grande insatisfação em vários miúdos e pais. Até aqui, apesar de tudo, tudo compreensível e aceitável. Não deixa de ser normal a insatisfação de alguns num universo de dezenas ou centenas. O que é anormal e totalmente incompreensível é não deixarem partir aqueles que estão profundamente insatisfeitos. Estamos a falar de crianças, merecem ser felizes noutro clube. Logo, só pode ser canalhice, com as crianças e os pais, e uma mancha na imagem do clube. 26 de fevereiro de 2010
Cineteatro com programação de qualidade!
23 de fevereiro de 2010
A lenta agonia da zona histórica

22 de fevereiro de 2010
Solidariedade

Limpar Pombal
18 de fevereiro de 2010
A Inês é de Pombal e está entre os dez melhores do mundo

Bons exemplos
Eu, abaixo-assinado...
17 de fevereiro de 2010
É quarta-feira (das cinzas talvez)
13 de fevereiro de 2010
O polvo à moda de Pombal
12 de fevereiro de 2010
Campeonato Nacional de Atletismo no Expocentro

10 de fevereiro de 2010
Descriminação?
Por todas, excepto pela São Cristóvão! Porque será? Os moradores da São Cristóvão não pagam impostos?
O queijo suíço já cheira mal
A Câmara Municipal de Pombal estuda agora formas de aliciar os automobilistas a usar essa infra-estrutura. Para além de querer reaver o montante investido, está convencida que, se conseguir encher o buraco de carros, a reabilitação do centro histórico será uma realidade. Mas ainda alguém acredita neste tipo de argumentos?
O senhor engenheiro Narciso Mota, tão avesso às questões de planeamento e aos estudos de viabilidade económica, esbanjou o nosso dinheiro de forma displicente. Se tais estudos tivessem sido efectuados, ou se, pelo menos, tivesse dado ouvidos ao contraditório (ver, também, aqui), o executivo camarário teria ganho uma oportunidade de poupar uns milhões que tanta falta fazem para resolver as questões realmente importantes.
Não, não vou voltar a falar no saneamento básico; já tenho vergonha…
8 de fevereiro de 2010
Pregar na Freguesia
Por cá, na passada Sexta, votou-se o Protocolo de Delegação de Competências, que entre outras coisas (quem quiser exemplar peça-me por mail), manteve Pombal com 30% do Fundo Financeiro das Freguesias, enquanto as outras 16 recebem 35%. Desde já aviso que não vou dissecar aqui (no post) a diferença. Em termos absolutos, Pombal recebe sempre mais que as outras, mas o que importa é o simbolismo de uma promessa do PSD, feita em 2005 e repetida em 2009. Se se aceitasse, sumariamente, que a Câmara dá ajudas que "compensam" a diferença de 5%, por duas vezes a lista do PSD não a teria apresentado como uma das principais promessas de campanha. Mas apresentou. E por duas vezes não a cumpriu. E para quem vier logo com a lógica do "as promessas não valem nada, fazem parte da táctica ou do jogo" apliquem esse critério a nível local e nacional, a ver se é mesmo assim.
Por isso, a actuação da bancada eleita pelo PS só podia ser votar contra, sendo considerada como uma opção radical. Não creio. Nem se reconduz a tácticas ou a estratégias. Dissémos durante a campanha o que queríamos: uma junta que se afirmasse. E a opção que a actual Junta tomou não podia ser por nós sancionada.
Governos Civis: asilo de desempregados políticos
Agora nada disso se passa. Os governos civis deixaram de ter missão e campo de acção que justifique a sua existência, porque foram esvaziados, e bem, de atribuições. Consequentemente tornaram-se estruturas balofas, cujos cargos são ocupados por figuras menores, desempregados políticos sem curriculum e sem prestígio, que se limitam a andar de cerimónia em cerimónia a propagandear banalidades e a tecer uma teia de interesses e dependências.
Acabar com os governos civis e com a classe política que por lá gravita deveria ser um imperativo democrático. Tornaria a administração pública mais limpa e os partidos políticos mais democráticos.
5 de fevereiro de 2010
O regabofe dos subsídios
O presidente da tal associação resumiu a situação assim: não precisávamos de subsídio e, mesmo assim, a câmara deu-nos um que pagou o evento e ainda ficámos com cerca de duzentos cinquenta euros em caixa.
Decididamente, este executivo não pára de nos surpreender. Para pior!
2 de fevereiro de 2010
Pombal, Concelho com História
Enquanto isso, deixo a sugestão para o titular do pelouro da Vereação da Cultura: defina qual a política que pretende seguir em termos de preservação de património. Podemos (aparentemente) não ter muito, mas seja como for deveríamos saber tratá-lo. Por outro lado, o silêncio que se fez sentir, com a excepção de uma ou outra notícia, mostra que teimamos em passar ao lado destas questões. Compreendo que não sejam prioritárias, mas nunca deixarão de ser importantes.
1 de fevereiro de 2010
Ao sabor do vento
Incompetência do vereador e dirigente da RTLF ou capacidade de persuasão da nova vereadora?
Um jornalista que é um problema para um engenheiro
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.
29 de janeiro de 2010
Mercado de Transferências
Fontes bem colocadas (dão-se alvísseras ao assessor, adjunto ou similar que melhor conseguir iniciar a caça às bruxas junto do senhor presidente) garantem que o lugar de Manuela Galvão já pode ser extinto (como seria intenção), pois que está de abalada para o Ministério da Administração Interna, secretaria de Estado da Protecção Civil.
Em aberto continua o lugar de Agostinho Lopes. Mas a simpática jurista Virgínia Moderno poderá estar na calha para o ocupar.
O resto já se sabe: a nora é secretária, o filho para lá caminha. O irmão lá continua. Ainda se pode arranjar alguma coisa para o genro, quem sabe, ou para alguma sobrinha que esteja a precisar, nem que seja na Etap. Tudo em família, como é bonito e harmonioso. Afinal, se não formos nós a ajudar os nossos, quem será?
28 de janeiro de 2010
Alguns números do PIDDAC
A nossa capacidade de cativar dinheiros do PIDDAC está pelas ruas da amargura. Resta-nos a triste consolação de saber que há quem esteja pior: 25% dos concelhos do país, entre os quais Ansião, Batalha, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, não receberam nada!
TAP forma gratuitamente
O Teatro Amador de Pombal volta a mostrar (bom) trabalho, agora promovendo um workshop gratuito, uma "Oficina de jogos de iniciação ao teatro". O formador é pessoa de grande currículo e qualidade, um homem da casa - Miguel Sopas -, que também por aqui (pela acção) vai respondendo aos que o acusam de "só falar, só falar, e não fazer nada por Pombal". Tenho opinião sobre os que criticam "os que falam", mas fica para outras calendas.27 de janeiro de 2010
Dupond e Dupont

Já agora, e para que conste, a única força partidária que, desde sempre, defendeu nos seus programas eleitorais a criação de "um Conselho Consultivo de Juventude, com representantes das associações juvenis e de estudantes" foi a CDU.
25 de janeiro de 2010
A glória de Vermoil, ou a importância de seguir a pista
Nos dois dias as bancadas estavam cheias. Veio gente de todo o país a Pombal. O mesmo não se pode dizer da população do concelho (excepção feita aos técnicos, dirigentes, familiares e amigos dos atletas dos clubes do concelho), mas a verdade é que a população só pode aderir àquilo de que tem conhecimento. Ora, se a agenda da Câmara não atribui relevância à Pista Coberta, se os painéis municipais idem aspas, se o que resta da imprensa tem outras preocupações, não se podem esperar milagres, não senhor. Talvez agora, que as receitas do bar da Expocentro hão-de traduzir a importância dos eventos na Pista Coberta (uma garrafa de água por um euro e meio já dá para perceber a bitola), seja tempo do senhor presidente entender o que queremos dizer com a necessidade de uma pista de atletismo.
Contamos - claro - com a preciosa ajuda do engº Rodrigues Marques, que aqui veio dar a notícia da campeã nacional em primeira mão.
Até lá, podemos sempre acompanhar os resistentes do ACV no site.
21 de janeiro de 2010
250 mil visitas
Sabemos todos que este é um caso isolado na história da negra história da blogosfera em Pombal. Sinal do tempos, talvez. Porque os que aqui cravam farpas partilham do mesmo idealismo e ainda acreditam que podem mudar o mundo - nem que seja só o nosso mundinho - talvez alguma coisa esteja a mudar, sim. Mesmo que seja devagar, muito devagar.
Por estes dias, há uma média de 800 visitas por dia. Há muita gente que nos lê, mas há muito mais que nos comenta. Às vezes gente que nunca utilizou um computador.
Por tudo isso, mas sobretudo pelo incómodo que causamos todos os dias, agitando as águas para que corram mais e melhor, continuamos firmes: "farpearemos os interesses intalados..."
Ironias
19 de janeiro de 2010
CMP, Sociedade de Obras Particulares
Mas, convenhamos, terminar duas décadas à frente da câmara e deixá-la como Sociedade de Obras Particulares era inimaginável!
Noticias do meu herói, que sou eu próprio!
18 de janeiro de 2010
O engenheiro e o conselho
17 de janeiro de 2010
Reestruturação?
• combate à pobreza e à exclusão social através da inserção ou reintegração de profissionais;
• formação profissional;
• prestação de serviços nas áreas de limpeza e manutenção de espaços públicos e privados;
• gestão, exploração, concessão e manutenção de espaços e equipamentos vocacionados para o turismo, cultura, desporto, lazer e actividades económicas;
• concessões hoteleiras e balneares;
• gestão e promoção de parques industriais;
• apoio logístico à realização de eventos municipais e privados;
• serviços de catering;
• animação turística e de tempos livres;
• gestão e exploração de espaços publicitários;
• gestão e exploração do estacionamento de duração limitada à superfície e subterrâneo;
• prevenção florestal e manutenção do parque florestal, e recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos;
• prestação de serviço no âmbito de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrém;
• prestação de serviços no âmbito da gestão e exploração dos transportes públicos em veículos automóveis pesados e passageiros (transporte de passageiros em autocarro);
• actividades acessórias relacionadas com o seu objecto principal;
• actividades complementares ou subsidiárias da actividade de promoção e desenvolvimento integrado e sustentado do concelho de Pombal;
Isto não é uma empresa, é um emaranhado de actividades sem qualquer complementaridade que não proporcionam especialização nem eficiência, antes pelo contrário.
Pobre País, anda a diplomar pessoas que depois fazem aberrações destas!
15 de janeiro de 2010
Vai um Café?
É certo que a banda do primeiro concerto é a do costume, mas se a imagem e os serviços publicitários estiveram a cargo de outros, podemos acreditar numa vida...diferente.
Entretanto,
Amanhã à noite há um espectáculo no grande auditório do Teatro - Bandas em Concerto -,promovido pela Direcção Regional da Cultura do Centro. A não ser que as obras tenham contemplado algum bar de apoio ainda escondido, continuamos com o mesmo problema: quem vai ao Teatro e quer tomar um café, que seja, sujeita-se ao cartão de consumo mínimo, que amanhã é de 3,5 euros. Podíamos mudar isso, não? Que dizem, senhores da Câmara?
14 de janeiro de 2010
Correio dos Leitores
QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?
Caro leitor:
Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.
No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.
Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?
Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.
Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.
Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.
Assinado e sem medos,
Odete Alves
13 de janeiro de 2010
Erro de planeamento ou de execução?
Há festa na cidade
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12 de janeiro de 2010
... nem é na politica que se fazem blogues!
E por falar em coisas que não se percebem
O trigo e o joio
Pior que tudo, é um problema de décadas e podem vir de lá as responsabilizações que não apagam um facto: tal como o Adelino Malho bem diz, fez-se um remendo. É legítimo querer saber os porquês, sem meias-palavras e sem guerras de editoriais.
11 de janeiro de 2010
O cúmulo da incompetência e do desperdício
As obras, finalmente, avançaram e estão quase concluídas. Mas, pelos vistos, era melhor que continuassem adiadas porque está-se a gastar muito dinheiro e não se resolve o verdadeiro problema: o gargalo na curva. A obra beneficia alguns, mas infelizmente não beneficia os que precisavam do problema resolvido.
Quem desperdiça, desta forma, tanto dinheiro é, pelo menos, incompetente.
São ovos, senhor
É claro que não se livrou da companhia de Narciso Mota, seu confesso admirador, como todos se recordam. Era vê-los em alegre conversa, enquanto o ministro entregava solenemente os contratos Proder a vários agricultores-empresários. Tenho para mim que o senhor presidente lhe meteu uma cunha.
9 de janeiro de 2010
Para vosso conhecimento
Assim, e salvaguardando sempre a relação e compromissos assumidos com os eleitores, e tanto que a desfiliação foi comunicada em tempo ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, manter-me-ei naturalmente na Assembleia de Freguesia de Pombal, enquanto independente eleito pelo PS, desempenhando o mandato no mais estrito respeito pelos compromissos eleitorais assumidos e em natural articulação com as estruturas locais do partido. E sobretudo, respeitando o que disse na noite das eleições: em relação a 2013, cabe apenas ao PS decidir quem é o seu candidato à AF de Pombal, cabendo-me a mim desempenhar, da melhor forma possível, o mandato para o qual fui eleito.
Posto isto e por se tratar de uma decisão transparente, lógica e livre, não se justificam quaisquer extrapolações ou especulações. Concedo, no entanto, que seja inevitável que as mesmas surjam. Da minha parte, não as alimentarei. Estou de consciência tranquila em relação a todo o meu percurso naquela casa.
PS: A comunicação social local e alguma regional tentou obter mais que isto, fazendo o seu trabalho, mas também acho propício que isso , mesmo da forma mais inocente, gerasse extrapolações e especulações. Como tal, é capítulo encerrado.
Publicado originalmente no meu blog.
Comparticipação nos prejuízos das cheias
8 de janeiro de 2010
O estado a que chegámos
Narciso modesto
Entre outras coisas, ficamos a saber que Narciso Mota já não tem ambições políticas. A não ser, claro está, se o convidassem para Ministro das Obras Públicas. Nesse caso, sim, estaria disposto a desempenhar o cargo "com modéstia", para poder "alterar radicalmente o sentido de planeamento das obras públicas". De facto, para um narciso, é muita modéstia!
Não é novidade para ninguém que o Eng. Narciso Mota tem um carinho especial pelo tuvenan. Já o mesmo não se pode dizer em relação ao planeamento, o que não nos pode deixar descansados quanto à sua intenção. Mas, a avaliar pelo estado do PSD, presumo ser mais fácil termos um dia o Adelino Mendes na Câmara que o nosso engenheiro em Lisboa.
7 de janeiro de 2010
O magnífico remendo
Alcatrão para entrar, para sair e para circular...
4 de janeiro de 2010
Finalmente…
Isto de fazer um furo, instalar uma bomba, estender tubo e colocar água directamente na rede é uma solução arcaica e muito arriscada. E com a saúde das pessoas não se brinca.
Dúvidas existenciais, ou quem é que nos pode esclarecer
1. Quer então dizer que agora há uma escala, para saber quem segura no chapéu de chuva, abre a porta e acena com a cabeça enquanto o senhor presidente discursa? Será isso? Se assim for, acho bem. Quem sabe podemos até evoluir para o registo de outras câmaras da região, onde - imagine-se! - o presidente delega, de facto, competências nos seus vereadores em representações oficiais. Porque o povo está (mal) habituado e é melhor começarmos já o chamado desmame.
2. Apesar de não parecer, o PS/Pombal existe. Tem sede ali por baixo daquela varanda natalícia mais iluminada que o próprio cardal, na rua Alexandre Herculano. Consta até que acabou de perder um dos seus mais ilustres militantes. Se assim for, é Pombal que perde, também.
Por solidariedade interna vou escusar-me a dar a notícia, deixando para a competente comunicação social da terra esse doce informativo.




