13 de abril de 2010

Mota Pinto, a homenagem que aí vem

Depois de várias tentativas envergonhadas (e nalguns casos vergonhosas) a Câmara vai finalmente homenagear com alguma dignidade Carlos Alberto da Mota Pinto. Lá para Maio, quando se assinalarem 25 anos do desaparecimento de um filho desta terra que foi Primeiro-Ministro, será lançada uma medalha evocativa e apresentado um projecto que parece interessante: um Centro de Estudos com o nome do político. Aí será possível estudar e investigar sobre a vida e a obra de Mota Pinto. Fica apenas a dúvida sobre a localização, perante a dúbia nota de imprensa da autarquia, que se por um lado diz que a boa-nova "permite atribuir uma nova dimensão e valorização à Casa onde nasceu e viveu Carlos Alberto da Mota Pinto", por outro conclui sobre "a impossibilidade de reconstruir e restaurar a Casa onde nasceu e viveu durante a sua infância e juventude". Sendo assim, nao sabemos exactamente em que é que ficamos. Mas vamos dar o benefício da dúvida à boa-vontade do engenheiro antes de sair de cena, sobretudo por ter dado ouvidos à ideia.
Quando aqui escrevi isto, vai para dois anos, ainda cá estava o Manuel Carteiro, esse pombalense de mão cheia que era verdadeiro amigo de Mota Pinto, que lhe cedeu a mesa da sala para que o professor pudesse escrever o discurso de tomada de posse. Era um pedaço importante da memória de Pombal. Desapareceu há alguns meses. Uma das medalhas deveria ser dele, por direito.

12 de abril de 2010

PS é PS!

As eleições para as secções e concelhias do PS do distrito de Leiria decorreram este fim-de-semana (excepção feita para Peniche, que decorrerão no próximo sábado). No norte do distrito, predominam as listas únicas. Como em Pombal, por exemplo, em que Adelino Mendes tem a vitória assegurada, mas com um número de eleitores que faz lembrar as assistências da União de Leiria, quando joga em casa.
Num partido (PS) que tem coleccionado hecatombes nos últimos actos eleitorais autárquicos, em toda esta região, a existência de listas únicas é mais um claro sinal de falta de vitalidade. Porque a grandeza de um partido é como a seriedade da mulher de César: não basta ser, é preciso também parecer. E este PS não parece um partido grande!

9 de abril de 2010

As barreiras da vergonha!



Temos no Louriçal, na Estrada Nacional n.º 342, umas barreirasde grande dimensão que guardam um buraco na estrada. Este aparato deve-se a um problema ainda não resolvido, naquela via, e que resulta de uma falha na estrutura do pontão. Já lá vão mais de 6 meses! Sabe-se que o IEP já chegou à conclusão que deve levar um pontão novo, só que ainda não passaram das palavras aos actos.

Eu alerto-vos para a perigosidade da situação. Esta estrutura rouba uma das duas faixas de rodagem, fazendo com que os carros tenham que passar apenas um de cada vez. Só que os que devem ceder prioridade (os que se apresentam vindos do lado de Soure) não conseguem saber se podem ou não avançar, porque a curva lhes retira a visibilidade do trânsito vindo do lado de Pombal (ou da Figueira).

Na minha opinião, estes 6 meses com esta situação absurda comprovam a completa falta de respeito que existe dos poderes mais centrais (todos!) em relação às franjas. Não me venham com as "tretas" de empurrar responsabilidades (que é responsabilidade do IEP, que a CMP não pode mexer, blá-blá-blá...), porque aquilo que eu tenho a certeza é que se esta pouca vergonha se passasse na cidade de Pombal, já estaria resolvida. E eu, que não me acho um "pombalense de segunda", acho mal. Acho muito mal, mesmo!

8 de abril de 2010

Louriçal mediático

1 - Andaram por aí hoje uns senhores da SIC, do programa "Nós por cá", a dar voz à insatisfação da população, relativamente ao péssimo tratamento que recebemos por parte da EDP (o sr. Mexia foi premiado com uns trocados, mas não foi com base em nenhum inquérito de satisfação de clientes realizado no Louriçal).
2 - A RTP também já conhece bem as (desgraçadas) estradas do Louriçal, porque transmitiram já algumas vezes jogos de futsal, directamente do pavilhão do Instituto D. João V. Uma vila de grandes méritos desportivos, pois claro!
3 - No próximo dia 18 de Abril, e inserido no encerramento das comemorações dos seus 300 anos, a missa dominical da TVI será transmitida a partir do convento do Louriçal. Uma celebração da eucaristia feita num local lindíssimo, que eu espero que todos os pombalenses conheçam "ao vivo e a cores", e que não necessitem de televisão para passarem a conhecer.
Apetece-me dizer que "o Louriçal está na moda"! E se a comunicação social for, de facto, uma arma e uma outra forma de poder, tenho a lamentar que, neste canto esquecido do concelho de Pombal, não aderimos ao desarmamento proposto por russos e americanos. Bem precisamos de um grito de Ipiranga, que isto andava feio por estes lados!

Só se este estudo também não presta!

Eu já tinha dito mais ou menos isto, lá em baixo. Mas parece que eu é que era maluco. Agora são estes senhores que o dizem. Devem ser malucos, também...
A notícia está mais pobre que na edição radiofónica, mas destaco esta passagem:
"Segundo o estudo elaborado pelo ISCTE e pela Procuradoria-geral da República, 59 por cento dos arguidos em casos de corrupção, participação económica em negócio ou peculato estão ligados ao poder local."

Este nosso Portugal

Ver Emídio Rangel a falar de Ética e Deontologia é como ter Jack, o Estripador a dar aulas de Medicina Legal.

Obras

Aqui fala-se em recuperação da ponte D. Maria (a antiga ponte sobre o Arunca). Ora se não estou em erro, previa-se/queria-se que nessa ponte fosse feito um túnel para permitir o prolongamento do acesso pedonal até à Biblioteca. Se assim for, fica ainda por saber o que fazer para nascente da ponte, nomeadamente ao espaço ocupado por um bar. Sem ver projectos, obviamente que mais não se pode avançar, mas se se torna importante ter uma via paralela ao rio, dava jeito ter um rio também. Uma discussão complicada.

6 de abril de 2010

José Silva


Partiu.
Cedo demais e com muito ainda para dar à causa pública.
Nos poucos contactos que tivemos retive a imagem de um homem bom. E é essa imagem, mais do que a sua dedicação e obra, que aqui quero assinalar (até porque, consta, muito por aqui andou).

beat, beat, beat...beat laranja?

Aquilo começou e acabou sem que a maior parte dos comuns mortais percebesse de que se tratava: o Beat. Na noite de sábado a discoteca Noite Mia (antigo Lusitano) voltou a abrir as portas, com o pretexto de um evento solidário. Não se +percebeu muito bem se era uma festa de final de ano lectivo (como pelos vistos nasceu a ideia), se era antes uma festa sócio-caritativa, a favor de uma loja social da APEPI, que ainda não existe. Assim como ficámos sem saber se o dinheiro angariado revertia a favor da loja social ou não. Ou se era todo ou só uma parte. Ou se eram apena sos géneros alimentares e as roupitas.
Também estranhámos a ausência da direcção da APEPI. Estranhámos muito, muito, muito.
E do staff da Câmara (andavam por lá dois vereadores, mas pareceu-me que estavam ambos "à paisana", a avaliar pela descontracção).
A festa tinha o dedo, a mão, enfim, toda a alma de JVV, como muito bem fez notar um cartoon publicado no Correio de Pombal de há duas semanas (que por não ser assinado, presumimos que é da responsabilidade da direcção do jornal). Ainda um dia se há-de reconhecer o carisma solidário deste rapaz, que (diz que) conseguiu em poucas horas resolver um problema que a Câmara andou a "mastigar" durante meses: um espaço para a loja social. Certamente que D. Teresa Silva que lhe há-de ficar agradecida.Vai ser ali dentro do complexo Intermarché.
Com menos cantigas, já Rodrigues Marques levou uma loja dessas para Albergaria dos Doze. Porque nem todos os pintos precisam de alarido para sair da casca ;)

O melhor beat é aquele que traz a Pombal o Zé Pedro, mítico guitarrista dos Xutos. Bem haja, JVV.

afinal...

Era mentirinha do 1º de Abril, claro...

1 de abril de 2010

O fim do Farpas!

Num passado recente, o FARPAS POMBALINAS solicitou à Câmara Municpal de Pombal que passasse também a publicar no nosso blog a publicidade institucional do município, como forma de subsidiar/custear a manutenção e remodelação deste espaço.
Apesar de ser (este blog) um espaço de grande visibilidade e com reconhecidos méritos informativos, a Câmara Municipal não respondeu afirmativamente à nossa pretensão, sufocando por isso, em termos financeiros, a manutenção deste espaço de democracia.
Por esta razão, é com grande pesar que anunciamos que este espaço irá ser encerrado, não se mantendo sequer em arquivo.

Ele insiste...


Depois de ter sido "chutado" para Londres, pelo seu próprio partido, para administrar o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, João Cravinho regressou para dizer que "a corrupção política está à solta" em Portugal e que é urgente "despartidarizar a administração pública e escolher dirigentes públicos pelo mérito e competência".

Parece senso comum e, para a maioria dos europeus civilizados, até é. Em Portugal é que parece que não. Principalmente quando somos governados por um partido que tem o clientelismo político no seu ADN.

31 de março de 2010

Louriçal leonino!

O título apela ao Louriçal que temos, e ao Sporting que EU gostava que tivéssemos. Leiam assim esta associação. Mas os factos (louriçalenses) são os seguintes:
-A ACRD do Louriçal venceu a taça distrital de futsal em infantis masculinos, no passado dia 21 de Março (6-2, frente ao A.R. Amarense);
- Esta mesma equipa venceu a sua série do campeonato distrital de futsal, só com vitórias. Vai agora disputar o título distrital com mais 3 equipas;
- A equipa de juvenis masculinos da ADRD do Louriçal venceu a zona norte do campeonato distrital de futsal, com os mesmos pontos que a equipa do Instituto D. João V (também do Louriçal), indo agora disputar o título com a casa do Benfica das Caldas da Rainha;
- A equipa sénior do Instituto D. João V de futsal está nas meias finais da taça de Portugal, juntamente com o Belenenses, Boticas e Benfica, indo agora (frente ao Belenenses) disputar o acesso à final;
- Esta mesma equipa disputa a primeira divisão nacional, e encontra-se no 4º lugar, atrás dos "gigantes" Belenenses, Benfica e Sporting. Tem praticamente assegurada a passagem à segunda fase, a que permite a conquista do título.

Trata-se de desporto em "camadas da formação", como é uso dizer-se. Com gente nova da terra, na sua maioria. Desporto que cumpre, também, um papel social. E que nos orgulha, desportivamente. Uma mostra de "bem-fazer". Força, campeões!

29 de março de 2010

Partidos & colados

O PS local vai a votos dentro de dias, logo a seguir à Páscoa da Ressureição. Até à data não há notícias de outras candidaturas, tão pouco da esperada recandidatura Adelino Mendes, para os lados da Alexandre Herculano. É verdade que o partido anda moribundo há muito tempo, desde que começou a definhar, logo no inverno de 1993, quando a guerra das rosas descambou num viçoso laranjal, até aos dias de hoje. Mas 2013 é já ali ao lado - como diz o Alvim. E apesar de não estar minimamente preparado para deixar o poder, Narciso Mota não pode recandidatar-se. Pelo menos em Pombal. E o fenómeno pode e deve abrir espaço a novas oportunidades. Por isso vamos acompanhar com particular atenção os dias que aí vêm.
Entretanto, na Luís Torres, os tempos também não andam meigos. Consta que a isso se deve o estratégico afastamento de Rodrigues Marques deste nosso são convívio, pois que o outro engenheiro não gosta muito da brincadeira quando vê o nome desse amigo atirado para a possível sucessão. Estranhei o número de votantes (77) nas directas da semana passada. Julguei mesmo que Pombal registara não apenas a excepção nos resultados (o único concelho onde Rangel ganhou), como também na abstenção. Ledo engano. Afinal, há apenas 124 militantes inscritos. É só conferir os resultados. E comparar com Ansião, por exemplo. Valemos muito pouco no bolo distrital, e (agora) menos ainda no nacional.

28 de março de 2010

Ainda as Obras na Urb. São Cristóvão

Para quem aprecia muros estão um regalo: dada a variedade, dimensão, materiais, forma, etc.).
Mas, já agora, uma questão: porque é que a empresa construtora se foi embora sem acabar a obra?

Lá é assim

...E ainda falam do Amândio!

2013 é já ali ao lado

Todo o PSD do distrito de Leiria, esse verdadeiro laranjistão, optou por PPC por margens enormes em relação a Paulo Rangel. Todo? Não. Numa concelhia, Rangel ainda levou a melhor. Por um voto, mas a melhor. E melhor leitura que a da Paula Sofia não há: não é desta que sai um Ministro de Pombal.

Escolhas são escolhas, sempre legítimas e democráticas, mas esta disputa não sendo ideológica, era sobretudo táctica, tendo em vista uma estratégia: conseguir chegar ao poder. Houve quem o visse e quem o concretizasse, mas por um, não foram a maioria em Pombal. Se calhar 2013 ainda está muito longe.

26 de março de 2010

O meu modelo das festas

Desculpem a deselegância de fazer um post que se enquadra numa resposta minha (eu sei, eu próprio já critiquei a conduta), mas queria propor-vos um outro modelo de Bodo. Para que se não julgue que só vamos dizendo mal, e não apresentamos alternativas.
1 - Eu gostava de um Bodo inclusivo, que olhasse para a nossa comunidade emigrante, mas também (e com um cuidado acrescido) para as comunidades imigrantes em Pombal;
2 - Gostava também que o Bodo fosse uma festa congregadora das freguesias. Por exemplo, a nível desportivo, com torneios inter-freguesias em diferentes modalidades;
3- Apreciável seria também ter um grande sarau cultural em que se divulgasse alguma da cultura feita em Pombal, ou por pombalenses. Teatro, canto, dança, música, poesia, entre outros;
4 - Gostava de espetáculos de qualidade, mas em que os artistas não se "atrapalhassem" uns aos outros (como ter 3 "cabeças de cartaz" no mesmo dia). Um artista convidado, com uma primeira parte feita por uma banda de Pombal (das muitas, e de qualidade, que cá temos);
5 - Um Bodo que, na sua vertente religiosa, não se esgotasse na Paróquia de Pombal, e chegasse também às freguesias.

Ficam algumas ideias. Se fosse eu, seria assim o Bodo!

25 de março de 2010

Se o meu Castelo falasse...

Há quem se espante que as obras de requalificação do Castelo andem a conta-gotas. Em primeiro lugar, se é tal como relatado na reportagem do Correio de Pombal, ainda bem. É porque perante achados o arqueólogo faz o seu trabalho. Ou seria possível alguém achar que um Monumento com pouco mais de 820 anos e ocupação humana muito anterior não tivesse nada para "mostrar"?

Já quanto às obras, no fim veremos o que resultará, sendo certo que já se vislumbra a esplanada no lado esquerdo do Castelo (quem olha de cá de baixo). Restará saber como é que a decoração a betão vai resultar no final. A bem da requalificação, pois claro.

Nós e os outros

Houve gente que, antes e no dia 20 de Março, se esfalfaram para Limpar Portugal e, em particular, vários pontos do Concelho. E depois, houve gente que fez o seguinte:

(..) após ter sido limpa a lixeira PBL M-6, de onde foram retiradas, no dia 20 de Março de 2010, 53,880 toneladas de lixo, e colocada uma placa a proibir a colocação de lixo, houve alguém que teve a amabilidade de no dia de ontem colocar mais uma carrada de lixo...

Muitas vezes disse que os políticos não são cá deixados por um OVNI, "emergindo" antes de uma sociedade que, muitas vezes, se esquece de elementares regras de exigência, civismo e responsabilização. Os imbecis que gozaram com o esforço de quem achou que devia limpar, para além da sua violação consciente da Lei, devem ser os mesmos que numa qualquer mesa de café vociferam contra quem manda neste País (no geral) e as Leis que temos. Independentemente da legitimidade de vociferar à mesa do café, o que é certo é que este é um episódio que mostra bem que uma sociedade civil funcional não é imposta de cima para baixo (sob pena de entrarmos em campos de engenharia social), mas sim de baixo para cima. Haja é vontade de exigir a nós próprios o que exigimos aos outros. E respeitar o trabalho e esforço dos outros. E evitar estas vergonhas.

24 de março de 2010

Plano de Prevenção da Corrupção

Está em consulta pública o Plano de Prevenção dos Riscos de Gestão do Município de Pombal, vulgo Plano de Prevenção da Corrupção, elaborado por uma vasta equipa da câmara.
O plano é um simples pró-forma, composto, nomeadamente no que se refere às medidas, por um conjunto de banalidades, redundâncias, não-medidas e muitas intenções (“melhorar o planeamento”, “assegurar/melhorar o controlo”, “garantir o cumprimento da lei”, …) que demonstra que não se pretende atacar o problema mas tão-somente responder à exigência legal de ter um plano.
Não deixa de ser sintomático que o plano se limite a identificar os riscos de corrupção associados às actividades dos funcionários/técnicos e não ataque a principal fonte de corrupção nas autarquias: o poder político.
A nascente da corrupção não estará, também, na assumpção do princípio: “Se não formos nós a ajudar os nossos quem é que os ajuda?”.

Buracos

Pelos vistos, um dos pisos do famigerado parque subterrâneo servirá de extensão para o Arquivo Municipal. Ora, algumas dúvidas, legitimamente, se levantam:

1) O Arquivo foi mal projectado porque o espaço existente não chega para o espólio existente, o que convenhamos nem é má notícia (o espólio, não a solução de recurso)?

2) Vai-se pôr em prática um projecto de regeneração urbana da Zona Histórica (que poucos conhecem) onde parece lógico que a existência de um parque de estacionamento central, na lógica do atrair pessoas, seja utilizado e afinal este é semi-descartado?

3) Quando se fala em remodelar entradas e as "promoções" que começam a ser vistas para a utilização não acabam por ser incompatíveis com esta nova "utilização" do parque?

Esta foi uma obra onde se gastaram 1.400.000 € e que se revelou um literal buraco. Foi obra que se planeou sem ser minimamente ponderada a sua rentabilidade. Quando se criticam tantos exemplos nacionais, é natural que este também seja lembrado. Porque não se pode gastar para depois andar a inventar.

23 de março de 2010

Vitória histórica


Depois do falhanço de sete dos seus antecessores, entre os quais os três últimos, Barack Obama assinou hoje a famosa lei que preconiza a reforma do sistema de saúde norte-americano. Esta nova legislação abrangerá 95% da população americana, pondo fim a uma situação de clara injustiça social que envergonhava o país. O tempo se encarregará de confirmar ou desmentir a eficácia do novo sistema de saúde. Para já, Obama fez história e obteve uma vitória política fundamental.

A Limpeza

Participei no Limpar Portugal como "militante de base", se me permitem a expressão. Não estive em reuniões e limitei-me a assegurar, a quem de direito, a presença de mais um voluntário. Acompanhei o pessoal do GPS (Grupo Protecção da Sicó, uma das verdadeiras referências na incipiente sociedade civil de Pombal) na limpeza de um buraco em plena encosta da serra, junto à IC8, numa manhã chuvosa e violenta. A missão foi cumprida, mas a constatação de que décadas de laxismo e de comportamentos pouco cívicos, impossibilitam, a curto prazo, que a limpeza produza todos os seus efeitos desejados. Para o mais curiosos, podem ir consultando a plataforma do Limpar Portugal - Pombal, para analisar os resultados, mas era interessante continuar a recolher depoimentos em 1ª mão sobre o que havia, o que se fez e o que ficou por fazer. Convenhamos que um dos méritos da iniciativa é alertar para o que se pode fazer no dia à dia.

22 de março de 2010

A rolha autóctone!

Eu ainda sou do tempo (apesar de ter pouco mais de 18 anos) em que mantinham actividade, em Pombal, quatro jornais e duas rádios. Eram O Correio de Pombal, O Eco, A Voz do Arunca e o Pombal Oeste, na noticia escrita, a Cardal FM e o Radio Clube de Pombal na notícia do éter. Junte-se-lhe uma delegação permanente d'O Diário das Beiras.
No presente, a Rádio Clube passa por momentos muito complicados. Dos jornais, restou apenas um "cheirinho" de O Eco (pouco mais que o nome, pois tudo o resto morreu), e uma versão "outlet" d'O Correio de Pombal, longe da actualidade e da correcção que já mostrou. Ficou o deserto, a aridez entediante, na nossa comunicação social de (em) Pombal. Porquê?
Aceitando outras opiniões, deixo-vos, contudo, a minha: quando o terreno não é fértil, não há nada que lá cresça. Meteram uns pedregulhos neste quintal, e deixaram-no estéril, em especial para a isenção. Dir-me-ão: "mas há boletins impressos a cores"! Pois é, pois é...

21 de março de 2010

O Baile dos Bombeiros

Do evento solidário no Expocentro, sábado à noite, restaram-me duas ou três certezas e outras tantas interrogações. Continua a haver gente bem intencionada, o que nos faz acreditar que esta terra ainda vai cumprir seu ideal....
A maioria dos presidentes de junta já não deve ter grande coisa para fazer, pois que ficaram expressos (e filmados, que o engº Marques não brinca em serviço!) os dotes de dançarinos. E aqueles passos ensaiados não se aprendem no arraial de verão.
Agora o que realmente me intrigou não foram as presenças, mas as ausências. Dos bombeiros. Que eram, afinal, a génese do evento. Haverá fogo?

19 de março de 2010

Nós no Público


Este nosso cantinho da blogosfera foi destacado, esta semana, pelo Público, na rubrica "Blogues em Papel". Será uma prova de maioridade? A minha vaidade faz-me querer que sim. Mas, com este mesmo critério, o Homem do Leme do Alvim, com três destaques, é já um senhor. Ainda vamos ter que comer muita broa...

Dia L


É já amanhã. Na Freguesia de Pombal, o ponto de encontro é às 8h00 na Biblioteca Municipal, com vestuário apropriado à ocasião. Para outras freguesias é verem a página de Pombal. Aproveito desde já para louvar todos aqueles que se dedicaram a gerir a logística deste projecto (eu apenas me disponibilizei para o dia 20). Espero que depois haja conclusões, vindas daqueles que acompanharam todo o processo, sobre o que se encontrou e limpou e a forma como as instituições públicas se posicionaram em relação a um exemplo do que deveria ser a Sociedade Civil a actuar.

18 de março de 2010

Milagre de São Rangel

A política tem este dom da pacificação, afinal. Ou alguém conseguirá explicar como é que Narciso Mota e José Gomes Fernandes voltaram a estar juntos, do mesmo lado da barricada? Hum? Só se for o nosso amigo Marques, que diz-que-está com o Passos Coelho.

Viagens na minha terra

Fui surpreendido a semana passada pelo convite do Sr. Padre de Pombal para visitar, in loco, as obras de remodelação da Igreja do Cardal, motivado, sem dúvida, pelas referências que aqui fui deixando ao que por ali se passaria.

Correspondi ao convite, que publicamente registo e agradeço (uma atitude rara por parte de quem é visado em críticas públicas), e lá parti para uma visita completa à principal Igreja da Cidade e à procura de algumas respostas para dúvidas que entendia serem legítimas. Foi-me explicada toda a intervenção planeada e, no geral, não sendo eu técnico, não vi ali motivos de reparo.

Mas mantinha-se a questão do chão e das mexidas que lhe foram feitas, com a remoção do mesmo para a instalação do piso radiante. Note-se que esta era a questão que maior estranheza causou em Pombal: a intervenção num chão onde haveria, supunha-se, enterramentos. Tendo sido constatadas a existência de ossadas no início da remoção, houve a imposição de interroper a obra para que técnicos analisassem a questão. E pelos vistos, a opinião técnica, pese embora emitida sempre depois do início da intervenção, é de que não se verifica impedimento para a continuação das obras. Só é pena a forma como tudo se passou, quando uma intervenção acompanhada do início impediria esta situação.

Prevenção e água benta, se me permitem a brincadeira... e nada disto teria acontecido. No fundo não é pedir muito e quero crer que no futuro, não haverá intervenção deste tipo que não seja devidamente acompanhada, prevendo-se ou não logo na Lei essa necessidade, atendendo à natureza do sítio onde se intervém.

15 de março de 2010

À Lei da Rolha

A "Lei da Rolha" aprovada pelo PSD no último congresso, sendo um apontamento, é um apontamento interessante. Todos os candidatos a líder (a posteriori, o que é pena) se demarcaram da proposta (a não ser que se vá descobrir a assinatura de Paulo Rangel a subscrevê-la, já que parece que ele tem tendência a esquecer-se de coisas destas), pelo que se espera que seja uma decisão, de emoção ou coração, com curta vida. Pese embora e como bem sabemos, só vem consagrar uma tendência cada vez mais palpável no seio de muitas realidades partidárias: a urticária com que os dissensos são recebidos.

12 de março de 2010

No melhor pano...

Ministro das Finanças classifica remunerações de presidentes de junta como “money for the boys” - Política - PUBLICO.PT: "A oposição vai aprovar a inscrição no Orçamento do Estado de cinco milhões de euros para pagar remunerações dos presidentes de junta, perante as críticas do ministro Teixeira dos Santos que considerou tratar-se de “money for the boys” (dinheiro para os rapazes)."

Se quisermos discutir, a sério, a organização administrativa do Estado, então é necessário falar de concelhos e freguesias que, numa lógica de racionalização, têm de ser repensadas. Agora colocar as remunerações dos eleitos (sublinho eleitos) ao nível de uma qualquer nomeação política é uma nódoa que cai num, apesar de tudo, bom pano.

11 de março de 2010

Semente


O jornal "A Semente", da Escola Secundária com 3.º Ciclo de Pombal, voltou a ser premiado pelo concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo Projecto Público na Escola, com o apoio do Ministério da Educação. Este excelente jornal escolar foi distinguido com o 2º prémio na categoria de jornais electrónicos.

A
notícia já não é nova: é conhecida desde o dia 30 de Outubro de 2009. Mas, nessa altura, distraído como sou, não me apercebi. No entanto, ontem decorreu a sessão de de entrega de prémios na FIL e, desta vez, estive mais atento.

Os meus parabéns a todos os que têm contribuído para a qualidade e o merecido sucesso da publicação.

10 de março de 2010

Mega executivo

Nunca a CMP teve tanto vereador a tempo inteiro: SEIS + Presidente. Compreende-se: em tempos de crise à que dar emprego ao pessoal; e, neste aspecto, Narciso Mota é um benemérito.
Mas já agora, com tantos vereadores a tempo inteiro não era tempo de o presidente distribuir a maioria dos seus pelouros pelos vereadores de forma a dar-lhes trabalho, responsabilidade e autonomia. Senão, cai-se no ridículo de ter vereadores que representam um encargo superior ao orçamento de investimento que lhes foi atribuído.

Da Série Frases que nos fazem pensar... no volume da gargalhada a dar

Dirigentes da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) desvalorizaram ontem a criação de um crime urbanístico, alegando que “esses problemas só existem hoje em casos extremos” nas autarquias, pois há hoje mais cidadania, uma melhor fiscalização e mais transparência.

Não sendo eu um adepto da regulamentação hiperactiva (essa sim merecedora de punição penal), há que convir que no caso em apreço, e mesmo que não se enverede por uma questão de criminalização, todos sabemos bem o que, de norte a sul, do interior ao litoral, tem sido feito com flagrante desrespeito pelo património natural, histórico, particular ou por mero interesse financeiro ou ainda por qualquer influência mal explicada. Casos extremos? Como dizia um ilustre colega, contas essa lá no posto.

Voluntariado


Nem sempre é fácil valorizar o esforço de outros e a relação instituição/cidadãos tende a ser gerida como elefante em loja de porcelana, à medida que aumentam os anos de História e o número de pessoas envolvidas. Independentemente de tudo isso (e muito mais, que daria para pelo menos um blog inteiro), chamo a atenção - ainda que sendo parte interessada - para o evento que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal vão realizar no próximo dia 20 e, mais do que a animação, chamo a atenção para o simulacro às 18 horas.

9 de março de 2010

Era bom que fizéssemos alguma coisa sobre o assunto

A última edição do Eco era exemplar sobre o Estado do Património em Pombal. Mas as questões essenciais são sempre as mesmas: escavar para deixar ao abandono (sejam vestígios pré-históricos ou romanos); recuperar/intervir sem projectar devidamente os espaços (Arquivo Municipal - parte do parque estacionamento vai ter que ser utilizado, o que é uma boa e má notícia, alegada Casa-Museu Mota Pinto); intervir sem salvaguardar devidamente o património (Igreja do Cardal). E isto sem falar noutras coisas que se não forem olhos atentos passam completamente ao lado. E já para não falar no que por aí anda pelo Concelho (acho que a Ermida dos Malhos pode ser emblemática no que toca ao abandono do património).

Moral da história: falta não só uma política cultural relacionada com o Património como um instrumento da sociedade civil que ajude na divulgação e fiscalização. Neste último capítulo chegamos a ter até duas associações, ambas, neste momento, em coma. Aceitam-se voluntários para ajudar em actos de renascimento.

O post(e) do semáforo!

Andava eu às voltas por blogs vizinhos, quando encontrei, no Olhar Real, esta bela descrição da última Assembleia Municipal. Atente-se na "introdução do semáforo" (expressão dada a trocadilhos fáceis, que serão de evitar), pormenor que acrescenta, naquele cinzento panorama, uma apreciável dose de humor e cromatismo. Espero que ninguém tenha sido apanhado a passar no vermelho. Se tal tivesse acontecido, acredito que o nosso Presidente da AM, como homem sério que é, teria solucionado o caso.
Quanto à etiqueta "Turismo", fica em jeito de provocação. Há prémio para a melhor justificação!

Boas Notícias?

Muito se pode dizer sobre esta notícia. Uma tem a ver com uma recomendação da própria Assembleia da República sobre a gestão do QREN. Outra sob a forma como este dinheiro será efectivamente gasto. Mas a mais importante é saber, no caso concreto de Pombal, que fatia é que se conseguirá ir buscar e para que investimentos?

8 de março de 2010

entre as mulheres

O Adérito diz muitas vezes que "elas" (nós) têm uma perspectiva diferente de ver as coisas. O Alvim, o Malho e o Gabriel costumam concordar. Quando nos reunimos para aguçar farpas lamentamos sempre (eu mais do que eles, estou certa) que não haja uma maior participação das mulheres na vida pública deste Pombal e do blogue em particular. Sou avessa à paridade por decreto, embora com o tempo comece a convencer-me que às vezes só lá vamos assim. A mim, a condição de mulher trouxe-me mais coisas boas que más, a começar pela maternidade. Com o tempo fui-me habituando ao registo de super-mulher que a sociedade imprime.
Mas ainda acho que isto não é vida. Que não é impunemente que nos desdobramos entre a casa, o trabalho e o resto.
De modo que não gosto de ver este dia transformado numa noite de carnaval, em que os restaurantes servem ementas para mulheres "à solta". Talvez fosse importante canalizarmos alguma dessa (muita) energia para mudarmos as mentalidades. Porque o paradoxo é este: queimaram-se tantos soutiens, foi uma guerra pela direito ao trabalho, e hoje as mulheres portuguesas têm essa medalha para gerir, ao peito. E uma grande maioria dava tudo para ter tempo de experimentar receitas e cuidar dos filhos. As voltas que isto dá.

6 de março de 2010

Discriminação solucionada

Ficámos esta semana a saber que Narciso Mota corrigiu uma discriminação que aqui lhe apontei há uns tempos atrás ao atribuir a vereação a tempo inteiro à vereadora Paula Silva.
Mais vale tarde do que nunca, senhor presidente. A discriminação é um comportamento muito feio, nomeadamente quando feito em relação às mulheres.
Continue a ler o Farpas e a seguir os seus reparos. E não se importe com a oposição. Como diz o povo: “os cães ladram e a caravana passa”.

5 de março de 2010

Underground VII, a arte e a música na ADAC


Há malta em Pombal que organiza um festival destes há sete anos e eu não sabia.

Para que não vos aconteça semelhança falha, aqui fica a nota.

E escusam de pensar que é trote: os Bizarra Locomotiva ainda existem. Se estão em forma ou não, é coisa para se confirmar amanhã à noite, na ADAC.

Bom senso ou vandalismo?

Castelo de Pombal, Fevereiro de 2010

1 de março de 2010

Escola Secundária de Pombal, ou...

A Direcção da Escola Secundária de Pombal propôs à Assembleia Municpal que determinasse/sugerisse um novo nome para esta escola. Uma ideia muito interessante. Poder-se-ia assim, nesta nova fase (as obras estão em marcha, teremos uma "nova secundária", autenticamente), homenagear uma figura que tivesse marcado a vida desta cidade. Pensei em alguns nomes, mas não os vou avançar já, para o poder fazer em igualdade de circusntâncias com os nossos comentadores. Aqui fica o repto: que nome sugeririam para a secundária?

Assembleia Municipal

Decorreu na passada Sexta-feira, em Almagreira, a esperada Assembleia Municipal "descentralizada". Enorme afluência da população, o que é muito positivo. Muitos problemas de Almagreira discutidos, o que também é muito positivo (sabe-se como rareiam as dicussões dos problemas mais distantes dos Paços do Concelho, nas Assembleias). Demissões e picardias, o que dá sempre uma certa graça à festa. Houve de tudo! O veredicto é inevitável: a experiência é para continuar. Apesar de tudo, corria pelos corredores a informação de que a opinião de alguns "mandadores" não era propriamente essa.
Já agora, alguém sabe qual a razão para Almagreira ter sido palco da primeira destas Assembleias? (Esta questão foi retirada do Puro Almagre, daqui a devida referência). Tenho cá para mim que o Louriçal vai ser a última freguesia a ser contemplada com esta honra. Se alguma vez o vier a ser. Mas é só um palpite meu, vale o que vale...

27 de fevereiro de 2010

Canalhice

Nos últimos tempos, as obrigações familiares têm-me forçado a seguir as peripécias do futebol infantil. Parece que no departamento de formação do principal clube cá da terra – o SCP – as coisas não correm bem, reina grande insatisfação em vários miúdos e pais. Até aqui, apesar de tudo, tudo compreensível e aceitável. Não deixa de ser normal a insatisfação de alguns num universo de dezenas ou centenas. O que é anormal e totalmente incompreensível é não deixarem partir aqueles que estão profundamente insatisfeitos. Estamos a falar de crianças, merecem ser felizes noutro clube. Logo, só pode ser canalhice, com as crianças e os pais, e uma mancha na imagem do clube.

26 de fevereiro de 2010

Cineteatro com programação de qualidade!

Refiro-me, como é evidente, a um bom exemplo que nos vem de fora. De Santa Maria da Feira, neste caso. Decorre no cineteatro António Lamoso, hoje e amanhã, o festival para gente sentada, com uma programação excelente, como podem comprovar. Resultado: bilhetes esgotados há mais de um mês. Uma prova de que a aposta na qualidade compensa, e que não são apenas os fenómenos "popularuchos-pimba" que enchem uma sala de espetáculos.
O festival, o cineteatro e a cidade de Santa Maria da Feira são, por este motivo, elogiados nos jornais e rádios nacionais. A população tem acesso a cultura de grande qualidade. Vem gente de todo o país (de Pombal vão, pelo menos, duas pessoas, que já reservei o meu bilhete em tempo útil). Parece-me bem, não?

23 de fevereiro de 2010

A lenta agonia da zona histórica


Está prestes a conseguir mais um empurrão. Consta que em breve a Ourivesaria Ramos (& Fonseca) centenária loja de Pombal, vai fechar as portas na zona histórica da cidade. Estranhei quando mo contaram, pois que sempre reconheci no empresário Vítor Fonseca um empenho especial naquela área, onde teimosamente trabalha e vive.
Mas um dia todos nos cansamos.
E parece ter chegado o dia em que um dos defensores do comércio local - mas sobretudo da Praça Marquês de Pombal, da Rua Miguel Bombarda, da Almirante Reis, da Custódio Freire, do Largo do Carmo... - deu a mão à palmatória, preparando-se para mudar a loja para o espaço que (teimosamente) manteve fechado durante anos, na avenida Heróis do Ultramar.
É a vida.
Tanto dinheirinho gasto no Celeiro.
No Arquivo Municipal.
Na cadeia que agora é Museu.
Na Praça Marquês de Pombal.
No Parque de Estacionamento.
Tanta esperança depositada nisso tudo, para redundarmos num beco, onde mais uma vez se prova que não basta fazer. É preciso saber fazer. Que desenvolvimento e crescimento não querem dizer exactamente a mesma coisa, mesmo que em Pombal às vezes pareça.
E que enquanto as medidas avulso persistirem, ao invés de uma política consertada (que olhe para zona de dia e de noite), continuaremos a ter o Parque subterrâneo às moscas, como se a providência divina quisesse dizer aos senhores que sabem tudo e que nunca se enganam que aquilo foi uma asneira.


22 de fevereiro de 2010

Solidariedade


Já existem várias contas disponíveis para quem estiver disposto a colaborar na campanha de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira. Esta violenta catástrofe vem lembrar que as intervenções irresponsáveis sobre o meio ambiente se pagam caras. Por muito que os políticos, como o Dr. Alberto João, o possam querer esconder...

Limpar Pombal

O projecto "Limpar Portugal" é um movimento cívico que pretende limpar todo o lixo depositado ilegalmente em Portugal, num único dia. Esta acção vai decorrer no dia 20 de Março de 2010. Nesta página, poderão encontrar mais informações cobre o que se vai fazendo no concelho de Pombal, quem participa (tantas freguesias de fora...), que tarefas se vão realizando.
Igualmente preocupante são os números já denunciados para as lixeiras ilegais, em Pombal. Já referenciaram mais de 120. Era tempo de acabar com esta praga.
De igual forma se destaca a falta de visibilidade desta iniciativa no site da Câmara Municipal de Pombal. Coloquem lá esta informação, que é relevante! Vamos fazer justiça aos prémios de cidade limpa, e tratar não apenas da "colocação de flores na rua", mas também eliminar de vez as lixeiras ilegais. Limpar Portugal tem que começar, no nosso caso, por limpar Pombal.

18 de fevereiro de 2010

A Inês é de Pombal e está entre os dez melhores do mundo



Se por acaso se cruzar por aí com ela, não se esqueça de a felicitar. Chama-se Maria Inês Leiria e consta que vai ficar falada, depois de ser finalista de um concurso mundial., em parceria com um colega da agência onde está a estagiar.

Bons exemplos

A Câmara de Pombal tem sido um bom exemplo na utilização dos meios informáticos. Mas ao nível autárquico, há também juntas que, nesse campo, não hesitam em se afirmar.

Eu, abaixo-assinado...

... tenho a concluir que isto de abaixo-assinados tende a não dar em nada. Mesmo assim, lá vou teimosamente assinando e divulgando. No Louriçal, corre no momento um que visa exigir à EDP um trato diferente à população desta freguesia. Sem motivo aparente (em dias de bom tempo, sem chuva ou vento forte), chegam a haver 15 cortes de energia num dia (e mais!), causando incómodo e estragos nos aparelhos eléctricos.
Antes disso houve um outro abaixo-assinado que eu assinei e procurei divulgar o mais que me foi possivel. Por causa da estrada (chamar-lhe "estrada" não será correcto...) que liga o Louriçal às Cavadas. São 3 kms que deviam ser cortados, já que se teima em não se reparar aquele troço. Já por lá houve de tudo: mortes, despistes com carros mandados para a sucata, três acidentes na mesma semana... o abaixo-assinado seguiu para Junta de Freguesia e Câmara Municipal. Resultado? Nenhum. Continuam os acidentes, as queixas da população que não se sente ouvida, as frases já costumeiras "fulano-tal é que havia de lá partir os queixos"...
Se nem os que estão aqui perto, e que são eleitos pelo povo, ligam aos abaixo-assinados, serão os "senhores engravatados" da EDP, lá na capital, que nos vão dar ouvidos? Ainda assim, assino e divulgo. Teimosamente!

17 de fevereiro de 2010

É quarta-feira (das cinzas talvez)


Foi-se o Carnaval - que em Pombal é vivido intensamente mas só pela calada da noite - fica o registo fotográfico de um dos grupos mais animados da cidade. São aqueles rapazes do "1º de Maio", como é conhecido o maior convívio entre benfiquistas e sportinguistas, que começa no Scó Bar e acaba num campo qualquer. Andam por aí nas casa dos trinta e integram uma geração de ouro em Pombal. E fazem crer que, afinal, esta terra vale a pena. Por causa das pessoas que cá moram. Ou há-de valer outra vez, um dia destes.
Este ano o disfarce era a sátira a uma certa equipa de futebol em dificuldades...



13 de fevereiro de 2010

O polvo à moda de Pombal


Pois que se a desgraça de uns é a alegria de outros, pergunto-me de quantas campanhas de marketing precisaria o SOL para esgotar uma edição como a desta semana. Estou em crer que isto do polvo é prato preferido de engenheiros. Só que há uns que são mais espertos que outros.

12 de fevereiro de 2010

Campeonato Nacional de Atletismo no Expocentro


A Câmara Municipal de Pombal acertou em cheio quando decidiu pela instalação da pista coberta no Expocentro. Essa infra-estrutura tem feito da nossa cidade um pólo atractor do atletismo nacional, o que só nos prestigia. Este fim-de-semana, a não perder, a final do Campeonato Nacional de Clubes (1ª e 2ª Divisões).

10 de fevereiro de 2010

Descriminação?

A rede do PomBus passa por todas urbanizações da cidade e arredores.
Por todas, excepto pela São Cristóvão! Porque será? Os moradores da São Cristóvão não pagam impostos?

O queijo suíço já cheira mal

O Correio de Pombal, na sua última edição, deu conta que o parque subterrâneo da Praça Marquês de Pombal está “às moscas”. Segundo a notícia do jornal, foram gastos cerca de um milhão de euros num parque com 68 lugares: 14706 euros por lugar. Mas, ou muito me engano, ou este valor peca por defeito pois na proposta de orçamento municipal para o ano de 2003 estavam previstos mais de 5 milhões de euros para dois parques subterrâneos.

A Câmara Municipal de Pombal estuda agora formas de aliciar os automobilistas a usar essa infra-estrutura. Para além de querer reaver o montante investido, está convencida que, se conseguir encher o buraco de carros, a reabilitação do centro histórico será uma realidade. Mas ainda alguém acredita neste tipo de argumentos?


O senhor engenheiro Narciso Mota, tão avesso às questões de planeamento e aos estudos de viabilidade económica, esbanjou o nosso dinheiro de forma displicente. Se tais estudos tivessem sido efectuados, ou se, pelo menos, tivesse dado ouvidos ao contraditório (ver, também, aqui), o executivo camarário teria ganho uma oportunidade de poupar uns milhões que tanta falta fazem para resolver as questões realmente importantes.


Não, não vou voltar a falar no saneamento básico; já tenho vergonha…

8 de fevereiro de 2010

Pregar na Freguesia

A Junta de Freguesia de Pombal já tem um projecto em que se fazem pequenas reparações a reformados carenciados (o que se louva) mas no caso de Buarcos foi-se mais longe (parte de um caminho que a minha lista gostaria de trilhar se tivesse ganho a 11 de Outubro e que, na medida do possível, será concretizado): reformados a fazer pequenas reparações. São pequenas grandes ideias que mostram o quanto os órgãos políticos, se quiserem, podem fazer a diferença.

Por cá, na passada Sexta, votou-se o Protocolo de Delegação de Competências, que entre outras coisas (quem quiser exemplar peça-me por mail), manteve Pombal com 30% do Fundo Financeiro das Freguesias, enquanto as outras 16 recebem 35%. Desde já aviso que não vou dissecar aqui (no post) a diferença. Em termos absolutos, Pombal recebe sempre mais que as outras, mas o que importa é o simbolismo de uma promessa do PSD, feita em 2005 e repetida em 2009. Se se aceitasse, sumariamente, que a Câmara dá ajudas que "compensam" a diferença de 5%, por duas vezes a lista do PSD não a teria apresentado como uma das principais promessas de campanha. Mas apresentou. E por duas vezes não a cumpriu. E para quem vier logo com a lógica do "as promessas não valem nada, fazem parte da táctica ou do jogo" apliquem esse critério a nível local e nacional, a ver se é mesmo assim.

Por isso, a actuação da bancada eleita pelo PS só podia ser votar contra, sendo considerada como uma opção radical. Não creio. Nem se reconduz a tácticas ou a estratégias. Dissémos durante a campanha o que queríamos: uma junta que se afirmasse. E a opção que a actual Junta tomou não podia ser por nós sancionada.

Governos Civis: asilo de desempregados políticos

Fora da classe política ninguém encontra justificação plausível para a existência dos Governos Civis. No pós-25 de Abril tiveram alguma justificação, utilidade e credibilidade porque foram um instrumento de descentralização da administração central, e, também, porque os cargos eram, normalmente, ocupados por políticos em final de carreira ou por figuras regionais de prestígio, o que lhes conferia alguma dignidade e respeitabilidade.
Agora nada disso se passa. Os governos civis deixaram de ter missão e campo de acção que justifique a sua existência, porque foram esvaziados, e bem, de atribuições. Consequentemente tornaram-se estruturas balofas, cujos cargos são ocupados por figuras menores, desempregados políticos sem curriculum e sem prestígio, que se limitam a andar de cerimónia em cerimónia a propagandear banalidades e a tecer uma teia de interesses e dependências.
Acabar com os governos civis e com a classe política que por lá gravita deveria ser um imperativo democrático. Tornaria a administração pública mais limpa e os partidos políticos mais democráticos.

5 de fevereiro de 2010

O regabofe dos subsídios

Um dia destes, o presidente de uma das maiores associações do concelho ilustrou, perante um vasto número de pessoas, de forma clara, a politica de subsídios da CMP. Contou ele que a sua associação resolveu realizar um pequeno evento. Quando discutiam o respectivo orçamento um dos dirigentes sugeriu que se pedisse um subsídio à câmara. Ele disse que não valia a pena porque se tratava de um pequeno evento, a associação tinha dinheiro e, na ideia dele, a câmara não subsidiava aquilo. O tal dirigente insistiu na ideia de pedir o subsídio, segundo ele, não se perdia nada em tentar, e, como ele conhecia bem um vereador, poderia fazer, informalmente, o pedido. Passados uns dias o dirigente informou a direcção da associação da sua demarche e comunicou-lhes que o vereador não se comprometeu com o subsídio mas disse que ia ver o que se podia arranjar. Apesar disto, as expectativas da direcção da associação continuaram baixas, quando muito aspiravam a receber cem ou duzentos euros. No entanto, qual não foi o espanto quando, passado pouco tempo, receberam a notícia que lhes tinha sido atribuído um subsídio de mil euros!
O presidente da tal associação resumiu a situação assim: não precisávamos de subsídio e, mesmo assim, a câmara deu-nos um que pagou o evento e ainda ficámos com cerca de duzentos cinquenta euros em caixa.
Decididamente, este executivo não pára de nos surpreender. Para pior!

2 de fevereiro de 2010

Pombal, Concelho com História

Aquilo que se estava a fazer à Igreja do Cardal (um caterpillar a entrar por lá adentro poderia até fazer muitos espíritos jacobinos rejubilar), é, independentemente de quem é dono do edíficio, inaceitável que estivesse acontecer. Mas pelos vistos, o IGESPAR já travou as obras e há relatos, interessantes até, dos ossos que para lá andavam espalhados. Eu nem vou pela componente do respeito pelos mortos (embora seja pertinente), mas da forma como se intervém num monumento daquela natureza (mas temos sempre o Castelo e outras questões que levantarei em tempo). Agora que um saque, à falta de melhor expressão, terminou, esperemos que se perceba que o património nem para deixar cair nem para tratar à martelada. Digo eu.

Enquanto isso, deixo a sugestão para o titular do pelouro da Vereação da Cultura: defina qual a política que pretende seguir em termos de preservação de património. Podemos (aparentemente) não ter muito, mas seja como for deveríamos saber tratá-lo. Por outro lado, o silêncio que se fez sentir, com a excepção de uma ou outra notícia, mostra que teimamos em passar ao lado destas questões. Compreendo que não sejam prioritárias, mas nunca deixarão de ser importantes.

1 de fevereiro de 2010

Ao sabor do vento

Há primeira vista, parecia que a CMP considerava a ligação de Pombal à Região de Turismo Leiria – Fátima (RTLF) um decisão estratégica, logo de longo prazo. Assegurou até a entrada de um dos seus vereadores na respectiva direcção. Mas, passados poucos meses, bastou que uma das novas vereadoras tivesse passado por uma feira de promoção da região e não tivesse gostado do stand para que Narciso Mota esteja a ponderar abandonar a RTLF.
Incompetência do vereador e dirigente da RTLF ou capacidade de persuasão da nova vereadora?

Um jornalista que é um problema para um engenheiro

O artigo que Mário Crespo assina na página do Instituto Sá Carneiro deveria ficar para os anais do jornalismo. E ser lido em voz alta por muito boa gente. Até o interiorizarem. Deveria ter sido publicado no JN de hoje. Mas não foi.

O Fim da Linha
Mário Crespo


Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

29 de janeiro de 2010

Mercado de Transferências

É Janeiro e o mundo pula e avança, em matéria de recurso humanos na Câmara de Pombal. O mercado de transferências está activo.

Fontes bem colocadas (dão-se alvísseras ao assessor, adjunto ou similar que melhor conseguir iniciar a caça às bruxas junto do senhor presidente) garantem que o lugar de Manuela Galvão já pode ser extinto (como seria intenção), pois que está de abalada para o Ministério da Administração Interna, secretaria de Estado da Protecção Civil.

Em aberto continua o lugar de Agostinho Lopes. Mas a simpática jurista Virgínia Moderno poderá estar na calha para o ocupar.

O resto já se sabe: a nora é secretária, o filho para lá caminha. O irmão lá continua. Ainda se pode arranjar alguma coisa para o genro, quem sabe, ou para alguma sobrinha que esteja a precisar, nem que seja na Etap. Tudo em família, como é bonito e harmonioso. Afinal, se não formos nós a ajudar os nossos, quem será?

28 de janeiro de 2010

Alguns números do PIDDAC

O investimento público inscrito no Orçamento de Estado para o distrito de Leiria passou dos 44,5 milhões de euros, em 2009, para pouco mais de 17 milhões de euros em 2010. Pombal foi contemplado apenas com 37,5 mil euros, ou seja 0,22% da totalidade recebida pelo distrito. Desse montante, 32,5 mil euros destinam-se à requalificação do castelo e encosta envolvente e 5 mil para a ampliação da EB 2,3 Marquês de Pombal.

A nossa capacidade de cativar dinheiros do PIDDAC está pelas ruas da amargura. Resta-nos a triste consolação de saber que há quem esteja pior: 25% dos concelhos do país, entre os quais Ansião, Batalha, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, não receberam nada!

TAP forma gratuitamente

O Teatro Amador de Pombal volta a mostrar (bom) trabalho, agora promovendo um workshop gratuito, uma "Oficina de jogos de iniciação ao teatro". O formador é pessoa de grande currículo e qualidade, um homem da casa - Miguel Sopas -, que também por aqui (pela acção) vai respondendo aos que o acusam de "só falar, só falar, e não fazer nada por Pombal". Tenho opinião sobre os que criticam "os que falam", mas fica para outras calendas.
O facto é que o TAP volta a prestar um serviço público de cultura. Talvez a merecer, por exemplo... serem a companhia residente no Teatro Cine, não? Ou uma sede em Pombal. Isso é que era bonito...
Bom trabalho, rapazes (e raparigas), eu também vou passar por lá!

27 de janeiro de 2010

Dupond e Dupont


A JS considera de "extrema importância" a existência de um Conselho Municipal de Juventude". A JSD quer fazer do mesmo assunto "a sua bandeira". O engraçado é que no programa que o PS apresentou na sua candidatura à Câmara Municipal não aparece, uma única vez, a palavra juventude e no do PSD não li em parte alguma a palavra conselho. Afinal em que é que ficamos: os jovens querem o conselho mas os cotas recusam?

Já agora, e para que conste, a única força partidária que, desde sempre, defendeu nos seus programas eleitorais a criação de "um Conselho Consultivo de Juventude, com representantes das associações juvenis e de estudantes" foi a CDU.

25 de janeiro de 2010

A glória de Vermoil, ou a importância de seguir a pista

Sara Dias, uma jovem atleta do AC Vermoil sagrou-se ontem, ao final da manhã, campeã nacional de 200 metros, numa das provas que encheram a Expocentro durante todo o fim-de-semana. Na véspera, a jovem Daniela, do mesmo ACV, quase se sagrava também campeã nacional em marcha, não fosse a minúcia de um dos juízes que lhe descobriu faltas, quando ela levava um avanço razoável.
Nos dois dias as bancadas estavam cheias. Veio gente de todo o país a Pombal. O mesmo não se pode dizer da população do concelho (excepção feita aos técnicos, dirigentes, familiares e amigos dos atletas dos clubes do concelho), mas a verdade é que a população só pode aderir àquilo de que tem conhecimento. Ora, se a agenda da Câmara não atribui relevância à Pista Coberta, se os painéis municipais idem aspas, se o que resta da imprensa tem outras preocupações, não se podem esperar milagres, não senhor. Talvez agora, que as receitas do bar da Expocentro hão-de traduzir a importância dos eventos na Pista Coberta (uma garrafa de água por um euro e meio já dá para perceber a bitola), seja tempo do senhor presidente entender o que queremos dizer com a necessidade de uma pista de atletismo.
Contamos - claro - com a preciosa ajuda do engº Rodrigues Marques, que aqui veio dar a notícia da campeã nacional em primeira mão.
Até lá, podemos sempre acompanhar os resistentes do ACV no site.

21 de janeiro de 2010

250 mil visitas

Cumpriram-se hoje 250 mil visitas ao nosso/vosso Farpas.
Sabemos todos que este é um caso isolado na história da negra história da blogosfera em Pombal. Sinal do tempos, talvez. Porque os que aqui cravam farpas partilham do mesmo idealismo e ainda acreditam que podem mudar o mundo - nem que seja só o nosso mundinho - talvez alguma coisa esteja a mudar, sim. Mesmo que seja devagar, muito devagar.
Por estes dias, há uma média de 800 visitas por dia. Há muita gente que nos lê, mas há muito mais que nos comenta. Às vezes gente que nunca utilizou um computador.
Por tudo isso, mas sobretudo pelo incómodo que causamos todos os dias, agitando as águas para que corram mais e melhor, continuamos firmes: "farpearemos os interesses intalados..."

Ironias

A JS sempre defendeu a existência de Concelhos Municipais de Juventude, como órgãos onde se pudesse discutir as políticas de juventude. Numa dessas alturas, os mais jovens da JSD e do PSD achavam que não, que era sítio de partidarização. Agora já acham que sim, que se justifica essa a hipótese, tanta que justifica um evento. Mesmo que venha pela mão de "outros", e anos depois, não deixa de ser curioso ver que há razões que mesmo desconhecendo a razão, não deixam de ser racionais. É a "nóia" dos cartões e das barricadas.

19 de janeiro de 2010

CMP, Sociedade de Obras Particulares

Narciso Mota dispôs de muito dinheiro, mas nunca revelou grande capacidade de realização. Será recordado, essencialmente, pelos muitos anos de presidência, pela construção da biblioteca (e mesmo aí metade estava feito, penso que o financiamento estava assegurado), pela compra e recuperação de alguns imóveis e da Quinta, pelas asfaltagens (obra de pedir e pagar) e pelos muitos melhoramentos/remendos que lhe permitiram espalhar placas de inauguração por todo o concelho que na sua esmagadora maioria serão, a breve prazo, mandadas abaixo, devido à inutilidade das (mal)feitorias.
Mas, convenhamos, terminar duas décadas à frente da câmara e deixá-la como Sociedade de Obras Particulares era inimaginável!

Noticias do meu herói, que sou eu próprio!

Em Vermoil temos uma junta dinâmica. Até faz um jornal (trimestral), onde grandes feitos do executivo são destacados (não vão eles cair no esquecimento de algum incauto eleitor). De particular bom gosto é o facto de o próprio Presidente da Junta, depois da mensagem de Natal e Ano Novo, conceder uma grande entrevista ao jornal... da Junta!!! Giro seria o presidente entrevistar-se a si próprio (parece que não, que as perguntas foram lidas por uma outra pessoa).
No mínimo, panfletário. Ao bom estilo deste concelho. Acham que alguém se está a gabar?
P.S. - Desculpem lá a etiqueta, bem sei que ainda faltam mais de 3 anos para as eleições autárquicas, mas... não encontrei etiqueta melhor onde encaixar este "facto"!

18 de janeiro de 2010

O engenheiro e o conselho

O nosso blogo-amigo Rodrigues Marquesfoi a votos no fim de semana passado, nas eleições para a distrital de Leiria do PSD. Intregra agora o Conselho de Jurisdição do partido, o que bem pode explicar o interesse pela área jurídica aqui demonstrado. Claro que o líder Narciso também lá está, na nova comissão política. E como todos sabem, o engenheiro Marques é agora uma espécie de sombra do fiel-amigo. Aquele que está sempre lá, no lugar certo e à hora certa. Nem que seja para lhe dizer que está certo, papel preponderante, como é sabido.

17 de janeiro de 2010

Reestruturação?

O NC informa que a CMP reestruturou o sector empresarial local criando a PMUGEST – Manutenção Urbana e Gestão. A nova empresa passa a ter como objecto social:
• combate à pobreza e à exclusão social através da inserção ou reintegração de profissionais;
• formação profissional;
• prestação de serviços nas áreas de limpeza e manutenção de espaços públicos e privados;
• gestão, exploração, concessão e manutenção de espaços e equipamentos vocacionados para o turismo, cultura, desporto, lazer e actividades económicas;
• concessões hoteleiras e balneares;
• gestão e promoção de parques industriais;
• apoio logístico à realização de eventos municipais e privados;
• serviços de catering;
• animação turística e de tempos livres;
• gestão e exploração de espaços publicitários;
• gestão e exploração do estacionamento de duração limitada à superfície e subterrâneo;
• prevenção florestal e manutenção do parque florestal, e recolha selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos;
• prestação de serviço no âmbito de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrém;
• prestação de serviços no âmbito da gestão e exploração dos transportes públicos em veículos automóveis pesados e passageiros (transporte de passageiros em autocarro);
• actividades acessórias relacionadas com o seu objecto principal;
• actividades complementares ou subsidiárias da actividade de promoção e desenvolvimento integrado e sustentado do concelho de Pombal;
Isto não é uma empresa, é um emaranhado de actividades sem qualquer complementaridade que não proporcionam especialização nem eficiência, antes pelo contrário.
Pobre País, anda a diplomar pessoas que depois fazem aberrações destas!

15 de janeiro de 2010

Vai um Café?

Diz que reabriu ontem o Café Concerto, agora soba batuta da vereadora Ana Gonçalves.
É certo que a banda do primeiro concerto é a do costume, mas se a imagem e os serviços publicitários estiveram a cargo de outros, podemos acreditar numa vida...diferente.
Entretanto,
Amanhã à noite há um espectáculo no grande auditório do Teatro - Bandas em Concerto -,promovido pela Direcção Regional da Cultura do Centro. A não ser que as obras tenham contemplado algum bar de apoio ainda escondido, continuamos com o mesmo problema: quem vai ao Teatro e quer tomar um café, que seja, sujeita-se ao cartão de consumo mínimo, que amanhã é de 3,5 euros. Podíamos mudar isso, não? Que dizem, senhores da Câmara?

14 de janeiro de 2010

Correio dos Leitores

A novela em torno dos acessos à urbanização S. Cristóvão tem novo capítulo. Depois do texto publicado em editorial pel'O Correio de Pombal , na edição da passada semana, a direcção terá recusado o direito de resposta à visada Odete Alves, deputada municipal. O Farpas - que é apenas um blogue mas que pelos vistos é encarado cada vez por mais gente como a última janela de intervenção livre, agora que a imprensa está praticamente reduzida ao próprio OCP, que parece baralhado com as regras mais elementares do exercício do Jornalismo - a pedido da visada deputada municipal, publica aqui a carta que o OCP recusou publicar.


QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?

Caro leitor:

Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.

No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.

Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?

Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.

Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.

Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.

Assinado e sem medos,
Odete Alves

13 de janeiro de 2010

Erro de planeamento ou de execução?

No gargalo da entrada na urbanização São Cristóvão ainda são visíveis as marcações do suposto alargamento. A questão que se coloca é: porque não foi o alargamento executado?

Há festa na cidade



Mas no meio da chuva e das incompreensabilidades pombalenses, há quem volte à carga que resolva (em tempos literalmente difíceis) dar animação à parte menos potencializada da nossa cidade. O pessoal que no ano anterior reergueu o Santo Amaro está de regresso. Espero não deparar com quaisquer aproveitamentos deste evento, mas apenas com reconhecimento daqueles que se dedicaram abnegadamente a dar vida a uma Praça realizando uma festa, aparentemente com conta, peso, medida e abrangência.

E desde já acrescento que uma minha eventual ausência se deverá sempre ao facto de estar iminente o aparecimento de mais uma pequena pombalense.

12 de janeiro de 2010

... nem é na politica que se fazem blogues!

Na última edição de OCP, o camarada Tiago Galvão (para quem não saiba, é o "mandador" da JS de Pombal) refere que não é nos blogues que se faz politica, chamando até a este "meio de comunicação" de "conversas de café", pelo que não dá valor ao que aqui se diz (o exemplo referido foi, precisamente, o do FARPAS). Pois a mim, parece-me que fazer politica (ou conversas de café) aqui, é menos mau do que não a fazer em lado nenhum. Aqui tenho a certeza que alguns nos "ouvem"... na Câmara, e não só! De igual forma, cai num "círculo azarado" de justificações para a fraca implantação e acção da JS no concelho. Problemas de mobilidade, parece. E poucos militantes para trabalhar, a... arranjar mais militantes. Um sarilho, sem dúvida.
Contudo, os mesmos com problemas de mobilidade, e que por isso não conseguem "militar" (acção daquele que milita), têm como grande problema a questão do IMI. Sinal que, sendo ainda jovens, já compraram casa própria, e já queimaram os 8 anos de isenção.
Fizeram casa aos 16 anos, gozaram da isenção até aos 24, e agora que queriam militar, "truca!", uma bordoada de IMI que nem lhes deixa uns trocos para o autocarro. Assim não há juventude partidária que aguente!

E por falar em coisas que não se percebem

O Jardim do Vale, sitio muito aprazível fora da época de chuvas, transformado num lamaçal assim que chove um bocado. Eu sei que é coisa menor, decerto, mas era tão bom que depois das placas, a funcionalidade dos espaços fosse sempre assegurada.

O trigo e o joio

Quando se fazem obras a ideia será, digo eu, tornar melhor ou reparar um problema. Quando se olha para a entrada da Urbanização São Cristovão fica à vista que tendo sido obras feitas, fizeram-se pela metade e o resto é treta. Melhorou-se a qualidade do asfalto? Óptimo. Mas o que é certo é que a curva de acesso continua a precisar do sinal de trânsito que adverte para ceder passagem. Ora, vê-se ali uma meia-obra (vão ao local e constatem) e, aparentemente, não se percebe porquê. As dúvidas são legítimas e simples: afinal o projecto estava pronto e algo correu mal ou foi-se fazendo e algo correu tão mal que ficou tudo à nora?

Pior que tudo, é um problema de décadas e podem vir de lá as responsabilizações que não apagam um facto: tal como o Adelino Malho bem diz, fez-se um remendo. É legítimo querer saber os porquês, sem meias-palavras e sem guerras de editoriais.

11 de janeiro de 2010

O cúmulo da incompetência e do desperdício

A entrada na urbanização São Cristóvão é uma aberração rodoviária e urbanística, com vários responsáveis e muitos pecados, que tem provocado vários acidentes (felizmente nenhum, ainda, com consequências pessoais graves). A resolução do problema foi prometida ao longo dos últimos dezasseis anos mas sempre adiada.
As obras, finalmente, avançaram e estão quase concluídas. Mas, pelos vistos, era melhor que continuassem adiadas porque está-se a gastar muito dinheiro e não se resolve o verdadeiro problema: o gargalo na curva. A obra beneficia alguns, mas infelizmente não beneficia os que precisavam do problema resolvido.
Quem desperdiça, desta forma, tanto dinheiro é, pelo menos, incompetente.

São ovos, senhor

Sócrates andou por aí, sábado à tarde, quase noite. No périplo que fez pelo distrito de Leiria, vsitou apenas seis dos 16 concelhos, e Pombal foi um dos felizes contemplados. Aqui não houve anúncios de obras nem inaugurações, tão pouco visitas a investimentos estatais. Houve, sim, uma visita à Derovo, empresa privada que dá cartas cá dentro e lá fora, exemplo em diversas áreas (é verdade que tem no currículo aquela manchita do blogue e tal, mas isso já lá vai...). Ficou clara a visão que o Primeiro-Ministro tem deste pedaço do distrito. Ou seja: não deixou de vir a Pombal - o que diz da importância do concelho charneira - mas elogiar os privados.
É claro que não se livrou da companhia de Narciso Mota, seu confesso admirador, como todos se recordam. Era vê-los em alegre conversa, enquanto o ministro entregava solenemente os contratos Proder a vários agricultores-empresários. Tenho para mim que o senhor presidente lhe meteu uma cunha.

9 de janeiro de 2010

Para vosso conhecimento

Uma vez que se tornou público o facto de me ter desfiliado do PS (o pedido já tinha sido feito em Dezembro, mas apenas recebi a confirmação ontem), entendo deixar aqui algumas palavras. Quem me conhece bem seguramente que não é apanhado de surpresa por esta decisão. Já há muito que não me revia nem neste PS nem numa determinada forma de fazer política. Poderia, contudo, aguentar por "melhores tempos", assente até num resultado e posição honrosa, mas tal não me parece que esse seja um bom exemplo daquilo que defendo para a actuação e responsabilização política.

Assim, e salvaguardando sempre a relação e compromissos assumidos com os eleitores, e tanto que a desfiliação foi comunicada em tempo ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, manter-me-ei naturalmente na Assembleia de Freguesia de Pombal, enquanto independente eleito pelo PS, desempenhando o mandato no mais estrito respeito pelos compromissos eleitorais assumidos e em natural articulação com as estruturas locais do partido. E sobretudo, respeitando o que disse na noite das eleições: em relação a 2013, cabe apenas ao PS decidir quem é o seu candidato à AF de Pombal, cabendo-me a mim desempenhar, da melhor forma possível, o mandato para o qual fui eleito.

Posto isto e por se tratar de uma decisão transparente, lógica e livre, não se justificam quaisquer extrapolações ou especulações. Concedo, no entanto, que seja inevitável que as mesmas surjam. Da minha parte, não as alimentarei. Estou de consciência tranquila em relação a todo o meu percurso naquela casa.

PS: A comunicação social local e alguma regional tentou obter mais que isto, fazendo o seu trabalho, mas também acho propício que isso , mesmo da forma mais inocente, gerasse extrapolações e especulações. Como tal, é capítulo encerrado.

Publicado originalmente no meu blog.

Comparticipação nos prejuízos das cheias

A CMP de Pombal vai (finalmente) receber uma comparticipação de um milhão de euros pelos estragos causados pelas cheias de 2006. Na assinatura do contrato, Narciso Mota estava radiante, mas deveria estar triste. No dia 25 de Outubro de 2006 a cidade de Pombal sofreu a maior calamidade das últimas décadas. Logo, este financiamento chega aos cofres da câmara pelas piores razões (e não foram só razões naturais). É verdade que calamidade afectou infraestruturas e equipamentos públicos mas, pior do que isso, destruiu o património de muitas famílias. Consequentemente, Narciso Mota deveria repartir parte do apoio governamental com as pessoas afectadas, de forma a minimizar os prejuízos junto dos verdadeiros afectados pela calamidade.

8 de janeiro de 2010

O estado a que chegámos

Pode ser constatado na edição d'O Correio de Pombal desta semana, num espaço designado "editorial", página 2. Um texto quer não é assinado - logo, a responsabilidade é da Direcção - sobre um imbróglio qualquer a propósito dos acessos à urbanização S. Cristóvão. A não ser que o leitor esteja na posse de alguma informação privilegiada, não consegue perceber rigorosamente nada do assunto. Agora os jornais servem (outra vez) para isto, é?

Narciso modesto

Já leram a entrevista que o Sr. Presidente da Câmara deu ao Jornal de Leiria? Não percam; é uma pérola!

Entre outras coisas, ficamos a saber que Narciso Mota já não tem ambições políticas. A não ser, claro está, se o convidassem para Ministro das Obras Públicas. Nesse caso, sim, estaria disposto a desempenhar o cargo "com modéstia", para poder "alterar radicalmente o sentido de planeamento das obras públicas". De facto, para um narciso, é muita modéstia!


Não é novidade para ninguém que o Eng. Narciso Mota tem um carinho especial pelo tuvenan. Já o mesmo não se pode dizer em relação ao planeamento, o que não nos pode deixar descansados quanto à sua intenção. Mas, a avaliar pelo estado do PSD, presumo ser mais fácil termos um dia o Adelino Mendes na Câmara que o nosso engenheiro em Lisboa.

7 de janeiro de 2010

O magnífico remendo

As obras de melhoramento da entrada da Urbanização São Cristóvão estão praticamente concluídas. Aguarda-se a marcação (e a comunicação) da cerimónia de inauguração. Quero lá estar para assistir ao descerramento da placa que imortalize mais esta grandiosa obra do Engenheiro. O magnífico (e caríssimo) remendo merece!

Alcatrão para entrar, para sair e para circular...

Em Pombal, não haverá nenhum aeroporto (consta-se...), mas ainda assim, os pombalenses precisam de se deslocar. Temos vários problemas, alguns relativos ao traçado do IC2 (o acesso do lado da Repsol, ou a zona de acidentes junto ao corte para Albergaria), outros relativos ao trânsito dentro da cidade (aquela rotunda dos correios não devia ser descongestionada? E o trajecto entre a Câmara Municipal e a Rua de Albergaria?). Depois, temos a sempre falada circular externa. Esperamos que o governo se lembre? Temos um projecto apresentado, ideias formadas a esse respeito?
Uma outra questão que implica Pombal é requalificação do IC8. Fala-se em traçado de via rápida até Castelo Branco. Muitos antecipam que isso vai agudizar ainda mais a fuga de empresas para Ansião. Será esta uma estrada de entrada em Pombal, ou de saída de Pombal?
Parece-me importante que, sendo as obras da responsabilidade da Câmara ou da responsabilidade do governo, o município tenha uma posição clara sobre o que pretende a nível rodoviário. Sem isso, fica Pombal sem legitimidade para se queixar de alguns disparates que se vão fazendo, como o do traçado do IC8 inaugurado à pressa no governo Guterres, verdadeira aberração já aqui citada, neste blog, inúmeras vezes!

4 de janeiro de 2010

Finalmente…

A CMP vai construir um sistema integrado de abastecimento de água. Finalmente, Narciso Mota reconhece que o sistema actual não assegura qualidade (mínima). Já era tempo. No entanto, mais vale tarde que nunca.
Isto de fazer um furo, instalar uma bomba, estender tubo e colocar água directamente na rede é uma solução arcaica e muito arriscada. E com a saúde das pessoas não se brinca.

Dúvidas existenciais, ou quem é que nos pode esclarecer

Acabado este período de nojo a que as festividades obrigam, fiquei intrigada (eu e mais meia dúzia de pacatos cidadãos) sobre a história dos "vereadores de turno" de que o nosso caro amigo Rodrigues Marques aqui falou, em tempo de Natal. Essa e outras questões andam cá a martelar. Se algum dos nossos tão-bem-informados comentadores (palavra de honra que às vezes até parece que vivem dentro da Câmara, de tão bem esclarecidos) quiser ter a simpatia de esclarecer estes vossos amigos...

1. Quer então dizer que agora há uma escala, para saber quem segura no chapéu de chuva, abre a porta e acena com a cabeça enquanto o senhor presidente discursa? Será isso? Se assim for, acho bem. Quem sabe podemos até evoluir para o registo de outras câmaras da região, onde - imagine-se! - o presidente delega, de facto, competências nos seus vereadores em representações oficiais. Porque o povo está (mal) habituado e é melhor começarmos já o chamado desmame.

2. Apesar de não parecer, o PS/Pombal existe. Tem sede ali por baixo daquela varanda natalícia mais iluminada que o próprio cardal, na rua Alexandre Herculano. Consta até que acabou de perder um dos seus mais ilustres militantes. Se assim for, é Pombal que perde, também.
Por solidariedade interna vou escusar-me a dar a notícia, deixando para a competente comunicação social da terra esse doce informativo.