28 de maio de 2010

Quem vê caras...


O blasfémias publica esta curiosa imagem, no dia 19 de Maio. Chamou a este personagem o "Socrelho". Ilustra de forma muito pitoresca aquilo que é evidente para tanta gente: PS e PSD não são forçosamente duas caras diferentes da mesma moeda. São muito mais do que isso. São uma visão híbrida e "poluída" daquilo a que já chamaram de "partidos de poder". Uma expressão que se quer com prerrogativas positivas, mas que cada vez mais insinua umas outras, de mais duvidosos méritos.

Aplicando ao caso concreto: o PS de Pombal nunca será uma alternativa, enquanto as pessoas não descobrirem as diferenças entre PS e PSD (locais). Para mudar para igual, ficam com o autêntico (7 em cada 9 pombalenses é o que acha)!

26 de maio de 2010

O Vazio

No PSD votaram quatro dezenas, no PS três.
É o descrédito e o vazio (quase) completo.
Assim o quiseram, assim o têm.
Para eles melhor assim…

25 de maio de 2010

Faltam 3 anos, mas nunca se pode ser demasiado cauteloso...

O Presidente do PSD/Pombal, o meu estimado amigo Rodrigues Marques, acha que "Diogo Mateus é o candidato natural do PSD à Câmara Municipal". Ninguém terá sido apanhado de surpresa, mas por causa das coisas, lá disse também que "se trata de um processo a merecer uma discussão interna no partido e que o presidente do executivo municipal, Narciso Mota terá uma palavra grande a dizer sobre o seu sucessor". Ora, para bom entendedor, meia palavra basta e como bem sabemos, o Presidente da Câmara tem o coração bem perto da boca para um quarto de palavra estragar a pintura toda. Para mais quando ainda/só faltam 3 anos... Para mau entendedor, quem manda é Narciso e ponto.

Tende Misericórdia(s) do Beat

Anda a anunciar-se nas redes sociais o regresso do "Beat Pombal". Diz que falta menos de um mês. A avaliar pela página que encontramos no Facebook, o Beat está quase o Rock-in-rio Arunca. Como somos pequeninos e não temos a Sic Esperança, contentamo-nos com a veia solidária de JVV, que agora liberto das responsabilidades na Etap, pode, finalmente, dedicar-se ao próximo. Desta vez o alvo são as Santas Casas da Misericórdia. E como há três no concelho, vai ser em grande. Uma festa para arrasar, com Mão Morta e Manuel João Vieira. Diz que.
Volta a ser no Lusitano (pelos vistos deixou de ser Noite Mia e voltou ao nome de origem) e pronto. Percebe-se, pela fotos colocadas na página disponibilizada aos fãs, que a esplanada do jardim é...do Beat. Vai-se a ver e o Beat ainda pode engolir o Bodo. Hum?

Maré baixa...na cultura

A fazer fé na notícia avançada pela Rádio Cardal, a manifestação de cultura popular que é o desfile das marchas, por altura do Santo António, pode sucumbir aos efeitos da crise. Ninguém lhe pode levar a mal que venha para a rádio (ficamos sem saber onde e em que contexto afirmou aquela sentença) dizer estas coisas. Ou até que, legitimamente, decida pôr um travão no regabofe dos subsídios (será que se beliscou, depois daquela listagem publicada no jornal?...). Mas entre tanto assessor, adjunto, assistente, sub-assessor ou outras funções que o acompanham por aí, no delicado pelouro da Cultura, ninguém lhe tenha dito que agora é tarde para tirar o chupa da boca dos meninos. Que, de facto, não faz sentido que seja a Câmara a suportar os trajes das marchas populares, mas que foi a Câmara que os habituou a isso. Que estamos, mais uma vez, a confundir a árvore com a floresta: Porque - que eu saiba - os Amigos de Santo António são uma colectividade, ainda autónoma, que não depende da Câmara para existir. Ou será que depende?
Fica-me um amargo de boca se as marchas acabarem, outra vez. Porque cortar-lhes a regularidade é assinar a sentença de morte, de que resssuscitaram nos inícios dos anos 90, pela mão de dois pombalenses dedicados. E ficam-nos a todos memórias de enchentes na cidade, de mobilização. Mesmo que também fiquem registos (escandalosos) de marchas que se transformaram em colectividades para presidente ver, em vez de nascerem de alguma colectividade. Depois finaram-se, claro.

Maré alta... no desporto

Pelos vistos, aqui pelo Concelho, no Desporto, a coisa anda a correr bem. Seja no Andebol, no Atletismo, no Futsal, no Ténis, no Judo e no inevitável Futebol (para já, ainda o futebol juvenil e, espera-se, no Domingo, também o sénior - e independentemente da subida ou não, haverá muito para se dizer sobre o SCP e o trabalho de tentar reconciliar uma cidade com o seu clube, mas isso fica para outra altura). Ou seja, Pombal desportivo respira de saúde (e que me perdoem se deixei alguma modalidade de fora) e nestas estruturas, os investimentos feitos produzem resultados, aliados, como não podia deixar de ser à carolice de quem tudo investe no movimento associativo. Se me perguntarem onde se pode gastar melhor o dinheiro público, direi - também - no Desporto, definindo prioridades, estabelecendo metas, garantindo resultados. Há áreas que não são despesa, são investimento. Esta, por todos os valores que transmite (e eu, há muitos anos, numa galáxia longínqua, também por lá passei), merecem o investimento de tempo e de dinheiro necessários à produção de resultados: oferta ampla para todos em várias modalidades, em que as mais visíveis sustentem as outras. E por último, falando do elemento humano, sem altares (que não há imprescindíveis e normalmente as instituições ultrapassam os homens), mas com o reconhecimento do que é feito por espírito de missão e não em proveito próprio.

24 de maio de 2010

Nós por cá

No Reino Unido anuncia-se poupança de sete mil milhões de euros para reduzir o défice. Cá já sabemos onde se vai buscar as receitas, mas ainda ignoramos, na maioria, onde se chegará nas despesas. No Reino Unido, nem um mês depois de eleições, com um Governo de Coligação já sob fogo cerrado de algumas das suas fileiras, já há um plano e alvos (e leiam que no Reino Unido, institutos públicos serão eliminados). Por cá, sabemos mais de confusões que de intenções. E mesmo as intenções não nos chegam. E como cá, muito do que se faz, faz-se com dinheiro da Administração Central, quais serão as preocupações e os planos de contingência que andarão na cabeça dos autarcas com poder executivo. Será que já se pensou onde se pode poupar, reciclar ou cortar? Quais os investimentos que se mantêm? Se a atribuição de subsídios obedecerá a uma política clara?

Iiiiiiiiiiiiiins-ti-tu-too!

O Instituto D. João V apurou-se este sábado para as meias-finais de futsal do campeonato nacional da primeira divisão, onde irá defrontar o Sporting CP, primeiro classificado da época regular. Este é um feito no desporto local, e que garante ao Instituto D. João V a melhor classificação de sempre de uma equipa da zona centro (excluindo a grande Lisboa).
Este brilhante resultado (que ainda está em construção, recordo... o sonho mantém-se activo) vem confirmar a longa e rica tradição do Louriçal nesta modalidade, e o esforço meritório desenvolvido pelo Clube de Futsal do Instituto D. João V.

Só o Faraó tem alma!


O Teatro Amador de Pombal estreou no passado sábado a sua mais recente produção, "Só o Faraó tem alma". Foram duas apresentações (às 18h e às 21.30h) com lotação esgotada em que imperou o já habitual profissionalismo e competência deste grupo de teatro.

A encenação da peça esteve a cargo do pombalense Filipe Eusébio, homem do teatro "desde sempre", com formação superior a este nível, e que começa a dar provas do seu valor não só no campo da representação (desde há muitos, muitos anos), mas também (desde agora) no campo da encenação. Parabéns pelo excelente trabalho, Lipe!

Mais pormenores poderão ser encontrados aqui.

18 de maio de 2010

É primavera, o sol brilha, os passarinhos cantam e Pombal tem museus muito visitados

Porque hoje é dia Internacional dos Museus, vale a pena partilhar com os leitores do Farpas a verdade municipal sobre o número de visitantes que pelos vistos anda a inundar Pombal, a esse propósito. E nós sem darmos por isso.
..."Entre Maio de 2009 e Maio de 2010, verifica-se que o Museu Marquês de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa registou um aumento significativo na afluência de público aos Museus Municipais, comparativamente aos anos precedentes. O Museu Marquês de Pombal registou 5677 visitantes e o Museu de Arte Popular Portuguesa registou 5836 visitantes, que visitaram os referidos espaços museológicos, de segunda a sexta-feira e ao longo de 20 fins-de-semana em que os Museus abriram as suas portas ao exterior.
Verifica-se que o público português aumentou, incluindo o do concelho de Pombal e que, a par dos estrangeiros mais comuns (França, Brasil e Espanha), se verificaram visitantes com novas nacionalidades, nomeadamente, vindos da Austrália, Bélgica, Polónia, Itália, Rússia, República Checa, Holanda, Irlanda, Venezuela, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha.
Durante este período, observou-se um maior interesse por parte dos pombalenses, que se reflectiu na maior afluência de visitantes, relativamente às actividades promovidas pelos Museus, nomeadamente exposições, dramatizações, recriações e outras actividades de carácter lúdico-pedagógicas".

Agora, atente-se:
..."No que respeita à caracterização do público mais comum nestes espaços culturais, destacou-se o público escolar e o público sénior, utentes de IPSS".
Regozijamo-nos todos com o aumento do nº de visitantes, sim. Mas talvez não fosse pior que o pelouro da Cultura da Câmara (!), ao invés de embandeirar em arco com estes números, pensasse em formas de conquistar outros, como aquele que trabalha durante as horas em que as crianças e os reformados lá vão. Indo ao encontro desta iniciativa, por exemplo.

ps: parece que o de Arte Sacra está agora em banho maria. Não se percebe. Com tanto público ávido...

Meia-Maratona de Pombal

Na minha opinião (e sei que na de muitas pessoas), a meia maratona de Pombal (do Bodo, se quiserem) é um dos momentos mais marcantes daqueles festejos. Quem já participou (de calções, de microfone na mão ou simplesmente a assistir), sabe do que falo. É clima de festa pura e genuína, aliaddos a um grande nível competitivo que se vem verificando.
Vem isto a propósito de um boato (mais um) que me chegou aos ouvidos, e no qual não queria acreditar. Segundo o tal "dito", a meia maratona teria sido suprimida. Fiquei estupefacto. Será que isto pode ser confirmado oficialmente? Se sim, quem a suprimiu? Alguma entidade deportiva, ou uma entidade "festeira"?
Espero (sinceramente) que isto não tenha passado de um boato, e que possa voltar a participar na meia maratona, no Bodo de 2010.

17 de maio de 2010

EDP




Já por aqui se tinha falado no assunto: fruto do péssimo serviço que a EDP tem vindo a prestar no Louriçal, enviou-se à empresa um abaixo-assinado. O Pedro Santos (o maior dinamizador da iniciativa) recebeu a resposta, que é (nas palavras dele), uma resposta a todos os que assinaram o documento. Aqui fica o registo:














13 de maio de 2010

A 13 de Maio, na Cova da Iria

Há pombalenses entre o grupo alargado (muito alargado, diga-se, porque são uns sete mil...) que vai reunir com o Papa Bento XVI, no âmbito da Pastoral Social.
O vereador Diogo Mateus, o provedor da Misericórdia, Joaquim Guardado e...mais umas senhoras. Abençoados sejam.

Nem só de "dizer mal" vive o Farpas!

Pedro Pimpão foi recentemente eleito presidente da Distrital de Leiria da JSD. Não sendo eu um entusiasta das "JOTAS", como já devo ter deixado perceber por aqui, e muito menos um entusiasta ou sequer apreciador da JSD, ou de qualquer outra realidade que termine em "...SD", não posso deixar de reconhecer o relevo da função, particularmente na projecção que isso confere à estrutura partidária de Pombal. É por aqui que se vão construindo caminhos, que depois acabam por ter reflexo nas urnas, ou em outras instâncias/nomeações políticas. Um jogo de fintas, algumas com mérito, outras menos virtuosas, mas que é preciso saber jogar. A JSD sabe jogá-lo. Os vizinhos, andam mais "engadanhados".

12 de maio de 2010

11 de maio de 2010

Ainda João Coucelo e as grandes causas.

João Coucelo foi, de facto, um "todo-o-terreno" nas últimas Assembleias Municipais. Nesta última, em que esteve particularmente inpirado, refere - respondendo ao "nosso" João Coelho -que a (fraca) captação de empresas não é um problema localizado, sendo grandemente potenciado pelas políticas nacionais. Cito: "Este país é um todo, nós não podemos ter todas as empresas em Pombal!".
Não é dificil concordar com a frase. Podemos é tentar distinguir, daquilo que foi dito, aquilo que se pretendeu que fosse ouvido. É que a frase, assim "a seco", parece tão populista, meus caros!
Em primeiro lugar, posso tranquilizar todos os presentes: ainda falta muitíssimo para termos todas as empresas do país em Pombal;
Em segundo lugar, não podermos ter cá todas as empresas não é motivo para não pretendermos ter MAIS empresas em Pombal;
Em terceiro lugar, se a fraca captação de empresas é um problema nacional (europeu até, se quiser), a sua resolução pode ter muito de local. Porque se não conseguimos tão facilmente influenciar uma empresa americana a vir para Pombal em vez de ir para a Índia, já deveríamos ser capazes de influenciar uma empresa portuguesa a vir para Pombal, em vez de ir para Ansião. Ou para Proença-a-Nova. E, pelos vistos, não somos.

Mota Pinto, agora estudado!

Na última Assembleia Municipal, o Dr. João Coucelo, referindo-se a Mota Pinto, enalteceu "o valor que deu à sua terra e a forma como se manteve sempre fiel a Pombal e aos seus amigos". Ora, diremos que esta afirmação é, no mínimo, polémica. Ainda assim, destacamos daqui o reconhecimento que é feito, nos Paços do Concelho, do valor da amizade. Desta vez, o "portador da amizade" é brindado não com um emprego, mas com um impressionante (reconheço!) Centro de Estudos.
Esta é uma governação de extremos. Entre a casa vergonhosamente em ruínas e um Centro de Estudos que há-de custar muito, muito dinheiro, não se arranjava uma coisa intermédia?

A vida para além do Futebol e de Fátima

O 25 de Abril, agora mais do que nunca tem que permitir uma revolução de mentalidades para que todos os portugueses se sintam co-responsáveis para limitar o endividamento do Estado e fomentar o emprego, a justiça social, a saúde ,a cultura, a formação e a educação, que sejam o ponto de honra de uma democracia que se quer cada vez mais eficaz” Narciso Mota dixit.

Limitar o endividamento do Estado implica saber planear e fazer as obras que sirvam para algo e não apenas para ostentar uma placa. Fomentar o emprego implica ter uma política fiscal municipal com pés e cabeça, bem como saber onde se quer posicionar determinada localidade para conseguir atrair investimento que crie emprego (de preferência longe de redes de interesse). Justiça Social implica que se ajude quem precisa mesmo, sejam pessoas individuais ou colectivas que possam trazer um benefício à vida comunitária e não apenas em função de interesses residualmente locais. Fomentar a saúde, a cultura, a formação e a educação, implica garantir serviços com critérios de qualidade ou, naqueles que de nós não dependem, garantir que não somos enteados da Administração Central. Ser co-responsável, implica além disso, ouvir os outros, governar e fazer oposição com respeito pelos princípios de uma política responsável, colocando o bem público acima de qualquer outro interesse.

Agora, descubra as diferenças entre a teoria e a prática.

4 de maio de 2010

Boatos que andam por aí, vejam só

1. Diz que JVV está de saída da ETAP. Pasme-se. Agora que estava tudo tão bem divulgado, que a mensagem "por um sorriso..." saltara do beat para a escola, como uma espécie de "curso de voluntariado", com inscrições e tudo. Claro que isto deve ser boato.

2. Que o tal programa da Rádio Cardal anda...embrulhado, por causa de umas legítimas alterações no quadro de recursos humanos, com possibilidade de algum mercado de transferências, não para a quase-ressuscitada Clube, mas o Largo do Cardal. Vejam só, as coisas que se inventam.

3. Que a Rádio Clube (que ainda existe, pelos vistos), agora presidida pelo super-presidente e nosso prezado amigo Rodrigues Marques, vai ressuscitar com todo o esplendor e assegurar o som das festas do Bodo. Image-se, se isto tem cabimento.

4. Que a Igreja da Misericórdia vai ser transformada em Museu de Arte Sacra, porque o Museu do Marquês tem tanta actividade que, está visto, Pombal encontrou aqui a vocação turística. É o fim da picada.

As coisas que se dizem. Francamente.

30 de abril de 2010

O nome da escola secundária de Pombal é...

... Escola Secundária de Pombal!
Só por curiosidade, registe-se o "score" numa espécie de blog da Assembleia Municpal (já me tinham dito que os blogs são muito apreciados nos paços do concelho): Menezes Falcão - 4 x Resto do Mundo - 0.

A propósito de obras

Centro de Estudos Mota Pinto? Se nem com o Centro de Estudos do Marquês (que muito mais impacto e importância tem) se fez algo, justifica-se a aquisição e desperdício de dinheiro em mais um espaço para que fim? Estudar a vida e a obra de alguém que pouco ligou a Pombal, apesar de ter escrito o melhor manual jurídico de sempre? Deixemo-nos de ideias que apenas fazem sentido por questões político-partidárias (para arranjar uma rua, deixemo-nos de tretas, é mesmo preciso o Centro de Estudos). Chega de gastar dinheiro em espaços sem utilidade prática.

Centro de Negócios no Centro Histórico? Depois de um buraco (em todos os sentidos) chamado parque de estacionamento, de um edifício do Arquivo que precisa de ser ampliado, é esta a ideia para dinamizar aquela zona. Aqui já me posso afastar da ideia do CE Mota Pinto. Mas exactamente o que vai ser o Centro de Negócios? Uma incubadora? Um ponto de encontro para empresários? Um auditório? Um centro de informação? E para tudo isto já não há espaços subaproveitados? Ou é apenas para não se dizer que "só" se vai construir um novo edifício das Finanças - obra que considero justificada, atenção. Moral da História: enquanto houver por onde fazer, faça-se. Depois planeie-se. O que não quer dizer que seja má ideia, dava jeito era perceber o que se quer: se é obra para que pessoas criem riqueza, venha. Mas, naquela zona, a começar, começava pela Casa Mortuária.

Escola Secundária de Pombal. Pediu-se a opinião (felizmente) não vinculativa à Assembleia Municipal. Entre ter nome ou não ter, que não tenha. É de Pombal, ponto. Parágrafo, tendo, use-se um exemplo: Salgueiro Maia.

Nota mental

A propósito de tanta obra que anda para aí (em Pombal a do Castelo, por exemplo, em Portugal,a do TGV, por exemplo): não são as obras que criam riqueza, as pessoas é que a criam. Mas saibamos preparar as pessoas e escolhê-las por mérito e capacidade, e não pela habilidade em dobrarem a espinha a favor das visões (ou alucinações) de quem comanda.

26 de abril de 2010

Avanço não avanço

A Rádio Cardal anda, há cerca de um ano, para organizar um programa regular de informação/debate mas não consegue passar da intenção à acção. Não é por falta de meios: têm muito espaço radiofónico e há muito que os participantes se disponibilizaram. Então, porque será?

PS: … Há quem diga que não querem política nem assuntos polémicos!
Será?

A pérola deste Abril

Disse o engenheiro, no seu discurso deste Abril, que "os cidadãos estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia". Como não conhecemos outra, e acreditamos que qualquer democracia é sempre melhor que uma ditadura, presumo que esteja a falar de exemplos destes, com o seu mestre Cavaco à cabeça.
Do que li, fiquei particularmente intrigada com "o alheamento da juventude face à política".
Olhe que não, senhor presidente.
Se olhar bem para dentro da Câmara que habita desde 1993, pelo menos em Pombal podemos concluir que a juventude tem-se interessado bastante pela causa, a avaliar pelas equipas que compõem a vereação. Depois há ainda toda essa malta gira e nova que pulula pelos diversos serviços. Bem vistas as coisas, se calhar não se interessam nada com isso. Mas votam, e isso é que é importante.

ps: Por falar em juventude. Alguém me pode explicar quem é a rapariga ruiva que aparece caricaturada na última página do Correio de Pombal desta semana? Hum? E vai tomar conta de que museu? Do de Arte Sacra, que anda a ser cozinhado?

25 de abril de 2010

25 de Abril, sempre!


Obrigado. Pela coragem, pela integridade, pelo exemplo, pela abnegação, por ser o último grande herói. Por não querer o holofote. Por perceber que Abril se teria de cumprir com muitos e pelo futuro de todos. E que mesmo que ainda falte bastante, o exemplo de um Homem, tão maltratado por quem depois mandou (privilegiando sempre a espinha quebrada e desrespeitando opiniões contrárias), mesmo que tenha havido datas posteriores que felizmente impediram desvios totalitários, neste dia gosto de relembrar um rosto de um Homem que no encontro que teve com a História nem chegou atrasado nem quis roubar o momento. Obrigado.

Dois anos de Farpas

Foto de 1 de Maio de 1974. Largo 25 de Abril, Pombal

Não são os relatos que nos chegam das folhas impressas com tudo o que se aqui diz; não são as pancadinhas nas costas dos que nunca têm coragem de aqui dar o nome e a cara; não são sequer as palavras de incentivo dos que resistem mas não podem dizê-lo. Não é isso que nos faz continuar por cá, a farpear os interesses instalados. É Pombal que nos move, enquanto terra melhor que queremos para os nossos filhos e para os amigos deles, onde o conceito de desenvolvimento não se esgote no crescimento. Onde seja possível discordar do que acontece no Largo do Cardal sem que lá se desenhe a nossa caveira. Para que se cumpra aqui, neste canto, um bocadinho de Abril.
Foi por isso que nos juntámos num blogue. Faz hoje dois anos.
Paula Sofia Luz
Adérito Araújo
Adelino Malho
João Melo Alvim
Nuno Gabriel Oliveira

20 de abril de 2010

Louriçal, terra afamada

As audiências do "Nós por cá" não devem ter chegado para as da missa de domingo na TVI, com a imagem comovente de Narciso Mota a orar. E por isso aqui fica o link da reportagem da SIC. Porque falta muita luz ao povo.

19 de abril de 2010

Distrito competitivo?

Em 2009, o saldo da Balança Comercial do distrito de Leiria foi positivo em 214.644 milhares de Euros. Isto mostra que o distrito, no geral, é competitivo? Não, porque dois dos dezasseis concelhos – Marinha Grande e Leiria – são responsáveis por 54% das exportações. Mas a Marinha Grande confirma, mais uma vez, que é o concelho mais dinâmico e competitivo do distrito: é responsável por 28% das exportações e por 99% do saldo do comércio externo do distrito!

Incongruências

Se há coisas em que o PSD local é especialista é na escolha da acção casuística que agrade ou ganhe apoiantes. Daí a obsessão pela política de subsídios.
Talvez tenham ficado surpreendidos com a proposta do PS de subsídio à natalidade, e reagiram com contundência porque querem ter o exclusivo da coisa. Mas no fundo acham bem subsidiar a natalidade, e praticam-no, nomeadamente em Abiul.
Não se admirem, portanto, que daqui a uns tempos, quando a coisa arrefecer, o PSD faça aprovar, na câmara, um subsídio à natalidade.

16 de abril de 2010

O PS mudou

É hoje claro que o PS concelhio mudou. Os sinais foram dados logo nas primeiras intervenções políticas após as eleições, como aqui assinalei na altura.
Os desastrosos resultados eleitorais impunham alguma mudança, mesmo que seja para tudo ficar na mesma. Mas o problema é que mudar por mudar pode nada significar e nada ajudar à credibilização de uma alternativa, nomeadamente se a mudança se limitar a trocar um estilo contestatário e critico (mas consistente) do poder instalado por uma acção política baseada em propostas populistas e demagógicas.
O eleitorado não é tão estúpido como alguns o julgam, e a última coisa que as pessoas estarão à espera de ver é o PS rendido á politica do subsídio que tanto criticou nos últimos anos.

Passar pela crise "a voar"!

Raúl Castro, Presidente da C.M. de Leiria, defende a abertura da Base Aérea de Monte Real ao tráfego Civil. Trata-se de uma iniciativa que, a concretizar-se, beneficiaria toda a região centro, nomeadamente (e em grande medida), Pombal. A existência de um aeroporto oferece novas e mais competitivas condições aos industriais de toda esta região, mas também uma nova perspectiva sobre o turismo nesta região. Já era tempo de se arranjar uma estratégia nesse sentido.
De qualquer forma, inegável é o facto de Pombal dever apoiar inequivocamente esta inciativa de Raúl Castro. Outra coisa não seria aceitável!

15 de abril de 2010

Natalidade ou fatalidade?

O PS propôs, na reunião do executivo camarário, a atribuição de subsídios aos recém-nascidos como forma incentivar a natalidade.
O PSD rejeitou a proposta com o argumento de que esta fomentaria gravidezes indesejadas e responsabilizou o PS pela redução da natalidade com a descriminalização do aborto e o casamento homossexual.
Decididamente, nascer, aqui, pode ser uma fatalidade.

"Não preciso nem dizer..."

As notícias não hão-de ter arrancado sorrisos no Largo do Cardal. Feliciano Duarte, que já foi muito amigo de Diogo Mateus e inimigo de estimação de Narciso Mota, conhece bem Pombal.

13 de abril de 2010

Mota Pinto, a homenagem que aí vem

Depois de várias tentativas envergonhadas (e nalguns casos vergonhosas) a Câmara vai finalmente homenagear com alguma dignidade Carlos Alberto da Mota Pinto. Lá para Maio, quando se assinalarem 25 anos do desaparecimento de um filho desta terra que foi Primeiro-Ministro, será lançada uma medalha evocativa e apresentado um projecto que parece interessante: um Centro de Estudos com o nome do político. Aí será possível estudar e investigar sobre a vida e a obra de Mota Pinto. Fica apenas a dúvida sobre a localização, perante a dúbia nota de imprensa da autarquia, que se por um lado diz que a boa-nova "permite atribuir uma nova dimensão e valorização à Casa onde nasceu e viveu Carlos Alberto da Mota Pinto", por outro conclui sobre "a impossibilidade de reconstruir e restaurar a Casa onde nasceu e viveu durante a sua infância e juventude". Sendo assim, nao sabemos exactamente em que é que ficamos. Mas vamos dar o benefício da dúvida à boa-vontade do engenheiro antes de sair de cena, sobretudo por ter dado ouvidos à ideia.
Quando aqui escrevi isto, vai para dois anos, ainda cá estava o Manuel Carteiro, esse pombalense de mão cheia que era verdadeiro amigo de Mota Pinto, que lhe cedeu a mesa da sala para que o professor pudesse escrever o discurso de tomada de posse. Era um pedaço importante da memória de Pombal. Desapareceu há alguns meses. Uma das medalhas deveria ser dele, por direito.

12 de abril de 2010

PS é PS!

As eleições para as secções e concelhias do PS do distrito de Leiria decorreram este fim-de-semana (excepção feita para Peniche, que decorrerão no próximo sábado). No norte do distrito, predominam as listas únicas. Como em Pombal, por exemplo, em que Adelino Mendes tem a vitória assegurada, mas com um número de eleitores que faz lembrar as assistências da União de Leiria, quando joga em casa.
Num partido (PS) que tem coleccionado hecatombes nos últimos actos eleitorais autárquicos, em toda esta região, a existência de listas únicas é mais um claro sinal de falta de vitalidade. Porque a grandeza de um partido é como a seriedade da mulher de César: não basta ser, é preciso também parecer. E este PS não parece um partido grande!

9 de abril de 2010

As barreiras da vergonha!



Temos no Louriçal, na Estrada Nacional n.º 342, umas barreirasde grande dimensão que guardam um buraco na estrada. Este aparato deve-se a um problema ainda não resolvido, naquela via, e que resulta de uma falha na estrutura do pontão. Já lá vão mais de 6 meses! Sabe-se que o IEP já chegou à conclusão que deve levar um pontão novo, só que ainda não passaram das palavras aos actos.

Eu alerto-vos para a perigosidade da situação. Esta estrutura rouba uma das duas faixas de rodagem, fazendo com que os carros tenham que passar apenas um de cada vez. Só que os que devem ceder prioridade (os que se apresentam vindos do lado de Soure) não conseguem saber se podem ou não avançar, porque a curva lhes retira a visibilidade do trânsito vindo do lado de Pombal (ou da Figueira).

Na minha opinião, estes 6 meses com esta situação absurda comprovam a completa falta de respeito que existe dos poderes mais centrais (todos!) em relação às franjas. Não me venham com as "tretas" de empurrar responsabilidades (que é responsabilidade do IEP, que a CMP não pode mexer, blá-blá-blá...), porque aquilo que eu tenho a certeza é que se esta pouca vergonha se passasse na cidade de Pombal, já estaria resolvida. E eu, que não me acho um "pombalense de segunda", acho mal. Acho muito mal, mesmo!

8 de abril de 2010

Louriçal mediático

1 - Andaram por aí hoje uns senhores da SIC, do programa "Nós por cá", a dar voz à insatisfação da população, relativamente ao péssimo tratamento que recebemos por parte da EDP (o sr. Mexia foi premiado com uns trocados, mas não foi com base em nenhum inquérito de satisfação de clientes realizado no Louriçal).
2 - A RTP também já conhece bem as (desgraçadas) estradas do Louriçal, porque transmitiram já algumas vezes jogos de futsal, directamente do pavilhão do Instituto D. João V. Uma vila de grandes méritos desportivos, pois claro!
3 - No próximo dia 18 de Abril, e inserido no encerramento das comemorações dos seus 300 anos, a missa dominical da TVI será transmitida a partir do convento do Louriçal. Uma celebração da eucaristia feita num local lindíssimo, que eu espero que todos os pombalenses conheçam "ao vivo e a cores", e que não necessitem de televisão para passarem a conhecer.
Apetece-me dizer que "o Louriçal está na moda"! E se a comunicação social for, de facto, uma arma e uma outra forma de poder, tenho a lamentar que, neste canto esquecido do concelho de Pombal, não aderimos ao desarmamento proposto por russos e americanos. Bem precisamos de um grito de Ipiranga, que isto andava feio por estes lados!

Só se este estudo também não presta!

Eu já tinha dito mais ou menos isto, lá em baixo. Mas parece que eu é que era maluco. Agora são estes senhores que o dizem. Devem ser malucos, também...
A notícia está mais pobre que na edição radiofónica, mas destaco esta passagem:
"Segundo o estudo elaborado pelo ISCTE e pela Procuradoria-geral da República, 59 por cento dos arguidos em casos de corrupção, participação económica em negócio ou peculato estão ligados ao poder local."

Este nosso Portugal

Ver Emídio Rangel a falar de Ética e Deontologia é como ter Jack, o Estripador a dar aulas de Medicina Legal.

Obras

Aqui fala-se em recuperação da ponte D. Maria (a antiga ponte sobre o Arunca). Ora se não estou em erro, previa-se/queria-se que nessa ponte fosse feito um túnel para permitir o prolongamento do acesso pedonal até à Biblioteca. Se assim for, fica ainda por saber o que fazer para nascente da ponte, nomeadamente ao espaço ocupado por um bar. Sem ver projectos, obviamente que mais não se pode avançar, mas se se torna importante ter uma via paralela ao rio, dava jeito ter um rio também. Uma discussão complicada.

6 de abril de 2010

José Silva


Partiu.
Cedo demais e com muito ainda para dar à causa pública.
Nos poucos contactos que tivemos retive a imagem de um homem bom. E é essa imagem, mais do que a sua dedicação e obra, que aqui quero assinalar (até porque, consta, muito por aqui andou).

beat, beat, beat...beat laranja?

Aquilo começou e acabou sem que a maior parte dos comuns mortais percebesse de que se tratava: o Beat. Na noite de sábado a discoteca Noite Mia (antigo Lusitano) voltou a abrir as portas, com o pretexto de um evento solidário. Não se +percebeu muito bem se era uma festa de final de ano lectivo (como pelos vistos nasceu a ideia), se era antes uma festa sócio-caritativa, a favor de uma loja social da APEPI, que ainda não existe. Assim como ficámos sem saber se o dinheiro angariado revertia a favor da loja social ou não. Ou se era todo ou só uma parte. Ou se eram apena sos géneros alimentares e as roupitas.
Também estranhámos a ausência da direcção da APEPI. Estranhámos muito, muito, muito.
E do staff da Câmara (andavam por lá dois vereadores, mas pareceu-me que estavam ambos "à paisana", a avaliar pela descontracção).
A festa tinha o dedo, a mão, enfim, toda a alma de JVV, como muito bem fez notar um cartoon publicado no Correio de Pombal de há duas semanas (que por não ser assinado, presumimos que é da responsabilidade da direcção do jornal). Ainda um dia se há-de reconhecer o carisma solidário deste rapaz, que (diz que) conseguiu em poucas horas resolver um problema que a Câmara andou a "mastigar" durante meses: um espaço para a loja social. Certamente que D. Teresa Silva que lhe há-de ficar agradecida.Vai ser ali dentro do complexo Intermarché.
Com menos cantigas, já Rodrigues Marques levou uma loja dessas para Albergaria dos Doze. Porque nem todos os pintos precisam de alarido para sair da casca ;)

O melhor beat é aquele que traz a Pombal o Zé Pedro, mítico guitarrista dos Xutos. Bem haja, JVV.

afinal...

Era mentirinha do 1º de Abril, claro...

1 de abril de 2010

O fim do Farpas!

Num passado recente, o FARPAS POMBALINAS solicitou à Câmara Municpal de Pombal que passasse também a publicar no nosso blog a publicidade institucional do município, como forma de subsidiar/custear a manutenção e remodelação deste espaço.
Apesar de ser (este blog) um espaço de grande visibilidade e com reconhecidos méritos informativos, a Câmara Municipal não respondeu afirmativamente à nossa pretensão, sufocando por isso, em termos financeiros, a manutenção deste espaço de democracia.
Por esta razão, é com grande pesar que anunciamos que este espaço irá ser encerrado, não se mantendo sequer em arquivo.

Ele insiste...


Depois de ter sido "chutado" para Londres, pelo seu próprio partido, para administrar o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, João Cravinho regressou para dizer que "a corrupção política está à solta" em Portugal e que é urgente "despartidarizar a administração pública e escolher dirigentes públicos pelo mérito e competência".

Parece senso comum e, para a maioria dos europeus civilizados, até é. Em Portugal é que parece que não. Principalmente quando somos governados por um partido que tem o clientelismo político no seu ADN.

31 de março de 2010

Louriçal leonino!

O título apela ao Louriçal que temos, e ao Sporting que EU gostava que tivéssemos. Leiam assim esta associação. Mas os factos (louriçalenses) são os seguintes:
-A ACRD do Louriçal venceu a taça distrital de futsal em infantis masculinos, no passado dia 21 de Março (6-2, frente ao A.R. Amarense);
- Esta mesma equipa venceu a sua série do campeonato distrital de futsal, só com vitórias. Vai agora disputar o título distrital com mais 3 equipas;
- A equipa de juvenis masculinos da ADRD do Louriçal venceu a zona norte do campeonato distrital de futsal, com os mesmos pontos que a equipa do Instituto D. João V (também do Louriçal), indo agora disputar o título com a casa do Benfica das Caldas da Rainha;
- A equipa sénior do Instituto D. João V de futsal está nas meias finais da taça de Portugal, juntamente com o Belenenses, Boticas e Benfica, indo agora (frente ao Belenenses) disputar o acesso à final;
- Esta mesma equipa disputa a primeira divisão nacional, e encontra-se no 4º lugar, atrás dos "gigantes" Belenenses, Benfica e Sporting. Tem praticamente assegurada a passagem à segunda fase, a que permite a conquista do título.

Trata-se de desporto em "camadas da formação", como é uso dizer-se. Com gente nova da terra, na sua maioria. Desporto que cumpre, também, um papel social. E que nos orgulha, desportivamente. Uma mostra de "bem-fazer". Força, campeões!

29 de março de 2010

Partidos & colados

O PS local vai a votos dentro de dias, logo a seguir à Páscoa da Ressureição. Até à data não há notícias de outras candidaturas, tão pouco da esperada recandidatura Adelino Mendes, para os lados da Alexandre Herculano. É verdade que o partido anda moribundo há muito tempo, desde que começou a definhar, logo no inverno de 1993, quando a guerra das rosas descambou num viçoso laranjal, até aos dias de hoje. Mas 2013 é já ali ao lado - como diz o Alvim. E apesar de não estar minimamente preparado para deixar o poder, Narciso Mota não pode recandidatar-se. Pelo menos em Pombal. E o fenómeno pode e deve abrir espaço a novas oportunidades. Por isso vamos acompanhar com particular atenção os dias que aí vêm.
Entretanto, na Luís Torres, os tempos também não andam meigos. Consta que a isso se deve o estratégico afastamento de Rodrigues Marques deste nosso são convívio, pois que o outro engenheiro não gosta muito da brincadeira quando vê o nome desse amigo atirado para a possível sucessão. Estranhei o número de votantes (77) nas directas da semana passada. Julguei mesmo que Pombal registara não apenas a excepção nos resultados (o único concelho onde Rangel ganhou), como também na abstenção. Ledo engano. Afinal, há apenas 124 militantes inscritos. É só conferir os resultados. E comparar com Ansião, por exemplo. Valemos muito pouco no bolo distrital, e (agora) menos ainda no nacional.

28 de março de 2010

Ainda as Obras na Urb. São Cristóvão

Para quem aprecia muros estão um regalo: dada a variedade, dimensão, materiais, forma, etc.).
Mas, já agora, uma questão: porque é que a empresa construtora se foi embora sem acabar a obra?

Lá é assim

...E ainda falam do Amândio!

2013 é já ali ao lado

Todo o PSD do distrito de Leiria, esse verdadeiro laranjistão, optou por PPC por margens enormes em relação a Paulo Rangel. Todo? Não. Numa concelhia, Rangel ainda levou a melhor. Por um voto, mas a melhor. E melhor leitura que a da Paula Sofia não há: não é desta que sai um Ministro de Pombal.

Escolhas são escolhas, sempre legítimas e democráticas, mas esta disputa não sendo ideológica, era sobretudo táctica, tendo em vista uma estratégia: conseguir chegar ao poder. Houve quem o visse e quem o concretizasse, mas por um, não foram a maioria em Pombal. Se calhar 2013 ainda está muito longe.

26 de março de 2010

O meu modelo das festas

Desculpem a deselegância de fazer um post que se enquadra numa resposta minha (eu sei, eu próprio já critiquei a conduta), mas queria propor-vos um outro modelo de Bodo. Para que se não julgue que só vamos dizendo mal, e não apresentamos alternativas.
1 - Eu gostava de um Bodo inclusivo, que olhasse para a nossa comunidade emigrante, mas também (e com um cuidado acrescido) para as comunidades imigrantes em Pombal;
2 - Gostava também que o Bodo fosse uma festa congregadora das freguesias. Por exemplo, a nível desportivo, com torneios inter-freguesias em diferentes modalidades;
3- Apreciável seria também ter um grande sarau cultural em que se divulgasse alguma da cultura feita em Pombal, ou por pombalenses. Teatro, canto, dança, música, poesia, entre outros;
4 - Gostava de espetáculos de qualidade, mas em que os artistas não se "atrapalhassem" uns aos outros (como ter 3 "cabeças de cartaz" no mesmo dia). Um artista convidado, com uma primeira parte feita por uma banda de Pombal (das muitas, e de qualidade, que cá temos);
5 - Um Bodo que, na sua vertente religiosa, não se esgotasse na Paróquia de Pombal, e chegasse também às freguesias.

Ficam algumas ideias. Se fosse eu, seria assim o Bodo!

25 de março de 2010

Se o meu Castelo falasse...

Há quem se espante que as obras de requalificação do Castelo andem a conta-gotas. Em primeiro lugar, se é tal como relatado na reportagem do Correio de Pombal, ainda bem. É porque perante achados o arqueólogo faz o seu trabalho. Ou seria possível alguém achar que um Monumento com pouco mais de 820 anos e ocupação humana muito anterior não tivesse nada para "mostrar"?

Já quanto às obras, no fim veremos o que resultará, sendo certo que já se vislumbra a esplanada no lado esquerdo do Castelo (quem olha de cá de baixo). Restará saber como é que a decoração a betão vai resultar no final. A bem da requalificação, pois claro.

Nós e os outros

Houve gente que, antes e no dia 20 de Março, se esfalfaram para Limpar Portugal e, em particular, vários pontos do Concelho. E depois, houve gente que fez o seguinte:

(..) após ter sido limpa a lixeira PBL M-6, de onde foram retiradas, no dia 20 de Março de 2010, 53,880 toneladas de lixo, e colocada uma placa a proibir a colocação de lixo, houve alguém que teve a amabilidade de no dia de ontem colocar mais uma carrada de lixo...

Muitas vezes disse que os políticos não são cá deixados por um OVNI, "emergindo" antes de uma sociedade que, muitas vezes, se esquece de elementares regras de exigência, civismo e responsabilização. Os imbecis que gozaram com o esforço de quem achou que devia limpar, para além da sua violação consciente da Lei, devem ser os mesmos que numa qualquer mesa de café vociferam contra quem manda neste País (no geral) e as Leis que temos. Independentemente da legitimidade de vociferar à mesa do café, o que é certo é que este é um episódio que mostra bem que uma sociedade civil funcional não é imposta de cima para baixo (sob pena de entrarmos em campos de engenharia social), mas sim de baixo para cima. Haja é vontade de exigir a nós próprios o que exigimos aos outros. E respeitar o trabalho e esforço dos outros. E evitar estas vergonhas.

24 de março de 2010

Plano de Prevenção da Corrupção

Está em consulta pública o Plano de Prevenção dos Riscos de Gestão do Município de Pombal, vulgo Plano de Prevenção da Corrupção, elaborado por uma vasta equipa da câmara.
O plano é um simples pró-forma, composto, nomeadamente no que se refere às medidas, por um conjunto de banalidades, redundâncias, não-medidas e muitas intenções (“melhorar o planeamento”, “assegurar/melhorar o controlo”, “garantir o cumprimento da lei”, …) que demonstra que não se pretende atacar o problema mas tão-somente responder à exigência legal de ter um plano.
Não deixa de ser sintomático que o plano se limite a identificar os riscos de corrupção associados às actividades dos funcionários/técnicos e não ataque a principal fonte de corrupção nas autarquias: o poder político.
A nascente da corrupção não estará, também, na assumpção do princípio: “Se não formos nós a ajudar os nossos quem é que os ajuda?”.

Buracos

Pelos vistos, um dos pisos do famigerado parque subterrâneo servirá de extensão para o Arquivo Municipal. Ora, algumas dúvidas, legitimamente, se levantam:

1) O Arquivo foi mal projectado porque o espaço existente não chega para o espólio existente, o que convenhamos nem é má notícia (o espólio, não a solução de recurso)?

2) Vai-se pôr em prática um projecto de regeneração urbana da Zona Histórica (que poucos conhecem) onde parece lógico que a existência de um parque de estacionamento central, na lógica do atrair pessoas, seja utilizado e afinal este é semi-descartado?

3) Quando se fala em remodelar entradas e as "promoções" que começam a ser vistas para a utilização não acabam por ser incompatíveis com esta nova "utilização" do parque?

Esta foi uma obra onde se gastaram 1.400.000 € e que se revelou um literal buraco. Foi obra que se planeou sem ser minimamente ponderada a sua rentabilidade. Quando se criticam tantos exemplos nacionais, é natural que este também seja lembrado. Porque não se pode gastar para depois andar a inventar.

23 de março de 2010

Vitória histórica


Depois do falhanço de sete dos seus antecessores, entre os quais os três últimos, Barack Obama assinou hoje a famosa lei que preconiza a reforma do sistema de saúde norte-americano. Esta nova legislação abrangerá 95% da população americana, pondo fim a uma situação de clara injustiça social que envergonhava o país. O tempo se encarregará de confirmar ou desmentir a eficácia do novo sistema de saúde. Para já, Obama fez história e obteve uma vitória política fundamental.

A Limpeza

Participei no Limpar Portugal como "militante de base", se me permitem a expressão. Não estive em reuniões e limitei-me a assegurar, a quem de direito, a presença de mais um voluntário. Acompanhei o pessoal do GPS (Grupo Protecção da Sicó, uma das verdadeiras referências na incipiente sociedade civil de Pombal) na limpeza de um buraco em plena encosta da serra, junto à IC8, numa manhã chuvosa e violenta. A missão foi cumprida, mas a constatação de que décadas de laxismo e de comportamentos pouco cívicos, impossibilitam, a curto prazo, que a limpeza produza todos os seus efeitos desejados. Para o mais curiosos, podem ir consultando a plataforma do Limpar Portugal - Pombal, para analisar os resultados, mas era interessante continuar a recolher depoimentos em 1ª mão sobre o que havia, o que se fez e o que ficou por fazer. Convenhamos que um dos méritos da iniciativa é alertar para o que se pode fazer no dia à dia.

22 de março de 2010

A rolha autóctone!

Eu ainda sou do tempo (apesar de ter pouco mais de 18 anos) em que mantinham actividade, em Pombal, quatro jornais e duas rádios. Eram O Correio de Pombal, O Eco, A Voz do Arunca e o Pombal Oeste, na noticia escrita, a Cardal FM e o Radio Clube de Pombal na notícia do éter. Junte-se-lhe uma delegação permanente d'O Diário das Beiras.
No presente, a Rádio Clube passa por momentos muito complicados. Dos jornais, restou apenas um "cheirinho" de O Eco (pouco mais que o nome, pois tudo o resto morreu), e uma versão "outlet" d'O Correio de Pombal, longe da actualidade e da correcção que já mostrou. Ficou o deserto, a aridez entediante, na nossa comunicação social de (em) Pombal. Porquê?
Aceitando outras opiniões, deixo-vos, contudo, a minha: quando o terreno não é fértil, não há nada que lá cresça. Meteram uns pedregulhos neste quintal, e deixaram-no estéril, em especial para a isenção. Dir-me-ão: "mas há boletins impressos a cores"! Pois é, pois é...

21 de março de 2010

O Baile dos Bombeiros

Do evento solidário no Expocentro, sábado à noite, restaram-me duas ou três certezas e outras tantas interrogações. Continua a haver gente bem intencionada, o que nos faz acreditar que esta terra ainda vai cumprir seu ideal....
A maioria dos presidentes de junta já não deve ter grande coisa para fazer, pois que ficaram expressos (e filmados, que o engº Marques não brinca em serviço!) os dotes de dançarinos. E aqueles passos ensaiados não se aprendem no arraial de verão.
Agora o que realmente me intrigou não foram as presenças, mas as ausências. Dos bombeiros. Que eram, afinal, a génese do evento. Haverá fogo?

19 de março de 2010

Nós no Público


Este nosso cantinho da blogosfera foi destacado, esta semana, pelo Público, na rubrica "Blogues em Papel". Será uma prova de maioridade? A minha vaidade faz-me querer que sim. Mas, com este mesmo critério, o Homem do Leme do Alvim, com três destaques, é já um senhor. Ainda vamos ter que comer muita broa...

Dia L


É já amanhã. Na Freguesia de Pombal, o ponto de encontro é às 8h00 na Biblioteca Municipal, com vestuário apropriado à ocasião. Para outras freguesias é verem a página de Pombal. Aproveito desde já para louvar todos aqueles que se dedicaram a gerir a logística deste projecto (eu apenas me disponibilizei para o dia 20). Espero que depois haja conclusões, vindas daqueles que acompanharam todo o processo, sobre o que se encontrou e limpou e a forma como as instituições públicas se posicionaram em relação a um exemplo do que deveria ser a Sociedade Civil a actuar.

18 de março de 2010

Milagre de São Rangel

A política tem este dom da pacificação, afinal. Ou alguém conseguirá explicar como é que Narciso Mota e José Gomes Fernandes voltaram a estar juntos, do mesmo lado da barricada? Hum? Só se for o nosso amigo Marques, que diz-que-está com o Passos Coelho.

Viagens na minha terra

Fui surpreendido a semana passada pelo convite do Sr. Padre de Pombal para visitar, in loco, as obras de remodelação da Igreja do Cardal, motivado, sem dúvida, pelas referências que aqui fui deixando ao que por ali se passaria.

Correspondi ao convite, que publicamente registo e agradeço (uma atitude rara por parte de quem é visado em críticas públicas), e lá parti para uma visita completa à principal Igreja da Cidade e à procura de algumas respostas para dúvidas que entendia serem legítimas. Foi-me explicada toda a intervenção planeada e, no geral, não sendo eu técnico, não vi ali motivos de reparo.

Mas mantinha-se a questão do chão e das mexidas que lhe foram feitas, com a remoção do mesmo para a instalação do piso radiante. Note-se que esta era a questão que maior estranheza causou em Pombal: a intervenção num chão onde haveria, supunha-se, enterramentos. Tendo sido constatadas a existência de ossadas no início da remoção, houve a imposição de interroper a obra para que técnicos analisassem a questão. E pelos vistos, a opinião técnica, pese embora emitida sempre depois do início da intervenção, é de que não se verifica impedimento para a continuação das obras. Só é pena a forma como tudo se passou, quando uma intervenção acompanhada do início impediria esta situação.

Prevenção e água benta, se me permitem a brincadeira... e nada disto teria acontecido. No fundo não é pedir muito e quero crer que no futuro, não haverá intervenção deste tipo que não seja devidamente acompanhada, prevendo-se ou não logo na Lei essa necessidade, atendendo à natureza do sítio onde se intervém.

15 de março de 2010

À Lei da Rolha

A "Lei da Rolha" aprovada pelo PSD no último congresso, sendo um apontamento, é um apontamento interessante. Todos os candidatos a líder (a posteriori, o que é pena) se demarcaram da proposta (a não ser que se vá descobrir a assinatura de Paulo Rangel a subscrevê-la, já que parece que ele tem tendência a esquecer-se de coisas destas), pelo que se espera que seja uma decisão, de emoção ou coração, com curta vida. Pese embora e como bem sabemos, só vem consagrar uma tendência cada vez mais palpável no seio de muitas realidades partidárias: a urticária com que os dissensos são recebidos.

12 de março de 2010

No melhor pano...

Ministro das Finanças classifica remunerações de presidentes de junta como “money for the boys” - Política - PUBLICO.PT: "A oposição vai aprovar a inscrição no Orçamento do Estado de cinco milhões de euros para pagar remunerações dos presidentes de junta, perante as críticas do ministro Teixeira dos Santos que considerou tratar-se de “money for the boys” (dinheiro para os rapazes)."

Se quisermos discutir, a sério, a organização administrativa do Estado, então é necessário falar de concelhos e freguesias que, numa lógica de racionalização, têm de ser repensadas. Agora colocar as remunerações dos eleitos (sublinho eleitos) ao nível de uma qualquer nomeação política é uma nódoa que cai num, apesar de tudo, bom pano.

11 de março de 2010

Semente


O jornal "A Semente", da Escola Secundária com 3.º Ciclo de Pombal, voltou a ser premiado pelo concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo Projecto Público na Escola, com o apoio do Ministério da Educação. Este excelente jornal escolar foi distinguido com o 2º prémio na categoria de jornais electrónicos.

A
notícia já não é nova: é conhecida desde o dia 30 de Outubro de 2009. Mas, nessa altura, distraído como sou, não me apercebi. No entanto, ontem decorreu a sessão de de entrega de prémios na FIL e, desta vez, estive mais atento.

Os meus parabéns a todos os que têm contribuído para a qualidade e o merecido sucesso da publicação.

10 de março de 2010

Mega executivo

Nunca a CMP teve tanto vereador a tempo inteiro: SEIS + Presidente. Compreende-se: em tempos de crise à que dar emprego ao pessoal; e, neste aspecto, Narciso Mota é um benemérito.
Mas já agora, com tantos vereadores a tempo inteiro não era tempo de o presidente distribuir a maioria dos seus pelouros pelos vereadores de forma a dar-lhes trabalho, responsabilidade e autonomia. Senão, cai-se no ridículo de ter vereadores que representam um encargo superior ao orçamento de investimento que lhes foi atribuído.

Da Série Frases que nos fazem pensar... no volume da gargalhada a dar

Dirigentes da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) desvalorizaram ontem a criação de um crime urbanístico, alegando que “esses problemas só existem hoje em casos extremos” nas autarquias, pois há hoje mais cidadania, uma melhor fiscalização e mais transparência.

Não sendo eu um adepto da regulamentação hiperactiva (essa sim merecedora de punição penal), há que convir que no caso em apreço, e mesmo que não se enverede por uma questão de criminalização, todos sabemos bem o que, de norte a sul, do interior ao litoral, tem sido feito com flagrante desrespeito pelo património natural, histórico, particular ou por mero interesse financeiro ou ainda por qualquer influência mal explicada. Casos extremos? Como dizia um ilustre colega, contas essa lá no posto.

Voluntariado


Nem sempre é fácil valorizar o esforço de outros e a relação instituição/cidadãos tende a ser gerida como elefante em loja de porcelana, à medida que aumentam os anos de História e o número de pessoas envolvidas. Independentemente de tudo isso (e muito mais, que daria para pelo menos um blog inteiro), chamo a atenção - ainda que sendo parte interessada - para o evento que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal vão realizar no próximo dia 20 e, mais do que a animação, chamo a atenção para o simulacro às 18 horas.

9 de março de 2010

Era bom que fizéssemos alguma coisa sobre o assunto

A última edição do Eco era exemplar sobre o Estado do Património em Pombal. Mas as questões essenciais são sempre as mesmas: escavar para deixar ao abandono (sejam vestígios pré-históricos ou romanos); recuperar/intervir sem projectar devidamente os espaços (Arquivo Municipal - parte do parque estacionamento vai ter que ser utilizado, o que é uma boa e má notícia, alegada Casa-Museu Mota Pinto); intervir sem salvaguardar devidamente o património (Igreja do Cardal). E isto sem falar noutras coisas que se não forem olhos atentos passam completamente ao lado. E já para não falar no que por aí anda pelo Concelho (acho que a Ermida dos Malhos pode ser emblemática no que toca ao abandono do património).

Moral da história: falta não só uma política cultural relacionada com o Património como um instrumento da sociedade civil que ajude na divulgação e fiscalização. Neste último capítulo chegamos a ter até duas associações, ambas, neste momento, em coma. Aceitam-se voluntários para ajudar em actos de renascimento.

O post(e) do semáforo!

Andava eu às voltas por blogs vizinhos, quando encontrei, no Olhar Real, esta bela descrição da última Assembleia Municipal. Atente-se na "introdução do semáforo" (expressão dada a trocadilhos fáceis, que serão de evitar), pormenor que acrescenta, naquele cinzento panorama, uma apreciável dose de humor e cromatismo. Espero que ninguém tenha sido apanhado a passar no vermelho. Se tal tivesse acontecido, acredito que o nosso Presidente da AM, como homem sério que é, teria solucionado o caso.
Quanto à etiqueta "Turismo", fica em jeito de provocação. Há prémio para a melhor justificação!

Boas Notícias?

Muito se pode dizer sobre esta notícia. Uma tem a ver com uma recomendação da própria Assembleia da República sobre a gestão do QREN. Outra sob a forma como este dinheiro será efectivamente gasto. Mas a mais importante é saber, no caso concreto de Pombal, que fatia é que se conseguirá ir buscar e para que investimentos?

8 de março de 2010

entre as mulheres

O Adérito diz muitas vezes que "elas" (nós) têm uma perspectiva diferente de ver as coisas. O Alvim, o Malho e o Gabriel costumam concordar. Quando nos reunimos para aguçar farpas lamentamos sempre (eu mais do que eles, estou certa) que não haja uma maior participação das mulheres na vida pública deste Pombal e do blogue em particular. Sou avessa à paridade por decreto, embora com o tempo comece a convencer-me que às vezes só lá vamos assim. A mim, a condição de mulher trouxe-me mais coisas boas que más, a começar pela maternidade. Com o tempo fui-me habituando ao registo de super-mulher que a sociedade imprime.
Mas ainda acho que isto não é vida. Que não é impunemente que nos desdobramos entre a casa, o trabalho e o resto.
De modo que não gosto de ver este dia transformado numa noite de carnaval, em que os restaurantes servem ementas para mulheres "à solta". Talvez fosse importante canalizarmos alguma dessa (muita) energia para mudarmos as mentalidades. Porque o paradoxo é este: queimaram-se tantos soutiens, foi uma guerra pela direito ao trabalho, e hoje as mulheres portuguesas têm essa medalha para gerir, ao peito. E uma grande maioria dava tudo para ter tempo de experimentar receitas e cuidar dos filhos. As voltas que isto dá.

6 de março de 2010

Discriminação solucionada

Ficámos esta semana a saber que Narciso Mota corrigiu uma discriminação que aqui lhe apontei há uns tempos atrás ao atribuir a vereação a tempo inteiro à vereadora Paula Silva.
Mais vale tarde do que nunca, senhor presidente. A discriminação é um comportamento muito feio, nomeadamente quando feito em relação às mulheres.
Continue a ler o Farpas e a seguir os seus reparos. E não se importe com a oposição. Como diz o povo: “os cães ladram e a caravana passa”.

5 de março de 2010

Underground VII, a arte e a música na ADAC


Há malta em Pombal que organiza um festival destes há sete anos e eu não sabia.

Para que não vos aconteça semelhança falha, aqui fica a nota.

E escusam de pensar que é trote: os Bizarra Locomotiva ainda existem. Se estão em forma ou não, é coisa para se confirmar amanhã à noite, na ADAC.

Bom senso ou vandalismo?

Castelo de Pombal, Fevereiro de 2010

1 de março de 2010

Escola Secundária de Pombal, ou...

A Direcção da Escola Secundária de Pombal propôs à Assembleia Municpal que determinasse/sugerisse um novo nome para esta escola. Uma ideia muito interessante. Poder-se-ia assim, nesta nova fase (as obras estão em marcha, teremos uma "nova secundária", autenticamente), homenagear uma figura que tivesse marcado a vida desta cidade. Pensei em alguns nomes, mas não os vou avançar já, para o poder fazer em igualdade de circusntâncias com os nossos comentadores. Aqui fica o repto: que nome sugeririam para a secundária?

Assembleia Municipal

Decorreu na passada Sexta-feira, em Almagreira, a esperada Assembleia Municipal "descentralizada". Enorme afluência da população, o que é muito positivo. Muitos problemas de Almagreira discutidos, o que também é muito positivo (sabe-se como rareiam as dicussões dos problemas mais distantes dos Paços do Concelho, nas Assembleias). Demissões e picardias, o que dá sempre uma certa graça à festa. Houve de tudo! O veredicto é inevitável: a experiência é para continuar. Apesar de tudo, corria pelos corredores a informação de que a opinião de alguns "mandadores" não era propriamente essa.
Já agora, alguém sabe qual a razão para Almagreira ter sido palco da primeira destas Assembleias? (Esta questão foi retirada do Puro Almagre, daqui a devida referência). Tenho cá para mim que o Louriçal vai ser a última freguesia a ser contemplada com esta honra. Se alguma vez o vier a ser. Mas é só um palpite meu, vale o que vale...

27 de fevereiro de 2010

Canalhice

Nos últimos tempos, as obrigações familiares têm-me forçado a seguir as peripécias do futebol infantil. Parece que no departamento de formação do principal clube cá da terra – o SCP – as coisas não correm bem, reina grande insatisfação em vários miúdos e pais. Até aqui, apesar de tudo, tudo compreensível e aceitável. Não deixa de ser normal a insatisfação de alguns num universo de dezenas ou centenas. O que é anormal e totalmente incompreensível é não deixarem partir aqueles que estão profundamente insatisfeitos. Estamos a falar de crianças, merecem ser felizes noutro clube. Logo, só pode ser canalhice, com as crianças e os pais, e uma mancha na imagem do clube.

26 de fevereiro de 2010

Cineteatro com programação de qualidade!

Refiro-me, como é evidente, a um bom exemplo que nos vem de fora. De Santa Maria da Feira, neste caso. Decorre no cineteatro António Lamoso, hoje e amanhã, o festival para gente sentada, com uma programação excelente, como podem comprovar. Resultado: bilhetes esgotados há mais de um mês. Uma prova de que a aposta na qualidade compensa, e que não são apenas os fenómenos "popularuchos-pimba" que enchem uma sala de espetáculos.
O festival, o cineteatro e a cidade de Santa Maria da Feira são, por este motivo, elogiados nos jornais e rádios nacionais. A população tem acesso a cultura de grande qualidade. Vem gente de todo o país (de Pombal vão, pelo menos, duas pessoas, que já reservei o meu bilhete em tempo útil). Parece-me bem, não?

23 de fevereiro de 2010

A lenta agonia da zona histórica


Está prestes a conseguir mais um empurrão. Consta que em breve a Ourivesaria Ramos (& Fonseca) centenária loja de Pombal, vai fechar as portas na zona histórica da cidade. Estranhei quando mo contaram, pois que sempre reconheci no empresário Vítor Fonseca um empenho especial naquela área, onde teimosamente trabalha e vive.
Mas um dia todos nos cansamos.
E parece ter chegado o dia em que um dos defensores do comércio local - mas sobretudo da Praça Marquês de Pombal, da Rua Miguel Bombarda, da Almirante Reis, da Custódio Freire, do Largo do Carmo... - deu a mão à palmatória, preparando-se para mudar a loja para o espaço que (teimosamente) manteve fechado durante anos, na avenida Heróis do Ultramar.
É a vida.
Tanto dinheirinho gasto no Celeiro.
No Arquivo Municipal.
Na cadeia que agora é Museu.
Na Praça Marquês de Pombal.
No Parque de Estacionamento.
Tanta esperança depositada nisso tudo, para redundarmos num beco, onde mais uma vez se prova que não basta fazer. É preciso saber fazer. Que desenvolvimento e crescimento não querem dizer exactamente a mesma coisa, mesmo que em Pombal às vezes pareça.
E que enquanto as medidas avulso persistirem, ao invés de uma política consertada (que olhe para zona de dia e de noite), continuaremos a ter o Parque subterrâneo às moscas, como se a providência divina quisesse dizer aos senhores que sabem tudo e que nunca se enganam que aquilo foi uma asneira.


22 de fevereiro de 2010

Solidariedade


Já existem várias contas disponíveis para quem estiver disposto a colaborar na campanha de solidariedade para com as vítimas do temporal da Madeira. Esta violenta catástrofe vem lembrar que as intervenções irresponsáveis sobre o meio ambiente se pagam caras. Por muito que os políticos, como o Dr. Alberto João, o possam querer esconder...

Limpar Pombal

O projecto "Limpar Portugal" é um movimento cívico que pretende limpar todo o lixo depositado ilegalmente em Portugal, num único dia. Esta acção vai decorrer no dia 20 de Março de 2010. Nesta página, poderão encontrar mais informações cobre o que se vai fazendo no concelho de Pombal, quem participa (tantas freguesias de fora...), que tarefas se vão realizando.
Igualmente preocupante são os números já denunciados para as lixeiras ilegais, em Pombal. Já referenciaram mais de 120. Era tempo de acabar com esta praga.
De igual forma se destaca a falta de visibilidade desta iniciativa no site da Câmara Municipal de Pombal. Coloquem lá esta informação, que é relevante! Vamos fazer justiça aos prémios de cidade limpa, e tratar não apenas da "colocação de flores na rua", mas também eliminar de vez as lixeiras ilegais. Limpar Portugal tem que começar, no nosso caso, por limpar Pombal.

18 de fevereiro de 2010

A Inês é de Pombal e está entre os dez melhores do mundo



Se por acaso se cruzar por aí com ela, não se esqueça de a felicitar. Chama-se Maria Inês Leiria e consta que vai ficar falada, depois de ser finalista de um concurso mundial., em parceria com um colega da agência onde está a estagiar.

Bons exemplos

A Câmara de Pombal tem sido um bom exemplo na utilização dos meios informáticos. Mas ao nível autárquico, há também juntas que, nesse campo, não hesitam em se afirmar.

Eu, abaixo-assinado...

... tenho a concluir que isto de abaixo-assinados tende a não dar em nada. Mesmo assim, lá vou teimosamente assinando e divulgando. No Louriçal, corre no momento um que visa exigir à EDP um trato diferente à população desta freguesia. Sem motivo aparente (em dias de bom tempo, sem chuva ou vento forte), chegam a haver 15 cortes de energia num dia (e mais!), causando incómodo e estragos nos aparelhos eléctricos.
Antes disso houve um outro abaixo-assinado que eu assinei e procurei divulgar o mais que me foi possivel. Por causa da estrada (chamar-lhe "estrada" não será correcto...) que liga o Louriçal às Cavadas. São 3 kms que deviam ser cortados, já que se teima em não se reparar aquele troço. Já por lá houve de tudo: mortes, despistes com carros mandados para a sucata, três acidentes na mesma semana... o abaixo-assinado seguiu para Junta de Freguesia e Câmara Municipal. Resultado? Nenhum. Continuam os acidentes, as queixas da população que não se sente ouvida, as frases já costumeiras "fulano-tal é que havia de lá partir os queixos"...
Se nem os que estão aqui perto, e que são eleitos pelo povo, ligam aos abaixo-assinados, serão os "senhores engravatados" da EDP, lá na capital, que nos vão dar ouvidos? Ainda assim, assino e divulgo. Teimosamente!

17 de fevereiro de 2010

É quarta-feira (das cinzas talvez)


Foi-se o Carnaval - que em Pombal é vivido intensamente mas só pela calada da noite - fica o registo fotográfico de um dos grupos mais animados da cidade. São aqueles rapazes do "1º de Maio", como é conhecido o maior convívio entre benfiquistas e sportinguistas, que começa no Scó Bar e acaba num campo qualquer. Andam por aí nas casa dos trinta e integram uma geração de ouro em Pombal. E fazem crer que, afinal, esta terra vale a pena. Por causa das pessoas que cá moram. Ou há-de valer outra vez, um dia destes.
Este ano o disfarce era a sátira a uma certa equipa de futebol em dificuldades...



13 de fevereiro de 2010

O polvo à moda de Pombal


Pois que se a desgraça de uns é a alegria de outros, pergunto-me de quantas campanhas de marketing precisaria o SOL para esgotar uma edição como a desta semana. Estou em crer que isto do polvo é prato preferido de engenheiros. Só que há uns que são mais espertos que outros.

12 de fevereiro de 2010

Campeonato Nacional de Atletismo no Expocentro


A Câmara Municipal de Pombal acertou em cheio quando decidiu pela instalação da pista coberta no Expocentro. Essa infra-estrutura tem feito da nossa cidade um pólo atractor do atletismo nacional, o que só nos prestigia. Este fim-de-semana, a não perder, a final do Campeonato Nacional de Clubes (1ª e 2ª Divisões).

10 de fevereiro de 2010

Descriminação?

A rede do PomBus passa por todas urbanizações da cidade e arredores.
Por todas, excepto pela São Cristóvão! Porque será? Os moradores da São Cristóvão não pagam impostos?

O queijo suíço já cheira mal

O Correio de Pombal, na sua última edição, deu conta que o parque subterrâneo da Praça Marquês de Pombal está “às moscas”. Segundo a notícia do jornal, foram gastos cerca de um milhão de euros num parque com 68 lugares: 14706 euros por lugar. Mas, ou muito me engano, ou este valor peca por defeito pois na proposta de orçamento municipal para o ano de 2003 estavam previstos mais de 5 milhões de euros para dois parques subterrâneos.

A Câmara Municipal de Pombal estuda agora formas de aliciar os automobilistas a usar essa infra-estrutura. Para além de querer reaver o montante investido, está convencida que, se conseguir encher o buraco de carros, a reabilitação do centro histórico será uma realidade. Mas ainda alguém acredita neste tipo de argumentos?


O senhor engenheiro Narciso Mota, tão avesso às questões de planeamento e aos estudos de viabilidade económica, esbanjou o nosso dinheiro de forma displicente. Se tais estudos tivessem sido efectuados, ou se, pelo menos, tivesse dado ouvidos ao contraditório (ver, também, aqui), o executivo camarário teria ganho uma oportunidade de poupar uns milhões que tanta falta fazem para resolver as questões realmente importantes.


Não, não vou voltar a falar no saneamento básico; já tenho vergonha…

8 de fevereiro de 2010

Pregar na Freguesia

A Junta de Freguesia de Pombal já tem um projecto em que se fazem pequenas reparações a reformados carenciados (o que se louva) mas no caso de Buarcos foi-se mais longe (parte de um caminho que a minha lista gostaria de trilhar se tivesse ganho a 11 de Outubro e que, na medida do possível, será concretizado): reformados a fazer pequenas reparações. São pequenas grandes ideias que mostram o quanto os órgãos políticos, se quiserem, podem fazer a diferença.

Por cá, na passada Sexta, votou-se o Protocolo de Delegação de Competências, que entre outras coisas (quem quiser exemplar peça-me por mail), manteve Pombal com 30% do Fundo Financeiro das Freguesias, enquanto as outras 16 recebem 35%. Desde já aviso que não vou dissecar aqui (no post) a diferença. Em termos absolutos, Pombal recebe sempre mais que as outras, mas o que importa é o simbolismo de uma promessa do PSD, feita em 2005 e repetida em 2009. Se se aceitasse, sumariamente, que a Câmara dá ajudas que "compensam" a diferença de 5%, por duas vezes a lista do PSD não a teria apresentado como uma das principais promessas de campanha. Mas apresentou. E por duas vezes não a cumpriu. E para quem vier logo com a lógica do "as promessas não valem nada, fazem parte da táctica ou do jogo" apliquem esse critério a nível local e nacional, a ver se é mesmo assim.

Por isso, a actuação da bancada eleita pelo PS só podia ser votar contra, sendo considerada como uma opção radical. Não creio. Nem se reconduz a tácticas ou a estratégias. Dissémos durante a campanha o que queríamos: uma junta que se afirmasse. E a opção que a actual Junta tomou não podia ser por nós sancionada.

Governos Civis: asilo de desempregados políticos

Fora da classe política ninguém encontra justificação plausível para a existência dos Governos Civis. No pós-25 de Abril tiveram alguma justificação, utilidade e credibilidade porque foram um instrumento de descentralização da administração central, e, também, porque os cargos eram, normalmente, ocupados por políticos em final de carreira ou por figuras regionais de prestígio, o que lhes conferia alguma dignidade e respeitabilidade.
Agora nada disso se passa. Os governos civis deixaram de ter missão e campo de acção que justifique a sua existência, porque foram esvaziados, e bem, de atribuições. Consequentemente tornaram-se estruturas balofas, cujos cargos são ocupados por figuras menores, desempregados políticos sem curriculum e sem prestígio, que se limitam a andar de cerimónia em cerimónia a propagandear banalidades e a tecer uma teia de interesses e dependências.
Acabar com os governos civis e com a classe política que por lá gravita deveria ser um imperativo democrático. Tornaria a administração pública mais limpa e os partidos políticos mais democráticos.

5 de fevereiro de 2010

O regabofe dos subsídios

Um dia destes, o presidente de uma das maiores associações do concelho ilustrou, perante um vasto número de pessoas, de forma clara, a politica de subsídios da CMP. Contou ele que a sua associação resolveu realizar um pequeno evento. Quando discutiam o respectivo orçamento um dos dirigentes sugeriu que se pedisse um subsídio à câmara. Ele disse que não valia a pena porque se tratava de um pequeno evento, a associação tinha dinheiro e, na ideia dele, a câmara não subsidiava aquilo. O tal dirigente insistiu na ideia de pedir o subsídio, segundo ele, não se perdia nada em tentar, e, como ele conhecia bem um vereador, poderia fazer, informalmente, o pedido. Passados uns dias o dirigente informou a direcção da associação da sua demarche e comunicou-lhes que o vereador não se comprometeu com o subsídio mas disse que ia ver o que se podia arranjar. Apesar disto, as expectativas da direcção da associação continuaram baixas, quando muito aspiravam a receber cem ou duzentos euros. No entanto, qual não foi o espanto quando, passado pouco tempo, receberam a notícia que lhes tinha sido atribuído um subsídio de mil euros!
O presidente da tal associação resumiu a situação assim: não precisávamos de subsídio e, mesmo assim, a câmara deu-nos um que pagou o evento e ainda ficámos com cerca de duzentos cinquenta euros em caixa.
Decididamente, este executivo não pára de nos surpreender. Para pior!

2 de fevereiro de 2010

Pombal, Concelho com História

Aquilo que se estava a fazer à Igreja do Cardal (um caterpillar a entrar por lá adentro poderia até fazer muitos espíritos jacobinos rejubilar), é, independentemente de quem é dono do edíficio, inaceitável que estivesse acontecer. Mas pelos vistos, o IGESPAR já travou as obras e há relatos, interessantes até, dos ossos que para lá andavam espalhados. Eu nem vou pela componente do respeito pelos mortos (embora seja pertinente), mas da forma como se intervém num monumento daquela natureza (mas temos sempre o Castelo e outras questões que levantarei em tempo). Agora que um saque, à falta de melhor expressão, terminou, esperemos que se perceba que o património nem para deixar cair nem para tratar à martelada. Digo eu.

Enquanto isso, deixo a sugestão para o titular do pelouro da Vereação da Cultura: defina qual a política que pretende seguir em termos de preservação de património. Podemos (aparentemente) não ter muito, mas seja como for deveríamos saber tratá-lo. Por outro lado, o silêncio que se fez sentir, com a excepção de uma ou outra notícia, mostra que teimamos em passar ao lado destas questões. Compreendo que não sejam prioritárias, mas nunca deixarão de ser importantes.

1 de fevereiro de 2010

Ao sabor do vento

Há primeira vista, parecia que a CMP considerava a ligação de Pombal à Região de Turismo Leiria – Fátima (RTLF) um decisão estratégica, logo de longo prazo. Assegurou até a entrada de um dos seus vereadores na respectiva direcção. Mas, passados poucos meses, bastou que uma das novas vereadoras tivesse passado por uma feira de promoção da região e não tivesse gostado do stand para que Narciso Mota esteja a ponderar abandonar a RTLF.
Incompetência do vereador e dirigente da RTLF ou capacidade de persuasão da nova vereadora?

Um jornalista que é um problema para um engenheiro

O artigo que Mário Crespo assina na página do Instituto Sá Carneiro deveria ficar para os anais do jornalismo. E ser lido em voz alta por muito boa gente. Até o interiorizarem. Deveria ter sido publicado no JN de hoje. Mas não foi.

O Fim da Linha
Mário Crespo


Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.