
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
28 de maio de 2010
Quem vê caras...

26 de maio de 2010
O Vazio
É o descrédito e o vazio (quase) completo.
Assim o quiseram, assim o têm.
Para eles melhor assim…
25 de maio de 2010
Faltam 3 anos, mas nunca se pode ser demasiado cauteloso...
Tende Misericórdia(s) do Beat
Volta a ser no Lusitano (pelos vistos deixou de ser Noite Mia e voltou ao nome de origem) e pronto. Percebe-se, pela fotos colocadas na página disponibilizada aos fãs, que a esplanada do jardim é...do Beat. Vai-se a ver e o Beat ainda pode engolir o Bodo. Hum?
Maré baixa...na cultura
Fica-me um amargo de boca se as marchas acabarem, outra vez. Porque cortar-lhes a regularidade é assinar a sentença de morte, de que resssuscitaram nos inícios dos anos 90, pela mão de dois pombalenses dedicados. E ficam-nos a todos memórias de enchentes na cidade, de mobilização. Mesmo que também fiquem registos (escandalosos) de marchas que se transformaram em colectividades para presidente ver, em vez de nascerem de alguma colectividade. Depois finaram-se, claro.
Maré alta... no desporto
24 de maio de 2010
Nós por cá
Iiiiiiiiiiiiiins-ti-tu-too!
Só o Faraó tem alma!
18 de maio de 2010
É primavera, o sol brilha, os passarinhos cantam e Pombal tem museus muito visitados
..."Entre Maio de 2009 e Maio de 2010, verifica-se que o Museu Marquês de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa registou um aumento significativo na afluência de público aos Museus Municipais, comparativamente aos anos precedentes. O Museu Marquês de Pombal registou 5677 visitantes e o Museu de Arte Popular Portuguesa registou 5836 visitantes, que visitaram os referidos espaços museológicos, de segunda a sexta-feira e ao longo de 20 fins-de-semana em que os Museus abriram as suas portas ao exterior.
Verifica-se que o público português aumentou, incluindo o do concelho de Pombal e que, a par dos estrangeiros mais comuns (França, Brasil e Espanha), se verificaram visitantes com novas nacionalidades, nomeadamente, vindos da Austrália, Bélgica, Polónia, Itália, Rússia, República Checa, Holanda, Irlanda, Venezuela, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha.
Durante este período, observou-se um maior interesse por parte dos pombalenses, que se reflectiu na maior afluência de visitantes, relativamente às actividades promovidas pelos Museus, nomeadamente exposições, dramatizações, recriações e outras actividades de carácter lúdico-pedagógicas".
Agora, atente-se:
..."No que respeita à caracterização do público mais comum nestes espaços culturais, destacou-se o público escolar e o público sénior, utentes de IPSS".
Regozijamo-nos todos com o aumento do nº de visitantes, sim. Mas talvez não fosse pior que o pelouro da Cultura da Câmara (!), ao invés de embandeirar em arco com estes números, pensasse em formas de conquistar outros, como aquele que trabalha durante as horas em que as crianças e os reformados lá vão. Indo ao encontro desta iniciativa, por exemplo.
ps: parece que o de Arte Sacra está agora em banho maria. Não se percebe. Com tanto público ávido...
Meia-Maratona de Pombal
17 de maio de 2010
EDP

13 de maio de 2010
A 13 de Maio, na Cova da Iria
O vereador Diogo Mateus, o provedor da Misericórdia, Joaquim Guardado e...mais umas senhoras. Abençoados sejam.
Nem só de "dizer mal" vive o Farpas!
12 de maio de 2010
2 em 1!
11 de maio de 2010
Ainda João Coucelo e as grandes causas.
Mota Pinto, agora estudado!
A vida para além do Futebol e de Fátima
Limitar o endividamento do Estado implica saber planear e fazer as obras que sirvam para algo e não apenas para ostentar uma placa. Fomentar o emprego implica ter uma política fiscal municipal com pés e cabeça, bem como saber onde se quer posicionar determinada localidade para conseguir atrair investimento que crie emprego (de preferência longe de redes de interesse). Justiça Social implica que se ajude quem precisa mesmo, sejam pessoas individuais ou colectivas que possam trazer um benefício à vida comunitária e não apenas em função de interesses residualmente locais. Fomentar a saúde, a cultura, a formação e a educação, implica garantir serviços com critérios de qualidade ou, naqueles que de nós não dependem, garantir que não somos enteados da Administração Central. Ser co-responsável, implica além disso, ouvir os outros, governar e fazer oposição com respeito pelos princípios de uma política responsável, colocando o bem público acima de qualquer outro interesse.
Agora, descubra as diferenças entre a teoria e a prática.
9 de maio de 2010
4 de maio de 2010
Boatos que andam por aí, vejam só
2. Que o tal programa da Rádio Cardal anda...embrulhado, por causa de umas legítimas alterações no quadro de recursos humanos, com possibilidade de algum mercado de transferências, não para a quase-ressuscitada Clube, mas o Largo do Cardal. Vejam só, as coisas que se inventam.
3. Que a Rádio Clube (que ainda existe, pelos vistos), agora presidida pelo super-presidente e nosso prezado amigo Rodrigues Marques, vai ressuscitar com todo o esplendor e assegurar o som das festas do Bodo. Image-se, se isto tem cabimento.
4. Que a Igreja da Misericórdia vai ser transformada em Museu de Arte Sacra, porque o Museu do Marquês tem tanta actividade que, está visto, Pombal encontrou aqui a vocação turística. É o fim da picada.
As coisas que se dizem. Francamente.
30 de abril de 2010
O nome da escola secundária de Pombal é...
Só por curiosidade, registe-se o "score" numa espécie de blog da Assembleia Municpal (já me tinham dito que os blogs são muito apreciados nos paços do concelho): Menezes Falcão - 4 x Resto do Mundo - 0.
A propósito de obras
Centro de Negócios no Centro Histórico? Depois de um buraco (em todos os sentidos) chamado parque de estacionamento, de um edifício do Arquivo que precisa de ser ampliado, é esta a ideia para dinamizar aquela zona. Aqui já me posso afastar da ideia do CE Mota Pinto. Mas exactamente o que vai ser o Centro de Negócios? Uma incubadora? Um ponto de encontro para empresários? Um auditório? Um centro de informação? E para tudo isto já não há espaços subaproveitados? Ou é apenas para não se dizer que "só" se vai construir um novo edifício das Finanças - obra que considero justificada, atenção. Moral da História: enquanto houver por onde fazer, faça-se. Depois planeie-se. O que não quer dizer que seja má ideia, dava jeito era perceber o que se quer: se é obra para que pessoas criem riqueza, venha. Mas, naquela zona, a começar, começava pela Casa Mortuária.
Escola Secundária de Pombal. Pediu-se a opinião (felizmente) não vinculativa à Assembleia Municipal. Entre ter nome ou não ter, que não tenha. É de Pombal, ponto. Parágrafo, tendo, use-se um exemplo: Salgueiro Maia.
Nota mental
26 de abril de 2010
Avanço não avanço
PS: … Há quem diga que não querem política nem assuntos polémicos! Será?
A pérola deste Abril
Do que li, fiquei particularmente intrigada com "o alheamento da juventude face à política".
Olhe que não, senhor presidente.
Se olhar bem para dentro da Câmara que habita desde 1993, pelo menos em Pombal podemos concluir que a juventude tem-se interessado bastante pela causa, a avaliar pelas equipas que compõem a vereação. Depois há ainda toda essa malta gira e nova que pulula pelos diversos serviços. Bem vistas as coisas, se calhar não se interessam nada com isso. Mas votam, e isso é que é importante.
ps: Por falar em juventude. Alguém me pode explicar quem é a rapariga ruiva que aparece caricaturada na última página do Correio de Pombal desta semana? Hum? E vai tomar conta de que museu? Do de Arte Sacra, que anda a ser cozinhado?
25 de abril de 2010
25 de Abril, sempre!
Dois anos de Farpas
Foto de 1 de Maio de 1974. Largo 25 de Abril, PombalFoi por isso que nos juntámos num blogue. Faz hoje dois anos.
21 de abril de 2010
20 de abril de 2010
Louriçal, terra afamada
19 de abril de 2010
Distrito competitivo?
Em 2009, o saldo da Balança Comercial do distrito de Leiria foi positivo em 214.644 milhares de Euros. Isto mostra que o distrito, no geral, é competitivo? Não, porque dois dos dezasseis concelhos – Marinha Grande e Leiria – são responsáveis por 54% das exportações. Mas a Marinha Grande confirma, mais uma vez, que é o concelho mais dinâmico e competitivo do distrito: é responsável por 28% das exportações e por 99% do saldo do comércio externo do distrito! Incongruências
Talvez tenham ficado surpreendidos com a proposta do PS de subsídio à natalidade, e reagiram com contundência porque querem ter o exclusivo da coisa. Mas no fundo acham bem subsidiar a natalidade, e praticam-no, nomeadamente em Abiul.
Não se admirem, portanto, que daqui a uns tempos, quando a coisa arrefecer, o PSD faça aprovar, na câmara, um subsídio à natalidade.
16 de abril de 2010
O PS mudou
Os desastrosos resultados eleitorais impunham alguma mudança, mesmo que seja para tudo ficar na mesma. Mas o problema é que mudar por mudar pode nada significar e nada ajudar à credibilização de uma alternativa, nomeadamente se a mudança se limitar a trocar um estilo contestatário e critico (mas consistente) do poder instalado por uma acção política baseada em propostas populistas e demagógicas.
O eleitorado não é tão estúpido como alguns o julgam, e a última coisa que as pessoas estarão à espera de ver é o PS rendido á politica do subsídio que tanto criticou nos últimos anos.
Passar pela crise "a voar"!
15 de abril de 2010
Natalidade ou fatalidade?
O PSD rejeitou a proposta com o argumento de que esta fomentaria gravidezes indesejadas e responsabilizou o PS pela redução da natalidade com a descriminalização do aborto e o casamento homossexual.
Decididamente, nascer, aqui, pode ser uma fatalidade.
"Não preciso nem dizer..."
13 de abril de 2010
Mota Pinto, a homenagem que aí vem
Quando aqui escrevi isto, vai para dois anos, ainda cá estava o Manuel Carteiro, esse pombalense de mão cheia que era verdadeiro amigo de Mota Pinto, que lhe cedeu a mesa da sala para que o professor pudesse escrever o discurso de tomada de posse. Era um pedaço importante da memória de Pombal. Desapareceu há alguns meses. Uma das medalhas deveria ser dele, por direito.
12 de abril de 2010
PS é PS!
9 de abril de 2010
As barreiras da vergonha!
Temos no Louriçal, na Estrada Nacional n.º 342, umas barreirasde grande dimensão que guardam um buraco na estrada. Este aparato deve-se a um problema ainda não resolvido, naquela via, e que resulta de uma falha na estrutura do pontão. Já lá vão mais de 6 meses! Sabe-se que o IEP já chegou à conclusão que deve levar um pontão novo, só que ainda não passaram das palavras aos actos.
Eu alerto-vos para a perigosidade da situação. Esta estrutura rouba uma das duas faixas de rodagem, fazendo com que os carros tenham que passar apenas um de cada vez. Só que os que devem ceder prioridade (os que se apresentam vindos do lado de Soure) não conseguem saber se podem ou não avançar, porque a curva lhes retira a visibilidade do trânsito vindo do lado de Pombal (ou da Figueira).
Na minha opinião, estes 6 meses com esta situação absurda comprovam a completa falta de respeito que existe dos poderes mais centrais (todos!) em relação às franjas. Não me venham com as "tretas" de empurrar responsabilidades (que é responsabilidade do IEP, que a CMP não pode mexer, blá-blá-blá...), porque aquilo que eu tenho a certeza é que se esta pouca vergonha se passasse na cidade de Pombal, já estaria resolvida. E eu, que não me acho um "pombalense de segunda", acho mal. Acho muito mal, mesmo!
8 de abril de 2010
Louriçal mediático
Só se este estudo também não presta!
Este nosso Portugal
Obras
6 de abril de 2010
José Silva
beat, beat, beat...beat laranja?
Também estranhámos a ausência da direcção da APEPI. Estranhámos muito, muito, muito.
E do staff da Câmara (andavam por lá dois vereadores, mas pareceu-me que estavam ambos "à paisana", a avaliar pela descontracção).
A festa tinha o dedo, a mão, enfim, toda a alma de JVV, como muito bem fez notar um cartoon publicado no Correio de Pombal de há duas semanas (que por não ser assinado, presumimos que é da responsabilidade da direcção do jornal). Ainda um dia se há-de reconhecer o carisma solidário deste rapaz, que (diz que) conseguiu em poucas horas resolver um problema que a Câmara andou a "mastigar" durante meses: um espaço para a loja social. Certamente que D. Teresa Silva que lhe há-de ficar agradecida.Vai ser ali dentro do complexo Intermarché.
Com menos cantigas, já Rodrigues Marques levou uma loja dessas para Albergaria dos Doze. Porque nem todos os pintos precisam de alarido para sair da casca ;)
O melhor beat é aquele que traz a Pombal o Zé Pedro, mítico guitarrista dos Xutos. Bem haja, JVV.
1 de abril de 2010
O fim do Farpas!
Apesar de ser (este blog) um espaço de grande visibilidade e com reconhecidos méritos informativos, a Câmara Municipal não respondeu afirmativamente à nossa pretensão, sufocando por isso, em termos financeiros, a manutenção deste espaço de democracia.
Por esta razão, é com grande pesar que anunciamos que este espaço irá ser encerrado, não se mantendo sequer em arquivo.
Ele insiste...

Parece senso comum e, para a maioria dos europeus civilizados, até é. Em Portugal é que parece que não. Principalmente quando somos governados por um partido que tem o clientelismo político no seu ADN.
31 de março de 2010
Louriçal leonino!
29 de março de 2010
Partidos & colados
Entretanto, na Luís Torres, os tempos também não andam meigos. Consta que a isso se deve o estratégico afastamento de Rodrigues Marques deste nosso são convívio, pois que o outro engenheiro não gosta muito da brincadeira quando vê o nome desse amigo atirado para a possível sucessão. Estranhei o número de votantes (77) nas directas da semana passada. Julguei mesmo que Pombal registara não apenas a excepção nos resultados (o único concelho onde Rangel ganhou), como também na abstenção. Ledo engano. Afinal, há apenas 124 militantes inscritos. É só conferir os resultados. E comparar com Ansião, por exemplo. Valemos muito pouco no bolo distrital, e (agora) menos ainda no nacional.
28 de março de 2010
Ainda as Obras na Urb. São Cristóvão
2013 é já ali ao lado
Escolhas são escolhas, sempre legítimas e democráticas, mas esta disputa não sendo ideológica, era sobretudo táctica, tendo em vista uma estratégia: conseguir chegar ao poder. Houve quem o visse e quem o concretizasse, mas por um, não foram a maioria em Pombal. Se calhar 2013 ainda está muito longe.
26 de março de 2010
O meu modelo das festas
Ficam algumas ideias. Se fosse eu, seria assim o Bodo!
25 de março de 2010
Se o meu Castelo falasse...
Já quanto às obras, no fim veremos o que resultará, sendo certo que já se vislumbra a esplanada no lado esquerdo do Castelo (quem olha de cá de baixo). Restará saber como é que a decoração a betão vai resultar no final. A bem da requalificação, pois claro.
Nós e os outros
(..) após ter sido limpa a lixeira PBL M-6, de onde foram retiradas, no dia 20 de Março de 2010, 53,880 toneladas de lixo, e colocada uma placa a proibir a colocação de lixo, houve alguém que teve a amabilidade de no dia de ontem colocar mais uma carrada de lixo...
Muitas vezes disse que os políticos não são cá deixados por um OVNI, "emergindo" antes de uma sociedade que, muitas vezes, se esquece de elementares regras de exigência, civismo e responsabilização. Os imbecis que gozaram com o esforço de quem achou que devia limpar, para além da sua violação consciente da Lei, devem ser os mesmos que numa qualquer mesa de café vociferam contra quem manda neste País (no geral) e as Leis que temos. Independentemente da legitimidade de vociferar à mesa do café, o que é certo é que este é um episódio que mostra bem que uma sociedade civil funcional não é imposta de cima para baixo (sob pena de entrarmos em campos de engenharia social), mas sim de baixo para cima. Haja é vontade de exigir a nós próprios o que exigimos aos outros. E respeitar o trabalho e esforço dos outros. E evitar estas vergonhas.
24 de março de 2010
Plano de Prevenção da Corrupção
O plano é um simples pró-forma, composto, nomeadamente no que se refere às medidas, por um conjunto de banalidades, redundâncias, não-medidas e muitas intenções (“melhorar o planeamento”, “assegurar/melhorar o controlo”, “garantir o cumprimento da lei”, …) que demonstra que não se pretende atacar o problema mas tão-somente responder à exigência legal de ter um plano.
Não deixa de ser sintomático que o plano se limite a identificar os riscos de corrupção associados às actividades dos funcionários/técnicos e não ataque a principal fonte de corrupção nas autarquias: o poder político.
A nascente da corrupção não estará, também, na assumpção do princípio: “Se não formos nós a ajudar os nossos quem é que os ajuda?”.
Buracos
23 de março de 2010
Vitória histórica

A Limpeza
22 de março de 2010
A rolha autóctone!
21 de março de 2010
O Baile dos Bombeiros
A maioria dos presidentes de junta já não deve ter grande coisa para fazer, pois que ficaram expressos (e filmados, que o engº Marques não brinca em serviço!) os dotes de dançarinos. E aqueles passos ensaiados não se aprendem no arraial de verão.
Agora o que realmente me intrigou não foram as presenças, mas as ausências. Dos bombeiros. Que eram, afinal, a génese do evento. Haverá fogo?
19 de março de 2010
Nós no Público

Dia L

18 de março de 2010
Milagre de São Rangel
Viagens na minha terra
Correspondi ao convite, que publicamente registo e agradeço (uma atitude rara por parte de quem é visado em críticas públicas), e lá parti para uma visita completa à principal Igreja da Cidade e à procura de algumas respostas para dúvidas que entendia serem legítimas. Foi-me explicada toda a intervenção planeada e, no geral, não sendo eu técnico, não vi ali motivos de reparo.
Mas mantinha-se a questão do chão e das mexidas que lhe foram feitas, com a remoção do mesmo para a instalação do piso radiante. Note-se que esta era a questão que maior estranheza causou em Pombal: a intervenção num chão onde haveria, supunha-se, enterramentos. Tendo sido constatadas a existência de ossadas no início da remoção, houve a imposição de interroper a obra para que técnicos analisassem a questão. E pelos vistos, a opinião técnica, pese embora emitida sempre depois do início da intervenção, é de que não se verifica impedimento para a continuação das obras. Só é pena a forma como tudo se passou, quando uma intervenção acompanhada do início impediria esta situação.
Prevenção e água benta, se me permitem a brincadeira... e nada disto teria acontecido. No fundo não é pedir muito e quero crer que no futuro, não haverá intervenção deste tipo que não seja devidamente acompanhada, prevendo-se ou não logo na Lei essa necessidade, atendendo à natureza do sítio onde se intervém.
15 de março de 2010
À Lei da Rolha
12 de março de 2010
No melhor pano...
Se quisermos discutir, a sério, a organização administrativa do Estado, então é necessário falar de concelhos e freguesias que, numa lógica de racionalização, têm de ser repensadas. Agora colocar as remunerações dos eleitos (sublinho eleitos) ao nível de uma qualquer nomeação política é uma nódoa que cai num, apesar de tudo, bom pano.
11 de março de 2010
Semente

A notícia já não é nova: é conhecida desde o dia 30 de Outubro de 2009. Mas, nessa altura, distraído como sou, não me apercebi. No entanto, ontem decorreu a sessão de de entrega de prémios na FIL e, desta vez, estive mais atento.
Os meus parabéns a todos os que têm contribuído para a qualidade e o merecido sucesso da publicação.
10 de março de 2010
Mega executivo
Mas já agora, com tantos vereadores a tempo inteiro não era tempo de o presidente distribuir a maioria dos seus pelouros pelos vereadores de forma a dar-lhes trabalho, responsabilidade e autonomia. Senão, cai-se no ridículo de ter vereadores que representam um encargo superior ao orçamento de investimento que lhes foi atribuído.
Da Série Frases que nos fazem pensar... no volume da gargalhada a dar
Não sendo eu um adepto da regulamentação hiperactiva (essa sim merecedora de punição penal), há que convir que no caso em apreço, e mesmo que não se enverede por uma questão de criminalização, todos sabemos bem o que, de norte a sul, do interior ao litoral, tem sido feito com flagrante desrespeito pelo património natural, histórico, particular ou por mero interesse financeiro ou ainda por qualquer influência mal explicada. Casos extremos? Como dizia um ilustre colega, contas essa lá no posto.
Voluntariado

9 de março de 2010
Era bom que fizéssemos alguma coisa sobre o assunto
Moral da história: falta não só uma política cultural relacionada com o Património como um instrumento da sociedade civil que ajude na divulgação e fiscalização. Neste último capítulo chegamos a ter até duas associações, ambas, neste momento, em coma. Aceitam-se voluntários para ajudar em actos de renascimento.
O post(e) do semáforo!
Boas Notícias?
Muito se pode dizer sobre esta notícia. Uma tem a ver com uma recomendação da própria Assembleia da República sobre a gestão do QREN. Outra sob a forma como este dinheiro será efectivamente gasto. Mas a mais importante é saber, no caso concreto de Pombal, que fatia é que se conseguirá ir buscar e para que investimentos?
8 de março de 2010
entre as mulheres
Mas ainda acho que isto não é vida. Que não é impunemente que nos desdobramos entre a casa, o trabalho e o resto.
De modo que não gosto de ver este dia transformado numa noite de carnaval, em que os restaurantes servem ementas para mulheres "à solta". Talvez fosse importante canalizarmos alguma dessa (muita) energia para mudarmos as mentalidades. Porque o paradoxo é este: queimaram-se tantos soutiens, foi uma guerra pela direito ao trabalho, e hoje as mulheres portuguesas têm essa medalha para gerir, ao peito. E uma grande maioria dava tudo para ter tempo de experimentar receitas e cuidar dos filhos. As voltas que isto dá.
6 de março de 2010
Discriminação solucionada
Mais vale tarde do que nunca, senhor presidente. A discriminação é um comportamento muito feio, nomeadamente quando feito em relação às mulheres.
Continue a ler o Farpas e a seguir os seus reparos. E não se importe com a oposição. Como diz o povo: “os cães ladram e a caravana passa”.
5 de março de 2010
Underground VII, a arte e a música na ADAC
1 de março de 2010
Escola Secundária de Pombal, ou...
Assembleia Municipal
27 de fevereiro de 2010
Canalhice
Nos últimos tempos, as obrigações familiares têm-me forçado a seguir as peripécias do futebol infantil. Parece que no departamento de formação do principal clube cá da terra – o SCP – as coisas não correm bem, reina grande insatisfação em vários miúdos e pais. Até aqui, apesar de tudo, tudo compreensível e aceitável. Não deixa de ser normal a insatisfação de alguns num universo de dezenas ou centenas. O que é anormal e totalmente incompreensível é não deixarem partir aqueles que estão profundamente insatisfeitos. Estamos a falar de crianças, merecem ser felizes noutro clube. Logo, só pode ser canalhice, com as crianças e os pais, e uma mancha na imagem do clube. 26 de fevereiro de 2010
Cineteatro com programação de qualidade!
23 de fevereiro de 2010
A lenta agonia da zona histórica

22 de fevereiro de 2010
Solidariedade

Limpar Pombal
18 de fevereiro de 2010
A Inês é de Pombal e está entre os dez melhores do mundo

Bons exemplos
Eu, abaixo-assinado...
17 de fevereiro de 2010
É quarta-feira (das cinzas talvez)
13 de fevereiro de 2010
O polvo à moda de Pombal
12 de fevereiro de 2010
Campeonato Nacional de Atletismo no Expocentro

10 de fevereiro de 2010
Descriminação?
Por todas, excepto pela São Cristóvão! Porque será? Os moradores da São Cristóvão não pagam impostos?
O queijo suíço já cheira mal
A Câmara Municipal de Pombal estuda agora formas de aliciar os automobilistas a usar essa infra-estrutura. Para além de querer reaver o montante investido, está convencida que, se conseguir encher o buraco de carros, a reabilitação do centro histórico será uma realidade. Mas ainda alguém acredita neste tipo de argumentos?
O senhor engenheiro Narciso Mota, tão avesso às questões de planeamento e aos estudos de viabilidade económica, esbanjou o nosso dinheiro de forma displicente. Se tais estudos tivessem sido efectuados, ou se, pelo menos, tivesse dado ouvidos ao contraditório (ver, também, aqui), o executivo camarário teria ganho uma oportunidade de poupar uns milhões que tanta falta fazem para resolver as questões realmente importantes.
Não, não vou voltar a falar no saneamento básico; já tenho vergonha…
8 de fevereiro de 2010
Pregar na Freguesia
Por cá, na passada Sexta, votou-se o Protocolo de Delegação de Competências, que entre outras coisas (quem quiser exemplar peça-me por mail), manteve Pombal com 30% do Fundo Financeiro das Freguesias, enquanto as outras 16 recebem 35%. Desde já aviso que não vou dissecar aqui (no post) a diferença. Em termos absolutos, Pombal recebe sempre mais que as outras, mas o que importa é o simbolismo de uma promessa do PSD, feita em 2005 e repetida em 2009. Se se aceitasse, sumariamente, que a Câmara dá ajudas que "compensam" a diferença de 5%, por duas vezes a lista do PSD não a teria apresentado como uma das principais promessas de campanha. Mas apresentou. E por duas vezes não a cumpriu. E para quem vier logo com a lógica do "as promessas não valem nada, fazem parte da táctica ou do jogo" apliquem esse critério a nível local e nacional, a ver se é mesmo assim.
Por isso, a actuação da bancada eleita pelo PS só podia ser votar contra, sendo considerada como uma opção radical. Não creio. Nem se reconduz a tácticas ou a estratégias. Dissémos durante a campanha o que queríamos: uma junta que se afirmasse. E a opção que a actual Junta tomou não podia ser por nós sancionada.
Governos Civis: asilo de desempregados políticos
Agora nada disso se passa. Os governos civis deixaram de ter missão e campo de acção que justifique a sua existência, porque foram esvaziados, e bem, de atribuições. Consequentemente tornaram-se estruturas balofas, cujos cargos são ocupados por figuras menores, desempregados políticos sem curriculum e sem prestígio, que se limitam a andar de cerimónia em cerimónia a propagandear banalidades e a tecer uma teia de interesses e dependências.
Acabar com os governos civis e com a classe política que por lá gravita deveria ser um imperativo democrático. Tornaria a administração pública mais limpa e os partidos políticos mais democráticos.
5 de fevereiro de 2010
O regabofe dos subsídios
O presidente da tal associação resumiu a situação assim: não precisávamos de subsídio e, mesmo assim, a câmara deu-nos um que pagou o evento e ainda ficámos com cerca de duzentos cinquenta euros em caixa.
Decididamente, este executivo não pára de nos surpreender. Para pior!
2 de fevereiro de 2010
Pombal, Concelho com História
Enquanto isso, deixo a sugestão para o titular do pelouro da Vereação da Cultura: defina qual a política que pretende seguir em termos de preservação de património. Podemos (aparentemente) não ter muito, mas seja como for deveríamos saber tratá-lo. Por outro lado, o silêncio que se fez sentir, com a excepção de uma ou outra notícia, mostra que teimamos em passar ao lado destas questões. Compreendo que não sejam prioritárias, mas nunca deixarão de ser importantes.
1 de fevereiro de 2010
Ao sabor do vento
Incompetência do vereador e dirigente da RTLF ou capacidade de persuasão da nova vereadora?
Um jornalista que é um problema para um engenheiro
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.








