20 de julho de 2010

De quem é a culpa?

Um funcionário da Câmara roubou-nos, de forma continuada, durante meses, sem que, aparentemente, mais ninguém se tivesse apercebido. Além disso, pelo que li, a fraude só foi detectada por mero acaso. Como é possível que tal situação tenha ocorrido, sabendo nós como são apertados os mecanismos de controlo existentes na gestão dos dinheiros públicos?

É urgente apurar todas as responsabilidades deste enorme escândalo. Ficaria muito surpreendido se o Eng. Narciso Mota e a sua equipa - os verdadeiros responsáveis pela gestão autárquica - continuassem com condições para presidir aos destinos da Autarquia.

Momentos

Hoje, dois funcionários da PMUGest a recolher as moedas do parquímetro!

desfalque report #3

Depois de ouvido toda a manhã e início da tarde de hoje, o principal suspeito do desfalque fica a aguardar julgamamento em prisão preventiva.
A rapariga brasileira (que o trasnportou para Leiria ontem e que foi igualmente detida pela PJ), está em liberdade, com termo de identidade e residência.

Desfalque report #2

Remeto também para os comentários do Miguel Sopas, onde são levantadas e bem, todas as questões e mais alguma que interessava ver respondidas. Pelo menos, que interessam aos cidadãos que se preocupam com a gestão criteriosa do bem público.

desfalque report #1

Depois da meia noite, o principal suspeito (entretanto detido em Leiria, à hora de almoço) continuava a ser ouvido no Tribunal de Pombal. Afinal, havia outros.

19 de julho de 2010

É tudo normal em Pombal ocidental?

Só em Pombal é que o suspeito do desfalque dá uma entrevista à rádio, em tom pesaroso, como quem foi enganado pelo além.
Só aqui é que, perante isto, a oposição se mantém caladinha.

O que realmente interessa

Dúvida: já se participou ao Banco de Portugal da conduta danosa do Banco que permitiu as transferência anómalas?

O ridículo da pergunta que fiz é para frisar exactamente os dois pontos que interessam e aquele que não interessa. Começando por este, o Banco é um personagem menor e, apenas se houvesse conivência de alguém do seu interior, justificaria ser chamado ao drama. Como não há, não interessa para o cerne da questão.

Os dois pontos de interesse: o alegado responsável, mesmo que tenha confessado, é sujeito de um processo judicial. Também o é de um disciplinar, mas isso são outros quinhentos. E no processo judicial é a Justiça que tem de apurar quais os crimes efectivamente cometidos, o grau de responsabilidade e, se for caso disso, as penas. É um caso de polícia, ponto final.

O outro ponto de interesse: como é que afinal a Câmara funciona? Quais os mecanismos que permitem que um funcionário faça movimentos, ao que se indica, avultados, sem qualquer tipo de controlo? Qual é a hierarquia que deixa que isto aconteça? Como é que alguém está em posição de aceder a várias contas e fazer o que fez? Admito que faltam dados (e nem o próprio sabe dizer quanto desviou - palavras do próprio) mas para já há duas alternativas: ou se chuta a responsabilidade para fora (foi o malandro do Banco) ou se apuram, dentro, quais os responsáveis. Pelos factos e pelas condições que levaram aos factos. E não me venham dizer que é normal um funcionário ter acesso a tanta coisa, sem mecanismos de controle. Não é uma questão de desconfiança, é de controle, de gestão. Mas seguramente que há muita gente que conhecendo a orgânica da admininistração local pode esclarecer este e outros pontos.

E não restem dúvidas: o desfalque é caso de polícia. Mas a gestão administrativa e funcionamento da Câmara é um caso de importância capital para perceber as falhas de uma administração que se reputa de uma solidez a toda a prova. Aconteceu o que aconteceu porque não havia condições de controlo. Podemos pôr a cabeça na areia e ficarmo-nos pelo óbvio (concentrando baterias nalguém que será responsabilizado), irmos para o plano do surreal (e chamar o banco à colação já) ou então perguntar: mas afinal que diabo se passa dentro daquela casa.

Afinal, na altura da Auditoria da PombalViva, um vereador (e bem) dizia que havia cheques de determinado valor que nem ele, noutras funções, assinava sozinho. Como é possível deixar que o sistema funcione assim, de forma a que alguém faça o que fez? Essa é a questão que interessa, com outros complementos, obviamente. O resto é mera cortina de fumo.

18 de julho de 2010

Desfalque consentido

Com os factos conhecidos, nomeadamente os fornecidos pelo ilustríssimo e sempre muito bem informado Rodrigues Marques e pelo autor confesso*, é possível afirmar que o desfalque de muitas centenas de milhares de Euros (ainda ninguém conhece o verdadeiro montante, nem câmara) é um crime consentido (pelo sistema). Isto porque o crime foi perpetrado ao longo de vários meses e sem ninguém o detectar.
Deixemos então para a justiça o apuramento das responsabilidades e a condenação, ou não, do(s) autor(es) (em princípio um) do desfalque. Para este espaço de cidadania este pormaior pouco ou nada importa. A única coisa que realmente interessa, sob o ponto de vista do interesse público, é a análise da forma como são geridos/controlados os dinheiros públicos.
E neste aspecto, confesso desde já: estou surpreendido. Sempre achei que as empresas municipais serviam, essencialmente, para quebrar os mecanismos de controlo dos dinheiros públicos. E a PombalViva demonstrou-o completamente. Mas sempre pensei, também, tal como as direcções do PS, que a câmara controlava com rigor os dinheiros públicos. Estava enganado. Mais uma vez se prova que, ás vezes, a realidade ultrapassa todas as congeminações que possamos fazer acerca das instituições e/ou das pessoas que as dirigem.
E assim se desmonta a gestão rigorosa e por objectivos que tanto apregoavam!
* Adenda à versão inicial

17 de julho de 2010

Reunião de emergência na CMP


Anda escândalo no ar. Fala-se em grande desfalque. As fechaduras da câmara, pelos vistos, já foram mudadas.
Como diz o povo: casa roubada trancas na porta.

16 de julho de 2010

Ou há moralidade ou comem todos...

Presidente da câmara de Pombal suspende aprovação de subsídios

“Hoje, não há aprovação de subsídios para ninguém!”, revelou o autarca Narciso Mota que invoca o sentido da responsabilidade na decisão tomada. Agastado com o estado das contas públicas e com o rumo do País, o presidente da câmara de Pombal desabafou de forma exaustiva e mandou retirar os pontos referentes à atribuição de subsídios às freguesias e entidades que constavam na ordem de trabalhos da sessão ordinária da reunião do executivo municipal, realizada quinta-feira de manhã.

“Temos ainda muitas obras de carência básica a fazer no concelho, é toda a gente a querer subsídios, fazer despesas e a câmara paga tudo, temos que ter objectivos de gestão e de bom senso porque as políticas não se podem fazer por um prisma populista de agradar, tem que ser por um prisma de responsabilidade”, sustentou o líder da autarquia de Pombal.


Quer-se dizer então que, até aqui, as políticas eram feitas por um prisma populista de agradar? Esta é a primeira pergunta que me surje. Depois a constatação: pois, estamos em fim de ciclo. E finalmente a conclusão: não sendo de agora o estado de coisas, embora não tão grave, não deixa de se mostrar que a gestão em termos de subsídios era errada e na lógica do desbaratar. Porque se não fosse, não se retiravam subsídios sem mais, mas sim reformulava-se critérios, adequando-se aos tempos que vivemos. Que fique o exemplo e a constatação, 4 mandatos e qualquer coisa depois que, no que toca a subsídios, se havia coisa que faltava eram regras claras e transparentes na sua atribuição.

Por isso, se é menos desperdício, seguramente que há instituições, com trabalho meritório, que se vão ressentir da decisão. Mas foram estas as regras com que muitos viveram e que sistematicamente foram sancionando em actos eleitorais. E agora, Narciso Mota troca-lhes as voltas. Não por qualquer espírito de responsabilidade, mas pela simples constatação de que havia que cortar. E quando não há regras para dar, também não as há para cortar. Lição para o sucessor: regulamento de atribuição de subsídios precisa-se.

Ah, mas são verdes...



Uma das "cidades de bonecas" mais engraçada que visitei foi Ljubljana (280 mil habitantes, um pouco mais que a população do Porto - concelho/cidade), a capital da Eslovénia. Não só fiquei num bairro alternativo, mas também numa antiga prisão reconvertida em pousada, como percebi como um centro histórico se pode transformar numa zona de esplanadas e serviços sem descaracterizar a zona (tudo lições sobre re-aproveitamento de espaços). E sobretudo vi um Parque Verde fabuloso, extensíssimo, com piscinas e courts de ténis e um museu pelo meio, mesmo ao lado do centro da Cidade. Mas no essencial o Parque era isso mesmo, Verde, com uma extensão fabulosa de relva para passear, jogar à bola ou apanhar banhos de sol. Foi projectado há quase 200 anos, o que ajuda a explicar a sua integração com a cidade, mas raras vezes e numa extensão daquelas vi um espaço tão agradável. Podem crer, mesmo ao lado da cidade.


Isto a propósito da necessidade que Pombal teria de um Parque Verde (de Parques Infantis já que aqui se falou), necessidade essa que é transversal e que não se satisfaz com meia-dúzia de espaços que, por muito ordenadinhos que sejam e com alguns equipamentos que tenham, vão adiando um espaço que permita o simplesmente estar-se. Usando um exemplo mais próximo, algo do género Abadias. E que até podia ter uma mesinha de xadrez (adereço semelhante ao que vi na experiência que a JSD promoveu há dias no Jardim Municipal e que suponho fosse um alerta para a necessidade de um tal equipamento).



No fundo, é querer melhorar o meio onde vivemos, enquanto o corredor verde na zona da fonte da Charneca continua a não arrancar, enquanto, os espaços que podem naturalmente, e sem comprometer o crescimento da cidade são urbanizados, há uma obra que teima em ser adiada. E se calhar até seria algo bem mais emblemático e simples.

Festa


E porque o Bodo não é a única festa do mês se há modelos a seguir, então há que chamar a atenção para o 34º aniversário do TAP. Esta sexta e sábado, há surpresas e uma peça. Parabéns e continuem que a malta agradece (mesmo que a agenda aperte).

15 de julho de 2010

Para o Bodo

Sugestão minha de actividade: descer a Rua da Encosta do Castelo pelos passeios com carrinhos de bébé, por exemplo. Ganha quem conseguir chegar mais rápido sem usar a "estrada" e sem amolgadelas no equipamento. Para ser alternativa às provas de carrinhos de rolamentos.

Modelos

Abre hoje o novo centro comercial, com loja de electrodomésticos e roupa atrás. Numa zona que, para mim, devia ser o Parque Verde da cidade (já que a Urbanização das Cegonhas é uma urbanização e ainda hei-de cá voltar para comentar a iniciativa da JSD). As centralidades cá da terra podem ser alteradas ou talvez não, mas parece-me lógico que o impacto que uma grande superfície como a que vai ser aberta seja sentido por anos: 156 postos de trabalho, a salário mínimo (ou perto) e um rombo no comércio tradicional é o mais provável. Dir-me-ão que não se pode falar/agir em proteccionismo desmesurado e que cabia aqueles comerciantes prepararem-se para um admirável mundo novo. O que é certo é que o tempo não volta para trás e o consumidor, em teoria, ainda é quem mais ordena.

Mas também há um projecto de regeneração urbana para a Zona Histórica que ainda pode, se todas as partes quiserem, devolver vida àquela zona. O que é certo é que, mesmo sendo meramente previsível que a vida comercial de Pombal será alterada, com consequências urbanas, as únicas pessoas que podem, para já, sorrir são os consumidores (mais oferta, mais concorrência, melhores preços, diz a teoria). Quanto aos outros, o tempo o dirá, mas mais uma vez, há uma pergunta legítima no ar: o modelo de crescimento urbano é mesmo o melhor? Sendo certo que se pode perguntar mesmo qual é modelo de crescimento para esta cidade, já que conjugando três intervenções como o Castelo, a Zona Histórica e o Casarelo não estaremos a falar de três obras/pólos com objectivos tão diferentes que podemos duvidar do seu alinhamento ou complementaridade?

14 de julho de 2010

Pombal é alto flash

Depois de vermos a Zelinda do Hotel como modelo, na publicidade do novíssimo supermercado, agora a fama está mesmo ao alcance de todos. Basta aparecerem na zona desportiva entre as 21 e 22 horas dos dias 15, 19 e 22 deste Julho e...voilá, hão-de integrar o flas mob das festas do Bodo 2010. Vai-se a ver e talvez não seja preciso gastar rios de dinheiro com as festas. Basta usar a cabecinha. Os pormenores estão aqui, na página do Facebook.

9 de julho de 2010

boa vizinhança

Aqui ao lado, em Ansião, há gente a dizer coisas muito bem escritas. Ora vejam.

Morcegos expiatórios

É uma espécie que faz furor em Pombal. Não há tantos aerogeradores como devia haver, a culpa é dos morcegos. Não vai haver estrada alternativa de acesso à pedreira (pelo menos aquela que foi apresentada) e a culpa é dos morcegos. Arre para a espécie que, de tão única, até faz ninhos. Mas só em Pombal. É óbvio que, nem num caso nem outro, o factor determinante se prende com os morcegos, sendo natural, contudo, que sem fundamentalismos, se proteja a natureza - sempre com conta, peso e medida (para evitar coisas como mortandades de peixes ou lagos estagnados para "embelezar" a cidade).

Mas o factor determinante no caso da estrada de acesso à pedreira - uma necessidade, na qual a Assembleia de Freguesia de Pombal, em bloco, se tem empenhado - tem a ver com debilidades do projecto, como a consulta ao parecer prévio, também da responsabilidade do ICBN, esclarece: é que de 7 conclusões, apenas 1 se refere expressamente a morcegos e as restantes falam na falta de alternativas ou de dados concretos para uma proposta positiva. Na acta da reunião da CCDRC, onde se junta a ARH, o responsável é claro: falta dados para apreciar o projecto. Mas mais uma vez é mais fácil querer atirar a responsabilidade para os morcegos que para quem não fez o trabalho de casa.

Note-se mais uma vez: a estrada que retire os camiões de passar pelo Barrocal e Caseirinhos é uma necessidade. É o descanso e a segurança das pessoas que o determinam. É também um gigantesco quebra-cabeças onde nem todos os interesses em jogo poderão ser salvaguardados e onde terá de ser feita uma ponderação de valores. Obviamente que havendo mais alternativas, menos difícil se torna uma escolha. Ou pelo menos que a alternativa equacionada esteja devidamente fundamentada. É que assim é fácil escolher alvos como os morcegos.
PS: Quem estiver interessado em ler o parecer, é só pedir-mo por mail.

7 de julho de 2010

E os Correios do Louriçal?

Teme-se que possam fugir. E era o que mais faltava: GNR, só aparece para passar multas. Segurança Social fugiu. Escolas primárias que podem fechar, sem termos um Centro Escolar (ou lá como lhe chamam agora) no Louriçal. Ficarmos sem os correios seria uma tremenda machadada...

Prémio hospital do futuro... incerto

Não é (só) por causa daquela intervenção surreal do presidente da Assembleia Municipal, mas parece-me bem que temos razões para nos preocuparmos com a estória do fecho das urgências do HDP. Pior: talvez até tenhamos razões para nos preocuparmos com um hipotético fecho do próprio Hospital. Estarmos entre Leiria e Coimbra não ajuda muito, quandos os planos de reestruturação apertam. Perdermos médicos também não. Fazermos propostas a outros que queiram vir, ao abrigo da chiquespertice da mão-de-obra (mais) barata, muito menos. Criarmos problemas aos que cá estão e querem continuar, também não.
E eis que, quando seria de esperar que a direcção viesse dizer alguma coisa sobre o assunto - levantado publicamente, por um médico, a pedido de outro médico que ainda por cima tem responsabilidades dentro do HDP e já o dirigiu, logo, deve saber do que fala - aparecem notícias sobre um prémio que o mesmo hospital ganhou, a propósito do Banco de Ajudas Técnicas. E isso parece que lhe confere a categoria de "hospital do futuro".
A mim faz-se lembrar a história do prémio cidade florida onde não há um parque verde. Neste caso, como estamos a falar da saúde, não me parece que dê vontade de rir.

1 de julho de 2010

Porque morrem os peixes?


Chegou-me aos ouvidos que andam a morrer peixes no rio Arunca. A novidade, para mim, está no facto de ainda haver peixes no Arunca! A nossa autarquia, para além de não saber como resolver o problema da poluição no rio, tem investido em obras avulso, completamente descabidas. Uma das que mais problemas tem provocado, principalmente à fauna e às culturas ribeirinhas a jusante da cidade, é a represa que foi construída com o intuito de criar um lençol de água para embelezar a cidade, dando a ilusão que o rio está de boa saúde. Ora, parece que a causa da actual mortandade de muitos dos corajosos peixes que ainda teimavam em viver no Arunca é, precisamente, a existência dessas comportas.

Senhor Presidente da Câmara: se é verdade esta história, como tudo indica, ponha a vaidade de lado e resolva, rapidamente, o problema. Crimes ecológicos desta natureza envergonham-nos a todos! Como pombalenses e como cidadãos conscientes.

Hospital, para que te quero!

O tema foi ontem abordado na Assembleia Municipal, realizada no Louriçal, pelo Dr. Grilo. Há médicos em "debandada" do Hospital de Pombal. Dois internistas, para já, e mais três ameaçam fazer as malas. Esta situação deixa o Hospital em maus lençois, e afigura-se a hipótese, segundo o mesmo, de ficarmos sem serviço de urgências no concelho.
A este propósito, informou também o Dr. Grilo que na próxima Assembleia Municipal ordinária, incluirá um ponto na ordem de trabalhos, visando discutir o tema "a saúde em Pombal", e que se não houver possibilidade para tal, convocará uma Assembleia Municipal Extraordinária. E eu acho bem, que o assunto merece discussão profunda. Com dados concretos, e uma correcta identificação dos problemas e suas causas.

30 de junho de 2010

Modelo por perto...parque certo

Na mesma tarde fiquei a saber que está marcada a inauguração do Modelo, e que a cadeia de supermercados do grupo Sonae vai oferecer à cidade um parque infantil, no sítio onde existiu a piscina (tanque) municipal, agora demolida.
De uma assentada, parecem duas boas notícias: a criação de mais de 150 postos de trabalho e um espaço onde os nossos filhos possam brincar. Agora... sopa no mel seria que fossem ambos inaugurados ao mesmo tempo. Porque assim ficamos com o dia 14 de Julho reservado para a festa. É certo que não vem o engº Belmiro, mas o grupo há-de mandar um à altura de ombrear com o nosso ;)

As associações que (não) temos

O post do Gabriel aqui cravado, abaixo, fez-me lembrar da Associação de Defesa do Património de Pombal, de que nada sabemos há anos. E de repente, lembrei-me de outras que se sumiram, sem mais nem ontem.
como é o caso da famigerada "Aurora", de que foi mentor José Gomes Fernandes.
Ou então a dos antigos autarcas, que até tinha também uma sede, ao lado da do património, no edifício Manuel Henriques.
Se andar por aí alguém que saiba esclarecer esta cidadã interessada, não se acanhe.

Patrimónios Imateriais

A Câmara Municipal de Lisboa quer ver o fado reconhecido como património imaterial da humanidade. Apesar de crítico em relação a "uma certa acepção de fado" (não creio que tenha o peso representativo de nacionalidade que muitos lhe atribuem, sendo muito mais uma "canção de Lisboa" do que uma "canção de Portugal"), esta é uma iniciativa de inegável mérito, e que nos faz pensar a nós, pombalenses, em "outros termos patrimoniais". Temos nós, em Pombal, algum património imaterial? Cuidamos dele? Forçando ainda mais a questão: o que é que nos caracteriza como POMBALENSES, de forma não material? Que valores? Que traços culturais? Que manifestações artísticas?

Assembleia Municipal no Louriçal

A próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal de Pombal vai decorrer hoje, dia 30 de Junho de 2010, na sede da ACRD do Louriçal, pelas 17 horas.
Para os interessados, aqui fica a ordem de trabalhos:

PONTO 1 - Período de antes da ordem do dia:
1.1 - Leitura, discussão e votação da acta da sessão anterior;
1.2 - Leitura/resumo do expediente recebido e cumprimento de formalidades legais;
1.3 - Intervenções na generalidade;
PONTO 2 - Período da ordem do dia:
2.1 - Leitura e discussão da informação do Presidente da Câmara;
2.2 - Apresentação, discussão e votação da proposta da Câmara sobre remodelação/ampliação da ETAR de Pombal - Declaração de interesse municipal para efeitos de enquadramento no regime jurídico da REN;
2.3 - Apresentação, discussão e votação da proposta da Câmara sobre constituição de juízes sociais - Biénio 2010-2012 -DL N.º 1566/78, de 30 de Junho;
2.4 - Apresentação, discussão e votação da proposta da Câmara sobre desafectação de um troço de um antigo caminho, no lugar de Boavista, freguesia de Redinha;
2.5 - Apresentação, discussão e votação da proposta da Câmara sobre desafectação de um troço de um antigo caminho, no lugar de Outeiro do Louriçal, freguesia de Louriçal.

Para tema de discussão, acrescento o facto (costumeiro, mas ainda assim...) de só haver propostas da Câmara, e da aparente "falta de interesse" desta Assembleia. A menos que alguém "aqueça" o ambiente!

28 de junho de 2010

Quem fez a República

Decorre em Pombal, de 25 de Junho a 16 de Julho, um ciclo de conferências sobre a República. Ou eu andava distraído, ou a coisa foi divulgada de forma "envergonhada", porque (admito!), só hoje soube deste evento. A primeira conferência foi no Auditório Municipal, e tinha como título "A República no feminino". Esta iniciativa é promovida pela fundação Mário Soares, e tem o apoio da Cultrede. Temos (todos os que faltaram à primeira) mais três momentos a aproveitar, neste ciclo. Lá nos encontraremos, estou certo! Estamos sempre a tempo de "testar" os ideais Republicanos, em Pombal!

26 de junho de 2010

Deputada no Louriçal


A deputada na Assembleia da República Odete João vai estar hoje, dia 26 de Junho, pelas 21.30h, na sede da Junta de Freguesia do Louriçal, para discutir o futuro da freguesia do Louriçal e do concelho de Pombal. Uma boa oportunidade para se exercer cidadania, participando e fazendo sentir à deputada os anseios destas populações. Como sempre, todos serão bem recebidos no Louriçal!

24 de junho de 2010

União? Qual União?

Em Leiria, parece que a equipa mais representativa da cidade está de malas feitas. Não vou esmiuçar argumentos, que isso é lá com os leirienses. Vou é sublinhar que clube e cidade sempre estiveram de costas voltadas, e isto parece ser a machadada final nessa triste relação. O motivo para a zanga? O estádio! Um estádio desproporcional, de que a cidade nunca precisou, que se fez mais por capricho e vaidade (se outros valores menos nobres não se levantaram). Um belo exemplo de um investimento enorme que devia ter sido pensado antes de ser executado. Um aviso a todos aqueles que costumam ter mais pressa em mandar fazer a argamassa do que em pensar um projecto!

23 de junho de 2010

C'est le Bodo!

Falta um mês, e ainda não se sabe nada. O site está em obras. No site da CMP, não aparece (nem sob pesquisa) nada. Na rua, também não. Divulgar, já não é preciso?

22 de junho de 2010

Charada combinada #01

Num "mix" entre divulgação e uma nova rubrica do "Farpas", deixamos aqui o desafio aos nossos leitores: serão eles suficientemente astutos para encontrar aqui um "gato escondido"?
Vai uma dica: procurem apenas na "zona verde" (afinal existia uma em Pombal)...

19 de junho de 2010

Obras à Narciso III

As obras na Urb. do Casarelo avançam a bom ritmo. Como os planos para aquela zona não são de conhecimento público, porque importa apresentar a coisa como facto consumado de forma eliminar a contestação, fazendo uso da máxima “come e cala”, as pessoas vão observando e questionando:
- Porque é que a nova avenida (já implementada) inflecte para a Rua Saul P. Machado e não segue o traçado normal, rectilíneo, para o cruzamento junto ao mercado municipal, o que permitiria uma melhor fluência do trânsito? Será que este desvio ao traçado natural foi feito (como muita gente sussurra) para deixar espaço para construir uns prédios na encosta do castelo?
- Porque é que a avenida vai ser cortada logo no seu início? Não há outras formas de dar acesso os moradores da zona?
- Porque é que os interesses imobiliários continuam a ditar as opções urbanísticas?

18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)


Foto de Céu Guarda 

A 6 de Dezembro de 1998, José Saramago escreveu: “Nós estamos a assistir ao que chamaria de morte do cidadão e, no seu lugar, o que temos, e cada vez mais, é o cliente. Agora já ninguém te pergunta o que pensas, agora perguntam-te que marca de carro, de roupa, de gravata tens, quanto ganhas…”. Como o Farpas pretende ser um espaço de exercício da cidadania, lembro essa grande figura da cultura universal. Hoje, no dia da sua morte. 

Promiscuidade, diz ele

"Concordo com tudo o que seja feito no concelho que tenha como objectivo o bem social das pessoas. Se o propósito não for única a exclusivamente solidário, mas tiver também fins lucrativos, discordo. Ou se faz uma coisa, ou outra. Não pode existir a promiscuidade de misturar as duas coisas".
Narciso Mota, presidente da CMP, in O Correio de Pombal (edição 17 Junho 2010)

Eu sabia. Um dia haveríamos de concordar nalguma coisa.
As declarações do presidente referem-se ao tal do Beat, a última cartada de JVV, com a conivência das Misericórdias de Pombal, Louriçal e Redinha, que amanhã à noite espera pela contribuição dos que lá forem, à discoteca da Quinta da Gramela - que pelos vistos mudou de nome outra vez.
É a isto que podemos chamar um beat de lucidez, engenheiro.
Estou consigo! A mim, também não me engana mais.

17 de junho de 2010

Ainda a ex-piscina

Enquanto habitante da Rua da Piscina, tenho-me abstido de "falar", não só por ter sido apanhado em regresso de férias com as obras, mas por manifesta falta de tempo. Fui dos que lá aprendi a nadar e dos que lá passou muita manhã e tarde em Verões há muito idos. Não lamento o fim do espaço, que morto e sem condições estava, mas lamento, claro, a falta de informação sobre o que se quer fazer.

E deixo o aviso (já aqui o havia dito sobre o que está ao lado e deixá-lo-ei noutros sítios por força de funções): o Jardim do Vale, lugar que podia ser muito mais aprazível foi uma coisa assim mal enjorcada que serve para disfarçar, mas podia ter um aproveitamento muito melhor. Não se faça a mesma coisa com a ex-piscina e faça-se uma zona verde/desportiva/convívio que sirva a sério a população. Que se possa atravessar mesmo quando há chuva e que se afaste a possibilidade de alguns se divertirem a fazer rallies. Que a água esteja minimamente limpa e que seja um verdadeiro parque (já que deles, e bem, se falou abaixo) e não apenas um espaço verde com condições mínimas. Note-se que não é preciso fazer muito mais para o melhorar. E estas obras podem servir exactamente para isso.
No entanto, uma coisa é certa e nem com 20 anos se chega lá (com uma excepção - as recentes obras na São Cristovão - explicar o que se vai fazer é difícil). No fundo, é um exercício quase tão interessante de tentar perceber como as opções de Queirós.

A mudança é um prato que se serve quente

Ando intrigada com esta súbita ausência-de-mandato-final do engenheiro. Diz que também não apareceu no espectáculo do festival "Música em Leiria", que todos os anos traz a Pombal um espectáculo. Casa bem composta (maioritariamente por imigrantes de leste, pelos vistos) e três vereadores (um bocado descoordenados, pelos vistos).

Tenho auscultado o desgosto que grassa por aí, face às ausências cada vez mais frequentes. São os presidentes de junta que encolhem os ombros, são as comissões disto e daquilo que ficam desapontadas, é a festa que perde o fulgor. Uma dor de alma, ver um povo assim, entregue à sorte dos comuns vereadores. Ao menos que se escolha logo o sucessor, para a malta saber com que linhas se coze.


(e para os nossos comentadores de serviço desenjoarem das fotos, aqui fica uma musiquita, que isto é verão e tal).

Zonas verdes


Como, pelos vistos, Junho é mês de fotos no Farpas, aqui vai o meu contributo.

Quem disse que Pombal não tem zonas verdes? Só por muita má vontade ou por cegueira é que se pode afirmar uma barbaridade dessas! A nossa autarquia, mostrando, mais uma vez, arrojo e imaginação, tem vindo a desenvolver uma estratégia que consiste em transformar o leito do Arunca num imenso corredor verde.

Deixo aqui os meus parabéns pelo aparente sucesso da iniciativa. Só com muita dedicação é possível levar avante uma empresa dessa natureza. Finalmente, um apelo aos críticos: passeiem pelo concelho e vejam que não é só na cidade que estas coisas acontecem. Narciso Mota e a sua equipa têm dado muita atenção a todos os nossos recursos hídricos, contribuindo assim para que Pombal possa ser o "concelho charneira" mais verde de todos os "concelhos charneira" do país.

16 de junho de 2010

O alcatrão

Não tenho fotos, mas arranja-se uma visão aérea (veja-se as setas que indicam de onde a onde ase colocou o tapete de alcatrão). Para quem não se situar no mapa, no prolongamento da Rua Delfim Crispiniano, assim como quem vai para Vale Cubas, vindo já de uma estrada em estado deplorável, sem bermas e com mais remendos que a selecção nacional, depara-se com um tapete de alcatrão novinho em folha que rodeia a colina, servindo, pelo menos, que se note, uma casa. Dir-me-ão: mas por tão pouco alcatrão vale a pena falar-se? Pois claro que sim! É que quem não conhece a generalidade do estado em que estão as ruas (no sentido lato) dos Governos bem pode estranhar que por ali se despeje alcatrão, quando o tuvenant que por lá estava chegava e bastava. Opções, pois claro, mas opções estranhas.

15 de junho de 2010

Ingratos


Porque exigem? Porque farpeam? Porque reclamam?

Nós damos-vos tanta coisa! Tantos Jardins, tantos Parques Infantis, tantos Campos Desportivos Livres... Como este...Bom e seguro!

Que triste tristeza...



Obras à Narciso II

As obras na Encosta do Castelo arrastam-se no tempo (O que não é necessariamente mau, porque quanto mais tarde acabarem mais tarde se gasta o dinheiro).
O que inaceitável é que a Rua da Encosta do Castelo se mantenha, meses a fio e sem razão aparente, num estado deplorável com enormes transtornos para os moradores, transeuntes e seus bens.
Um pouco de respeito pelas pessoas recomenda-se.

Andamos a brincar com isto


A face mais visível do concelho humanista e solidário é esta. Uma cidade, um único parque infantil. (Porque aquele compartimento criado junto ao jardim municipal é outra coisa). Entrincheirado entre carros e contentores de lixo, como a própria zona desportiva. De tudo o que me custa não ver em Pombal, é isto que mais me desgosta. Porque o meu filho e os amigos fizeram-se rapazes sem lhes ter sido dada a liberdade de correrem e jogarem à bola num pedaço qualquer de relva. Porque para a minha filha e para os amiguinhos ainda há esperança, mas já se perdeu muito tempo. Os anos passaram e tudo o que temos para os miúdos brincarem na rua é isto: dois escorregas, dois baloiços para os maiores, UM baloiço para os mais pequenos. Mais um combóio de madeira, uma mota e um carro saltitões.

É por isso que isto de gerir a causa pública é tão delicado. Porque crescer é uma coisa e desenvolver é outra.

Queremos um jardim (mas não o da Madeira)!


Em Pombal, quase não existem jardins. Daqueles a sério, em que se pode caminhar durante uma horita, com sombras, com espaços para as crianças. Daí que as fotografias que aqui mostro, como é evidente, não são cá da terra. Já faz falta, não? Não venham é com o velho argumento de "mas fazer um jardim onde?", porque quando é para construir, arranja-se sempre "mais um cantinho", e vale tudo. Eu percebo, as àrvores de um jardim não crescem a tempo das eleições. Diabo de vida...

14 de junho de 2010

Obras à Narciso


O Rafeiro de Pombal, canino bem informado e interessado pelas coisas públicas, alertou a comunidade Farpas para a demolição da velhinha piscina municipal que existia na Urb. Senhora de Belém. O Farpas pôs-se a caminho e foi observar o estado das obras. A piscina foi arrasada mas as instalações de apoio, que ainda ostentam o placar com o horário de abertura, mantêm-se pé.
As perguntas que muitos pombalenses são:
- Vai voltar a existir piscina naquele local? Se não, porque não?
- É aceitável que a câmara arrase um equipamento público, gravado na memória de muitos pombalenses, sem informar a comunidade das razões da demolição e do que pensa ou não pensa construir no local?

A marcha dos desalinhados


Gosto das marchas, pronto. Tenho cá aquela portuguesice entranhada que me tolda a realidade, volta e meia. Por saber que este poderia ser o último desfile, fui ver as marchas sábado à noite, mais para ver os primos e primas, filhos destes e daqueles, amigos lá da minha Moita do Boi, que se alinharam numa marcha infantil.

Eles e os outros todos levavam presentes para o senhor presidente. Só que o senhor presidente não foi às marchas. Diz que estava para o Luxemburgo. Nada que não fosse natural, se nesta terra fosse natural - como nas outras - o senhor presidente fazer-se representar. Mas parece que agora a música é outra. Agora que está quase de abalada, o senhor presidente já não se desdobra em vinte por domingo para estar presente em toda e qualquer salva de palmas. Não raramente, faz-se representar. E já diz que não. E recusa subsídios. Para as marchas, por exemplo. Tenho aqui um dedo que me diz que ainda aí vêm surpresas, até final do mandato.

11 de junho de 2010

Um desígnio para Narciso Mota

Narciso Mota caminha para o final de um reinado de vinte anos à frente da câmara sem uma grande obra (o que não é necessariamente mau) e sem uma grande “marca” no concelho. Fez muito (pudera que não) mas muito mais deixou por fazer (de entre o que prometeu e do era necessário).
No pouco tempo que lhe resta, Narciso Mota tem poucas possibilidades de deixar uma “marca” no concelho. Deixará como obra mais relevante, se os concluir, os pólos escolares, mas neste caso, como noutros, repartirá a paternidade com o governo.
Há, no entanto, uma promessa, sempre adiada, que, se bem concretizada, deixaria uma “marca” para o futuro: a revisão/refundação do PDM - não alargando as permissões de construção habitacional ou outras, mas identificando três (no máximo) aglomerados populacionais em cada freguesia (meia dúzia em Pombal) e restringindo a construção habitacional e outras unicamente a esses aglomerados.
Pombal tem, tal como a generalidade do País, um modelo de povoamento disperso. Foi fomentado por Salazar como forma de assegurar uma economia de subsistência, rural e familiar, e uma estrutura social dispersa baseada no isolamento das populações que, actualmente é um dos maiores constrangimentos à melhoria do nível de vida das populações. Pombal, tal como o resto do Pais, tem que reduzir fortemente a dispersão populacional, encurtando distâncias entre as pessoas e forçando a criação de aglomerados populacionais com dimensão relevante. Esta é uma condição fundamental para aumentar a eficiência económica e consequentemente o nível de vida das pessoas porque permite a racionalização dos investimentos nas infra-estruturas, a redução do custo dos serviços prestados e a geração ganhos provenientes de efeito de escala e da interacção e cooperação entre as pessoas.
Logo, quem melhor do que um presidente em final de mandato e com uma grande maioria para encetar uma grande reorganização territorial que provocará necessariamente descontentamento mas gerará benefícios para todos no futuro? Se Narciso Mota quiser ficar na história de Pombal tem aqui um grande desígnio. Aproveite-o.

7 de junho de 2010

O encerramento das escolas

O governo decidiu, e muito bem, prosseguir o programa de encerramento das escolas pequenas(níssimas). No início o programa incidiu sobre escolas com menos de seis alunos, agora aplicar-se-á às escolas com menos de vinte alunos (continuam a ser muito poucos). Sempre achei que esta era uma medida fundamental para melhorar o desempenho do sistema de ensino e tinha a secreta esperança que não ficasse pelo critério dos seis alunos. Agora constata-se que a medida não era cega (como se continua a afirmar) mas gradualista e reveladora de quem sabe o que está a fazer para proporcionar idênticas condições de aprendizagem às crianças.
No início a polémica foi grande. Foi interessante ver, tal como agora, toda a oposição, da extrema-direita à extrema-esquerda, entrincheirada no mesmo lado da barricada, manipulando e arregimentando as populações contra este programa governamental. A polémica passou, também e de forma intensa, por Pombal; mas penso que, por cá, desta vez, não ocorrerá. As pessoas, apesar de tudo, aprendem mais depressa do que os partidos e já perceberam que nos novos pólos escolares são uma enorme mais-valia para as crianças, para as famílias e para os profissionais da educação.
A câmara soube inverter caminho e aproveitou o programa governamental para reconstruir o parque escolar. Deixarão uma bela obra.

2 de junho de 2010

O Engenheiro

Rodrigues Marques foi recentemente eleito para a concelhia do PSD. Os meus sinceros parabéns! Depois da AICP, dos Bombeiros, a Comissão política concelhia do PSD serve a sua aparente estratégia de encontrar uma ocupação por cada letra do alfabeto: Direcção da RCP, Empresário, para já não falar em Farpeador, etc. Tal como deus vosso senhor, o Engenheiro parece ter o dom da ubiquidade.

Mas não foi este facto que me fez interromper um longo jejum no Farpas. O que me impeliu a escrever foi o facto do Engenheiro ter dado o mote para a discussão da sucessão do também não menos omnipresente Engenheiro Narciso Mota. Conforme já aqui foi comentado, Rodrigues Marques considera Diogo Mateus o candidato natural à sucessão do actual Presidente da Câmara. De tão óbvia, esta declaração acaba por ser triste, mais triste do que os 40 votos que o PSD escrutinou nas suas eleições locais.


Pelos vistos, ainda não é desta que a política local nos vai surpreender. Apesar das inúmeras qualidades que reconheço ao jovem Diogo, tinha esperança que PSD escolhesse alguém que não tivesse sido gerado no seio do "aparelho", formatado pela lógica das mais mesquinhas leis partidárias e habituado à subserviência como estratégia de ascensão política. Esperava, sobretudo, que os sociais democratas escolhessem alguém com rasgo, imaginação e (para não me acusarem de ser irrealista) com alguma cultura.


1 de junho de 2010

Gota d'Água actualizada

Há coisas que são (aparentemente) engraçadas. Fala-se de água e, badabing, deixa, desde as 23h00 de a haver. Passa a noite - sempre sem água - e chega a manhã. Ainda sem água. Liga-se para o piquete (24 horas, diz no site da Câmara) e "TMN - serviço de voice mail - deixe a sua mensagem". Belo início de dia em que, graças a ter que se ter sempre água engarrafada em casa, ainda se consegue dar conta da higiene diária. Durante anos, foi assim que o Verão se anunciou na zona da Sra de Belém. Pelos vistos, esta agradável maneira de começar o dia está de volta. Resta saber se se tornará recorrente. E talvez um dia eu comece a contra-apresentar o que gasto em água engarrafada para abater à factura. Porque não basta dizer que se tem um serviço, há que o fornecer com qualidade. Digo eu, que pago sempre, a tempo e horas, as facturas. E nem direito a falar com o piquete tenho.

31 de maio de 2010

Gota d'água?

Recebo a factura da água na net. É moderno. Tenho um desconto. É bem, apesar de mínimo. Sei que, inevitavelmente, os preços irão subir, o que já não é tão bem. Mas o que irrita mesmo é ter uma água de qualidade péssima, cheia de calcário que implica a limpeza dos canos (e cheira que em breve a substituição) porque mesmo com a mais engenhosa vontade de reutilizar a água, que se desperdicem alguns litros porque a água não aquece, porque esta não tem pressão, porque o calcário já fez o favor de se ir instalando. Por isso, é tudo moderno e a malta agradece, claro. Mas não basta ter água disponível, até para os preços que pagamos e vamos pagar, implica ter água com qualidade, que é como quem diz, com menos calcário.

30 de maio de 2010

Parabéns


Mais um clube, aquele que deveria ser o nosso mais representativo, está na II. Fruto de trabalho árduo e aposta na prata da casa, sempre a tentar fugir da tragicomédia habitual no nosso futebol, é uma colectividade que merece os parabéns e uma próxima época com igual dignidade, sem tantos sobressaltos e com a racionalização de recursos que já pôs em prática este ano. Parabéns!

28 de maio de 2010

Quem vê caras...


O blasfémias publica esta curiosa imagem, no dia 19 de Maio. Chamou a este personagem o "Socrelho". Ilustra de forma muito pitoresca aquilo que é evidente para tanta gente: PS e PSD não são forçosamente duas caras diferentes da mesma moeda. São muito mais do que isso. São uma visão híbrida e "poluída" daquilo a que já chamaram de "partidos de poder". Uma expressão que se quer com prerrogativas positivas, mas que cada vez mais insinua umas outras, de mais duvidosos méritos.

Aplicando ao caso concreto: o PS de Pombal nunca será uma alternativa, enquanto as pessoas não descobrirem as diferenças entre PS e PSD (locais). Para mudar para igual, ficam com o autêntico (7 em cada 9 pombalenses é o que acha)!

26 de maio de 2010

O Vazio

No PSD votaram quatro dezenas, no PS três.
É o descrédito e o vazio (quase) completo.
Assim o quiseram, assim o têm.
Para eles melhor assim…

25 de maio de 2010

Faltam 3 anos, mas nunca se pode ser demasiado cauteloso...

O Presidente do PSD/Pombal, o meu estimado amigo Rodrigues Marques, acha que "Diogo Mateus é o candidato natural do PSD à Câmara Municipal". Ninguém terá sido apanhado de surpresa, mas por causa das coisas, lá disse também que "se trata de um processo a merecer uma discussão interna no partido e que o presidente do executivo municipal, Narciso Mota terá uma palavra grande a dizer sobre o seu sucessor". Ora, para bom entendedor, meia palavra basta e como bem sabemos, o Presidente da Câmara tem o coração bem perto da boca para um quarto de palavra estragar a pintura toda. Para mais quando ainda/só faltam 3 anos... Para mau entendedor, quem manda é Narciso e ponto.

Tende Misericórdia(s) do Beat

Anda a anunciar-se nas redes sociais o regresso do "Beat Pombal". Diz que falta menos de um mês. A avaliar pela página que encontramos no Facebook, o Beat está quase o Rock-in-rio Arunca. Como somos pequeninos e não temos a Sic Esperança, contentamo-nos com a veia solidária de JVV, que agora liberto das responsabilidades na Etap, pode, finalmente, dedicar-se ao próximo. Desta vez o alvo são as Santas Casas da Misericórdia. E como há três no concelho, vai ser em grande. Uma festa para arrasar, com Mão Morta e Manuel João Vieira. Diz que.
Volta a ser no Lusitano (pelos vistos deixou de ser Noite Mia e voltou ao nome de origem) e pronto. Percebe-se, pela fotos colocadas na página disponibilizada aos fãs, que a esplanada do jardim é...do Beat. Vai-se a ver e o Beat ainda pode engolir o Bodo. Hum?

Maré baixa...na cultura

A fazer fé na notícia avançada pela Rádio Cardal, a manifestação de cultura popular que é o desfile das marchas, por altura do Santo António, pode sucumbir aos efeitos da crise. Ninguém lhe pode levar a mal que venha para a rádio (ficamos sem saber onde e em que contexto afirmou aquela sentença) dizer estas coisas. Ou até que, legitimamente, decida pôr um travão no regabofe dos subsídios (será que se beliscou, depois daquela listagem publicada no jornal?...). Mas entre tanto assessor, adjunto, assistente, sub-assessor ou outras funções que o acompanham por aí, no delicado pelouro da Cultura, ninguém lhe tenha dito que agora é tarde para tirar o chupa da boca dos meninos. Que, de facto, não faz sentido que seja a Câmara a suportar os trajes das marchas populares, mas que foi a Câmara que os habituou a isso. Que estamos, mais uma vez, a confundir a árvore com a floresta: Porque - que eu saiba - os Amigos de Santo António são uma colectividade, ainda autónoma, que não depende da Câmara para existir. Ou será que depende?
Fica-me um amargo de boca se as marchas acabarem, outra vez. Porque cortar-lhes a regularidade é assinar a sentença de morte, de que resssuscitaram nos inícios dos anos 90, pela mão de dois pombalenses dedicados. E ficam-nos a todos memórias de enchentes na cidade, de mobilização. Mesmo que também fiquem registos (escandalosos) de marchas que se transformaram em colectividades para presidente ver, em vez de nascerem de alguma colectividade. Depois finaram-se, claro.

Maré alta... no desporto

Pelos vistos, aqui pelo Concelho, no Desporto, a coisa anda a correr bem. Seja no Andebol, no Atletismo, no Futsal, no Ténis, no Judo e no inevitável Futebol (para já, ainda o futebol juvenil e, espera-se, no Domingo, também o sénior - e independentemente da subida ou não, haverá muito para se dizer sobre o SCP e o trabalho de tentar reconciliar uma cidade com o seu clube, mas isso fica para outra altura). Ou seja, Pombal desportivo respira de saúde (e que me perdoem se deixei alguma modalidade de fora) e nestas estruturas, os investimentos feitos produzem resultados, aliados, como não podia deixar de ser à carolice de quem tudo investe no movimento associativo. Se me perguntarem onde se pode gastar melhor o dinheiro público, direi - também - no Desporto, definindo prioridades, estabelecendo metas, garantindo resultados. Há áreas que não são despesa, são investimento. Esta, por todos os valores que transmite (e eu, há muitos anos, numa galáxia longínqua, também por lá passei), merecem o investimento de tempo e de dinheiro necessários à produção de resultados: oferta ampla para todos em várias modalidades, em que as mais visíveis sustentem as outras. E por último, falando do elemento humano, sem altares (que não há imprescindíveis e normalmente as instituições ultrapassam os homens), mas com o reconhecimento do que é feito por espírito de missão e não em proveito próprio.

24 de maio de 2010

Nós por cá

No Reino Unido anuncia-se poupança de sete mil milhões de euros para reduzir o défice. Cá já sabemos onde se vai buscar as receitas, mas ainda ignoramos, na maioria, onde se chegará nas despesas. No Reino Unido, nem um mês depois de eleições, com um Governo de Coligação já sob fogo cerrado de algumas das suas fileiras, já há um plano e alvos (e leiam que no Reino Unido, institutos públicos serão eliminados). Por cá, sabemos mais de confusões que de intenções. E mesmo as intenções não nos chegam. E como cá, muito do que se faz, faz-se com dinheiro da Administração Central, quais serão as preocupações e os planos de contingência que andarão na cabeça dos autarcas com poder executivo. Será que já se pensou onde se pode poupar, reciclar ou cortar? Quais os investimentos que se mantêm? Se a atribuição de subsídios obedecerá a uma política clara?

Iiiiiiiiiiiiiins-ti-tu-too!

O Instituto D. João V apurou-se este sábado para as meias-finais de futsal do campeonato nacional da primeira divisão, onde irá defrontar o Sporting CP, primeiro classificado da época regular. Este é um feito no desporto local, e que garante ao Instituto D. João V a melhor classificação de sempre de uma equipa da zona centro (excluindo a grande Lisboa).
Este brilhante resultado (que ainda está em construção, recordo... o sonho mantém-se activo) vem confirmar a longa e rica tradição do Louriçal nesta modalidade, e o esforço meritório desenvolvido pelo Clube de Futsal do Instituto D. João V.

Só o Faraó tem alma!


O Teatro Amador de Pombal estreou no passado sábado a sua mais recente produção, "Só o Faraó tem alma". Foram duas apresentações (às 18h e às 21.30h) com lotação esgotada em que imperou o já habitual profissionalismo e competência deste grupo de teatro.

A encenação da peça esteve a cargo do pombalense Filipe Eusébio, homem do teatro "desde sempre", com formação superior a este nível, e que começa a dar provas do seu valor não só no campo da representação (desde há muitos, muitos anos), mas também (desde agora) no campo da encenação. Parabéns pelo excelente trabalho, Lipe!

Mais pormenores poderão ser encontrados aqui.

18 de maio de 2010

É primavera, o sol brilha, os passarinhos cantam e Pombal tem museus muito visitados

Porque hoje é dia Internacional dos Museus, vale a pena partilhar com os leitores do Farpas a verdade municipal sobre o número de visitantes que pelos vistos anda a inundar Pombal, a esse propósito. E nós sem darmos por isso.
..."Entre Maio de 2009 e Maio de 2010, verifica-se que o Museu Marquês de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa registou um aumento significativo na afluência de público aos Museus Municipais, comparativamente aos anos precedentes. O Museu Marquês de Pombal registou 5677 visitantes e o Museu de Arte Popular Portuguesa registou 5836 visitantes, que visitaram os referidos espaços museológicos, de segunda a sexta-feira e ao longo de 20 fins-de-semana em que os Museus abriram as suas portas ao exterior.
Verifica-se que o público português aumentou, incluindo o do concelho de Pombal e que, a par dos estrangeiros mais comuns (França, Brasil e Espanha), se verificaram visitantes com novas nacionalidades, nomeadamente, vindos da Austrália, Bélgica, Polónia, Itália, Rússia, República Checa, Holanda, Irlanda, Venezuela, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha.
Durante este período, observou-se um maior interesse por parte dos pombalenses, que se reflectiu na maior afluência de visitantes, relativamente às actividades promovidas pelos Museus, nomeadamente exposições, dramatizações, recriações e outras actividades de carácter lúdico-pedagógicas".

Agora, atente-se:
..."No que respeita à caracterização do público mais comum nestes espaços culturais, destacou-se o público escolar e o público sénior, utentes de IPSS".
Regozijamo-nos todos com o aumento do nº de visitantes, sim. Mas talvez não fosse pior que o pelouro da Cultura da Câmara (!), ao invés de embandeirar em arco com estes números, pensasse em formas de conquistar outros, como aquele que trabalha durante as horas em que as crianças e os reformados lá vão. Indo ao encontro desta iniciativa, por exemplo.

ps: parece que o de Arte Sacra está agora em banho maria. Não se percebe. Com tanto público ávido...

Meia-Maratona de Pombal

Na minha opinião (e sei que na de muitas pessoas), a meia maratona de Pombal (do Bodo, se quiserem) é um dos momentos mais marcantes daqueles festejos. Quem já participou (de calções, de microfone na mão ou simplesmente a assistir), sabe do que falo. É clima de festa pura e genuína, aliaddos a um grande nível competitivo que se vem verificando.
Vem isto a propósito de um boato (mais um) que me chegou aos ouvidos, e no qual não queria acreditar. Segundo o tal "dito", a meia maratona teria sido suprimida. Fiquei estupefacto. Será que isto pode ser confirmado oficialmente? Se sim, quem a suprimiu? Alguma entidade deportiva, ou uma entidade "festeira"?
Espero (sinceramente) que isto não tenha passado de um boato, e que possa voltar a participar na meia maratona, no Bodo de 2010.

17 de maio de 2010

EDP




Já por aqui se tinha falado no assunto: fruto do péssimo serviço que a EDP tem vindo a prestar no Louriçal, enviou-se à empresa um abaixo-assinado. O Pedro Santos (o maior dinamizador da iniciativa) recebeu a resposta, que é (nas palavras dele), uma resposta a todos os que assinaram o documento. Aqui fica o registo:














13 de maio de 2010

A 13 de Maio, na Cova da Iria

Há pombalenses entre o grupo alargado (muito alargado, diga-se, porque são uns sete mil...) que vai reunir com o Papa Bento XVI, no âmbito da Pastoral Social.
O vereador Diogo Mateus, o provedor da Misericórdia, Joaquim Guardado e...mais umas senhoras. Abençoados sejam.

Nem só de "dizer mal" vive o Farpas!

Pedro Pimpão foi recentemente eleito presidente da Distrital de Leiria da JSD. Não sendo eu um entusiasta das "JOTAS", como já devo ter deixado perceber por aqui, e muito menos um entusiasta ou sequer apreciador da JSD, ou de qualquer outra realidade que termine em "...SD", não posso deixar de reconhecer o relevo da função, particularmente na projecção que isso confere à estrutura partidária de Pombal. É por aqui que se vão construindo caminhos, que depois acabam por ter reflexo nas urnas, ou em outras instâncias/nomeações políticas. Um jogo de fintas, algumas com mérito, outras menos virtuosas, mas que é preciso saber jogar. A JSD sabe jogá-lo. Os vizinhos, andam mais "engadanhados".

12 de maio de 2010

11 de maio de 2010

Ainda João Coucelo e as grandes causas.

João Coucelo foi, de facto, um "todo-o-terreno" nas últimas Assembleias Municipais. Nesta última, em que esteve particularmente inpirado, refere - respondendo ao "nosso" João Coelho -que a (fraca) captação de empresas não é um problema localizado, sendo grandemente potenciado pelas políticas nacionais. Cito: "Este país é um todo, nós não podemos ter todas as empresas em Pombal!".
Não é dificil concordar com a frase. Podemos é tentar distinguir, daquilo que foi dito, aquilo que se pretendeu que fosse ouvido. É que a frase, assim "a seco", parece tão populista, meus caros!
Em primeiro lugar, posso tranquilizar todos os presentes: ainda falta muitíssimo para termos todas as empresas do país em Pombal;
Em segundo lugar, não podermos ter cá todas as empresas não é motivo para não pretendermos ter MAIS empresas em Pombal;
Em terceiro lugar, se a fraca captação de empresas é um problema nacional (europeu até, se quiser), a sua resolução pode ter muito de local. Porque se não conseguimos tão facilmente influenciar uma empresa americana a vir para Pombal em vez de ir para a Índia, já deveríamos ser capazes de influenciar uma empresa portuguesa a vir para Pombal, em vez de ir para Ansião. Ou para Proença-a-Nova. E, pelos vistos, não somos.

Mota Pinto, agora estudado!

Na última Assembleia Municipal, o Dr. João Coucelo, referindo-se a Mota Pinto, enalteceu "o valor que deu à sua terra e a forma como se manteve sempre fiel a Pombal e aos seus amigos". Ora, diremos que esta afirmação é, no mínimo, polémica. Ainda assim, destacamos daqui o reconhecimento que é feito, nos Paços do Concelho, do valor da amizade. Desta vez, o "portador da amizade" é brindado não com um emprego, mas com um impressionante (reconheço!) Centro de Estudos.
Esta é uma governação de extremos. Entre a casa vergonhosamente em ruínas e um Centro de Estudos que há-de custar muito, muito dinheiro, não se arranjava uma coisa intermédia?

A vida para além do Futebol e de Fátima

O 25 de Abril, agora mais do que nunca tem que permitir uma revolução de mentalidades para que todos os portugueses se sintam co-responsáveis para limitar o endividamento do Estado e fomentar o emprego, a justiça social, a saúde ,a cultura, a formação e a educação, que sejam o ponto de honra de uma democracia que se quer cada vez mais eficaz” Narciso Mota dixit.

Limitar o endividamento do Estado implica saber planear e fazer as obras que sirvam para algo e não apenas para ostentar uma placa. Fomentar o emprego implica ter uma política fiscal municipal com pés e cabeça, bem como saber onde se quer posicionar determinada localidade para conseguir atrair investimento que crie emprego (de preferência longe de redes de interesse). Justiça Social implica que se ajude quem precisa mesmo, sejam pessoas individuais ou colectivas que possam trazer um benefício à vida comunitária e não apenas em função de interesses residualmente locais. Fomentar a saúde, a cultura, a formação e a educação, implica garantir serviços com critérios de qualidade ou, naqueles que de nós não dependem, garantir que não somos enteados da Administração Central. Ser co-responsável, implica além disso, ouvir os outros, governar e fazer oposição com respeito pelos princípios de uma política responsável, colocando o bem público acima de qualquer outro interesse.

Agora, descubra as diferenças entre a teoria e a prática.

4 de maio de 2010

Boatos que andam por aí, vejam só

1. Diz que JVV está de saída da ETAP. Pasme-se. Agora que estava tudo tão bem divulgado, que a mensagem "por um sorriso..." saltara do beat para a escola, como uma espécie de "curso de voluntariado", com inscrições e tudo. Claro que isto deve ser boato.

2. Que o tal programa da Rádio Cardal anda...embrulhado, por causa de umas legítimas alterações no quadro de recursos humanos, com possibilidade de algum mercado de transferências, não para a quase-ressuscitada Clube, mas o Largo do Cardal. Vejam só, as coisas que se inventam.

3. Que a Rádio Clube (que ainda existe, pelos vistos), agora presidida pelo super-presidente e nosso prezado amigo Rodrigues Marques, vai ressuscitar com todo o esplendor e assegurar o som das festas do Bodo. Image-se, se isto tem cabimento.

4. Que a Igreja da Misericórdia vai ser transformada em Museu de Arte Sacra, porque o Museu do Marquês tem tanta actividade que, está visto, Pombal encontrou aqui a vocação turística. É o fim da picada.

As coisas que se dizem. Francamente.

30 de abril de 2010

O nome da escola secundária de Pombal é...

... Escola Secundária de Pombal!
Só por curiosidade, registe-se o "score" numa espécie de blog da Assembleia Municpal (já me tinham dito que os blogs são muito apreciados nos paços do concelho): Menezes Falcão - 4 x Resto do Mundo - 0.

A propósito de obras

Centro de Estudos Mota Pinto? Se nem com o Centro de Estudos do Marquês (que muito mais impacto e importância tem) se fez algo, justifica-se a aquisição e desperdício de dinheiro em mais um espaço para que fim? Estudar a vida e a obra de alguém que pouco ligou a Pombal, apesar de ter escrito o melhor manual jurídico de sempre? Deixemo-nos de ideias que apenas fazem sentido por questões político-partidárias (para arranjar uma rua, deixemo-nos de tretas, é mesmo preciso o Centro de Estudos). Chega de gastar dinheiro em espaços sem utilidade prática.

Centro de Negócios no Centro Histórico? Depois de um buraco (em todos os sentidos) chamado parque de estacionamento, de um edifício do Arquivo que precisa de ser ampliado, é esta a ideia para dinamizar aquela zona. Aqui já me posso afastar da ideia do CE Mota Pinto. Mas exactamente o que vai ser o Centro de Negócios? Uma incubadora? Um ponto de encontro para empresários? Um auditório? Um centro de informação? E para tudo isto já não há espaços subaproveitados? Ou é apenas para não se dizer que "só" se vai construir um novo edifício das Finanças - obra que considero justificada, atenção. Moral da História: enquanto houver por onde fazer, faça-se. Depois planeie-se. O que não quer dizer que seja má ideia, dava jeito era perceber o que se quer: se é obra para que pessoas criem riqueza, venha. Mas, naquela zona, a começar, começava pela Casa Mortuária.

Escola Secundária de Pombal. Pediu-se a opinião (felizmente) não vinculativa à Assembleia Municipal. Entre ter nome ou não ter, que não tenha. É de Pombal, ponto. Parágrafo, tendo, use-se um exemplo: Salgueiro Maia.

Nota mental

A propósito de tanta obra que anda para aí (em Pombal a do Castelo, por exemplo, em Portugal,a do TGV, por exemplo): não são as obras que criam riqueza, as pessoas é que a criam. Mas saibamos preparar as pessoas e escolhê-las por mérito e capacidade, e não pela habilidade em dobrarem a espinha a favor das visões (ou alucinações) de quem comanda.

26 de abril de 2010

Avanço não avanço

A Rádio Cardal anda, há cerca de um ano, para organizar um programa regular de informação/debate mas não consegue passar da intenção à acção. Não é por falta de meios: têm muito espaço radiofónico e há muito que os participantes se disponibilizaram. Então, porque será?

PS: … Há quem diga que não querem política nem assuntos polémicos!
Será?

A pérola deste Abril

Disse o engenheiro, no seu discurso deste Abril, que "os cidadãos estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia". Como não conhecemos outra, e acreditamos que qualquer democracia é sempre melhor que uma ditadura, presumo que esteja a falar de exemplos destes, com o seu mestre Cavaco à cabeça.
Do que li, fiquei particularmente intrigada com "o alheamento da juventude face à política".
Olhe que não, senhor presidente.
Se olhar bem para dentro da Câmara que habita desde 1993, pelo menos em Pombal podemos concluir que a juventude tem-se interessado bastante pela causa, a avaliar pelas equipas que compõem a vereação. Depois há ainda toda essa malta gira e nova que pulula pelos diversos serviços. Bem vistas as coisas, se calhar não se interessam nada com isso. Mas votam, e isso é que é importante.

ps: Por falar em juventude. Alguém me pode explicar quem é a rapariga ruiva que aparece caricaturada na última página do Correio de Pombal desta semana? Hum? E vai tomar conta de que museu? Do de Arte Sacra, que anda a ser cozinhado?

25 de abril de 2010

25 de Abril, sempre!


Obrigado. Pela coragem, pela integridade, pelo exemplo, pela abnegação, por ser o último grande herói. Por não querer o holofote. Por perceber que Abril se teria de cumprir com muitos e pelo futuro de todos. E que mesmo que ainda falte bastante, o exemplo de um Homem, tão maltratado por quem depois mandou (privilegiando sempre a espinha quebrada e desrespeitando opiniões contrárias), mesmo que tenha havido datas posteriores que felizmente impediram desvios totalitários, neste dia gosto de relembrar um rosto de um Homem que no encontro que teve com a História nem chegou atrasado nem quis roubar o momento. Obrigado.

Dois anos de Farpas

Foto de 1 de Maio de 1974. Largo 25 de Abril, Pombal

Não são os relatos que nos chegam das folhas impressas com tudo o que se aqui diz; não são as pancadinhas nas costas dos que nunca têm coragem de aqui dar o nome e a cara; não são sequer as palavras de incentivo dos que resistem mas não podem dizê-lo. Não é isso que nos faz continuar por cá, a farpear os interesses instalados. É Pombal que nos move, enquanto terra melhor que queremos para os nossos filhos e para os amigos deles, onde o conceito de desenvolvimento não se esgote no crescimento. Onde seja possível discordar do que acontece no Largo do Cardal sem que lá se desenhe a nossa caveira. Para que se cumpra aqui, neste canto, um bocadinho de Abril.
Foi por isso que nos juntámos num blogue. Faz hoje dois anos.
Paula Sofia Luz
Adérito Araújo
Adelino Malho
João Melo Alvim
Nuno Gabriel Oliveira

20 de abril de 2010

Louriçal, terra afamada

As audiências do "Nós por cá" não devem ter chegado para as da missa de domingo na TVI, com a imagem comovente de Narciso Mota a orar. E por isso aqui fica o link da reportagem da SIC. Porque falta muita luz ao povo.

19 de abril de 2010

Distrito competitivo?

Em 2009, o saldo da Balança Comercial do distrito de Leiria foi positivo em 214.644 milhares de Euros. Isto mostra que o distrito, no geral, é competitivo? Não, porque dois dos dezasseis concelhos – Marinha Grande e Leiria – são responsáveis por 54% das exportações. Mas a Marinha Grande confirma, mais uma vez, que é o concelho mais dinâmico e competitivo do distrito: é responsável por 28% das exportações e por 99% do saldo do comércio externo do distrito!

Incongruências

Se há coisas em que o PSD local é especialista é na escolha da acção casuística que agrade ou ganhe apoiantes. Daí a obsessão pela política de subsídios.
Talvez tenham ficado surpreendidos com a proposta do PS de subsídio à natalidade, e reagiram com contundência porque querem ter o exclusivo da coisa. Mas no fundo acham bem subsidiar a natalidade, e praticam-no, nomeadamente em Abiul.
Não se admirem, portanto, que daqui a uns tempos, quando a coisa arrefecer, o PSD faça aprovar, na câmara, um subsídio à natalidade.

16 de abril de 2010

O PS mudou

É hoje claro que o PS concelhio mudou. Os sinais foram dados logo nas primeiras intervenções políticas após as eleições, como aqui assinalei na altura.
Os desastrosos resultados eleitorais impunham alguma mudança, mesmo que seja para tudo ficar na mesma. Mas o problema é que mudar por mudar pode nada significar e nada ajudar à credibilização de uma alternativa, nomeadamente se a mudança se limitar a trocar um estilo contestatário e critico (mas consistente) do poder instalado por uma acção política baseada em propostas populistas e demagógicas.
O eleitorado não é tão estúpido como alguns o julgam, e a última coisa que as pessoas estarão à espera de ver é o PS rendido á politica do subsídio que tanto criticou nos últimos anos.

Passar pela crise "a voar"!

Raúl Castro, Presidente da C.M. de Leiria, defende a abertura da Base Aérea de Monte Real ao tráfego Civil. Trata-se de uma iniciativa que, a concretizar-se, beneficiaria toda a região centro, nomeadamente (e em grande medida), Pombal. A existência de um aeroporto oferece novas e mais competitivas condições aos industriais de toda esta região, mas também uma nova perspectiva sobre o turismo nesta região. Já era tempo de se arranjar uma estratégia nesse sentido.
De qualquer forma, inegável é o facto de Pombal dever apoiar inequivocamente esta inciativa de Raúl Castro. Outra coisa não seria aceitável!

15 de abril de 2010

Natalidade ou fatalidade?

O PS propôs, na reunião do executivo camarário, a atribuição de subsídios aos recém-nascidos como forma incentivar a natalidade.
O PSD rejeitou a proposta com o argumento de que esta fomentaria gravidezes indesejadas e responsabilizou o PS pela redução da natalidade com a descriminalização do aborto e o casamento homossexual.
Decididamente, nascer, aqui, pode ser uma fatalidade.

"Não preciso nem dizer..."

As notícias não hão-de ter arrancado sorrisos no Largo do Cardal. Feliciano Duarte, que já foi muito amigo de Diogo Mateus e inimigo de estimação de Narciso Mota, conhece bem Pombal.

13 de abril de 2010

Mota Pinto, a homenagem que aí vem

Depois de várias tentativas envergonhadas (e nalguns casos vergonhosas) a Câmara vai finalmente homenagear com alguma dignidade Carlos Alberto da Mota Pinto. Lá para Maio, quando se assinalarem 25 anos do desaparecimento de um filho desta terra que foi Primeiro-Ministro, será lançada uma medalha evocativa e apresentado um projecto que parece interessante: um Centro de Estudos com o nome do político. Aí será possível estudar e investigar sobre a vida e a obra de Mota Pinto. Fica apenas a dúvida sobre a localização, perante a dúbia nota de imprensa da autarquia, que se por um lado diz que a boa-nova "permite atribuir uma nova dimensão e valorização à Casa onde nasceu e viveu Carlos Alberto da Mota Pinto", por outro conclui sobre "a impossibilidade de reconstruir e restaurar a Casa onde nasceu e viveu durante a sua infância e juventude". Sendo assim, nao sabemos exactamente em que é que ficamos. Mas vamos dar o benefício da dúvida à boa-vontade do engenheiro antes de sair de cena, sobretudo por ter dado ouvidos à ideia.
Quando aqui escrevi isto, vai para dois anos, ainda cá estava o Manuel Carteiro, esse pombalense de mão cheia que era verdadeiro amigo de Mota Pinto, que lhe cedeu a mesa da sala para que o professor pudesse escrever o discurso de tomada de posse. Era um pedaço importante da memória de Pombal. Desapareceu há alguns meses. Uma das medalhas deveria ser dele, por direito.

12 de abril de 2010

PS é PS!

As eleições para as secções e concelhias do PS do distrito de Leiria decorreram este fim-de-semana (excepção feita para Peniche, que decorrerão no próximo sábado). No norte do distrito, predominam as listas únicas. Como em Pombal, por exemplo, em que Adelino Mendes tem a vitória assegurada, mas com um número de eleitores que faz lembrar as assistências da União de Leiria, quando joga em casa.
Num partido (PS) que tem coleccionado hecatombes nos últimos actos eleitorais autárquicos, em toda esta região, a existência de listas únicas é mais um claro sinal de falta de vitalidade. Porque a grandeza de um partido é como a seriedade da mulher de César: não basta ser, é preciso também parecer. E este PS não parece um partido grande!

9 de abril de 2010

As barreiras da vergonha!



Temos no Louriçal, na Estrada Nacional n.º 342, umas barreirasde grande dimensão que guardam um buraco na estrada. Este aparato deve-se a um problema ainda não resolvido, naquela via, e que resulta de uma falha na estrutura do pontão. Já lá vão mais de 6 meses! Sabe-se que o IEP já chegou à conclusão que deve levar um pontão novo, só que ainda não passaram das palavras aos actos.

Eu alerto-vos para a perigosidade da situação. Esta estrutura rouba uma das duas faixas de rodagem, fazendo com que os carros tenham que passar apenas um de cada vez. Só que os que devem ceder prioridade (os que se apresentam vindos do lado de Soure) não conseguem saber se podem ou não avançar, porque a curva lhes retira a visibilidade do trânsito vindo do lado de Pombal (ou da Figueira).

Na minha opinião, estes 6 meses com esta situação absurda comprovam a completa falta de respeito que existe dos poderes mais centrais (todos!) em relação às franjas. Não me venham com as "tretas" de empurrar responsabilidades (que é responsabilidade do IEP, que a CMP não pode mexer, blá-blá-blá...), porque aquilo que eu tenho a certeza é que se esta pouca vergonha se passasse na cidade de Pombal, já estaria resolvida. E eu, que não me acho um "pombalense de segunda", acho mal. Acho muito mal, mesmo!

8 de abril de 2010

Louriçal mediático

1 - Andaram por aí hoje uns senhores da SIC, do programa "Nós por cá", a dar voz à insatisfação da população, relativamente ao péssimo tratamento que recebemos por parte da EDP (o sr. Mexia foi premiado com uns trocados, mas não foi com base em nenhum inquérito de satisfação de clientes realizado no Louriçal).
2 - A RTP também já conhece bem as (desgraçadas) estradas do Louriçal, porque transmitiram já algumas vezes jogos de futsal, directamente do pavilhão do Instituto D. João V. Uma vila de grandes méritos desportivos, pois claro!
3 - No próximo dia 18 de Abril, e inserido no encerramento das comemorações dos seus 300 anos, a missa dominical da TVI será transmitida a partir do convento do Louriçal. Uma celebração da eucaristia feita num local lindíssimo, que eu espero que todos os pombalenses conheçam "ao vivo e a cores", e que não necessitem de televisão para passarem a conhecer.
Apetece-me dizer que "o Louriçal está na moda"! E se a comunicação social for, de facto, uma arma e uma outra forma de poder, tenho a lamentar que, neste canto esquecido do concelho de Pombal, não aderimos ao desarmamento proposto por russos e americanos. Bem precisamos de um grito de Ipiranga, que isto andava feio por estes lados!

Só se este estudo também não presta!

Eu já tinha dito mais ou menos isto, lá em baixo. Mas parece que eu é que era maluco. Agora são estes senhores que o dizem. Devem ser malucos, também...
A notícia está mais pobre que na edição radiofónica, mas destaco esta passagem:
"Segundo o estudo elaborado pelo ISCTE e pela Procuradoria-geral da República, 59 por cento dos arguidos em casos de corrupção, participação económica em negócio ou peculato estão ligados ao poder local."

Este nosso Portugal

Ver Emídio Rangel a falar de Ética e Deontologia é como ter Jack, o Estripador a dar aulas de Medicina Legal.

Obras

Aqui fala-se em recuperação da ponte D. Maria (a antiga ponte sobre o Arunca). Ora se não estou em erro, previa-se/queria-se que nessa ponte fosse feito um túnel para permitir o prolongamento do acesso pedonal até à Biblioteca. Se assim for, fica ainda por saber o que fazer para nascente da ponte, nomeadamente ao espaço ocupado por um bar. Sem ver projectos, obviamente que mais não se pode avançar, mas se se torna importante ter uma via paralela ao rio, dava jeito ter um rio também. Uma discussão complicada.

6 de abril de 2010

José Silva


Partiu.
Cedo demais e com muito ainda para dar à causa pública.
Nos poucos contactos que tivemos retive a imagem de um homem bom. E é essa imagem, mais do que a sua dedicação e obra, que aqui quero assinalar (até porque, consta, muito por aqui andou).

beat, beat, beat...beat laranja?

Aquilo começou e acabou sem que a maior parte dos comuns mortais percebesse de que se tratava: o Beat. Na noite de sábado a discoteca Noite Mia (antigo Lusitano) voltou a abrir as portas, com o pretexto de um evento solidário. Não se +percebeu muito bem se era uma festa de final de ano lectivo (como pelos vistos nasceu a ideia), se era antes uma festa sócio-caritativa, a favor de uma loja social da APEPI, que ainda não existe. Assim como ficámos sem saber se o dinheiro angariado revertia a favor da loja social ou não. Ou se era todo ou só uma parte. Ou se eram apena sos géneros alimentares e as roupitas.
Também estranhámos a ausência da direcção da APEPI. Estranhámos muito, muito, muito.
E do staff da Câmara (andavam por lá dois vereadores, mas pareceu-me que estavam ambos "à paisana", a avaliar pela descontracção).
A festa tinha o dedo, a mão, enfim, toda a alma de JVV, como muito bem fez notar um cartoon publicado no Correio de Pombal de há duas semanas (que por não ser assinado, presumimos que é da responsabilidade da direcção do jornal). Ainda um dia se há-de reconhecer o carisma solidário deste rapaz, que (diz que) conseguiu em poucas horas resolver um problema que a Câmara andou a "mastigar" durante meses: um espaço para a loja social. Certamente que D. Teresa Silva que lhe há-de ficar agradecida.Vai ser ali dentro do complexo Intermarché.
Com menos cantigas, já Rodrigues Marques levou uma loja dessas para Albergaria dos Doze. Porque nem todos os pintos precisam de alarido para sair da casca ;)

O melhor beat é aquele que traz a Pombal o Zé Pedro, mítico guitarrista dos Xutos. Bem haja, JVV.

afinal...

Era mentirinha do 1º de Abril, claro...

1 de abril de 2010

O fim do Farpas!

Num passado recente, o FARPAS POMBALINAS solicitou à Câmara Municpal de Pombal que passasse também a publicar no nosso blog a publicidade institucional do município, como forma de subsidiar/custear a manutenção e remodelação deste espaço.
Apesar de ser (este blog) um espaço de grande visibilidade e com reconhecidos méritos informativos, a Câmara Municipal não respondeu afirmativamente à nossa pretensão, sufocando por isso, em termos financeiros, a manutenção deste espaço de democracia.
Por esta razão, é com grande pesar que anunciamos que este espaço irá ser encerrado, não se mantendo sequer em arquivo.

Ele insiste...


Depois de ter sido "chutado" para Londres, pelo seu próprio partido, para administrar o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, João Cravinho regressou para dizer que "a corrupção política está à solta" em Portugal e que é urgente "despartidarizar a administração pública e escolher dirigentes públicos pelo mérito e competência".

Parece senso comum e, para a maioria dos europeus civilizados, até é. Em Portugal é que parece que não. Principalmente quando somos governados por um partido que tem o clientelismo político no seu ADN.