
Aí o têm! Novamente!
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
Remeto também para os comentários do Miguel Sopas, onde são levantadas e bem, todas as questões e mais alguma que interessava ver respondidas. Pelo menos, que interessam aos cidadãos que se preocupam com a gestão criteriosa do bem público.
O ridículo da pergunta que fiz é para frisar exactamente os dois pontos que interessam e aquele que não interessa. Começando por este, o Banco é um personagem menor e, apenas se houvesse conivência de alguém do seu interior, justificaria ser chamado ao drama. Como não há, não interessa para o cerne da questão.
Os dois pontos de interesse: o alegado responsável, mesmo que tenha confessado, é sujeito de um processo judicial. Também o é de um disciplinar, mas isso são outros quinhentos. E no processo judicial é a Justiça que tem de apurar quais os crimes efectivamente cometidos, o grau de responsabilidade e, se for caso disso, as penas. É um caso de polícia, ponto final.
O outro ponto de interesse: como é que afinal a Câmara funciona? Quais os mecanismos que permitem que um funcionário faça movimentos, ao que se indica, avultados, sem qualquer tipo de controlo? Qual é a hierarquia que deixa que isto aconteça? Como é que alguém está em posição de aceder a várias contas e fazer o que fez? Admito que faltam dados (e nem o próprio sabe dizer quanto desviou - palavras do próprio) mas para já há duas alternativas: ou se chuta a responsabilidade para fora (foi o malandro do Banco) ou se apuram, dentro, quais os responsáveis. Pelos factos e pelas condições que levaram aos factos. E não me venham dizer que é normal um funcionário ter acesso a tanta coisa, sem mecanismos de controle. Não é uma questão de desconfiança, é de controle, de gestão. Mas seguramente que há muita gente que conhecendo a orgânica da admininistração local pode esclarecer este e outros pontos.
E não restem dúvidas: o desfalque é caso de polícia. Mas a gestão administrativa e funcionamento da Câmara é um caso de importância capital para perceber as falhas de uma administração que se reputa de uma solidez a toda a prova. Aconteceu o que aconteceu porque não havia condições de controlo. Podemos pôr a cabeça na areia e ficarmo-nos pelo óbvio (concentrando baterias nalguém que será responsabilizado), irmos para o plano do surreal (e chamar o banco à colação já) ou então perguntar: mas afinal que diabo se passa dentro daquela casa.
Afinal, na altura da Auditoria da PombalViva, um vereador (e bem) dizia que havia cheques de determinado valor que nem ele, noutras funções, assinava sozinho. Como é possível deixar que o sistema funcione assim, de forma a que alguém faça o que fez? Essa é a questão que interessa, com outros complementos, obviamente. O resto é mera cortina de fumo.
Quer-se dizer então que, até aqui, as políticas eram feitas por um prisma populista de agradar? Esta é a primeira pergunta que me surje. Depois a constatação: pois, estamos em fim de ciclo. E finalmente a conclusão: não sendo de agora o estado de coisas, embora não tão grave, não deixa de se mostrar que a gestão em termos de subsídios era errada e na lógica do desbaratar. Porque se não fosse, não se retiravam subsídios sem mais, mas sim reformulava-se critérios, adequando-se aos tempos que vivemos. Que fique o exemplo e a constatação, 4 mandatos e qualquer coisa depois que, no que toca a subsídios, se havia coisa que faltava eram regras claras e transparentes na sua atribuição.
Por isso, se é menos desperdício, seguramente que há instituições, com trabalho meritório, que se vão ressentir da decisão. Mas foram estas as regras com que muitos viveram e que sistematicamente foram sancionando em actos eleitorais. E agora, Narciso Mota troca-lhes as voltas. Não por qualquer espírito de responsabilidade, mas pela simples constatação de que havia que cortar. E quando não há regras para dar, também não as há para cortar. Lição para o sucessor: regulamento de atribuição de subsídios precisa-se.



Depois de vermos a Zelinda do Hotel como modelo, na publicidade do novíssimo supermercado, agora a fama está mesmo ao alcance de todos. Basta aparecerem na zona desportiva entre as 21 e 22 horas dos dias 15, 19 e 22 deste Julho e...voilá, hão-de integrar o flas mob das festas do Bodo 2010. Vai-se a ver e talvez não seja preciso gastar rios de dinheiro com as festas. Basta usar a cabecinha. Os pormenores estão aqui, na página do Facebook.


As obras na Urb. do Casarelo avançam a bom ritmo. Como os planos para aquela zona não são de conhecimento público, porque importa apresentar a coisa como facto consumado de forma eliminar a contestação, fazendo uso da máxima “come e cala”, as pessoas vão observando e questionando:

Não tenho fotos, mas arranja-se uma visão aérea (veja-se as setas que indicam de onde a onde ase colocou o tapete de alcatrão). Para quem não se situar no mapa, no prolongamento da Rua Delfim Crispiniano, assim como quem vai para Vale Cubas, vindo já de uma estrada em estado deplorável, sem bermas e com mais remendos que a selecção nacional, depara-se com um tapete de alcatrão novinho em folha que rodeia a colina, servindo, pelo menos, que se note, uma casa. Dir-me-ão: mas por tão pouco alcatrão vale a pena falar-se? Pois claro que sim! É que quem não conhece a generalidade do estado em que estão as ruas (no sentido lato) dos Governos bem pode estranhar que por ali se despeje alcatrão, quando o tuvenant que por lá estava chegava e bastava. Opções, pois claro, mas opções estranhas.
As obras na Encosta do Castelo arrastam-se no tempo (O que não é necessariamente mau, porque quanto mais tarde acabarem mais tarde se gasta o dinheiro).




Foto de 1 de Maio de 1974. Largo 25 de Abril, Pombal
Em 2009, o saldo da Balança Comercial do distrito de Leiria foi positivo em 214.644 milhares de Euros. Isto mostra que o distrito, no geral, é competitivo? Não, porque dois dos dezasseis concelhos – Marinha Grande e Leiria – são responsáveis por 54% das exportações. Mas a Marinha Grande confirma, mais uma vez, que é o concelho mais dinâmico e competitivo do distrito: é responsável por 28% das exportações e por 99% do saldo do comércio externo do distrito! Temos no Louriçal, na Estrada Nacional n.º 342, umas barreirasde grande dimensão que guardam um buraco na estrada. Este aparato deve-se a um problema ainda não resolvido, naquela via, e que resulta de uma falha na estrutura do pontão. Já lá vão mais de 6 meses! Sabe-se que o IEP já chegou à conclusão que deve levar um pontão novo, só que ainda não passaram das palavras aos actos.
Eu alerto-vos para a perigosidade da situação. Esta estrutura rouba uma das duas faixas de rodagem, fazendo com que os carros tenham que passar apenas um de cada vez. Só que os que devem ceder prioridade (os que se apresentam vindos do lado de Soure) não conseguem saber se podem ou não avançar, porque a curva lhes retira a visibilidade do trânsito vindo do lado de Pombal (ou da Figueira).
Na minha opinião, estes 6 meses com esta situação absurda comprovam a completa falta de respeito que existe dos poderes mais centrais (todos!) em relação às franjas. Não me venham com as "tretas" de empurrar responsabilidades (que é responsabilidade do IEP, que a CMP não pode mexer, blá-blá-blá...), porque aquilo que eu tenho a certeza é que se esta pouca vergonha se passasse na cidade de Pombal, já estaria resolvida. E eu, que não me acho um "pombalense de segunda", acho mal. Acho muito mal, mesmo!
