28 de julho de 2010

Ora até que enfim

Porque mais vale tarde que nunca...o PS veio finalmente a terreiro pedir responsabilidades. Deve ter sido depois da reunião da comissão política, quinta-feira do Bodo. Tal como se pode ler aqui, os socilaistas pedem uma comissão de inquérito a propósito do desfalque. Estou curiosa para saber a resposta do presidente da Assembleia Municipal.

Fernando Coucelo

Ocupei um dos lugares da Bancada da Assembleia Municipal, eleito pelo PS, ao mesmo tempo que o Eng. Fernando Coucelo, recentemente falecido. Não foram muitas as sessões que compartilhamos, infelizmente já devido à doença. Não posso dizer que o fiquei a conhecer profundamente ou que o mesmo marcou a minha actuação. Posso no entanto dizer o que simples e facilmente constatei: sereno, culto e com a capacidade de abafar a mesquinha luta suprapartidária, era-lhe fácil recentrar uma discussão saíndo da clubite partidária, contribuindo, ainda que (infelizmente) por pouco tempo, para o nível que seguramente todos queríamos ter na Assembleia, mas que nem sempre foi possível alcançar. Por isso não posso deixar de apresentar os meus sentimentos à família. Que descanse em paz.

27 de julho de 2010

CV's

Ainda sobre a descrença nos políticos, parece-me importante conhecer os seus percursos, as suas ideias, os seus méritos. Os ricos curricula dos nossos vereadores podem ser encontrados neste canto do portal do municipio. Recomendo a consulta. Quantos às ideias defendidas por cada um deles, não há grande informação. Vão servindo algumas entrevistas a jornais locais, onde não é hábito dizer mais do que generalidades.
No caso local, estas informações servem um pouco para responder à questão "porque foram aquelas pessoas escolhidas para aquelas funções de tão grande relevo?", suspeitando-se sempre que há um passado profissional ou de outras índole que justifique essa escolha.
Outro aspecto que julgo importante notarmos é relativo aos pelouros que cada um assume, encontrando aí algumas curiosidades que me parecem revestidas de algum humor.

Já agora, e por curiosidade, ficam mais alguns links onde podemos conhecer ideias, percursos e acções de outros politicos:

Eurodeputados (Parlamento Europeu);

Deputados (Assembleia da República).

Percamos (ganhemos?) algum tempo a descobrir os nossos representantes, e as suas actividades públicas. É nosso dever!

Rescaldo

Se o Bodo é o Natal dos pombalenses...

O Largo do Arnado (palco de discussões acesas entre expositores e organização...) é um palco a explorar

A música nas ruas


O relvado, ao fim da primeira noite.


Quando digo que o estádio é um exagero é isto que quero dizer.




Sem a megalomania dos dois anos passados, o Bodo foi aquilo que se quer dele: uma festa. Ficou provado que não é preciso orçamento esbanjador para que o povo saia à rua e se reencontre com a sua cidade. O apêndice "estádio" parece-me desnecessário. O largo do Arnado pode - e deve! - ser melhor aproveitado, as ruas que se abrem ao "bodo alternativo" (das bandas e da música ao vivo) também.
Cinco dias depois, só posso reforçar aquilo que acho desde 2008: Pombal não precisa de se endividar para uma festa. Precisa é de mobilizar as suas gentes para ela. Porque o Bodo não é a Expofacic, nem precisa de ser. É verdade que os funcionários municipais não andavam com ar muito satisfeito, pois que a "prata da casa" foi obrigada a vestir a camisola. Paciência. Os tempos não estão fáceis para ninguém...
Agora perguntem lá ao povo, àquele que faz a festa, que enche as ruas, os bares, os restaurantes e o estádio, se este ano se divertiu menos do que nos outros. Porque aos outros, escusam de perguntar. Sobretudo aos que não vão à rua misturar-se. Também gostava de saber a opinião do senhor presidente, que no primeiro ano do resto do seu reinado andou muito mais ausente, não obstante o ar saudável que emprestou à corrida do bodo, a sprintar até à meta. Ufa, estávamos a ver que não.

Passam hoje 40 anos!

Salazar morreu a 27 de Julho de 1970, fazem hoje precisamente 40 anos. Digo eu, ainda com uma convicção juvenil de que me orgulho: não faz falta à nação! (Deixem a pontuação tal e qual como está.)
O perverso nisto tudo é que ainda existem saudosos, que não raras vezes imploram por um novo Salazar. O triste concurso da RTP fez dele "o maior português de sempre", em 2007. Estas perplexidades devem fazer-nos pensar. A única conclusão a que consigo chegar é a seguinte: muito mal anda a nossa classe política, para que um sujeito (regime?) odiento como foi (o fascismo de) Salazar ainda deixe saudades.

24 de julho de 2010

23 de julho de 2010

Sem pompa

São hoje inaugurados os Centros Educativos de Abiúl e da Fonte Nova. Obras importantes e que marcam uma nova abordagem na formação das crianças.
Narciso Mota manifestou, varias vezes, o desejo de convidar o Primeiro-ministro José Sócrates para a inauguração dos Centros Educativos. E penso que José Sócrates, em condições normais e por maioria de razões agora, não dispensava a inauguração de duas obras de uma medida emblemática do governo.
Porque foi, então, entregue o papel ao Secretário de Estado da Educação?

22 de julho de 2010

Concordo!

Diz o nosso presidente Narciso Mota, em entrevista ao Jornal de Leiria (veja-se o suplemento dedicado ao Bodo), que "Houve a preocupação para que, neste período de crise, se reduzissem os custos em termos de organização e contratação de espetáculos, sem afectar ou diminuir a qualidade dos eventos e a versatilidade do tradicional programa das Festas do Bodo..."!
Concordo em absoluto! Se é possivel (como parece ser, nas palavras do nosso presidente) fazer o mesmo, não beliscar na qualidade, mas por menos dinheiro, isso é uma boa noticia para este ano. Diz um bocado mal é das organizações anteriores, que (ainda lido nas linhas anteriores) gastaram mais dinheiro, não fazendo melhor!
Já agora, e não querendo maçar... orçamento, existe? Esse é que podia ser tornado público, para que o munícipe pudesse avaliar por si mesmo, e "fazer as suas contas".

A dúvida #2

E a oposição? Onde anda a oposição? Estão numa de "governo de salvação nacional", num "pacto de estabilidade"? Ou não acham que há responsabilidades de quem devia controlar e não controlou? Consta-se que a única participação do PS neste caso foi ajudar na redacção do comunicado. A ser verdade, é inenarrável. Não é desta oposição que Pombal precisa.
Ainda que o faça já tarde, esperamos (todos) que o PS ainda acorde e diga qualquer coisa sobre o assunto. Qualquer coisa PARA FORA, porque é também "cá fora" que está o seu potencial eleitorado. E os que precisam de ver uma oposição a trabalhar.

A dúvida


Eu, que não percebo nada de finanças, muito menos dos mecanismos envolvidos pelo sistema financeiro de uma autarquia, ando intrigada na minha qualidade de cidadã que paga os seus impostos, que não usufrui de qualquer subsídio autárquico, que o parente mais próximo que tem a trabalhar na Câmara é um tio cantoneiro, e que acha mesmo que a única forma de diminuirmos o risco de burlas, desfalques e facilitismos diversos é mudar as peças, de vez em quando. Alternância. Limitação. Se bem que cada vez me parece mais difícil haver alternância sem alternativa. Isso desgosta-me no meu lado humanista e solidário, que é apanágio do povo de Pombal (é assim?).

Considerações à parte, há uma dúvida que se me levanta, a propósito da situação financeira da autarquia que por estes dias anda nas bocas do mundo.

- Se Guilherme Santos tinha Armindo Carolino, se Armindo Carolino tinha Armando Portela, porque será que Narciso Mota nunca teve, entre os seus vereadores, um "testa de ferro" para a área financeira?

BODO


Queriam BODO, BODO mesmo, com “artistas” locais, divertido e entrada no bolso?
Aí o têm! Novamente!

20 de julho de 2010

De quem é a culpa?

Um funcionário da Câmara roubou-nos, de forma continuada, durante meses, sem que, aparentemente, mais ninguém se tivesse apercebido. Além disso, pelo que li, a fraude só foi detectada por mero acaso. Como é possível que tal situação tenha ocorrido, sabendo nós como são apertados os mecanismos de controlo existentes na gestão dos dinheiros públicos?

É urgente apurar todas as responsabilidades deste enorme escândalo. Ficaria muito surpreendido se o Eng. Narciso Mota e a sua equipa - os verdadeiros responsáveis pela gestão autárquica - continuassem com condições para presidir aos destinos da Autarquia.

Momentos

Hoje, dois funcionários da PMUGest a recolher as moedas do parquímetro!

desfalque report #3

Depois de ouvido toda a manhã e início da tarde de hoje, o principal suspeito do desfalque fica a aguardar julgamamento em prisão preventiva.
A rapariga brasileira (que o trasnportou para Leiria ontem e que foi igualmente detida pela PJ), está em liberdade, com termo de identidade e residência.

Desfalque report #2

Remeto também para os comentários do Miguel Sopas, onde são levantadas e bem, todas as questões e mais alguma que interessava ver respondidas. Pelo menos, que interessam aos cidadãos que se preocupam com a gestão criteriosa do bem público.

desfalque report #1

Depois da meia noite, o principal suspeito (entretanto detido em Leiria, à hora de almoço) continuava a ser ouvido no Tribunal de Pombal. Afinal, havia outros.

19 de julho de 2010

É tudo normal em Pombal ocidental?

Só em Pombal é que o suspeito do desfalque dá uma entrevista à rádio, em tom pesaroso, como quem foi enganado pelo além.
Só aqui é que, perante isto, a oposição se mantém caladinha.

O que realmente interessa

Dúvida: já se participou ao Banco de Portugal da conduta danosa do Banco que permitiu as transferência anómalas?

O ridículo da pergunta que fiz é para frisar exactamente os dois pontos que interessam e aquele que não interessa. Começando por este, o Banco é um personagem menor e, apenas se houvesse conivência de alguém do seu interior, justificaria ser chamado ao drama. Como não há, não interessa para o cerne da questão.

Os dois pontos de interesse: o alegado responsável, mesmo que tenha confessado, é sujeito de um processo judicial. Também o é de um disciplinar, mas isso são outros quinhentos. E no processo judicial é a Justiça que tem de apurar quais os crimes efectivamente cometidos, o grau de responsabilidade e, se for caso disso, as penas. É um caso de polícia, ponto final.

O outro ponto de interesse: como é que afinal a Câmara funciona? Quais os mecanismos que permitem que um funcionário faça movimentos, ao que se indica, avultados, sem qualquer tipo de controlo? Qual é a hierarquia que deixa que isto aconteça? Como é que alguém está em posição de aceder a várias contas e fazer o que fez? Admito que faltam dados (e nem o próprio sabe dizer quanto desviou - palavras do próprio) mas para já há duas alternativas: ou se chuta a responsabilidade para fora (foi o malandro do Banco) ou se apuram, dentro, quais os responsáveis. Pelos factos e pelas condições que levaram aos factos. E não me venham dizer que é normal um funcionário ter acesso a tanta coisa, sem mecanismos de controle. Não é uma questão de desconfiança, é de controle, de gestão. Mas seguramente que há muita gente que conhecendo a orgânica da admininistração local pode esclarecer este e outros pontos.

E não restem dúvidas: o desfalque é caso de polícia. Mas a gestão administrativa e funcionamento da Câmara é um caso de importância capital para perceber as falhas de uma administração que se reputa de uma solidez a toda a prova. Aconteceu o que aconteceu porque não havia condições de controlo. Podemos pôr a cabeça na areia e ficarmo-nos pelo óbvio (concentrando baterias nalguém que será responsabilizado), irmos para o plano do surreal (e chamar o banco à colação já) ou então perguntar: mas afinal que diabo se passa dentro daquela casa.

Afinal, na altura da Auditoria da PombalViva, um vereador (e bem) dizia que havia cheques de determinado valor que nem ele, noutras funções, assinava sozinho. Como é possível deixar que o sistema funcione assim, de forma a que alguém faça o que fez? Essa é a questão que interessa, com outros complementos, obviamente. O resto é mera cortina de fumo.

18 de julho de 2010

Desfalque consentido

Com os factos conhecidos, nomeadamente os fornecidos pelo ilustríssimo e sempre muito bem informado Rodrigues Marques e pelo autor confesso*, é possível afirmar que o desfalque de muitas centenas de milhares de Euros (ainda ninguém conhece o verdadeiro montante, nem câmara) é um crime consentido (pelo sistema). Isto porque o crime foi perpetrado ao longo de vários meses e sem ninguém o detectar.
Deixemos então para a justiça o apuramento das responsabilidades e a condenação, ou não, do(s) autor(es) (em princípio um) do desfalque. Para este espaço de cidadania este pormaior pouco ou nada importa. A única coisa que realmente interessa, sob o ponto de vista do interesse público, é a análise da forma como são geridos/controlados os dinheiros públicos.
E neste aspecto, confesso desde já: estou surpreendido. Sempre achei que as empresas municipais serviam, essencialmente, para quebrar os mecanismos de controlo dos dinheiros públicos. E a PombalViva demonstrou-o completamente. Mas sempre pensei, também, tal como as direcções do PS, que a câmara controlava com rigor os dinheiros públicos. Estava enganado. Mais uma vez se prova que, ás vezes, a realidade ultrapassa todas as congeminações que possamos fazer acerca das instituições e/ou das pessoas que as dirigem.
E assim se desmonta a gestão rigorosa e por objectivos que tanto apregoavam!
* Adenda à versão inicial

17 de julho de 2010

Reunião de emergência na CMP


Anda escândalo no ar. Fala-se em grande desfalque. As fechaduras da câmara, pelos vistos, já foram mudadas.
Como diz o povo: casa roubada trancas na porta.