"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
28 de julho de 2010
Ora até que enfim
Fernando Coucelo
27 de julho de 2010
CV's
Eurodeputados (Parlamento Europeu);
Deputados (Assembleia da República).
Rescaldo
O Largo do Arnado (palco de discussões acesas entre expositores e organização...) é um palco a explorar
A música nas ruas
O relvado, ao fim da primeira noite.
Quando digo que o estádio é um exagero é isto que quero dizer.
Passam hoje 40 anos!
24 de julho de 2010
Estranhas coincidências
Pergunta-se: o que é que lá faz aquela gente toda?
23 de julho de 2010
Sem pompa
Narciso Mota manifestou, varias vezes, o desejo de convidar o Primeiro-ministro José Sócrates para a inauguração dos Centros Educativos. E penso que José Sócrates, em condições normais e por maioria de razões agora, não dispensava a inauguração de duas obras de uma medida emblemática do governo.
Porque foi, então, entregue o papel ao Secretário de Estado da Educação?
22 de julho de 2010
Concordo!
A dúvida #2
A dúvida
20 de julho de 2010
De quem é a culpa?
É urgente apurar todas as responsabilidades deste enorme escândalo. Ficaria muito surpreendido se o Eng. Narciso Mota e a sua equipa - os verdadeiros responsáveis pela gestão autárquica - continuassem com condições para presidir aos destinos da Autarquia.
desfalque report #3
A rapariga brasileira (que o trasnportou para Leiria ontem e que foi igualmente detida pela PJ), está em liberdade, com termo de identidade e residência.
Desfalque report #2
O presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, conta que o desfalque foi detectado, por volta das 20h de sexta-feira, pelo chefe da divisão de tesouraria, que se deparou com uma nota falsa. Não explicou como é que daí se concluiu que havia um desfalque, mas a irregularidade foi comunicada de imediato à PJ de Coimbra, que ouviu Victor Leitão logo nessa madrugada. Ontem voltou a ser interrogado, depois de ter sido detido com uma mulher com quem se encontrava numa instituição bancária de Leiria.
Remeto também para os comentários do Miguel Sopas, onde são levantadas e bem, todas as questões e mais alguma que interessava ver respondidas. Pelo menos, que interessam aos cidadãos que se preocupam com a gestão criteriosa do bem público.
desfalque report #1
19 de julho de 2010
É tudo normal em Pombal ocidental?
Só aqui é que, perante isto, a oposição se mantém caladinha.
O que realmente interessa
O ridículo da pergunta que fiz é para frisar exactamente os dois pontos que interessam e aquele que não interessa. Começando por este, o Banco é um personagem menor e, apenas se houvesse conivência de alguém do seu interior, justificaria ser chamado ao drama. Como não há, não interessa para o cerne da questão.
Os dois pontos de interesse: o alegado responsável, mesmo que tenha confessado, é sujeito de um processo judicial. Também o é de um disciplinar, mas isso são outros quinhentos. E no processo judicial é a Justiça que tem de apurar quais os crimes efectivamente cometidos, o grau de responsabilidade e, se for caso disso, as penas. É um caso de polícia, ponto final.
O outro ponto de interesse: como é que afinal a Câmara funciona? Quais os mecanismos que permitem que um funcionário faça movimentos, ao que se indica, avultados, sem qualquer tipo de controlo? Qual é a hierarquia que deixa que isto aconteça? Como é que alguém está em posição de aceder a várias contas e fazer o que fez? Admito que faltam dados (e nem o próprio sabe dizer quanto desviou - palavras do próprio) mas para já há duas alternativas: ou se chuta a responsabilidade para fora (foi o malandro do Banco) ou se apuram, dentro, quais os responsáveis. Pelos factos e pelas condições que levaram aos factos. E não me venham dizer que é normal um funcionário ter acesso a tanta coisa, sem mecanismos de controle. Não é uma questão de desconfiança, é de controle, de gestão. Mas seguramente que há muita gente que conhecendo a orgânica da admininistração local pode esclarecer este e outros pontos.
E não restem dúvidas: o desfalque é caso de polícia. Mas a gestão administrativa e funcionamento da Câmara é um caso de importância capital para perceber as falhas de uma administração que se reputa de uma solidez a toda a prova. Aconteceu o que aconteceu porque não havia condições de controlo. Podemos pôr a cabeça na areia e ficarmo-nos pelo óbvio (concentrando baterias nalguém que será responsabilizado), irmos para o plano do surreal (e chamar o banco à colação já) ou então perguntar: mas afinal que diabo se passa dentro daquela casa.
Afinal, na altura da Auditoria da PombalViva, um vereador (e bem) dizia que havia cheques de determinado valor que nem ele, noutras funções, assinava sozinho. Como é possível deixar que o sistema funcione assim, de forma a que alguém faça o que fez? Essa é a questão que interessa, com outros complementos, obviamente. O resto é mera cortina de fumo.
18 de julho de 2010
Desfalque consentido
Deixemos então para a justiça o apuramento das responsabilidades e a condenação, ou não, do(s) autor(es) (em princípio um) do desfalque. Para este espaço de cidadania este pormaior pouco ou nada importa. A única coisa que realmente interessa, sob o ponto de vista do interesse público, é a análise da forma como são geridos/controlados os dinheiros públicos.
E neste aspecto, confesso desde já: estou surpreendido. Sempre achei que as empresas municipais serviam, essencialmente, para quebrar os mecanismos de controlo dos dinheiros públicos. E a PombalViva demonstrou-o completamente. Mas sempre pensei, também, tal como as direcções do PS, que a câmara controlava com rigor os dinheiros públicos. Estava enganado. Mais uma vez se prova que, ás vezes, a realidade ultrapassa todas as congeminações que possamos fazer acerca das instituições e/ou das pessoas que as dirigem.
E assim se desmonta a gestão rigorosa e por objectivos que tanto apregoavam!


