Por estes dias está-me a custar comentar a vida política sem recorrer ao insulto gratuito.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
30 de setembro de 2010
Paradoxo?
Por estes dias está-me a custar comentar a vida política sem recorrer ao insulto gratuito.
28 de setembro de 2010
China Town
24 de setembro de 2010
Aniversário da biblioteca
Os meus parabéns!
21 de setembro de 2010
Freguesia de Alitém?
Hoje, não restam grandes dúvidas que a reorganização administrativa do País urge e é uma das variáveis mais importantes (senão a mais importante) para melhorar o retorno dos investimentos públicos, concentrando-os junto de aglomerados populacionais maiores, e, desta forma, aumentar a eficiência económica e a qualidade de vida das populações. Como é que ela pode ser melhor feita: de baixo para cima ou de cima para baixo? Idealmente, deveria ser decidida superiormente e implementada em todo o País ao mesmo tempo. Mas, como temos uma enorme incapacidade de decidir as coisas importantes, temo que nos venha a ser imposta de fora. Há muito que este processo deveria ter sido colocado em marcha pelos diferentes governos: por via politica (legislação aprovada na AR) ou por via administrativa (de baixo para cima, forçando as autarquias a fundir-se através da definição de critérios objectivos para a realização de investimentos públicos).
Em Pombal, tal como em todo o País, a maioria das freguesias estão colocadas perante um dilema: fundir ou definhar. A freguesia de Alitém poderia ser um bom tiro de partida para um movimento necessário e premente.
Orgulhosamente só
Pombal continua orgulhosamente só. Mesmo que isso signifique um péssimo serviço ou a ausência de serviço.
16 de setembro de 2010
A porca da política

A propósito deste post de Adelino Malho, o senhor Presidente da Câmara de Pombal afirmou: “Esta democracia é porca”. Este comentário fez-me lembrar o famoso cartoon “A Política: a Grande Porca”, publicado por Rafael Bordalo Pinheiro na capa do primeiro número da revista “A Paródia”, de Janeiro de 1900. A diferença é que, para Bordalo Pinheiro, a democracia era porca porque dava de mamar a muitos porquinhos. Para o senhor engenheiro, pelos vistos, a democracia é uma porca porque os porquinhos que não comem não se cansam de criticar os matulões que não largam a teta da mãe.
Recordações de Pombal antigo

14 de setembro de 2010
Eu voto Bárbara!

Nos últmos meses, O Correio de Pombal tem andado muito empenhado na divulgação da edição de 2010 do concurso “Modelo O Correio de Pombal”. Prova disso, é o constante destaque do evento, tanto na edição impressa como na edição on-line. Aliás, quem consultar a página do jornal na internet, fica convencido que em Pombal não se fala noutra coisa. Quem vai ser a próxima Modelo OCP? A avaliar pelos resultados da votação on-line (o jornal adverte que o “processo de votação sera meramente sugestivo devido ao uso indevido por parte de algumas pessoas.”) a jovem Sónia Silva já ganhou, com 27080 votos, apesar de ser seguida, por muito perto por Diana Paixão, com 22009 votos.
Como tenho tendência a tomar partido dos mais fracos e não quero ficar ao lado deste grande evento que tem mobilizado todos os pombalenses, também exerci o meu direito de voto, colocando a minha cruz na candidata Bárbara Cordeiro (na foto) que tinha apenas 53 votos.
13 de setembro de 2010
Os desgraçados
Para Narciso Mota a “proposta é inoportuna, irresponsável e incompetente”. E concluiu: “seria injusto para os desgraçados que já compraram”.
Não haja dúvida, somos uma terra de desgraçados, mesmo os que investem!
Crimes ambientais à descarada
Abandonar lixo na floresta ou á borda da estrada é o pão-nosso de cada dia neste pedaço de terra à beira mar plantado mas muito mal povoado. Os mais envergonhados escolhem locais escondidos, os desavergonhados inveterados fazem-no às claras. É vê-los, todos os dias e ao longo de anos, nas urbanizações ou junto a novas construções, a encherem sistematicamente os caixotes do lixo (destinados aos resíduos domésticos) com todo o tipo de resíduos da construção. Fazem-no por má formação e porque a câmara, coniventemente, o permite. E aqueles que pagam o serviço ficam privados dele, e têm que andar á procura de contentores livres para largar o lixo.No verão, altura em que por estas bandas há mais gente, é revoltante ver os contentores do lixo cheios de detritos da construção e o lixo doméstico espalhado pelo chão.
Na câmara, em vez de perderem tempo e dinheiro a colocar outdors com gráficos de barras a mostrar o aumento do volume de resíduos recolhidos porque não olham para isto e porque não penalizam os infractores? Eles estão claramente identificados. As toneladas de resíduos recolhidos talvez desça um pouco mas o ambiente e as pessoas agradecem.
10 de setembro de 2010
quando o boato se transforma em notícia
6 de setembro de 2010
Exposição à porta fechada

3 de setembro de 2010
Coincidências
O Farpas teve, também, que ir.
Que descanse e nos dê descanso, é o que lhe desejamos.
24 de agosto de 2010
Tudo azul
20 de agosto de 2010
Agora, a culpa é do Banco
Esta semana também, forneceu-nos Narciso Mota um pormenor delicioso: o ladrão depositou na conta desfalcada um cheque seu no valor de 14700 €. Chamar ladrão ao tipo que desviou o dinheiro da conta da câmara é um excesso de linguagem que só serve para exagerar a acção e assim demonstrar, por redução ao absurdo, que o tipo não é o culpado e, consequentemente, não é ladrão. Até porque, Narciso Mota logo nos garantiu que o ladrão era uma pessoa honesta, e, se Narciso o diz, quem sou eu (quem somos nós) para o desdizer.
Mas agora, ligando os factos conhecidos a história encaixa no meu culpado: o tipo da nota falsa. Se o tipo da nota falsa não tivesse feito passar a nota pela conta da câmara não teríamos, de certeza, desfalque. E o nosso presidente continuaria feliz e contente e com a áurea de competente e responsável. Explico: o ladrão não era verdadeiramente um ladrão, nem sequer um desfalcador, teria sido um tipo que fizera uns investimentos imobiliários no Brasil e, garantiu ele, teria devolvido os dinheiros (se calhar até pagava juros) á câmara. E a prova, factual, é que até já tinha começado a fazê-lo, logo não se pode dizer que estamos perante um desfalque, nem perante um ladrão, mas antes perante um verdadeiro empreendedor. Bem sei que os dinheiros públicos não são para estes fins, e que existia o risco de os investimentos falharem e os dinheiros públicos se perderem. Mas que interessa isso, ninguém saberia e muito dinheiro se tem desperdiçado de forma mais inútil.
Sacana do tipo da nota falsa. Apareceu no lugar errado e na hora errada. Narciso teve azar, e, se calhar, nós também! Para mim, até prova em contrario, o tipo da nota falsa é o verdadeiro culpado, mas aceitam-se outras hipóteses. Estou certo que, passo a passo, se chegará ao verdadeiro culpado.
Conselho charneira (o conselho é mesmo com s)
Depois há a utilização da palavra "intelectual" para estabelecer uma distinção. Uma distinção, diga-se, que é apenas mais uma das heranças negativas do ciclo Narciso: a divisão - falsa - entre "os" da cidade, esses "intelectuais" (deve ter faltado o "perigosos") e a população do resto do Concelho. É que é tudo tão infeliz que até me apetece fazer uma comparação com tempos idos, mas ainda passava por intelectual...
Muros para derrubar

19 de agosto de 2010
Estamos, estamos
Eu já não sei se estamos mal ou bem. Estamos em férias. Em festas. Anestesiados. Desfalcados da realidade e profundamente cansados de ver como o poder é exercido. Admita-se, a legitimidade eleitoral não é um fim em si própria, é um meio. E também não é uma causa de exclusão de responsabilidade para o que se passa. Querer dizer que de 1993 até hoje não se fez nada é nada. Querer dizer que se fez tudo bem é idiota. Querer dizer que se fez tudo mal, idem. O problema é como se fez e, sobretudo, a herança que fica para quem aí vem. E não falo a quem sobreviver à sucessão do actual Presidente. Falo da herança de todos: de um concelho que, quando comparado é com piores, que muitas vezes continua a construir obra pública sem critério, obedecendo à lógica da placa primeiro, ocupação depois. Falo da rede de dependências que muitas vezes impede que as pessoas exerçam os seus direitos. Falo da degradação da actividade pública refém de actores de segunda linha que apenas são escolhidos pela incapacidade de dizer "não" ao chefe. E podia falar no sistemático desrespeito pelas mais elementares regras de urbanidade quando se insulta, achincalha ou se tenta humilhar quem tem opinião contrária. Enfim, traços de uma época inequivocamente ligados a uma pessoa que não percebe que a da divergência também nasce a força, que várias perspectivas são melhor que uma e que a amizade nunca se pode sobrepor à competência. E sim, uma AM para discutir a questão da saúde ou do urbanismo, posso conceber, mas não uma para fiscalizar a actuação/gestão administrativa do município?Mas fazer futurologia em Pombal, em 2010, é uma ciência arriscada. Faltam pessoas e as poucas disponíveis têm outras indisponibilidades (desde pessoais a profissionais) e muitas há que fazem das tripas coração para dar algo de si que outros desdenham de imediato, apenas porque optam em nada saber. E para mais Pombal continua com o seu potencial, muito dele desaproveitado, sem se apostar em ideias como um Parque Verde a sério (veja-se a adesão ao Jardim do Vale - obra que continua a merecer, no seu todo, uns ajustes para a perfeição), sem regular a entrada do Alto do Cabaço, sem potenciar o seu património turístico (perguntem a quem recebe estrangeiros cá pela centralidade de Pombal). Teremos um CIMU Sicó? Ainda bem que assim é. Teremos a Aldeia do Vale recuperada? Aposta interessante. Mas o Vale do Anços continua sem ser potenciado. Continuamos a ter tanta Associação que não pára de trabalhar (por falar nisso, como ficaram os subsídios?) apenas para devolver algo à comunidade. Mas continuamos sem conseguir captar investimento que não se baseie em ordenados mínimos e em mão-de-obra intensiva. Não conseguimos ser um pólo de empreendedorismo, apesar de alguns excelentes exemplos que por aí andam.
A questão, quando se trata de balanços (ainda que provisórios) é perceber onde se estava e onde nos vamos encontrar no fim de um dado período. Antecipando o fim, e o claro ambiente de desprezo por quem não pensa (ou prefere não pensar) pela mesma bitola (curiosamente uma crítica que muito PSD fará, a nível nacional, ao PS), para qualquer pombalense que está disposto a dar algo de si pela terra onde nasceu, cresceu ou está envolvido em alguma coisa, é analisar o que foi feito e o que queremos. Eu queria, por exemplo, uma entrada de jeito na IC2, um Parque Verde, um Hospital imune a questões políticas, órgãos políticos que fizessem aquilo para o que são eleitos, uma política cultural (admitindo que existe já uma agenda de eventos culturais), a concessão total a privados de espaços que manifestamente não devem ser geridos pelo público, um município que usasse as suas próprias regras para gerar receitas da exploração dos seus recursos, etc. Mas queria, sobretudo, um sítio onde nem tudo fosse normal na sua anormalidade, onde apesar das diferenças, as eleições servissem de avaliação final, mas entre elas houvesse a capacidade, dos próprios eleitos, de perceber que servem a população e não o contrário. Sem insultos e revanchismos. E sem cortinas de fumo. Tipo uma coisa de Verdade, como Pombal de Verdade, percebem?
18 de agosto de 2010
Estamos mal, muito mal
A partida de João Coucelo é uma perda* Grande. Que teria sido evitável.
A saída (há semanas) do administrador (para funções na Assembleia da República) deixou mais um vazio E de cada vez que o clima instável transpira cá para fora, lá vem a senhora directora com um comunicado - que envia apenas para o que resta da comunicação social em Pombal - a dizer que sim senhor, que está tudo bem.
Das duas uma: ou os responsáveis regionais e nacionais estão a confundir Pombal com Anadia, ou a senhora directora é, afinal, uma incompreendida.
*a de Fernando Matos também.
14 de agosto de 2010
Ridículo e indigno
Mais do que o ridículo (e já ultrapassamos esse patamar) perdeu-se a noção da respeitabilidade.