15 de novembro de 2010

Cultura em rede

O Município de Pombal integra, desde o ano passado, o projecto Cultrede. Para além da rentabilização de recursos, este tipo de estruturas em rede possibilita disseminação de boas práticas de programação e gestão cultural, bem como a itinerância de projectos artísticos de qualidade, impossível de concretizar noutro contexto.

Em Pombal, onde a oferta cultural, por manifesta incapacidade dos agentes municipais, é particularmente deficitária, é notório o efeito positivo dessas parcerias. O aumento significativo da programação cultural de qualidade no Teatro-Cine (que ainda não tem uma página decente na internet) é disso um bom exemplo. Para além das actividades da Cultrede, temos também beneficiado do projecto “Bandas em Concerto”, promovido pela Direcção Regional de Cultura do Centro.

Parabéns à Autarquia pela iniciativa.

9 de novembro de 2010

Passámos a fasquia!

Os juros a 10 anos da nossa dívida soberana (pomposo apelido para tão miserável sorte) passaram a barreira dos 7%. Já alguém viu por aí o FMI?

5 de novembro de 2010

Carneirada

A CMP ganhou nos tribunais o diferendo que manteve população da Charneca, ao longo de seis anos, sobre a construção do cemitério no Casal Velho. A batalha jurídica terminou, mas o mais difícil está por conseguir: ganhar a batalha pelo cemitério.
É que ter um cemitério sem enterros é como ter um jardim sem flores. A carneirada não terminou.

Nas bocas do mundo

Numa semana em que se torna cada vez mais evidente que vivemos num país sem futuro, deparei com três referências à nossa terrinha que gostava de partilhar convosco. Afinal, pode haver "vida para além do deficit".

A primeira foi a da existência de um "Fado Pombal". Sim, tal e qual! O seu autor é o grande José Mário Branco que o escreveu para ser cantado pelo Camané. Este, numa entrevista ao Público, justificou: "a música tem uma terminação que soa um bocado a fado de Coimbra, mas como não é fado de Coimbra nem fado de Lisboa, embora seja inspirado nos dois, ficou intermédio: Pombal."


Esse facto não
parece ter comovido o novo guru português da auto-ajuda, Daniel Sá Nogueira (ele há cada cromo!). Em entrevista ao jornal I confessou que, depois de ter nascido na África do Sul, "enfiaram-me me no Pombal que, se ainda hoje não é uma cidade de referência nacional, há 20 anos era o fim do mundo". Por acaso, fiquei com pena que não o tivessem enfiado noutro lugar qualquer.

Como não há duas sem três, deparei-me com a existência de um mochila portuguesa, de grande qualidade, com a referência "Sicó", numa clara homenagem à nossa região e ao seu potencial turístico.


Com mochila e fado, acho que não precisamos de auto-ajuda para acreditar nas potencialidades da terra. Pena é que os nossos eleitos se esforcem tanto para nos fazer acreditar no contrário.

Os medalhados do costume e o teatro que se impõe

A notícia já é pública há dias, mas de tão desinteressante que anda a nossa realidade, quase passa em claro. É mais ou menos como Dia do Município em Novembro, Natal em Dezembro. Bom, dia 11 há uma lista de 15 personalidades/empresas/instituições que vão ser agraciadas pela Câmara.
Algumas são reincidentes. Percebi, com o tempo, que isto de ser reconhecido pelo poder obedece a um percurso no pódio. Assim sendo, o mérito começa em prata ou bronze, e vai evoluindo para o ouro. Nenhum nos merece particular relevo, o que diz bem do estado boring da efeméride.
Depois há teatro. À falta de uma comemoração popularucha do Dia do Município (que é no dia S. Martinho e isso facilitava tudo), à noite há teatro. O enredo de "Senhor Silva" - a peça que vai trazer a Pombal Tózé Martinho e um rol de actores mais ou menos conhecidos - é perigoso: Escrita por Ray Cooney, “Super Silva”, conta as peripécias de João Silva, um taxista que sendo casado com duas mulheres, Bárbara e Isabel, tenta fazer de tudo para que uma não fique a saber da existência da outra. Esta situação complica-se quando João Silva salva uma velhinha de ser assaltada, envolvendo-se na história dois polícias e um jornalista que quer levar a público a heróica história do taxista. Para ajudar na confusão envolvem-se nesta embrulhada Beto e Aníbal, vizinhos das duas mulheres de João Silva".


29 de outubro de 2010

Apparatchiks no seu melhor

Carlos Lopes, ex-deputado e actual chefe de gabinete do Governador Civil, é o estereótipo acabado do actual militante partidário de sucesso. Rapaz sem grandes qualidades chega a Chefe da Divisão Administrativa e a Secretário do Presidente da Câmara de Figueiró do Vinhos e, depois de passar pela incubadora de apparatchiks que é Federação Distrital, a Deputado da Nação. Empurrado para candidato à Câmara de Figueiró dos Vinhos - de onde é natural e muito conhecido – sofre derrota esmagadora. Como prémio de consolação abriga-se/abrigam-no a Chefe de Gabinete do Governador Civil de Leiria. Entretanto é denunciado e caçado pelo Ministério Público que o acusa de 23 crimes, dos quais 19 são de corrupção passiva, sendo suspeito de prometer obras a troco de dinheiro para o partido.
Mais palavras para quê? A vida nos partidos faz-se disto e com isto! De vez em quando um ou outro, dos menos dotados de manha, acaba, felizmente, nas mãos da justiça.

PS: Ninguém espere que a criatura se demita do cargo de nomeação política que ocupa no governo civil, nem que quem o nomeou o faça. Falta-lhes vergonha.

Dois em um

Para quem (como eu) refere com frequência o marasmo cultural da cidade, não pode deixar de assinar a presença de dois nomes notáveis da cultura portuguesa, no próximo Sábado, em Pombal: João Tordo, às 18h, na (incontornável) K de Livro e Bernardo Sasseti e Orquestra das Beiras, às 21h30, no Teatro-Cine.

21 de outubro de 2010

O serviço público em modo de blogue

Com a devida vénia, aqui fica mais um importante contributo do 31 da Armada, esse blogue que merece os nossos respeitos.

O CDS anda aí

Estranhei, com verdadeira estranheza, a ida de Assunção Cristas à AICP, noticiada pelo modelo único da imprensa da terra, na semana passada.
Depois de auscultadas diversas informações, parece certo que o CDS está de volta. Agora sim, percebe-se o (re)nascimento da Juventude Popupar, que veio a público no verão. Diz que o motor continua a ser Eliseu Ferreira Dias. E que a alavanca se chama, neste caso, José Guardado (antigo camarada das lides jornalísticas).
Fontes bem colocadas, usam mesmo a expressão "fortíssimo!", para definir o estado em que se encontram os contactos. Pois. É bom que sim, porque a malta tem de se entreter com alguma coisa.

15 de outubro de 2010

Na Agenda

Temos Tasquinhas novamente este fim-de-semana. De destaque, para mim (que não pude estar presente na inauguração - mais uma para o livro de ponto), a apresentação multimédia do projecto do Castelo, o roteiro turístico de Pombal e o folheto bilingue sobre o Museu do Marquês de Pombal. Sábado haverá tempo para ver in loco essas três novidades. Sobre o projecto do Castelo cheira-me que só mesmo em multimédia é que aquilo fará sentido (a história de não construir em zona non aedificandi, os belíssimo passeios, o rebordo a betão, enfim, um must de 3 milhões de euros - nem todos do município, atenção - o qual não acredito que se traduza numa mais-valia. A ver se a integração na RCMM pode colocar algo dentro do Castelo que possa justificar - sim, os Templários, podem servir para isso, num pequeno núcleo museológico com base também, aí sim, em multimédia). Já o roteiro turístico desperta-me curiosidade, querendo crer que é um trabalho que identifica, para além de outros, o património que este concelho tem, esteja ele no estado em que estiver. Mas disso darei conta depois de o ver. Até lá, cumpra-se o ritual, para muitos, de visita às Tasquinhas (desta vez, ao que consta, sem design).

11 de outubro de 2010

Há um ano...

Peço desculpa aos meus companheiros do Farpas, mas política e pessoalmente não posso deixar de assinalar uma data.

Há um ano fechava-se um ciclo e iniciava-se outro. No que a mim diz respeito, o projecto que encabecei perdeu nas urnas mas sem qualquer assomo de tragédia, acima de tudo pela sensação de dever cumprido. Obviamente que à distância de um ano, muita coisa poderia mudar (e melhorar), mas não me envergonho do trajecto percorrido e sobretudo da companhia que tive. As razões da candidatura, hoje, continuam actuais e desempenho/desempenhamos o papel que parte do eleitorado em nós delegou. O futuro, esse, não sei a quem pertence. Por defender que um ciclo eleitoral não pode estar restrito apenas ao acto eleitoral e respectiva campanha, abre-se uma fase, passado 1 ano de Assembleia, que visará cumprir, agora num nível mais activo, aquilo a que nos propusemos. Não se trata de marcar terreno, porque quem nos conhece sabe bem que não dependemos dos cargos, mas apenas de reforçar o compromisso que fizemos durante o Verão de 2009 e há escolhas que não dependem (nem têm de depender de nós).

Sobre os outros actos que também fazem o seu aniversário, há balanços virados para o futuro que também podem ser feitos. Pessoalmente, se o 1º ano dos 4 anos do fim de ciclo foram assim, mal posso esperar pelos próximos...

9 de outubro de 2010

O líder

De toda a edição do OCP que acabei de ler, respigo, com simpatia, a frase mais marcante:
"'Discriminada', a junta acabou por ter direito a uma mão cheia de elogios por parte do presidente da Câmara à liderança de Rodrigues Marques e ao trabalho que tem feito".

8 de outubro de 2010

A questão

Episódios e questiúnculas à parte, a questão essencial, apesar de todos os esforços em sentido contrário mantém-se: em termos políticos, "o desvio continuado de verbas" continua por explicar. Como funcionava/funciona a gestão administrativa da CMP? Qual é o alcance do conceito "confiança" no funcionamento daquele órgão? Sublinho o "termos políticos". O resto, como todos sabemos, é do foro criminal. E felizmente, ainda há separação de poderes. Pelo menos formal.

7 de outubro de 2010

Luta na lama II

Continuou, na reunião do executivo.
É claro que aquelas alminhas tinham que rivalizar com a AM, descendo ainda mais o nível. Uma verdadeira peixeirada.

6 de outubro de 2010

Luta na lama

Em Pombal, há muito que a Democracia não funciona (se alguma vez funcionou bem). Nos últimos anos rege-se pelo mote do táctico: os fins justificam os meios. O resultado da aplicação sistemática do princípio está á vista: bateu-se no fundo, e alguns ainda continuam a esgravatar.
A última AM confirmou, uma vez mais, que a política pombalense se assemelha a uma luta na lama, com os detentores dos mais altos cargas políticos a marcarem o ritmo da contenda e a assumirem o protagonismo. Nada que surpreenda, há muito tempo as reuniões do executivo se tornaram um espectáculo deprimente; mas agora, com a AM rivalizar com o executivo na luta pelo prémio do mais enlameado, bateu-se no fundo. A continuar por este caminho dificilmente algum cidadão respeitável aceitará integrar as próximas listas. Melhor, dirão eles. Eleger-se-ão Tiriricas. E, pior que tá não fica!

P.S.: Apesar de tudo, há excepções. Há quem não goste de andar salpicado e faça questão de o evidenciar.

5 de outubro de 2010

100 anos depois

"Se quisermos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude

A imortal frase do personagem principal de "Leopardo" é, especialmente hoje, de uma actualidade inquestionável. Celebra-se hoje mais um mito/dogma da História de Portugal. Enquanto Republicano por convicção, não me impressionam os discursos grandiloquentes que adaptam o que se passou há 100 anos por mera conveniência. A República, no sentido de termos uma democracia representativa, com igualdade de oportunidades sem depender de privilégios de nascença e uma relação com o Estado construída em Direitos e Deveres recíprocos, não nasceu a 5 de Outubro, mas sim 76 anos antes e não se começou verdadeiramente a cumprir com aquela data, mas sim 64 anos depois. O 5 de Outubro foi um golpe de Estado sem o qual dificilmente se compreende a História do nosso Século XX. Por isso relembro hoje a importância, não tanto de um símbolo histórico, mas de uma ideia, pilar de uma República funcional (e também certamente de uma Monarquia) do Estado de Direito em todas as suas acepções. Dias como este não existem para celebrar dogmas, mas para relembrar que devemos aperfeiçoar constantemente a democracia em que vivemos.

E por isso acho duplamente irónico viver este dia no cenário em que o vivemos. Nacionalmente por motivos que me dispenso repetir, mas dos quais retiro essencialmente a desresponsabilização e a impunidade de quem vive, em alternância, garantindo um Estado disfuncional que manieta um País. Localmente pela aparentemente inenarrável descrição de como órgãos autárquicos se comportam perante os seus eleitos. É fácil culpar os eleitores pela ausência de um real escrutínio fora dos ciclos eleitorais, mas a legitimidade eleitoral é um princípio intocável. No entanto, tal não invalida que uma pessoa se questione como é possível que num órgão o Presidente do mesmo insulte um deputado ou se escuse, por completo, a actuar de forma imparcial tentando exercer a função de fiscalizador. Recuso-me a acreditar que, mantendo-se o anterior Presidente em funções a AM funcionasse como agora funciona. E para que se torne claro, ao contrário da clique do poder e do seu gosto pelos ataques "ad hominem", não são os homens que ocupam os cargos, mas a forma como ocupam os cargos que merecem a minha crítica. Admito obviamente que haja visões bastante diferentes sobre a pertinência da discussão de alguns assuntos, mas não admito, pelo menos não num Estado de Direito (que manifesta e felizmente não é o mesmo que o do Presidente da Câmara), que órgãos autárquicos sejam manietados por muitos dos seus próprios membros. Celebrem-se os símbolos que se quiserem, que sem se reflectir seriamente como o Estado deveria funcionar - de baixo até cima e vice-versa - continuaremos a celebrar apenas símbolos, nunca ideias e verdadeiras conquistas.

Festejar

Ao menos as placas neste dia aterraram em edifícios ligados à educação, felizmente. As tais despesas que devem ser sempre um investimento. Na forma a coisa anda bem, mas quando é que se chega à substância?

2 de outubro de 2010

E porque ontem foi dia mundial da Música

E assim de repente também...

o que me ocorreu foi pedir aos amigos que o rodeiam, à família que o apoia, a todos os que tão sabiamente o acompanham, que lhe valham, nesta hora de dor e de mágoa. Humfp.
Ora, está bem de ver, o povo há-de continuar a desculpá-lo por esse concelho fora, como está a acontecer nas colectividades, usando a máxima "a Câmara já podia ter mandado o dinheiro, mas não pode, por causa do desfalque".
Aprendam, especialistas da ciência política.

Assim de repente...

Só posso dizer que é tudo mau demais. Cá. Em Lisboa. Em Lisboa e cá. Continuemos pois a escolher quem nos representa em função das migalhas que nos pode deixar e seguramente que só podemos piorar. Aguardo ainda a visão - de fora - de quem acompanhou a AM para confirmar que nem Dali conseguia fazer algo tão surreal.

1 de outubro de 2010

AM: um circo

Bem planeado! Com a convocação dos membros da AM para um debate organizado pela Comissão de Cidadania e Igualdade de Género, no salão nobre onde reúne a AM, com a duração de 60 minutos coincidentes com uma Ordem de Trabalhos da AM ordinária e uma Ordem de Trabalhos da AM extensíssima, com 16 pontos, sendo alguns importantes e outros escaldantes.
Resultado: um circo completo, e variado.
Falta de bom senso ou esperteza saloia? Talvez as duas coisas.

A educadora, a creche, a segurança social e os amigos dela

A educadora da creche "O Sobreirinho", no Travasso, foi despedida.
A Direcção comunicou-lhe na terça-feira desta semana que não havia condições para a manter a trabalhar. Sublinhou de novo que não acreditava nos maus tratos, tão pouco na suspeita, mas sustentou a decisão na imagem negativa da creche, que resultou das notícias entretanto publicadas nesse paladino da verdade que é o Correio de Pombal, onde, por melhor trabalho que tenha feito nesta edição, numa operação de limpeza tardia,
lhe foi feita a cama.
E também na "pressão" de que a Segurança Social não terá gostado - leia-se todo o movimento de apoio desencadeado. Temos pena.
Mas eu tenho sobretudo muita pena de uma creche que vacila na defesa dos funcionários ao primeiro abanão. E tenho muita pena do meu país. Do meu pobre país do sol, que vive suspenso na lama. Do país que vive à mercê dos donos das instituições. Que alimenta a mediocridade, a inveja e a incompetência em lugares cimeiros de organismos vários. Desse Portugal pobrete mas alegrete, onde o cartão de militante vale mais que qualquer certificado de competência. Do Estado Social que transformou associações recreativas em creches, que confunde torneios de cartas com projectos pedagógicos. Das Câmaras que cedem à pressão dos privados e os soltam num jogo de arena com as IPSS's. Dos jornais que mordem o isco sem usarem os pratos da balança. Dos que, por saberem tudo, nada têm para aprender. Dos cambalachos e dos compadrios.
Mas, por estes dias, tenho pena sobretudo dos meninos que deixam de ter a Ivone a contar-lhes histórias e canções, a ensinar regras, a aprender valores que nem sempre todos os pais conseguiram aprender, quanto mais transmitir. Porque a conheço, porque foi ela a educadora do meu filho e de mais uma vintena de crianças que hoje despontam para a adolescência e nunca a hão-de esquecer (como ficou expresso nos testemunhos entretanto deixados no facebook).
Porque esta é a história de uma injustiça, onde há gente envolvida, sob tectos com telhados de vidro.
Porque pior do que estarmos entregues aos bichos é não sabermos quando e por que é que a fauna decide que nos vai engolir.
Numa altura em que ando particularmente desacreditada deste país, anima-me saber que, nesta guerra, aqui se encerra apenas uma batalha. De modo que a luta continua.

30 de setembro de 2010

Paradoxo?

Leio hoje no Público que o PS de Sócrates propõe, contra a vontade do PSD de Passos Coelho, um aumento de impostos. Já no Correio de Pombal fico a saber que o PSD de Narciso propôs manter as taxas municipais do ano passado, enquanto o PS de Adelino Mendes defende a sua redução. O que é que eu não estou a perceber?

Por estes dias está-me a custar comentar a vida política sem recorrer ao insulto gratuito.

28 de setembro de 2010

China Town

Não tenho nada contra os chineses. Com o tempo habituei-me a ver o antigo quartel dos bombeiros transformado em loja de tudo-e-mais-alguma-coisa. Depois compreendi que se calhar as lojas por cima do Intermarché deveriam ser isso mesmo, em vez do centro de saúde. Mas quando agora vi a oficina do Arrais também adaptada a bazar, fiquei de olhos em bico. Talvez não fosse má ideia entregar-lhes o edifício Manuel Henriques e ganhar (verdadeiramente) dinheiro para cobrir o desfalque, que agora serve de desculpa para tudo.

24 de setembro de 2010

Aniversário da biblioteca

A nossa biblioteca faz hoje anos. Graças ao importante papel do então ministro da cultura, Manuel Maria Carrilho, que fixou como prioritário o alargamento da rede de bibliotecas públicas a todos os municípios do país, a sua inauguração há 12 anos continua a ser o maior feito do reinado de Narciso Mota na área da cultura. Desde essa altura, as actividades promovidas pela biblioteca, sobretudo as destinadas aos mais jovens, destacam-se pela sua grande qualidade. Tanto mais se tivermos em conta a fraquíssima oferta cultural existente em Pombal.

Os meus parabéns!

21 de setembro de 2010

Freguesia de Alitém?

Rodrigues Marques, distinto presidente da junta de freguesia de Albergaria dos Doze, propôs, há uns dias aqui, a discussão da fusão da sua freguesia com as de Santiago de Litém e S. Simão de Litém numa única freguesia denominada Alitém. A ideia é boa.
Hoje, não restam grandes dúvidas que a reorganização administrativa do País urge e é uma das variáveis mais importantes (senão a mais importante) para melhorar o retorno dos investimentos públicos, concentrando-os junto de aglomerados populacionais maiores, e, desta forma, aumentar a eficiência económica e a qualidade de vida das populações. Como é que ela pode ser melhor feita: de baixo para cima ou de cima para baixo? Idealmente, deveria ser decidida superiormente e implementada em todo o País ao mesmo tempo. Mas, como temos uma enorme incapacidade de decidir as coisas importantes, temo que nos venha a ser imposta de fora. Há muito que este processo deveria ter sido colocado em marcha pelos diferentes governos: por via politica (legislação aprovada na AR) ou por via administrativa (de baixo para cima, forçando as autarquias a fundir-se através da definição de critérios objectivos para a realização de investimentos públicos).
Em Pombal, tal como em todo o País, a maioria das freguesias estão colocadas perante um dilema: fundir ou definhar. A freguesia de Alitém poderia ser um bom tiro de partida para um movimento necessário e premente.

Orgulhosamente só

Leiria aprovou, por unanimidade, a adesão a uma nova empresa, do grupo pelas Águas de Portugal, que abarcará os serviços municipalizados de água e saneamento de vários concelhos da região centro e que assegurará, no futuro, esses serviços. Já aderiram os concelhos de Ansião, Batalha, Ourém, Porto de Mós, Arganil, Condeixa-a-Nova, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares. Coimbra está em vias de aderir.
Pombal continua orgulhosamente só. Mesmo que isso signifique um péssimo serviço ou a ausência de serviço.

16 de setembro de 2010

A porca da política


A propósito deste post de Adelino Malho, o senhor Presidente da Câmara de Pombal afirmou: “Esta democracia é porca”. Este comentário fez-me lembrar o famoso cartoon “A Política: a Grande Porca”, publicado por Rafael Bordalo Pinheiro na capa do primeiro número da revista “A Paródia”, de Janeiro de 1900. A diferença é que, para Bordalo Pinheiro, a democracia era porca porque dava de mamar a muitos porquinhos. Para o senhor engenheiro, pelos vistos, a democracia é uma porca porque os porquinhos que não comem não se cansam de criticar os matulões que não largam a teta da mãe.

Recordações de Pombal antigo


Houve tempos em que Tonis e os Cids não tinham cabidela no Bodo. Nesta página encontrei uma foto que documenta a actuação do Quinteto Varela na Festa do Bodo de 1947. Na imagem podemos ver: na guitarra portuguesa (1º plano) João "Barbeiro"; Na viola (2ºplano) Abel "Chauffeur" (o meu avô paterno). No Quinteto, da esquerda para a direita: Maria Madalena Pessoa Varela Pinto, Luís António Pessoa Varela Pinto, Carlos Manuel Pessoa Varela Pinto, Maria da Conceição Pessoa Varela Pinto e António Maria Pessoa Varela Pinto.

14 de setembro de 2010

Eu voto Bárbara!


Nos últmos meses, O Correio de Pombal tem andado muito empenhado na divulgação da edição de 2010 do concurso “Modelo O Correio de Pombal”. Prova disso, é o constante destaque do evento, tanto na edição impressa como na edição on-line. Aliás, quem consultar a página do jornal na internet, fica convencido que em Pombal não se fala noutra coisa. Quem vai ser a próxima Modelo OCP? A avaliar pelos resultados da votação on-line (o jornal adverte que o “processo de votação sera meramente sugestivo devido ao uso indevido por parte de algumas pessoas.”) a jovem Sónia Silva já ganhou, com 27080 votos, apesar de ser seguida, por muito perto por Diana Paixão, com 22009 votos.


Como tenho tendência a tomar partido dos mais fracos e não quero ficar ao lado deste grande evento que tem mobilizado todos os pombalenses, também exerci o meu direito de voto, colocando a minha cruz na candidata Bárbara Cordeiro (na foto) que tinha apenas 53 votos.

13 de setembro de 2010

Os desgraçados

Segundo o NC, os vereadores do PS apresentaram, na última reunião executivo municipal, uma proposta que visava dinamizar a economia local. A medida proposta que provocou maior celeuma foi aquela que propunha a redução em 50% por metro quadrado dos lotes existentes nos parques industriais de iniciativa municipal e a isenção de impostos municipais durante dois anos para as empresas que se instalem no concelho.
Para Narciso Mota a “proposta é inoportuna, irresponsável e incompetente”. E concluiu: “seria injusto para os desgraçados que já compraram”.
Não haja dúvida, somos uma terra de desgraçados, mesmo os que investem!

Crimes ambientais à descarada

Abandonar lixo na floresta ou á borda da estrada é o pão-nosso de cada dia neste pedaço de terra à beira mar plantado mas muito mal povoado. Os mais envergonhados escolhem locais escondidos, os desavergonhados inveterados fazem-no às claras. É vê-los, todos os dias e ao longo de anos, nas urbanizações ou junto a novas construções, a encherem sistematicamente os caixotes do lixo (destinados aos resíduos domésticos) com todo o tipo de resíduos da construção. Fazem-no por má formação e porque a câmara, coniventemente, o permite. E aqueles que pagam o serviço ficam privados dele, e têm que andar á procura de contentores livres para largar o lixo.
No verão, altura em que por estas bandas há mais gente, é revoltante ver os contentores do lixo cheios de detritos da construção e o lixo doméstico espalhado pelo chão.
Na câmara, em vez de perderem tempo e dinheiro a colocar outdors com gráficos de barras a mostrar o aumento do volume de resíduos recolhidos porque não olham para isto e porque não penalizam os infractores? Eles estão claramente identificados. As toneladas de resíduos recolhidos talvez desça um pouco mas o ambiente e as pessoas agradecem.

10 de setembro de 2010

quando o boato se transforma em notícia

A chamada de capa do Correio de Pombal desta semana sobre os alegados maus tratos de uma educadora no Travasso são o exemplo de que como é perigoso estarmos entregues à sorte e não às elementares regras da ética e da deontologia no jornalismo local. Já não me espanta, mas entristece-me. Porque qualquer um de nós pode ir parar à capa do jornal e ser vítima de terrorismo deste. De como se constrói uma notícia a partir de um boato (como muito bem salienta a tutela da Segurança Social), sem ninguém que dê a cara e assuma o que quer que seja, sem citar fonte alguma, sem o contraditório. Como se fazer jornais fosse tão fácil como ouvir uma conversa de café e reproduzi-la, em papel, independentemente da veracidade dos factos. Isto está a ficar perigoso. Muito perigoso.

6 de setembro de 2010

Exposição à porta fechada


O Museu Marquês de Pombal tem patente ao público, até dia 30 de Setembro, a exposição "O Marquês de Pombal no Postal Ilustrado". Isto até poderia ser uma boa notícia, não fosse o horário da exposição ser de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 18h. A quem quer o museu mostrar a exposição? Aos seus funcionários?

3 de setembro de 2010

24 de agosto de 2010

Tudo azul


Vá, vá, ponham os olhos na iluminação dos grandiosos festejos de Vermoil, que apesar de só se realizarem no próximo fim-de-semana, estão anunciados desde há vários dias, através destes magníficos cortinados azuis.


ps: Não tenho ido para a região demarcada da Alitém, que vai rivalizar com esta minha terra de adopção, com umas tasquinhas. Mas daqui lanço um apelo ao engº Rodrigues Marques, para que nos faça chegar uma imagem da ornamentação ;)

20 de agosto de 2010

Agora, a culpa é do Banco

O folhetim do maior desfalque na CMP tem, a cada semana, novo culpado. Esta semana o culpado é o Banco, di-lo Narciso Mota no JL. Eu também tenho um novo culpado: o tipo da nota falsa (o desbocado que anda por aí e por aqui afirmou desde inicio, aqui, que o culpado era o governo. Grande imaginação: mas, nota falsa – Banco de Portugal – Governo. Talvez!).
Esta semana também, forneceu-nos Narciso Mota um pormenor delicioso: o ladrão depositou na conta desfalcada um cheque seu no valor de 14700 €. Chamar ladrão ao tipo que desviou o dinheiro da conta da câmara é um excesso de linguagem que só serve para exagerar a acção e assim demonstrar, por redução ao absurdo, que o tipo não é o culpado e, consequentemente, não é ladrão. Até porque, Narciso Mota logo nos garantiu que o ladrão era uma pessoa honesta, e, se Narciso o diz, quem sou eu (quem somos nós) para o desdizer.
Mas agora, ligando os factos conhecidos a história encaixa no meu culpado: o tipo da nota falsa. Se o tipo da nota falsa não tivesse feito passar a nota pela conta da câmara não teríamos, de certeza, desfalque. E o nosso presidente continuaria feliz e contente e com a áurea de competente e responsável. Explico: o ladrão não era verdadeiramente um ladrão, nem sequer um desfalcador, teria sido um tipo que fizera uns investimentos imobiliários no Brasil e, garantiu ele, teria devolvido os dinheiros (se calhar até pagava juros) á câmara. E a prova, factual, é que até já tinha começado a fazê-lo, logo não se pode dizer que estamos perante um desfalque, nem perante um ladrão, mas antes perante um verdadeiro empreendedor. Bem sei que os dinheiros públicos não são para estes fins, e que existia o risco de os investimentos falharem e os dinheiros públicos se perderem. Mas que interessa isso, ninguém saberia e muito dinheiro se tem desperdiçado de forma mais inútil.
Sacana do tipo da nota falsa. Apareceu no lugar errado e na hora errada. Narciso teve azar, e, se calhar, nós também! Para mim, até prova em contrario, o tipo da nota falsa é o verdadeiro culpado, mas aceitam-se outras hipóteses. Estou certo que, passo a passo, se chegará ao verdadeiro culpado.

Conselho charneira (o conselho é mesmo com s)

Quando se utiliza a palavra "intelectual" para tentar ofender, há comparações que são uma tentação. Mas a tentação é excessiva porque há comparações que quando são feitas, no mínimo, são grotescas. Tão grotescas como certas e determinadas tentativas de insultar.

Depois há a utilização da palavra "intelectual" para estabelecer uma distinção. Uma distinção, diga-se, que é apenas mais uma das heranças negativas do ciclo Narciso: a divisão - falsa - entre "os" da cidade, esses "intelectuais" (deve ter faltado o "perigosos") e a população do resto do Concelho. É que é tudo tão infeliz que até me apetece fazer uma comparação com tempos idos, mas ainda passava por intelectual...

Muros para derrubar


Há dias em que parece que os muros que não caíam mostram rachas. No caso, e parafraseando um dos nossos mais ilustres comentadores (e perito táctico), em Pombal, são mais os tangíveis. Temos associações que nunca mais acabam e tínhamos subsídios que eram distribuídos com a subtileza de um croupier de um casino de 3ª em Bucareste. Antes do desfalque rebentar, acabaram (isto nas palavras do Presidente - mas já sabemos que o coração está perto da boca e a coisa do costume). Como ficamos afinal? O calor estival amolece até essa curiosidade. Ou sairá da rentrée um regulamento de subsídios que se use? Mas há muito mais para estes 3 anos de fim de ciclo e mais ainda para o que aí vem. E sabemos bem (e há um ano bem o vi) como o subsídio, parte da rede que se cria, é essencial. Sobre este tema, tem tudo andado calado, ignorando a oportunidade que surge de, finalmente, separar o trigo do joio: reconhecer aquelas Associações que fazem daquelas que se fazem. Ao mesmo tempo, e numa lógica de alguma pedagogia, seria bom que a nível associativo se fizesse perceber que as sedes não são as catedrais dos tempos modernos e que a adaptação pode ser o mais racional. Sugestão para o fim de Verão: não custa muito e há espaços para tal - juntem-se as Associações, discutam-se obras, projectos, os bons exemplos que por aí há, estabeleçam-se prioridades, parcerias, facilite-se a conversa interna e externa. Não pretendo com isto dizer que o poder político tem que condicionar/controlar a discussão/acção, mas tem as condições para facilitar e consolidar a actuação das Associações de forma bem mais eficaz, a longo-prazo, do que fiando-se na mera distribuição de dinheiro.

19 de agosto de 2010

Estamos, estamos

Eu já não sei se estamos mal ou bem. Estamos em férias. Em festas. Anestesiados. Desfalcados da realidade e profundamente cansados de ver como o poder é exercido. Admita-se, a legitimidade eleitoral não é um fim em si própria, é um meio. E também não é uma causa de exclusão de responsabilidade para o que se passa. Querer dizer que de 1993 até hoje não se fez nada é nada. Querer dizer que se fez tudo bem é idiota. Querer dizer que se fez tudo mal, idem. O problema é como se fez e, sobretudo, a herança que fica para quem aí vem. E não falo a quem sobreviver à sucessão do actual Presidente. Falo da herança de todos: de um concelho que, quando comparado é com piores, que muitas vezes continua a construir obra pública sem critério, obedecendo à lógica da placa primeiro, ocupação depois. Falo da rede de dependências que muitas vezes impede que as pessoas exerçam os seus direitos. Falo da degradação da actividade pública refém de actores de segunda linha que apenas são escolhidos pela incapacidade de dizer "não" ao chefe. E podia falar no sistemático desrespeito pelas mais elementares regras de urbanidade quando se insulta, achincalha ou se tenta humilhar quem tem opinião contrária. Enfim, traços de uma época inequivocamente ligados a uma pessoa que não percebe que a da divergência também nasce a força, que várias perspectivas são melhor que uma e que a amizade nunca se pode sobrepor à competência. E sim, uma AM para discutir a questão da saúde ou do urbanismo, posso conceber, mas não uma para fiscalizar a actuação/gestão administrativa do município?

Mas fazer futurologia em Pombal, em 2010, é uma ciência arriscada. Faltam pessoas e as poucas disponíveis têm outras indisponibilidades (desde pessoais a profissionais) e muitas há que fazem das tripas coração para dar algo de si que outros desdenham de imediato, apenas porque optam em nada saber. E para mais Pombal continua com o seu potencial, muito dele desaproveitado, sem se apostar em ideias como um Parque Verde a sério (veja-se a adesão ao Jardim do Vale - obra que continua a merecer, no seu todo, uns ajustes para a perfeição), sem regular a entrada do Alto do Cabaço, sem potenciar o seu património turístico (perguntem a quem recebe estrangeiros cá pela centralidade de Pombal). Teremos um CIMU Sicó? Ainda bem que assim é. Teremos a Aldeia do Vale recuperada? Aposta interessante. Mas o Vale do Anços continua sem ser potenciado. Continuamos a ter tanta Associação que não pára de trabalhar (por falar nisso, como ficaram os subsídios?) apenas para devolver algo à comunidade. Mas continuamos sem conseguir captar investimento que não se baseie em ordenados mínimos e em mão-de-obra intensiva. Não conseguimos ser um pólo de empreendedorismo, apesar de alguns excelentes exemplos que por aí andam.

A questão, quando se trata de balanços (ainda que provisórios) é perceber onde se estava e onde nos vamos encontrar no fim de um dado período. Antecipando o fim, e o claro ambiente de desprezo por quem não pensa (ou prefere não pensar) pela mesma bitola (curiosamente uma crítica que muito PSD fará, a nível nacional, ao PS), para qualquer pombalense que está disposto a dar algo de si pela terra onde nasceu, cresceu ou está envolvido em alguma coisa, é analisar o que foi feito e o que queremos. Eu queria, por exemplo, uma entrada de jeito na IC2, um Parque Verde, um Hospital imune a questões políticas, órgãos políticos que fizessem aquilo para o que são eleitos, uma política cultural (admitindo que existe já uma agenda de eventos culturais), a concessão total a privados de espaços que manifestamente não devem ser geridos pelo público, um município que usasse as suas próprias regras para gerar receitas da exploração dos seus recursos, etc. Mas queria, sobretudo, um sítio onde nem tudo fosse normal na sua anormalidade, onde apesar das diferenças, as eleições servissem de avaliação final, mas entre elas houvesse a capacidade, dos próprios eleitos, de perceber que servem a população e não o contrário. Sem insultos e revanchismos. E sem cortinas de fumo. Tipo uma coisa de Verdade, como Pombal de Verdade, percebem?

18 de agosto de 2010

Estamos mal, muito mal

A debandada dos médicos é apenas uma parte do problema no Hospital Distrital de Pombal, que continua com prognóstico reservado.
A partida de João Coucelo é uma perda* Grande. Que teria sido evitável.
A saída (há semanas) do administrador (para funções na Assembleia da República) deixou mais um vazio E de cada vez que o clima instável transpira cá para fora, lá vem a senhora directora com um comunicado - que envia apenas para o que resta da comunicação social em Pombal - a dizer que sim senhor, que está tudo bem.
Das duas uma: ou os responsáveis regionais e nacionais estão a confundir Pombal com Anadia, ou a senhora directora é, afinal, uma incompreendida.

*a de Fernando Matos também.

14 de agosto de 2010

Ridículo e indigno

Narciso Mota insiste em afirmar que a bancada do PS na AM quis convocar uma AM extraordinária para debater o desfalque e constituir uma comissão de inquérito porque os seus membros queriam ter acesso a uma senha de presença.
Mais do que o ridículo (e já ultrapassamos esse patamar) perdeu-se a noção da respeitabilidade.

O Pior

Recusou a convocação de uma assembleia municipal extraordinária para discutir o maior desfalque de sempre na CMP; no entanto, quer realizar uma assembleia municipal extraordinária para discutir o Hospital de Pombal (onde a autarquia não tem quaisquer responsabilidade).
Pelo sectarismo e estilo espalhafatoso como exerce o cargo dificilmente escapa a ficar na história como o pior presidente da AM.

12 de agosto de 2010

Uma tourada

A ser verdade o que conta Manuela Frias no editorial d'O Correio de Pombal de hoje, sobre a tourada em Abiul, batemos mesmo no fundo. Isto resvalou para o indecoroso. Mas desde que o povo continue a gostar...nada a dizer.
A mim - que não gosto de touradas - choca-me que uma carrinha da Junta se passeie, com altifalante, pelos lugares onde arderam casas no dia anterior, a anunciar um espectáculo (bárbaro, ainda por cima). A vocês não?

10 de agosto de 2010

Pombal além fronteiras!

Pombal anda nas bocas do mundo, e é noticia em blogs de outras paragens. Como neste aqui...

Juiz em causa própria

A CMP decidiu instaurar um processo disciplinar ao Desfalcador confesso. Até aqui tudo normal. O que é anormal é ter-se designado para instrutor do processo aquele que foi, até Fevereiro passado, responsável pelo Departamento de Administração Geral da CMP, que tinha na sua dependência directa a Divisão de Finanças e Património, da qual fazia parte a Secção de Contabilidade, da qual era responsável o Desfalcador. Logo, se o desfalque aconteceu, também, como se diz, antes de Março passado, o ex-Chefe de Departamento de Administração Geral é potencial co-responsável e, consequentemente, não pode ser instrutor do processo, porque não deve ser juízo em causa própria.
O que é que se quer branquear?
Um pouco de decoro recomenda-se.

7 de agosto de 2010

Para Narciso ler

No seu artigo semanal no OCP, Manuel Domingues aborda, esta semana, com natural sapiência, a actualíssima questão do controlo do património das organizações e mais concretamente o controlo dos dinheiros nas entidades públicas. Escreve ele:
“A extraordinária evolução tecnológica … veio permitir que através da internet, se possam fazer pagamentos por transferência bancária directamente para a conta bancária do beneficiário, sem interferência do Banco. O sistema é seguro, porque obriga à utilização de códigos secretos (passwords)”

Por razões relacionadas com a segurança e salvaguarda do património das organizações, só as pessoas situadas nos níveis superiores da direcção ou gestão têm acesso a essas palavras-chave … dado que a responsabilidade máxima de preservação do património é desses responsáveis.
Mas, por razões operacionais e práticas, é usual delegar em responsáveis intermédios a realização dos movimentos bancários. É evidente, que quem souber as passwords pode fazer todo o tipo de operações sem limites de valores, a não ser os saldos disponíveis. Por isso a supervisão dos responsáveis máximos é fundamental e intransmissível. A listagem dos movimentos a efectuar deve ser previamente aprovada pelos responsáveis máximos da gestão financeira e o controlo dos saldos e dos movimentos deve ser efectuada com frequência. Quer as regras de boa gestão, quer as de controlo interno, bem como as de auditoria, obrigam a que os registos contabilísticos sejam comparados com os extractos bancários frequentemente, mas no mínimo mensalmente.”

O controlo tem que ter em conta a natureza das contas e o modo como podem ser movimentadas. Por exemplo, uma conta bancária em que só se podem fazer transferências bancárias e não existem cheques, o controlo é mais fácil, dado que não existem cheques em circulação, … o que significa que o saldo da conta no Banco tem que ser igual aos da contabilidade.
Assim sendo, uma boa organização contabilística e um controlo interno adequado permitirão evitar situações em que o património das empresas depositado nos Bancos possa ser objecto de uso indevido. Trata-se de implementar procedimentos que impeçam utilizações abusivas que os modernos meios de movimentar saldos permitem.
Não pode haver assim da parte dos responsáveis um alheamento de situações como as descritas. A sua responsabilidade tem que ser assumida, mediante um controlo permanente dos valores depositados e dos respectivos saldos, tanto mais importante quanto mais elevados forem os valores em causa.

Por vezes, verifica-se que a falta de princípios morais e éticos, convida a que alguns não resistam a tentação de aproveitar as possibilidades que as falhas organizacionais lhe permitem para ir pelo caminho mais fácil. Se as organizações não tiverem na sua direcção ou gestão responsáveis competentes e empenhados, os riscos serão maiores e o seu património pode ser desprotegido”.
Pois foi tudo isto que o enorme e insólito desfalque na CMP provou não existir. Manuel Domingues não o afirmou taxativamente, mas acrescento-o eu.

Uma andorinha…

Esta semana comprei O Correio de Pombal (OCP). A edição merece os trocados: editorial, política, actualidade, economia local, associativismo e opinião interessantes.
Pelos vistos sabem fazer! Então, porque não fazem mais vezes?

6 de agosto de 2010

O exemplo de Ansião, II


Ansião já tem um parque verde.

Ansião já tem um parque verde que foi inaugurado esta tarde. E a Câmara tem um Gabinete de Comunicação eficiente, que manda informação ao minuto.

Outras festas

As festas do concelho aqui ao lado estão orçadas em 100.000 €. Com as (poucas) verbas disponíveis, nota-se muita criatividade e bom gosto. Uma interessante preocupação cultural, por exemplo (no Bodo, passou ao lado). Não são as festas ideiais, mas mostram algumas boas ideias. Leiam o programa, e digam-me se tenho ou não razão.
Já agora, e para que se veja o que são festas A SÉRIO (estas devem ter tido um programador que claramente percebe da poda), fica o link para o BONS SONS, em Tomar.

5 de agosto de 2010

Irra! Que o homem não percebe

Na última reunião do executivo, desculpando-se do vergonhoso desfalque, Narciso Mota dixit: “Se um ladrão entra na minha casa, eu não tenho culpa”.
Depende! Se deixou as portas abertas, se deixou o dinheiro à mostra, se …; tem responsabilidade, pelo menos, perante a família. A não ser que seja irresponsável…

4 de agosto de 2010

Narciso no seu melhor

Na última reunião do executivo, aquando da discussão do vergonhoso desfalque, Narciso Mota vociferou contra a malta do FARPAS (os da casa e os comentadores!). Nem a oposição escapou, apesar de estes reafirmarem o seu comportamento responsável (falta saber o que é isso - o comportamento responsável. Deve ser igual ao que Narciso teve no desfalque).
Não haja dúvida, o homem continua em grande forma…

Um editorial visto à lupa!

A lupa (brilhante) é da nossa querida JA, e é "manejada" no seu "olhar-real". Uma delícia!

2 de agosto de 2010

O admirável mundo da comunicação

Ao fim destes anos, convenço-me de que aquilo que faz verdadeiramente falta em Pombal é terapia de grupo. Chego a imaginar uma sala, tipo sessão espírita, com todo o executivo da Câmara sentado em círculo, em que cada um dos elementos libertava os seus fantasmas. Foi mais ou menos isso que voltou a passar-se na última reunião de câmara, em que, à falta de assuntos que verdadeiramente importem ao município e contribuam para o seu desenvolvimento sustentado (é assim, engº?), a vereação e seu presidente dispenderam coisa de uma hora a discutir os posts do Farpas bem como os artigos do que resta da comunicação social em Pombal. Obrigado, obrigado, pela parte que nos toca.
Mas isto não deixa de ter tanto de cómico como de trágico. Uma vez um empresário contou-me, escandalizado, que no dia da morte de de terminada figura da terra aparecera à porta da Câmara um vereador vestido de calção, chinelo e boné, pronto para a reunião de emergência para a qual fora chamado. Dizia-me o homem que pese embora o facto de ser fim-de-semana, um vereador deveria "ter noção". Bom senso. E isso é o que tem faltado ao longo de vários mandatos. Não só a esse nível, como a outros. Atente-se, por exemplo, no relacionamento tumultuoso entre o poder e os media. Basta fazermos uma conta rápida e simples: Quando o engenheiro chegou a Pombal, em 1993, havia quatro jornais. Quantos restam?
Por estes dias, vale-nos sempre a internet e seu famigerado Facebook, por onde circulam fotografias de verdadeira silly season. Se calhar o que tinha sucesso em Pombal era mesmo uma revista social, ou um jornal côr-de-rosa. Porque os jornais sérios são sempre chatos.

31 de julho de 2010

Mas como foi possível?

Imagine, caro munícipe, que ganha 1500 € de ordenado e este lhe é depositado na conta. Imagine, também, que alguém, durante meia dúzia de meses, lhe desvia 70% do ordenado. Sinceramente, acha que isto lhe poderia acontecer? Acha que não detectava a marosca, imediatamente?
Pois, caro munícipe, a CMP tem uma conta bancária onde deposita uma receita regular de cerca de 150.000 € / mês referente ao abastecimento de água. Entretanto, por razões que a razão desconhece, alguém do serviço de contabilidade – vejam bem, do serviço de contabilidade - decide utilizar a conta do município para provisionar as suas contas particulares e assim desenvolver uns investimentos turísticos no Brasil. Desvia, ao longo de sete meses (pelo menos), 70% da receita da água e NINGUÉM detecta! Mas como pode isto ter sido possível?

30 de julho de 2010

Nem só de mediocridade vive Pombal!

Temos gente de valor, por cá. Mesmo que sub-aproveitada...
O Paulo Moreiras está em grande, sendo o escritor português residente na prestigiada Ledig House (Nova Iorque), na sessão de Outono, a começar em meados de Setembro. Mais informações podem ser encontradas aqui.
Refira-se que esta informação foi retirada n'OS DROOGS, blog de Pombal que versa mais sobre assuntos de índole cultural, e que merece uma visita.

28 de julho de 2010

Duas dúvidas e uma certeza

De entre várias coisas que me parecem sem lógica no comunicado - note-se que se quer fiscalizar a actividade da Câmara ou serão a gestão administrativo-financeira ciência oculta? -, há duas questões que me intrigam:

"Foram exigidas as devidas responsabilidades ao Banco, de quem o funcionário agora preventivamente detido era promotor comercial"? Vítor Leitão era promotor comercial do BPI? Isso é possível sequer?

"Banco lesado?" Mas os lesados não somos nós? E para as operações chegarem ao Banco não têm de ser validadas internamente na CMP?

Se a Assembleia Municipal é um órgão fiscalizador, nomeadamente do funcionamento do executivo (ver artigo 53º da Lei das Autarquias Locais), e se o Presidente deste órgão (porque o Presidente não é ele próprio um órgão representativo do município - art. 2º da Lei das Autarquias Locais) acha que afinal não é, então só há um conselho a dar: obviamente, demita-se.

Já agora, são precisas 1350 assinaturas de cidadãos eleitores para convocar uma Assembleia Municipal Extraordinária. Será que se vai ter que ir por aí?

E a resposta do presidente da AM é...

esta.

Excelentíssima Senhora Dra. Odete Alves, digníssima deputada municipal
e Digníssima Bancada do Partido Socialista da Assembleia Municipal de Pombal

O pedido de agendamento de uma AM extraordinária requerido pela Bancada do Partido Socialista procura a criação de uma Comissão de Inquérito com o objectivo de:
1) Fiscalizar a observância dos procedimentos de controlo interno da Câmara;
2) Apuramento de responsabilidades no âmbito da situação ilegal descrita, devendo para tal ouvir em declarações quem assim entender e o consequente julgamento nos tribunais civis e criminais, em escrupulosa defesa do Principio da Independência dos Tribunais da Separação do Poderes.

É entendimento do Presidente da Assembleia Municipal:
1) Os mecanismos de controlo interno aprovados e aplicados pela Câmara estão sujeitos à fiscalização preventiva e sucessiva do Tribunal de Contas, da Inspecção Geral das Autarquias Locais, da Inspecção Geral de Finanças e do Revisor Oficial de Contas, entre outras;
2) O apuramento das responsabilidades compete às entidades policiais de investigação criminal, à Procuradoria-Geral da República e o consequente julgamento nos tribunais civis e criminais.

O pedido formulado procura um inoportuno e desaconselhável confronto de cunho exclusivamente partidário em torno de um caso concreto que, para além de prejudicar o normal desenvolvimento das investigações nada acrescentará ao avançado ponto de esclarecimento que, nesta data se conhece.
Reitera-se que, por iniciativa da Câmara Municipal o património do autor confesso do crime foi arrestado e que foram exigidas as devidas responsabilidades ao Banco, de quem o funcionário agora preventivamente detido era promotor comercial.
O Presidente da Assembleia Municipal convocará os líderes de Bancada dos Partidos com assento na AM para apresentação dos detalhes e informações disponíveis que, nesta data e por razões de ordem judicial, bancária e de defesa dos superiores interesses do Município devem estar devidamente salvaguardados.
O Presidente da Assembleia Municipal assume-se como o primeiro interessado no esclarecimento do caso, não concordando no entanto que a realização de uma AM Extraordinária seja relevante para o apuramento tempestivo da verdade e para o devido esclarecimento do caso.
O Presidente da Assembleia Municipal acompanhou as conclusões, as diligências e recomendações, que todo o Executivo Municipal em reunião extraordinária e por unanimidade, deliberou no dia seguinte a do conhecimento dos factos, destacando as oportunas comunicações à Policia Judiciária e ao Procurador da República na Comarca de Pombal, ao Banco de Portugal e ao Banco lesado, à Inspecção Geral da Autarquias Locais, à Inspecção Geral da Finanças e ao Tribunal de Contas, e bem assim, a mim próprio.
A idoneidade, independência e especial apetrechamento humano e tecnológico da entidades com responsabilidades tutelares e inspectivas, dão totais garantias ao Presidente da Assembleia Municipal, da profundidade da investigação em curso, do apuramento das responsabilidades e do cumprimento da lei.

Respeitosos cumprimentos,

O Presidente da Assembleia Municipal
José Alves Grilo Gonçalves

Ora até que enfim

Porque mais vale tarde que nunca...o PS veio finalmente a terreiro pedir responsabilidades. Deve ter sido depois da reunião da comissão política, quinta-feira do Bodo. Tal como se pode ler aqui, os socilaistas pedem uma comissão de inquérito a propósito do desfalque. Estou curiosa para saber a resposta do presidente da Assembleia Municipal.

Fernando Coucelo

Ocupei um dos lugares da Bancada da Assembleia Municipal, eleito pelo PS, ao mesmo tempo que o Eng. Fernando Coucelo, recentemente falecido. Não foram muitas as sessões que compartilhamos, infelizmente já devido à doença. Não posso dizer que o fiquei a conhecer profundamente ou que o mesmo marcou a minha actuação. Posso no entanto dizer o que simples e facilmente constatei: sereno, culto e com a capacidade de abafar a mesquinha luta suprapartidária, era-lhe fácil recentrar uma discussão saíndo da clubite partidária, contribuindo, ainda que (infelizmente) por pouco tempo, para o nível que seguramente todos queríamos ter na Assembleia, mas que nem sempre foi possível alcançar. Por isso não posso deixar de apresentar os meus sentimentos à família. Que descanse em paz.

27 de julho de 2010

CV's

Ainda sobre a descrença nos políticos, parece-me importante conhecer os seus percursos, as suas ideias, os seus méritos. Os ricos curricula dos nossos vereadores podem ser encontrados neste canto do portal do municipio. Recomendo a consulta. Quantos às ideias defendidas por cada um deles, não há grande informação. Vão servindo algumas entrevistas a jornais locais, onde não é hábito dizer mais do que generalidades.
No caso local, estas informações servem um pouco para responder à questão "porque foram aquelas pessoas escolhidas para aquelas funções de tão grande relevo?", suspeitando-se sempre que há um passado profissional ou de outras índole que justifique essa escolha.
Outro aspecto que julgo importante notarmos é relativo aos pelouros que cada um assume, encontrando aí algumas curiosidades que me parecem revestidas de algum humor.

Já agora, e por curiosidade, ficam mais alguns links onde podemos conhecer ideias, percursos e acções de outros politicos:

Eurodeputados (Parlamento Europeu);

Deputados (Assembleia da República).

Percamos (ganhemos?) algum tempo a descobrir os nossos representantes, e as suas actividades públicas. É nosso dever!

Rescaldo

Se o Bodo é o Natal dos pombalenses...

O Largo do Arnado (palco de discussões acesas entre expositores e organização...) é um palco a explorar

A música nas ruas


O relvado, ao fim da primeira noite.


Quando digo que o estádio é um exagero é isto que quero dizer.




Sem a megalomania dos dois anos passados, o Bodo foi aquilo que se quer dele: uma festa. Ficou provado que não é preciso orçamento esbanjador para que o povo saia à rua e se reencontre com a sua cidade. O apêndice "estádio" parece-me desnecessário. O largo do Arnado pode - e deve! - ser melhor aproveitado, as ruas que se abrem ao "bodo alternativo" (das bandas e da música ao vivo) também.
Cinco dias depois, só posso reforçar aquilo que acho desde 2008: Pombal não precisa de se endividar para uma festa. Precisa é de mobilizar as suas gentes para ela. Porque o Bodo não é a Expofacic, nem precisa de ser. É verdade que os funcionários municipais não andavam com ar muito satisfeito, pois que a "prata da casa" foi obrigada a vestir a camisola. Paciência. Os tempos não estão fáceis para ninguém...
Agora perguntem lá ao povo, àquele que faz a festa, que enche as ruas, os bares, os restaurantes e o estádio, se este ano se divertiu menos do que nos outros. Porque aos outros, escusam de perguntar. Sobretudo aos que não vão à rua misturar-se. Também gostava de saber a opinião do senhor presidente, que no primeiro ano do resto do seu reinado andou muito mais ausente, não obstante o ar saudável que emprestou à corrida do bodo, a sprintar até à meta. Ufa, estávamos a ver que não.

Passam hoje 40 anos!

Salazar morreu a 27 de Julho de 1970, fazem hoje precisamente 40 anos. Digo eu, ainda com uma convicção juvenil de que me orgulho: não faz falta à nação! (Deixem a pontuação tal e qual como está.)
O perverso nisto tudo é que ainda existem saudosos, que não raras vezes imploram por um novo Salazar. O triste concurso da RTP fez dele "o maior português de sempre", em 2007. Estas perplexidades devem fazer-nos pensar. A única conclusão a que consigo chegar é a seguinte: muito mal anda a nossa classe política, para que um sujeito (regime?) odiento como foi (o fascismo de) Salazar ainda deixe saudades.

24 de julho de 2010

23 de julho de 2010

Sem pompa

São hoje inaugurados os Centros Educativos de Abiúl e da Fonte Nova. Obras importantes e que marcam uma nova abordagem na formação das crianças.
Narciso Mota manifestou, varias vezes, o desejo de convidar o Primeiro-ministro José Sócrates para a inauguração dos Centros Educativos. E penso que José Sócrates, em condições normais e por maioria de razões agora, não dispensava a inauguração de duas obras de uma medida emblemática do governo.
Porque foi, então, entregue o papel ao Secretário de Estado da Educação?

22 de julho de 2010

Concordo!

Diz o nosso presidente Narciso Mota, em entrevista ao Jornal de Leiria (veja-se o suplemento dedicado ao Bodo), que "Houve a preocupação para que, neste período de crise, se reduzissem os custos em termos de organização e contratação de espetáculos, sem afectar ou diminuir a qualidade dos eventos e a versatilidade do tradicional programa das Festas do Bodo..."!
Concordo em absoluto! Se é possivel (como parece ser, nas palavras do nosso presidente) fazer o mesmo, não beliscar na qualidade, mas por menos dinheiro, isso é uma boa noticia para este ano. Diz um bocado mal é das organizações anteriores, que (ainda lido nas linhas anteriores) gastaram mais dinheiro, não fazendo melhor!
Já agora, e não querendo maçar... orçamento, existe? Esse é que podia ser tornado público, para que o munícipe pudesse avaliar por si mesmo, e "fazer as suas contas".

A dúvida #2

E a oposição? Onde anda a oposição? Estão numa de "governo de salvação nacional", num "pacto de estabilidade"? Ou não acham que há responsabilidades de quem devia controlar e não controlou? Consta-se que a única participação do PS neste caso foi ajudar na redacção do comunicado. A ser verdade, é inenarrável. Não é desta oposição que Pombal precisa.
Ainda que o faça já tarde, esperamos (todos) que o PS ainda acorde e diga qualquer coisa sobre o assunto. Qualquer coisa PARA FORA, porque é também "cá fora" que está o seu potencial eleitorado. E os que precisam de ver uma oposição a trabalhar.

A dúvida


Eu, que não percebo nada de finanças, muito menos dos mecanismos envolvidos pelo sistema financeiro de uma autarquia, ando intrigada na minha qualidade de cidadã que paga os seus impostos, que não usufrui de qualquer subsídio autárquico, que o parente mais próximo que tem a trabalhar na Câmara é um tio cantoneiro, e que acha mesmo que a única forma de diminuirmos o risco de burlas, desfalques e facilitismos diversos é mudar as peças, de vez em quando. Alternância. Limitação. Se bem que cada vez me parece mais difícil haver alternância sem alternativa. Isso desgosta-me no meu lado humanista e solidário, que é apanágio do povo de Pombal (é assim?).

Considerações à parte, há uma dúvida que se me levanta, a propósito da situação financeira da autarquia que por estes dias anda nas bocas do mundo.

- Se Guilherme Santos tinha Armindo Carolino, se Armindo Carolino tinha Armando Portela, porque será que Narciso Mota nunca teve, entre os seus vereadores, um "testa de ferro" para a área financeira?

BODO


Queriam BODO, BODO mesmo, com “artistas” locais, divertido e entrada no bolso?
Aí o têm! Novamente!

20 de julho de 2010

De quem é a culpa?

Um funcionário da Câmara roubou-nos, de forma continuada, durante meses, sem que, aparentemente, mais ninguém se tivesse apercebido. Além disso, pelo que li, a fraude só foi detectada por mero acaso. Como é possível que tal situação tenha ocorrido, sabendo nós como são apertados os mecanismos de controlo existentes na gestão dos dinheiros públicos?

É urgente apurar todas as responsabilidades deste enorme escândalo. Ficaria muito surpreendido se o Eng. Narciso Mota e a sua equipa - os verdadeiros responsáveis pela gestão autárquica - continuassem com condições para presidir aos destinos da Autarquia.

Momentos

Hoje, dois funcionários da PMUGest a recolher as moedas do parquímetro!

desfalque report #3

Depois de ouvido toda a manhã e início da tarde de hoje, o principal suspeito do desfalque fica a aguardar julgamamento em prisão preventiva.
A rapariga brasileira (que o trasnportou para Leiria ontem e que foi igualmente detida pela PJ), está em liberdade, com termo de identidade e residência.

Desfalque report #2

Remeto também para os comentários do Miguel Sopas, onde são levantadas e bem, todas as questões e mais alguma que interessava ver respondidas. Pelo menos, que interessam aos cidadãos que se preocupam com a gestão criteriosa do bem público.

desfalque report #1

Depois da meia noite, o principal suspeito (entretanto detido em Leiria, à hora de almoço) continuava a ser ouvido no Tribunal de Pombal. Afinal, havia outros.

19 de julho de 2010

É tudo normal em Pombal ocidental?

Só em Pombal é que o suspeito do desfalque dá uma entrevista à rádio, em tom pesaroso, como quem foi enganado pelo além.
Só aqui é que, perante isto, a oposição se mantém caladinha.

O que realmente interessa

Dúvida: já se participou ao Banco de Portugal da conduta danosa do Banco que permitiu as transferência anómalas?

O ridículo da pergunta que fiz é para frisar exactamente os dois pontos que interessam e aquele que não interessa. Começando por este, o Banco é um personagem menor e, apenas se houvesse conivência de alguém do seu interior, justificaria ser chamado ao drama. Como não há, não interessa para o cerne da questão.

Os dois pontos de interesse: o alegado responsável, mesmo que tenha confessado, é sujeito de um processo judicial. Também o é de um disciplinar, mas isso são outros quinhentos. E no processo judicial é a Justiça que tem de apurar quais os crimes efectivamente cometidos, o grau de responsabilidade e, se for caso disso, as penas. É um caso de polícia, ponto final.

O outro ponto de interesse: como é que afinal a Câmara funciona? Quais os mecanismos que permitem que um funcionário faça movimentos, ao que se indica, avultados, sem qualquer tipo de controlo? Qual é a hierarquia que deixa que isto aconteça? Como é que alguém está em posição de aceder a várias contas e fazer o que fez? Admito que faltam dados (e nem o próprio sabe dizer quanto desviou - palavras do próprio) mas para já há duas alternativas: ou se chuta a responsabilidade para fora (foi o malandro do Banco) ou se apuram, dentro, quais os responsáveis. Pelos factos e pelas condições que levaram aos factos. E não me venham dizer que é normal um funcionário ter acesso a tanta coisa, sem mecanismos de controle. Não é uma questão de desconfiança, é de controle, de gestão. Mas seguramente que há muita gente que conhecendo a orgânica da admininistração local pode esclarecer este e outros pontos.

E não restem dúvidas: o desfalque é caso de polícia. Mas a gestão administrativa e funcionamento da Câmara é um caso de importância capital para perceber as falhas de uma administração que se reputa de uma solidez a toda a prova. Aconteceu o que aconteceu porque não havia condições de controlo. Podemos pôr a cabeça na areia e ficarmo-nos pelo óbvio (concentrando baterias nalguém que será responsabilizado), irmos para o plano do surreal (e chamar o banco à colação já) ou então perguntar: mas afinal que diabo se passa dentro daquela casa.

Afinal, na altura da Auditoria da PombalViva, um vereador (e bem) dizia que havia cheques de determinado valor que nem ele, noutras funções, assinava sozinho. Como é possível deixar que o sistema funcione assim, de forma a que alguém faça o que fez? Essa é a questão que interessa, com outros complementos, obviamente. O resto é mera cortina de fumo.

18 de julho de 2010

Desfalque consentido

Com os factos conhecidos, nomeadamente os fornecidos pelo ilustríssimo e sempre muito bem informado Rodrigues Marques e pelo autor confesso*, é possível afirmar que o desfalque de muitas centenas de milhares de Euros (ainda ninguém conhece o verdadeiro montante, nem câmara) é um crime consentido (pelo sistema). Isto porque o crime foi perpetrado ao longo de vários meses e sem ninguém o detectar.
Deixemos então para a justiça o apuramento das responsabilidades e a condenação, ou não, do(s) autor(es) (em princípio um) do desfalque. Para este espaço de cidadania este pormaior pouco ou nada importa. A única coisa que realmente interessa, sob o ponto de vista do interesse público, é a análise da forma como são geridos/controlados os dinheiros públicos.
E neste aspecto, confesso desde já: estou surpreendido. Sempre achei que as empresas municipais serviam, essencialmente, para quebrar os mecanismos de controlo dos dinheiros públicos. E a PombalViva demonstrou-o completamente. Mas sempre pensei, também, tal como as direcções do PS, que a câmara controlava com rigor os dinheiros públicos. Estava enganado. Mais uma vez se prova que, ás vezes, a realidade ultrapassa todas as congeminações que possamos fazer acerca das instituições e/ou das pessoas que as dirigem.
E assim se desmonta a gestão rigorosa e por objectivos que tanto apregoavam!
* Adenda à versão inicial

17 de julho de 2010

Reunião de emergência na CMP


Anda escândalo no ar. Fala-se em grande desfalque. As fechaduras da câmara, pelos vistos, já foram mudadas.
Como diz o povo: casa roubada trancas na porta.

16 de julho de 2010

Ou há moralidade ou comem todos...

Presidente da câmara de Pombal suspende aprovação de subsídios

“Hoje, não há aprovação de subsídios para ninguém!”, revelou o autarca Narciso Mota que invoca o sentido da responsabilidade na decisão tomada. Agastado com o estado das contas públicas e com o rumo do País, o presidente da câmara de Pombal desabafou de forma exaustiva e mandou retirar os pontos referentes à atribuição de subsídios às freguesias e entidades que constavam na ordem de trabalhos da sessão ordinária da reunião do executivo municipal, realizada quinta-feira de manhã.

“Temos ainda muitas obras de carência básica a fazer no concelho, é toda a gente a querer subsídios, fazer despesas e a câmara paga tudo, temos que ter objectivos de gestão e de bom senso porque as políticas não se podem fazer por um prisma populista de agradar, tem que ser por um prisma de responsabilidade”, sustentou o líder da autarquia de Pombal.


Quer-se dizer então que, até aqui, as políticas eram feitas por um prisma populista de agradar? Esta é a primeira pergunta que me surje. Depois a constatação: pois, estamos em fim de ciclo. E finalmente a conclusão: não sendo de agora o estado de coisas, embora não tão grave, não deixa de se mostrar que a gestão em termos de subsídios era errada e na lógica do desbaratar. Porque se não fosse, não se retiravam subsídios sem mais, mas sim reformulava-se critérios, adequando-se aos tempos que vivemos. Que fique o exemplo e a constatação, 4 mandatos e qualquer coisa depois que, no que toca a subsídios, se havia coisa que faltava eram regras claras e transparentes na sua atribuição.

Por isso, se é menos desperdício, seguramente que há instituições, com trabalho meritório, que se vão ressentir da decisão. Mas foram estas as regras com que muitos viveram e que sistematicamente foram sancionando em actos eleitorais. E agora, Narciso Mota troca-lhes as voltas. Não por qualquer espírito de responsabilidade, mas pela simples constatação de que havia que cortar. E quando não há regras para dar, também não as há para cortar. Lição para o sucessor: regulamento de atribuição de subsídios precisa-se.

Ah, mas são verdes...



Uma das "cidades de bonecas" mais engraçada que visitei foi Ljubljana (280 mil habitantes, um pouco mais que a população do Porto - concelho/cidade), a capital da Eslovénia. Não só fiquei num bairro alternativo, mas também numa antiga prisão reconvertida em pousada, como percebi como um centro histórico se pode transformar numa zona de esplanadas e serviços sem descaracterizar a zona (tudo lições sobre re-aproveitamento de espaços). E sobretudo vi um Parque Verde fabuloso, extensíssimo, com piscinas e courts de ténis e um museu pelo meio, mesmo ao lado do centro da Cidade. Mas no essencial o Parque era isso mesmo, Verde, com uma extensão fabulosa de relva para passear, jogar à bola ou apanhar banhos de sol. Foi projectado há quase 200 anos, o que ajuda a explicar a sua integração com a cidade, mas raras vezes e numa extensão daquelas vi um espaço tão agradável. Podem crer, mesmo ao lado da cidade.


Isto a propósito da necessidade que Pombal teria de um Parque Verde (de Parques Infantis já que aqui se falou), necessidade essa que é transversal e que não se satisfaz com meia-dúzia de espaços que, por muito ordenadinhos que sejam e com alguns equipamentos que tenham, vão adiando um espaço que permita o simplesmente estar-se. Usando um exemplo mais próximo, algo do género Abadias. E que até podia ter uma mesinha de xadrez (adereço semelhante ao que vi na experiência que a JSD promoveu há dias no Jardim Municipal e que suponho fosse um alerta para a necessidade de um tal equipamento).



No fundo, é querer melhorar o meio onde vivemos, enquanto o corredor verde na zona da fonte da Charneca continua a não arrancar, enquanto, os espaços que podem naturalmente, e sem comprometer o crescimento da cidade são urbanizados, há uma obra que teima em ser adiada. E se calhar até seria algo bem mais emblemático e simples.

Festa


E porque o Bodo não é a única festa do mês se há modelos a seguir, então há que chamar a atenção para o 34º aniversário do TAP. Esta sexta e sábado, há surpresas e uma peça. Parabéns e continuem que a malta agradece (mesmo que a agenda aperte).

15 de julho de 2010

Para o Bodo

Sugestão minha de actividade: descer a Rua da Encosta do Castelo pelos passeios com carrinhos de bébé, por exemplo. Ganha quem conseguir chegar mais rápido sem usar a "estrada" e sem amolgadelas no equipamento. Para ser alternativa às provas de carrinhos de rolamentos.

Modelos

Abre hoje o novo centro comercial, com loja de electrodomésticos e roupa atrás. Numa zona que, para mim, devia ser o Parque Verde da cidade (já que a Urbanização das Cegonhas é uma urbanização e ainda hei-de cá voltar para comentar a iniciativa da JSD). As centralidades cá da terra podem ser alteradas ou talvez não, mas parece-me lógico que o impacto que uma grande superfície como a que vai ser aberta seja sentido por anos: 156 postos de trabalho, a salário mínimo (ou perto) e um rombo no comércio tradicional é o mais provável. Dir-me-ão que não se pode falar/agir em proteccionismo desmesurado e que cabia aqueles comerciantes prepararem-se para um admirável mundo novo. O que é certo é que o tempo não volta para trás e o consumidor, em teoria, ainda é quem mais ordena.

Mas também há um projecto de regeneração urbana para a Zona Histórica que ainda pode, se todas as partes quiserem, devolver vida àquela zona. O que é certo é que, mesmo sendo meramente previsível que a vida comercial de Pombal será alterada, com consequências urbanas, as únicas pessoas que podem, para já, sorrir são os consumidores (mais oferta, mais concorrência, melhores preços, diz a teoria). Quanto aos outros, o tempo o dirá, mas mais uma vez, há uma pergunta legítima no ar: o modelo de crescimento urbano é mesmo o melhor? Sendo certo que se pode perguntar mesmo qual é modelo de crescimento para esta cidade, já que conjugando três intervenções como o Castelo, a Zona Histórica e o Casarelo não estaremos a falar de três obras/pólos com objectivos tão diferentes que podemos duvidar do seu alinhamento ou complementaridade?

14 de julho de 2010

Pombal é alto flash

Depois de vermos a Zelinda do Hotel como modelo, na publicidade do novíssimo supermercado, agora a fama está mesmo ao alcance de todos. Basta aparecerem na zona desportiva entre as 21 e 22 horas dos dias 15, 19 e 22 deste Julho e...voilá, hão-de integrar o flas mob das festas do Bodo 2010. Vai-se a ver e talvez não seja preciso gastar rios de dinheiro com as festas. Basta usar a cabecinha. Os pormenores estão aqui, na página do Facebook.

9 de julho de 2010

boa vizinhança

Aqui ao lado, em Ansião, há gente a dizer coisas muito bem escritas. Ora vejam.

Morcegos expiatórios

É uma espécie que faz furor em Pombal. Não há tantos aerogeradores como devia haver, a culpa é dos morcegos. Não vai haver estrada alternativa de acesso à pedreira (pelo menos aquela que foi apresentada) e a culpa é dos morcegos. Arre para a espécie que, de tão única, até faz ninhos. Mas só em Pombal. É óbvio que, nem num caso nem outro, o factor determinante se prende com os morcegos, sendo natural, contudo, que sem fundamentalismos, se proteja a natureza - sempre com conta, peso e medida (para evitar coisas como mortandades de peixes ou lagos estagnados para "embelezar" a cidade).

Mas o factor determinante no caso da estrada de acesso à pedreira - uma necessidade, na qual a Assembleia de Freguesia de Pombal, em bloco, se tem empenhado - tem a ver com debilidades do projecto, como a consulta ao parecer prévio, também da responsabilidade do ICBN, esclarece: é que de 7 conclusões, apenas 1 se refere expressamente a morcegos e as restantes falam na falta de alternativas ou de dados concretos para uma proposta positiva. Na acta da reunião da CCDRC, onde se junta a ARH, o responsável é claro: falta dados para apreciar o projecto. Mas mais uma vez é mais fácil querer atirar a responsabilidade para os morcegos que para quem não fez o trabalho de casa.

Note-se mais uma vez: a estrada que retire os camiões de passar pelo Barrocal e Caseirinhos é uma necessidade. É o descanso e a segurança das pessoas que o determinam. É também um gigantesco quebra-cabeças onde nem todos os interesses em jogo poderão ser salvaguardados e onde terá de ser feita uma ponderação de valores. Obviamente que havendo mais alternativas, menos difícil se torna uma escolha. Ou pelo menos que a alternativa equacionada esteja devidamente fundamentada. É que assim é fácil escolher alvos como os morcegos.
PS: Quem estiver interessado em ler o parecer, é só pedir-mo por mail.

7 de julho de 2010

E os Correios do Louriçal?

Teme-se que possam fugir. E era o que mais faltava: GNR, só aparece para passar multas. Segurança Social fugiu. Escolas primárias que podem fechar, sem termos um Centro Escolar (ou lá como lhe chamam agora) no Louriçal. Ficarmos sem os correios seria uma tremenda machadada...

Prémio hospital do futuro... incerto

Não é (só) por causa daquela intervenção surreal do presidente da Assembleia Municipal, mas parece-me bem que temos razões para nos preocuparmos com a estória do fecho das urgências do HDP. Pior: talvez até tenhamos razões para nos preocuparmos com um hipotético fecho do próprio Hospital. Estarmos entre Leiria e Coimbra não ajuda muito, quandos os planos de reestruturação apertam. Perdermos médicos também não. Fazermos propostas a outros que queiram vir, ao abrigo da chiquespertice da mão-de-obra (mais) barata, muito menos. Criarmos problemas aos que cá estão e querem continuar, também não.
E eis que, quando seria de esperar que a direcção viesse dizer alguma coisa sobre o assunto - levantado publicamente, por um médico, a pedido de outro médico que ainda por cima tem responsabilidades dentro do HDP e já o dirigiu, logo, deve saber do que fala - aparecem notícias sobre um prémio que o mesmo hospital ganhou, a propósito do Banco de Ajudas Técnicas. E isso parece que lhe confere a categoria de "hospital do futuro".
A mim faz-se lembrar a história do prémio cidade florida onde não há um parque verde. Neste caso, como estamos a falar da saúde, não me parece que dê vontade de rir.

1 de julho de 2010

Porque morrem os peixes?


Chegou-me aos ouvidos que andam a morrer peixes no rio Arunca. A novidade, para mim, está no facto de ainda haver peixes no Arunca! A nossa autarquia, para além de não saber como resolver o problema da poluição no rio, tem investido em obras avulso, completamente descabidas. Uma das que mais problemas tem provocado, principalmente à fauna e às culturas ribeirinhas a jusante da cidade, é a represa que foi construída com o intuito de criar um lençol de água para embelezar a cidade, dando a ilusão que o rio está de boa saúde. Ora, parece que a causa da actual mortandade de muitos dos corajosos peixes que ainda teimavam em viver no Arunca é, precisamente, a existência dessas comportas.

Senhor Presidente da Câmara: se é verdade esta história, como tudo indica, ponha a vaidade de lado e resolva, rapidamente, o problema. Crimes ecológicos desta natureza envergonham-nos a todos! Como pombalenses e como cidadãos conscientes.

Hospital, para que te quero!

O tema foi ontem abordado na Assembleia Municipal, realizada no Louriçal, pelo Dr. Grilo. Há médicos em "debandada" do Hospital de Pombal. Dois internistas, para já, e mais três ameaçam fazer as malas. Esta situação deixa o Hospital em maus lençois, e afigura-se a hipótese, segundo o mesmo, de ficarmos sem serviço de urgências no concelho.
A este propósito, informou também o Dr. Grilo que na próxima Assembleia Municipal ordinária, incluirá um ponto na ordem de trabalhos, visando discutir o tema "a saúde em Pombal", e que se não houver possibilidade para tal, convocará uma Assembleia Municipal Extraordinária. E eu acho bem, que o assunto merece discussão profunda. Com dados concretos, e uma correcta identificação dos problemas e suas causas.