"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
16 de janeiro de 2011
De que se ri, afinal?
De que se ri, ele, afinal?
14 de janeiro de 2011
Santo Amaro
O Santo Amaro está aí! Desta vez, os jovens deram lugar às “mães e às sogras”. Apesar de ligeiras diferenças, a festa mantém o mesmo espírito: o Tó Silva, o baile, os ranchos...
Não sei porquê, lembrei-me da Elis Regina quando cantava:
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
12 de janeiro de 2011
Incompetência ou abuso de poder?
Os atestados passados pelas juntas de freguesia são, já em si, um procedimento burocrático anacrónico, mas fazê-los depender da entrega da declaração de IRS roça o ridículo e o absurdo. O problema é que, continuando algumas entidades a pedi-los e sendo eles passados obrigatoriamente pela junta de freguesia de residência, ficamos, facilmente, nas mãos de burocratas incompetentes e/ou de abusadores de poder.
10 de janeiro de 2011
Os Vícios do Poder
Neste pedaço de terra à beira mal plantado as câmaras municipais são verdadeiros antros dos vícios do poder. E Pombal aí esta para o confirmar. Poderia ser de outra forma? Não. Porque o estilo e a longevidade do poder instalado criaram o terreno propício à sua germinação. Agora, pelo Outono (do Patriarca) os cogumelos (venenosos) despontam uns atrás dos outros. Na semana passada, a imprensa regional divulgou o caso do engenheiro técnico agrário, com 25 anos de casa, alvo de um processo disciplinar por suspeita de negligência. Mas, atendendo ao falatório que circula na praça pública, muitos mais despontarão.
4 de janeiro de 2011
Velhas notícias num ano novo
O vereador Fernando Parreira passará a ter a pasta da Acção Social e Habitação e mantém a tutela da Educação e Desporto.
Esta é a nota mais relevante do processo de reajustamento de pelouros levada a cabo pelo presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, a entrar em vigor no dia 1 de Fevereiro.
Outra das novidades prende-se com o vice-presidente do executivo, Diogo Mateus, que terá a seu cargo o pelouro das Finanças e Qualificação na Administração Pública.
A vereadora Ana Gonçalves ganha o pelouro da Fiscalização e Pedro Pimpão a pasta da Coordenação do Gabinete de Auditoria.
Paula Silva continuará a ser o rosto do Ambiente e Michäel António manterá as cadeiras da Regeneração Urbana e Ordenamento do Território permanecendo a Cultura sob a alçada do presidente Narciso Mota.
A notícia da Rádio Cardal está bem dada, sim. É verdade que o título poderia ser "Narciso Mota retira pelouro da Acção Social a Diogo Mateus", mas depois os leitores ainda haviam de julgar tratar-se de uma notícia atrasada, colocada por erro, vinda de outro ano ou de outro mandato qualquer.
Depois do mediático caso do desfalque, eis que o presidente anda a murmurar acerca de um outro funcionário, igualmente com responsabilidades grande na autarquia, sobre quem pende já um processo disciplinar. Um problema, isto. Vai-se a ver e andou por aí uma malta a governar-se com os nossos tostões. Uma chatice, isto. Resta-nos então esperar para ver quem é o senhor que se segue neste mandato horribilis.
Posto isto, ficar com o pelouro das Finanças é ganhar alguma coisa? Só se for um presente envenenado.
29 de dezembro de 2010
Mais uma oportunidade perdida
É normal e compreensível que as bancadas votem de forma distinta: a bancada que apoia o executivo aprova os documentos e a bancada da oposição rejeita-os.
Mas para os rejeitar, e capitalizar alguma coisa com isso, é necessário discordar das opções tomadas e fazê-lo com argumentos claros e robustos. Ou seja, é preciso deixar claro que se a oposição fosse poder faria outras opções ou faria de forma claramente diferente. Ora, o que ficou claro do incipiente debate é que o PS tomaria, no essencial, as mesmas opções: saneamento básico, sistema de abastecimento de água, pólos escolares e regeneração urbana. O que é coerente com o discurso do PS nos últimos anos, quando sempre criticou a falta de investimento nestas áreas e sempre as definiu com opções prioritárias. Logo, neste momento, o PS deveria ter-se colado às opções tomadas pelo executivo, abstendo-se talvez, criticando o atraso do executivo, deixando a dúvida na capacidade deste para concretizar atempadamente os projectos e alertando para a provável perda de fundos comunitários.
Ao rejeitar o Orçamento e as GOP o PS perdeu mais uma oportunidade de se credibilizar como alternativa.
AM: a fantochada do costume
Um espectáculo triste …, com os protagonistas habituais.
28 de dezembro de 2010
2010: menos e mais
Menos
Em Portugal, o ano de 2010 ficou marcado pelo assumir da crise financeira. Aquilo que já todos sabiam foi, finalmente, admitido pelo governo: estamos completamente falidos e já ninguém confia em nós. Depois de anos de sacralização do capitalismo, chegou-se a uma situação de total descalabro. A crise, por si só, até nem seria tão má se fosse aproveitada para dar um impulso novo à nossa sociedade. O problema é que a receita que os nossos governantes nos apresentaram, na forma de três PECs, insiste na velha fórmula: há que poupar os prevaricadores, aqueles que durante anos andaram a roubar, e ir buscar o dinheirinho aos “do costume”. Lá está: quando o mar bate na rocha, quem se .... é o mexilhão!
Na nossa realidade local, ficámos a saber que as contas do município estavam a saque. Aqui o roubo foi daqueles à antiga. O problema é que, depois de muito choro, muita lamentação, a culpa lá acabou por cair apenas no mexilhão.
Mais
Destaco a iniciativa Limpar Portugal, promovida por um conjunto de cidadãos sem ligação a partidos ou outra qualquer organização. O que é facto é que foi conseguida uma mobilização sem precedentes de toda a sociedade para uma causa completamente altruísta, tendo sido recolhidas 70 toneladas de lixo! Como não há bela sem senão, quem percorrer as matas deste país tem a sensação de que a iniciativa foi um fracasso. Quem lá esteve sabe que não.
Em Pombal, reconheço como muito meritório o esforço da nossa autarquia em promover a construção de creches e, sobretudo, de centro de dia. Num concelho onde a percentagem da população envelhecida é grande, agravado com o facto de vivermos numa sociedade que tende a desprezar os mais velhos, estas iniciativas prestigiam, sem dúvida, quem as protagoniza.
(Versão do texto publicado hoje n' O Correio de Pombal)
24 de dezembro de 2010
23 de dezembro de 2010
Leis e salsichas
O CDS anunciou, após a eleição dos seus órgãos concelhios, que está disposto a ser “uma oposição construtiva”. Esperemos que o mote não tenha sido dado pela oferta natalícia do pinheiro. Por muito bem intencionada que tenha sido a iniciativa, do que menos precisamos em Pombal é de aspirantes a Valentim Loureiro.
Segundo uma afirmação atribuída a Otto von Bismark, responsável pela unificação alemã no século XIX, o respeito que temos pelas leis e pelas salsichas é inversamente proporcional ao conhecimento que temos da forma como são feitas. Depois de 20 anos de PSD, já perdemos todo o respeito pela Lei da Laranja. Estou convencido que, com este CDS, vamos deixar de comer salsichas.
20 de dezembro de 2010
Eles condenam um deles
De forma rápida e nebulosa, os responsáveis pelo continuado desfalque condenaram um dos culpados. E assim lavaram as mãos como Pilatos.
Centro Hospitalar de Leiria – Pombal (?)
É verdade que a reestruturação da rede de cuidados de saúde é necessária e premente. Necessária porque a rede actual é muito dispendiosa e assimétrica na resposta, premente porque o estado das finanças públicas a isso obriga. Mas, apesar de necessária e premente, a reestruturação não deve ser feita de forma precipitada, casuística e por encomenda. Ao fazê-lo, desta forma, o governo pode estar a desperdiçar uma boa oportunidade para racionalizar a rede de cuidados de saúde. A reestruturação tem que recair no redimensionando da oferta de serviços em função da procura de acordo com critérios económicos e qualidade. Se, como parece, estas medidas ficarem pela fusão administrativa de umas quantas entidades, que, quanto muito, eliminarão uns quantos administradores e concentrarão parte dos serviços de apoio (contabilidade, compras, etc.), não se resolve a questão de fundo: eliminação das principais fontes de desperdício. Mexe-se na coisa para deixar (quase) tudo na mesma.
15 de dezembro de 2010
Fotografias
Governo prepara fusão do Hospital de Pombal com Leiria
9 de dezembro de 2010
Fraco orgulho
7 de dezembro de 2010
O ovo e a galinha
6 de dezembro de 2010
Apagão
Mas agora a sério: pelo que li ontem de vários pombalenses, a postura da EDP foi, no mínimo patética (já pelo menos a cidade estava sem luz há 1 hora e alegadamente eles ainda não tinham dado conta). Lembraram-me hoje de que será a REN - enquanto concessionária - a responsável por isto, mas o que é certo é que estas situações se sucedem e de tudo que já foi feito nada deu. resultado. Politicamente já se fez o barulho que se podia fazer, exigindo, em Vereação e na Assembleia, que se fizesse algo para evitar os apagões, mas em bom rigor, EDP's, REN's e afins não se preocupam nem querem saber. Mas isto, sendo uma questão política em segundo plano (a representação dos interesses da população) é, antes disso, uma questão de mercado. E questões de mercado combatem-se com as regras do mercado, pelo que só pode caber a que "usufrui" do serviço, em massa, ver se o consegue alterar, pelo menos tocando no único sítio onde doí às nossas empresas lisboetas: o bolso.
3 de dezembro de 2010
Os esgotos, esses malditos canos que ninguém vê
"A Câmara de Pombal anunciou hoje investimentos de 29,6 milhões de euros em obras de saneamento e abastecimento de água no concelho, que vão obrigar a uma comparticipação financeira municipal de 11 milhões de euros.
Segundo uma nota de imprensa da autarquia, as obras de abastecimento de água, saneamento, tratamento e drenagem de águas residuais, e construção de estações de tratamento de águas residuais vão ter uma comparticipação comunitária superior a 17 milhões de euros, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e do Fundo de Coesão, no âmbito de cinco candidaturas já aprovadas.
O presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, explicou que o objetivo deste investimento é que no final do atual mandato entre 80 a 90 por cento da população, de cerca de 70 000 habitantes, possa ter saneamento."
E acha isso bem? Basta-lhe? Será que 20 anos não chega para a cobertura completa?
Valha-nos o engº Rodrigues Marques, mais os santinhos que não tarda a vir aqui invocar.
Serões Culturais
... e Mário Diogo eleito no CD da Ordem dos Advogados!
Também Mário Diogo, ilustre advogado de Pombal, foi eleito presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados. Pela primeira vez o presidente deste órgão não é de Coimbra. Uma prova de que o reconhecimento do mérito de Mário Diogo extravasa a nossa "praça local". José Manuel Silva candidato na Ordem dos Médicos...

2 de dezembro de 2010
Fala quem conhece
30 de novembro de 2010
Água cara e de má qualidade
Nós por cá temos o pior de dois mundos: água cara e sem qualidade.
Em que estamos a pensar?
29 de novembro de 2010
As obras do engenheiro
Não restam dúvidas, quando escavamos as obras do engenheiro é assim: cada cabadela duas minhocas!
Manuel Domingues dixit
Manuel Duarte Domingues, a propósito da situação autárquica pombalense, disse na última edição de O Correio de Pombal: “A limitação de mandatos é uma regra que o bom senso deveria ter posto em prática há muitos anos, porque a rotação e a renovação de cargos públicos é extremamente saudável. Quando se está dez anos ou mais no poder cria-se a habituação, gere-se a rotina, perde-se a criatividade, criam-se clientelas, não se renovam equipas, estagna-se.”
Eu não conseguiria caracterizar melhor os últimos mandatos do Eng. Narciso Mota.
26 de novembro de 2010
Ainda o Orçamento Histórico
É verdade que a parte do orçamento que engloba o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) assenta, em grande parte, em projectos financiados pelo QREN. Mas é igualmente verdade que a câmara, para os executar, vai ter que se endividar fortemente, e, no contexto actual, dificilmente conseguirá o volume de financiamento de que necessita para executar os projectos. Assim, infelizmente, uma parte significativa dos projectos anunciados ficará no papel, o que é mau porque a maioria deles é necessária.
Narciso Mota protelou ao longo dos vários mandatos os investimentos estruturantes (Saneamento, Sistema de Abastecimento de Água, Centros Escolares, Parque Verde, Despoluição do Rio Arunca, etc.) porque sempre lhe interessou mais a gestão populista, assente em obras de fachada e na subsídió-dependência, e arcaica, que se vangloriava do baixo endividamento (suposto indicador de boa gestão). No entanto, aparece agora, a propagandear um orçamento histórico de 70 milhões de euros, que vai obrigar a câmara a endividar-se fortemente. Porquê agora? Não teria mais racional realizar os investimentos estruturantes há dez ou quinze anos atrás, quando as percentagens de financiamento comunitário e as receitas próprias da câmara eram maiores e o financiamento era mais fácil e mais barato? A que se deve esta mudança radical de politica de endividamento? Ao peso na consciência de quem protelou desnecessariamente investimentos estruturantes (muito exigidos e muito prometidos) ou a um estratagema para esgotar rapidamente a capacidade de endividamento da câmara e assim cortar as asas ao sucessor?
Mais uma vez, alguns investimentos vão realizar-se não por convicção ou por razões económico-financeiras mas por capricho. É esta a nossa sina: no País e no Pombal.
Regeneração Urbana
24 de novembro de 2010
Viagens pela minha terra
Com efeito, e já em campanha o tinha dito, perante recursos escassos (e usando novo comentador insuspeito - os custos de manutenção), interessa saber como se vai fazer a manutenção. Por isso, de todas as vias "importantes" e "estruturantes" que vimos ontem, continua a ser interessante saber como ordená-las, até para pressionar mais eficazmente a autarquia. São critérios, senhores. Mas isso ainda é uma forma de trabalhar que deveria ser alterada. Seja como for, sendo o povo soberano e os resultados eleitorais um reflexo disso mesmo, esperemos até 2013, para comparar - no que é comparável em função da visita - e tirar as devidas conclusões. No entanto quero crer que, mais que oficiar e pedir, é demonstrar pela força dos números, o porquê de algumas intervenções serem mais importantes que outras. Isso e considerar outras alternativas à "simples" asfaltagem. E mais fica para depois.
Ideias para a crise
23 de novembro de 2010
A previsibilidade é uma arte
Ainda o cemitério
Antes de mais, quero deixar claro que não sei de que lado está a razão, por não conhecer os fundamentos técnicos que suportam uma e outra versão.
O primeiro alerta tem que ser para a forma de realizar obra. Sendo a população o verdadeiro e último destinatário da acção política, é conveniente que seja escutada previamente.
Serões Culturais
No próximo sábado, dia 27 de Novembro, irá decorrer no Teatro Cine de Pombal uma sessão especial dos Serões Culturais, uma iniciativa da Junta de Freguesia do Louriçal, em parceria com as colectividades da Freguesia. Como poderão confirmar no cartaz, foram envolvidas todas as associações da freguesia numa iniciativa que tinha várias vertentes em competição: perguntas de cultura geral e realização de provas livres (teatrais, musicais,...). Não obstante a saudável competição (ganhou a Associação de Matas e Cipreste, já agora!), destaca-se daqui o convívio e o dinamismo que as associações já tinham, mas que aqui é ainda mais fomentado, pela necessidade de construir equipas e provas livres. Um bom exemplo daquilo que uma junta de freguesia pode fazer pelas suas colectividades, mesmo sem grandes subsídios.20 de novembro de 2010
O regresso do CDS que traz até o líder
Ora, sendo assim, faço aqui a minha própria aposta:
Não é Diogo Mateus.
Não deve ser Fernando Parreira.
Não será Pedro Pimpão.
Posso até estar enganada, mas não será nenhuma das moças.
Como o segredo em Pombal tem perna mais curta do que a mentira, não tarda havemos de saber, meus caros leitores. Assim como a lista de apoiantes supostamente alaranjados que, com o tempo, se calhar até com a chuva, desbotaram.
19 de novembro de 2010
Regresso do CDS
Apesar de, politicamente, me situar nos seus antípodas, reconheço o bom trabalho que o CDS tem feito nos últimos anos, sobretudo devido ao crescente protagonismo de uma nova geração de políticos como Nuno Melo ou Assunção Cristas. Além disso, sempre achei que a salvação das democracias ocidentais se encontra no reforço de partidos minoritários como o CDS ou o PCP. Só com uma digna representação dessas forças políticas é possível dar voz a quem não se contenta com o marasmo do "centrão".
Desejo, pois, longa vida ao CDS no concelho e espero da direita pombalense uma forte e inteligente oposição ao PSD local.
18 de novembro de 2010
Orçamentos
Faz bem a autarquia usar dinheiro do QREN? Faz. E seria interessante que todos conhecessem os projectos em causa. Mas tirando o saneamento (sendo que não é um investimento tão linear quanto parece por questões que vão muito além das questões locais), quais serão as opções? Não parecem ser sociais mas sim para cravar a fatídica placa. É que regeneração, numa terra onde a estratégia é fazer primeiro, programar depois, é palavra que mete medo.
Mas agora que estamos quase em época de "pré- E depois do Adeus" (leia-se 2013), o que é que ficará? Note-se que eu não esperava um Orçamento Histórico. Aliás, nem sei bem o que será isso. Se é dizer que se vai gastar muito dinheiro que se foi buscar a outras fontes, ok, está bem, gaste-se, se só pode ser gasto para esses fins. Mas quanto ao orçamento em si, aquele que não depende de QRENs para ser inflacionado e exibido como bandeira, gostaria que tivesse em conta que em breve os cortes a nível nacional atingirão as autarquias, até aquelas que financeiramente não estão mal (e dispenso-me de falar em controlos internos).
Espero, por isso, fora os investimentos de candidaturas, um orçamento de contenção, rigoroso e realista, nunca esquecendo que as Autarquias não são as principais culpadas do descontrolo das contas públicas, embora também dêem os seus maus exemplos. Aliás, suponho que se o PSD local estivesse todo na AR exigiria o mesmo ao Governo: rigor, contenção e realismo. Mas, como aqui, o coração ao pé da boca é vantagem política e os comes e bebes argumento eleitoral, tudo é possível. Até ouvir falar num orçamento histórico em vez de um orçamento realista. Mas o melhor mesmo é esperar para ver, sendo que para já, em termos de discurso, já que de cima não há exemplo que nos inspire, pelo menos que viesse de baixo (em termos de pirâmide). Isso sim, seria Histórico!
15 de novembro de 2010
Cultura em rede
9 de novembro de 2010
Passámos a fasquia!
5 de novembro de 2010
Carneirada
É que ter um cemitério sem enterros é como ter um jardim sem flores. A carneirada não terminou.
Nas bocas do mundo
A primeira foi a da existência de um "Fado Pombal". Sim, tal e qual! O seu autor é o grande José Mário Branco que o escreveu para ser cantado pelo Camané. Este, numa entrevista ao Público, justificou: "a música tem uma terminação que soa um bocado a fado de Coimbra, mas como não é fado de Coimbra nem fado de Lisboa, embora seja inspirado nos dois, ficou intermédio: Pombal."
Esse facto não parece ter comovido o novo guru português da auto-ajuda, Daniel Sá Nogueira (ele há cada cromo!). Em entrevista ao jornal I confessou que, depois de ter nascido na África do Sul, "enfiaram-me me no Pombal que, se ainda hoje não é uma cidade de referência nacional, há 20 anos era o fim do mundo". Por acaso, fiquei com pena que não o tivessem enfiado noutro lugar qualquer.
Como não há duas sem três, deparei-me com a existência de um mochila portuguesa, de grande qualidade, com a referência "Sicó", numa clara homenagem à nossa região e ao seu potencial turístico.
Com mochila e fado, acho que não precisamos de auto-ajuda para acreditar nas potencialidades da terra. Pena é que os nossos eleitos se esforcem tanto para nos fazer acreditar no contrário.
Os medalhados do costume e o teatro que se impõe
Algumas são reincidentes. Percebi, com o tempo, que isto de ser reconhecido pelo poder obedece a um percurso no pódio. Assim sendo, o mérito começa em prata ou bronze, e vai evoluindo para o ouro. Nenhum nos merece particular relevo, o que diz bem do estado boring da efeméride.
Depois há teatro. À falta de uma comemoração popularucha do Dia do Município (que é no dia S. Martinho e isso facilitava tudo), à noite há teatro. O enredo de "Senhor Silva" - a peça que vai trazer a Pombal Tózé Martinho e um rol de actores mais ou menos conhecidos - é perigoso: Escrita por Ray Cooney, “Super Silva”, conta as peripécias de João Silva, um taxista que sendo casado com duas mulheres, Bárbara e Isabel, tenta fazer de tudo para que uma não fique a saber da existência da outra. Esta situação complica-se quando João Silva salva uma velhinha de ser assaltada, envolvendo-se na história dois polícias e um jornalista que quer levar a público a heróica história do taxista. Para ajudar na confusão envolvem-se nesta embrulhada Beto e Aníbal, vizinhos das duas mulheres de João Silva".
29 de outubro de 2010
Apparatchiks no seu melhor
Mais palavras para quê? A vida nos partidos faz-se disto e com isto! De vez em quando um ou outro, dos menos dotados de manha, acaba, felizmente, nas mãos da justiça.
PS: Ninguém espere que a criatura se demita do cargo de nomeação política que ocupa no governo civil, nem que quem o nomeou o faça. Falta-lhes vergonha.
Dois em um
21 de outubro de 2010
O serviço público em modo de blogue
O CDS anda aí
Depois de auscultadas diversas informações, parece certo que o CDS está de volta. Agora sim, percebe-se o (re)nascimento da Juventude Popupar, que veio a público no verão. Diz que o motor continua a ser Eliseu Ferreira Dias. E que a alavanca se chama, neste caso, José Guardado (antigo camarada das lides jornalísticas).
Fontes bem colocadas, usam mesmo a expressão "fortíssimo!", para definir o estado em que se encontram os contactos. Pois. É bom que sim, porque a malta tem de se entreter com alguma coisa.
15 de outubro de 2010
Na Agenda
14 de outubro de 2010
11 de outubro de 2010
Há um ano...
Há um ano fechava-se um ciclo e iniciava-se outro. No que a mim diz respeito, o projecto que encabecei perdeu nas urnas mas sem qualquer assomo de tragédia, acima de tudo pela sensação de dever cumprido. Obviamente que à distância de um ano, muita coisa poderia mudar (e melhorar), mas não me envergonho do trajecto percorrido e sobretudo da companhia que tive. As razões da candidatura, hoje, continuam actuais e desempenho/desempenhamos o papel que parte do eleitorado em nós delegou. O futuro, esse, não sei a quem pertence. Por defender que um ciclo eleitoral não pode estar restrito apenas ao acto eleitoral e respectiva campanha, abre-se uma fase, passado 1 ano de Assembleia, que visará cumprir, agora num nível mais activo, aquilo a que nos propusemos. Não se trata de marcar terreno, porque quem nos conhece sabe bem que não dependemos dos cargos, mas apenas de reforçar o compromisso que fizemos durante o Verão de 2009 e há escolhas que não dependem (nem têm de depender de nós).
Sobre os outros actos que também fazem o seu aniversário, há balanços virados para o futuro que também podem ser feitos. Pessoalmente, se o 1º ano dos 4 anos do fim de ciclo foram assim, mal posso esperar pelos próximos...
9 de outubro de 2010
O líder
"'Discriminada', a junta acabou por ter direito a uma mão cheia de elogios por parte do presidente da Câmara à liderança de Rodrigues Marques e ao trabalho que tem feito".
8 de outubro de 2010
A questão
7 de outubro de 2010
Luta na lama II
É claro que aquelas alminhas tinham que rivalizar com a AM, descendo ainda mais o nível. Uma verdadeira peixeirada.
6 de outubro de 2010
Luta na lama
A última AM confirmou, uma vez mais, que a política pombalense se assemelha a uma luta na lama, com os detentores dos mais altos cargas políticos a marcarem o ritmo da contenda e a assumirem o protagonismo. Nada que surpreenda, há muito tempo as reuniões do executivo se tornaram um espectáculo deprimente; mas agora, com a AM rivalizar com o executivo na luta pelo prémio do mais enlameado, bateu-se no fundo. A continuar por este caminho dificilmente algum cidadão respeitável aceitará integrar as próximas listas. Melhor, dirão eles. Eleger-se-ão Tiriricas. E, pior que tá não fica!
P.S.: Apesar de tudo, há excepções. Há quem não goste de andar salpicado e faça questão de o evidenciar.
5 de outubro de 2010
100 anos depois
A imortal frase do personagem principal de "Leopardo" é, especialmente hoje, de uma actualidade inquestionável. Celebra-se hoje mais um mito/dogma da História de Portugal. Enquanto Republicano por convicção, não me impressionam os discursos grandiloquentes que adaptam o que se passou há 100 anos por mera conveniência. A República, no sentido de termos uma democracia representativa, com igualdade de oportunidades sem depender de privilégios de nascença e uma relação com o Estado construída em Direitos e Deveres recíprocos, não nasceu a 5 de Outubro, mas sim 76 anos antes e não se começou verdadeiramente a cumprir com aquela data, mas sim 64 anos depois. O 5 de Outubro foi um golpe de Estado sem o qual dificilmente se compreende a História do nosso Século XX. Por isso relembro hoje a importância, não tanto de um símbolo histórico, mas de uma ideia, pilar de uma República funcional (e também certamente de uma Monarquia) do Estado de Direito em todas as suas acepções. Dias como este não existem para celebrar dogmas, mas para relembrar que devemos aperfeiçoar constantemente a democracia em que vivemos.
E por isso acho duplamente irónico viver este dia no cenário em que o vivemos. Nacionalmente por motivos que me dispenso repetir, mas dos quais retiro essencialmente a desresponsabilização e a impunidade de quem vive, em alternância, garantindo um Estado disfuncional que manieta um País. Localmente pela aparentemente inenarrável descrição de como órgãos autárquicos se comportam perante os seus eleitos. É fácil culpar os eleitores pela ausência de um real escrutínio fora dos ciclos eleitorais, mas a legitimidade eleitoral é um princípio intocável. No entanto, tal não invalida que uma pessoa se questione como é possível que num órgão o Presidente do mesmo insulte um deputado ou se escuse, por completo, a actuar de forma imparcial tentando exercer a função de fiscalizador. Recuso-me a acreditar que, mantendo-se o anterior Presidente em funções a AM funcionasse como agora funciona. E para que se torne claro, ao contrário da clique do poder e do seu gosto pelos ataques "ad hominem", não são os homens que ocupam os cargos, mas a forma como ocupam os cargos que merecem a minha crítica. Admito obviamente que haja visões bastante diferentes sobre a pertinência da discussão de alguns assuntos, mas não admito, pelo menos não num Estado de Direito (que manifesta e felizmente não é o mesmo que o do Presidente da Câmara), que órgãos autárquicos sejam manietados por muitos dos seus próprios membros. Celebrem-se os símbolos que se quiserem, que sem se reflectir seriamente como o Estado deveria funcionar - de baixo até cima e vice-versa - continuaremos a celebrar apenas símbolos, nunca ideias e verdadeiras conquistas.
Festejar
2 de outubro de 2010
E assim de repente também...
Ora, está bem de ver, o povo há-de continuar a desculpá-lo por esse concelho fora, como está a acontecer nas colectividades, usando a máxima "a Câmara já podia ter mandado o dinheiro, mas não pode, por causa do desfalque".
Aprendam, especialistas da ciência política.
Assim de repente...
1 de outubro de 2010
AM: um circo
Resultado: um circo completo, e variado.
Falta de bom senso ou esperteza saloia? Talvez as duas coisas.
A educadora, a creche, a segurança social e os amigos dela
A Direcção comunicou-lhe na terça-feira desta semana que não havia condições para a manter a trabalhar. Sublinhou de novo que não acreditava nos maus tratos, tão pouco na suspeita, mas sustentou a decisão na imagem negativa da creche, que resultou das notícias entretanto publicadas nesse paladino da verdade que é o Correio de Pombal, onde, por melhor trabalho que tenha feito nesta edição, numa operação de limpeza tardia, lhe foi feita a cama.
E também na "pressão" de que a Segurança Social não terá gostado - leia-se todo o movimento de apoio desencadeado. Temos pena.
Mas eu tenho sobretudo muita pena de uma creche que vacila na defesa dos funcionários ao primeiro abanão. E tenho muita pena do meu país. Do meu pobre país do sol, que vive suspenso na lama. Do país que vive à mercê dos donos das instituições. Que alimenta a mediocridade, a inveja e a incompetência em lugares cimeiros de organismos vários. Desse Portugal pobrete mas alegrete, onde o cartão de militante vale mais que qualquer certificado de competência. Do Estado Social que transformou associações recreativas em creches, que confunde torneios de cartas com projectos pedagógicos. Das Câmaras que cedem à pressão dos privados e os soltam num jogo de arena com as IPSS's. Dos jornais que mordem o isco sem usarem os pratos da balança. Dos que, por saberem tudo, nada têm para aprender. Dos cambalachos e dos compadrios.
Mas, por estes dias, tenho pena sobretudo dos meninos que deixam de ter a Ivone a contar-lhes histórias e canções, a ensinar regras, a aprender valores que nem sempre todos os pais conseguiram aprender, quanto mais transmitir. Porque a conheço, porque foi ela a educadora do meu filho e de mais uma vintena de crianças que hoje despontam para a adolescência e nunca a hão-de esquecer (como ficou expresso nos testemunhos entretanto deixados no facebook).
Porque esta é a história de uma injustiça, onde há gente envolvida, sob tectos com telhados de vidro.
Porque pior do que estarmos entregues aos bichos é não sabermos quando e por que é que a fauna decide que nos vai engolir.
Numa altura em que ando particularmente desacreditada deste país, anima-me saber que, nesta guerra, aqui se encerra apenas uma batalha. De modo que a luta continua.
30 de setembro de 2010
Paradoxo?
Por estes dias está-me a custar comentar a vida política sem recorrer ao insulto gratuito.
28 de setembro de 2010
China Town
24 de setembro de 2010
Aniversário da biblioteca
Os meus parabéns!
21 de setembro de 2010
Freguesia de Alitém?
Hoje, não restam grandes dúvidas que a reorganização administrativa do País urge e é uma das variáveis mais importantes (senão a mais importante) para melhorar o retorno dos investimentos públicos, concentrando-os junto de aglomerados populacionais maiores, e, desta forma, aumentar a eficiência económica e a qualidade de vida das populações. Como é que ela pode ser melhor feita: de baixo para cima ou de cima para baixo? Idealmente, deveria ser decidida superiormente e implementada em todo o País ao mesmo tempo. Mas, como temos uma enorme incapacidade de decidir as coisas importantes, temo que nos venha a ser imposta de fora. Há muito que este processo deveria ter sido colocado em marcha pelos diferentes governos: por via politica (legislação aprovada na AR) ou por via administrativa (de baixo para cima, forçando as autarquias a fundir-se através da definição de critérios objectivos para a realização de investimentos públicos).
Em Pombal, tal como em todo o País, a maioria das freguesias estão colocadas perante um dilema: fundir ou definhar. A freguesia de Alitém poderia ser um bom tiro de partida para um movimento necessário e premente.
Orgulhosamente só
Pombal continua orgulhosamente só. Mesmo que isso signifique um péssimo serviço ou a ausência de serviço.
16 de setembro de 2010
A porca da política

A propósito deste post de Adelino Malho, o senhor Presidente da Câmara de Pombal afirmou: “Esta democracia é porca”. Este comentário fez-me lembrar o famoso cartoon “A Política: a Grande Porca”, publicado por Rafael Bordalo Pinheiro na capa do primeiro número da revista “A Paródia”, de Janeiro de 1900. A diferença é que, para Bordalo Pinheiro, a democracia era porca porque dava de mamar a muitos porquinhos. Para o senhor engenheiro, pelos vistos, a democracia é uma porca porque os porquinhos que não comem não se cansam de criticar os matulões que não largam a teta da mãe.
Recordações de Pombal antigo

14 de setembro de 2010
Eu voto Bárbara!

Nos últmos meses, O Correio de Pombal tem andado muito empenhado na divulgação da edição de 2010 do concurso “Modelo O Correio de Pombal”. Prova disso, é o constante destaque do evento, tanto na edição impressa como na edição on-line. Aliás, quem consultar a página do jornal na internet, fica convencido que em Pombal não se fala noutra coisa. Quem vai ser a próxima Modelo OCP? A avaliar pelos resultados da votação on-line (o jornal adverte que o “processo de votação sera meramente sugestivo devido ao uso indevido por parte de algumas pessoas.”) a jovem Sónia Silva já ganhou, com 27080 votos, apesar de ser seguida, por muito perto por Diana Paixão, com 22009 votos.
Como tenho tendência a tomar partido dos mais fracos e não quero ficar ao lado deste grande evento que tem mobilizado todos os pombalenses, também exerci o meu direito de voto, colocando a minha cruz na candidata Bárbara Cordeiro (na foto) que tinha apenas 53 votos.
13 de setembro de 2010
Os desgraçados
Para Narciso Mota a “proposta é inoportuna, irresponsável e incompetente”. E concluiu: “seria injusto para os desgraçados que já compraram”.
Não haja dúvida, somos uma terra de desgraçados, mesmo os que investem!
Crimes ambientais à descarada
Abandonar lixo na floresta ou á borda da estrada é o pão-nosso de cada dia neste pedaço de terra à beira mar plantado mas muito mal povoado. Os mais envergonhados escolhem locais escondidos, os desavergonhados inveterados fazem-no às claras. É vê-los, todos os dias e ao longo de anos, nas urbanizações ou junto a novas construções, a encherem sistematicamente os caixotes do lixo (destinados aos resíduos domésticos) com todo o tipo de resíduos da construção. Fazem-no por má formação e porque a câmara, coniventemente, o permite. E aqueles que pagam o serviço ficam privados dele, e têm que andar á procura de contentores livres para largar o lixo.No verão, altura em que por estas bandas há mais gente, é revoltante ver os contentores do lixo cheios de detritos da construção e o lixo doméstico espalhado pelo chão.
Na câmara, em vez de perderem tempo e dinheiro a colocar outdors com gráficos de barras a mostrar o aumento do volume de resíduos recolhidos porque não olham para isto e porque não penalizam os infractores? Eles estão claramente identificados. As toneladas de resíduos recolhidos talvez desça um pouco mas o ambiente e as pessoas agradecem.
10 de setembro de 2010
quando o boato se transforma em notícia
6 de setembro de 2010
Exposição à porta fechada

3 de setembro de 2010
Coincidências
O Farpas teve, também, que ir.
Que descanse e nos dê descanso, é o que lhe desejamos.
24 de agosto de 2010
Tudo azul
20 de agosto de 2010
Agora, a culpa é do Banco
Esta semana também, forneceu-nos Narciso Mota um pormenor delicioso: o ladrão depositou na conta desfalcada um cheque seu no valor de 14700 €. Chamar ladrão ao tipo que desviou o dinheiro da conta da câmara é um excesso de linguagem que só serve para exagerar a acção e assim demonstrar, por redução ao absurdo, que o tipo não é o culpado e, consequentemente, não é ladrão. Até porque, Narciso Mota logo nos garantiu que o ladrão era uma pessoa honesta, e, se Narciso o diz, quem sou eu (quem somos nós) para o desdizer.
Mas agora, ligando os factos conhecidos a história encaixa no meu culpado: o tipo da nota falsa. Se o tipo da nota falsa não tivesse feito passar a nota pela conta da câmara não teríamos, de certeza, desfalque. E o nosso presidente continuaria feliz e contente e com a áurea de competente e responsável. Explico: o ladrão não era verdadeiramente um ladrão, nem sequer um desfalcador, teria sido um tipo que fizera uns investimentos imobiliários no Brasil e, garantiu ele, teria devolvido os dinheiros (se calhar até pagava juros) á câmara. E a prova, factual, é que até já tinha começado a fazê-lo, logo não se pode dizer que estamos perante um desfalque, nem perante um ladrão, mas antes perante um verdadeiro empreendedor. Bem sei que os dinheiros públicos não são para estes fins, e que existia o risco de os investimentos falharem e os dinheiros públicos se perderem. Mas que interessa isso, ninguém saberia e muito dinheiro se tem desperdiçado de forma mais inútil.
Sacana do tipo da nota falsa. Apareceu no lugar errado e na hora errada. Narciso teve azar, e, se calhar, nós também! Para mim, até prova em contrario, o tipo da nota falsa é o verdadeiro culpado, mas aceitam-se outras hipóteses. Estou certo que, passo a passo, se chegará ao verdadeiro culpado.
Conselho charneira (o conselho é mesmo com s)
Depois há a utilização da palavra "intelectual" para estabelecer uma distinção. Uma distinção, diga-se, que é apenas mais uma das heranças negativas do ciclo Narciso: a divisão - falsa - entre "os" da cidade, esses "intelectuais" (deve ter faltado o "perigosos") e a população do resto do Concelho. É que é tudo tão infeliz que até me apetece fazer uma comparação com tempos idos, mas ainda passava por intelectual...
Muros para derrubar

19 de agosto de 2010
Estamos, estamos
Eu já não sei se estamos mal ou bem. Estamos em férias. Em festas. Anestesiados. Desfalcados da realidade e profundamente cansados de ver como o poder é exercido. Admita-se, a legitimidade eleitoral não é um fim em si própria, é um meio. E também não é uma causa de exclusão de responsabilidade para o que se passa. Querer dizer que de 1993 até hoje não se fez nada é nada. Querer dizer que se fez tudo bem é idiota. Querer dizer que se fez tudo mal, idem. O problema é como se fez e, sobretudo, a herança que fica para quem aí vem. E não falo a quem sobreviver à sucessão do actual Presidente. Falo da herança de todos: de um concelho que, quando comparado é com piores, que muitas vezes continua a construir obra pública sem critério, obedecendo à lógica da placa primeiro, ocupação depois. Falo da rede de dependências que muitas vezes impede que as pessoas exerçam os seus direitos. Falo da degradação da actividade pública refém de actores de segunda linha que apenas são escolhidos pela incapacidade de dizer "não" ao chefe. E podia falar no sistemático desrespeito pelas mais elementares regras de urbanidade quando se insulta, achincalha ou se tenta humilhar quem tem opinião contrária. Enfim, traços de uma época inequivocamente ligados a uma pessoa que não percebe que a da divergência também nasce a força, que várias perspectivas são melhor que uma e que a amizade nunca se pode sobrepor à competência. E sim, uma AM para discutir a questão da saúde ou do urbanismo, posso conceber, mas não uma para fiscalizar a actuação/gestão administrativa do município?Mas fazer futurologia em Pombal, em 2010, é uma ciência arriscada. Faltam pessoas e as poucas disponíveis têm outras indisponibilidades (desde pessoais a profissionais) e muitas há que fazem das tripas coração para dar algo de si que outros desdenham de imediato, apenas porque optam em nada saber. E para mais Pombal continua com o seu potencial, muito dele desaproveitado, sem se apostar em ideias como um Parque Verde a sério (veja-se a adesão ao Jardim do Vale - obra que continua a merecer, no seu todo, uns ajustes para a perfeição), sem regular a entrada do Alto do Cabaço, sem potenciar o seu património turístico (perguntem a quem recebe estrangeiros cá pela centralidade de Pombal). Teremos um CIMU Sicó? Ainda bem que assim é. Teremos a Aldeia do Vale recuperada? Aposta interessante. Mas o Vale do Anços continua sem ser potenciado. Continuamos a ter tanta Associação que não pára de trabalhar (por falar nisso, como ficaram os subsídios?) apenas para devolver algo à comunidade. Mas continuamos sem conseguir captar investimento que não se baseie em ordenados mínimos e em mão-de-obra intensiva. Não conseguimos ser um pólo de empreendedorismo, apesar de alguns excelentes exemplos que por aí andam.
A questão, quando se trata de balanços (ainda que provisórios) é perceber onde se estava e onde nos vamos encontrar no fim de um dado período. Antecipando o fim, e o claro ambiente de desprezo por quem não pensa (ou prefere não pensar) pela mesma bitola (curiosamente uma crítica que muito PSD fará, a nível nacional, ao PS), para qualquer pombalense que está disposto a dar algo de si pela terra onde nasceu, cresceu ou está envolvido em alguma coisa, é analisar o que foi feito e o que queremos. Eu queria, por exemplo, uma entrada de jeito na IC2, um Parque Verde, um Hospital imune a questões políticas, órgãos políticos que fizessem aquilo para o que são eleitos, uma política cultural (admitindo que existe já uma agenda de eventos culturais), a concessão total a privados de espaços que manifestamente não devem ser geridos pelo público, um município que usasse as suas próprias regras para gerar receitas da exploração dos seus recursos, etc. Mas queria, sobretudo, um sítio onde nem tudo fosse normal na sua anormalidade, onde apesar das diferenças, as eleições servissem de avaliação final, mas entre elas houvesse a capacidade, dos próprios eleitos, de perceber que servem a população e não o contrário. Sem insultos e revanchismos. E sem cortinas de fumo. Tipo uma coisa de Verdade, como Pombal de Verdade, percebem?
18 de agosto de 2010
Estamos mal, muito mal
A partida de João Coucelo é uma perda* Grande. Que teria sido evitável.
A saída (há semanas) do administrador (para funções na Assembleia da República) deixou mais um vazio E de cada vez que o clima instável transpira cá para fora, lá vem a senhora directora com um comunicado - que envia apenas para o que resta da comunicação social em Pombal - a dizer que sim senhor, que está tudo bem.
Das duas uma: ou os responsáveis regionais e nacionais estão a confundir Pombal com Anadia, ou a senhora directora é, afinal, uma incompreendida.
*a de Fernando Matos também.
14 de agosto de 2010
Ridículo e indigno
Mais do que o ridículo (e já ultrapassamos esse patamar) perdeu-se a noção da respeitabilidade.
O Pior
Recusou a convocação de uma assembleia municipal extraordinária para discutir o maior desfalque de sempre na CMP; no entanto, quer realizar uma assembleia municipal extraordinária para discutir o Hospital de Pombal (onde a autarquia não tem quaisquer responsabilidade).Pelo sectarismo e estilo espalhafatoso como exerce o cargo dificilmente escapa a ficar na história como o pior presidente da AM.
12 de agosto de 2010
Uma tourada
A mim - que não gosto de touradas - choca-me que uma carrinha da Junta se passeie, com altifalante, pelos lugares onde arderam casas no dia anterior, a anunciar um espectáculo (bárbaro, ainda por cima). A vocês não?
10 de agosto de 2010
Pombal além fronteiras!
Juiz em causa própria
Um pouco de decoro recomenda-se.
7 de agosto de 2010
Para Narciso ler
“A extraordinária evolução tecnológica … veio permitir que através da internet, se possam fazer pagamentos por transferência bancária directamente para a conta bancária do beneficiário, sem interferência do Banco. O sistema é seguro, porque obriga à utilização de códigos secretos (passwords)”
…
Por razões relacionadas com a segurança e salvaguarda do património das organizações, só as pessoas situadas nos níveis superiores da direcção ou gestão têm acesso a essas palavras-chave … dado que a responsabilidade máxima de preservação do património é desses responsáveis.
Mas, por razões operacionais e práticas, é usual delegar em responsáveis intermédios a realização dos movimentos bancários. É evidente, que quem souber as passwords pode fazer todo o tipo de operações sem limites de valores, a não ser os saldos disponíveis. Por isso a supervisão dos responsáveis máximos é fundamental e intransmissível. A listagem dos movimentos a efectuar deve ser previamente aprovada pelos responsáveis máximos da gestão financeira e o controlo dos saldos e dos movimentos deve ser efectuada com frequência. Quer as regras de boa gestão, quer as de controlo interno, bem como as de auditoria, obrigam a que os registos contabilísticos sejam comparados com os extractos bancários frequentemente, mas no mínimo mensalmente.”
…
O controlo tem que ter em conta a natureza das contas e o modo como podem ser movimentadas. Por exemplo, uma conta bancária em que só se podem fazer transferências bancárias e não existem cheques, o controlo é mais fácil, dado que não existem cheques em circulação, … o que significa que o saldo da conta no Banco tem que ser igual aos da contabilidade.
Assim sendo, uma boa organização contabilística e um controlo interno adequado permitirão evitar situações em que o património das empresas depositado nos Bancos possa ser objecto de uso indevido. Trata-se de implementar procedimentos que impeçam utilizações abusivas que os modernos meios de movimentar saldos permitem.
Não pode haver assim da parte dos responsáveis um alheamento de situações como as descritas. A sua responsabilidade tem que ser assumida, mediante um controlo permanente dos valores depositados e dos respectivos saldos, tanto mais importante quanto mais elevados forem os valores em causa.
…
Por vezes, verifica-se que a falta de princípios morais e éticos, convida a que alguns não resistam a tentação de aproveitar as possibilidades que as falhas organizacionais lhe permitem para ir pelo caminho mais fácil. Se as organizações não tiverem na sua direcção ou gestão responsáveis competentes e empenhados, os riscos serão maiores e o seu património pode ser desprotegido”.
Pois foi tudo isto que o enorme e insólito desfalque na CMP provou não existir. Manuel Domingues não o afirmou taxativamente, mas acrescento-o eu.
Uma andorinha…
Pelos vistos sabem fazer! Então, porque não fazem mais vezes?
6 de agosto de 2010
O exemplo de Ansião, II
Outras festas
5 de agosto de 2010
Irra! Que o homem não percebe
Depende! Se deixou as portas abertas, se deixou o dinheiro à mostra, se …; tem responsabilidade, pelo menos, perante a família. A não ser que seja irresponsável…
4 de agosto de 2010
Narciso no seu melhor
Na última reunião do executivo, aquando da discussão do vergonhoso desfalque, Narciso Mota vociferou contra a malta do FARPAS (os da casa e os comentadores!). Nem a oposição escapou, apesar de estes reafirmarem o seu comportamento responsável (falta saber o que é isso - o comportamento responsável. Deve ser igual ao que Narciso teve no desfalque).Não haja dúvida, o homem continua em grande forma…
Um editorial visto à lupa!
2 de agosto de 2010
O admirável mundo da comunicação
Ao fim destes anos, convenço-me de que aquilo que faz verdadeiramente falta em Pombal é terapia de grupo. Chego a imaginar uma sala, tipo sessão espírita, com todo o executivo da Câmara sentado em círculo, em que cada um dos elementos libertava os seus fantasmas. Foi mais ou menos isso que voltou a passar-se na última reunião de câmara, em que, à falta de assuntos que verdadeiramente importem ao município e contribuam para o seu desenvolvimento sustentado (é assim, engº?), a vereação e seu presidente dispenderam coisa de uma hora a discutir os posts do Farpas bem como os artigos do que resta da comunicação social em Pombal. Obrigado, obrigado, pela parte que nos toca.Mas isto não deixa de ter tanto de cómico como de trágico. Uma vez um empresário contou-me, escandalizado, que no dia da morte de de terminada figura da terra aparecera à porta da Câmara um vereador vestido de calção, chinelo e boné, pronto para a reunião de emergência para a qual fora chamado. Dizia-me o homem que pese embora o facto de ser fim-de-semana, um vereador deveria "ter noção". Bom senso. E isso é o que tem faltado ao longo de vários mandatos. Não só a esse nível, como a outros. Atente-se, por exemplo, no relacionamento tumultuoso entre o poder e os media. Basta fazermos uma conta rápida e simples: Quando o engenheiro chegou a Pombal, em 1993, havia quatro jornais. Quantos restam?
Por estes dias, vale-nos sempre a internet e seu famigerado Facebook, por onde circulam fotografias de verdadeira silly season. Se calhar o que tinha sucesso em Pombal era mesmo uma revista social, ou um jornal côr-de-rosa. Porque os jornais sérios são sempre chatos.




