"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
22 de março de 2011
Decisões que importam
18 de março de 2011
Na agenda
17 de março de 2011
... custa é entender as opções!
A notícia não é local, mas é sintomática e generalizável: há opções que custam a entender. Pior ainda: que custam a engolir!
A nobre arte de presidir!

16 de março de 2011
Caro e mal amanhado
15 de março de 2011
À rasquinha

Situação política nacional
14 de março de 2011
Farpas dos Leitores
Acrescento eu: se ainda houvesse esperança de ter uma plaquita de inauguração antes de 2013, acho que se equacionaria essas hipóteses, mas como escavações arqueológicas são trabalhos longos...
O tugurium romano de Atalaia
Numa busca na web encontrei um artigo interessante sobre uma escavação arqueológica realizada aquanda da construção da autoestrada A17.Nessa escavação foi supostamente encontrado um tugurium romano.Ainda bem que o sitio foi escavado, só é pena que a arqueologia em Pombal se resuma a acompanhamentos e sondagens obrigatórias ou seja, somente o que a lei obriga em caso de monumentos classificados e seus perimetros de protecção ou obras públicas.O concelho está crivado de vestígios, há villas romanas conhecidas (ex: S.Tibério, cidade de Roda), há grutas cheias de espólio ancestral, etc, etc, etc...Porque não investir valores semelhantes aos da obra da Ponte D.Maria em escavar algo conhecido, mas desconhecido ao mesmo tempo e que poderá revelar achados interessantes e dignos de museu!
SM
11 de março de 2011
Pois... parte dois
Na agenda
10 de março de 2011
Pois...
Por isso, é verdade que devia ser como o PR diz? É. E vai mudar alguma coisa? Nada.
9 de março de 2011
Homens na luta

Segundo o presidente da Junta de Freguesia da Redinha, as comemorações do bicentenário da Guerra Peninsular e em particular a recriação da Batalha da Redinha, que terão lugar no próximo fim-de-semana, constituem um evento “histórico”. Concordo que a iniciativa é muito interessante tanto para a freguesia como para o concelho mas, nesse mesmo fim-de-semana, histórico, histórico, poderá ser a manifestação da “Geração à Rasca”. Esta geração de “desempregados, trabalhadores subcontratados e estagiários” tem aqui uma oportunidade para mostrar o seu descontentamento e calar quem os quer rotular de passivos e resignados. Entre o marasmo caricaturado pelos Da Weasel e a força dos (fantásticos) Homens da Luta, espero que, no dia 12, saibamos ser como os segundos e, tal como há 200 anos, voltar a vencer “os franceses”.
E agora, para algo mais natural
7 de março de 2011
4 de março de 2011
Sobre a Ponte D. Maria
Nesta fase, abstenho-me de comentários. Penso que a descrição diz (quase) tudo.
2 de março de 2011
Sugestão
28 de fevereiro de 2011
Se o meu Castelo falasse...
Continuo é na minha (e à semelhança do que vi em Silves, adaptando à escala, claro) que essencial mesmo é um espaço museológico - original e apelativo (sim, ainda e sempre os Templários) - dentro de muralhas. Para que ao menos as cicatrizes da desfiguração possam ser esquecidas em função do conteúdo.
26 de fevereiro de 2011
Na agenda
Tudo em família
24 de fevereiro de 2011
Há quem lhe chame malfeitoria, eu chamo-lhe dúvidas
E quanto à realidade da nossa terra, preparam-se para arrancar as obras de requalificação do Centro Histórico, com intervenções que vão desde parques de estacionamento a um novo arco na Ponte sobre o Arunca. Há intervenções que fazem sentido, outras que confirmam os erros de planeamento anterior (parque da Marquês de Pombal). Mas no meio de obras que apenas alguns conhecem, há uma questão pertinente que, ao que me tenha apercebido, não foi discutida: o centro histórico alberga uma zona de comércio que, na melhor das hipóteses, se encontra moribunda. A Praça está agora vazia (durante o dia) de actividade comercial, sobrando edifícios públicos que, admita-se, não fixam as pessoas. De outra forma, o que é que se pode pensar para aquela zona que, findas as obras, consiga, para além de requalificar, revitalizar? Esta é uma das preocupações que deve acompanhar qualquer obra: o que fica servirá para uma placa e meia dúzia de intervenções desgarradas ou criará as condições para um aproveitamento maior? É que, e ao contrário do que muitos pensam, há obra boa e obra má. E obras que são feitas com base em projectos que não são discutidos na praça pública (e aqui a culpa também sobra para a dita sociedade civil que se desinteressa destas questões) pode - sublinho o pode - depois dar azo a obras que requalificam, mas a que falta utilidade.
E sim, já sei, o Governo também faz obra mal feita e antes também houve obra mal feita e as bombas de fumo da costume. Falo de Pombal e desta gestão autárquica que vai fazer um quinto de século. E falo desta população, das suas aspirações, participação e expectativas. Já basta ouvir abencerragens como os ventos do mundo árabe estarem a chegar a Portugal...
23 de fevereiro de 2011
Uma posta por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
E agora?
Criatividade ou morte!

Basta contar o número de “posts” para perceber que o Farpas, nos últimos meses, tem vindo a perder algum fulgor. Para além dos tempos não estarem bons para projectos colectivos, não é fácil manter um espaço eminentemente vocacionado para a crítica política local num concelho com apenas um único protagonista e numa altura em que a realidade nacional e internacional se impõe de forma esmagadora.
Mas isso são desculpas de mau pagador. Perante a inquietação revelada por alguns dos leitores, os “da casa” não podem ficar indiferentes. Apesar de não ser uma instituição, o Farpas merece uma farpa.
15 de fevereiro de 2011
Parabéns, Senhor Reitor
14 de fevereiro de 2011
Até que enfim…
Este executivo nunca valorizou a educação. A forma como transferiu as suas responsabilidade nesta matéria para as juntas de freguesia diz tudo sobre as suas prioridades. Narciso Mota sempre preferiu estoirar o dinheiro em obras de fachada e em barracões para grupos de bisca lambida e copos de três do que dotar o concelho de uma rede de pré-escolar e 1.º ciclo de excelência, condição básica para fomentar a igualdade de oportunidades e o sucesso escolar.
4 de fevereiro de 2011
José Maria Duarte Júnior

27 de janeiro de 2011
A negligência do Lavrador
O que incomoda, porque injusto, é o tratamento diferenciado da mesma: uma é castigada outra é favorecida. O técnico responsável pelos jardins foi punido porque foi negligente e revelou falta de brio profissional na recepção e armazenamento das árvores. Os que permitiram que o técnico de contabilidade desviasse, ao longo de vários meses, cerca de 600 mil Euros das contas nada lhes aconteceu.
Já Confúcio dizia: - "Não são as ervas más que sufocam a boa semente é sim a negligência do lavrador."
Há vida para além das Presidenciais?
26 de janeiro de 2011
Afinal, Ele tinha carta-branca
Afinal o homem era mesmo de confiança pessoal, logo, tinha carta-branca para fazer e desfazer. Por isso, pergunta-se: porque é só ele acusado?
24 de janeiro de 2011
A meia vitória
No Cavaquistão, ganhou a abstenção
Cavaco Silva: 15491 votos; 71,34%
Manuel Alegre: 2414 votos; 11,12%
Fernando Nobre: 2408 votos; 11,09%
Manuel Coelho: 652 votos; 3,0%
Francisco Lopes: 521 votos; 2,4%
Defensor Moura: 227 votos; 1,05%
Brancos: 1207 votos; 5,17%
Nulos: 436 votos; 1,87%
Votantes: 23356; 42,08%
Abstenção: 32145; 57,92%
22 de janeiro de 2011
Votar é preciso
É preciso ir votar, sim. Mesmo quando há um suposto vencedor antecipado. Mesmo que seja em branco. Mesmo quando a televisão nos faz acreditar que está tudo decidido, às vezes em exercícios que envergonham. Não importa nada disso. É preciso não deixar que os outros decidam por mim, por nós.
Porque no meu país morreu muita gente pelo direito ao voto. E encará-lo como um dever é o mínimo que podemos fazer para honrar os que tanto lutaram por ele, sob pena de o perdermos de novo, um dia destes.
Se não deixar mais nada aos meus filhos, que lhes deixe ao menos os valores em que acredito.
21 de janeiro de 2011
Negligência?
No entanto, tal como no outro caso, fica por apurar a responsabilidade da(s) chefia(s) e do(s) responsável(is) politico(s). Se a nova vereadora do Ambiente detectou a falha continuada, porque é que o anterior vereador não a detectou?
Dúvida existencial

25 anos depois, Cavaco aí está, querendo endireitar de novo o país.
Desta vez, ninguém pode falar em “surpresa” – e os que nele votarem não se poderão queixar de não saberem quem é a figura, e do que é capaz...
Esta Grande Reportagem de 1985 era dirigida por Barata-Feyo e alimentava uma equipa de luxo, de Vasco Pulido Valente a Adelino Gomes, de Miguel Sousa Tavares a Fernando Gaspar, de Joaquim Furtado a Agustina Bessa-Luis...
20 de janeiro de 2011
E por cá
E por cá, quando é que o processo arranca?
19 de janeiro de 2011
Presidenciais: não voto
Conheci-o melhor nesta campanha: não me vendia um carro em 2.ª mão. Além disso, parece sofrer de Alzheimer…Desiludiu-me, ou iludi-me. Apesar disso, numa 2.ª volta votaria nele. Não votarei!
Nunca votarei num monárquico para Presidente da Republica. Ainda por cima Nobre!
Está a fazer o tirocínio para Secretário-geral do PCP. Para Secretário-geral do PCP, se pudesse, votava nele.
16 de janeiro de 2011
De que se ri, afinal?
De que se ri, ele, afinal?
14 de janeiro de 2011
Santo Amaro
O Santo Amaro está aí! Desta vez, os jovens deram lugar às “mães e às sogras”. Apesar de ligeiras diferenças, a festa mantém o mesmo espírito: o Tó Silva, o baile, os ranchos...
Não sei porquê, lembrei-me da Elis Regina quando cantava:
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
12 de janeiro de 2011
Incompetência ou abuso de poder?
Os atestados passados pelas juntas de freguesia são, já em si, um procedimento burocrático anacrónico, mas fazê-los depender da entrega da declaração de IRS roça o ridículo e o absurdo. O problema é que, continuando algumas entidades a pedi-los e sendo eles passados obrigatoriamente pela junta de freguesia de residência, ficamos, facilmente, nas mãos de burocratas incompetentes e/ou de abusadores de poder.
10 de janeiro de 2011
Os Vícios do Poder
Neste pedaço de terra à beira mal plantado as câmaras municipais são verdadeiros antros dos vícios do poder. E Pombal aí esta para o confirmar. Poderia ser de outra forma? Não. Porque o estilo e a longevidade do poder instalado criaram o terreno propício à sua germinação. Agora, pelo Outono (do Patriarca) os cogumelos (venenosos) despontam uns atrás dos outros. Na semana passada, a imprensa regional divulgou o caso do engenheiro técnico agrário, com 25 anos de casa, alvo de um processo disciplinar por suspeita de negligência. Mas, atendendo ao falatório que circula na praça pública, muitos mais despontarão.
4 de janeiro de 2011
Velhas notícias num ano novo
O vereador Fernando Parreira passará a ter a pasta da Acção Social e Habitação e mantém a tutela da Educação e Desporto.
Esta é a nota mais relevante do processo de reajustamento de pelouros levada a cabo pelo presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, a entrar em vigor no dia 1 de Fevereiro.
Outra das novidades prende-se com o vice-presidente do executivo, Diogo Mateus, que terá a seu cargo o pelouro das Finanças e Qualificação na Administração Pública.
A vereadora Ana Gonçalves ganha o pelouro da Fiscalização e Pedro Pimpão a pasta da Coordenação do Gabinete de Auditoria.
Paula Silva continuará a ser o rosto do Ambiente e Michäel António manterá as cadeiras da Regeneração Urbana e Ordenamento do Território permanecendo a Cultura sob a alçada do presidente Narciso Mota.
A notícia da Rádio Cardal está bem dada, sim. É verdade que o título poderia ser "Narciso Mota retira pelouro da Acção Social a Diogo Mateus", mas depois os leitores ainda haviam de julgar tratar-se de uma notícia atrasada, colocada por erro, vinda de outro ano ou de outro mandato qualquer.
Depois do mediático caso do desfalque, eis que o presidente anda a murmurar acerca de um outro funcionário, igualmente com responsabilidades grande na autarquia, sobre quem pende já um processo disciplinar. Um problema, isto. Vai-se a ver e andou por aí uma malta a governar-se com os nossos tostões. Uma chatice, isto. Resta-nos então esperar para ver quem é o senhor que se segue neste mandato horribilis.
Posto isto, ficar com o pelouro das Finanças é ganhar alguma coisa? Só se for um presente envenenado.
29 de dezembro de 2010
Mais uma oportunidade perdida
É normal e compreensível que as bancadas votem de forma distinta: a bancada que apoia o executivo aprova os documentos e a bancada da oposição rejeita-os.
Mas para os rejeitar, e capitalizar alguma coisa com isso, é necessário discordar das opções tomadas e fazê-lo com argumentos claros e robustos. Ou seja, é preciso deixar claro que se a oposição fosse poder faria outras opções ou faria de forma claramente diferente. Ora, o que ficou claro do incipiente debate é que o PS tomaria, no essencial, as mesmas opções: saneamento básico, sistema de abastecimento de água, pólos escolares e regeneração urbana. O que é coerente com o discurso do PS nos últimos anos, quando sempre criticou a falta de investimento nestas áreas e sempre as definiu com opções prioritárias. Logo, neste momento, o PS deveria ter-se colado às opções tomadas pelo executivo, abstendo-se talvez, criticando o atraso do executivo, deixando a dúvida na capacidade deste para concretizar atempadamente os projectos e alertando para a provável perda de fundos comunitários.
Ao rejeitar o Orçamento e as GOP o PS perdeu mais uma oportunidade de se credibilizar como alternativa.
AM: a fantochada do costume
Um espectáculo triste …, com os protagonistas habituais.
28 de dezembro de 2010
2010: menos e mais
Menos
Em Portugal, o ano de 2010 ficou marcado pelo assumir da crise financeira. Aquilo que já todos sabiam foi, finalmente, admitido pelo governo: estamos completamente falidos e já ninguém confia em nós. Depois de anos de sacralização do capitalismo, chegou-se a uma situação de total descalabro. A crise, por si só, até nem seria tão má se fosse aproveitada para dar um impulso novo à nossa sociedade. O problema é que a receita que os nossos governantes nos apresentaram, na forma de três PECs, insiste na velha fórmula: há que poupar os prevaricadores, aqueles que durante anos andaram a roubar, e ir buscar o dinheirinho aos “do costume”. Lá está: quando o mar bate na rocha, quem se .... é o mexilhão!
Na nossa realidade local, ficámos a saber que as contas do município estavam a saque. Aqui o roubo foi daqueles à antiga. O problema é que, depois de muito choro, muita lamentação, a culpa lá acabou por cair apenas no mexilhão.
Mais
Destaco a iniciativa Limpar Portugal, promovida por um conjunto de cidadãos sem ligação a partidos ou outra qualquer organização. O que é facto é que foi conseguida uma mobilização sem precedentes de toda a sociedade para uma causa completamente altruísta, tendo sido recolhidas 70 toneladas de lixo! Como não há bela sem senão, quem percorrer as matas deste país tem a sensação de que a iniciativa foi um fracasso. Quem lá esteve sabe que não.
Em Pombal, reconheço como muito meritório o esforço da nossa autarquia em promover a construção de creches e, sobretudo, de centro de dia. Num concelho onde a percentagem da população envelhecida é grande, agravado com o facto de vivermos numa sociedade que tende a desprezar os mais velhos, estas iniciativas prestigiam, sem dúvida, quem as protagoniza.
(Versão do texto publicado hoje n' O Correio de Pombal)
24 de dezembro de 2010
23 de dezembro de 2010
Leis e salsichas
O CDS anunciou, após a eleição dos seus órgãos concelhios, que está disposto a ser “uma oposição construtiva”. Esperemos que o mote não tenha sido dado pela oferta natalícia do pinheiro. Por muito bem intencionada que tenha sido a iniciativa, do que menos precisamos em Pombal é de aspirantes a Valentim Loureiro.
Segundo uma afirmação atribuída a Otto von Bismark, responsável pela unificação alemã no século XIX, o respeito que temos pelas leis e pelas salsichas é inversamente proporcional ao conhecimento que temos da forma como são feitas. Depois de 20 anos de PSD, já perdemos todo o respeito pela Lei da Laranja. Estou convencido que, com este CDS, vamos deixar de comer salsichas.
20 de dezembro de 2010
Eles condenam um deles
De forma rápida e nebulosa, os responsáveis pelo continuado desfalque condenaram um dos culpados. E assim lavaram as mãos como Pilatos.
Centro Hospitalar de Leiria – Pombal (?)
É verdade que a reestruturação da rede de cuidados de saúde é necessária e premente. Necessária porque a rede actual é muito dispendiosa e assimétrica na resposta, premente porque o estado das finanças públicas a isso obriga. Mas, apesar de necessária e premente, a reestruturação não deve ser feita de forma precipitada, casuística e por encomenda. Ao fazê-lo, desta forma, o governo pode estar a desperdiçar uma boa oportunidade para racionalizar a rede de cuidados de saúde. A reestruturação tem que recair no redimensionando da oferta de serviços em função da procura de acordo com critérios económicos e qualidade. Se, como parece, estas medidas ficarem pela fusão administrativa de umas quantas entidades, que, quanto muito, eliminarão uns quantos administradores e concentrarão parte dos serviços de apoio (contabilidade, compras, etc.), não se resolve a questão de fundo: eliminação das principais fontes de desperdício. Mexe-se na coisa para deixar (quase) tudo na mesma.
15 de dezembro de 2010
Fotografias
Governo prepara fusão do Hospital de Pombal com Leiria
9 de dezembro de 2010
Fraco orgulho
7 de dezembro de 2010
O ovo e a galinha
6 de dezembro de 2010
Apagão
Mas agora a sério: pelo que li ontem de vários pombalenses, a postura da EDP foi, no mínimo patética (já pelo menos a cidade estava sem luz há 1 hora e alegadamente eles ainda não tinham dado conta). Lembraram-me hoje de que será a REN - enquanto concessionária - a responsável por isto, mas o que é certo é que estas situações se sucedem e de tudo que já foi feito nada deu. resultado. Politicamente já se fez o barulho que se podia fazer, exigindo, em Vereação e na Assembleia, que se fizesse algo para evitar os apagões, mas em bom rigor, EDP's, REN's e afins não se preocupam nem querem saber. Mas isto, sendo uma questão política em segundo plano (a representação dos interesses da população) é, antes disso, uma questão de mercado. E questões de mercado combatem-se com as regras do mercado, pelo que só pode caber a que "usufrui" do serviço, em massa, ver se o consegue alterar, pelo menos tocando no único sítio onde doí às nossas empresas lisboetas: o bolso.
3 de dezembro de 2010
Os esgotos, esses malditos canos que ninguém vê
"A Câmara de Pombal anunciou hoje investimentos de 29,6 milhões de euros em obras de saneamento e abastecimento de água no concelho, que vão obrigar a uma comparticipação financeira municipal de 11 milhões de euros.
Segundo uma nota de imprensa da autarquia, as obras de abastecimento de água, saneamento, tratamento e drenagem de águas residuais, e construção de estações de tratamento de águas residuais vão ter uma comparticipação comunitária superior a 17 milhões de euros, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e do Fundo de Coesão, no âmbito de cinco candidaturas já aprovadas.
O presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, explicou que o objetivo deste investimento é que no final do atual mandato entre 80 a 90 por cento da população, de cerca de 70 000 habitantes, possa ter saneamento."
E acha isso bem? Basta-lhe? Será que 20 anos não chega para a cobertura completa?
Valha-nos o engº Rodrigues Marques, mais os santinhos que não tarda a vir aqui invocar.
Serões Culturais
... e Mário Diogo eleito no CD da Ordem dos Advogados!
Também Mário Diogo, ilustre advogado de Pombal, foi eleito presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados. Pela primeira vez o presidente deste órgão não é de Coimbra. Uma prova de que o reconhecimento do mérito de Mário Diogo extravasa a nossa "praça local". José Manuel Silva candidato na Ordem dos Médicos...

2 de dezembro de 2010
Fala quem conhece
30 de novembro de 2010
Água cara e de má qualidade
Nós por cá temos o pior de dois mundos: água cara e sem qualidade.
Em que estamos a pensar?
29 de novembro de 2010
As obras do engenheiro
Não restam dúvidas, quando escavamos as obras do engenheiro é assim: cada cabadela duas minhocas!
Manuel Domingues dixit
Manuel Duarte Domingues, a propósito da situação autárquica pombalense, disse na última edição de O Correio de Pombal: “A limitação de mandatos é uma regra que o bom senso deveria ter posto em prática há muitos anos, porque a rotação e a renovação de cargos públicos é extremamente saudável. Quando se está dez anos ou mais no poder cria-se a habituação, gere-se a rotina, perde-se a criatividade, criam-se clientelas, não se renovam equipas, estagna-se.”
Eu não conseguiria caracterizar melhor os últimos mandatos do Eng. Narciso Mota.
26 de novembro de 2010
Ainda o Orçamento Histórico
É verdade que a parte do orçamento que engloba o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) assenta, em grande parte, em projectos financiados pelo QREN. Mas é igualmente verdade que a câmara, para os executar, vai ter que se endividar fortemente, e, no contexto actual, dificilmente conseguirá o volume de financiamento de que necessita para executar os projectos. Assim, infelizmente, uma parte significativa dos projectos anunciados ficará no papel, o que é mau porque a maioria deles é necessária.
Narciso Mota protelou ao longo dos vários mandatos os investimentos estruturantes (Saneamento, Sistema de Abastecimento de Água, Centros Escolares, Parque Verde, Despoluição do Rio Arunca, etc.) porque sempre lhe interessou mais a gestão populista, assente em obras de fachada e na subsídió-dependência, e arcaica, que se vangloriava do baixo endividamento (suposto indicador de boa gestão). No entanto, aparece agora, a propagandear um orçamento histórico de 70 milhões de euros, que vai obrigar a câmara a endividar-se fortemente. Porquê agora? Não teria mais racional realizar os investimentos estruturantes há dez ou quinze anos atrás, quando as percentagens de financiamento comunitário e as receitas próprias da câmara eram maiores e o financiamento era mais fácil e mais barato? A que se deve esta mudança radical de politica de endividamento? Ao peso na consciência de quem protelou desnecessariamente investimentos estruturantes (muito exigidos e muito prometidos) ou a um estratagema para esgotar rapidamente a capacidade de endividamento da câmara e assim cortar as asas ao sucessor?
Mais uma vez, alguns investimentos vão realizar-se não por convicção ou por razões económico-financeiras mas por capricho. É esta a nossa sina: no País e no Pombal.
Regeneração Urbana
24 de novembro de 2010
Viagens pela minha terra
Com efeito, e já em campanha o tinha dito, perante recursos escassos (e usando novo comentador insuspeito - os custos de manutenção), interessa saber como se vai fazer a manutenção. Por isso, de todas as vias "importantes" e "estruturantes" que vimos ontem, continua a ser interessante saber como ordená-las, até para pressionar mais eficazmente a autarquia. São critérios, senhores. Mas isso ainda é uma forma de trabalhar que deveria ser alterada. Seja como for, sendo o povo soberano e os resultados eleitorais um reflexo disso mesmo, esperemos até 2013, para comparar - no que é comparável em função da visita - e tirar as devidas conclusões. No entanto quero crer que, mais que oficiar e pedir, é demonstrar pela força dos números, o porquê de algumas intervenções serem mais importantes que outras. Isso e considerar outras alternativas à "simples" asfaltagem. E mais fica para depois.
Ideias para a crise
23 de novembro de 2010
A previsibilidade é uma arte
Ainda o cemitério
Antes de mais, quero deixar claro que não sei de que lado está a razão, por não conhecer os fundamentos técnicos que suportam uma e outra versão.
O primeiro alerta tem que ser para a forma de realizar obra. Sendo a população o verdadeiro e último destinatário da acção política, é conveniente que seja escutada previamente.
Serões Culturais
No próximo sábado, dia 27 de Novembro, irá decorrer no Teatro Cine de Pombal uma sessão especial dos Serões Culturais, uma iniciativa da Junta de Freguesia do Louriçal, em parceria com as colectividades da Freguesia. Como poderão confirmar no cartaz, foram envolvidas todas as associações da freguesia numa iniciativa que tinha várias vertentes em competição: perguntas de cultura geral e realização de provas livres (teatrais, musicais,...). Não obstante a saudável competição (ganhou a Associação de Matas e Cipreste, já agora!), destaca-se daqui o convívio e o dinamismo que as associações já tinham, mas que aqui é ainda mais fomentado, pela necessidade de construir equipas e provas livres. Um bom exemplo daquilo que uma junta de freguesia pode fazer pelas suas colectividades, mesmo sem grandes subsídios.20 de novembro de 2010
O regresso do CDS que traz até o líder
Ora, sendo assim, faço aqui a minha própria aposta:
Não é Diogo Mateus.
Não deve ser Fernando Parreira.
Não será Pedro Pimpão.
Posso até estar enganada, mas não será nenhuma das moças.
Como o segredo em Pombal tem perna mais curta do que a mentira, não tarda havemos de saber, meus caros leitores. Assim como a lista de apoiantes supostamente alaranjados que, com o tempo, se calhar até com a chuva, desbotaram.
19 de novembro de 2010
Regresso do CDS
Apesar de, politicamente, me situar nos seus antípodas, reconheço o bom trabalho que o CDS tem feito nos últimos anos, sobretudo devido ao crescente protagonismo de uma nova geração de políticos como Nuno Melo ou Assunção Cristas. Além disso, sempre achei que a salvação das democracias ocidentais se encontra no reforço de partidos minoritários como o CDS ou o PCP. Só com uma digna representação dessas forças políticas é possível dar voz a quem não se contenta com o marasmo do "centrão".
Desejo, pois, longa vida ao CDS no concelho e espero da direita pombalense uma forte e inteligente oposição ao PSD local.
18 de novembro de 2010
Orçamentos
Faz bem a autarquia usar dinheiro do QREN? Faz. E seria interessante que todos conhecessem os projectos em causa. Mas tirando o saneamento (sendo que não é um investimento tão linear quanto parece por questões que vão muito além das questões locais), quais serão as opções? Não parecem ser sociais mas sim para cravar a fatídica placa. É que regeneração, numa terra onde a estratégia é fazer primeiro, programar depois, é palavra que mete medo.
Mas agora que estamos quase em época de "pré- E depois do Adeus" (leia-se 2013), o que é que ficará? Note-se que eu não esperava um Orçamento Histórico. Aliás, nem sei bem o que será isso. Se é dizer que se vai gastar muito dinheiro que se foi buscar a outras fontes, ok, está bem, gaste-se, se só pode ser gasto para esses fins. Mas quanto ao orçamento em si, aquele que não depende de QRENs para ser inflacionado e exibido como bandeira, gostaria que tivesse em conta que em breve os cortes a nível nacional atingirão as autarquias, até aquelas que financeiramente não estão mal (e dispenso-me de falar em controlos internos).
Espero, por isso, fora os investimentos de candidaturas, um orçamento de contenção, rigoroso e realista, nunca esquecendo que as Autarquias não são as principais culpadas do descontrolo das contas públicas, embora também dêem os seus maus exemplos. Aliás, suponho que se o PSD local estivesse todo na AR exigiria o mesmo ao Governo: rigor, contenção e realismo. Mas, como aqui, o coração ao pé da boca é vantagem política e os comes e bebes argumento eleitoral, tudo é possível. Até ouvir falar num orçamento histórico em vez de um orçamento realista. Mas o melhor mesmo é esperar para ver, sendo que para já, em termos de discurso, já que de cima não há exemplo que nos inspire, pelo menos que viesse de baixo (em termos de pirâmide). Isso sim, seria Histórico!
15 de novembro de 2010
Cultura em rede
9 de novembro de 2010
Passámos a fasquia!
5 de novembro de 2010
Carneirada
É que ter um cemitério sem enterros é como ter um jardim sem flores. A carneirada não terminou.
Nas bocas do mundo
A primeira foi a da existência de um "Fado Pombal". Sim, tal e qual! O seu autor é o grande José Mário Branco que o escreveu para ser cantado pelo Camané. Este, numa entrevista ao Público, justificou: "a música tem uma terminação que soa um bocado a fado de Coimbra, mas como não é fado de Coimbra nem fado de Lisboa, embora seja inspirado nos dois, ficou intermédio: Pombal."
Esse facto não parece ter comovido o novo guru português da auto-ajuda, Daniel Sá Nogueira (ele há cada cromo!). Em entrevista ao jornal I confessou que, depois de ter nascido na África do Sul, "enfiaram-me me no Pombal que, se ainda hoje não é uma cidade de referência nacional, há 20 anos era o fim do mundo". Por acaso, fiquei com pena que não o tivessem enfiado noutro lugar qualquer.
Como não há duas sem três, deparei-me com a existência de um mochila portuguesa, de grande qualidade, com a referência "Sicó", numa clara homenagem à nossa região e ao seu potencial turístico.
Com mochila e fado, acho que não precisamos de auto-ajuda para acreditar nas potencialidades da terra. Pena é que os nossos eleitos se esforcem tanto para nos fazer acreditar no contrário.
Os medalhados do costume e o teatro que se impõe
Algumas são reincidentes. Percebi, com o tempo, que isto de ser reconhecido pelo poder obedece a um percurso no pódio. Assim sendo, o mérito começa em prata ou bronze, e vai evoluindo para o ouro. Nenhum nos merece particular relevo, o que diz bem do estado boring da efeméride.
Depois há teatro. À falta de uma comemoração popularucha do Dia do Município (que é no dia S. Martinho e isso facilitava tudo), à noite há teatro. O enredo de "Senhor Silva" - a peça que vai trazer a Pombal Tózé Martinho e um rol de actores mais ou menos conhecidos - é perigoso: Escrita por Ray Cooney, “Super Silva”, conta as peripécias de João Silva, um taxista que sendo casado com duas mulheres, Bárbara e Isabel, tenta fazer de tudo para que uma não fique a saber da existência da outra. Esta situação complica-se quando João Silva salva uma velhinha de ser assaltada, envolvendo-se na história dois polícias e um jornalista que quer levar a público a heróica história do taxista. Para ajudar na confusão envolvem-se nesta embrulhada Beto e Aníbal, vizinhos das duas mulheres de João Silva".
29 de outubro de 2010
Apparatchiks no seu melhor
Mais palavras para quê? A vida nos partidos faz-se disto e com isto! De vez em quando um ou outro, dos menos dotados de manha, acaba, felizmente, nas mãos da justiça.
PS: Ninguém espere que a criatura se demita do cargo de nomeação política que ocupa no governo civil, nem que quem o nomeou o faça. Falta-lhes vergonha.
Dois em um
21 de outubro de 2010
O serviço público em modo de blogue
O CDS anda aí
Depois de auscultadas diversas informações, parece certo que o CDS está de volta. Agora sim, percebe-se o (re)nascimento da Juventude Popupar, que veio a público no verão. Diz que o motor continua a ser Eliseu Ferreira Dias. E que a alavanca se chama, neste caso, José Guardado (antigo camarada das lides jornalísticas).
Fontes bem colocadas, usam mesmo a expressão "fortíssimo!", para definir o estado em que se encontram os contactos. Pois. É bom que sim, porque a malta tem de se entreter com alguma coisa.
15 de outubro de 2010
Na Agenda
14 de outubro de 2010
11 de outubro de 2010
Há um ano...
Há um ano fechava-se um ciclo e iniciava-se outro. No que a mim diz respeito, o projecto que encabecei perdeu nas urnas mas sem qualquer assomo de tragédia, acima de tudo pela sensação de dever cumprido. Obviamente que à distância de um ano, muita coisa poderia mudar (e melhorar), mas não me envergonho do trajecto percorrido e sobretudo da companhia que tive. As razões da candidatura, hoje, continuam actuais e desempenho/desempenhamos o papel que parte do eleitorado em nós delegou. O futuro, esse, não sei a quem pertence. Por defender que um ciclo eleitoral não pode estar restrito apenas ao acto eleitoral e respectiva campanha, abre-se uma fase, passado 1 ano de Assembleia, que visará cumprir, agora num nível mais activo, aquilo a que nos propusemos. Não se trata de marcar terreno, porque quem nos conhece sabe bem que não dependemos dos cargos, mas apenas de reforçar o compromisso que fizemos durante o Verão de 2009 e há escolhas que não dependem (nem têm de depender de nós).
Sobre os outros actos que também fazem o seu aniversário, há balanços virados para o futuro que também podem ser feitos. Pessoalmente, se o 1º ano dos 4 anos do fim de ciclo foram assim, mal posso esperar pelos próximos...
9 de outubro de 2010
O líder
"'Discriminada', a junta acabou por ter direito a uma mão cheia de elogios por parte do presidente da Câmara à liderança de Rodrigues Marques e ao trabalho que tem feito".
8 de outubro de 2010
A questão
7 de outubro de 2010
Luta na lama II
É claro que aquelas alminhas tinham que rivalizar com a AM, descendo ainda mais o nível. Uma verdadeira peixeirada.
6 de outubro de 2010
Luta na lama
A última AM confirmou, uma vez mais, que a política pombalense se assemelha a uma luta na lama, com os detentores dos mais altos cargas políticos a marcarem o ritmo da contenda e a assumirem o protagonismo. Nada que surpreenda, há muito tempo as reuniões do executivo se tornaram um espectáculo deprimente; mas agora, com a AM rivalizar com o executivo na luta pelo prémio do mais enlameado, bateu-se no fundo. A continuar por este caminho dificilmente algum cidadão respeitável aceitará integrar as próximas listas. Melhor, dirão eles. Eleger-se-ão Tiriricas. E, pior que tá não fica!
P.S.: Apesar de tudo, há excepções. Há quem não goste de andar salpicado e faça questão de o evidenciar.
5 de outubro de 2010
100 anos depois
A imortal frase do personagem principal de "Leopardo" é, especialmente hoje, de uma actualidade inquestionável. Celebra-se hoje mais um mito/dogma da História de Portugal. Enquanto Republicano por convicção, não me impressionam os discursos grandiloquentes que adaptam o que se passou há 100 anos por mera conveniência. A República, no sentido de termos uma democracia representativa, com igualdade de oportunidades sem depender de privilégios de nascença e uma relação com o Estado construída em Direitos e Deveres recíprocos, não nasceu a 5 de Outubro, mas sim 76 anos antes e não se começou verdadeiramente a cumprir com aquela data, mas sim 64 anos depois. O 5 de Outubro foi um golpe de Estado sem o qual dificilmente se compreende a História do nosso Século XX. Por isso relembro hoje a importância, não tanto de um símbolo histórico, mas de uma ideia, pilar de uma República funcional (e também certamente de uma Monarquia) do Estado de Direito em todas as suas acepções. Dias como este não existem para celebrar dogmas, mas para relembrar que devemos aperfeiçoar constantemente a democracia em que vivemos.
E por isso acho duplamente irónico viver este dia no cenário em que o vivemos. Nacionalmente por motivos que me dispenso repetir, mas dos quais retiro essencialmente a desresponsabilização e a impunidade de quem vive, em alternância, garantindo um Estado disfuncional que manieta um País. Localmente pela aparentemente inenarrável descrição de como órgãos autárquicos se comportam perante os seus eleitos. É fácil culpar os eleitores pela ausência de um real escrutínio fora dos ciclos eleitorais, mas a legitimidade eleitoral é um princípio intocável. No entanto, tal não invalida que uma pessoa se questione como é possível que num órgão o Presidente do mesmo insulte um deputado ou se escuse, por completo, a actuar de forma imparcial tentando exercer a função de fiscalizador. Recuso-me a acreditar que, mantendo-se o anterior Presidente em funções a AM funcionasse como agora funciona. E para que se torne claro, ao contrário da clique do poder e do seu gosto pelos ataques "ad hominem", não são os homens que ocupam os cargos, mas a forma como ocupam os cargos que merecem a minha crítica. Admito obviamente que haja visões bastante diferentes sobre a pertinência da discussão de alguns assuntos, mas não admito, pelo menos não num Estado de Direito (que manifesta e felizmente não é o mesmo que o do Presidente da Câmara), que órgãos autárquicos sejam manietados por muitos dos seus próprios membros. Celebrem-se os símbolos que se quiserem, que sem se reflectir seriamente como o Estado deveria funcionar - de baixo até cima e vice-versa - continuaremos a celebrar apenas símbolos, nunca ideias e verdadeiras conquistas.
Festejar
2 de outubro de 2010
E assim de repente também...
Ora, está bem de ver, o povo há-de continuar a desculpá-lo por esse concelho fora, como está a acontecer nas colectividades, usando a máxima "a Câmara já podia ter mandado o dinheiro, mas não pode, por causa do desfalque".
Aprendam, especialistas da ciência política.
Assim de repente...
1 de outubro de 2010
AM: um circo
Resultado: um circo completo, e variado.
Falta de bom senso ou esperteza saloia? Talvez as duas coisas.
A educadora, a creche, a segurança social e os amigos dela
A Direcção comunicou-lhe na terça-feira desta semana que não havia condições para a manter a trabalhar. Sublinhou de novo que não acreditava nos maus tratos, tão pouco na suspeita, mas sustentou a decisão na imagem negativa da creche, que resultou das notícias entretanto publicadas nesse paladino da verdade que é o Correio de Pombal, onde, por melhor trabalho que tenha feito nesta edição, numa operação de limpeza tardia, lhe foi feita a cama.
E também na "pressão" de que a Segurança Social não terá gostado - leia-se todo o movimento de apoio desencadeado. Temos pena.
Mas eu tenho sobretudo muita pena de uma creche que vacila na defesa dos funcionários ao primeiro abanão. E tenho muita pena do meu país. Do meu pobre país do sol, que vive suspenso na lama. Do país que vive à mercê dos donos das instituições. Que alimenta a mediocridade, a inveja e a incompetência em lugares cimeiros de organismos vários. Desse Portugal pobrete mas alegrete, onde o cartão de militante vale mais que qualquer certificado de competência. Do Estado Social que transformou associações recreativas em creches, que confunde torneios de cartas com projectos pedagógicos. Das Câmaras que cedem à pressão dos privados e os soltam num jogo de arena com as IPSS's. Dos jornais que mordem o isco sem usarem os pratos da balança. Dos que, por saberem tudo, nada têm para aprender. Dos cambalachos e dos compadrios.
Mas, por estes dias, tenho pena sobretudo dos meninos que deixam de ter a Ivone a contar-lhes histórias e canções, a ensinar regras, a aprender valores que nem sempre todos os pais conseguiram aprender, quanto mais transmitir. Porque a conheço, porque foi ela a educadora do meu filho e de mais uma vintena de crianças que hoje despontam para a adolescência e nunca a hão-de esquecer (como ficou expresso nos testemunhos entretanto deixados no facebook).
Porque esta é a história de uma injustiça, onde há gente envolvida, sob tectos com telhados de vidro.
Porque pior do que estarmos entregues aos bichos é não sabermos quando e por que é que a fauna decide que nos vai engolir.
Numa altura em que ando particularmente desacreditada deste país, anima-me saber que, nesta guerra, aqui se encerra apenas uma batalha. De modo que a luta continua.








