18 de maio de 2011

Onde está o Wally?


No passado domingo decorreu, em Alvaiázere, o X Capítulo da Confraria do Queijo Rabaçal, onde foram entronizados vários confrades, alguns bem conhecidos destas paragens. Presumo que, no próximo Domingo, esta e outras confrarias congéneres irão ter um lugar de destaque na Expo Sicó 2011.


Portuga que se preze tem que ser confrade e ter perfil no facebook. Num país onde há quase mais confrarias que população, há cada vez mais dificuldade em descobrir espaço para novas propostas. Nas gastronómicas, por exemplo, só falta mesmo a Confraria do Prato do Dia.


Não gosto de confrarias. Não sei se é por causa do folclore dos desfiles, se pelo mau gosto das fardas, se pelo ar solene dos confrades, se pelas bandeiras, se pelo facto de terem evoluído de associações religiosas. O que é certo é a “confrarite” nacional me causa alguma comichão.


Apesar das más línguas me garantirem que a confraria é mais um pretexto para os confrades saírem de casa, eu reconheço que muitas delas fazem um trabalho meritório (quem sou eu para julgar as confrarias). Mas agora esclareçam-me: é impressão minha ou o Bodo tem vindo a piorar desde que alguém lhe inventou uma confraria?

14 de maio de 2011

Candidatos

Não sei se estão aqui todos os candidatos do concelho, mas foi o resultado de uma busca exaustiva.
Bloco de Esquerda - Mário Martins (4º suplente)
CDU - Adérito Araújo (3º suplente)
PS - João André Coelho (9º lugar)
CDS - Jorge Carvalho (7º lugar)
PSD - Pedro Pimpão (6º lugar)

O MEP e o PCTP/MRPP têm lista e nomes, por Leiria, mas não reconheci nenhum como sendo de Pombal. Perdoem-me os que forem e eu não tenha reconhecido.
POUS, PPV, MPT, PNR, PPM, PTP e PAN não disponibilizaram a lista de candidatos por Leiria, no seu site. No dia das eleições se saberá!
Já agora, e para quem desconhece alguns partidos que são novidade nos boletins de voto, apresento-vos, PPV quer dizer "Portugal Pro Vida". É uma coisa muito religiosa e anti-aborto. Quanto ao PAN, designa o "Partido pelos Animais e pela Natureza".

Sem princípios activos!




José Manuel Silva, pombalense (creio que ele não se incomodará de assim ser rotulado) e bastonário da ordem dos médicos, já aqui e aqui foi referido em termos elogiosos. Contudo, e porque o Farpas não faz apenas posts "fofinhos" em que se diz bem das pessoas (há até quem por aí afirme que esta "corja" só serve para dizer mal e deitar abaixo), hoje a citação é para fazer um reparo e mostrar desagrado em relação a várias posições da ordem a que o nosso José Manuel Silva preside.

A questão começa com os médicos colombianos, que a FMUP diz serem gente capaz e com conhecimentos válidos na matéria, mas que alguns médicos portuguesíssimos (à sombra da sua ordem) diz que estavam bem era a podar vinhas. Porque não sabem fazer uma citologia, e não são "especialistas em saúde familiar", e não sei que mais. Parece que só mostram qualidades para marcar golos, como o Falcão. Aliás, os outros que aí estão para chegar, vindos da Costa Rica, parece que sofrem dos mesmos males.

De igual forma, parece que a solução para os males da saúde em Portugal, segundo os mesmos, terá de passar sempre por dar prioridade aos médicos portugueses.

Ora, tudo isto faz-me uma enorme confusão. Não vou chegar ao ponto de os chamar xenófobos (apesar de se colocarem a jeito para tal), mas parece-me inegável que a hiper-protecção corporativa tem tido sempre como prejudicados os utentes do SNS. Ou não será verdade que temos em Portugal muitos centros de saúde fechados por falta de médicos? Realidade essa vivida também no nosso concelho, que não será um exemplo extremo de interioridade. Ou recentemente na Alfredo da Costa, na "capital do império". Se a Alfredo da Costa não consegue atrair médicos, que outros e melhores argumentos poderia apresentar uma maternidade ou hospital em Celorico da Beira, Trancoso ou Portalegre?

Prometo voltar muito em breve ao tema da saúde, mas para já, José Manuel Silva... assim não vamos lá! A sua classe há-de gostar de tanto proteccionismo, mas os que (como eu) estão desde Fevereiro de 2010 à espera de uma consulta dita urgente, nos HUC, que só vai acontecer em Julho de 2011, não!

11 de maio de 2011

Conhecimento e inovação

Decorreu em Pombal uma conferência, promovida pela Câmara do Comércio e Indústria do Centro e pela COTEC Portugal, com vista a motivar os empresários pombalenses para a inovação e competitividade à escala europeia. Excelente iniciativa.


Segundo o Notícias do Centro, nessa conferência foram apresentados a rede de serviços Enterprise Europe Network e o projecto Know How (como eu embirro com os nomes em inglês), sendo este último especialmente destinado a que ajudar as empresas das regiões Norte e Centro de a serem mais competitivas ao nível do conhecimento e da inovação.


Não querendo tirar o mérito a quem o tem de facto, questiono apenas o seguinte: porque não incluir em projectos como o Know How as excelentes universidades e politécnicos da região? Afinal de contas, se é de conhecimento e inovação que se trata, não seria bom dialogar com quem é pago pelos contribuintes para fazer isso mesmo?

3 de maio de 2011

Jardins





Estive recentemente numa cidade algarvia à beira mar, onde a pressão imobiliária é incomparavelmente superior à que se verifica em Pombal. Contudo, andei de bicicleta em espaços verdes de grande dimensão, onde outros andavam de skate ou de patins, onde miudos jogavam futebol e velhotes descansavam à sombra de uma àrvore, em curiosos bancos de pedra.

Em Pombal não temos nada disto. E é pena, porque cada vez vai ser mais difícil ter alternativas. Porque as hipotéticas alternativas vão tendo casas, prédios, supermercados... e as vontades politicas parecem minguar tanto quanto os espaços disponíveis.

Sporting Clube de Pombal



O Sporting Clube de Pombal desceu de divisão. Na próxima época, irá disputar o campeonato da 3ª Divisão Nacional.

A noticia em si não é uma farpa. Não sendo um entusiasta do clube, prefiro vê-lo a ganhar que a perder. Contudo, parece-me que as maiores vitórias de um clube desta natureza são o facto de honrar os seus compromissos (com o estado e demais credores) e de fomentar a prática desportiva no concelho em que se insere.

Dito isto, resta-me dizer que não considero esta descida como um drama para a região, e que esta deve ter uma equipa dimensionada ao nível da sua estrutura e que cumpra os objectivos atrás referidos. Se isso acontecer na 3ª Divisão, então tudo estará bem na relação (nem sempre a melhor) entre o clube e o concelho!

Boa publicidade, excelente arroz


É raro encontrar publicidade criativa e de grande qualidade nos jornais locais. Por isso, merece destaque a do Manjar do Marquês. Parabéns aos criativos e à Dª Lurdes pelo excelente arroz de tomate.

2 de maio de 2011

Maio, maduro Maio*

* um post dedicado ao eng. Rodrigues Marques

"Agora não sei o que diga à falta dos nossos administradores de não colocarem um post, mesmo que pequenino, sobre o Dia do Trabalho, que se comemora hoje.
Distraídos não vou utilizar, mas, digo eu, se não se deveria aproveitar o dia para se discutir para onde foram os postos de trabalho de tal forma que se transformou o Dia do Trabalhador em Dia do Trabalho.
Mas sei, também, que os sindicatos só se preocupam com quem tem trabalho, para defender os seus direitos.
Quem não tem trabalho, que tivesse.
"
Disse o engº ontem mesmo, num dos comentários com que nos brindou. Bem, agora que o camarada Adérito lavou a honra deste convento - em que por contas de outro rosário a malta tem andado em regime de clausura - atrevo-me aqui a agradecer-lhe que tenha vindo lançar o debate.
Não sei se é por andar distraído, ou se lhe falhou o teclado e queria acrescentar qualquer coisa sobre os trabalhadores dos supermercados. É verdade que lamentamos todos que o comércio tenha furado o feriado, mais pelo simbolismo que por outra coisa qualquer. É que, para sermos rigorosos, desde sempre que há gente a trabalhar no Dia do Trabalhador. Lembro-lhe aqui os jornalistas, os gráficos, os operários de tantas áreas da indústria, por exemplo.
Custa-me, isso sim, que os trabalhadores vivam neste retrocesso de direitos. Que tenham cada vez mais medo de os reclamar, ou que - pior - os arrumem como parte do passado, do tempo em que os recibos verdes e a pecariedade eram a excepção em vez da regra.
Mas ainda assim, parece-me que em Pombal há malta a viver num cantinho do céu, não lhe parece? Quantos municípios poderão orgulhar-se de ter um presidente que faz mais pelos que lhe são queridos, próximos ou fiéis do que qualquer sindicato? Hum? É com ele, se calhar, que esses organismos devem aprender. Porque isto de serem fortes com os fracos e fracos com os fortes...tem de acabar.

1 de maio de 2011

1º de Maio

Dia do Trabalhador. Dia da Mãe. Um boa ocasião para visitar a Feira do Livro, que decorre até 8 de Maio no Largo da Biblioteca Municipal de Pombal.

21 de abril de 2011

Pombal assinala Abril

Desporto, música e uma palestra marcam as comemorações do 37º aniversário da Revolução dos Cravos em Pombal. Numa altura onde se assiste, perigosamente, ao aumento do saudosismo Salazarista e ao reflorescimento de ideais totalitários, esta iniciativa da Câmara Municipal assume particular relevância.



Assim de repente


Perspectiva perfeitamente lógica para quem chegasse a Portugal agora. Serão loucos estes gauleses?

19 de abril de 2011

Acordem-me quando for a hora!

Cavaco afirma que há horas para falar e horas para calar. Curiosamente, desde que acorda até que "desferra do serviço", tem sido sempre hora de silêncio. Felizmente, ainda vai dizendo que "agora não é hora de falar...", de outra forma, já nem lhe conhecia a voz. E tão interventivo ele estava durante a campanha, lembram-se?


O descrédito dos politicos tem qualquer coisa de "populista", mas infelizmente, tem muito mais de "evidente". E começa por cima, claro. Pelo mais representativo, o n.º1. "El mudo"!


Para candidato a n.º 2, temos "El Nobre". E nem vou comentar, porque a continuar esta senda, tinha reparos a fazer até ao século XXX. Fica só o apelo a alguma decência. Vamos ter candidatos de Pombal em várias listas (mais que PS e PSD, contaram-me), espero que estes alinhem por cima. Apesar de os termos de comparação (os outros políticos) não serem muito ambiciosos...

18 de abril de 2011

Para que serve um deputado, afinal?

Ando divertida com os comentários do engº Rodrigues Marques, lá isso ando. E com o júbilo dele pelo sexto lugar do Pedro Pimpão (que esteve muito bem ao leme do festival da juventude, este fim de semana). É que me diverte esta coisa de fazer de conta que um deputado indicado por Pombal (o que até não é bem o caso...) nos há-de valer de alguma coisa mais que propor projectos para a elevação a vila desta ou daquela aldeia, agora que as freguesias tendem a fundir-se e não a multiplicar-se. Que chatice. É por isso que tanto faz. O engº há-de lembrar-se do que lhe disse Chico da Barosa, essa figura mítica do PSD de Leiria, nos idos de 90. Ou de quando, mais tarde, indicou Ofélia Moleiro em vez de Diogo Mateus. Sendo assim, a indicação de nomes certeiros para a lista de Leiria na Assembleia da República, talvez tenha apenas a função de aquilatar o peso de cada concelhia. Coisa interna, então. Quer isto dizer que já não contamos para o totobola, quanto mais para o euromilhões. Dúvidas de que este sistema tem de mudar rapidamente? No PSD o lugar pode vir a ser elegível, se um ou dois elementos saltarem para o Governo. No PS - ui!, o PS! - entre mortos e feridos talvez João Coelho e o seu honroso 9º lugar nem precise de escapar. Mas é bom ir na lista. É sempre bom ir. Na lista. Também seria bom se fosse alguém pelo CDS. Ficava bem. E pela CDU e pelo BE. Mas para quê, senhores?

14 de abril de 2011

Manuel Domingues dixit (II)

Ao dedicar-se ao “interessante exercício” de “digitar o nome próprio completo no Google e acompanhar o resultado”, que algumas mentes perversas tendem a comparar com a atitude de Narciso ao contemplar-se nas águas, Manuel Domingues destacou, na edição de O Correio de Pombal do dia 7 de Abril, uma referência que aqui fiz a um artigo seu. Diz, a esse propósito, que as questões discutidas na blogosfera ficam “suspensas no ar, qual satélite gravitando teimosamente em volta da Terra”. Concordo, e como não desejo o mesmo destino às que são afloradas nos jornais, aqui fica o meu comentário relativamente a algumas das suas perplexidades.

Manuel Domingues não entende porque olhei apenas para a orla do PSD, e não para o seu interior, ao procurar alguém com perfil para ser o próximo Presidente da Câmara. Para além de ter dificuldade em definir essa fronteira, parece-me óbvio que os militantes que se deixam prender pela gravidade partidária não têm o perfil todos desejamos (“vistas largas”, “ideias claras sobre o modo como a Câmara pode ser o motor do desenvolvimento da economia”, “forte visão cultural”, etc). Acha igualmente curioso que não tenha olhado para o PS. Essa não entendo: quem conhece Pombal sabe que o futuro presidente da Câmara Municipal será sempre o candidato do PSD.


Termino dando a mão à palmatória: a questão que coloquei na altura e que ficou sem resposta (“estará Manuel Domingues a candidatar-se a candidato?”) era completamente destituída de sentido. Quatro meses e meio depois dou - muito “naturalmente” - razão a Manuel Domingues e reconheço que não tem o perfil que erradamente lhe queria atribuir. As minhas desculpas.


(Versão reduzida de um texto publicado na edição de hoje de O Correio de Pombal)

12 de abril de 2011

1001 formas de farpear

Esta é a nossa 1001ª farpa. Tendo em conta que existimos há (quase) três anos, conseguimos a interessante média de uma por dia. Não nos podem acusar de fraca produtividade.

Vermoil vence em Vigo


Depois de anos a acumular sucessos nacionais, o Atlético Clube de Vermoil vence agora em Espanha. Parabéns!

7 de abril de 2011

CLASSIFICADOS #3

Procura-se Candidato independente à Câmara Municipal de Pombal Com disponibilidade aos fins-de-semana Requisitos: - Sem amarras partidárias; - Sem interesses pessoais a defender; - Capaz de assumir responsabilidades; - Capaz de congregar pessoas e de trabalhar em equipa; - Com mais vontade de "ficar" do que de "ir".

6 de abril de 2011

É desta

Leia aqui a crónica de um resgate anunciado...

A desconfiança

O artigo que acabei de ler no blogue da SEDES refere a desconfiança interpessoal como um grave problema nacional. Concordo totalmente com essa tese. Como desconfiamos de todos, procuramos refúgio num sistema altamente burocrático, terreno fértil para toda a espécie de corrupção.


Citando o autor, “a baixa confiança interpessoal pressiona o regime a evoluir na direcção de uma cultura política autoritária e subordinada”. Esta cultura está já de tal forma enraizada entre nós, que achamos normal que os partidos políticos se organizem ao melhor estilo mafioso e não nos incomodam frases como a que Narciso Mota proferiu a propósito da nomeação de João Vila Verde para gerir o gabinete de divulgação de cursos da ETAP, em 2009: “se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade”.


Mas este não é um problema dos políticos; é um problema de todos nós. Cabe-nos a todos denunciar as “famílias”, os “padrinhos”, as “capelinhas” e restaurar a confiança no país (se é que alguma vez a tivemos) e em cada um dos nossos concidadãos. É essa também a missão do Farpas.

5 de abril de 2011

CLASSIFICADOS #2

Político c/ pouco uso oferece-se para lugar (elegível) em lista para as legislativas. - S/ carta de condução; - Boa mobilidade dos membros posteriores; - Facilidade em acatar ordens; - Disponibilidade para ausências prolongadas da sua residência.

4 de abril de 2011

Ulisses

Chega nova produção do Teatro Amador de Pombal. Um "Ulisses" que vai encantar gente de todas as idades. Acreditem-me, que eu já vi um ensaio. Estreia no próximo fim-de-semana, no Teatro Cine de Pombal. E prova que em Pombal ainda acontecem coisas de qualidade e com méritos da terra. Muito bem!

3 de abril de 2011

Campeões?

O FCP acaba de conquistar o título na Luz, e contrariando o nome da "catedral", houve súbita falha eléctrica no estádio. Em compensação, o sistema de rega funciona às mil maravilhas. Na vitória e na derrota, há quem se agigante para fora de si mesmo, e quem se apequene esmagado por tanta mesquinhez. Não restam dúvidas, há quem goste de pedradas na auto-estrada, tanto que se esforça por perpetuar este tipo de situações. Ou dito por outras palavras, quem viva de luzes apagadas e por isso não consiga ver mais que o seu umbígo vaidoso. É também destes pormaiores que se vai fazendo a história de um povo!

CLASSIFICADOS #01

Partido de grande implantação nacional, recruta para os seus quadros: - Político profissional (c/s experiência) para cargo a desempenhar em Lisboa. Requisitos: - Sem problemas ósseas na coluna vertebral; - Experiência como contorcionista (prefer.) Oferece-se: - Remuneração acima da média - Perspectiva de carreira - Regalias sociais diversas

2 de abril de 2011

Turismo em Terras de Sicó

Para quem não conhecia, deixo o convite à visita a este site , enquanto pretexto para se (começar a?) pensar o turismo nesta região. Uma discussão que urge...

Agora é que a CP vai faturar!

Estão previstas várias viagens Lisboa-Pombal ou Pombal-Lisboa, no dia 5 de Junho.
Uns regressam, outros partem. Lamentavelmente, a politica concelhia corre o risco de sofrer com as "náuseas" deste embalo ferroviário.
Durante este mês de Abril, muitos irão estar mais atentos ao telemóvel que a tudo o resto. Mas não vale a pena: no "Farpas" é que estão as novidades! :)
Atente-se aos classificados no próximo mês.

1 de abril de 2011

Se não fosse dia 1º de Abril...


Quase que acreditei. Depois lembrei-me que era uma "esmola" demasiado grande e contra-corrente.

Presidente, mas pouco


Entra hoje em funções o novo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal. O cargo foi atribuído, como se sabe, a Hélder Roque, presidente do Hospital Santo André, em Leiria, e mandatário distrital do PS nas últimas eleições legislativas. Atendendo à previsível mudança de governo e ao vergonhoso fascínio luso pelos cargos de confiança política (leia-se “jobs for the boys”), aposto que iremos ter um novo presidente dentro de muito pouco tempo…

Ofélia Moleiro e José Gomes Fernandes filiam-se no CDS-PP

É o reforço de primavera que faltava ao partido, em Pombal. A ex-deputada do PSD Maria Ofélia Moleiro e o ex-presidente da concelhia laranja José Gomes Fernandes acabam de filiar-se no CDS-PP. A exemplo do que já acontecera no passado com José Carlos Monteiro e com Eliseu Ferreira Dias, os dois bateram com a porta, na sequência de divergências com o presidente da Câmara, Narciso Mota. O CDS deverá apresentar os dois novos militantes em conferência de imprensa, ainda durante este fim de semana. A não perder.

30 de março de 2011

Diz-me com quem lês, dir-te-ei quem és


Não sei quem foi o iluminado que teve este brilhante ideia. Mas sei que, em comunicação, este tipo de campanha só funciona desde que qualquer um que olhe para o painel identifique de imediato as figuras. Parece-vos - queridos leitores - esse o caso? Hum?

Bom, na verdade talvez não seja pior esta do emissor deixar a mensagem à mercê do receptor. E já agora, que dê a liberdade ao espectador (esse, que com o novo acordo há-de ser espetador) de completar a frase, fazendo uma campanha mais original. Assim ao estilo:


Ler, uma caminho para ser...

1. um convencido.

Agora é darem largas a essa imaginação.


adenda (quem é amiga, quem é?), da esquerda para a direita

António Santos - sub comissário da PSP de Pombal (também presidente da direcção da Cercipom)

Graciete Alvarez - poetisa

Nelson Lobo Rocha - técnico de Biblioteca aposentado e qualquer coisa do museu de arte popular

Isabel Gonçalves - é médica e dirige a delegação da Alzheimer Portugal. Também já publicou pelo menos um livro.

Paulo Moreiras - escritor (premiado), ocupa há vários anos um lugar no gabinete de imprensa sa Câmara

Narciso Mota - presidente, presidente da Câmara, presidente da Câmara Municipal de Pombal

Pedro Roma - futebolista (talvez aquele que mais facilmente seja identificado por todos, a seguir ao mayor)


29 de março de 2011

Dura lex, sed lex

Disse um jornalista brasileiro (Fernando Sabino): “Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica”.


Eu concordo consigo, senhor presidente: processe essa maralha toda! Assim até pode ser que a malta se esqueça do outro processo, daquele onde se discute quem deve ser responsabilizado por permitir que o dinheirinho que confiámos à autarquia sirva para pagar serviços numa casa de alterne.

25 de março de 2011

Situação política nacional


- Eu respondo à pergunta. Quer respostas?
- Penso que tenho direito às respostas...
- Quer respostas?
- Eu quero a verdade!
- Você não consegue aguentar a verdade!


É nisto que penso quando olho para as últimas semanas e para os meses (anos?) que se avizinham. Sócrates tinha de sair, e já vai tarde, mas o PS não pode ser tratado como se fosse parte do problema (embora alguns sectores o mereçam), quando na equação que temos, é parte da solução. Aliás, é tão parte do problema como todos os outros partidos, mas o tempo não se compadece com intervenções de fundo no sistema político mas sim no próprio país. Já não é apenas o nome e a forma, mas o conteúdo que vai sempre moldar a forma. É urgente é trabalhar com o que temos. As eleições não são o drama (embora eu admito que preferia esgotar outro cenário para já), mas o drama é termos que aceitar a ajuda internacional (que era uma inevitabilidade, com ou sem demissão) sem a certeza que no fim iremos ficar melhor, depois dos inevitáveis sacrifícios que iremos sofrer. Por uma vez, enfrentemos o que aí vêm sem tricas e chicana e apenas com uma ideia em mente: verdade nas decisões, responsabilidade nas consequências.

22 de março de 2011

Todas as perguntas que faltavam, por quem faz falta na vida política da terra

Se houvesse prémio para o comentário do ano, estava entregue. Respigado da caixa de comentários do post "em agenda", alusivo ao julgamento de Vítor Leitão.

Sobre os factos (desvios), eu pergunto:
- Vitor Leitão era responsável pelas "finanças" das "obras sociais" da Câmara Municipal de Pombal?
- Qual a forma como ele lidava com os fornecedores e com o orçamento?
- No início, existia desafogo financeiro?
- Depois surgiu o endividamento?
- A Câmara Municipal injectou um subsídio para cobrir os prejuízos e, de seguida, fechou as "obras sociais" sem averiguações e sem responsabilidades?
- Após aquela história, o Vítor continuou a ser um homem de confiança no funcionamento financeiro da Câmara Municipal?
- Poucos meses ou semanas antes do início dos "desvios de fundos" da conta da Câmara, surgiu algum diferendo entre o Presidente e o Chefe de Secretaria?
- No seguimento do diferendo, aquele retirou a este as responsabilidades financeiras?
- Tal decisão teve como consequência a inoperacionalidade do duplo controlo prévio dos movimentos bancários das contas da Câmara?
- O Vitor continuou a ser um homem de confiança na parte financeira?
- Tendo então efectuado os “desvios”?
As respostas a estas perguntas, irão permitir-me ajuizar sobre a responsabilidade ou não, no aludido "desvio", das pessoas que foram escolhidas (eleitas) para cuidar do meu dinheiro (património) e do dos outros contribuintes.
Caso conclua pela culpa dos visados, não deixarei de intervir publicamente sobre a questão e de pedir responsabilidades.

Mabeco

Decisões que importam

Reduzir o número de freguesias em Lisboa não implica diminuição de custos. Mas nem sempre tem a ver com o gasto, mas com a eficácia do gasto. E em Pombal, o que se poderia ganhar, em termos de eficácia, se o mapa administrativo (e de competências) fosse alterado? Já sabemos que a discussão é velha na Alitém e que em tempos se discutiu o próprio mapa da freguesia de Pombal, mas numa altura em que a população deve querer é eficácia e problemas resolvidos, como deixar para trás questões territoriais e eleitorais e concentrarmo-nos numa Administração funcional? Até onde é que estamos dispostos a abdicar de símbolos para termos gestão mais eficiente? Porque mais vale antecipar do que lidar com uma imposição.

18 de março de 2011

Na agenda

Dia 21 começa o julgamento de Vítor Leitão, acusado de ter desviado perto de meio milhão de Euros da CMP. Espero que se faça justiça e se apurem as responsabilidades penais existentes, mas eu espero que seja também útil para perceber responsabilidades políticas no acesso a informação tão sensível. Eu sei, eu sei, a culpa é do banco e tal, e se calhar até falsificação de documentos e mais não sei quê, mas podemos aguardar para perceber o tribunal vai apurar?

17 de março de 2011

... custa é entender as opções!

Parece que afinal acabou o período de vacas magras, e já se iniciou um processo de desagravamento fiscal. Pelo menos para os mais necessitados, como os praticantes de golfe!
A notícia não é local, mas é sintomática e generalizável: há opções que custam a entender. Pior ainda: que custam a engolir!

A nobre arte de presidir!

Fernando Mota enganou-se, e inscreveu a atleta Sara Moreira na prova de 1.500 m, ao invés de o fazer para a prova de 3.000 m (a sua especialidade). Fernando Mota? Não!!! Alguém na Federação Portuguesa de Atletismo. Federação que Fernando Mota preside (com grande brio, diz-se), e de cujas acções ele próprio se responsabilizou. Sem esperar por inquéritos, pediu desculpa pelo erro e por não o ter conseguido corrigir, e demitiu-se. Na hora.
Errar não é meritório. Assumir o erro (e responsabilizar-se por ele), por seu lado, é dignificante, e mostra um estatuto que já vai rareando nos nossos dias.
Não espanta por isso que, percebendo que o presidente não tirou o corpo às balas, a própria Sara Moreira (a lesada, em primeira instância) vem agora pedir a Fernando Mota que reconsidere a sua posição, e que continue a presidir à FPA.
Mais que o erro (pois que errar é humano), é de aqui assinalar a grandeza e a postura de Fernando Mota. Um exemplo!

16 de março de 2011

Caro e mal amanhado

Os "passeios" ao lado da "parede" para quem sobe para o Castelo. E os carros mal estacionados (não se tratou de ter um sentido com zona de estacionamento). A obra custou 3 milhões, mas não chegaram para coisas básicas, como reformular uma rua onde habitantes, peões e carros pudessem circular sem problemas.

15 de março de 2011

À rasquinha


Em semana de contestação, ficou claro que é verdade: a luta continua quando o povo sai à rua. Foi a partir daqui que se desencadeou o protesto dos camionistas. E isto foi feito em Pombal. Ah ganda Toni, pá!

Situação política nacional

Sendo isto um jogo de poker, o Sócrates está a fazer all in com cartas de Uno na mão enquanto o Passos Coelho está à espera que o Ângelo Correia decida a cor do baralho. Consta também que os outros partidos estão a tentar trocar notas do monopólio por fichas, mas o Público ainda não confirmou...

14 de março de 2011

Farpas dos Leitores

Recebido por email:

O tugurium romano de Atalaia

Numa busca na web encontrei um artigo interessante sobre uma escavação arqueológica realizada aquanda da construção da autoestrada A17.
Nessa escavação foi supostamente encontrado um tugurium romano.
Ainda bem que o sitio foi escavado, só é pena que a arqueologia em Pombal se resuma a acompanhamentos e sondagens obrigatórias ou seja, somente o que a lei obriga em caso de monumentos classificados e seus perimetros de protecção ou obras públicas.
O concelho está crivado de vestígios, há villas romanas conhecidas (ex: S.Tibério, cidade de Roda), há grutas cheias de espólio ancestral, etc, etc, etc...
Porque não investir valores semelhantes aos da obra da Ponte D.Maria em escavar algo conhecido, mas desconhecido ao mesmo tempo e que poderá revelar achados interessantes e dignos de museu!

SM
Acrescento eu: se ainda houvesse esperança de ter uma plaquita de inauguração antes de 2013, acho que se equacionaria essas hipóteses, mas como escavações arqueológicas são trabalhos longos...

11 de março de 2011

Pois... parte dois

Tal como eu tinha previsto, o sobressalto durou pouco tempo. Vai-se a ver e a coisa do mérito e dos boys provocou muitos arrepios de espinha...

Na agenda

Neste deserto de ideias para o património e para a História há, contudo, alguns oásis que valem a pena ser mencionados. E um dos oásis tem a ver com as comemorações da Guerra Peninsular e da Batalha da Redinha, como o Adérito já mencionou, evento esse que foi ganhando mais dinâmica e abrangência, fruto de um conjunto de parcerias bem pensadas. Este ano é de Bicentenário e o programa, sem ser faustoso é adequado: desde exposição (itinerante, o que é coisa bem pensada) à feira oitocentista, passando pela recriação da batalha, desfile militar e um momento musical com hinos tocados pela Filarmónica. Fica a nota para o fim-de-semana (para aqueles que forem à manif - o ora signatário não vai -, lembro que o programa é de dois dias).

10 de março de 2011

Pois...


Isto lembra-me a piada sobre a teoria e a prática. Não é que não concorde com cada palavra do PR. Mas também me lembro sobre como as coisas funcionaram com o PR enquanto PM (e depois dele, claro). E como funcionam as coisas por esse país fora. Ou como funcionam cá em Pombal, onde vigora a política do "se não ajudo o meu amigo quem ajudará?".

Por isso, é verdade que devia ser como o PR diz? É. E vai mudar alguma coisa? Nada.


Nota: destaquei esta parte do discurso por entender que é um exemplo flagrante da hipocrisia com que o status quo funciona. Não invalida ideias importantes que foram focadas no discurso, nomeadamente a do país virtual vs país real e a da redução da despesa pública.

9 de março de 2011

Homens na luta


Segundo o presidente da Junta de Freguesia da Redinha, as comemorações do bicentenário da Guerra Peninsular e em particular a recriação da Batalha da Redinha, que terão lugar no próximo fim-de-semana, constituem um evento “histórico”. Concordo que a iniciativa é muito interessante tanto para a freguesia como para o concelho mas, nesse mesmo fim-de-semana, histórico, histórico, poderá ser a manifestação da “Geração à Rasca”. Esta geração de “desempregados, trabalhadores subcontratados e estagiários tem aqui uma oportunidade para mostrar o seu descontentamento e calar quem os quer rotular de passivos e resignados. Entre o marasmo caricaturado pelos Da Weasel e a força dos (fantásticos) Homens da Luta, espero que, no dia 12, saibamos ser como os segundos e, tal como há 200 anos, voltar a vencer “os franceses”.

E agora, para algo mais natural

Bióloga descobre escaravelho predador na serra do Sicó. Para quem tinha dúvidas sobre a peculiaridade da fauna local. A ver vamos se se juntam aos morcegos (aqueles que fazem ninho) na categoria mais genérica dos "bodes expiatórios", outra família conhecida da fauna pombalense.

4 de março de 2011

Sobre a Ponte D. Maria

Informação aqui. Alguns destaques (que não dispensam a leitura de toda a memória descritiva):

A proposta para o desenho urbano da ponte D. Maria, visa essencialmente privilegiar a circulação pedonal em detrimento da circulação automóvel, aumentando por isso, consideravelmente, a área pedonal. O tipo de pavimento proposto, lajeado de granito, na zona de circulação pedonal, associado à calçada de pedra irregular, também de granito, na zona de circulação automóvel, foi escolhido de modo a realçar o carácter histórico deste espaço. A marcar o eixo da via, de sentido único, propõe-se a existência de lajeado de granito à semelhança da área reservada à circulação pedonal.

A introdução de elementos contemporâneos, como guarda-corpos, dissuasores e papeleiras, pretendem marcar no tempo este trabalho de requalificação da ponte D. Maria, de uma forma sóbria, mas não irreversível.

A opção de perfazer o metro de altura dos guarda-corpos com um elemento metálico, em detrimento da alvenaria, justifica‑se sobretudo por se entender que, desta forma, o elemento de segurança "guarda-corpos" no seu todo será mais "leve" e "transparente" possibilitando maior desfrute do rio Arunca por parte de quem circula na ponte D. Maria ou aí aproveita para descansar num dos quatro bancos de granito com que se pretende equipar esse espaço público de elevado valor cénico.


Nesta fase, abstenho-me de comentários. Penso que a descrição diz (quase) tudo.

2 de março de 2011

Sugestão

Afinal, a notícia de que Pombal iria devolver 0,5% do IRS aos munícipes não correspondia à verdade, mas factualmente também não podia ser assim, já que na AM competente não houve essa decisão em relação a 2010 e eventual decisão para o IRS de 2011 só em Setembro. Mas que seria uma excelente opção seria esta de "devolver" aos contribuintes parte do dinheiro que durante o ano adiantam ao Estado. Dir-me-ão que em época de crise todos devem ajudar. E respondo que em época de crise, todos também têm o direito de se revoltar quando se percebe que o parte mais importante da balança é a receita, em vez de ser o equilíbrio entre esta e a despesa. Cá em Pombal ou lá na capital. Fica a sugestão.

28 de fevereiro de 2011

Se o meu Castelo falasse...

Discute-se hoje na Assembleia Municipal as regras para a concessão da "Cafeteria" do Castelo. Numa terra que sempre teve uma relação difícil com o seu monumento maior, e na ausência (ainda - e a isto voltaremos) da valorização interna do Castelo, discute-se a exploração comercial de um equipamento construído numa zona que, em bom rigor, não merecia mais uma desfiguração. Houve quem autorizasse e quem construísse. E muitos que calaram. Mas agora, com a obra feita, ao menos que possa sair dali uma exploração equilibrada e uma mais-valia para a cidade, já que muita da obra é simplesmente uma aberração. Não é um questão de gosto, mas de simples bom senso, já que havendo partes da obra que estão perfeitamente enquadradas e valorizam o espaço, outras são um perfeito... atentado (mas sobre isso haverá um post ilustrado).

Continuo é na minha (e à semelhança do que vi em Silves, adaptando à escala, claro) que essencial mesmo é um espaço museológico - original e apelativo (sim, ainda e sempre os Templários) - dentro de muralhas. Para que ao menos as cicatrizes da desfiguração possam ser esquecidas em função do conteúdo.

26 de fevereiro de 2011

Na agenda

Não é que o destaque fosse grande, mas este fim-de-semana, na Expocentro, temos os Campeonatos Nacionais de Atletismo, que definem quem estará no próximo Europeu. Um exemplo de reaproveitamento do espaço, bem como de promoção de actividades que podem tornar a nossa agenda social e cultural menos monolítica.

Tudo em família

Ora vejam só o que anda a passar-se. Estes problemas de família são muito desagradáveis...

24 de fevereiro de 2011

Há quem lhe chame malfeitoria, eu chamo-lhe dúvidas

Há coisas curiosas em Pombal. E uma delas é a ideia de ou se faz ou se diz mal. E isso dá azo a uma teoria que poderemos chamar de Narcisocentrismo: tudo é feito ou por ou contra Narciso Mota. E os principais teorizadores até são, espante-se, adeptos incondicionais desta gestão autárquica. Ora, não sabendo se é estratégia ou táctica, ou misto de dois, oponho-lhe a realidade. Tal como o Adérito menciona e a Paula reforça, há condicionantes para um blog que é um blog e nada mais que isso.

E quanto à realidade da nossa terra, preparam-se para arrancar as obras de requalificação do Centro Histórico, com intervenções que vão desde parques de estacionamento a um novo arco na Ponte sobre o Arunca. Há intervenções que fazem sentido, outras que confirmam os erros de planeamento anterior (parque da Marquês de Pombal). Mas no meio de obras que apenas alguns conhecem, há uma questão pertinente que, ao que me tenha apercebido, não foi discutida: o centro histórico alberga uma zona de comércio que, na melhor das hipóteses, se encontra moribunda. A Praça está agora vazia (durante o dia) de actividade comercial, sobrando edifícios públicos que, admita-se, não fixam as pessoas. De outra forma, o que é que se pode pensar para aquela zona que, findas as obras, consiga, para além de requalificar, revitalizar? Esta é uma das preocupações que deve acompanhar qualquer obra: o que fica servirá para uma placa e meia dúzia de intervenções desgarradas ou criará as condições para um aproveitamento maior? É que, e ao contrário do que muitos pensam, há obra boa e obra má. E obras que são feitas com base em projectos que não são discutidos na praça pública (e aqui a culpa também sobra para a dita sociedade civil que se desinteressa destas questões) pode - sublinho o pode - depois dar azo a obras que requalificam, mas a que falta utilidade.

E sim, já sei, o Governo também faz obra mal feita e antes também houve obra mal feita e as bombas de fumo da costume. Falo de Pombal e desta gestão autárquica que vai fazer um quinto de século. E falo desta população, das suas aspirações, participação e expectativas. Já basta ouvir abencerragens como os ventos do mundo árabe estarem a chegar a Portugal...

23 de fevereiro de 2011

Uma posta por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

Diz que o Farpas anda enferrujado. Que sofre dessa maladia típica de Pombal.

E agora?

Criatividade ou morte!


Basta contar o número de “posts” para perceber que o Farpas, nos últimos meses, tem vindo a perder algum fulgor. Para além dos tempos não estarem bons para projectos colectivos, não é fácil manter um espaço eminentemente vocacionado para a crítica política local num concelho com apenas um único protagonista e numa altura em que a realidade nacional e internacional se impõe de forma esmagadora.


Mas isso são desculpas de mau pagador. Perante a inquietação revelada por alguns dos leitores, os “da casa” não podem ficar indiferentes. Apesar de não ser uma instituição, o Farpas merece uma farpa.

15 de fevereiro de 2011

Parabéns, Senhor Reitor


Depois do irmão ter sido escolhido para bastonário da Ordem dos Médicos, João Gabriel Silva foi eleito Reitor da Universidade de Coimbra.

14 de fevereiro de 2011

Até que enfim…

Que se vê a sociedade pombalense a reivindicar, do poder local, coisas realmente importantes. Na verdade, o Jardim-de-infância de Pombal não tem condições mínimas para o desenvolvimento das crianças. E a escola de 1.º ciclo contígua também não.
Este executivo nunca valorizou a educação. A forma como transferiu as suas responsabilidade nesta matéria para as juntas de freguesia diz tudo sobre as suas prioridades. Narciso Mota sempre preferiu estoirar o dinheiro em obras de fachada e em barracões para grupos de bisca lambida e copos de três do que dotar o concelho de uma rede de pré-escolar e 1.º ciclo de excelência, condição básica para fomentar a igualdade de oportunidades e o sucesso escolar.

4 de fevereiro de 2011

José Maria Duarte Júnior


Se há biografia interessante de fazer no concelho de Pombal, é a de José Maria Duarte Júnior, feito comendador na última década, benemérito grande parte da sua existência, empreendedor a vida toda. Faleceu esta semana, com quase 92 anos de uma vida intensa.

Um dia entrevistei-o, numa conversa que começou em Lisboa e terminou na Guia, perguntei-lhe como é que um homem como ele nunca tinha investido no concelho de Pombal. Disse-me, com uma frontalidade desconsertante, que a única coisa que valeria a pena era o Osso da Baleia.

Para lá de tudo o que (bem) conta esta notícia, Duarte Júnior desenvolveu com Narciso Mota uma proximidade única, quando comparada com todos os outros presidentes de Câmara de conheceu. E isso permitiu que tivesse também por cá uma projecção ímpar - neste caso, justamente merecida. Foi sempre um benemérito com as instituições da terra, sobretudo com a Igreja e com a Filarmónica, mesmo quando os negócios já não iam bem.

Era um homem tão interessado como interessante. Que agora descansa em paz, na Guia. A terra que amava.

27 de janeiro de 2011

A negligência do Lavrador

A negligência (tal como os outros vícios do poder) germina melhor na CMP do que o joio no trigal. Nada que espante. Negligência sempre gerou negligência.
O que incomoda, porque injusto, é o tratamento diferenciado da mesma: uma é castigada outra é favorecida. O técnico responsável pelos jardins foi punido porque foi negligente e revelou falta de brio profissional na recepção e armazenamento das árvores. Os que permitiram que o técnico de contabilidade desviasse, ao longo de vários meses, cerca de 600 mil Euros das contas nada lhes aconteceu.
Já Confúcio dizia: - "Não são as ervas más que sufocam a boa semente é sim a negligência do lavrador."

Há vida para além das Presidenciais?


Eu sei que o Dr. João Coucelo era mandatário do candidato, mas digam-me lá se não é possível ver isto e ficar a pensar em 2013?

26 de janeiro de 2011

Afinal, Ele tinha carta-branca

Segundo o NC, o Ministério Publico refere, na acusação, que em 22 de Novembro de 2007 o suspeito do desfalque foi autorizado pelo presidente da Câmara, através de documento escrito, a movimentar a referida conta, através do serviço BPI Net Empresas, tendo-lhe sido concedido username, uma palavra-chave e um cartão matriz.
Afinal o homem era mesmo de confiança pessoal, logo, tinha carta-branca para fazer e desfazer. Por isso, pergunta-se: porque é só ele acusado?

24 de janeiro de 2011

A meia vitória

Pombal ainda é o que era. A maioria não vota, e quando vota é como ontem. É esta, afinal, a "terra da meia vaca", como escreveu Maria Luís Brites. Se isto é apenas um meio país, a mim o que me espanta é tanto interesse em falar aos jovens, pelos jovens e dos jovens. Sim, esses mesmo, os que se licenciaram para o desemprego e para os recibos verdes. Assim se percebe que nem sequer tenha havido festa.

No Cavaquistão, ganhou a abstenção

Resultados em Pombal


Cavaco Silva: 15491 votos; 71,34%

Manuel Alegre: 2414 votos; 11,12%

Fernando Nobre: 2408 votos; 11,09%

Manuel Coelho: 652 votos; 3,0%

Francisco Lopes: 521 votos; 2,4%

Defensor Moura: 227 votos; 1,05%


Brancos: 1207 votos; 5,17%

Nulos: 436 votos; 1,87%


Votantes: 23356; 42,08%

Abstenção: 32145; 57,92%

22 de janeiro de 2011

Votar é preciso

Também passo por fases de desalento, com o meu Pombal e com o meu país. Percebo a descrença, a angústia e o laxismo de quem deixa cair os braços. E deixar cair os braços é abster-se. Mas não sou capaz de encarar essa resignação e assobiar para o lado.

É preciso ir votar, sim. Mesmo quando há um suposto vencedor antecipado. Mesmo que seja em branco. Mesmo quando a televisão nos faz acreditar que está tudo decidido, às vezes em exercícios que envergonham. Não importa nada disso. É preciso não deixar que os outros decidam por mim, por nós.

Porque no meu país morreu muita gente pelo direito ao voto. E encará-lo como um dever é o mínimo que podemos fazer para honrar os que tanto lutaram por ele, sob pena de o perdermos de novo, um dia destes.

Se não deixar mais nada aos meus filhos, que lhes deixe ao menos os valores em que acredito.

21 de janeiro de 2011

Negligência?

Esta boa peça jornalística do NC esclarece, citando declarações de Narciso Mota no final da última reunião do executivo, o que foi apurado no processo disciplinar instaurado ao funcionário responsável pelos jardins.
No entanto, tal como no outro caso, fica por apurar a responsabilidade da(s) chefia(s) e do(s) responsável(is) politico(s). Se a nova vereadora do Ambiente detectou a falha continuada, porque é que o anterior vereador não a detectou?

Dúvida existencial

Quando a campanha terminar, peço a um qualquer iluminado (neste caso desconfio que não pode ser nenhum d'Os da Casa) que me explique o que leva um Presidente a não exercer o direito de veto na lei que dita os cortes de financiamento aos colégios privados. Aqueles que lhe fizeram claque ao longo das últimas semanas.


Cavaco Silva, o timoneiro, fotografado em 1985 para a Grande Reportagem.
O homem que não é político já fazia politica em 1985 – e esta capa da Grande Reportagem (de boa memória...), é disso boa prova. “O Endireita” não era ainda sequer primeiro-ministro, tinha acabado de conquistar o PSD, como escrevia então José Júdice, “invocando meia dúzia de vezes o nome de Sá Carneiro, falando no “destino” e no “fado”, e dizendo que as palavras do falecido fundador do PSD tinham sido para ele como os primeiros acordes da 5ª Sinfonia”. Ou, de forma mais crua: “o cumprir de mais uma pancada do destino”.
25 anos depois, Cavaco aí está, querendo endireitar de novo o país.
Desta vez, ninguém pode falar em “surpresa” – e os que nele votarem não se poderão queixar de não saberem quem é a figura, e do que é capaz...
Esta Grande Reportagem de 1985 era dirigida por Barata-Feyo e alimentava uma equipa de luxo, de Vasco Pulido Valente a Adelino Gomes, de Miguel Sousa Tavares a Fernando Gaspar, de Joaquim Furtado a Agustina Bessa-Luis...




20 de janeiro de 2011

E por cá

A Câmara Municipal de Lisboa, apesar de ter um executivo minoritário, está a reorganizar o mapa administrativo. Vai eliminar 29 freguesias (passará a ter 24 em vez das 53 actuais) e reforçar as competências e recursos das novas freguesias.
E por cá, quando é que o processo arranca?

Habemus Bastonarium


19 de janeiro de 2011

Presidenciais: não voto

Conheci-o melhor nesta campanha: não me vendia um carro em 2.ª mão. Além disso, parece sofrer de Alzheimer…

Desiludiu-me, ou iludi-me. Apesar disso, numa 2.ª volta votaria nele. Não votarei!

Nunca votarei num monárquico para Presidente da Republica. Ainda por cima Nobre!

Está a fazer o tirocínio para Secretário-geral do PCP. Para Secretário-geral do PCP, se pudesse, votava nele.

Nunca votarei em alguém que assume que não concorre ao cargo a que se candidata.

Não é de cá, nem para cá. É da Madeira, fica bem por lá.

16 de janeiro de 2011

De que se ri, afinal?

A capa do Correio de Pombal desta semana traz um Narciso a rir. Atrás dele o presidente da junta de Vila Cã, sorri. E o filho, que quase sorri também. Se estivessemos todos insanes até poderíamos concluir que o presidente da tolerância, humanista e solidário ri dos cartazes. Mas não estamos. E portanto tem de haver alguma razão para que o homem ria daquela maneira, perante a denúncia pública (para Cavaco ver) de gente que come pó há muitos anos, em plena britadeira da sicó.
De que se ri, ele, afinal?

14 de janeiro de 2011

Santo Amaro


O Santo Amaro está aí! Desta vez, os jovens deram lugar às “mães e às sogras”. Apesar de ligeiras diferenças, a festa mantém o mesmo espírito: o Tó Silva, o baile, os ranchos...


Não sei porquê, lembrei-me da Elis Regina quando cantava:


Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...

12 de janeiro de 2011

Incompetência ou abuso de poder?

Para atestar que uma pessoa (por exemplo um filho) faz parte do agregado familiar a Junta de Freguesia de Pombal exige que o requerente entregue uma cópia da declaração de IRS.
Os atestados passados pelas juntas de freguesia são, já em si, um procedimento burocrático anacrónico, mas fazê-los depender da entrega da declaração de IRS roça o ridículo e o absurdo. O problema é que, continuando algumas entidades a pedi-los e sendo eles passados obrigatoriamente pela junta de freguesia de residência, ficamos, facilmente, nas mãos de burocratas incompetentes e/ou de abusadores de poder.

10 de janeiro de 2011

Os Vícios do Poder

Francis Bacon, no longínquo Sec. XVI, tipificou os vícios do poder: a demora, a corrupção, as irregularidades e as facilidades.
Neste pedaço de terra à beira mal plantado as câmaras municipais são verdadeiros antros dos vícios do poder. E Pombal aí esta para o confirmar. Poderia ser de outra forma? Não. Porque o estilo e a longevidade do poder instalado criaram o terreno propício à sua germinação. Agora, pelo Outono (do Patriarca) os cogumelos (venenosos) despontam uns atrás dos outros. Na semana passada, a imprensa regional divulgou o caso do engenheiro técnico agrário, com 25 anos de casa, alvo de um processo disciplinar por suspeita de negligência. Mas, atendendo ao falatório que circula na praça pública, muitos mais despontarão.

4 de janeiro de 2011

Velhas notícias num ano novo

Fernando Parreira indigitado novo vereador da Acção Social e Habitação
O vereador Fernando Parreira passará a ter a pasta da Acção Social e Habitação e mantém a tutela da Educação e Desporto.
Esta é a nota mais relevante do processo de reajustamento de pelouros levada a cabo pelo presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, a entrar em vigor no dia 1 de Fevereiro.
Outra das novidades prende-se com o vice-presidente do executivo, Diogo Mateus, que terá a seu cargo o pelouro das Finanças e Qualificação na Administração Pública.
A vereadora Ana Gonçalves ganha o pelouro da Fiscalização e Pedro Pimpão a pasta da Coordenação do Gabinete de Auditoria.
Paula Silva continuará a ser o rosto do Ambiente e Michäel António manterá as cadeiras da Regeneração Urbana e Ordenamento do Território permanecendo a Cultura sob a alçada do presidente Narciso Mota.


A notícia da Rádio Cardal está bem dada, sim. É verdade que o título poderia ser "Narciso Mota retira pelouro da Acção Social a Diogo Mateus", mas depois os leitores ainda haviam de julgar tratar-se de uma notícia atrasada, colocada por erro, vinda de outro ano ou de outro mandato qualquer.
Depois do mediático caso do desfalque, eis que o presidente anda a murmurar acerca de um outro funcionário, igualmente com responsabilidades grande na autarquia, sobre quem pende já um processo disciplinar. Um problema, isto. Vai-se a ver e andou por aí uma malta a governar-se com os nossos tostões. Uma chatice, isto. Resta-nos então esperar para ver quem é o senhor que se segue neste mandato horribilis.
Posto isto, ficar com o pelouro das Finanças é ganhar alguma coisa? Só se for um presente envenenado.

29 de dezembro de 2010

Mais uma oportunidade perdida

Os principais pontos da agenda da última AM do ano são a discussão e votação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano (GOP).
É normal e compreensível que as bancadas votem de forma distinta: a bancada que apoia o executivo aprova os documentos e a bancada da oposição rejeita-os.
Mas para os rejeitar, e capitalizar alguma coisa com isso, é necessário discordar das opções tomadas e fazê-lo com argumentos claros e robustos. Ou seja, é preciso deixar claro que se a oposição fosse poder faria outras opções ou faria de forma claramente diferente. Ora, o que ficou claro do incipiente debate é que o PS tomaria, no essencial, as mesmas opções: saneamento básico, sistema de abastecimento de água, pólos escolares e regeneração urbana. O que é coerente com o discurso do PS nos últimos anos, quando sempre criticou a falta de investimento nestas áreas e sempre as definiu com opções prioritárias. Logo, neste momento, o PS deveria ter-se colado às opções tomadas pelo executivo, abstendo-se talvez, criticando o atraso do executivo, deixando a dúvida na capacidade deste para concretizar atempadamente os projectos e alertando para a provável perda de fundos comunitários.
Ao rejeitar o Orçamento e as GOP o PS perdeu mais uma oportunidade de se credibilizar como alternativa.

AM: a fantochada do costume

A AM de hoje decorreu no registo habitual: ofensas gratuitas e insultos directos regados com muita demagogia e muita banalidade.
Um espectáculo triste …, com os protagonistas habituais.

28 de dezembro de 2010

2010: menos e mais

Menos

Em Portugal, o ano de 2010 ficou marcado pelo assumir da crise financeira. Aquilo que já todos sabiam foi, finalmente, admitido pelo governo: estamos completamente falidos e já ninguém confia em nós. Depois de anos de sacralização do capitalismo, chegou-se a uma situação de total descalabro. A crise, por si só, até nem seria tão má se fosse aproveitada para dar um impulso novo à nossa sociedade. O problema é que a receita que os nossos governantes nos apresentaram, na forma de três PECs, insiste na velha fórmula: há que poupar os prevaricadores, aqueles que durante anos andaram a roubar, e ir buscar o dinheirinho aos “do costume”. Lá está: quando o mar bate na rocha, quem se .... é o mexilhão!


Na nossa realidade local, ficámos a saber que as contas do município estavam a saque. Aqui o roubo foi daqueles à antiga. O problema é que, depois de muito choro, muita lamentação, a culpa lá acabou por cair apenas no mexilhão.


Mais

Destaco a iniciativa Limpar Portugal, promovida por um conjunto de cidadãos sem ligação a partidos ou outra qualquer organização. O que é facto é que foi conseguida uma mobilização sem precedentes de toda a sociedade para uma causa completamente altruísta, tendo sido recolhidas 70 toneladas de lixo! Como não há bela sem senão, quem percorrer as matas deste país tem a sensação de que a iniciativa foi um fracasso. Quem lá esteve sabe que não.


Em Pombal, reconheço como muito meritório o esforço da nossa autarquia em promover a construção de creches e, sobretudo, de centro de dia. Num concelho onde a percentagem da população envelhecida é grande, agravado com o facto de vivermos numa sociedade que tende a desprezar os mais velhos, estas iniciativas prestigiam, sem dúvida, quem as protagoniza.


(Versão do texto publicado hoje n' O Correio de Pombal)

23 de dezembro de 2010

Leis e salsichas

O CDS anunciou, após a eleição dos seus órgãos concelhios, que está disposto a ser “uma oposição construtiva”. Esperemos que o mote não tenha sido dado pela oferta natalícia do pinheiro. Por muito bem intencionada que tenha sido a iniciativa, do que menos precisamos em Pombal é de aspirantes a Valentim Loureiro.


Segundo uma afirmação atribuída a Otto von Bismark, responsável pela unificação alemã no século XIX, o respeito que temos pelas leis e pelas salsichas é inversamente proporcional ao conhecimento que temos da forma como são feitas. Depois de 20 anos de PSD, já perdemos todo o respeito pela Lei da Laranja. Estou convencido que, com este CDS, vamos deixar de comer salsichas.

20 de dezembro de 2010

Eles condenam um deles


O executivo da CMP aprovou, por unanimidade, aplicar a pena única de demissão ao funcionário da tesouraria que desviou cerca de 600 mil euros de uma conta bancária da autarquia.
De forma rápida e nebulosa, os responsáveis pelo continuado desfalque condenaram um dos culpados. E assim lavaram as mãos como Pilatos.

Centro Hospitalar de Leiria – Pombal (?)

Por estas bandas ninguém estava à espera da criação do Centro Hospitalar Leiria – Pombal (que raio de nome). O novo centro hospitalar resulta da integração do Hospital Distrital (só de nome) de Pombal (HDP) no Hospital de Santo André (HSA) de Leiria, ou seja, o HDP é engolido (destino inevitável para um desfalecido) pelo HSA. Por aqui, se exceptuarmos a Concelhia do PS de Pombal, ninguém tem mostrado contentamento com a estranha medida, antes pelo contrário.
É verdade que a reestruturação da rede de cuidados de saúde é necessária e premente. Necessária porque a rede actual é muito dispendiosa e assimétrica na resposta, premente porque o estado das finanças públicas a isso obriga. Mas, apesar de necessária e premente, a reestruturação não deve ser feita de forma precipitada, casuística e por encomenda. Ao fazê-lo, desta forma, o governo pode estar a desperdiçar uma boa oportunidade para racionalizar a rede de cuidados de saúde. A reestruturação tem que recair no redimensionando da oferta de serviços em função da procura de acordo com critérios económicos e qualidade. Se, como parece, estas medidas ficarem pela fusão administrativa de umas quantas entidades, que, quanto muito, eliminarão uns quantos administradores e concentrarão parte dos serviços de apoio (contabilidade, compras, etc.), não se resolve a questão de fundo: eliminação das principais fontes de desperdício. Mexe-se na coisa para deixar (quase) tudo na mesma.

15 de dezembro de 2010

Fotografias

Na última edição de O Correio de Pombal, é noticiada a visita de Adelino Mendes e José Miguel Medeiros a Vila Cã. Presente no "acto" estava também o Joel, membro da Assembleia de freguesia por ter sido o candidato (derrotado) do PS.
Se a presença de um deputado não diminui o brilho da iniciativa (antes o deveria, supostamente, engrandecer), o facto é que estas presenças causam dúvidas no eleitorado. Por capricho (ou não), Adelino Mendes estava mais próximo de Medeiros, e mais longe do Joel. Como se de uma ilustração se tratasse. Um registo gráfico das dúvidas (legítimas ou não, não me quero pronunciar) do eleitorado. Estas dúvidas costumam ter repercussão nas urnas e o PS bem o sabe (ou deveria saber).
Por oposição, veja-se a fotografia da visita de Narciso às freguesias. Sem figuras nacionais. No meio dos presidentes de junta e outros populares. Narciso ensina, e o PS não aprende, é o que é. Também por aqui se ganham (e perdem) eleições.

Governo prepara fusão do Hospital de Pombal com Leiria

Andava a anunciar-se. Hoje deve confirmar-se esta notícia.

9 de dezembro de 2010

Fraco orgulho

Narciso Mota diz-se “orgulhoso por Pombal não aderir a sistemas intermunicipais”. Fraco orgulho! Deveria ter vergonha do péssimo serviço prestado pelos serviços municipalizados da câmara, tanto na água como no saneamento. Mas a mudança poderá ser mais rápida do que ele pensa. Para o provável sucessor, será uma das primeiras medidas de fundo a ser tomada.

6 de dezembro de 2010

Apagão

À conta de tanto apagão, quase que dá vontade de dizer que isto só pode ser culpa de alguém que não gosta de iluminados...

Mas agora a sério: pelo que li ontem de vários pombalenses, a postura da EDP foi, no mínimo patética (já pelo menos a cidade estava sem luz há 1 hora e alegadamente eles ainda não tinham dado conta). Lembraram-me hoje de que será a REN - enquanto concessionária - a responsável por isto, mas o que é certo é que estas situações se sucedem e de tudo que já foi feito nada deu. resultado. Politicamente já se fez o barulho que se podia fazer, exigindo, em Vereação e na Assembleia, que se fizesse algo para evitar os apagões, mas em bom rigor, EDP's, REN's e afins não se preocupam nem querem saber. Mas isto, sendo uma questão política em segundo plano (a representação dos interesses da população) é, antes disso, uma questão de mercado. E questões de mercado combatem-se com as regras do mercado, pelo que só pode caber a que "usufrui" do serviço, em massa, ver se o consegue alterar, pelo menos tocando no único sítio onde doí às nossas empresas lisboetas: o bolso.

3 de dezembro de 2010

Os esgotos, esses malditos canos que ninguém vê

A notícia da Rádio Cardal remete para um tema de esgoto(s).
"A Câmara de Pombal anunciou hoje investimentos de 29,6 milhões de euros em obras de saneamento e abastecimento de água no concelho, que vão obrigar a uma comparticipação financeira municipal de 11 milhões de euros.
Segundo uma nota de imprensa da autarquia, as obras de abastecimento de água, saneamento, tratamento e drenagem de águas residuais, e construção de estações de tratamento de águas residuais vão ter uma comparticipação comunitária superior a 17 milhões de euros, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e do Fundo de Coesão, no âmbito de cinco candidaturas já aprovadas.

O presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, explicou que o objetivo deste investimento é que no final do atual mandato entre 80 a 90 por cento da população, de cerca de 70 000 habitantes, possa ter saneamento."


E acha isso bem? Basta-lhe? Será que 20 anos não chega para a cobertura completa?
Valha-nos o engº Rodrigues Marques, mais os santinhos que não tarda a vir aqui invocar.

Serões Culturais

A sessão aqui noticiada, que decorreu no Teatro Cine, foi um sucesso. Casa cheia e a presença das individualidades políticas do concelho. Como alguém comentava, "se Maomé não vai à montanha, vem a montanha a Maomé"!

... e Mário Diogo eleito no CD da Ordem dos Advogados!

Também Mário Diogo, ilustre advogado de Pombal, foi eleito presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados. Pela primeira vez o presidente deste órgão não é de Coimbra. Uma prova de que o reconhecimento do mérito de Mário Diogo extravasa a nossa "praça local".
Para quem queira conhecer o restante equipa eleita, fica a notícia do Diário As Beiras.
Parabéns, dr. Mário!

José Manuel Silva candidato na Ordem dos Médicos...


José Manuel Silva está na corrida para bastonário da Ordem dos Médicos. Independentemente do resultado, é já de salientar a disponibilidade deste médico pombalense, bem como a visibilidade que tão alto cargo traz. Pombal também é falado por bons motivos. Hoje foi publicada uma entrevista no Correia da Manhã.
Este "quadro clínico" parece-me (mais) uma boa razão para se falar de saúde em Pombal, como em tempos anunciou o Presidente da Assembleia Municipal (também ele médico).

2 de dezembro de 2010

Fala quem conhece


Eliseu F. Dias, futuro presidente da concelhia do CDS, propõe-se “dar voz aos pombalenses que não se revêem na actual política da maioria no poder. Uma política de clientelas políticas e familiares”. In OCP