No passado domingo decorreu, em Alvaiázere, o X Capítulo da Confraria do Queijo Rabaçal, onde foram entronizados vários confrades, alguns bem conhecidos destas paragens. Presumo que, no próximo Domingo, esta e outras confrarias congéneres irão ter um lugar de destaque na Expo Sicó 2011.
Portuga que se preze tem que ser confrade e ter perfil no facebook. Num país onde há quase mais confrarias que população, há cada vez mais dificuldade em descobrir espaço para novas propostas. Nas gastronómicas, por exemplo, só falta mesmo a Confraria do Prato do Dia.
Não gosto de confrarias. Não sei se é por causa do folclore dos desfiles, se pelo mau gosto das fardas, se pelo ar solene dos confrades, se pelas bandeiras, se pelo facto de terem evoluído de associações religiosas. O que é certo é a “confrarite” nacional me causa alguma comichão.
Apesar das más línguas me garantirem que a confraria é mais um pretexto para os confrades saírem de casa, eu reconheço que muitas delas fazem um trabalho meritório (quem sou eu para julgar as confrarias). Mas agora esclareçam-me: é impressão minha ou o Bodo tem vindo a piorar desde que alguém lhe inventou uma confraria?






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