7 de junho de 2011

Competência


Numa altura como esta em que vivemos, é essencial ter em conta a opinião dos nossos mais competentes concidadãos. Amanhã (dia 8 de Junho, quarta-feira), no Teatro-Cine, pelas 21h, Pombal tem a oportunidade de poder assistir à palestra “A Biodiversidade e a Floresta”, proferida pelo biólogo Jorge Paiva que, para além de excelente comunicador, é um dos mais informados portugueses nas questões relacionadas com o ambiente. Parabéns ao Departamento do Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas Gualdim Pais pela iniciativa.

6 de junho de 2011

Ah esta terra ainda vai cumprir seu ideal...

PPD/PSD 55,54% 15.300 votos
PS 18,03% 4.967 votos
CDS-PP 11,87% 3.270 votos
B.E. 3,80% 1.046 votos
PCP-PEV 2% 551 votos
PAN 0,99% 274 votos
PCTP/MRPP 0,73% 202 votos
MPT 0,29% 81 votos
MEP 0,27% 74 votos
PTP 0,24% 66 votos
PNR 0,24% 66 votos
PPV 0,24% 66 votos
PPM 0,19% 51 votos
POUS 0,17% 48 votos

EM BRANCO 3,76%1.037 votos
NULOS 1,64%451 votos
Inscritos: 55.451
Votantes: 27.550O que quer dizer que a abstenção é de quase 51 por cento. Logo, mais de metade não quer saber disto para nada.


Os dados podem ser conferidos aqui, no site da CNE. Ora vamos lá, então, à interpretação.
Aqui a derrota do PS é ainda mais humilhante do que a nível nacional. Na verdade, há freguesias em que o CDS-PP já ultrapassou os socialistas. Mas isso também não quer dizer que os democratas-cristãos tenham grande razão para sorrir. Mesmo com uma estrutura montada (o que em 2009 não sucedeu) não representa mais do que 11,87% dos votos.
Em boa verdade, acho que está na altura do engº Rodrigues Marques ver o que é que se passou em freguesias como Abiul, Ilha, Carnide ou Meirinhas, onde desta vez a votação no PSD ficou aquém dos 80%. Alguma coisa está a ficar, engenheiro.
Registo também com particular apreço a votação no PAN (Partido pelos animais e pela natureza): 274 votos no concelho. Vai-se a ver e a velha máxima de que "até um burro com um chapéu ganhava" não está de todo errada. O Poly da minha avó daria um excelente deputado, estou certa. E a Zizi que todos nós estimamos uma belíssima chefe de gabinete. Está tudo doido, não está?
E porque ainda é de pessoas que se trata aqui, atente-se:
1. Pedro Pimpão foi legitimamente eleito. Levado em ombros pela Jota, na sede do partido em Leiria. Estavam lá a ver a cena os companheiros Diogo Mateus e Micael António**. Julguei que não deixasse escapar esta oportunidade para se livrar rapidamente de Narciso Mota, que logo chamaria para a vereação a senhora que se segue, na lista: Elisabete João. Mas pelos vistos o Pimpão tem mais encanto na hora da despedida, e o presidente já fez saber que não abdica do vereador, mesmo sem pelouros. É bonito.
2. Adelino Mendes regressará a Pombal e aos quadros do Instituto D.João V? Ui. Pode ser que assim se dedique mais ao partido, por cá.
3. Não vi Jão Coelho em Leiria na noite da derrota. É certo que ia em nono lugar na lista e que só três deputados foram eleitos. Mas perder ou ganhar tudo é desporto. Desporto.

Para mais informações, podemos sempre sintonizar a Rádio Clube de Pombal, que pelos vistos ganhou a sonorização das festas do Bodo. Uma lição para Rui Benzinho e sua equipa. Não é engenheiro?

**também lá estava Ana Gonçalves. As minhas fontes não a reconheceram, mas vislumbrei-a nas fotos da festa ;)

(...Ainda vai tornar-se um imenso laranjal)

Representatividade e "mentira de Hondt", ou a história circular de umas eleições

Não sendo pacífica a minha opinião (nem nos meus colegas "da casa" eu colho apoios), sou contra este sistema de Círculos Eleitorais. Pelo menos quando alguns são tão pequenos como Portalegre, por exemplo, que elege apenas 2 deputados.

Junte-se a isto as regras do método de Hondt, e verificamos que comparar a percentagem de votos obtidos, com a percentagem de "lugares sentados" na Assembleia da República, é como comparar o "you know what" com a feira de Borba.

Eu que não sou "professor dos números" olho para isto com confusão, e deixo de peceber o significado do termo "representatividade.

Legislativas - Análise por distrito/Círculo

Antes de nos debruçarmos nos resultados do concelho e do distrito, fica aqui um panorama nacional das alterações ontem verificadas, em termos de mandatos (deputados eleitos), na comparação entre estas legislativas e as de 2009.
Nos Círculos de Bragança, Castelo Branco, Évora, Portalegre, Vila Real e Madeira, não houve qualquer alteração.
Nos Círculos de Aveiro, Beja, Açores, Viseu e Guarda, o PSD ganhou 1 deputado ao PS.
Nos Círculos de Leiria e Santarém, o PSD ganhou 2 deputados, 1 ao PS e 1 ao BE.
Em Coimbra, o PSD ganhou 1 deputado ao PS, e o BE perdeu 1 deputado, resultante da diminuição de 1 deputado neste Círculo.
Em Faro (que ganhou 1 deputado), o PSD e a CDU ganharam 1 deputado, e o PS perdeu 1 deputado.
Em Braga, o PSD ganhou 3 deputados - 2 ao PS, e 1 ao BE.
Em Setúbal, o PSD ganhou 2 deputados ao PS, e o CDS ganhou 1 deputado ao BE (interpretação minha).
Em Lisboa, o PSD ganhou 5 deputados ao PS, e o CDS ganhou 2 deputados ao BE.
Já no Porto, o PSD ganhou os mesmos 5 deputados, capitalizando todas as transferências de voto. O PS perdeu 4 deputados, e o BE perdeu 1 deputado.
Atente-se que PSD, CDS e CDU não perdem deputados em nenhum distrito, e verificam ganhos, e que, ao invés, PS e BE não ganham deputados em qualquer distrito, verificando perdas significativas.

Parabéns, senhor deputado!

4 de junho de 2011

Em dia de reflexão, vá a uma exposição!

Exposição fotográfica sobre 21 aquedutos de todo o país. Supostamente, os mais emblemáticos. Lá estão o aqueduto das águas livres, claro, e... o aqueduto do Louriçal.
Momento (mais um) para reflectir sobre a aposta turística que o nosso concelho faz (ou deixa de fazer). E sobre as potencialidades que temos e ainda não estamos a explorar.

3 de junho de 2011

Declaração de voto

Antes da campanha, escrevi que conhecia pessoal mais novo nas listas que seria capaz da regeneração na vida política dos partidos. Hoje, no encerramento, continuo a conhecer. O número é que reduziu. E convencer-me-ia, se precisasse de algum motivo, a não votar no PSD: é tanta alternativa como eu sou esquimó. É pura alternância de poder. E a palavra-chave aqui é poder.

E vale tudo para o manter, inclusivé usar as Novas Oportunidades como bandeira local para a nível nacional se agir ao contrário. Ou defender que uma autarquia deve ser empregadora de referência para nacionalmente defender um programa dito liberal. Ou criticar a claustrofobia dentro do PS (crítica que subscrevo, atenção) mas depois ser-se incapaz de criticar seja que opção do poder autárquico. A responsabilidade e a capacidade mede-se a dois níveis. Não é só por não acreditar que PPC faça melhor, mas por perceber que este PSD é apenas o reverso de uma medalha que é responsável por 37 anos de oportunidades perdidas. E por isso é que defendo, e depois desta campanha, cada vez mais, independentes no poder local e partidos (sem prejuízo de movimentos independentes a nível nacional). É que pelo menos há clarificação e talvez menos clubite. A tal que, seja no PS ou no PSD, ajudou a degradar a política, colocando-a ao nível de combate de claques.

Declaração de interesse: Fui militante da JS entre 1991 e 2006. Fui militante do PS entre 2002 e 2009. Fui candidato pelo PS à Assembleia de Freguesia de Pombal, onde exerço (e exercerei) o mandato para o qual fui eleito,mas agora como independente. Não concebo que a minha filiação anterior me seja apontada como uma "capitis diminutio". Sempre pensei pela minha cabeça e mesmo enquanto militante quando não concordei com algo ou me afastei ou disse-o. Cometi erros como qualquer pessoa que anda na política comete. Terei feito más escolhas, seguramente. Não estou acima de ninguém, nomeadamente de quem está na vida partidária. Mas posso constatar aquilo que acho menos próprio e correcto. E como tal, votar PSD é uma opção completamente fora do baralho para mim. Porque a mudança se baseia em atitudes diferentes das que são habituais. Da mesma maneira, votar PS está fora de questão. Sócrates foi uma das razões para a minha desfiliação. Eu sei que voto em partidos, não num líder, mas para mim quem fez o que fez e como fez não merece a minha confiança.

Para o que está em jogo no dia 5 de Junho exigia-se uma discussão sobre o futuro. Discussão séria sobre a capacidade e sobretudo sobre a responsabilidade de deixarmos de gastar o que não temos e como, de forma realista, podemos aumentar a nossa produtividade. Nada disso foi feito. Da Esquerda à Direita (com algumas pontuais excepções). Desde um discurso alienado das responsabilidades com o habitual chavão da banca (alguém se queixou do crédito tão fácil?) a uma direita que se queria à força toda ser mais social que alguns partidos de esquerda. Se nenhum partido me chega, porque não me mando eu para tentar essa mudança? E quem diz que não o farei? Não faltava mais nada do que ser compelido a um voto num partido quando não há nenhum, sublinho o nenhum, que conseguisse mais do que ser ligeiramente menos mau que outro(s). E foi o "menos mau" que também colocou a Democracia de cócoras. Espero que muitos votem e ao contrário das Presidenciais, não apelo ao voto em branco: cada um sabe de si e saberá fazer a melhor escolha. A minha escolha é dizer que o que há não me chega. Não respondem ao que me preocupa. Ao ter um futuro para mim, e mais importante, para a minha filha.

Não num país onde se passa a vida a pedir ao Estado para depois se reclamar do mesmo Estado, onde a convivência com o poder é baseada em interesses e subserviência e onde o mérito é treta. Onde se acha normal ter-se um emprego para todo o sempre, mal se sai da universidade e onde empregabilidade e responsabilidade são palavras conotadas com "bota-abaixismo". Não vi, em toda a campanha, ideias - pelo menos das cúpulas - para gastar menos (e não me venham com os menos deputados e ministros que isso é apenas simbólico, no dia em que for) no Estado, evitando duplicação de serviços e fazendo a reorganização administrativa com propostas concretas, uma estratégia clara para o Turismo - como, em que áreas, com que papel do Estado, ou uma estratégia para mudar o paradigma da Formação apostando na reconversão profissional, uma ideia para aferir a empregabilidade dos cursos ou uma proposta clara para a Justiça (como se tornam eficazes as cobranças, por exemplo) ou ainda para as empresas (não carregando tanto sobre empresários, mas penalizando os patrões), colocando o Estado como mero regulador (e interveniente em algumas áreas). Mas seria suposto ver, já que o programa é o da Troika? Claro que deveria. Afinal é o nosso futuro. E o programa indica caminhos, não impõe, em muitos casos, medidas concretas.

Voluntariamente afastei-me de um partido, também por questões ideológicas, mas isso não quer dizer que fique a dar a táctica nas bancadas para sempre. Mas se ficasse, era um direito meu. Em altura de dificuldades, os líderes transcendem-se. Não se transcenderam. E sobretudo não vejo sinal daqueles que querem mudar as coisas serem capazes, de quase sozinhos, o conseguirem fazer. Dia 5 de Junho não é apenas acerca dos partidos, é acerca de todos. Já não há muitas desculpas agora. E depois não haverá. Não defendo a adesão em massa aos partidos, mas desafio todos aqueles que pensam que podem ajudar a fazê-lo. Aos grandes e pequenos partidos. Aos que já são partidos e aos que ainda não são. A escolha é grande.

Dia 5 de Junho não vou escolher nenhum: não me merecem a confiança (a única pessoa que me merece a inteira confiança, infelizmente, está longe de ser eleita - mais um exemplo da forma como os aparelhos vivem desfasados), mas vou votar. Disso não abdico. Votarei é em branco.

Depois de 5 de Junho, o cenário é outro. Não serei eu um salvador, muito pelo contrário, mas se depois desse dia muitos estiverem dispostos a dar um passo em frente de modo a mudar o sistema, ajudando aqueles que lá dentro merecem o reconhecimento, deixará de haver desculpas para que no cenário complicado que é o nosso futuro, haja capacidade para construir verdadeiras alternativas.

2 de junho de 2011

Declaração de voto

A melhor crónica desta campanha foi publicada hoje no Jornal "O Ribatejo" e é da autoria do Daniel Abrunheiro.

Vejam bem
Aos 47 anos, não era para admirar: a minha optometrista demonstrou-me que os meus olhos padecem de hipermetropia e presbiopia. O olho esquerdo acumula estas moléstias com um assinalável véu astigmático. Quer dizer que troquei os óculos de leitura por umas cangalhas de lentes progressivas para o resto da vida. Sou, portanto, hipermétrope, presbita e astigmata. Paciência: a idade e as fadigas deram-me as duvidosas mas indubitáveis prendas do “olho curto”, da ovalação da córnea e da formação de imagens atrás da retina.
Quero porém deixar claramente expresso, sem pretender dar nas vistas, que nada disto me impede de ver com toda a nitidez que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Não há desfoque físico que me impeça de ver tudo isto com a mais cristalina, reverberante, nívea, luminosa e iluminada clareza.
Podem ser turvas as minhas escleróticas, pupilas e córneas; pode o meu humor aquoso ter conhecido dias bem mais solares; pode qualquer das minhas íris nunca mais irisar com olhos de ver; pode o humor vítreo estar estilhaçado como nunca; pode o nervo óptico andar mais nervoso do que vidente; pode o cristalino achar-se, até por melancolia, mais turvo do se calhar merecia; podem a retina e a coróideia ter chegado a este ponto algo torpe da insuficiência de acomodação tão própria dos presbitas. Podem, podem.
O que não podem é impedir-me de continuar a ter os olhos abertos. Eles estarão cansados, tristes e a funcionar mal no mundo das volumetrias luminoplastas. Eles, os olhos, estão. A vista está. Mas a visão, não. Olho com dificuldade, mas vejo perfeitamente.
E o que perfeitamente vejo é que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Dia 5 de Junho, na posse dos meus óculos novos, não terei qualquer dificuldade em ver de onde venho e para onde quero ir. Os meus leitores verão, naturalmente, o que quiserem ver. Porque ver é ser, não é olhar para o lado.
O mais que recomendo é que, em vez de vistas curtas, se lembrem da canção que dá nome a esta crónica. Porque “não há só gaivotas (ou milhafres) em terra / quando um homem se põe a pensar”.

Deixem falar o homem!

Narciso Mota disse a uma jornalista da TVI 24h sentir-se “envergonhado, como português e como político, por ter que vir uma troika governar Portugal.” A frase, pelos vistos, causou polémica e é apresentada como sendo a responsável pelo adiamento, para depois das eleições, do programa onde foi proferida.


Uma coisa é certa. O homem tem toda a razão! Todo este período, que culminou no vergonhoso pedido de ajuda externa, tem contribuído para que os portugueses sejam vistos como caloteiros, preguiçosos, vigaristas e desleixados, e Portugal como um país “um degrau acima de lixo”. Não admira que a urgência da mudança seja uma convicção unânime (mesmo entre os eleitores socialistas), caminhando a par com a depressão generalizada resultante da constatação de que Passos é um clone de Sócrates.


Caro Narciso Mota, este domingo é dia de votos. Se, tal como eu, considera importante que algo mude, temos que votar na mudança.

1 de junho de 2011

As barreiras da vergonha - II

Lembram-se deste post? Hoje ía lá tendo um acidente. O que não seria nada de insólito - aquela barreira idiota, espelho da idiotice de quem devia resolver o problema e não o resolve, já assistiu a muitos acidentes. Uma barreira que envolve um buraco, e que ocupa metade da estrada, no coração de uma curva de 90º.
Vão 2 anos. DOIS ANOS! Para tapar a m*rda de um buraco...?

P.S. - Estou disponível para alguma acção mais "drástica", no sentido de chamar a atenção à resolução do caso. Juntemo-nos!

... e tem razão, o camarada!




Carvalho da Silva refere-se (como se pode ler aqui) a esta campanha eleitoral (legislativas 2011) como um "atentado à inteligência dos portugueses". Não poderia estar mais de acordo! O debate patético protagonizado por Sócrates e Passos Coelho é bastante ilustrativo disso mesmo.

Resta-me aqui estender o comentário a outras campanhas. Há muita pobreza de espírito, de competência e de moral a sairem das pouco exigentes bocas de megafone deste país, deste concelho, destas organizações partidárias...

Empate técnico


Os eleitores estão divididos: votar no PS dos sucessivos PECs ou no mais liberal PSD de sempre? Dar a vitória à arrogância de Sócrates ou à inexperiência de Passos? Contrariamente à arrogância, a inexperiência até poderia não ser um defeito, não fosse o homem ser tão permeável às ideias da ala mais radical do PSD e assumir, com toda a naturalidade, a privatização das Águas de Portugal e dos CTT.


A privatização de empresas que prestam um serviço social é imoral e perigosa. É um absurdo pensar que o estado, por má gestão ou incompetência financeira das empresas privadas, possa vir a permitir que o abastecimento de água ou o serviço postal deixem, simplesmente, de operar. E os “comedores de dinheiro” sabem disso! Veja-se o que está a acontecer com a banca. Não podendo falir, os contribuintes pagam (e vão continuar a pagar) todas as asneiras feitas pelos seus gestores.


“Contrariamente à teoria económica e ao mito popular, a privatização é ineficiente”. Quem o diz não sou eu: é Tony Judt no seu brilhante livro “Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos”. Uma excelente leitura para este período pré-eleitoral.

31 de maio de 2011

Problemas técnicos

Caros leitores, o Blogger aparenta estar com problemas técnicos que estão a impedir, em alguns casos que se coloquem posts e comentários, podendo mesmo estar a apagar alguns comentários que possam ter sido colocados. Podem enviar para farpaspombalinas@gmail.com as anomalias que tenham detectado.

Aguardamos que a página esteja totalmente operacional o mais brevemente possível.

Até lá, sempre que quiserem colocar um comentário, escrevam-no e escolham o perfil com o qual querem comentar.

Se o blog reencaminhar para a página inicial do blogger (onde diz "quer criar um blog?"), no lado direito da mesma, coloquem o vosso username e a password que depois regressam à página dos comentários para colocar o comentário.

Por algum motivo, o blogger não está a assumir a password dos utilizadores e obriga-os a repetir.

30 de maio de 2011

Até sempre, comissário

A notícia da morte de António Santos caiu-me no ecrã do computador pela mão da Rádio Cardal, ontem à noite.

Era mais novo do que eu julgava. Tinha apenas 54 anos. Talvez por ter sido o responsável "das polícias" com quem lidei mais tempo (a par do coronel Narciso Santos, da GNR, já aposentado) e por toda a vida me ter parecido um homem maduro.

Fica a memória de um profissional da Polícia que soube exercer a (sua) autoridade sem nunca se vergar a poderes alheios, numa terra em que é preciso ter coragem para o fazer.

25 de maio de 2011

E na vereação, vai faltando animação!

É impressão minha, ou nem todos os vereadores têm aparecido publicamente? Terá algum sido demitido? Andei a ver no site da CMP, e não encontreio nada...

Uma Campanha Alegre

É um lugar-comum relembrar o terceiro parágrafo de "O primitivo prólogo das Farpas", escrito por Eça de Queirós em Junho de 1871:


“O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.”


Alguns dirão que estas palavras são tão sábias e justas hoje como o foram há 140 anos. O problema, digo eu, é aceitá-las como uma fatalidade. Eça, que no mesmo texto também diz “em Portugal o cidadão desapareceu”, usou-as como um incentivo à participação cívica. Eu humildemente o secundo, apelando ao exercício da cidadania no próximo dia 5 de Junho.

20 de maio de 2011

Antes isso do que comer muito queijo



Tenho imensa pena de não poder assistir à edição deste ano da Feira do Queijo do Rabaçal. Como todos sabemos, Narciso Mota é apoiante de Passos Coelho desde pequenino. E domingo vai ter a honra de lhe oferecer uma festa, em Pombal, que candidato laranja que se preze começa a campanha a jogar em casa.



Certamente que meio Portugal assistiu à promoção do evento que o nosso engenheiro foi fazer ao programa da RTP, no sábado de manhã. Para quem não teve essa felicidade, aqui fica o registo.



Tenho pena, sim. Mas não posso virar as costas aos grandiosos festejos em honra de S.Jorge, nos Antões. Além disso, agora temos um infiltrado na dita Confraria do Queijo do Rabaçal. É o confrade Gabriel Oliveira, que combinou de nos trazer quilos de queijo a cada um d'os da casa.

18 de maio de 2011

Onde está o Wally?


No passado domingo decorreu, em Alvaiázere, o X Capítulo da Confraria do Queijo Rabaçal, onde foram entronizados vários confrades, alguns bem conhecidos destas paragens. Presumo que, no próximo Domingo, esta e outras confrarias congéneres irão ter um lugar de destaque na Expo Sicó 2011.


Portuga que se preze tem que ser confrade e ter perfil no facebook. Num país onde há quase mais confrarias que população, há cada vez mais dificuldade em descobrir espaço para novas propostas. Nas gastronómicas, por exemplo, só falta mesmo a Confraria do Prato do Dia.


Não gosto de confrarias. Não sei se é por causa do folclore dos desfiles, se pelo mau gosto das fardas, se pelo ar solene dos confrades, se pelas bandeiras, se pelo facto de terem evoluído de associações religiosas. O que é certo é a “confrarite” nacional me causa alguma comichão.


Apesar das más línguas me garantirem que a confraria é mais um pretexto para os confrades saírem de casa, eu reconheço que muitas delas fazem um trabalho meritório (quem sou eu para julgar as confrarias). Mas agora esclareçam-me: é impressão minha ou o Bodo tem vindo a piorar desde que alguém lhe inventou uma confraria?

14 de maio de 2011

Candidatos

Não sei se estão aqui todos os candidatos do concelho, mas foi o resultado de uma busca exaustiva.
Bloco de Esquerda - Mário Martins (4º suplente)
CDU - Adérito Araújo (3º suplente)
PS - João André Coelho (9º lugar)
CDS - Jorge Carvalho (7º lugar)
PSD - Pedro Pimpão (6º lugar)

O MEP e o PCTP/MRPP têm lista e nomes, por Leiria, mas não reconheci nenhum como sendo de Pombal. Perdoem-me os que forem e eu não tenha reconhecido.
POUS, PPV, MPT, PNR, PPM, PTP e PAN não disponibilizaram a lista de candidatos por Leiria, no seu site. No dia das eleições se saberá!
Já agora, e para quem desconhece alguns partidos que são novidade nos boletins de voto, apresento-vos, PPV quer dizer "Portugal Pro Vida". É uma coisa muito religiosa e anti-aborto. Quanto ao PAN, designa o "Partido pelos Animais e pela Natureza".

Sem princípios activos!




José Manuel Silva, pombalense (creio que ele não se incomodará de assim ser rotulado) e bastonário da ordem dos médicos, já aqui e aqui foi referido em termos elogiosos. Contudo, e porque o Farpas não faz apenas posts "fofinhos" em que se diz bem das pessoas (há até quem por aí afirme que esta "corja" só serve para dizer mal e deitar abaixo), hoje a citação é para fazer um reparo e mostrar desagrado em relação a várias posições da ordem a que o nosso José Manuel Silva preside.

A questão começa com os médicos colombianos, que a FMUP diz serem gente capaz e com conhecimentos válidos na matéria, mas que alguns médicos portuguesíssimos (à sombra da sua ordem) diz que estavam bem era a podar vinhas. Porque não sabem fazer uma citologia, e não são "especialistas em saúde familiar", e não sei que mais. Parece que só mostram qualidades para marcar golos, como o Falcão. Aliás, os outros que aí estão para chegar, vindos da Costa Rica, parece que sofrem dos mesmos males.

De igual forma, parece que a solução para os males da saúde em Portugal, segundo os mesmos, terá de passar sempre por dar prioridade aos médicos portugueses.

Ora, tudo isto faz-me uma enorme confusão. Não vou chegar ao ponto de os chamar xenófobos (apesar de se colocarem a jeito para tal), mas parece-me inegável que a hiper-protecção corporativa tem tido sempre como prejudicados os utentes do SNS. Ou não será verdade que temos em Portugal muitos centros de saúde fechados por falta de médicos? Realidade essa vivida também no nosso concelho, que não será um exemplo extremo de interioridade. Ou recentemente na Alfredo da Costa, na "capital do império". Se a Alfredo da Costa não consegue atrair médicos, que outros e melhores argumentos poderia apresentar uma maternidade ou hospital em Celorico da Beira, Trancoso ou Portalegre?

Prometo voltar muito em breve ao tema da saúde, mas para já, José Manuel Silva... assim não vamos lá! A sua classe há-de gostar de tanto proteccionismo, mas os que (como eu) estão desde Fevereiro de 2010 à espera de uma consulta dita urgente, nos HUC, que só vai acontecer em Julho de 2011, não!

11 de maio de 2011

Conhecimento e inovação

Decorreu em Pombal uma conferência, promovida pela Câmara do Comércio e Indústria do Centro e pela COTEC Portugal, com vista a motivar os empresários pombalenses para a inovação e competitividade à escala europeia. Excelente iniciativa.


Segundo o Notícias do Centro, nessa conferência foram apresentados a rede de serviços Enterprise Europe Network e o projecto Know How (como eu embirro com os nomes em inglês), sendo este último especialmente destinado a que ajudar as empresas das regiões Norte e Centro de a serem mais competitivas ao nível do conhecimento e da inovação.


Não querendo tirar o mérito a quem o tem de facto, questiono apenas o seguinte: porque não incluir em projectos como o Know How as excelentes universidades e politécnicos da região? Afinal de contas, se é de conhecimento e inovação que se trata, não seria bom dialogar com quem é pago pelos contribuintes para fazer isso mesmo?

3 de maio de 2011

Jardins





Estive recentemente numa cidade algarvia à beira mar, onde a pressão imobiliária é incomparavelmente superior à que se verifica em Pombal. Contudo, andei de bicicleta em espaços verdes de grande dimensão, onde outros andavam de skate ou de patins, onde miudos jogavam futebol e velhotes descansavam à sombra de uma àrvore, em curiosos bancos de pedra.

Em Pombal não temos nada disto. E é pena, porque cada vez vai ser mais difícil ter alternativas. Porque as hipotéticas alternativas vão tendo casas, prédios, supermercados... e as vontades politicas parecem minguar tanto quanto os espaços disponíveis.

Sporting Clube de Pombal



O Sporting Clube de Pombal desceu de divisão. Na próxima época, irá disputar o campeonato da 3ª Divisão Nacional.

A noticia em si não é uma farpa. Não sendo um entusiasta do clube, prefiro vê-lo a ganhar que a perder. Contudo, parece-me que as maiores vitórias de um clube desta natureza são o facto de honrar os seus compromissos (com o estado e demais credores) e de fomentar a prática desportiva no concelho em que se insere.

Dito isto, resta-me dizer que não considero esta descida como um drama para a região, e que esta deve ter uma equipa dimensionada ao nível da sua estrutura e que cumpra os objectivos atrás referidos. Se isso acontecer na 3ª Divisão, então tudo estará bem na relação (nem sempre a melhor) entre o clube e o concelho!

Boa publicidade, excelente arroz


É raro encontrar publicidade criativa e de grande qualidade nos jornais locais. Por isso, merece destaque a do Manjar do Marquês. Parabéns aos criativos e à Dª Lurdes pelo excelente arroz de tomate.

2 de maio de 2011

Maio, maduro Maio*

* um post dedicado ao eng. Rodrigues Marques

"Agora não sei o que diga à falta dos nossos administradores de não colocarem um post, mesmo que pequenino, sobre o Dia do Trabalho, que se comemora hoje.
Distraídos não vou utilizar, mas, digo eu, se não se deveria aproveitar o dia para se discutir para onde foram os postos de trabalho de tal forma que se transformou o Dia do Trabalhador em Dia do Trabalho.
Mas sei, também, que os sindicatos só se preocupam com quem tem trabalho, para defender os seus direitos.
Quem não tem trabalho, que tivesse.
"
Disse o engº ontem mesmo, num dos comentários com que nos brindou. Bem, agora que o camarada Adérito lavou a honra deste convento - em que por contas de outro rosário a malta tem andado em regime de clausura - atrevo-me aqui a agradecer-lhe que tenha vindo lançar o debate.
Não sei se é por andar distraído, ou se lhe falhou o teclado e queria acrescentar qualquer coisa sobre os trabalhadores dos supermercados. É verdade que lamentamos todos que o comércio tenha furado o feriado, mais pelo simbolismo que por outra coisa qualquer. É que, para sermos rigorosos, desde sempre que há gente a trabalhar no Dia do Trabalhador. Lembro-lhe aqui os jornalistas, os gráficos, os operários de tantas áreas da indústria, por exemplo.
Custa-me, isso sim, que os trabalhadores vivam neste retrocesso de direitos. Que tenham cada vez mais medo de os reclamar, ou que - pior - os arrumem como parte do passado, do tempo em que os recibos verdes e a pecariedade eram a excepção em vez da regra.
Mas ainda assim, parece-me que em Pombal há malta a viver num cantinho do céu, não lhe parece? Quantos municípios poderão orgulhar-se de ter um presidente que faz mais pelos que lhe são queridos, próximos ou fiéis do que qualquer sindicato? Hum? É com ele, se calhar, que esses organismos devem aprender. Porque isto de serem fortes com os fracos e fracos com os fortes...tem de acabar.

1 de maio de 2011

1º de Maio

Dia do Trabalhador. Dia da Mãe. Um boa ocasião para visitar a Feira do Livro, que decorre até 8 de Maio no Largo da Biblioteca Municipal de Pombal.

21 de abril de 2011

Pombal assinala Abril

Desporto, música e uma palestra marcam as comemorações do 37º aniversário da Revolução dos Cravos em Pombal. Numa altura onde se assiste, perigosamente, ao aumento do saudosismo Salazarista e ao reflorescimento de ideais totalitários, esta iniciativa da Câmara Municipal assume particular relevância.



Assim de repente


Perspectiva perfeitamente lógica para quem chegasse a Portugal agora. Serão loucos estes gauleses?

19 de abril de 2011

Acordem-me quando for a hora!

Cavaco afirma que há horas para falar e horas para calar. Curiosamente, desde que acorda até que "desferra do serviço", tem sido sempre hora de silêncio. Felizmente, ainda vai dizendo que "agora não é hora de falar...", de outra forma, já nem lhe conhecia a voz. E tão interventivo ele estava durante a campanha, lembram-se?


O descrédito dos politicos tem qualquer coisa de "populista", mas infelizmente, tem muito mais de "evidente". E começa por cima, claro. Pelo mais representativo, o n.º1. "El mudo"!


Para candidato a n.º 2, temos "El Nobre". E nem vou comentar, porque a continuar esta senda, tinha reparos a fazer até ao século XXX. Fica só o apelo a alguma decência. Vamos ter candidatos de Pombal em várias listas (mais que PS e PSD, contaram-me), espero que estes alinhem por cima. Apesar de os termos de comparação (os outros políticos) não serem muito ambiciosos...

18 de abril de 2011

Para que serve um deputado, afinal?

Ando divertida com os comentários do engº Rodrigues Marques, lá isso ando. E com o júbilo dele pelo sexto lugar do Pedro Pimpão (que esteve muito bem ao leme do festival da juventude, este fim de semana). É que me diverte esta coisa de fazer de conta que um deputado indicado por Pombal (o que até não é bem o caso...) nos há-de valer de alguma coisa mais que propor projectos para a elevação a vila desta ou daquela aldeia, agora que as freguesias tendem a fundir-se e não a multiplicar-se. Que chatice. É por isso que tanto faz. O engº há-de lembrar-se do que lhe disse Chico da Barosa, essa figura mítica do PSD de Leiria, nos idos de 90. Ou de quando, mais tarde, indicou Ofélia Moleiro em vez de Diogo Mateus. Sendo assim, a indicação de nomes certeiros para a lista de Leiria na Assembleia da República, talvez tenha apenas a função de aquilatar o peso de cada concelhia. Coisa interna, então. Quer isto dizer que já não contamos para o totobola, quanto mais para o euromilhões. Dúvidas de que este sistema tem de mudar rapidamente? No PSD o lugar pode vir a ser elegível, se um ou dois elementos saltarem para o Governo. No PS - ui!, o PS! - entre mortos e feridos talvez João Coelho e o seu honroso 9º lugar nem precise de escapar. Mas é bom ir na lista. É sempre bom ir. Na lista. Também seria bom se fosse alguém pelo CDS. Ficava bem. E pela CDU e pelo BE. Mas para quê, senhores?

14 de abril de 2011

Manuel Domingues dixit (II)

Ao dedicar-se ao “interessante exercício” de “digitar o nome próprio completo no Google e acompanhar o resultado”, que algumas mentes perversas tendem a comparar com a atitude de Narciso ao contemplar-se nas águas, Manuel Domingues destacou, na edição de O Correio de Pombal do dia 7 de Abril, uma referência que aqui fiz a um artigo seu. Diz, a esse propósito, que as questões discutidas na blogosfera ficam “suspensas no ar, qual satélite gravitando teimosamente em volta da Terra”. Concordo, e como não desejo o mesmo destino às que são afloradas nos jornais, aqui fica o meu comentário relativamente a algumas das suas perplexidades.

Manuel Domingues não entende porque olhei apenas para a orla do PSD, e não para o seu interior, ao procurar alguém com perfil para ser o próximo Presidente da Câmara. Para além de ter dificuldade em definir essa fronteira, parece-me óbvio que os militantes que se deixam prender pela gravidade partidária não têm o perfil todos desejamos (“vistas largas”, “ideias claras sobre o modo como a Câmara pode ser o motor do desenvolvimento da economia”, “forte visão cultural”, etc). Acha igualmente curioso que não tenha olhado para o PS. Essa não entendo: quem conhece Pombal sabe que o futuro presidente da Câmara Municipal será sempre o candidato do PSD.


Termino dando a mão à palmatória: a questão que coloquei na altura e que ficou sem resposta (“estará Manuel Domingues a candidatar-se a candidato?”) era completamente destituída de sentido. Quatro meses e meio depois dou - muito “naturalmente” - razão a Manuel Domingues e reconheço que não tem o perfil que erradamente lhe queria atribuir. As minhas desculpas.


(Versão reduzida de um texto publicado na edição de hoje de O Correio de Pombal)

12 de abril de 2011

1001 formas de farpear

Esta é a nossa 1001ª farpa. Tendo em conta que existimos há (quase) três anos, conseguimos a interessante média de uma por dia. Não nos podem acusar de fraca produtividade.

Vermoil vence em Vigo


Depois de anos a acumular sucessos nacionais, o Atlético Clube de Vermoil vence agora em Espanha. Parabéns!

7 de abril de 2011

CLASSIFICADOS #3

Procura-se Candidato independente à Câmara Municipal de Pombal Com disponibilidade aos fins-de-semana Requisitos: - Sem amarras partidárias; - Sem interesses pessoais a defender; - Capaz de assumir responsabilidades; - Capaz de congregar pessoas e de trabalhar em equipa; - Com mais vontade de "ficar" do que de "ir".

6 de abril de 2011

É desta

Leia aqui a crónica de um resgate anunciado...

A desconfiança

O artigo que acabei de ler no blogue da SEDES refere a desconfiança interpessoal como um grave problema nacional. Concordo totalmente com essa tese. Como desconfiamos de todos, procuramos refúgio num sistema altamente burocrático, terreno fértil para toda a espécie de corrupção.


Citando o autor, “a baixa confiança interpessoal pressiona o regime a evoluir na direcção de uma cultura política autoritária e subordinada”. Esta cultura está já de tal forma enraizada entre nós, que achamos normal que os partidos políticos se organizem ao melhor estilo mafioso e não nos incomodam frases como a que Narciso Mota proferiu a propósito da nomeação de João Vila Verde para gerir o gabinete de divulgação de cursos da ETAP, em 2009: “se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade”.


Mas este não é um problema dos políticos; é um problema de todos nós. Cabe-nos a todos denunciar as “famílias”, os “padrinhos”, as “capelinhas” e restaurar a confiança no país (se é que alguma vez a tivemos) e em cada um dos nossos concidadãos. É essa também a missão do Farpas.

5 de abril de 2011

CLASSIFICADOS #2

Político c/ pouco uso oferece-se para lugar (elegível) em lista para as legislativas. - S/ carta de condução; - Boa mobilidade dos membros posteriores; - Facilidade em acatar ordens; - Disponibilidade para ausências prolongadas da sua residência.

4 de abril de 2011

Ulisses

Chega nova produção do Teatro Amador de Pombal. Um "Ulisses" que vai encantar gente de todas as idades. Acreditem-me, que eu já vi um ensaio. Estreia no próximo fim-de-semana, no Teatro Cine de Pombal. E prova que em Pombal ainda acontecem coisas de qualidade e com méritos da terra. Muito bem!

3 de abril de 2011

Campeões?

O FCP acaba de conquistar o título na Luz, e contrariando o nome da "catedral", houve súbita falha eléctrica no estádio. Em compensação, o sistema de rega funciona às mil maravilhas. Na vitória e na derrota, há quem se agigante para fora de si mesmo, e quem se apequene esmagado por tanta mesquinhez. Não restam dúvidas, há quem goste de pedradas na auto-estrada, tanto que se esforça por perpetuar este tipo de situações. Ou dito por outras palavras, quem viva de luzes apagadas e por isso não consiga ver mais que o seu umbígo vaidoso. É também destes pormaiores que se vai fazendo a história de um povo!

CLASSIFICADOS #01

Partido de grande implantação nacional, recruta para os seus quadros: - Político profissional (c/s experiência) para cargo a desempenhar em Lisboa. Requisitos: - Sem problemas ósseas na coluna vertebral; - Experiência como contorcionista (prefer.) Oferece-se: - Remuneração acima da média - Perspectiva de carreira - Regalias sociais diversas

2 de abril de 2011

Turismo em Terras de Sicó

Para quem não conhecia, deixo o convite à visita a este site , enquanto pretexto para se (começar a?) pensar o turismo nesta região. Uma discussão que urge...

Agora é que a CP vai faturar!

Estão previstas várias viagens Lisboa-Pombal ou Pombal-Lisboa, no dia 5 de Junho.
Uns regressam, outros partem. Lamentavelmente, a politica concelhia corre o risco de sofrer com as "náuseas" deste embalo ferroviário.
Durante este mês de Abril, muitos irão estar mais atentos ao telemóvel que a tudo o resto. Mas não vale a pena: no "Farpas" é que estão as novidades! :)
Atente-se aos classificados no próximo mês.

1 de abril de 2011

Se não fosse dia 1º de Abril...


Quase que acreditei. Depois lembrei-me que era uma "esmola" demasiado grande e contra-corrente.

Presidente, mas pouco


Entra hoje em funções o novo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal. O cargo foi atribuído, como se sabe, a Hélder Roque, presidente do Hospital Santo André, em Leiria, e mandatário distrital do PS nas últimas eleições legislativas. Atendendo à previsível mudança de governo e ao vergonhoso fascínio luso pelos cargos de confiança política (leia-se “jobs for the boys”), aposto que iremos ter um novo presidente dentro de muito pouco tempo…

Ofélia Moleiro e José Gomes Fernandes filiam-se no CDS-PP

É o reforço de primavera que faltava ao partido, em Pombal. A ex-deputada do PSD Maria Ofélia Moleiro e o ex-presidente da concelhia laranja José Gomes Fernandes acabam de filiar-se no CDS-PP. A exemplo do que já acontecera no passado com José Carlos Monteiro e com Eliseu Ferreira Dias, os dois bateram com a porta, na sequência de divergências com o presidente da Câmara, Narciso Mota. O CDS deverá apresentar os dois novos militantes em conferência de imprensa, ainda durante este fim de semana. A não perder.

30 de março de 2011

Diz-me com quem lês, dir-te-ei quem és


Não sei quem foi o iluminado que teve este brilhante ideia. Mas sei que, em comunicação, este tipo de campanha só funciona desde que qualquer um que olhe para o painel identifique de imediato as figuras. Parece-vos - queridos leitores - esse o caso? Hum?

Bom, na verdade talvez não seja pior esta do emissor deixar a mensagem à mercê do receptor. E já agora, que dê a liberdade ao espectador (esse, que com o novo acordo há-de ser espetador) de completar a frase, fazendo uma campanha mais original. Assim ao estilo:


Ler, uma caminho para ser...

1. um convencido.

Agora é darem largas a essa imaginação.


adenda (quem é amiga, quem é?), da esquerda para a direita

António Santos - sub comissário da PSP de Pombal (também presidente da direcção da Cercipom)

Graciete Alvarez - poetisa

Nelson Lobo Rocha - técnico de Biblioteca aposentado e qualquer coisa do museu de arte popular

Isabel Gonçalves - é médica e dirige a delegação da Alzheimer Portugal. Também já publicou pelo menos um livro.

Paulo Moreiras - escritor (premiado), ocupa há vários anos um lugar no gabinete de imprensa sa Câmara

Narciso Mota - presidente, presidente da Câmara, presidente da Câmara Municipal de Pombal

Pedro Roma - futebolista (talvez aquele que mais facilmente seja identificado por todos, a seguir ao mayor)


29 de março de 2011

Dura lex, sed lex

Disse um jornalista brasileiro (Fernando Sabino): “Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica”.


Eu concordo consigo, senhor presidente: processe essa maralha toda! Assim até pode ser que a malta se esqueça do outro processo, daquele onde se discute quem deve ser responsabilizado por permitir que o dinheirinho que confiámos à autarquia sirva para pagar serviços numa casa de alterne.

25 de março de 2011

Situação política nacional


- Eu respondo à pergunta. Quer respostas?
- Penso que tenho direito às respostas...
- Quer respostas?
- Eu quero a verdade!
- Você não consegue aguentar a verdade!


É nisto que penso quando olho para as últimas semanas e para os meses (anos?) que se avizinham. Sócrates tinha de sair, e já vai tarde, mas o PS não pode ser tratado como se fosse parte do problema (embora alguns sectores o mereçam), quando na equação que temos, é parte da solução. Aliás, é tão parte do problema como todos os outros partidos, mas o tempo não se compadece com intervenções de fundo no sistema político mas sim no próprio país. Já não é apenas o nome e a forma, mas o conteúdo que vai sempre moldar a forma. É urgente é trabalhar com o que temos. As eleições não são o drama (embora eu admito que preferia esgotar outro cenário para já), mas o drama é termos que aceitar a ajuda internacional (que era uma inevitabilidade, com ou sem demissão) sem a certeza que no fim iremos ficar melhor, depois dos inevitáveis sacrifícios que iremos sofrer. Por uma vez, enfrentemos o que aí vêm sem tricas e chicana e apenas com uma ideia em mente: verdade nas decisões, responsabilidade nas consequências.

22 de março de 2011

Todas as perguntas que faltavam, por quem faz falta na vida política da terra

Se houvesse prémio para o comentário do ano, estava entregue. Respigado da caixa de comentários do post "em agenda", alusivo ao julgamento de Vítor Leitão.

Sobre os factos (desvios), eu pergunto:
- Vitor Leitão era responsável pelas "finanças" das "obras sociais" da Câmara Municipal de Pombal?
- Qual a forma como ele lidava com os fornecedores e com o orçamento?
- No início, existia desafogo financeiro?
- Depois surgiu o endividamento?
- A Câmara Municipal injectou um subsídio para cobrir os prejuízos e, de seguida, fechou as "obras sociais" sem averiguações e sem responsabilidades?
- Após aquela história, o Vítor continuou a ser um homem de confiança no funcionamento financeiro da Câmara Municipal?
- Poucos meses ou semanas antes do início dos "desvios de fundos" da conta da Câmara, surgiu algum diferendo entre o Presidente e o Chefe de Secretaria?
- No seguimento do diferendo, aquele retirou a este as responsabilidades financeiras?
- Tal decisão teve como consequência a inoperacionalidade do duplo controlo prévio dos movimentos bancários das contas da Câmara?
- O Vitor continuou a ser um homem de confiança na parte financeira?
- Tendo então efectuado os “desvios”?
As respostas a estas perguntas, irão permitir-me ajuizar sobre a responsabilidade ou não, no aludido "desvio", das pessoas que foram escolhidas (eleitas) para cuidar do meu dinheiro (património) e do dos outros contribuintes.
Caso conclua pela culpa dos visados, não deixarei de intervir publicamente sobre a questão e de pedir responsabilidades.

Mabeco

Decisões que importam

Reduzir o número de freguesias em Lisboa não implica diminuição de custos. Mas nem sempre tem a ver com o gasto, mas com a eficácia do gasto. E em Pombal, o que se poderia ganhar, em termos de eficácia, se o mapa administrativo (e de competências) fosse alterado? Já sabemos que a discussão é velha na Alitém e que em tempos se discutiu o próprio mapa da freguesia de Pombal, mas numa altura em que a população deve querer é eficácia e problemas resolvidos, como deixar para trás questões territoriais e eleitorais e concentrarmo-nos numa Administração funcional? Até onde é que estamos dispostos a abdicar de símbolos para termos gestão mais eficiente? Porque mais vale antecipar do que lidar com uma imposição.

18 de março de 2011

Na agenda

Dia 21 começa o julgamento de Vítor Leitão, acusado de ter desviado perto de meio milhão de Euros da CMP. Espero que se faça justiça e se apurem as responsabilidades penais existentes, mas eu espero que seja também útil para perceber responsabilidades políticas no acesso a informação tão sensível. Eu sei, eu sei, a culpa é do banco e tal, e se calhar até falsificação de documentos e mais não sei quê, mas podemos aguardar para perceber o tribunal vai apurar?

17 de março de 2011

... custa é entender as opções!

Parece que afinal acabou o período de vacas magras, e já se iniciou um processo de desagravamento fiscal. Pelo menos para os mais necessitados, como os praticantes de golfe!
A notícia não é local, mas é sintomática e generalizável: há opções que custam a entender. Pior ainda: que custam a engolir!

A nobre arte de presidir!

Fernando Mota enganou-se, e inscreveu a atleta Sara Moreira na prova de 1.500 m, ao invés de o fazer para a prova de 3.000 m (a sua especialidade). Fernando Mota? Não!!! Alguém na Federação Portuguesa de Atletismo. Federação que Fernando Mota preside (com grande brio, diz-se), e de cujas acções ele próprio se responsabilizou. Sem esperar por inquéritos, pediu desculpa pelo erro e por não o ter conseguido corrigir, e demitiu-se. Na hora.
Errar não é meritório. Assumir o erro (e responsabilizar-se por ele), por seu lado, é dignificante, e mostra um estatuto que já vai rareando nos nossos dias.
Não espanta por isso que, percebendo que o presidente não tirou o corpo às balas, a própria Sara Moreira (a lesada, em primeira instância) vem agora pedir a Fernando Mota que reconsidere a sua posição, e que continue a presidir à FPA.
Mais que o erro (pois que errar é humano), é de aqui assinalar a grandeza e a postura de Fernando Mota. Um exemplo!

16 de março de 2011

Caro e mal amanhado

Os "passeios" ao lado da "parede" para quem sobe para o Castelo. E os carros mal estacionados (não se tratou de ter um sentido com zona de estacionamento). A obra custou 3 milhões, mas não chegaram para coisas básicas, como reformular uma rua onde habitantes, peões e carros pudessem circular sem problemas.

15 de março de 2011

À rasquinha


Em semana de contestação, ficou claro que é verdade: a luta continua quando o povo sai à rua. Foi a partir daqui que se desencadeou o protesto dos camionistas. E isto foi feito em Pombal. Ah ganda Toni, pá!

Situação política nacional

Sendo isto um jogo de poker, o Sócrates está a fazer all in com cartas de Uno na mão enquanto o Passos Coelho está à espera que o Ângelo Correia decida a cor do baralho. Consta também que os outros partidos estão a tentar trocar notas do monopólio por fichas, mas o Público ainda não confirmou...

14 de março de 2011

Farpas dos Leitores

Recebido por email:

O tugurium romano de Atalaia

Numa busca na web encontrei um artigo interessante sobre uma escavação arqueológica realizada aquanda da construção da autoestrada A17.
Nessa escavação foi supostamente encontrado um tugurium romano.
Ainda bem que o sitio foi escavado, só é pena que a arqueologia em Pombal se resuma a acompanhamentos e sondagens obrigatórias ou seja, somente o que a lei obriga em caso de monumentos classificados e seus perimetros de protecção ou obras públicas.
O concelho está crivado de vestígios, há villas romanas conhecidas (ex: S.Tibério, cidade de Roda), há grutas cheias de espólio ancestral, etc, etc, etc...
Porque não investir valores semelhantes aos da obra da Ponte D.Maria em escavar algo conhecido, mas desconhecido ao mesmo tempo e que poderá revelar achados interessantes e dignos de museu!

SM
Acrescento eu: se ainda houvesse esperança de ter uma plaquita de inauguração antes de 2013, acho que se equacionaria essas hipóteses, mas como escavações arqueológicas são trabalhos longos...

11 de março de 2011

Pois... parte dois

Tal como eu tinha previsto, o sobressalto durou pouco tempo. Vai-se a ver e a coisa do mérito e dos boys provocou muitos arrepios de espinha...

Na agenda

Neste deserto de ideias para o património e para a História há, contudo, alguns oásis que valem a pena ser mencionados. E um dos oásis tem a ver com as comemorações da Guerra Peninsular e da Batalha da Redinha, como o Adérito já mencionou, evento esse que foi ganhando mais dinâmica e abrangência, fruto de um conjunto de parcerias bem pensadas. Este ano é de Bicentenário e o programa, sem ser faustoso é adequado: desde exposição (itinerante, o que é coisa bem pensada) à feira oitocentista, passando pela recriação da batalha, desfile militar e um momento musical com hinos tocados pela Filarmónica. Fica a nota para o fim-de-semana (para aqueles que forem à manif - o ora signatário não vai -, lembro que o programa é de dois dias).

10 de março de 2011

Pois...


Isto lembra-me a piada sobre a teoria e a prática. Não é que não concorde com cada palavra do PR. Mas também me lembro sobre como as coisas funcionaram com o PR enquanto PM (e depois dele, claro). E como funcionam as coisas por esse país fora. Ou como funcionam cá em Pombal, onde vigora a política do "se não ajudo o meu amigo quem ajudará?".

Por isso, é verdade que devia ser como o PR diz? É. E vai mudar alguma coisa? Nada.


Nota: destaquei esta parte do discurso por entender que é um exemplo flagrante da hipocrisia com que o status quo funciona. Não invalida ideias importantes que foram focadas no discurso, nomeadamente a do país virtual vs país real e a da redução da despesa pública.

9 de março de 2011

Homens na luta


Segundo o presidente da Junta de Freguesia da Redinha, as comemorações do bicentenário da Guerra Peninsular e em particular a recriação da Batalha da Redinha, que terão lugar no próximo fim-de-semana, constituem um evento “histórico”. Concordo que a iniciativa é muito interessante tanto para a freguesia como para o concelho mas, nesse mesmo fim-de-semana, histórico, histórico, poderá ser a manifestação da “Geração à Rasca”. Esta geração de “desempregados, trabalhadores subcontratados e estagiários tem aqui uma oportunidade para mostrar o seu descontentamento e calar quem os quer rotular de passivos e resignados. Entre o marasmo caricaturado pelos Da Weasel e a força dos (fantásticos) Homens da Luta, espero que, no dia 12, saibamos ser como os segundos e, tal como há 200 anos, voltar a vencer “os franceses”.

E agora, para algo mais natural

Bióloga descobre escaravelho predador na serra do Sicó. Para quem tinha dúvidas sobre a peculiaridade da fauna local. A ver vamos se se juntam aos morcegos (aqueles que fazem ninho) na categoria mais genérica dos "bodes expiatórios", outra família conhecida da fauna pombalense.

4 de março de 2011

Sobre a Ponte D. Maria

Informação aqui. Alguns destaques (que não dispensam a leitura de toda a memória descritiva):

A proposta para o desenho urbano da ponte D. Maria, visa essencialmente privilegiar a circulação pedonal em detrimento da circulação automóvel, aumentando por isso, consideravelmente, a área pedonal. O tipo de pavimento proposto, lajeado de granito, na zona de circulação pedonal, associado à calçada de pedra irregular, também de granito, na zona de circulação automóvel, foi escolhido de modo a realçar o carácter histórico deste espaço. A marcar o eixo da via, de sentido único, propõe-se a existência de lajeado de granito à semelhança da área reservada à circulação pedonal.

A introdução de elementos contemporâneos, como guarda-corpos, dissuasores e papeleiras, pretendem marcar no tempo este trabalho de requalificação da ponte D. Maria, de uma forma sóbria, mas não irreversível.

A opção de perfazer o metro de altura dos guarda-corpos com um elemento metálico, em detrimento da alvenaria, justifica‑se sobretudo por se entender que, desta forma, o elemento de segurança "guarda-corpos" no seu todo será mais "leve" e "transparente" possibilitando maior desfrute do rio Arunca por parte de quem circula na ponte D. Maria ou aí aproveita para descansar num dos quatro bancos de granito com que se pretende equipar esse espaço público de elevado valor cénico.


Nesta fase, abstenho-me de comentários. Penso que a descrição diz (quase) tudo.

2 de março de 2011

Sugestão

Afinal, a notícia de que Pombal iria devolver 0,5% do IRS aos munícipes não correspondia à verdade, mas factualmente também não podia ser assim, já que na AM competente não houve essa decisão em relação a 2010 e eventual decisão para o IRS de 2011 só em Setembro. Mas que seria uma excelente opção seria esta de "devolver" aos contribuintes parte do dinheiro que durante o ano adiantam ao Estado. Dir-me-ão que em época de crise todos devem ajudar. E respondo que em época de crise, todos também têm o direito de se revoltar quando se percebe que o parte mais importante da balança é a receita, em vez de ser o equilíbrio entre esta e a despesa. Cá em Pombal ou lá na capital. Fica a sugestão.

28 de fevereiro de 2011

Se o meu Castelo falasse...

Discute-se hoje na Assembleia Municipal as regras para a concessão da "Cafeteria" do Castelo. Numa terra que sempre teve uma relação difícil com o seu monumento maior, e na ausência (ainda - e a isto voltaremos) da valorização interna do Castelo, discute-se a exploração comercial de um equipamento construído numa zona que, em bom rigor, não merecia mais uma desfiguração. Houve quem autorizasse e quem construísse. E muitos que calaram. Mas agora, com a obra feita, ao menos que possa sair dali uma exploração equilibrada e uma mais-valia para a cidade, já que muita da obra é simplesmente uma aberração. Não é um questão de gosto, mas de simples bom senso, já que havendo partes da obra que estão perfeitamente enquadradas e valorizam o espaço, outras são um perfeito... atentado (mas sobre isso haverá um post ilustrado).

Continuo é na minha (e à semelhança do que vi em Silves, adaptando à escala, claro) que essencial mesmo é um espaço museológico - original e apelativo (sim, ainda e sempre os Templários) - dentro de muralhas. Para que ao menos as cicatrizes da desfiguração possam ser esquecidas em função do conteúdo.

26 de fevereiro de 2011

Na agenda

Não é que o destaque fosse grande, mas este fim-de-semana, na Expocentro, temos os Campeonatos Nacionais de Atletismo, que definem quem estará no próximo Europeu. Um exemplo de reaproveitamento do espaço, bem como de promoção de actividades que podem tornar a nossa agenda social e cultural menos monolítica.

Tudo em família

Ora vejam só o que anda a passar-se. Estes problemas de família são muito desagradáveis...

24 de fevereiro de 2011

Há quem lhe chame malfeitoria, eu chamo-lhe dúvidas

Há coisas curiosas em Pombal. E uma delas é a ideia de ou se faz ou se diz mal. E isso dá azo a uma teoria que poderemos chamar de Narcisocentrismo: tudo é feito ou por ou contra Narciso Mota. E os principais teorizadores até são, espante-se, adeptos incondicionais desta gestão autárquica. Ora, não sabendo se é estratégia ou táctica, ou misto de dois, oponho-lhe a realidade. Tal como o Adérito menciona e a Paula reforça, há condicionantes para um blog que é um blog e nada mais que isso.

E quanto à realidade da nossa terra, preparam-se para arrancar as obras de requalificação do Centro Histórico, com intervenções que vão desde parques de estacionamento a um novo arco na Ponte sobre o Arunca. Há intervenções que fazem sentido, outras que confirmam os erros de planeamento anterior (parque da Marquês de Pombal). Mas no meio de obras que apenas alguns conhecem, há uma questão pertinente que, ao que me tenha apercebido, não foi discutida: o centro histórico alberga uma zona de comércio que, na melhor das hipóteses, se encontra moribunda. A Praça está agora vazia (durante o dia) de actividade comercial, sobrando edifícios públicos que, admita-se, não fixam as pessoas. De outra forma, o que é que se pode pensar para aquela zona que, findas as obras, consiga, para além de requalificar, revitalizar? Esta é uma das preocupações que deve acompanhar qualquer obra: o que fica servirá para uma placa e meia dúzia de intervenções desgarradas ou criará as condições para um aproveitamento maior? É que, e ao contrário do que muitos pensam, há obra boa e obra má. E obras que são feitas com base em projectos que não são discutidos na praça pública (e aqui a culpa também sobra para a dita sociedade civil que se desinteressa destas questões) pode - sublinho o pode - depois dar azo a obras que requalificam, mas a que falta utilidade.

E sim, já sei, o Governo também faz obra mal feita e antes também houve obra mal feita e as bombas de fumo da costume. Falo de Pombal e desta gestão autárquica que vai fazer um quinto de século. E falo desta população, das suas aspirações, participação e expectativas. Já basta ouvir abencerragens como os ventos do mundo árabe estarem a chegar a Portugal...

23 de fevereiro de 2011

Uma posta por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

Diz que o Farpas anda enferrujado. Que sofre dessa maladia típica de Pombal.

E agora?

Criatividade ou morte!


Basta contar o número de “posts” para perceber que o Farpas, nos últimos meses, tem vindo a perder algum fulgor. Para além dos tempos não estarem bons para projectos colectivos, não é fácil manter um espaço eminentemente vocacionado para a crítica política local num concelho com apenas um único protagonista e numa altura em que a realidade nacional e internacional se impõe de forma esmagadora.


Mas isso são desculpas de mau pagador. Perante a inquietação revelada por alguns dos leitores, os “da casa” não podem ficar indiferentes. Apesar de não ser uma instituição, o Farpas merece uma farpa.

15 de fevereiro de 2011

Parabéns, Senhor Reitor


Depois do irmão ter sido escolhido para bastonário da Ordem dos Médicos, João Gabriel Silva foi eleito Reitor da Universidade de Coimbra.

14 de fevereiro de 2011

Até que enfim…

Que se vê a sociedade pombalense a reivindicar, do poder local, coisas realmente importantes. Na verdade, o Jardim-de-infância de Pombal não tem condições mínimas para o desenvolvimento das crianças. E a escola de 1.º ciclo contígua também não.
Este executivo nunca valorizou a educação. A forma como transferiu as suas responsabilidade nesta matéria para as juntas de freguesia diz tudo sobre as suas prioridades. Narciso Mota sempre preferiu estoirar o dinheiro em obras de fachada e em barracões para grupos de bisca lambida e copos de três do que dotar o concelho de uma rede de pré-escolar e 1.º ciclo de excelência, condição básica para fomentar a igualdade de oportunidades e o sucesso escolar.

4 de fevereiro de 2011

José Maria Duarte Júnior


Se há biografia interessante de fazer no concelho de Pombal, é a de José Maria Duarte Júnior, feito comendador na última década, benemérito grande parte da sua existência, empreendedor a vida toda. Faleceu esta semana, com quase 92 anos de uma vida intensa.

Um dia entrevistei-o, numa conversa que começou em Lisboa e terminou na Guia, perguntei-lhe como é que um homem como ele nunca tinha investido no concelho de Pombal. Disse-me, com uma frontalidade desconsertante, que a única coisa que valeria a pena era o Osso da Baleia.

Para lá de tudo o que (bem) conta esta notícia, Duarte Júnior desenvolveu com Narciso Mota uma proximidade única, quando comparada com todos os outros presidentes de Câmara de conheceu. E isso permitiu que tivesse também por cá uma projecção ímpar - neste caso, justamente merecida. Foi sempre um benemérito com as instituições da terra, sobretudo com a Igreja e com a Filarmónica, mesmo quando os negócios já não iam bem.

Era um homem tão interessado como interessante. Que agora descansa em paz, na Guia. A terra que amava.