1 de setembro de 2011

Coisas de iluminados.

Orçamento Participativo - Mais de 400 propostas de cidadãos para a cidade de Lisboa começam a ser votadas hoje. As dimensões são diferentes, claro, mas nestas coisas basta querer para acontecer. Tal como em tempos se passou com a proposta de um Conselho Municipal da Juventude que veio com a cor errada, ou pensar num Julgado de Paz (espaços não faltam) ou medidas que aproximem eleitos de eleitores centradas no voluntariado, por exemplo. E que permitam que mais que obras para cravar placa, surjam obras úteis ou, mais importante ainda, projectos que ajudem efectivamente as pessoas. Mas já sabemos, por cá, as pedras é que contam. E falam. Ó se falam. 

31 de agosto de 2011

Oposição à Mário Palma!

Perdoem-me os entendidos em basket (a nossa selecção lá anda em terras bálticas a fazer pela vida) se a referência estiver errada. Até porque o assunto é outro. Tenho visto o "lider da oposição", em Pombal, muito próximo e sorridente do nosso Presidente e demais vereadores, nas fotografias que a comunicação social vai publicando. Será um novo estilo de oposição, tipo "marcação homem-a-homem"?

Miguel Relvas dixit



"os municípios terão também que acompanhar este esforço de racionalização ao nível da sua organização interna. A título de exemplo, basta referir que existem no actual modelo local 2078 eleitos, entre presidentes e vereadores, e quase três mil dirigentes. Repito: três mil dirigentes. Este notório excesso de funcionários para a dimensão do território resulta de uma acumulação de erros ao longo da última década e impõe-se agora corrigi-los com determinação."


Eu não diria melhor, senhor ministro. Armado em iluminado, é?

29 de agosto de 2011

Ponte D. Maria

Não sei o que se passa com a ponte D. Maria. Foi inaugurada e esteve aberta apenas durante as festas do bodo. Depois fechou e assim continua desde há cerca de 1 mês.
Talvez estejam a “fabricar” coragem para arrancar os cepos de granito, de quinas afiadas, colocados sobre a ponte para protecção não sei de quê, menos das pessoas.
Vi crianças colocarem os pés calçados sobre as quinas dos ditos “cepos”, sem avaliarem o perigo de escorregarem, caírem e ferirem-se. Pensei no que poderá acontecer às pessoas menos atentas ou com dificuldades de visão…
Talvez a dona da obra também tenha reflectido sobre estas questões, depois da obra executada e do dinheiro gasto. Talvez também deva pensar no dinheiro que foi (muito mal) gasto na zona envolvente ao castelo…

27 de agosto de 2011

O desarranjo ordenado

Em Pombal, a ordem urbanística é um desarranjo ordenado. Existem leis, planos e regras mas, acima de tudo, prevalecem as excepções. A câmara em vez de ser a entidade responsável por assegurar a ordem urbanística é o principal promotor da desordem. O presidente da câmara em vez de ser o garante da aplicação da lei e do bom senso é o incentivador do mau gosto e do desrespeito pela lei – “os senhores do terreiro do paço são uns teóricos, não sabem fazer leis”. Por outro lado, há muito tempo que a divisão de urbanismo se transformou numa placa giratória de interesses particulares imorais e procedimentos obscuros. O resultado é o crescente desarranjo urbanístico, de todo incompreensível e injustificável, nomeadamente, numa época de forte crise no sector imobiliário que deveria proporcionar opções mais sustentáveis e de maior qualidade urbanística.

26 de agosto de 2011

O “sócio” partidário

As reflexões que o JGF aqui tem trazido sobre a forma como os militantes partidários censuram a participação pública dos seus correligionários quando esta não é completamente concordante com a linha do partido ou a acção pública dos seus dirigentes ou representantes comprova que os partidos deixaram, há muito, de ter pensamento crítico. Se a nível nacional a realidade é preocupante a nível distrital e concelhio é doentia. O militante transformou-se no “sócio” partidário, e nos partidos, ao contrário dos clubes de futebol, os “sócios” resumem-se aos membros das claques. Estes novos militantes – “sócios” – não toleram a discordância pública nem o debate e a discordância interna. Por isso, há muito que os partidos deixaram de ter correntes de opinião, facções e debate interno. O unanimismo abafou tudo e reduziu a militância aos “sócios”, e estes não estão para perder tempo a discutir ideias e projectos, querem vitórias e os respectivos dividendos.

É preciso deixá-los desconfortáveis

Um dos principais propósitos do Farpas é acicatar o debate e o escrutínio da acção política. O JGF assumiu bem este papel e tem-nos trazido, aqui, boas reflexões sobre a importância da participação dos cidadãos na política, nomeadamente na fiscalização das acções e comportamento dos políticos. Não sei se, no geral, os cidadãos apreciam o nosso papel, mas acho que tem que ser feito. Estou convencido que a maioria dos nossos leitores é dirigentes políticos e militantes partidários, o que é mau sinal. Mas se não conseguimos chegar a muitos cidadãos comuns, ao menos que deixemos os outros, de vez em quando, um pouco desconfortáveis.

25 de agosto de 2011

“Eu também”… “e não falo”

No passado dia 20, durante a concentração prévia à inauguração da ciclovia do Osso da Baleia, um amigo do meu laranjal fazia-me notar que também teve aborrecimentos com outros membros do partido local e que não “fala” sobre os actos dos respectivos políticos. Concluiu que eu não deveria “falar”, face ao papel partidário que tive no passado recente.
Parece-me que este é o argumento favorável a quem quer abusar do poder e ocultar-se por detrás da disciplina partidária…
Também me parece que só não critica quem é incapaz (incompetente), ou cobarde, ou cúmplice, ou quem tem telhados de vidro…
Foram estas condutas que permitiram a subversão de valores, a corrosão das instituições e destruição económica do país.
Criticar, avaliar e intervir são deveres de cidadania; cada vez mais. Portugal é muito mais importante do que os partidos...
Mais me disse o amigo do meu laranjal que o facto de eu ter sido dirigente do partido e não me ter “aproveitado do cargo” não constitui argumento que legitime as minhas acções críticas ou os respectivos conteúdos.
Agora parece-me que, para os “donos” da coisa pública, a honestidade já não tem qualquer valor e só tem liberdade para “falar” quem os elogiar…

23 de agosto de 2011

... e mais esta!

... ou para melhor expor a minha posição, e porque me revejo nas palavras do meu presidente da junta, aconselho a leitura desta Acta, em particular a página 7. Uma intervenção que marca com clareza a posição de uma freguesia.

Louriçalense me assumo...

... pelo que perdoarão esta minha teima! :)

Num comentário de um post recente, foi "sugerida" a falta de participação ou de voz, relativa ao Louriçal, no local próprio - a Assembleia Municipal. Isto não é (obviamente) verdade! Basta ler as Actas das Assembleias Municipais, disponíveis no site da CMP. Deixo este exemplo (vejam-se as páginas 24 e 25), e a repetição da pergunta final:


"Para quando um pólo escolar na segunda maior freguesia do concelho?"

Freguesias

José Neves, presidente da Junta de Freguesia do Louriçal, queixou-se recentemente n'OCP que "tem havido investimentos maiores noutras freguesias". E com razão! E o desequilibrio maior é na comparação feita entre os investimentos na sede de concelho e os feitos nas "freguesias rurais" (o resto).
O pavilhão das Meirinhas é muito grande? Muito caro? Não sei... o que acho perverso é que se o mesmo estivesse "enterrado" em Pombal, já ninguém achava mal. Isso é que está mal!

21 de agosto de 2011

Osso da Baleia

À ciclovia foi inaugurada. Os políticos locais estiveram lá todos ou quase todos. O presidente da Câmara até andou de bicicleta. Foi um bom sinal que deu e deve continuar a dar.
A obra, embora possa ter apenas utilidade para o lazer, talvez contribua para criar novos hábitos e nova mentalidade sobre o uso da bicicleta também nas povoações do nosso concelho.
Pena que a ciclovia (na própria data da sua inauguração) já tivesse danos. Urge proceder às reparações e levar a cabo outras acções que evitem que a ciclovia se degrade e se inutilize…

12 de agosto de 2011

Novidades de Pombal

D M “apareceu” e escreveu para um jornal de Leiria sobre os “caminhos da despesa”. Explicou como o estado gasta muito mais dinheiro por cada cidadão residente em Lisboa do que por cada cidadão residente em Pombal. Explicou os desequilíbrios entre as grandes cidades e os pequenos aglomerados populacionais e explicou a falácia do critério da diferença de PIB per capita entre os respectivos habitantes.
Concordo. Talvez falte mencionar que a falácia do critério também se deve à domiciliação na capital dos principais organismos públicos, dos governantes, dos funcionários públicos de topo, das principais empresas (como bancos e seguradoras), dos seus administradores e gerentes, etc, que consomem recursos económicos gerados nos diversos pontos do país e contabilizam os rendimentos na capital.
Como disse no início, D M apareceu. Resta esperar para ver como vai reagir o “capador” “ressabiado”; o que costuma tentar “castrar” todos aqueles que o rodeiam ou que ousam assumir algum protagonismo. O protagonismo está reservado ao “capador”…
Também é noticiado, no mesmo jornal, que a Câmara Municipal de Pombal, vai adquirir 100 bicicletas para promover os hábitos da respectiva utilização. “Acho” muito bem. Só espero que não seja uma medida demagógica (e de esbanjamento) para encher a ciclovia do Carriço na data da inauguração…

11 de agosto de 2011

Coisas que gostava de ver acontecer

Em Guimarães, os cidadãos vão fiscalizar o funcionamento da Capital Europeu da Cultura. São notícias que dão gosto ler. E perceber uma sociedade civil activa e mobilizada, perante o regabofe que até recentemente aquele evento estava a ser. 
E agora imagine-se isso aqui em Pombal, à devida escala e perante as ideias/projectos de quem manda, já que, por cá, a fiscalização de quem tem legalmente poderes para tal (Assembleia Municipal) é a que (não) é? Já sei, já sei, manias de iluminar aquilo que, convenientemente, tem de ficar na sombra. Assim é que o poder gosta e, como o JGF bem lembrava há uns posts atrás, todos aqueles que beneficiam da rede também.

8 de agosto de 2011

Aqueduto acidentado

No lugar de Crespos, no lado direito da estrada que liga a Charneca ao Marco e à Bajouca, na curva para o mesmo lado e a seguir ao entroncamento com a estrada do Monte da Cavadinha e Malhos, existe um aqueduto com um muro de protecção junto e paralelo à faixa de rodagem.
Para os condutores menos atentos, o muro do aqueduto parte-lhes os carros. O azar deles ou das seguradoras traz a sorte dos mecânicos…
Senhores autarcas, sejam mais atentos e tratem de recuar o dito muro meio metro. Bem sei que o projecto e a obra são baratos e que não há espaço para placas, mas tratem do assunto…

6 de agosto de 2011

Touradas

Citando na íntegra a RCP, e por lembrança do Alegria, cá fica a noticia deste protesto.
De resto, eu sou claramente contra as touradas, apoio o protesto, e vou tentar estar presente.

4 de agosto de 2011

O monstro

É que faltam palavras para classificar isto, sob todos os aspectos. Postaremos pormenores dentro de dias.

Estranho. Muito estranho...

É claro que prefiro ver o Correio de Pombal combativo em vez de submisso. A esse ou a outro qualquer jornal, cabe muito melhor o papel que lhe é destinado. Mas tão súbita mudança, acompanhada da razia na Redacção, faz-me estranhar:
1. Porque será que nenhum texto é assinado?
2. Como é que um único jornalista (que consta da ficha técnica) consegue produzir (e escrever em português escorreito) 28 páginas? hum?
3. Quem será o autor daquele editorial?
"Se podes olhar vê, se podes ver, repara", sic.

Daily show

Quando tenho oportunidade, vejo o daily show de Jon Stewart na tv. Lá, os políticos e outros actores sociais são criticados através da ironia e da comédia. Uma forma saudável de se reflectir e aprender sobre a política, os políticos e os seus actos.
Nos palcos de Pombal, qualquer indivíduo crítico ou qualquer local de crítica são censurados ou insultados. A tolerância, a educação e a cultura andam afastadas da personalidade da maior parte dos políticos locais. O daily show (espectáculo diário) é outro...

Figueiró, aqui tão perto!

No passado Domingo estive em Figueiró dos Vinhos, num torneio nacional de damas. Só por curiosidade, fui em representação de uma equipa de Coimbra, porque em Pombal, a única equipa que existia (e de qualidade, diga-se) - do NDAP - deixou de existir por falta de apoios.

O torneio foi organizado pela Federação Portuguesa de Damas, e contou com o apoio da CM de Figueiró dos Vinhos. Terá custado, ao todo, poucas centenas de Euros. Vieram os melhores damistas do país todo (como sempre acontece nestes eventos). Vila do Conde, Lagos, Porto, Aveiro, S. João da Madeira, Covilhã, Lisboa, Torres Novas... a maior parte deles visitou Figueiró dos Vinhos pela primeira vez. Sabendo disso, o Presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos fez chegar (e distribuir) informação turística (em suporte papel) a todos, clara e muito apelativa. Muitos prometeram voltar como turístas.

É uma coisa pequenina, de pouca expressão? É, sim! Mas com um orçamento igualmente diminuto. E à conta disso, nasceu mais um clube de damas, via-se já gente nova muito entusiasmada com a modalidade. Uma divulgação barata. Um desporto barato. E que em Pombal já teve grandes tradições. Porque se deixou acabar?

3 de agosto de 2011

Educar o bodo

Este ano, o bodo foi um pouquito menos barulhento, teve menos “paus” espetados nos passeios e foi mais barato. No dia seguinte começaram a “desmontar a tenda” e a remover os “paus” dos passeios. A “festa” está a dar sinais de querer ficar mais civilizado...
Porém, muitos cidadãos continuam a ser massacrados noite fora pelo ruído da festa. Um dia qualquer, alguém irá recorrer a tribunal para proibir a realização dos concertos. Seria melhor mudar esta parte da festa para o espaço envolvente dos pavilhões da “Expocentro” antes que a festa fique estragada…

2 de agosto de 2011

Não me entronizem!

A Confraria do Bodo está no seu direito de distinguir quem quer e quem bem lhe apeteça. Desta vez optou por enaltecer o percurso profissional de três dos irmãos Carvalho e Silva (e não os cinco, apesar de todos terem um percurso semelhante). Será que no próximo ano, mesmo ainda sem capa e cajado, iremos ver o senhor Reitor ou o senhor Bastonário a comer uma fartura no Cardal, a dar um tirinho nos “Amigos de Peniche” ou a beber a “abaladiça” no Esquina? Duvido. Assim como duvido que estas ilustres personalidades, a quem sou o primeiro a reconhecer o mérito, se revejam como pombalenses.

1 de agosto de 2011

Recados

Ouvi alguém dizer que as festas do bodo trazem a oportunidade para pombalenses se encontrarem e confraternizarem. Os pombalenses que cá residem e os que foram residir para outras paragens. Acho bem.
Assisti também ao envio de um recado (metade directo e metade indirecto) ao Presidente da Câmara para, no dia do Município, alterar os critérios de reconhecimento (condecoração) dos pombalenses, passando a reconhecer os que lograram atingir carreiras académicas e profissionais de destaque. Discordo.
Embora pense que não se deva “praticar” a “abundante” atribuição de condecorações, ao estilo de “foge cão que te fazem barão”, entendo, por outro lado, que algumas pessoas poderão ser “reconhecidas” mais pelo que fizeram pela nossa terra e pela nossa comunidade do que por eles próprios, sejam eles ricos ou pobres, cultos ou analfabetos…

30 de julho de 2011

Gigantones, ou "o bodo e a boda"

Para quem gosta(va) dos gigantones, aqui fica uma fotografia para matar saudades. Este ano não fazem parte da festa, e vê-los, só se for aqui, no Farpas. É serviço público, caros munícipes!


29 de julho de 2011

E a feitoria falhou

A capacidade de planeamento dos executivos liderados por Narciso Mota nunca foi muita. Mas nesta altura, passados dezassete anos e tendo-se especializado em benfeitorias e melhoramentos, contava-se que, pelo menos, conseguisse terminar a tempo a mais recente obra de fachada: Requalificação da Ponte D. Maria.
Deixar atrasar uma obra de carregar pela boca - subcontratar, inaugurar e pagar – e manter um estaleiro a céu aberto no coração das Festas do Bodo revela um Narciso Mota esgotado e cansado e desrespeito por aqueles que nos visitam.


Não havia necessidade!

Ricos e Pobres

Segundo dados publicados esta semana, os mais ricos deste país estão cada vez mais ricos. As suas fortunas sobem aos milhões. Em compensação, os funcionários destes mesmos milionários estão cada vez mais pobres, ou porque ficaram sem emprego, ou porque lhes vão sacar metade do ordenado, ou porque o IRS não cessa de aumentar e as deduções de diminuir, ou porque se paga tudo cada vez mais caro...
Esta realidade não mora apenas fora do concelho: também "anda por aqui". E se a crise é (no dizer de muitos) inevitável, também o aumento das desigualdades o será?

Pedro Pimpão e a agricultura

28 de julho de 2011

Sai da frente, Ângelo!

Para reflexão, antes que o Bodo se instale nas nossas vidas por estes dias, aqui fica a fabulosa história de Ângelo Monforte, esse "perigoso" sindicalista que a maior parte da cidade conhece. O presidente retirou-lhe o salário porque em 8 anos não apareceu ao serviço. Eu sugeria ao senhor presidente que aproveitasse este espírito que baixou sobre ele agora (na sequência do outro que o fez tirar a venda em relação a dois casos recentes...) e agisse, então, em conformidade (o que ele gosta desta palavra!). E desse modo dissesse publicamente o que pensa fazer com todos aqueles que engordam o quadro de pessoal, e que, o melhor que sabem fazer, é picar o ponto. Nós, contribuintes, munícipes deste pequeno pedaço, agradecemos. E temos a certeza que os colegas que trabalham também.

27 de julho de 2011

PS aberto

O presidente da concelhia do PS/Pombal decidiu, na sequência das eleições internas, convocar uma conferência de imprensa para fazer o respectivo balanço concelhio e anunciar a abertura do partido.
Bem pensado. Já que é necessário abrir o partido, nada melhor do que começar por apresentar aos indígenas locais os resultados das eleições internas.

PS fechado

Há muito que o PS deixou de contar grande coisa para os pombalenses e nos últimos tempos, talvez por isso, deixou de dar sinais exteriores de vida. Soube-se agora que esteve empenhado e absorvido com as eleições internas. Prioridades são prioridades.

MERCI BON DIEU

“MERCI BON DIEU” era a frase que encimava a frente de quase todas as viaturas automóveis pesadas do Haiti da ditadura dos Duvalier, pai e filho (Papa Doc e Baby Doc)
Também quero agradecer por, este Verão, não terem colocado outra vez um altifalante junto à janela do meu escritório a debitar decibéis de música e festa para o meu trabalho. Até penso que a minha cidade não está no terceiro mundo. Obrigado também por reduzirem o volume do som da festa que, no inicio, estava demasiado alto.
Pena é que as obras da ponte D. Maria estejam um “bocadito atrasadas”. Talvez estejam concluídas a tempo, mesmo à pressa e mesmo que necessitem de uma reparação após as primeiras chuvas… Os contribuintes pagam.
Obrigado também pelo luxo dos materiais empregues no restauro da ponte. Os contribuintes sabem que os arquitectos elaboram sempre os projectos que menos honorários lhes colocam nos bolsos, que são mais baratos na execução e que são os melhores locais para as inaugurações. Os contribuintes sabem que podem pagar todos estes luxos, porque podem…
MERCI BON DIEU, MERCI BON DIEU…

25 de julho de 2011

Um livro para férias

“A Consciência de um Liberal”, de Paul Krugman, editora Presença, é um livro actual e imperdível para os interessados pela sócio-política.
No momento em que em Portugal, e na EU, se apregoa e avança a passos largos para o desmantelamento do Estado Social e em que vivemos tempos difíceis - mais para uns do que para outros – é aconselhável conhecer as reflexões de Krugman sobre a problemática das desigualdades sociais e as suas consequências, o efeito distinto das agendas políticas (Democratas versus Republicanos) nas mesmas e o papel fundamental do Estado Providência, nomeadamente o sistema público de saúde , na correcção das oportunidades desiguais.

Inquérito Semanal - II

Contou-me um passarinho (que ainda vão havendo alguns passarinhos nas parcas àrvores da cidade) que a malta ali da Várzea queria uma festa, no jardim que têm em frente da porta. E que esta primeiro não era para ser autorizada, porque o jardim era "um espaço verde", mas depois já foi autorizada... e lá aconteceu, e parece que foi um sucesso!
Curiosamente, na mesma altura da conversa do passarinho, a JSD fez valente arraial no jardim ao lado da CMP. Qual a leitura a faze?

1 - Aquilo a que alguns ainda chamam "o jardim da Câmara", na realidade, não é (nem para lá caminha) um espaço verde;
2 - Os jotinhas não estragam nada, não incomodam nada, não chateiam nada... nem se dá por eles! As árvores e a relva não se vão importar;
3 - Aquele pessoal da Várzea não é amiga do "verde". Prefere o tinto (maduro). Mas ficou mais amiga do "verde" com a contratação do Capel!
4 - Não houve nenhuma festa da JSD, não há nenhum jardim da várzea, vocês são todos mas é uns "más linguas"... aquilo foi, sim, uma feira de emprego!

Os premiados serão anunciados num futuro próximo, na imprensa local (se ela ainda existir).

Nostradamus? Ou mais que isso?

O nosso amigo grilofalante emitiu uma opinião aqui que talvez tenha influenciado a nossa classe dirigente. É o que se vai dizendo por aí à boca pequena! Ou influenciou, ou o nosso amigo justificou o que já se agendava, mas ainda não se tinha tornado público.
Ou então, é tudo má lingua, como na outra anedota que se conta por aí...

24 de julho de 2011

O "Não caso"

Perece que alguém dum dos canteiros do roseiral, antes da jardinagem começar, colocou um tapete de pétalas no caminho de um dos candidatos a jardineiro mor.
O candidato perdedor, em nome da “disciplina” floral e dos superiores interesses do roseiral, logo tratou de cerrar os punhos e de dizer que estamos perante um “não caso”. O candidato vencedor nada disse (não repudiando nem assumindo o acto) e continuou a avançar em direcção ao futuro, como fazem sempre todos os elementos das diversas estruturas dos vários jardins ou pomares.
Mais uma vez a verdade e a responsabilidade cederam lugar aos “superiores interesses partidários”. É com pequenos actos, como este, que as máquinas partidárias mantêm a cultura da mentira, da fraude, da falsificação e da corrupção, prejudicam os cidadãos e arruínam o país.
No comentário “o farpas” tratámos do laranjal. Neste comentário tratamos do roseiral. Digam agora as rosas e as rosinhas como correu a jardinagem em Pombal e como interpretam o “não caso”.

23 de julho de 2011

Coisas que acontecem

No PS/Pombal, em eventos internos, daqueles onde não se paga quotas, poucos aparecem. Mas para votar em eleições internas (nomeadamente quando há mais que uma lista), para a qual tem de se pagar quotas, aparecem muito mais pessoas. O que parece estranho, se esquecermos o lado lunar da política partidário que teima em não ser iluminado, apesar das declarações das cúpulas. E como para tudo há duas leituras, seguramente os resultados das recentes eleições internas serão lidos por alguns como um sinal de "vitalidade" da estrutura e por outros como um sinal do funcionamento típico do aparelho. Eu prefiro ir mais longe e constatar que na altura de eleições externas, a verdade, quanto à vontade de participar demonstrada nas eleições internas (nomeadamente onde há mais que uma lista), vem sempre ao de cima. E que as consequências não.

Pensamento do dia

Quando a oposição crítica (se desculpa com) a falta de autocrítica da maioria, temos a confirmação que não temos oposição.

22 de julho de 2011

O "Farpas"

Ontem, dizia-me um amigo do meu laranjal: “também és farpeiro, nunca pensei que tu te juntasses àqueles tipos facciosos”...
Conversámos sobre o direito à opinião, sobre a liberdade de expressão, sobre o funcionamento do poder estatal e autárquico e sobre a conduta de alguns eleitos. Depois de alguma argumentação minha sobre o caso, o meu amigo acrescentou: “Se tu lá estivesses, também lá metias os teus filhos”.
A nossa (fraca) cultura cívica e a consequente indiferença pela responsabilidade leva-nos à viciação das regras da democracia, ao favorecimento e à justificação e ao elogio dos corruptos. Não nos podemos surpreender com a situação de ruína económica a que o nosso país chegou…
Meu caro amigo, o “farpas” é apenas um “fórum” aberto à liberdade de discussão das diversas questões de cidadania, onde participam, como residentes, pessoas com formações pessoais, crenças e entendimentos políticos bastante heterogéneos. É um “local” onde os cidadãos podem comentar, contrapor, esclarecer e argumentar sobre ideias, propostas e questões diversas, muitas delas vedadas, aos membros de algumas assembleias, pela “disciplina” da liberdade teórica.

20 de julho de 2011

Em exibição

Em português shameless significa sem vergonha. E as diferenças entre a série (excelente) e a realidade pombalense é que esta não é ficção e não tem piada nenhuma porque, em bom rigor, não há mesmo um pingo de vergonha. Ninguém pode dizer que não suspeitava ou não sabia, mas desta(s) vez(es) só não vê quem não quer. Talvez só os mesmos que em 2013, tal como agora acertam a bússola pelo pólo de São Bento, não vão querer lidar com a herança. A tal que, ao contrário do que se pensa, não se mede em placas de inauguração.

O filho pródigo

Uma notícia destas deve ser ter lugar de destaque: O (nosso) Pedro Roma deixa oficialmente a Académica. Agora se percebe que tenha encontrado (finalmente) disponibilidade para a dedicação à terra que o viu nascer e crescer, como atesta a sua entrada para a direcção do Sporting de Pombal. Tenho para mim que o Roma dava um bom vereador do Desporto. Ou mesmo um chefe de divisão - já que há-de chegar o dia em que os técnicos poderão ser só técnicos, sem necessidade de se mascararem de políticos, como nos acontece, amiúde.

19 de julho de 2011

Concursos públicos locais


Se não ajudarmos os amigos...!

Orçamentos participativos

Em Outubro, as elites sociais-democratas do concelho nem sequer queriam ouvir falar em orçamentos participativos nas autarquias. Agora que o mundo mudou e o actual secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa os recomenda, o que pensam os nossos “laranjinhas”?

Ah valente!

Correio da Manhã de hoje, página 43. Ou o orgulho de ser pombalense. Sabem que mais? É disto que o meu povo gosta. Política é isto!
Sem desprimor para o brilho da nossa conterrânea (moça bonita e bem apessoada), o que se passou foi a transmissão para o nível nacional daquilo que verdadeiramente conta neste concelho, como já bem ilustrou OCP, nos tempos em que os bikinis surgiam como o que mais importante acontecia nesta terra. Não chateia ninguém, e sempre dá para ir lavando as vistas, não é?

Inquérito semanal

A politica de contratações da ETAP anda, no mínimo, curiosa. Destaca-se aqui o recrutamento de figuras da quase extinta "comunicação social local". Isto acontece porque:

A - A ETAP vai abrir um curso de comunicação social, e precisa de formadores nessa área.
B - Os favores pagam-se.
C - A Pombalprof pondera a criação de um grupo de comunicação social que garanta a autonomia e isenção das noticias divulgadas.
D - Trata-se de "amigos", e "se não ajudarmos os amigos, mal vai a nossa sociedade".

As respostas correctas garantem um bilhete para algumas actividades do Bodo!

16 de julho de 2011

As profecias de Nostradamus

Há poucos dias falámos das revelações de Nostradamus sobre 2 concursos simulados para admissão de 2 pessoas pré-destinadas.
Hoje falamos das profecias de Nostradamus sobre o futuro de um político local recém-desempregado, membro e dirigente local de um partido da oposição e ex-assessor junto do recente ex-governo. Profetiza Nostradamus, que o Sr. político irá trabalhar para uma escola profissional local, sustentada pelos impostos dos contribuintes.
Só posso pensar que os promotores do “emprego”, para o dito ex-futuro político, gizaram uma estratégia para manietar ou enfraquecer o partido adversário em próximos actos eleitorais. Poderão estar a “forçar” o partido adversário a renovar a sua direcção e reforçar-se politicamente e estão a utilizar recursos públicos para viciarem a actividade política e a democracia…

Bem fica

As Casas dos principais clubes são, salvo raras excepções, locais de copos e manifestação de clubismo salpicado com muito fanatismo. A Casa do Benfica de Pombal foge um pouco à regra. Nos últimos tempos tem demonstrado um dinamismo e uma capacidade de realização surpreendentes, nomeadamente na oferta de actividades desportivas e de recreio.
A iniciativa Ferias Activas, já na quarta edição, é um projecto interessante, muito apreciado pelas crianças e famílias, que, apesar de pago, tem muita procura, e, mostra que a escassez de recursos não é a principal limitação para fazer coisas com valor. Era bom que outras entidades, com maior estrutura e mais recursos, seguissem este bom exemplo.

15 de julho de 2011

Água nas obras da ponte

Não consigo entender. Parece-me que o empreiteiro das obras de “restauro” na ponte D. Maria vai ter de andar de barco para desmontar os andaimes.
Fecharam o açude, o rio encheu submergindo a base os andaimes que ainda lá estavam, por debaixo dos arcos da ponte. Parece-me que a acção se destinou a forçar o empreiteiro a “correr”, a concluir as obras antes das festas do bodo…
Com o enchimento do rio, apareceram o lixo e óleos a boiar à superfície.
Ficou feio. Vamos lá descer um pouco o nível da água para que se possa retirar os andaimes e o lixo…
No restauro da ponte, aplicaram pedra “moleanos”? Parece…

Parque Verde?



Consulta-se o Boletim Municipal e constata-se (págs. 64 e 65) que vem aí uma espécie de Parque Verde, a propósito de prevenir as cheias contra Pombal, na zona do início do Jardim do Vale.
Do mérito técnico da ideia (prevenção de cheias), pronuncie-se quem souber.
Ter um Parque Verde em Pombal, ainda que sob o nome de Parque de Recreio e Lazer, sim senhor, parece ser sempre uma boa ideia, ainda para mais quando se perdeu a oportunidade do Casarelo ou da Urbanização das Cegonhas.
Mas estas são semi-surpresas que, normalmente, deviam ser alvo de mais discussão. Não esquecer que ainda (e pelos vistos sempre) há a questão da Estrada do Vale para resolver. Não digo que as obras sejam incompatíveis, digo é que do lado da população, nunca se sabe o suficiente.

14 de julho de 2011

Quando as cidades crescem e desenvolvem

As conclusões dos Censos 2011 apontam dados curiosos. O crescimento registado na cidade da Marinha Grande - o concelho do distrito que mais gente fixou na última década - não se deve apenas a um tecido empresarial forte. Deve-se também (e talvez sobretudo) à capacidade de desenvolver, para lá de crescer. O parque verde que faz inveja a todas as cidades do distrito de Leiria é só um exemplo, que outros andam a seguir. Porto de Mós é o caso mais recente.

E na periferia de Leiria os louros ficam na freguesia de Parceiros. É lá que mora a creche-modelo da região e do país, com uma lista de espera que ultrapassa a centena de crianças. Todas moram ali, naquelas urbanizações construídas por gente de Pombal. As que têm a sorte de beneficiar de um método específico, para além de brincarem em instalações do mais alto nível, são utentes de uma institutição gerida por gente de...Pombal. Aquela que há quase 20 anos, quando aqui chegou, o presidente da Câmara queria transformar "na segunda cidade do distrito de Leiria". Pois.

A lenta agonia do Correio de Pombal

Não sei se por influência do que aqui foi dito, o que é certo é que o Correio de Pombal tem agora mais redactores que directores. A operação de cosmética não disfarça, no entanto, a agonia em que se encontra este título pombalense. Basta ver que um dos redactores é o próprio director que - desconfio - escreve apenas a “Tinta Permanente” na página dois.


Esta situação incomoda-me. É triste perceber que a nossa cidade não tem dinamismo suficiente para conseguir manter um único jornal. Quem deve regozijar é quem sempre elegeu como inimigo público número um a nossa comunicação social.

11 de julho de 2011

Pombal foge à regra

Os resultados preliminares dos Censos 2011 confirmam o aprofundamento das assimetrias regionais. O Distrito de Leiria segue a regra: os concelhos do interior perdem população e riqueza para os do litoral. Pombal foge à regra: é do litoral mas perde população. Nada que surpreenda os mais atentos e/ou menos facciosos. Todos os estudos mostram que o concelho de Pombal (apesar de ser um dos maiores e ter uma localização privilegiada) apresenta indicadores socio-económicos ao nível dos pequenos concelhos do interior e longe dos concelhos do litoral do distrito. A perda de população é um indicador seguro do desfalecimento de uma terra. Muitos justificarão o fenómeno com a crise que assola o País. Terá o seu contributo, mas não é mais relevante. Há concelhos que ganham população (Marinha Grande à cabeça) à custa dos que a perdem. Naturalmente!

9 de julho de 2011

Árvores assassinas

Muitos de nós se recordam do plátano do Largo do Cardal que caiu sobre uma viatura automóvel que circulava no local, embora sem consequências para a vida do condutor.
Recordo-me também de um pinheiro do Casal Velho, implantado junto estrada Charneca/Feteira, próximo do cemitério da “discórdia”, que há cerca de 2 anos caiu sobre uma viatura automóvel que circulava no local, provocando ferimentos no condutor e, em consequência, a sua morte.
Recordo-me do tempo (meses) que a autarquia local (ou a protecção civil), depois de alertada para o perigo de queda de outro pinheiro no mesmo local, “levou” para o cortar e remover, apesar do pinheiro estar tão inclinado que a base do respectivo tronco estava implantado no terreno dum lado da estrada e a copa estava no espaço aéreo do outro lado.
Recordei-me destes dois casos por, há cerca de uma semana, em pleno Verão e com bom tempo, um pinheiro da Bajouca ter caído sobre um barracão anexo a uma casa de habitação.
Recordo-me daqueles casos e penso no que poderá (voltar a) acontecer nos próximos Outono e Inverno, ou mesmo neste Verão, sobretudo porque, quando passo na estrada que vai de Pombal ao Marco, pela Charneca, Roussa e Feteira, verifico a existência, junto à referida estrada, de árvores velhas, árvores com o terreno da raiz escavado pela erosão, árvores inclinadas, etc…
Existem coisas simples, bastantes importantes e com poucos custos para serem executas pelas autarquias, mesmo que não permitam visibilidade social (ou exibicionismos)…

Pombal e Loures: semelhanças

Os executivos das câmaras de Pombal e Loures são de partidos diferentes mas no recrutamento de pessoal seguem o mesmo princípio: ajudar os nossos.
Descubra as diferenças em www.expresso.pt desta semana.

8 de julho de 2011

Um novo Museu



Para quem tanto critica a falta de aposta na cultura e no património aí temos a resposta: um museu/centro arqueológico no Largo do Cardal.

6 de julho de 2011

Pontapé, canelada e rasteira!

Em Leiria, o futebol e a política são jogados como a canalha jogava, no largo da aldeia, há trinta ou quarenta anos atrás: pontapé, canelada e rasteira. Naquele tempo, pouco importava os golos ou o resultado do jogo em si, o que interessava era intimidar os adversários e levá-los à desistência, à derrota por KO.


Em Leiria, a guerrilha entre a Câmara e a União só pode acabar em KO, para os dois.


A Câmara tem estádio mas não tem equipa, a União tem equipa mas não tem estádio. E, mesmo assim, não se entendem! Porca miséria!

Lixo


Ainda há quem acredite que os nossos carrascos nos irão salvar?

3 de julho de 2011

O outro lado das festas

As festas estão a chegar, as do “bodo” e as das diversas aldeias. As rivalidades entre as “capelinhas” levam os “mordomos” dos labregos a contratar “artistas” mais caros do que os das festas dos vizinhos. Os “artistas”, chegados ao local das festas, entregam os “cachets” em notas aos seus mandatários, os quais saem do local antes das actuações, como ladrões (que não pagam impostos).
Depois, durante a noite, os promotores das festas e os “artistas” oferecem ilusões que vão alimentando a quimera da vida dos presentes, enquanto outros, em casa, suportam a dor provocada pelo do roído do prazer daqueles.
São assim as festas dos labregos das aldeias e da “vila” de Pombal: Ilusão e cansaço para os presentes, ruído e sofrimento para os doentes e para os que necessitam de repouso, venda de imagem, como nas inaugurações, para os promotores, e despesa para todos.

2 de julho de 2011

Albergaria também é Pombal!

Há uns anos atrás, quando era um pombalense profissional, ir a Albergaria no São Pedro era uma obrigação. Agora, ainda os Diapasão não subiram ao palco e já só se fala do Bodo. E não é só aqui no Farpas; o site da Câmara – o que é mais grave - também esqueceu o santo! A nós, emigrantes, resta-nos a Rádio 97FM (valha-nos São Marques!) para ficarmos a conhecer o “atraente” programa das festas. Se não fosse estar a 2000 quilómetros de distância, dava lá um saltinho.

1 de julho de 2011

Bodo Novo

Novo ano, novo modelo de Festas do Bodo. Assim tem sido nos últimos anos. De um ano para o outro, muda (quase) tudo: modelo, financiamento, local, etc.
O modelo passa rapidamente do tipo festivaleiro para o tipo popularucho. O financiamento varia de unicamente por receitas directas até a exclusivamente por despesa pública (de borla, como é dito agora). Os locais mudam todos os anos. Ainda não se lembraram do castelo, mas um dia lá chegarão. Seria levar a festa aos mortos. Talvez gostassem.
As experiências continuam e os falhanços sucedem-se. Algum dia hão-de acertar.
Esta terra ainda vai cumprir seu ideal.

Originalidades

No fim-de-semana passado, Abiúl recebeu, com total indiferença, um torneio de Voleibol de Praia! De Voleibol de Praia!

Uma terra que não apoia e, por conseguinte, não tem qualquer vestígio de actividade desportiva organizada decide apoiar e incentivar o Voleibol de Praia.

O Voleibol de Praia já chegou a Abiúl! Falta é a praia!

Esta terra ainda vai cumprir seu ideal.

30 de junho de 2011

Vai sacudir, vai abalar...

O Bodo vai regressar este ano à normalidade, pelos vistos. Não porque a Câmara tenha tido um assomo de consciência, mas porque a manta de retalhos está a ficar demasiado curta, e então passamos já da fase em que nos embrulhamos nela até tropeçar para esta, em que esticamos e...ela nunca chega.
A mim não me faz grande impressão que só haja dois palcos em vez de três (como tão bem explicou o senhor presidente aos microfones da rádio). Até poderia haver só um, sim. Continua a impressionar-me mais que tenhamos gasto tanto dinheiro em anos anteriores, numa espécie de competição bacoca com a Expofacic. Que não deu em nada, como se vê.
Porém, parece-me que enfiar todo o Bodo no Largo do Arnado vai ser mais ou menos com querer colocar o Rossio na Rua da Betesga (o Alfredo Faustino usava sempre esta imagem e eu continuo a achar o máximo). Não percebo porque não pode o palco voltar para o Largo da Biblioteca. Já compreendo que se poupe o Estádio e nos poupem a nós, do Estádio (a propósito, isto vai dar outro post...).
Com isto hão-de ganhar os meninos que frequentam a APEPI. Já estou a imaginar as tardes non-stop, nos dias de quinta, sexta e segunda!
E ganha o povo, claro, que voltará a cantar com o Toni Carreira de borla.

Já agora

Programa do Governo, pág. 49

Ordenamento do Território
- Promover um território inteligente, actualizando as políticas de urbanismo e ordenamento do território;
- Promover um território facilitador da mobilidade social, actualizando os regimes de arrendamento e de reabilitação urbana;
- Promover um território competitivo, através de políticas para a maior competitividade e o maior bem-estar;
- Promover a justiça e a competitividade associadas ao território.


Vá lá que não é um território charneira. E mais uma vez, curioso para ver no que isto dá... aqui e por aí.

29 de junho de 2011

Quero ver isto em prática no "meu" Pombal...

Programa de Governo, página 9:

O Governo compromete-se também a “despartidarizar” o aparelho do Estado e a promover o mérito no acesso aos cargos. Neste âmbito, o Governo preparará nova legislação que estabeleça um sistema independente de recrutamento e selecção.

26 de junho de 2011

A torrar na sertã de Pombal

Foram executadas obras junto ao castelo de Pombal, onde foram aplicados muito betão e muita chapa de aço. Tudo planeado para deixar a “pegada” dos autores durante muitos anos…


Poderia e deveria ter-se efectuado obras com madeira tratada e outros materiais naturais de baixo custo, de forma a fazer-se poupança dos recursos dos contribuintes, a respeitar-se a história e a harmonização arquitectónica e a dotar-se o local de uma infra-estrutura funcional.


Do conjunto das edificações, inúteis e anacrónicas, podemos destacar o bar, em cujo interior a temperatura de Verão sobe perto ou acima dos 70 graus centígrados, devido ao calor irradiado pela chapa metálica da cobertura. Só o investimento em ar condicionado e energia permite a utilização do local.


A sertã de Pombal está ao lume em frente ao castelo…

24 de junho de 2011

Desperdício? Não, é de borla!

Conta quem por lá passou, que na velha URSS a maior parte das torneiras perdiam água. Porquê? Porque a água era de borla, mas a reparação das torneiras era por conta dos utentes.


Na Gesteira, freguesia de Abiúl, uma fuga de água da rede pública mantém-se há anos. Uma morada prejudicada pela fuga reclama, reclama, mas nada feito.


Um estudo da Deco aponta a CMP como uma das que mais água desperdiça, perto de 50%. Porquê? Porque para a câmara a é de borla. Estragar muita ou pouca tanto faz. A que o consumidor paga chega para tudo e ainda dá lucro. Logo, deixa andar...

22 de junho de 2011

Barco que se afunda

No Barco (em Pombal) existe uma Urbanização, no lado direito do antigo IC8, atento o sentido Pombal/Ansião, ainda sem edificações mas já ajardinada com silvas abundantes, cerradas e altas e com despejos de destroços de edificações.


No outro lado do antigo IC8, lado esquerdo, podemos encontrar várias casas, mais ou menos recentes, localizadas junto de silvados e de ruínas de edificações mais antigas.


O Barco afunda-se em silvados…

Andam a brincar aos jornais?

Todos conhecem, com certeza, a anedota do remador português. Aquilo que parece ser uma caricatura da realidade, tem uma triste concretização no nosso O Correio de Pombal. Ao ler a ficha técnica da edição desta semana, reparo que o jornal tem dois directores e ninguém na redacção. É director a mais e redacção a menos! Ainda por cima quando um deles fala de moscas…

21 de junho de 2011

Este parte, aquele parte,...

Depois do Basquetebol, onde o Instituto D. João V chegou a conquistar, na época de 2006/2007, o Campeonato Nacional da I Divisão de Seniores Femininos, o emblema do Louriçal abandona agora a alta roda do Futsal nacional. Num cenário de crise, reforçado pelos cortes no financiamento a que as escolas particulares foram sujeitas, esta notícia acaba por não causar surpresa. Resta saber se haverá potencial económico no concelho para manter inverter a situação. Duvido.

20 de junho de 2011

A AEP já nasceu?

Em 2009, os presidentes das ACSP e da AICP anunciaram a criação (fecundação) de uma nova associação dos empresários de pombal, uma tal AEP.


Passados mais de dois anos a AEP não se vê! Problemas na fecundação: pouca atracção e muita infertilidade!

19 de junho de 2011

Enfim, a pista


Foram tantos anos de espera, que alguns dos benjamins fizeram-se juniores e séniores, enquanto a pista não chegava. Mais ou menos como as crianças que já são jovens e cresceram sem um parque verde em Pombal. Mas ontem, finalmente, foi inaugurada a pista de atletismo no estádio municipal de Pombal, que caminha para um complexo desportivo como esta terra merece.

Não fora a ira do presidente ter tomado conta do momento solene na inauguração (ninguém percebeu com que comunicação social estava zangado nem de que politiquices falava), e tinha sido bonita a festa, pá.

Perto de uma centena de crianças andava por ali, feliz e contente com a pista nova. A partir de agora os meninos do AC Vermoil já não precisam de entrar numa carrinha, duas vezes por semana, e viajar até Leiria, para treinar. A partir de agora, estou certa, a modalidade será muito mais apetecível por cá. Um luxo? Não. Um direito. Que tardava.

Peões e bicicletas a circular junto ao Rio Arunca

Como todos já deverão ter notado, a Câmara Municipal de Pombal está a construir, junto ao rio Arunca, um “corredor” destinado à circulação de peões e de bicicletas. A “obra” talvez esteja concluída na data das próximas festas do bodo, mesmo antes do prazo contratual.

Certamente que os custos serão elevados e que a “obra” terá uma utilização essencialmente lúdica, por não se adequar aos itinerários de uma parte considerável dos cidadãos, entre as suas casas e os seus empregos. Porém, a “obra” talvez possibilite a criação de uma cultura de locomoção e de substituição de parte do transporte automóvel pela bicicleta, com benefícios para a saúde dos “aderentes”, através do exercício físico e da redução do stress das filas de automóveis no trânsito, para o ambiente, através da redução da circulação de viaturas e da poluição, e para a economia, através da poupança de combustíveis. Se assim for, o investimento fica compensado e os novos hábitos poderão justificar a construção de outros “corredores”, com a mesma finalidade, no centro da cidade.

Eu irei aderir e utilizar a “obra” a pedalar numa bicicleta…

José Gomes Fernandes.


18 de junho de 2011

Problemas técnicos

Temos constatado problemas na edição de comentários e, também, de posts. Tal não se deve a qualquer barreira colocada pelos administradores do blog. Verifica-se, essencialmente, quando se usa o browser Explorer. Assim, quem quiser comentar no Farpas deverá utilizar, preferencialmente, o browser Google Chrome (instalação gratuita a partir do site do Google).

JGF no Farpas

José Gomes Fernandes é, a partir de agora, um membro desta casa. O advogado vem reforçar o Farpas com todo o espírito combativo e inconformista que o caracterizam, na certeza de que sobram em Pombal interesses instalados, que importa - cada vez mais - continuar a farpear.

17 de junho de 2011

Um luxo pré-crise

Muito por culpa do TAP, Pombal tem sabido promover anualmente um excelente festival de teatro. Para além da grande qualidade dos grupos presentes, os baixos preços são uma imagem de marca do evento. Com os anos terríveis que se avizinham, imagino que será difícil voltarmos a ter mesma edição excelentes companhias como a Chapitô, Circolando, Este e Peripécia Teatro (só para citar alguns) com bilhetes a 3 euros!

Entretanto, é aproveitar o que resta. E o que resta é muito bom. Hoje, por exemplo, o TAP vai estar na Casa da Música, na Guia, pelas 21h30, a apresentar o seu “Só o Faraó tem Alma”.

14 de junho de 2011

Tostões ou milhões?

Pelo menos 60 mil euros foi quanto tivemos que pagar pelos caprichos de Narciso Mota ao nomear seis vereadores a tempo inteiro em vez de cinco, mesmo esses um exagero. A resposta habitual (também foi a mesma no caso do Boletim Municipal) é a de que isso são trocos no orçamento da autarquia. Este argumento, muito católico, irrita-me profundamente.


Raul Iturra relembra “A ética protestante e o espírito capitalista” de Max Weber (1905) para explicar porque é que os católicos, por oposição ao protestantes, são propensos a estas atitudes. Surgindo de uma cisão com a Igreja de Roma, acusada de viver no meio do esplendor e da riqueza, o protestantismo baseou a sua ética na pobreza. Aos seguidores de Lutero, não lhes sendo permitido ostentar riqueza, restava-lhes o aforro e o investimento dos seus tesouros no comércio e bens de lucro.


Esta postura contrasta com a dos católicos que sempre gastaram à tripa-forra e, como tal, sempre viveram de empréstimos. Além disso, como o catolicismo manteve o sacramento da confissão privada com concessão de perdão (o protestantismo também, mas pública e sem concessão de perdão), fomentou entre os católicos a desvalorização das leis pois sabiam que isso lhes seria perdoado.


O nosso mal, como sociedade, é o de sistematicamente perdoar este tipo de pecados aos políticos. Se fosse eu quem mandasse, não haveria pai-nossos nem ave-marias que valessem ao nosso presidente por assim desperdiçar o dinheiro que é de todos.

Assim acontece...


Para não variar, compra-se primeiro para ver o que se faz depois. Mas para variar, parece-me um investimento interessante. Primeiro porque é património que merece ser protegido e porque o preço não é uma monstruosidade. Despesa por despesa, há muita mais que merece críticas diárias.

Note-se que, dada a obsessão por placas, gosta-se muito de fazer e depois ver como se ocupa. Mas estando o "mal" feito e já que a própria autarquia não sabe o que fazer, que se lance uma discussão pública. Eu sou daqueles que gostaria de ver uma Casa da Cultura, com espaço para colectividades (as que têm trabalho que se veja) e um espaço para algumas actividades mais pequenas. Sobre a Pousada da Juventude, tenho dúvidas, mas não a descarto. E quem diz isso, diz outras coisas. Como um Museu do Concelho. Logo, nada descarto e deixaria nas mãos dos cidadãos, sempre com respeito por quem, tecnicamente, pode acrescentar. Mas isto são ideias de um cidadão que, louvando a preservação do património, gostava de ver um fim útil para cada investimento que é feito.

12 de junho de 2011

E porque não te demites?

João Paulo Pedrosa, presidente da distrital de Leiria do PS, apressou-se a expressar apoio público a António José Seguro para Secretário-geral do PS. Fê-lo sem conhecer programa ou ideias, simplesmente na ânsia de rapidamente marcar lugar na nova viagem.

António José Seguro é um dos políticos mais enfadonho e mais banal que conheço. Jamais ganhará uma eleição fora do PS (nem para a junta de freguesia da Marmeleja). Espero que nunca chegue a Secretário-geral do PS, porque, se chegar, o PS descerá no País ao nível que está em Leria.

10 de junho de 2011

Pimpão e a vereação

Aquando das eleições autárquicas, criticámos, aqui no Farpas, a opção de Narciso Mota em dar posse a um executivo com 6 vereadores a tempo inteiro. Pareceu-nos excessivo. Com a decisão de manter o novel deputado Pedro Pimpão na sua equipa, desta vez sem pelouros, Narciso dá-nos agora razão. Depois admirem-se se houver quem afirme que o executivo camarário tem funcionado como uma “extensão do centro de emprego para políticos desempregados”!

7 de junho de 2011

Competência


Numa altura como esta em que vivemos, é essencial ter em conta a opinião dos nossos mais competentes concidadãos. Amanhã (dia 8 de Junho, quarta-feira), no Teatro-Cine, pelas 21h, Pombal tem a oportunidade de poder assistir à palestra “A Biodiversidade e a Floresta”, proferida pelo biólogo Jorge Paiva que, para além de excelente comunicador, é um dos mais informados portugueses nas questões relacionadas com o ambiente. Parabéns ao Departamento do Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas Gualdim Pais pela iniciativa.

6 de junho de 2011

Ah esta terra ainda vai cumprir seu ideal...

PPD/PSD 55,54% 15.300 votos
PS 18,03% 4.967 votos
CDS-PP 11,87% 3.270 votos
B.E. 3,80% 1.046 votos
PCP-PEV 2% 551 votos
PAN 0,99% 274 votos
PCTP/MRPP 0,73% 202 votos
MPT 0,29% 81 votos
MEP 0,27% 74 votos
PTP 0,24% 66 votos
PNR 0,24% 66 votos
PPV 0,24% 66 votos
PPM 0,19% 51 votos
POUS 0,17% 48 votos

EM BRANCO 3,76%1.037 votos
NULOS 1,64%451 votos
Inscritos: 55.451
Votantes: 27.550O que quer dizer que a abstenção é de quase 51 por cento. Logo, mais de metade não quer saber disto para nada.


Os dados podem ser conferidos aqui, no site da CNE. Ora vamos lá, então, à interpretação.
Aqui a derrota do PS é ainda mais humilhante do que a nível nacional. Na verdade, há freguesias em que o CDS-PP já ultrapassou os socialistas. Mas isso também não quer dizer que os democratas-cristãos tenham grande razão para sorrir. Mesmo com uma estrutura montada (o que em 2009 não sucedeu) não representa mais do que 11,87% dos votos.
Em boa verdade, acho que está na altura do engº Rodrigues Marques ver o que é que se passou em freguesias como Abiul, Ilha, Carnide ou Meirinhas, onde desta vez a votação no PSD ficou aquém dos 80%. Alguma coisa está a ficar, engenheiro.
Registo também com particular apreço a votação no PAN (Partido pelos animais e pela natureza): 274 votos no concelho. Vai-se a ver e a velha máxima de que "até um burro com um chapéu ganhava" não está de todo errada. O Poly da minha avó daria um excelente deputado, estou certa. E a Zizi que todos nós estimamos uma belíssima chefe de gabinete. Está tudo doido, não está?
E porque ainda é de pessoas que se trata aqui, atente-se:
1. Pedro Pimpão foi legitimamente eleito. Levado em ombros pela Jota, na sede do partido em Leiria. Estavam lá a ver a cena os companheiros Diogo Mateus e Micael António**. Julguei que não deixasse escapar esta oportunidade para se livrar rapidamente de Narciso Mota, que logo chamaria para a vereação a senhora que se segue, na lista: Elisabete João. Mas pelos vistos o Pimpão tem mais encanto na hora da despedida, e o presidente já fez saber que não abdica do vereador, mesmo sem pelouros. É bonito.
2. Adelino Mendes regressará a Pombal e aos quadros do Instituto D.João V? Ui. Pode ser que assim se dedique mais ao partido, por cá.
3. Não vi Jão Coelho em Leiria na noite da derrota. É certo que ia em nono lugar na lista e que só três deputados foram eleitos. Mas perder ou ganhar tudo é desporto. Desporto.

Para mais informações, podemos sempre sintonizar a Rádio Clube de Pombal, que pelos vistos ganhou a sonorização das festas do Bodo. Uma lição para Rui Benzinho e sua equipa. Não é engenheiro?

**também lá estava Ana Gonçalves. As minhas fontes não a reconheceram, mas vislumbrei-a nas fotos da festa ;)

(...Ainda vai tornar-se um imenso laranjal)

Representatividade e "mentira de Hondt", ou a história circular de umas eleições

Não sendo pacífica a minha opinião (nem nos meus colegas "da casa" eu colho apoios), sou contra este sistema de Círculos Eleitorais. Pelo menos quando alguns são tão pequenos como Portalegre, por exemplo, que elege apenas 2 deputados.

Junte-se a isto as regras do método de Hondt, e verificamos que comparar a percentagem de votos obtidos, com a percentagem de "lugares sentados" na Assembleia da República, é como comparar o "you know what" com a feira de Borba.

Eu que não sou "professor dos números" olho para isto com confusão, e deixo de peceber o significado do termo "representatividade.

Legislativas - Análise por distrito/Círculo

Antes de nos debruçarmos nos resultados do concelho e do distrito, fica aqui um panorama nacional das alterações ontem verificadas, em termos de mandatos (deputados eleitos), na comparação entre estas legislativas e as de 2009.
Nos Círculos de Bragança, Castelo Branco, Évora, Portalegre, Vila Real e Madeira, não houve qualquer alteração.
Nos Círculos de Aveiro, Beja, Açores, Viseu e Guarda, o PSD ganhou 1 deputado ao PS.
Nos Círculos de Leiria e Santarém, o PSD ganhou 2 deputados, 1 ao PS e 1 ao BE.
Em Coimbra, o PSD ganhou 1 deputado ao PS, e o BE perdeu 1 deputado, resultante da diminuição de 1 deputado neste Círculo.
Em Faro (que ganhou 1 deputado), o PSD e a CDU ganharam 1 deputado, e o PS perdeu 1 deputado.
Em Braga, o PSD ganhou 3 deputados - 2 ao PS, e 1 ao BE.
Em Setúbal, o PSD ganhou 2 deputados ao PS, e o CDS ganhou 1 deputado ao BE (interpretação minha).
Em Lisboa, o PSD ganhou 5 deputados ao PS, e o CDS ganhou 2 deputados ao BE.
Já no Porto, o PSD ganhou os mesmos 5 deputados, capitalizando todas as transferências de voto. O PS perdeu 4 deputados, e o BE perdeu 1 deputado.
Atente-se que PSD, CDS e CDU não perdem deputados em nenhum distrito, e verificam ganhos, e que, ao invés, PS e BE não ganham deputados em qualquer distrito, verificando perdas significativas.

Parabéns, senhor deputado!

4 de junho de 2011

Em dia de reflexão, vá a uma exposição!

Exposição fotográfica sobre 21 aquedutos de todo o país. Supostamente, os mais emblemáticos. Lá estão o aqueduto das águas livres, claro, e... o aqueduto do Louriçal.
Momento (mais um) para reflectir sobre a aposta turística que o nosso concelho faz (ou deixa de fazer). E sobre as potencialidades que temos e ainda não estamos a explorar.

3 de junho de 2011

Declaração de voto

Antes da campanha, escrevi que conhecia pessoal mais novo nas listas que seria capaz da regeneração na vida política dos partidos. Hoje, no encerramento, continuo a conhecer. O número é que reduziu. E convencer-me-ia, se precisasse de algum motivo, a não votar no PSD: é tanta alternativa como eu sou esquimó. É pura alternância de poder. E a palavra-chave aqui é poder.

E vale tudo para o manter, inclusivé usar as Novas Oportunidades como bandeira local para a nível nacional se agir ao contrário. Ou defender que uma autarquia deve ser empregadora de referência para nacionalmente defender um programa dito liberal. Ou criticar a claustrofobia dentro do PS (crítica que subscrevo, atenção) mas depois ser-se incapaz de criticar seja que opção do poder autárquico. A responsabilidade e a capacidade mede-se a dois níveis. Não é só por não acreditar que PPC faça melhor, mas por perceber que este PSD é apenas o reverso de uma medalha que é responsável por 37 anos de oportunidades perdidas. E por isso é que defendo, e depois desta campanha, cada vez mais, independentes no poder local e partidos (sem prejuízo de movimentos independentes a nível nacional). É que pelo menos há clarificação e talvez menos clubite. A tal que, seja no PS ou no PSD, ajudou a degradar a política, colocando-a ao nível de combate de claques.

Declaração de interesse: Fui militante da JS entre 1991 e 2006. Fui militante do PS entre 2002 e 2009. Fui candidato pelo PS à Assembleia de Freguesia de Pombal, onde exerço (e exercerei) o mandato para o qual fui eleito,mas agora como independente. Não concebo que a minha filiação anterior me seja apontada como uma "capitis diminutio". Sempre pensei pela minha cabeça e mesmo enquanto militante quando não concordei com algo ou me afastei ou disse-o. Cometi erros como qualquer pessoa que anda na política comete. Terei feito más escolhas, seguramente. Não estou acima de ninguém, nomeadamente de quem está na vida partidária. Mas posso constatar aquilo que acho menos próprio e correcto. E como tal, votar PSD é uma opção completamente fora do baralho para mim. Porque a mudança se baseia em atitudes diferentes das que são habituais. Da mesma maneira, votar PS está fora de questão. Sócrates foi uma das razões para a minha desfiliação. Eu sei que voto em partidos, não num líder, mas para mim quem fez o que fez e como fez não merece a minha confiança.

Para o que está em jogo no dia 5 de Junho exigia-se uma discussão sobre o futuro. Discussão séria sobre a capacidade e sobretudo sobre a responsabilidade de deixarmos de gastar o que não temos e como, de forma realista, podemos aumentar a nossa produtividade. Nada disso foi feito. Da Esquerda à Direita (com algumas pontuais excepções). Desde um discurso alienado das responsabilidades com o habitual chavão da banca (alguém se queixou do crédito tão fácil?) a uma direita que se queria à força toda ser mais social que alguns partidos de esquerda. Se nenhum partido me chega, porque não me mando eu para tentar essa mudança? E quem diz que não o farei? Não faltava mais nada do que ser compelido a um voto num partido quando não há nenhum, sublinho o nenhum, que conseguisse mais do que ser ligeiramente menos mau que outro(s). E foi o "menos mau" que também colocou a Democracia de cócoras. Espero que muitos votem e ao contrário das Presidenciais, não apelo ao voto em branco: cada um sabe de si e saberá fazer a melhor escolha. A minha escolha é dizer que o que há não me chega. Não respondem ao que me preocupa. Ao ter um futuro para mim, e mais importante, para a minha filha.

Não num país onde se passa a vida a pedir ao Estado para depois se reclamar do mesmo Estado, onde a convivência com o poder é baseada em interesses e subserviência e onde o mérito é treta. Onde se acha normal ter-se um emprego para todo o sempre, mal se sai da universidade e onde empregabilidade e responsabilidade são palavras conotadas com "bota-abaixismo". Não vi, em toda a campanha, ideias - pelo menos das cúpulas - para gastar menos (e não me venham com os menos deputados e ministros que isso é apenas simbólico, no dia em que for) no Estado, evitando duplicação de serviços e fazendo a reorganização administrativa com propostas concretas, uma estratégia clara para o Turismo - como, em que áreas, com que papel do Estado, ou uma estratégia para mudar o paradigma da Formação apostando na reconversão profissional, uma ideia para aferir a empregabilidade dos cursos ou uma proposta clara para a Justiça (como se tornam eficazes as cobranças, por exemplo) ou ainda para as empresas (não carregando tanto sobre empresários, mas penalizando os patrões), colocando o Estado como mero regulador (e interveniente em algumas áreas). Mas seria suposto ver, já que o programa é o da Troika? Claro que deveria. Afinal é o nosso futuro. E o programa indica caminhos, não impõe, em muitos casos, medidas concretas.

Voluntariamente afastei-me de um partido, também por questões ideológicas, mas isso não quer dizer que fique a dar a táctica nas bancadas para sempre. Mas se ficasse, era um direito meu. Em altura de dificuldades, os líderes transcendem-se. Não se transcenderam. E sobretudo não vejo sinal daqueles que querem mudar as coisas serem capazes, de quase sozinhos, o conseguirem fazer. Dia 5 de Junho não é apenas acerca dos partidos, é acerca de todos. Já não há muitas desculpas agora. E depois não haverá. Não defendo a adesão em massa aos partidos, mas desafio todos aqueles que pensam que podem ajudar a fazê-lo. Aos grandes e pequenos partidos. Aos que já são partidos e aos que ainda não são. A escolha é grande.

Dia 5 de Junho não vou escolher nenhum: não me merecem a confiança (a única pessoa que me merece a inteira confiança, infelizmente, está longe de ser eleita - mais um exemplo da forma como os aparelhos vivem desfasados), mas vou votar. Disso não abdico. Votarei é em branco.

Depois de 5 de Junho, o cenário é outro. Não serei eu um salvador, muito pelo contrário, mas se depois desse dia muitos estiverem dispostos a dar um passo em frente de modo a mudar o sistema, ajudando aqueles que lá dentro merecem o reconhecimento, deixará de haver desculpas para que no cenário complicado que é o nosso futuro, haja capacidade para construir verdadeiras alternativas.

2 de junho de 2011

Declaração de voto

A melhor crónica desta campanha foi publicada hoje no Jornal "O Ribatejo" e é da autoria do Daniel Abrunheiro.

Vejam bem
Aos 47 anos, não era para admirar: a minha optometrista demonstrou-me que os meus olhos padecem de hipermetropia e presbiopia. O olho esquerdo acumula estas moléstias com um assinalável véu astigmático. Quer dizer que troquei os óculos de leitura por umas cangalhas de lentes progressivas para o resto da vida. Sou, portanto, hipermétrope, presbita e astigmata. Paciência: a idade e as fadigas deram-me as duvidosas mas indubitáveis prendas do “olho curto”, da ovalação da córnea e da formação de imagens atrás da retina.
Quero porém deixar claramente expresso, sem pretender dar nas vistas, que nada disto me impede de ver com toda a nitidez que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Não há desfoque físico que me impeça de ver tudo isto com a mais cristalina, reverberante, nívea, luminosa e iluminada clareza.
Podem ser turvas as minhas escleróticas, pupilas e córneas; pode o meu humor aquoso ter conhecido dias bem mais solares; pode qualquer das minhas íris nunca mais irisar com olhos de ver; pode o humor vítreo estar estilhaçado como nunca; pode o nervo óptico andar mais nervoso do que vidente; pode o cristalino achar-se, até por melancolia, mais turvo do se calhar merecia; podem a retina e a coróideia ter chegado a este ponto algo torpe da insuficiência de acomodação tão própria dos presbitas. Podem, podem.
O que não podem é impedir-me de continuar a ter os olhos abertos. Eles estarão cansados, tristes e a funcionar mal no mundo das volumetrias luminoplastas. Eles, os olhos, estão. A vista está. Mas a visão, não. Olho com dificuldade, mas vejo perfeitamente.
E o que perfeitamente vejo é que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Dia 5 de Junho, na posse dos meus óculos novos, não terei qualquer dificuldade em ver de onde venho e para onde quero ir. Os meus leitores verão, naturalmente, o que quiserem ver. Porque ver é ser, não é olhar para o lado.
O mais que recomendo é que, em vez de vistas curtas, se lembrem da canção que dá nome a esta crónica. Porque “não há só gaivotas (ou milhafres) em terra / quando um homem se põe a pensar”.

Deixem falar o homem!

Narciso Mota disse a uma jornalista da TVI 24h sentir-se “envergonhado, como português e como político, por ter que vir uma troika governar Portugal.” A frase, pelos vistos, causou polémica e é apresentada como sendo a responsável pelo adiamento, para depois das eleições, do programa onde foi proferida.


Uma coisa é certa. O homem tem toda a razão! Todo este período, que culminou no vergonhoso pedido de ajuda externa, tem contribuído para que os portugueses sejam vistos como caloteiros, preguiçosos, vigaristas e desleixados, e Portugal como um país “um degrau acima de lixo”. Não admira que a urgência da mudança seja uma convicção unânime (mesmo entre os eleitores socialistas), caminhando a par com a depressão generalizada resultante da constatação de que Passos é um clone de Sócrates.


Caro Narciso Mota, este domingo é dia de votos. Se, tal como eu, considera importante que algo mude, temos que votar na mudança.

1 de junho de 2011

As barreiras da vergonha - II

Lembram-se deste post? Hoje ía lá tendo um acidente. O que não seria nada de insólito - aquela barreira idiota, espelho da idiotice de quem devia resolver o problema e não o resolve, já assistiu a muitos acidentes. Uma barreira que envolve um buraco, e que ocupa metade da estrada, no coração de uma curva de 90º.
Vão 2 anos. DOIS ANOS! Para tapar a m*rda de um buraco...?

P.S. - Estou disponível para alguma acção mais "drástica", no sentido de chamar a atenção à resolução do caso. Juntemo-nos!

... e tem razão, o camarada!




Carvalho da Silva refere-se (como se pode ler aqui) a esta campanha eleitoral (legislativas 2011) como um "atentado à inteligência dos portugueses". Não poderia estar mais de acordo! O debate patético protagonizado por Sócrates e Passos Coelho é bastante ilustrativo disso mesmo.

Resta-me aqui estender o comentário a outras campanhas. Há muita pobreza de espírito, de competência e de moral a sairem das pouco exigentes bocas de megafone deste país, deste concelho, destas organizações partidárias...

Empate técnico


Os eleitores estão divididos: votar no PS dos sucessivos PECs ou no mais liberal PSD de sempre? Dar a vitória à arrogância de Sócrates ou à inexperiência de Passos? Contrariamente à arrogância, a inexperiência até poderia não ser um defeito, não fosse o homem ser tão permeável às ideias da ala mais radical do PSD e assumir, com toda a naturalidade, a privatização das Águas de Portugal e dos CTT.


A privatização de empresas que prestam um serviço social é imoral e perigosa. É um absurdo pensar que o estado, por má gestão ou incompetência financeira das empresas privadas, possa vir a permitir que o abastecimento de água ou o serviço postal deixem, simplesmente, de operar. E os “comedores de dinheiro” sabem disso! Veja-se o que está a acontecer com a banca. Não podendo falir, os contribuintes pagam (e vão continuar a pagar) todas as asneiras feitas pelos seus gestores.


“Contrariamente à teoria económica e ao mito popular, a privatização é ineficiente”. Quem o diz não sou eu: é Tony Judt no seu brilhante livro “Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos”. Uma excelente leitura para este período pré-eleitoral.