28 de setembro de 2011

Ser socialista é ter na alma a lata imensa


Olhando para a foto* não se percebe bem se a legenda é:
a) João Paulo Pedrosa, líder da federação do PS/Leiria, usa a técnica da cenoura para convencer Adelino Mendes a deixar de publicar aqueles artigos reaccionários no JL
b) Adelino Mendes passa uma casca de banana a João Paulo Pedrosa, trazendo-o a Pombal depois de ter sido o único presidente de uma concelhia a assumir publicamente não o apoiar.

*gentilmente enviada pelo PS/Pombal aos orgãos de comunicação social, a propósito de mais um forum "Pombal e o Futuro", na dinâmica freguesia de Abiul.

27 de setembro de 2011

Dia mundial do turismo

Ontem, na RTP, ouvi “o Álvaro” garantir que o governo irá apostar mais no turismo de natureza e no turismo religioso. Não sendo ideias originais, vindas de um ministro são quase “fora da caixa”.


Em Pombal, apesar da nossa grande potencialidade turística, o pouco que tem sido feito nessa área aparece desprovido de qualquer estratégia que possibilite a rentabilidade do investimento. É que não basta fazer! No mínimo, há que dar a conhecer.


Um exemplo: em Agosto inaugurou-se mais um troço da ciclovia da Estrada Atlântica. Tudo bem. Mas alguém me consegue dizer onde é possível obter informação relevante sobre essa via turística na página da Câmara Municipal?

26 de setembro de 2011

Tributos

Segundo relata o Noticias do Centro, a CMP vai manter as taxas de impostos municpais, ilustrando a noticia a tributação que recai sobre os munícipes e empresas sedeadas no concelho.


Talvez por "defeito ideológico", não sou um fervoroso adepto da redução de tributação (para se redistribuir, é nec essário primeiro colher), e gosto mais de centrar a minha atenção na forma como se gasta a verba recolhida em impostos e taxas. Contudo, deixo o alerta para a "concorrência fiscal" que nos chega, por exemplo, do concelho de Ansião, em relação às empresas. Ansião está no "pinhal interior", com o que isso implica de benefícios fiscais. No IMI, Pombal também perde (ainda não conheço o valor de Ansião para 2012, mas para 2011 era de 6% para prédios não avaliados, e 3% para prédios avaliados). Na derrama, nova "abada": Pombal tem a taxa máxima (1,50 %), Ansião não taxa (taxa de 0% ) as empresas.


Felizmente, a estrada para Ansião ainda é má, senão... perceber-se-iam muito poucas razões para que uma empresa preferisse investir em Pombal do que em Ansião!

24 de setembro de 2011

Reformas

Começam a ser publicados, no Diário da República, os diplomas legais que extinguem algumas mordomias e sinecuras.

- Portaria nº 98/2011 de 21-09-2011, cria o Instituto Português do Desporto e da Juventude I.P. Vide em http://dre.pt/pdfgratis/2011/09/18200.pdf

- Decreto-Lei nº 97/2011 de 20-09-2011, “transfere a competência da concessão do passaporte comum dos governos civis para o director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, procedendo à quarta alteração do Decreto-Lei n.º 83/2000, de 11 de Maio, que aprova o regime legal da concessão e emissão do passaporte electrónico português”. Vide em http://dre.pt/pdf1sdip/2011/09/18100/0451804519.pdf

Outros diplomas legais já foram aprovados ou estão em discussão.

- Criminalização do enriquecimento ilícito.
Neste caso o PS votou contra. Foi coerente com a posição de José Sócrates, este aparentemente comprometido com interesses e casos obscuros.

- Extinção do IGAL (Inspecção Geral da Administração Local).
Neste caso, os inspectores vieram fazer “queixinhas” à opinião pública, acusando o Governo de querer acabar com a fiscalização e abrir as portas à corrupção.
Todos nós sabemos que estes “inspectores” nunca apresentaram resultados da sua “fiscalização” contra a ilegalidade e a corrupção. Também sabemos que a razão das suas “queixinhas” e a perda dos seus “tachos”. As fiscalizações das Finanças são muito mais eficazes, ás vezes mesmo excessivas…

Laisser faire, laisser passer!

Entinga-se a IGAL, que é incómoda. O (des)governo das autarquias locais fica agora com a rédea um pouco mais solta. Para mal dos nossos pecados...
Para os mais curiosos, recomenda-se uma vista de olhos pelo site do IGAL. É possivel ver as inspecções que já foram feitas, por distrito/concelho. Pombal está isento!

23 de setembro de 2011

Haja Taça... amizade!

Não é ainda um grande-grande (um "enorme"), mas... é o vice-líder da Liga Orangina. Vem cá a Pombal, para a taça de Portugal, e é uma boa oportunidade para se reatarem relações entre o clube e a cidade, nas suas diferentes acepções. Sociais e institucionais.

Inaugure-se qualquer coisa nesse dia, digo eu...

21 de setembro de 2011

Albergaria dos Doze vê passar os comboios

Albergaria-dos-Doze já foi uma terra com grande dinamismo: rivalizava com a sede do concelho na indústria e nos comboios (chegou a ter mais indústria e comboios que lá paravam do que a sede do concelho). Mas, perdida a indústria perdeu os comboios e, depois, a população e a oposição. Ainda tem poder local, mas nunca está no local.
É sempre assim: onde não há visão as populações desaparecem. E por aquelas bandas o poder passa muito tempo a imaginar moinhos de vento e sempre a ver se apanha outro comboio.

Arrenda-se!

DN de 19 de Setembro. Páginas 12/13. O Ministério da Justiça prevê poupar "uns trocos" com rendas que considera muito altas. Da lista (não muito extensa) consta "Pombal: Conservatória do Registo Comercial, com uma renda mensal de 3.799,50 €". Leram bem, é mensal, não é anual.

Para o país ficar melhor, não era preciso mais sacrificios. Nem sequer (pasme-se) mais competência. Tenho para mim que bastava mais seriedade.

Eu se tivesse voto num dos espaços comerciais (desertos, por vezes) da cidade, cedia o arrendamento de borla. E sobravam mais de 45.000 € para outra coisa qualquer... nem que fosse para "tapar um buraquinho do défice".

20 de setembro de 2011

Alberto João Jardim

Alberto João Jardim apresentava-se como um “tipo porreiro”, que dava emprego e bom nível de vida aos madeirenses (pão), dinheiro aos clubes de futebol (circo) e ainda porrada nos “cubanos do contenente” que tentavam roubar a Madeira (protecção). Só não dizia que o dinheiro não era dele, que gastava muito mais do que o valor das receitas do Governo Regional e que as dívidas públicas também têm de ser pagas, nem sempre pelos outros.
Nas Câmaras Municipais, o estilo da conduta política dos seus presidentes mais bem sucedidos é idêntico: obras desnecessárias, endividamento galopante, empregos para comprar favores e influências, promiscuidade, má educação, arrogância, reivindicação de mais dinheiro junto do poder central, etc. O povo gosta e aplaude (até sofrer as consequências)…
Os órgãos competentes para fiscalizar as contas do Governo Regional da Madeira, não o faziam, porque os seus membros não se queriam incomodar ou porque também tinham comprometimentos ou outros telhados de vidro.
A fiscalização do IGAI também não funciona. Ninguém se quer aborrecer ou expor a receber pedradas nos seus telhados de vidro.
Reflectindo sobre a evolução da crise, devemos perguntar; Averiguámos nos locais certos como vão as contas das autarquias e das suas empresas municipais, incluindo aquelas onde o capital social não é todo público?
Que fazemos ou fizemos nós para evitar ou corrigir condutas esbanjadoras e de favorecimento e para exigir responsabilidades?

16 de setembro de 2011

O dinamismo de Abiúl está no cemitério

O cemitério costuma ser um bom retrato de uma terra. O de Abiúl confirma-o: cresce ao ritmo que decresce a população; logo, as obras nunca param.
Abiúl é a freguesia do concelho de Pombal com a população mais envelhecida e aquela que, nos últimos 40 anos, mais população residente perdeu (> 50%). Na década de 70 viu-a partir para outras terras, nas últimas décadas vê-a partir para debaixo da terra. Acontece…
Mas, não estivesse na Junta o homem certo na altura certa, a coisa podia estar pior. É pena não poder continuar, porque tem sido um diligente coveiro
!

Saltar a tampa

Dificilmente se repetirão em Portugal situações exactamente iguais às da Grécia. Basta analisar um bocado a História de ambos os países e perceber que há diferenças culturais e de expectativas políticas que permitem umas coisas num sítio e tornam menos prováveis noutro. Mas isso não quer dizer que Portugal esteja imune a convulsão social e a protestos mais exaltados. Mas aposto que, para além do umbigo centralista lisboeta, muitos dos problemas se localizarão fora da capital. Começarão, a fazer fé nas palavras de Miguel Relvas, que o Gabriel lembrouquando a "rede" autárquica começar a ser desmantelada e os que se calam em público porque devem algo ou temem algo, se lembrarem de que, afinal, a opinião deles conta. Mas pior será quando as freguesias forem mexidas e reorganizadas. Aí, até pelas amostras recentes em Pombal, pode-se temer que as reacções serão demasiado visíveis. Com inevitáveis consequências para 2013, claro.

15 de setembro de 2011

O desarranjo ordenado II

Durante a campanha eleitoral de 1993 um empresário do ramo da construção civil disse-me: “precisamos de um presidente da câmara que deixe construir livremente, em altura o limite é o céu”.
Hoje, a afirmação parece-nos desvairada, mas naquela altura nem tanto porque o espaço para construir escasseava e o mercado absorvia tudo, o bom e o mau. Actualmente, com o mercado saturado pela oferta desmedida cobiçam-se os locais protegidos (reservas) e o centro das cidades. Mas para isso, é necessário obter os licenciamentos de favor, ilegais ou que roçam a ilegalidade, mesmo que se tenha que descaracterizar a paisagem ou o espaço urbano. Em Pombal continuamos a ter muito disto. O Largo do Cardal é um bom exemplo.

O regresso de D. Sebastião






360 dias? Isso é que é pressa, pessoal. Espero que mantenham o "cantinho onde se faz mais politica em Pombal"...

14 de setembro de 2011

O concelho (charneira) desfalece

Nos últimos anos temos sido bombardeados com a imagem do concelho charneira: dinâmico e empreendedor. Agora o vereador da educação lamentou que “continuar assim, não vamos ter crianças para as salas construídas”. Há muito que a generalidade dos indicadores (excepto o do número de eleitores, muito valorizado pelo poder mas claramente adulterado, e no número de vereadores) mostravam que o concelho estava a desfalecer. É a vida.
Onde não há visão as populações desaparecem. Sempre assim foi e sempre assim será. A política das benesses e do folclore tinha que ter consequências.

13 de setembro de 2011

Importa-se de repetir?

Quis o infortúnio que o Centro Escolar de S. Simão de Litém ficasse ali mesmo junto ao cemitério local. É verdade que poderia ser noutro local, com melhor paisagem, mas a arte está em transformarmos os medos em oportunidades. Leitor do Farpas fez-me chegar hoje esta pérola de Narciso Mota, que revela uma capacidade fora do comum para lidar com as criancinhas, sempre que as há em inaugurações: "...é uma maneira de perpetuarem a memória dos vossos avós e bisavós". Pois.

Vereador de turno

Um dos nossos comentadores mais assíduo e bem informado informou-nos que na CMP está instituído o vereador de turno, e há o que só faz o turno da tarde. É uma informação importante, porque, finalmente, explica a necessidade de SETE vereadores a tempo inteiro.

Em exibição

A propósito deste post sobre o novo estádio municipal, não posso deixar de chamar a atenção para a estreia cinematográfica deste novo filme na nossa vida pública. Agradeço, ao mesmo tempo que dou os parabéns ao nosso ilustríssimo leitor, João Gante, pela oferta do seu trabalho artístico. Aos pombalenses deixo o apelo para irem ver este filme. Afinal, vão pagar por ele...

12 de setembro de 2011

Despesas enfim policiadas!

Policia Municipal "não, porque é cara"! Nada contra... para passar multas de trânsito, já temos os que temos, não são precisas fardas novas, de facto. O critério de recusar uma "despesa pública sem que isso signifique proporcionais benefícios para os cidadãos" é mais do que defensável. Devia ser obrigatório. E mais generalizado do que tem sido...

Sangria ou mera coincidência?

Soube há pouco que mais dois quadros do PS se afastaram da concelhia, pedindo transferência para outras concelhias. Para um partido que ainda não há 2 meses conseguiu levar 70 pessoas, com quotas em dia, a votar, pode parecer uma coisa mínima. No entanto, como se tratam de dois militantes que, nos últimos anos, estiveram em todas as frentes, de forma constante e dedicada, é legítimo pensar que onde há fumo há fogo. E 2013 mesmo ali ao lado.

11 de setembro de 2011

O deputado Pedro Pimpão

Após tomar posse na Assembleia da República, o deputado Pedro Pimpão passou a divulgar as suas actividades parlamentares, dando cumprimento ao seu compromisso eleitoral de prestar contas aos eleitores. É uma nova forma de exercer o cargo, a que não estávamos habituados e que dá oportunidade a surpresas e a censuras da sua actividade e do consequente protagonismo.
Aparentemente, as críticas põem em causa o seu mérito por ser novo, desconhecido ou desconhecedor dos assuntos…
Pedro Pimpão não chegou agora à política, ao associativismo e ao desporto. Começou no escutismo aos 6 anos e nas campanhas eleitorais, pelo partido a que pertence, aos 9 anos. Foi membro ou presidente de vários dos órgãos sociais do seu partido. Praticou futebol. Foi e é dirigente associativo. Participou em várias actividades de formação política e profissional. Foi membro da Assembleia de Freguesia de Pombal e, depois, da Assembleia Municipal de Pombal. Foi vereador e agora é deputado.
Era advogado, tendo suspendido a sua actividade profissional quando tomou posse como vereador.
O deputado Pedro Pimpão é um homem humilde, generoso e ainda sem os vícios da grande política. É a sua generosidade que o leva a prestar contas da sua actividade parlamentar…
Concordando com a redução do número de deputados e de vereadores, questão alheia à pessoa de cada um deles, não posso deixar de me pronunciar sobre um concreto quando ele é criticado, porque o silêncio seria injusto…

Ainda o plano

Não deixa de ser deveras surpreendente a forma como Narciso Mota recebeu o Plano Municipal de Segurança Rodoviária proposto pelo PS: sem um reparo, sem uma crítica e com agendamento imediato. Algo mudou no reino de César.
É verdade que Narciso Mota nunca tolerou uma oposição interventiva e crítica e tudo sempre fez para a amolecer ou eliminar. Em várias fases do seu reinado consegui-o, mas nunca chegou ao ponto de a absorver. Estaremos aí?
Também não surpreenderia que um dos vereadores do PS viesse a ser o responsável pela implementação do plano. O lugar do Pedro Pimpão está vago!

10 de setembro de 2011

Farpas ao Jantar

Com votos de uma reentré em força para todos os leitores, aqui fica um retrato de família no jantar de ontem à noite, ao estilo Eixo de Mal, só que muito melhor! (nós temos comes e bebes e eles não, temos um concelho charneira que eles ainda não descobriram... eh eh)

Por ordem, da esquerda para a direita (salvo seja): José Gomes Fernandes, Gabriel Oliveira, Adelino Malho, João Melo Alvim, Paula Sofia Luz e Adérito Araújo. 

Se o "meu" Castelo falasse...

Depois do que se gastou no Castelo, e onde há (poucas) coisas bem conseguidas e outras que não são francamente mais que dinheiro estragado, sou levado a concluir que a obra ainda não acabou. Senão, o Castelo já estaria aberto, o que faria todo o sentido, atendendo à existência e funcionamento da cafetaria. E se bem me lembro, o projecto também ia estragar mexer no interior. Como e para quê, não sei. Mas isso não é importante, o importante é uma grande e imponente placa de inauguração.

9 de setembro de 2011

E por falar em coisas parvas...

... imposto sobre a "fast-food"? Oh senhor Bastonário, que cada vez mais se mostra um pombalense prototipal...?

Eu não sei se no Gambrinus ou no Tavares Rico a comida é feita mais depressa ou mais devagar do que no McDonalds. Não sei se um "McFish" tem mais sal e mais gordura que umas vieiras com caviar de arenque. Não sei se um cliente do fast food é mais "lambão" que um cliente de restaurantes com estrela michelin... sei é que, por norma, é mais teso! Assim, nu e cru, a malta do McDonald's e a malta do Gambrinus distingue-se por isso. Ê eu que tenho mais de comuna do que de padre, chateia-me mais que continuam a tributar e a carregar "nos tesos", do que a intenção de o fazer aos "pecadores". Isto é populismo, sr. bastonário! Daquele a que estamos habituados, infelizmente. Ainda vai ser convidado para algum cargo político, local ou nacional!

Sim, é possível!


Idílio Freire, 45 anos, pombalense, pastor, cozinheiro, agricultor, calceteiro, aprendiz de pedreiro, pintor, estudante, economista, desportista e tudo chegou a Ushuaia, na Argentina (“a cidade mais austral do mundo”), no dia 6 de Setembro de 2011. Tinha partido a 23 de Julho de 2010 de Inuvik, Canadá, de bicicleta, com o objectivo de percorrer todo o continente americano a pedalar. Foram cerca de 30 mil quilómetros. Conseguiu. Parabéns!

Impostos

Na próxima Assembleia Municipal discutir-se-á um dos assuntos que mais importância tem na vida dos munícipes: as taxas que são aplicáveis ao IMI, bem como a participação variável no IRS (que permite criar uma folga, através de uma dedução à colecta líquida). Não é preciso muito para saber que os limites serão sempre os máximos (com uma excepção no IMI aplicável aos prédios já avaliados). 
Aliás, várias vezes se disse que assim que as receitas atingissem os valores de 2003 (altura da última grande reforma da tributação patrimonial) que as taxas se manteriam nesses níveis. A prática, contudo, foi bem diferente. Claro. E não se espera alterações para este ano. Em bom rigor, também não seriam de esperar, atendendo à conjuntura geral. Mas o tema é por demais importante para se resumir a umas horas de discussão numa sala fechada. 
Juntas, aquelas duas verbas, em 2010, totalizaram 5 milhões, ou seja 20% das receitas correntes e 5% de todas as receitas (sendo que 2010 teve um Orçamento mais elevado do que é normal). Não se advoga aqui a extinção daquelas receitas, mas sim mais informação e discussão à volta das mesmas. Afinal, os órgãos de fiscalização servem para isso mesmo. Mas não se substituem à genuína vontade dos cidadãos em exercerem a sua cidadania. Isso e ter em conta,  por exemplo, e com as devidas diferenças, medidas como esta.

O PS mexeu-se…

Mexeu-se e falou: apresentou um plano. Apresentar um plano é sempre algo que fica bem, ao poder e ainda mais à oposição. O plano apresentado - Plano Municipal de Segurança Rodoviária – visa “reduzir substancialmente a sinistralidade rodoviária e tendo como horizonte o ano 2015”. Inclui muitas propostas mas, azar dos azares, não ataca a principal causa dos acidentes nas estradas municipais (aquelas onde a câmara tem responsabilidade e autonomia para intervir): as asfaltagens.
As estradas municipais, construídas ou reparadas pela câmara, directamente ou por subcontrato, são, claramente, a principal causa da sinistralidade, nomeadamente por causa das deficientes asfaltagens. Os problemas com as asfaltagens são vários (como OCP, muito bem, divulgou), mas o principal, o mais grave, é a falta da camada de desgaste, que, com piso molhado, são um perigo e causam frequentes acidentes. O concelho tem estado cheio destas armadilhas rodoviárias, mas o mais chocante foi, ao longo de muitos anos, a EM 501, entre o Castelo e Abiúl, onde muitas pessoas sofreram lesões e enormes prejuízos.
Porque não se tocou na causa principal?

Politiquices

Pedro Pimpão, embalado pelos últimos sucessos, vê-se que aspira, legitimamente, a rapidamente jogar nos grandes da política. Para lá chegar, sabe que precisa de se mostrar, bem ou mal. O seu assunto favorito é a juventude, sabe que fica sempre bem um político jovem preocupar-se com a juventude. Agarrou-se, agora, ao sucesso da selecção de Futebol de Sub20 e lançou uma petição pública para forçar os clubes grandes a colocar os jovens sub2O a jogar nas equipas principais. Poderia ter-se preocupado com os muitos jovens que não conseguem arranjar emprego, que têm empregos precários onde são explorados ou, mais ainda, com aqueles que por falta de competências ou habilidades dificilmente conseguirão entrar no mercado de trabalho, mas não, ele e o seu ministro da juventude (o tal que criou 3 comissões para estudar o futebol) estão preocupados é com os craques da selecção de sub20, meninos que, neste momento, se tiverem juízo terão a sua situação económica assegurada para o resto da vida. Pedro Pimpão sabe, por experiência própria, que chegar ao topo na política é bem mais fácil do que futebol, mas, mesmo assim, nem todos os caminhos são virtuosos.

8 de setembro de 2011

Alterações ao PDM. Não sabia?

Para quem não sabe, está a decorrer desde o dia 24 de Agosto (e até dia 13) o "processo de audição ao público, durante o qual os interessados poderão proceder à formulação de sugestões, bem como à apresentação de informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do respectivo procedimento de alteração do Plano" Director Municipal. Uma das alterações já se sabe o que vai influenciar: a Urbanização das Cegonhas. Concordo com essa alteração? Já que ali não se vai construir um Parque Verde, que deveria ter sido sempre a primeira opção (ainda alguém se lembra da promessa do Museu da Resina), que remédio, até porque a argumentação - numa lógica pura de mercado - faz sentido. Fica a notícia, se ainda não sabia. Coisa que, como um ex-seleccionador diria, é perfeitamente normal. 

7 de setembro de 2011

Aventuras de Pimpão

Se há alguém que lida bem com as ferramentas da “década do bricolage” é o nosso novel deputado, Pedro Pimpão. Com impressionante regularidade, o jovem pombalense lá nos vai relatando as suas aventuras na capital, ao serviço da nação. Depois de “Pimpão Agricultor”, questionando a ministra Assunção Cristas, temos agora “Pimpão Bajulador”, defendendo com galhardia a fusão do Instituto Português da Juventude com o Instituto de Desporto de Portugal. Verdade seja dita, eu também concordo com a eliminação de muitos institutos e direcções gerais, que mais não têm servido do que dar emprego aos pimpões que gravitam em torno dos líderes partidários. Agora, querer reduzir a juventude a atletas, para além de ser demasiado redutor, só me faz lembrar a Mocidade Portuguesa. Lá vamos cantando e rindo...

ETAP

Novo ano lectivo se aproxima. A ETAP não figura na lista das "Empresas Municipais", mas parece. Note-se que o capital social da Pombalprof (uma sociedade por quotas) tem um sócio (a CMP) com... 99% do capital social (que é de 100.000 €!). AICP e ACSP têm 0,5% cada.
Esta municipalização obrigava a outra clareza, por exemplo, no site da instituição. Gostavamos de saber quais são os órgãos sociais. Quem tem sido contratado, e para que funções. Queríamos ter a certeza que a ETAP não serve para "nomear amigos". E se calhar não serve mesmo, mas... não sabemos! É por estas e por outras que eu não gosto de empresas municipais, e muito menos de sociedades por quotas que, para serem empresas municipais, falta-lhes só... um bocadinho assim! (Muito pequenino, note-se).
NOTA: Este post não pretende de forma alguma beliscar os méritos da ETAP, nem posso deixar de reconhecer o importante papel que a escola tem no nosso concelho. E que fique claro que eu acho que a CMP tem, de facto, que a apoiar (como tem feito). A questão aqui é outra...

Alcatrões, há muitos!

Segundo noticiou OCP na semana passada, parece que o alcatrão espalhado por este concelho não é de grande qualidade. Isto deve-se, segundo a mesma fonte, à má fiscalização da CMP.

As fotografias apresentadas são credíveis, porque eu vejo aquilo muito frequentemente, neste concelho. Se o relato do jornal for verdade, então é muito grave...

6 de setembro de 2011

Estádios, não há muitos!

Consta que depois do mega-pavilhão, a localidade de Meirinhas vai ser ainda brindada com um "Estádio Municipal", como informa a RCP. Esta sequência de factos poderia até ser chamada de "Processo Santo André". Não, não está prevista a mudança da sede do concelho. Pelo menos (e que se saiba), ainda nada foi deliberado nesse sentido!

Turismo em Pombal?

Para os mais distraídos, aqui vai uma revelação: existe um posto de turismo em Pombal!

Na realidade, é um posto de turismo da região de turismo Leiria-Fátima (não sei se Pombal conta como "Leiria" ou como "Fátima"), região esta que tem umas contas "à imagem do país": depauperadas, incapazes de honrar compromissos.

A Câmara Municipal de Pombal deu a mão, pagando o salário da funcionária que está por Pombal. Parca refeição, digo eu: não chega para salvar uma região de turismo que parece não interessar a ninguém. E menos ainda chega para disfarçar a falta de aposta no turismo que se verifica em Pombal, desde tempos ancestrais. Fica só um "símbolo administrativo"...

5 de setembro de 2011

Na casa do poder local, os “amanuenses” imprimem os escritos das farpaspombalinas em folhas de papel e levam-nas à secretária do chefe, para este analisar e tomar medidas (se puder).
A pedido de muito(a)s Salomés e por sugestão de muitas Herodias, a “cabeça” de João Batista vai, agora, em letras impressas numa “bandeja” de papel à mesa de Herodes Antipas…
Porém, o(s) João(s) Batista parece que vai continuar a falar dos “incestos” políticos locais…

Bombeiros Voluntários de Pombal

Foi noticiado com abundância a questão da dívida de 250.000 do Ministério da Saúde aos Bombeiros Voluntários de Pombal. O presidente dos bombeiros, nosso "fiel leitor e agora infiel comentador", fez o apelo em comunicado, chegando a dizer as coisas que poderia fazer, se a instituição tivesse esse dinheiro. E até deixa no ar a crítica das promessas não cumpridas. Os deputados do PSD por Leiria já questionaram formalmente o ministro, em documento a que não consigo fazer o respectivo link (para já). Querem saber o que se passa e como se pensa resolvereste caso. E nós também queremos!

4 de setembro de 2011

Empresas Municipais

A troika mostrou-se recentemente muito preocupada com o "fenómeno" das empresas municipais. É fácil entender porquê: representam, muitas vezes, uma desorçamentação das Câmaras, ou formas de fugir aos limites de endividamento. Têm ainda uma outra característica: é que os seus directores/administradores/altos quadros não são eleitos, como os vereadores. E os seus funcionários são contratados sem concurso público, ao contrário dos funcionários públicos. Espero sinceramente que não sejam estas as verdadeiras razões para algumas autarquias gostarem tanto de empresas municipais.

3 de setembro de 2011

Menos quê?

Essa sumidade da política dos tempos modernos que é Miguel Relvas antecipou a reentré esta semana, colocando o dedo numa ferida que, em Pombal, até parecia quase sarada. Desde a era Narciso Mota que passou a ser "normal" a Câmara dispôr de tantos vereadores a tempo inteiro quanto fosse necessário empregá-los. De modo que às vezes me questiono como foi possível chegarmos até aos anos 90 sem este exército de servidores municipais.
Nas últimas eleições autárquicas a coisa ficou assim, e assim se manteve (mesmo depois de Pedro Pimpão ter sido eleito deputado para a AR).
A verdade é que já houve de tudo, quando olhamos para o historial recente dessa nova "profissão". Agora são nove, os vereadores. Sete deles integram o exército laranja e por isso respondem sempre à chamada, dois estão na oposição, seja lá isso o que for.
Não fora o facto dessa "picareta falante" estar agora nesse quartel dourado de S. Bento, arriscaria a apontá-lo como estratega de um cavalo de Tróia, que pelos vistos está a chegar.

1 de setembro de 2011

8 anos de ausência de “perigoso sindicalista"

8 anos foi o tempo que o executivo camarário demorou a descobrir a pretensa falta permanente de um funcionário ao serviço. Esta era a conclusão que se podia tirar das notícias que o executivo camarário divulgou através de comunicado. A ser verdade, o facto seria revelador de incompetência e inépcia extremas. Por isso, quando a notícia saiu, pensei que deveria tratar-se de um acto de ajuste de contas ou, melhor, de uma acto “ressabiado” (vingativo) de pessoa que se habitualmente diz ser não “ressabiado”… Também por isso, pensei no que poderia ter feito tal indivíduo…
Na altura, o executivo anunciou o facto e comunicou, de forma triunfal e implacável, a suspensão do pagamento das remunerações do “faltoso”: foram as “entradas de leão”. Porém, omitiu que o pretenso “faltoso” tinha vindo a exercer a actividade de representação de outros trabalhadores junto do sindicato para onde tinha sido eleito, que tal actividade estava a ser exercida de acordo com a lei e com o conhecimento do executivo camarário e, sobretudo, que a questão já havia sido objecto de processo judicial.
É caso para dizer que faltaram à verdade…
Recentemente, começaram a surgir novas notícias sobre o “perigoso” sindicalista”. Afinal vai ser suspensa a decisão de suspender o pagamento das remunerações. Parece que a isso obriga o disposto no artigo 128º, nº 1 do Código do Processo nos Tribunais Administrativo, em virtude de ter sido instaurada uma providência cautelar: são as “saídas de sendeiro”.
As consequências deste acto, como as de outros, serão mais uma vez e sempre suportadas pelos impostos dos contribuintes…
È por isso, que seria conveniente percebermos como funcionam os serviços jurídicos do município, sobretudo se têm independência técnica, e como são contratados os advogados, sobretudo se estes também tratam dos “casos” da vida privada de quem os contrata no exercício de funções públicas e dos casos dos familiares…
Para a pessoa que insulta quem o questiona sobre faltas de coerência ou mentiras, falando em “descer baixo” e trazendo à colação familiares e assuntos alheios às questões em discussão, mais uma vez se reviu ao seu espelho…

Coisas de iluminados.

Orçamento Participativo - Mais de 400 propostas de cidadãos para a cidade de Lisboa começam a ser votadas hoje. As dimensões são diferentes, claro, mas nestas coisas basta querer para acontecer. Tal como em tempos se passou com a proposta de um Conselho Municipal da Juventude que veio com a cor errada, ou pensar num Julgado de Paz (espaços não faltam) ou medidas que aproximem eleitos de eleitores centradas no voluntariado, por exemplo. E que permitam que mais que obras para cravar placa, surjam obras úteis ou, mais importante ainda, projectos que ajudem efectivamente as pessoas. Mas já sabemos, por cá, as pedras é que contam. E falam. Ó se falam. 

31 de agosto de 2011

Oposição à Mário Palma!

Perdoem-me os entendidos em basket (a nossa selecção lá anda em terras bálticas a fazer pela vida) se a referência estiver errada. Até porque o assunto é outro. Tenho visto o "lider da oposição", em Pombal, muito próximo e sorridente do nosso Presidente e demais vereadores, nas fotografias que a comunicação social vai publicando. Será um novo estilo de oposição, tipo "marcação homem-a-homem"?

Miguel Relvas dixit



"os municípios terão também que acompanhar este esforço de racionalização ao nível da sua organização interna. A título de exemplo, basta referir que existem no actual modelo local 2078 eleitos, entre presidentes e vereadores, e quase três mil dirigentes. Repito: três mil dirigentes. Este notório excesso de funcionários para a dimensão do território resulta de uma acumulação de erros ao longo da última década e impõe-se agora corrigi-los com determinação."


Eu não diria melhor, senhor ministro. Armado em iluminado, é?

29 de agosto de 2011

Ponte D. Maria

Não sei o que se passa com a ponte D. Maria. Foi inaugurada e esteve aberta apenas durante as festas do bodo. Depois fechou e assim continua desde há cerca de 1 mês.
Talvez estejam a “fabricar” coragem para arrancar os cepos de granito, de quinas afiadas, colocados sobre a ponte para protecção não sei de quê, menos das pessoas.
Vi crianças colocarem os pés calçados sobre as quinas dos ditos “cepos”, sem avaliarem o perigo de escorregarem, caírem e ferirem-se. Pensei no que poderá acontecer às pessoas menos atentas ou com dificuldades de visão…
Talvez a dona da obra também tenha reflectido sobre estas questões, depois da obra executada e do dinheiro gasto. Talvez também deva pensar no dinheiro que foi (muito mal) gasto na zona envolvente ao castelo…

27 de agosto de 2011

O desarranjo ordenado

Em Pombal, a ordem urbanística é um desarranjo ordenado. Existem leis, planos e regras mas, acima de tudo, prevalecem as excepções. A câmara em vez de ser a entidade responsável por assegurar a ordem urbanística é o principal promotor da desordem. O presidente da câmara em vez de ser o garante da aplicação da lei e do bom senso é o incentivador do mau gosto e do desrespeito pela lei – “os senhores do terreiro do paço são uns teóricos, não sabem fazer leis”. Por outro lado, há muito tempo que a divisão de urbanismo se transformou numa placa giratória de interesses particulares imorais e procedimentos obscuros. O resultado é o crescente desarranjo urbanístico, de todo incompreensível e injustificável, nomeadamente, numa época de forte crise no sector imobiliário que deveria proporcionar opções mais sustentáveis e de maior qualidade urbanística.

26 de agosto de 2011

O “sócio” partidário

As reflexões que o JGF aqui tem trazido sobre a forma como os militantes partidários censuram a participação pública dos seus correligionários quando esta não é completamente concordante com a linha do partido ou a acção pública dos seus dirigentes ou representantes comprova que os partidos deixaram, há muito, de ter pensamento crítico. Se a nível nacional a realidade é preocupante a nível distrital e concelhio é doentia. O militante transformou-se no “sócio” partidário, e nos partidos, ao contrário dos clubes de futebol, os “sócios” resumem-se aos membros das claques. Estes novos militantes – “sócios” – não toleram a discordância pública nem o debate e a discordância interna. Por isso, há muito que os partidos deixaram de ter correntes de opinião, facções e debate interno. O unanimismo abafou tudo e reduziu a militância aos “sócios”, e estes não estão para perder tempo a discutir ideias e projectos, querem vitórias e os respectivos dividendos.

É preciso deixá-los desconfortáveis

Um dos principais propósitos do Farpas é acicatar o debate e o escrutínio da acção política. O JGF assumiu bem este papel e tem-nos trazido, aqui, boas reflexões sobre a importância da participação dos cidadãos na política, nomeadamente na fiscalização das acções e comportamento dos políticos. Não sei se, no geral, os cidadãos apreciam o nosso papel, mas acho que tem que ser feito. Estou convencido que a maioria dos nossos leitores é dirigentes políticos e militantes partidários, o que é mau sinal. Mas se não conseguimos chegar a muitos cidadãos comuns, ao menos que deixemos os outros, de vez em quando, um pouco desconfortáveis.

25 de agosto de 2011

“Eu também”… “e não falo”

No passado dia 20, durante a concentração prévia à inauguração da ciclovia do Osso da Baleia, um amigo do meu laranjal fazia-me notar que também teve aborrecimentos com outros membros do partido local e que não “fala” sobre os actos dos respectivos políticos. Concluiu que eu não deveria “falar”, face ao papel partidário que tive no passado recente.
Parece-me que este é o argumento favorável a quem quer abusar do poder e ocultar-se por detrás da disciplina partidária…
Também me parece que só não critica quem é incapaz (incompetente), ou cobarde, ou cúmplice, ou quem tem telhados de vidro…
Foram estas condutas que permitiram a subversão de valores, a corrosão das instituições e destruição económica do país.
Criticar, avaliar e intervir são deveres de cidadania; cada vez mais. Portugal é muito mais importante do que os partidos...
Mais me disse o amigo do meu laranjal que o facto de eu ter sido dirigente do partido e não me ter “aproveitado do cargo” não constitui argumento que legitime as minhas acções críticas ou os respectivos conteúdos.
Agora parece-me que, para os “donos” da coisa pública, a honestidade já não tem qualquer valor e só tem liberdade para “falar” quem os elogiar…

23 de agosto de 2011

... e mais esta!

... ou para melhor expor a minha posição, e porque me revejo nas palavras do meu presidente da junta, aconselho a leitura desta Acta, em particular a página 7. Uma intervenção que marca com clareza a posição de uma freguesia.

Louriçalense me assumo...

... pelo que perdoarão esta minha teima! :)

Num comentário de um post recente, foi "sugerida" a falta de participação ou de voz, relativa ao Louriçal, no local próprio - a Assembleia Municipal. Isto não é (obviamente) verdade! Basta ler as Actas das Assembleias Municipais, disponíveis no site da CMP. Deixo este exemplo (vejam-se as páginas 24 e 25), e a repetição da pergunta final:


"Para quando um pólo escolar na segunda maior freguesia do concelho?"

Freguesias

José Neves, presidente da Junta de Freguesia do Louriçal, queixou-se recentemente n'OCP que "tem havido investimentos maiores noutras freguesias". E com razão! E o desequilibrio maior é na comparação feita entre os investimentos na sede de concelho e os feitos nas "freguesias rurais" (o resto).
O pavilhão das Meirinhas é muito grande? Muito caro? Não sei... o que acho perverso é que se o mesmo estivesse "enterrado" em Pombal, já ninguém achava mal. Isso é que está mal!

21 de agosto de 2011

Osso da Baleia

À ciclovia foi inaugurada. Os políticos locais estiveram lá todos ou quase todos. O presidente da Câmara até andou de bicicleta. Foi um bom sinal que deu e deve continuar a dar.
A obra, embora possa ter apenas utilidade para o lazer, talvez contribua para criar novos hábitos e nova mentalidade sobre o uso da bicicleta também nas povoações do nosso concelho.
Pena que a ciclovia (na própria data da sua inauguração) já tivesse danos. Urge proceder às reparações e levar a cabo outras acções que evitem que a ciclovia se degrade e se inutilize…

12 de agosto de 2011

Novidades de Pombal

D M “apareceu” e escreveu para um jornal de Leiria sobre os “caminhos da despesa”. Explicou como o estado gasta muito mais dinheiro por cada cidadão residente em Lisboa do que por cada cidadão residente em Pombal. Explicou os desequilíbrios entre as grandes cidades e os pequenos aglomerados populacionais e explicou a falácia do critério da diferença de PIB per capita entre os respectivos habitantes.
Concordo. Talvez falte mencionar que a falácia do critério também se deve à domiciliação na capital dos principais organismos públicos, dos governantes, dos funcionários públicos de topo, das principais empresas (como bancos e seguradoras), dos seus administradores e gerentes, etc, que consomem recursos económicos gerados nos diversos pontos do país e contabilizam os rendimentos na capital.
Como disse no início, D M apareceu. Resta esperar para ver como vai reagir o “capador” “ressabiado”; o que costuma tentar “castrar” todos aqueles que o rodeiam ou que ousam assumir algum protagonismo. O protagonismo está reservado ao “capador”…
Também é noticiado, no mesmo jornal, que a Câmara Municipal de Pombal, vai adquirir 100 bicicletas para promover os hábitos da respectiva utilização. “Acho” muito bem. Só espero que não seja uma medida demagógica (e de esbanjamento) para encher a ciclovia do Carriço na data da inauguração…

11 de agosto de 2011

Coisas que gostava de ver acontecer

Em Guimarães, os cidadãos vão fiscalizar o funcionamento da Capital Europeu da Cultura. São notícias que dão gosto ler. E perceber uma sociedade civil activa e mobilizada, perante o regabofe que até recentemente aquele evento estava a ser. 
E agora imagine-se isso aqui em Pombal, à devida escala e perante as ideias/projectos de quem manda, já que, por cá, a fiscalização de quem tem legalmente poderes para tal (Assembleia Municipal) é a que (não) é? Já sei, já sei, manias de iluminar aquilo que, convenientemente, tem de ficar na sombra. Assim é que o poder gosta e, como o JGF bem lembrava há uns posts atrás, todos aqueles que beneficiam da rede também.

8 de agosto de 2011

Aqueduto acidentado

No lugar de Crespos, no lado direito da estrada que liga a Charneca ao Marco e à Bajouca, na curva para o mesmo lado e a seguir ao entroncamento com a estrada do Monte da Cavadinha e Malhos, existe um aqueduto com um muro de protecção junto e paralelo à faixa de rodagem.
Para os condutores menos atentos, o muro do aqueduto parte-lhes os carros. O azar deles ou das seguradoras traz a sorte dos mecânicos…
Senhores autarcas, sejam mais atentos e tratem de recuar o dito muro meio metro. Bem sei que o projecto e a obra são baratos e que não há espaço para placas, mas tratem do assunto…

6 de agosto de 2011

Touradas

Citando na íntegra a RCP, e por lembrança do Alegria, cá fica a noticia deste protesto.
De resto, eu sou claramente contra as touradas, apoio o protesto, e vou tentar estar presente.

4 de agosto de 2011

O monstro

É que faltam palavras para classificar isto, sob todos os aspectos. Postaremos pormenores dentro de dias.

Estranho. Muito estranho...

É claro que prefiro ver o Correio de Pombal combativo em vez de submisso. A esse ou a outro qualquer jornal, cabe muito melhor o papel que lhe é destinado. Mas tão súbita mudança, acompanhada da razia na Redacção, faz-me estranhar:
1. Porque será que nenhum texto é assinado?
2. Como é que um único jornalista (que consta da ficha técnica) consegue produzir (e escrever em português escorreito) 28 páginas? hum?
3. Quem será o autor daquele editorial?
"Se podes olhar vê, se podes ver, repara", sic.

Daily show

Quando tenho oportunidade, vejo o daily show de Jon Stewart na tv. Lá, os políticos e outros actores sociais são criticados através da ironia e da comédia. Uma forma saudável de se reflectir e aprender sobre a política, os políticos e os seus actos.
Nos palcos de Pombal, qualquer indivíduo crítico ou qualquer local de crítica são censurados ou insultados. A tolerância, a educação e a cultura andam afastadas da personalidade da maior parte dos políticos locais. O daily show (espectáculo diário) é outro...

Figueiró, aqui tão perto!

No passado Domingo estive em Figueiró dos Vinhos, num torneio nacional de damas. Só por curiosidade, fui em representação de uma equipa de Coimbra, porque em Pombal, a única equipa que existia (e de qualidade, diga-se) - do NDAP - deixou de existir por falta de apoios.

O torneio foi organizado pela Federação Portuguesa de Damas, e contou com o apoio da CM de Figueiró dos Vinhos. Terá custado, ao todo, poucas centenas de Euros. Vieram os melhores damistas do país todo (como sempre acontece nestes eventos). Vila do Conde, Lagos, Porto, Aveiro, S. João da Madeira, Covilhã, Lisboa, Torres Novas... a maior parte deles visitou Figueiró dos Vinhos pela primeira vez. Sabendo disso, o Presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos fez chegar (e distribuir) informação turística (em suporte papel) a todos, clara e muito apelativa. Muitos prometeram voltar como turístas.

É uma coisa pequenina, de pouca expressão? É, sim! Mas com um orçamento igualmente diminuto. E à conta disso, nasceu mais um clube de damas, via-se já gente nova muito entusiasmada com a modalidade. Uma divulgação barata. Um desporto barato. E que em Pombal já teve grandes tradições. Porque se deixou acabar?

3 de agosto de 2011

Educar o bodo

Este ano, o bodo foi um pouquito menos barulhento, teve menos “paus” espetados nos passeios e foi mais barato. No dia seguinte começaram a “desmontar a tenda” e a remover os “paus” dos passeios. A “festa” está a dar sinais de querer ficar mais civilizado...
Porém, muitos cidadãos continuam a ser massacrados noite fora pelo ruído da festa. Um dia qualquer, alguém irá recorrer a tribunal para proibir a realização dos concertos. Seria melhor mudar esta parte da festa para o espaço envolvente dos pavilhões da “Expocentro” antes que a festa fique estragada…

2 de agosto de 2011

Não me entronizem!

A Confraria do Bodo está no seu direito de distinguir quem quer e quem bem lhe apeteça. Desta vez optou por enaltecer o percurso profissional de três dos irmãos Carvalho e Silva (e não os cinco, apesar de todos terem um percurso semelhante). Será que no próximo ano, mesmo ainda sem capa e cajado, iremos ver o senhor Reitor ou o senhor Bastonário a comer uma fartura no Cardal, a dar um tirinho nos “Amigos de Peniche” ou a beber a “abaladiça” no Esquina? Duvido. Assim como duvido que estas ilustres personalidades, a quem sou o primeiro a reconhecer o mérito, se revejam como pombalenses.

1 de agosto de 2011

Recados

Ouvi alguém dizer que as festas do bodo trazem a oportunidade para pombalenses se encontrarem e confraternizarem. Os pombalenses que cá residem e os que foram residir para outras paragens. Acho bem.
Assisti também ao envio de um recado (metade directo e metade indirecto) ao Presidente da Câmara para, no dia do Município, alterar os critérios de reconhecimento (condecoração) dos pombalenses, passando a reconhecer os que lograram atingir carreiras académicas e profissionais de destaque. Discordo.
Embora pense que não se deva “praticar” a “abundante” atribuição de condecorações, ao estilo de “foge cão que te fazem barão”, entendo, por outro lado, que algumas pessoas poderão ser “reconhecidas” mais pelo que fizeram pela nossa terra e pela nossa comunidade do que por eles próprios, sejam eles ricos ou pobres, cultos ou analfabetos…

30 de julho de 2011

Gigantones, ou "o bodo e a boda"

Para quem gosta(va) dos gigantones, aqui fica uma fotografia para matar saudades. Este ano não fazem parte da festa, e vê-los, só se for aqui, no Farpas. É serviço público, caros munícipes!


29 de julho de 2011

E a feitoria falhou

A capacidade de planeamento dos executivos liderados por Narciso Mota nunca foi muita. Mas nesta altura, passados dezassete anos e tendo-se especializado em benfeitorias e melhoramentos, contava-se que, pelo menos, conseguisse terminar a tempo a mais recente obra de fachada: Requalificação da Ponte D. Maria.
Deixar atrasar uma obra de carregar pela boca - subcontratar, inaugurar e pagar – e manter um estaleiro a céu aberto no coração das Festas do Bodo revela um Narciso Mota esgotado e cansado e desrespeito por aqueles que nos visitam.


Não havia necessidade!

Ricos e Pobres

Segundo dados publicados esta semana, os mais ricos deste país estão cada vez mais ricos. As suas fortunas sobem aos milhões. Em compensação, os funcionários destes mesmos milionários estão cada vez mais pobres, ou porque ficaram sem emprego, ou porque lhes vão sacar metade do ordenado, ou porque o IRS não cessa de aumentar e as deduções de diminuir, ou porque se paga tudo cada vez mais caro...
Esta realidade não mora apenas fora do concelho: também "anda por aqui". E se a crise é (no dizer de muitos) inevitável, também o aumento das desigualdades o será?

Pedro Pimpão e a agricultura

28 de julho de 2011

Sai da frente, Ângelo!

Para reflexão, antes que o Bodo se instale nas nossas vidas por estes dias, aqui fica a fabulosa história de Ângelo Monforte, esse "perigoso" sindicalista que a maior parte da cidade conhece. O presidente retirou-lhe o salário porque em 8 anos não apareceu ao serviço. Eu sugeria ao senhor presidente que aproveitasse este espírito que baixou sobre ele agora (na sequência do outro que o fez tirar a venda em relação a dois casos recentes...) e agisse, então, em conformidade (o que ele gosta desta palavra!). E desse modo dissesse publicamente o que pensa fazer com todos aqueles que engordam o quadro de pessoal, e que, o melhor que sabem fazer, é picar o ponto. Nós, contribuintes, munícipes deste pequeno pedaço, agradecemos. E temos a certeza que os colegas que trabalham também.

27 de julho de 2011

PS aberto

O presidente da concelhia do PS/Pombal decidiu, na sequência das eleições internas, convocar uma conferência de imprensa para fazer o respectivo balanço concelhio e anunciar a abertura do partido.
Bem pensado. Já que é necessário abrir o partido, nada melhor do que começar por apresentar aos indígenas locais os resultados das eleições internas.

PS fechado

Há muito que o PS deixou de contar grande coisa para os pombalenses e nos últimos tempos, talvez por isso, deixou de dar sinais exteriores de vida. Soube-se agora que esteve empenhado e absorvido com as eleições internas. Prioridades são prioridades.

MERCI BON DIEU

“MERCI BON DIEU” era a frase que encimava a frente de quase todas as viaturas automóveis pesadas do Haiti da ditadura dos Duvalier, pai e filho (Papa Doc e Baby Doc)
Também quero agradecer por, este Verão, não terem colocado outra vez um altifalante junto à janela do meu escritório a debitar decibéis de música e festa para o meu trabalho. Até penso que a minha cidade não está no terceiro mundo. Obrigado também por reduzirem o volume do som da festa que, no inicio, estava demasiado alto.
Pena é que as obras da ponte D. Maria estejam um “bocadito atrasadas”. Talvez estejam concluídas a tempo, mesmo à pressa e mesmo que necessitem de uma reparação após as primeiras chuvas… Os contribuintes pagam.
Obrigado também pelo luxo dos materiais empregues no restauro da ponte. Os contribuintes sabem que os arquitectos elaboram sempre os projectos que menos honorários lhes colocam nos bolsos, que são mais baratos na execução e que são os melhores locais para as inaugurações. Os contribuintes sabem que podem pagar todos estes luxos, porque podem…
MERCI BON DIEU, MERCI BON DIEU…

25 de julho de 2011

Um livro para férias

“A Consciência de um Liberal”, de Paul Krugman, editora Presença, é um livro actual e imperdível para os interessados pela sócio-política.
No momento em que em Portugal, e na EU, se apregoa e avança a passos largos para o desmantelamento do Estado Social e em que vivemos tempos difíceis - mais para uns do que para outros – é aconselhável conhecer as reflexões de Krugman sobre a problemática das desigualdades sociais e as suas consequências, o efeito distinto das agendas políticas (Democratas versus Republicanos) nas mesmas e o papel fundamental do Estado Providência, nomeadamente o sistema público de saúde , na correcção das oportunidades desiguais.

Inquérito Semanal - II

Contou-me um passarinho (que ainda vão havendo alguns passarinhos nas parcas àrvores da cidade) que a malta ali da Várzea queria uma festa, no jardim que têm em frente da porta. E que esta primeiro não era para ser autorizada, porque o jardim era "um espaço verde", mas depois já foi autorizada... e lá aconteceu, e parece que foi um sucesso!
Curiosamente, na mesma altura da conversa do passarinho, a JSD fez valente arraial no jardim ao lado da CMP. Qual a leitura a faze?

1 - Aquilo a que alguns ainda chamam "o jardim da Câmara", na realidade, não é (nem para lá caminha) um espaço verde;
2 - Os jotinhas não estragam nada, não incomodam nada, não chateiam nada... nem se dá por eles! As árvores e a relva não se vão importar;
3 - Aquele pessoal da Várzea não é amiga do "verde". Prefere o tinto (maduro). Mas ficou mais amiga do "verde" com a contratação do Capel!
4 - Não houve nenhuma festa da JSD, não há nenhum jardim da várzea, vocês são todos mas é uns "más linguas"... aquilo foi, sim, uma feira de emprego!

Os premiados serão anunciados num futuro próximo, na imprensa local (se ela ainda existir).

Nostradamus? Ou mais que isso?

O nosso amigo grilofalante emitiu uma opinião aqui que talvez tenha influenciado a nossa classe dirigente. É o que se vai dizendo por aí à boca pequena! Ou influenciou, ou o nosso amigo justificou o que já se agendava, mas ainda não se tinha tornado público.
Ou então, é tudo má lingua, como na outra anedota que se conta por aí...

24 de julho de 2011

O "Não caso"

Perece que alguém dum dos canteiros do roseiral, antes da jardinagem começar, colocou um tapete de pétalas no caminho de um dos candidatos a jardineiro mor.
O candidato perdedor, em nome da “disciplina” floral e dos superiores interesses do roseiral, logo tratou de cerrar os punhos e de dizer que estamos perante um “não caso”. O candidato vencedor nada disse (não repudiando nem assumindo o acto) e continuou a avançar em direcção ao futuro, como fazem sempre todos os elementos das diversas estruturas dos vários jardins ou pomares.
Mais uma vez a verdade e a responsabilidade cederam lugar aos “superiores interesses partidários”. É com pequenos actos, como este, que as máquinas partidárias mantêm a cultura da mentira, da fraude, da falsificação e da corrupção, prejudicam os cidadãos e arruínam o país.
No comentário “o farpas” tratámos do laranjal. Neste comentário tratamos do roseiral. Digam agora as rosas e as rosinhas como correu a jardinagem em Pombal e como interpretam o “não caso”.

23 de julho de 2011

Coisas que acontecem

No PS/Pombal, em eventos internos, daqueles onde não se paga quotas, poucos aparecem. Mas para votar em eleições internas (nomeadamente quando há mais que uma lista), para a qual tem de se pagar quotas, aparecem muito mais pessoas. O que parece estranho, se esquecermos o lado lunar da política partidário que teima em não ser iluminado, apesar das declarações das cúpulas. E como para tudo há duas leituras, seguramente os resultados das recentes eleições internas serão lidos por alguns como um sinal de "vitalidade" da estrutura e por outros como um sinal do funcionamento típico do aparelho. Eu prefiro ir mais longe e constatar que na altura de eleições externas, a verdade, quanto à vontade de participar demonstrada nas eleições internas (nomeadamente onde há mais que uma lista), vem sempre ao de cima. E que as consequências não.

Pensamento do dia

Quando a oposição crítica (se desculpa com) a falta de autocrítica da maioria, temos a confirmação que não temos oposição.

22 de julho de 2011

O "Farpas"

Ontem, dizia-me um amigo do meu laranjal: “também és farpeiro, nunca pensei que tu te juntasses àqueles tipos facciosos”...
Conversámos sobre o direito à opinião, sobre a liberdade de expressão, sobre o funcionamento do poder estatal e autárquico e sobre a conduta de alguns eleitos. Depois de alguma argumentação minha sobre o caso, o meu amigo acrescentou: “Se tu lá estivesses, também lá metias os teus filhos”.
A nossa (fraca) cultura cívica e a consequente indiferença pela responsabilidade leva-nos à viciação das regras da democracia, ao favorecimento e à justificação e ao elogio dos corruptos. Não nos podemos surpreender com a situação de ruína económica a que o nosso país chegou…
Meu caro amigo, o “farpas” é apenas um “fórum” aberto à liberdade de discussão das diversas questões de cidadania, onde participam, como residentes, pessoas com formações pessoais, crenças e entendimentos políticos bastante heterogéneos. É um “local” onde os cidadãos podem comentar, contrapor, esclarecer e argumentar sobre ideias, propostas e questões diversas, muitas delas vedadas, aos membros de algumas assembleias, pela “disciplina” da liberdade teórica.

20 de julho de 2011

Em exibição

Em português shameless significa sem vergonha. E as diferenças entre a série (excelente) e a realidade pombalense é que esta não é ficção e não tem piada nenhuma porque, em bom rigor, não há mesmo um pingo de vergonha. Ninguém pode dizer que não suspeitava ou não sabia, mas desta(s) vez(es) só não vê quem não quer. Talvez só os mesmos que em 2013, tal como agora acertam a bússola pelo pólo de São Bento, não vão querer lidar com a herança. A tal que, ao contrário do que se pensa, não se mede em placas de inauguração.

O filho pródigo

Uma notícia destas deve ser ter lugar de destaque: O (nosso) Pedro Roma deixa oficialmente a Académica. Agora se percebe que tenha encontrado (finalmente) disponibilidade para a dedicação à terra que o viu nascer e crescer, como atesta a sua entrada para a direcção do Sporting de Pombal. Tenho para mim que o Roma dava um bom vereador do Desporto. Ou mesmo um chefe de divisão - já que há-de chegar o dia em que os técnicos poderão ser só técnicos, sem necessidade de se mascararem de políticos, como nos acontece, amiúde.

19 de julho de 2011

Concursos públicos locais


Se não ajudarmos os amigos...!

Orçamentos participativos

Em Outubro, as elites sociais-democratas do concelho nem sequer queriam ouvir falar em orçamentos participativos nas autarquias. Agora que o mundo mudou e o actual secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa os recomenda, o que pensam os nossos “laranjinhas”?

Ah valente!

Correio da Manhã de hoje, página 43. Ou o orgulho de ser pombalense. Sabem que mais? É disto que o meu povo gosta. Política é isto!
Sem desprimor para o brilho da nossa conterrânea (moça bonita e bem apessoada), o que se passou foi a transmissão para o nível nacional daquilo que verdadeiramente conta neste concelho, como já bem ilustrou OCP, nos tempos em que os bikinis surgiam como o que mais importante acontecia nesta terra. Não chateia ninguém, e sempre dá para ir lavando as vistas, não é?

Inquérito semanal

A politica de contratações da ETAP anda, no mínimo, curiosa. Destaca-se aqui o recrutamento de figuras da quase extinta "comunicação social local". Isto acontece porque:

A - A ETAP vai abrir um curso de comunicação social, e precisa de formadores nessa área.
B - Os favores pagam-se.
C - A Pombalprof pondera a criação de um grupo de comunicação social que garanta a autonomia e isenção das noticias divulgadas.
D - Trata-se de "amigos", e "se não ajudarmos os amigos, mal vai a nossa sociedade".

As respostas correctas garantem um bilhete para algumas actividades do Bodo!

16 de julho de 2011

As profecias de Nostradamus

Há poucos dias falámos das revelações de Nostradamus sobre 2 concursos simulados para admissão de 2 pessoas pré-destinadas.
Hoje falamos das profecias de Nostradamus sobre o futuro de um político local recém-desempregado, membro e dirigente local de um partido da oposição e ex-assessor junto do recente ex-governo. Profetiza Nostradamus, que o Sr. político irá trabalhar para uma escola profissional local, sustentada pelos impostos dos contribuintes.
Só posso pensar que os promotores do “emprego”, para o dito ex-futuro político, gizaram uma estratégia para manietar ou enfraquecer o partido adversário em próximos actos eleitorais. Poderão estar a “forçar” o partido adversário a renovar a sua direcção e reforçar-se politicamente e estão a utilizar recursos públicos para viciarem a actividade política e a democracia…

Bem fica

As Casas dos principais clubes são, salvo raras excepções, locais de copos e manifestação de clubismo salpicado com muito fanatismo. A Casa do Benfica de Pombal foge um pouco à regra. Nos últimos tempos tem demonstrado um dinamismo e uma capacidade de realização surpreendentes, nomeadamente na oferta de actividades desportivas e de recreio.
A iniciativa Ferias Activas, já na quarta edição, é um projecto interessante, muito apreciado pelas crianças e famílias, que, apesar de pago, tem muita procura, e, mostra que a escassez de recursos não é a principal limitação para fazer coisas com valor. Era bom que outras entidades, com maior estrutura e mais recursos, seguissem este bom exemplo.

15 de julho de 2011

Água nas obras da ponte

Não consigo entender. Parece-me que o empreiteiro das obras de “restauro” na ponte D. Maria vai ter de andar de barco para desmontar os andaimes.
Fecharam o açude, o rio encheu submergindo a base os andaimes que ainda lá estavam, por debaixo dos arcos da ponte. Parece-me que a acção se destinou a forçar o empreiteiro a “correr”, a concluir as obras antes das festas do bodo…
Com o enchimento do rio, apareceram o lixo e óleos a boiar à superfície.
Ficou feio. Vamos lá descer um pouco o nível da água para que se possa retirar os andaimes e o lixo…
No restauro da ponte, aplicaram pedra “moleanos”? Parece…

Parque Verde?



Consulta-se o Boletim Municipal e constata-se (págs. 64 e 65) que vem aí uma espécie de Parque Verde, a propósito de prevenir as cheias contra Pombal, na zona do início do Jardim do Vale.
Do mérito técnico da ideia (prevenção de cheias), pronuncie-se quem souber.
Ter um Parque Verde em Pombal, ainda que sob o nome de Parque de Recreio e Lazer, sim senhor, parece ser sempre uma boa ideia, ainda para mais quando se perdeu a oportunidade do Casarelo ou da Urbanização das Cegonhas.
Mas estas são semi-surpresas que, normalmente, deviam ser alvo de mais discussão. Não esquecer que ainda (e pelos vistos sempre) há a questão da Estrada do Vale para resolver. Não digo que as obras sejam incompatíveis, digo é que do lado da população, nunca se sabe o suficiente.

14 de julho de 2011

Quando as cidades crescem e desenvolvem

As conclusões dos Censos 2011 apontam dados curiosos. O crescimento registado na cidade da Marinha Grande - o concelho do distrito que mais gente fixou na última década - não se deve apenas a um tecido empresarial forte. Deve-se também (e talvez sobretudo) à capacidade de desenvolver, para lá de crescer. O parque verde que faz inveja a todas as cidades do distrito de Leiria é só um exemplo, que outros andam a seguir. Porto de Mós é o caso mais recente.

E na periferia de Leiria os louros ficam na freguesia de Parceiros. É lá que mora a creche-modelo da região e do país, com uma lista de espera que ultrapassa a centena de crianças. Todas moram ali, naquelas urbanizações construídas por gente de Pombal. As que têm a sorte de beneficiar de um método específico, para além de brincarem em instalações do mais alto nível, são utentes de uma institutição gerida por gente de...Pombal. Aquela que há quase 20 anos, quando aqui chegou, o presidente da Câmara queria transformar "na segunda cidade do distrito de Leiria". Pois.

A lenta agonia do Correio de Pombal

Não sei se por influência do que aqui foi dito, o que é certo é que o Correio de Pombal tem agora mais redactores que directores. A operação de cosmética não disfarça, no entanto, a agonia em que se encontra este título pombalense. Basta ver que um dos redactores é o próprio director que - desconfio - escreve apenas a “Tinta Permanente” na página dois.


Esta situação incomoda-me. É triste perceber que a nossa cidade não tem dinamismo suficiente para conseguir manter um único jornal. Quem deve regozijar é quem sempre elegeu como inimigo público número um a nossa comunicação social.

11 de julho de 2011

Pombal foge à regra

Os resultados preliminares dos Censos 2011 confirmam o aprofundamento das assimetrias regionais. O Distrito de Leiria segue a regra: os concelhos do interior perdem população e riqueza para os do litoral. Pombal foge à regra: é do litoral mas perde população. Nada que surpreenda os mais atentos e/ou menos facciosos. Todos os estudos mostram que o concelho de Pombal (apesar de ser um dos maiores e ter uma localização privilegiada) apresenta indicadores socio-económicos ao nível dos pequenos concelhos do interior e longe dos concelhos do litoral do distrito. A perda de população é um indicador seguro do desfalecimento de uma terra. Muitos justificarão o fenómeno com a crise que assola o País. Terá o seu contributo, mas não é mais relevante. Há concelhos que ganham população (Marinha Grande à cabeça) à custa dos que a perdem. Naturalmente!

9 de julho de 2011

Árvores assassinas

Muitos de nós se recordam do plátano do Largo do Cardal que caiu sobre uma viatura automóvel que circulava no local, embora sem consequências para a vida do condutor.
Recordo-me também de um pinheiro do Casal Velho, implantado junto estrada Charneca/Feteira, próximo do cemitério da “discórdia”, que há cerca de 2 anos caiu sobre uma viatura automóvel que circulava no local, provocando ferimentos no condutor e, em consequência, a sua morte.
Recordo-me do tempo (meses) que a autarquia local (ou a protecção civil), depois de alertada para o perigo de queda de outro pinheiro no mesmo local, “levou” para o cortar e remover, apesar do pinheiro estar tão inclinado que a base do respectivo tronco estava implantado no terreno dum lado da estrada e a copa estava no espaço aéreo do outro lado.
Recordei-me destes dois casos por, há cerca de uma semana, em pleno Verão e com bom tempo, um pinheiro da Bajouca ter caído sobre um barracão anexo a uma casa de habitação.
Recordo-me daqueles casos e penso no que poderá (voltar a) acontecer nos próximos Outono e Inverno, ou mesmo neste Verão, sobretudo porque, quando passo na estrada que vai de Pombal ao Marco, pela Charneca, Roussa e Feteira, verifico a existência, junto à referida estrada, de árvores velhas, árvores com o terreno da raiz escavado pela erosão, árvores inclinadas, etc…
Existem coisas simples, bastantes importantes e com poucos custos para serem executas pelas autarquias, mesmo que não permitam visibilidade social (ou exibicionismos)…

Pombal e Loures: semelhanças

Os executivos das câmaras de Pombal e Loures são de partidos diferentes mas no recrutamento de pessoal seguem o mesmo princípio: ajudar os nossos.
Descubra as diferenças em www.expresso.pt desta semana.

8 de julho de 2011

Um novo Museu



Para quem tanto critica a falta de aposta na cultura e no património aí temos a resposta: um museu/centro arqueológico no Largo do Cardal.

6 de julho de 2011

Pontapé, canelada e rasteira!

Em Leiria, o futebol e a política são jogados como a canalha jogava, no largo da aldeia, há trinta ou quarenta anos atrás: pontapé, canelada e rasteira. Naquele tempo, pouco importava os golos ou o resultado do jogo em si, o que interessava era intimidar os adversários e levá-los à desistência, à derrota por KO.


Em Leiria, a guerrilha entre a Câmara e a União só pode acabar em KO, para os dois.


A Câmara tem estádio mas não tem equipa, a União tem equipa mas não tem estádio. E, mesmo assim, não se entendem! Porca miséria!

Lixo


Ainda há quem acredite que os nossos carrascos nos irão salvar?

3 de julho de 2011

O outro lado das festas

As festas estão a chegar, as do “bodo” e as das diversas aldeias. As rivalidades entre as “capelinhas” levam os “mordomos” dos labregos a contratar “artistas” mais caros do que os das festas dos vizinhos. Os “artistas”, chegados ao local das festas, entregam os “cachets” em notas aos seus mandatários, os quais saem do local antes das actuações, como ladrões (que não pagam impostos).
Depois, durante a noite, os promotores das festas e os “artistas” oferecem ilusões que vão alimentando a quimera da vida dos presentes, enquanto outros, em casa, suportam a dor provocada pelo do roído do prazer daqueles.
São assim as festas dos labregos das aldeias e da “vila” de Pombal: Ilusão e cansaço para os presentes, ruído e sofrimento para os doentes e para os que necessitam de repouso, venda de imagem, como nas inaugurações, para os promotores, e despesa para todos.

2 de julho de 2011

Albergaria também é Pombal!

Há uns anos atrás, quando era um pombalense profissional, ir a Albergaria no São Pedro era uma obrigação. Agora, ainda os Diapasão não subiram ao palco e já só se fala do Bodo. E não é só aqui no Farpas; o site da Câmara – o que é mais grave - também esqueceu o santo! A nós, emigrantes, resta-nos a Rádio 97FM (valha-nos São Marques!) para ficarmos a conhecer o “atraente” programa das festas. Se não fosse estar a 2000 quilómetros de distância, dava lá um saltinho.

1 de julho de 2011

Bodo Novo

Novo ano, novo modelo de Festas do Bodo. Assim tem sido nos últimos anos. De um ano para o outro, muda (quase) tudo: modelo, financiamento, local, etc.
O modelo passa rapidamente do tipo festivaleiro para o tipo popularucho. O financiamento varia de unicamente por receitas directas até a exclusivamente por despesa pública (de borla, como é dito agora). Os locais mudam todos os anos. Ainda não se lembraram do castelo, mas um dia lá chegarão. Seria levar a festa aos mortos. Talvez gostassem.
As experiências continuam e os falhanços sucedem-se. Algum dia hão-de acertar.
Esta terra ainda vai cumprir seu ideal.

Originalidades

No fim-de-semana passado, Abiúl recebeu, com total indiferença, um torneio de Voleibol de Praia! De Voleibol de Praia!

Uma terra que não apoia e, por conseguinte, não tem qualquer vestígio de actividade desportiva organizada decide apoiar e incentivar o Voleibol de Praia.

O Voleibol de Praia já chegou a Abiúl! Falta é a praia!

Esta terra ainda vai cumprir seu ideal.