29 de junho de 2012

79


A partir de Agosto são mais 79 os desempregados do concelho de Pombal. A frieza do número esconde o drama de quem vai ter que iniciar a via sacra do centros de emprego, na procura da tal “oportunidade para mudar de vida”. Segundo a 97, a Hydro Building Systems “está disposta a pagar indemnizações acima do previsto pela legislação”. Isso até poderia ser uma boa notícia, não fosse a nossa legislação tão má.

28 de junho de 2012

Madorna nacional


A cantora americana “Madona" foi a Coimbra cantar.
Os eruditos de Coimbra e algures pagaram mais de €100,00 por bilhete para verem e ouvirem a cantora. Prioridades pessoais estranhas da vida de cada um.
Afinal Portugal é um país rico ou de labregos/pedantes e Coimbra o exemplo da “madorna” nacional.

20 de junho de 2012

Rui Costa e o Ciclismo

Rui Costa venceu a volta à Suiça em bicicleta. Certamente um motivo de orgulho para os portugueses, especialmente para os residentes naquele país.
Porém os "prostitutos" da publicidade e da comunicação social quase ignoraram o feito e continuaram a endeusar um jogador de futebol que faz birras e mostra imaturidade. Não é por acaso que Scolari o nomeou capitão: armadilhou o caminho e o futuro do treinador que se seguiu.
Entretanto, Rui Costa quase passa ao anonimato, Paulo Bento aplica as táticas definidas por Mouriunho e Portugal continua anestesiado...

10 de junho de 2012

No euro/futebol


Portugal começou a perder. Espero que perca mais jogos.
Estou cansado de ouvir jornalistas idiotas a falar e a escrever sobre futebol, dizendo que temos o melhor jogador do mundo, como se fosse verdade e como se isso bastasse para ganharmos. Parece que se esquecem que existe Messi…
O CR faz-lhes a vontade: mostra-se obcecado em mostrar que é o melhor do mundo, olha frequentemente para os écrans gigantes para ver se está a ser filmado, estraga o jogo da equipa, marca todos os livres, mesmo os de posições mais favoráveis a outros colegas de equipa, não ajuda os colegas a defender, quer fazer tudo sozinho no ataque e não vê que Nani é melhor que ele.
O treinador nada diz e não toca no “craque”; não lhe explica que para ser o melhor tem saber sê-lo. Por lado, convocou o Hélder Postiga e o Hugo Almeida, que pouco domínio de bola e pouca capacidade física têm e pouco jogam com a equipa. É o peso do nome e do passado dos jogadores a valer, como se o nome jogasse no presente. Fez-me recordar o Sporting até ao penúltimo ano a contractar “velhos” que já só jogavam com o nome.
O treinador apenas deu alguma esperança ao fazer entrar Silvestre Varela…
Para acabar com as vaidades, o que eu quero é que Portugal perca no euro/futebol, que pense em coisas mais sérias e que faça mais um esforço para levantar a economia.

4 de junho de 2012

Outdoors

Há uns anos atrás o executivo municipal (Narciso Mota) mandou arrancar e apreender Outdoors (fixos e em atrelados) porque não estavam licenciados (mas a câmara não tinha nenhum regulamento para o seu licenciamento). Politiquice e má formação democrática.
No entanto, nos últimos anos, quem quis colocou Outdoors pela cidade e não consta que algum tenha sido retirado.

Na entrada da Urb. São Cristovão está instalado, há vários meses, um Outdoor de uma empresa privada de segurança, que compromete a visibilidade de quem aborda o cruzamento e, como tal, põe em causa a segurança do tráfego naquela zona (já ali aconteceram vários acidentes). Mas, como a mensagem não incomoda o poder instalado, por lá vai continuar…

Pombal e os touros

Os nossos autarcas, pouco cultos e ansiosos de protagonismo, são muito permeáveis a modas. Agora não há quem não queira ter a sua “maravilha” nos infindáveis concursos promovidos por um espertalhaço que aí viu um filão. Já outros aspiram a algo mais arrojado: pertencer ao restrito clube dos que têm um bem classificado como Património Cultural e Imaterial da Humanidade (PCIH).

Vem isto a propósito de Pombal ter atribuído o título de Património Cultural do Município às Touradas de Abiúl, numa iniciativa mais vasta que pretende candidatar a festa brava a PCIH. E qual o raciocínio dos nossos autarcas? “Se a coisa for classificada, teremos hordas de turistas. É só massa a entrar!” Esquecem-se é que a classificação acarreta, em si, um compromisso forte, que transcende a esfera política. Deveria, por isso, ter sido amplamente discutida.

Gosto de touros, mas não acho é piada nenhuma aos tipos embonecados, encavalitados num cavalo, a espetar farpas no lombo de quem não pediu para estar ali. E são precisamente esses e outros embonecados que sustentam esta candidatura. Se a ideia era promover o sacrifício animal, porque não a matança do porco? Essa sim, verdadeiramente popular a nacional.

(texto adaptado de coluna escrita no Região de Leiria)

2 de junho de 2012

Estamos vivos, afinal

Um projecto maior da Liga Portuguesa Contra o Cancro afastou-me por meses deste blogue. Foi pela melhor das causas, posso dizê-lo agora. Ao longo do tempo fui comentando com os camaradas da farpearia a descoberta que esse movimento trouxe a Pombal: somos capazes de muito mais do que imaginávamos. "Afinal somos capazes de fazer coisas!", disse-me a Sílvia, certa noite, no I-Code, um dos vários bares da cidade que aderiu ao projecto Um dia pela Vida. E somos, sim. Para além da motivação maior que todos tínhamos (recordar os que partiram levados pelo cancro, celebrar a vida dos que o venceram e lutar ao lado dos que o enfrentam), quando integrei a comissão local dessa missão não poderia imaginar o que aqui viria, a comovente forma como a sociedade civil consegue emergir, quando abanada por causas.
O desafio da Liga era quase assustador: ligar as 17 freguesias do concelho, tão separadas à nascença. Ao princípio julguei tratar-se de uma missão impossível. Enganei-me. À medida que o tempo passou fui deixando cair décadas de certezas sobre o meu Pombal. Quando semana após semana se constituíam equipas novas (foram 84, no total, a maioria de 20 elementos) de voluntários, que haveriam eles próprios de implementar o projecto no terreno. Foram dezenas de palestras e acções de educação para a saúde, mais de uma centena de festas, de eventos de angariação de fundos. Mais de 110 mil euros angariados para a Liga, que os há-de aplicar no rastreio do cancro da mama e no apoio social aos doentes e famílias, cada vez mais preciso, cada vez mais notado.
Mas para além de tudo, a movimentação. A juventude a mexer. A capacidade de organizar, de mobilizar, de fazer acontecer. Nalguns casos os presidentes da junta estiveram ao lado das equipas, noutros foram a reboque, noutros perderam uma excelente oportunidade de ver como se faz. Um dia chegámos ao Carriço e havia 500 pessoas num almoço. Noutro a Palace Kiay abriu ao domingo à tarde para pais e filhos. Noutra ocasião duas equipas da cidade colocaram 700 pessoas num jantar. Em Vila Cã até a serra de sicó se transformou em palco. E as caminhadas, e os concertos, sempre a surpreender até a própria organização.
E o que dizer daquela malta que organizou uma edição da Voz de Pombal no Café Concerto (que precisa urgentemente de rever a organização de recursos...), trazendo à cidade uma explosão de talento. Sim, essa é uma parte que fica gravada. Pombal está cheio de talentos. Gente que toca, canta e dança tanto. E outra tanta que arregaça as mangas sem pudor.
Acredito que depois disto, nada pode voltar a ser como dantes. Não foi alheio a todo o sucesso desta mega operação a despartidarização que há tantos anos toma conta das organizações e as amarra entre muros. A Câmara fez o seu papel (cedendo espaços, meios e apoios diversos), num exemplo claro de como as coisas deveriam funcionar: há mais vida para além do município e do municipalismo.
E por fim, a festa de encerramento. A contragosto de algumas vontades (que insistiam na hipótese do Largo do Arnado), acabou por fazer-se no Jardim do Cardal (é municipal, eu sei, mas é muito mais nosso assim), num misto de emoções e milhares de pessoas a celebrar a vida. Provou-se que foi a melhor escolha. O Bodo podia ser assim, também. Ter uma componente social, tirando partido da gente boa que temos.
Às vezes é preciso dar a volta ao mundo para nos (re)encontrarmos no ponto de partida. Deixar os ciclos fecharem-se e ajudar a construir o futuro.
E sim, pela primeira vez, eu vi este povo lutar!

1 de junho de 2012

Laranja renovada

O PSD de Pombal elegeu a sua Comissão Política Concelhia. E se dúvidas houvesse quanto à capacidade do partido se renovar, elas foram desfeitas neste acto eleitoral.

O omnipresente Pedro Pimpão lidera a equipa, sendo secundado por dois desconhecidos: Narciso Mota e Diogo Mateus. Louvo o arrojo. Num ano pré-eleitoral é bom saber que os sociais-democratas apostam em novas caras, novos protagonistas. Mas a renovação não se fica por aqui. A presidência da Mesa da Assembleia foi confiada a Rodrigues Marques e vice-presidência a Fernando Parreira. Os meus sinceros parabéns!

29 de maio de 2012

Dura Lex?


Artigo 1º da Lei 46/2005
Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais

1- O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, salvo se no momento da entrada em vigor da presente lei tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o 3º mandato consecutivo, circunstância em que poderão ser eleitos para mais um mandato consecutivo.
2- O presidente da câmara municipal e o presidente de junta de freguesia, depois de concluídos os mandatos referidos no número anterior, não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido.
3- No caso de renúncia ao mandato, os titulares dos órgãos referidos nos números anteriores não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à 
renúncia.

Eu leio e releio e parece-me que "aquelas funções", ou seja, de presidente da Câmara ou de Presidente da Junta, não podem ser assumidas depois de concluídos os mandatos. São as funções que determinam a proibição e não o local onde são exercidas. Qual a pertinência? 

Ao que consta, alguma. Tanto numa lógica de exportação de candidatos como de importação. 

E quanto mais não seja, porque a não ser assim, seria mais uma fraude legal cometida de forma consciente por quem legisla.

22 de maio de 2012

Uma cidade com vida

É já no próximo sábado, dia 26, que decorre o encerramento da iniciativa "Um Dia Pela Vida" em Pombal. Este evento, promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, envolveu, de forma surpreendente, toda a comunidade pombalense. A grande festa que está preparada o Largo do Cardal, a partir das 9h30, será a prova evidente do seu enorme sucesso.

Estão de parabéns os promotores locais e toda a cidade. Só espero que esta mobilização sem precedentes da sociedade civil pombalense frutifique. Faz-nos falta uma cidade dinâmica, irreverente e que saiba criar eventos fora da sombra dos Paços do Concelho.

15 de maio de 2012

E ouvirão eles?


Ao fim de 20 anos, um partido que, a fazer fé em testemunhos dos seus próprios militantes, nem sequer os ouve, quer ouvir os cidadãos. Abertura? Pois, noblesse, leia-se, eleições de 2013, oblige. É pena que seja sempre porque um ciclo acaba e não porque devesse ser sempre assim. Mas ainda assim, regista-se. Pode ser que, querendo ouvir, ouçam mesmo. E continuando poder, mudem. Mas para já, permitam a quem já cá anda há algum tempo de duvidar de tamanha esmola. É que ouvir, seja o que quer e o que não se quer, é coisa que o PSD não tem, sistemática e consistentemente, feito. Mas até pode mudar. Até lá... espero sentado que é para não me cansar.

14 de maio de 2012

Bombeiros centenários

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal faz cem anos e, para assinalar este evento, são várias as actividades evocativas que irão decorrer durante a semana. Como ponto alto, destaco a apresentação do Livro do Centenário, hoje, pelas 21h, no Teatro Cine de Pombal. Um importante documento que, espero, honre a história desta centenária instituição. Parabéns, pois!

9 de maio de 2012

Mais um subsídio de €150,000,00

Há algumas semanas li uma notícia sobre a atribuição, pela Câmara Municipal de Pombal, de um subsídio no valor de €150.000,00 ao Clube de Ténis de Pombal para construção da sua sede. Percebi a motivação: há necessidade de fazer avançar a ciclovia pelo local onde está implantado o pardieiro sede do Cube de Ténis. Andei a tentar perceber os argumentos favoráveis e os desfavoráveis a tal decisão. Não consegui encontrar justificação pois, por um lado, não existe obrigação da Câmara Municipal construir um novo edifício para substituir o pardieiro que lhe pertence e, por outro lado, os sacrifícios postos aos contribuintes que têm de pagar o custo da obra são cruelmente superiores ao benefício de um edifício que apenas irá servir para reuniões ocasionais, para armazenamento de alguns equipamentos e, eventualmente, para exibição de troféus. Depois da minha análise, vim a saber que o Clube de Ténis teria preferido que o subsídio fosse aplicado na cobertura dos recintos de jogos do ténis, proporcionando a prática daquele desporto durante todo o ano. Apesar de concordar mais com esta última opção, entendo que o custo deste desporto de elite não deve ser suportado pelos praticantes e não pelos impostos dos que não conseguem “salvar” o seu posto de trabalho, a sua casa e sua empresa. Concluo, pois, que o referido subsídio é mais um ato de esbanjamento de dinheiros públicos sem punição previsível.

25 de abril de 2012

Quatro anos depois

O Farpas faz hoje quatro anos. Em 2008, escrevíamos assim:


"E depois de Abril? Viemos nós, os que nos habituámos a pouco valorizar a liberdade, porque nela crescemos. Os que fomos, aos poucos, cedendo tanto, sem, às vezes, disso nos apercebermos. Os que aceitámos a premeditada censura, ou a auto-censura, como se fosse uma necessária moderação feita à medida e fomos abdicando de falar, de escrever, de pensar, de estar. Mas é tempo de assumir outra atitude. É tempo de afirmar a liberdade, a diferença, a cidadania. É tempo de reflectir, de criticar e de denunciar “progresso da decadência”.
Passados 30 anos, o nosso mundo divide-se – outra vez – por uma cortina de liberdade: entre os que têm a coragem de afirmar a liberdade e os outros, que se escondem atrás do ecrã, no anonimato, à espera da benesse.
Nesta esquina colectiva em que nos juntámos, só há lugar para os primeiros.
Viva a liberdade!"
Viva.

23 de abril de 2012

Inundações na Câmara Municipal.

Há uns meses, uma munícipe apresentou um requerimento na Câmara Municipal a solicitar “cópia das peças desenhadas do projecto de arquitectura que deu lugar à emissão da licença de construção nº” …
Passadas várias semanas sem resposta da Câmara, a munícipe insistiu verbalmente pela emissão da certidão.
Alguns dias depois, uma funcionária da Câmara Municipal, com cargo de chefia, telefonou à munícipe perguntando para que efeito pretendia a certidão e de que forma sabia que o processo camarário existia. Respondeu a munícipe dizendo que pretendia a certidão para instruir documento de constituição de propriedade horizontal e que tinha cópias de parte do projecto com carimbo de entrada na Câmara Municipal.
Alguns dias depois, um advogado da Câmara telefonou à munícipe a colocar as mesmas questões, ao que obteve as mesmas respostas.
Dois meses e uma semana após a entrega do requerimento, foi passada uma certidão donde constava: “não sendo possível, porém, localizar o processo físico nos arquivos municipais, não permitindo tal situação que sejam facultadas cópias das peças desenhadas do projecto de arquitectura aprovado”.
Na mesma época, soubemos de fonte anónima que teria ocorrido uma inundação na cave do edifico da secção de obras da Câmara Municipal e que os muitos processos de licenciamento de obras lá existentes teriam ficado destruídos.
Percebemos, por isso, que a Câmara Municipal agiu de má-fé, pretendendo saber se a requerente não tinha provas da existência do processo para poder recusar a certidão a fim de ocultar os acontecimentos.
Recentemente, aquando das esperadas chuvas de Abril, ciclistas que passaram junto ao Arunca, a jusante da ETAR, verificaram que a água do rio se encontrava suja de cor cinza escura, como se apenas tivessem retirados os elementos sólidos dos efluentes. Contaram que algumas vezes viram mesmo dejectos sólidos no rio. Coincidência com as primeiras chuvas a sério…
Se a estas “inundações”, ocultadas aos munícipes, juntarmos a recusa da Câmara em assumir qualquer responsabilidade por acidentes automóveis de cidadãos ocorridos em estradas municipais, devido a obras não sinalizadas, e a recusa em fazer cumprir a gestão de combustível pelos particulares, temos uma cultura de desresponsabilização bem enraizada no poder autárquico…

É Pombal...

A crise, a verdadeira crise, aquela que trás sofrimento e desgraça está, finalmente, instalada e sem data de retirada. Os gemidos chegam-nos de todo o lado, menos de Pombal. Por aqui reina a calmaria: tudo continua sossegado, adormecido ou anestesiado. O poder vive sossegado como nunca e, sabendo que o tempo lhe corre a feição, aguarda, tranquilo, a sucessão. A oposição ergueu a bandeira branca e foi fazer a guerra para outros terrenos (aqueles onde se ganham eleições sem eleitores). Os media não têm notícias nem as procuram porque têm medo de acordar alguém que pode ficar indisposto. O povo? O povo resignado sofre calado ou, como sempre fez, foge para melhores paragens. Coitado do Povo, Pá!

18 de abril de 2012

Estatuas

O Monumento ao 25 de Abril, situado no Largo dos Correios, está a ser desmontado. É para desmantelar ou para reparar? O desmantelamento justificar-se-ia e há na medida alguma coerência: a extinção do legado da Revolução de Abril de 74 deveria corresponder ao desmantelamento dos seus símbolos. A reparação, geral, não se justifica: o preço pago deveria corresponder a alguma qualidade de construção.

12 de abril de 2012

Ora aí está uma boa medida

Com critérios claros e adequados. Encerrar as empresas municipais que durante três anos apresentem resultados operacionais negativos, cujo capital próprio seja igual ou inferior a metade do capital social e ainda aquelas cujas vendas e prestações de serviços ao longo de três anos não cubram 50% dos gastos efectivos.
Se for efectivamente implementada, em Pombal será a razia total.

11 de abril de 2012

Viva o teatro!

Começa, este fim-de-semana, mais um Festival de Teatro de Pombal, promovido pelo TAP e pela Câmara Municipal. Parabéns aos promotores pela capacidade de manter um evento com esta consistência ao longo de anos.

Em tempos de crise, o festival aposta num cartaz equilibrado, tanto em termos de qualidade como a nível orçamental. Confesso, no entanto, que esperava um pouco mais de arrojo e imaginação. Conhecendo as pessoas do TAP, não previa algumas escolhas tão óbvias.

Mas, sejamos justos: o facto do espectáculo inaugural já estar esgotado (eu já não tenho paciência para os Commedia a la Carte…) mostra que esta aposta consolida um público local. Pena é que a mesma aposta impede o festival de se afirmar como um evento de relevância regional.