25 de abril de 2012

Quatro anos depois

O Farpas faz hoje quatro anos. Em 2008, escrevíamos assim:


"E depois de Abril? Viemos nós, os que nos habituámos a pouco valorizar a liberdade, porque nela crescemos. Os que fomos, aos poucos, cedendo tanto, sem, às vezes, disso nos apercebermos. Os que aceitámos a premeditada censura, ou a auto-censura, como se fosse uma necessária moderação feita à medida e fomos abdicando de falar, de escrever, de pensar, de estar. Mas é tempo de assumir outra atitude. É tempo de afirmar a liberdade, a diferença, a cidadania. É tempo de reflectir, de criticar e de denunciar “progresso da decadência”.
Passados 30 anos, o nosso mundo divide-se – outra vez – por uma cortina de liberdade: entre os que têm a coragem de afirmar a liberdade e os outros, que se escondem atrás do ecrã, no anonimato, à espera da benesse.
Nesta esquina colectiva em que nos juntámos, só há lugar para os primeiros.
Viva a liberdade!"
Viva.

23 de abril de 2012

Inundações na Câmara Municipal.

Há uns meses, uma munícipe apresentou um requerimento na Câmara Municipal a solicitar “cópia das peças desenhadas do projecto de arquitectura que deu lugar à emissão da licença de construção nº” …
Passadas várias semanas sem resposta da Câmara, a munícipe insistiu verbalmente pela emissão da certidão.
Alguns dias depois, uma funcionária da Câmara Municipal, com cargo de chefia, telefonou à munícipe perguntando para que efeito pretendia a certidão e de que forma sabia que o processo camarário existia. Respondeu a munícipe dizendo que pretendia a certidão para instruir documento de constituição de propriedade horizontal e que tinha cópias de parte do projecto com carimbo de entrada na Câmara Municipal.
Alguns dias depois, um advogado da Câmara telefonou à munícipe a colocar as mesmas questões, ao que obteve as mesmas respostas.
Dois meses e uma semana após a entrega do requerimento, foi passada uma certidão donde constava: “não sendo possível, porém, localizar o processo físico nos arquivos municipais, não permitindo tal situação que sejam facultadas cópias das peças desenhadas do projecto de arquitectura aprovado”.
Na mesma época, soubemos de fonte anónima que teria ocorrido uma inundação na cave do edifico da secção de obras da Câmara Municipal e que os muitos processos de licenciamento de obras lá existentes teriam ficado destruídos.
Percebemos, por isso, que a Câmara Municipal agiu de má-fé, pretendendo saber se a requerente não tinha provas da existência do processo para poder recusar a certidão a fim de ocultar os acontecimentos.
Recentemente, aquando das esperadas chuvas de Abril, ciclistas que passaram junto ao Arunca, a jusante da ETAR, verificaram que a água do rio se encontrava suja de cor cinza escura, como se apenas tivessem retirados os elementos sólidos dos efluentes. Contaram que algumas vezes viram mesmo dejectos sólidos no rio. Coincidência com as primeiras chuvas a sério…
Se a estas “inundações”, ocultadas aos munícipes, juntarmos a recusa da Câmara em assumir qualquer responsabilidade por acidentes automóveis de cidadãos ocorridos em estradas municipais, devido a obras não sinalizadas, e a recusa em fazer cumprir a gestão de combustível pelos particulares, temos uma cultura de desresponsabilização bem enraizada no poder autárquico…

É Pombal...

A crise, a verdadeira crise, aquela que trás sofrimento e desgraça está, finalmente, instalada e sem data de retirada. Os gemidos chegam-nos de todo o lado, menos de Pombal. Por aqui reina a calmaria: tudo continua sossegado, adormecido ou anestesiado. O poder vive sossegado como nunca e, sabendo que o tempo lhe corre a feição, aguarda, tranquilo, a sucessão. A oposição ergueu a bandeira branca e foi fazer a guerra para outros terrenos (aqueles onde se ganham eleições sem eleitores). Os media não têm notícias nem as procuram porque têm medo de acordar alguém que pode ficar indisposto. O povo? O povo resignado sofre calado ou, como sempre fez, foge para melhores paragens. Coitado do Povo, Pá!

18 de abril de 2012

Estatuas

O Monumento ao 25 de Abril, situado no Largo dos Correios, está a ser desmontado. É para desmantelar ou para reparar? O desmantelamento justificar-se-ia e há na medida alguma coerência: a extinção do legado da Revolução de Abril de 74 deveria corresponder ao desmantelamento dos seus símbolos. A reparação, geral, não se justifica: o preço pago deveria corresponder a alguma qualidade de construção.

12 de abril de 2012

Ora aí está uma boa medida

Com critérios claros e adequados. Encerrar as empresas municipais que durante três anos apresentem resultados operacionais negativos, cujo capital próprio seja igual ou inferior a metade do capital social e ainda aquelas cujas vendas e prestações de serviços ao longo de três anos não cubram 50% dos gastos efectivos.
Se for efectivamente implementada, em Pombal será a razia total.

11 de abril de 2012

Viva o teatro!

Começa, este fim-de-semana, mais um Festival de Teatro de Pombal, promovido pelo TAP e pela Câmara Municipal. Parabéns aos promotores pela capacidade de manter um evento com esta consistência ao longo de anos.

Em tempos de crise, o festival aposta num cartaz equilibrado, tanto em termos de qualidade como a nível orçamental. Confesso, no entanto, que esperava um pouco mais de arrojo e imaginação. Conhecendo as pessoas do TAP, não previa algumas escolhas tão óbvias.

Mas, sejamos justos: o facto do espectáculo inaugural já estar esgotado (eu já não tenho paciência para os Commedia a la Carte…) mostra que esta aposta consolida um público local. Pena é que a mesma aposta impede o festival de se afirmar como um evento de relevância regional.

5 de abril de 2012

Ainda há sumo na laranja

Depois de ter perdido a esperança na salvação da democracia municipal, eis que leio no Notícias do Centro: «a fiscalização da câmara municipal e do presidente da câmara deve ser feita na câmara municipal»; «os meus vereadores da oposição fizeram sempre um bom trabalho». Quem o diz é o social-democrata Fernando Costa, presidente da câmara municipal das Caldas da Rainha, contrariando a aflitiva unanimidade entre PS e PSD na defesa dos executivos monocolores. Pena que, em Pombal, a laranja seja bem mais azeda.

4 de abril de 2012

Estacionamentos e ciclovias

Na cidade de Pombal não existem estacionamentos para motociclos e ciclomotores. É uma realidade...
Quem quiser deslocar-se para a cidade de Pombal, de motociclo ou de ciclomotor, terá de estacionar nos lugares reservados às viaturas ligeiras ou sobre as raias marcadas no pavimento (nos espaços inúteis onde não foi possível desenhar um lugar para viaturas ligeiras).
Estacionando sobre as raias, será punido com coima, como já ocorreu na zona do mercado municipal. Estacionando nos lugares marcados para viaturas ligeiras, ocupa um lugar (grande) e não saberá como pagar o estacionamento e manter a vinheta visível, para também não ser punido com coima.
Os “teóricos” (não práticos) que definiram a política de trânsito de Pombal parecem ter pensado mais nas receitas dos estacionamentos do que em evitar o congestionamento do trânsito e a poluição do ar.
A notícia da ligação da ciclovia de Pombal entre o viaduto e o açude foi bem recebida pelos comentadores, embora alguns tenham divergido sobre a relação entre a utilidade e os custos.
No passado fim-de-semana fui confirmar a execução da obra. Parti a pé da zona da ponte D. Maria para a montante, encontrei logo um estrangulamento junto à ponte pedonal, seguiram-se duas elipses que me parecem ter sido desenhadas por pessoas “teóricas” (não práticas) e cheguei demasiado rapidamente ao fim, junto ao pavilhão das exposições. Fiquei confuso e fiz uma investigação à procura da continuação para montante. Procurei uma passagem na margem sul e na margem norte, mas não encontrei. Consegui esgueirar-me por um portão que encontrei aberto na margem norte junto, passei por um labirinto de muros e, mesmo sem as asas de Ícaro, consegui encontrar mais além outro troço da ciclovia que conduzia até ao açude.
Depois percorri a cidade de Pombal à procura de estacionamento para bicicletas e também para motociclos e ciclomotores: não encontrei.
Estando em discussão a utilidade da ciclovia como meio de comunicação, face aos elevados custos, ou pelo menos como infra-estrutura para fins lúdicos, conclui que ainda só tem utilidade estética…

22 de março de 2012

O parque ao povo





Insólito não é Pombal ter FINALMENTE um parque verde. Insólito é o Parque Verde do Açude (assim se chama oficialmente o corredor ribeirinho, por que esperámos tantos anos) ter sido inaugurado pelo povo, gente que aqui mora. Sem placa nem discurso nem séquito inaugural. Durante o fim de semana foram muitas as pessoas que contornaram as grades da Câmara para andar a pé ou de bicicleta. E na quarta-feira, dia 21, eis que foi o próprio executivo a entrar nessa festa, como documentam as dezenas de fotos que constam do álbum no Facebook. Chamou-se (o que resta da) imprensa local, o presidente plantou ali qualquer coisa para a posteridade, e decretou-se a abertura do parque. Que já estava aberto, afinal.
Porque quando a obra é útil, o povo não quer dinheiro pr'a comprar um carro novo. Quer usufruir dela, por direito.

14 de março de 2012

Carta ao meu amigo Narciso Mota
Depois de ouvir duas das gravações da última Assembleia Municipal, reflecti demoradamente e decidi alterar a forma das minhas críticas e comunicar-te um conselho que, penso, poderá ser útil à tua administração do nosso concelho.
Já deverias ter notado que alguns cidadãos que te rodeiam, os que mais te incentivam à agressividade e que mais te apoiam nos conflitos, não são teus amigos. Preocupam-se pouco com a tua dignidade e com o teu equilíbrio emocional e preocupam-se muito mais em manter-te enganado e dependente do apoio deles, para poderem manter lugares e espaços e ter acesso a promoções. Não deverias confiar sempre nos bajuladores que te dizem estares sempre certo, porque não te dizem a verdade e nada aprendes com eles.
Já deverias ter percebido que nem todos os que te criticam ou censuram são teus inimigos e que, muitos deles, pretendem apenas que corrijas erros e tomes as melhores decisões políticas. Penso que deverias escutar mais as críticas e ter a força de ponderar e adiar as respostas e de utilizar linguagem menos agressiva, sempre ciente de que não tens de responder a tudo e, sobretudo, de que não deves repetir-te. Por exemplo, quando te disseram que eras conivente, poderias ter exigido explicações e reagires, depois, em conformidade com os factos e sem perderes a razão.
Se conseguires “ouvir” este meu conselho e outros daqueles que não necessitam de ti, penso que deixarás uma imagem positiva da tua governação e terás mais paz interior e muito melhor qualidade de vida.
O teu amigo José Gomes Fernandes.

E agora, para algo completamente diferente

Portanto, ao ter:
- Um regulamento que não podia ser aprovado na AM, mas que foi.
- Um regulamento que, segundo as próprias palavras de Narciso Mota, não serve para nada

Continuamos assim:
- Com uma AM inoperante reduzida, cada vez mais, a uma caixa de ressonância do poder 
- Com a ausência de política cultural.

O resto, lamento, mas é apenas fumaça. E o povo não tão sereno assim que engula a treta de que um aparte justifica tanta confusão (e é, no mínimo, lamentável a instigação à acção judicial).

E isto é saturante. Saturante porque há tantos que, nas costas, dizem o que pensam do poder, mas pela frente actuam com um zelo canino na sua protecção. Saturante porque há tanta coisa a discutir e a fazer estrategicamente (para além de comparar com o que existia há 18 anos) em tanta área e ver tão poucos aqueles que o querem fazer sem estarem preocupados apenas com a manutenção do poder, para depois o usarem em proveito próprio ou dos seus "amigos". 2013 está ao virar da esquina, felizmente. Infelizmente, não se consegue perceber se muda algo ou apenas os nomes.

12 de março de 2012

O que resta da Assembleia Municipal

O post anterior deixa perceber o quão incendiados andam os ânimos lá pelo Cardal. Mas é nesta peça sem espinhas (da autoria do jornalista Mário Freire) que a história é verdadeiramente posta a nú. Ora ouçam, ao que chegámos. Aqui.

6 de março de 2012

Assembleia Municipal

Sempre a mesma feira da ladra. Está aqui tudo.
Mesmo assim vale a pena perguntar:
- Quem foram os burocratas que elaboraram o regulamento?
- Narciso Mota aprovou o regulamento?
Mais palavras para quê! É o que temos.

29 de fevereiro de 2012

Narciso Mota e o Carnaval (II)

Mesmo sem feriado, Narciso Mota não perdeu o Carnaval. Folião assumido (uma das suas grandes qualidades), o seu sorriso sobressai e ofusca em qualquer festa. Não fora, desta vez,  a organização do evento ter escolhido balões para a decoração e o nosso presidente teria, com certeza, sido o rei da noite. Registo a sua posição como muito positiva e digna.

E no entanto, ela existe



Uma casa cheia, no sábado passado, no lançamento do projecto "Um dia pela Vida", de queni falei, deixou perceber que, afinal, a Sociedade Civil ainda existe em Pombal (mesmo que o tema não mereça comentários aqui no blogue, isso não quer dizer que não esteja a mexer com este concelho).
Por isso, agora o desafio é outro: conseguirmos inscrever o maior número de equipas de voluntários. E o que eu gostava de ver nascer uma equipa dos comentadores do Farpas.

24 de fevereiro de 2012

Chama-se "Um dia pela Vida"

O projecto que a Liga Portuguesa Contra o Cancro trouxe para Pombal, e cujo lançamento está marcado para o próximo sábado, dia 25 de Fevereiro, a partir das 15 horas no auditório da Biblioteca Municipal de Pombal.
Hão-de ser três meses intensos, em que o desafio é conseguir inscrever o maior número de equipas de voluntários em todo o concelho. Depois, cada uma delas vai desenvolver pelo menos uma acção de angariação de fundos e outra de sensibilização. E assim, juntos, haveremos de fazer história em Pombal e ser notícia por boas razões.
Em nome dos nossos que partiram, em homenagem aos que lutam contra a doença.

23 de fevereiro de 2012

Narciso Mota e o Carnaval Narciso Mota e o Carnaval

O populismo de tantos e muitos políticos e “fazedores de opinião”, que defendiam o feriado do Carnaval, não foi seguido por Narciso Mota.
Muitos e tantos entendiam, de forma arrogante, que a rentabilidade do trabalho seria superior se o feriado fosse cumprido, que um dia de trabalho não é essencial e o que é essencial é a qualidade do trabalho. Outros entendiam, de forma envergonhada e quase silenciosa, que a qualidade é essencial mas que sem quantidade não há produção de bens e serviços e qualidade, que na quantidade também pode e deve haver qualidade.
Parece-me que os primeiros defendem que, nos tempos difíceis que correm, é possível trabalhar-se com qualidade, cada vez menos tempo, talvez até um só dia em cada mês do ano, para se produzir mais riqueza, aquela de que necessitamos neste país em crise. Parece-me a oposição egoísta a tudo o que não lhes permite uma vida hedonista e oportunista.
Narciso Mota, desta vez, por disciplina e solidariedade partidárias e ou por responsabilidade política, decidiu optar em silêncio pela posição menos popular.
Registo, desta vez, a sua posição (silenciosa) como muito positiva e digna.

22 de fevereiro de 2012

Os Pobres e os Benfeitores

Já convivi com a pobreza generalizada, agora preparo-me para conhecer o empobrecimento decretado. Deve haver muitas semelhanças.
Para melhor recordar a pobreza generalizada estou a ler os Pobres, de Raul Brandão. Cito esta passagem: “Às vezes o senhor provedor visitava-nos. Era um homem seco, ríspido, de cara rapada, que nos vinha lembrar que vivíamos por esmola:
– É preciso que se recordem disto: a sua vida devem-na aos benfeitores.
Ele próprio era um benfeitor. O seu retrato lá estava colocado ao pé dos outros, com o mesmo caixilho fúnebre.”
Naquele tempo, os Benfeitores provinham da Sociedade, agora tê-los-emos, também, designados pelo Estado. O Benfeitor-mor é aquele rapaz da lambreta, o que ordenou a abertura de 950 cantinas sociais para dar de comer aos Pobres.
Fujam ou preparem-se…

E, Pombal move-se!

Voluntariamente ou à força. Na ACSP, Manuel Gonçalves passou voluntariamente a pasta. Na AICP e nos BVP a ordem manda aguentar. Na CMP a lei forçará a mudança.
Pombal move-se!

12 de fevereiro de 2012

Os mapas da nossa terra

Afinal o Governo alterou as regras (numéricas, pelo menos) e em Pombal há 4 freguesias que deixarão de o ser - pelo menos com os contornos actuais. Vai-se tocar num dos pontos mais frágeis do nosso - frágil -conceito de cidadania: a terra onde pertencemos. Será tudo menos um processo simples mas, no campo dos princípios, era necessário (e peca, na minha opinião, por defeito. E não falo apenas de Pombal). Agora, numa terra onde a sensibilidade e bom senso são o que são, como é que esta decisão política vai ser construída? É que se não for por iniciativa própria, é imposta por Lisboa. E se essa é a saída "fácil" nunca nos deveríamos eximir de discutir para melhorar o nosso território.

7 de fevereiro de 2012

Carnaval, Carnavais

Época em que alguns determinam que todos estão “obrigados” a participar em diversões mascaradas e a tolerar tropelias. Na ausência de “tolerância de ponto”, queixam-se de prejuízos para o comércio, como se a folia fosse essencial à vida e necessária à economia…
Por cá, os saloios de alguns concelhos imitam ao frio as actividades, os disfarces e os divertimentos desnudados de países quentes, como se fosse tradição... Parafraseando José Viana, diremos que os saloios convidam belas “artistas” tropicais da América Latina, pagam-lhe grandes “cachets” e, no final, dizem que “nem o cu” lhe viram.
Somos uma cultura sincronizada e aprisionada a datas e a épocas. Época do natal, da páscoa, do carnaval, dia do trabalhador, do ano novo, da criança, da mãe, da mulher, do pai, da árvore, do município, da água, do bodo, do “parabéns para o menino” velho…
Vamos trabalhar...

2 de fevereiro de 2012

Política Cultural? Que Política Cultural?

A IGAL constatou que não existia um regulamento adequado aos subsídios que a Câmara dava (sim, dava). Não havia critério, portanto. Tal como tantas e tantas vezes se disse e criticou. Finalmente, por imposição da IGAL apareceu um regulamento. 
Que podem consultar aqui e onde se propõe "a publicitação dos critérios que estão na base da definição da política cultural do Município de Pombal" apesar da "definição dos apoios concedidos aos promotores culturais" ter sido até agora "rigorosa, transparente, criteriosa, incentivadora e amplamente consensual, no sentido de preservar e estimular a fruição de momentos culturais e de lazer." Mas que maçada esta de fazer um regulamento quando a coisa até já estava a correr bem, não é? E por isso, fez-se. Ou melhor, fez-se que se fez. Porque em bom rigor, critérios objectivos, nada. Mas deixo à vossa apreciação, que alguma opiniões já tenho recolhido, seja de quem está na área cultural, seja de quem vê isto de forma jurídico-administrativa.
Acrescento que para mim, é mais um exemplo da rede montada (por aqui e por muitos municípios fora): todos se queixam do Estado, mas agradecem que ele, nas mais variadas vestes, lhes assegure uma verbazinha (ou o emprego para o familiar ou para o conhecido). E a degradação da nossa democracia também vem desta perversão. Mas já sabemos que antes isso que uma sociedade onde não se ajuda o amigo...
Por último, este regulamento visa definir a política cultural do Município de Pombal. E o que é essa coisa de Política Cultural? Podem ler este trabalho sobre o que é política cultural. Mas deixo aqui um excerto: "A política cultural autárquica (...) define-se por um conjunto de princípios e de objectivos estruturantes, de prioridades e de critérios de actuação, quer quanto à natureza e às modalidades dos projectos, quer quanto aos modos de financiamento, quer ainda quanto à natureza da relação a estabelecer com os diversos actores do campo cultural. Exige sistematicidade e coerência; planificação, concertação e parcerias entre os actores directamente envolvidos, sejam os políticos e os culturais, seja a própria sociedade civil. Exige diagnósticos de situações sociais e culturais e de públicos. Exige avaliação de actividades e de resultados."
Eu fiquei esclarecido. E à espera que haja um dia uma Política Cultural em Pombal, já que não será este regulamento que a criará ou definirá. Já agora esqueçam a questão de prioridades, que uma política cultural não significa desperdício ou com elitismos, que a cultura não tem que ser "alta" ou "baixa", "urbana" ou "rural", tem é que existir como parte de uma sociedade que se quer desenvolvida. Talvez até de charneira, quem sabe?

29 de janeiro de 2012

M.A.M.

O Movimento de Apoio ao Marques (M.A.M.) tem como propósito colocar o RM na presidência da CMP. Iniciou-se dentro do PSD mas rapidamente se alargou à dita sociedade civil. E o Farpas, sempre atento e pronto a apoiar as iniciativas arrojadas, quer estar na linha da frente deste movimento regenerador da política cá do burgo.
RM é uma personalidade muito conhecedora e conhecido, com vasta experiência política e profissional, grande empreendedor e melhor gestor, amigo do seu amigo. No contexto actual, é um candidato ganhador e daria, com certeza, um presidente da camara às maneiras.
Com ele Narciso Mota pode ficar descansado - a sua obra não será posta em causa – e os que não se revêem na obra e no estilo de Narciso Mota também ficarão bem servidos.
Força Marques, o Farpas está contigo!

27 de janeiro de 2012

Vereador falido

Infelizmente, nos dias que correm, a falência de uma pessoa não surpreende. Mas a declaração de falência de um Vereador, sim. Por isso, o Correio da Manhã deu a notícia e destacou-a na primeira página: “Vereador da câmara do Porto declara falência”.
Colocar um indivíduo falido a gerir a coisa pública é como colocar uma raposa a guardar as galinhas. Um vereador deve, em todos os seus actos, demonstrar idoneidade, responsabilidade e carácter; e deve atestá-los quando se candidata, toma posse e sempre que exerce o cargo. Se não o demonstra deve demitir-se ou ser demitido. A não ser que vigore a máxima: “Se não formos nós a ajudar os nossos, quem é que os ajuda?”.

26 de janeiro de 2012

Se o meu Castelo falasse (enésimo post)

Coisa mai linda
Castelo de Pombal reabre ao público em Junho, noticia o jornal "As Beiras", citando fonte da autarquia.
Portanto, somem-se a Novembro de 2011 mais 8 meses. E isto para festejar os 500 anos do foral manuelino.
Por partes: o facto de reabrir, depois de se gastarem 3 milhões de euros naquela colina e de estarmos à espera há tanto tempo, é o mínimo. Houve soluções interessantes aplicadas e outras que nem por isso. Há outras que, suponho eu e meio mundo, existirão, mas não sabemos. Não sabemos o que vai ser feito lá dentro. Não sabemos se se irá aproveitar a História Templária (sim, insisto nesta parte - lá fora por bem menos, vende-se de tudo). Não sabemos. Sabemos que há um filme que custou bastantes milhares de euros e haverá uma BD. Mas a nós não há fonte da autarquia que diga. Há um jornal que sabe de uma fonte da autarquia. O resto são suposições. E uma certeza: haverá uma placa enorme para inaugurar, pois claro. Se até em supermercados atingidos por cheias há, não haverá numa obra que, ironicamente, a penúltima vez que sofreu mexidas, era uma obra do regime?
A parte boa é a aposta no Castelo, na colina, nas actividades, no levar pessoas lá acima (disciplinem é o estacionamento entre o cemitério e a colina - penalizando os chicos-espertos que teimam em não saber ler placas de trânsito), onde suponho que a Cafetaria - um espaço agradável, admito - terá o seu papel. A outra parte é o aproveitamento de efemérides como o Foral Manuelino. Numa terra que trata, na maioria dos casos, a sua História ao pontapé e se fica pelo que é fácil (Marquês ad nauseaum, por exemplo), todo e qualquer evento equilibrado que sirva de pretexto para fazer as pessoas reencontrar a parte histórica é bem-vindo. É um esforço que interessa. 
É pena que não haja uma Carta Arqueológica no Concelho, que não haja um arqueólogo no quadro da Câmara (não há nenhum com cartão laranja que esteja disponível?), para juntar a um núcleo muito restrito de gente que está lá e se preocupa com estas questões. Mas a sociedade civil continua (onde faço um mea culpa também) por não se mobilizar e questionar os investimentos que não fazem sentido, como a cobertura de betão com que se tapou a colina ou a perfeita anormalidade que é a rua da encosta do Castelo. Ou a bela escadaria de acesso à porta principal. 3 milhões de euros é muito dinheiro e podia ter sido melhor gasto. Relembro que só em Leiria se gastaram perto de 600 mil euros para a prospecção arqueológica do Castelo. Num lado explora-se. Noutro esconde-se? É que ressalvando diferenças de área e de importância, aqui também se descobriu um muro no acesso ao cemitério, prontamente tapado por betão. Serviria de quê? Não sei. Não houve fonte da autarquia que informasse.
Por isso, enquanto Junho e esse programa de festas não chega, o nosso castelo altaneiro, mutilado pela aberração insegura que o IGESPAR (ou lá como aquilo se chama agora) fez à torre de menagem (mais uma vez, veja-se Leiria) e por aquela escadaria inenarrável, a lembrar um acesso a um qualquer centro de saúde, continua inacessível aos pombalenses. Esperemos que valha a pena, tal como a Cafetaria parece estar a resultar (recomendo a visita desde já). E ficamos à espera que alguma fonte da autarquia nos informe, por interposta pessoa, de futuros desenvolvimentos.

25 de janeiro de 2012

Pombalenses excelentíssimos

A notícia está aqui (o único jornal que sobrou, a fazer notícias, como deve ser). José Alvarez voltou a ser reconduzido na direcção do Museu Nacional do Teatro. É de Pombal e isso deve ser notícia. Quer dizer que também temos dos bons, só que exportamo-los.

Afinal o PS também está a governar o país

Depois do entendimento na concertação social, zangaram-se os dirigentes da CGTP e da UGT.
Soube-se que afinal os sindicatos pretendiam um acordo com os representantes das associações patronais e com o governo para evitarem a consagração em lei do acordo assinado pelo governo de Sócrates com a troika.
Soube-se que o presidente da República “deu a mão” ao PS e que António José Seguro deu o aval ao acordo da concertação social sobre as alterações às leis laborais e que não quis honrar o acordo que o PS de Sócrates celebrou com a Troika, como não querem os portugueses. Afinal o PS de António José Seguro conseguiu influenciar o acordo da concertação social e também governa.
Ficámos a saber que o governo de Passo Coelho recuou no projecto de flexibilização das leis laborais. Afinal a competitividade da economia nacional não vai chegar.
Passos Coelho irá também recuar na alteração da lei do arrendamento, da lei do tabaco, na reforma da administração pública, etc, etc…
Ou Passos Coelho perdeu a coragem ou Portugal nunca pode ser governado contra ou apesar da esquerda, porque é de esquerda…

Monumento ao Biscoito

A Junta de Freguesia do Louriçal está a promover, até 31 de Maio, um concurso de ideias para um monumento ao biscoito. Apesar de não ser grande adepto deste tipo de iniciativas, reconheço que podem ter algum potencial. O problema é quando se fazem regulamentos que comprometem o seu sucesso. Se a ideia era encontrar um projecto de arte pública que dignificasse o Louriçal e a sua gastronomia, a junta falhou redondamente. Não estou a ver como é que se consegue captar qualidade com um prémio que consiste "na gravação do nome da pessoa vencedora junto ao monumento ao biscoito" e com um júri formado exclusivamente "pelos elementos do executivo e assembleia de freguesia do Louriçal".  

Mas a ideia da Junta também poderia ter sido a de envolver a escolas, os seus alunos e professores. A iniciativa assumiria um cariz mais didáctico, formativo, e seria igualmente interessante. Também não foi esse o caminho escolhido.  

O biscoito do Louriçal arrisca-se ganhar um mamarracho que o fará corar de vergonha.

19 de janeiro de 2012

O fdp do Pedrosa

Para evitar plebeísmos, recorro à inspiração do poeta e manifesto: um partido que consente deixar-se representar por um Pedrosa é um partido que nunca o foi. E só não vou mais longe pois reconheço dignidade em muitos dos seus militantes. Abaixo o partido! Morra o Pedrosa, morra! Pim!

16 de janeiro de 2012

Santo Amaro no feminino


O arraial da cidade durou este ano três dias, com um programa de qualidade. Desde Frei Ventura ao espectáculo de sábado à noite, no Teatro-Cine (onde, como é lamentável costume, sobraram lugares). A organização esteve a cargo de um grupo de "mães e sogras" dos rapazes que organizaram a festa em 2010. E esteve muito bem. Porque mais uma vez se provou que para fazer festas basta engenho e arte, pois que não não são precisos grandes orçamentos. Mas isso, as mulheres sabem-no bem.

Encontro criativo "made in Pombal"

No sábado, dia 21 de Janeiro, o TAP vai estrear “A Demanda”, a partir do romance de Paulo Moreiras, "A demanda de D. Fuas Bragatela”. Uma oportunidade única para celebrar o encontro criativo entre um grande escritor e um grupo de teatro com um trabalho cada vez mais consistente e de qualidade. 

12 de janeiro de 2012

Estratégia

Turismo Leiria-Fátima e do Oeste encerram e integram região de Lisboa ficamos a saber pela imprensa regional. A extinção de serviço em si não me aflige.
Mas e Pombal? Entre os que acham que Pombal de turístico nada tem e aqueles que acham que há potencial muito mal aproveitado aos que acham que temos recursos, acredito que ninguém achará que onde Pombal "encaixa" é de somenos importância. 
Para já, porque em qualquer cenário há vantagens em estar associado a uma zona turística que potencie receitas para a região. Dito isto, parece-me mais um exemplo de centralismo acéfalo associar Leiria-Fátima a Lisboa em vez da associar a uma zona Centro (que até passasse pela harmonização de mapas). 
É que Pombal estaria na possibilidade, apesar de ficar no Sul desse centro, de ficar com uma centralidade invejável entre pólos de turismo histórico-cultural, religioso e natural. Como ficamos, por exemplo, em relação à Rede Urbana dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego?
Mas para isso é preciso pensar estrategicamente. E é preciso uma voz (do Concelho) que se ouça para lá do mero dislate. E, claro, uma visão que a população conheça porque participou na criação da mesma. 
Mas claro, já sabemos que por Pombal, a preocupação ou é a placa de inauguração ou "ajudar o amigo, porque que raio de sociedade é esta onde se não ajudarmos os amigos, quem ajuda?". O resto, já sabemos, ou são instrumentalizações ou catroguices.

11 de janeiro de 2012

Previsões para 2013 (II) - capítulo Pedro e o Lobo

Fresquíssimas notícias divulgadas pela agência Lusa dão conta do que parece ser uma espécie de...reviravolta, vá, em torno do processo autárquico. Depois deste post, as águas andam agitadas. Vai-se a ver e o omnipresente Pedro Pimpão é agora vereador/deputado/candidato à concelhia do PSD. Diz que Narciso Mota é o primeiro subscritor dessa lista. E que também lá estão nomes tão diversos como Rodrigues Marques e José Grilo, ou ainda as bases, ali representadas por Anézio Gonçalves.
Porque nem sempre tudo é normal no Pombal ocidental.

Águas de Janeiro

Autarcas do PSD e CDS na administração da Águas de Portugal. Ao ler a notícia concluo que, obviamente, nesta leva Narciso Mota não iria, mas agora que Pedro Passos Coelho, fiel à promessa de não levar boys para o Governo mas já não para onde o braço do Governo chegar, abriu as comportas, será que se vai arranjar algum exílio "dourado"?


4 de janeiro de 2012

Uma boa ideia

Foi uma boa ideia colocar uma pista de tartan no estádio municipal. Criaram-se condições ideias para prática do atletismo e para a diversificação da pratica desportiva, nomeadamente por parte das crianças.
Mas foi ainda melhor ideia permitir o acesso à pista a toda a população.

O poder do ovo

A Derovo - Derivado de Ovos, liderada por Amândio Santos, foi a vencedora do Prémio PME Inovação COTEC-BPI. Muitos parabéns a esta excelente empresa sediada no nosso concelho. Com estes ovos, podemos aspirar fazer muitas omeletas.

3 de janeiro de 2012

Mais malabarismos

O executivo da CMP tem usado o estratagema das empresas municipais essencialmente para quebrar os mecanismos de controlo e os deveres de transparência na utilização dos dinheiros públicos. Mas, numa altura de forte crise económica e de grande aperto financeiro das famílias e do Estado, era expectável que imperasse um mínimo de bom senso e de transparência na alienação de património público e no reforço do controlo dos dinheiros públicos. Não é isso que por cá se faz. O executivo municipal vai entregar 50% do capital social da PombalProf (uma entidade artificial, proprietária da ETAP e 99% detida pela CMP) à ADILPOM (associação de direito privado). Com esta decisão o executivo municipal não procura melhorar a gestão da escola e a transparente utilização dos dinheiros públicos mas simplesmente quebrar ainda mais os mecanismos de controlo, afastando o Tribunal de Contas e a Assembleia Municipal da fiscalização da ETAP.
Na verdade, o tripé CMP – PombalProf - ETAP sempre evidenciou falta de transparência na utilização dos dinheiros públicos e a oposição sempre esteve convicta que ele padecia dos mesmos vícios de gestão da famigerada PombalViva; contudo, sempre procurou proteger a imagem da Escola, não expondo publicamente os seus podres. A introdução de mais este malabarismo administrativo procura, somente, mantê-los obscuros.
A Troika bem tenta apertar os mecanismos de controlo no Estado e nas Autarquias. Consegui-lo-ão?

Previsões para 2013 (I)

(Não, não é engano. Este é só o ano da ponte)

As notícias que circulam por aí dão conta de que JVV andará empenhado em fazer uma lista candidata à comissão política concelhia do PSD. Objectivo: impedir que Diogo Mateus seja o candidato à Câmara em 2013. O mesmo Diogo que originou o desmantelamento daquele regabofe chamado Pombal Viva. Aquele que Narciso ainda não engoliu como sucessor, nem nunca vai engolir, porque os ossos não passam na garganta, já se sabe.
- e quem seria o candidato nomeado por essa concelhia? - perguntam vocês.
Rodrigues Marques, talvez.

2 de janeiro de 2012

Annus Horribillis

O ano que passou deixa desfeitas e desgostos, o que agora se inicia nada de bom augura. É a vida: anos bons e anos maus. Para quem até agora só teve bons, ou não teve maus, a coisa custa mais, mas o tempo tudo acomoda.
2012 trará, de certeza, a maior recessão económica do pós-25 Abril. A malta que na última década andou a apregoar a crise vai agora ver e provavelmente sentir o que é uma verdadeira recessão económica.
É verdade que na última década – a do Euro – a economia pouco cresceu mas, por outro lado, o progresso social foi imenso (talvez a década com maior progresso social). Os indicadores económicos e sociais andam muito desfasados no tempo, cerca de uma década. No entanto, o que o País, e cada um de nós, fez bem e fez mal, nos últimos anos, vamos senti-lo na pele (infelizmente mais uns do que outros). A economia, tal como a vida, é uma montanha russa. E convém ter presente o velho ditado popular: quanto maior é a subida, maior é a queda. Haja esperança e nervos de aço na descida, porque, a seguir, vamos ter novamente a subida.

28 de dezembro de 2011

Dinastia Kim’s da Coreia do Norte

Todos dias as televisões passam imagens de choro convulsivo e de desespero de crianças, mulheres e homens da Coreia do Norte pela morte de Kim Jong-Il, secretário geral do partido dos trabalhadores norte-coreano e “líder” da Coreia do Norte.
Parece ficção mas é real. Não consigo perceber e fico enojado com tanto choro e sofrimento.
Ainda me recordo das imagens de choro dos norte-coreanos, passadas na televisão em 1994 aquando da morte de Kim Il-Sung, chamado de “grande líder”. Assistimos em simultâneo à sucessão de seu filho, Kim Jong-Il, depois chamado de “querido líder”, “nosso pai” e “comandante supremo”, agora falecido. Estamos também agora a assistir à condução ao “trono” de Kim Jong-Un.
Interrogo-me como é possível que se tenha instalado uma “monarquia” num país comunista, iniciada com Kim Il-Sung e continuada com o filho Kim Jong-Il e, agora, com o neto Kim Jong-Un. Bem sei que a barbárie e o despotismo são mais tolerados e justificados quando exercidos em nome do povo e dos trabalhadores do que pelos políticos da “direita”, mas continuo a não perceber tantos silêncios…
A nós, por cá, resta-nos a lição de não criarmos e adorarmos ídolos, quer seja nos espectáculos, no desporto, na religião, na política, etc...
Quanto aos políticos, direi que são eleitos para governar bem os bens públicos. Se o fizerem, cumprem o seu dever sem necessidade de agradecimentos; se governarem mal, devem ser responsabilizados politica, civil e criminalmente.

22 de dezembro de 2011

Narciso Mota a olhar para coisas

Como para muitos dos nossos comentadores o Engenheiro Narciso Mota é uma espécie de “Querido Líder”, deixo aqui uma foto-reportagem que espelha uma das suas actividades favoritas: inaugurar. As fotos foram roubadas ao Notícias do Centro.
A olhar para uma bandeira

A olhar para um peixe

A olhar para calçada portuguesa

A olhar para balões

18 de dezembro de 2011

Resultados das "Farpas"

A propósito do nosso blog, lembrei-me que Martin Luther King se preocupava mais com o silêncio e a indiferença dos “bons” do que com a agressão dos “maus”.
Também por causado do blog, quero citar um trecho de uma entrevista de Paulo Bento na revista Única de 17-12-2011, onde dizia que “Os mentirosos aparecem com ar de boas pessoas nas primeiras páginas. Critica-se quem fala claro e é frontal”.
Vem isto a propósito do mal-estar que algumas personalidades têm manifestado nas reacções aos meus comentários deste blog, quer através de manifestações de raiva mascaradas em desculpas de questões ideológicas ou contra-dogmáticas, quanto aos que se sentem cobardes e cúmplices, quer através do envio de recados com ameaças de represálias de carácter criminal ou deontológico, quanto aos que não querem transparência nos actos de gestão pública.
Aos primeiros, digo-lhes que poderão continuar a desperdiçar o Vosso tempo no éter, enquanto esperam que caiam algumas migalhas da mesa, porque a coragem não é atributo de todos. Aos segundos, digo-lhes que iremos ver se “o feitiço não se irá virar contra o feiticeiro”, atendendo a que a verdade é a arma mais forte embora seja a mais incómoda...
Entretanto continuemos, pois o nosso “trabalho” parece ter muita utilidade.

16 de dezembro de 2011

Há coisas que, no mínimo, já nem deviam ser assim


IGAL quer atribuição de subsídios da Câmara de Pombal regulamentados, noticia o Notícias do Centro.

Uma coisa de tão lógica e de reivindicação antiga que só apetece relembrar o velho adágio: ou há moralidade ou comem (quase) todos.

Agenda em fogo

Em Pombal, expor ideias fora de fóruns oficiais não é propriamente uma actividade fácil. Fruto de anos de construção de uma rede de conivências e interesses, está instalado um espírito de "cuidar da vidinha sem afrontar poderes instituídos". E isto tem consequências péssimas, como um atrofio da massa crítica que se quer ter, especialmente fora da esfera político-partidária. Por isso, iniciativas como o Ignite Pombal são de louvar e experimentar.
Em termos sucintos, o evento está "aberto à participação de todos e giram em torno de apresentações sobre temas como inovação, criatividade, empreendedorismo ou tecnologia, em que os apresentadores têm apenas 5 minutos para falar, com 20 slides que rodam automaticamente a cada 15 segundos."
Como se vê, quer-se é massa crítica em acção é com este objectivo que os organizadores se lançaram neste desafio que acontece amanhã, dia 17, Sábado, pelas 21h00, no Cabaret/Tia Almerinda, em Pombal. Os meus parabéns aos organizadores e, se eles me permitirem, o convite a quem quiser, para passar uma noite diferente, a ouvir outros Pombalenses e as suas ideias.

11 de dezembro de 2011

A morte de António José Rodrigues

Deixa Pombal mais pobre, sim. Durante os últimos anos acreditei sempre que um dia o veria de novo com aquela garra com que marcou a Assembleia Municipal ou a Associação dos Industriais. Às vezes pensava nele e imaginava o dia em que voltaria ao combate, para desgosto do poder instalado. Mas sabia do desgaste que lhe causou aquela derrota de há 10 anos, quando aceitou candidatar-se à Câmara numa entourage que o prejudicou. A ele e ao PS local.
Da última vez que o vi - no julgamento de Narciso Mota, um processo que ganhou, lavando a honra que lhe tentaram denegrir - percebi-lhe a mágoa. O Tózé podia ter dado muito (mais) a Pombal. A besta doença venceu-o em meia dúzia de meses, como anda a acontecer vezes de mais com gente boa. Com gente que deixa uma marca, como ele deixou. A notícia que o Orlando Cardoso escreveu hoje no seu Notícias do Centro tem todo o percurso, e convoca um último adeus para as 16 horas de amanhã. Em Pombal, a terra onde nasceu, viveu e morreu. E de que genuinamente gostava.
Que a terra lhe seja leve.

6 de dezembro de 2011

Três escritores à conversa

Assumindo-se, cada vez mais, como referência incontornável no panorama cultural da cidade, a K de Livro promove, no dia 10 de Dezembro, sábado, pelas 17h, uma conversa com três dos mais brilhantes autores da nova literatura portuguesa: João Tordo, Nuno Camarneiro e Paulo Moreiras.

Numa altura em que as livrarias são cada vez mais impessoais, é um luxo ainda podermos ter em Pombal um espaço onde os livros, os escritores e os leitores são tratados com a atenção que merecem.

4 de dezembro de 2011

Políticos do “Virgem do Sameiro”

Depois do naufrágio do barco de pesca Virgem do Sameiro, os pescadores passaram cerca de 3 dias numa balsa de salvamento até serem encontrados e levados para casa, em Caxinas.

Enquanto três deles desciam do autocarro que os transportou a Caxinas, o Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário de Almeida, mostrava-se em pé sobre o estribo da porta do autocarro. Estas foram as imagens que passaram nas televisões. Não gostei…

Nos momentos difíceis os políticos aparecem para beneficiarem da compaixão e nos momentos felizes aparecem para beneficiarem do êxito. Mário de Almeida e outros dinossauros da política sabem como se manter décadas no poder…

A figura do autarca Mátio de Almeida, com quase 40 anos de poder, fez-me lembrar outros “dinossauros” da política local que se viciaram na “droga do poder”, a qual não sabem ou não conseguem abandonar. Em qualquer obra ou iniciativa empresarial, públicas ou privadas, e em qualquer evento social querem ter sempre o poder de uma qualquer decisão e estarem sempre no centro das tenções.

É por isto que a reforma do poder autárquico tarda em avançar. Tarda em sair da fossilização do caciquismo e do clientelismo…

Em contrapartida, seria bom que as máquinas partidárias e os eleitores soubessem renovar e escolher os políticos que conseguem tomar as decisões mais difíceis e mais sóbrias, os políticos que sabem organizar a autarquia ou o governo de forma a gastarem menos impostos, ou seja, os mais competentes, mesmo que menos simpáticos…

23 de novembro de 2011

Políticos da ADSICÓ viajam a Cabo Verde

A associação ADSICÓ, onde estão integrados os municípios de Pombal, Alvaiázere, Ansião, Condeixa-A-Velha, Penela e Soure, enviou, a Cabo Verde, uma comitiva composta por algumas “personalidades” da região de Terras de Sicó, designadamente por representantes dos referidos municípios e das escolas profissionais e por outros cidadãos.

Consta que a ADSICÓ pagou as viagens dos políticos, tais como a do Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, enquanto que as escolas profissionais, como por exemplo a ETAP, pagaram as viagens dos seus representantes, tais como a Srª Ana Pedro. Também consta, menos, que Cabo Verde pagou as viagens, o que não parece crível.

Curiosamente, ao que consta, todos os referidos municípios, com excepção de Pombal, têm quotas em dívida na ADSICÓ. Também curiosamente, consta que coube ao cidadão João Vila Verde, enquanto funcionário da ADSICÓ, a organização da viagem.

João Vila Verde não nos surpreende, uma vez que continua coerente com aquilo que nos habituou quando organizou as festas do bodo: grandes gastos em actividades lúdicas sem qualquer utilidade para a comunidade que paga os custos. Já nos surpreendem outros, hipócritas, que tanto falam de “Frei Tomás”, que insultam quem manifesta opinião diferente e que utilizam Vila Verde para dar a cara nestes eventos. Aguardam-se outras iniciativas de João Vila Verde, tais como a pensada viagem a S. Tomé e Príncipe.

Numa época de crise, de ruína financeira, de sofrimento, de dificuldades e de pedido de sacrifícios aos cidadãos, estes indivíduos viajantes terão de esclarecer rapidamente quanto pagou a ADSICÓ e as escolas profissionais, nomeadamente à ETAP. O silêncio também será resposta.

21 de novembro de 2011

Acabou-se a mama

Os sociais democratas de Leiria conseguiram fazer aprovar a suspensão do apoio camarário à MAMA, Magna Associação de Madeirenses e Açorianos, alegando que a maioria das actividades promovidas por esta associação de estudantes do Instituto Politécnico de Leira consiste em almoços e jantares. E em Pombal, pergunto eu, onde o subsídio dado a ADEPES, Associação de Estudantes Pombalenses no Ensino Superior, só para dar um exemplo, é três vezes superior, não se faz nada? É que, ou eu ando muito distraído ou não vejo como é que os nossos jovens universitários, para além de uma ou outra iniciativa esporádica, justificam os 1500 euros que recebem todos os anos da autarquia.

20 de novembro de 2011

Empresas municipais, novamente

Em http://dre.pt/pdf1sdip/2011/11/21900/0486004862.pdf foi publicada a Lei n.º 55/2011 de 15 de Novembro, que “procede à terceira alteração à Lei n.º 53 -F/2006, de 29 de Dezembro, que estabelece o regime jurídico do sector empresarial local, e suspende a possibilidade de criação de novas empresas.”

No artigo 1.º consta que “a presente lei estabelece regras imperativas de transparência e informação no funcionamento do sector empresarial local e suspende a criação de novas empresas municipais, intermunicipais e metropolitanas, bem como a aquisição de participações sociais por estas”.

De entre tais regras, destacamos as fixadas no artigo 27º-A da lei 53 -F/2006 (aditado pela lei 55/2011):
“Obrigação de informação
As empresas mantêm permanentemente actualizada na sua página da Internet as seguintes informações:
a) Contrato de sociedade e estatutos;
b) Estrutura do capital social;
c) Identidade dos membros dos órgãos sociais e respectiva nota curricular;
d) Remunerações totais, fixas e variáveis, auferidas por cada membro dos órgãos sociais;
e) Número de trabalhadores desagregado segundo a modalidade de vinculação;
f) Planos de actividades anuais e plurianuais;
g) Planos de investimentos anuais e plurianuais;
h) Orçamento anual;
i) Documentos de prestação anual de contas, designadamente o relatório anual do órgão de administração, o balanço, a demonstração de resultados e o parecer do órgão de fiscalização;
j) As participações sociais detidas.»

Ficaremos a aguardar que as empresas municipais de Pombal publiquem estes elementos, para nós conhecermos melhor a sua forma de funcionamento, sobretudo como gastam o produto dos nossos impostos.
Agora, quando alguém, nalguma Assembleia Municipal, questionar os gastos da ETAP, Rodrigues Marques já não poderá defender a ocultação dos dados dizendo a berrar: “retrate-se”…

17 de novembro de 2011

Habemus Praeses


Afinal, a escolha do primeiro presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal acabou por recair em Hélder Roque. E esperámos nós sete meses e meio para isto! Na sua equipa estão várias personalidades com ligação a Pombal - João Carreira Coucelo (director clínico), Maria Emília Fernandes Fael (enfermeira-directora), Licínio Carvalho (vogal) - e ainda o gestor Francisco Velez Roxo (vogal).

15 de novembro de 2011

Mudam-se os tempos, não as vontades

O ministro garante que até ao final do mês vai nomear o director do Hospital Leiria-Pombal. Se a dita nomeação parir a 1 de Dezembro acontece, pelo menos, com 8 meses de atraso.

O que mais me incomoda nesta situação é o motivo do atraso. Como o director do hospital é um cargo de confiança política, foi preciso parar todo o processo para o novo ministro poder tomar posse, se inteirar da situação e, por fim, decidir qual dos seus correligionários está em condições de assumir tão importante tarefa. Se outro exemplo não houvesse, bastava este para se perceber como a confiança política gera ineficiência e pode criar "grandes dificuldades em termos administrativos e em termos económico-financeiros".

Enquanto pensarmos desta maneira, não há país que resista. Encehmos a boca com o discurso do mérito, mas insistimos na cultura dos "boys". E o novo governo não dá mostras de querer alterar o statu quo.

14 de novembro de 2011

Letras de ouro

Professores e alunos da Escola Secundária de Pombal atribuiram recentemente o prémio Marquês de Ouro ao escritor Mário de Carvalho. Uma bela iniciativa a distinguir um excelente escritor e que mostra que, em Pombal, ainda há quem não confunda o género humano com o Manuel Germano.

De ouro é também o novo romance de Paulo Moreiras que vai ser apresentado na próxima sexta-feira, dia 18, pelas 21h30, na incontornável K de Livro. Quem tem acompanhado a obra deste escritor radicado no concelho só pode esperar o melhor do seu "O Ouro dos Corcundas".

Oportunidades...

Diz Cavaco: “Portugal, como os EUA, é uma terra de oportunidades”.
Depois de se recusar a perfilhar o "monstro", o que achar deste assomo, quase socrático, de procurar vender Portugal lá fora? Entre o momento de stand up e a observação política nacional e local, direi que sua Excia o PR tem razão.- É uma terra de oportunidades, mas apenas para alguns: os que não têm espinha, os que bajulam o poder, o que o usam em proveito próprio, os que se comportam como donos da res publica, enfim, todos os que beneficiam e mantêm, em vários tons, a rede onde estão cozidos os seus interesses.

12 de novembro de 2011

O futebolista Eusébio

Na capa da revista Única (do jornal Expresso) de hoje, dia 12-11-2011, é transcrita uma frase atribuída a Eusébio, com o seguinte teor: “não gosto do Sporting. No meu bairro era o clube da elite, da polícia e dos racistas”.
Estranhei que Eusébio, uma pessoa que aparenta ser humilde e não ter “maldade”, tivesse revelado esta sua opinião e só na sua velhice, até porque ele e o Benfica, tal como Amália, foram utilizados como símbolos do Estado Novo.
Porém, conhecendo o jogo de entrevistas encomendadas por “agentes” (ou dirigentes) desportivos a jornalistas sem isenção e comprometidos com interesses, bem sei que estes escolhem os entrevistados para, muitas vezes, os manipularem e fazerem passar determinada mensagem, induzindo-os a dizerem o que não pretendem ou dando relevância a deslizes.
Com a aproximação do jogo de Futebol Benfica/Sporting, melhor se compreende a “encomenda” da entrevista (e do conteúdo), uma vez que os dois clubes estão separados na classificação por um ponto e o Sporting está em recuperação e o Benfica em desaceleração.
As provocações, as tentativas de desestabilização e a guerra de emoções já começaram.
Vamos ver como reage o adversário.
O futebol apenas isto: espectáculo e emoções…

11 de novembro de 2011

Hoje há medalhas

A austeridade chegou à Câmara.
Este ano não há medalhas de ouro. Só de prata e bronze. E lata.
Há três figuras distinguidas com a medalha de mérito municipal: os irmãos Valentim e Celeste Rodrigues, ambos missionários, naturais de Vermoil, mais Manuel da Silva Domingues, de Almagreira.
Depois há o mérito cultural da Cooperativa de Cestinhos da Ilha, e o mérito desportivo do guarda-redes Mika e das meninas do NDAP.
Há o mérito industrial de uma fábrica de Albergaria (Diamantino Malho e Compª Lda) e do grupo Lusiaves, do meirinhense Avelino Gaspar.
E há ainda o mérito de comércio e serviços da Palace Kiay, do também meirinhense Jorge Duarte.
E pronto, está feita a festa.
A parte da lata acontece depois da sessão solene da Câmara, quando então se inaugurar a recuperação da Ponte D. Maria. Aquela que abriu para as festas do Bodo, mas que afinal só agora está pronta.

8 de novembro de 2011

Da festa ao pesadelo

Após o 25 de Abril, tudo parecia fácil:
- as melhores empresas foram nacionalizadas “a bem do povo”;
- consagraram-se direitos adquiridos e cada vez mais direitos e menos deveres.

Depois da 1ª festa, alguns tentaram organizar e racionalizar o funcionamento da economia:
- passou-se à privatização de parte das empresas antes nacionalizadas, apesar da actuação das “forças de bloqueio”;
- tentou-se alterar as leis do trabalho, tornando-as mais flexíveis e semelhantes às de outros países evoluídos e competitivos.

O máximo que se conseguiu foi a sistematização da abundante e extravagante legislação laboral num código do trabalho.
Entretanto as empresas estrangeiras, desiludias, deslocalizaram-se para os países de leste.

Ao longo da duração das várias “festas”, a cultura do facilitismo e da desresponsabilização instalou-se:
- os cidadãos pretendiam cada vez mais direitos e cada vez menos deveres;
- a cultura do hedonismo levou a valorizar-se (muito) mais o tempo passado na ociosidade do que o passado a trabalhar;
- os cidadãos foram-se se endividando cada vez mais;
- o estado era o pai e a mãe protectores, o que tudo deveria dar aos cidadãos, e foi assumindo cada vez mais funções e admitindo cada vez mais funcionários;
- os empresários e os trabalhadores do sector privado foram diminuindo de número;
- consequentemente, foi sendo reduzido o número de contribuintes fiscais efectivos e aumentando o número de cidadãos a consumir o produto dos impostos;
- a despesa pública foi aumentado e o estado foi-se endividando para pagar aos seus cidadãos;
- a economia do país tornou-se cada vez menos competitiva e consumir produtos importados tornou-se cada vez mais fácil e, aparentemente, mais barato.

Finalmente tocou a campainha de alarme. Mas alguns fazem de conta que não ouvem e continuam a falar de direitos e a omitir os deveres e fechando os olhos à evolução do mundo:
- o nosso nível de vida foi baixando, enquanto nalguns países com economias ditas “emergentes”, como na China, o nível de vida e os custos de produção foram subindo;
- algumas empresas, que se deslocalizaram do ocidente para a China, estão a regressar dando a aparência de que os pratos da balança se estão a equilibrar;
- mas a Índia parece querer substituir a China na mão-de-obra barata e em qualificação.

Ao ocidente e a Portugal só resta baixar o nível de vida e os custos de produção, inclusive do trabalho, e esperar não atingir a “falência” a curto prazo e que os custos de produção subam nas economias emergentes para equilíbrio dos “pratos da balança”.
Depois das festas, há que trabalhar mais, muito mais, e gastar menos, muito menos e esperar sobreviver.

6 de novembro de 2011

Um benemérito

Manuel Domingues, ilustre pensador pombalense, decidiu publicar em livro as suas brilhantes crónicas no O Correio de Pombal e oferecer as receitas do livro a três instituições sociais: Bombeiros Voluntários, a Santa Casa da Misericórdia de Pombal e a Fundação Rotária Portuguesa.
Uma verdadeira taluda natalícia para as instituições presenteadas.

Por Terras de Almagra

Realizou-se, hoje, o IV Raid BTT Terras de Almagra. A prova foi um sucesso: muitos participantes (cerca de 500), boa organização (marcações, apoio, informação, …), bom almoço e preço reduzido (6 €). Até o tempo esteve bom. Tudo o que um bttista espera.
É deveras surpreendente que uma terra sem tradições na modalidade tenha conseguido em pouco tempo um nível tão elevado. O Pedro Murtinho e a sua vasta equipa estão de parabéns.

4 de novembro de 2011

Ora, então, isto poderá querer dizer...

Afinal, nas freguesias de Pombal não ficará tudo na mesma, a fazer fé no Jornal de Negócios. Segundo se vê aqui, a Freguesia das Meirinhas deixará de o ser. Manobra de iluminados, movimentações de charneira ou suprema ironia?

3 de novembro de 2011

Casamentos e divórcios

A 1 de Novembro de 2009 o Farpas anunciou com orgulho a aquisição de um novo farpeador: Nuno Gabriel Oliveira. Durante estes dois últimos anos pudemos assim contar com a sua sagacidade e sentido de humor, que trouxeram a este blogue frescura e juventude.


Como alguns de vós, provavelmente, repararam, o Farpas deixou de contar com o Nuno Gabriel entre os "da casa". Ficámos mais pobres e eu tenho muita pena que tal tenha acontecido. Os casamentos e divórcios acontecem todos os dias; não há nenhum dramatismo nesse aspecto. Mas, apesar da relação não ter dado certo, espero continuar a contar com o seu comentário às banalidades que aqui se forem publicando.