"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
29 de junho de 2012
79
28 de junho de 2012
Madorna nacional
A cantora americana “Madona" foi a Coimbra cantar.
Os eruditos de Coimbra e algures pagaram mais de €100,00 por bilhete para verem e ouvirem a cantora. Prioridades pessoais estranhas da vida de cada um.
Afinal Portugal é um país rico ou de labregos/pedantes e Coimbra o exemplo da “madorna” nacional.
20 de junho de 2012
Rui Costa e o Ciclismo
10 de junho de 2012
No euro/futebol
4 de junho de 2012
Outdoors
Pombal e os touros
Vem isto a propósito de Pombal ter atribuído o título de Património Cultural do Município às Touradas de Abiúl, numa iniciativa mais vasta que pretende candidatar a festa brava a PCIH. E qual o raciocínio dos nossos autarcas? “Se a coisa for classificada, teremos hordas de turistas. É só massa a entrar!” Esquecem-se é que a classificação acarreta, em si, um compromisso forte, que transcende a esfera política. Deveria, por isso, ter sido amplamente discutida.
Gosto de touros, mas não acho é piada nenhuma aos tipos embonecados, encavalitados num cavalo, a espetar farpas no lombo de quem não pediu para estar ali. E são precisamente esses e outros embonecados que sustentam esta candidatura. Se a ideia era promover o sacrifício animal, porque não a matança do porco? Essa sim, verdadeiramente popular a nacional.
(texto adaptado de coluna escrita no Região de Leiria)
2 de junho de 2012
Estamos vivos, afinal
O desafio da Liga era quase assustador: ligar as 17 freguesias do concelho, tão separadas à nascença. Ao princípio julguei tratar-se de uma missão impossível. Enganei-me. À medida que o tempo passou fui deixando cair décadas de certezas sobre o meu Pombal. Quando semana após semana se constituíam equipas novas (foram 84, no total, a maioria de 20 elementos) de voluntários, que haveriam eles próprios de implementar o projecto no terreno. Foram dezenas de palestras e acções de educação para a saúde, mais de uma centena de festas, de eventos de angariação de fundos. Mais de 110 mil euros angariados para a Liga, que os há-de aplicar no rastreio do cancro da mama e no apoio social aos doentes e famílias, cada vez mais preciso, cada vez mais notado.
Mas para além de tudo, a movimentação. A juventude a mexer. A capacidade de organizar, de mobilizar, de fazer acontecer. Nalguns casos os presidentes da junta estiveram ao lado das equipas, noutros foram a reboque, noutros perderam uma excelente oportunidade de ver como se faz. Um dia chegámos ao Carriço e havia 500 pessoas num almoço. Noutro a Palace Kiay abriu ao domingo à tarde para pais e filhos. Noutra ocasião duas equipas da cidade colocaram 700 pessoas num jantar. Em Vila Cã até a serra de sicó se transformou em palco. E as caminhadas, e os concertos, sempre a surpreender até a própria organização.
E o que dizer daquela malta que organizou uma edição da Voz de Pombal no Café Concerto (que precisa urgentemente de rever a organização de recursos...), trazendo à cidade uma explosão de talento. Sim, essa é uma parte que fica gravada. Pombal está cheio de talentos. Gente que toca, canta e dança tanto. E outra tanta que arregaça as mangas sem pudor.
Acredito que depois disto, nada pode voltar a ser como dantes. Não foi alheio a todo o sucesso desta mega operação a despartidarização que há tantos anos toma conta das organizações e as amarra entre muros. A Câmara fez o seu papel (cedendo espaços, meios e apoios diversos), num exemplo claro de como as coisas deveriam funcionar: há mais vida para além do município e do municipalismo.
E por fim, a festa de encerramento. A contragosto de algumas vontades (que insistiam na hipótese do Largo do Arnado), acabou por fazer-se no Jardim do Cardal (é municipal, eu sei, mas é muito mais nosso assim), num misto de emoções e milhares de pessoas a celebrar a vida. Provou-se que foi a melhor escolha. O Bodo podia ser assim, também. Ter uma componente social, tirando partido da gente boa que temos.
Às vezes é preciso dar a volta ao mundo para nos (re)encontrarmos no ponto de partida. Deixar os ciclos fecharem-se e ajudar a construir o futuro.
E sim, pela primeira vez, eu vi este povo lutar!
1 de junho de 2012
Laranja renovada
29 de maio de 2012
Dura Lex?
22 de maio de 2012
Uma cidade com vida
15 de maio de 2012
E ouvirão eles?
14 de maio de 2012
Bombeiros centenários
12 de maio de 2012
9 de maio de 2012
Mais um subsídio de €150,000,00
25 de abril de 2012
Quatro anos depois
23 de abril de 2012
Inundações na Câmara Municipal.
Passadas várias semanas sem resposta da Câmara, a munícipe insistiu verbalmente pela emissão da certidão.
Alguns dias depois, uma funcionária da Câmara Municipal, com cargo de chefia, telefonou à munícipe perguntando para que efeito pretendia a certidão e de que forma sabia que o processo camarário existia. Respondeu a munícipe dizendo que pretendia a certidão para instruir documento de constituição de propriedade horizontal e que tinha cópias de parte do projecto com carimbo de entrada na Câmara Municipal.
Alguns dias depois, um advogado da Câmara telefonou à munícipe a colocar as mesmas questões, ao que obteve as mesmas respostas.
Dois meses e uma semana após a entrega do requerimento, foi passada uma certidão donde constava: “não sendo possível, porém, localizar o processo físico nos arquivos municipais, não permitindo tal situação que sejam facultadas cópias das peças desenhadas do projecto de arquitectura aprovado”.
Na mesma época, soubemos de fonte anónima que teria ocorrido uma inundação na cave do edifico da secção de obras da Câmara Municipal e que os muitos processos de licenciamento de obras lá existentes teriam ficado destruídos.
Percebemos, por isso, que a Câmara Municipal agiu de má-fé, pretendendo saber se a requerente não tinha provas da existência do processo para poder recusar a certidão a fim de ocultar os acontecimentos.
Recentemente, aquando das esperadas chuvas de Abril, ciclistas que passaram junto ao Arunca, a jusante da ETAR, verificaram que a água do rio se encontrava suja de cor cinza escura, como se apenas tivessem retirados os elementos sólidos dos efluentes. Contaram que algumas vezes viram mesmo dejectos sólidos no rio. Coincidência com as primeiras chuvas a sério…
Se a estas “inundações”, ocultadas aos munícipes, juntarmos a recusa da Câmara em assumir qualquer responsabilidade por acidentes automóveis de cidadãos ocorridos em estradas municipais, devido a obras não sinalizadas, e a recusa em fazer cumprir a gestão de combustível pelos particulares, temos uma cultura de desresponsabilização bem enraizada no poder autárquico…
É Pombal...
18 de abril de 2012
Estatuas
12 de abril de 2012
Ora aí está uma boa medida
Se for efectivamente implementada, em Pombal será a razia total.
11 de abril de 2012
Viva o teatro!
5 de abril de 2012
Ainda há sumo na laranja
4 de abril de 2012
Estacionamentos e ciclovias
Quem quiser deslocar-se para a cidade de Pombal, de motociclo ou de ciclomotor, terá de estacionar nos lugares reservados às viaturas ligeiras ou sobre as raias marcadas no pavimento (nos espaços inúteis onde não foi possível desenhar um lugar para viaturas ligeiras).
Estacionando sobre as raias, será punido com coima, como já ocorreu na zona do mercado municipal. Estacionando nos lugares marcados para viaturas ligeiras, ocupa um lugar (grande) e não saberá como pagar o estacionamento e manter a vinheta visível, para também não ser punido com coima.
Os “teóricos” (não práticos) que definiram a política de trânsito de Pombal parecem ter pensado mais nas receitas dos estacionamentos do que em evitar o congestionamento do trânsito e a poluição do ar.
A notícia da ligação da ciclovia de Pombal entre o viaduto e o açude foi bem recebida pelos comentadores, embora alguns tenham divergido sobre a relação entre a utilidade e os custos.
No passado fim-de-semana fui confirmar a execução da obra. Parti a pé da zona da ponte D. Maria para a montante, encontrei logo um estrangulamento junto à ponte pedonal, seguiram-se duas elipses que me parecem ter sido desenhadas por pessoas “teóricas” (não práticas) e cheguei demasiado rapidamente ao fim, junto ao pavilhão das exposições. Fiquei confuso e fiz uma investigação à procura da continuação para montante. Procurei uma passagem na margem sul e na margem norte, mas não encontrei. Consegui esgueirar-me por um portão que encontrei aberto na margem norte junto, passei por um labirinto de muros e, mesmo sem as asas de Ícaro, consegui encontrar mais além outro troço da ciclovia que conduzia até ao açude.
Depois percorri a cidade de Pombal à procura de estacionamento para bicicletas e também para motociclos e ciclomotores: não encontrei.
Estando em discussão a utilidade da ciclovia como meio de comunicação, face aos elevados custos, ou pelo menos como infra-estrutura para fins lúdicos, conclui que ainda só tem utilidade estética…
22 de março de 2012
O parque ao povo




Insólito não é Pombal ter FINALMENTE um parque verde. Insólito é o Parque Verde do Açude (assim se chama oficialmente o corredor ribeirinho, por que esperámos tantos anos) ter sido inaugurado pelo povo, gente que aqui mora. Sem placa nem discurso nem séquito inaugural. Durante o fim de semana foram muitas as pessoas que contornaram as grades da Câmara para andar a pé ou de bicicleta. E na quarta-feira, dia 21, eis que foi o próprio executivo a entrar nessa festa, como documentam as dezenas de fotos que constam do álbum no Facebook. Chamou-se (o que resta da) imprensa local, o presidente plantou ali qualquer coisa para a posteridade, e decretou-se a abertura do parque. Que já estava aberto, afinal.
14 de março de 2012
Depois de ouvir duas das gravações da última Assembleia Municipal, reflecti demoradamente e decidi alterar a forma das minhas críticas e comunicar-te um conselho que, penso, poderá ser útil à tua administração do nosso concelho.
Já deverias ter notado que alguns cidadãos que te rodeiam, os que mais te incentivam à agressividade e que mais te apoiam nos conflitos, não são teus amigos. Preocupam-se pouco com a tua dignidade e com o teu equilíbrio emocional e preocupam-se muito mais em manter-te enganado e dependente do apoio deles, para poderem manter lugares e espaços e ter acesso a promoções. Não deverias confiar sempre nos bajuladores que te dizem estares sempre certo, porque não te dizem a verdade e nada aprendes com eles.
Já deverias ter percebido que nem todos os que te criticam ou censuram são teus inimigos e que, muitos deles, pretendem apenas que corrijas erros e tomes as melhores decisões políticas. Penso que deverias escutar mais as críticas e ter a força de ponderar e adiar as respostas e de utilizar linguagem menos agressiva, sempre ciente de que não tens de responder a tudo e, sobretudo, de que não deves repetir-te. Por exemplo, quando te disseram que eras conivente, poderias ter exigido explicações e reagires, depois, em conformidade com os factos e sem perderes a razão.
Se conseguires “ouvir” este meu conselho e outros daqueles que não necessitam de ti, penso que deixarás uma imagem positiva da tua governação e terás mais paz interior e muito melhor qualidade de vida.
O teu amigo José Gomes Fernandes.
E agora, para algo completamente diferente
12 de março de 2012
O que resta da Assembleia Municipal
6 de março de 2012
Assembleia Municipal
29 de fevereiro de 2012
Narciso Mota e o Carnaval (II)
E no entanto, ela existe
Uma casa cheia, no sábado passado, no lançamento do projecto "Um dia pela Vida", de queni falei, deixou perceber que, afinal, a Sociedade Civil ainda existe em Pombal (mesmo que o tema não mereça comentários aqui no blogue, isso não quer dizer que não esteja a mexer com este concelho).
24 de fevereiro de 2012
Chama-se "Um dia pela Vida"
23 de fevereiro de 2012
Narciso Mota e o Carnaval Narciso Mota e o Carnaval
Muitos e tantos entendiam, de forma arrogante, que a rentabilidade do trabalho seria superior se o feriado fosse cumprido, que um dia de trabalho não é essencial e o que é essencial é a qualidade do trabalho. Outros entendiam, de forma envergonhada e quase silenciosa, que a qualidade é essencial mas que sem quantidade não há produção de bens e serviços e qualidade, que na quantidade também pode e deve haver qualidade.
Parece-me que os primeiros defendem que, nos tempos difíceis que correm, é possível trabalhar-se com qualidade, cada vez menos tempo, talvez até um só dia em cada mês do ano, para se produzir mais riqueza, aquela de que necessitamos neste país em crise. Parece-me a oposição egoísta a tudo o que não lhes permite uma vida hedonista e oportunista.
Narciso Mota, desta vez, por disciplina e solidariedade partidárias e ou por responsabilidade política, decidiu optar em silêncio pela posição menos popular.
Registo, desta vez, a sua posição (silenciosa) como muito positiva e digna.
22 de fevereiro de 2012
Os Pobres e os Benfeitores
Para melhor recordar a pobreza generalizada estou a ler os Pobres, de Raul Brandão. Cito esta passagem: “Às vezes o senhor provedor visitava-nos. Era um homem seco, ríspido, de cara rapada, que nos vinha lembrar que vivíamos por esmola:
– É preciso que se recordem disto: a sua vida devem-na aos benfeitores.
Ele próprio era um benfeitor. O seu retrato lá estava colocado ao pé dos outros, com o mesmo caixilho fúnebre.”
Naquele tempo, os Benfeitores provinham da Sociedade, agora tê-los-emos, também, designados pelo Estado. O Benfeitor-mor é aquele rapaz da lambreta, o que ordenou a abertura de 950 cantinas sociais para dar de comer aos Pobres.
Fujam ou preparem-se…
E, Pombal move-se!
Pombal move-se!
12 de fevereiro de 2012
Os mapas da nossa terra
7 de fevereiro de 2012
Carnaval, Carnavais
Por cá, os saloios de alguns concelhos imitam ao frio as actividades, os disfarces e os divertimentos desnudados de países quentes, como se fosse tradição... Parafraseando José Viana, diremos que os saloios convidam belas “artistas” tropicais da América Latina, pagam-lhe grandes “cachets” e, no final, dizem que “nem o cu” lhe viram.
Somos uma cultura sincronizada e aprisionada a datas e a épocas. Época do natal, da páscoa, do carnaval, dia do trabalhador, do ano novo, da criança, da mãe, da mulher, do pai, da árvore, do município, da água, do bodo, do “parabéns para o menino” velho…
Vamos trabalhar...
2 de fevereiro de 2012
Política Cultural? Que Política Cultural?
29 de janeiro de 2012
M.A.M.

RM é uma personalidade muito conhecedora e conhecido, com vasta experiência política e profissional, grande empreendedor e melhor gestor, amigo do seu amigo. No contexto actual, é um candidato ganhador e daria, com certeza, um presidente da camara às maneiras.
Com ele Narciso Mota pode ficar descansado - a sua obra não será posta em causa – e os que não se revêem na obra e no estilo de Narciso Mota também ficarão bem servidos.
Força Marques, o Farpas está contigo!
27 de janeiro de 2012
Vereador falido
Infelizmente, nos dias que correm, a falência de uma pessoa não surpreende. Mas a declaração de falência de um Vereador, sim. Por isso, o Correio da Manhã deu a notícia e destacou-a na primeira página: “Vereador da câmara do Porto declara falência”.Colocar um indivíduo falido a gerir a coisa pública é como colocar uma raposa a guardar as galinhas. Um vereador deve, em todos os seus actos, demonstrar idoneidade, responsabilidade e carácter; e deve atestá-los quando se candidata, toma posse e sempre que exerce o cargo. Se não o demonstra deve demitir-se ou ser demitido. A não ser que vigore a máxima: “Se não formos nós a ajudar os nossos, quem é que os ajuda?”.
26 de janeiro de 2012
Se o meu Castelo falasse (enésimo post)
![]() |
| Coisa mai linda |
25 de janeiro de 2012
Pombalenses excelentíssimos
Afinal o PS também está a governar o país
Soube-se que afinal os sindicatos pretendiam um acordo com os representantes das associações patronais e com o governo para evitarem a consagração em lei do acordo assinado pelo governo de Sócrates com a troika.
Soube-se que o presidente da República “deu a mão” ao PS e que António José Seguro deu o aval ao acordo da concertação social sobre as alterações às leis laborais e que não quis honrar o acordo que o PS de Sócrates celebrou com a Troika, como não querem os portugueses. Afinal o PS de António José Seguro conseguiu influenciar o acordo da concertação social e também governa.
Ficámos a saber que o governo de Passo Coelho recuou no projecto de flexibilização das leis laborais. Afinal a competitividade da economia nacional não vai chegar.
Passos Coelho irá também recuar na alteração da lei do arrendamento, da lei do tabaco, na reforma da administração pública, etc, etc…
Ou Passos Coelho perdeu a coragem ou Portugal nunca pode ser governado contra ou apesar da esquerda, porque é de esquerda…
Monumento ao Biscoito
Mas a ideia da Junta também poderia ter sido a de envolver a escolas, os seus alunos e professores. A iniciativa assumiria um cariz mais didáctico, formativo, e seria igualmente interessante. Também não foi esse o caminho escolhido.
O biscoito do Louriçal arrisca-se ganhar um mamarracho que o fará corar de vergonha.
19 de janeiro de 2012
O fdp do Pedrosa
16 de janeiro de 2012
Santo Amaro no feminino
O arraial da cidade durou este ano três dias, com um programa de qualidade. Desde Frei Ventura ao espectáculo de sábado à noite, no Teatro-Cine (onde, como é lamentável costume, sobraram lugares). A organização esteve a cargo de um grupo de "mães e sogras" dos rapazes que organizaram a festa em 2010. E esteve muito bem. Porque mais uma vez se provou que para fazer festas basta engenho e arte, pois que não não são precisos grandes orçamentos. Mas isso, as mulheres sabem-no bem.
Encontro criativo "made in Pombal"
12 de janeiro de 2012
Estratégia
11 de janeiro de 2012
Previsões para 2013 (II) - capítulo Pedro e o Lobo
Águas de Janeiro
4 de janeiro de 2012
Uma boa ideia
Mas foi ainda melhor ideia permitir o acesso à pista a toda a população.
O poder do ovo
3 de janeiro de 2012
Mais malabarismos
Na verdade, o tripé CMP – PombalProf - ETAP sempre evidenciou falta de transparência na utilização dos dinheiros públicos e a oposição sempre esteve convicta que ele padecia dos mesmos vícios de gestão da famigerada PombalViva; contudo, sempre procurou proteger a imagem da Escola, não expondo publicamente os seus podres. A introdução de mais este malabarismo administrativo procura, somente, mantê-los obscuros.
A Troika bem tenta apertar os mecanismos de controlo no Estado e nas Autarquias. Consegui-lo-ão?
Previsões para 2013 (I)
2 de janeiro de 2012
Annus Horribillis
2012 trará, de certeza, a maior recessão económica do pós-25 Abril. A malta que na última década andou a apregoar a crise vai agora ver e provavelmente sentir o que é uma verdadeira recessão económica.
É verdade que na última década – a do Euro – a economia pouco cresceu mas, por outro lado, o progresso social foi imenso (talvez a década com maior progresso social). Os indicadores económicos e sociais andam muito desfasados no tempo, cerca de uma década. No entanto, o que o País, e cada um de nós, fez bem e fez mal, nos últimos anos, vamos senti-lo na pele (infelizmente mais uns do que outros). A economia, tal como a vida, é uma montanha russa. E convém ter presente o velho ditado popular: quanto maior é a subida, maior é a queda. Haja esperança e nervos de aço na descida, porque, a seguir, vamos ter novamente a subida.
28 de dezembro de 2011
Dinastia Kim’s da Coreia do Norte
Parece ficção mas é real. Não consigo perceber e fico enojado com tanto choro e sofrimento.
Ainda me recordo das imagens de choro dos norte-coreanos, passadas na televisão em 1994 aquando da morte de Kim Il-Sung, chamado de “grande líder”. Assistimos em simultâneo à sucessão de seu filho, Kim Jong-Il, depois chamado de “querido líder”, “nosso pai” e “comandante supremo”, agora falecido. Estamos também agora a assistir à condução ao “trono” de Kim Jong-Un.
Interrogo-me como é possível que se tenha instalado uma “monarquia” num país comunista, iniciada com Kim Il-Sung e continuada com o filho Kim Jong-Il e, agora, com o neto Kim Jong-Un. Bem sei que a barbárie e o despotismo são mais tolerados e justificados quando exercidos em nome do povo e dos trabalhadores do que pelos políticos da “direita”, mas continuo a não perceber tantos silêncios…
A nós, por cá, resta-nos a lição de não criarmos e adorarmos ídolos, quer seja nos espectáculos, no desporto, na religião, na política, etc...
Quanto aos políticos, direi que são eleitos para governar bem os bens públicos. Se o fizerem, cumprem o seu dever sem necessidade de agradecimentos; se governarem mal, devem ser responsabilizados politica, civil e criminalmente.
22 de dezembro de 2011
Narciso Mota a olhar para coisas
18 de dezembro de 2011
Resultados das "Farpas"
Também por causado do blog, quero citar um trecho de uma entrevista de Paulo Bento na revista Única de 17-12-2011, onde dizia que “Os mentirosos aparecem com ar de boas pessoas nas primeiras páginas. Critica-se quem fala claro e é frontal”.
Vem isto a propósito do mal-estar que algumas personalidades têm manifestado nas reacções aos meus comentários deste blog, quer através de manifestações de raiva mascaradas em desculpas de questões ideológicas ou contra-dogmáticas, quanto aos que se sentem cobardes e cúmplices, quer através do envio de recados com ameaças de represálias de carácter criminal ou deontológico, quanto aos que não querem transparência nos actos de gestão pública.
Aos primeiros, digo-lhes que poderão continuar a desperdiçar o Vosso tempo no éter, enquanto esperam que caiam algumas migalhas da mesa, porque a coragem não é atributo de todos. Aos segundos, digo-lhes que iremos ver se “o feitiço não se irá virar contra o feiticeiro”, atendendo a que a verdade é a arma mais forte embora seja a mais incómoda...
Entretanto continuemos, pois o nosso “trabalho” parece ter muita utilidade.
16 de dezembro de 2011
Há coisas que, no mínimo, já nem deviam ser assim
IGAL quer atribuição de subsídios da Câmara de Pombal regulamentados, noticia o Notícias do Centro.
Agenda em fogo
11 de dezembro de 2011
A morte de António José Rodrigues
6 de dezembro de 2011
Três escritores à conversa
Assumindo-se, cada vez mais, como referência incontornável no panorama cultural da cidade, a K de Livro promove, no dia 10 de Dezembro, sábado, pelas 17h, uma conversa com três dos mais brilhantes autores da nova literatura portuguesa: João Tordo, Nuno Camarneiro e Paulo Moreiras. Numa altura em que as livrarias são cada vez mais impessoais, é um luxo ainda podermos ter em Pombal um espaço onde os livros, os escritores e os leitores são tratados com a atenção que merecem.
4 de dezembro de 2011
Políticos do “Virgem do Sameiro”
Enquanto três deles desciam do autocarro que os transportou a Caxinas, o Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário de Almeida, mostrava-se em pé sobre o estribo da porta do autocarro. Estas foram as imagens que passaram nas televisões. Não gostei…
Nos momentos difíceis os políticos aparecem para beneficiarem da compaixão e nos momentos felizes aparecem para beneficiarem do êxito. Mário de Almeida e outros dinossauros da política sabem como se manter décadas no poder…
A figura do autarca Mátio de Almeida, com quase 40 anos de poder, fez-me lembrar outros “dinossauros” da política local que se viciaram na “droga do poder”, a qual não sabem ou não conseguem abandonar. Em qualquer obra ou iniciativa empresarial, públicas ou privadas, e em qualquer evento social querem ter sempre o poder de uma qualquer decisão e estarem sempre no centro das tenções.
É por isto que a reforma do poder autárquico tarda em avançar. Tarda em sair da fossilização do caciquismo e do clientelismo…
Em contrapartida, seria bom que as máquinas partidárias e os eleitores soubessem renovar e escolher os políticos que conseguem tomar as decisões mais difíceis e mais sóbrias, os políticos que sabem organizar a autarquia ou o governo de forma a gastarem menos impostos, ou seja, os mais competentes, mesmo que menos simpáticos…













