12 de novembro de 2012

Armadilhas


A “armadilha” do candidato do PSD está consumada. E, pasme-se, com unanimidade. Para tal bastou que Narciso Mota defendesse a candidatura do eterno delfim rival na comissão política. Narciso Mota teve que engolir o sapo todo e teve, ainda, que mostrar deleite. Hipocrisia ou interesse? Talvez um misto dos dois.
Mas o “pacto” armadilhado trará consequências: para desalinhados e, também, para alinhados, porque não haverá lugar para todos.
E dúvida das dúvidas, com tanta desconfiança e diferenças de estilo e orientações, resistirá o “pacto” muito tempo?

Arte ou tolice?

Como seria de esperar (e aqui foi dito) a RATA parida pelo PSD e seus correligionários do governo foi motivada por argumentos difusos e pouco fundamentados. Como tal revelou-se desonesta e nada séria.

Face a este cenário, qual foi a resposta do PS local? Fazendo fé nos ecos que chegam da comunicação social, a preocupação dos socialistas está no facto desta RATA criar um mapa eleitoral adverso ao partido em Leiria. Segundo os seus líderes, “a unidade técnica para a reorganização Administrativa do Território teve objectivos políticos e partidários” e o PS, neste cenário, corre o risco de perder 11 das 17 freguesias que actualmente lidera no concelho de Leiria.

Diz o povo: "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte". E a verdade é que engenho e arte não faltam a estes políticos. Tolos somos nós que votamos neles.

11 de novembro de 2012

É dia de festa?

A sessão solene(?) comemorativa do Dia do Município marcou, esta manhã, o fim de uma era. Narciso Mota sabia disso e fez uma espécie de balanço dos mandatos passados, entre quilómetros de estrada, tubagens de saneamento, dinheiro às IPSS's e medalhas ao quilo.
Como já aqui dissemos tudo o que o tema merece, serve esta nota apenas para dar conta de uma sintonia inesperada entre eleitos e eleitores: quando nem o próprio executivo se leva a sério (vereadores e presidente    mantiveram um registo jocoso durante quase toda a cerimónia), como é que nós o poderemos encarar?


10 de novembro de 2012

Última hora: medalhados extra

O presidente da direcção do Rancho Folclórico "As Ligeirinhas de Antões", José Silva (médico aposentado)     e a Nemoto (fábrica japonesa ainda instalada no Parque Industrial Manuel da Mota) entraram à pressa no rol de medalhados de amanhã.
Mas porquê? - perguntará, legitimamente, o leitor/munícipe.
É certo que o administrador da Nemoto já foi medalhado há anos pelo município - mas isso foi antes de fazer 70 anos  - e ter tido a cortesia de convidar o presidente da Câmara a assistir às comemorações, no Japão. Por isso, ano após ano uma pessoa/instituição vai subindo na hierarquia da medalha.
Ora, se a Câmara vai medalhar Carlos Mota Carvalho - que acumula a presidência do GD Guiense com a do Rancho Folclórico e Artístico de Antões - certamente caía mal na localidade de Antões (que vive há mais de 30 anos uma rivalidade anedótica à conta dos dois ranchos) tal discriminação.
Nesta hora, ocorre-me uma moda d'As Ligeirinhas, que diz mais ou menos isto: "fui ao baile aos Antões/e ninguém me lá bateu/cada um já tinha a sua/cada uma tinha o seu".
Agora passem no Cardal antes da cerimónia e não tenham cuidado...

8 de novembro de 2012

A UTRAT ratou


Como a Assembleia Municipal (AM) não se pronunciou, a Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT) ratou: propôs, a sul, a agregação das freguesias de Albergaria-dos-Doze, São Simão e Santiago de Litém e a noroeste a agregação das freguesias da Guia, Mata Mourisca e Ilha.

As justificações da UTRAT para agregação das freguesias são patéticas. Para além de uma ou outra banalidade agarram-se à disponibilidade para a agregação manifestada pelas respectivas assembleias de freguesia, ignorando, no entanto, as diferentes motivações de cada uma delas.

Consequentemente, se a proposta vingar, ficaremos pior do que estávamos: mais desiguais e mais assimétricos.

Pobre País: que continua desgovernado por políticos fracos, que por populismo se demitem das suas responsabilidades; e por tecnocratas intelectualmente desonestos que não estudam os problemas e se limitam a fazer favores políticos, sem olhar às consequências das suas decisões.

6 de novembro de 2012

Parcerias de Regeneração Urbana. Par... quê?

A página sobre as Parcerias para a Regeneração Urbana começa por falar numa "Nova Cidade". Depois explica as intervenções, com apresentação e tudo, elencando os custos de algumas que até já foram feitas: 

  • Requalificação e Reestruturação da Área Histórica de Pombal - 3.852.793,95€ 
  • Passagens Pedonais Inferiores à Linha Férrea - 953.843,05€ 
  • Jardim das Tílias - 333.666,40€ (Obra concluída) 
  • Valorização Paisagística do Castelo de Pombal e Área Envolvente - 3.083.914,23€ (Obra a decorrer) - Esta é pior que as de Santa Engrácia. 
  • Recuperação da Ponte D. Maria - 618.678,91€ 
  • Intervenção no Largo S. Sebastião - 3.014.473,48€ 
  • Centro de Negócios - 991.093,56 € 
  • Reabilitação e Conservação da Igreja Matriz - 90.629,00€ 
  • Projectos de Animação de Parceria e Eventos - 360.000,00€
São cerca de 13 milhões de euros, comparticipados em 80% (se não estou em erro) de fundos comunitários. Ou seja, aproximadamente 3 milhões provêem do nosso Orçamento. 

Mas a questão do dinheiro é apenas uma das vertentes do problema. A questão central, que não é de agora, é outra: gastaram-se e vão-se continuar a gastar milhões para quê? Tal como outros posts já mencionaram, a zona Histórica está a desertificar-se de forma violenta e estas intervenções servem para quê? Já sabemos que as obras para espetar placa vão acabar (felizmente), mas esta intervenção - no geral - vai redundar em quê? Que as margens do rio que não existe vão ficar mais bonitas e acessíveis, tudo bem, mas a requalificação (a refundação dos autarcas, é o que é), vai dar exactamente em quê? Vai-se inverter a desertificação comercial e habitacional do Centro Histórico? Vai haver vida? Iniciativas? Vai-se aproveitar para transformar o único postal urbano que temos numa Praça e ruas com vida? É que esta também é uma das heranças do consulado de Narciso Mota: os projectos para a placa, onde não se pensa no depois mas apenas no como chegar lá. Mais um parque de estacionamento (Largo São Sebastião) ao pé de outro que foi, literalmente, um buraco. Para trazer pessoas para fazerem o quê? Há alguma proposta, por exemplo, que vise dinamizar o mercado de arrendamento naquela zona. Há algum estudo/ideia/projecto que crie uma centralidade na Zona Histórica? Não deveria ser esse o fim?

Construir uma nova cidade, diz a página. Sim, concordamos todos. Mas os espaços urbanos não se fazem apenas de construções, fazem-se de pessoas. Daquelas que têm espinha e dizem mais que sim. Se calhar esse é o problema. Um dos. 

5 de novembro de 2012

O Zé das Medalhas

Sou eu que sou piegas ou mais alguém se sentiu envergonhado com a lista de condecorações do dia do município? Desta vez o executivo camarário ultrapassou todos os limites.

Em primeiro lugar o número. Com tanta distinção, a importância do prémio é praticamente nula. Num país onde a expressão de Almeida Garrett  "Foge cão que te fazem Barão! Para onde, se me fazem Visconde?" já subiu à categoria de provérbio popular, quem nunca foi agraciado pela Câmara ou pelo Presidente da República corre o risco de ser apontado na rua.

Depois temos a lista em si. Para além de não se perceberem os critérios com que foi elaborada, por que raio de carga de água o nome de Ricardo Vieira (só para dar um exemplo) tem que aparecer ornamentado com todos os títulos académicos e o nome da esposa de Tomé Lopes não merece ser referido? E será que a tinta que se gastou nos Engs e Drs não daria para evitar o tratamento informal a Tó Silva e aos seus filhos?

Caro Presidente da Câmara, caros vereadores: a autarquia deve reconhecer o mérito sempre que for caso disso. Mas este só deve ser traduzido em medalhas e títulos municipais em ocasiões especiais. Caso contrário tornam banal o que deveria ser excepcional.

2 de novembro de 2012

O dia dos mortos

Cada vez que ouço notícias da nossa terra tenho a sensação de estar a assistir a uma novela mexicana. Agora até comemoramos o dia dos mortos (hoje, dia 2 de Novembro), com direito a procissão a exibir o defunto pelas ruas da cidade. O defunto é o jornal "O Correio de Pombal" e o mordomo o seu proprietário.

A diferença está que, no caso da tradição mexicana, o evento é carregado de simbolismo, de tal forma que a UNESCO já declarou a festa como património da Humanidade. No nosso caso, cheira mal. Simplesmente.

Dinossauro Gasossauro


A nossa região é rica em Dinossauros. Ficámos agora a saber que o das Caldas é do tipo Gasossauro. Usa como moeda de troca o Gasóleo.
Coincidências. É o que temos. Mais palavras? Para quê?

31 de outubro de 2012

BMW avariado


Há dias, cerca das 19 horas, um bmw comprado com os impostos dos contribuintes chegou a uma festa, vindo de uma outra festa da castanha e da água-pé. Parou em dificuldades, no meio da estrada, aparentemente devido ao “combustível”, e teve de ser auxiliado por populares para estacionar, o que não fez sem antes tocar numa corrente que vedava uma propriedade junto à estrada. Depois, abriu a porta e lá foi caminhando para um recanto mais distante das vistas de cerca de 150 pessoas.

Os últimos medalhados, ou os medalhados Bis!

A lista parece mais extensa que o costume, composta de nomes mais ou menos conhecidos do cidadão comum (dependendo do habitat). Boa parte deles já foi medalhado noutros anos. Como este 11 de Novembro será o último presidido por Narciso Mota, já nada se lhe pode levar a mal. O que custa, afinal, fazer a felicidade alheia, hum? Certamente que todos merecem tão digna distinção, sobretudo quando é a dobrar.
Uma nota especial para o nosso comentador de estimação, Rodrigues Marques (bem que a Câmara podia dar um sinal de elevação e convidar a farpearia para ir lá, entregar a medalha. Fica para a próxima, ok?)

24 de outubro de 2012

Isto precisa de entrar na ordem

Uma sala cheia, uma plateia interessada, um orador brilhante e um tema interessante fizeram da noite de ontem um momento raro em Pombal. António Marinho Pinto foi ao Teatro dizer umas quantas verdades sobre o país, que vão muito para além das teias da lei. Dos tempos de jornalista ficou-lhe essa habilidade excepcional de colocar o dedo na ferida, insistindo o suficiente para manter uma plateia desperta durante horas. Coisa rara.
A ideia era falar das Ordens profissionais, a convite do Rotary Clube de Pombal (que aproveitou a ocasião para prestar a costumeira homenagem a um profissional, desta vez a Tomé Lopes, o proprietário do Intermarché). Tudo estava bem até certo momento (como cantava uma banda punk-rock dos anos 80). Eis que o presidente da Câmara faz uma intervenção à sua maneira, fazendo mexer na cadeira muitos dos que o ouviam. Já sabemos que fala com o coração ao pé da boca. E que é impulsivo. E tudo e tudo. O que só não sabíamos era que, afinal, o segredo de Camarate é ele que o pode desvendar. Diz que viu. Que como era engenheiro mecânico e estava em Lisboa foi lá ver o aparelho. E que aquilo não foi acidente. Que o mataram. Que o avião caiu porque fez assim (para cima) e assim (para baixo).
Tanta comissão de inquérito. Tanta investigação. Melhor fora que tivessem vindo logo direitinhos à esquina do Cardal e pronto. Estava o caso Camarate resolvido.

Sugestão em tempos de crise


Fica o repto à sociedade pombalense, principalmente numa altura em que a crise matou o nossa imprensa escrita. Ou não terá sido a crise?

20 de outubro de 2012

Rendimento social de inserção


Com a entrada a publicação do Decreto-Lei 221/2012 de 12 de Outubro, em http://dre.pt/pdf1sdip/2012/10/19800/0585805861.pdf, e a respetiva entrada em vigor em 13-10-2012, parece que os beneficiários do chamado “rendimento mínimo” passarão a ter, pela primeira vez, também deveres. Falta saber se o “Tribunal do Santo Ofício” (Tribunal Constitucional) vai condenar também esta lei à “fogueira” por “heresia”…

18 de outubro de 2012

O Correio de Pombal (1990-2012)

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012.

O jornal que José Pimpão dos Santos fez nascer na primavera de 1990 deixou de sair para a rua. É um dia triste para Pombal, para a imprensa, para o que resta da democracia.
Eram conhecidas as dificuldades (financeiras, editoriais e sobretudo morais) em que o jornal se afundou nos últimos tempos. Até que esta manhã a edição já não chegou às bancas. Na sede/Redacção, um papel branco colado à porta anuncia "Férias", depois de ter sido comunicado aos poucos funcionários que o jornal  tinha acabado.
A reflexão que vale a pena fazermos é esta: há 20 anos existiam quatro jornais em Pombal. Nos últimos 100 anos Pombal sempre teve pelo menos um jornal. E neste século viveram-se guerras e revoluções, crises diversas, em épocas onde o analfabetismo e a iletracia se sobrepunham a quase tudo.
O Correio de Pombal foi o primeiro jornal em que trabalhei, e isso nunca se esquece. De resto, a verdade (a que temos direito) li-a por estes dias no mural de um camarada, no Facebook: "a expressão temos um jornal para fechar ganhou novo significado". Em Pombal e por esse país fora.
A úlitma edição, na semana passada.

15 de outubro de 2012

Mais ETAP


Correm rumores de que a Direção da ETAP poderá passar para Fernando Parreira.
A 1ª interrogação que se coloca é saber se Fernando Parreira tem autoridade (vontade, força e bom senso) para conduzir os destinos da ETAP e se esta escola dispõe de recursos financeiros para se equilibrar.
A 2ª questão é saber o motivo porque querem enviar o Fernando Parreira para a ETAP…

A surpresa

A AM de ontem, destinada a pronunciar-se sobre a RATA, mostrou o pior da política nacional: discursos redondos, dissimulados, enfadonhos, tacticismo, chantagem, desresponsabilização, etc.

Foram cinco horas de muita discussão e chicana politica para para não dizerem (quase) nada.

Mas houve excpeções (e veiram de onde menos se esperaria), nomeadamente a intervenção inicial dos dois membros da JSD.
 
PS: A proposta de resolução apresentada pela bancada do PSD é simplesmente patética e traduz tudo o que afirmo no primeiro parágrafo.

12 de outubro de 2012

FINIS

Nos próximos dias poderemos gritar: ALELUIA, o governo caiu. Fiquei convencido disso ao ouvir ontem os comentadores da Quadratura do Círculo (principalmente os ligados aos partidos da coligação governamental). Para dizerem o que disseram, e tendo inside information, estão convictos disso.
 
Desaparece sem história mas fica para a história como o pior governo do pós-25 Abril 74. Nunca vi um governo, após um ano de governação, atingir tal grau de desacreditação.

Aceitam-se apostas: o governo cai antes do orçamento ou depois do orçamento?



11 de outubro de 2012

Quem tem medo de Diogo Mateus?

Quem acompanha de perto o percurso de Narciso Mota na política - que é o mesmo que dizer na Câmara de Pombal - sabe que Diogo Mateus sempre foi o seu calcanhar de Aquiles. Em 2002 (o ano das eleições mais aguerridas de todo o seu reinado) empurrou-o mesmo borda fora. Mas o tiro haveria de lhe sair pela culatra, já que o vereador avançou para uma candidatura à Junta de Freguesia de Pombal, que ganhou, provando-lhe que a monarquia também ensina a travar duelos. E então, quatro anos mais tarde, o presidente  haveria de ver-se "obrigado" a aceitar-lhe o regresso, por pressão da própria comissão política e de alguns notáveis - no tempo em que os havia e ainda estavam para se chatear com isto.
Nos últimos tempos tem sido o que se sabe: Narciso vai embora daqui a um ano, e tudo fará para evitar que Diogo Mateus lhe suceda. Se dúvidas restassem, a entrevista que dá esta semana ao Jornal de Leiria vem dissipá-las. Mas afinal, de que tem medo o engenheiro?


Diogo Mateus é quem se perfila para seu sucessor ou poderá apostar-se num candidato mais jovem?
Fala-se em muita gente, porque muitos gostavam de ser presidente de câmara. Para presidente da junta é que, se calhar, qualquer dia não temos candidatos à altura. Já temos de pressionar e convencer homens e mulheres para se disponibilizarem. Os presidentes de junta são aqueles que estão mais próximos dos munícipes e não são compensados financeiramente pelo esforço que fazem no dia-a-dia. Gostaria que fosse um candidato com experiência de vida, que não fosse muito partidário – em termos de convicção política –, que fosse um homem que procurasse fazer melhor e me desse a garantia que o destino deste concelho estará salvaguardado, sem ceder a clientelas nem fizesse elefantes brancos só para ganhar eleições de quatro em quatro anos.
Vê alguém com esse perfil?
Vejo, mas não quero tornar público. Quero que a comissão política do meu partido saiba seleccionar três pessoas e que faça uma sondagem para ver qual é a melhor solução. Aquela que o povo mais considera para ser eleita democraticamente e para seguir a minha gestão social democrata, que considero das melhores, imodéstia à parte.
A Câmara de Pombal é das poucas que apresenta uma situação financeira confortável. Considera--se um bom gestor?
Considero-me um médio gestor, mas um gestor responsável que não tira partido das funções que desempenha. Tenho tudo centralizado e nada é adquirido sem preço de comparação, nomeadamente em valores superiores a 500 euros. A situação financeira da câmara é de tal modo positiva que até permitiu um roubo. A nossa gestão está devidamente estruturada, foi certificada e não foi preciso alienar património ou privatizar qualquer tipo de serviço. Não tenho elefantes brancos: não fizemos nenhuma escola, centro de dia, piscina ou lar sem necessidade.
excerto da entrevista, que pode ser lida aqui. Cheia de pérolas. http://www.jornaldeleiria.pt/portal/index.php?id=8175

7 de outubro de 2012

Uma Praça Morta



Decididamente a CMP não sabe tratar da urbe. Ninguém consegue dar aquilo que não tem. As intervenções na Praça Marquês de Pombal são um bom exemplo.
Na praça existe:
Uma Igreja, sem devotos;
Um Café com Livros, sem café e sem livros;
Uma cadeia, sem guardas e sem presos;
Um Arquivo, morto;
Uma Sapataria, sem sapatos;
Um Celeiro, sem cereais;
Um Centro Cultural, sem cultura e sem cultos.
A CMP derreteu ali muitos milhões de Euros (e continua a derreter), mas a praça está, cada vez, mais morta. É verdade que embelezaram a praça e alguns edifícios, mas nada daquilo tem vida. Um cadáver pode estar muito embelezado, mas continua a ser um cadáver. .

1 de outubro de 2012

Narciso Mota baralhou e deu de novo


Na semana passada, Narciso Mota baralhou os pelouros e deu de novo.
 
Na prática ficou tudo na mesma: os pelouros são exercidos pelo presidente.
 
Formalmente prosseguiu o esvaziamento de competências do ex-vice-presidente Diogo Mateus.

A saga continua!

30 de setembro de 2012

Zona histórica: crónica de uma morte anunciada


Primeiro foi a ourivesaria Fonseca. Mais de 100 anos dedicados ao negócio, investimentos sucessivos na(s) lojas, nos edifícios, e uma esperança sucessivamente aniquilada de ver a zona antiga de Pombal renascer. Como nas outras cidades à nossa volta, como no resto do país.
Depois foram as lojas que acreditaram num tempo novo, nos programas de regeneração. E então, chegados ao final desta semana, assistimos à machadada final: o único franchising de roupa que restou na cidade, a Naf Naf, logo seguida da sapataria Mónaco, mudaram-se. Uma e outra ocupam agora espaços próximos daquilo que parece ser cada vez mais toda a cidade: a avenida Heróis do Ultramar.
Percorrendo a pé a zona antiga de Pombal que se esconde para lá do Cardal, já é mais fácil identificar as portas abertas, pois que são em muito menor número. Talhos, restaurantes, lojas diversas, tudo se finou na zona histórica. E se os pouco que restam decidirem também fechar portas ninguém lhes pode levar a mal. A sobrevivência está ainda acima dos caprichos. Pelo menos para alguns.
De modo que, quando, por estes dias, a Câmara anunciou a interrupção do trânsito para que prossigam mais umas obras de encher o olho naquela zona, imaginei como tudo poderia ser diferente se em vez de caprichos esta cidade vivesse do rasgo. Por exemplo, se o Arquivo fosse mais vivo que morto, se o Centro Cultural (alguém se lembra porque é que aquilo se chama centro cultural) fosse um espaço com agenda e actividade, se ao invés dos rios de dinheiro enterrados num parque  de estacionamento subterrâneo (cujo aproveitamento está à vista) tivéssemos investido na recuperação de edifícios, incentivando os privados, apoiando-os. Ah, claro que para isso era preciso mais do que despachar obras a concurso. Era também preciso um entendimento com os proprietários. Ou então ver o que se fez à volta, nas cidades e vilas vizinhas, partindo do princípio de que ver não é só olhar.
Quem vier em 2013 não terá a vida facilitada, já o sabemos. Porque não vai lidar apenas com a falta de dinheiro. Vai sobretudo ter de inventar fórmulas para começar de novo, devolvendo à cidade aquilo que lhe falta: vida.


29 de setembro de 2012

Síntese do Debate

Em primeiro lugar, este post serve para sintetizar o que foi discutido naquela participada quarta-feira. Peço desculpas em nome do Blog pelo atraso, mas entendemos que seria mais interessante disponibilizar as duas posições iniciais, a partir das quais se desenrolou o debate durante o resto da noite, em várias intervenções que, na sua generalidade, primaram por ser concisas e bastante objectivas.

Em termos de síntese, pode-se dizer que ninguém concorda com a Reorganização que está a ser discutida: ou é simplesmente inútil ou é simplesmente insuficiente ou, como foi dito, é uma falácia nos seus pressupostos. Dito isto, o debate centrou-se mais na questão, tal como foi (bem) balizada pelo Adérito Araújo e pelo José Gomes Fernandes (para as quais remeto, especialmente quanto aos argumentos), se as freguesias deveriam ou não ser extintas. 

De seguida, constata-se que os alguns dos conceitos são utilizados por quem defende a extinção e por quem é contra a extinção, só variando a interpretação que é dada aos mesmos: proximidade, escala, gestão de meios e a própria questão orçamental (um início para alguns, um mero acessório para outros). Apenas a questão da identidade cultural é uma bandeira assumida dos defensores das freguesias - na acepção de que deve ficar tudo como está.

Mas no geral, ficou a ideia de que esta reforma não servirá para nada, porque vem fora de tempo, sem legitimidade democrática, sem critérios explícitos e sólidos, sendo inadequada às realidades do terreno. Cada caso é um caso e a discussão existente peca por ser politizada e imposta por circunstâncias externas e por não ter em conta as variadas excepções e os condicionalismos que se encontram no terreno, as várias diferenças, rivalidades e aproveitamentos (quando se trouxe ao debate a questão da fronteira entre Carnide e Ilha), necessidades territoriais e, sobretudo, a própria questão de ter eficazes instrumentos de gestão territorial e também com o próprio papel que as Juntas devem assumir face às leis que regem a gestão administrativa do país, com ou sem esta reforma ou "reforma". 

Ou seja, em síntese, ninguém acredita que esta reforma produza algum resultado que se traduza numa mais valia para o território, nomeadamente respondendo às necessidades da população. O que não quer dizer que não haja espaço e interesse em respostas diferentes do quadro actual, apenas que não deverá ser feita com base em processos impostos de cima para baixo e sempre inserida num quadro maior de uma reorganização eficaz: para um mais centrada num menor é melhor, para outros salvaguardando sempre o quadro identitário e cultural existente.

Até à próxima.

28 de setembro de 2012

Reorganização Autárquica


O poder local (autárquico), tal como está consagrado na Constituição da República, é materializado em duas “categorias” de autarquias, municípios (concelhos) e freguesias, podendo a lei criar outras formas de organização territorial autárquica nas grandes áreas urbanas e nas ilhas.
Podemos afirmar que temos, pelo menos, dois níveis de poder autárquico, ao contrário da generalidade dos restantes países europeus, onde apenas existem municípios, lá designados por “comunas”.
Então como surgiu em Portugal esta “anomalia” das freguesias?
Com a cristianização e subsequente fragmentação do império romano, a igreja católica passou a exercer um poder lateral dentro dos estados ou acima dos estados, passando, a nível local, a organizar as diversas comunidades em paróquias, também designadas por freguesias, para tratar do culto, dos cemitérios, dos registos, das festas e, sobretudo, das receitas e do património da igreja (do Vaticano).
As paróquias foram evoluindo ao longo dos séculos, exceto no período de ocupação muçulmana, até ao liberalismo, quando ocorre a criação das freguesias como circunscrição político-administrativa, até à implantação da república, quando ocorre a criação da freguesia civil e a consequente separação da paróquia católica, e até democracia da revolução de Abril, quando as freguesias ganham mais autonomia e poderes.
A criação das freguesias foi, assim, uma forma do estado (da república) estender o seu poder às comunidades locais, sobretudo rurais, e reduzir o tradicional poder da igreja católica.
Apesar da separação formal entre a paróquia, poder religioso, e a freguesia, poder do estado, o forte enraizamento religioso e a lenta evolução cultural fizeram manter nas comunidades rurais, quase até à atualidade, alguma confusão entre a paróquia e a freguesia e uma posição de prevalência da importância social da paróquia sobre a freguesia, até mesmo na criação das novas freguesias.
Foi assim que chegámos a esta anomalia das 2 “categorias” de autarquias ou dos 2 níveis de poder autárquico, fracionado e burocratizado, menos eficiente e mais propício à confusão e aos conflitos ente Juntas e Câmaras.
Consequentemente, entendo que a reforma autárquica ideal deveria extinguir as freguesias e alterar o mapa dos municípios, extinguindo alguns e criando outros em função da área, da população, das infraestruturas e dos recursos económicos, de forma a constituírem instituições melhor estruturadas para a realização das necessidades das populações em função das receitas disponíveis. Seria o ideal, mas não o possível face à Constituição da República.
Embora a democracia seja o regime político mais imperfeito, por nunca estar realizado nem acabado, permite-nos a liberdade e impõe-nos soluções de compromisso. Uma destas soluções de compromisso é a Lei 22/1012 de 30 de maio, que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica, também designada por LRATA.
Bem sabemos que a lei não é perfeita, como o não é a democracia, mas representa o compromisso possível na atualidade
As necessidades de proximidade das populações e a existência de determinadas identidades sociais locais, que levaram à criação de várias freguesias, estão ultrapassadas nos dias de hoje, quer pela evolução cultural quer pela maior proximidade proporcionada pelas novas vias de comunicação, pelos meios de transporte e pelas telecomunicações. Já ninguém vai a pé ou de carro de bois, por carreiros de cabras ou caminhos de lama, como nas décadas de 50 e de 60, fazer o seu casamento à igreja da paróquia antiga…
Nos dias de hoje, as preocupações e as necessidades das populações são essencialmente de carácter cultural, social e económico, sobretudo a nível industrial, com vista à manutenção ou melhoria da qualidade de vida e à criação de riqueza.
O grande aumento recente dos serviços e bens prestados pelo estado, designadamente a nível do ensino, apoio social a idosos, saúde, justiça, saneamento básico, infraestruturas rodoviárias e industriais, etc, trouxeram um grande aumento da despesa pública e passaram a exigir outras estruturas de gestão mais amplas ou mais globais, noutras outras áreas de atuação também mais amplas ou globais, com interdependências funcionais, com programações feitas por quadros técnicos de pessoal especializado e de conhecimentos interdisciplinares e com equipamentos adequados, de forma a poder-se racionalizar os recursos ou receitas e a retirar-se toda a utilidade dos equipamentos de maquinaria ou de edifícios.
Cada freguesia não pode continuar a construir um salão de festas (ou de jogos de cartas) em cada lugar ou um pavilhão, um estádio de futebol e uma zona industrial em cada sede de freguesia, grande ou pequena, como não pode continuar a comprar um conjunto de máquinas que ficam velhas e ultrapassadas sem serem utilizadas nem rentabilizadas.
Todos os membros da população de cada freguesia terão melhores conhecimentos e soluções se discutirem e estudarem as diversas questões conjuntamente com os membros das outras comunidades vizinhas.
O conhecimento da história (das freguesias) permite-nos compreender o presente e programar o futuro.
Portugal está gravemente doente, ligado a uma máquina para ser reanimado (ou não), enquanto os vampiros que nos últimos anos lhe estiveram a sugar o sangue e o deixaram moribundo vão dizendo que eles são os médicos indicados para a cura e que os atuais médicos não têm legitimidade para prestarem os necessários cuidados de saúde nem soluções para a cura. Por muito que os vampiros berrem na rua ou nalgumas instituições que dominam como “forças de bloqueio”, os atuais médicos devem continuar a cuidar do doente. Claro que os vampiros irão continuar de forma radical a protestar contra todas as medidas terapêuticas, dizendo que existem outras soluções de tratamento sem as concretizarem e argumentando com dogmas como se fossem axiomas, para desgastarem e destruírem até poderem voltar ao lugar onde só sabem sugar o sangue.
Argumentam os opositores que a reorganização das freguesias ofende a cultura das populações locais, omitindo que a cultura é evolutiva. As novas gerações acrescentam cada vez mais conhecimentos aos recebidos das anteriores gerações e até alteram os anteriores conhecimentos e valores e criam novas identidades sociais, cada vez mais amplas ou globais. Se assim não fosse, a teoria heliocêntrica de Copérnico ainda seria negada e ainda continuaria a existir a escravatura, como ainda se continua a praticar a excisão, a aplicar a lapidação e a usar a burka noutras “culturas”…
Dizem ainda, os opositores, que o efeito económico da reforma autárquica é nulo ou pouco significativo, por entenderem que a despesa das freguesias só representa 0,4% do valor do orçamento geral do estado. Trata-se de um argumento de má-fé, por negarem a mudança e o progresso e por negarem que só com a soma de muitas e pequenas poupanças se pode conseguir uma substancial redução da despesa pública.
O país está moribundo; vamos tentar reformá-lo para o futuro...

27 de setembro de 2012

O primeiro debate

Uma plateia tão interessada quanto diversa encheu a sala do Hotel Cardal, ontem à noite, para debater a RATA (Reorganização Administrativa Territorial Autárquica), a convite deste vosso blogue. O primeiro debate da série "Um Café e uma Farpa" provou aquilo de que suspeitávamos: renasce em Pombal uma vontade de discutir a terra e as coisas. Foi isso que fizemos, ao longo de hora e meia de um debate vivo, resultado da extraordinária participação de todos. Estamos vivos, afinal!

Contra a RATA

A Reorganização Administrativa Territorial Autárquica (RATA) que agora se discute, mais do que uma verdadeira RATA, é um conjunto de alterações avulsas que têm na fusão das freguesias a sua bandeira.

Para que fique claro, eu não defendo a imutabilidade dos sistemas político-administrativos. Antes pelo contrário. Considero que os sistemas se devem adaptar à realidade e às exigências de progresso. Mas também defendo que uma RATA, seja ela qual for, só deve ser considerada se forem verificadas três premissas prévias: for provada necessidade da reforma; existirem recursos e tempo para efectivar uma reforma séria e adequada; houver vontade de promover a reforma por via democrática. No momento actual, nenhuma dessas três premissas se verifica.

Não existe nenhum estudo sério, nenhum trabalho científico que apoie as vantagens da fusão das freguesias em Portugal. Sim, porque é só disso que esta RATA fala. Os defensores do sim apontam várias vantagens para a fusão, todas elas assentes em convicções pessoais e não em estudos concretos. Assim, corre-se o risco de entrar numa espiral de tentativa-erro que conduz, inevitavelmente a maus resultados.

Dizem-nos que a fusão permite as freguesias ganharem escala e, consequentemente, massa crítica. É verdade. Mas a pequena escala permite um melhor conhecimento da realidade e pode aumentar a eficácia. Dizem-nos também que na maioria dos países da Europa não existem freguesias. É verdade. Mas a maioria dos países europeus tem municípios mais pequenos que as nossas freguesias. Aliás, dos 27 países da União Europeia só seis (Reino Unido, Dinamarca, Lituânia, Irlanda, Países Baixos, Grécia, por esta ordem) têm uma malha administrativa mais larga que a nossa. Não há, pois, qualquer relação entre racional entre o nível de desenvolvimento de um país e o desenho administrativo territorial.

Não há tempo nem dinheiro para fazer uma reforma administrativa séria. Neste momento o país deveria ter outras prioridades que não esta. Apresentar uma proposta atabalhoada, para ser discutida em tempo “record” apenas para agradar à troika tem um fim previsível: não vai conduzir a lado nenhum. Se a ideia do governo era a de promover uma discussão inócua, conseguiu.

Mas isso não significa que se arrume o assunto na gaveta. É importante que a discussão continue, se aprofunde, potencie estudos sérios e num futuro próximo se possa estar aqui a debater uma RATA diferente. Uma RATA promovida numa base de honestidade intelectual, necessária ao país, feita com as nossas convicções e que possa vir a ser aprovada democraticamente pela nossas instituições.

Tal como está a RATA é desonesta e muito pouco séria. Na conjuntura actual, forçar uma reforma, necessariamente difícil e complexa, motivada por argumentos difusos e pouco fundamentados, é uma asneira.

25 de setembro de 2012

A sociedade civil e os políticos

Os nossos políticos têm medo de ouvir o povo. Medo não, pânico!

Como é público, o Farpas vai promover o seu primeiro debate no Hotel Cardal. O espaço não poderia ter sido mais bem escolhido: é central, confortável e a sua gestão é profissional e muito simpática. A forma como acolheram a iniciativa foi exemplar.

Mas, verdade seja dita, a nossa primeira escolha recaiu sobre o Café-Concerto. Sendo gerido pela Câmara, pensámos nele como apropriado pois, vendo bem as coisas, é um espaço de todos. A resposta que recebemos ao nosso pedido foi: "Considerando que institucionalmente, os espaços municipais só são cedidos a entidades públicas ou privadas com fins públicos, conclui-se que esta actividade não se enquadra neste âmbito e como tal não poderemos agendar esta iniciativa."

É uma resposta indigna mas reveladora. Para que haja termo de comparação, em Coimbra estou envolvido num movimento em defesa da cultura. No dia 29 deste mês (Sábado) vamos promover um conjunto de iniciativas em vários espaços da cidade: ao ar livre; na Casa da Escrita (gerida pela Câmara); no Museu da Ciência (gerido pela Universidade); na Casa das Caldeiras (gerido pela Universidade); etc. Este movimento nunca se constituiu como associação e não é por isso que a Câmara e Universidade não disponibilizam os espaços. Mas não é preciso sair de Pombal para perceber a intenção da autarquia. Este ano, vários espaços municipais foram cedidos pela Câmara a equipas que estavam a colaborar na iniciativa "Um Dia pela Vida". Que eu saiba, essas equipas não estavam constituídas como associação.

Este processo mostra que a nossa sociedade civil tem mais maturidade democrática que os nossos políticos. Também confirma aquilo que já todos sabíamos: somos governados por um déspota.

A importância do debate

O primeiro debate Farpas é já amanhã e o tema não poderia ser mais apropriado: "A Reorganização Administrativa Territorial Autárquica". 

Como todos sabem, a Assembleia Municipal de Pombal prepara-se para decidir sobre a reestruturação do nosso mapa autárquico sem passar cavaco à população. Apesar do assunto ser de grande relevância, como atesta a interessante troca de ideias tida neste blogue em Fevereiro, os nossos políticos não viram vantagens em promover a sua discussão pública. E depois admiram-se de ser apelidados de déspotas iluminados.

23 de setembro de 2012

Um café e uma farpa

Mais de quatro anos depois de ter visto a luz da internet, este blogue vai agora sair do armário. A partir deste mês de Setembro - e sempre que a actualidade o justificar - o Farpas lança o debate ao vivo e em tempo real. A iniciativa chama-se "Um café e uma farpa" e será um espaço de discussão, com a duração de uma hora e meia (mesmo), sobre um tema actual, lançado por duas personalidades "da casa" ou de fora, com visões contrárias do tema, que dispõem de cinco minutos para apresentar os seus pontos de vista. A partir daí, inicia-se o debate que se pretende vivo e muito participativo entre todos os presentes e moderado por um dos membros do blogue.

Na próxima quarta-feira, dia 26 de Setembro, contamos consigo, caro leitor e comentador, para beber um café e debater connosco o tema proposto: "A Reorganização Administrativa Territorial Autárquica". O encontro está marcado para o Hotel Cardal, a partir das 21h.

21 de setembro de 2012

Chumbo na credibilidade que nunca existiu

O Tribunal de Contas chumbou as contas da Câmara de Pombal referentes aos exercícios de 2009 e 2010 porque houve um desvio de dinheiro, superior a 500 mil euros, por falta de mecanismos de controlo previstos na administração pública, por parte de um funcionário da inteira confiança do presidente da câmara.

As justificações de Narciso Mota são a prova de que nunca existiram e não existem, na câmara, verdadeiros mecanismos de controlo dos dinheiros públicos. Naquela casa as relações pessoais sobrepõem-se, sempre, às boas práticas de gestão. Os vereadores são “by-passados” e aceitam-no calados, mesmo correndo o risco elevado de serem accionados por incumprimento dos deveres do cargo. O quero, posso e mando não justifica tudo, e o calculismo tem limites.

Às 18, no Jardim

Só esta mobilização já constitui, por si, um facto memorável. Até logo ;)

16 de setembro de 2012

Uma lição de vida


Nos jornais, na TV e na internet circulam centenas de imagens que valem por todas as palavras que escrevemos e gritámos por este país fora na tarde de ontem. E é quando olhamos para cada uma delas que percebemos como é que, afinal, somos tão condescendentes com a pandilha.

O protesto de Leiria (fortemente participado por pombalenses), pode ser visto em galerias como esta. Lado a lado, gente de todos os quadrantes políticos saiu à rua para mostrar que está viva.
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.505755939453332.129522.115612748467655&type=1
ou esta, do "nosso" Joaquim Dâmaso.
http://share.snacktools.com/AF5A6CCF8D6/pz1j299k

Manifestação, festa e agressão


As manifestações dos socialistas e dos outros da esquerda são umas festas, onde aproveitam para proferir uns insultos e destruir umas esplanadas ou agredir uns polícias. São também umas orgias… Para eles, só a esquerda pode estar no governo. O FMI é detestável por emprestar dinheiro que eles próprios pediram: há que morder ou cuspir na mão que dá o pão…
Quando Sócrates tomou posse como 1º ministro, a comunicação social andou 3 anos a falar no “estado de graça” e a defender as mediadas políticas do governo até o levar a novas eleições, enquanto o “estado de desgraça” do país avançava. Quando Passos Coelho tomou posse no governo do país depauperado, a comunicação social começou logo a desancar nos membros do governo. Faz-me lembrar uma administração de uma empresa que a saqueia, que é demitida e que, passado algum tempo, aparece a responsabilizar a nova administração.
Os beneficiários do produto dos impostos, da esquerda e da direita, sabendo das medidas políticas previstas para redução do valor das reformas douradas e de outras sinecuras, como as receitas das fundações, logo trataram de usar o único argumento da única medida governamental que parece impopular, o aumento da TSU, para desancarem no governo. Exemplo desta actuação foi (Matusalém) Mário Soares, o qual apareceu a defender, sem o dizer, as suas reformas douradas, o seu estatuto remunerado de professor universitário convidado, de que nunca vai ou foi dar aulas (professor catedrático 0%), a continuação do uso dos recursos do estado para se fazer transportar e para garantir a sua segurança, a continuação das receitas para as 2 fundações de que ele e esposa são titulares, a partir dos nossos impostos, onde vai depois buscar as mesmas receitas, etc… Claro que ele e outros como ele, de esquerda e de direita, estão muito revoltados “com o aumento da TSU” e exigem a queda do governo.
Este governo apenas peca por falta de coragem em ir muito mais depressa e muito mais longe. Porém, com manifestações assanhadas na rua e, sobretudo, com os membros do Tribunal Constitucional a chumbarem as leis e a defenderem as suas remunerações e privilégios, não sei se há governo PSD que alguma vez possa governar o país. Não sei se a bancarrota pode ser evitada…

12 de setembro de 2012

Mais um prego



Acto: Pub. - Sentença Declaração Insolvência 

Referência: 3178595 
Processo: 1220/12.0TBPBL, 2º Juízo 
Espécie:  Insolvência pessoa coletiva (Requerida) 
Data: 12-09-2012 



Insolvente: Anotando - Sociedade Editora Lda 
        

Por outras palavras, a empresa que é dona (presumo que ainda o seja) d'"o Correio de Pombal" foi decretada insolvente, ou seja, incapaz de cumprir as suas obrigações. 
 
Não quer isto dizer que o Jornal deixe de ser publicado imediatamente ou que não venha um plano de recuperação a ser aprovado, mas parece ser mais um prego no caixão da comunicação social em Pombal, no que concerne à capacidade de informar. Caixão esse que é mais formal que material, pois não é preciso ser-se especialista na arte de informar, mas apenas na arte de ser informado, que a boa vontade (e alguns casos de abnegação) só não chega para garantir um jornal. 
 
Assim se avança para o fim da comunicação social escrita em Pombal. Alguns dirão que mais vale, atendendo ao que existe/existia. Outros, muito mais, lamentarão. O espelho de uma terra também é feito da órgãos de informação que ajudam aos laços de comunidade. Mais uma herança deste 20 anos e de equilíbrios com o poder, projectos que não estão alinhados com as expectativas dos seus destinatários, conjectura geral de crise? Independentemente do diagnóstico e das responsabilidades que se queiram apurar, a triste realidade poderá ser esta. Há quem continue a informar em Pombal e na região (e ainda bem), mas um jornal não é apenas um adereço, é algo que informa com base em factos. E isto quando se faz bem, é bom. Para a comunidade. Para todos.

9 de setembro de 2012

O imbróglio da Feteira

A população da Féteira de Carnide acusa Narciso Mota os ter a enganado porque lhes prometeu, em reunião pública, que os limites históricos da freguesia se manteriam e não cumpriu. Em vez disso alinhou com as pretensões do presidente da junta da Ilha que queria e, pelos vistos, conseguiu apropriar-se de uma parte do lugar da Feteira. O presidente da junta de Carnide – vá lá perceber-se porquê – não se opôs.
Indignados e abandonados ao seu destino, a população avançou para os tribunais. Entrepôs processos contra a Câmara Municipal e contra as Juntas de Freguesia de Carnide e da Ilha no Tribunal Administrativo de Leiria para pedir a correção dos limites da Freguesia.
Já sabemos o que nos espera: a CMP vai litigar, como de costume, até ao tribunal constitucional. E nós pagamos.
Não havia necessidade!

8 de setembro de 2012

Apenas para lembrar o que está em jogo


‎"Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. 
Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade." 

4 de Julho de 1776


Por vários motivos tendo andado arredado aqui do blog. Mas mesmo sem mais um anúncio de medidas de austeridade (que me abstenho de adjectivar, para já, e sobre o contexto político, quem me conhece sabe que tenho critério de estabelecimento de paternidade que ascendem a 3 décadas, pelo que me recuso a entrar, também para já, em jogos de culpas), sentia que era a altura de voltar a juntar-me aos meus camaradas e companheiros de blog e ilustres comentadores que têm chamado e comentado à colação vários assuntos que fazem jus ao espírito desta casa. E que pelo menos 300.000 € já conseguiram fazer poupar.

Mas essencialmente regresso porque se abre o último ano de um ciclo de 20 anos e começa a ser altura de um balanço e de uma antevisão. Não será missão fácil, mas é obrigatória, porque a exigência que uns alegam que praticam, tem de ser aquela que nós, pombalenses e eleitores, temos de colocar em prática para perceber bem o que foi feito e o que tem de ser feito, ainda que as conclusões sejam divergentes. O respeito por opinião alheia, uma das vítimas desta governação de 20 anos, bem como o insulto fácil ou a cortina de fumo utilizados amiúde para inviabilizar discussões, não nos devem afastar do essencial, que é perceber como se governou e que herança se deixa para o futuro.

Nesse aspecto, a frase que cito, velha de 236 anos, tem todas as pistas para perceber o que queremos e devemos exigir, contextualizando obviamente a questão do abolir ou alterar, entendendo-se por isso o participar, exigir, reivindicar, mudar, tal como muitos fazem neste Concelho. Infelizmente, a minoria. Porque isso não é por em causa a legitimidade de quem governa, é reforçá-la e responsabilizá-la. Porque, mais uma vez, contemporizar com desresponsabilizações constantes ou obras que não se percebem é um dever de cidadania. Que não é nosso (Farpas) monopólio, mas que, por forças que não percebemos (ou percebemos e não queremos crer) cada vez menos têm fóruns próprios para serem manifestadas. 

Haja agora a coragem de exigir mais e melhor que nos últimos anos foi esquecida. Porque é a preparar os anos que aí vêm, tendo em conta os erros e acertos do passado, que se consegue mais e melhor. Não é a aceitar qualquer cozinhado ou posição pré-eleitoral (do poder ou da oposição) participado apenas por meia-dúzia que se pode dizer que se legitima o consentimento dos governados.

6 de setembro de 2012

A solidariedade que aqui mora

A Joana Benzinho é de Pombal e está a fazer um trabalho notável ao leme da associação "Afectos com Letras", que desde 2009 recolhe a partir daqui tanto do que nos sobra, e que na Guiné-Bissau tanto falta. Sem alaridos nem exibicionismos, sediou a ONG no Escoural e trocou os holofotes locais pelos sorrisos dos que quase nada têm. A filha do mítico presidente Guilherme Santos integra o rol dos "pombalenses excelentíssimos" que só é reconhecido lá fora, injustamente.

29 de agosto de 2012

PS de Adelino Mendes


Adelino Mendes tem-se mantido à frente do PS de Pombal, com algumas interrupções, desde há cerca de 20 anos, ou seja, durante o mesmo período de tempo que Narciso Mota se tem mantido à frente da Câmara Municipal.
Terminado o mandato de Narciso Mota, Adelino Mendes irá levar o PS local a eleições sem quaisquer condições de disputar a vitória ou de obter um bom resultado, face à posição omissa, silenciosa e inócua revelada na sua actividade política e face ao afastamento da maior parte das “vozes” (militantes) mais críticas e interventivas.
Adelino Mendes, tendo, consequentemente, perdido a credibilidade política, irá enviar um “cordeiro” para o sacrifício ou encontrar um “paraquedista” famoso para atenuar os efeitos da derrota previamente anunciada.
Apesar de tudo, Adelino Mendes tem-se mantido no poder e até arregimentou cerca de 100 novos militantes para participar, através de outrem, nas eleições da Federação Distrital do PS, sendo mais um de tantos políticos activos que, como já dissemos anteriormente neste blog, “agarram” os partidos para poderem ser candidatos aos cargos políticos elegíveis e ou terem influência económica e social.
A Adelino Mendes resta justificar o fraco funcionamento do seu partido e o seu silêncio cúmplice ou o apoio ao executivo camarário. Resta também explicar como obteve emprego na Ambipombal, empresa que no seu início teve a Câmara Municipal como um dos seus principais clientes, e se Narciso Mota interferiu. É uma questão de credibilidade…

27 de agosto de 2012

Obras ilegais

A CMP, no lugar de ser a principal zeladora pelo correcto ordenamento do território e do bom uso do solo, é a principal prevaricadora. Viola a lei de forma propositada e reiterada, sem necessidade, sem razão (ás vezes por capricho) e contra a vontade das populações. A Pista de Aeromodelismo do Casalinho é, talvez, o exemplo mais chocante: um enorme atentado ambiental cometido em RAN e REN.

Construir uma pista em betão com 800 m de comprimento e 18m de largura, supostamente para a realização de um evento pontual – campeonato europeu de aremodelismo – é já por si, um acto de esbanjamento, mas fazê-lo numa zona nobre do concelho, protegida por lei, prefigura uma tal irresponsabilidade que, num país sério, deveria dar, no mínimo, perca de mandato.

Cometida a ilegalidade e sem grande utilidade para a coisa, Narciso Mota tem encetado a fuga para a frente: transformar a aberração numa coisa que pareça útil de forma a atenuar e justificar a ilegalidade. Posteriormente, aumentou a pista (e o esbanjamento) para 1000 m de comprimento de forma a adequá-la a aeronaves de combate a incêndios e promete aumentar ainda mais a pista, para 1200 m, na esperança de certificá-la como Aeródromo. E talvez o consiga! Infelizmente, as entidades públicas que deveriam defender a legalidade; atuam, muitas vezes, para mascarar ilegalidades, emitindo pareceres enviesados. E quem se deveria opor, cala-se.

Novo padre

Pombal vai ter um novo padre. E diferente. Tão diferente que até sabe dar musica. As coisas vão ficar, com certeza, mais alegres.

A Igreja é uma organização muito conservadora. No entanto, sabe que, de vez em quando, é preciso mudar, nomeadamente de pessoas.

Por cá mudou o comandante da guarda, muda o padre… A terra, apesar de tudo, move-se.

24 de agosto de 2012

Já chegámos às Meirinhas, parte II


“Erros e omissões” reduzem custo do estádio de Meirinhas para quase metade

A Câmara de Pombal aprovou um conjunto de “erros e omissões” no projecto de construção do estádio municipal de Meirinhas, o que faz reduzir o valor base da empreitada de 816 mil para cerca de 500 mil euros. O presidente da autarquia reafirma a importância daquele investimento para complemento da rede municipal de recintos desportivos.
A obra, que se encontra em fase de recepção de propostas, tem sido alvo de algumas críticas, tendo já levado Narciso Mota a enaltecer a sua “honestidade” para afirmar que “nunca fiz gestão danosa por onde passei”.
Logo que foi anunciada a abertura de concurso para a construção daquele estádio, as críticas começaram a surgir, essencialmente no blogue “Farpas Pombalinas”, com alguns bloguistas a questionar a prioridade daquele investimento. Paula Sofia Luz questiona “como é que a Câmara pretende explicar, a cada uma das colectividades e/ou juntas de freguesia do concelho, esta benesse à freguesia de Meirinhas”, questionando, também, se os 1775 habitantes da freguesia “não ficariam melhor servidos com outro tipo de infra-estruturas, entre as várias necessidades”.
De entre outros, José Gomes Fernandes, ex-líder da Concelhia do PSD de Pombal e antigo membro da Assembleia Municipal, considera aquela obra como “socialmente, um acto de esbanjamento e um insulto aos contribuintes” acrescentando que “é, na sua génese e nas suas consequências, um acto de ‘administração danosa’”.
Gomes Fernandes, que se incompatibilizou há alguns anos com Narciso Mota, diz não compreender o “silêncio cúmplice de vereadores e de membros da assembleia municipal que não cumprem o compromisso que assumiram com os eleitores”. “Também não se compreende a posição silenciosa e passiva de dirigentes partidários, que não cumprem os seus deveres políticos, nem da população em geral, que nada quer saber da forma como são gastos os dinheiros públicos”, diz.
Na quarta-feira, durante a reunião camarária, Narciso Mota reafirma que aquele equipamento irá “complementar” a rede de espaços desportivos geridos pelo Município e que “já são insuficientes para todas as solicitações”.
O presidente da Câmara refere que aquele estádio ficará dotado de um relvado sintético e balneários, à semelhança do que já acontece com outros campos de futebol do concelho, dando o exemplo de Mata Mourisca, Pelariga, Ilha e Moita do Boi, entre outros.
Segundo Narciso Mota o Município avança com a construção daquele estádio porque “há falta de bairrismo” na freguesia de onde é natural. Na opinião do autarca, “existem lá empresários que estariam disponíveis para apoiar a construção do estádio” mas “tanto a associação desportiva como a junta de freguesia disseram que não tinham condições para o fazer”.
Para o edil social-democrata, o estádio “ficará património do Município e poderá ser utilizado por outros clubes do concelho” sendo “gerido pelo respectivo pelouro do Desporto”.
Uma posição subscrita pelo socialista Adelino Mendes. O vereador é da opinião de que “nem todos os estádios municipais têm de estar localizados na sede do concelho” e reforça que “têm de ser criadas condições para que o futuro estádio seja utilizado por clubes de outras freguesias”.
Ao aprovar a lista de “erros e omissões”, Narciso Mota justifica que “houve necessidade de se proceder a ajustamentos ao projecto” até porque “o preço base foi considerado exorbitante”.

Luisão pouco capitão

A maior parte de nós (tele)viu as imagens do encontrão de Luisão ao árbitro alemão. Para os benfiquistas e jornalistas da mesma cor, o árbitro fez teatro e deveria ser punido, enquanto que o Luisão não agrediu e não deverá ser punido.
Quando (tele)vi as imagens, fiquei com a sensação de que o Luisão agrediu o árbitro com um encontrão e que o árbitro exagerou na queda. Depois, (tele)revendo as imagens em camara lenta, vi o árbitro a preparar-se para exibir um cartão a um jogador do benfica, o Luisão a fazer uma correria em direcção ao árbitro e a desferir-lhe um forte encontrão, o árbitro a ser apanhado de surpresa, o corpo do árbitro a ser projectado para trás e o pescoço do árbitro a dobrar com a sua cabeça a baixa e ir junto ou a tocar no ombro do Luisão por efeito da inércia. Conclui que o encontrão foi forte e feio e que o árbitro (apanhado de surpresa) poderá não ter exagerado na queda subsequente. Mesmo que o árbitro tivesse feito teatro na queda, tal atitude não limpava a responsabilidade do Luisão na agressão.
Mais grave do que o encontrão do Luisão é a cultura da estratégia de agressividade e de pressão exercida pelos jogadores de futebol dos vários clubes (uns mais que outros) sobre os árbitros. Mais grave ainda é a cultura dos dirigentes desportivos e dos jornalistas de desresponsabilizarem os actos de violência dos futebolistas. Tudo leva à violência generalizada no futebol.

20 de agosto de 2012

A subsídio-dependência no seu melhor

Uma associação da nossa terra requereu à CMP um subsídio para "fazer face às despesas com a aquisição de um lápide de inauguração para substituir a que se encontra danificada”. A CMP deliberou, por UNANIMIDADE (e sem comentários), atribuir um subsídio de 222,63 €.
A cultura da subsídio-dependência atingiu um tal despudor que já permite isto.

Abusos no estado social


Há dias, um empresário francês contou-me 2 exemplos de abusos no estado social da pátria de Victor Hugo.
1º caso: Um desempregado vai pedir emprego ao referido empresário. Em primeiro lugar diz-lhe o valor da remuneração que pretende auferir; em segundo lugar avisa que só poderá iniciar o trabalho depois das 9 horas e terá de terminar o trabalho antes das 17 horas, para ir levar e buscar os filhos à escola; em terceiro lugar pergunta então qual é o trabalho a desempenhar…
2º caso: Um desempregado foi pedir, a outro empresário amigo do empresário supra referido, para lhe assinar um documento em como lhe pediu emprego de motorista e ele não o empregou. O empresário disse que tinha emprego, mostrou-lhe um camião carregado de viaturas automóveis estacionado e disse-lhe que lhe daria emprego de motorista para aquele caimão. O desempregado disse ao empresário que apenas pretendida a assinatura em como não lhe podia dar emprego. Perante a insistência do empresário em dizer que tinha emprego, o desempregado disse-lhe que aceitava o emprego mas que na primeira rotunda o camião iria capotar carregado com todas aquelas viaturas automóveis. Então o empresário assinou os papéis em como não tinha emprego…

16 de agosto de 2012

E o PS, senhores?

Perante tão sepulcral silêncio (em relação a tudo o que se passa na terra), poderemos concluir que o Partido Socialista de Pombal...morreu?

15 de agosto de 2012

Nas notícias

Não basta ser, tem que se parecer, é o que se me oferece dizer. E que é tudo no plano da moral e não legal (sem saber todos os contornos que são possíveis neste caso, onde a GNR fez o que tinha de fazer e o MP não sei se fez, porque não sei o que foi pedido e como). 

Mas aguardo com mais curiosidade os comentários de Narciso Mota, guardião da moral e bons costumes, defensor intransigente da competência e do mérito, intrépido cavaleiro contra o desperdício e pela transparência.

13 de agosto de 2012

Ninguém está acima da lei


No passado dia 10-08-2012, cerca da 6 horas (madrugada), um vereador, conduzindo uma viatura automóvel nas Meirinhas, foi fiscalizado por uma patrulha da GNR. Efectuado o teste de despistagem de álcool no sangue, acusou uma taxa de 1,80, integradora de crime. Solicitado teste quantitativo, o vereador recusou, tendo sido detido por crime de desobediência. Notificado para comparecer pelas 10 horas no Tribunal de Pombal, para julgamento em processo sumário, o vereador faltou.
Moral da história, parece que o vereador, já repetente nestas aventuras, não aprende a lição. Mais importante, parece que a GNR de Pombal faz cumprir a lei por igual a todos os cidadãos, revelando actuação ainda não compreendida por alguns dos protagonistas da nossa terra mal habituados a outras facilidades e promiscuídas doutros tempos ainda próximos.
A coragem dos elementos da GNR de Pombal, revelada no cumprimento dos seus deveres, transmite segurança e confiança aos cidadãos. Certamente que este funcionamento correcto e digno daquela força de segurança está ancorado nas orientações, consciência do dever e dignidade do seu comandante, que não conheço.
Falta agora, vir o PC mostrar a sua falta de responsabilidade politica e institucional e falta de ética, censurando mais uma vez as forças de segurança por cumprirem o seu dever e defendendo mais uma vez a actuação do seu vereador..

A presidenta

Até há pouco tempo, Narciso Mota exerceu o poder de forma autoritária e muito centralizada (e foi várias vezes criticado por isso). Aboliu, até, a figura do vice-presidente.

Mas nos últimos tempos a coisa mudou: passou a delegar. E tem delegado tanto que, na estrutura, emergiu uma “presidenta”.
Percebe-se, agora, que não delegava por ser avesso à delegação, mas porque não reconhecia atributos, para tal, nas pessoas que o rodeavam.

Descobriu-os, finalmente!

8 de agosto de 2012

Qualidade alimentar e fiscalização na UE


Na semana passada, alguém esteve em Sète, na costa mediterrânea da França, bastante concorrida por turistas nesta época.
Na terça-feira, foram a um café na principal, marginal a um canal. No interior, o proprietário mantinha 2 cães de companhia. Depois de acariciar os cães, o proprietário servia os pequenos almoços, onde estavam incluídos croissants, sem previamente lavar as mãos e sem usar luvas. Que vontade de chamar a ASAE para fechar o café…
Na quarta-feira, foram a outro café na mesma rua. O proprietário não mantinha cães no interior, mas também manuseava os croissants com as mãos, sem previamente as lavar e sem usar luvas.
Estes factos fizeram-me lembrar uma padaria na Suíça, nos arredores de Lausanne, onde, em Agosto de 2010, os mesmos portugueses viram os “indígenas” suíços (mais velhos) a verificarem a qualidade do pão, pegando-o com as mãos e recolocando-o no cesto donde o haviam retirado.
Podemos ser pobres e um pouco indisciplinados, mas não temos um grau de civilização inferior aos dos países ricos nem somos porcos…
Talvez as regras sobre a higiene e qualidade alimentar tenham sido aprovadas pelos países ricos da EU para obrigar apenas os países pobres….

Idiossincrasias

Está em consulta pública o regulamento do conselho municipal da juventude. É um emaranhado de burocracia para coisa nenhuma. Mais um exemplar desta idiossincrasia local (e nacional): fazer alguma coisa para mostrar que não se está parado.
Quem é que no seu perfeito juízo perderá o seu tempo a participar naquilo?

Ainda a ocultação das actas

A leitura das actas das reuniões do executivo esclarece-nos bastante sobre os meandros da política pombalense. A constatação mais imediata é que as decisões são tomadas, sistematicamente, por UNANIMIDADE, e sem discussão.
Logo, pergunta-se: quem beneficia mais com a ocultação das actas? O poder ou a oposição?