No próximo sábado, dia 16 de Fevereiro, o Teatro Amador de Pombal (TAP) volta a apresentar “A Demanda”. É mais uma oportunidade para assistir ao aclamado espectáculo encenado por Rui M. Silva e construído a partir do romance “A Demanda de D. Fuas Bragatela” de Paulo Moreiras. E se razões faltassem para ir ao Teatro-Cine, fica a informação que esta apresentação conta com o apoio de “A Casa da Amizade” do Rotary Club de Pombal e tem como fim uma acção de solidariedade a favor das famílias carenciadas do concelho.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
13 de fevereiro de 2013
11 de fevereiro de 2013
Ilusionismo
Em ano de eleições os partidos ficam mais ativos. O PS também,
e começa a mostra-se com a realização de uns fóruns. O primeiro foi sobre a Saúde,
o segundo sobre "Pombal - como crescer em tempo de crise". A ideia é em si mesmo um paradoxo e uma ilusão. Mas os
portugueses - e PS local em particular - tendem a embarcar em ilusões.
Há uns tempos atrás Miguel Esteves Cardoso definia os
portugueses como o povo manso e lunático. Manso porque refila, refila mas é inconsequente
e acaba, normalmente, por aguentar tudo. Lunático porque ilude-se facilmente, e,
nessa ilusão néscia, acha que tem solução para todos os problemas, dos outros!
O PS de Pombal confirma plenamente o estereótipo: tem (ou
procura) soluções para os problemas dos outros (mas nunca para os seus) e
ilude-se ou procura iludir os outros com propostas fantasiosas.
"Pombal - como crescer em crise" é em si mesmo um paradoxo
e uma ilusão. Ao formular o problema desta forma, o PS, estranhamente, não se
limita a propor o crescimento de Pombal (o que já por si é uma ilusão tremenda),
mas a fazer crescer Pombal em contexto de crise. Ou seja, o PS quer fazer passar
a ilusão de que, liderando o executivo, fará de Pombal um oásis no
deserto.
Para quê tanto ilusionismo?
10 de fevereiro de 2013
Assimetria preocupante
Em Pedrogão Grande, dois militantes do PS guerreiam-se para serem
candidatos à câmara municipal: um aprovado pela concelhia (o seu presidente),
outro aprovado pela distrital.
Fartura por lá, escassez por cá.
7 de fevereiro de 2013
É pau, é pedra, é o fim do caminho
(Por “encomenda” da minha
mui querida Amiga Paula Sofia Luz, escrevo agora e aqui uma diatribe
anti-Narciso da Câmara de Pombal, a publicar nas Farpas Pombalinas, sítio internáutico de apreciável concorrência
pombalense.)
0
Em
jeito de proémio, aviso desde já os eventuais leitores internautas meus que a
idade me tem acrescentado em anos o mesmo que me tem sumido em paciência. O
mesmo vale por dizer que nem palpos-de-aranha, nem papas-na-língua. Quem tiver
medo de se assoar em público, que corte o nariz em privado.
1
Quer-se
então dizer que a Câmara Municipal de Pombal odeia Pombal. Quer, quer, Man’el
Rodrigues Marques – quer, quer. As duas décadas narcisistas aí estão para no-lo
demonstrar – à saciedade como à sociedade.
Vinte
anos são muito ano. É muito bafio a sacristia menos autárquica que autocrática.
É muita canga jungindo o mesmo cachaço.
Que
vai arrancar a calçada para tudo lajear, em seu lugar, de granito. Granito!
Supina parolice: que temos nós, sicó-arunquenses, a ver com granito? Nada. Nada
– a não ser a reiterada asneira de reeleger sucessivamente uma figura da idade…
da pedra.
Que
vai arrancar os plátanos. Cuidado: isto já não é só e tão-só parolice. É crime.
A dendroclastia é uma tara intolerável. E é uma burrice mineral própria de quem
for de miolo mais dado à substância do calhau do que à circunvolutiva prega
neural da noz cerebral que às vezes distingue o homem da alimária. A não ser
que se seja das Meirinhas, essa charneira do pato-bravismo mais corneamente
obtuso, caso em que tudo fica (quase) explicado.
Que
vai fazer um urinol público em frente aos, ou perto dos, Paços. Isso já acho
bem: consagrar-se-á o mija-depressa-que-vem-lá-gente em monumento vivo à cagada
dos últimos dois decénios.
Aos
moradores e aos comerciantes do centro histórico não foi pedida qualquer
opinião. Pelo contrário, o projecto e a aberração foram-lhes apresentados como
facto consumado. É normal: é característico de qualquer aleivoso e histriónico
tiranete o rancor e a alergia à opinião livre, assertiva e construtiva. Suponho
que o edil com nome de velocípede até deve sonhar com elas, as bichas das
opiniões, as mostrengas manifestações de raciocínio não acarneirado. Deve,
deve, Man’el Rodrigues Marques – you know what I mean, como dizem os ugandeses
que andaram no colégio. Antes sonhasse, pobre homem, com as boazonas que o
Cristiano Ronaldo engata a torto e a direito – enquanto nós homens do Arunca
népias.
Népias
por surrépias, temos portanto que Narciso, o Arboricida, se prepara para deixar
em sua infeliz memória um urinol, uma saudade plátana e um chão de granito em
que o escarro gordo há-de ter estrelada pontuação. Muito bem. A gente, amigo
doutor Rocha Quaresma, também não tem feito por merecer mais. Tem? Não tem. Menos
é que era difícil.
2
Termino
com um giro e bonito slogan de minha mesma lavra, do qual faço graciosa oferta
à edilidade mata-árvores. Tem a ver com o tal urinol (será ele, pergunto-me eu,
daqueles de meter moedinhas e que, depois de utilizado e aberta a porta, um
gajo dá por si na Austrália?). O slogan é este:
Quando fores ao urinol do
Narciso, no fim sacode-a, que é preciso.
Daniel Abrunheiro
2013 tarda em aquecer
Houve alturas em que estando o CDS no boletim de voto, sobretudo em Pombal, ajudou a determinados resultados. E agora um CDS-PP que, aparentemente, está organizado e a trabalhar, apresentará Mota Carvalho para candidato a Presidente da Câmara. É uma prova de vida que carece, como tudo, de demonstração. Mas que faz pensar na capacidade de outras oposições que não a habitual, especialmente numa cidade onde a sociedade civil apenas aparece de quando em vez. Para mais quando do PSD não sai fumo branco (talvez andem facas no ar, agora que o poder vai deixar de ser de charneira). E o PS ainda não passou das conferências para o nome, que, quer se queira quer não, é que determina ou não a mobilização, embora se reconhecendo esta como mais lógica nas suas premissas que a anterior, tendo ainda o bónus de contar com a presença do "D. Sebastião" do PS/Pombal.
Mas agora, numa altura em que pelo país se vão confirmando os nomes, a modorra pombalense deixa que seja legítimo assumir que passando anos, continuem lições por ser aprendidas: as eleições não se ganham num ano (e eu que o diga) e que se há pessoas que valem mais que uma sigla, há outras que não valem tanto. Porque até Outubro são uns dias. E os próximos 4 anos são decisivos, esteja lá quem estiver. Não apenas pelos buracos que se vão herdar (falo de obras), mas pela absoluta e imperiosa necessidade de ter uma estratégia para Pombal, aproveitando o que de bom se fez nos últimos anos e erradicando os vícios e a rede que se foi impondo e constragendo o mérito e o relacionamento normal entre poder e cidadãos. Tarefa difícil? Claro, mas há cargos que fazem os homems e homens que fazem o cargo. Está na altura da última opção.
6 de fevereiro de 2013
Os sanitários, ou o ex-libris da regeneração urbana
A notícia bem que podia ser a manchete desse periódico que sai hoje à rua pela primeira vez. Não sendo, está tratada aqui, no sítio do costume.
Antes de ir embora, Narciso Mota está apostado em não deixar pedra sobre pedra no centro da cidade. Vão arrancá-las todas, as da calçada portuguesa, e substituí-las pelo granito, tão típico da nossa região, como sabemos.
Na semana passada o presidente, mais o vereador do pelouro e um arquitecto que sabe muito chamaram ao salão nobre os moradores e os comerciantes que restam. Não, não era para discutir ideias nem chamar os intervenientes a pronunciarem-se. Era mesmo para mostrar o facto consumado: O Cardal e todo o centro da cidade vão ser virados do avesso, ao preço de três milhões de euros. No centro, o nosso cartão de visitas passará a ser um sanitário público. Até pode ser dourado. É um sanitário. E vão arrancar os plátanos.
O que chegou ao Farpas nos dias que se seguiram foi um lamento constante e uma revolta incontida. Quem aqui nasceu e escolheu esta terra para viver não pode ficar sentado a aplaudir que nos arranquem o passado, a troco de qualquer coisa que ainda não percebemos que proveito terá. Mas a avaliar pela amostra do que tem sido a intervenção urbana desta gente, está-se mesmo a ver o que será o centro de Pombal em breve. Basta pôr os olhos na zona histórica: uma Praça às moscas, um parque de estacionamento subterrâneo cuja rentabilidade é nula, um comércio que sucumbiu ao fim do estacionamento, primeiro, e ao resto.
31 de janeiro de 2013
Quo Vadis ETAP (II)?
No seguimento do nosso anterior “post” sobre a ETAP,
aqui publicado no dia 10-07-2012, vamos ironizar um pouco sobre algumas indemnizações
laborais ou despesas “volutuárias” e negligentes semelhantes que consta) terão
sido suportadas por aquela instituição, desde 2010, e sugerir uma profunda
reflexão sobre o assunto.
- Sarar as feridas de Lázaro, cerca de €35.000,00;
Se eu estiver errado sobre os valores indicados, quem
de direito que os corrija.
- Destituir o Infante D. Costa, contra travamento de inspeção,
balúrdio de valor desconhecido.
- Desinfetar o cheiro de um ano da caca de bebé (ATL), perda
do valor das obras.
- Substituir o Ribeiro de Sousa por cinco regatos, custos
inerentes.
- Sarar as feridas de Lázaro, cerca de €35.000,00;
- Extinguir o perfume da flor Margarida, cerca de €35.000,00;
- Devolver a francesinha Natalie, desconhecido;
- Importar o aroma dos Jardins da Serra do Sicó,
cerca de €30.000,00;
- Levar a certificação à putrefacção, equivalente ao
custo inicial, cerca de €35.000,00…
O contribuinte não conhece estes dados e muitos outros,
porque “não tem direito de conhecer”, embora tenha o dever de pagar.
Seria muito mais barato e muito mais prestigiante substituir
a chefia do que os professores.
Quem são os responsáveis pela manutenção da organização?
30 de janeiro de 2013
26 de janeiro de 2013
Demissão de Paulo Júlio
Paulo Júlio
pediu a demissão, e foi
aceite, do cargo de secretário de Estado da Administração Local, porque foi
acusado pelo Ministério Público de ter beneficiado um familiar, num concurso
para chefe de divisão, em 2008, quando era presidente da câmara de Penela (coisa
que se faz por outras bandas, às descaradas).
Fica, no entanto, uma dúvida: a demissão de Paulo
Júlio revela sentido de estado ou pressa em abandonar a RATA?
22 de janeiro de 2013
Bravo, sr. presidente!
Eu sabia que alguma vez haveríamos de estar de acordo:
| Em comunicado, o presidente da Câmara de Pombal, Narciso Mota, acusa a EDP de não ter feito o que devia, nem ter limpado as zonas de floresta adjacentes às linhas de alta e média tensão, de modo a evitar um apagão de uma dimensão tal que, em tempos recentes não há memória. O autarca refere mesmo que a empresa, agora dominada pela China Three Gorges Corporation deveria repensar o seu papel com o parceiro no desenvolvimento nacional. Narciso Mota afirma ainda ter notado a ausência de uma voz “amiga e solidária” da Administração Central e do Governo. “Na madrugada do passado sábado, o Concelho de Pombal foi fustigado por uma das maiores intempéries de que há memória. A força da natureza derrubou centenas de árvores, dobrou sinais de trânsito, destruiu telhados, tornou estradas e caminhos intransitáveis, suspendeu comunicações e deixou milhares de pessoas e dezenas de empresas sem água e sem electricidade. É de lamentar que a EDP tenha manifestado, nestes dias, uma tão profunda impreparação para acudir a situações de emergência nacional. Demonstrou que perdeu a capacidade de resposta às necessidades de abastecimento em tempo de crise, colocando-se hoje a dúvida de como corresponderá para providenciar o abastecimento energético em caso de crise mais grave. Da mesma forma que terminámos com os nossos guarda-rios e guardas florestais, que providenciavam a manutenção adequada e equilibrada dos nossos rios e florestas, notamos hoje que a EDP delapidou o seu historial de manutenção das redes eléctricas assim como a limpeza adequada dos seus corredores florestais. Notamos ainda o desaparecimento dos seus quadros técnicos mais qualificados afectos aos diversos concelhos, por força de reformas antecipadas que os substituíram por jovens quadros sem capacidade de decisão no terreno, completamente dependentes de administrações centralizadas em Lisboa e Porto, que lhes cortam a capacidade de resolução de problemas locais e imediatos. A EDP por força de estar mais preocupada com mega investimentos no estrangeiro, deixou de ocupar o seu desígnio nacional de parceiro no desenvolvimento económico do nosso país. Um parceiro de quem os nossos empresários dependem para poder laborar, produzir e criar riqueza, mas um parceiro que, pela ineficiência demonstrada neste fim-de-semana, é um parceiro que terá que repensar o seu papel na estratégia de desenvolvimento nacional. Não podemos deixar de enaltecer o trabalho de todas as freguesias na sua disponibilidade total junto das populações. É caricato que estas estruturas autárquicas, que garantem a operacionalidade e manutenção do território local, mantendo um serviço de maior proximidade com os cidadãos, são aquelas que a muito curto prazo irão sofrer remodelações que seriam melhor aplicadas noutras estruturas de poder. A diferença de actuação entre estes dois patamares [poder local vs administração central e EDP] daquilo que deveria ser o verdadeiro serviço público de interesse nacional, deve merecer uma profunda reflexão, questionando- nos se em pleno século XXI as actuais opções estratégicas são aquelas que melhor servem o nosso país. A nossa primeira preocupação foi a de movimentar os serviços municipais e, com o apoio dos nossos incansáveis 17 Presidentes de Junta de Freguesia, colocar máquinas e equipamentos a trabalhar para acudir as nossas populações, desimpedindo estradas e caminhos, remover árvores caídas sobre edifícios e assegurar que o abastecimento básico de água às populações fosse reposto. Compreendendo que as nossas obrigações, perante as calamidades imprevistas da natureza, são de atender àqueles que dependem de nós, não podemos deixar de lamentar que a nossa função enquanto autarcas tenha sido limitada, pela falta de preparação nacional para lidar com eventos desta natureza. Quem, como eu, andou no terreno, motivando, liderando, decidindo e ajudando na resolução das diversas situações de calamidade a que tivemos de atender, notou bem a falta de meios de comunicação fixos e móveis, quer dos operadores privados de telecomunicações e lamentavelmente do próprio SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. Notámos também a falta de uma entidade nacional coordenadora na gestão da crise, que liderasse a acção prestimosa dos nossos bombeiros ou das nossas forças de segurança. Notámos a ausência duma voz amiga e solidária com responsabilidade tutelar, que nos perguntasse se estávamos bem ou se precisávamos de ajuda por parte de quem tem a responsabilidade de governar um território maior que o nosso. Da nossa parte fizemos o que nos compete fazer. Faltando-nos cumprir o total reabastecimento de água ao concelho por nos faltar a tão necessária energia eléctrica que nos permita colocar os nossos equipamentos a funcionar. Da mesma forma se sentem as famílias do nosso concelho, os Lares de Idosos e os Centros de Dia, bem como centenas de empresas que estão privadas de laborar normalmente condicionadas aos serviços prestados por uma empresa abastecedora de energia que, infelizmente, já não é nossa.” 2013-01-22 |
21 de janeiro de 2013
Pombal é um dos concelhos mais afectados? Jura?
O senhor da EDP fez ontem à noite uma revelação na TV que nem por isso nos deixou de olhos em bico: O distrito de Leiria é um dos mais afectados pelo temporal, particularmente o concelho de Pombal. As horas passam e há milhares de pessoas sem luz, sem água e sem telefone desde sábado. De Albergaria a Abiul, o concelho-charneira anda às apalpadelas. Na cidade, já sabíamos desde 2006 que atiramos a Veneza nas horas de muita chuva. À volta, ficámos a saber que a parte florestal dos 640 km2 pode dar mais chatices com o vento do que até com os fogos. Desta vez somos apenas uma gota no oceano nacional.
Tendencialmente ignoramos os alertas. Só que desta vez era verdade, como na história de Pedro e o Lobo.
Escrevi este texto no Aventar à laia de crónica das horas difíceis. As fotos que aqui publico são do Louriçal, Santo António e da minha Moita do Boi, tiradas ontem à tarde. Na nossa página do FB há partilhas de outras imagens, de outros pontos do concelho.
Digam-me agora para que servem os planos municipais de emergência.
17 de janeiro de 2013
“Lingerie” bíblica
Conta a Bíblia que a conduta incestuosa entre Herodias e Herodes Antipas gerou escândalos públicos “silenciosos”, decorrentes da corrupção moral e económica do estado, e provocou a censura do crítico João Batista, cuja cabeça foi oferecida a Salomé numa bandeja.
A história atual (fictícia), já com alguns anos, também tem uma Herodias e um Herodes, sem incesto mas com troca de favores pagos com os recursos do estado. O escândalo é ainda maior, quando um dos aios, florzinha colorida pago com recursos públicos, gasta parte do tempo do seu trabalho a organizar viagens exóticas ou a escolher a “lingerie” que há de ser despida por Herodes a Herodias.
Ao João Batista dos tempos atuais não importa a conduta moral (particular) de cada cidadão, mas apenas ter de pagar vícios e divertimentos pessoais dos seus governantes e de suportar as consequências na governação. Também o preocupa o servilismos de alguns pedantes e petulantes, ditos pensadores livres e aspirantes a escribas, que “admiram” e apoiam…
16 de janeiro de 2013
Diz que é uma espécie de jornal
Queria chamar-se Jornal de Pombal mas pelos vistos a marca já estava registada. Sendo assim, ficou Pombal Jornal. O que aqui se publica - e circula por aí - é uma carta para angariar assinaturas para o mensário, que se anuncia para Fevereiro próximo.
O que dizer? Quando caminhamos no deserto, qualquer miragem serve para iludir.
O que dizer? Quando caminhamos no deserto, qualquer miragem serve para iludir.
15 de janeiro de 2013
Justiça de mierda
Macário Correia perdeu o mandato de presidente da câmara de Faro porque, enquanto presidente da câmara de
Tavira, violou os regulamentos de urbanismo e ordenamento do território. Nada
que não se faça por outras bandas, mas, apesar de denunciadas a todas as
autoridades com poder sancionatório e após confirmação pela entidade
fiscalizadora, ficaram impunes.
13 de janeiro de 2013
A SAÚDE do PS de Pombal
O PS de Pombal decidiu mostrar-se. Que seja bem aparecido! E
para tal escolheu – reparem só - a Saúde.
A malta que manda na Alexandre Herculano n.º 7, 1.º Esq, deveria
saber que o PS de Pombal é para Pombal, e que o PS de Pombal não risca nada na Saúde,
em Pombal ou noutro lado qualquer. Então por quê discutir a Saúde (nomeadamente
em ano de eleições autárquicas)? Só pode ser por uma ou as duas razões
seguintes: o PS de Pombal desistiu de ser poder em Pombal; ou, o PS de Pombal está
muito preocupado com a (sua) Saúde.
O que é preciso é ter ambição
Ana Gonçalves, vereadora da CMP, em entrevista ao Jornal de Leiria, na semana passada.
11 de janeiro de 2013
EMPREGO
Entidade
sem fins lucrativos, líder concelhio na criação de emprego, com avultados recursos
financeiros e sempre disposta a ajudar os seus, procura:
Função:
-
Avaliador de Imóveis
Perfil
do candidato:
-
Sem formação especifica;
- Sem experiência na função;
-
Dos nossos (preferencialmente da Jota).
Oferta:
-
Contrato de prestação de serviços;
-
3.570,00 €;
- Regime part-time.
Contacto:
10 de janeiro de 2013
O julgamento da Myriam
É hoje, em Lisboa. A Myriam Zaluar vai ser julgada por "desobediência qualificada". E eu percebi, nos últimos dias, que a maioria das pessoas desconhece a história, tal como desconhece o que se passa, realmente, neste país supostamente livre.
Aqui um resumo dos acontecimentos (feito ontem pelo Público) que levam essa perigosa agitadora social ao banco dos réus.
Falta dizer que conheço a Myriam. é jornalista, mãe e mulher. E que sei de como só quer o que deveria ser nosso: trabalho, dignidade. Por ela, por todos nós, espalhem a notícia. Porque isto não é ficção. Está a acontecer.
9 de janeiro de 2013
“Ai linda”, ai lindo jornal
Era com as palavras “ai linda” e com uma carta na mão a acenar, que um carteiro, no final da década de 60 do século passado, anunciava as cartas às destinatárias que corriam felizes na sua direção para saberem novas dos seus esposos deslocados para terras distantes.
Tal como o carteiro que distribuía o correio na freguesia de Carnide, Ana Pedro decidiu anunciar um novo jornal para Pombal e ainda anunciar-se como diretora do mesmo.
Para tanto, passou a visitar empresários e organismos públicos, onde anda a pedir apoios na companhia dos “avales/garantes da verdade” de dois ex-colaboradores do “Correio de Pombal”. Entre os vários apoios ou clientes que diz já ter angariado, estão a ETAP e a Câmara Municipal de Pombal.
A necessidade da criação do novo jornal estará ligada ao futuro incerto do “carteiro” na ETAP, face à incógnita das opções do próximo novo executivo camarário, e à proximidade da época de eleições autárquicas, geradora de eventuais notícias e apoios.
Tal como aconteceu há cerca de 20 anos, quando chegou a Pombal, o “carteiro” tem também agora de ir à luta, de conquistar corações e de garantir o futuro.
“Ai linda”…
7 de janeiro de 2013
RATA cara
O Núcleo de Estudos de Direito das Autarquias Locais, que funciona na Universidade do Minho, concluiu que a reforma das freguesias vai aumentar os custos do Estado com estas estruturas.
Só pode! Feito, como tem sido...
4 de janeiro de 2013
Bem prega Frei Tomás
Tudo deve mudar para que tudo fique como está.
Giuseppe Tomasi di Lampedusa
Esta frase a propósito da recente notícia de que os gabinetes ministeriais ignoram austeridade, continuando a agir como sempre, sem respeito por tectos máximos, despesas com cartões, etc. Aliás, sem respeito pelo contribuinte. Pelo cidadão. Se antes já era censurável (o desperdício, a ausência de regras na gestão do dinheiro público é sempre censurável), agora, em que se apregoam exemplos (o ar condicionado nos Ministérios de Cristas já terá regressado?) e se quer e pratica um ajustamento, esta imoralidade descredibiliza todo e qualquer esforço. Notem que nem falo em vencimentos ou num regular funcionamento, com dignidade, de um gabinete. Falo de um esforço, um exemplo que, claramente não há. Porque não há consciência possível que justifique mais uma afronta a um esforço que tantos fazem, desde pessoas singulares a empresas.
Principalmente depois do Pedro, senhor que ocupa um cargo de debitador de banalidades, tutelado por um morto-vivo político, acossados por um fanático de Excel, ter escrito estas singelas linhas no Facebook:
"A eles, e a todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com pesar mas com o orgulho de quem sabe que os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor."
Acrescento que nunca uma utilização de pronomes me pareceu tão adequada: os vossos vs os nossos.
2 de janeiro de 2013
O candidato que falta anunciar
Nas eleições autárquicas mais esquizofrénicas de sempre (as de 2013, sim), o PS terá escolhido estes primeiros dias de Janeiro para anunciar as diversas candidaturas no distrito de Leiria. Em terreno adverso para conversas côr-de-rosa, ficámos a saber ontem mesmo pelo Notícias do Centro que já são conhecidos alguns candidatos, nomeadamente em Figueiró dos Vinhos e Ansião. A decisão de o anunciar publicamente terá acontecido na noite de 28 de Dezembro, em sede de comissão política.
Ora, nessa noite, quase passou despercebido aos media o anúncio que o vice-presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes (o homem do aparelho no executivo) fez no Facebook, através da comunidade "Autárquicas 2013", revelando a recandidatura de Raul Castro.
Hoje mesmo, no vizinho concelho de Ourém, Paulo Fonseca também anunciou a sua recandidatura.
Acontece então que nos próximos dias o PS de Pombal também deverá apresentar publicamente o seu candidato. Perante a recusa do desejado José Manuel Carrilho, a indisponibilidade do líder Adelino Mendes, e a impossibilidade do veterano João Gouveia, ali de Soure, sobra para Carlos Lopes (vereador) a tarefa hérculea de encabeçar a lista do PS às eleições autárquicas deste ano da (des)graça de 2013.
Aguardemos então o anúncio oficial.
31 de dezembro de 2012
Em tempo
Depreendo, portanto, que Narciso Mota e Rodrigues Marques, já que apareceram junto da mais visível demonstração de desagrado com a dita reforma (mal enxertada, diga-se) também cabem nesta descrição. É que se não é isso, parece. Quando o que deveria parecer é que uma reforma (necessária na minha opinião) mas mal construída e justificada, merece ser sempre repudiada.
Sobre a Acta incompleta/editada/seja o que for bem andou a mesa (mal seria) em retirá-la da ordem de trabalhos para posterior votação. O bom senso, que nem sempre impera naquela casa - a lista de exemplos é enorme e tem anos - aqui prevaleceu. Ao menos isso. Mas é cada vez é um menos mais pequeno.
Aproveito para desejar que 2013 seja um ano melhor para todos do que aquilo que se espera. Sem milagres e com muito realismo. Mas com esperança, que é aquilo que muitos, de várias cores, se entretiveram a tentar matar.
Aproveito para desejar que 2013 seja um ano melhor para todos do que aquilo que se espera. Sem milagres e com muito realismo. Mas com esperança, que é aquilo que muitos, de várias cores, se entretiveram a tentar matar.
30 de dezembro de 2012
Narciso comunista?
Já sabíamos que Narciso Mota defendia a despesa e o endividamento públicos para fazer funcionar a economia. Já sabíamos que defendia e praticava a oferta de emprego no estado e a atribuição de subsídios e apoios públicos a associações e a empresas. Ao findar o ano de 2012, aquando da manifestação contra a agregação de freguesias, ficámos a saber ainda que Narciso Mota era um feroz opositor ao Governo do PSD e um revolucionário, que organizava manifestações conjuntamente com a esquerda radical, para onde até mobilizava os seus vereadores, e que se manifestava ao som do hino do PCP “avante camaradas” e do hino da “internacional socialista”.
Ora vejam lá as voltas que a vida dá…
29 de dezembro de 2012
E agora... para algo completamente...novo?
A notícia do Jornal de Leiria desta semana vem lembrar-nos que a costela de Entroncamento que domina Pombal está ao mais alto nível.
Sendo assim, o reeleito presidente da Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL), o veterano dirigente Aníbal Carvalho, vai tomar posse do cargo habitual pelas 20 horas de hoje, sábado, numa cerimónia agendada para Pombal. Agora pasme-se no local da "cerimónia": o refeitório municipal. Certamente não haveria outro espaço disponível para o evento, a avaliar pela intensa actividade lúdica e cultural da cena pombalense. Ou então a comitiva vai fazer uma corridinha primeiro, ali ao lado, na pista, e entre dois pingos de suor e umas larachas aproveita para dar posse aosnovos corpos gerentes daquela prestigiada instituição.
Mal por mal...antes Pombal, não é assim?
Sendo assim, o reeleito presidente da Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL), o veterano dirigente Aníbal Carvalho, vai tomar posse do cargo habitual pelas 20 horas de hoje, sábado, numa cerimónia agendada para Pombal. Agora pasme-se no local da "cerimónia": o refeitório municipal. Certamente não haveria outro espaço disponível para o evento, a avaliar pela intensa actividade lúdica e cultural da cena pombalense. Ou então a comitiva vai fazer uma corridinha primeiro, ali ao lado, na pista, e entre dois pingos de suor e umas larachas aproveita para dar posse aos
Mal por mal...antes Pombal, não é assim?
27 de dezembro de 2012
Mais um prego...
Ele há actas da Assembleia Municipal que demoram a aparecer para se colocarem apartes, e agora há uma acta da última Assembleia Municipal para aprovação amanhã, dia 28, que está editada/depurada/censurada/extirpada (deixo à vossa consideração sobre qual a melhor qualificação a aplicar ao caso) de intervenções, para, aparentemente se conseguir justificar uma determinada posição sobre a agregação de freguesias. Não é uma questão de forma ou de conteúdo, embora puxe mais para este lado. É sobretudo de responsabilidade, para ficar por aqui. De quem gere um órgão, de quem é membro e que com isto compactua. E mais um triste espectáculo que, numa altura de diabolização da política, era perfeitamente dispensável. Depois indignem-se com as perguntas que se fazem sobre a necessidade deste e daquele órgão. Com exemplos destes, esperam mesmo que os cidadãos se revejam em quem os representa?
22 de dezembro de 2012
Subsídios (XII)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a Sky4
de Pombal – Associação de Desportos Aeronáuticos, na realização da Prova de
Aterragem de Paraquedismo, com um subsídio de 750 €.
Muito bem!
21 de dezembro de 2012
Subsídios (XIV)
Em OUT/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a ADILPOM,
com dois subsídios:
- Um para as despesas com o Centro de Negócios, no montante
de 44.218 €;
- Outro para despesas
com diversas atividades, no montante de 25.050 €.
A ADILPOM revela um enorme dinamismo na recolha de
subsídios. Se revelasse o mesmo dinamismo no cumprimento da sua, suposta,
missão; Pombal seria um oásis económico.
Subsídios (XIII)
Em OUT/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Centro
Social de Paroquial da Ilha, na realização de arranjos exteriores ao Lar, com um subsídio de 50.836 €.
Muito bem!
18 de dezembro de 2012
Isto aos bocadinhos vai lá
Nos concelhos à volta, quando não há verba para contratar iluminações de Natal (sempre gostava de ver essa poupança traduzida nalguma coisa de verdadeiramente útil...), as Câmaras lançam desafios à comunidade para que a criatividade passe pelas ruas. Mas para que isso aconteça é preciso que o executivo não saiba tudo, não possa tudo, e tenha algum interesse em alegrar a vista e a alma da terra. Ou então, nos casos em que os comerciantes ainda mandam alguma coisa, eles próprios se organizam entre si para trazer algum brilho às cidades já tão ensombradas por estes dias.
Acontece que nem tudo é normal em Pombal ocidental, nem oriental. E por isso, num ano em que é preciso poupar para obras grandiosas como o estádio das Meirinhas (já adjudicado, a propósito...) e para os subsídios (ahhhh, os subsídios!) quase não sobrava um tostão para pendurar uma gambiarra numa árvore. Ou então...isto faz parte de um jogo natalício para aguçar a felicidade das crianças, em que cada dia se vai acendendo uma luzinha: primeiro foi o edifício da Câmara, depois a Pérgola, agora uma palmeira onde chovem pontos de luz. Moral da história: nem toda a Luz desaparece para sempre ;)
16 de dezembro de 2012
PDM de Pombal
Num Jornal de Leiria li, na 1ª página, o anúncio de uma notícia da página 12, onde dizia: “Pombal, proposta de pdm regulariza tudo o que está ilegal”.
O título da 12ª página dizia: proposta votada por unanimidade na câmara, novo pdm de Pombal legaliza tudo.
Analisando depois o texto da notícia da página 12, verificámos que o conteúdo foi retirado de uma entrevista de Adelino Mendes, líder do PS de Pombal.
A 1ª impressão foi a de que afinal o crime compensa, de que a lei não é para cumprir e que quem cumpriu a lei é “anjinho”. Depois lembrei-me da cultura este país, melhor das obras feitas por ordem verbal dos edis, com o “faça”, faça”, e da necessidade de “apagarem” as suas irresponsabilidades.
Finalmente, interroguei-me sobre as razões de Adelino Mendes fazer de porta-voz do executivo camarário do PSD. Depois lembrei-me de que ele, o presidente da Câmara e alguns vereadores do PSD estiveram na organização e na participação da recente manifestação contra o governo PSD. Lembrei-me também do emprego de Adelino Mendes na “Ambipombal, empresa que, no seu início, teve a Câmara Municipal como um dos seus principais clientes”, questão que já aqui abordámos anteriormente…
Que mais pensar sobre promiscuidade ou credibilidade?!
15 de dezembro de 2012
Subsídios (XI)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Orfeão
de Leiria, na realização do Festival de Musica de Leiria, com um subsídio de
1.500 €.
Muito bem!
14 de dezembro de 2012
Subsídios (X)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a Sociedade Filarmónica Louriçalence, na realização do encontro de bandas do concelho, com um subsídio de 3.500 €.
Muito bem!
Subsídios (IX)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Corpo
Nacional de Escutas – Agrupamento 674 Pombal na participação do seu contingente
no XXII ACANAC com um subsídio de 1.000 €.
Muito bem!
Subsídios (VIII)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Centro
Social Recreativo e Cultural de Barbas Novas, na realização de obras
na cozinha, com um subsídio de 2.000 €.
Muito bem!
Subsídios (VII)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a
Associação Recreativa e Cultural de Pousadas Vedras, na realização de obras no
seu edifício sede, com um subsídio de 3.000 €.
Passo por ali todas as semanas e constato o enorme potencial
recreativo e cultural daquele lugar.
Muito bem!
Memória selectiva
Rui Benzinho (Santos), filho varão de Guilherme Santos, publicou ontem através do Facebook um texto curioso:
UM TEMPO
Permitam-me que diga, afiado o tempo e peneiradas as expectativ
UM TEMPO
Faz hoje, para os menos atentos, 30 anos que o Partido Socialista conquistou democraticamente a Câmara Municipal de Pombal. Tinha á cabeça um líder…Guilherme Santos.
as, que tinha um projecto que marcaria o concelho e a região. Não era um sacerdócio nem uma carreira, hoje prática corrente entre políticos. Era política pura e dura com missão, sem profissão no horizonte, antes a proposta de novos rumos políticos traçados com uma ambição desmedida e uma seriedade sem limites.
Uma manhã, uma curva, uma perda. Perdeu muito a família, perdeu também, permitam-me, o concelho de Pombal e a região.
Depois a história política do concelho foi sendo escrita, a avaliar por cada um, mas nunca conseguindo apagar uma memória e um projecto que continua válido. Branquear passado é difícil, quando os traços propostos continuam indeléveis em muitos homens e mulheres Pombalenses que ainda se revêm nas propostas apresentadas em 1982.
O Partido Social Democrata de Pombal terá sempre esta dificuldade para gerir, esperemos novos contributos que sublimem o passado exposto.
O Partido Socialista de Pombal, ao não evidenciar publicamente, mais uma vez, essa vitória de há 30 anos, projectando futuro, teve um lapso, que apenas entendo como uma falta que não é mais do que empurrar com a barriga para a frente, omitindo um passado que lhe é caro.
Nem todos têm a capacidade de “construir o presente com raízes no passado e olhos no futuro.” Infelizmente…
O texto do actual responsável máximo da Rádio Cardal é uma farpa assinalável, cravada à direita e à esquerda. Homenagem à parte (Guilherme Santos foi um homem muito à frente do seu tempo, que partiu tragicamente a meio do caminho, e disso ninguém tem dúvidas), vale a pena saudar o regresso à intervenção pública, num mês que lhe é caro: foi em Dezembro (mas de 1993) que, ainda muito jovem, ajudou entusiasticamente o PSD a recuperar a Câmara de Pombal.
13 de dezembro de 2012
Subsídios (VI)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a
Associação Cultural e Recreativa da Guístola, nas despesas com a construção do
seu edifício sede, com um subsídio de 25.000 €.
Passo por ali todas as semanas e constato o enorme potencial
cultural daquele lugar.
Muito bem!
Subsídios (V)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Clube
Cicloturismo de Pombal, nas despesas do
passeio “14 horas a Pedalar”, com um subsídio de 1500 €.
Muito bem!
PS: agora, compreendo melhor porque é que os pedaladores pedalam tão eufóricos!
Subsídios (IV)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a
Cercipom, nas despesas com lembranças
para os conferencistas e outros convidados do encontro de literatura infanto-juvenil,
com um subsídio de 450 €.
Muito bem!
Subsídios (III)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Centro
Social Paroquial da Ilha, nas despesas
das férias da “Ilha do Sol 2012”, com um subsídio de 2.500 €.
Muito bem!
Subsídios (II)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar o Centro
Social de Almagreira, na realização de arranjos
exteriores ao centro, com um subsídio de 50.000 €.
Muito bem!
Subsídios (I)
Em AGO/12, a CMP deliberou, por unanimidade, apoiar a
Associação Recreativa e Cultural de Pousadas Vedras, com o fornecimento de materiais,
no montante de 1224 €, destinados à construção de um palco para as atividades
culturais.
Faz muito bem. Passo por ali todas as semanas e constato o
enorme potencial cultural daquele lugar. Já agora: porque é que não apoiam mais
o vizinho lugar das Ereiras a concluir o seu salão de festas?
12 de dezembro de 2012
12-12-12
O projecto “One day on eart” convida-nos a filmar parte do nosso dia de hoje e submeter o vídeo
para produção de um filme que dê uma perspectiva do que pode ser um dia no
nosso planeta. Vamos pôr Pombal no Mundo?
11 de dezembro de 2012
Síntese do debate
Na sexta-feira
passada o Hotel Cardal acolheu, simpaticamente, mais um debate da série
"Um café e uma farpa". Para a sua gerência, as primeiras palavras de
agradecimento.
A nossa proposta consistiu
em colocar à discussão do tema “Imprensa de Pombal: morreu ou mataram-na?”. Com
o desaparecimento de “O Correio de Pombal”, essa discussão tornou-se pertinente
pois, pela primeira vez em 100 anos, Pombal deixou de contar com um jornal de
âmbito concelhio.
As intervenções
iniciais (de 5 minutos) ficaram a cargo de Alfredo Faustino, a quem coube defender
a tese do “morreu”, e de Paula Sofia Luz,
que assumiu a defesa do “mataram-na”. Percebeu-se imediatamente que o
tema proposto, mais do que potenciar conflitos, foi gerador de consensos. Tanto os defensores da “morte matada”
como os da “morte falecida”, para citar o Daniel Abrunheiro, concordaram no
essencial. A prova disso foi que, já o debate ia longo, a Sofia – uma jovem
aluna de Comunicação Social – iniciou a sua intervenção com “concordo com tudo
o que foi dito até agora”. Mas tal não significa que a discussão tivesse sido
morna ou desinteressante. Antes pelo contrário. Puseram-se os “nomes aos bois”
e debateu-se com profundidade.
Durante hora e meia de discussão, foi
caracterizado o cenário e identificados os protagonistas do enredo. E foram
várias as causas apontadas para o infeliz desenlace. Destaco as que me
pareceram mais consensuais: a falta de profissionalismo na imprensa local; a
pouca disponibilidade das empresas para apoiar financeiramente um projecto
jornalístico; uma classe política com sérios problemas em lidar com a crítica;
um crescente desinteresse dos cidadãos, especialmente dos mais novos, pelos
jornais locais, privilegiando novas formas de acesso à informação. Tudo isto
num cenário de um país em forte crise económica e num concelho com pouca massa
crítica.
Mas a riqueza do
debate não esteve na constatação da tragédia mas sim nos tópicos que convocaram
a reflexão. Este período de nojo em que vivemos, para usar as palavras de
Carlos Camponez, deve fazer-nos pensar na grande importância que pode ter a
imprensa local. O nosso sentimento de pertença à comunidade necessita de um
espaço que dê eco às pequenas notícias, às festas populares, aos resultados
desportivos, para já não falar nas secções de necrologia, dos aniversários, do
cartaz do cinema e das farmácias de serviço.
Precisamos de uma
imprensa regional de qualidade, comprometida com as causas sociais da
comunidade em que vive e que saiba recuperar as redes locais de identidade. Uma
imprensa regional gerida com rigor, que aprenda com a experiência e erros do
passado e não se deixe deslumbrar com cintilantes modelos de gestão, muitas
vezes desadequados. E, já agora, com jornalistas na redacção.
9 de dezembro de 2012
Imprensa de Pombal: a morte assistida
O segundo debate do ciclo "Um café e uma Farpa", que decorreu na sexta à noite, no Hotel Cardal, chamou à discussão uma plateia bem diferente daquela que tinha estado presente no primeiro encontro, em Setembro, sobre a Reforma administrativa. Voltou a confirmar-se a ideia de como renasce em Pombal a necessidade de debater ideias e coisas, e foi interessante contar com os contributos de jornalistas que há muito se afastaram do palco mediático. (As fotos estão na nossa página do Facebook).
"Imprensa de Pombal: morreu ou mataram-na" foi o mote para quase duas horas de discussão, na sequência das intervenções dos jornalistas Paula Sofia Luz e Alfredo A. Faustino, que aqui transcrevemos. Um agradecimento especial para o Carlos Camponez, professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, que tem dedicado grande atenção às questões da imprensa regional, onde trabalhou, e cujas ideias partilhou no debate promovido por este blogue.
.........................
Obviamente, mataram-na
Paula Sofia Luz
Pombal é tão peculiar que para contar esta história é melhor começarmos pelo fim:
O fim aconteceu oficialmente em Outubro deste ano, quando o último jornal em papel que restava, O Correio de Pombal, saiu pela última vez.
É discutível (em minha opinião) se ainda estava vivo. Faltavam-lhe há muito traços de jornal local, não raras vezes o que a edição continha em matéria noticiosa estava longe de corresponder ao que era a realidade da terra, o quotidiano do concelho. Faltavam-lhe entrevistas, reportagens, notícias de uma maneira geral.
Em compensação sobravam-lhe anúncios cujo princípio de publicação contraria, em tudo, o que deve ser a linha editorial de um jornal local, aquele que chega às escolas, que devia incutir nos mais novos a ideia generalizada de informar, mas também de formar, pois é essa a dupla missão da imprensa.
Mas a morte do Correio de Pombal - e do Eco (que dirigi durante quase nove anos) e do próprio Voz do Arunca não resulta apenas dos erros de gestão nem da sucessiva desprofissionalização do corpo redactorial, comercial e administrativo. Resulta também de um ADN próprio de Pombal, em que o poder político lida mal, muito mal, com a crítica, o tecido económico desvaloriza a importância dos media, os serviços raramente pagam assinaturas e os leitores, numa larga escala, optam por ler o jornal à mesa do café, sem o comprarem.
E enquanto assim for, dificilmente algum projecto poderá sobreviver sem ceder a pressões (sejam elas políticas ou económicas), sucumbindo aos cortes da publicidade, que é a principal fonte de receita em qualquer jornal.
A este cocktail explosivo junta-se o factor proximidade, valor maior da imprensa regional, mas que é quase sempre um presente envenenado para quem ganha o pão através dos jornais ou das rádios locais.
E aí é o jornalista que faz de equilibrista na corda: se não és por mim, és contra mim. Então a forma mais fácil de acabar com a mensagem é matar o mensageiro. Pombal tem diversas histórias dessas para contar e algumas ainda por contar.
Tem registo de humilhações públicas, para não falar dos processos em tribunal, que estavam na moda entre 2001 e 2005, sobretudo. E reconheço que talvez seja mais fácil viver de pancadinhas nas costas do que de olhares severos ou climas adversos.
Mas sendo Pombal apenas uma árvore da floresta, é preciso olharmos para o todo nacional: num país em que para abrir uma farmácia o responsável tem de ser farmacêutico, para abrir um infantário tem de ser educador de infância, mas para abrir um jornal qualquer um pode fazê-lo, não seria de esperar que o resultado fosse outro.
Por tudo isto, quando me perguntam o que aconteceu afinal à imprensa de Pombal, só me ocorre dizer que obviamente, mataram-na.
*Foi jornalista na Rádio Clube de Pombal e n'O Correio de Pombal e dirigiu o jornal O Eco, em Pombal; foi jornalista e editora no jornal Região de Leiria; colaborou com os jornais "i" e Diário de Notícias. É actualmente jornalista freelancer.
A imprensa morreu
Alfredo A. Faustino
"Imprensa de Pombal: morreu ou mataram-na" foi o mote para quase duas horas de discussão, na sequência das intervenções dos jornalistas Paula Sofia Luz e Alfredo A. Faustino, que aqui transcrevemos. Um agradecimento especial para o Carlos Camponez, professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, que tem dedicado grande atenção às questões da imprensa regional, onde trabalhou, e cujas ideias partilhou no debate promovido por este blogue.
.........................
Obviamente, mataram-na
Paula Sofia Luz
Pombal é tão peculiar que para contar esta história é melhor começarmos pelo fim:
O fim aconteceu oficialmente em Outubro deste ano, quando o último jornal em papel que restava, O Correio de Pombal, saiu pela última vez.
É discutível (em minha opinião) se ainda estava vivo. Faltavam-lhe há muito traços de jornal local, não raras vezes o que a edição continha em matéria noticiosa estava longe de corresponder ao que era a realidade da terra, o quotidiano do concelho. Faltavam-lhe entrevistas, reportagens, notícias de uma maneira geral.
Em compensação sobravam-lhe anúncios cujo princípio de publicação contraria, em tudo, o que deve ser a linha editorial de um jornal local, aquele que chega às escolas, que devia incutir nos mais novos a ideia generalizada de informar, mas também de formar, pois é essa a dupla missão da imprensa.
Mas a morte do Correio de Pombal - e do Eco (que dirigi durante quase nove anos) e do próprio Voz do Arunca não resulta apenas dos erros de gestão nem da sucessiva desprofissionalização do corpo redactorial, comercial e administrativo. Resulta também de um ADN próprio de Pombal, em que o poder político lida mal, muito mal, com a crítica, o tecido económico desvaloriza a importância dos media, os serviços raramente pagam assinaturas e os leitores, numa larga escala, optam por ler o jornal à mesa do café, sem o comprarem.
E enquanto assim for, dificilmente algum projecto poderá sobreviver sem ceder a pressões (sejam elas políticas ou económicas), sucumbindo aos cortes da publicidade, que é a principal fonte de receita em qualquer jornal.
A este cocktail explosivo junta-se o factor proximidade, valor maior da imprensa regional, mas que é quase sempre um presente envenenado para quem ganha o pão através dos jornais ou das rádios locais.
E aí é o jornalista que faz de equilibrista na corda: se não és por mim, és contra mim. Então a forma mais fácil de acabar com a mensagem é matar o mensageiro. Pombal tem diversas histórias dessas para contar e algumas ainda por contar.
Tem registo de humilhações públicas, para não falar dos processos em tribunal, que estavam na moda entre 2001 e 2005, sobretudo. E reconheço que talvez seja mais fácil viver de pancadinhas nas costas do que de olhares severos ou climas adversos.
Mas sendo Pombal apenas uma árvore da floresta, é preciso olharmos para o todo nacional: num país em que para abrir uma farmácia o responsável tem de ser farmacêutico, para abrir um infantário tem de ser educador de infância, mas para abrir um jornal qualquer um pode fazê-lo, não seria de esperar que o resultado fosse outro.
Por tudo isto, quando me perguntam o que aconteceu afinal à imprensa de Pombal, só me ocorre dizer que obviamente, mataram-na.
*Foi jornalista na Rádio Clube de Pombal e n'O Correio de Pombal e dirigiu o jornal O Eco, em Pombal; foi jornalista e editora no jornal Região de Leiria; colaborou com os jornais "i" e Diário de Notícias. É actualmente jornalista freelancer.
A imprensa morreu
Alfredo A. Faustino
Pombal não passa de uma aldeia
com pretensões a grande cidade. Com o desenvolvimento verificado nas décadas de
60, 70 e 80, passando de vila a cidade, perdeu as qualidades dos pequenos
povoados e não conquistou as dos grandes centros; em contrapartida, não perdeu
os vícios das aldeias e acrescentou-lhes os das cidades.
Pombal tem revelado não possuir massa
crítica capaz de gerar a mudança, de sustentar projectos ambiciosos, sejam eles
culturais, sociais ou empresariais. As associações nascem fruto de meia dúzia
de vontades, normalmente com boas ideias; conseguem mesmo fazer “umas coisas”,
mas, com o decorrer do tempo, acabam por estiolar, morrer, ou arrastarem-se com
alguma, pouca, actividade, mercê de uns quantos carolas.
A imprensa local é também um pouco
resultado dessas circunstâncias.
Pode surgir alguém que mostre
interesse no lançamento de um jornal. Por norma, alguém com parcos
conhecimentos do sector, julgando que lançar e fazer um jornal é o mesmo que
comercializar um qualquer outro produto. Com os resultados que temos assistido…
Qualquer um, desde que disponha
de dinheiro, pode ser proprietário de uma farmácia. Só que, para que este
funcione, necessita de um licenciado em Farmácia. Com a imprensa, infelizmente,
tal não tem sucedido. Um fulano regista uma “empresa na hora”, regista um
título, contacta uma gráfica e põe um jornal na rua. As notícias vai busca-las
à net, aos comunicados das empresas, das câmaras municipais ou dos partidos;
pede a um ou outro amigo que lhe escreva uns textos a que chama pomposamente de
crónicas (às vezes num português
sofrível), junta uma fotos e os primeiros números estão garantidos.
É este ainda o retrato de alguma
imprensa no nosso país.
Faltam projectos com um mínimo de
rigor e profissionalismo, feitos por quem perceba da poda, com garantia de um
mínimo de independência.
E é aqui que chegamos, quando nos
questionamos se a imprensa em Pombal – já que é aqui que vivemos e era aqui que
gostaríamos de ter uma imprensa capaz! – “morreu” ou a “mataram”.
Estou dividido quanto a apontar
uma causa concreta. Na minha opinião, os jornais de Pombal acabaram pelas duas
razões, embora seja forçado a admitir que o último título “morreu por si”, por
culpas próprias.
O jornalismo de causas pode
prosperar durante um determinado período de tempo; depois, acaba por se
desacreditar. Indo a um caso concreto: O Correio de Pombal nasceu do idealismo
de alguém do sector, que pretendeu fazer um jornal a sério, empenhado, com uma
informação de algum modo independente. Faltou-lhe, à época, o necessário
suporte financeiro. Pombal e o seu meio empresarial não o acarinharam na altura
devida e o jornal acabou por soçobrar, levando a insolvência ao seu
proprietário. Passou por uma nova gerência (deslocalizada em relação a Pombal),
manteve-se com altos e baixos perante algum desinteresse do empresariado local.
Como do ponto de vista empresarial (o seu proprietário era, de facto, um gestor
de empresas!), se tratava de um projecto pouco interessante, acabou por ser
vendido a uma que, “da poda”, pouco entendia e que acabou por utilizar o jornal
como um projecto pessoal, para conquista do “poder”, empenhando-se fortemente
com uma candidatura autárquica. O Correio de Pombal deixava de ser um jornal
independente, de informação local/regional, passou a ser “jornal de causas”,
mas de “causas políticas”. Estava traçado o destino: a causa por que se batia o
jornal, num ambiente político adverso, não augurava nada de bom.
Com o decorrer do tempo, encetou
caminhos diversos, com avanços e recuos. Deixou de ser o jornal “do contra”,
passou a fazer o jogo dos interesses instalados. A pouco e pouco, deixou mesmo
de ser feito por jornalistas. No último ano da sua publicação, só com muito boa
vontade se poderá considerar O Correio de Pombal como jornal.
No caso de O Correio de Pombal,
não tenho grandes dúvidas, foi o jornal que morreu. Não o mataram, no sentido a
que normalmente nós, jornalistas, damos ao verbo (mataram). Isto é: morreu por
causas próprias e não por razões terceiras, normalmente tidas como pressões,
sejam do poder político ou económico.
Aos possíveis interessados em
ressuscitar um jornal em Pombal, permitam-me que lhes deixe um conselho: juntem
um grupo de pessoas disposto a perder dinheiro, arranjem pelo menos alguém
ligado aos jornais mas com algum traquejo, um ou outro jovem que queira
“aprender” a ser jornalista e, pesados todos os contras (que são muitos)
avancem com um projecto devidamente estruturado, com os pés assentes no chão.
Deixem os idealismos de parte.
Para que não fiquem dúvidas, faço já o meu acto de
contrição: não contem comigo, estou a ficar velho e descrente. O tempo dos
sonhos foi sendo perdido com o decorrer do tempo. E os tempos que vivemos
acabaram com a última réstia de fé que existia em mim! 7 de dezembro de 2012
Hoje à noite
Pouco importa se os rumores de renascimento são verdadeiros ou falsos. Oxalá sejam verdadeiros, a coberto de boas intenções. Para já, importa discutir isto:
Autárquicas - candidatos
Nas próximas eleições, os eleitores irão desconfiar da grandeza e da facilidade das promessas e das soluções que forem anunciadas pelos candidatos autárquicos. Irão exigir explicações sobre a utilidade das obras e serviços, sobre a possibilidade da sua realização, sobre a garantia da existência de receitas e, sobretudo, sobre os encargos para os contribuintes e consequências sociais, nomeadamente a nível de pagamento de impostos ou do endividamento.
Os candidatos do PSD terão de ser claros e de saber apresentar e explicar projetos austeros e a necessidade de medidas impopulares impostas pela crise económica e social. Em contrapartida, os candidatos da oposição, nomeadamente do PS, não poderão fazer demagogia e aproveitarem-se dos efeitos da crise, que eles próprios criaram e para a qual recusam solução.
Os eleitores, cada vez mais instruídos, sobretudo os mais jovens, irão exigir que os políticos falem verdade e que as suas condutas preencham níveis éticos elevados. Neste tempo de crise e de dificuldades para o futuro, os candidatos terão de ser transparentes e não poderão esconder-se por detrás do elogio, do pedantismo e da retórica, usando discursos “bonitos e redondos”, para gabarem atos e qualidades próprias ou do eleitorado e para evitarem tomar posição sobre os assuntos polémicos. A charlatanice e ou a cobardia não serão toleradas…
6 de dezembro de 2012
Pobre concelho
Muita gente acha que foram construídas demasiadas estradas.
Talvez (tenho dúvidas que o dinheiro que se meteu nas estradas fosse melhor
gasto noutro sítio). Mas pior do que construir estradas desnecessárias, é
fazê-lo, e, de seguida, rasgá-las para enterrar o saneamento.
É o que se vê, por estes dias, por todo este concelho. Pobre
concelho, não sai disto!
4 de dezembro de 2012
GPS na TVi
A brilhante reportagem da TVI (link abaixo) não
mostra nada de novo aos mais atentos e interessados pela coisa pública, mas
talvez desperte os mais distraídos e faça meditar os mais comprometidos ideologicamente com os
méritos da gestão privada de serviços públicos. E tem o mérito de evidenciar claramente uma das formas de roubalheira organizada ao Estado (a nós), a
fraude em que se tornou o ensino privado e os métodos modernos de exploração
forçada.
Pobre
povo, que tem que carregar e sustentar tanto canalha, acorda! Eles não estão
saciados. E agora, que o Estado está nas “lonas” querem que sejas tu a
pagar-lhes diretamente. Acorda, por favor!
3 de dezembro de 2012
Manif em Pombal
A cidade de Pombal assistiu, na tarde de domingo, a uma manifestação contra o projeto de agregação de freguesias promovida por interesses e motivações espúrias.
É certo e sabido que os portugueses querem reformas apenas quando tragam sacrifícios para os outros. Quando as reformas afetam os nossos interesses e hábitos, somos contra. Contra é a posição mais fácil e a mais comum de quem não sabe nem deixa governar-se. Aliás, sabendo que o celeiro da quinta está vazio e que os campos não são cuidados e não produzem, exigem mesmo assim que o quinteiro lhes dê cereais e não aceitam fazer poupanças nem abandonar os seus hábitos de luxo ou de esbanjamento acima dos recursos disponíveis…
Adelino Mendes, vereador eleito pelo PS e dirigente local do PS, não tendo credibilidade e aceitação entre os militantes do PS e entre as populações, viu a oportunidade de mostrar que estava ativo. Carlos Lopes, outro vereador eleito pelo PS e membro da equipa de Adelino Mendes, auxiliou na atuação. Adelino passa a ir às freguesias falar com os Pesidentes de Junta sobre os protestos.
Quinta-feira, uma presidente de junta fala com o vice-presidente da Câmara a pedir a poio. Sexta-feira, Carlos Lopes reúne com Narciso Mota para recolher apoio. Adelino Mendes, Carlos Lopes e uma presidente de junta vão incentivar e persuadir um presidente de junta da zona oeste a participar e a mobilizar as populações locais para a manifestação. Rodrigues Marques expõe ideias confusas e usa linguagem extremista, como lhe é habitual e regressando ao seu passado de esquerda.
Narciso Mota promete empenhamento e apoio jurídico nas manifestações e nas hipotéticas providências cautelares. O homem que tanto fala de disciplina, de coerência, de lealdade e de integridade para exigir apoio aos seus dislates e desmandos, nunca mostra tais qualidades em relação ao seu partido e aos respetivos dirigentes. Parece que tem medo de que o responsabilizem pela solução deste projeto de agregação, face à possível defesa da existência de alguma freguesia, e preferiu ir a reboque de Adelino Mendes e do PS. Aliás, há poucos dias afirmava a um jornal de Leiria que as soluções do projeto eram aceitáveis. Agora toma posição ostensivamente contrária, como a que vimos na televisão. Na hora da despedida, parece querer deixar um PSD fraco…
Diogo Mateus, que dizia estar a fazer um estudo exaustivo sobre as vantagens da agregação de freguesias no concelho de Pombal e se exibia como o grande estratega de tal agregação, de repetente, rasgou os “papéis” que escreveu e passou a defender o contrário daquilo em que dizia acreditar. Andou pelas freguesias a apoiar a contestação. Aliás, parece ter-se submetido às posições de Narciso Mota, pois adota posições diferentes sobre os vários assuntos em debate, conforme se encontra ou não perante o seu presidente. O objetivo candidatura à presidência da Câmara Municipal exige muito contorcionismo… Que coragem, coerência e credibilidade terá como candidato e como presidente?
Micael António, vereador sem credibilidade social e política, teve a oportunidade de se colar a esta onda de populismo e de irresponsabilidade e de mostrar que era útil: passou a ir às assembleias de freguesia apoiar a contestação.
Grande parte dos presidentes de junta de freguesia nada sabem sobre a génese e a história religiosa das freguesias. Nada sabem sobre as causas da existência anómala de dois “níveis” poder autárquico, freguesias e municípios, em confronto com os outros países europeus, onde apenas existem municípios. Nada sabem e também não se informam para poderem informar os seus fregueses…
Assim estão os políticos locais do PSD e do PS. Mais me preocupam e desiludem os do PSD…
Da minha parte, defendo a agregação de muitas mais freguesias. Depois, a eliminação de todas as freguesia e a transformação em municípios mais pequenos ou maiores, conforme as necessidades, tal como funcionam noutros países…
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