1 de agosto de 2013

Viva mas é a Família Araújo e Deus também!

Pombal Etc e Tal
1. Na quinta-feira passada, 25 de Julho, não publiquei aqui a crónica já habitual por causa de dois sábados, os de 20 e de 27 do mesmo mês, que me fizeram bem mas me entorpeceram a tropelia gráfica que tanta confusão por vezes gera a espíritos decentes e honestos e simples como os do António José Roque.
A 20, subi com a minha Senhora à Cafetaria do Castelo (que não conhecíamos, nem um nem outra) a saber da candidatura de Carlos Lopes à Freguesia de Pombal. Dele e da equipa, note-se. Fomos a convite, que de outra maneira não iríamos: isto de partidarizar autarquias sempre me arrepiou o espinhaço ateu em matéria de religiões (ou seitas) partidárias. Não foi o caso: o discurso das pessoas daquele projecto pareceu-me limpo e de gente para gente. Já lá vamos.
Em antítese, da apresentação do senhor Nascimento (também) Lopes, digo nada: pela simples razão de ninguém me ter convidado. Perda minha e prejuízo de ninguém.
Escrevo esta crónica para o Farpas a meras duas horas da apresentação pública, no Jardim do Cardal, da candidatura de Adelino Mendes y sus muchachos à Câmara. Também fui convidado, mas o ácido úrico decorrente da já não pouca idade e dos muitos copinhos de malvasia por desjejum não me permite tal boa hora. Também não fui à do Diogo Mateus, para prejuízo de ninguém e só perda minha: pois que sempre gostei de assistir, com estes que a terra há-de comer, à frivolidade tangerina de tanta juventude que não lê para um dia, como a gaja Espírito Santo, poder brincar aos pobrezinhos nalguma choupana de bifanas a caminho da Kyay.
2. A 27, entretanto, fui a outro acontecimento pombalense da mais supina importância: a Sardinhada anual da Família Araújo. Ali, de tão devotos, ninguém vai a votos. Toda a gente se sente eleita. Foi a 26.ª vez que tal efeméride viva se vivamente deu na História de Portugal. Bem hajam os Araújos.
3. Retomando o fio: Carlos Lopes, Adelino Mendes, Diogo Mateus e o moço António José Roque. Comecemos por este fim para lhe dar primazia de primeira. Quis a má-hora (dele) fazê-lo andar:
a) A incomodar telemobilisticamente amigos comuns inquirindo “por que raio me tinha eu vendido ao Diogo”. Foi por causa daquela minha brincadeira, em crónica anterior, dos bilhetes & bilheteiros do Estádio Municipal, de o PS não eleger vereador nenhum, das favas contadas do Diogo etc. etc. etc. etc. até à exaustão. Foi ele o único que não percebeu aquilo que o Zé Gomes Fernandes percebeu logo: brincar é uma coisa séria. Mas para isso, além dos dois deditos de testa, é precisa esta simples coisa: ter unhas nos dois deditos de testa.
b) Em página (minha) do Facebook, ousei eu fazer brincadeira (aliás indignada) com todo este carnaval a propósito do filhote real da monarquia britânica. Veio o Roque. Logo. Pois claro. Que até “estima aquela Família Real”. Que eu deveria ter “educação cívica e moral”. Ora, acusarem-me de não portador de “educação cívica e moral” é pior, para mim, do que me castrarem depois de me terem prometido coçadelas nas bolsas gónadas.
c) É portanto, educada, cívica e moralmente, que digo aqui em voz tão alta quanta me puder ouvir a Lua que ao Castelo da nossa praça sobe para iluminar a vergonha de betão daquelas escadarias: ninguém de boa prece e melhor deus anda por aí a mostrar a desfiliação do PSD como ele. Porque nem o PSD o quer para nada, nem o PS há-de querer – local como nacionalmente. NB: há quem, como ele, e aliás decentemente, viva de tinteiros; o problema é que eu vivo para a tinta. Os tais dois dedinhos de testa, pá. Que se lixe o bebé real. Ou os que nunca passam de bebés.
3. Agora o Diogo: a única questão dele é tomar o Poder, que se calhar merece. A “coisa” daquilo da América Latina etc. é propaganda. A minha dúvida é se ele se propõe, uma vez edil, trazer para o Cardal a banana do Brasil, a cocaína da Colômbia ou alguma milonga da Argentina. No resto, não acredito – como ninguém.
4. O Adelino: deveria, a meu ver, ter feito como fez o sempre correcto João Melo Alvim na apresentação do Carlos Lopes. Isto é: estive, não quiseram, que ao próximo queiram. Há um cansaço exposto na repetição. E a novidade fundamentada (na dignidade, por exemplo) é carta a ter em conta no baralho. Ao Adelino Mendes, atenção, nenhuma dignidade falta. Nem há-de faltar. Mas seria preciso outro nome, outra coisa não tão parecida com, digamos, uma tó-zézice insegura.

5. Acabo com o padre. Parece que se chama João Paulo Vaz, que toca viola e baladas tonycarreiro-litúrgicas. Mas repare-se agora nisto: a política de distribuição de subsídios da presente administração camarária é zona muito sensível. Críticas não faltam a certos rumos dados aos dinheiros públicos. Comissões fabriqueiras de igrejas incluídas. É ou não verdade que o boletim paroquial cá da parvónia (e a cores, santo Deus!) beneficiou de qualquer coisa como 2500 euros? Vindos de quem? Ora! Da Câmara. A qual, recorde-se, recorte-se e cole-se, é financiada por um Estado constitucionalmente laico desde 1910/11. Mas que só é laica até o velho Narciso se ajoelhar, cíclico e fatal como o sarampo infantil e o alzheimer senil, no Convento do Louriçal cada 15 de Agosto, à aparente mercê de uma Boa Morte (política) que não há modo de se dar, chiça. Parece, ainda, que o padre Vaz, moço de trintas e poucos, se arroga o direito de esmifrar “certificados de idoneidade” a este e àquela. (Sobretudo àquela). Prece, rogação e oração minha: tenha juízo, moço. Assistir ao pé das “entidades locais” (Narciso e Diogo) ao concerto da Ana Moura, vá que não vá. Mas cantar como ela, nem o Diabo lhe há-de dar. A não ser que, para o ano, queira vir comigo à Sardinhada dos Araújos, onde Deus aparece sempre ao terceiro garrafão mas o Narciso nunca, para bem dos nossos pecados. 

Daniel Abrunheiro

31 de julho de 2013

Escolhas que não lembram ao diabo

Há muito que as estruturas partidárias, nomeadamente as locais, perderam totalmente o respeito pelos eleitores. Soure e Leiria são os exemplos mais próximos e mais recentes.
Por cá não é muito diferente. Propõem-nos o requentado, o plástico, o falso, o obscuro. Mas em Abiúl exageraram. Como diz um amigo meu, que anda nestas lides há trinta anos, o descaramento é tal que parece que querem gozar com os eleitores. Segundo ele, existem em Abiúl 999 eleitores que ganham ao candidato do PSD; no entanto, as apostas da oposição foram para um dos outros.
Havia necessidade?

30 de julho de 2013

Há Bodo no olhar de quem?

Enquanto a procissão recolhia, ao crepúsculo de domingo (um bocadinho desorganizado, esse momento, este ano...), lá fui entusiasmada visitar a exposição "Há Bodo no Olhar", que ocupa ainda os claustros do edifício da Câmara. Imaginei várias coisas, antes de entrar: uma exposição colectiva de fotografias sobre a Festa, ao longo dos anos; uma mostra do espólio de alguns fotógrafos locais; ou ainda uma coisa parecida com aquela que ocupou a galeria do Teatro-Cine, há alguns anos, resultado do convite feito a vários fotógrafos e jornalistas da região. Depois lembrei-me que ao longo dos anos a Câmara sempre contratou fotógrafos exclusivamente para registar os momentos mais importantes do Bodo, e só esse olhar bastaria para prender os olhares de quem gosta da festa, de quem a vive, ou simplesmente de quem nela participa.
Enganei-me.
Percebi mais tarde que a sensação de enjoo com que saí dos claustros perpassou da exposição para a maioria das pessoas. E essa maioria foi visitá-la com o mesmo entusiasmo com que eu fui: à procura de retalhos da nossa festa, das pessoas que a fazem, todos os anos. 
Quem ainda não foi, não perca a oportunidade de constatar como é que se derrete o nosso dinheiro em meia dúzia de painéis de qualidade, com arranjos gráficos cuidados, e cujo conteúdo deveria envergonhar quem o seleccionou. São os convites de inauguração, são os programas de inauguração, são as figuras de proa como Isaltino e Mexia, e é sempre Narciso Mota. Aquilo fez-me lembrar o tempo em que o presidente aqui chegou, no verão de 1993, quando enchia a boca com críticas ferozes o boletim municipal de Armindo Carolino e toda a exposição a que o então chefe do executivo se submetia, nas fotografias. Volvidas duas décadas, está visto que ninguém resiste à tentação da imagem perpetuada. 
Falta ali o povo. A gente da festa, que enche o Cardal todos os anos, o Largo do Arnado, o da Biblioteca, o Estádio noutro tempo. E há dezenas de pombalenses com bons registos desses. Bastava lançar o desafio da partilha. 
Tenho para mim que aquilo deve ser o livro em ponto grande. O tal livro.

Obras bonitas

A maior parte das obras da cidade estão bonitas. Há mérito na sua execução. Em contrapartida, teremos de nos interrogar se proporcionam segurança aos utentes, se estão funcionais e se justificam o dinheiro gasto e o esforço dos contribuintes.
O calcetamento das ruas, com a assimetria das placas de pedra, está mesmo assim bonito.
O açude foi reparado e está bonito. Gastou-se muito dinheiro a corrigir os erros de projeto e ou de execução até à próxima inundação. Não há responsáveis.
O largo do Cardal ficou quase bonito. Ficaria mesmo bonito se alguém arrancasse o mamarracho implantado em frente dos paços do concelho e da igreja e corrigisse as meias ratoeiras de marcos pretos implantados na calçada.
A ponte Dª Maria já estava “bonita”, com aquelas ratoeiras de pedra pontiaguda, onde, durante as festas do bodo, se viam crianças e adolescentes a brincar (com a sorte), fazendo deslizar os pés pela face lisa das pedras, e onde também se viam os desatentos a tropeçar. Não há quem seja responsável e arranque aquelas coisas (pedras).
O centro de negócios está mesmo feio. Haja quem lhe coloque um telhado à antiga portuguesa, à semelhança dos de todos os edifícios da praça Marquês de Pombal. Vejam no que deu a transformação de um projeto de recuperação (falhada) de um edifício histórico para a construção de um edifício novo.  
Se a natureza obrigou a fazer alterações e reparações no açude, a segurança dos cidadãos, a história, a estética e a funcionalidade também deveriam impor alterações das obras executadas ou em execução.

28 de julho de 2013

Caciquismo

Há estruturas partidárias que se apropriaram tanto do poder que na altura de escolher  os candidatos e têm de excluir alguém mais desgastado prometem-lhe lugar na próxima rodada.
Ao que isto chegou!

26 de julho de 2013

Obras no Cardal


Aconteceu o que se temia: a CMP não conseguiu terminar as obras antes do início das Festas do Bodo, o que confirma uma tremenda falta de capacidade de planeamento e um profundo desprezo pelos pombalenses e, em particular, pelos comerciantes. 
O mesmo acontece na zona histórica da cidade: transformada num estaleiro abandonado. 
Que péssimo cartão de visita. Não havia necessidade.

25 de julho de 2013

Procura-se candidato


Será que não há por aí ninguém que queira aproveitar a deixa e encabeçar essa candidatura? Alguém com experiência autárquica (de preferência até documentada em livro). Aposto que esta é uma ideia que teria muitos e variados adeptos.

Agora a sério, desejo um bom Bodo a toda a comunidade Farpas. Que se reencontrem e aproveitem a quadra ao seu gosto. E mantenho, o feriado municipal de Pombal devia ser na 2ª feira de Bodo. Fica a proposta.

24 de julho de 2013

DJ Party Fest


Sou dos que considera que um DJ é um artista, um profissional do espectáculo como um actor ou um músico. Mas já me custa aceitar – será da idade? – que a página oficial das Festas do Bodo dê mais destaque ao DJ Kiko ou o DJ Pedro G que à Ana Moura. Afinal a fadista vem fazer a primeira parte do DJ Kiko? Os Expensive Soul vêm aquecer o pessoal para o grande DJ Rui Santoro?

23 de julho de 2013

Aberrações arquitetónicas

As “ratoeiras” de pedra pontiaguda da ponte Dª Maria: boas para apanhar e ferir desprevenidos que nelas tropecem.
O “sarcófago” de betão do Largo S. Sebastião: bom para guardar uma múmia que por ai anda desvairada...
O "bunker" da praça Marquês de Pombal: bom para desconchavar a arquitetura da praça mais histórica de Pombal, para exemplificar o mau gosto na recuperação de um edifício histórico e para mostrar a marca de alguém.
A “cagadeira” do Largo do Cardal, bem no centro do largo, ali em frente aos paços do concelho e à igreja: bom para ser o contraste, para tapar a visão sobre os edifícios históricos, para estragar a estética do local e para defecar.

22 de julho de 2013

Antologia do non sensu (político)

Na sua intervenção, perante cerca de 1.300 apoiantes, Diogo Mateus dirigiu-se aos seus, ainda, colegas de vereação Paula Silva e Michael da Mota António. “A vossa não inclusão na lista à Câmara não é uma expulsão, nem uma repreensão, nem um acto de desagrado, nem de desprezo, nem de antipatia”.
In Noticias do Centro

Candidatos ao lugar de bilheteiro


Como a foto documenta, ambos estão disponíveis. O momento registei-o sábado à tarde, na cafetaria do Castelo, durante a apresentação da candidatura do Carlos Lopes à Junta de Freguesia de Pombal. E assim sossegamos os espíritos inquietos com a última crónica do Daniel Abrunheiro, cá na casa.

21 de julho de 2013

Propostas fabulosas


Os candidatos à CMP têm mimoseado os pombalenses com propostas fabulosas:
- Diogo Mateus promete Investimento na Formação Humana e Competências dos Pombalenses;
 - Adelino Mendes promete mais Emprego.
Entre trufas e caviar, escolho o quê?

18 de julho de 2013

Eu é que vou ser o bilheteiro do Estádio Municipal e ninguém mais

Pombal etc e Tal


1. Em e de Pombal, só me falta a circunstância do nascimento físico. Em tudo, sinto-me tão pombalense como os que o são de gema e berço. Isso agrada-me sobremaneira. Uma pessoa pertence deveras e de facto a todo o sítio cuja gente lhe faça falta. É o (meu) caso. De vez em quando, uma espécie de prurido emocional faz-me catar (quase) todo e (quase) tudo. Nessas ocasiões, sei que o único remédio para tal, digamos, “micose” é apontar as biqueiras dos sapatos à ponte sobre o modesto Arunca da nossa vida.
2. Postas assim as coisas (em assertiva sinceridade), julgo não precisar de esclarecer as Vossas boas almas de que quase tudo, se não tudo mesmo, o que pombalense seja me interessa:
os nascimentos como os óbitos;
os casamentos como os desquites;
os baptizados como as bebedeiras (próprias e/ou alheias);
e a Política, p’x-tá-claro.
Escutai-me, por e de favor vo-lo rogo, esta verdade-verdadinha: quando por aí jornalei, diverti-me sempre muito muito muito muito. Sobretudo quando malhava com as nalgas no banco dos réus por causa das queixinhas daquele Senhor-de-Que-se-não-Diz-o-Nome-mas-Todo-o-Bicho-Careta-Sabe-Quem-é. Ai o quanto eu gostava de o ver, por assim dizer, autocoitadinhar-se em frente à sôtôra-juíza!  Ai as lágrimas de riso que eu não tive de sufocar à nascença do esófago! Ai as vezes que quase me não borrei (literalmente) de gozo o mais impuro e mole enquanto ele fazia de virgem ofendida! Ai o caruncho nos meus ossos quando a traça me ratava a naftalina! Bons tempos velhos, esses.
3. Para mal dos meus pecados (mas também para bem dos meus fígados), já Pombal não tem jornais. Os únicos que lá vejo – são os de embrulhar o peixe no mercado das segundas-feiras. Ou então este da campanha do Diogo Mateus – ideal para jogar o scrabble. Sim, o scrabble. Veja-se e prove-se e comprove-se: chamando-se, como se chama e lhe chamam, Mais Pombal, dá assim – Mais Pombal – Jornal;  Mais Pombal – Jornal – das Meirinhas. N’é mêmo? Ora, isto faz-me muita pena. Pena, porque Pombal tem sempre muito de que se (lhe) diga. E escreva. E comente. E opine. É pena. Não falo ressabiadamente: não é o meu estilo. Digo-o porque sim: porque de facto creio na importância de uma imprensa livre para a comunidade. Livre e responsável – atenção. Responsável e ética – atenção. Ética e deontológica – atenção. Em sede de tribunal como em folha impressa, o princípio do contraditório só pode ser bom – porque apura e apara o bem do mal. O unanimismo invertebrado e minhoca e acéfalo que desde Julho de 1993 tomou posse da vida sociopolítica pombalense não é nem nutritivo nem digestivo – é diarreico. Mas não tem de ser vitalício. É por isso que qualquer pessoa tem o direito de esperar que, pelo menos até 5 de Agosto próximo, Diogo nos diga que lista é a dele. Ou então a daquele Senhor-de-Que-se-não-Diz-o-Nome-mas-Todo-o-Bicho-Careta-Sabe-Quem-é.
4. Sisudos ou ridentes, trombudos ou ridículos, o que é preciso é nunca ter medo de nada nem de ninguém. À excepção da saúde dos filhos, nada pode atemorizar-nos. A higiene de carácter, a seriedade moral, a solidariedade pronta – isso sim, são essas as rosas a cultivar em o rosal de cada um sem poupar no estrume. (NB: Eu tenho tido sempre e sempre terei muito sucesso junto das mulheres porque lhes falo assim sem pestanejar e elas acreditam.)

5. Vai longa já esta espécie de confessional exortação aos meus (afinal) conterrâneos e compatrícios e compadres de Pombal. Pois ainda bem que sim: o desemprego, se tem coisa boa, é dar tempo de obra & sobra para escrever dislates e disparates bem intencionados como estes. Sim, eu disse a palavra feia: “desemprego”. Mas se o Adelino Mendes, que não tem dinheiro para jornais de scrabble, recusar o convite do Diogo para bilheteiro do Estádio Municipal, espero bem que o novo edil, filho do meu/nosso saudoso Alves-Mateus, me ofereça o lugar, que eu aceito-o logo sem olhar nem duas vezes para o cu, ou o cós, das calças. As minhas, claro, as mesmas que tantas vezes assentei em vara de réu por causa daquele Senhor-de-Que-se-não-Diz-o-Nome-mas-Todo-o-Bicho-Careta-Sabe-Quem-é.

17 de julho de 2013

Aldeia do Vale, Aldeia do Vereador

Já todos sabemos que o granito substituiu grande parte do calcário na calçada da cidade de Pombal. Mas só os que passam na Aldeia do Vale é que sabem que os caminhos ao redor da casa e do terreno do vereador também foram calcetados com granito de igual aspeto, logo numa encosta duma serra de calcário. Bem, os muros de vedação do prédio foram feitos em pedra de calcário.
Dizem os indiscretos que o custo dos trabalhos da calçada do Vale está incluído no financiamento comunitário e no projeto da obra da cidade. Dizem os moradores do Vale que os trabalhos só foram efetuados nas proximidades da casa do vereador, o que pode ser confirmado por quem quiser visitar o local.
Parece-me que são necessários esclarecimentos sobre a obra do Vale.

15 de julho de 2013

Ele diz que ainda é o presidente

Depois de ler um dos comentários deixados num dos anteriores posts deste blog, fui averiguar. Fiquei a saber que os funcionários comentam que o chefe diz aos vereadores que ainda é o presidente e que em equipa que ganha não se mexe. É o mesmo chefe que perdeu toda a sua primeira equipa, da qual apenas recuperou um elemento para uma relação de amor/ódio.
Aquela pretensão, para além de ser a continuação da linguagem brutal e da brutal falta de respeito pelas liberdades e competências dos outros, revela o velho a querer condicionar o novo, a querer fazer a equipa do novo, a querer que o novo também seja velho e a querer proteger os seus boys, sejam eles bons, medíocres, maus, o 1/2 vereador ou o -1 vereador.
Se a vontade do velho se  concretizasse, seria o novo a perder a credibilidade, sobretudo dentro da instituição que este quer governar… 

13 de julho de 2013

Narciso Mota & C.ª

Distingue 81 trabalhadores do município com a Medalha de Mérito Municipal em prata.
É uma pena não o ter feito aos 810!

PS1: boa armadilha. 
PS2: Até o Victor Leitão vai receber uma Medalha de Mérito Municipal, por que não?

12 de julho de 2013

Nas Asas dos Subsídios (II)

A Ata 13/2013 enumera os 481.000€ de subsídios espalhados ao desbarato, nesta altura, e já aqui glosados.
Realço os 106.000 dados às Comissões Fabriqueiras de Igreja e afins. Triplamente chocante: pelo montante, pelos fins e pela discriminação.
Há outras confissões religiosas em Pombal, porque são discriminadas?
Um estado laico deve financiar atividades religiosas?

11 de julho de 2013

Tarantoladas benignas

Cardal etc e tal



1. Ao contrário de proeminentes figuras como as do Zé Man’el Carraca e do Adelino Leitão, eu não faço falta alguma a Pombal. Verdade seja dita. Mas esta também: Pombal faz-me falta a mim. A qualidade da minha vida, da pessoal à artística, da profissional à excursionística, tem caído a pique desde que deixei a formosa terra que o Arunca banha às pinguinhas. Por falar em “pinguinhas”, nenhumas são tão boas como as que Pombal propicia em seus parlamentares balcões taberneiros. Já tenho sido encontrado a chorar pelas ruas de todos os sítios que habitei depois de Pombal (e Louriçal). As pessoas ficam sempre com muita pena de mim, a ponto de me darem às vezes umas coroas para eu ir dessedentar as mágoas a qualquer tasco com ramo de loureiro à porta. Eu vou, mas depois choro ainda mais porque nem o Leitão nem o Carraca estão lá dentro. A minha é deveras uma vida muito triste.

2. Triste deve andar também, e se calhar bem mais do que eu, o nosso Cavácuo local, Aníbal Narciso Silva Mota de seu nome. Obriga a lei a que tombe do poleiro que durante duas longas décadas engalinhou sem descanso. Tenho muita pena dele. Chego a achar que, indo embora o Mota, quem deveria subir a edil máximo era o Zé Mouco, que esse é que sabe tudo de motas. Eu, é mais de lambretas.

3. É público e notório que os animadores de serviço destas Farpas são os notáveis (e notados) Man’el Rodrigues Marques e Zé Gomes Fernandes. Mas atenção: quando lhes chamo “animadores”, faço-o no sentido etimológico. Este aqui: do latim “anima”, que, encurtado em “an’ma”, acabou resultando na portuguesíssima palavra “alma”. É o que eles deveras me parecem: a alma do sítio, se bem que aqui e ali algo desalmada. Outra figura é o Tarantola, que desde sempre me pareceu “Tarântula” mal escrita. Não percebo o porquê do pseudónimo. Pombal tem certa vocação para estes disfarces de tapa-cara – e já desde os tempos do famigerado e infame O Abutre. Lembram-se dele?

4. Apesar de longe, estou a ficar um bocadito menos desinfeliz: já aqui falei de pessoas que me são caras, do Carraca ao Leitão e do Man’el de Albergaria ao Zé Gomes das bicicletas. É gente de que sempre gostei, sobretudo, dentre estes quatro, dos dois que anos a fio levaram a água do Narciso ao moinho do Poder. Do Man’el de Albergaria (Albergaria dos Seis + Seis, não dos Doze, que aquilo sempre foi tipo raia Cima contra Baixo), aprecio particularmente a tonitruância. Pedir-lhe que fale alto é como pedir ao Toninho Varela que toque baixo: é escusado, que a coisa é certa como a chuva chamar caracóis. Do Zé Gomes Fernandes, gosto do perfil mourisco, da tez sarracena, da barba de Mafoma, dos olhos de corsário. Se eu fosse mulher ou, digamos, tipo Baião ou Goucha, ele não me escaparia.

5. O dicionário da nossa Língua emparelha como sinónimos os termos “freguesia” e “clientela”. Mas a política autárquica não deveria fazer o mesmo. O mal é que não tem feito outra coisa. Em Pombal como alhures. Sempre quero ver que nos trará Outubro próximo. Narciso deve aguentar para aí um mesito como presidente da Assembleia Municipal. O Michael, apeado do gabinete, só se o meu amigo Calvete lhe der emprego ou, em alternativa, horas extraordinárias no Manjar do Marquês, sítio onde a única coisa de Graça é o Paulo. O nosso Parreira, não sei não. Aulas outra vez? Mas onde? O Instituto D. João V já só emprega estagiários por seis meses. As escolas de condução não vendem uma carta desde Outubro de 2005. E os centros nóvóportunidades deram o berro que nem ginjas. O cenário é agreste. Resta o Diogo. Figura macha, soube suportar o deserto e o ostracismo. Ei-lo por cima. Como o PS vai acabar por não eleger qualquer vereador, o bravo Mateus vai acabar por empregar o nosso Adelino Mendes na bilheteira do Estádio Municipal, nicho perfeito para ele, Adelino, avaliar ao que se reduziu o PS/Pombal que Deus tem e o Diabo não quer.

6. Prontinho, por hoje já “tarantolei” o meu bocadito. Agora vou-lh’amandar com uma punheta de bacalhau e uns decilitros do maduro, que só de pensar nele me faz agravo das saudades do Leitão e do Carraca. Até para a semana, ó boa gente, ó bons Pombalenses!

Descubra as diferenças

E as semelhanças...

Também não percebo isto

Apenas para dizer que, no seguimento do post anterior, se não percebo umas coisas, também não percebo coisas semelhantes/análogas, evitáveis até por todas as leituras que se fazem directa ou indirectamente. Uma coisa é fora de campanhas e de períodos pré-eleitorais, pedir a colaboração de políticos para acções como vendas de jornais para determinadas causas ou galas ou afins. Isto, parece-me, é misturar planos que não devem ser misturados. Mas pode ser de mim. Irrevogável também já significou uma coisa e agora, aparentemente, é outra.

10 de julho de 2013

Coisas que não se percebem

Sinceramente, da primeira vez que vi, nem reparei. Afinal, era uma fotografia normalíssima de campanha. Mas depois, numa rede social, houve quem reparasse no lado esquerdo da fotografia. E por motivos perfeitamente dispensáveis. É que sinceramente, isto é dos livros: não basta ser, tem que se parecer. Pensava eu que era uma lição aprendida em Pombal.

Eleições – liderança a três ou a uma cabeça

Enquanto o PSD local apresenta publicamente a cúpula da organização da campanha eleitoral a funcionar em triunvirato (à moda da Roma clássica), com Pedro Pimpão, Diogo Mateus e Narciso Mota, o PS apresenta apenas um único ator, Adelino Mendes.
No caso do PSD, todos os ex-líderes locais sentem-se comprometidos no projeto e na organização, pelo menos com dois dos três membros do triunvirato. Em contraposição, todos ou quase todos os ex-líderes locais do PS estão (foram) afastados da organização partidária e da das eleições, sentindo-se excluídos.
Iremos ver se, na organização do triunvirato, algum dos membros vai ditar a solução para a casa dos outros membros e se, na organização adversária, o ator único vai deixar de ditar todas as regras e escolhas e passa a receber apoio e colaboração dos que representaram o partido.

9 de julho de 2013

Braço-de-ferro

Consta que é a actividade mais praticada no Largo do Cardal. Há outra, que fará concorrência com a actividade situada no topo do Jardim do Cardal, mas do outro lado da Igreja. Voltando ao braço-de-ferro, o desfecho terá naturais influências no que há-de ser, se Setembro se confirmar de laranja. Mas, sobretudo, mostra bem a pior face daquilo que têm sido estes 20 anos. Mas nisto, parece-me que estarei a ensinar a missa ao padre. Quem quer fazer diferente sabe bem. E tem dois combates importantes. Mas se perder este, mesmo que ganhe o segundo (confirmando-se, repito), terá 4 anos complicados devido a uma tutela que não quer largar. Terá? Teremos.

8 de julho de 2013

Nós, por cá...é mais barulho

Quem foi ao Teatro-Cine de Pombal neste último fim-de-semana teve o prazer de assistir a qualquer das quatro sessões de um espectáculo magnífico, pela mão da academia de dança da Filarmónica Artística Pombalense. Na verdade, desde os tempos dos (saudosos) musicais do Colégio João de Barros que não me recordo de ter assistido a coisa parecida, tal o nível ali vincado. "Nanny, uma ama perfeita" e "Grand Hotel" tiveram a assinatura da pombalense Patrícia Valente (que todos conhecem por Ticha) e de Kelly Lisboa, que ensinou gerações de pombalenses a dançar.
Quem dançou foram crianças, jovens e adultos de cá, para um público de cá, entusiasmado até à medula. Mas ficaram praticamente vazias as cadeiras da fila da frente, reservada a essa classe que em Pombal respira cultura, como se sabe: as entidades oficiais. À excepção do omnipresente Pedro Pimpão, os quatro espectáculos de sexta, sábado e domingo não mereceram a atenção dos autarcas do costume. É claro que assim é difícil perceberem o que se faz por cá. É óbvio que, assim, não admira que estes espectáculos não cheguem, por exemplo, ao palco das festas do Bodo (a Fap Dança e a Dance Spirit, outra academia da cidade). Nós, por cá, pelos vistos preferimos encher a noite de quinta - que há anos estava reservada às bandas de Pombal - com um espectáculo de...tunas académicas. Que estão para Pombal como as placas de granito para as ruas do centro histórico. 
E para essa organização não vai nada, nada, nada?...

7 de julho de 2013

Diogo segundo João Paulo Pedrosa do PS

Na apresentação da candidatura de Adelino Mendes, João Paulo Pedrosa, seu ex-inimigo, abriu as hostilidades políticas para as próximas eleições autárquicas. Não se bastando com o elogio do seu candidato, urgiu um ataque a Diogo Mateus. Comparou-o a Paulo Portas, quando foi candidato (vencedor) a Presidente de Junta da Freguesia de Pombal, e terá dito que nada mais fez que política e sem obra.
Tal intervenção parece ter sido um motivo de mobilização nas hostes do PSD, mesmo para alguns que pareciam estar desinteressados, criando um sentimento de injustiça, não tanto por ser um ataque pessoal mas principalmente por entenderem que as afirmações não correspondem à verdade. Muitos dos membros ou simpatizantes do PSD local dizem saber que Diogo Mateus sabe o que é vida dura, pois já “comeu o pão que o diabo amassou”, já passou grandes dificuldades económicas na sua juventude, de que não faz alarde, já foi carteiro, dizem saber que já foi organizador e “trabalhador” de campanhas eleitorais para outros candidatos (carregador de pianos), que já organizou e instruiu várias candidaturas de várias entidades locais a fundos comunitários ou outros, que foi e é dirigente de várias associações, que fez um trabalho inovador e profundo na Junta de Freguesia de Pombal, que é competente…
Veremos como vão os principais candidatos do PS mostrar os seus atributos morais, as suas competências a sua participação social, nomeadamente se se interessaram muito, pouco ou nada pelas causas públicas fora das épocas eleitorais ou fora do âmbito da atividade política. Vamos ver como corre este verão escaldante… 

5 de julho de 2013

A Macaca no Governo

No país dos bonobos, há uma macaca, dita centrista, que tem acasalado com cada chimpanzé que seja líder da comunidade nacional. Quando lhe parece que o companheiro está a perder o poder, passa a cortejar outro chimpanzé que revele poder ser o novo chefe da selva da macacada. Já sobreviveu a pelo menos quatro chimpanzés que foram para a cova.
Para estar sempre no poder a comandar cada líder, a macaca tudo exige e tudo justifica negativamente com a moral e os costumes dos que perdem a liderança.
A macaca, esperta em terra de cegos, já foi universitária independente e agente submarina. Para os seus detratores, ela é uma meretriz. Para os seus admiradores ela é casta, até santa…

4 de julho de 2013

Cardaladas das Rijas - I

Cardal etc e Tal

Eu de Pombal não sei grande coisa.
Sei é muitas coisitas. Geralmente das miúdas, por grossas. E grosseiras, por miudinhas.
É verdade que ao saber se me ajuntam, por igual, boas coisas, factos bons de boa gente – mas essas e esses e esta valem menos às crónicas no plano capitoso, tanto no da retórica como no da leitura.
Parece que a partir desta quinta-feira aqui nos reencontramos. Eu deste lado, de onde, deveras e de facto, nunca saí senão geograficamente; e Vós desse, que é o de Pombal, essa castelã “charneira” de certo poder local com “h” a seguir ao “p”.
Por ser esta a primeira crónica do nosso reencontro (não, infelizmente, em papel de jornal mas em modernaço espaço internáutico, aproveitando a boleia e a caridade anfitriã das Farpas Pombalinas), sinto a necessidade de deixar alguns avisos a Vós e à navegação. Estes aqui:

1 - Escrever-vos-ei com a ortografia que aprendi, cursei, venero e pratico sem fadiga nem cedência. Recuso o abortês acordográfico do infame “simplex” em má hora herdado. Se, por absurdo ou masoquismo, ou por impura ignorância, eu Vos escrevesse como agora se desescreve, não Vos pareceria eu assim uma espécie de Joaquim Branco a falar ou, pior, o já quase extinto Dinossauro de ali perto da Ranha a assimilar uma crítica construtiva em legítima sede pública de assembleia? Pareceria.

2 – Não tecerei nem considerações nem desconsiderações sobre essa espécie de Twilight Zone a que chamamos Sporting. (NB: nem sobre o de Alvalade, nem sobre o nosso de Pombal.) Esta nossa é uma terra esmagadoramente verde-branca, à excepção de alguns dois ou três infelizes que fazem das tripas (tripeiras) coração e de uma pouca dúzia e meia de gente séria (como por exemplo eu) que assimila por Benfica a verdade sinonímia da Grei Lusitana.

3 – Por 500 paus dos antigos (meros €2,5 dos modernos), tergiversarei aqui, a pedido pagante de alguém interesseiro e interessado, sobre qualquer tema. (Menos o Sporting.) Se tiver o texto a pedido de meter insultos os mais soezes & mais duradouros, daqueles que doem até na bílis, digamos, narcísica, então a coisa terá de ser paga, ao negro e por debaixo da mesa, a 750 paus (em euros, “é só fazer as contas”, para citar o inefável Guterres, que anda lá fora a fazer de bonzinho à guisa de Madre Teresa de Calcutá.

4 e Última – Encontramo-nos depois

a) na Cervejália
ou
b) em tribunal.

Saudações viperinas do

Daniel Abrunheiro

3 de julho de 2013

Câmara cobra créditos prescritos

Já sabíamos que a Câmara Municipal de Pombal cobra o preço dos “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” também relativamente às casas de habitação a que não presta tais serviços. Cobra aos munícipes ricos, remediados, pobres, insolventes ou miseráveis, quer habitem ou não a casa de habitação. Cobra aos que não têm fornecimento de água, mesmo aos que não tenham recursos para pagar e aos ausentes (emigrantes, internados em hospitais ou lares de idosos, detidos em prisões, etc). Todos pagam, quer tenham ou não contratado o serviço e dele beneficiem ou não. O que importa é cobrar.
Pior ainda, exige o pagamento dos “serviços” relativamente a créditos de faturas com mais de seis meses. O artigo 1º, nº 2, al g) da Lei 23/96 de 26 de Julho, diz que os “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” estão abrangidos pelas regras consagradas na restante lei a que devem obedecer, as de prestação de serviços públicos.
Ora, nos termos do disposto no artigo 10º, nº 1 da citada lei, “o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses”.
Porém, o executivo continua a exigir o pagamento e até paga o custo do registo com aviso de receção de cartas que envia para o efeito relativamente faturas prescritas de valor de €4,28.

2 de julho de 2013

Câmara rica em concelho pobre

Quando o executivo camarário começou, no anterior mandato, a sobrecarregar com impostos as famílias e as empresas, alertei, aqui, aqui, aqui e na Assembleia Municipal, para um quadro socioeconómico insustentável: uma câmara rica num concelho pobre. A realidade impôs-se.
Uma das faces da realidade há muito que é conhecida e sentida: as famílias e as empresas têm enorme dificuldade em pagar os impostos municipais. É verdade que a câmara, percebendo-o, foi aliviando a carga. Mas o mal estava feito.
A outra face da realidade manifesta-se agora em todo o seu esplendor: gastar, gastar, gastar: 600.000 € por uma quinta (terreno rústico a 12 €/m2), ± 500.000 de subsídios, compra de terrenos, compra de prédios abandonados, construção de edifícios públicos de utilidade duvidosa, construção de estádio de futebol junto a outro praticamente inativo, obras do regime no Cardal e no centro histórico, sarcófago de S. Sebastião (bem batizado pelo JGF), estradas em granito na aldeia do vale (aldeia do calcário), …

Uma pergunta se impõe: o povo tem o governo que merece, ou o governo não merece melhor povo? 

1 de julho de 2013

Daniel Abrunheiro chega quinta-feira

A partir desta semana o Farpas ganha uma crónica semanal, em cada quinta-feira. 
Vai chamar-se "Cardal etc e tal" e tem a assinatura do incomparável Daniel Abrunheiro (jornalista, cronista e escritor).
Naquele que promete ser um verão quente, Julho não podia começar de melhor maneira cá por casa ;)

29 de junho de 2013

O mapa judiciário em debate

Apesar de a minha opinião não ser isenta, quero salientar a pertinência do debate “Mapa judiciário e acesso dos cidadãos à justiça”, promovido pela CDU/Pombal e que decorrerá hoje, pelas 16h30, no Mini-Auditório do Teatro-Cine. O tema está na ordem do dia e Pombal tem tudo a perder com a proposta que o governo tem em cima da mesa. A drástica diminuição de competências do tribunal de Pombal tem como consequência directa o reforço do sentimento dos cidadãos quanto ao afastamento da Justiça e contribui, a curto prazo, para o esvaziamento demográfico do concelho.

Narciso Mota está convencido que, no futuro, será lembrado pela quantidade de betão que gastou nas suas obras. Ilusão! Mantenha-se ele à margem das questões que, de facto, têm relevância estratégica para o nosso concelho e a História encarregar-se-á de o lembrar como Narciso I, o despovoador.

28 de junho de 2013

Do tuvenan ao granito

Quando Narciso Mota assumiu a presidência da autarquia, no longínquo ano de 1993, era um gosto ouvi-lo falar em tuvenan. Era uma camioneta de tuvenan para aqui, outra para acolá, uma roda-viva de empreendedorismo à moda dos anos 80 e 90.

Mudam-se os tempos mudam-se as vaidades. Vinte anos depois a ingenuidade do jovem engenheiro deu lugar à soberba do velho autarca. Em final de mandato, é vê-lo agora a enterrar no chão da cidade milhares de euros em granito. Num país em crise e numa região onde abunda o calcário, como pode ter passado pela cabeça do vaidoso Narciso gastar o nosso dinheiro em granito? É absurdo! Pombal tem mais obras em granito que Vila Pouca de Aguiar que é a terra dele.

27 de junho de 2013

O fenómeno das árvores que crescem de cima para baixo

As obras avançam, sem medos - pois que os comerciantes só murmuram pelos cantos e parecem resignados ao desaire - e aos poucos vamos percebendo como é que se rebenta com um centro de uma cidade em poucos meses, sob pretexto de qualquer coisa moderna e gira. Que ao menos o fosse. Que ao menos se ligasse tudo com a calçada que sobrevive, isolada, no meio daqueles canteiros gigantes. Afinal não são flores. São mesmo árvores aquilo que a Câmara plantou.
Como diz o João Alvim, agora falta a pála prometida e...o famigerado urinol, aqui tão bem contado pelo Daniel Abrunheiro.
E assim estará tudo pronto para o Bodo. Pronto e acabado.

Da série "Pombal, Concelho com Estórias"

Chegou-me um mail com o seguinte conteúdo:

Ex.mos Sr(es). 
Segue convite para a inauguração da Exposição Castelo da Memória, resultante do projeto Caixa de Memórias desenvolvido na Rede dos Castelos e Muralhas do Mondego durante o ano de 2012 com quinze instituições de acolhimento e ocupação de idosos. A inauguração da exposição terá lugar no dia 28 de junho, pelas 10.30h, no Centro Cultural de Pombal (celeiro - Praça Marquês de Pombal). Solicitamos divulgação do evento. Melhores cumprimentos,

Atendendo a que não encontrei nada nos lugares oficiais, divulgo-o. A ideia é gira e é destes senhores

Mas desta iniciativa, não posso deixar de me lembrar de um post desta casa que alertava para o vazio que esta pré-campanha revela. Pode ser ainda demasiado cedo, dirão uns, ou pode ser o que menos interessa dirão outros, mas num final de ciclo, com os seus defeitos e virtudes, impunha-se que pelo menos já se começasse a fazer ou a vincar diferenças em relação ao que foi feito, para fazer melhor o que pode ser feito melhor e diferente o que pode ser feito de forma diferente. E no que toca à Cultura, onde esta iniciativa entronca, pelo menos a mim, interessava-me perceber se a "política-do-toca-e-foge-e-reage-apenas-quando-alertado-e-abram-se-espaços-que-depois-logo-se-vê-o-que-se-faz-com-eles" será revertida, mais de que por não haver dinheiro, pelo facto de passar a haver uma Política cultural a sério, com um(a) Vereador(a), que consiga articular associações, espaços e vontades, bem como outros responsáveis políticos (Turismo, por exemplo), para existir uma ocupação efectiva de espaços e uma programação consistente que agarre e encadeie logicamente o que vai existindo (que existe, note-se bem), apoiado em técnicos que percebam da poda. 

Dir-me-ão que há outras prioridades. Aceito. Mas isso não impede que olhe para este Concelho, para o que se faz, para o que há e para o que pode ser usado (pense-se apenas na Redinha, um dos nossos melhores postais), e pensar que também pode passar pela História e pela Cultura um certo revitalizar do Concelho, embora não seguramente o primário. Mas já seria bom que finalmente houvesse quem executasse políticas com cabeça, tronco e membros. E autonomia. Infelizmente, a única História que se discute é quando o actual Presidente passa à dita. E isso é muito pouco.

25 de junho de 2013

Sondagem do PS

Consta na “Ágora Pombalense” que foi efetuada uma sondagem sobre a intenção de voto para as próximas eleições autárquicas, concretamente para a Câmara Municipal de Pombal: o PSD teria 48% das intenções, o PS 38% e o CDS 3% (o candidato do CDS ainda não era conhecido).

Sendo o resultado da sondagem apenas um indicador, não deixa de revelar várias alterações do tradicional sentido de voto e fraquezas e preocupações de candidatos, partidos e máquinas eleitorais. Ninguém se atreve a publicar e comentar sondagens…

23 de junho de 2013

Louvor à GNR

No passado dia 20-06-2013, em Pousaflores, um grupo de criminosos amarrou, sequestrou e ameaçou de morte uma senhora, utilizando armas de fogo, para conseguirem saber o local onde eram guardados vários valores.
Depois de roubarem cerca de €20.000,00 em dinheiro e várias peças de ouro, os bandidos puseram-se em fuga, tendo o azar de escolher passar pelo concelho de Pombal, onde foram intercetados, perseguidos e um deles detido por uma brigada da GNR do posto de Pombal.
A perseguição fez lembrar um filme policial, com manobras de viaturas automóveis, tiros, abandono do produto do roubo, fugas a pé, etc.. Para além da detenção de um dos bandidos e da recuperação dos bens roubados, durante a perseguição, todos os restantes bandidos acabaram por ser depois detidos.

Bem hajam os 2 elementos da brigada da GNR do Posto de Pombal que, mais do que a sua segurança pessoal, quiseram cumprir o seu dever, combater o crime e garantir a segurança dos cidadãos e dos seus bens. Para eles o meu louvor. Um deles tem efetuado várias intervenções corajosas de cumprimento da lei e de combate ao crime, algumas delas bastante divulgadas e comentadas aqui no “Farpas Pombalinas”. Espero que o próximo executivo camarário se lembre deles na atribuição das próximas medalhas. Outros já recebera medalhas de ouro por muito menos…

22 de junho de 2013

El contado, o regresso do dinheiro

As notícias de última hora (que andam a ser partilhadas à velocidade da luz pelos funcionários municipais por essa rede fora) dão conta de que o Tribunal condenou o banco BPI a pagar à Câmara de Pombal qualquer coisa como 419.616,37 euros, mais juros de mora, relativos ao desfalque perpetrado pelo fiel funcionário Vítor Leitão. 
Terminamos esta semana mais descansados, todos. Recuperámos  o equivalente ao valor do estádio das Meirinhas. E isto deve servir para que Narciso Mota, em fim de mandato, mude de ideias relativamente à Justiça em Portugal. Já o estou a ouvir daqui. 
Só fica ali aquela pedrita no sapato a incomodar: o desfalque aconteceu. Foi possível acontecer. 

21 de junho de 2013

E eles a darem-lhe com a saúde…

A Rádio Clube de Pombal  - ou o PSD local – promoveu, ontem,  um debate (sem assistência) sobre o futuro  da saúde em Pombal. O evento parece ter sido preparado para Diogo Mateus – candidato à CMP pelo PSD - ter palco. 
O tuga típico e os políticos em particular têm uma inclinação inexplicável para se concentrarem no trivial e descurarem o essencial. Vejam bem o caricato da coisa: Diogo Mateus ainda não disse, publicamente, uma palavra sobre o que pretende fazer como futuro presidente da câmara; no entanto, iniciou a pré-campanha com um evento e como orador sobre o futuro da saúde em Pombal!
Já em tempos aqui critiquei igual iniciativa do PS local. Agora o PSD faz igual bacoquice. Com uma agravante: o PS foi autêntico, fê-lo e assumi-o; o PSD fá-lo mas não o assume.

19 de junho de 2013

Henrique Falcão é o candidato do CDS à Assembleia Municipal

Aos poucos, o CDS vai marcando terreno nestas eleições autárquicas: primeiro foi o mote da "oposição controlada", aliado à comunicação eficaz que mostra on-line; agora foi a apresentação subtil do candidato à Assembleia Municipal durante uma outra apresentação: a de Pedro Pinto à Junta de Freguesia de Almagreira. Na foto, podemos ver Sidónio Santos (presidente da concelhia do partido), Pedro Pinto, José Guardado (candidato à Câmara) e Henrique Falcão, que não usou da palavra mas foi apresentado como "filho do saudoso Menezes Falcão".
Primeiro Abreu João, agora a memória do maior símbolo que o partido teve em Pombal. E então lembrei-me de como Menezes Falcão foi presidente da Assembleia Municipal, no mandato de Armindo Carolino. A lição que ensina como é que um candidato que não é o mais votado nas urnas pode chegar à liderança, a posteriori. Ele há coisas...

17 de junho de 2013

Candidatos silenciosos

Sou do tempo em que a política era feita por Políticos: homens livres (com carácter, convicções e ideias), prontos correr riscos e a ir ao confronto. Agora é feita por carreiristas: personagens plásticas, artificiais, taticistas, que se limitam a estar no lugar e a aparecer nos momentos oportunos. Gente que em vez de se preparar para disputar eleições e para a boa governação, passa o tempo em disputas pessoais, em tráfico de favores e na conquista de posições para si e para os seus. É o que temos por lá e por cá.

O silêncio ensurdecedor dos principais candidatos à câmara é revelador do vazio a que chegámos: ninguém quer ganhar, querem é não perder. Mas o vazio é só aparente, porque em política nunca há vazios, e esta pré-campanha comprova-o: na ausência dos principais candidatos discute-se Narciso Mota (a sua influência/papel na formação das listas e no pós-eleições). Narciso Mota tem muitos defeitos (pessoais e políticos), mas tem duas qualidades que fazem a diferença: frontalidade e convicções. E um homem destes pode combater-se.

16 de junho de 2013

Sim, Senhor Presidente da Assembleia

Narciso Mota gosta do poder. Necessita do poder. Está viciado no poder.
Não podendo candidatar-se a Presidente da Câmara, candidata-se a Presidente da Assembleia Municipal. Para não ser o único, todos os Presidentes das Juntas de Freguesias, que se não podem candidatar ao cargo, foram incentivados a candidatam-se num lugar secundário para poderem exercer depois o cargo de Presidente da Assembleia de Freguesia.
É caso para dizer: sim senhores presidentes das assembleias.
Mas nem tudo ficava “certo” se as pessoas que integram as listas ao novo executivo camarário não fossem as “pessoas certas”, as da sua confiança pessoal. Vai daí, começa a dizer aos presidentes das juntas de freguesia e a outros cidadãos que, analisado o exercício do executivo liderado por si, se tivesse de fazer uma nova lista incluiria os mesmos elementos, sobretudo os socialmente mais polémicos. O recado está dado: Diogo, não mexas nos meus meninos, sejam eles vereadores da tarde ou das 9 às 17.
Fez-me lembrar tantos outros casos, sobretudo as queixas que ele, há alguns anos atrás, fazia dos sucessivos advogados que iam representando a Câmara Municipal e a quem pagava uma avença de forreta: “não podem cavar na vinha e bacelo”. Esperto, preparava e justificava a contratação de outros advogados, que passaram a ser pagos a peso de ouro por mãos largas.
Quando quer justificar medidas não justificáveis, manipula.

Sim Senhor Presidente da Assembleia, vai ficar quase tudo quase igual…

14 de junho de 2013

Faz-me um like


Os candidatos às eleições de 29 de Setembro passeiam-se por estes dias pelas redes sociais como dantes se passeavam pela cidade, ou pelo largo da igreja ao final da missa de domingo. A presença nesses espaços é hoje vital para a sobrevivência e sucesso de cada um, pois que o paradigna da comunicação mudou. E não volta atrás. Disso, não restem dúvidas. Mas chega a ser confrangedora a falta de noção de como trabalhar esta área. Não basta pedir à mulher, ao amigo, ao homem-de-mão que "dê um jeito naquilo" e faça uns likes (gostos) nas publicações. A rede é um bocadinho mais do que isso. 
Não raras vezes quem se senta atrás de um ecrã esquece-se de que está a falar em público, e por isso a ser avaliado pelo tipo de comunicação que faz. É notório quando não é o próprio a falar, como devia. Ou quando o próprio nem sequer ali anda, como se impunha. Isso sente-se do outro lado, que ninguém duvide. Criar uma página de um candidato no Facebook não é bem o mesmo que criar a página de uma empresa - em que qualquer um a pode actualizar- ou de uma colectividade. 
Saltam a vista pela positiva exemplos de figuras como Paulo Fonseca (recandidato à Câmara de Ourém) ou Rui Rocha (de Ansião), para dar exemplos de concelhos vizinhos. Este último marca até horas para falar "em directo" com o eleitorado. Em Leiria, Gastão Neves também sabe desse importância, como Paulo Baptista, na Batalha. Têm presença (que não é de agora) na rede, movem-se nela. E sabem que é só um instrumento de comunicação, mas um instrumento importante. Conto muitas vezes a história de Raul Castro, em Leiria, cuja campanha acompanhei de perto há quatro anos. Estou convencida de que aquela vitória se ficou a dever em larga medida à comunicação profissional de quem a fez, e a outro factor fundamental: o homem queria mesmo ser presidente da Câmara. É preciso querer, primeiro que tudo.
Fazer concursos de likes é brincadeira de crianças, em matéria de comunicação, onde a mensagem é tão importante. Ou alguém pensa que os likes são votos? 
Olhando para Pombal: isto seria cómico, se não fosse trágico.


13 de junho de 2013

Espaços "verdes"

A 8 de Maio deste ano, enviei, através do serviço "Questões ao Município", fotos do estado em que está parte do equipamento do Jardim do Vale, uma vez são um perigo para os muitos cidadãos (de todas as idades) que se deslocam àquele espaço para se divertirem. Destinatário: Presidente da Câmara. Afinal, se foi preciso ser ele a dar ordens para se recuperar o parque infantil do Jardim do Cardal que estava ao abandono (quem é que terá conseguido fazer ver o óbvio? De certeza que não foi um munícipe qualquer, já que os que não o apaparicam sabemos bem das dificuldades que há para serem ouvidos), para quê perguntar a quem não sabe o que é decidir? Por outro lado, aproveitei também por as publicar no Facebook. Resposta? Zero. Nada.

Por isso, junto aqui as fotos onde se vê pavimentos partidos, barras de metal arrancadas, lixo e vedações partidas que se caírem, no mínimo, magoam. E acrescento que estas fotos são de início de Maio, já que agora ainda está tudo em pior estado, a que se juntam ramos em cima do escorrega e pelo menos um caixote do lixo arrancado. Pode ser que um dos zelosos esbirros que monitorizam o Farpas se digne a comunicar ao Grande Líder-mas-só-até-Dezembro. É que não basta fazer as obras para a placa de inauguração. Há que zelar por elas. Até podem colocar mais uma placa, mas pelo menos arranjem-no, sim?

E já agora, quando se fala no Parque Verde, olhe-se para estes exemplos em que a falta de manutenção se conjuga com a falta de civismo para aprender para o futuro. 


Sobre a falta de civismo era pôr estas bestas a limpar ruas e equipamentos em vez dessas tretas desresponsabilizadoras. Podia ser que percebessem, já que os paizinhos não lhes ensinaram, o que é isso de cidadania.

11 de junho de 2013

Nas asas do investimento no Louriçal

O PSD anunciou neste 10 de de Junho o candidato à Junta de Freguesia do Louriçal, o primeiro a ser publicamente revelado depois dos candidatos à Câmara e Assembleia Municipal.Chama-se José Manuel Marques, é empresário, presidente da associação do Valarinho (uma aldeia daquela que é a segunda maior freguesia do concelho), a melhor cartada que o partido conseguiu para tentar recuperar a Junta, essa espinha atravessada na garganta do poder, nos últimos anos.
O anúncio acontece poucos dias depois da escritura de mais um terreno comprado pela Câmara Municipal com o objectivo de ampliar o Parque Industrial do Louriçal. Quando a aquisição foi aprovada, na reunião de Câmara de 20 de Maio, ficaram para memória futura as intenções do presidente da Câmara: continuar a comprar terrenos, incluindo "uma parte da quinta do dr. Calvete", para o mesmo efeito. É verdade que há empresas a clamar pelas infraestruturas desde 2009 mas...é preciso ter calma. Não dar o corpo pela alma, como dizia o outro. As eleições autárquicas são só agora, em 2013. E além disso o Louriçal está cheio de encantos: tem até mais eleitores do que habitantes, segundo os últimos censos.

8 de junho de 2013

Nas asas do Porsche Panamera

Quando um empresário da terra do Louro e do Sal cede um apartamento na Figueira da Foz para residência de um vereador do município do marquês de Pombal, não pratica um ato de altruísmo de proteção a um “sem-abrigo”. Quando se faz acompanhar do dito vereador na vida noturna e suporta as despesas com os “petiscos” e “copos”, não está a praticar um ato de generosidade a um faminto. Quando cede o uso do seu panamera para o vereador se poder exibir e poder impressionar a namorada que vem de fora, não está a ser Santo António casamenteiro. Aparenta que está a fazer um “investimento” ou pagamento por favores futuros ou passados…

A forma ostensiva como estas condutas são praticadas, revela a cumplicidade desavergonhada de todo o restante executivo…

6 de junho de 2013

Estacionamento pago

(Fotos de 4 JUN, terça-feira, ás 16 horas)
O estacionamento pago deveria ter como finalidade aumentar a rotatividade dos lugares de estacionamento, dissuadindo o estacionamento de longa duração e, desta forma, favorecer a utilização de curta duração na proximidade das áreas comerciais e de serviços.
Não é isso que acontece em Pombal. Um excessivo alargamento das zonas de estacionamento e tarifas elevadas conduziram a esvaziamento progressivo das zonas de estacionamento no centro da cidade, dificultando o acesso às pessoas e penalizando ainda mais o pequeno comércio. Quem observar as zonas de estacionamento no centro da cidade verifica que nas horas de maior atividade económica os parques têm uma taxa de ocupação reduzida.
Se na câmara houvesse alguém que conhecesse minimamente a lei da Oferta e da Procura e como o preço conduz ao melhor ponto de equilíbrio resolvia dois problemas em simultâneo: maior utilização dos parques pagos e mais receita para a câmara. Ou seja, beneficiava todos todos, em vez de prejudicar todos.


5 de junho de 2013

Água de merda (III)

Narciso Mota bem exigiu - e pressionou, pressionou, pressionou – para que, quem devia, esclarecesse as questões colocadas em “Água de merda”. Sem resultado.
Ontem, eu e José G. Fernandes aceitámos reunir com a Marisa Pedrosa (responsável pelo controlo da água) e a vereadora Paula Silva (com o pelouro da Águas, Saneamento e Ambiente), a fim de se esclarecer potenciais incorreções contidas no post “Água de merda”. Reafirmei na reunião que estava totalmente disponível para corrigir as afirmações  contidas no post, se nos demonstrassem que estavam erradas. Uma perca de tempo. Confirmou-se o suspeitava desde o início da polémica: a técnica e a vereadora nunca quiseram reunir connosco e fizeram-no contrariadas. E se a técnica ainda procurou esclarecer alguma coisa, tentando minimizar o impacto negativo do post, a vereadora nem isso (antes pelo contrário, interrompia sistematicamente a técnica com apartes deselegantes).
Daqui por uns tempos corro o risco de afirmar que, apesar de tudo, Narciso Mota era o menos mau.

4 de junho de 2013

NAS ASAS DOS SUBSÍDIOS

A Câmara Municipal acaba de aprovar, em reunião da semana passada, mais um pacote de subsídios para associações no montante de cerca de €500.000,00.
“Voando à volta de um ninho de cucos”, o executivo camarário distribuiu subsídios a várias associações de várias freguesias.
Não pede planos de atividades nem relatórios de contas. Não pede documentação para verificar a legalidade da constituição das associações, da admissão de sócios, da eleição e funcionamento dos corpos sociais e da convocação das assembleias gerais. Poucas funcionam de forma regular e algumas não tem atividade ou não pediram subsídio…
Não, isso não interessa. Tão pouco interessa o número de sócios e o objeto social da associação e a atividade efetivamente desenvolvida. Antes pelo contrário, incentiva-se a criação de mais associações para se poder atribuir mais uns subsídios, mesmos às “capelas” ou “alminhas” do vaticano e às “merendeiras” ou “jogos de cartas”.

Os contribuintes e os utilizadores de serviços e bens públicos que paguem imposto e taxas, mesmo que, para pagarem, vejam as suas casas vendidas pelos serviços de finanças e fiquem empobrecidos ou tenham de fugir para outro país à procura da sobrevivência. Que paguem, porque a loucura continua e a ninguém são dadas explicações… 

Carlos Lopes candidata-se à Junta de Freguesia de Pombal



Carlos Lopes - que não o advogado, vereador, homónimo -, quadro superior da Caixa Geral de Depósitos entretanto aposentado, vai ser o candidato do PS à Junta de Freguesia de Pombal.
É o regresso à política de um pombalense de gema (daqueles que brincaram na Praça Marquês de Pombal e vão sempre às festas de Santo Amaro), depois de várias tentativas goradas de o convencer, por exemplo, a candidatar-se à Câmara.
Para os mais novos - que eventualmente não se recordem - Carlos Lopes já foi vereador da Câmara Municipal, quando secundou Joaquim Guardado na lista socialista das autárquicas de 1997.
É uma boa aposta para o eleitorado da cidade e uma opção interessante. Deverá defrontar nas urnas o actual presidente da Junta, Nascimento Lopes - que o PSD convenceu a continuar na corrida - e mais um ou dois corajosos.

A destruição dos CTT


Vivemos uma época onde muitos comentam mas poucos agem. Uma época onde há cada vez mais quem pense que o exercício de cidadania se esgota num post num like no FB. Por isso não posso deixar de louvar a população de Albergaria dos Doze que tem lutado, corajosamente, contra o fecho da sua estação dos Correios. Os CTT são uma empresa pública com quase 500 anos de história, que presta um serviço exemplar às populações e que, como se não bastasse, dá lucro! Só nos últimos quatro anos o estado arrecadou 438 milhões de euros. Lutar pela manutenção da empresa no sector empresarial do estado é, pois, defender o país. Evitar a destruição deste e doutros serviços de proximidade é pugnar pela coesão nacional.

3 de junho de 2013

Camaradas, pá, já há candidatos da CDU


A tradição dita que o principal partido da oposição se antecipe aos restantes e se apresente ao eleitorado. Mas a tradição já não é o que era, como sabemos desde os tempos da publicidade do J&B. E por isso não é de estranhar o que está a acontecer neste ao esquizofrénico de 2013. Depois do PSD e do CDS, foi a vez da CDU subir ao palco do Teatro-Cine para se apresentar publicamente ao eleitorado. Esta tarde, a surpresa veio de Albergaria dos Doze: Jorge Neves (à esquerda)encabeça a lista à Assembleia Municipal e Fernando Domingues concorre à Câmara.
Todos nos lembramos da paródia que foi a campanha eleitoral de há 4 anos, com um especial contributo dos candidatos da CDU e do BE. A esquerda sempre se viu grega em Pombal para conquistar eleitorado. Nos últimos anos tivemos de tudo, desde o melhor ao pior. Mas também é verdade que para se ser eleito é preciso querer, primeiro que tudo. E isso nem sempre aconteceu em eleições recentes. Num ano em que até a Juventude Comunista renasceu em Pombal, continuamos então à espera que o PS (supostamente o principal partido da oposição) avance, sem medos, com a apresentação pública da candidatura de Adelino Mendes à Câmara, e do feliz contemplado com o lugar de cabeça de lista à Assembleia Municipal.