30 de janeiro de 2014

MAS QUE RAIO FOI O DIOGO FAZER A BARCELONA e/ou O AFINAL NÃO TÃO ESTRANHO QUANTO ISSO CASO DO “MAIL” QUE SE DESFERNANDESOU


O meu regresso às lides do nosso Farpas Pombalinas (sítio-net entretanto promovido a espécie de sucedâneo do Povo Livre, ao que ouvi rosnar por aí) não poderia nunca deixar de meter preâmbulo de gratidão à suave e gentil senhorita Joana Coucelo. Deve-se o exórdio agradecedor ao facto de ter sido ela (ela, Joana) a fazer-me descobrir que o bom Adelino Malho é, quando escreve, como eu quando bebo: “sumo”, nem vê-lo. Pronto: posto isto, vamos à trabalheira.
Vossemecês poderão desconhecer que motivo levou o bom Diogo, o nosso D. Sebastião finalmente retornado, a ir ali a Barcelona com a mesma urgência com que nós, no campismo ou nos intervalos dos bailaricos, vamos ali atrás daquela árvore. Desconhecê-lo-eis Vós. Mas aqui o “je" não desconhece, olha quem!
1) Eu sei porquê.
2) E para quê.
3) E por causa de quem.
Começo pela última parte: foi por causa do meu trovejante Amigo Man’el Rodrigues Marques, que tão depressa é capaz de falar alto como de (não) mandar mails pela calada.
E os pontos 1) e 2)? Fácil: o nosso Edil pós-Meirinhas foi a Barcelona precisamente à procura do mail que o Man’el d’Albergaria dos 6+6, se calhar inadvertidamente, para lá enviou mas que, chegar, nunca chegou. Nunca chegou a quem? Ora, ao bom Zé Gomes Fernandes, esse paladino do debate livre que já tem tão boa idade para ter o juízo suficiente de perceber às primeiras que “debate livre” e “PSD/Pombal” estão um para o outro como a Guida da Funerária para as maternidades.
E por que espécie terá feito o Man’el escrever electronicamente ao Zé para as bandas onde joga o Messi? Fácil também: porque o Zé Gomes Fernandes e o Adelino Malho andam muito os dois, isto é, de bicicleta. E de bicicleta vão mais longe, muito mais longe, do que na política. Já ouvi dizer que até já chegaram quase a Manteigas mas voltaram para trás por lhes terem dito que agora andavam a chamar Brokeback Mountain àquelas paragens altas. (Ainda um dia, aliás, hei-de eu aqui farpear crónica a propósito das peregrinações ciclísticas Malho/Fernandes pelos arredores da vida a quilómetro, colorindo de manilhas à Carrasqueira e de tout-venant à Narciso as beiras das estradas que eles pedalam com tanto garbo. Prometo.)
Ora, nisto, é claro que o nosso Diogo não sabia que o tal mail do Man’el era para o Zé se não esquecer do torneio de dominó naquela sala que cheira a peixe (ou a peixeirada, por causa do mercado em frente) a que a malta se habituou a chamar sede do PSD/Pombal. Chegado à capital da Catalunha, o nosso Eleito Mateus é claro que não deu por lá com convocatória alguma. Deu, sim, com aquela catedral muito esquisita dedicada à Expiação da Sagrada Família, espécie de barraca desenhada sobre os joelhos por um gajo chamado Gaudi, gajo que suponho tenha sido o mesmo a projectar aquele “peido-geométrico”, como se diz em Coimbra, que é a igreja da Guia. Mas adiante, se não o Celestino Mota ainda pensa que eu só me refiro ao Gaudi para dizer mal dele (dele, Celestino).
Vem daí, regressa o Diogo às pastagens do Arunca – e logo a ele acorre, pressuroso, aflito e gozão,  o nosso Man’el 6+6. Sigamos, como se moscas fôssemos, o capitoso e ominoso diálogo entre ambos.
– Ó Diogo, e que tal, o mail?
– Eh pá, ó Man’el, metes-me em cada uma que nem o Faraó anterior, pá, fartei-me de procurar e nicles-batatóides.
– Porra, pá, porra-porrinha-porreta, isto assim ainda acaba no Farpas.
– Ó pá, não seja por isso: queres tu que eu mande ali o Orlando fazer um desmentido a entalar o Zé Gomes?
– Poça, prez’dent’, também não é preciso exagerar: se fosse o caso de ser preciso escrever, tinha de não ser com os pés.
– Atão manda-se um dos clementinas bitaitar umas brilhantinices pimponas “quaisqueres”.
– Pior a emenda, ó Autarca da Longa Espera e Maior Paciência, pior a emenda: para aves dessas, vou ali ao talho do Adriano e trago quantos franganotes sem cabeça eu quiser. Não: tem de ser no Farpas, tipo assim, anunciamos uma rifa de bicicletas como as do Malho e do Zé.
– Ó Man’el, eu antes queria que fosse no Pombal Jornal…
– Ó pá, ‘tá bem, pá, mas depois sujeitas-te a que ninguém leia aquela porra, pá…
– Também tens razão, de vez em quando também te dá para acertar. Inté pareces o Alvim: perderes a freguesia foi a melhor coisinha que já te aconteceu, pá. Mas olha, já sei! – quase gritou o prez’dent’da’cambra.
(Nota da Redacção: não gritou porque nunca grita, que ele é mais daquele pianinho dos modos da fala que tão bem se aprende no Conservatório da Opus Dei.)
– Atão? – quis logo saber o Rodrigues Mails, perdão, Marques.
–  Eh pá, chama-se o craque dos computadores, o Pedro Martins, lembras-te dele?, aquele que pôs Pombal no lugar da frente da modernização infoadministrativa e a quem nós agradecemos com um coice na braguilha.
– Ah, já sei, o que é casado com a Júlia Paula do Toninho Póvoa, aquela moça que canta o fado de olhos fechados sem que o marido consiga fazer CONTROL+ALT+DELETE. Tou-t’a’ver. Vamos nisso.
E foram. Ora, estava o dito Pedro Martins (que é uma jóia viva de pessoa, talvez o único com que o Autor destes disparates por escrito casaria à moda gay no caso de as mulheres todas do concelho levarem sumiço migratório) ali na Ti’ São, ao Largo do Bacalhau ou das Laranjeiras, a chuchar uns jaquinzinhos com guarnição de migas de repolho criado a penicadas de mijo em quintais traseiros de viúvas baixinhas e artríticas, quando os bons Diogo e Man’el Six-Plus-Six rompem por ali adentro com carácter de urgência a pedir deferimento. Logo o excelente Pedro, que é um gozão daqueles mansinhos, contente de os ver exclama assim:
– Vossemecês os dois por aqui juntos? Até parecem o Gomes Fernandes e o Malho, isto sem desfazer, é claro.
Vai daí, os dois explicam-lhe ao que vêem. Restringindo no esófago o ímpeto gargalhoso, esclarece-os assim o bom Pedro da Júlia Paula do Toninho Póvoa:
– Mas ó gente, isso é o caso mais simples do mundo! O Zé Gomes não recebeu o mail do Man’el porque o Zé Gomes fez o que eu lhe disse há muito tempo para fazer e que eu há muito tempo fiz também: configurar o correio electrónico para, cada vez que aparece o triplo dígito P-S-D, o spam abrir automaticamente.
Nisto, o Man’el pergunta assim:
– Mas q’a porra é isso do spam?
E o Diogo, (sempre) muito paciente, assim:
– Ó pá, é como estes gajos das informáticas chamam ao caixote do lixo.
E pronto, amiguinhos, já por hoje açucarei a bílis.
Voltarei, ameaço.
Se por aí virdes ocasiões, contai comigo, que os Amigos afinal é para  elas que são.

29 de janeiro de 2014

Vem aí a Pombal TV

Já tem página no Facebook e roda por aí em recolha de imagens e contactos multimedia. As rádios locais marcaram os anos 80, os jornais os anos 90, e há muito tempo que não tínhamos nada de novo na área.
A iniciativa parte de dois jovens da terra, cheios de projectos e sonhos. Oxalá os concretizem e a terra os mereça. Porque é preciso é criar desassossego...

27 de janeiro de 2014

Rodrigues Marques através do Farpas

Consta que se realizou no passado sábado uma assembleia da secção do PSD de Pombal, mediante convocatória enviada para os militantes via e-mail.
Porém, alguns militantes não receberam qualquer comunicação, tal como aconteceu comigo e com outros militantes meus familiares. Parece que Rodrigues Marques omitiu a convocação do militante de que não gosta e que o importuna, estendeu a omissão da vingança aos familiares deste e, reiterando a sua habitual conduta tortuosa, cerca das 23 horas de sexta-feira, colocou um comentário no farpas, concretamente no post “Gorjetas nas últimas autárquicas”, a convidar-me para ir votar em Passos Coelho (sem qualquer referência à assembleia), a fim de mascarar uma comunicação que não fez.

Para Rodrigues Marques, o Farpas passou também a servir de meio de divulgação das convocatórias do PSD de Pombal. Pena que eu não tenha lido o seu comentário a tempo de poder comparecer.

25 de janeiro de 2014

21 de janeiro de 2014

“Gorjetas” nas últimas eleições autárquicas

Contaram-me que todos os membros das mesas eleitorais de Pombal, nas últimas eleições, foram presenteadas com €5.00 a título de “ajuda da Junta para o pequeno-almoço”. Um funcionário camarário fez a entrega. Alguns fiscais dos partidos assistiram à entrega. Nada de recibo ou outro comprovativo.
Donde saiu o dinheiro?

19 de janeiro de 2014

Perigo no rio Arunca - III

Depois do 2º post sobre os pilaretes dos guarda-corpos destruídos junto ao rio Arunca, na Urbanização das Cegonhas, constatamos que foram tomadas medidas, embora provisórias, através da colocação de grades metálicas (não fixas) ornadas com fitas plásticas de alerta, raiadas de vermelho e branco.
Parece estar provisoriamente travado o risco, para pessoas e animais, de queda de vários metros de altura para as águas do rio. Resta agora encontrar o caminho para a resolução definitiva e rápida do problema.
O “farpas” também serve para alertar as autarquias para a existência de fontes de perigo nos equipamentos públicos, para erros de decisões e para erros de execução de decisões. Apenas é necessário saber aceitar críticas sem a arrogância do passado recente…
Nós iremos continuar a intervir, com o objetivo de ver o poder político a melhorar a gestão dos interesses públicos…

11 de janeiro de 2014

A verdade a que temos direito

Num assomo de excesso de zelo, o município de Pombal publicou on-line os nomes completos e respectivos valores das indemninizações dos trabalhadores que aderiram ao programa de rescisão por mútuo acordo, no âmbito daquela "operação limpeza" dos funcionários públicos que o Governo incentivou.  
São dez, ao todo, o que representa para os cofres municipais uma despesa na ordem dos 150 mil euros. Qualquer coisa como 1/5 do estádio da Meirinhas, duas ou três obras como a da Féteira.
Mas o insólito não ficou por aqui. Num rasgo de criatividade, o Pombal Jornal chamou o assunto à primeira página: "Saiba quem são os trabalhadores do município que pediram rescisão". Lá dentro, a notícia teria sido correcta se ficasse pelo penúltimo parágrafo, mas o jornal preferiu aderir ao estilo pravdazinho e estampar os nomes das pessoas e os euros que cada uma vai levar, à laia de compensação. 
Talvez lá no jornal ninguém saiba que um funcionário público não é, necessariamente, uma figura pública. E que ainda assim, o acordo é privado. "E por isso só poderia ser tornado público com o consentimento de ambas as partes", tal como me disse ontem à noite Óscar Mascarenhas, provedor do leitor do DN, que durante anos presidiu ao conselho deontológico do Sindicato dos Jornalistas. É que à partida, as notícias que saem nos jornais não devem perder de vista o artº 9º do Código Deontológico: "O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende"(...)
Em tempos, o Diogo Mateus seria o primeiro a apontar o dedo a esta façanha. E em tempos, os jornais faziam mais do que reproduzir as informações municipais como verdades absolutas. Dizia o "velho" Pimpão que "o jornalista é que tem de ser esperto, os outros podem ser todos burros".
Estamos sempre a inovar em Pombal, está visto...



10 de janeiro de 2014

Finalmente!

A laranja, afinal, move-se! Depois de longos anos a defender a abertura dos museus em horários mais compatíveis com a vida urbana (veja-se aqui ou o folheto da CDU de 2005), a nossa autarquia tomou essa sensata decisão. A partir de amanhã, todos os museus municipais passarão a abrir aos fins-de-semana, das 10h às 17h30, encerrando às segundas-feiras. Cabe agora aos responsáveis por essas infra-estruturas ter imaginação para procurar parcerias que permitam dinamizar actividades de qualidade, que envolvam a população, transformando os nossos museus em espaços vivos e cativantes.

Diagnóstico precoce

"Afigura-se-me, de facto, estranho, que uma pequena unidade com pouco mais de 30 camas e dois blocos operatórios seja, de facto, o maior operador privado no domínio SIGIC*". A declaração de Francisco Faro ecoou-me por dias, desde que a SIC anunciou a grande reportagem que esta noite foi para o ar. A mim e certamente a muitos que conhecem de perto esta nova realidade do Centro Hospitalar São Francisco, agora nas mãos da Sanfil, que a apresentadora Sónia Araújo ajuda a vender nos media (da tv à imprensa), nos últimos dias. A grande reportagem do Pedro Coelho deve ser vista com toda a atenção. Depois, num exercício semelhante ao "páre, escute e olhe" que nos ensinavam em pequenos, cada um que faça a sua interpretação.
De tudo, o que mais me repugnou não foi o cheiro nauseabundo que exala das relações estreitas entre o Serviço Nacional de Saúde e um privado. Foi mesmo o medo de quem (não) deu a cara. Conheço alguns e sei  que, de facto, muita daquela gente foi tratada de forma desumana. Contaram-me episódios próprios de de um clima de terror, instalado entre os que ficaram. E percebo que o senhor administrador, quando confrontado com a questão, reaja como se estivesse perante "um insulto". Afinal, "o infermo são os outros" - como dizia tantas vezes o senhor seu pai, o psicólogo Carlos Amaral Dias, naquele programa da TSF, há uns anos.
E é esse medo crescente que está a acabar com a coluna vertebral deste país. É desse medo que se alimentam os doutores administradores e as doutoras executivas que gostam de ver os "recursos humanos" num frangalho, porque o respeitinho é muito lindo. Quando percebermos, será tarde para voltar atrás.

*sistema de gestão de inscritos para cirurgia

Salários na ETAP

Os trabalhadores “contratados” da ETAP ainda não receberam os salários dos meses de novembro e dezembro de 2013 e os do “quadro” ainda não receberam o salário do mês de Dezembro.
Em contrapartida, não é conhecida a nova direção e é divulgada na escola a informação de que a anterior direção terá aumentado o salário da diretora e de mais 3 outras pessoas que lhe eram próximas. Será interessante saber que remuneração vai receber a nova direção e como vai conseguir financiamento para sustentar a escola.
Numa época em que se anunciam algumas benesses para os funcionários da Câmara Municipal, constata-se que falta dinheiro para pagar aos trabalhadores da ETAP, alguns já com sérias dificuldades na gestão da sua vida económica. A motivação dos professores e dos outros trabalhadores estará muito baixa…
Por hoje, resta dizer que a aluna “despedida” foi imediatamente reintegrada após a notícia do Farpas.

8 de janeiro de 2014

Benesses camarárias

Li no Notícias do Centro que a Câmara Municipal de Pombal vai dar várias benesses aos funcionários camarários, tais como abonos para os filhos, dispensas do trabalho em várias ocasiões, almoços convívio, etc., tudo no seguimento que foi a “folga” do dia do circo.
Fiquei surpreendido e revoltado. Surpreendido porque esperava e já vinha a assistir a sinais de melhoria na gestão pública. Revoltado porque me senti enganado nas expetativas, porque as ditas medidas representam um benefício de alguns à custa de todos os outros, com muito maiores dificuldades e esforço fiscal, e porque também representam a criação e a cristalização de uma cultura viciada de favorecimento.

É compreensível que Diogo Mateus queira seduzir os funcionários da Câmara, de forma a criar neles uma imagem mais positiva do que a que ficou do vereador. Só que deveria consegui-lo com permanentes boas práticas de governação e não à custa dos outros cidadãos e de cedência no rigor, na exigência e na responsabilidade. 

7 de janeiro de 2014

Diretor-Geral em part-time!

Há poucos processos em que o fator humano seja mais dominante do que no formativo. Na formação profissional é-o ainda mais do que nos outros trajetos formativos. Por razões bem conhecidas: (i) a incerteza da relação entre os sistemas de formação e o sistema de trabalho; (ii) massificação da formação profissional contínua; (iii) caraterísticas do público-alvo.
Depois da expansão do ensino profissional a partir do final do século passado, assiste-se, por razões diversas, ao definhar do modelo que muitos apregoaram como a panaceia para o problema da empregabilidade, e, em particular, da entrada no mercado de trabalho.
Entrámos numa fase em que os projetos formativos das escolas profissionais têm que ser reinventados, em que as escolas têm que se posicionar ou reposicionar com ofertas formativas diferenciadoras e de valor, têm que apostar num corpo educativo e numa direção comprometida com o sucesso dos formandos e das escolas. Acabou o tempo dos cursos de catálogo, do improviso e da formação profissional como um entretimento para os adolescentes e um biscate para os formadores.
Logo, apostar num diretor-geral em part-time para a ETAP é um péssimo sinal e pode ser interpretado como desinteresse e descomprometimento da câmara com o futuro escola.

Um dos erros que se cometeu na escola pública – e felizmente em parte já corrigido – foi a falta de liderança, não se saber quem tinha a autoridade e a responsabilidade última na escola. Os membros da comunidade educativa devem saber a quem pedir contas ou apoio. Não concebo uma escola sem um diretor presente, comprometido, interventivo, vigilante, facilitador e que seja o porta-estandarte do projeto formativo da escola.

Encontro com o teatro


Neste fim-de-semana o TAP convida-nos a um encontro com o teatro. Três dias, três peças, três euros. 

O espectáculo inaugural (sexta-feira, dia 10, às 21h30, no Teatro-Cine), "À Deriva", uma comédia com encenação de José Carlos Garcia e Nádia Santos, será apresentado pela Aijidanha (Associação de Juventude de Idanha-a-Nova). Uma boa oportunidade para tomar contacto com a obra do dramaturgo polaco Slawomir Mrozek, uma grande referência do teatro do absurdo, um mestre no uso da linguagem cómica e satírica como crítica mordaz à mesquinhez, tanto individual como colectiva. 

Num tempo de profunda crise económica e desemprego generalizado, o TAP não poderia ter escolhido melhor. 

4 de janeiro de 2014

A oeste tudo de novo

A sede da União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca vai ser na...Mata Mourisca. Não deixa de ser uma ironia do destino que a freguesia mãe das outras duas (e a única cujo último presidente saiu, de facto, de cena) receba agora essa benesse. 
Entretanto, os primeiros sinais mostram que o novo presidente da mega junta, Manuel Serra, tem tudo para se tornar uma revelação no campo autárquico: retirado da vida pública durante uma parte longa da vida, parece disposto a recuperar o tempo perdido. Quem o viu sábado passado, a travar-se de razões com o homólogo do Louriçal, a propósito da cedência de uma máquina que podia salvar um cão preso num túnel do IC8...percebeu-lhe a fibra. Lá na Guia já lha tinham percebido, quando se revelou agnóstico, numa terra daquelas e num tempo destes.
E o que têm em comum Mata Mourisca e Albergaria dos Doze? A sede. É que na União de Albergaria, São Simão e Santiago de Litém também funciona a democracia (mesmo que a custo, como em tantos outros pedaços deste paraíso). E sendo assim, é lá que vai ficar a sede do novo órgão autárquico. Se Rodrigues Marques tivesse aceite o nosso repto, ainda chegava a presidente. E não apenas de uma "terra adiada", como ele próprio lhe chamou um dia. Ou como dizia Eliseu Ferreira Dias noutro tempo..."que ele há coisas, há".

3 de janeiro de 2014

Arrumação e limpeza

Arrumação e limpeza são a base de qualquer programa de organização empresarial. Na CMP está em marcha: começou com a segregação da tralha dispersa que empancava e provocava vibração e ruído na máquina, avançou decididamente para a ETAP, prosseguirá na PMUGest e aprofundar-se-á na estrutura da câmara. Aqui, rolarão pesos pesados (Diretores de Departamento e Chefes de Divisão) - o mais poderoso vai de mota! - cortar-se-ão (alguns) interesses instalados e ligações inconvenientes.

Alguns autarcas que comiam da manjedoura do orçamento municipal perderão a ração. E não será com muitos elogios públicos que a recuperam!

1 de janeiro de 2014

Novo ano, felicidade de engano

Nas passagens de ano, assistimos por todo o mundo a manifestações de alegria em excesso com muita comida, bastante álcool, foguetes luminosos, música diversa, gritos histéricos, roupas novas, vaidades e exibicionismos.
Ao longo de vários anos, ainda não percebi porque a histeria e a loucura coletivas ficcionam a felicidade de um determinado momento e impedem cada indivíduo de escolher a calma da felicidade de todos os dias.
Por vezes, temos de nos libertar hábitos sociais e parar para refletirmos e redefinirmos objetivos, para sabermos viver.
Que cada um pense pela sua cabeça e saiba ter dignidade e ser feliz.

31 de dezembro de 2013

Novo diretor da ETAP

Segundo o NC, Jorge Viera da Silva foi nomeado Diretor Geral da ETAP.
É uma boa escolha porque dá um importante sinal de despartidarização dos cargos públicos (ou semi-públicos) e parece assentar em critérios de meritocracia.

Jorge Vieira da Silva é um profissional competente e rigoroso que dá garantias de inverter o definhar da ETAP.  
Bom sinal!

29 de dezembro de 2013

Perigo no rio Arunca - II

Já aqui falámos dos pilartes dos guarda-corpos destruídos junto ao rio Arunca na Urbanização das Cegonhas e do consequente perigo de queda de vários metros de altura para o rio Arunca.
Também dissemos que um cidadão já havia alertado a Câmara Municipal para o perigo ali existente.
Soubemos recentemente que a Câmara Municipal terá respondido ao dito cidadão, informando-o que a responsabilidade seria do dono do loteamento e que haviam sido colocadas fitas plásticas a sinalizar o perigo. Visitámos o local e já só encontramos vestígios das fitas num dos troços destruídos.
Mesmo que as infraestruturas não tenham sido recebidas provisória ou definitivamente e tendo sido aprovado o loteamento e prestada caução, a Câmara Municipal pode e deve intervir e remover o perigo. Aliás, parece que, no presente caso, não se trata de uma questão de efeitos mas de destruição (por alguém) dos pilaretes dos guardas-corpos.
Aqui chegados, resta perguntar o que é necessário acontecer para serem feitas as necessárias reparações? Se ocorrer uma desgraça, alguém irá apressar-se a tomar medidas para tentar evitar responsabilidades…

28 de dezembro de 2013

As respostas de Sofia

Andei a adiar escrever sobre este assunto mas agora, quem sabe se imbuído pelo espírito natalício, não resisti. 

A Juventude Socialista de Pombal promoveu recentemente petição pelo alargamento do horário da Biblioteca Municipal. Apesar de não ser um adepto das petições on-line (a não ser que seja uma petição on-line para acabar com as petições on-line), reconheço que algumas delas podem fazer sentido, sobretudo se partirem de grupos de cidadãos e não tanto de estruturas partidárias.

O que me leva a escrever não é uma análise à proposta dos jovens socialistas, mas antes as respostas dadas pela sua líder às várias críticas que lhe foram feitas. Sofia Dias - pessoa que não conheço pessoalmente - respondeu com uma elevação que é rara nas caixas de comentário deste fórum. Apesar da contundência da crítica, ela soube defender as suas ideias de forma clara e firme, com uma educação desarmante. Sem nunca resvalar para ataques pessoais ou argumentos mesquinhos, Sofia Dias deu uma lição a muitos dirigentes partidários. 

Está de parabéns a JS por ter escolhido para sua representante uma jovem com este perfil. Espero, sinceramente, que a vida não a faça seguir as pegadas de muitos dos seus correligionários. 

23 de dezembro de 2013

Pão e Circo


A política do Pão e Circo foi introduzida pelos líderes romanos com o intuito de manter a ordem estabelecida e conquistar o apoio dos súbditos. Por se ter mostrado muito eficaz tem sido replicada até aos dias atuais.

Maquiavel dissertou profundamente sobre a estratégia que o Príncipe deveria seguir para se manter no poder: se é melhor ser amado que temido ou o contrário. E depois de identificar os riscos associados a uma e outra concluía: “as amizades que se adquirem por dinheiro, e não pela grandeza e nobreza de alma, são compradas mas com elas não se pode contar e, no momento oportuno, não se torna possível utilizá-las”.

22 de dezembro de 2013

ETAP “despede” aluna

Há cerca de 10 dias, na sequência do levantamento dos alunos que deveriam estar a usufruir da lei da Educação Especial, a ETAP “descobriu” (!) que uma aluna lá tinha ingressado sem habilitação, sem o 9º ano. Aquela lei é de 2008 (Decreto-Lei nº 3/2008) e só agora é que a ETAP se lembrou que a mesma existe!
A aluna não teria o 9º ano, em virtude de ter usufruído da última medida da Educação Especial, embora, apesar das grandes dificuldades de aprendizagem, tenha conseguido fazer todos os módulos e estivesse agora a frequentar o 3º ano, talvez devido ao facilitismo.
A diretora pedagógica, à revelia do Conselho de Turma e do Conselho Pedagógico, convocou a aluna e a mãe e, na companhia da psicóloga da ETAP e da orientadora educativa, comunicou-lhes que a aluna não podia frequentar o ensino da escola, pois tinha havido um erro da escola. Logrou obter a assinatura da mãe num documento para anular a matrícula, atendendo a que a aluna e a mãe são pessoas humildes e com fracos recursos, quer materiais quer culturais, e sem capacidade de reação e defesa, apesar da aluna ter um contrato de formação por três anos e, consequentemente, não poder ser excluída.
Aqueles podem decidir devem encontrar uma solução, para a aluna não ser vítima da crueldade e da desumanidade de quem apenas pretende limpar erros e responsabilidades. Talvez deva ser procurada uma solução ao abrigo da educação especial, como acontecia até ao 9º ano.

21 de dezembro de 2013

A magia do Natal no comércio tradicional

Há prémios e incentivos para quem ainda pode comprar nas lojas que resistem abertas por Pombal. É Natal e a Associação Comercial e de Serviços de Pombal faz a sua campanha de comunicação, certamente o melhor que sabe e pode,  mesmo antes de entrar ao serviço um profissional de marketing - como é anunciado esta semana pelo presidente da direcção, num jornal em que também ocupa o lugar de director adjunto. Fala de tudo, o homem, menos daquilo que por estes dias abala a associação: o despedimento de duas das três funcionárias da casa. Uma delas cumpriu ontem o último dia de trabalho, ao cabo de 35 anos ao serviço dos comerciantes. Num passo de mágica, embarca no desemprego aos 53 anos de idade.
É fruto do tempo, como se diz na minha aldeia.
Pelos vistos, não andamos só a criar postos de trabalho. Também os extinguimos.

19 de dezembro de 2013

Desfalecimento do concelho charneira

As variáveis demográficas são o verdadeiro “teste do algodão” ao dinamismo de uma comunidade, sobretudo quando apontam todas no mesmo sentido. O desfalecimento de Pombal é evidente, mas nada melhor que os indicadores demográficos para o confirmarem.
Na NUTTIII do Pinhal Litoral, Pombal é o concelho que mais regride em três indicadores demográficos fundamentais: taxa de natalidade, taxa de mortalidade e taxa de crescimento da população. Segundo o relatório do INE de 2012, Pombal tem uma taxa de crescimento da população negativa que é o dobro da média da região. A crise pode atacar todos, mas ataca mais os mais frágeis.
Decididamente: o concelho charneira não se cumpre!

15 de dezembro de 2013

A doença dos políticos das freguesias

Foram candidatos e não queriam perder eleições. O protagonismo ainda foi o principal estímulo à sua mobilização política.
Eram presidentes de junta e queriam mostrar que eram os melhores, que faziam muitas obras. Muitos arruinaram a sua vida profissional ou a sua empresa por terem estado muito ocupados na realização de obras na sua freguesia e pouco ocupados na sua profissão.
“Arranjaram” um emprego para o filho ou para o amigo na Câmara ou na empresa municipal. Não podiam abandonar o sabor do poder da governação, para manterem os níveis de dopamina em alto e para protegerem os amigos.
Finalmente, a lei libertou-os da droga. Alguns ficaram arruinados e outros sentem que beneficiaram com a política. Alguns confessam terem readquirido a qualidade de vida perdida, até na parte sexual.
O protagonismo da atividade política é uma quimera que, depois de desfeito, deixa voltar a mostrar a vida…

14 de dezembro de 2013

Revisão do PDM


O executivo camarário prometeu colocar a revisão do Plano Director Municipal de Pombal em discussão pública a partir do dia 13 de Dezembro de 2013 e cumpriu. Muitos parabéns!

A informação que se encontra on-line é extensa e complexa. Para fomentar a discussão e estimular o aparecimento de propostas construtivas, talvez fizesse sentido a existência de sessões públicas de esclarecimento. Alguém se oferece?

13 de dezembro de 2013

Há Dinossauros e Dinossauros

Narciso Mota esteve no poder durante vinte anos. Adelino Mendes esteve na oposição durante os mesmos vinte anos. Narciso Mota ganhou eleições atrás de eleições; e, se o deixassem, continuaria a ganhá-las. Adelino Mendes perdeu eleições atrás de eleições, e continuará a perdê-las.
Narciso Mota soube conviver com os críticos e alargou sempre o seu espaço político. Adelino Mendes viu sempre adversários nos militantes mais influentes e foi reduzindo, continuamente, o seu espaço político.
Narciso Mota foi sempre mais do que o partido. Adelino Mendes é o partido.
Narciso Mota sempre acreditou muito no que fazia (até demais). Adelino Mendes nunca acreditou no que fazia. E finalmente reconheceu-o publicamente: “devo acrescentar a ideia que já tinha quanto ao funcionamento de um órgão executivo com esta natureza colegial, também tenho que reconhecer com toda a frontalidade que não alterei nada à minha oposição, acho que os Vereadores da oposição, num contexto em que há um partido claramente maioritário vencedor das eleições não faz aqui nada neste órgão.”
Está explicado…, em parte!

12 de dezembro de 2013

Recomendo vivamente

A CMP gaba-se de ter uma situação económico-financeira invejável. Logo, se tivesse um mínimo de consciência social, poderia abdicar de 5% do IRS, restituindo-o aos munícipes, e assim contribuir para minimizar os efeitos da profunda crise económica em que o concelho está enterrado e de onde não sairá tão cedo.
Como não o fez, aconselho todos os que têm uma segunda residência num concelho que abdica dos 5% do IRS a mudar a residência fiscal para esse concelho e assim beneficiar da medida.

Tenho alguns amigos que já o fizeram! Tenho pena de não o poder fazer.

Pérola literária

Aconselho, vivamente, a leitura dos discursos de despedida do último executivo autárquico. Há muito que não me ria tanto! Só uma pergunta: não há quem reveja as actas antes de serem publicadas?

11 de dezembro de 2013

Despesa inútil

Em Set/13, a CMP deliberou, por unanimidade, aprovar o projecto de execução, o programa de concurso, o caderno de encargos e abrir concurso público com vista à execução do Centro de Estudos Mota Pinto no valor de 1.000.000 €.
Paga contribuinte!

Subsídios (XXIII)

Em SET/13, a CMP deliberou, por unanimidade, presentear a Associação de Caçadores de Pombal com 6.387,88 €.

Subsídios (XXII)

Em SET/13, a CMP deliberou, por unanimidade, presentear a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Vermoil com 10.000 € e muita fé.

Subsídios (XXI)

Em SET/13, a CMP deliberou, por unanimidade, presentear a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Carnide com 5.000 € e muita fé.

Subsídios (XX)

Em SET/13, a CMP deliberou, por unanimidade, dar 800 € ao Centro Cultural Recreativo e Desportivo de Matas para aquisição de um monta-cargas.

9 de dezembro de 2013

Da série "a verdade (a que temos direito)"


Há horas de sorte na vida de um dirigente, e horas de azar na vida de um editor. Que o diga o nosso comentador de estimação, supra-mega dirigente associativo Rodrigues Marques, que na última edição do Jornal de Leiria se viu subitamente transformado em José (em vez de Manuel), e promovido a presidente da Associação Comercial e Industrial de Pombal. Ora, como é sabido, a lei de Murphy faz-se sentir sem apelo nem agravo...mas salva-se a veracidade da resposta do engenheiro, a propósito da propaganda que o Governo alimenta, fazendo crer que o desemprego baixou e que a economia recupera a cada dia.
Diz ele: "penso que essa queda do desemprego se prende com uma limpeza feita à base de dados dos centros de emprego, quer pela via da emigração ou por outro qualquer motivo. Em termos empresariais não se nota nada. Está tudo na mesma".
Ou como diria o outro...o pior é a realidade.

6 de dezembro de 2013

Falso partidarismo (II)

Durante este fim-de-semana realizam-se eleições para as concelhias do PS. Em muitos casos, falsas eleições. Os partidos estão reféns de caciques.

Quem acompanha a realidade partidária sabe-o. Mas, muito poucos têm a noção da gravidade da situação. Ver dirigentes políticos a denunciar publicamente a situação é um excelente sinal. O sistema democrático precisa de partidos, minimamente, democráticos.

Falso partidarismo

Há dias, após longa ausência, resolvi marcar presença na Reunião Geral de Militantes da Concelhia do PS de Pombal. A ordem de trabalhos prometia: 1-Análise e balanço dos resultados eleitorais; 2-Análise da situação politica. Prometia mas não cumpriu. De onde não há, não se pode tirar.
A reunião começou sem quórum, com 45 minutos de atraso. Uma espera inglória por militantes que não existem. Cinco militantes de base e sete dirigentes ouviram, resignados, as longas explicações do líder, resumidas desta forma: o partido não tinha atingido os objectivos; tinha até perdido a única junta que detinha, mas elegeu mais um vereador; perdeu votos, mas o PSD perdeu muitos mais. Logo, atendendo às circunstâncias, os resultados não foram maus!
No final da intervenção do líder, o presidente da assembleia perguntou se alguém queria intervir. Ninguém se manifestou.
O presidente passou de imediato ao ponto 2. Análise da situação politica. O líder relatou as ações do partido no pós-eleições: instalação dos eleitos, os (desastrosos) casos de Abiúl e Almagreira e anunciou o calendário das eleições. Informou, ainda, que a última listagem de militantes recebida na concelhia indicava que a concelhia só tinha dez militantes com as quotas em dia e que as listas aos órgãos concelhios exigiam, no mínimo, 25 militantes (15 efetivos + suplentes).
Aquilo mais parecia um velório, e num velório aconselha-se contenção.
Mas o cadáver não será enterrado, o ritual continuará!

Nelson Mandela (1918-2013)

Morreu hoje (5 de Dezembro de 2013) a minha grande referência política. O meu único ídolo. 

5 de dezembro de 2013

Rua Aristides de Sousa Mendes

Era uma reivindicação antiga do Alvim. Agora que partiu para outras paragens, a sua terra fez-lhe a vontade. A partir de Janeiro a actual Rua da Piscina vai passar a chamar-se Rua Aristides de Sousa Mendes. A toponímia pombalense dá assim destaque a uma notável figura do século XX português que, apesar de alguma controvérsia, é vista como um símbolo da liberdade e do espírito de resistência. 

Freud & Maquiavel, I

Os tempos são esquizofrénicos por toda a parte e nos vários fragmentos da sociedade. Em Pombal - onde, já se sabe, nem tudo é normal - vive-se um paradoxo: nunca a sociedade foi tão dominada pela Igreja e nunca assistimos a uma corrente tão transversal de valores pouco cristãos. Às vezes humanos, só.
As empresas gostam de encher a boca com a solidariedade e a responsabilidade social, mas são um lugar muito estranho em matéria de respeito pelos direitos e de cumprimento de deveres. Não admira por isso que as instituições sejam um reflexo deste retrato. O falso associativismo de que aqui fala, amiúde, o Adelino Malho, tem sido maná para meia dúzia de alpinistas sociais. Mais do que o falso associativo, aquilo a que estamos a assistir em muitos casos (haverá sempre honrosas excepções)) é falso dirigismo. Ora, se as reuniões de assembleias gerais ficam vazias, com que moral se podem queixar os associados?


Petição para alargar o horário da Biblioteca Municipal

Corre pela internet uma petição pelo alargamento do horário da biblioteca municipal de Pombal, que pode ser consultada e assinada Aqui.
A iniciativa é da Juventude Socialista de Pombal (sim, afinal existe, e é liderada por uma rapariga, a Sofia Dias)) e fez-me lembrar uma frase popularizada há uns por um "boneco" do actor Nuno Lopes, n'Os Contemporâneos, que terminava com "faz alguma coisa de útil para a sociedade".
A iniciativa parece-me excelente para ilustrar o mundo de coisas que as juventudes partidárias podem (e devem) fazer pela/na sociedade que integram. Numa altura em que uma das duas rádios locais prepara um programa para lhes dar palco, é um sinal positivo, este.

3 de dezembro de 2013

Uma medida estúpida

O novo executivo municipal do PSD e a maioria que o suporta na AM decidiram agravar o IMI para os proprietários de prédios rústicos abandonados. Seguiram a doutrina tributária do governo: sobrecarregar os mais frágeis, os que menos têm, os que menos podem pagar. A medida é triplamente estúpida, porque é injusta, inexequível e contraproducente.
É injusta porque a aplicação dos impostos (ou a respetiva taxa) deve atender ao princípio da equidade (que exige o mesmo esforço a todos os contribuintes), à capacidade contributiva e à igualdade de tratamento em uma situação semelhante. Porque a exploração dos terrenos rústicos é maioritariamente deficitária (gera prejuízo), os proprietários que não cuidam ou cuidam mal dos terrenos são duplamente penalizados. Logo, não faz qualquer sentido tributar ainda mais quem não pode pagar, quem não tem como pagar.
É inexequível porque ao diferenciar as taxas de IMI entre terrenos rústicos abandonados ou explorados exige a sua classificação regular, porventura anual, o que é economicamente inexequível. Aplicar a taxa à mancha provocará muitas injustiças e reclamações.
É contraproducente porque fomenta aquilo que, supostamente, quer prevenir: os fogos florestais. A forma mais económica de limpar os terrenos rústicos é lançar-lhes fogo.

Se a estupidez pagasse imposto….

2 de dezembro de 2013

Falso associativismo

Há dias participei na reunião da associação de pais do Agrupamento de Escolas de Pombal. A ordem trabalhos visava: 1. Discussão e aprovação do Relatório de Atividades; 2. Eleição dos Órgãos Diretivos. Nas votações só puderam votar os pais que fossem sócios da associação com quotas em dia. Ficámos a saber que a associação (só) tem 15 sócios com as quotas em dia e que são necessários 15 dirigentes para os três órgãos. Logo, 15 sócios elegeram-se dirigentes.

No entanto, valeu a pena esperar que se cumprissem as formalidades da ordem de trabalhos porque, no final, houve tempo para a discussão dos problemas do agrupamento, nomeadamente na Escola Secundária e na Escola Marques de Pombal. Muita matéria.

Obstáculos no Largo do Cardal

As notícias dizem que o novo executivo camarário pretende remover os pinos do Largo do Cardal por serem obstáculos perigosos para os peões. O “Farpas” tinha razão. 
Não era necessário terem ocorrido “acidentes” com ferimentos nos peões para que ficar provada a perigosidade dos pinos.
Resta saber o que irá ser feito quanto aos “pinos” da pedra afiada da Ponte D Maria e quanto às proteções removidas junto ao rio Arunca.
Para já os sinais são mais de responsabilidade e menos de proteção de amigos autores de projetos de m…

28 de novembro de 2013

ETAP – Demissão da diretora

Depois de muito se escrever sobre a gestão da ETAP, a diretora Ana Pedro, perante as irregularidades comunicadas à inspeção e através de uma ação no Tribunal do Trabalho, demitiu-se para não ser demitida.
Todos (nós), cidadãos deste concelho, deveríamos ter vergonha na cara pela falta de exigência e consequente silêncio de cumplicidade com que tolerámos aquela gestão e a política de esbanjamento da anterior Câmara Municipal naquela escola.
Vamos agora esperar por uma gestão rigorosa, à semelhança dos sinais dados pelo novo executivo Camarário…

Quem lhe dá o golpe de misericórdia?

Há uns tempos atrás, a AICP quis fundir-se com a ACSP. Depois de prolongadas negociações anunciaram a criação de uma nova associação empresarial: a AEP (Associação dos Empresários de Pombal). AEP não chegou a ver a luz do dia. Não fecundou! Óvulos velhos e espermatozoides fracos. A típica fuga para a frente falhou.

Sem atividade, sem futuro, sem esperança; a moribunda a AICP espera, desconsolada, a extrema-unção. Há por aí um voluntario disponível para lhe dar o golpe de misericórdia? Coveiro existe! Mas, por questões de dignidade, era conveniente que não fosse o coveiro a dar-lhe o golpe de misericórdia.

27 de novembro de 2013

Falso associativismo

No pós-25 de Abril o associativismo teve um forte incremento mas, passado o período pós-revolucionário, o fenómeno foi esmorecendo. Pombal seguiu a tendência, mas com a chegada de Narciso Mota ao poder a coisa recrudesceu. Não no espírito anterior, mas noutro que bem conhecemos.
As associações do pós-25 de Abril tinham propósitos claros, visavam dar resposta a necessidades prementes, provinham e representavam um grupo ou uma comunidade, tinham sócios e dirigentes comprometidos com os propósitos da associação, e, the last but not the least, tinham uma atividade constante e rica.
Atualmente nada disto acontece. As associações não desenvolvem atividade que se veja ou que interesse à comunidade ou ao grupo que dizem servir. Na maior parte dos caos, existem unicamente para aceder a subsídios e bens públicos, para promoção dos seus dirigentes e para o tráfico de influências. Não têm sócios - e a maior parte não os quer ter - só têm dirigentes, que se se elegem a eles próprios e assim se mantêm ad-eternum no poder. Uma vergonha que tem que ser desmascarada. 

Medalhas com muito improviso e graçolas

Para além da escolha dos agraciados, a entrega das medalhas no dia do município revelou algumas surpresas e um novo estilo. Surpresa, por exemplo, no tom do discurso do novo presidente da câmara, pincelado com graçolas - como as comparações a Ronaldo e a Eusébio - e com exagerados elogios ao ex-presidente da câmara, que, para muitos, roçou a hipocrisia. Os que acompanham a atividade política local conhecem bem as histórias de intrigas, de desconfianças e pequenos ódios entre Narciso Mota e Diogo Mateus. Ficaram, agora, mais atentos aos desenvolvimentos. Será que o ridículo mata?
O estilo informal da cerimónia, com muito improviso à mistura, ignorou todas as regras de protocolo e mais pareceu uma entrega (mal organizada) de presentes à garotada.

Começaram de forma diferente, mas não começaram bem.

26 de novembro de 2013

De pasquim

Para além da qualidade da informação, o que distingue um pasquim de um jornal é o respeito pela deontologia jornalística e pelo conflito de interesses.

Um dirigente de uma associação de empresários que aceita ser dirigente de um órgão de informação expõe-se a conflitos de interesses. Quando assina editoriais de um órgão de informação desrespeita regras básicas da deontologia jornalística. E quando utiliza os editoriais para promover eventos da sua associação empresarial desrespeita tudo e todos.

Pensões no TEDH e no TC

- Acórdão de 08/10/2013 do TEDH (tribunal Europeu dos Direito do Homem)
“O corte no montante das pensões de reforma do setor público decidido por Portugal na sequência da crise financeira não é desproporcionado.”
Em sentido contrário têm decidido os juízes do Tribunal Político/Constitucional português. Salvam as suas grossas remunerações e pensões com o argumento/mentira de defesa das pequenas pensões.

24 de novembro de 2013

Mamma Mia, o musical que veio das Meirinhas

O Colégio João de Barros quebrou este fim-de-semana um jejum de cinco anos no rol de musicais que lhe fazem a história. Quase podemos dizer que valeu a pena esperar. O espectáculo que durante três dias subiu ao palco do Teatro-Cine de Pombal não serviu apenas para assinalar os 25 anos da escola. Serviu sobretudo para mostrar que quem faz uma escola são as pessoas, e que essas, quando motivadas, fazem milagres que resvalam os lucros e os interesses diversos. Calculo que por esta altura a direcção do Colégio sinta um enorme orgulho no grupo de professores (com Miguel Rivotti à cabeça) que ensaiou aqueles alunos. E que os pais desses alunos sintam um grande orgulho naquela escola, e que aquela escola seja um orgulhoso cartão de visita para a população das Meirinhas e lugares limítrofes. Ao final da tarde de domingo, percebi melhor o que me disseram várias vezes alguns moradores da terra-natal de Narciso Mota: há vida para além dos milhares do pavilhão e do estádio. E no dia em que este concelho tiver uma política cultural (sim, mantenho a minha esperança em António Pires), tudo isto há-de ser enquadrado e valorizado.

Perigo no rio Arunca



Na Urbanização das Cegonhas, a proteção junto ao rio Arunca é formada por segmentos de grades metálicas alternadas com segmentos de estruturas constituídas por pilaretes em betão armado. Enquanto os gradeamentos metálicos se encontram em aparente bom estado de conservação e solidez, os pilaretes de betão foram totalmente removidos num dos segmentos, quase todos removidos noutro segmento e parcialmente removidos em dois outros segmentos, constituindo um perigo de queda de vários metros de altura de pessoas, sobretudo crianças, animais e bens para o rio Arunca.
Sabendo que há alguns meses atrás um cidadão já alertou a Câmara Municipal para o perigo ali existente, temos de perguntar o que impede a tomada de medidas imediatas provisórias para garantir a segurança das pessoas e bens seguidas da reparação definitiva ou substituição das estruturas. Será necessário a ocorrência de um acidente?
Aliás, nos últimos anos temos assistido à construção de obras quase inúteis concebidas/aprovadas pelo arquiteto do regime com total desrespeito pelas regras de segurança, de que são exemplo os pinos de pedra afiada da ponte D Maria e os pinos de metal do Largo do Cardal.
Não é a segurança a parte mais importante das obras, depois da utilidade?
Os sinais de mudança de política e de atitude do novo executivo já deveriam ter chegado…

Quando o património é perigo



Neste concelho não tem existido grande interesse em preservar o património com algum valor. E não é por falta de dinheiro, porque gasta-se tanto em obras sem qualquer valor, que só pode ser por insensibilidade ou ignorância. Consequentemente, o património com algum valor vai-se degradando e perdendo. Mas permitir que essa degradação ponha em risco a segurança das pessoas é desleixo que roça a irresponsabilidade.
A baixa do centro de Abiúl é uma zona com História e ainda resistem alguns traços arquitetónicos dessa História que mereciam cuidada preservação. Um dos traços arquitetónicos com valor são os arcos do Paço dos Duques de Aveiro que correm risco eminente (pelo menos um deles) de ruir, colocando a vida dos transuentes em risco.
Quando o desleixo roça a irresponsabilidade estamos perdidos.

22 de novembro de 2013

E se as Associações de Estudantes cumprissem o seu papel?

Tenho para mim que não sou nem educador de ninguém, além de mim próprio, nem intelectual. Fui um espectador activo numa mudança radical do ensino em Portugal. Durante a minha longa passagem pela Escola, tornei-me consciente das questões essenciais da sociedade, a que muitos resumem, e bem, por política. Curiosamente, teve que ser numa escola pública, anteriormente frequentava uma escola semi-privada, pelo menos assim se classificava na altura. E nessa escola pública, na Escola Secundária de Pombal, com um professor de Filosofia, que tinha para com a educação um relacionamento de total devoção, na tomada dessa já referida consciência, descobri que quando uma pessoa adquire essa consciência precisa, inevitavelmente, de se associar a outros.
Presumo que ninguém perceba do que é que eu quero falar. E é precisamente confuso, ou pelo menos assim querem incutir, o tema que eu quero explanar: Associação de Estudantes. No meu activismo estudantil, ou “manifestante profissional”, como alguns poderão descrever, sempre pautei-me pela unidade estudantil, construída através da discussão dos nossos problemas, porque sendo nossos, teríamos de ser parte fundamental da resolução. Mas afinal como é construída essa unidade estudantil, ou melhor dizendo, qual a forma que se constrói essa unidade?! É, precisamente, com a Associação de Estudantes.
Não irei dissertar muito acerca da Lei 33/87, lei que regulamenta as AAEE a nível mais abrangente. Mas adoraria que todos os estudantes tivessem noção de que ela existe e que ela afirma que, entre outros direitos mais, a Associação de Estudantes tem poder de participação na gestão da escola, na questão da Acção Social da Escola, na questão Pedagógica etc. Em suma, sendo uma associação de todos os estudantes, espaço de construção, até, de opinião crítica sobre as questões centrais da educação e do estabelecimento de ensino, mantendo, por direito, a independência a nível de política partidária, de credo e qualquer outro factor divisório, ela deve ser uma forma de, ao debater as já referidas questões, canalizar todos os esforços na melhoria da escola e do ensino, tomando para si todas as acções que entender ser necessárias de aplicar.
E no entanto, nada disto acontece. O que é um direito fundamental da massa estudantil torna-se motivo de disputas de poder, em que um órgão representativo importante dos Alunos, em tempos tão conturbados, serve para formatar o restante que o sistema não alcança. A Associação de Estudantes não pode, nem deve ser uma Comissão (Permanente) de Festas, nem uma Conferência São Vicente de Paulo, sem qualquer ofensa para com as referidas associações/instituições. Antes pelo contrário, deve ser um espaço que se baseie na junção de forças que entendam que o que existe pode e deve ser melhorado, sem qualquer crítica destrutiva, mas com um sentido obrigatório de construção. E, também, dando espaço aos estudantes que possam, em todas as outras matérias que considerem úteis ao desenvolvimento pessoal/social dos estudantes, contribuir para esse intuito, sejam eles numa festa, sejam eles num acto cultural, sejam eles num acto de solidariedade, em contraponto com a caridadezinha.
Talvez, se o papel das AAEE fosse cumprido na exactidão da sua real dimensão, actos que os mais conservadores entendem como atentado à moral e bons costumes, como os que se passaram recentemente na Marquês, não tivessem acontecido. Poderemos criticar a forma como foi feito, mas nunca a essência do que representa. Se alguém praticou tal acto, é porque sente na pele o que se passa neste momento no país, seja na Educação, sejam em outros factores da vida em Sociedade. E, meus amigos, talvez, voltando às suposições, se as AAEE estivessem a funcionar correctamente, esta ira que se sente, pudesse ser canalizada para algo melhor, para algo mais construtivo, em vez da resposta ao terrorismo político que vivemos.
Contudo, eu é que sou o ingénuo. Como vos disse, e volto a repetir, tenho para mim que não sou nem educador de ninguém, além de mim próprio, nem intelectual. Não preciso de encontrar nenhum ponto, ou púlpito, colorido para me abrilhantar perante todos, dando indicações do que se deve seguir, nem dando paternais recados. Mas que ou a malta jovem começa a perceber a real importância das AAEE ou então temo que este país perdeu mesmo o seu futuro. É que nós temos duplas razões para lutar. Por hoje e pelo amanhã. Porque sem um hoje certo, não haverá um infinito amanhã. Mas isto sou eu, que conservo a teimosia de ser realista ao pedir o impossível… 

Mário Martins

20 de novembro de 2013

Ponto laranja

Nasceu, esta semana, um novo blogue de cariz político em Pombal. Trata-se do “Ponto Laranja”, promovido pela JSD/Pombal. Seja muito bem-vindo! 

18 de novembro de 2013

Inspeção na ETAP

A inspeção Geral da Educação entrou em força na ETAP.
Subsídios irregulares com alunos oriundos dos PALOP, ordens para não reprovar quaisquer alunos, estivessem ou não preparados, alunos matriculados sem habilitações para o efeito, bloqueio das pautas de notas para evitar as reprovações, contagens erradas de tempo de serviços dos docentes, etc., etc.
Falta conhecer a quantidade de dinheiro recebida pela Câmara Municipal através da Adilpom, esta titular de 50% do capital social da ETAP. 

15 de novembro de 2013

Da blogosfera (e outros demónios)

Vale a pena partilhar com os leitores do Farpas o tema dos últimos dias nas redes sociais: a entrevista do consultor de comunicação Fernando Moreira de Sá (que também mora comigo noutra casa, o blogue Aventar) ao jornalista Miguel Carvalho (também ele bloguer  n'A Devida Comédia), na revista Visão desta semana.
É óptima reflexão para o fim-de-semana.

Orçamento participativo


Numa altura em participação activa de independentes na vida política é vista como fundamental e cada vez mais reivindicada pela população, muitos municípios portugueses puseram em prática experiências de orçamentos participativos. Aquilo que começou por ser uma  “coisa da CDU”, é agora uma realidade inquestionável em autarquias de vários quadrantes políticos: Aljustrel, Aveiro, Cascais, Condeixa, Guimarães, Lisboa, Odemira, Oeiras, etc.

Quando, em 2010, aqui apelei à concretização do projecto em Pombal, alguns caciques locais apressaram-se a tentar ridicularizar a proposta. O mundo mudou entretanto e, um ano mais tarde, voltei a lançar o repto, fazendo referência ao facto do secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa os ter recomendado.

Como não há duas sem três, volto à carga. Senhores deputados municipais: criem condições para a existência de um orçamento participativo em Pombal e promovam todos os esforços no sentido de envolver uma grande percentagem da população na sua discussão. E, já agora, inscrevam-se no curso de formação online que vai decorrer no dia 20 de Janeiro de 2014.

13 de novembro de 2013

Subsídios, Adilpom, ETAP, etc.

Subsídios concedidos pelo Município de Pombal à Adilpom no ano de 2012:
- 1º semestre - €159.452,09;
- 2º semestre - €150.006,26.
Sendo a Adilpom titular 49% do capital social da ETAP, estará a servir de testa de ferro para as transferências de dinheiros do Município para a ETAP?
Talvez o relatório e as constas da Adilpom, provados em 17-10-2103 esclareçam as dúvidas.
Entretanto a ETAP irá ser submetida a uma inspeção com outras finalidades… 

12 de novembro de 2013

É a Escola …(II)

Em Pombal, a Educação segue o padrão geral da terra: a mediocridade. Mas pior do que ter um desempenho medíocre é não o aceitar, nem o compreender. Quando aqui opinei sobre a Educação fi-lo a partir do ranking dasescolas de 2013 (procuro, na medida do possível, opinar com base em dados e/ou indicadores). 
Como a Educação é uma área muito suscetível, onde é difícil construir e é muito fácil destruir, usei os melhores exemplos para ilustrar a triste realidade. Acrescento agora o que os cegos não querem ver:
- No 11.º/12ª ano só uma das 5 escolas do concelho atingiu média positiva: a ES Pombal - média 10,1 – 139.º no ranking. Colégio Cidade de Roda: 8,04 -  519.º. ES Guia: 8,75 – 414.º. I D João V: 8,88 – 388.º/619.
- No 9.º ano só duas das oito escolas do concelho têm média superior a 3: EB Marquês de Pombal (3,03) e Ext. Alb.-Doze (3,03).
- No 6.º ano só uma escola das sete escolas do concelho tem média superior a 3: Ext. Alb.-Doze (3,07).
- No 4.º ano só dez em quarenta escolas têm média igual ou superior a 3. Neste escalão temos escolas da freguesia de Pombal nos últimos lugares do ranking. Inacreditável. O "concelho charneira" no seu melhor!
Cego não pode guiar cego.

11 de novembro de 2013

Sai uma medalha para o coveiro-mor

Este ano, no dia do município, o recém-eleito executivo camarário (onde reina a perfeita harmonia) distinguiu unicamente políticos. E acordaram já, mais distinções – de políticos – para o próximo ano (trabalho adiantado não dá preocupações!). Os critérios (porque neste caso fica claro que os houve) são, no mínimo, discutíveis. Surpreende e indigna que ninguém da chamada sociedade civil tenha merecido destaque (até o Farpas - que é acusado de dizer mal de tudo – reconhece que há, por cá, personalidades e entidades que se distinguiram pela positiva). Mas para os políticos do burgo só contam os da “casta”: os escavadores da cova onde muitos já caíram e muitos outros ainda cairão, se entretanto não derem de frosques. Mas surpreende ainda mais que o coveiro-mor – um distinto e velho membro da “casta” não tenha sido distinguido. É verdade que já foi distinguido por outros méritos (não confirmados), mas justo seria que fosse medalhado na arte onde tem sido profícuo: encovar. 

Noves fora, quatro

Dos 12 presidentes de junta de freguesia cessantes, quatro não foram medalhados. O critério definido para algum deles receber o metal era ter exercido o cargo durante 12 anos e não ter recebido medalha anterior superior ou igual. Consequentemente, ficaram de fora Rodrigues Marques de Albergaria, por já ter recebido medalha superior, o que se justificava e impunha, e José Neves do Louriçal, Isabel Costa de S. Simão e Jorge Silva de Vila Cã.
Sabendo-se que a inclusão de Leovigildo do Carriço ocorreu por proposta da oposição e conhecendo-se os atores políticos e respetivas motivações e atuações, qualquer “inocente” ou “anjinho” vê que o dito critério é uma roupagem costurada à medida para não servir a pelo menos três personagens, pois também vê e sabe que José Neves do Louriçal é do PS, Isabel Costa de S. Simão se retirou das listas do PSD e Jorge Silva de Vila Cã fomentou uma lista de independentes que venceu a do PSD.
Critério ou sinais de persistência e de sedimentação de uma certa cultura de vingança? Onde estão os sinais de verdade e de pacificação?
Eu próprio conheço um ex-presidente dum partido local que foi desconsiderado há vários meses atrás pelo seu partido, com base num critério igualmente cínico que encobria a realidade de já antes ter sido considerado “persona non grata” pelo seu emotivo “amigo” narcisista.

10 de novembro de 2013

É a Escola …

Em Pombal corre tudo mal: a Economia afundou e não se vêm grandes esperanças de retoma, a Justiça prepara-se para levantar a tenda, a Saúde está ligada ao ventilador, a Educação está na “merda”.
O ranking das Escolas de 2013 confirma a desgraça coletiva: não se salva nenhuma escola nem nenhum grau de ensino.
No 11.º/12ª ano, a escola do concelho melhor classificada – Escola Secundária de Pombal - fica-se pelo 139.º lugar.
No 9.º ano, a escola do concelho melhor classificada – Escola Marquês de Pombal – fica-se pelo 148.º lugar.
No 6.º ano, a escola do concelho melhor classificada – Externato Liceal de Albergaria dos Doze – fica-se pelo 199.º lugar.
No 4.º ano, a escola do concelho melhor classificada – Escola Básica do Escoural – fica-se pelo 197.º lugar.

E os “burros” são os garotos?

8 de novembro de 2013

Ouro, incenso e mirra

As comemorações do Dia do Município (que este ano ainda se assinala a 11 de Novembro) apresentam-se agora como uma organização conjunta da Câmara Municipal e da Paróquia. Aliás, o programa é claro: Dia do Município/Festas de São Martinho. A notícia (escorreita) da Rádio Clube assinala o facto de, "pela primeira vez" estarem envolvidas algumas instituições locais. Vamos ser claros: Já todos tínhamos percebido que a Igreja (Católica) foi ganhando terreno na causa pública, sobrepondo-se, também por cá, ao Estado Republicano e Laico. O programa de actividades vem desvendar essa escalada.
Ficamos então à espera de um milagre: oxalá os ventos de mudança que parecem soprar (para bem de todos) no modus operandi do executivo municipal, consigam tornar Pombal num palco de mais valores humanos (e cristãos, já agora), e menos cenário de inquisição - sempre pronta a queimar na fogueira quem não se cobre de véu para dizer "ámen" em toda e qualquer circunstância.
Para além das Festas de São Martinho, o programa integra a tradicional distribuição de medalhas, este ano dedicada exclusivamente aos "dinossauros" do poder autárquico. Vai tudo* corrido a prata: 
António Carrasqueira | Abiul
António Fernandes | Mata Mourisca
Carlos Cardoso | Redinha
Carlos Domingues | Ilha
Eusébio Rodrigues | Carnide
Guilherme Domingues | Santiago de Litém
Leovigildo Fernandes | Carriço
Manuel António | Guia
Ouro, só para Narciso Mota.
*Fica a faltar nesta lista o nosso comentador de estimação, engº Rodrigues Marques, último presidente da Junta de Albergaria dos Doze, ainda presidente dos Bombeiros Voluntários de Pombal e da Rádio Clube. Segundo a notícia publicada no FB da mesma, "é a excepção, uma vez que no ano passado recebeu a Medalha de Mérito Associativo Grau Ouro". Trabalho feito não dá cuidados.

7 de novembro de 2013

Caos no estacionamento

O caos no estacionamento na cidade de Pombal também contribui para o caos do trânsito e, sobretudo, constitui perigo para os utentes das vias rodoviárias.

Damos exemplos da falta de civismo dos condutores: viaturas automóveis estacionadas ou paradas nas curvas, mesmo sobre raias de cor amarela ou sobre linhas contínuas de cor amarela colocadas junto ao limite da faixa de rodagem e no rebordo do passeio, durante o dia e durante a noite, obrigando os condutores das outras viaturas a circularem fora mão e sem visibilidade; viaturas estacionadas ou paradas em segunda fila, em frente de outras viaturas a impedir as bem estacionadas de sair e a provocarem o desespero dos respetivos condutores; viaturas estacionadas ou paradas nos lugares destinados aos autocarros da Pombus, a ocuparem ainda parte da faixa de rodagem, pelo menos durante a noite; viaturas estacionadas a ocuparem mais do que um lugar desenhado no pavimento, a impedirem outras de estacionar; viaturas estacionadas ou paradas à hora da missa, aguardando a saída dos utentes da igreja e a provocarem a penitência dos utentes da via que não vão à missa…

Como estes e outros casos de violação das regras de trânsito ficam ininterruptamente visíveis durante vários minutos, horas e parte dos dias, em locais bem conhecidos, teremos de perguntar aos agentes da autoridade porquê tanta condescendência, já que, relativamente às zonas de estacionamento pago, a falta de pagamento é sancionada e bem pela PMU.

5 de novembro de 2013

Se tudo estivesse normal em Pombal ocidental, poderíamos concluir que está instalada uma certa revolta entre a comunidade escolar (e não apenas estudantil...) da escola Marquês de Pombal, agora transformada num apêndice do mega agrupamento liderado pela Escola Secundária.
Como não está, resta-nos alinhar pela directiva da vizinha cidade de Leiria, que aponta para a necessidade - premente, urgente, vital, sei lá...- de colocar uns reclusos a limpar grafitis, para dar um certo ar urbano e moderno ao burgo. Pelos vistos, nem isso foi preciso. Em poucas horas foi tudo branqueado: a Marquês acordou num dia com um recado, e adormeceu sem ele.
Se tudo estivesse normal em Pombal ocidental, a transição de agrupamento teria sido feita com o mínimo de cuidado (e respeito) pela mesma comunidade escolar, evitando "mais buracos na parede", como cantavam os Pink Floyd de outra geração. Certamente que a recém-eleita Associação de Estudantes da dita Secundária (que se esqueceu de integrar alunos da Marquês, ou mesmo de os considerar como votantes...) estará atenta. E devidamente instruída.

2 de novembro de 2013

Convite à desobediência civil


Se o ridículo pagasse imposto, a nossa autarquia estava toda carimbada! Afinal o “sarcófago” é uma escultura e quem lhe puser um pé em cima sujeita-se a pagar uma multa. 

Como a dita escultura já era vista pelos pombalenses como o maior monumento ao mau gosto da cidade, a placa acaba por funcionar um convite à desobediência civil. Deixo, por isso, um apelo: vamos fotografar os nossos pés em cima daquilo! E se não quiserem usar as vossas redes sociais para divulgar as fotos – “Big Brother is watching you!” – eu prometo que publico as mais criativas que me fizerem chegar.