6 de março de 2014

Ronda da Gala da Pombal TV

Disponho de poucas certezas absolutas.
Sou mais propenso a dúvidas existenciais.
De absolutismos, conto como certas & sabidas a brevidade da vida e a certeza da morte.
No outono da idade, talvez me seja dado confundir isto com sabedoria.
Talvez.
Ou talvez eu seja como a ADERCE, aquela associação ali da Estrada: existo, fiquei caro e não sirvo para nada.
Ou sirvo só para uma por ano, contabilidade que, à beirinha dos cinquenta anos, até nem é má de todo: conheço serviços ainda mais mínimos.
Que, enfim, as linhas iniciais da prosápia de hoje ao menos me sirvam de justa causa & para devido efeito, benévolo prolegómeno & atilado exórdio ao que, aqui & agora, por escrito me (re)traz ao Vosso convívio: fui à gala de apresentação pública/social da Pombal TV.
Aconteceu no Teatro-Cine pela derradeira noite do agora para sempre transacto mês de Fevereiro de 2014. A senhora com quem sou casado pelos devidos trâmites notário-legais é que me levou lá. Tínhamos convite impresso em papel de boa gramagem. No verso, reparei na galeria de patrocinadores do acontecimento: Óptica Lourenço, Brico Marché, TP Pascoal, Móveis Ilídio da Mota, Município de Pombal e Rádio Cardal 87.6 FM. Bem. Muito bem.
(Todos sabemos levar a mão ao peito para compungidamente reiterar juras de amor-eterno a tudo quanto seja, e faça bem a, Pombal. Por Pombal tudo. Mas: Pombal tudo – menos tirar olhos. Até porque nos fazem falta para ver a Pombal TV. Mas continuando:)

Nas primícias da sessão, foi sem esforço que assimilei as novidades. Havia bolinhos e copinhos no átrio do Teatro. Cachos de gente ensarilhavam-se, como antigamente as G-3 na parada da mafrense Escola Prática de Infantaria, na prática das cordialidades do costume – sobretudo havendo bolinhos, sobretudo copinhos havendo. Era, em plena glória, o nosso jet-6, que a 7 ainda não chegámos. Mas havemos de, queira Deus ou o Diabo por ele.

Novidades, pois:
mudança de comando técnico no Sporting de Pombal;
o Daniel Ponte está muito menos gordo, mais bonito até, considerando que provém do vermoilense Moinho da Mata;
a malta da Rolls Beer (“pomada” a que, para mal dos meus pecados & secura dos meus queixais, ainda não botei espicho) em jantar-encontro no São Sebastião;
aniversários natalícios do Godinho do Red Line (já lá iremos) e daquele Paulo pertencente ao periculosíssimo clã criptocomunista dos Araújos com sede ali ao Barco, essa gente que há mais de um quarto de século conspira contra tudo e contra todos assando revolucionariamente sardinhas para Amigos uma vez por ano e clamando por justiça social para todos nos outros 364 dias (mais um em caso do almanaque vir bissexto);
o facto do fato do apresentador masculino ser Hugo Boss, esse que a comunidade e o Registo Civil assentam por Gonçalo Santos mas que para as meninas é George Clooney – foi excelente ouvi-lo dizer ao micro “Rádio Clube de Pombal” sem se rir;
a peanha estético-capilar difícil do apresentador feminino, Paula Sofia Luz no baptistério mas Miss (Kate) Moss para os varões – também foi excelentíssimo ouvi-la dizer, e praticamente no mesmo lance respiratório, “Notícias do Centro” e “Orlando Cardoso” sem se lhe desmanchar nem um milímetro do ricto labial;
o Mário Freire de fato completo mas gravata obscenamente encarnada à lampião, logo ele, que só é sportinguista por escassez de oportunidades na infância ansianense;
a Kari Guergous, espécie de gardénia ambulatória de pele lacada a vidro porcelânico espargindo no ar normalmente dedicado à respiração a benesse de termos nascido em a contemporaneidade de mulheres tão bonitas, caso absolutamente afim, aliás, da patrocinadora da gala,
a Sissi Lourenço da Óptica idem, cujos olhos nunca por de mais esplendorosamente cortejados por ali andavam escurecendo os outros (digo, os outros olhos) em risco de despiste talvez fatal dos transitórios transitários daquela circulação;
e, finalmente, o não-é-ainda-desta há muitas décadas esperado oficial anúncio nubente-matrimonial do chega-te-para-aí par de rolas constituído pela eléctrica e electrizante Idália da Caixa Agrícola & pelo suave e civilizado João Pessa de sabe-Deus-onde.
(Mas pronto, isto já dá para a Caras. Sigamos:)

Apertou-me a mão dextra cá fora, entre fumadores, o grande Pedro Roma, gentil orgulho da terra.
Perto, vi um homem chamado Rui portar-se, como de costume, caladinho e Benzinho.
Não vi o agente técnico de engenharia mecânica Narciso Mota. (Atenção: agente técnico de engenharia mecânica por receio de lhe chamar engenheiro, dada a confusão que por aí grassa em desgraça de “licenciaturas” sócr’arrelvadas…). Contava vê-lo. Talvez até lá tenha estado e eu o não tenha visto, como naquela noite em que veio cá um Barreiras Duarte então secretário de Estado e não houve lugar para ele, ele Narciso, à mesa dos que ficam virados de frente para os tolos da plateia como eu e como tu, Leitor(a). A circunstância da sua ausência (a meus piscos olhos, pelo menos) acaba dando azo de justificação a um trocadilho nada menos que “franciú”: ai Narciso, depois de tantos anos de tout-venant já te tratam por tu-marchant
Vi o senhor Carrilho, que me boa-noitou de não distraída maneira, mesmo que eu ache, como ele acha que eu acho, que a obrigatoriedade de re-aterrar a área explorada da mineiração pedreira é mais comunitariamente ética e mais paisagístico-ambientalmente decente do que imperativamente legal. Não é assim, senhor Júlio Lopes, aliás?
Entabulei negociações de desfalece-coração com o engenheiro (este sim, de certeza engenheiro, certeza minha sem desfazer noutros) Francisco Faro, cujo fácies augusto e cuja arguta bonomia sempre me reiteram a dívida-para-além-da-vida que hei-de ter (para) sempre (para) com o Pai dele, senhor Professor Elias Rodrigues Faro, meu Mestre-Escola e meu Mestre-Vida, meu perpétuo avatar de tudo quanto seja escrita que eu faça, sem o qual não poderia eu nunca jamais saber o que fazer com um lápis na mão, um papel por baixo e tu, Leitor(a), pela frente.
Não vi o ex-pombal-patriado João Melo Alvim. Isso também me fez espécie. Afinal, era a gala da Pombal TV. Meu raciocínio em cadeia, a propósito do bom Alvim: ora, TV, ecrã; ecrã, filmes; filmes, cinema; cinema, Alvim. Mas pronto. O João segue dentro de momentos, pedimos desculpa por esta interrupção.
O Henrique Falcão, esse vi-o. É, como bem no sabeis, homem de material solidez, até malar. Não clona o irmão, o Zé, esse sósia do escritor Hemingway a quem nós, na Cervejália, em Dezembro, estamos sempre a chamar Pai Natal, mas a quem também, nos onze meses restantes, tratamos por Capitão Iglo, a ponto de, quando em apuros de pesca, já lhe chegarem douradinhos os peixes que à linha lhe vieram. O Henrique Falcão estava a falar há uma data de tempo com o Diogo. Mais de quatro minutos contei eu, o que é sempre notável e de registo. (Cuida-te, ó Zé Guardado!)
O último, até agora, parágrafo refere-se já ao período pós-gala, quando a plateia se desfez em três:
1) a que ajuizadamente foi para casa;
2) a Oposição (ou o que sobra dela), que foi para o Black & White;
e
3) a Situação, vulgo corte de Dom Diogo, que foi tornar Orange a parte Red do bar Line do aniversariante Godinho.
Estive, por esta ordem, nos pontos 2), 3) e, finalmente, 1).
No sítio 2), sofri, como os demais, a decepção de ainda não ser desta que a Idália e o Pessa juntam trapinhos. A música estava um bocado alta, pelo que tivemos todos de comunicar por gestos como aquele doidinho intérprete do funeral do Mandela. Quando desconfiei que a minha mulher também queria tomar bebidas de adultos, raptei-a e desembestei com ela rumo ao sítio descrito em 3). Aí chegados, topei a tal conversação Henrique Falcão/Diogo Mateus. O Ricardo, filho do mui saudoso e querido Tó Silva, guitarr’electricanimava o maralhal, que era muito e, suspeito que também, inçado de jotas. O Pedro Pimpão pelo menos andava por lá, mas esse já não é jota, que a bananeira já lhe deu fruto mais alto. O melhor da festa foi o shot de Jameson que o grande, em todos os aspectos, Jorge Franco me içou aos beiços. À nossa mesa, presidia a beleza já duas vezes maternal da Raquel, belíssima moça que deu à boa senhora mãe dela, Lurdes Farinha, o desgosto de ter casado com aquele rapaz Freire da Cardal, mas pronto, bem diz o Povo que um mau passo pode dar uma boa mãe. (NB: também falei com o Presidente da Câmara – mas isso é “bitaite” para crónica, ou memória, futura.)

Nos finalmentes, permiti-me Vós que, da gala e do motivo dela propriamente ditos, retenha o que ouvi alguém em palco dizer: que “não é o meio que interessa, mas a credibilidade”. Cem por cento certo. E nisto acabo afinal chegando aos dois nomes maiores da noite: os dos jovens Jaime Pessoa & Rita Ribeiro, forças motoras de um projecto que, para já, merecem crença, estímulo e frequência. Aproveitando a “embalagem” das primeiras linhas desta crónica, à Rita & ao Jaime tenho tão-só a dizer que a boa-sorte, mesmo em Pombal, é coisa que se faz, não que se deseje. Atenção: o meio é adverso; o ambiente é avinagrado; isso por aí não é tudo gente boa. Mas vós sois. Por isso,

POMBAL TV, SAÚDE!

4 de março de 2014

Carnaval vestido



Era premonitório o post do camarada José Gomes Fernandes, aqui na casa. Em Pombal, o vendaval Carnaval passou, nada mais resta. É o que sugere esta foto publicada na página do Facebook do Município de Pombal. Na legenda, pode ler-se que "o Presidente da Câmara e os Senhores Vereadores dedicaram a manhã de hoje a visitar as obras de Regeneração Urbana". 
No passeio, o vereador Fernando Parreira parece absorto, nos seus pensamentos, enquanto o resto da comitiva ouve atentamente o líder, que cruza olhares com o responsável pelo pelouro da Educação e Cultura. Talvez a recordar o tempo em que neste dia, quando tutelava a mesma Educação e Cultura, havia desfiles. Ou bailes no Celeiro do Marquês, que estranhamente ainda se chama Centro Cultural.
Do outro lado da rua, nos Paços do Concelho, está tudo bem. Afinal é quase-feriado, o dia vai a meio e estão assegurados os serviços mínimos.

3 de março de 2014

Carnaval nu

Ao contrário do governo, as câmaras municipais adotaram o habitual comportamento do “nacional porreirismo” e dão tolerância de ponto no carnaval. A demagogia continua viva, mesmo em época de crise. Nisso, apenas não reduzem os impostos.
As folionas, sem tradições carnavalescas indígenas, importam os hábitos do Brasil e desfilam seminuas sem calor, ao frio e à chuva, em exibições de caráter sexual disfarçadas de moda.
Por cá, a diferença em relação à generalidade dos outros concelhos é apenas no cumprimento, nos outros dias úteis, do horário das 40 horas de trabalho. Ao menos um sinal de responsabilidade…

28 de fevereiro de 2014

Pimpão e a requalificação

Em 2009 regozijei-me pelo facto do Eg. Narciso Mota ter estabelecido como prioridade do seu mandato a reivindicação,  junto do governo, de obras de requalificação do IC2. Aquela que era uma reivindicação antiga da CDU de Pombal parecia, finalmente, interessar ao poder. Ingenuidade... 

Agora, o nosso deputado Pedro Pimpão, membro do grupo de trabalho da Segurança Rodoviária na Assembleia da República, "defende requalificação urgente do IC2, IC8 e EN109". Regozijo-me de novo. Imagino que, daqui a 5 anos, estarei, mais uma vez, a regozijar quando Diogo Mateus eleger a requalificação do IC2 como objectivo central para o seu segundo mandato à frente dos destinos da Autarquia. 

O problema é que o meu regozijo pontual não resiste à mágoa permanente de saber que esta via continua a ser sinónimo de morte. E é neste registo bipolar que temo continuar se os nossos eleitos não tiverem a coragem de defender, com garra, aquilo que tão pomposamente anunciam. 

27 de fevereiro de 2014

LEMBRAIS-VOS DO “AREIAS” DA CANÇÃO? ou (re)CLAMAR NO DESERTO


Às onze horas da manhã de sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014, o meu (e Vosso) Amigo Gonçalo Santos, do alto da Rádio Cardal onde há tantos anos trabalha tão bem, tirou uma fotografia que vale por todo um depoimento palavroso. Tal imagem vale bem e justifica bem as mil palavras que possa suscitar. Não se vê humana mosca na Avenida. Ninguém. Às onze da manhã de um dia útil, nem uma alma. Uns carros estacionados. Alguns lugares disponíveis para mais. Árvores magras sem uma sombra de folha. Nuvens carregadas a Oriente sublimando a invernia corrente. É uma gravura tremenda: porque dela ressuma o deserto, a desertificação, o despovoamento, a aridez – e a solidão gravosa de toda a província que se deixou comer pela soda cáustica da famigerada globalização. É preciso ter coração de pedra para não ficar com um nó na garganta e outro no peito. Onde está a humanidade desta nossa charneira? Que é feito do vulgar cidadão que ia ali às Finanças tratar do problema dele? Que é feito da senhora que à montra do Mário “Pneu” estudava uma mobília de quarto para a filha que se vai casar, em Agosto naturalmente, com um rapaz ali do Barrocal que se fez engenheiro em Coimbra? Que é feito do polícia em tranquila ronda? O David “Jornaleiro” tinha mesmo de ir para Abiul? Não há ninguém que aceite companhia para uma bica no Esquina? Por que não passa nenhum táxi? Caramba, é esta sexta-feira – e a vida sempre foi melhor às sextas, que me lembre.
Não se vê um cão público com suas pulgas privadas. Não se vê o bom Diogo Mateus acompanhadíssimo de investidores sul-americanos como os que nos foram prometidos nas abébias de campanha. Não se vê o bom Adelino Mendes a resgatar o PS de um buraco maior do que aquele que o senhor Carrilho anda a abrir há duzentos e trinta e sete anos na Sicó. Não se vê o furtivo António Jorge Calvete a abrir (mais) um colégio como quem escancara portas a (mais) um bazar chinês. Não se vê o sempre magnífico Adelino Leitão a refundar a Internacional Moscovita entre o Ramiro do Shopping e o Tó Mota da Viúva. Não se sente sequer a torrente oratória do civilizado doutor Armindo Carolino suspeitando (com razão) de que o buraco da Sicó não é local decente para a sede do PS. Nem sombra há do impecavelmente trajado doutor Luís Garcia a caminho do Arlindo da 2000 para ali usufruir da sempre perigosa proximidade de cavalheiros como o bom Alfredo Faustino e o engenheiro Francisco Faro. Não se vê nadinha, a ponto de eu me perguntar se isto não é, afinal, a terra de nascimento do José Feliciano, do Andrea Bocelli e do Stevie Wonder.
Podereis pensar que me estou a rir enquanto escrevo isto. Não estou. Muito pelo contrário. A fotografia do Gonçalo tirou-me as ganas de gozão. Ainda me aparece o Alegria-2 às canelas e/ou o Tarantola às lapelas – e depois é que são elas. Ando assim (sorumbático, encolhido, mirrado, enxovalhado quase) desde que o ti’ Ilídio fechou a Cardigo. Eu ia lá às sextas. Antes e depois de lá ir, era uma alegria. O Cardal ainda tinha gente. O João Faria ainda não pensava na Associação de Pais do Agrupamento da Secundária. O David ainda não tinha ido para Abiul. O Pedro “Chita” ainda tinha o Matrix e nem por sombras pensava em atacar os cordões à mochila e emigrar. E o Alfredo já era o “27” porque com facilidade havia mais 26 na rua.
As coisas estão a mudar para muito pior. Afinal o futuro era isto. Sempre quero ver o que é que a anunciada Pombal TV vai filmar. Se for filmar a pedreira, que se despache, que a serra é capaz de não chegar ao Natal. Se for filmar assuntos aqui mesmo farpeados, compromete a sua própria “credibilidade”, que é uma coisa que preocupa muito um jota veterano da nossa (triste) praça. Se calhar, o melhor mesmo é esse novo projecto (que aqui saúdo como boa-nova que é) se dedicar tão-só a registar as reuniões mensais da Assembleia Municipal. Com as devidas excepções, sempre seria dar coerência ao vazio: nem que seja pela cabal amostragem, salvaguardadíssimas as justas e honrosas excepções, deste ou daquele camelo, que é alimária que nunca falta em deserto que se preze. Ou a si mesmo se despreze, coisa que a fotografia do Gonçalo faz ver até ao Feliciano, até ao Bocelli e até ao Stevie Wonder.

26 de fevereiro de 2014

Daniel Abrunheiro, um homem a tempo inteiro

A frase é dele, há muitos anos, quando se apresenta.
Aqui na casa não precisa de apresentações, em Pombal muito menos.
O que temos para vos dizer é que a partir desta semana o nosso "cronista" de quinta(s)-feira(s) passa a integrar a equipa do blogue, juntando-se aos da casa.
Bem-vindo outra vez!

Pombal: capital do Caulino

Regozijem-se! Pombal – o tal concelho charneira – será, nas próximas décadas, a capital do caulino.
Muito por ação e omissão dos políticos locais, que silenciosamente, sonegando informação, encomendando pareceres “técnicos” ardilosos; procuram, maquiavelicamente, desresponsabilizar-se, ludibriar as populações e dar cobertura a decisões erradas que condenarão as populações limítrofes das grandes áreas de exploração a graves prejuízos e a um longo martírio.

Sai mais uma avença para o Teófilo & C.ª

No valor de 33.317,50 euros, por um período de 10 meses.
A oposição diz discordar mas abstêm-se.
Mudam as moscas… 

24 de fevereiro de 2014

Alegrem-se os céus e a terra/cantemos com alegria!


Quando esta noite passavam na tv umas imagens do congresso do PSD no coliseu, paredes meias com o espectáculo do La Feria (o culpado disto, afinal, pois bem que podia ter aproveitado PPC para a comédia em vez de o colocar a fazer papéis sérios), do outro lado da rua, pareceu-me aquela fase final de Sócrates em que ele aparecia a falar de um país que só existia na sua cabeça e para os seus mais próximos.
Santana Lopes chamou-lhe festa. Na verdade, foi um espectáculo, sim. Esta gente ri-se a bom rir, provavelmente da piada do Montenegro, que há dias copiou Narciso Mota e pôs o coração ao pé da boca: "a vida dos portugueses não está melhor mas o país está melhor".
Além disso o Pedro Pimpão foi eleito para o Conselho Nacional e é um júbilo por esse Facebook fora. Como ele próprio anunciou, as notícias vão saindo...


23 de fevereiro de 2014

Uma desilusão

A lista do “nosso” digníssimo deputado Pedro Pimpão, para o congresso nacional do PSD, conseguiu perder contra o Miguel Relvas!

Boa entrada

Realizou-se hoje a I Maratona de BTT dos Bombeiros Voluntários de Pombal. Quatrocentos participantes desfrutaram das belas paisagens e dos sinuosos trilhos da Sicó. Foi uma boa entrada dos Bombeiros neste tipo de eventos: organização, percurso, marcações, reforços e almoço. O retorno para os bombeiros, tangível (mais de 5000 € de inscrições para material de proteção individual) e intangível, e para a comunidade é significativo. 
Era indesculpável que uma terra que tem condições únicas para os desportos de montanha não tivesse uma grande prova de BTT. Ainda não o foi (nem era expectável que o fosse), mas a entrada promete.

22 de fevereiro de 2014

Praxado

Definitivamente, a praxe está a tornar-se um vírus. Evito vir aqui para não ser praxado com a praxe. Procuro desenfastiar-me com uma palestra sobre “o poder da comunicação” – do presidente da ERC – e sou praxado com 310 diapositivos de fotos de grafitis.

Um fastio, regado com muito bafio.

20 de fevereiro de 2014

SE NÃO CONTAREM COM O JOÃO, ENTÃO COMIGO TAMBÉM NÃO Ou CRÓNICA SOBRE A BALBÚRDIA QUE ANDA A SER AQUILO DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS

Eu já fui professor do então denominado 8.º Grupo B do ensino secundário. Aconteceu noutro século. Nesses já remotos anos, a minha Escola era o louriçalense Instituto D. João V. E a vida era boa como cerejas frescas. E dava para pôr um “V” antes do segundo “E” de “cerejas”. Adiante.
Entre 1989 e 1993, a minha Escola era, como disse, o louriçalense Instituto D. João V, estabelecimento então muito menos famoso do que agora, mas por boas razões: os professores davam aulas, os alunos tinham-nas e a Associação de Pais local era uma remota eventualidade mais do foro da ficção científica do que da pragmática quotidiana do regular funcionamento lectivo. Mas adiante de novo.
Aconteceu que, em 1990 primeiro e logo depois em 1991, este V. cronista foi convidado pelo Conselho Directivo da Escola Secundária de Pombal a vir à estimada e prestigiosa instituição que tantos bons frutos deu já à Pátria e até a Vermoil. Aceitei. Motivo do convite: palestrar e aconselhar os então décimo-segundo-anistas relativamente à famigerada PGA (Prova Geral de Acesso, espécie de funil artificioso com que o ME de então queria justificar o numerus clausus do acesso ao Superior). Disse que sim e vim. Fui muito bem recebido, tanto em 90 como em 91. Tenho até dois certificados carimbados e tudo que atestam que V. não aldrabo. Acho que os miúdos aproveitaram alguma coisa. Eu também. E pronto: num fósforo, já lá vai um quarto de século quase. Pelos meus 30 anos, deixei o ensino como ganha-pão e ingressei no jornalismo. Asneiras da juventude, que hoje amargo com língua-de-palmo. Ou não. Mas adiante ainda, que o bingo ainda não é aqui.
Estabelecido o contexto nos primeiros parágrafos, ataco agora o assunto que deveras aqui me trouxe. E o assunto que deveras aqui me trouxe – é o da balbúrdia que pela mesma Secundária pombalense parece andar (e anda) grassando e desgraçando quase tudo e quase todos, do mais ínfimo bicho-careta ao mais autoproclamado senhor-doutor-da-mula-ruça-dá-lhe-o-xarope-para-que-ela-não-tussa.
Garanto-vos que em 1990 não era nada disto: professores eram professores, pais eram pais, directores eram directores, alunos eram alunos – e a mais, ninguém se sentia obrigado. Agora, nada disso. Agora há professores que querem ser pais e professores ao mesmo tempo e na mesma Escola. Praticamente, moram lá, só devem ir a casa escovar os dentes e mudar a areia ao gato. Parece-me que secundária, para eles, é a missão educativa, porque primária é a tentação de mandar alguma coisita, já que se calhar em casa não mandam nada. Ou então, se calhar, esta zaragata de vespas, por assim dizer, nasceu da mesma confusão originada pelo abate/fusão de freguesias. De freguesias e de agrupamentos. Puseram, por exemplo, o agrupamento da Marquês a chuchar – e agora é o que se vê: uma cacofonia de tachos vazios tão grande, que ele é alumínio amolgado por tudo quanto é sítio. Alumínio e até casais casados tão bem habituadinhos a mandar naquilo que, até por lei, nem é deles.
(Abro aqui parêntesis por necessidade de clareza, teatrice de àparte e injecção de piadola. A coisa vai em maiúsculas como se eu estivesse no palco do Teatro-Cine a mandar bojardas gilvicentinas para gáudio da geral plateia: ENTÃO E SE O JOÃO FARIA TIVESSE FEITO E TIDO E MANTIDO FILHOS? PODERIA O BOM JOÃO CONCORRER, ELE TAMBÉM, À ASSOCIAÇÃO DE PAIS DA SECUNDÁRIA? HUM? PODERIA OU NÃO PODERIA? OU TAMBÉM LHE DIRIAM QUE ELE NÃO TINHA LÁ CABIDELA PORQUE NÃO TEM CURSO SUPERIOR E PORTANTO NEM SABE FAZER ACTAS NEM PODE DAR RELIGIÃO E MORAL? HUM? Fim de parêntesis.)
Ora, como vos dizia, tudo isto me cheira ao mesmo esturro da politiquice baixa tão à moda e ao gosto da cena pombalense. Cheira-me, até, a cera fria de sacristia, um não-sei-quê de saiotes à Opus Dei fantasmando vigaricezitas em nome do é-tudo-por-Deus-mas-começa-por-mim. Cheira, cheira. E por me cheirar a essa ímpia e falsa piedade, dou-lhe de machado. Claro. (Até já estava a demorar o trocadilhozito, não estava? É mais ou menos por esta altura que por exemplo o Zé Gomes Fernandes se começa a rir, esse meu Amigo que tão calado tem andado em relação à ETAP desde que os maiorais de lá também foram mudados.) Mas o bingo é ali em frente e não há-de ser ele a vir a nós. Vamos pois nós a ele com esforço, dedicação e devoção, que a glória é certa, a acreditar no Sporting.
Eu não lhe chamo ilegal, mas chamo-lhe imoral, até regimentalmente. A quê? A quem? Ora, a ser prof. e pai e tudo ao mesmo tempo – nem que seja para que mais ninguém o possa ser. E acho perfeitamente tenebroso que a Educação deixe de ser efectiva e genuína causa comum para ser apenas a gamela onde refocilam lavagens uns quantos bacoritos ávidos de projecção social que nem sequer desconfiam que, lá ao fundo dos 40, 50, 60 anitos está a moléstia à espera de nos tornar a todos clientes da Guida da Funerária. E que a vida é curta. E que a vida é preciosa de mais para ser desperdiçada nestas questiúnculas de auto-afirmação sempre (MAS SEMPRE) em detrimento dos outros. E que nem nos próprios filhos pensam, ocupados que estão na ilusão de, em vez de um Opel Corsa a cair aos bocados como agora, virem a ter na garagem nem que seja uma terça parte dos calhambeques de luxo como os Madamas, esses campeões do sorteio das facturas, pois assim foi que juntaram tanto Ferrari, ó bom Deus!
Se eu posso dizer isto?
Posso – porque sei o que digo, sei do que falo – e porque, referindo-me afinal a toda a gente, particularizo ninguém. Não é assim, ó meu bom Amigo Manuel António, que em vez de andares sossegadinho lá pela nossa Guia ainda te dás ao triste luxo de ensinar a gente que estas coisas do poder são muito lindas mas têm de ser legítimas. Que para se ser bom docente, decente há que ser também. Que os Conselhos Gerais têm precisamente de ser isso – Gerais, não propriedade privada de meia-dúzia de malacuecos que fazem vista-grossa à incontornável obrigação de a barcarola da Educação ser remada por todos e na mesma direcção, de professores a alunos, de pessoal não docente a pais, com uns pós de Câmara (mas não muitos, caso contrário lá me cheira outra vez a sacristia politiqueira), de entidades locais e… do João Faria, que mesmo, ao que se saiba, não sendo pai, nem sabendo redigir actas à “doutor”, também no meu tempo ia ao Instituto do antigo Louriçal mostrar aqueles calhauzitos carregadinhos de sinais dinossáuricos.
Como dinossáurica também me parece, à pombalense moda, esta afinal ridícula trauliteirice de uns zés-marias-afinal-ninguéns que, sem ao menos uma associaçãozita de pais, nenhuma marca deixariam.
Nem pela tal PGA passariam com aproveitamento. Pela PGA ou por mim, que também fui professor, que também sou pai mas nunca me dei à triste sina de querer mentirosamente parecer o que o ser verdadeiramente me nunca deu.
Ite, missa est. Ide em paz.

19 de fevereiro de 2014

Beneméritos?

As empresas municipais foram o instrumento utilizado pelas câmaras municipais para quebrar os mecanismos de controlo da administração pública, para criar empregos para os boys e para proporcionar retribuição adicional a muitos autarcas. Em Pombal serviram os dois primeiros desideratos.
Os abusos dos autarcas obrigaram o poder central a colocar alguns entraves, nomeadamente a não acumulação de remunerações e a remuneração de um só administrador. Compreendem-se as opções do legislador, porquanto as empresas municipais abarcam atividades da esfera de ação do executivo camarário. Parece claro que, tendo o legislador estabelecido que as empresas municipais teriam três administradores e só um remunerado, os cargos não remunerados deveriam ser exercidos pelo presidente/vereadores eleitos. E em Pombal foi essa a prática nos mandatos anteriores.
Atualmente a PMUGest é administrada por um conselho de administração com um presidente não remunerado, uma administradora não executiva não remunerada e um administrador executivo remunerado.
Administrar uma empresa municipal é, também, administrar dinheiros públicos (nosso). A função envolve exposição pública e responsabilidade politica, civil e criminal que, pelos vistos, o presidente da câmara e os vereadores não querem (mas deveriam) assumir.
O que leva, então, profissionais respeitados a assumir funções de tamanha responsabilidade sem retribuição?

Praxes de morte

“Faz parte”, era a expressão que desde há alguns anos tenho ouvido de algumas mães em resposta às minhas posições anti praxe académicas. Resposta que era, simultaneamente, uma concordância com os conteúdos das práticas e uma justificação dos seus passados estudantis na participação em tais práticas sem qualquer utilidade.
A falácia da integração dos estudantes caloiros esconde a realidade com que alguns pretendem retirar prazer da humilhação e do sofrimento de outros. Entendo que não são necessárias grandes reflexões para se compreender que mesmo as simples “brincadeiras” da praxe acabam sempre por evoluir para o abuso e para a violência física ou psicológica, organizada e dirigida por cábulas com o consentimento inicial das vítimas e a cumplicidade da sociedade e das Universidades.
As consequências trágicas recentes das praxes estudantis são apenas um exemplo extremo de tantos outros atos de violência não divulgados e que a sociedade tem encorajado, inclusive nas escolas secundárias do nosso concelho e da cidade de Pombal...
As mentalidades, os usos e as modas também se mudam. 

17 de fevereiro de 2014

Anatomia de um órgão: a Associação, os pais e os amigos deles


Há precisamente um mês, no dia 17 de Janeiro, o hall da Escola Secundária de Pombal fervilhou de actividade. Decorreu ali a eleição dos representantes dos pais e encarregados de educação do agrupamento de escolas de Pombal (esse monstro criado pelos organismos ditos competentes, que abalou a vida e a organização das várias escolas) para o Conselho Geral Transitório, com uma impressionante e saudável afluência de pais. A eleição acontecia depois deste post do Adelino Malho, daquela reunião em que também estive, e de tentativas feitas pela Associação de Pais no sentido de "eleger" ao estilo nomeação os quatro representantes, em reuniões posteriores.
Com a chegada de uma convocatória a casa de todos os pais - enviada por correio, em nome dos mais de três mil alunos - pareceu-nos (a mim e a outros pais igualmente críticos daquele modus operandi de uma instituição que se auto-elege, entre si) ver ali alguma reposição de igualdade e justiça. Dizia a convocatória - assinada pelos presidente das assembleias-gerais das duas associações de pais do agrupamento (há outra associação, na Redinha) que "as listas deveriam ser entregues até às 17h30". Assim fizemos. Pairaram dúvidas durante quase duas horas sobre a aceitação de uma lista de pais que não emanava das Associações. A presidente da Associação de Pais do Agrupamento - que também encabeçava uma lista para os representantes dos pais no Conselho Geral - tinha aproveitado a ocasião para reunir, ali ao lado da mesa eleitoral, os pais representantes das diversas turmas, de todas as escolas e níveis de ensino. Manifestou-se desde logo contra a existência de qualquer outra lista. Mais tarde, haveríamos de perceber que aquela atitude era um mal menor, perante o que estava para vir.
Com a confusão instalada, muitos pais acabaram por abandonar a Secundária sem exercer o legítimo direito de voto. Os que ficaram, assistiram ao momento em que a presidente da mesa eleitoral decidiu aceitar a proposta em causa, e dividiram-se entre 66 votos a favor da lista A e 58 da lista B, mais cinco brancos e três nulos.
E assistiram também ao momento hilariante em que a presidente da Associação quis votar duas vezes, e depois à cena final, quando rasgou o boletim de voto, à frente de todos. Só não assistiram ao rol de peripécias que ocupou o último mês, em que houve lugar para tudo, tentando impedir a todo o custo que as duas mães eleitas pela lista B nunca chegassem ao conselho geral. Vou dispensar os leitores do Farpas dos pormenores mais sórdidos e lamentáveis, por ter chegado à triste conclusão de que não há limites para a ânsia de poder. Chegámos ao ponto do Conselho Geral cessante receber duas actas: uma legitimamente redigida e subscrita pela presidente da mesa eleitoral, e também da mesa da assembleia geral da Associação de Pais do Agrupamento, e outra presumivelmente feita pela própria presidente da direcção da Associação, com um conjunto de assinaturas que a própria recolheu juntos de diversos elementos.
Esta manhã, os diversos membros eleitos para o Conselho Geral Transitório foram finalmente convocados para tomar posse, ao lado dos representantes de alunos, professores, pessoal não-docente, Câmara Municipal e outras entidades locais. Perante a novela em que se transformou o caso, ficam-me algumas dúvidas:
1. Haverá petróleo, ouro, ou outra riqueza escondida nas reuniões do Conselho Geral?
2. O que leva uma Associação de Pais e mover céus e terra para impedir que pais e mães comuns participem da vida das escolas e do agrupamento, quando seria de esperar alguma satisfação pela participação que é quase sempre escassa?
3. Vale-se a Associação de pais de um regulamento interno - que nunca foi aprovado em assembleia geral de pais, para considerar "não válida" uma lista de pais comuns. E por isso, estava pronta a eliminar essa lista, deitando fora o voto de 58 pais. Por que razão todos os outros membros são eleitos pelo método de hondt, e insiste a Associação na regra de maioria para a representantividade?
4. Se é certo e constitucional que quem elege também pode ser eleito, qual é o problema, afinal?

Por estes dias, tenho-me lembrado mais do que nunca das palavras do padre Ulisses, quando chegou à paróquia do Louriçal, em finais dos anos 70:
- não queiras ser muito beata...
Haveriam de passar muitos anos até lhe perceber, em toda a dimensão, a grandeza das palavras. Pregar a moral, a religião e os bons costumes é fácil. Praticar é que é pior.

Original

Na entrevista (?) ao Região de Leiria, Diogo Mateus anunciou uma medida que classificou de original: a mudança das finanças para o (desocupado) Centro de Negócios. Tem razão, a medida é original. Poucos se lembravam de colocar a raposa junto das galinhas.
Quando se fazem obras por fazer, dá nisto: ficam desocupadas ou cedem-se a estranhos.

12 de fevereiro de 2014

Uma preocupação legítima


Faço eco a uma preocupação legítima:  a eventual expansão das duas pedreiras existentes no concelho de Pombal, previstas na proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM). Segundo o Grupo de Protecção Sicó (GPS), “a área que se prevê de aumento é extremamente exagerada e levantam-se muitas dúvidas quanto à sua possível recuperação. E como grupo não gosta de ficar pelas palavras ocas, elaborou um extenso relatório que submeteu à Câmara Municipal no âmbito da discussão pública do PDM que decorreu até 29 de Janeiro.

O impacto paisagístico das pedreiras do concelho de Pombal é uma evidência. Perante o crescente desinvestimento nas grandes obras públicas, será que se justifica continuar a destruir o nosso património natural de forma tão ostensiva? 

E se fosse uma tempestade a sério?

Estrada do Casalinho, perto do Açude, ontem às 12 horas. Foto dos BVP

- perguntava-me alguém esta manhã, depois de ver algumas fotos que mostram o que aconteceu nos últimos dias neste triângulo do Litoral (como lhe chama a Maria Luís Brites) desenhado por Leiria, Marinha Grande e Pombal.
Pois. Se fosse a sério, com muitos estragos e desalojados como vemos noutros pontos da Europa e do mundo, seria um problema sério também. É que por cá temos dois problemas: o constante improviso por parte das autoridades (ainda um dia me vão explicar para que servem tantos planos municipais e nacionais de emergência) e a incúria por parte do cidadão comum, daquele que vai tirar a foto da onda ou do pinheiro mesmo a cair.
Por Pombal, temos sempre o açude como cartão de visita. A diferença entre Abril do ano passado e estes dias é a liderança e respectivos braços. Como agora o comandante dos Bombeiros Voluntários e o da Protecção Civil municipal são uma e a mesma pessoa, isso deve ajudar nas operações. Por outro lado, o gabinete de propaganda imprensa municipal tem sido exímio na divulgação de informações (depois não admira que haja por aí uma certa confusão entre o que é uma coisa e outra...
 E pronto, tudo está no seu lugar, graças a Deus. Até a água.

10 de fevereiro de 2014

Desbarate

A maioria do PSD na CMP continua a construir parques de estacionamento subterrâneo, mesmo sabendo que não tem clientes para eles (nem para os da superfície). Nos últimos tempos derreteu mais 1,8 milhões de euros no parque do Largo S. Sebastião.
Como não tem clientes para o parque resolveu cedê-lo, gratuitamente, aos moradores. Um luxo! Da maioria estamos falados.
E a oposição o que pensa? Que é pouco! Que a câmara deveria ter construído mais um piso!

No desbarate estão alinhados: a maioria diz mata, a oposição diz esfola!

Desfaz & desfaz

Os políticos deveriam saber que é fácil desfazer, mas é difícil e arriscado erguer. Se o soubessem, não obedeciam tanto ao instinto da ação, avaliavam melhor os custos e os benefícios das medidas e ponderavam melhor as decisões.
A decisão de retirar a feira do Largo do Arnado é um bom exemplo de insensatez política. Na altura, alegaram - contra a opinião das forças vivas locais - que a feira perturbava a vida do bairro e que o largo era pequeno para a feira. Esqueceram-se que o que mais perturba é o silêncio e que a feira era a última âncora do comércio tradicional e o único evento que atraía, regularmente, as populações rurais à cidade. Com a transferência da feira para a desfalecida zona industrial deram, de uma assentada, a estocada final no comércio tradicional e na feira.
Agora, ao anunciaram que a feira retornará ao Largo do Arnado – de onde nunca deveria ter saído – corrigem um erro que nunca deveriam ter cometido. Contudo, a feira que saiu do Largo do Arnado não é a que lá retornará. Entretanto, o largo é grande demais para a feira.

6 de fevereiro de 2014

A visitinha da praxe



Como aqui já foi dito e redito, nosso Diogo resolveu dar um saltinho a Barcelona “para observar as boas práticas internacionais no que toca à inclusão”. Nada contra. Mas não me sai da cabeça que foi precisamente depois de uma visita à mesma cidade que o grande Narciso Mota teve a brilhante ideia de construir um teleférico em Pombal. Se, como mandam as praxes, o pupilo seguir o mestre, podemos contar com a Igreja Matriz transformada em Sagrada Família. Mas com uma rampa para os deficientes motores, claro está.

5 de fevereiro de 2014

Centro de Interpretação e Museu Sicó

A Câmara Municipal de Pombal vai avançar com a construção de um edifício em Poios, Redinha, para pretenso apoio turístico ou estudo na Serra do Sicó, onde irá gastar entre 2.200,000,00 a 2.800.000,00 (conforme a fonte da informação publicada). Ou seja, cada pombalense vai pagar cerca de €50,00, incluindo velhos, crianças e os que emigraram recentemente, para além do que irá pagar em manutenção e funcionamento e para além do que irá pagar na construção dos museus de Santiago de Litem, de Mota Pinto, etc.
Ao contrário da justificação esfarrapada que li transcrita em ata, a utilidade é muito inferior aos sacrifícios dos contribuintes. Continuamos a assistir à construção de “elefantes brancos” à custa do empobrecimento e/ou insolvência dos contribuintes e a Câmara Municipal continua a adquirir ou construir edifícios, a fabricar espaços para novos empregos públicos e a substituir a iniciativa privada.
Faz muito mais Fernando Mota (e também Filipino) pelo desporto (BTT) e pelo turismo na Serra do Sicó, a abrir e a manter trilhos sem qualquer subsídio ou apoio público ou medalha, do que a Câmara Municipal a gastar milhões para a fotografia…

30 de janeiro de 2014

MAS QUE RAIO FOI O DIOGO FAZER A BARCELONA e/ou O AFINAL NÃO TÃO ESTRANHO QUANTO ISSO CASO DO “MAIL” QUE SE DESFERNANDESOU


O meu regresso às lides do nosso Farpas Pombalinas (sítio-net entretanto promovido a espécie de sucedâneo do Povo Livre, ao que ouvi rosnar por aí) não poderia nunca deixar de meter preâmbulo de gratidão à suave e gentil senhorita Joana Coucelo. Deve-se o exórdio agradecedor ao facto de ter sido ela (ela, Joana) a fazer-me descobrir que o bom Adelino Malho é, quando escreve, como eu quando bebo: “sumo”, nem vê-lo. Pronto: posto isto, vamos à trabalheira.
Vossemecês poderão desconhecer que motivo levou o bom Diogo, o nosso D. Sebastião finalmente retornado, a ir ali a Barcelona com a mesma urgência com que nós, no campismo ou nos intervalos dos bailaricos, vamos ali atrás daquela árvore. Desconhecê-lo-eis Vós. Mas aqui o “je" não desconhece, olha quem!
1) Eu sei porquê.
2) E para quê.
3) E por causa de quem.
Começo pela última parte: foi por causa do meu trovejante Amigo Man’el Rodrigues Marques, que tão depressa é capaz de falar alto como de (não) mandar mails pela calada.
E os pontos 1) e 2)? Fácil: o nosso Edil pós-Meirinhas foi a Barcelona precisamente à procura do mail que o Man’el d’Albergaria dos 6+6, se calhar inadvertidamente, para lá enviou mas que, chegar, nunca chegou. Nunca chegou a quem? Ora, ao bom Zé Gomes Fernandes, esse paladino do debate livre que já tem tão boa idade para ter o juízo suficiente de perceber às primeiras que “debate livre” e “PSD/Pombal” estão um para o outro como a Guida da Funerária para as maternidades.
E por que espécie terá feito o Man’el escrever electronicamente ao Zé para as bandas onde joga o Messi? Fácil também: porque o Zé Gomes Fernandes e o Adelino Malho andam muito os dois, isto é, de bicicleta. E de bicicleta vão mais longe, muito mais longe, do que na política. Já ouvi dizer que até já chegaram quase a Manteigas mas voltaram para trás por lhes terem dito que agora andavam a chamar Brokeback Mountain àquelas paragens altas. (Ainda um dia, aliás, hei-de eu aqui farpear crónica a propósito das peregrinações ciclísticas Malho/Fernandes pelos arredores da vida a quilómetro, colorindo de manilhas à Carrasqueira e de tout-venant à Narciso as beiras das estradas que eles pedalam com tanto garbo. Prometo.)
Ora, nisto, é claro que o nosso Diogo não sabia que o tal mail do Man’el era para o Zé se não esquecer do torneio de dominó naquela sala que cheira a peixe (ou a peixeirada, por causa do mercado em frente) a que a malta se habituou a chamar sede do PSD/Pombal. Chegado à capital da Catalunha, o nosso Eleito Mateus é claro que não deu por lá com convocatória alguma. Deu, sim, com aquela catedral muito esquisita dedicada à Expiação da Sagrada Família, espécie de barraca desenhada sobre os joelhos por um gajo chamado Gaudi, gajo que suponho tenha sido o mesmo a projectar aquele “peido-geométrico”, como se diz em Coimbra, que é a igreja da Guia. Mas adiante, se não o Celestino Mota ainda pensa que eu só me refiro ao Gaudi para dizer mal dele (dele, Celestino).
Vem daí, regressa o Diogo às pastagens do Arunca – e logo a ele acorre, pressuroso, aflito e gozão,  o nosso Man’el 6+6. Sigamos, como se moscas fôssemos, o capitoso e ominoso diálogo entre ambos.
– Ó Diogo, e que tal, o mail?
– Eh pá, ó Man’el, metes-me em cada uma que nem o Faraó anterior, pá, fartei-me de procurar e nicles-batatóides.
– Porra, pá, porra-porrinha-porreta, isto assim ainda acaba no Farpas.
– Ó pá, não seja por isso: queres tu que eu mande ali o Orlando fazer um desmentido a entalar o Zé Gomes?
– Poça, prez’dent’, também não é preciso exagerar: se fosse o caso de ser preciso escrever, tinha de não ser com os pés.
– Atão manda-se um dos clementinas bitaitar umas brilhantinices pimponas “quaisqueres”.
– Pior a emenda, ó Autarca da Longa Espera e Maior Paciência, pior a emenda: para aves dessas, vou ali ao talho do Adriano e trago quantos franganotes sem cabeça eu quiser. Não: tem de ser no Farpas, tipo assim, anunciamos uma rifa de bicicletas como as do Malho e do Zé.
– Ó Man’el, eu antes queria que fosse no Pombal Jornal…
– Ó pá, ‘tá bem, pá, mas depois sujeitas-te a que ninguém leia aquela porra, pá…
– Também tens razão, de vez em quando também te dá para acertar. Inté pareces o Alvim: perderes a freguesia foi a melhor coisinha que já te aconteceu, pá. Mas olha, já sei! – quase gritou o prez’dent’da’cambra.
(Nota da Redacção: não gritou porque nunca grita, que ele é mais daquele pianinho dos modos da fala que tão bem se aprende no Conservatório da Opus Dei.)
– Atão? – quis logo saber o Rodrigues Mails, perdão, Marques.
–  Eh pá, chama-se o craque dos computadores, o Pedro Martins, lembras-te dele?, aquele que pôs Pombal no lugar da frente da modernização infoadministrativa e a quem nós agradecemos com um coice na braguilha.
– Ah, já sei, o que é casado com a Júlia Paula do Toninho Póvoa, aquela moça que canta o fado de olhos fechados sem que o marido consiga fazer CONTROL+ALT+DELETE. Tou-t’a’ver. Vamos nisso.
E foram. Ora, estava o dito Pedro Martins (que é uma jóia viva de pessoa, talvez o único com que o Autor destes disparates por escrito casaria à moda gay no caso de as mulheres todas do concelho levarem sumiço migratório) ali na Ti’ São, ao Largo do Bacalhau ou das Laranjeiras, a chuchar uns jaquinzinhos com guarnição de migas de repolho criado a penicadas de mijo em quintais traseiros de viúvas baixinhas e artríticas, quando os bons Diogo e Man’el Six-Plus-Six rompem por ali adentro com carácter de urgência a pedir deferimento. Logo o excelente Pedro, que é um gozão daqueles mansinhos, contente de os ver exclama assim:
– Vossemecês os dois por aqui juntos? Até parecem o Gomes Fernandes e o Malho, isto sem desfazer, é claro.
Vai daí, os dois explicam-lhe ao que vêem. Restringindo no esófago o ímpeto gargalhoso, esclarece-os assim o bom Pedro da Júlia Paula do Toninho Póvoa:
– Mas ó gente, isso é o caso mais simples do mundo! O Zé Gomes não recebeu o mail do Man’el porque o Zé Gomes fez o que eu lhe disse há muito tempo para fazer e que eu há muito tempo fiz também: configurar o correio electrónico para, cada vez que aparece o triplo dígito P-S-D, o spam abrir automaticamente.
Nisto, o Man’el pergunta assim:
– Mas q’a porra é isso do spam?
E o Diogo, (sempre) muito paciente, assim:
– Ó pá, é como estes gajos das informáticas chamam ao caixote do lixo.
E pronto, amiguinhos, já por hoje açucarei a bílis.
Voltarei, ameaço.
Se por aí virdes ocasiões, contai comigo, que os Amigos afinal é para  elas que são.

29 de janeiro de 2014

Vem aí a Pombal TV

Já tem página no Facebook e roda por aí em recolha de imagens e contactos multimedia. As rádios locais marcaram os anos 80, os jornais os anos 90, e há muito tempo que não tínhamos nada de novo na área.
A iniciativa parte de dois jovens da terra, cheios de projectos e sonhos. Oxalá os concretizem e a terra os mereça. Porque é preciso é criar desassossego...

27 de janeiro de 2014

Rodrigues Marques através do Farpas

Consta que se realizou no passado sábado uma assembleia da secção do PSD de Pombal, mediante convocatória enviada para os militantes via e-mail.
Porém, alguns militantes não receberam qualquer comunicação, tal como aconteceu comigo e com outros militantes meus familiares. Parece que Rodrigues Marques omitiu a convocação do militante de que não gosta e que o importuna, estendeu a omissão da vingança aos familiares deste e, reiterando a sua habitual conduta tortuosa, cerca das 23 horas de sexta-feira, colocou um comentário no farpas, concretamente no post “Gorjetas nas últimas autárquicas”, a convidar-me para ir votar em Passos Coelho (sem qualquer referência à assembleia), a fim de mascarar uma comunicação que não fez.

Para Rodrigues Marques, o Farpas passou também a servir de meio de divulgação das convocatórias do PSD de Pombal. Pena que eu não tenha lido o seu comentário a tempo de poder comparecer.

25 de janeiro de 2014

21 de janeiro de 2014

“Gorjetas” nas últimas eleições autárquicas

Contaram-me que todos os membros das mesas eleitorais de Pombal, nas últimas eleições, foram presenteadas com €5.00 a título de “ajuda da Junta para o pequeno-almoço”. Um funcionário camarário fez a entrega. Alguns fiscais dos partidos assistiram à entrega. Nada de recibo ou outro comprovativo.
Donde saiu o dinheiro?

19 de janeiro de 2014

Perigo no rio Arunca - III

Depois do 2º post sobre os pilaretes dos guarda-corpos destruídos junto ao rio Arunca, na Urbanização das Cegonhas, constatamos que foram tomadas medidas, embora provisórias, através da colocação de grades metálicas (não fixas) ornadas com fitas plásticas de alerta, raiadas de vermelho e branco.
Parece estar provisoriamente travado o risco, para pessoas e animais, de queda de vários metros de altura para as águas do rio. Resta agora encontrar o caminho para a resolução definitiva e rápida do problema.
O “farpas” também serve para alertar as autarquias para a existência de fontes de perigo nos equipamentos públicos, para erros de decisões e para erros de execução de decisões. Apenas é necessário saber aceitar críticas sem a arrogância do passado recente…
Nós iremos continuar a intervir, com o objetivo de ver o poder político a melhorar a gestão dos interesses públicos…

11 de janeiro de 2014

A verdade a que temos direito

Num assomo de excesso de zelo, o município de Pombal publicou on-line os nomes completos e respectivos valores das indemninizações dos trabalhadores que aderiram ao programa de rescisão por mútuo acordo, no âmbito daquela "operação limpeza" dos funcionários públicos que o Governo incentivou.  
São dez, ao todo, o que representa para os cofres municipais uma despesa na ordem dos 150 mil euros. Qualquer coisa como 1/5 do estádio da Meirinhas, duas ou três obras como a da Féteira.
Mas o insólito não ficou por aqui. Num rasgo de criatividade, o Pombal Jornal chamou o assunto à primeira página: "Saiba quem são os trabalhadores do município que pediram rescisão". Lá dentro, a notícia teria sido correcta se ficasse pelo penúltimo parágrafo, mas o jornal preferiu aderir ao estilo pravdazinho e estampar os nomes das pessoas e os euros que cada uma vai levar, à laia de compensação. 
Talvez lá no jornal ninguém saiba que um funcionário público não é, necessariamente, uma figura pública. E que ainda assim, o acordo é privado. "E por isso só poderia ser tornado público com o consentimento de ambas as partes", tal como me disse ontem à noite Óscar Mascarenhas, provedor do leitor do DN, que durante anos presidiu ao conselho deontológico do Sindicato dos Jornalistas. É que à partida, as notícias que saem nos jornais não devem perder de vista o artº 9º do Código Deontológico: "O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende"(...)
Em tempos, o Diogo Mateus seria o primeiro a apontar o dedo a esta façanha. E em tempos, os jornais faziam mais do que reproduzir as informações municipais como verdades absolutas. Dizia o "velho" Pimpão que "o jornalista é que tem de ser esperto, os outros podem ser todos burros".
Estamos sempre a inovar em Pombal, está visto...



10 de janeiro de 2014

Finalmente!

A laranja, afinal, move-se! Depois de longos anos a defender a abertura dos museus em horários mais compatíveis com a vida urbana (veja-se aqui ou o folheto da CDU de 2005), a nossa autarquia tomou essa sensata decisão. A partir de amanhã, todos os museus municipais passarão a abrir aos fins-de-semana, das 10h às 17h30, encerrando às segundas-feiras. Cabe agora aos responsáveis por essas infra-estruturas ter imaginação para procurar parcerias que permitam dinamizar actividades de qualidade, que envolvam a população, transformando os nossos museus em espaços vivos e cativantes.

Diagnóstico precoce

"Afigura-se-me, de facto, estranho, que uma pequena unidade com pouco mais de 30 camas e dois blocos operatórios seja, de facto, o maior operador privado no domínio SIGIC*". A declaração de Francisco Faro ecoou-me por dias, desde que a SIC anunciou a grande reportagem que esta noite foi para o ar. A mim e certamente a muitos que conhecem de perto esta nova realidade do Centro Hospitalar São Francisco, agora nas mãos da Sanfil, que a apresentadora Sónia Araújo ajuda a vender nos media (da tv à imprensa), nos últimos dias. A grande reportagem do Pedro Coelho deve ser vista com toda a atenção. Depois, num exercício semelhante ao "páre, escute e olhe" que nos ensinavam em pequenos, cada um que faça a sua interpretação.
De tudo, o que mais me repugnou não foi o cheiro nauseabundo que exala das relações estreitas entre o Serviço Nacional de Saúde e um privado. Foi mesmo o medo de quem (não) deu a cara. Conheço alguns e sei  que, de facto, muita daquela gente foi tratada de forma desumana. Contaram-me episódios próprios de de um clima de terror, instalado entre os que ficaram. E percebo que o senhor administrador, quando confrontado com a questão, reaja como se estivesse perante "um insulto". Afinal, "o infermo são os outros" - como dizia tantas vezes o senhor seu pai, o psicólogo Carlos Amaral Dias, naquele programa da TSF, há uns anos.
E é esse medo crescente que está a acabar com a coluna vertebral deste país. É desse medo que se alimentam os doutores administradores e as doutoras executivas que gostam de ver os "recursos humanos" num frangalho, porque o respeitinho é muito lindo. Quando percebermos, será tarde para voltar atrás.

*sistema de gestão de inscritos para cirurgia

Salários na ETAP

Os trabalhadores “contratados” da ETAP ainda não receberam os salários dos meses de novembro e dezembro de 2013 e os do “quadro” ainda não receberam o salário do mês de Dezembro.
Em contrapartida, não é conhecida a nova direção e é divulgada na escola a informação de que a anterior direção terá aumentado o salário da diretora e de mais 3 outras pessoas que lhe eram próximas. Será interessante saber que remuneração vai receber a nova direção e como vai conseguir financiamento para sustentar a escola.
Numa época em que se anunciam algumas benesses para os funcionários da Câmara Municipal, constata-se que falta dinheiro para pagar aos trabalhadores da ETAP, alguns já com sérias dificuldades na gestão da sua vida económica. A motivação dos professores e dos outros trabalhadores estará muito baixa…
Por hoje, resta dizer que a aluna “despedida” foi imediatamente reintegrada após a notícia do Farpas.

8 de janeiro de 2014

Benesses camarárias

Li no Notícias do Centro que a Câmara Municipal de Pombal vai dar várias benesses aos funcionários camarários, tais como abonos para os filhos, dispensas do trabalho em várias ocasiões, almoços convívio, etc., tudo no seguimento que foi a “folga” do dia do circo.
Fiquei surpreendido e revoltado. Surpreendido porque esperava e já vinha a assistir a sinais de melhoria na gestão pública. Revoltado porque me senti enganado nas expetativas, porque as ditas medidas representam um benefício de alguns à custa de todos os outros, com muito maiores dificuldades e esforço fiscal, e porque também representam a criação e a cristalização de uma cultura viciada de favorecimento.

É compreensível que Diogo Mateus queira seduzir os funcionários da Câmara, de forma a criar neles uma imagem mais positiva do que a que ficou do vereador. Só que deveria consegui-lo com permanentes boas práticas de governação e não à custa dos outros cidadãos e de cedência no rigor, na exigência e na responsabilidade. 

7 de janeiro de 2014

Diretor-Geral em part-time!

Há poucos processos em que o fator humano seja mais dominante do que no formativo. Na formação profissional é-o ainda mais do que nos outros trajetos formativos. Por razões bem conhecidas: (i) a incerteza da relação entre os sistemas de formação e o sistema de trabalho; (ii) massificação da formação profissional contínua; (iii) caraterísticas do público-alvo.
Depois da expansão do ensino profissional a partir do final do século passado, assiste-se, por razões diversas, ao definhar do modelo que muitos apregoaram como a panaceia para o problema da empregabilidade, e, em particular, da entrada no mercado de trabalho.
Entrámos numa fase em que os projetos formativos das escolas profissionais têm que ser reinventados, em que as escolas têm que se posicionar ou reposicionar com ofertas formativas diferenciadoras e de valor, têm que apostar num corpo educativo e numa direção comprometida com o sucesso dos formandos e das escolas. Acabou o tempo dos cursos de catálogo, do improviso e da formação profissional como um entretimento para os adolescentes e um biscate para os formadores.
Logo, apostar num diretor-geral em part-time para a ETAP é um péssimo sinal e pode ser interpretado como desinteresse e descomprometimento da câmara com o futuro escola.

Um dos erros que se cometeu na escola pública – e felizmente em parte já corrigido – foi a falta de liderança, não se saber quem tinha a autoridade e a responsabilidade última na escola. Os membros da comunidade educativa devem saber a quem pedir contas ou apoio. Não concebo uma escola sem um diretor presente, comprometido, interventivo, vigilante, facilitador e que seja o porta-estandarte do projeto formativo da escola.

Encontro com o teatro


Neste fim-de-semana o TAP convida-nos a um encontro com o teatro. Três dias, três peças, três euros. 

O espectáculo inaugural (sexta-feira, dia 10, às 21h30, no Teatro-Cine), "À Deriva", uma comédia com encenação de José Carlos Garcia e Nádia Santos, será apresentado pela Aijidanha (Associação de Juventude de Idanha-a-Nova). Uma boa oportunidade para tomar contacto com a obra do dramaturgo polaco Slawomir Mrozek, uma grande referência do teatro do absurdo, um mestre no uso da linguagem cómica e satírica como crítica mordaz à mesquinhez, tanto individual como colectiva. 

Num tempo de profunda crise económica e desemprego generalizado, o TAP não poderia ter escolhido melhor. 

4 de janeiro de 2014

A oeste tudo de novo

A sede da União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca vai ser na...Mata Mourisca. Não deixa de ser uma ironia do destino que a freguesia mãe das outras duas (e a única cujo último presidente saiu, de facto, de cena) receba agora essa benesse. 
Entretanto, os primeiros sinais mostram que o novo presidente da mega junta, Manuel Serra, tem tudo para se tornar uma revelação no campo autárquico: retirado da vida pública durante uma parte longa da vida, parece disposto a recuperar o tempo perdido. Quem o viu sábado passado, a travar-se de razões com o homólogo do Louriçal, a propósito da cedência de uma máquina que podia salvar um cão preso num túnel do IC8...percebeu-lhe a fibra. Lá na Guia já lha tinham percebido, quando se revelou agnóstico, numa terra daquelas e num tempo destes.
E o que têm em comum Mata Mourisca e Albergaria dos Doze? A sede. É que na União de Albergaria, São Simão e Santiago de Litém também funciona a democracia (mesmo que a custo, como em tantos outros pedaços deste paraíso). E sendo assim, é lá que vai ficar a sede do novo órgão autárquico. Se Rodrigues Marques tivesse aceite o nosso repto, ainda chegava a presidente. E não apenas de uma "terra adiada", como ele próprio lhe chamou um dia. Ou como dizia Eliseu Ferreira Dias noutro tempo..."que ele há coisas, há".

3 de janeiro de 2014

Arrumação e limpeza

Arrumação e limpeza são a base de qualquer programa de organização empresarial. Na CMP está em marcha: começou com a segregação da tralha dispersa que empancava e provocava vibração e ruído na máquina, avançou decididamente para a ETAP, prosseguirá na PMUGest e aprofundar-se-á na estrutura da câmara. Aqui, rolarão pesos pesados (Diretores de Departamento e Chefes de Divisão) - o mais poderoso vai de mota! - cortar-se-ão (alguns) interesses instalados e ligações inconvenientes.

Alguns autarcas que comiam da manjedoura do orçamento municipal perderão a ração. E não será com muitos elogios públicos que a recuperam!

1 de janeiro de 2014

Novo ano, felicidade de engano

Nas passagens de ano, assistimos por todo o mundo a manifestações de alegria em excesso com muita comida, bastante álcool, foguetes luminosos, música diversa, gritos histéricos, roupas novas, vaidades e exibicionismos.
Ao longo de vários anos, ainda não percebi porque a histeria e a loucura coletivas ficcionam a felicidade de um determinado momento e impedem cada indivíduo de escolher a calma da felicidade de todos os dias.
Por vezes, temos de nos libertar hábitos sociais e parar para refletirmos e redefinirmos objetivos, para sabermos viver.
Que cada um pense pela sua cabeça e saiba ter dignidade e ser feliz.