Na passada terça-feira decorreu, no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho, a Formalização da Operação de Aumento de Capital da PombalProf, S.A., detentora da ETAP. Passou uma semana e a câmara não divulgou publicamente a identidade das empresas/empresários envolvidos, montantes de capital subscrito e a estrutura de capital após a operação (obtive alguma desta informação, ontem, em conversa informal e ocasional com o Director da escola). O Gabinete de Comunicação (Propaganda) da CMP é lesto a passar a informação que lhesinteressa, mas descuidado a esconder a que nos interessa.
Apesar de a operação ter potencial virtuoso nasce ferida de legitimidade política e de forma pouco transparente. O PSD - tal como os outros partidos representados nos órgãos autárquicos - não tinha no seu programa eleitoral a privatização da ETAP. Logo, não está mandatado para a fazer. Convinha que os decisores políticos do Largo do Cardal percebessem que não estão a alienar património do presidente da câmara ou dos vereadores - estão a alienar património público (dos pombalenses), através de uma Oferta Pública/Privada de Venda (OPV) pouco transparente.
A situação é mais grave porque com esta OPV a câmara perde o controlo da ETAP. Por isso, deve esclarecer o seguinte:
(i) Na escritura, ficou salvaguardada a preferência pela recompra das acções? Ou a ideia é ceder definitivamente a escola aos privados?
(ii) Quais foram os critérios de escolha das empresas convidadas? Qualquer uma servia porque se privilegiou o encaixe ou houve a preocupação em escolher empresas com interesse e capacidade paradesenvolver a escola?
(iii) Qual o interesse (e motivações) em ter como accionista da escola uma empresa fantasma - “Cabaz Florido - Restaurante Típico, Lda”, morto e enterrado há décadas?
Adenda 1: Até à data de 30/07/2015 só conhecia uma empresa de Pombal com
a designação e actividade de “Cabaz Florido – Restaurante Típico”. E essa, esse
restaurante típico está morto e enterrado - abandonado até. Se existe outra
empresa, activa e dinâmica, da área da restauração, folgo por isso. Mas
continuo sem perceber o que acrescenta à escola.
Adenda 2: Gostaria/mos de ver o poder politico a responder – a dar a
cara – pelos seus actos, a esclarecer as questões colocadas e as outras que vêm
a caminho e não um pombo-correio, fantasma, sob o anonimato, a atacar o
mensageiro.





















