Numa terra onde há mais religião que civilização, o presidente da câmara propôs e o executivo aprovou, por unanimidade, a criação de uma
associação, com sede na cidade de Fátima (talvez para estar mais próxima da bênção
divina) com o objecto de ajudar os peregrinos e de fomentar os Caminhos de
Fátima, prioritariamente em todo o território nacional. Uma coisa em grande -
há dimensão da “fé” dos nossos políticos.
Os passos do concelho tornaram-se uma negra oficina onde se fabricam
ideais de subjugação que moldem o homem manso, acrítico e temente a Deus que
conceda que tudo é feito segundo a vontade de Deus e a maldade consista em
desobedecer à vontade de Deus. Nada há de mais delicioso do que um rebanho de
ovelhas conduzidas e amadas por aves rapinas.
O poder político deveria promover a vida sã e o crescimento de um povo culto
e livre, mas, em vez disso, envenena o povo através da fé para conduzi-lo pelo
nariz. E fá-lo com o nosso dinheiro, gozando com os cidadãos livres. A
peregrinação é um acto grosseiro e rústico que repugna a inteligência mais
delicada, porque martiriza o corpo com sofrimento e a alma com ressentimento.
Como afirmou Nietzsche “o Cristianismo continua sendo a maior desgraça da humanidade”, porque, como acrescentou Russel “o grande pecado do Cristianismo é que não tem finalidades “santas”, só ruins: negação dos prazeres da vida (da vida), autoviolação do Homem pelo pecado, desprezo do corpo, rebaixamento…” E continua, estranhamente, a ser fomentado pelos políticos.
Como afirmou Nietzsche “o Cristianismo continua sendo a maior desgraça da humanidade”, porque, como acrescentou Russel “o grande pecado do Cristianismo é que não tem finalidades “santas”, só ruins: negação dos prazeres da vida (da vida), autoviolação do Homem pelo pecado, desprezo do corpo, rebaixamento…” E continua, estranhamente, a ser fomentado pelos políticos.








