28 de agosto de 2015

Pinos do Largo do Cardal substituídos

O executivo camarário parece ter levado anos a ver e a entender o que nós havíamos visto de imediato: os pinos eram perigosos para a integridade física das pessoas.
Passado muito tempo e após muitos escritos e críticas e vários acidentes, o executivo camarário mandou, finalmente, remover os pinos metálicos e substituí-los por floreiras. Mais vale tarde do que nunca.

Porém, a solução foi tímida, uma vez que não levou à remoção dos pinos junto à rotunda nem dos obstáculos da “pedra lascada” da Ponte D. Maria, onde a ratoeira continua armada.

Descubra você mesmo…



A PombalProf, SA – empresa sem actividade efectiva – engajou, recentemente, um Revisor Oficial de Contas.
Quem foi o brindado?


Ajudas: ex-membro da AM de Pombal pelo PSD, actual membro da AF de Pombal pelo PSD, …

27 de agosto de 2015

Discurso criativo

O Município apregoou e a comunicação social divulgou: Pombal aprova adesão à Rede de Cidades Criativas. Pela notícia ficamos a saber que a a tal Rede de Cidades Criativas é uma "rede de experimentação de políticas públicas relacionadas com a promoção da economia criativa e da inovação". Discurso oco, vazio, feito para enganar o Zé Pagode.

Tanto quanto sei, a Rede de Cidades Criativas é uma iniciativa da UNESCO da qual fazem parte 69 cidades de 32 países e nenhuma delas é portuguesa. A rede cobre sete campos criativos: literatura, cinema, música, artesanato e arte popular,
design, artes e media, gastronomia. Pelo comunicado divulgado, fico sem saber qual o campo a que queremos concorrer. Alguém me sabe elucidar?

Como não sou ingénuo, sei muito bem que não é a essa rede a que o Município quer aderir. O que Pombal aprovou foi a adesão a mais uma iniciativa obscura que, de forma ilegítima, usurpa um nome de prestígio com vista a enganar os papalvos.

25 de agosto de 2015

O Mapa Judiciário e Pombal

A reforma da Justiça e o Novo mapa judiciário levaram de Pombal a tramitação e julgamento dos processos de comércio, cíveis de valor superior a €50.000,00 e crimes da competência do Tribunal coletivo.
Em contrapartida, manteve e trouxe os processos de família e de menores desde Leiria e Porto de Mós até ao norte do distrito, com uma secção composta por 3 juízes, e deveria trazer também as execuções. Deveria, porque as execuções foram provisoriamente (de forma aparentemente definitiva) para Ansião.
Porém, por exigências dos advogados de Leiria e Porto de Mós, está em estudo a deslocação de 2 dos 3 juízes de família e menores de Pombal para Porto de Mós. Parece que os advogados de Leiria preferem Porto de Mós a Pombal. Aliás, tal ambição não surpreende, pois alguns já tratam dos assuntos da Câmara Municipal de Pombal em Porto de Mós, como foi o caso da transformação da Pombalprof de Ldª para SA, o respetivo registo comercial e o registo da ata do posterior aumento de capital social.
Entretanto, em Pombal, não existem edifícios disponíveis para instalar a secção de execuções, o mamarracho do “Centro de Negócios” ainda continua fechado e sem utilidade e nada sabemos sobre o interesse do Município em manter por cá a secção de família e de menores.

24 de agosto de 2015

Agora é que vai…

Acabaram-se as experiências: não no jogo do pontapé-na-bola, pois a competição a sério já arrancou, mas no gabinete de apoio ao presidente da câmara. A partir do início do mês contará com uma jornalista experiente como adjunta para a área da comunicação. 
É uma contratação serôdia,mas Dom Diogo bem precisa…Ele e nós.

21 de agosto de 2015

CENTRO DE SAÚDE TEM NOVA CONSTRUTORA

Como vai sendo noticiado (por exemplo, aqui), a empresa anteriormente a cargo das obras de ampliação e requalificação do Centro de Saúde de Pombal (a ALPESO CONSTRUÇÕES SA) foi substituída pela SOTEOL. Citando o outro, "porreiro, pá"! Aliás, isso mesmo terá pensado o nosso presidente, que não esconde o contentamento por tão célere resolução.
Eu também fico contente. A obra ficou para uma empresa aqui do concelho, o que representa "dinheiro em caixa". Não ganhou à primeira, mas ganhou à segunda.
Eu, que percebo pouco destes assuntos, acho contudo que o processo teria sido ainda mais célere se a situação financeira da empresa tivesse sido devidamente avaliada inicialmente. A forma de perder menos tempo com um erro é não o cometendo.
Espero também que este processo tenha sido devidamente salvaguardado em termos formais. Não me apetecia nada ver o concelho envolvido, mais tarde, em processos judiciais por cessar um contrato com uma empresa que está em dificuldades (por isso requereu um PER), mas que não cessou actividade. E que tal não faça prolongar ainda mais o suplício por que passam milhares de utentes, e as dezenas ou de médicos, enfermeiros e  pessoal auxiliar, que vão andando visivelmente à beira de um ataque de nervos. Mas será uma preocupação desmedida de minha parte. Com a quantidade de dinheiro gasto em avenças jurídicas, não seria admissível que tudo isto não estivesse devidamente tratado.
Ficamos também à espera da resolução para as outras grandes obras que o município atribuiu à ALPESO.

A Pistola

Na última reunião do executivo o presidente da CMP resolveu fazer um número com uma tal pistola que a câmara tinha mas não sabia que tinha, há varias décadas.
Nada que surpreenda. A câmara é rica, mas não é rica coisa. E é típico dos ricos terem muita coisa que não sabem que têm. A câmara gaba-se frequentemente de estar na vanguarda da tecnologia e da informatização mas não inventaria nem informatiza o património. Logo, não sabe o que tem, controla o que não deve e não controla o que deve (controlar). Só assim se explica que um funcionário se tenha servido de centenas de milhares de euros ao longo de muitos meses e, quando, por mero acaso, detectaram a marosca e foram verificar as contas encontraram outra com um montante semelhante desconhecido.

Com as coisas que a câmara tem e que desconhece que tem, o presidente da câmara pode fazer um número todas as semanas, e expor, desta forma, os seus antecessores (e não só)!

19 de agosto de 2015

Não há festa como esta...



Foi um festão valente, o do Louriçal, que animou o Largo da Feira durante quatro dias, no 15 de Agosto mais concorrido da região. Ficam para memória futura vários momentos e diversos registos, como aquele em que o presidente da Junta local subiu ao palco, logo a seguir ao José Cid, num remake dos tempos de Narciso Mota em pleno Bodo. O homem agradeceu e agradeceu e voltou a agradecer, sobretudo "ao dr. Calvete", que supostamente preside à "comissão" organizadora. É bom ver o magnata do Louriçal de regresso à organização das festas, devolvendo à comunidade parte do que ela já lhe deu. Todas as terras deveriam ter um assim, que transforma uma festa num festival de verão. 
Gostei de quase tudo; de ver as colectividades a facturarem em grande (mesmo que tenham pago 1500 euros por uma tasquinha; 1000 por uma barraca de cerveja no recinto, com a obrigatoriedade de terem de comprar o produto à organização), depois de se terem comprometido a vender as célebres pulseiras, por dez euros cada, que davam acesso aos espectáculos dos quatro dias.
Não gostei de ver a vila despida de festa. Nem me pareceu justo o preço de 250 euros exigido às colectividades que quisessem estar apenas com um stand, do lado de fora do recinto. 
A festa deste ano - com entradas pagas, o que é justo - teve um orçamento na ordem dos 17 mil euros*
 Parece que afinal a organização esteve a cargo de uma nova colectividade, o que diz bem da pujança cultural que o Louriçal vive, por estes dias. Chama-se "Critérios e Tradições - Associação Recreativa" , foi criada no mês passado e tem sede no...edifício da Junta de Freguesia. Assim poupa-se espaço.
Estamos em crer que, para o ano, nem isso será preciso. Com a inauguração da nova zona industrial do Louriçal, vão vir charters de empresas cujos lucros servirão para custear o certame. E assim sempre fazem companhia àquela que já lá comprou um lote.

*o único valor publicamente conhecido. A não ser que os espectáculos estejam a preço de liquidação total.

Continuamos para bingo

Diz a Pombaltv que: "Soteol assume obras de remodelação do Centro de Saúde de Pombal".

"A empresa Soteol – Sociedade de Terraplanagens do Oeste Lda vai substituir a Alpeso Construções SA no comando dos trabalhos que visam a ampliação e remodelação do Centro de Saúde de Pombal.
A decisão da alteração foi dada a conhecer na reunião de câmara desta quarta-feira, dia 19 de agosto, e tem como objetivo que a obra em curso não pare.
Esta cessão da posição contratual prende-se com a difícil situação financeira em que a Alpeso Construções SA se encontra, e que inviabiliza a conclusão dos trabalhos no centro de saúde.
Neste sentido, a Soteol vai garantir os trabalhos em falta que têm um custo aproximado de 650 mil euros.
Diogo Mateus considera que “esta é a solução que dá mais garantias, apesar de algumas derrapagens em termos dos prazos de conclusão da empreitada, uma vez que não coloca em causa a utilização atempada dos fundos comunitários”. Recorde-se que as obras no Centro de Saúde de Pombal representam um investimento que ronda 1 milhão e 200 mil euros, sendo que a comparticipação europeia cobre 85% desse valor.
A autarquia fez ainda questão de esclarecer a opção tomada, afirmando que “a cessão da posição contratual se trata de uma negociação privada, neste caso entre a Alpeso e a Soteol, e que não provocará qualquer acréscimo ao valor inicialmente negociado entre o município e o empreiteiro”.
Já no que se refere às obras de beneficiação e conservação do Mercado Municipal, também a cargo da Alpeso, será a autarquia pombalense a assumir os valores que estão atualmente em dívida para com os subempreiteiros, o que permitirá que os trabalhos prossigam dentro da normalidade."

14 de agosto de 2015

Prevenção de incêndios e combate ao nemátodo




Ouvi alguém dizer que o combate aos incêndios se faz em Dezembro e não no verão a correr ao som dos silvos das sirenes. Concordamos que nada tem sido feito a nível de prevenção, como exemplificamos com as fotos de um pinhal junto ao IC2, em Carrinhos.
Consequentemente, os riscos de incêndio e os custos do combate são imensamente superiores. Por outro lado, quando chegarem os ventos e as chuvas, virão também os riscos de queda de árvores podres ou secas e os riscos para a segurança e integridade física das pessoas e para a segurança dos seus bens, com as consequentes preocupações e despesas.
As fotografias demonstram também a fraude que foi o programa de combate ao nemátodo, o qual apenas proporcionou dinheiro a algumas associações, designadamente uma que recebeu mais de uma centena de milhar de euros e nem uma árvore contaminada cortou ou destruiu.
Parece que nada é feito com planeamento ou seriedade e fiscalização. Teremos de passar a ser mais exigentes.


6 de agosto de 2015

Da cidadania

Chegou hoje pelo correio um desdobrável enviado pelo Município, que me fica no rol de boas acções. É sobre o Orçamento Participativo - exemplo maior de abertura, por parte de uma Câmara, à sua comunidade. Espero, sinceramente, que o processo de escolha das propostas e respectiva votação acompanhe, com isenção, o sinal de boas práticas que está a chegar a casa de todos os pombalenses - comunicar está muito para além de postar umas fotos no facebook e divulgar no site municipal...
Nota positiva, para já, nesta fase de arranque, através de um folheto simples, com informação clara e concisa. Agora está nas nossas mãos encher a caixa de correio do pombalparticipa@cm-pombal.pt, com propostas que mudem os nossos dias. A Câmara tem 100 mil euros para gastar com isto. A proposta mais votada será concretizada pelo Município de Pombal, ao longo do próximo ano. Está tudo aqui
Afinal, nem sempre tudo é normal em Pombal ocidental.

Centro Escolar de Pombal - a meia solução



Foi apresentado na semana passada o projecto de construção do Centro Escolar de Pombal (da autoria do arquitecto João Vinhas) que vai nascer no espaço onde actualmente (sobre)vivem a EB1 e o Jardim de Infância. Num concelho onde nasceram pólos e centros escolares como cogumelos, muito acima das necessidades das freguesias (das possibilidades pelos vistos não) a cidade - onde se concentra uma percentagem grande dos alunos - continuava com instalações miseráveis, pese embora o tom da qualidade e elevação que o Município adoptou, com adornos do tipo programa EPIS* 
Por insistência dos pais, já depois de terminado o ano lectivo, e perante o silêncio ensurdecedor do município e do Agrupamento, ficámos a saber (numa reunião solicitada) que afinal as obras sempre iriam avançar, mudando as crianças da EB1 para a Conde Castelo Melhor, onde funcionam há anos o 3º e 4º anos. Perante a falta de espaço para acolher todos, os meninos do 4º ano seguem já para a Marquês de Pombal, que é para se habituarem.
O que não se sabia é que o novo edifício -  a construir no local onde actualmente estão a EB1 e o Jardim de Infância de Pombal (este será completamente demolido) - não contempla espaço para todas as turmas do ensino básico, fazendo fé nas notícias que entretanto vieram a público. Por exemplo, diz a solícita Pombaltv que "O autarca fez ainda questão de salientar a importância desta obra, embora reconheça que a mesma não vai cobrir por completo as necessidades existentes uma vez que esta remodelação vai permitir ter em funcionamento 10 turmas, 6 do 1º Ciclo e 4 do Pré-Escolar, ficando aquém das 12 necessárias".
Como é que é?
1 -  Vamos construir um Centro Escolar de raiz, que não tem capacidade para responder às necessidades sentidas há décadas? 
2- Se apenas cabem lá seis turmas do 1º ciclo, digam-nos lá, senhores da Câmara, o que pensam fazer às outras seis, que até à data vivem na Escola Conde Castelo Melhor, edifício que nem sequer é propriedade da Câmara? 
3 - E que ideia peregrina é essa de transferir os meninos do pré-escolar para a o edifício da Filarmónica Artística Pombalense?
4 - Aquelas (poucas) árvores que se vêem no projecto são as amoreiras e plátanos com décadas de história, ou vai tudo abaixo?

* Por falar nisso, seria interessante que o Município divulgasse os números de adesão (pode ser por agrupamento, nem precisa de ser por escola) dos pais ao respectivo programa, com a mesma pompa com que divulgou as imagens da excursão de professores que organizou a Lisboa, no mês passado, para os...sensibilizar.

Afinal, não houve música no Castelo


A forma como a nossa autarquia encara a cultura não é muito diferente do que faz a maioria das câmaras do país. A troco de um conjunto de subsídios, o poder tem como objectivo manter os criadores sob a sua alçada e disponíveis para todos os seus caprichos. 

Este sistema agrada aos mais acomodados mas castra os mais criativos. Mas o maior problema é que, com a perpetuação desta "política cultural", mesmo os mais subversivos tendem a aceita-la acriticamente ou, se não o fazem, as suas críticas morrem nas mesas do café e raramente chegam aos ouvidos dos senhores do Castelo (no sentido kafkiano do termo).  

Daí que seja merecedora de aplauso a recente decisão do Quinteto da Associação Artística Marquês de Pombal ao recusar actuar no Castelo (no sentido arquitectónico do termo), no passado dia 1 de Agosto, depois de lhe terem sido negadas as condições mínimas para poderem dar o seu espectáculo com dignidade. O processo que conduziu a essa situação é rocambolesco, kafkiano e bem revelador da dita "política cultural" da autarquia.  

Depois da Sra. Vereadora Ana Gonçalves, em Maio, lhes ter dado a garantia de apoio à constituição da associação, o quinteto foi obrigado a dar uma resposta no próprio dia a um convite do Sr. Presidente da Câmara para actuação na novel sala de espectáculos da cidade. Como poderiam recusar? Não era possível! 

Passados mais de dois meses, não só o dito apoio não se concretizou como as condições pedidas pelo quinteto para dar espectáculo não foram atendidas e, como qualquer associação com o mínimo de dignidade, bateram a porta. Só espero que esta atitude corajosa não venha a pôr em causa um projecto que se antevê de grande qualidade.

3 de agosto de 2015

A metamorfose da “Pombalprof” de “Ldª” para “SA”

São conhecidos os ziguezagues e as manobras antigas e recentes na história da estrutura jurídica e económica da Pombalpfrof (ETAP) para tornear as sucessivas leis que iam sendo aprovadas sobre o controle do endividamento público e da atividade empresarial das autarquias e para, assim, continuar com sucessivas atribuições de dinheiros dos contribuintes para saciar a voracidade daquela máquina.
Recentemente, a estratégia evoluiu e tomou-se mais uma decisão: passou-se de sociedade por quotas a sociedade anónima e injetou-se dinheiro fresco (óleo) dos novos acionistas na máquina para poder funcionar. Aparentemente, encontrou-se finalmente uma boa solução para os contribuintes.
Porém, não podemos esquecer que aquela solução é a negação da concorrência entre aquela escola e as outras escolas públicas e privadas, pois, estas não dispõem dos mesmos recursos económicos daquela para iguais atividades nem de igual empenho do poder político. Aliás, são publicamente conhecidas as opiniões dos que entendem que o conflito no agrupamento de escolas de Pombal era já uma forma de tentar encontrar uma solução para a ETAP através da de cursos técnico-profissionais das outras escolas.
Por outro lado, não se justifica a motivação de sociedades comerciais (com escopo lucrativo) para entrarem no capital social de uma empresa com prejuízos e sem perspetivas de atribuição de benefícios económicos. Diogo Mateus, antecipando o debate, veio afirmar que a solução não implicava a “troca de favores”, pensado provavelmente que os cidadãos pensavam que haveria “troca de favores”.
Atendendo a que em política “o que parece “ é, a que o Município tinha necessidade “tapar” mais um buraco da ETAP e à forma como os futuros acionistas foram “convencidos” a subscrever o aumento de capital social, algo terá de ser dado em troca a empresas cujo objetivo é o lucro. Alguma coisa do património público terá de ser cedido de alguma forma, nomeadamente com decisões protecionistas (contra a concorrência), com facilidades burocráticas, com aquisição de bens e serviços, com fornecimento de informação privilegiada e, até, com uma pose para uma fotografia promocional…
Acresce que a cronologia dos factos anunciados sobre a metamorfose da Pombalprof não coincidiu com cronologia dos factos ocorridos. Na verdade, enquanto em 16-07-2015, no Cartório Notarial de Porto de Mós (longe de Pombal e da economia de Pombal), se procedeu ao aumento do capital social de €100.000,00 para €105.000,00 (com a entrada de uma empresa como sócia), à transformação de sociedade por quotas (Ldª) em sociedade anónima (SA), com 21000 ações nominativas de €5,000 cada, e à “nomeação” do conselho de administração, integrado por vogais que eram gerentes ou administradores das empresas anunciadas “novas acionistas”, só em 29-07-2015, também no Cartório Notarial de Porto de Mós, se procedeu ao aumento do capital social para €400.000,00, integrado em 80.000 ações de €5.00 cada, e à entrada do grupo das “empresas já antes anunciadas como já sendo acionistas”, incluindo aquelas cujos gerentes ou administradores já anteriormente integravam o conselho de administração. Coisa bizarra, como se faz notar no “OPV da Etap” de 28-07-2015 de Adelino Malho) e passível de várias interpretações para quem, como nós, consultou o registo comercial no dia 27-07-2015.

Vamos estar atentos aos futuros pagamentos dos favores “devidos” às novas acionistas e a eventuais compensações concorrentes descontentes, o que (inelutavelmente) não deixará de ser feito à custa dos contribuintes e dos interesses públicos…

1 de agosto de 2015

O raio do protocolo

O protocolo na CMP é o que é - quem não tem não pode dar.
No ano passado convidaram, para a inauguração das obras no Castelo, por e-mail, o Primeiro-Ministro. Obviamente, recusou. Pela mesma via.
Este ano devem ter convidado, à última hora, o ministro Poiares Maduro. E ele aceitou. Mas, pelos vistos, não tinham nada programado. Submeteram-no a um passeio turístico, improvisado no momento. Para campanha serve...

31 de julho de 2015

Grande Pedro, Pedro o Grande

Pedro Pimpão vai em 3º lugar nas listas da Coligação do PSD/PP nas próximas eleições para a Assembleia da República.

É o reconhecimento da dedicação, da generosidade e da transparência no desempenho do mandato de deputado e um sinal forte de que existe renovação e de que Pombal (já) não é o anão político de que se falava.

30 de julho de 2015

Pedro Proença, BES e desconhecimento

No início de Junho passado, um amigo pombalense enviou um e-mail a outro dizendo que Pedro Proença iria ser o próximo Presidente da Liga Portuguesa de Futebol. Para tanto, dizia, iria ser aprovada nova regulamentação e, assim, provocadas eleições antecipadas. Tudo tinha sido anteriormente decidido numa reunião secreta na Curia entre os “staffs” do Benfica e do FCPorto. Mais tarde, Bruno de Carvalho, cego pela hostilidade a Luís Duque, veio apoiar a uma decisão que desconhecia já ter sido anteriormente tomada, enquanto Luís Filipe Vieira anunciou não apoiar Proença para não afrontar o velho ódio de estimação dos adeptos benfiquistas ao FCPorto a para manter legitimidade para intervir em diferendos futuros da Liga.
Nem Benfica, nem o FCPorto e nem o Proença (cunhado de Rui Gomes da Silva vice do Benfica) querem o sorteio de árbitros. O sorteio dificulta a escolha e a manipulação. Neste campeonato lusitano está em causa muito dinheiro, visto que só os dois primeiros classificados têm acesso direto à liga dos campeões.
Quando em 2008 o banco Lehman Brothers estoirou, fiquei a saber que uma agência de Pombal do BES tinha andado a canalizar os grandes depósitos (de emigrantes) para aquele banco americano através de offshores constituídas em nome dos depositantes com procuração a favor dos administradores do BES. Porém, os responsáveis pelo Banco de Portugal e pela CMVM e todos os políticos e jornalistas que agora se mostram muito críticos e moralistas dizem que nada sabiam.
Lembro ainda que, alguns anos antes da queda do BPN, era vulgar ouvir os funcionários de agências de Pombal de outros bancos dizer que o BPN iria dar um enorme estouro. Porém, os referidos protagonistas dizem que também nada sabiam.

É caso para dizer que em Pombal tudo se sabe muito antes do que na capital.

28 de julho de 2015

A OPV da ETAP

Na passada terça-feira decorreu, no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho, a Formalização da Operação de Aumento de Capital da PombalProf, S.A., detentora da ETAP. Passou uma semana e a câmara não divulgou publicamente a identidade das empresas/empresários envolvidos, montantes de capital subscrito e a estrutura de capital após a operação (obtive alguma desta informação, ontem, em conversa informal e ocasional com o Director da escola). O Gabinete de Comunicação (Propaganda) da CMP é lesto a passar a informação que lhesinteressa, mas descuidado a esconder a que nos interessa. 
Apesar de a operação ter potencial virtuoso nasce ferida de legitimidade política e de forma pouco transparente. O PSD - tal como os outros partidos representados nos órgãos autárquicos - não tinha no seu programa eleitoral a privatização da  ETAP. Logo, não está mandatado para a fazer. Convinha que os decisores políticos do Largo do Cardal percebessem que não estão a alienar património do presidente da câmara ou dos vereadores - estão a alienar património público (dos pombalenses), através de uma Oferta Pública/Privada de Venda (OPV) pouco transparente.
A situação é mais grave porque com esta OPV a câmara perde o controlo da ETAP. Por isso, deve esclarecer o seguinte: 
(i) Na escritura, ficou salvaguardada a preferência pela recompra das acções? Ou a ideia é ceder definitivamente a escola aos privados?
(ii) Quais foram os critérios de escolha das empresas convidadas? Qualquer uma servia porque se privilegiou o encaixe ou houve a preocupação em escolher empresas com interesse e capacidade paradesenvolver a escola?
(iii) Qual o interesse (e motivações) em ter como accionista da escola uma empresa fantasma - “Cabaz Florido - Restaurante Típico, Lda”, morto e enterrado há décadas?

Adenda 1: Até à data de 30/07/2015 só conhecia uma empresa de Pombal com a designação e actividade de “Cabaz Florido – Restaurante Típico”. E essa, esse restaurante típico está morto e enterrado - abandonado até. Se existe outra empresa, activa e dinâmica, da área da restauração, folgo por isso. Mas continuo sem perceber o que acrescenta à escola.

Adenda 2: Gostaria/mos de ver o poder politico a responder – a dar a cara – pelos seus actos, a esclarecer as questões colocadas e as outras que vêm a caminho e não um pombo-correio, fantasma, sob o anonimato, a atacar o mensageiro.

A quimera das festas do bodo

O silêncio é de ouro e as regras da organização social impõem-no em determinados períodos do dia, designadamente à noite. Porém, o direito dos cidadãos ao descanso e ao repouso é suprimido nas festas do bodo. Nem tão pouco há misericórdia para os doentes e moribundos do Hospital (para doentes terminais) da Misericórdia de Pombal, atualmente em remodelação e recentemente objeto de festa política.
O ruído começa com foguetório às 9h, continua com música de rua, dos carroceis e das tascas durante dia, repete-se com foguetório às 24/0h e prolonga-se com música até às 6h.
O ponto alto das festas foi a procissão ou o cortejo das vaidades, onde, este ano, até os dirigentes da Misericórdia mostraram a sua religiosidade, as suas máscaras e as suas indumentárias. A feira das vaidades continuou nas poses para as fotografias a exibir…
Todos tiveram um pouco de ilusão da quimera fugaz da festa: sobretudo os políticos sedentos de protagonismo, comerciantes sedentos de receitas e o público sedento de prazer.
Simultaneamente, as ratoeiras dos pinos e das pedras pontiagudas continuaram e continuam cravadas nos pavimentos a fazer tombar e a ferir vítimas, até que alguém demande judicialmente o município ou apresente queixa contra os autarcas pelo crime de ofensa à integridade física por negligência e exija indemnizações.

De toda esta habitual “cultura” de festa, destacamos de positivo a anunciada redução das despesas comparativamente aos anos anteriores.

27 de julho de 2015

Diário do Bodo

- E novidades? 
Perguntam vocês. 
Todos os anos acontecem acidentes como aquele que presenciei ontem à noite, na Ponte D. Maria, por onde passa grande parte do povo que se dirige do Cardal para o Arnado. 
Já sabemos - que o poder não se cansa de explicar - que a culpa é de quem não olha para o chão que pisa, ali como no Cardal. Estamos em crer que a explicação para casos como o de ontem há-de ser idêntica.
Mas já que calha em conversa, de quem será a culpa de não existir um corredor de segurança para que os meios de socorro possam passar, quando é preciso? Haverá um plano de emergência para as Festas do Bodo? Se sim, por que razão é toda uma cena da Balada de Hill Street quando é preciso chegar ao meio da festa, como aconteceu ontem, ou na sexta-feira? Que comunicação é essa que não passa para os bombeiros ou para a BT, e que resulta em voltinhas das ambulâncias pela cidade, no sábado, durante as provas de atletismo, à espera de encontrar um agente da PSP que soubesse identificar o acesso ao Hospital?

26 de julho de 2015

O Nosso Bodo II

"Lá se passaram aqueles tradicionais dias de festa, que este ano foram dias de festa…pobre, tendo custado dinheiro de festa rica.
Missas e sermões; sermões e procissões; novenas e foguetões; fracas iluminações e que nos conste com fartura nada mais nestes dias de tantas expansões.
O Bodo de Pombal! Quem o viu e quem o vê!
Quem o viu nos tempos em que havia gosto e se primava por em tudo o demonstrar.
Quem o viu nos tempos em que havia amor à terra, superior ao mercantilismo, e o que se vê agora! Que diferença!
As ornamentações, …, e aquelas iluminações pobres, a tantos riais por hora, meticulosamente calculados, não vá haver desequilíbrio orçamental! – sem se ter pejo de tanta gente notar que isto é pobre de mais para uma terra como a nossa, é tudo quanto lhe queiram chamar, menos Festas do Bôdo, menos ornamentações de uma festa anual, numa terra onde há civilização.
Cremos que é esta a opinião geral e registámo-la fazendo éco com o nosso protesto, dos protestos dos outros.
Pombal exige que melhor o honrem e que tanto o não alvitrem.
É preciso que se diga isto, e nós dizemo-lo com a hombridade que usamos, para que nesta terra de pessoas medianamente inteligentes, nem todas finjam ou sejam comidas por tolas.
De resto, lá pela igreja creio que houve festarola rija também: as procissões estiveram em beleza a rivalizar com as ornamentações, e de tanta pobreza franciscana – e esta é a melhor impressão, alguns cobres correram para as gavetas dos comerciantes locais que, como de costume, - eles e o ornamentador – tiveram uns prejuízos tão grandes que não podem fazer a festa pró ano..."
Em “O Imparcial”, 1919, por A. S. S.

Um século passado, uma revolução e a liberdade; e parece mentira como regredimos tanto no que se refere a jornalismo local independente, mordaz, bem escrito - e não só.

24 de julho de 2015

Finos a 1,20€

Passaram-se?! Como é possível? É esse o preço que a malta tem que pagar para ter o Emanuel à borla?

A Câmara querer vender, no seu barraco, os finos a 1€20, ainda vá que não vá; obrigar os comerciantes locais a acompanhar esse preço absurdo é que não se admite. Se é verdade o que se consta, Digo Mateus, numa atitude de "capo" da Máfia, enviou os seus fantoches para a rua com ordens para ameaçar todos aqueles que não aceitaram a cartelização dos preços. Um total absurdo! Um desrespeito pelos pombalenses!

Caro Diogo Mateus: meta-se na sua vida! Exerça apenas o cargo para que foi eleito e todos nós lhe ficaremos imensamente gratos. E não se esqueça: nem Pombal não é a sua quinta nem os pombalenses são seus súbditos!

Aí está o Bodo 2015


As Festas do Bodo 2015 são oficialmente inauguradas hoje, pelas 18h, com a participação do Ministro adjunto Poiares Maduro. Olhando para a foto oficial, atrevo-me a dizer que as preces de Diogo Mateus foram atendidas. É que, em termos de peso político, um Ministro, ainda que adjunto, é bem melhor que uma simples presidente da CCDRC! E se, no ano passado, apenas Ana Abrunhosa sorria, aposto que agora vamos ver mais caras alegres na cerimónia do hastear das bandeiras.

20 de julho de 2015

A Volta do Futuro e a ciclovia

Pombal assistiu recentemente ao inicio de uma etapa da Volta a Portugal do Futuro em bicicleta, subsidiada com dinheiros camarários (dos contribuintes) para promover não se sabe bem o quê. Certamente que não foi para promover a prática do desporto de bicicleta dos munícipes.

Simultaneamente, a ciclovia junto ao Arunca encontra-se em degradação. Ciclovia que foi construída com luxo desnecessário ao uso dos sapatos das pessoas e dos pneus das bicicletas e com falta de segurança na “greta” central transformada em ratoeira para bicicletas, nomeadamente de crianças. A tijoleira cara aplicada no pavimento depressa se degradou e foi desleixada, enquanto fazem "festa" e se exibem na volta Portugal do Futuro.

Câmara Corporativa

O Estado Novo aguentou-se (quase) meio século porque instaurou um controlo apertado de toda a sociedade. Esse controlo fazia-se através das forças de segurança – PIDE à cabeça – e de uma organização em pirâmide da estrutura económica, cultural, social, desportiva, religiosa, assistencialista…
O Corporativismo Económico adoptado pelo Estado Novo – é, talvez, a parte mais conhecida e estudada, porque, tendo sido implementado de forma consistente, ao longo de (pelo menos) três décadas (na parte final houve alguma inflexão, nomeadamente a abertura ao exterior) permite-nos extrair conclusões sólidas sobre suas consequências económicas e sociais.
Actualmente é unanimemente reconhecido que o proteccionismo económico penaliza o crescimento económico e a prossecução do bem-estar social porque, ao reduzir a concorrência, assegura rendas excessivas e a perenidade dos negócios protegidos. Logo, quando os poderes públicos privilegiam certos empresários ou grupos empresariais, a troco ou não de benefícios próprios, afastam-se do interesse público e da prossecução do bem-estar social.
A economia portuguesa é uma longa história de proteccionismo económico. A revolução de 1794 e a entrada na CEE deram-lhe duas fortes machadadas, mas não o eliminaram; está ainda enraizado em vários sectores e regiões.
Em Pombal o modelo de Associativismo, de Assistencialismo e de relação com a Igreja baseia-se nos antigos princípios e métodos. Tal como o proteccionismo de alguns empresários e o consequente afastamento de outros, com os inevitáveis prejuízos para toda a comunidade, nomeadamente na oferta de emprego.
Assim se explica (também) o desfalecimento crescente desta terra - do concelho charneira.

17 de julho de 2015

39º Aniversário do TAP


Vários motivos que tornam este evento interessante: não é ocorre no Castelo; não é organizado pela Câmara; o grupo A Jigsaw é muito bom. Parabéns ao TAP!

16 de julho de 2015

Aposta?

A Federação Distrital do PS de Leiria aprovou a lista de deputados seguinte:
            1.º - Margarida Marques
            2.º - António Sales
            3.º - Miguel Medeiros
            4.º - Odete João
            5.º - Adelino Mendes
            6.º - João Paulo Pedrosa
Se a lista final for esta, aposto dourado contra vintém que em Leiria o PS terá o pior resultado. Quem aposta?

PS: Ainda espero que António Costa faça aplicar, aqui, a orientação de renovação e abertura.

Pombal 2020 - Sucesso Escolar 100%


Com grande parangonas, o nosso edil apresentou ao Senhor Presidente da República o Programa Municipal de Potenciação do Sucesso Escolar denominado "Pombal 2020 - Sucesso Escolar 100%". Apesar de não conhecer os seus detalhes, quero acreditar nos méritos pedagógicos da iniciativa e faço figas para que seja um verdadeiro sucesso. Mas o que não consigo perceber é o que faz o Pombal 2020 no meio disto tudo.

Tal como já havia questionado aqui, continuo sem entender o que é o Pombal 2020. Segundo a sua página web, é um projecto do PSD (ou de alguma laranja iluminada, não se percebe bem). Mas se é isso, o que faz o nome do Pombal 2020 associado a uma iniciativa municipal?

Ou muito me engano ou este Pombal 2020 é mais um pretexto para o PSD capitalizar com as iniciativas que são de todos nós. Se assim é, é uma vergonha. Uma vergonha que, infelizmente, não me espanta nada.

10 de julho de 2015

Orçamento Participativo, faits divers

Os Orçamentos Participativos são faits divers que os executivos camarários utilizam para mostrarem o que não têm (não cultivam), a quem pouco que tem para mostrar.
O modelo que foi proposto e aprovado na Câmara de Pombal é excessivamente burocrático, inconsequente e inútil; a que só aderirá um ou outro rapazola ávido de protagonismo.
O regulamento começa logo por estar mal nomeado: em vez de Orçamento Participativo deveria chamar-se Plano Investimentos Participativo, porque permite unicamente propostas sobre investimentos. É um documento onde abundam termos descontextualizados e expressões exageradas, que em vez de engrandecer, desqualificam; tais como: “O Orçamento Participativo constitui uma estratégia do actual Executivo” …”é um contributo para a modernização dos serviços municipais” … “Proporcionar uma experiência participativa e colectiva” … “Contribuir para a educação de uma cidadania participativa, responsável e inclusiva”. Por outro lado, no substantivo, falta-lhe comprometimento do executivo e independência na condução do processo: “O Município de Pombal irá inscrever uma verba para este fim” (quanto???) e todo o processo é controlado pelo presidente - não seria de esperar outra coisa.

Como será um faits divers não irá sobrecarregar muito os serviços com burocracia desnecessária. Do mal, o menos…

A falácia

Segundo o Jornal de Leiria, "nos últimos tempos, Pombal tem proporcionado vários eventos e iniciativas no domínio cultural, criando um movimento interessante de atractividade do público local e externo, demonstrando que o clima cultural da cidade está a mudar e a criar ofertas mais ricas e cosmopolitas". Das duas uma: ou quem escreveu esta peça não tem a mínima noção do que está a falar, ou presta-se a ser porta-voz de quem quer transmitir esta falácia.

9 de julho de 2015

PMUGest, uma Natureza Morta

O Relatório de Gestão da PMUGest, do 1.º Trimestre de 2015, é um quadro com uma bela moldura que envolve uma natureza morta. Comprova que não há choque de gestão que reanime actividades/negócios que nasceram e amadureceram deficitários, fazendo concorrência desleal aos privados.
A PMUGest continua a padecer dos mesmos males: é um emaranhado de actividades/negócios que não têm potencial para gerar sinergias, onde os não rentáveis crónicos – Café Concerto e Esplanada do Castelo - vivem, sistematicamente, à custa da “renda” da exploração do Estacionamento Pago e da Publicidade.
Foi um erro transformar a PMU, que presta um bom serviço e tem uma exploração equilibrada (apesar de no 1.º TRI2015 apresentar um resultado de -17.277 €), na PMUGest. Juntar actividades que funcionam bem com outras que funcionam mal e que não têm qualquer complementaridade, não é solução para os problemas, como aqui alertei na altura.

Do que estão há espera para tomar medidas? 

O Cotrofe e o seu regulamento "formal"


É sabido e notório que reina por Pombal alguma confusão entre os papéis que cada um deve desempenhar. Ficou claro isso mesmo nos últimos dois posts do Adelino Malho. E fica claro, para mim, em cada sessão da Assembleia de Freguesia de Pombal, essa lição que me vai ficar para a vida... 
Falta-nos muito espírito democrático, mas falta-nos sobretudo cidadania. Só isso explica a obsessão pelos rótulos partidários, pela colagem forçada, pelo fundamentalismo de discutir pessoas em vez de ideias. A verdade é que essa linha orientadora - que começa na pequena colectividade da aldeia e termina nos Paços do Concelho - chega a transformar-se num muro de cimento armado que impede tanta coisa boa de ver a luz do dia, tanto projecto de singrar, prejudicando todos em nome da teimosia de alguns.
O exemplo mais recente é o (tão necessário) regulamento do Parque de Merendas de Cotrofe, onde todos os caminhos vão dar, mal o sol espreita e o calor aperta. Está aprovado pela maioria social-democrata da Junta de Pombal. E podia ser um bom instrumento de gestão de um espaço público. Podia, mas não era a mesma coisa...
É claro que ficamos conversados a partir do momento em que um dos membros da bancada do PSD atira uma sentença como "nós não precisamos das outras bancadas para o fazer aprovar". Mas seria tão de bom tom como democrático ouvir os contributos que os membros das bancadas do PS e do CDS estavam prontos a dar. À conta dessa birra de poder, o Cotrofe vai ter/já tem um não-regulamento, com pérolas como "a marcação de mesas é feita presencialmente no próprio dia", "o funcionamento do bar (...) deve obedecer às melhores regras" ou - cereja do bolo - "só é permitida a marcação de mesas com antecedência no máximo de cinco, a grupos formais e informais; a grupos institucionais". Saibam os estimados leitores do Farpas que, de acordo com as explicações dadas na sessão da AF pelo executivo da Junta, são considerados grupos formais "por exemplo, os da catequese". 
Uma dor de alma, isto. Bastava ir ali ao lado ao Troncão, no limite da vizinha freguesia de Vermoil e a de Colmeias, para ver como é que se gere um parque com êxito. Naquela noite, na associação do Pinheirinho, garantiu-me a Junta que sim, que lá tinha ido, e que até copiou do modelo algumas coisas. Não consegui identificá-las, mas deve ser um problema meu, que ainda ando atordoada com aquele festão dos anos 80, no sábado passado...

8 de julho de 2015

Oposição dispensável (II)

Na assembleia municipal, tal como no executivo, na não há debate, quanto mais visões alternativas. A maior parte dos temas da agenda são despachados sem qualquer intervenção e os mais importantes são brindados com uma ou outra intervenção superficial (de quem não leu/analisou os documentos) ou no acessório.
O presidente da câmara deve passar as horas mais folgadas do seu mandato nas reuniões da assembleia municipal. Nota-se pelo teor das suas intervenções. E seriam ainda melhores se um ou outro membro da sua bancada não introduzisse, de vez em quando, um assunto incómodo, como, por exemplo, o encerramento da escola do Seixo.

Dom Diogo baralha, dá, destrunfa, recolhe, credita e volta a baralhar… Fala mais ele, do que ou outros todos juntos! E com muito mais consistência. Está nas suas sete quintas. Só tem que se preocupar com um ou outro companheiro que se quer afirmar ou demarcar, e há-os por lá. As ameaças (só) podem vir de dentro, dos que não estão lá só pela senha de presença.

1 de julho de 2015

Os 50 anos do Hospital de Pombal e os fariseus

O Hospital de Pombal, propriedade da Misericórdia de Pombal (do Vaticano), está a ser objeto de obras de remodelação mandadas executar pelo Governo de Portugal. Os contribuintes pagarão cerca de €2.000.000,00 em obras e equipamentos.
Recentemente, no âmbito duma ação propagandística denominada “sessão comemorativa dos 50 anos do hospital de Pombal”, o Município de Pombal, através do seu Executivo, decidiu afixar uma placa onde fez constar que contribui para a remodelação ou “conservação das fachadas” com “€182.320,00” (dos contribuintes Pombalenses) e que é “dono da obra”. A dita “comemoração”, necessária à exibição dos protagonistas, incluiu, a abrir, uma missa no Cardal, e a fechar, uma visita ao Hospital.
Constata-se que vários políticos locais estão a ganhar o hábito farisaico de fingir serem muito crentes, tal como os boémios convertidos em jihadistas degoladores de infiéis. Todos eles querem frequentar a mesma universidade de Navarra, os mesmos cursos pós graduação das filiais da mesma universidade, as mesmas missas, os mesmos retiros, os mesmos campos de férias, tudo da mesma organização (opus dei) fundada pelo espanhol Josemaría Escrivá de Balaguer, à semelhança da outra organização (inquisição), tristemente famosa, liderada por outro espanhol, Tomás de Torquemada. Todos querem prestar vassalagem ao clero e dar muito dinheiro dos depauperados contribuintes para as festas das igrejas, para as “merendeiras” das capelas, para os adros, para a “corda do sino”, etc…

O pior de tudo é que cada um destes “crentes” quer mostrar ser mais crente que os outros e quer mostrar acreditar na crença; quer mostrar até que o poder lhe advém por força divina… 

30 de junho de 2015

O estranho caso dos rapazes que querem mudar o feriado municipal para a segunda-feira do Bodo

foto: Pombal Jornal

Diz a imprensa local que a JSD apresentou ontem, em plena Assembleia Municipal, uma proposta tão bizzara quanto a exposição dos burros: mudar o feriado municipal, de 11 de Novembro, para a segunda-feira do Bodo. 
Tenho resistido a comentar tonterias. Mas a Assembleia Municipal ainda me parece um órgão sério - e pese embora todo o meu desencanto, por ter esperado 20 anos pela mudança que afinal não chegou - quero acreditar que prevalece uma réstia de bom senso. 
A mim não me choca que os rapazes sejam irreverentes, desde que não confundam a mesa do Red Line, da Cervejália, da Capital ou de outro qualquer com a bancada da Assembleia Municipal. 
O Bodo não é - nem nunca foi - uma festa concelhia. A maioria das freguesias não se revê nela.
Mas para tirarmos as teimas - e acabar com este episódio de manifesto umbiguismo, em que se confunde a árvore com a floresta - eu voto a favor de um referendo, já que chegámos aqui. Já que o presidente da Câmara propõe um amplo debate.
De resto, vale a pena perceber o que diz o povo, nas redes sociais...

Há burros no Cardal


O Jardim Municipal acolhe, por estas dias, uma exposição bizarra. Procurei mais informação sobre aqueles burros, mas não encontrei. Fico-me então pelas explicações do povo, daquele que anda no Pombus à hora de almoço, e que ainda há pouco me elucidou:
- isto são os burros dos ciganos?
- Não...(diz o motorista, esclarecido). São fotografias de um fotógrafo que é muito crítico, e que veio com aqueles espanhóis e italianos que estão no castelo a dar concertos. Acho que vão andar aqui umas duas semanas.
- Os burros?
- Tudo.
Imaginei tanta coisa no Cardal, neste formato. Mas é preciso ser burro, afinal.

29 de junho de 2015

Oposição dispensável

Sempre defendi a existência de executivos multipartidários nas autarquias como forma de assegurar uma melhor governação e algum controlo da deriva populista, cacique e corrupta do poder local. Mas estou quase a ceder. A realidade é o que é e não o que gostaríamos que fosse: a inoperância das oposições autárquicas é confrangedora, nomeadamente em Pombal.
Nem discuto a coisa com base nos argumentos económicos ou das necessárias poupanças: é evidente que os custos inerentes aos vereadores da oposição são insignificantes. Mas ganham significado quando o valor gerado é nulo ou próximo disso. Na verdade, não é o custo que pesa, mas o remorso do embuste.  
A agenda da última reunião do executivo municipal (que antecede a próxima assembleia municipal) continha vários e importantíssimos assuntos:
- Relatório de Gestão e Prestação de Contas Consolidadas – Ano de 2014
- Parecer do auditor externo sobre as Contas Consolidadas – Ano de 2014
- 3.ª Revisão às Grandes Opções do Plano 2015/2018
- Contratos Interadministrativos com as Juntas de Freguesia para a criação do Espaço Cidadão
- Protocolo de parceria entre o Município de Pombal e a Vodafone Portugal
- Projeto de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação de Pombal
- Normas do Orçamento Participativo de Pombal
- Relatório final da Ação de Acompanhamento à Operação POVT
- Relatório de Execução Orçamental da PMUGest – 1.º Trimestre – Exercício de 2015
- Apoios às Juntas de Freguesia do Concelho de Pombal
Todos votados por unanimidade, sem uma observação, um reparo, uma crítica.
É a oposição que temos. Demitam-se, poupem-nos o remorso do embuste.

24 de junho de 2015

O perigo da utilzação da bicicleta

Para a European Cyclists’ Federation, Portugal é o país da União Europeia com maior taxa de ciclistas mortos na estrada e é apenas o 2º país com menor utilização de bicicleta, o que revela a perigosidade do uso deste meio de transporte. Só por medo os cidadãos não recorrem mais ao uso da bicicleta.
Embora o baixo grau de civismo de condutores ou até de ciclistas seja uma das causas de tão alta sinistralidade, é-o, sobretudo, a falta de adaptação das vias à segurança dos ciclistas.
Em Pombal, para além da zona da praia do Osso da Baleia e do pequeno troço do rio Arunca entre o açude e o Viaduto Guilherme Santos (preparados apenas para fins lúdicos), nenhuma outra estrada ou rua está adaptada à utilização da bicicleta. Acresce que não existe qualquer estudo ou projeto para alterar as vias e proporcionar a utilização regular da bicicleta pelos pombalenses como meio de transporte.
Mesmo na parte do lazer, pouco se tem feito, como é o caso do btt. Tendo a modalidade atingido razoáveis níveis de popularidade, sendo praticada por muitos cidadãos e pretendo o executivo camarário colher os louros e conduzir o “rebanho” para anunciado Centro de Interpretação da Sicó, justificando o pródigo investimento, apressou-se recentemente a colocar sinalética nalguns trilhos anteriormente abertos e mantidos pelos praticantes mais empenhados. Pensou-se que o Município iria passar a cuidar dos trilhos, o que não aconteceu, uma vez que os mesmos ou estão a ficar fechados com vegetação ou têm de continuar a ser mantidos pela carolice de alguns “betetistas”.

23 de junho de 2015

O SCP e os Tramiqueiros

Os tramiqueiros são criaturas com imaginação fértil, não para coisas com valor, mas para a tramiquice. Até ao final do século passado tiveram sucesso e ostentavam-no, rindo-se até dos que não lhes seguiam os métodos. Nos últimos anos entraram em desgraça e são, actualmente, a desgraça das organizações por onde andam. O seu “modus operandi” é simples: movimentam-se regularmente na fronteira da legalidade e lançam uma ou mais tramiquices. Se uma resultar, ganham um balão de oxigénio até à próxima dificuldade, e assim sucessivamente. Para tal, juntam-se sempre a quem lhes possa facilitar as tramiquices: dirigentes bem colocados ou políticos (alguns, tramiqueiros de origem).
O SC Pombal (SCP) foi, ao longo das últimas décadas, um bom exemplo da gestão tramiqueira. O clube claramente mais apoiado pela câmara – subsídios, infra-estruturas, serviços, despesas - manteve-se insolvente e normalmente sem resultados desportivos.
O SCP não sabe o que deve, mas sabe que não consegue pagar a dívida; quer continuar a receber apoios, mas não quer assumir os compromissos com os credores. Continua com uma direcção sem legitimidade a tomar medidas de fundo (Desportivas e Administrativas) e um Direcção eleita - já com baixa(s) - sem tomar posse porque não tem contas aprovadas. Para embelezar este quadro o digníssimo presidente da AG convocou uma assembleia para, de entre outros pontos, discutir a eventual criação de uma “Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas”, onde o clube terá uma quota intransmissível de 100% (DL n.º 10/2015; art.º 11.º).
O que visam com este “esquema”? Deixar o passivo no clube e, como este não tem activos, ludibriar os credores?
O que tem a câmara - principal financiador do clube com o dinheiro dos nossos impostos – a dizer sobre isto?
Vai a câmara continuar a dar toda a cobertura às tramiquices e a lançar o dinheiro dos nossos impostos numa entidade que não cumpre as suas responsabilidades e os compromissos com o Estado (Nós)?

21 de junho de 2015

Sete Sóis Sete Luas


O sete é um número bíblico, um número místico. Não foi por acaso que Deus descansou no sétimo dia e que Newton, que era um místico, decidiu fixar o sete como o número de cores do arco-íris. Também são sete as petições do pai-nosso.

Em Pombal vivemos também sob o signo do sete. Depois de termos sido considerados a sétima melhor cidade para se viver na região centro, acolhemos agora o Festival Sete Sóis Sete Luas. Desconheço os desígnios do oculto mas, sejam quais forem os motivos desta coincidência, o que é certo é que são duas boas notícias.

Confesso que estava longe de pensar que a nossa autarquia decidisse apostar num evento inspirado nas personagens de Baltazar Sete Sóis e Blimunda Sete Luas do magnífico "Memorial do Convento" de José Saramago. Estamos sempre a aprender. Espero que essa decisão corresponda mais a uma opção de futuro do que a uma medida avulsa, aproveitando uma oportunidade circunstancial. Só assim se justifica o investimento.
 
A partir de quinta-feira vamos acolher um festival que tem dado ênfase à divulgação da cultura mediterrânea, privilegiando os pequenos centros e artistas de inegável qualidade mas longe de poder ser considerados mainstream. Porque reconheço enorme qualidade nos nossos novos artistas (Ricardo Silva é o pombalense em destaque), porque vejo o futuro de cidades como Pombal enquadrado em redes de centros urbanos de interesses e identidades comuns e porque acredito na nossa matriz mediterrânea, aplaudo esta iniciativa da autarquia. Estarei disposto a aplaudir de pé quando perceber se esta opção corresponde a uma efectiva política cultural.

18 de junho de 2015

Silly Season*


A imprensa local e regional vai transmitindo, com assiduidade, o que se passa por aí. A nossa vida corre bem, como nos posts do facebook. Funcionários e vereadores do município marcharam alinhados, no Santo António (é verdade que nos outros municípios o papel das câmaras é incentivar as colectividades e os bairros - por alguma razão as marchas se chamam populares, e não municipais. Mas, como sabem, nada disso interessa).
A EB1 vai entrar em obras (isto se a DEGEstE se pronunciar a tempo sobre o projecto, se a obra for a concurso e publicamente apresentada/discutida), dando finalmente lugar a um Centro Escolar. Os pais estão agora a ser delicadamente informados, à medida que vão matricular os filhos. Mas é verão, tempo de férias e gelados. Os bombeiros hão-de dar conta do recado, que se-Deus-quiser a época de incêndios há-de ser tão morna como a participação no debate sobre o futuro do país que a nossa Associação de Industriais organizou - um naipe de oradores como aquele merecia, pelo menos, uma sala composta. Mas lá está, é quase-verão, a vida corre entre caipirinhas, gin-tónico e sumo de laranja fresco, que maçada.
Pensando bem, falta pouco mais de um mês para o Bodo. Pode ser que nessa altura já nos possamos deleitar junto ao Arunca, na esplanada que ali há-de nascer, em frente ao pavilhão da Caldeira, na sede prometida pela Câmara a uma colectividade desportiva (nas zonas desportivas devem estar colectividades desportivas, está bom de ver). E afinal, 183 mil euros hão-de dar para belas vistas.

Além disso, teremos sempre o Osso da Baleia.
fotos: Jornal Terras de Sicó

14 de junho de 2015

Carnaval de santo António

Nos últimos anos, tem-se registado um crescimento da promoção e da participação nos desfiles do carnaval de santo António no sambódromo de Pombal. O trabalho inútil de vários dias de preparação, os gastos perdidos nas indumentárias e os subsídios e os gastos camarários destruídos num momento servem para dar circo ao povo, bajular o clero e proporcionar mais um “arraial” de exibição dos autarcas municipais.

Este a ano, a chuva minha amiga fez uma desfeita ao carnaval, mas poupou-me um pouco de dinheirinho no consumo de água e manteve a natureza forte, verde e bonita, o que é muito mais importante. 

9 de junho de 2015

A Meia Surpresa

Realizou-se ontem uma assembleia extraordinária da AH dos Bombeiros Voluntários de Pombal que formalizou mais uma sucessão na direcção da instituição, com uma meia surpresa: a não recandidata de Rodrigues Marques – fica por lá como vogal. 
O novo presidente - Sérgio Gomes; figura educada, dialogante, respeitável e respeitadora, com provas dadas no meio associativo e não só – espera fazer “nestes próximos dois anos aquilo que não se conseguiu fazer até aqui”, nomeadamente “restituir a paz à instituição”.

Que Deus os abençoe.

Executivo camarário sentado sobre uma mina de água

O aquífero da Mata do Urso é talvez o maior da Península Ibérica. É ali que a Câmara Municipal vai buscar a água (com poucos custos de captação e de transporte e poucas necessidades de tratamento) para a distribuir ao domicílio e à indústria. Obtida a água a baixos custos e vendida aos cidadãos, as receitas são suficientes para pagamento do valor das remunerações de todos os funcionários públicos. As restantes receitas do município servem para custear a construção de infraestruturas e também para brincar aos subsídios e para construção de edifícios “elefantes brancos”.

Enquanto as freguesias da zona serrana obtém uma compensação monetária pela exploração de pedreiras e pela instalação de eólicas, os munícipes do nosso concelho não beneficiam da redução do preço da água. Se porventura regam o seu jardim no verão, terão de pagar não só a água a mais alto preço como ainda terão de pagar a taxa de resíduos correspondente como se regar o jardim produzisse lixo. Talvez seja melhor construir um furo para captação de água e deixar de ter água da rede pública.

7 de junho de 2015

A animação da ETAP na SIC Radical - o mistério do vídeo desaparecido

A informação não corresponde de todo à verdade. Não foi no Dia Mundial da Criança que aconteceu aquela exibição, mas sim no Carnaval, como aqui farpeámos. Ainda assim, na mais recente edição do programa Irritações, da SIC Radical, mereceu destaque aquele programa de animação made in ETAP, a concorrer directamente com a ideia brilhante da Câmara de Portalegre no Dia da Criança, treinando os mais pequenos para uma batalha campal, com polícia de choque e tudo...
É claro que, entretanto, o vídeo desapareceu do facebook e dos arquivos da solícita Pombaltv, que o filmou na altura. Mas isto é uma chatice: uma vez na net, sempre na net. Ao minuto 42' do programa, lá está ele.

4 de junho de 2015

Mais vale tarde…

A CMP decidiu, por unanimidade, alargar o transporte escolar gratuito até ao 12.º ano.

Atualizaram-se! Há muito que aqui tínhamos apontado a injustiça da limitação da gratuitidade até ao 9.º Ano. Mais vale tarde do que nunca.

2 de junho de 2015

A malta é jovem. E pensa?


Quando vi um palco cá fora, pensei que desta vez a Feira da Juventude ia ser de rasgo - bem pensado, aproveitar o bom tempo e o ar livre para as exibições de bandas, grupos de dança ou de ginástica, em vez de contribuir para o efeito de estufa em espaço fechado, com aulas de zumba. Ledo engano. Lá dentro, no pavilhão, o modelo continua o mesmo, ultrapassado há tempos. Parece-me que falta dar um objectivo à iniciativa e orientá-la. "Falta orientar isto para o emprego, que é a grande preocupação dos jovens" - disse-me ao final do dia um dirigente partidário à direita. Se calhar essa componente até lá estava - na óptica da organização, que pegou nos seus meninos-exemplos de sucesso e foi às escolas passar a mensagem.


Este ano o Município quis homenagear os jovens que se destacaram na vida académica e desportiva. Alguém nos pode dizer qual foi o critério? E já agora, uma nota ao Presidente: não se faz um discurso daqueles para miúdos daquela idade...


Louvável o esforço dos agrupamentos, escolas e colectividades que se desdobraram para marcar a melhor presença. Não percebi o que aconteceu com o Agrupamento de Escolas da Guia, que deixou o stand vazio. Por pudor (certamente) a organização acabou por retirar o nome do espaço. Ninguém diria que a direcção tem uma assessoria técnico-pedagógica para o plano de actividades.