4 de novembro de 2015

Volte engenheiro. Está perdoado!

Falhada que foi a nossa tentativa de eleger o engenheiro a Presidente, como muitos se recordam, através do M.A.M., está na altura de lançarmos uma petição pelo regresso daquele que, mesmo na sombra, continua a ser o nosso comentador de estimação.
Rodrigues Marques foi acometido de uma súbita timidez, que o impede de publicar, em modo público, na caixa de comentários, as mensagens que tem enviado, todos os dias, a várias horas, para as caixas de e-mail d'os da casa. Sem insultar nem destratar ninguém. É bem verdade que o tempo tudo traz... E tudo leva. Agora que está liberto de todas as responsabilidades político-partidárias e afins que tantos dissabores lhe causaram, o engenheiro terá todo o tempo do mundo para se dedicar à troca de ideias.
Sinta-se em casa, camarada Marques!

31 de outubro de 2015

Subsídios, da sedução à dominação

A subsidiação de todo o tipo de actividades e eventos, sem critério e sem regras claras, começou por ser uma estratégia de sedução bem urdida e melhor implementada, dos executivos do PSD na CMP, com recurso a muito dinheiro público (nosso) e com a cumplicidade activa da oposição.
Com o tempo, a estratégia de sedução tornou-se praticamente consensual (se exceptuarmos o Farpas) e evoluiu naturalmente para uma estratégia de dominação com a adesão dos dominados (associativismo, oposições, instituições públicas e pessoas em geral) aos valores e interesses do poder hegemónico, através de um acordo (tácito) em torno dos valores considerados verdadeiros por todos, de modo que a relação de dominação não fosse percebida como tal. Puro engano e grande armadilha. Desta forma, instalou-se em Pombal um estado de menoridade, por meio da preguiça de pensar e da covardia de agir, que goza de uma tal amabilidade que vai ser difícil desvencilharmo-nos dele.

O associativismo que desenvolve actividades de interesse público (culturais, desportivas, recreativas e outras) deve ser subsidiado, mas sem condicionamento das actividades e sem aproveitamento político. O que se conseguiria se poder político se limitasse a definir o montante da rubrica para subsídios e, eventualmente, o montante para cada actividade, delegando a responsabilidade pela avaliação do mérito de cada pedido a um órgão independente emanado das entidades a subsidiar.

29 de outubro de 2015

Subsidiodependência (III)

A União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca solicitou à câmara apoio para “as despesas com a manutenção das  viaturas”.
A câmara deliberou, por unanimidade, atribuir-lhe um subsídio de € 2.000,00 (dois mil euros).
Agregaram-se freguesias para aumentar a massa critica e, desta forma, aumentar a sua autonomia e o resultado é este: o maior agrupamento de freguesias do concelho não tem capacidade assumir as despesas com a manutenção das viaturas.

Ao que nós chegámos! 

28 de outubro de 2015

Perguntas indiscretas

1.  Foi a SFV que pediu um subsídio para pagar as refeições da festa de aniversário ou foi a câmara que, por sua iniciativa, ofereceu a prebenda?
2. As outras Filarmónicas do concelho terão, também, direito a um subsídio para pagamento das refeições da festa de aniversário?
3. E as outras associações, culturais ou recreativas, terão, também, direito a um subsídio para pagamento das refeições da festa de aniversário? 

27 de outubro de 2015

Subsidiodependência (II)

A Sociedade Filarmónica Vermoilense, a Associação Filarmónica Artística Pombalense, a Sociedade Cultural, Desportiva, Recreativa Filarmónica Ilhense, a Filarmónica da Guia e a Sociedade Filarmónica Louriçalense solicitaram à câmara apoio para “as despesas com a participação de elementos num curso”.
A câmara deliberou, por unanimidade, atribuir a cada uma um subsídio de € 1.080,00 (mil e oitenta euros), para o efeito, a que corresponde a inscrição de 12 elementos.
Estas associações recebem regularmente – e justificadamente – subsídios para todo o tipo de despesas de funcionamento: instrumentos, indumentária, viagens, espectáculos, formação,…

Mas um subsídio para as refeições da festa de aniversário é demais, num concelho e num país com ¼ da população em estado ou risco de pobreza.

26 de outubro de 2015

Subsidiodependência (I)

O presidente da CMP submeteu a despacho do executivo, dia 12 de Setembro, um requerimento urgente da “Sociedade Filarmónica Vermoilense em que é solicitada a cedência do autocarro, do Teatro Cine e de refeições para a realização do seu aniversário, no montante de € 2.496,50 (dois mil quatrocentos e noventa e seis euros e cinquenta cêntimos)”.
O requerimento foi aprovado por unanimidade.

PS: O Farpas não obrigará a tamanha celeridade de procedimentos, mas em tempo oportuno solicitará um subsídio para comemorar o seu 8.º aniversário.

Nota Imprensa (II)

Este exemplar de Nota de Imprensa evidencia com clareza os propósitos, as técnicas e a desfaçatez a que pode chegar o ridículo no "dourar da pílula" e no ocultar a realidade. 
Dá-se a não-notícia para abafar a notícia.

Nota de imprensa (I)

Este exemplar de Nota de Imprensa da CMP já evidencia o toque da nova assessora de imprensa: na disposição e pose dos figurantes, na indumentária e nos penteados.
No resto…

22 de outubro de 2015

A rotação encalhou

Desde o início, o príncipe quis dar sinais que contrariassem a sua natureza, as suas fraquezas (políticas). Começou – e bem - pela mais significativa: o estilo autoritário no exercício do poder. Vai daí, institui a rotação do vice-presidente para dar a imagem de um estilo democrático no exercício do poder. A medida era, como todos repararam, simbólica; mas estava, à-cabeça, esvaziada de simbolismo. Apesar de tudo, os ministros foram aceitando representar o papel, até que o mais novato deles (e o mais cauteloso) recusou a “promoção”, para não cair na “armadilha”.
Avança o seguinte. Ressuscitará do sono profundo ou apagar-se-à definitivamente? 

15 de outubro de 2015

O seu a seu dono


A propósito do dia mundial da música, que se comemorou a 1 de Outubro, a nossa autarquia dedica a sua programação cultural deste mês "inteiramente a esta forma de expressão cultural". É bem. Mas alguém consegue adivinhar qual o evento que os senhores da câmara decidiram destacar? As oficinas musicadas para famílias, com o sempre disponível Luís Martins e Vasco Faleiro? O concerto de aniversário da Filarmónica Artística Pombalense? Não. O que os senhores da câmara decidiram destacar - num programa, como dizem, inteiramente dedicado à música - foi a cerimónia do dia 7, em que foi assinado o Auto de Cedência do Castelo e da Torre do Relógio Velho ao Município de Pombal. Não sei quem foi o artista, mas que nos estão a dar música, isso estão!

Quem também não fica a saber quem são os artistas em muitos eventos promovidos pela autarquia é a maioria dos pombalenses. Aconteceu isso nas "Montras Poéticas", e volta a acontecer agora com o espectáculo "Taleguinho", inserido no cartaz cultural deste mês de Outubro. Das duas uma: ou é manifesta incompetência ou é um aproveitamento despudorado do trabalho dos artistas.

É precisamente esse o espectáculo que quero destacar na programação proposta pela câmara. Da autoria de Luís Pedro Madeira e Catarina Moura, "Taleguinho" apresenta-se como um projecto musical para miúdos e graúdos onde, através de histórias, músicas e lenga-lengas, somos convidados a embarcar numa viagem pelo cancioneiro tradicional português e galego, num ambiente único e de grande proximidade. A não perder, no dia 24 de Outubro, sábado, pelas 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal.

O Conquistador

Um órgão de informação local titulava: “Pombal “reconquista” castelo ao Estado Português”. É uma boa ou má “conquista”? É questionável que o interesse da câmara no castelo vá ao ponto de o possuir. Se é para o utilizar, faz mal - um castelo é, por natureza, uma ruína, e o interesse e a beleza das ruínas é o não servirem para nada. Se é para não o utilizarem, não se justifica tê-lo.
O movimento tem, essencialmente, a dimensão simbólica: reforça a marca-de-água de um estilo aristocrata, monárquico e conservador, que olha com redobrado interesse para tudo o que é passado e com muito desdém para tudo o que é futuro e o que isso significa - diversidade, criatividade, ruptura.

Quem passa muito tempo a olhar para trás, não tem tempo, nem sabe, olhar para a frente. É preciso olhar para o passado, mas o futuro constrói-se rompendo com o passado. 

14 de outubro de 2015

Entre o concelho-charneira e o sucesso escolar 100%, fica a Conde Castelo Melhor

                                           Foto: Diário de Leiria
Há uma linha que separa o concelho-charneira (da era Narciso Mota) deste, em que vivemos agora, do sucesso escolar 100%, do Portugal 2020, adoptado por Diogo Mateus.
No resto do concelho a linha é ténue, na cidade está vincada. A não ser os pais da escola do Seixo, na Guia -  que acabaram por ganhar a batalha de manter aberta a escola da aldeia, em detrimento da mudança dos meninos para encher o centro escolar da Mata Mourisca - ninguém parece importar-se com os edifícios sobredimensionados para a capacidade, nem questionar os milhões gastos, fora da sede do concelho, onde faltam alunos e sobra espaço. 
Vivemos uma espécie de mundo ao contrário, em que, na cidade, as crianças se acotovelam para almoçar, por turnos, na escola Conde Castelo Melhor, e por outro lado podem brincar às escondidas nas salas vazias dos centros novos, por essas aldeias fora. Há dias, quando veio cá o ministro em tempo de campanha, o Jornal de Leiria noticiava que faltam 700 para preencher a capacidade dos centros escolares de Pombal. Nesse desenho da carta educativa do concelho, faltava há muito à cidade - onde se concentra o maior número de alunos - aquilo que sobra nas freguesias à volta: um centro escolar. E então a Câmara anunciou-o, apresentou-o publicamente. Decorridos vários meses, não há notícia de abertura de concurso para a sua construção. Entretanto, Câmara, Junta de Freguesia e Agrupamento de Escolas de Pombal, num momento raro de entendimento conjunto, trataram de antecipar a mudança, esvaziando a velhinha EB1 de Pombal e o Jardim de Infância. Os alunos do 1º e 2º anos foram transferidos para a Escola Conde Castelo Melhor (CCM), um edifício desadequado, que um agente educativo comparava há dias a "um reformatório do século XIX", e que a Câmara acaba de adquirir, por mais de 700 mil euros. Dinheiro é coisa que não falta ao município. Os meninos do pré-escolar foram instalados na sede da Filarmónica Artística Pombalense, e os alunos do 4º ano foram transferidos para a Escola Marquês de Pombal. Ao contrário do que era suposto, ali as coisas até correram bem. O mesmo não se pode dizer da CCM. É verdade que a autarquia fez tudo para lavar a cara ao edifício, mas os milagres só acontecem em Fátima e não é por sermos muito devotos que os problemas terrenos desaparecem. "A escola está perfeita, toda pintada de novo, com as paredes muito bonitas, mas faltam meios humanos cá dentro", disse uma mãe de duas crianças, na semana passada, quando tratava de as transferir para a única alternativa privada, ao nível do ensino básico. Por mim, continuo a preferir a escola pública. Mas se a defendemos a qualquer preço, também lhe devemos exigir aquilo a que os nossos filhos têm direito.
Ora acontece que o espaço é pouco para tanta criança. Estão lotadas todas as salas, para lá das de aula, são utilizados todos os cantos para albergar ali perto de 200 crianças. Um mês depois do início das aulas, já se percebeu a dimensão do problema, por mais provisório que nos seja vendido: pouco espaço, muitos alunos, falta de vigilância, que resulta num aumento de tensões no recreio, de violência entre as crianças, sobretudo à hora de almoço. Quando esta semana se sentaram, à mesma mesa, pais, professores, auxiliares, junta de freguesia e direcção do agrupamento (provisória, há três anos), faltava lá o Município. A Junta garante que vai contratar mais uma auxiliar (são cinco, actualmente, para dar conta de todo este recado) e que já oficiou à Câmara para alargar o telheiro, que as deveria albergar em dias de chuva. Cá ficamos à espera.
A propósito desta mudança, a única (e sensata) intervenção pública a que assisti foi a de Ana Cabral, educadora de formação - e vocação - na última reunião da assembleia de freguesia de Pombal, quando saiu da mesa (a que estava a presidir, em substituição de Pedro Pimpão) para questionar isto tudo.
A moral da história fica ao critério de cada um. Afinal, o dinheiro não é tudo. Muito menos na escola da cidade, em que os números falam: 23% dos alunos vêm da comunidade cigana (que também deveria estar representada à mesa da discussão). No conjunto dos 250 alunos da EB1 (entre CCM e MP), há 147 que almoçam todos os dias na escola. Desses, 74 tem escalão A, 40 tem escalão B, e apenas 33 pagam o almoço por inteiro. Está traçado o nosso retrato sócio-demográfico. 
Em suma, terá razão o funcionário municipal que há dias concluía, com propriedade: "se a mudança do Centro de Saúde foi feita poucos dias antes das obras começarem, porque é que não fizeram o mesmo na EB1?". É uma boa pergunta, que merece uma rápida resposta. Enquanto mãe, o que sei é que lá, na escola velha, os meninos eram mais felizes. Mas isso agora não interessa nada.

13 de outubro de 2015

Governo à esquerda

A putativa aliança PS/BE/PCP não foi estabelecida antes das eleições nem apresentada aos eleitores para debate na campanha eleitoral e para sufrágio nas urnas. Antes pelo contrário, o PS pediu o voto útil para uma maioria e o BE e o PCP fizeram ataque ao PS, PSD e PP.
Reunidos os partidos, depois de contados os votos, o PS de António Costa passou a transmitir publicamente a notícia de desentendimentos com o PSD e PP e de compatibilidades com BE e o PCP, ou seja, a vontade e a possibilidade de formar governo à esquerda.
Sendo certo que o BE e o PCP e, parcialmente, o PS defendem a manutenção de todas as “pensões a pagamento” (incluindo as reformas precoces e douradas), a rigidez do vínculo laboral, a distribuição de subsídios e a saída da moeda euro, da União Europeia e da Nato, talvez a pretendida solução de governo à esquerda seja a oportunidade dos cidadãos não fidelizados a partidos poderem comprovar a fraude que representam os programas eleitorais do BE e do PCP. É que sem produção de riqueza e receitas de financiamento não há pagamentos e sem incentivos ao investimento e à manutenção da atividade empresarial não há produção de riqueza para distribuição. Que governem para desfazerem mitos, mesmo que isso traga a ruina das finanças e sofrimento no futuro, pois a maioria é de esquerda.
É estranho que o PS, o BE e o PCP sejam agora os partidos retrógrados, os que defendem privilégios das suas elites ou “nomenklaturas”, nas suas “datchas”, com a justificação de serem “direitos adquiridos” e representarem o “princípio da proteção da confiança” (como as ditas pensões precoces e douradas), sempre a cargo de quem produz e paga cada vez impostos, como se existissem deveres adquiridos a cargo do “povo”.
António Costa parece um político sem prática democrática, tipo Hugo Chaves, que altera permanentemente as regras conforme as suas conveniências, para desesperadamente poder aceder ao poder ou para nele se manter. Lembramo-nos dos seus golpes sucessivos para chegar ao poder ou da forma obscura como o exerceu, tal como quando “queimava” António Seguro em lume brando, apresentando-se como alternativa e reserva moral do PS mas não se candidatando ao cargo de secretário-geral com a justificação de que o exercício do cargo era incompatível com o de presidente da Câmara Municipal de Lisboa, para depois das eleições europeias desferir o ataque final e continuar presidente da Câmara, como quando conduziu o concurso ruinoso SIRESP, como quando influenciou o poder judicial no caso Paulo Pedroso, como quando participou nas influencias BES, etc, etc.
António Costa parece representar a necessidade urgente do PS de aceder ao poder para poder obter financiamentos para o seu partido endividado e para saciar o apetite voraz de uma parte dos seus antigos e atuais dirigentes habituados a práticas obscuras, como nos casos Emaudio, Fax de Macau, etc.

Talvez seja a oportunidade do parasita BE poder comer por dentro o hospedeiro PS, como na Grécia.

Paragem do Pombus?





Há erro nas fotografias ou na marcação da paragem? Ou há qualquer coisa a mais ou a menos? Ou não é uma paragem? Não sei. Alguém que ajude a explicar…

7 de outubro de 2015

A visibilidade e a falta dela

A visibilidade é um dos critérios mais valorizados na política à portuguesa. Um político que tenha visibilidade é (obviamente) mais conhecido e, se conseguir gerir bem as suas intervenções públicas, atinge rapidamente o estatuto de vedeta, muito apreciado pelo nosso povo. Pedro Pimpão já percebeu isso há imenso tempo, o BE foi agora bafejado pelo fenómeno Mariana Mortágua e o Marinho e Pinto só não foi eleito porque abandalhou completamente.

Quem parece andar a dormir na forma é o PS em Pombal. Sem uma presença regular na comunicação social, sem uma página web institucional  e com um "timeline" no facebook que deixa muito a desejar, não admira que a sua visibilidade seja praticamente nula. Daí que não me tenha espantado nada quando fiquei a saber (por um comentário que ouvi recentemente em Pombal) que a figura socialista mais mediática no nosso concelho é, muito por culpa do Farpas, o António Roque.

Será que não há, entre os socialistas, ninguém capaz ocupar o espaço público mediático? Alguém que consiga, com inteligência e tenacidade, dar visibilidade à sua intervenção política?

5 de outubro de 2015

No Good News, Bad News

Errei: a maioria do executivo na CMP não aprovou a devolução de 5% do IRS, aprovou sim a sua retenção para reforçar as receitas.

Uma câmara rica – com muitos milhões de Euros em depósitos – que não sabe onde gastar o dinheiro e desperdiça uma boa parte em obras de fachada, evidencia, assim, uma profunda insensibilidade perante as dificuldades das famílias.

Eleições e a arte de formar Governo

Os resultados das eleições de ontem permitem-nos prever o futuro político próximo de instabilidades governativa e partidárias.
O PS vai desempenhar o papel de fiel da balança: para o lado que se posicionar faz maioria parlamentar. Porém, não pode aliar-se ao BE e ao PCP para chumbar um governo da coligação PSD/PP e formar governo alternativo porque o BE e o PCP querem Portugal fora da moeda euro e até da comunidade europeia. Em caso de aliança com o BE e PCP, estes dois partidos iriam ganhar força, enquanto o PS iria perder apoio social.
Também não pode aliar-se à coligação PSD/PP, porque a combateu como alternativa e avisou até que iria chumbar o orçamento que ainda não existe ou que ainda não é conhecido e porque terá de estar na oposição para recuperar apoio social e se constituir como alternativa de governo.
Resta então ao PS viabilizar o governo e o orçamento da coligação, com condições, e apresentar propostas, fazendo maioria parlamentar de esquerda, chumbar propostas da coligação e apoiar as propostas do BE e do PCP, fazendo chumbar ou aprovar leis para limitar, impedir ou impor muitos atos de governação da coligação PSD/PP. Simultaneamente, vai desgastando o governo até provocar eleições antecipadas, talvez após um pouco menos de dois anos de governação.
Ao governo da coligação PSD/PP resta negociar permanentemente com o PS e tentar governar, apesar de algumas leis contrárias que irão ser aprovadas pela oposição. Se os entraves forem muitos, se conseguir passar a mensagem de vítima e se não sofrer o efeito do desgaste, talvez procure o momento certo para forçar o chumbo da oposição e ir a eleições antecipadas.
O BE, partido da moda e dos privilegiados do regime desta democracia, poderá continuar a ganhar mais terreno ao PS, como na Grécia e em Espanha, continuando demagogicamente a exigir mais e a afirmar que se pode gastar mais e mais e a omitir como iria obter as necessárias receitas.
Internamente, o PS continuará dividido e a acreditar que não tem uma personalidade que consiga unir as diversas fações, mantendo, assim, Costa na liderança, apesar dos conflitos.

Enquanto os atores e profetas partidários vão comunicando com as massas e vão apalpando a sua sensibilidade, alguém deveria saber que sem legislação que reduza a despesa pública e que torne Portugal mais competitivo face aos outros países, que reduza a burocracia e os impostos, promovendo o investimento e a consequente criação de emprego, não haverá governo que faça milagres… Sem produção de riqueza não há distribuição de bens.

Síndrome do Estocolmo à moda de Pombal


Contados os votos, enquanto o país acorda para esta açorda em que está metido, olhemos então para o distrito de Leiria e para o concelho de Pombal.
Não admira que a galeria de fotos da PàF, na noite eleitoral de Leiria, seja dominada pelo híper-mega deputado Pedro Pimpão e todos aqueles que querem ser como ele, quando crescerem. Este é um concelho às direitas.
Porém, contudo...
A grande negociata eleitoral foi feita pelo CDS. Há quatro anos contabilizou 3.270 votos, enquanto o PSD somou, sozinho, 15.300 votos. Agora, os dois juntos convenceram (ainda assim...) 15.235 votos. É fazer as contas...
O Bloco de Esquerda - que nem sequer está organizado em Pombal, e que vê regressar à AR um grande deputado, por Leiria, que é Heitor de Sousa - consegue chegar também aqui ao lugar de terceira força política no concelho, duplicando os votos, enquanto a CDU se mantém na mesma, com os seus 500 votos, mais coisa menos coisa.
Quanto à abstenção, continuamos para bingo: somos os maiores, pois mais de metade não vota. E isso contribui para a leitura certeira que fazia, na rede, um dos milhares de pombalenses que teve de embalar a trouxa e zarpar, nos útimos quatro anos: Coligação 1 - Portugal 0.
E o PS? - perguntam vocês.
O PS local (e distrital) está mais ou menos como o nacional, para pior. Um artigo de Ana Sá Lopes, no jornal i, poucos dias antes das eleições, sintetizava muito bem aquilo de que o povo gosta, aquilo que o povo vê: "Quem vê as televisões, vê em Passos Coelho essa criatura radiosa, com as rugas disfarçadas. Quase que se poderia dizer que a coligação não se contentou com a maquilhagem: foi directa ao cirurgião plástico e tirou daqui e pôs ali. Pedro e Paulo, jovens e bonitos e amigos, são um prodígio por estes dias. António Costa está demasiadamente gordo, baralha-se com a maquilhagem e não sabe escolher os casacos."
Os números dizem que o eleitorado do PS mal mexeu, contribuindo apenas com cerca de 80 votos (a mais, em relação a 2011) para a subida dos 7.600 no todo distrital. Adelino Mendes falha a eleição para deputado. O que é pena. Conheço poucos com a sua capacidade de trabalho, e acredito que Pombal e o distrito perdem, também.
Eu bem dizia, no último post, que as sondagens não eram forjadas. Em Portugal sofremos de síndrome de Estocolmo. E só uma união da esquerda poderia contrariar este cenário a que chegámos. Mas, para isso, é preciso que o PS perceba primeiro se ainda é um partido de esquerda. 
Quando olhamos para as fotos da noite eleitoral em Leiria, custa a acreditar que o PSD/CDS tenham perdido 33.238 votos. Como questionava Rui Correia, resistente socialista das Caldas da Rainha, riem exactamente de quê?


2 de outubro de 2015

Aos que cá ficaram

Ao contrário do que dizem muitos dos que conheço, eu não acho que estas sondagens sejam forjadas. Acredito que a onda foi profissionalmente fabricada, numa campanha em que se chegou ao cúmulo de julgar as propostas do programa do PS (useiro e vezeiro em asneirar, nesta campanha) enquanto a coligação que nos (des)governou nos últimos anos passou entre os pingos da chuva. Ninguém melhor do que Pedro Marques Lopes traduziu tão bem o que nos aconteceu, desgraçamente, neste tempo eleitoral: "A coligação passou o tempo a anunciar que agora é que vai ser bom e confiou que as pessoas acreditam, mesmo sem lhes explicar qual é o plano. Escondeu o mais que pôde Passos Coelho (deve ser a primeira campanha em que não há cartazes com um candidato a primeiro-ministro) e concentrou-se no ataque ao PS. 
O Público de hoje retratou bem, num título e num texto, muito do que penso desde há quinze dias: "Coligação levada ao colo pelas sondagens mas sem onda na rua". E eu continuo a achar que as sondagens não foram forjadas. Há uma franja do país a quem a vida correu muito bem nestes últimos quatro anos, tão bem que fez engordar as estatísticas da riqueza de alguns em prol da miséria de muitos. Desses, tantos partiram. O cantar da emigração levou-me família e amigos como nunca pensei ser possível. Passados dois ou três anos, há meninos que perguntam todos os dias aos pais quando é que voltam para casa. Não voltam, mas ainda não sabem. Vejo todos os dias crescerem ao ritmo das sondagens as rugas na cara das avós, as mesmas que nunca verão os netos crescer, dizer a primeira palavra, perder o primeiro dente, ler as primeiras letras. Há colo que nunca terão pelo skype. Os que foram, revoltados com o país, com esta dolorosa separação, ainda não fizeram o luto. Acredito, por isso, que nem sequer votem. E por isso não entram nas sondagens. 
E os que ficaram? Olhemos à nossa volta: floresceram empreendedores como cogumelos. Gente bem sucedida, que usa roupas de marca e se passeia de copo de gin pelos bares, que fala das férias e das viagens, partilha imagens bonitas no facebook, e é todo um reflexo de como se viveu bem em Portugal, depois da Troika. Tudo muito tendry. A crise, essa senhora de costas muito largas, serviu na perfeição para asiatizar o trabalho e as condições em que se faz. Os gestores "cortaram as gorduras" das empresas, numa operação-limpeza que dispensou "os que eram mais caros" e conseguiu convencer as franjas de que era preciso reduzir, reduzir, reduzir. Muitos continuam ao leme das mesmas empresas, com uma folha de salário que totaliza, sozinha, o mesmo que o conjunto dos que ficaram. Dos que sobrevivem entre os 500 e os 700 euros (que luxo), em média, cujos filhos integram agora as listas da Acção Social Escolar, como nunca acontecera. 
Dos que perderam o emprego, dos muitos que conheço, conto pelos dedos de uma mão os que voltaram a conseguir um emprego por conta de outrém, e sempre para pior. Sobram-me dedos. Muitos voltaram a trabalhar em total precariedade. Mal poderão sustentar uma casa, quanto mais um sistema de segurança social. Quanto mais um país. Com o tempo, cansámo-nos todos de dar murros em pontas de faca. As manifestações de 2012 tornaram-se uma doce memória revolucionária, cada um tentou virar-se como pôde. Sobreviver. É mais uma etapa dessas que se joga na roleta das eleições, domingo próximo. A escolha é muito simples: entre os que estão bem assim e os que sonham com um país melhor, que esperam ainda viver, e não apenas sobreviver. Os que estão bem assim, continuarão a dar esmola aos pobrezinhos uma vez por ano, a vociferar contra os que recebem abono de família, contra os que não singraram na vida por incompetência nata. Ou como dizia um jovem quadro político de Pombal, aqui há dois anos, precisamente, "quem tem unhas é que toca viola". Pode ser à conta do aparelho, que a música até soa melhor. 
Olhemos à nossa volta. A operação-limpeza conseguiu afastar daqui muito desse empecilho que é gente sem trabalho, e ainda por cima a reclamar. Com tempo para pensar. Nos dois últimos anos, de acordo com o Observatório da Emigração, saíram do país pelo menos 220 mil compatriotas, maioritariamente jovens e com formação superior. "Uma debandada só tem paralelo com as décadas de 60 e 70, quando Portugal estava sob a mais longa e mesquinha ditadura da Europa. Agora, membro da União Europeia e em democracia (ou melhor, numa partidocracia minada e dominada pela predadora voragem neoliberal), o país continua a ver abalar os seus mais fortes braços e os seus melhores cérebros", citava um camarada jornalista, residente numa cidade da região centro, com a frase mais verdadeira, a resumir tudo: "Muitos dos que ficam desesperam para ganhar o pão de cada dia. E travam um combate doloroso para não perder a dignidade. O emprego, esse bem precioso, acaba de registar uma das maiores quebras dos últimos 30 meses". E por isso faz todo o sentido perguntar, ao país das sondagens:
Ainda haverá gente para votar no próximo domingo?

Câmara Confessional

Numa terra onde há mais religião que civilização, o presidente da câmara propôs e o executivo aprovou, por unanimidade, a criação de uma associação, com sede na cidade de Fátima (talvez para estar mais próxima da bênção divina) com o objecto de ajudar os peregrinos e de fomentar os Caminhos de Fátima, prioritariamente em todo o território nacional. Uma coisa em grande - há dimensão da “fé” dos nossos políticos.
Os passos do concelho tornaram-se uma negra oficina onde se fabricam ideais de subjugação que moldem o homem manso, acrítico e temente a Deus que conceda que tudo é feito segundo a vontade de Deus e a maldade consista em desobedecer à vontade de Deus. Nada há de mais delicioso do que um rebanho de ovelhas conduzidas e amadas por aves rapinas.
O poder político deveria promover a vida sã e o crescimento de um povo culto e livre, mas, em vez disso, envenena o povo através da fé para conduzi-lo pelo nariz. E fá-lo com o nosso dinheiro, gozando com os cidadãos livres. A peregrinação é um acto grosseiro e rústico que repugna a inteligência mais delicada, porque martiriza o corpo com sofrimento e a alma com ressentimento. 
Como afirmou Nietzsche “o Cristianismo continua sendo a maior desgraça da humanidade”, porque, como acrescentou Russel “o grande pecado do Cristianismo é que não tem finalidades “santas”, só ruins: negação dos prazeres da vida (da vida), autoviolação do Homem pelo pecado, desprezo do corpo, rebaixamento…” E continua, estranhamente, a ser fomentado pelos políticos.

Prognósticos

As pessoas têm a enorme capacidade de nos surpreender. Nas democracias consolidadas era comummente aceite que as oposições não ganham eleições, são os partidos no poder que as perdem. Mas, pelos vistos, nas próximas eleições, não será bem assim! Provavelmente, será mais PS que perderá as eleições e não a coligação de direita ganhá-las. E mostrarão outra coisa ainda e mais surpreendente: o PS perderá as eleições à esquerda e não ao centro, ao contrário do que comummente se regrou. Esta surpresa acontecerá por duas razões: o PS perderá votos para a esquerda (CDU, BE e novos partidos) e não cativará o eleitorado flutuante ao centro, descontente com a coligação de direita. Porquê? Porque o PS nunca apresentou uma alternativa consistente e de centro-esquerda. Ziguezagueou entre o centro e a esquerda, e perdeu nas duas faixas nas suas margens que, em circunstâncias normais, lhe assegurariam uma vitória robusta.
Falta ao PS coerência e consistência ideológica e sobrou-lhe tecnocracia. O PS, com Seguro, cedeu em áreas onde não podia ceder – Legislação Laboral (estruturante da sociedade), Pacto de Estabilidade … - e com Costa colocou, novamente, a revisão da legislação laboral na agenda política sem qualquer necessidade - nem a direita a reclama - e sem qualquer vantagem, antes pelo contrário, já para não falar da arriscada redução da TSU.
Há erros que se pagam caro. As pessoas estão mais atentas aos sinais do que os políticos pensam.

1 de outubro de 2015

Uma taxa perigosa

A CMP insiste na aplicação de uma taxa mínima de 20 € de IMI sobre cada fracção de prédio rústico sem limpeza. Pombal é um concelho de mini-propriedade - onde a generalidade das pessoas possui dezenas de pequenos quinhões sem qualquer valor. Aplicar uma taxa mínima de 20 € (parece pequena mas é avultada) por cada quinhão que não esteja limpo pode representar uma enorme sobrecarga fiscal, de centenas ou milhares de Euros, para uma grande faixa de contribuintes. Por outro lado, como a aplicação da taxa depende das acções de fiscalização, constituirá um autoestrada para a arbitrariedade e injustiça. 

29 de setembro de 2015

Resolvido!

                  ANTES                                                            DEPOIS

Vestir ou não vestir a camisola


Em momentos como este, lembro-me sempre das palavras de um velho camarada, que me dizia, na Redacção: "nunca devemos vestir demasiado uma camisola. Porque se algum dia ela encolhe na lavagem, depois fica-nos um bocado ridícula". Os jovens em causa são alunos de um curso profissional da Escola Secundária de Pombal, recrutados à pressa  (e devidamente remunerados, pois claro) pela Quinta da Concha, que serviu o repasto na Expocentro.
Do jantar: Quase duas mil cabeças para contar e para as tv's mostrarem. É muito? É. É surpreendente? Não. Primeiro porque estamos em Pombal. Depois, só quem ainda acredita no Pai Natal não sabe como é que se mobilizam pessoas para jantares, em qualquer partido. E foi por saber disso, certamente, que o par da coligação mandou retirar a entusiasta faixa "Em Pombal começa a luta pela maioria absoluta". Não vá o diabo tecê-las.
E lá foi a faixa para o lixo. O que também não é problema, porque dinheiro para estoirar é coisa que não falta à Coligação PáF, como bem lembra neste artigo o clarividente Pacheco Pereira.

Bad News

Entre 2009 e 2014 a cobrança de Derrama – Taxa de Imposto sobre os Lucros das Empresas – caiu 57%.
Mas, em contrapartida, no mesmo período, as famílias pagaram mais 35% de IMI.

28 de setembro de 2015

Good News

A CMP vai devolver 5% do IRS, em 2016, aos contribuintes com domicílio fiscal no concelho.

Pombal à Frente



Foi um corropio, esta noite, na Expocentro, para varrer dali rapidamente a Feira de Artesanato e Tasquinhas. Os funcionários municipais trabalharam afincadamente para a coligação Câmara, noite dentro, de forma a deixar pronta a sala onde, logo à noite, Passos e Portas renovam votos. São esperadas duas mil almas vindas de todo o distrito - e como está bem de ver, dificilmente caberiam na Quinta da Concha, local inicialmente escolhido para a boda. Sendo assim, é melhor não arriscar.
Pombal é um ninho de vitória tradicional para o PSD, por isso faz todo o sentido que seja daqui que as televisões mostrem ao país o entusiasmo com a coligação. Imagino também que o Município tenha quantificado o que valem os directos - a única justificação possível para, desta vez, haver dinheiro para pagar horas extraordinárias aos funcionários.
Dinheiro é coisa que não falta nesta campanha, como está à vista de todos. Por isso, devem estar descansados os alunos do curso de restauração da Secundária de Pombal, que vão ajudar a servir o repasto: alguém lhes há-de pagar alguma coisa. E siga a campanha - que desde manhã traz pelo distrito os líderes da PàF, acompanhados até do reaparecido Marco António Costa, como mostram as fotos do facebook. Todos juntos para comprovar aquilo que escreveu, em livro, aqui há uns anos, o número dois da lista da coligação, Feliciano Barreiras Duarte.

O Farpas no Facebook

Por imperativo da rede social, o perfil deste blog no facebook foi convertido em página. Quem nos acompanha por lá pode continuar a fazê-lo através deste endereço.

ETAP ainda insegura

A Pombalprof já tem capital.
As aulas já começaram.
Os novos equipamentos ainda não chegaram.
As regras e a organização não existem logo à entrada da escola.
Os quadros administrativos ainda estão em excesso.
Os quadros docentes ainda parecem deficitários.
Alguns professores foram até obrigados dar aulas de apoio a alguns alunos e não puderam dar as aulas do horário.

Afinal o que é que falta? Relações humanas? 

26 de setembro de 2015

Lixo

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/obrigacoes/detalhe/20150925_2120_fitch_mantem_portugal_no_lixo.html
Faço copy-paste de um post que escrevi a 6 de Julho de 2011, com a diferença que, desta vez, o link da imagem aponta para uma notícia actual: "Ainda há quem acredite que os nossos carrascos nos irão salvar?"

25 de setembro de 2015

O PS não apanhou a onda

O PS corre sérios riscos de perder as eleições, quando deveria estar, nesta altura, perto da maioria absoluta. Tudo por culpa dos erros cometidos por António Costa e pela direcção do partido. Mas com o Seguro seria pior: a coligação de Direita estaria próxima da maioria absoluta. António Costa deveria ter ouvido mais o Pacheco Pereira e menos os tecnocratas da economia. O combate deveria ser político e não económico. Ao aceitar as premissas da EU e, por conseguinte, da Direita, ficou politicamente manietado. O PS quis fazer as coisas correctamente - cenário macroeconómico (visão redutora da política), programa eleitoral e medidas do programa de governo – quando deveria fazer as coisas correctas. Em política, nomeadamente na oposição, não é necessário fazer as coisas bonitas, mas fazer as coisas certas, não perder tempo (cartuchos) com os meios, mas centrar o discurso político nos fins, fazer o desgaste do governo antes da pré-campanha e um discurso afirmativo, pela positiva, durante a campanha. Infelizmente, o PS tem feito as coisas ao contrário. Perdeu muito tempo a acusar a coligação de Direita de não ter programa, quando ninguém se importa com isso, porque toda a gente, apoiantes e opositores, sabe com o que conta da Direita: a mesma política. A Direita tem uma coisa mais forte do que um programa eleitoral: uma praxis política e uma agenda política consistente, aplicada sem grandes hesitações (se exceptuarmos a falhada redução da TSU) e nenhuma inflexão. O PS deveria ter combatido, empenhadamente, a praxis governamental – e havia muito por onde o fazer - em vez de esperar o seu desgaste. Não o fez e, pior do que isso, desgastou-se no debate público das propostas emblemáticas do seu programa eleitoral – Redução da TSU, Financiamento da Segurança Social, Impostos (Iva da Restauração), Contrato Trabalho Único, etc. – que se mostraram ininteligíveis pelo cidadão de instrução média e/ou de duvidosa eficácia política, económica ou orçamental. 
Sendo expectável que as sondagens não estão a captar a realidade submersa, pode haver surpresas, mas não resta tempo para o PS apanhar a onda.

24 de setembro de 2015

Desmazelo

Numa via às portas da cidade, faz anos que foram arrancadas as Barreiras Metálicas destinadas à protecção de pessoas e bens. E continuam por lá os prumos metálicos que representam um perigo (muito) maior do que aquele que deveriam minimizar.

Que não minimizem os riscos de segurança rodoviária ainda se compreende, mas aumentá-los é criminoso.

22 de setembro de 2015

Falta de Educação

Nas últimas duas décadas, a maioria dos investimentos realizados pela CMP não obedeceram a nenhum estudo baseado nas necessidades das populações, serviram para apresentar "obra", proporcionar inaugurações e descerrar placas.
A área da educação é paradigmática: andaram uma década a negar a necessidade de investimentos na educação, defendendo a velha escola de proximidade, humilde e arranjadinha; e na última década inverteram a orientação e desataram a construir Centros Escolares sem qualquer planeamento.
O resultado está aí para quem o quiser observar: construíram Centros Escolares onde não há alunos e faltam salas de aula e escolas dignas onde há alunos. Em todo o concelho existem 700 lugares por ocupar - faltam de alunos ou sobram salas de aula - com tendência para piorar, e na cidade faltam salas de aula.

Era difícil fazer pior, mas fizeram!

21 de setembro de 2015

Morra o regulamento! Morra...pim!


Um regulamento de apoio às associações culturais, desportivas, recreativas, solidárias e outras, digno desse nome, deve especificar de forma precisa, clara, inteligível e sem recurso a critérios muito indeterminados os pressupostos que devem presidir à concessão de subsídios. Tal deve ser feito em nome da transparência, da equidade no tratamento devido a todos os fregueses e instituições, do direito à informação - já que os mesmos têm o direito de saber com que “linhas se cosem” -  e da responsabilização, que todas as instituições e em especial as públicas têm o dever de observar. Ora, nada disto está presente neste documento, que a Junta de Freguesia de Pombal fez aprovar (com a maioria que tem).
Senão, vejamos, por exemplo:
1-      A (de uma forma algo original) denominada como "nota justificativa" não reúne as condições para poder consubstanciar o preâmbulo ou enquandramento, por mínimo que seja, de um regulamento com estas características.  Trata-se, tão somente, de uma redacção pouco elaborada e pouco conectada ao fim que se pretende.
2-      No artº 2º - Objecto – pretende-se a fixação das regras a que deve obedecer a atribuição de subsídios só que – pasme-se! – não se elencam quaisquer critérios que informem e corporizem este objecto!...
3-      No artº 6º - Critérios de atribuição - Constitui-se a qualidade e o interesse artístico como critérios de atribuição de subsídios sem os precisar minimamente. Ou seja, não se trata de permitir alguma discricionariedade técnica na atribuição de subsídios, mas antes possibilitar o total arbítrio na atribuição dos mesmos. Ao não definir quaisquer critério ou limites (individuais ou por associação) o instrumento de concessão de apoios/subsídios passa a estar integralmente nas mãos do executivo com tudo o que isto significa de potenciação do proselitismo político-partidário mais descarado e mais nefasto. E tudo isto não só é perigoso como igualmente subalterniza totalmente o papel da Assembleia de Freguesia como órgão deliberativo de uma autarquia local.

Em suma, este regulamento não só é perigoso pelo caminho que abre ao compadrio, ao nepotismo…como é igualmente inútil porque não acrescenta qualquer especificidade ao que já consta da lei geral.
O anterior regulamento já era mau. Este é, seguramente, ainda pior. Por isso, à boa maneira de Almada Negreiros, no manifesto anti Dantas, aos eleitos - que têm por obrigação zelar pelos interesses de todos e não apenas de uns quantos, resta dizer: “Morra o regulamento. Morra…pim!”
É claro que o mesmo foi aprovado, por maioria e minuta, na última reunião da Assembleia de Freguesia de Pombal. Os votos do PSD chegam para isso. Ao senhor presidente da Junta incomodou a minha intervenção, em nome da bancada do PS. Disse ele não perceber como é que se chumbava aquele documento, feito com base no regulamento da Câmara, votado favoravelmente pelos eleitos do PS. Duas notas:
1ª – É mau, para uma Junta como a de Pombal, não ter capacidade de redigir, por si, um regulamento próprio (e este foi agora revisto na sequência da denúncia, por parte da bancada do PS, de zonas cinzentas que permitem quase tudo em matéria de subsídios)

2ª Sabemos que o PSD está habituado a essa catequização dos seus eleitos, nos diversos órgãos, sem lhes dar margem para a liberdade de voto e de pensamento. Felizmente, nem todos os partidos são assim.

Pedro Moreira
membro da bancada do PS na Assembleia de Freguesia de Pombal

17 de setembro de 2015

Esquerda? É a Natureza Humana

Em Portugal, apesar de a Direita ter submetido o País a um violento programa de austeridade, com as consequências conhecidas – empobrecimento, desemprego, pobreza e emigração – o PS corre sério risco de perder as eleições.
Na Europa, nos países mais afectados pela crise financeira e pelas políticas de austeridade, a Esquerda raramente conseguiu capitalizar o descontentamento; e nos países menos afectados pela crise, a direita conservou tranquilamente o poder.
O padrão de comportamento dos eleitores no espaço europeu deveria inquietar os políticos de Esquerda e os cidadãos com consciência de esquerda. Os factos mostram que a Esquerda, apesar da sua policromia, não é atactiva, nomeadamente quando o eleitorado (de esquerda) precisa mais dela. O assunto inquieta muita gente e tem proporcionado muito debate, mas as explicações são geralmente pouco consistentes e raramente vão além do perfil do líderes ou da pertinência de uma ou outra proposta.
Mas a vida ensina-nos que a explicação para os enigmas sociais ou políticos está nos clássicos da literatura ou nos filósofos que estudaram essas matérias. Lendo-os, percebe-se que a explicação para determinados fenómenos que nos parecem estranhos está nas profundezas da Natureza Humana, que nada ou pouco mudou desde a Antiguidade; e, por conseguinte, continua a determinar o curso da Humanidade, oscilante mas improgressiva, variável mas inaperfeiçoável.
Os traços mais marcantes da Natureza Humana são o egoísmo e o medo. São eles que determinam a esmagadora maioria das nossas escolhas, tomadas com base em desejos primários e crenças sem grande base racional, corrigidas esporadicamente quando confrontados com a realidade dos factos. No outro lado da Natureza Humana encontramos a fraternidade, mas sem a predominância do egoísmo e do medo.
Isto explica, em grande parte, a natureza das escolhas políticas nas duas fases dos ciclos económicos. Na fase recessiva, as escolhas são determinadas essencialmente pelo pior aspecto da natureza humana e aquela que mais necessita ser modificado para que o mundo possa ser mais saudável: o egoísmo. Na fase expansionista, onde a abundância atenua o egoísmo e o medo, vem ao de cima o lado mais nobre do ser humano e as escolhas tendem a privilegiar o interesse público, a justiça e a equidade.
O problema é que a política, em vez de procurar atenuar o que há de pior na Natureza Humana, aproveita-se disso.

16 de setembro de 2015

Guia para a visita do ministro Nuno Crato

Quanta honra. O ministro da Educação, Nuno Crato, visita hoje, dia 16, o concelho de Pombal. O programa de visita tardou a ser divulgado, mas sabe-se que prevê quatro paragens, em tempos de abundança.

- Centro Escolar de Almagreira (9h45)
- ETAP (10h50)
- Escola Marquês de PombaL (12H00)
- Escola Secundária de Pombal (12h25)

Uma manhã em cheio para Crato. Como é a primeira vez que vem a Pombal, nesta legislatura, vamos fazer a gentileza de lhe preparar um guião para a visita.
Na ETAP está tudo bem.
Em Almagreira também deve estar.
Chegou a estar prevista uma deslocação à Guia, mas certamente não se justifica. Basta que a Câmara tome posse do edifício do antigo externato. E é uma pena a Câmara não o levar ao novo pólo escolar da Mata Mourisca, que vai abrir com metade da capacidade. Aquela gente é arredia, e não segue com fervor os conselhos da sua cara colega Maria Luís. De modo que há poucas crianças para tanto espaço. Ainda por cima a Escola do Seixo vai manter-se em funcionamento. Se fosse à Guia, sempre poderia dar uma vista de olhos ao terreno que a Câmara comprou, no final do mandato de Narciso Mota, para aí construir um Centro Escolar, como deve ser).
Finalmente, em Pombal, que fiquem registados os parabéns à organização da visita (cuidadosa q.b. para que a vinda de V. Exª não seja perturbada por perigosos sindicalistas ou cartas fora do baralho). Assim se explica o secretismo mantido até esta tarde em torno do programa, que acabou por incluir a escola Marquês de Pombal. A cantina da escola secundária é uma boa escolha para o almoço de V. Exª. Saibam que nunca serviu tantos almoços, como nos tempos que correm.  É verdade que estará sentado na herança de Sócrates e da Parque Escolar. Mas não se pode ter tudo...e ali o sr. ministro tem muito com que se entreter. Por exemplo: é o terceiro ano consecutivo que o Agrupamento tem uma Comissão Administrativa Provisória, graças à inépcia do seu Ministério, que até hoje não foi capaz de resolver o imbróglio do famigerado Conselho Geral. Talvez possa perguntar ao presidente da Câmara ou à (certamente presente) presidente da Associação de Pais. Estamos em crer que o almoço marcado para as 12h30 com a srª directora do Centro da Dgeste, directores de agrupamento, vereadores e membros da assembleia municipal servirá para isso
Tenho pena que o senhor ministro não dê um saltinho à escola Conde Castelo Melhor. Ou que lá almoce, para ver como é que cerca de 150 meninos vão dividir um espaço onde cabem, apertadinhos, pouco mais de metade. É que a EB1 parece que vai entrar em obras (a obra do Centro Escolar continua por lançar) e foi preciso deslocalizar para lá o 1º e 2º anos, juntando-o ao 3º. Já o 4º vai adaptar-se à Escola Marquês de Pombal, como Vª Exª terá oportunidade de constatar, num remake das EBI's - um modelo que o Ministério abandonou, em bom tempo.
Também é pena que não visite as instalações da Filarmónica Artística Pombalense. Não se trata de nenhuma emboscada por causa do ensino artístico. É que ali vão viver (durante o tempo que durarem as obras do centro) os meninos do pré-escolar.
De resto, está tudo bem. Caminhamos para 2020.

13 de setembro de 2015

Opacidade municipal


Há nove meses que não publicam uma única acta de reunião do executivo. É obra!
E falam eles em transparência municipal. Não haja dúvida: quando falta uma coisa, é preciso representá-la. Nomeadamente na política.

9 de setembro de 2015

O EPIS, a propaganda e as conversas sem pais

O convite era para uma "conversa com pais" e eu fui. Ao engano. O mini auditório estava cheio de professores, directores de agrupamento, presidentes de junta, e outros quadros de primeira linha que ocupam lugares em diversos organismos públicos e privados, alguns deles com a lição bem estudada e intervenções de bajulação na ponta da língua. No palco, aqueles senhores que vestem todos de igual (calça bege, camisa às riscas, blaser azul-escuro e botões de punho) propagandeavam as maravilhas do programa EPIS  - que se propõe fazer de Pombal um caso de sucesso escolar ao ponto de rebentar a escala. Ora, como no ano passado a adesão de professores e famílias teve de ser arrancada a ferros, nalguns casos, nomeadamente nas escolas da cidade, este ano a Câmara começou cedo esse trabalho de "sensibilização", primeiro com a excursão dos professores a Lisboa, no final do ano lectivo, agora com esta acção.
Como um dos pressupostos deste projecto quase-piloto (os outros municípios que o aplicaram no primeiro ciclo são a Figueira da Foz e a Pampilhosa da Serra) é "rastrear" (palavra quase tão boa como "sinalizar") as crianças com necessidades educativas especiais, faz sentido a pergunta directa de uma mãe de Albergaria dos Doze: em que é que o programa EPIS pode ajudar a filha, com dislexia? Comunica o caso aos agentes de saúde locais, pois que o papel é de "mediador".
Não ponho em causa as boas intenções do presidente da Câmara em matéria de Educação. O que contesto é este registo, a cultura do empreendedor, do sucesso a qualquer preço. Para isso já temos cá a JSD (e as outras, que querem ser como ela quando forem grandes), que faz sessões nas escolas e até lhes chama acções de formação. 
Retenho, para final de conversa, a intervenção do senhor professor universitário Carlos Fernandes - "cientista" ao serviço da EPIS - que escolheu o melhor exemplo para contar: o taxista de quem apanhou boleia para um congresso na Suécia era, afinal, licenciado em física nuclear. Por isso não percebe o espanto, quando em Portugal há licenciados e doutorados candidatos ao lugar de assistente operacional nas escolas, por exemplo. Perceba então o meu, no dia em que o vir ocupar o banco do taxista, e o magro salário não chegar sequer para os botões de punho.
Naquele fim de tarde, as pinceladas de realidade foram dadas pela Paula Cardoso, antiga chefe-de-gabinete de Narciso Mota, agora ao serviço da divisão de Educação. Escolheu as palavras com cuidado, mas não deixou de dizer algumas verdades, sobre o retrato que encontrou no concelho de Pombal, onde as crianças sentem na pele o drama da emigração e do desencanto dos pais. 
Com os milhares que a Câmara gasta a contribuir para o sucesso destes Empresários para a Inclusão Social (num programa cujos questionários de rastreio entram na esfera privada das famílias), era fácil tornar as escolas em locais mais atractivos, sem tantas peneiras. Por exemplo: proporcionar aos mesmos meninos o acesso à música, às artes plásticas, à natação (tão importante), numa altura em que tantos deixaram de frequentar actividades nos clubes da terra porque os pais não as podem pagar. O Diogo Mateus que conheci em tempos e presidiu à Junta de Freguesia sabia disso. Tanto que chamou as colectividades para levarem esse mundo às escolas. 
É desse que tenho saudades.


7 de setembro de 2015

Por que não fazem duas listas?



Normalmente, a agregação cria sinergias.
Mas há casos em que a separação aumenta o resultado das partes.

É o caso da lista do PS no distrito de Leiria.

Perguntas sem resposta

Terminada a Silly Season é altura de retomar as questões (políticas) importantes. As perguntas que os d`Casa aqui colocaram sobre a alienação encapotada da ETAP e sobre o Centro Escolar de Pombal são merecedoras de respostas claras do presidente da câmara. Nem tanto ao Farpas, mas à população. O presidente da câmara não pode remeter-se ao silêncio, esperando que a onda passe.
Alienou, sem mandato para isso, com a conivência de todo o executivo, património que é dos pombalenses, não dele(s) e propõe-se a construir um Centro Escolar que não responde às necessidades.
Tem a obrigação de responder a todas as perguntas - venham elas de onde vierem - e de explicar convenientemente e publicamente as suas opções. Isto não é uma monarquia (absolutista), onde o monarca está imbuído do poder divino, incontestável.
De uma coisa podem estar certos: o Farpas não deixará cair estes assuntos no esquecimento.

4 de setembro de 2015

Nova Rede do Pombus

aqui critiquei o facto de o PomBus não passar pela Urb. São Cristóvão. Constato agora que, apesar do significativo aumento da rede do PomBus, a Urb. São Cristóvão continua excluída.
Uma injustiça inexplicável, criticada na sessão pública de apresentação da reformulação da rede, como o Região de Leiria bem relata: “A sessão de apresentação contou ainda com as palavras duras de moradores da Urb. São Cristóvão, que se mostraram contra a não passagem do autocarro por aquele local. “Não tivemos conhecimento do assunto”. “A Urbanização está esquecida pela câmara”. “Isto é uma questão política”, protestaram os moradores, exigindo que o questionário também tivesse sido entregue naquele local“. E eu não estive lá, nem abordei o caso com qualquer morador.
Isto está a mudar!

3 de setembro de 2015

Para onde vai a “igreja velha” de Albergaria dos Doze (2)?

Noutras freguesias preserva-se a cultura material mais simbólica de uma população. Em Caxarias, por exemplo, guardou-se o depósito das águas que alimentavam as máquinas a vapor. Em Albergaria dos Doze, semelhante depósito, símbolo da arqueologia industrial da nação portuguesa, foi posto ao chão para se ganhar uma terceira linha férrea que nunca vê comboios.
Para Santiago de Litém está em execução o restauro do coreto. Em Albergaria pôs-se o coreto ao chão e agora algumas almas querem comprar a Igreja Velha para a demolir e poder estacionar o mesmo número de carros que aí já se estacionam [ou menos, ainda]. Quem é o ideólogo desta demolição? Falaram-me do vereador da cultura da CMP… Será? Temos de apurar! Quem mandou o desenhador ou o arquiteto fazer este projeto que destrói o monumento com mais raízes históricas em Albergaria?
Não serve atualmente? Vamos encetar a animação do Centro Cultural Pe. Petronilho (CCPP), Senhor Vereador, Senhores Presidentes, Senhores Membros da Comissão Fabriqueira e Senhores Membros das Associações Locais.
Bem quisemos, em 1995, depois de terminarmos o Restauro e Reforma da “Igreja Velha” para CCPP, fazer uma Comissão de Gestão para assegurar a manutenção, gestão e animação do Centro Cultural…
O Conselho Económico não quis! Portanto, não pode, agora, desinteressar-se pelo imóvel e pensar só em liturgia. O projeto foi acompanhado e aceite pelo então Rev.º Bispo de Leiria, D. Serafim Ferreira e Silva e, parece-nos evidente, não pode a paróquia desligar-se quer da manutenção quer da animação do imóvel. Muito menos vendê-lo à autarquia para que seja derrubado e dê origem a 11 lugares de estacionamento.
Deus não quer e os albergarienses não deixarão!
Farpa convidada de Ricardo Vieira

1 de setembro de 2015

Ubi commoda ibi incomoda

Vamos ver se nos entendemos (não acredito):
- As avenças do Teófilo dos Santos com a câmara de Pombal - e com outras câmaras do PSD na região  - são um facto político, não meros actos administrativos;
- Se o José Gomes Fernandes tiver uma avença ou uma prestação de serviços pontual com a câmara de Pombal (nos próximos tempos, não acredito), é um facto político, não um mero acto administrativo;
- Se o Carlos Gameiro Lopes tiver uma avença ou uma prestação de serviços pontual com a câmara da Marinha Grande, é um facto político, não um mero acto administrativo;
- Se a Marlene Matias tiver uma avença ou uma prestação de serviços pontual com a câmara de Leiria, é um facto político, não um mero acto administrativo;
- etc, etc, etc;
Já diziam os romanos: “Ubi commoda ibi incomoda”.
É difícil de entender? Não creio…
Pessoa dizia e eu reproduzo: “Os benefícios são coisas que se infligem; por isso os abomino friamente”.

Chuvas para lavar Pombal





As chuvas já chegaram e levaram as poeiras da cidade, das vilas e das aldeias do nosso concelho, refrescaram um pouco o clima e mataram a sede das plantas e dos bichos.
Talvez as próximas chuvas possam esconder o lixo e a grade metálica depositados no rio Arunca (traseira do Campo Municipal de Futebol), mas não irão arrancar os aloendros (tóxicos) da cidade nem manipular melhor os produtos tóxicos (roundup supra) mal acondicionados e em transição pelo armazém Municipal.
Poderão vir mais chuvas, mas não serão suficientes para “lavar” tudo: vícios, esbanjamentos, desleixo, insultos…