27 de fevereiro de 2016

Má figura

Há uns dias atrás, veio de Castanheira de Pêra uma equipa de futebol salão para jogar contra outra de Pombal. Mas não houve jogo! Chovia dentro do pavilhão. No outro pavilhão os tacos estão soltos e colocam em risco os atletas.  

Há tanto dinheiro para gastar em obras da responsabilidade do Estado Central e falta dinheiro (ou vontade) para investir nos pavilhões, sobreocupados!

26 de fevereiro de 2016

Entre o partido e a mulher, ninguém meta a colher


Estamos sempre a inovar, cá na terra. Este ano as comemorações do Dia Internacional da Mulher que passam pelo Café Concerto são uma organização conjunta da Apepi (uma instituição vocacionada para o apoio à infância e às mulheres vítimas de violência) e do Movimento das Mulheres Social-democratas. A iniciativa está anunciada em cartaz e lá figuram apoios tão importantes como o da Segurança Social, do Município de Pombal e outros organismos públicos, que deviam manter alguma independência relativamente às questões partidárias.
O tema do evento é interessante, e as mulheres empreendedoras convidadas também, com destaque para Teresa Morais (já era tempo desta organização perceber que é deselegante  usar dr's na apresentação escrita...), que por coincidência é deputada pelo PSD à Assembleia da República. Quem anda a fazer os convites é a Apepi, dirigida por Teresa Silva, deputada pelo PSD na Assembleia Municipal de Pombal.
De modo que continua tudo normal em Pombal ocidental, de forma cada vez mais despudorada. Espero que Helena do Vale, Alexandra Gameiro e Adélia Junqueira representem bem o género, e que seja um debate dos bons.

25 de fevereiro de 2016

Dura lex, sed lex - 35 horas para os trabalhadores da Câmara

                                 foto: "Notícias da sua Terra"
A reposição das 35 horas de trabalho, tal como manda a lei, está a revelar-se um parto difícil na Câmara de Pombal. A coisa tinha sido anunciada pelo presidente, no jantar de natal dos funcionários em...2014, com grande ovação. Depois voltou a sê-lo em 2015. Mas Diogo Mateus tinha mais que fazer neste concelho que se apresenta orgulhosamente só, entre os municípios do distrito de Leiria, no que a esta matéria diz respeito.
 Já se sabe que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. E por isso a história recente está repleta de tentativas de reuniões, contactos e tentativas (sobretudo tentativas) por parte dos Sindicatos (STAL e SINTAP) ligados à administração local e pública. Menos trabalho deu a Junta de Freguesia de Pombal, que desde Janeiro deixou de contrariar a tendência local - pelo menos neste caso.
Ora acontece que Pombal até pode achar-se o centro do mundo mas ainda não está acima da lei. E por isso tem agora nas mãos uma sentença que queima: O Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria fixou em 30 dias o prazo (que está a terminar) para "Identificar todos os trabalhadores atingidos pela prestação de um horário de trabalho de 8 horas diárias desde 28 de setembro de 2013 até 6 de março de 2014" e "Proceder aos cálculos da prestação de trabalho suplementar, nos termos da lei, de uma hora de trabalho diária, além do período normal de trabalho, dos trabalhadores referidos,
naquele período ali igualmente identificado". Deve ainda "Proceder ao processamento dos montantes devidos a título daquele trabalho suplementar". Por via das dúvidas, o TAF previne-se: "Em caso de incumprimento da presente sentença executiva, determina-se, desde já,
a aplicação de uma sanção pecuniária compulsória ao Presidente da Câmara Municipal de
Pombal, nos termos do n.º 3 do citado dispositivo legal, à razão diária de 5% do salário
mínimo nacional". O valor da acção foi fixado em 30 mil euros. 
Escusávamos, todos nós, de pagar por isto. Em vez das papas e bolos dos pequenos-almoços com os funcionários e outros floreados, melhor fora que se respeitassem os direitos legais, sem paternalismos. 

18 de fevereiro de 2016

Política local é música celestial

A política é, na sua essência, conflito. Em Pombal transformou-se numa atmosfera celestial, onde até uma inócua abstenção é pecado e alvo de censura. Enganaram-se os que justificavam o desarranjo local com o bi-partidarismo que existia nos órgãos autárquicos. A representação alargou-se mas a pasmaceira agravou-se.
A oposição é grupo homogéneo de "meninos de coro" que cantam, em tons diferentes, ao ritmo da maioria. Na AM, os membros do CDS rivalizam com os membros da bancada do PSD pelo lugar de primeiro solista de arpa nas melodias celestiais em que as assembleias se tornaram:
“Nós vamos votar favoravelmente estes dois documentos (GOP e Orçamento, os mais importantes da Gestão da Autarquia, digo eu), mas não queria deixar de dizer que neste tipo de documentos, e neste tipo de trabalhos, acho que é pouco elegante a utilização da abstenção neste tipo de documento. As pessoas têm de assumir se estão de acordo com o que está feito, se estão de acordo ou não estão de acordo, assumem ou não assumem. Se querem votar contra, votam contra, e apresentam alternativas. O “nim”, neste caso, parece-me um bocadinho deselegante.”

Sugestão cá d`casa: aprovem uma emenda ao regimento com as regras seguintes: (i) quem se abstém nas votações desce as escadas e dirige-se imediatamente ao confessionário na porta ao lado; (ii) quem se arriscar a votar contra é excomungado e fica proibido de entrar na porta ao lado.

Surpreendente, ou nem tanto

Em Março realizar-se-ão eleições para a Federação Distrital do PS. Depois de vários anos afastado da vida partidária decidi apoiar o António Sales, por o considerar o melhor colocado para iniciar uma alteração dos propósitos da federação. Aceitei, também, ajudá-lo a identificar apoiantes e candidatos a delegados ao congresso distrital.
Surpresa das surpresas, após poucos contactos, e como ninguém recusou liminarmente o convite, fechámos rapidamente a lista com vinte militantes.

E esta, hem!

17 de fevereiro de 2016

Câmara a mais e oposição a menos

A regra geral na alocação de recursos - seja nas entidades públicas, nas empresas ou nas famílias - é haver mais necessidades do que recursos. Nas empresas e nas famílias encontramos excepções (Microsoft, Bill Gates ou Cristiano Ronaldo) que devem ter dificuldade em encontrar necessidades a suprir e bens onde gastar o dinheiro. Pombal Ocidental, onde nem tudo é normal, é, também, uma estranha excepção à regra.
Dom Diogo é um privilegiado: dispõe de avultados recursos financeiros que transita de exercício para exercício porque, decerto, não descortina necessidades no concelho que governa. Vai daí, ávido de se mostrar grande fazedor, veste a pele de benemérito e distribui “esmolas” de milhões pelo Estado Central, Empresas Públicas, Hospitais, etc.
As câmaras têm direito a determinadas verbas do Orçamento de Estado e a recolher determinadas receitas porque têm determinadas obrigações a cumprir com a comunidade e os seus munícipes, no âmbito das suas responsabilidades. Aplicar os recursos da autarquia fora do âmbito das suas competências é uma violação grave da dos deveres dos órgãos autárquicos e uma violação das regras da boa governação que desvirtua a justa distribuição dos recursos. É não fazer o que deveria ser feito, para fazer o que compete a outros.
Compreende-se que numa situação de urgência a câmara substitua o Estado na contenção de um problema que afecta a comunidade. Mas não é aceitável que desvie vários milhões do orçamento da câmara para obras que competem à administração central ou organismos por ela tutelados. 
A administração dos recursos públicos tem regras. Que a oposição não apresente propostas alternativas – não seja alternativa – até se compreende, tal é o descrédito em que caiu. Mas que não fiscalize as regras básicas de aplicação dos recursos da autarquia, é demais!

14 de fevereiro de 2016

A praga da religião

A religião é como uma praga que corrói e consome o que de mais valioso encontra na vida e na sociedade. Enquanto fica no domínio do privado, dos fiéis, não vem grande mal ao mundo. O pior, o mais perigoso, é quando sai desse domínio e se impregna na sociedade e no Estado. O médio-oriente é o exemplo extremo desta negra realidade, mas os tons cinza estão espalhados por todo o lado.  
Um bom liberal deve respeitar as opções de vida dos outros, mesmo quando que elas comprometam aquilo que a vida pessoal tem de mais virtuoso - a alegria, o prazer, a superação, a liberdade. Mas há uma barreira que um cidadão responsável não deve permitir que seja ultrapassada: a que separa interesses ilegítimos do bem comum. Quando isso acontece, com o apoio e cooperação de entidades do Estado (que por cá, por determinação, é laico), o estilo de vida virtuoso está em risco e corremos o risco de regressar à época das trevas – do pecado, da penitência e da fé na redenção.  
O fenómeno religioso tem algum paralelismo com a praga da corrupção: quando esta se faz no domínio privado, não vem grande mal ao mundo – facilita, até, o modus operandi do capitalismo. O problema é quando ela se faz entre o privado e o público (o Estado), nesse domínio consome-nos (a todos).
Por cá, vivemos numa terra onde há mais religião que civilização: onde há criaturas políticas que nos vêm “todos a chorar com a vinda do Papa”, onde o padre que se gaba publicamente da conversão de uns quantos infiéis, onde a câmara subsidia ilegitimamente a actividade da igreja violando um elementar princípio republicano - o laicismo do Estado. A praga está à solta. Se não for atacada, imporá uma vida social dormente e doente, uma existência malograda. A vida não é isto, não pode ser isto.

Russel afirmou que “a religião é uma resposta covarde ao vazio do universo. Se houvesse um Deus, ele deveria ser julgado por crimes contra a humanidade. Os devotos são culpados por incentivar o mal: ou porque também são covardes demais para encarar o facto de que Deus é um criminoso ou porque têm uma noção perversa de moralidade e realmente acreditam na força corretora do poder”.

10 de fevereiro de 2016

A Cidade de Deus

Entrámos na quaresma. Por cá nunca saímos dela, vive-se uma vida quotidiana muito vazia e monótona, onde o prazer e a folia são abafados, e a vida religiosa é estimulada, pois nela o servilismo toma o aspecto de uma virtude cristã.
Pombal tornou-se uma Cidade Deus, onde os Homens vivem segundo Deus, e bajulam o seu deus, onde a razão e a fé convergem para iluminar a função política no seu propósito de ampliar, ainda mais, o poder supremo. Onde o povo é moldado a ser tanto melhor quanto sua concordância estiver no que é “melhor” e o “melhor” seja o bem supremo. Não é uma cidade justa, dado que não aspira, ou, pelo menos, nem sempre aspira ao soberano bem.
Pombal é uma cidade que não separa “o que é de César, a César; e o que é de Deus, a Deus”, onde o que não serve a deus não é povo e onde o superior impera sobre o inferior. Onde se apregoa bondade, caridade e misericórdia, mas onde os que apregoadores, fazem mais mal que bem.
Pombal não é uma terra de gente com grande sentimento religioso, antes fosse – estava explicado o estranho fenómeno -, mas é uma terra de gente com grande oportunismo religioso, onde a culpa é virtude e o padecer é glória (dos outros).

8 de fevereiro de 2016

Porque é que esta cidade nunca tira a máscara?

Quando me apareceu um cartaz pela frente a anunciar um "baile de carnaval", no dia 8 (segunda-feira) fiquei toda contente, a pensar que finalmente o município recuperava um hábito antigo, o de festejar o entrudo, nem que fosse de forma modesta. Ledo engano. Afinal o baile é senior, na linha do costume, o de mascarar os velhinhos e fazer de conta que são marionetas guiadas pelas técnicas dos lares e centros de dia.
Sou desde sempre crítica da forma como decorre o desfile de carnaval das escolas, por achar que uma boa parte dos mais pequenos não se diverte, como era suposto. Ainda assim, quando mal nunca pior, e por isso mais vale haver alguma coisa a coisa nenhuma. Mas os velhinhos, senhor? Que fixação é esta? Porque é que nunca se pensa na população activa que ainda cá está, como se fosse pecado abrir a porta à folia ou à diversão? Numa rápida visita pelas páginas dos municípios à volta, facilmente percebemos que, à sua maneira, todos a promoveram. E nós a treinarmos para transformar a terra num reduto da terceira idade, essa inevitabilidade, segundo presidente da Câmara. É uma pena que os nossos séniores não tenham saúde física nem financeira para irem além do pavilhão das actividades económicas. Que ironia.
Mas enfim, teremos sempre Abiul...
foto: Pombal Jornal

28 de janeiro de 2016

Pegar o touro pelos cornos - wi'll always have Abiul


Foto gentilmente recolhida do nosso homónimo Farpas blogue. 

Presidente da Câmara prometeu ser um "acérrimo defensor da tauromaquia na região" mesmo que isso lhe custe votos
Citado pelo site Touro e Ouro, o presidente da Câmara de Pombal, Diogo Mateus, durante a entrega dos troféus da Tertúlia O Berço da Tauromaquia de Abiúl, a Vasco Pinto, prometeu ser um "acérrimo defensor da tauromaquia" na região que representa, com um "discurso altamente positivo e promissor para a tauromaquia".
O autarca social-democrata, segundo o mesmo site, mostrou-se forte entusiasta da Festa Brava e reconheceu a importância da tauromaquia em Abiúl, prometeu que Pombal estará sempre "ao lado das tradições culturais portuguesas, mesmo que isso possa custar votos".

Durante o discurso, Diogo Mateus sublinhou ainda que "Pombal não tem vozes anti-taurinas".

Dizer isto é d'homem.
Pombal não tem vozes anti-taurinas?
Pombal não tem vozes.
Pombal não tem.

Se tivesse, outro galo cantaria.

27 de janeiro de 2016

Um comentário com direito a post

"Para quando um protesto, cada vez que subir uma lomba buzinar.
E o transporte de doentes também sobe e desce essas lombas, é pena não ser o desarquiteto a passar dentro duma ambulância com problemas de coluna, ia ser giro".

                                                                                                     Por Natividade Silva
Bora buzinar nas lombas.

25 de janeiro de 2016

Notas soltas sobre os resultados das presidenciais

A fé não move montanhas. 
Duas surpresas: (i) o senso comum dos eleitores; (ii) a fé de algumas criaturas políticas.
Numa eleição sem recandidato presidente, invulgar foi só aparecer um candidato potencialmente vencedor, e nove candidatos perdedores. Sinal de que o cargo de Presidente da República se tornou pouco atractivo. Consequentemente ganhou quem tinha que ganhar e perdeu quem tinha que perder.
A esquerda perdeu. A direita ganhou mas chupa no dedo…. O PS – Costa – foi o perdedor que não saiu derrotado.
Marcelo R. Sousa: ganhou, e encontrou o registo para assegurar a reeleição e contornar o tédio que o cargo lhe vai provocar. Hipocondríaco como é, vai fugir a sete pés dos conflitos potencialmente perdedores. A direita não pode contar com ele, Costa também não, mas fica a depender unicamente de si e dos seus “compagnons de route”.
Sampaio da Nóvoa: perdeu mas capitalizou. Vai andar por aí. Em 2026 será candidato potencialmente vencedor.
Marisa Matias – cumpriu o papel (nestas circunstâncias).
Maria de Belém: o “soufflé” era de fraquíssima qualidade – deslaçou-se assim que a temperatura subiu. Penoso.
Edgar Silva: erro de casting. Prova-se mais uma vez que os votos não têm dono.
Vitorino Silva (Tino das Rans): ganhou o campeonato da II Liga - é o menos mau dos maus.

A primavera marcelista


Pombal acordou hoje debaixo de uma tempestade, num dia invernoso, cheio de raios e coriscos. Em dias como este, o meu avô Zé-Maria vestia uma samarra igual àquela que o professor Marcelo usou na campanha, nos intervalos das visitas a creches e lares de velhinhos. Ontem, quando o vi na tv a fazer o percurso de candidato para presidente, continuava com a cassete do "sereno e tranquilo". É essa falta de chama que me aborrece em candidatos como ele, passando a ideia de que a vida política de um país é pouco mais do que chá e bolinhos, estantes de livros, lareira acesa e grandes dissertações sobre os lugares e as viagens da elite - com direito a pausas para a caridadezinha.

No resto do país, a esquerda adormeceu a remoer esta mania de esticar a manta de retalhos. À direita não lhe bastou - nunca lhe basta, de resto - ganhar. O facebook encheu-se de gente ressabiada com o governo de Costa, colocando a nu uma das carcaterísticas que sempre me causa urticária: não lhes basta ganhar, é preciso espezinhar quem perde. Os brasileiros têm uma expressão que diz tudo sobre esse estado de alma, mais colado ao PSD do que ao incólume CDS: debochar. E  sabendo que um catavento é sempre imprevisível, em Pombal o partido jogou pelo seguro, e marimbou-se para os sinais de independência que o professor emitia, colando mensagem partidária à campanha. De maneira que foi coerente o agradecimento feito, ontem à noite, no facebook, congratulando-se com tão expressiva vitória cá na terra: 69,74%. É claro que continuamos a bater recordes de abstenção, com uns honrosos 57.24%. Quer dizer que uma esmagadora maioria não está aqui representada.
Mas o que é que isso interessa?

24 de janeiro de 2016

Parque da Fonte da Charneca



As primeiras (poucas) chuvas do outono abriram os primeiros sulcos no terreno arenoso colocado no parque em construção na frente da fonte da Charneca. Reparados os danos com a colocação de mais terras arenosas, logo as primeiras chuvas do inverno voltaram a abrir novos regos, como as fotografias de 17-01-2016 demonstram.

Num ato de colaboração, sugiro que, no planeamento e na execução das obras, se prevejam os efeitos das chuvas como, noutros projetos, se devem ter em conta os critérios da segurança, da utilidade, do preço e da estética, pela ordem indicada e não pela ordem inversa para se evitarem os habituais acidentes e demolições e reconstruções, tudo suportado pelos cidadãos.

21 de janeiro de 2016

O Renato

A informação foi passada: Renato Guardado, mestre em Arquitectura, vereador na CMP, é candidato à presidência da distrital da JSD.
O Renato é um rapaz apaixonado pela política, com um longo percurso de jota, que circunstâncias especiais fizeram vereador. Mas que ainda não é Vereador. 
Nietzsche afirmou que “pouquíssimas pessoas são capazes de inferir o efeito das circunstâncias em sua personalidade”, e - afirmo eu - no seu destino. Gostava que o Renato tivesse essa capacidade.
O Renato será, com certeza, o futuro presidente da distrital da JSD, mas tenho dúvidas que termine o mandato como Vereador.
O Renato é um rapaz a quem a sociedade concedeu um duplo privilégio: remuneração principesca (para a ausência de curriculum) e oportunidade de valorização profissional. Por isso, o Renato deveria ter a consciência da sua condição de privilegiado e das consequentes obrigações que a situação impõe.  

Tenho estima e consideração pelo Renato, por isso e pelas circunstâncias, tenho-lhe poupado, por aqui, alguns deslizes, contando que o rapaz precisa de tempo para crescer e ser aquilo que legitimamente ambiciona: Político. Mas convinha que tivesse a noção que o trajecto para objectivos ambiciosos não é rectilíneo.

18 de janeiro de 2016

Os obstáculos contornam-se

A propósito das obras no Barco, um amigo de Leira que regularmente vai passar o fim-de-semana ao norte do distrito perguntava-me se Pombal tinha aderido tardiamente há moda das rotundas e das lombas na estrada (tipo obstáculos). Não percebia por que é que a câmara tinha colocado cinco lombas enormes, em quinhentos metros de via,  num local onde nunca tinha visto pessoas a atravessar a estrada. Coisas estranhas, disse-lhe eu, sem resposta!

Mas quando os obstáculos são mesmo obstáculo as pessoas procuram alternativas. É o que começa a acontecer no Barco: se é difícil circular pela via principal, circula-se pela secundária (sem lombas). 

14 de janeiro de 2016

Centro de saúde de Pombal

Quarta feira, dia 13-01-2016, o tempo de espera para consulta era superior a 1 hora. Nalguns casos os atrasos eram de cerca de 2h15.
As justificações do lado do Centro de Saúde são “a falta de sistema”, o pouco tempo fixado para as consultas e os pacientes que contam toda a “história da sua vida”. Do lado dos pacientes, as justificações são os atrasos dos médicos na entrada ao serviço e os médicos que gostam de dar a conhecer aos pacientes todo o seu “curriculum vitae”. Ainda do lado dos pacientes, era dito que estes, depois procederem à marcação das consultas com vários dias de antecedência, se não procederem depois à inscrição na data marcada antes da hora marcada, ficarão para último lugar ou terão de voltar noutro dia.

Urge organizar todos os serviços públicos, de forma a dar-lhes uma imagem de eficiência e de forma que os utentes não sofram prejuízos na produtividade ou nos rendimentos do trabalho nem desesperem na espera. Resta esperar pela entrada em funcionamento do novo edifício e pela intervenção da política socialista, para a qual habitualmente tudo se resolve sempre e só com mais dinheiro dos outros…

13 de janeiro de 2016

Notícias da Etap (que há muito tempo não tínhamos)

                                                             Foto: Pombal Jornal
O título apareceu-me na minha timeline como um murro no estômago -  a metáfora que usamos em jornalismo para explicar como é que se prende um leitor logo à partida. E então fui ler a notícia, que na edição online do Pombal Jornal é acompanhada daquela foto soberba, ao estilo retrato de família, em que o número de alunos em causa está quase igual aos que fazem número como figurantes na fotografia. O presidente, o director e os discípulos dele são cinco, os alunos seis.
Ficamos então a saber que há seis alunos da ETAP que vão estagiar a França (em empresas locais, imaginamos nós) o que (estranhamente) acontece pela primeira vez em 25 anos. Quero acreditar que estes desenvolvimentos se devem à entrada [no capital da escola] daquele vasto naipe de empresas, que foi notícia no verão passado, pois que muitas estão a deslocalizar a sua mão-de-obra para fora, ainda que não propriamente para Bordéus. Mas essa é a parte boa da notícia. O lado mau é este provincianismo confrangedor que exibe a "mercadoria" agora "exportada", levando-nos a concluir que já não falta muito para que a notícia passe a ser qualquer coisa como o cão que mordeu o homem, em vez do homem que mordeu o cão. Nessa linha, fazia todo o sentido que também tivesse sido noticiado o jantar da Natal da escola, que aconteceu pela primeira vez em 25 anos. A não ser que, pelo número reduzido de presenças, não se justificasse a fotografia.

9 de janeiro de 2016

Sinais de trânsito em cima de outros



Um sinal de trânsito a indicar a passagem para peões colocado de forma a tapar um semáforo, junto ao jardim do Cardal, é um exemplo da sinalização de trânsito vertical confusa da cidade de Pombal que não foi corrigida na última alteração da organização do trânsito.
No caso em apreço, os condutores que circulam do Largo do Cardal para a Avª Heróis do Ultramar terão de avançar sobre a referida passadeira para lograrem ver o sinal luminoso quando está em vermelho.
Já aqui tratámos anteriormente o excesso de sinais de trânsito na Avenida do Continente. Resta-nos esperar que o trânsito seja organizado de forma articulada por toda a cidade e não apenas com sucessivas “aparências”…

8 de janeiro de 2016

Um “caso” dos trabalhos

Que os vereadores da CMP não servem para (quase) nada, já o sabíamos. Mas que nem para figurantes sirvam, é demais. A culpa não será deles.
Vem isto a propósito do encravado Acordo Colectivo de Trabalho da CMP, mas não só. O normal (numa organização funcional) era que as negociações com o sindicato e/ou comissão de trabalhadores fossem conduzidas pela vereadora com o pelouro dos recursos humanos (e técnicos da sua equipa) e fechadas pelo presidente. Mas não foi nada disso que aconteceu. Por cá, o acordo foi negociado e fechado, unicamente, pelo presidente e anunciado por este no jantar de Natal.
Decididamente, em Pombal ocidental, nem tudo é normal (como costuma dizer a Paula Sofia). E em matérias laborais (e não só), ainda é mais assim: a CMP é a única(?), no distrito, onde não aplica o regime das 35 horas semanais*, o que tem provocado grande insatisfação nos funcionários, que nem os prémios ridículos distribuídos no jantar de Natal suavizaram, antes pelo contrário.
Mas mais grave do que tudo isto é o presidente da camara faltar/adiar duas vezes a cerimónia de assinatura do acordo. Porquê? Com que propósitos?
Uma coisa é a existência do mal, outra a razão dessa existência. A existência do mal não pode ser negada, mas a maldade da existência do mal não pode ser aceite.
* Informação não (totalmente) confirmada