"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
30 de abril de 2018
Compra de Cemitério, um estrugido de podres
A discussão da proposta da câmara de aquisição do cemitério
dos Mendes, à associação local, foi um verdadeiro estrugido de podres: obra
ilegal; obra para actividade vedada a privados, obra financiada com subsídios e
fornecimentos de materiais à-la-carte, sem aprovação e sem registos; e,
finalmente, a aquisição de uma coisa que é do povo (foi feita pelo povo), com o
dinheiro do povo, novamente com o dinheiro do povo.
Depois - também grave-, a débil oposição que temos: um e outro,
enterrados até ao pescoço no lodaçal (mas com o outro, a propor um esquema, à
socapa, que os salvaguarde, que os proteja; outra, a mostrar, novamente, uma
incapacidade política confrangedora, agarrada a formalismos e ao preço (neste
caso não é, claramente, a questão fulcral); a Anabela, que neste ponto, foi a melhor –
não disse nada.
28 de abril de 2018
Ó minha senhora...
Narciso Mota deve cada voto do movimento que criou para as autárquicas a ele próprio. Só. Tenho para mim que cada cromo que escolheu para completar a caderneta contribuiu claramente para a sua derrota. Atente-se neste discurso, que só um assomo de benevolência de Diogo Mateus permitiu, num ponto que nada tinha a ver com o assunto enrolado pela vereadora Anabela.
Parecia que estava a adivinhar.
Oh Narciso
Faz o que é preciso…
Foste poderoso, estás impotente; foste temido, estás frouxo;
foste obedecido, és desobedecido; promoveste quem te despromove; pagaste tudo,
nada recebes…
Põe travão nesta patética forma de fazer oposição.
Publicado por:Adelino Malho
25 de abril de 2018
Dez anos de Farpas
Quando, na noite de 24 para 25 de Abril de 2008, lançámos o
Farpas, com o propósito de “farpear os interesses e os poderes
instalados, os oportunistas e os manhosos, a hipocrisia e o servilismo, a
obscenidade e o desperdício. E dar nota do gesto simples e desinteressado, da
exemplar cidadania e da excelência”, estávamos longe de imaginar que a aventura cumpriria
uma década, nomeadamente com a penetração e o reconhecimento, entretanto alcançado.
Nós fizemos por isso, e as circunstâncias ajudaram muito.
Preocupámo-nos, desde o início, em fazer uma
coisa séria, com estilo e propósito claros. Começámos pelo mais simples:
apontar casos que evidenciavam os vícios e os podres dos poderes instalados;
depois, evoluímos para a crítica sociopolítica incisiva, fracturante, mordaz. Ao
mesmo tempo, fomos melhorando o embrulho com mais imagem, cartoons e, mais
recentemente, vídeo – obrigado Diogo. Há pouco mais de três anos entrámos no
Facebook - em boa hora o fizemos…
Passados dez anos, somos o que somos, porque como
escreveu pessoa, no poema que serviu de mote ao debate do 10.º aniversário, “somos
do tamanho do que vemos…e não do tamanho da nossa altura” – nunca fomos tão
poucos e nunca valemos tanto! Na verdade, somos grandes por que vemos muito. Da
janela das nossas casas no cimo do nosso outeiro, de lados opostos, vemos este
(nosso) universo, este Pombal.
A nossa única riqueza – como diz Pessoa – é ver.
Ver o que a maioria não vê ou não quer ver. Nestes dez anos apurámos muito a
capacidade de ver, de ver para além da superfície, de radiografar a realidade.
Nesta aldeia que Pombal continua a ser, não “existem grandes casas que fecham a
vista à chave”. Aqui, o céu e o inferno estão à vista do olhar atento; e a
realidade mais obscura está logo debaixo do véu, basta levantá-lo. Sim, nesta
aldeia, conhecemos-nos todos, o presente e o passado, o que é bom e mau. Bom por
que nos permite ver tudo com mais clareza, antecipar passos, movimentos, alinhamentos,
intrigas, rupturas…Mau por que farpeamos gente conhecida, pessoas de carne e
osso, amigos ou inimigos, das nossas vidas.
A missão a que nos propusemos não é fácil,
nomeadamente numa terra onde existe uma profunda aversão à crítica; numa cidade
maioritariamente constituída por gente que veio da aldeia para o meio urbano,
mas trouxe a aldeia consigo; assumimo-la porque alguém a tinha que fazer.
Nestes dez anos, o que conseguimos? No debate, o Adérito afirmou: só derrotas! E justificou-o com os resultados eleitorais. Não subscrevo
a avaliação. Prefiro olhar para o copo meio cheio: estimulámos e enriquecemos
muito a cidadania, a cultura política e o debate de ideias. E nós crescemos,
também, muito neste processo; porque acreditamos que a troca de ideias, como
afirmou Bernad Shaw, é a troca mais enriquecedora, porque quando quando se troca uma ideia
com um amigo, cada um fica com duas ideias. Muita gente instruída não percebe
isto, mas quer ter sucesso na vida pública. O Farpas vai continuar a praticar
a troca de ideias.
Viva o Farpas. Viva a Liberdade.
23 de abril de 2018
A propósito do discurso do medo
Em
Democracia, o discurso do medo é a confissão da impotência. Em Democracia só os
medrosos têm medo. Em Democracia há medo? Em Pombal há medo? Há! Pela simples
razão que há medrosos - muitos!
Os
medrosos são ineptos na política; logo, não devem estar na política.
20 de abril de 2018
Café (des)Concerto
Regozijamo-nos com a forte adesão ao jantar-debate comemorativo do 10.º aniversário do Farpas e da Liberdade. Tínhamos projectado um evento maior - um encontro de nacional de blogs. Amputaram-nos a ambição, mas não a determinação.
Aludindo à relevância e ao carácter excepcional do evento e da data, para o Farpas e para Pombal, solicitámos, com a devida antecedência, o Café-Concerto. Mas o tecnocrata, o “velho do Restelo”, que convive muito mal com crítica e não revela sentido de serviço público, recusou. Com a recusa não prejudicou o Farpas, prejudicou-se; não se desforrou, enterrou-se mais. Prejudicou o espaço morto que não sabe dinamizar e rentabilizar, e prejudicou muitos pombalenses. Em resumo, prejudicou Pombal.
Bem pode Diogo Mateus clamar, na AM, respondendo a uma questão sobre supostos abusos na realização de determinado tipo de eventos, que o que interessa é dinamizar o Café Concerto e que todo o tipo de eventos são bem-vindos, independentemente da sua proveniência ou tipo. Diogo; com ajudantes destes, nunca serás ajudado.
19 de abril de 2018
Esgotado!
Amigos: Uma extraordinária adesão ao aniversário do Farpas leva-nos a comunicar a todos que as inscrições para o jantar-debate fecharam esta manhã. A lotação está esgotada!
Tudo se encaminha para conseguirmos transmitir esse momento tão importante para a liberdade de expressão e para a democracia em Pombal. Estejam atentos!
16 de abril de 2018
Pombal spring fest
Está a decorrer a KLIK, Semana da Juventude de Pombal. Entre road shows, sessões inspiring e comedy, seminários onde se aprende o que é o mentoring e o papel dos business angels, entre outros temas, o programa conta ainda com DJs e live concerts. Amazing! Do riquíssimo programa, destaco (talvez pelo contraste) o baile abrilhantado por Graciano Ricardo. Os jovens pombalenses terão, mais uma vez, a oportunidade de poder dançar ao ritmo do artista fétiche do PSD local. Para o ano espero que os nossos autarcas não se esqueçam da teclista Vânia Marisa. Ou do performace pombalense Dr Zappa, que tanto apoiou a comitiva laranja nas últimas eleições. Aí sim, aplaudia de pé.
15 de abril de 2018
10 anos de Farpas: o jantar-debate
O Farpas comemora 10 anos no próximo dia 25 de Abril. Começamos a festa de véspera, na noite de 24, com um jantar-debate que promete. Para nós, é hora de repensar tudo, de discutir, de abrir os olhos ao mundo e perceber o que acontece à nossa volta. Vamos ouvir as experiências de outros blogues, como o Aventar e o Azinheiragate. E que honra é ter connosco a plataforma É Apenas Fumaça! Sabemos que o povo é sereno, e que alinha numa boa conversa. Como os lugares são limitados, é imprescindível reserva para qualquer um d'Os da Casa ou para o mail farpaspombalinas@gmail.com
Venham daí fazer a festa da liberdade ;)
13 de abril de 2018
Raspanete
Ao contrario do que lhe é habitual, José Gomes Fernandes usou
o registo enigmático para passar um grande raspanete ao(s) político(s) que “não
sabe(m) dizer “não””, “não tomam as medidas que são necessárias …porque tenta-se
ser agradável, ir pelo mais fácil” e “não podem andar permanentemente na
comunicação social…e nas redes sociais”.
Para quem é estava ele a falar? Não era, com certeza, para
os políticos da oposição; por que esses, coitados, não podem dizer “não”, não
podem ser agradáveis, nem podem andar na comunicação social.
12 de abril de 2018
Oh doutora Ofélia
Ele já a tinha avisado para não se apoiar em papéis escritos
por outros…
Por que é que lá foi, no ponto seguinte, com os mesmos papéis/argumentos? Acusou; ele pediu-lhe que apontasse exemplos; e a doutora calou-se!
Por que é que lá foi, no ponto seguinte, com os mesmos papéis/argumentos? Acusou; ele pediu-lhe que apontasse exemplos; e a doutora calou-se!
Resultado: foi ao tapete, desta forma comovedora…
A independência tem uma prima
...que vai sempre à Assembleia Municipal de Pombal, envolta num sectarismo atroz. O doutor João Coucelo sabe bem que não é por dizer banalidades com ar superior que as mesmas se tornam verdades absolutas. Bem pode ele dourar a pílula quanto quiser, que a realidade é uma chatice. Ora vejam:
11 de abril de 2018
Nesta, a presidente esteve bem
A presidente da AM não tem estado à altura do cargo - tem vestido
sistematicamente a camisola do partido.
Mas nesta esteve bem! Na verdade, não era uma questão de
defesa da honra, era uma questão de saúde – de saúde mental. Percebeu-o rapidamente, ao contrário do outro.
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