14 de maio de 2018

Ajudar os nossos : do desemprego ao voluntariado

Está esclarecido o mistério em torno da alegada contratação de Manuel Serra para a Câmara, para a ADILPOM, ou para outra qualquer bolsa de emprego. Diogo Mateus esclareceu tudo na última reunião de Câmara, conforme explica esta escorreita notícia do Jornal Terras de Sicó (os de cá, caladinhos, que o respeitinho é muito lindo)
Diz o presidente que "não há nenhum contrato, não há nenhum valor estabelecido entre a Câmara Municipal de Pombal e o Manuel Serra”. E explica: “eu desafiei Manuel Serra, que durante muitos anos esteve ligado às matérias relacionadas com a floresta, para de forma graciosa auxiliar a ADILPOM nos contactos comerciais para a Feira Nacional da Floresta”.
Cabe aqui um exercício de penitência por parte do Farpas, que terá julgado erradamente o conde do Oeste. Afinal, sabendo que foi punido nas urnas por não ter trabalhado como deveria, Manuel Serra penitencia-se agora e, em regime de voluntariado, vai suar as estopinhas para que Diogo Mateus fique bem na fotografia da Feira da Floresta. (Cheguei a pensar que havia até um vereador com esse pelouro, mas foi engano meu, certamente).
Tenho para mim que tanto Catarina Silva como Célia Freire deveriam seguir-lhe o exemplo. A primeira foi punida por não ter desempenhado o cargo à medida de ser incluída na lista de Diogo, a segunda foi punida nas urnas de Ansião, onde o inatingível PSD perdeu as eleições autárquicas. Era de valor exercerem as respectivas funções nessa abnegação, pois que - já se sabe - ninguém entra na política para se servir, mas antes para servir os outros. Que às vezes são nossos, outras (em cerca de escassos 30%, segundo D. Diogo) nem por isso. Azar.

11 de maio de 2018

Se nós não ajudarmos os nossos…(III)


…O presidente da junta do Louriçal – José Marques –, perito no venha-a-nós, juntou-se aos presidentes da junta de Almagreira – Humberto Lopes – e do Carriço – Pedro Silva –, seus correligionários, para contratar, em regime de avença, com o beneplácito da câmara que paga 70% do tacho criado, a ex-vereadora Catarina Silva, sua apoiante e grande amiga, que tinha ficado desocupada depois de ter sido afastada, por Diogo Mateus, dos lugares elegíveis à câmara.
Perderam definitivamente a vergonha… E gozam descaradamente connosco.

10 de maio de 2018

Fantástica Conferência de Motivação Melga


- Olá, Mike! 
- Olá, Melga!...
- Ah, ah, ah, ah, ah... Ah, ah, ah, ah, ah... Eu não gosto nada de te ver assim, Mike. 
- Ó Melga, a verdade é que sou um jovem desmotivado e não sei o que fazer, Melga.
- Fantástico, Mike! Nem de propósito! Tenho a solução para ti.
- Fantástico, Melga! E qual é a solução para mim, Melga?
- Escuta, escuta. Sabes o que vai acontecer já no próximo Sábado em Pombal, Mike?
- Não, Melga, não sei o que vai acontecer já no próximo Sábado em Pombal, Melga. Conta-me tudo!
- Anda cá, Mike, anda cá. Ouve com atenção.
- Estou em pulgas, Melga!
- No próximo Sábado, dia 12 de Maio, no Teatro-Cine de Pombal, podes participar na Fantástica Conferência de Motivação Melga, Mike!
- Participar na Fantástica Conferência de Motivação Melga, Melga? 
- Sim, Mike. Podes participar na Fantástica Conferência de Motivação Melga, totalmente focada no desenvolvimento, evolução e aperfeiçoamento de jovens imperfeitos e desmotivados como tu, Mike.
- Fantástico, Melga! E o que é ao certo a Fantástica Conferência de Motivação Melga, Melga?
- A Fantástica Conferência de Motivação Melga, Mike, é um evento organizado em parceria com o Município de Pombal onde, por apenas 10 euros, podes assistir a fantásticas sessões com títulos em inglês e ainda te oferecem um coffee break, um welcome pack e um fantástico certificado Melga, Mike.
- Fantástico, Melga! Sessões com títulos em inglês, Melga?
- Sim, sessões com títulos em inglês, Mike! Podes assistir às fantásticas sessões eject yourself, networking moment e get inspired, todas elas com o certificado de garantia Melga!
- Fantástico, Melga! 
- Mas se fores smart, Mike, por mais 5 euros podes também almoçar. 
- Fantástico, Melga! Eu sou smart, eu sou smart!
- Espera, espera. Presta atenção, não sejas precipitado. Pela módica quantia de 50 euros, podes ainda ser um jovem platinum, Mike!
- Fantástico, Melga! 
- Com a opção platinum, Mike, podes ter acesso a um almoço VIP e a um fantástico late networking Melga, de meia hora, com os oradores!
- Fantástico, Melga! Vou já comprar o bilhete platinum para a Fantástica Conferência de Motivação Melga, Melga!
- Fantástico, Mike! Com o bilhete platinum da Fantástica Conferência de Motivação Melga, Mike, a tua vida vai mudar para sempre. O triste e deprimido Mike que hoje és vai desaparecer, para dar lugar a um jovem garboso, empreendedor e dinâmico. Agarra já a tua oportunidade, Mike!
- Fantástico, Melga! Vou já a correr inscrever-me antes que esgote!

Onde se dá conta da nova e mui valorosa empreitada do Pança

O Príncipe atazanou e atormentou tanto a Ana que esta afracou e abaixou. Vendo-se com a folclórica Feira da Floresta nas mãos e à porta, mandou de imediato chamar o Conde do Oeste. Mesmo sem contrato, ordenou-lhe que metesse rapidamente mãos à empreitada, que os papéis seriam tratados depois. O conde faz bem o cerimonial, mas não está - nunca foi- habituado a ritmos acelerados. Preocupado…; chamou o Pança.

- Pança? Vinde aqui…

- O que desejais, Alteza? – acudiu o Pança.
- Tenho uma mui valorosa empreitada para vós, onde podereis mostrar, mais uma vez, a vossa raça e desenvoltura: a Feira da Floresta – afirmou o Príncipe.
- Agradeço muito o obséquio, Alteza; mas vem a destempo: ando mui desacorçoado e mui atolado em afazeres, não aguento com mais carga… 
- Aguentas, Pança; sois escudeiro teso e de costas largas …- reforçou o Príncipe.
- Já o fui…, Alteza; mas agora sinto-me enfraquecido, e desagradecido. Acreditai-me, Alteza: mui gostaria de por mãos em tão prestigiante empreitada, mas faltam-me as forças e o ânimo – desabafou Pança com ar desolado.   
- Deixai-vos disso, Pança; e fazei das fraquezas forças…
- Por minha fé, senhor meu Amo; entendei-me: doí-me perceber que muito tenho dado e pouco tenho recebido das companhias em que tenho andado – afirmou o Pança, condoído.
- Pança, não sejais desagradecido: fiz-vos escudeiro famoso, e já prometi – e havei de cumpri-lo, se não me falhardes – fazer-vos cavaleiro – afirmou o Príncipe.
- Começo a ficar farto de promessas…Sou um moiro de trabalho, trabalho para muito Senhor, todos me dão ordens, é “Pança para aqui”, é “Pança para ali”,…, mas no final, é sempre a mesma coisa: um pontapé no rabo e vai dar uma volta! - desabafou o Pança.
- Não estou a perceber, Pança – retorquiu o Príncipe.
- Não estais, Alteza! Se mo permitirdes, explico. Como sabeis: fizeram-se escolhas no partido… Contava concorrer; não o fiz porque não tive apoios, nomeadamente de onde mais contava…
- Não me incomodes com pendências partidárias, Pança. Se vos sentíeis maltratado, deveis resolver a questão com o vosso irmão – ele é que é o cozinheiro desse cozinhado requentado – afirmou o Príncipe.
- Bem sei, Alteza, bem sei... Os nossos são sempre os primeiros a trair-nos. Já me desentendi com ele...Mas Vossa Mercê também me defraudou um pouco – se me tivésseis dado um pequeno empurrão, talvez hoje fosse eu o mandante – e o Senhor dormiria mais descansado…
- Sois mais necessário como escudeiro, Pança – retorquiu o Príncipe.
- Mas eu não quero ser escudeiro a vida toda…Escolheram o Manel. Dizei-me, Alteza: o que é que o Manel tem a mais do que eu? Trabalho não, e vitórias também não! Não é caso para uma pessoa se sentir desagradecido? E pior, Alteza: chutaram-me para um lugar decorativo…Há ingratidão maior? perguntou o Pança.
- A arte da política é muito ingrata, Pança. Devíeis sabê-lo; não vedes a ingratidão de sou alvo todos os dias? – replicou o Príncipe.
- Bem o sei, Alteza; e bem o sinto…!
- Tendes que ultrapassar essas mágoas, Pança; preciso que vos atireis à Feira da Floresta com ganas – afirmou o Príncipe.
- Não consigo, Alteza; vede bem: continuo atolado em afazeres: ainda não consegui desmontar o Festival das Favas (está tudo por aí espalhado); a governação do condado absorve-me muito tempo; aqui uma pessoa nunca tem descanso, ninguém me ajuda: a nova manceba já abaixou, o tira-retratos só faz aquilo - não consigo tocar tanto burro…
- Não vos reconhecei, Pança; já não quereis ser escudeiro? - perguntou o Príncipe.
- Quero, Alteza; mas entendei-me: não posso ser pau para toda a obra; a empreitada da Feira Florestal é responsabilidade do ministro Jota e do seu pajem...
- Já devíeis saber, Pança, que ministro Jota e o seu pajem só servem para as brincadeiras com a rapaziada…
- Sim, ainda estão moços… - anuiu o Pança
- A empreitada da Feira da Floresta é deveras importante, expõe-nos, tem que ser conduzida por vós, que sabeis fazer acontecer as coisas – decretou o Príncipe.
- Mas como é que eu me desdobro, Alteza!?
- Desdobras…Eu mando limpar os destroços do teu Festival das Favas; e tu atiras-te a esta empreitada com como cão a bofes; entendeis?
- Se for assim…- aquiesceu o Pança.
E lá saíram, Amo e escudeiro, felizes e contentes.
                                                                                                   Miguel Saavedra

9 de maio de 2018

Desordem na CMP

A CMP marcou dois eventos anuais para o mesmo fim-de-semana: a Feira da Floresta e o Festival Pombalino.
Reina, como nunca, a desordem no Convento de Santo António: ninguém comunica, ninguém se entende.

8 de maio de 2018

Se não ajudarmos os nossos...(II)

Foto de Carlos Domingues, publicada no FB durante a campanha eleitoral, anunciando "vitória"

Desde o final de Abril que Manuel Serra está investido  pelo município de Pombal a tratar de angariar gente e sucesso para a Feira Nacional da Floresta. Desde que perdeu a Junta do Oeste que o PSD local tentava arranjar emprego ao autarca. Primeiro foi na Associação de Produtores Florestais, mas como não resultou, tentou-se então o Município. De modo que o conde do Oeste (como tão bem o baptizou Miguel de Saveedra) não tinha tempo a perder para mostrar serviço: mesmo antes de anunciada a contratação (ou avença), passou a utilizar um endereço de e-mail e um telefone, em nome da Câmara. 
É preciso nivelar por cima, elevar as relações (incluindo as laborais). Isso de contratos e burocracias é uma maçada para a qual só o povo tem vocação. Ou será uma avença, apenas? Seja o que for, façam lá o favor de esclarecer quem paga. Nós, portanto.

Se nós não ajudarmos os nossos…(I)


A CMP granjeou fama na integração dos desprotegidos desta vida; agora, desacredita-se ajudando os privilegiados da política. A oportunidade dada aos primeiros é louvável, o favorecimento dos segundos é altamente censurável.
Diogo Mateus decidiu ajudar a correligionária Célia Cristina Freire, ex-vice-presidente da câmara de Ansião, que ficou desocupada depois de perder as eleições. Contratou-a para secretária da “vereadora” Ana Gonçalves! O que desagradou os novos dirigentes do partido; ávidos de benesses.
Na CMP, os vereadores são meros secretários do presidente. A vereadora Ana Gonçalves foi, durante vários anos, a excepção: teve poder. Mas perdeu-o, pelos motivos conhecidos (agora está ao nível dos outros). No entanto, recebe o que nunca teve: uma secretária - uma ex-vice-presidente de câmara.
Pergunta-se:
O que leva uma ex-vice-presidente de câmara a sujeitar-se a isto, a uma esmola como secretária de uma “vereadora”?
O que leva Diogo Mateus a dar um tacho político desnecessário e incompreensível? Que vantagens procura obter?
Quando se perde o decoro (e já passamos esse patamar), perde-se a respeitabilidade.

Enfim, os premiados


Timidamente e a contra-gosto, a Junta de Freguesia de Pombal lá divulgou os vencedores do Prémio Literário António Gaspar Serrano, horas depois da publicação do Farpas.  Pelos vistos, ainda servimos para alguma coisa.

Segundo a notícia do Diário do Leiria, os vencedores nas diversas categorias são: Anabela Monteiro Coelho (categoria de Poesia), com a obra "O lastro das Palavras"; Maria Filomena Figueiredo (categoria Conto), com a obra "A Vida, apenas" e João António Silva (categoria Revelação), com o ensaio "Ensaio sobre um passado mais que perfeito". Os meus parabéns aos premiados. Pena que a notícia não nos elucide sobre qual opinião do júri sobre os trabalhos distinguidos. Tratando-se de um evento literário, seria de esperar que a literatura tivesse outro protagonismo (veja-se o bom exemplo dado aqui pela Câmara de Montalegre). 

De acordo com o regulamento, "a Junta de Freguesia de Pombal reserva-se o direito de edição de todos os trabalhos publicados, em regime de protocolo com uma editora nacional". Que eu saiba, até agora nenhum dos trabalhos premiados das edições anteriores foi considerado para publicação. Falta de mérito? Desinteresse da parte da Junta? Dificuldade em encontrar parcerias? Eu arriscava uma resposta, mas temo estar a ser injusto. Vamos lá ver se, no consulado de Pedro Pimpão, as coisas mudam. Lembro o jovem autarca que pode sempre usar o prefácio da obra para elogiar os seus méritos pessoais e uma das badanas para colocar uma foto sua bem sorridente. 

7 de maio de 2018

Mais dignidade!


Só há dois factos interessantes a saber num prémio literário: quem são os vencedores (os verdadeiros protagonistas) e qual o júri (quem prestigia o  prémio). No caso do “Prémio Literário António Gaspar Serrano” é tudo o que não ficamos a saber pelos comunicados da Junta e as notícias da comunicação social.

Em Pombal, os vícios repetem-se. Os meninos da Junta estão apenas interessados em promover-se, organizando galas bacocas onde podem tirar selfies para o facebook fazer discursos pedantes. A comunicação social não revela qualquer curiosidade, não tem espírito crítico, não quer saber. Faz alarde da iniciativa da Junta e despreza quem devia promover.

Que eu saiba, os nomes dos vencedores apenas foram publicitados na primeira edição. António Serrano, vulto maior da vida pombalense, merecia que o evento fosse tratado com outra dignidade. 

Trapalhadas nas eleições no PSD



As eleições para os órgãos concelhios dos partidos - salvo raras excepções - são uma farsa. Limitam-se a um ritual de substituição de um “controleiro” por outro, que se revezam; ou, noutra variante, um testa-de-ferro reserva o lugar para o “controleiro” que já atingiu o limite de mandatos.
As eleições no PSD local, que decorreram sexta-feira passada, seguiram o guião normal. De novo só as trapalhadas: primeiro, com o Manel a fazer-se anunciar presidente antes de o ser; segundo, com este a anunciar publicamente uma lista sem ter obtido a aceitação de todos os candidatos.
Começa mal, o Manel. Fica mais descansado o “controleiro”.

PS: já agora: quem foi eleito para a Mesa do Plenário? E os resultados!? A malta está curiosa...

6 de maio de 2018

Pombal medieval


Em Pombal, o que conta é fazer o número; seja na feira medieval, ou noutra coisa qualquer, porque ninguém leva a mal modernices parolas.
Mas o que verdadeiramente ajudava Pombal seria recordar a época do Renascimento, não a época das trevas, da brutalidade e da miséria.

4 de maio de 2018

Negociatas

O extraordinário combate ao desemprego



É assinalável o esforço que o executivo municipal está a desenvolver no combate ao desemprego. Ontem mesmo ficámos a saber da contratação de um presidente da junta derrotado nas últimas eleições, que já assina mails em nome do Município de Pombal - mesmo antes da contratação. Isto sim, é serviço: atribuir um telemóvel e um endereço de e-mail a um futuro funcionário que ainda não o é. 
No seu primeiro mandato, Diogo Mateus quis cortar com o registo "...senão ajudarmos os nossos" e manteve-se firme e hirto no bloqueio à cunha e ao tacho. Mas parece estar a perder esse filtro. O que dizer, por exemplo, da ex-vereadora que (naturalmente com mérito) ficou à frente de umas quantas dezenas de candidatas ao cargo de psicóloga na Comissão Social de Freguesia que servirá Carriço, Louriçal e Almagreira? E cujo lugar de assistente social já estará reservado para quando outra destacada militante do PSD ficar sem trabalho, ao fim de certo projecto? Ou ainda da secretária que vem a caminho (de um concelho vizinho) para apoiar certa vereadora?
Às vezes compreendo os jovens que se deixam seduzir pelo canto da sereia da jota. E lembro-me daquele anúncio de antigamente: "jovens, se tens 18 anos, vem para a GNR". Agora troquem por JSD. E vamos verificar quantos jovens ligados a outros partidos têm tido oportunidades nesse grande empregador que é o município. O primeiro a acertar ganha uma viagem à feira medieval.
 

3 de maio de 2018

Obras tortas e atrasadas


A CMP tem fama antiga – não o proveito – de ser bom (rápido) pagador aos empreiteiros. Nos últimos anos, conquistou, também, junto dos próprios empreiteiros, a fama de ser um bom receptor das obras – recebe-as quando os empreiteiros as entregam, tarde e más horas, e não quando deviam ser entregues.
Os prazos estabelecidos nos cadernos de encargos das obras são, salvo raras excepções, muito longos – o dobro do que seria necessário para fazer a obra. Mas, mesmo assim, a CMP estende-os, uma, duas, três vezes…! Tem sido sempre assim nas principais obras: Centro Saúde, Centro de Negócios, CIMU-Sicó, Obra dos Governos, Casa Varela, etc…
O prazo excessivo e os atrasos na execução das obras não são problemas menores, evidenciam falhas graves de organização e gestão que acarretam prejuízos significativos. Ao contrário do que dizem o presidente e o seu ministro das obras, a responsabilidade pelos atrasos não é dos empreiteiros, é da câmara. Estranha-se, ou nem tanto, que ninguém da oposição seja capaz de o dizer, e de exigir responsabilidades e medidas concretas. Uma obra, antes de incumprir o prazo, antes de ficar atrasada, vai-se atrasando. E vai-se atrasando por falta de acompanhamento, desleixo ou incompetência.
Que câmaras que pagam mal – tarde, a más horas e aos bochechos – sejam mal servidas, compreende-se; mas que isso aconteça, sistematicamente, numa câmara que se gaba de pagar muito bem, demonstra incompetência grave.

2 de maio de 2018

Ousadia e vaidade


Num estilo jactante e gabarola, muito ao gosto de Pedro Pimpão, a Junta de Freguesia de Pombal fez, no facebook (onde mais poderia ser?), o balanço dos seus primeiros seis meses de actividade. O "dinamismo ímpar" e a "ousadia" com que a Junta se adjectiva, só rivaliza com o "apoio fantástico" e o "enorme potencial" usados para qualificar os pombalenses. Nem Pedro Viera faria melhor nas suas "inspirações para uma vida mágica".

A continuar neste ritmo frenético, a Junta de Freguesia corre o risco de acabar (se é que ainda não acabou) com todo o potencial criativo independente em Pombal. Entre tertúlias, palestras, ciclos de teatro, bailes de carnaval, festivais musicais, nada escapa ao dinamismo de Pimpão y sus muchachos. Ao ler a lista incompleta(?) de iniciativas, fico com uma sentimento dúbio: por um lado, não posso deixar de enaltecer a energia da equipa; por outro, tenho que criticar a forma como o supérfluo tem ofuscado o essencial, relegado para o final da lista, num discreto "etc, etc".

Como o tempo é de festa e de exaltação, deixo o meu contributo para as festas populares que se avizinham, talvez para acompanhar com um fadinho conhecido:

Pedro Pimpão e a sua equipa tão airosa
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com o Roma e o Pedrosa
P'ra fazer suas conquistas

Manhas antigas, vaidade louca
Anda o Pedrito a bailar de boca em boca
Triste bizarra, em comunhão
Anda em Pombal cabisbaixa a oposição

1 de maio de 2018

Sua excelência o presidente dos social-democratas de Pombal: Manel


Estava assim sem rei-nem-roque, já há semanas, o PSD de Pombal, quando ontem à noite a rede foi inundada pela "mensagem do Presidente". É verdade que as eleições são só no próximo fim-de-semana, mas no oeste é atar e pôr ao fumeiro, de maneira que o único candidato conhecido para inquilino da rua Luís Torres resolveu apresentar-se logo como presidente, e está arrumada a questão. Talvez não valha a maçada de sair de casa para exercer o direito de voto. Deve ser essa a mensagem subliminar que está ali, naquele panfleto digital. Ou então, há várias hipóteses para esta atitude patética de Manuel António:
1.  Está como gato escaldado, e antes que à última hora lhe tirem o tapete, é melhor apresentar-se já como presidente
2. Foi isso que Pedro Pimpão lhe mandou fazer, pois que todos sabemos que foi ele quem o resgatou da desgraça em que caíra, da humilhação a que Diogo Mateus o sujeitou no processo do Conselho Geral Transitório do Agrupamento de Escolas de Pombal, bem como na Junta de Freguesia.
3. Tem saudades de ser presidente. É legítimo e ninguém lhe pode levar a mal.

Como a mim não me volta a enganar, nem estou em condições de votar nele, só tenho pena. 

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30 de abril de 2018

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Compra de Cemitério, um estrugido de podres


A discussão da proposta da câmara de aquisição do cemitério dos Mendes, à associação local, foi um verdadeiro estrugido de podres: obra ilegal; obra para actividade vedada a privados, obra financiada com subsídios e fornecimentos de materiais à-la-carte, sem aprovação e sem registos; e, finalmente, a aquisição de uma coisa que é do povo (foi feita pelo povo), com o dinheiro do povo, novamente com o dinheiro do povo.
Depois - também grave-, a débil oposição que temos: um e outro, enterrados até ao pescoço no lodaçal (mas com o outro, a propor um esquema, à socapa, que os salvaguarde, que os proteja; outra, a mostrar, novamente, uma incapacidade política confrangedora, agarrada a formalismos e ao preço (neste caso não é, claramente, a questão fulcral); a Anabela, que neste ponto, foi a melhor – não disse nada.

28 de abril de 2018

Ó minha senhora...




Narciso Mota deve cada voto do movimento que criou para as autárquicas a ele próprio. Só. Tenho para mim que cada cromo que escolheu para completar a caderneta contribuiu claramente para a sua derrota. Atente-se neste discurso, que só um assomo de benevolência de Diogo Mateus permitiu, num ponto que nada tinha a ver com o assunto enrolado pela vereadora Anabela.
Parecia que estava a adivinhar.

Oh Narciso

Faz o que é preciso…
Foste poderoso, estás impotente; foste temido, estás frouxo; foste obedecido, és desobedecido; promoveste quem te despromove; pagaste tudo, nada recebes…
Põe travão nesta patética forma de fazer oposição.
Publicado por:Adelino Malho

25 de abril de 2018

Dez anos de Farpas


Quando, na noite de 24 para 25 de Abril de 2008, lançámos o Farpas, com o propósito de “farpear os interesses e os poderes instalados, os oportunistas e os manhosos, a hipocrisia e o servilismo, a obscenidade e o desperdício. E dar nota do gesto simples e desinteressado, da exemplar cidadania e da excelência”, estávamos longe de imaginar que a aventura cumpriria uma década, nomeadamente com a penetração e o reconhecimento, entretanto alcançado. Nós fizemos por isso, e as circunstâncias ajudaram muito.
Preocupámo-nos, desde o início, em fazer uma coisa séria, com estilo e propósito claros. Começámos pelo mais simples: apontar casos que evidenciavam os vícios e os podres dos poderes instalados; depois, evoluímos para a crítica sociopolítica incisiva, fracturante, mordaz. Ao mesmo tempo, fomos melhorando o embrulho com mais imagem, cartoons e, mais recentemente, vídeo – obrigado Diogo. Há pouco mais de três anos entrámos no Facebook - em boa hora o fizemos…
Passados dez anos, somos o que somos, porque como escreveu pessoa, no poema que serviu de mote ao debate do 10.º aniversário, “somos do tamanho do que vemos…e não do tamanho da nossa altura”nunca fomos tão poucos e nunca valemos tanto! Na verdade, somos grandes por que vemos muito. Da janela das nossas casas no cimo do nosso outeiro, de lados opostos, vemos este (nosso) universo, este Pombal.
A nossa única riqueza – como diz Pessoa – é ver. Ver o que a maioria não vê ou não quer ver. Nestes dez anos apurámos muito a capacidade de ver, de ver para além da superfície, de radiografar a realidade. Nesta aldeia que Pombal continua a ser, não “existem grandes casas que fecham a vista à chave”. Aqui, o céu e o inferno estão à vista do olhar atento; e a realidade mais obscura está logo debaixo do véu, basta levantá-lo. Sim, nesta aldeia, conhecemos-nos todos, o presente e o passado, o que é bom e mau. Bom por que nos permite ver tudo com mais clareza, antecipar passos, movimentos, alinhamentos, intrigas, rupturas…Mau por que farpeamos gente conhecida, pessoas de carne e osso, amigos ou inimigos, das nossas vidas.
A missão a que nos propusemos não é fácil, nomeadamente numa terra onde existe uma profunda aversão à crítica; numa cidade maioritariamente constituída por gente que veio da aldeia para o meio urbano, mas trouxe a aldeia consigo; assumimo-la porque alguém a tinha que fazer.
Nestes dez anos, o que conseguimos? No debate, o Adérito afirmou: só derrotas! E justificou-o com os resultados eleitorais. Não subscrevo a avaliação. Prefiro olhar para o copo meio cheio: estimulámos e enriquecemos muito a cidadania, a cultura política e o debate de ideias. E nós crescemos, também, muito neste processo; porque acreditamos que a troca de ideias, como afirmou Bernad Shaw, é a troca mais enriquecedora, porque quando  quando se troca uma ideia com um amigo, cada um fica com duas ideias. Muita gente instruída não percebe isto, mas quer ter sucesso na vida pública. O Farpas vai continuar a praticar a troca de ideias.
Viva o Farpas. Viva a Liberdade.

23 de abril de 2018

A propósito do discurso do medo

Em Democracia, o discurso do medo é a confissão da impotência. Em Democracia só os medrosos têm medo. Em Democracia há medo? Em Pombal há medo? Há! Pela simples razão que há medrosos - muitos!
Os medrosos são ineptos na política; logo, não devem estar na política.

20 de abril de 2018

Café (des)Concerto

Regozijamo-nos com a forte adesão ao jantar-debate comemorativo do 10.º aniversário do Farpas e da Liberdade. Tínhamos projectado um evento maior - um encontro de nacional de blogs. Amputaram-nos a ambição, mas não a determinação.
Aludindo à relevância e ao carácter excepcional do evento e da data, para o Farpas e para Pombal, solicitámos, com a devida antecedência, o Café-Concerto. Mas o tecnocrata, o “velho do Restelo”, que convive muito mal com crítica e não revela sentido de serviço público, recusou. Com a recusa não prejudicou o Farpas, prejudicou-se; não se desforrou, enterrou-se mais. Prejudicou o espaço morto que não sabe dinamizar e rentabilizar, e prejudicou muitos pombalenses. Em resumo,  prejudicou Pombal.
Bem pode Diogo Mateus clamar, na AM, respondendo a uma questão sobre supostos abusos na realização de determinado tipo de eventos, que o que interessa é dinamizar o Café Concerto e que todo o tipo de eventos são bem-vindos, independentemente da sua proveniência ou tipo. Diogo; com ajudantes destes, nunca serás ajudado.

19 de abril de 2018

Esgotado!


Amigos: Uma extraordinária adesão ao aniversário do Farpas leva-nos a comunicar a todos que as inscrições para o jantar-debate fecharam esta manhã. A lotação está esgotada! 
Tudo se encaminha para conseguirmos transmitir esse momento tão importante para a liberdade de expressão e para a democracia em Pombal. Estejam atentos!

16 de abril de 2018

Pombal spring fest


Está a decorrer a KLIK, Semana da Juventude de Pombal. Entre road shows, sessões inspiring e comedy, seminários onde se aprende o que é o mentoring e o papel dos business angels, entre outros temas, o programa conta ainda com DJs e live concerts. Amazing! Do riquíssimo programa, destaco (talvez pelo contraste) o baile abrilhantado por Graciano Ricardo. Os jovens pombalenses terão, mais uma vez, a oportunidade de poder dançar ao ritmo do artista fétiche do PSD local. Para o ano espero que os nossos autarcas não se esqueçam da teclista Vânia Marisa. Ou do performace pombalense Dr Zappa, que tanto apoiou a comitiva laranja nas últimas eleições. Aí sim, aplaudia de pé.

15 de abril de 2018

10 anos de Farpas: o jantar-debate




O Farpas comemora 10 anos no próximo dia 25 de Abril. Começamos a festa de véspera, na noite de 24, com um jantar-debate que promete. Para nós, é hora de repensar tudo, de discutir, de abrir os olhos ao mundo e perceber o que acontece à nossa volta. Vamos ouvir as experiências de outros blogues, como o Aventar e o Azinheiragate. E que honra é ter connosco a plataforma É Apenas Fumaça! Sabemos que o povo é sereno, e que alinha numa boa conversa. Como os lugares são limitados, é imprescindível reserva para qualquer um d'Os da Casa ou para o mail farpaspombalinas@gmail.com
Venham daí fazer a festa da liberdade ;) 

13 de abril de 2018

Raspanete

Ao contrario do que lhe é habitual, José Gomes Fernandes usou o registo enigmático para passar um grande raspanete ao(s) político(s) que “não sabe(m) dizer “não””, “não tomam as medidas que são necessárias …porque tenta-se ser agradável, ir pelo mais fácil” e “não podem andar permanentemente na comunicação social…e nas redes sociais”.
Para quem é estava ele a falar? Não era, com certeza, para os políticos da oposição; por que esses, coitados, não podem dizer “não”, não podem ser agradáveis, nem podem andar na comunicação social.

12 de abril de 2018

Oh doutora Ofélia

Ele já a tinha avisado para não se apoiar em papéis escritos por outros…
Por que é que lá foi, no ponto seguinte, com os mesmos papéis/argumentos? Acusou; ele pediu-lhe que apontasse exemplos; e a doutora calou-se!
Resultado: foi ao tapete, desta forma comovedora…

A independência tem uma prima

...que vai sempre à Assembleia Municipal de Pombal, envolta num sectarismo atroz. O doutor João Coucelo sabe bem que não é por dizer banalidades com ar superior que as mesmas se tornam verdades absolutas. Bem pode ele dourar a pílula quanto quiser, que a realidade é uma chatice. Ora vejam:


11 de abril de 2018

Nesta, a presidente esteve bem

A presidente da AM não tem estado à altura do cargo - tem vestido sistematicamente a camisola do partido.
Mas nesta esteve bem! Na verdade, não era uma questão de defesa da honra, era uma questão de saúde – de saúde mental. Percebeu-o rapidamente, ao contrário do outro.

Os presidentes (des)alinhados

Nas últimas eleições autárquicas, o PS e o movimento de Narciso Mota (NMPH) só tiveram uma única alegria: vitória na junta da Redinha (PS); vitória na junta do Oeste (NMPH).
Foram vitórias de Pirro. Depois de eleitos, os dois presidentes de junta colaram-se, de imediato, à maioria; e (parece que) Paulo Duarte e Gonçalo Ramos cortaram qualquer alinhamento político com as forças pelas quais foram eleitos. No Oeste, o presidente vai soar as estopinhas para derrubar a oposição que o PSD lhe faz, pelo menos (ou apenas...) localmente, a não ser que Diogo Mateus dê ordens ao nosso lacaio do partido para abrandar.
Tudo isso é bem visível na Assembleia Municipal: alinham sempre com a maioria e contra as forças pelas quais foram eleitos; e fazem-no de forma gratuita, já que, ali, não contam para nada.
Esta postura política ultrapassa, em muito, a quebra (pontual) da indispensável solidariedade política: configura traição política – mudança de campo. 

O caso do CDS em Abíúl, no último mandato, deveria servir de lição. Mas para isso é preciso que a oposição seja capaz de aprender. O resultado está à vista de um cego.

10 de abril de 2018

O Jovem Deslumbrado – Take II

O jovem João Antunes do Santos atingiu a maioridade política e, talvez por isso, mudou o registo: delegou o discurso laudatório ao poder nos novos jotas e assumiu o encargo de bater na oposição.
Na primeira investida escolheu mal o opositor. Resultado: foi ao tapete. Na última assembleia, voltou a escolher mal a temática e os argumentos; mas, como não teve réplica adequada, fez o seu pequeno brilharete.

Este tipo de jovens, formatados na cartilha neo-liberal, salivam e mordem logo o isco quando ouvem falar de impostos – no caso, subida da carga fiscal -, mostrando, regularmente, ignorância do que falam – como foi o caso.

9 de abril de 2018

Tacanhos: olhem para a frente!



Diogo Mateus tem muitas qualidades. Entre elas - como está bem de ver - uma certa predisposição para o digital. "Temos que olhar para a frente!" - diz ele. Talvez quisesse acrescentar "para cima", apontando ao castelo, quando o assunto é o posto de turismo que retirou da entrada da cidade e foi esconder nas muralhas. Nesta conversa, só faltou dizer que o posto de turismo não faz falta nenhuma na cidade, pois que, no concelho onde vive, "qualquer cidadão pega na sua app, no seu portátil" e vai.
Terá alguma razão no que diz, o presidente. Há uma certa franja que o faz, sim. Mas nesse momento senti que lhe faltava um banho de realidade. E intrigou-me - outra vez - por que raio foi ele libertar o espaço construído de raiz para o posto de turismo para lá instalar...uma agência de viagens. É um povo tacanho este, que não alcança a sabedoria dos botões de punho. E que tem o desplante de achar que o handicap do turismo em Pombal é a falta de um posto de turismo à entrada, acessível a todos.
Não, não é. É mesmo a falta de turistas. 

Discussão do Relatório de Gestão

A Prestação de Contas Anuais é – deveria ser - um momento político marcante para o executivo (e o partido que o apoia) e, por maioria de razões, para a oposição. O executivo sujeita-se ao exame com o que fez e os resultados que alcançou; a oposição examina (deveria examinar) o executivo: reconhecer o que o foi bem feito e apontar, fundamentadamente, o que foi mal feito ou o que não foi feito, em função daquilo que o executivo se propôs fazer ou daquilo que a oposição acha(va) que deveria ter sido feito.
Constata-se, repetidamente, que o executivo sabe embelezar a execução com malabarismos orçamentais, e sabe passar a mensagem. A oposição examina mal, ou não examina sequer, e parece não ter consciência que ao examinar mal ou ao não examinar, examina-se.
A oposição contínua sem ânimo, deixou cair os braços ou ergue-os somente para cumprir os serviços mínimos. Só assim se compreende que duas forças políticas - CDS e BE - não tenham, sequer, participado na discussão do Relatório de Gestão; e as outras duas - PS e NMPH - se tenham limitado a listar um conjunto de trivialidades desconexas, sem qualquer fio condutor, e um ou outro ponto vital mal albardado com tautologismos simplórios (exemplo: executou-se mais receita de capital porque tivemos muitos fundos comunitários).
A oposição, da esquerda à direita, revela uma gritante falta de consistência, coerência e memória. Por isso, põe-se a jeito: é facilmente contraditada, desmentida, desqualificada. E, pior ainda: como não replica (no bolso leva só os discursos escritos), sujeita-se, de forma inglória, ao descrédito.
Ora vejam.

PS: bancada da maioria está ao mesmo nível da oposição: fala do que não sabe (exemplo: Saldo de Gerência) e debita banalidades e com pose doutoral. 

Ana e a geringonça


Há muito que queria dar os parabéns ao município de Pombal por ter aderido à Artemrede. Mais ainda quando soube que a nossa vereadora da cultura, Ana Gonçalves, passou a integrar a sua estrutura directiva

A Artemrede tem como grande mentora Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, o que, por si só, é uma garantia de qualidade. Mas a associação é muito mais do que as personalidades e os municípios que a constituem, e a prova está no excelente trabalho que tem desenvolvido, desde 2005, tanto no apoio à criação artística como no da programação cultural.

Um traço que relevo é o facto da rede integrar municípios de quadrantes políticos distintos. A actual direcção, constituída por Catarina Vaz Pinto (Presidente, Lisboa, PS), Luis Dias (Vice-Presidente, Abrantes, PS), Daniel Figueiredo (Moita, CDU), Luis Miguel Calha (Palmela, CDU) e Ana Gonçalves (Pombal, PSD), mostra como equipas com diferentes sensibilidades políticas podem trabalhar bem em conjunto. 

O maior envolvimento Ana Gonçalves nesta interessante geringonça evidencia o forte compromisso de Pombal com este projecto e com os seus objectivos. Numa altura em que se discute tanto a indigência orçamental a que tem sido votada a Cultura em Portugal, é bom saber que Pombal subscreve as conclusões do 2º Fórum Político da Artemrede, onde claramente se defende a necessidade de aumentar de forma progressiva e substancial o Orçamento de Estado dedicado à Cultura. Os meus parabéns!

8 de abril de 2018

Vergonha alheia: o deboche

Já lá vão muitos anos, no tempo em que a Assembleia Municipal era uma coisa séria, assisti a um episódio repugnante: um militante do PSD veio do Louriçal (o Toninho Roque deve lembrar-se disso...), foi espreitar uma reunião, e sem saber as regras, sentou-se no lugar dos deputados. Nesse tempo a disputa fazia-se taco-a-taco entre o PSD e o PS, e na bancada deste último, alguém notou o atropelo - e denunciou-o. Só que, entretanto, na bancada do PSD também se dera pela façanha, e rapidamente foi corrigido o tiro. Quando o deputado socialista chamou a atenção da mesa, já o intruso lá não estava. No PSD riram-se todos muito, fazendo passar por tolo o autor da chamada de atenção, que já não está entre nós. 
Conto este episódio para lembrar que não é de agora o gosto pelo deboche que reina entre os psd's locais, peritos em ser fortes com os fracos e fracos com os fortes. Não encontro palavra melhor que essa tão usada pelos irmãos brasileiros para expressar o que aconteceu naquela última hora da AM, sexta-feira passada, na forma como destrataram a deputada do BE, Célia Cavalheiro.
Aquela gente está ali para nos representar, supostamente.
Pagamos a cada um deles para nos representarem, ainda por cima.
Em cada sessão, cada um ganha qualquer coisa como 76 euros. A conta de luz de uma ou duas famílias. Muitas rodadas de cerveja no Gentil - onde o engenheiro Rodrigues Marques deveria ter continuado. Uns bilhetes para a tourada em Abiul. Uma idas às compras. Ou que seja a falaciosa atribuição a uma instituição de caridade.
O mínimo que esta gente nos deve, a todos e a cada um, é respeito. 
O que aconteceu foi grave. Indecoroso. Vergonhoso - sobretudo para cada um daqueles e daquelas que goza, descaradamente, com o exótico BE, com a cara da Célia. Aqueles e aquelas que, na sexta-feira, mostraram que continuam a ser farinha do mesmo saco, que nunca deixaram de ser, afinal, um único partido.


7 de abril de 2018

O Farpas foi à assembleia

Para sentir o pulsar da coisa ao vivo. Ainda não tínhamos acabado de subir a escadaria e já o Pança, sempre atento às ocorrências, se deslocava para nos receber com muito donaire. O Miguel Saavedra teria gostado, com certeza, de apreciar o momento. O Pança pode ser pançudo, mas tem mais elegância democrática do que muito (falso) democrata de esquerda.
O Farpas ficou surpreendido com a presença do fugidio José Gomes Fernandes, e logo primeira fila, já como adjunto do novo líder do partido. O Manel vai ter o homem certo para bater na oposição; já só falta a oposição.
A assembleia decorreu em tom ameno e cordato*. O retiro espiritual fez muito bem a D. Diogo – gostámos particularmente do seu tom paternalista com o rapaz do CDS –; e os efeitos fizeram-se sentir, também, na primeira-dama: esteve muito menos interventiva.
A oposição marcou presença. Parece, cada vez, com menos ânimo.

*Adenda: se descontarmos o triste momento final.

Regimento, fato à medida


Em Democracia, tal como na sociedade, os interesses são contraditórios; e por sê-lo devem ser contrabalançados; umas vezes com acordos mínimos, outras com acordos máximos, mas nunca abdicando da defesa dos interesses de cada parte.
No jogo democrático parlamentar os interesses da maioria e da oposição são naturalmente divergentes. O regimento do órgão deve procurar contrabalançar essa divergência, proporcionando um debate profícuo de todas as matérias, e assegurando à oposição condições plenas de se afirmar como alternativa, por que, se a alternância democrática funcionar – o que seria desejável –, quem é hoje poder, amanhã será oposição, e vice-versa. Só que, em Pombal, há muito se perdeu esta noção; há muito que a maioria impõe e a oposição aceita. O regimento da AM, agora revisto e aprovado, traduz na plenitude esta realidade.
António Pires ainda esperneou; mas cedeu, tal como os outros (todos) à unanimidade burra da aprovação de um regimento que desvirtua o jogo democrático. No parlamentarismo existem dois momentos igualmente importantes: o momento da discussão e o momento da decisão. No momento da decisão, o peso na decisão é proporcional à representação de cada força política (princípio da proporcionalidade); mas no momento da discussão, as diferentes forças devem ter igual oportunidade de expressar os seus argumentos. Em Pombal, a oposição está tão vergada que há muito perdeu a consciência dos seus direitos e deveres, ou sente-se mais confortável não os exercendo.

6 de abril de 2018

Guia prático para utilizadores da Assembleia Municipal



foto: Diário de Leiria

Reúne amanhã o órgão máximo do município, num ambiente propício a uma boa discussão política. Senão vejamos:
1. O PSD está sem liderança desde há duas semanas (Pedro Pimpão despediu-se do mandato no facebook), pelo que a reunião da AM será não apenas um teste como um palco para o novo líder, que há-de ser eleito em Maio, "quando o sangue novo atiça" - lá dizia o poeta. 
1.1. Espera-se uma entrada em pleno de José Gomes Fernandes.
1.2. É reservar lugar para assistir a esse desfile de líderes-de-bancada na primeira fila. Juntar João Coucelo e JGF do mesmo lado da barricada tem tudo para correr bem.


2. O PS está motivadíssimo depois do "congresso histórico", pelo que os quatro magníficos (alô dr. Célio, é amanhã. Se não puder avise. Não faça essa desfeita a quem o convidou com tanto empenho) deverão levar preparado um naipe de intervenções políticas como a ocasião merece. 


3. Do CDS e do PP esperam-se intervenções várias.
a) Henrique Falcão estará a elencar o conjunto de elogios possíveis ao executivo.
b) Ricardo Ferreira (ou Pedro Pinto) estarão a fazer todo um trabalho de casa. Apostamos em como o tema das florestas e das responsabilidades que o município não assumiu virão à baila? E bombeiros...a talho de foice.


4. O NMPH...pois o NMPH é um problema. Assumir o papel de oposição é tão estimulante como comprometedor. Com a ausência anunciada de Manuel Barros (as melhoras, daqui lhe desejamos) vamos ver quantos galos cabem naquele poleiro.


5. Finalmente, o Bloco de Esquerda. É exótico achar piada às propostas do BE. Mas desde que uma única deputada conseguiu fazer aprovar uma medida - não obstante a ameaça por parte de certo dirigente do PSD de que isso nunca mais aconteceria - que a maioria tem cautelas e caldos de galinha. Mas não lhe basta. A presidente-em-modo-secretária viu-se obrigada a enviar duas versões da ordem de trabalhos aos deputados, pois que insistia em deixar de fora as quatro propostas adiadas na última sessão. Vamos ver que bancadas têm coragem de denunciar que o rei vai nu, que não é o presidente da Câmara que decide o que a presidente da AM deve ou não incluir na agenda. Não é bom para ninguém, nem sequer para a auto-estima da senhora. Para a democracia, pois.

5 de abril de 2018

Revisão do Regimento da AM


Amanhã, vai à Assembleia Municipal (AM) a discussão e votação o novo regimento. De novo, para além das intervenções do público passarem do final para o início da reunião, nada. E esta alteração far-se-á por que aqui a exigimos; e por que a discussão, muito participada, que depois se fez, deixou pouco espaço para manter o anacronismo.
Muito mais haveria a fazer - ao nível regimental - para tornar os debates mais frutuosos. Mas quem caminha ao pé-coxinho não pode dar grandes saltos. Por isso, fica (quase) tudo na mesma…
Todas as forças políticas, representadas na AM, participaram na comissão informal de revisão do regimento; resta saber duas coisas: (i) se todas se revêm no documento e o aprovarão; (ii) e, por consequência, que conceito de Democracia (representativa) têm.

3 de abril de 2018

Retrato da gestão do ciclo eleitoral


O gráfico anexo, retirado do Relatório de Gestão, mostra a Evolução da Despesa nos últimos 5 anos; demonstra a gestão cuidadosa do ciclo eleitoral: forte despesa de capital em ano eleitoral, queda abrupta nos primeiros anos de mandato e nova subida no ano eleitoral.
O que é que isto provoca?
1.º - Eficácia eleitoral no uso da despesa de capital.
2.º - Ineficiência na gestão dos recursos.

2 de abril de 2018

Notícias do concelho que se diz amigo das famílias


Como assinala o JN, em 2017 (com efeitos na declaração que agora vamos submeter), 114 concelhos devolvem parte ou o total do IRS a que têm direito. Pombal não consta da lista – não devolve IRS às famílias de que se diz muito amigo.
A CMP tem dinheiro a mais: terminou 2016 com 8,9 milhões e 2017 com 5,4 milhões de Saldo de Gerência positivo. Ou seja: recebe mais do que aquilo que necessita; e, pelo meio, ainda faz obras que não são da sua responsabilidade. No final sobra-lhe muito, mas não devolve nada.