"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
29 de maio de 2021
24 de maio de 2021
Um momento de decência
A política institucional (câmara e assembleia municipal) do burgo descambou, há muito, para um espetáculo degradante que enjoa até ao vómito.
O caso do Centro Escolar de
Vila Cã – obra, aquisição do terreno e posterior litigância – expõe até ao tutano
a incompetência, a desonestidade, a malvadez e a desfaçatez das criaturas que
nos (des)governam; destes bons-cristãos, executantes e figurantes, que a tudo
recorrem, seja a mais abominável retórica seja o mais ensurdecedor silêncio, para
tentarem esconder o que está à vista do mais míope.
Por isso, vale a pena ignorar
o que é profundamente indigno (os recitais de hipocrisia que se seguiram
à intervenção do lesado) quando alguém tem este momento de decência.
22 de maio de 2021
Políticos de casos&casinhos
O movimento NMPH foi o maior flop da política pombalense. Morreu há muito tempo, mas desgraçadamente ninguém o enterra. Daquele inorgânico grupo salvou-se a doutora Anabela: não incomodou ninguém - entrou muda e saiu calada. Já o mesmo não se pode dizer dos outros.
O engenheiro Mota é uma
tramela falante movida pelos ventos (pelos casos) que lhe sopram aos ouvidos. Gaba-se
que estudou muito mas percebe-se, em tudo o que diz e não diz, que não aprendeu
nada ou já esqueceu tudo, seja de linguística, de geografia, de hidráulica ou
do que quer que seja. Custa ouvir aquela mente turva, baralhada, arrastada, talvez pelo reumatismo neurótico, discorrer sobre tudo e sobre nada, somente com
palavras e nunca com pensamentos minimamente estruturados.
O doutor coiso é a outra face
da mesma má-moeda; distancia-se do patrono – e até zomba dele – mas faz,
também, política com casos. O engenheiro mota com casos “carismáticos”; o
doutor coiso com casos particulares/familiares.
Do (des)humano Pedro ainda
havemos de falar…, por que ainda não morreu.
18 de maio de 2021
A Oeste, as posições estão marcadas
Depois de muitas hesitações, avanços e recuos, o presidente da UFIGMM - o independente Gonçalo Ramos - tomou posição pública de apoio ao Investimento da Lusiaves na Guia. E deu os passos seguintes: mobilizou o seu “exército” e começou a fazer campanha pela causa. Posições claras são sempre de louvar, nomeadamente em Política.
Nas últimas autárquicas, foi o posicionamento sobre a agregação das freguesias que definiu o vencedor. Agora, será o posicionamento sobre o caso Lusiaves a fazer a diferença – independentemente dos méritos ou deméritos da governação. Até porque, o Investimento da Lusiaves na Guia tem - em si - tudo o que é necessário para ser fracturante; a que se junta um contexto já muito fracturado: rivalidade entre freguesias; ou melhor: rivalidade com a Guia.
Um investimento da dimensão do da Lusiaves na Guia tem inevitavelmente impacto relevante naquela faixa de território (UFGIMM). Muitos chamar-lhe-ão, e defendê-lo-ão, como um investimento estruturante. Considero-o anti-estruturante porque não reforça o potencial daquela região, enfraquece-o, nomeadamente da Guia, a freguesia com maior potencial de crescimento, mas também de todo o Oeste.
A politização do Investimento da Lusiaves na Guia é natural e desejável. Mas se assentar unicamente nos potenciais dividendos eleitorais, como parece, é redutor. Daí que não se perceba, também, a posição fortemente contestatária do núcleo de PSD no Oeste, que se limite a defender a deslocação da indústria alimentar (matadouro e processamento de carnes) para umas centenas de metros da periferia do núcleo urbano, como se, ao afastá-la ligeiramente da vista, deixasse de senti-la.Por agora, não dou palite sobre qual a posição vencedora nas urnas. Mas sei qual é a posição virtuosa no médio e longo prazo, para a Guia e para a UFIGMM.
Em política, o verdadeiramente pernicioso não é tanto um político enganar-se numa ou noutra opção relevante; é ser somente tacticista ou desconhecer o potencial do seu território.
17 de maio de 2021
Menos mandatos, menos eleitos
Temos mais cabeças de lista anunciados. Desta feita são as candidatas à Câmara e Assembleia por parte do Bloco de Esquerda (BE): Célia Cavalheiro e Lina Oliveira.
Com a redução de população, perspetivam-se menos 2 vereadores e menos mandatos na assembleia municipal. Se já era difícil para os partidos menores serem eleitos, desta feita terão que reforçar a base de eleitores se não quiserem desaparecer por 4 anos.
O reforço de votação esperado em Pedro Pimpão, por ausência de movimento independente e por o PS não se apresentar como verdadeira alternativa, poderá significar que a verdadeira luta será quem ganha o campeonato da “verdadeira” oposição ou votos de protesto.
Isto acalentará que os partidos menores poderão apontar as baterias ao PS na esperança de ficar com parte dos restos e quiçá substituir alguns dos lugares que seriam do frágil PS. Caso estes não tenham capacidade de mobilização, voltaremos ao binómio PSD-PSD de eleitos.
Ao PSD bastará não cometer erros.
14 de maio de 2021
8 de maio de 2021
O escândalo de Vila Cã
Ao escândalo que é a construção do Centro Escolar (exposto aqui e aqui) junta-se agora uma intifada pela conquista de metros de terreno, entre a câmara e o vizinho do centro.
Na liderança desta intifada está o vereador Murtinho; que anteontem mandou avançar a máquina terraplanadora para o quintal do vizinho. Perante a resistência deste, que se colocou em frente da máquina, chamou a GNR e repôs a vedação do seu quintal, seguiu-se uma guerra de estacas e de impropérios entre o vereador e o visado, que segundo os relatos atingiu nível degradante.
O Centro Escolar de Vila Cã é o arquétipo da obra-torta, de que surpreendentemente ninguém fala. Evidencia até ao tutano a incompetência da presidente da junta, do presidente da câmara, do vereador das obras (tortas), e de toda a oposição (que não serve para nada, e alguma até se deixa prender pelo rabito). Mas tamanha aberração não se deve unicamente à incompetência de toda a cadeia de decisão e de fiscalização; há - tem que haver - outras causas presentes, muito mais obscuras, que deveriam merecer investigação apurada – se houvesse gente interessada nisso.
Que o concelho está cheio de obras-tortas é uma evidência que não carece de prova; que a câmara tem um vereador das obras-tortas também não; e que temos obras-tortas por que temos um vereador das obras-tortas idem. O que ficámos agora a saber é que o vereador das obras-tortas é torto.
7 de maio de 2021
Oh, os pobrezinhos...
Há uma canção que pelo menos a vereadora Ana Cabral há-de conhecer bem, que podia servir de banda sonora para acompanhar as fotografias tão lindas e verdejantes que a Câmara de Pombal exibiu nas redes sociais: "vamos brincar à caridadezinha", de José Barata Moura.
O insólito aconteceu no dia 3 de Maio, que só por acaso é Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, mas esse, por cá, não convém assinalar. Pode dar ideias. E então, o pé de câmara estava lá a registar o momento descrito como 'desenvolvimento social': O Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Diogo Alves Mateus, visitou esta segunda-feira, 3 de maio, o edifício da antiga escola básica dos Penedos, que após obras de recuperação permitiu alojar um munícipe em situação social de vulnerabilidade, atestada quer pela Junta de Freguesia de Almagreira, quer pela Comissão Social de Interfreguesias Carriço, Louriçal e Almagreira.
A necessidade de exibição chega a este ponto, fazendo tábua rasa dos direitos dos outros, os tais mais vulneráveis. Ou então pelo menos naquele dia D. Diogo não se lembrou de uma citação bíblica que era suposto conhecer de cor: "Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita, a fim de que a tua esmola permaneça em segredo" - MT 4, 2-4a.
Foi (s.) Mateus quem o disse. O verdadeiro.
3 de maio de 2021
A “carga” pronta metida nos contentores
A discussão em torno de um polo de ensino superior em Pombal é antiga e esperada há muito. Era desolador olhar para concelhos tão próximos de Pombal, conseguirem a instalação de polos universitários, quer do Politécnico de Leiria, quer do Politécnico de Coimbra. E Pombal…
O recente anúncio público de cursos TESP (Técnicos Superiores Profissionais) em Pombal, ministrados pelo Politécnico de Leiria veio renascer a esperança de o concelho conseguir (finalmente) ter um polo do ensino superior.
Julguei que este tipo de implementação fosse planeada e/ou preparada tendo em conta várias vertentes, nomeadamente a preparação das instalações.
Foi com algum espanto que li num jornal regional, que não só não existem instalações, como a alternativa encontrada -temporariamente, claro- é colocar os professores e alunos em contentores (mas climatizados, calma)!
Além de estranho, é no mínimo um mau começo.
EFERREÁ!!!
2 de maio de 2021
Quem aturou quem…
Há muito que D. Diogo se mostrou… E há muito que os mais atentos o conhecem. Mas agora, já sem filtros, é ele próprio que verbaliza o que é (o que pensa). Na última AM, afirmou que está farto de aturar os seus “companheiros” de partido do oeste, e (que) intelectualmente não tem consideração por nenhum deles, por serem mentirosos, por serem manipuladores, e por serem pessoas exclusivamente interessadas em fazerem perturbações.
Quando D. Diogo diz isto dos
seus companheiros de partido – daqueles que o colocaram no trono -, diz tudo
sobre si, sobre a criatura que tivemos que aturar.
26 de abril de 2021
Este PS não é para precários
O que aconteceu na última reunião de Câmara - a propósito da integração, em regime de contrato anual, de alguns dos técnicos do malfadado programa EPIS, nos quadros do município - faz corar de vergonha qualquer socialista. Ou melhor, faz corar de vergonha qualquer pessoa com os mínimos em matéria de princípios laborais e protecção social.
Não sei onde foi que a Odete Alves que eu conheci se perdeu do socialismo. Talvez tenha sido no exacto momento em que decidiu fazer par com Micael António - com quem estava claramente alinhada naquele tema (como noutros), que deveria ser dos mais diferenciadores entre a esquerda e a direita também na autarquia. Ao invés, temos o mundo ao contrário, como atesta a intervenção do vereador Pedro Martins, no momento em que lembra o que significa, neste país, viver de uma avença de 1.100 euros: depois de descontados os impostos, representam cerca de 700 euros, durante 12 meses. Não há férias, nem subsídios, nem nada, afinal. É verdade que duas senhas de presença na reunião de Câmara chegariam para pagar a Segurança Social, por exemplo. Mas os precários - que são muitos, demasiados neste país, como revela o último estudo da OCDE - não têm tempo para a vida política, pejada de funcionários públicos, quadros de topo e...advogados.
Mas a candidata do PS à Câmara nas próximas eleições deixou adivinhar o modelo de gestão que defende, alicerçada certamente na célebre pirâmide de Maslow, que privilegia as necessidades básicas: se os técnicos dos projectos educativos fossem cantoneiros, coveiros ou jardineiros, aí já defendia a protecção laboral condigna.
25 de abril de 2021
13 Anos de Farpas - o bebate
Boa noite Pombal; boa noite Mundo.
Esta é a noite da Revolução de Abril;
Esta é, também, a noite da criação do Farpas Pombalinas.
Comemoramos hoje, convosco, 13 anos de actividade regular do Farpas, com o debate que se impunha: Terramoto político em Pombal e a liberdade de o dizer.
Farpas é isto, é política. Nascemos com este ADN, gostamos de fazer isto - análise e crítica sociopolítica. Por isso, e por que muitos apreciam o que fazemos, vamos continuar por cá.
Convém relembrar, que, por cá, a política era uma carreira, uma profissão, um estatuto. Era. Mas deixou de o ser. Aos que no início profetizavam que o Farpas era mais um epifenómeno do éter digital, a que não se deveria dar grande importância, hoje dizemos: enganaram-se. Hoje, podemos dizer que os políticos passam e o Farpas fica. Com o mesmo propósito inicial.
Nestes 13 anos, fizemos um caminho de que nos orgulhamos: atraímos uma pequena legião de seguidores, mas também gerámos ódios de estimação. É a vida. Tinha que ser assim. Orgulhamo-nos de ter levado muita gente a interessar-se pela coisa pública, nomeadamente as mulheres. Desmistificámos algumas coisas: a atração pelo unanimismo, a obsessão doentia pelo politicamente correcto, a ideia de que as mulheres não se interessam por política, etc.
É verdade que neste trajecto beneficiámos muito do contexto, mas também é verdade que fizemos a cama onde nos sentimos confortáveis. Em Abril de 2008 – quando criámos o Farpas - nunca imaginámos que passados 13 anos estivéssemos, aqui, a debater o maior Terramoto Político local das nossas vidas.
Há muito sentíamos uma dessintonia crescente entre a acção política e as exigências colocadas à acção política. E fomo-la evidenciando, e cavando. Mas estávamos longe de imaginar o sucedido em Pombal: o colapso do poder instalado na câmara. Não tenhamos dúvidas nem medo de classificar as coisas: é o colapso de uma forma de fazer política. Mas desenganem-se aqueles que pensam que o problema estava, exclusivamente, em D. Diogo (e no seu escudeiro, para não o deixarmos sozinho). O problema tem várias causas, que os nossos convidados, os d`casa, e público abordarão e avaliarão com certeza. Agora, interessa – pensamos nós – escalpelizar as razões que estiveram na base deste terramoto político, que arrasou o principal actor, mas não só o principal actor; atingiu, igualmente, as personagens secundárias deste ramalhete. Interessa, igualmente, refletir sobre as novas exigências colocadas à acção política local: que relação com os destinatários das políticas? Deve a política ser autêntica ou um jogo de aparências? Deve saber comunicar o que faz e por que faz ou limitar-se a propagandear? Que papel para a oposição? Como deve ser feita (oposição) para ser eficaz? Etc.
Siga o debate.
24 de abril de 2021
D. Diogo sobre chafurdarem
Interpelado por Narciso Mota, por que não fazia mais um mandato, D. Diogo aproveitou o momento para se justificar, e para culpar… Disse que estava farto, e que se a luta política, hoje em dia, é feita … a chafurdar tem que ser animais com essa aptidão que têm que a fazer.”
D. Diogo ainda não saiu. Mas já começou a caracterizar o que aí vem.
19 de abril de 2021
Descubra a(s) diferença(s)!
Basta olhar para os dois programas e comparar. Cada um poderá tirar as suas conclusões a importância que cada município dá à conquista da Democracia….Infelizmente, nada de novo por terras de Palumbar.
16 de abril de 2021
O 13º aniversário do Farpas e o debate que se impõe
Sismo | n. m.: Fenómeno natural resultante de uma rotura, mais ou menos violenta, no interior da crosta terrestre, correspondendo à libertação de uma grande quantidade de energia, e que provoca vibrações que se transmitem a uma vasta área circundante.
Se o leitor substituir "natural" por "político" e "da crosta terrestre" por "do partido no poder", fica com a descrição perfeita do que se passou em Pombal no último ano e meio. No entanto, apesar da violência do terramoto político, cujas réplicas estão ainda longe de ter terminado, muitos insistem em assobiar para o lado, como se nada tivesse acontecido.
O Farpas, como é evidente, não pode deixar passar o assunto em claro. O que temos assistido é demasiado grave e, ao mesmo tempo, revelador da enorme impreparação de muitos dos nossos actores políticos. Com a oposição moribunda e a comunicação social sem qualquer interesse em afrontar o poder, o debate só poderia ser promovido pelos suspeitos do costume.
Fica o convite: no próximo dia 24 de Abril, por ocasião do 13º aniversário do Farpas, junte-se o debate que iremos promover nas nossas redes sociais sob o tema "Terramoto político em Pombal e a liberdade de o dizer". Para enriquecer a conversa, convidámos dois jovens com pensamento político próprio e que não podem ser acusados de falta de coragem: Pedro Brilhante e Raul Testa. Contamos convosco para os interpelar e para, no final, às 24 horas, erguer cravos e copos e, como sempre, brindar à liberdade.
15 de abril de 2021
A grande coligação
12 de abril de 2021
Enfim, a Casa Varela
As dores de parto da Casa Varela estão aqui arquivadas neste blogue, há vários anos. Mais do que aqueles em que esteve em obras, a cargo de uma mão cheia de construtores, saltitando de plano em intenção, sem nunca existir para ela um projecto definido. Ou melhor, existiram tantos, avulso, que o edifício parecia saído do conto infantil "Pedro e o Lobo": quando finalmente era verdade, já ninguém acreditava. Afinal, não foi um restaurante, nem um espaço de co-work, nem um hostel, nem uma pousada. É desde há uns meses um Centro de Experimentação Artística e acabou de abrir as portas ao público, ainda que timidamente - como tem de ser, em tempo de pandemia.
Enquanto no andar de cima continuam a acontecer residências artísticas, no de baixo está uma exposição de Nuno Mika. Chama-se "Interactivity" e resulta de duas instalações de arte digital, que podem ser experimentadas até Junho, de quarta-feira a sexta-feira, das 16h00 às 21h00 e sábado e domingo, das 10h00 às 13h00 (por agora).
Talvez este não seja o destino que cada um de nós imaginou para a Casa Varela. Como falava há dias com o Filipe Eusébio (diretor artístico), cada um tinha uma ideia para ela. Mas vê-la abrir as portas à arte e abrir-se ao público é uma boa notícia. Falta-lhe (mais) autonomia, que lhe permita comunicar por meios próprios e construir a própria identidade, mesmo tratando-se de um equipamento municipal. Mas isso vai-se experimentando, e se esperámos tantos anos para a ver de pé, nada nos impede de acreditar que possa ter autonomia, personalidade, independência. Abrir-se ao mundo e trazer o mundo aqui, através da arte, independentemente da origem dos artistas. Além de tudo, é muito bom ver alguma coisa de novo e alternativo a acontecer numa cidade que está presa ao estigma bafiento do Marquês e parece caminhar só para o passado.
9 de abril de 2021
Os "mangas de alpaca" de Pedro Pimpão
Os primeiros nomes anunciados pela candidatura de Pedro Pimpão às eleições deste ano deixam adivinhar que, afinal, isto pode sempre piorar.
Agora que entrámos no registo auto-suficiente, está "facilitado" o trabalho dos media locais, já que o PSD faz a festa, atira os foguetes, e apenas precisará de quem ajude a apanhar as canas.
Diz a "notícia" elaborada pelo 'gabinete de comunicação' que estão escolhidos não só os responsáveis por essa área, como também de dois importantes cargos: o coordenador da campanha e o mandatário financeiro.
O primeiro é Renato Guardado, o melhor relações-públicas que o partido arranja para o social - mesmo que a fotografia tenha uns 10 anos e já vá longe aquele ar de menino. O segundo é Sérgio Gomes, velho conhecido aqui da casa e das redes sociais, impoluto presidente dos Bombeiros. Como dizem que o dinheiro não tem cor, estamos em crer que não haverá problema de maior. E se alguém vos disser que 'isto é uma casa a arder'...acreditem.
Entretanto, já ontem o partido tinha passado a guia de marcha ao presidente da Câmara e à presidente da Assembleia Municipal. Como o candidato a líder do executivo está escolhido, falta apenas anunciar quem será o cabeça de lista à AM. Para ser consentâneo com a linha agora revelada, apostamos (não todas, mas quase) as fichas em José Gomes Fernandes. Serás rapaz para aceitar dar esta pirueta JGF?
30 de março de 2021
“Parem de Fazer Política e Politiquice à Custa do Interesse Público e das Populações!”
O vereador Micael António, na última reunião do executivo camarário, deu uma lição de saber estar na política e de todo o histórico real da aprovação do PDM que define actualmente a Zona Industrial da Guia e do que deverá ser um papel responsável na política. Não poupa Manuel António e Manuel Serra, que estarão à frente de todo este movimento bastante activo nas redes sociais.
Esta intervenção surge na sequência da “exigência” a Diogo Mateus por parte do
Pedro Brilhante sobre o projecto Lusiaves verberando a frase: “tem que ser
parado já”. Para quem apregoa que se retira da política e se irá dedicar à vida
profissional… parece que é difícil tirar a política do Brilhante quando vê a
oportunidade de navegar uma onda que até nem é sua de origem.
Mais do que o ruído à volta desta novela, que terá o seu ponto alto na Assembleia de Freguesia de amanhã com emoções à flor da pele, no processo de entrincheiramento de um grupo que está organizado, que concerta as participações nas redes sociais, que têm dificuldade em encaixar opiniões diversas e vilipendia agressivamente alguns, o ponto mais concreto e fulcral é a providência cautelar interposta pela AMAGO – Associação de Moradores e Amigos da Guia Oeste.
Concordo em pleno que a associação tenha agido neste sentido, se existem preocupações sobre a transparência e legitimidade do processo de hasta pública. Também imagino que será com maturidade que a decisão do tribunal será recebida.
Importa clarificar que “quem tiver sério receio de que alguém lhe venha a causar uma lesão grave e dificilmente reparável ao seu direito pode requerer uma medida judicial, chamada providência cautelar, que se destina a assegurar a efectividade do direito ameaçado.” Só em custas judicias são 750€, fora os honorários dos advogados.
Uma das mais famosas foi a providência cautelar do José Sá Fernandes sobre o Túnel do Marquês em Lisboa, que atrasou 2 anos a obra e que custou 4 milhões adicionais aos contribuintes portugueses. Um grupo bem organizado conseguiu atrasar com grandes custos para todos. Na altura houve grande cobertura mediática e ruído. Hoje não existe quem conteste essa obra e é um não assunto.
Caso a providência cautelar não tenha qualquer provimento, visto que não foi considerada urgente e está em apreciação, será difícil manter a contestação para além do argumento que não se gosta do investidor em causa e do seu fundador.
Aguardemos com serenidade.
Gritar mais alto não significa que se tenha mais razão.
Com a (meia) verdade vos engano
Há cerca de um ano, o presidente da câmara anunciou e publicitou o Investimento da Lusiaves na Guia como o verdadeiro “el dourado” para o Oeste e para o Concelho. Talvez tivesse sido mais avisado, para o curso do negócio, menos pompa. O povo não é todo burro, e quando a esmola é grande desconfia.












