24 de agosto de 2026

O esgotamento do Pedro

Na última reunião da “junta” (não transmitida), aquando da discussão dos atrasos na expansão dos parques industriais, o doutor Pimpão afirmou, a destempo – estamos no início do segundo mandato – e a desproposito: “não vou estar aqui muito tempo, não faço questão de estar aqui muito tempo” - quis claramente deixar uma mensagem pública de retirada. 



Fontes muito bem colocadas na estrutura do PSD local já nos tinham posto ao corrente do sentimento interno de esgotamento político do Pedro e das movimentações e posicionamentos para a inevitável sucessão. Desvalorizámos as informações por considerarmos que este tipo de rumores, nomeadamente nesta fase, serem quase sempre mais desejos que realidade. 

Mas quis o subconsciente do Pedro que os rumores se tornassem realidade. Realidade que, com boa verosimilhança, podemos agora transmitir aos nossos leitores. Perante isto duas perguntas se colocam: quis o Pedro acelerar o processo, ou simplesmente “comprar” algum sossego político? Porventura as duas coisas. E tê-las-á? 

5 comentários:

  1. O Pedro está a fazer o seu percurso dentro do partido. É no interior dos partidos que se "sobe na vida". Saber escolher os companheiros de luta. Posicionar-se sempre com quem tem mais poder no partido. Nunca ser contestatário. Tudo isso o Pedro tem feito. Provavelmente chegará a Secretário de Estado ou mesmo Ministro. Ele pode ter muitos defeitos, mas ele é que sabe andar nisto. Por exemplo o Eng. Narciso até foi um bom Presidente de Camara, mas nunca subiu no interior do partido.

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    1. Ó Roque há coisas que vês cristalinas e certeiras.
      Parabéns.

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  2. Os meus leitores e amigos sabem que classifico o nível da nossa classe política de muito baixo, salvo raras excepções. Mas não atribuo toda a responsabilidade aos partidos, que deveriam ser os verdadeiros mediadores. Os eleitores têm, também, a sua quota de responsabilidade.
    É díficil - senão impossivel - perceber como é ainda há cabeças que julgam que o doutor Pimpão dá para mais que presidente de junta (refiro-me a quem o designa ou nomeia, não a outras)!

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    1. Amigo Malho, as nossas considerações e avaliações pessoais são próprias das nossas visões do mundo e do crédito que damos aos outros.
      Mas diga-me cá, nunca lhe ocorreu poder estar enganado e atribuir importância a assuntos que nem tanto assim e nada ligar ou opinar ou contribuir para coisas importantes para muitos outros e que a si lhe passam ao lado?
      A modéstia e a ponderação são qualidades dos mais visionários.
      Um abraço e boas férias . 🙋

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    2. Amigo Serra, vai nesse seu discurso, muito corriqueiro, uma contradição de fundo: modéstia e visionário não casa bem. Felizmente, acho que não nasci com nenhum desses dotes. Por isso olho para o mundo, e para as vidas, com grande realismo e pragmatismo.
      Por princípio, não olho para os assuntos públicos pelo prisma da importância/interesse pessoais. Mais: sempre conduzi, e agora muito mais, a minha vida independentemente das políticas/medidas públicas.
      Pergunta-me se às vezes não me ocorre se estou enganado. Muitas vezes. Por isso, pela idade e pelo respeito pelos muitos que me leem, evito pronunciar-me sobre muitos assuntos/matérias.

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