14 de maio de 2018

Ajudar os nossos : do desemprego ao voluntariado

Está esclarecido o mistério em torno da alegada contratação de Manuel Serra para a Câmara, para a ADILPOM, ou para outra qualquer bolsa de emprego. Diogo Mateus esclareceu tudo na última reunião de Câmara, conforme explica esta escorreita notícia do Jornal Terras de Sicó (os de cá, caladinhos, que o respeitinho é muito lindo)
Diz o presidente que "não há nenhum contrato, não há nenhum valor estabelecido entre a Câmara Municipal de Pombal e o Manuel Serra”. E explica: “eu desafiei Manuel Serra, que durante muitos anos esteve ligado às matérias relacionadas com a floresta, para de forma graciosa auxiliar a ADILPOM nos contactos comerciais para a Feira Nacional da Floresta”.
Cabe aqui um exercício de penitência por parte do Farpas, que terá julgado erradamente o conde do Oeste. Afinal, sabendo que foi punido nas urnas por não ter trabalhado como deveria, Manuel Serra penitencia-se agora e, em regime de voluntariado, vai suar as estopinhas para que Diogo Mateus fique bem na fotografia da Feira da Floresta. (Cheguei a pensar que havia até um vereador com esse pelouro, mas foi engano meu, certamente).
Tenho para mim que tanto Catarina Silva como Célia Freire deveriam seguir-lhe o exemplo. A primeira foi punida por não ter desempenhado o cargo à medida de ser incluída na lista de Diogo, a segunda foi punida nas urnas de Ansião, onde o inatingível PSD perdeu as eleições autárquicas. Era de valor exercerem as respectivas funções nessa abnegação, pois que - já se sabe - ninguém entra na política para se servir, mas antes para servir os outros. Que às vezes são nossos, outras (em cerca de escassos 30%, segundo D. Diogo) nem por isso. Azar.

11 de maio de 2018

Se nós não ajudarmos os nossos…(III)


…O presidente da junta do Louriçal – José Marques –, perito no venha-a-nós, juntou-se aos presidentes da junta de Almagreira – Humberto Lopes – e do Carriço – Pedro Silva –, seus correligionários, para contratar, em regime de avença, com o beneplácito da câmara que paga 70% do tacho criado, a ex-vereadora Catarina Silva, sua apoiante e grande amiga, que tinha ficado desocupada depois de ter sido afastada, por Diogo Mateus, dos lugares elegíveis à câmara.
Perderam definitivamente a vergonha… E gozam descaradamente connosco.

10 de maio de 2018

Fantástica Conferência de Motivação Melga


- Olá, Mike! 
- Olá, Melga!...
- Ah, ah, ah, ah, ah... Ah, ah, ah, ah, ah... Eu não gosto nada de te ver assim, Mike. 
- Ó Melga, a verdade é que sou um jovem desmotivado e não sei o que fazer, Melga.
- Fantástico, Mike! Nem de propósito! Tenho a solução para ti.
- Fantástico, Melga! E qual é a solução para mim, Melga?
- Escuta, escuta. Sabes o que vai acontecer já no próximo Sábado em Pombal, Mike?
- Não, Melga, não sei o que vai acontecer já no próximo Sábado em Pombal, Melga. Conta-me tudo!
- Anda cá, Mike, anda cá. Ouve com atenção.
- Estou em pulgas, Melga!
- No próximo Sábado, dia 12 de Maio, no Teatro-Cine de Pombal, podes participar na Fantástica Conferência de Motivação Melga, Mike!
- Participar na Fantástica Conferência de Motivação Melga, Melga? 
- Sim, Mike. Podes participar na Fantástica Conferência de Motivação Melga, totalmente focada no desenvolvimento, evolução e aperfeiçoamento de jovens imperfeitos e desmotivados como tu, Mike.
- Fantástico, Melga! E o que é ao certo a Fantástica Conferência de Motivação Melga, Melga?
- A Fantástica Conferência de Motivação Melga, Mike, é um evento organizado em parceria com o Município de Pombal onde, por apenas 10 euros, podes assistir a fantásticas sessões com títulos em inglês e ainda te oferecem um coffee break, um welcome pack e um fantástico certificado Melga, Mike.
- Fantástico, Melga! Sessões com títulos em inglês, Melga?
- Sim, sessões com títulos em inglês, Mike! Podes assistir às fantásticas sessões eject yourself, networking moment e get inspired, todas elas com o certificado de garantia Melga!
- Fantástico, Melga! 
- Mas se fores smart, Mike, por mais 5 euros podes também almoçar. 
- Fantástico, Melga! Eu sou smart, eu sou smart!
- Espera, espera. Presta atenção, não sejas precipitado. Pela módica quantia de 50 euros, podes ainda ser um jovem platinum, Mike!
- Fantástico, Melga! 
- Com a opção platinum, Mike, podes ter acesso a um almoço VIP e a um fantástico late networking Melga, de meia hora, com os oradores!
- Fantástico, Melga! Vou já comprar o bilhete platinum para a Fantástica Conferência de Motivação Melga, Melga!
- Fantástico, Mike! Com o bilhete platinum da Fantástica Conferência de Motivação Melga, Mike, a tua vida vai mudar para sempre. O triste e deprimido Mike que hoje és vai desaparecer, para dar lugar a um jovem garboso, empreendedor e dinâmico. Agarra já a tua oportunidade, Mike!
- Fantástico, Melga! Vou já a correr inscrever-me antes que esgote!

Onde se dá conta da nova e mui valorosa empreitada do Pança

O Príncipe atazanou e atormentou tanto a Ana que esta afracou e abaixou. Vendo-se com a folclórica Feira da Floresta nas mãos e à porta, mandou de imediato chamar o Conde do Oeste. Mesmo sem contrato, ordenou-lhe que metesse rapidamente mãos à empreitada, que os papéis seriam tratados depois. O conde faz bem o cerimonial, mas não está - nunca foi- habituado a ritmos acelerados. Preocupado…; chamou o Pança.

- Pança? Vinde aqui…

- O que desejais, Alteza? – acudiu o Pança.
- Tenho uma mui valorosa empreitada para vós, onde podereis mostrar, mais uma vez, a vossa raça e desenvoltura: a Feira da Floresta – afirmou o Príncipe.
- Agradeço muito o obséquio, Alteza; mas vem a destempo: ando mui desacorçoado e mui atolado em afazeres, não aguento com mais carga… 
- Aguentas, Pança; sois escudeiro teso e de costas largas …- reforçou o Príncipe.
- Já o fui…, Alteza; mas agora sinto-me enfraquecido, e desagradecido. Acreditai-me, Alteza: mui gostaria de por mãos em tão prestigiante empreitada, mas faltam-me as forças e o ânimo – desabafou Pança com ar desolado.   
- Deixai-vos disso, Pança; e fazei das fraquezas forças…
- Por minha fé, senhor meu Amo; entendei-me: doí-me perceber que muito tenho dado e pouco tenho recebido das companhias em que tenho andado – afirmou o Pança, condoído.
- Pança, não sejais desagradecido: fiz-vos escudeiro famoso, e já prometi – e havei de cumpri-lo, se não me falhardes – fazer-vos cavaleiro – afirmou o Príncipe.
- Começo a ficar farto de promessas…Sou um moiro de trabalho, trabalho para muito Senhor, todos me dão ordens, é “Pança para aqui”, é “Pança para ali”,…, mas no final, é sempre a mesma coisa: um pontapé no rabo e vai dar uma volta! - desabafou o Pança.
- Não estou a perceber, Pança – retorquiu o Príncipe.
- Não estais, Alteza! Se mo permitirdes, explico. Como sabeis: fizeram-se escolhas no partido… Contava concorrer; não o fiz porque não tive apoios, nomeadamente de onde mais contava…
- Não me incomodes com pendências partidárias, Pança. Se vos sentíeis maltratado, deveis resolver a questão com o vosso irmão – ele é que é o cozinheiro desse cozinhado requentado – afirmou o Príncipe.
- Bem sei, Alteza, bem sei... Os nossos são sempre os primeiros a trair-nos. Já me desentendi com ele...Mas Vossa Mercê também me defraudou um pouco – se me tivésseis dado um pequeno empurrão, talvez hoje fosse eu o mandante – e o Senhor dormiria mais descansado…
- Sois mais necessário como escudeiro, Pança – retorquiu o Príncipe.
- Mas eu não quero ser escudeiro a vida toda…Escolheram o Manel. Dizei-me, Alteza: o que é que o Manel tem a mais do que eu? Trabalho não, e vitórias também não! Não é caso para uma pessoa se sentir desagradecido? E pior, Alteza: chutaram-me para um lugar decorativo…Há ingratidão maior? perguntou o Pança.
- A arte da política é muito ingrata, Pança. Devíeis sabê-lo; não vedes a ingratidão de sou alvo todos os dias? – replicou o Príncipe.
- Bem o sei, Alteza; e bem o sinto…!
- Tendes que ultrapassar essas mágoas, Pança; preciso que vos atireis à Feira da Floresta com ganas – afirmou o Príncipe.
- Não consigo, Alteza; vede bem: continuo atolado em afazeres: ainda não consegui desmontar o Festival das Favas (está tudo por aí espalhado); a governação do condado absorve-me muito tempo; aqui uma pessoa nunca tem descanso, ninguém me ajuda: a nova manceba já abaixou, o tira-retratos só faz aquilo - não consigo tocar tanto burro…
- Não vos reconhecei, Pança; já não quereis ser escudeiro? - perguntou o Príncipe.
- Quero, Alteza; mas entendei-me: não posso ser pau para toda a obra; a empreitada da Feira Florestal é responsabilidade do ministro Jota e do seu pajem...
- Já devíeis saber, Pança, que ministro Jota e o seu pajem só servem para as brincadeiras com a rapaziada…
- Sim, ainda estão moços… - anuiu o Pança
- A empreitada da Feira da Floresta é deveras importante, expõe-nos, tem que ser conduzida por vós, que sabeis fazer acontecer as coisas – decretou o Príncipe.
- Mas como é que eu me desdobro, Alteza!?
- Desdobras…Eu mando limpar os destroços do teu Festival das Favas; e tu atiras-te a esta empreitada com como cão a bofes; entendeis?
- Se for assim…- aquiesceu o Pança.
E lá saíram, Amo e escudeiro, felizes e contentes.
                                                                                                   Miguel Saavedra

9 de maio de 2018

Desordem na CMP

A CMP marcou dois eventos anuais para o mesmo fim-de-semana: a Feira da Floresta e o Festival Pombalino.
Reina, como nunca, a desordem no Convento de Santo António: ninguém comunica, ninguém se entende.

8 de maio de 2018

Se não ajudarmos os nossos...(II)

Foto de Carlos Domingues, publicada no FB durante a campanha eleitoral, anunciando "vitória"

Desde o final de Abril que Manuel Serra está investido  pelo município de Pombal a tratar de angariar gente e sucesso para a Feira Nacional da Floresta. Desde que perdeu a Junta do Oeste que o PSD local tentava arranjar emprego ao autarca. Primeiro foi na Associação de Produtores Florestais, mas como não resultou, tentou-se então o Município. De modo que o conde do Oeste (como tão bem o baptizou Miguel de Saveedra) não tinha tempo a perder para mostrar serviço: mesmo antes de anunciada a contratação (ou avença), passou a utilizar um endereço de e-mail e um telefone, em nome da Câmara. 
É preciso nivelar por cima, elevar as relações (incluindo as laborais). Isso de contratos e burocracias é uma maçada para a qual só o povo tem vocação. Ou será uma avença, apenas? Seja o que for, façam lá o favor de esclarecer quem paga. Nós, portanto.

Se nós não ajudarmos os nossos…(I)


A CMP granjeou fama na integração dos desprotegidos desta vida; agora, desacredita-se ajudando os privilegiados da política. A oportunidade dada aos primeiros é louvável, o favorecimento dos segundos é altamente censurável.
Diogo Mateus decidiu ajudar a correligionária Célia Cristina Freire, ex-vice-presidente da câmara de Ansião, que ficou desocupada depois de perder as eleições. Contratou-a para secretária da “vereadora” Ana Gonçalves! O que desagradou os novos dirigentes do partido; ávidos de benesses.
Na CMP, os vereadores são meros secretários do presidente. A vereadora Ana Gonçalves foi, durante vários anos, a excepção: teve poder. Mas perdeu-o, pelos motivos conhecidos (agora está ao nível dos outros). No entanto, recebe o que nunca teve: uma secretária - uma ex-vice-presidente de câmara.
Pergunta-se:
O que leva uma ex-vice-presidente de câmara a sujeitar-se a isto, a uma esmola como secretária de uma “vereadora”?
O que leva Diogo Mateus a dar um tacho político desnecessário e incompreensível? Que vantagens procura obter?
Quando se perde o decoro (e já passamos esse patamar), perde-se a respeitabilidade.

Enfim, os premiados


Timidamente e a contra-gosto, a Junta de Freguesia de Pombal lá divulgou os vencedores do Prémio Literário António Gaspar Serrano, horas depois da publicação do Farpas.  Pelos vistos, ainda servimos para alguma coisa.

Segundo a notícia do Diário do Leiria, os vencedores nas diversas categorias são: Anabela Monteiro Coelho (categoria de Poesia), com a obra "O lastro das Palavras"; Maria Filomena Figueiredo (categoria Conto), com a obra "A Vida, apenas" e João António Silva (categoria Revelação), com o ensaio "Ensaio sobre um passado mais que perfeito". Os meus parabéns aos premiados. Pena que a notícia não nos elucide sobre qual opinião do júri sobre os trabalhos distinguidos. Tratando-se de um evento literário, seria de esperar que a literatura tivesse outro protagonismo (veja-se o bom exemplo dado aqui pela Câmara de Montalegre). 

De acordo com o regulamento, "a Junta de Freguesia de Pombal reserva-se o direito de edição de todos os trabalhos publicados, em regime de protocolo com uma editora nacional". Que eu saiba, até agora nenhum dos trabalhos premiados das edições anteriores foi considerado para publicação. Falta de mérito? Desinteresse da parte da Junta? Dificuldade em encontrar parcerias? Eu arriscava uma resposta, mas temo estar a ser injusto. Vamos lá ver se, no consulado de Pedro Pimpão, as coisas mudam. Lembro o jovem autarca que pode sempre usar o prefácio da obra para elogiar os seus méritos pessoais e uma das badanas para colocar uma foto sua bem sorridente. 

7 de maio de 2018

Mais dignidade!


Só há dois factos interessantes a saber num prémio literário: quem são os vencedores (os verdadeiros protagonistas) e qual o júri (quem prestigia o  prémio). No caso do “Prémio Literário António Gaspar Serrano” é tudo o que não ficamos a saber pelos comunicados da Junta e as notícias da comunicação social.

Em Pombal, os vícios repetem-se. Os meninos da Junta estão apenas interessados em promover-se, organizando galas bacocas onde podem tirar selfies para o facebook fazer discursos pedantes. A comunicação social não revela qualquer curiosidade, não tem espírito crítico, não quer saber. Faz alarde da iniciativa da Junta e despreza quem devia promover.

Que eu saiba, os nomes dos vencedores apenas foram publicitados na primeira edição. António Serrano, vulto maior da vida pombalense, merecia que o evento fosse tratado com outra dignidade. 

Trapalhadas nas eleições no PSD



As eleições para os órgãos concelhios dos partidos - salvo raras excepções - são uma farsa. Limitam-se a um ritual de substituição de um “controleiro” por outro, que se revezam; ou, noutra variante, um testa-de-ferro reserva o lugar para o “controleiro” que já atingiu o limite de mandatos.
As eleições no PSD local, que decorreram sexta-feira passada, seguiram o guião normal. De novo só as trapalhadas: primeiro, com o Manel a fazer-se anunciar presidente antes de o ser; segundo, com este a anunciar publicamente uma lista sem ter obtido a aceitação de todos os candidatos.
Começa mal, o Manel. Fica mais descansado o “controleiro”.

PS: já agora: quem foi eleito para a Mesa do Plenário? E os resultados!? A malta está curiosa...