2 de março de 2015

Lá, como cá…

A mesma praga: organizações que deveriam ser um exemplo de virtude – paz, tolerância, respeitabilidade, elevação - são pousios e alfobres de dirigentes que não respeitam, nem se dão ao respeito.

Cucurrucucu

O meu aplauso entusiasmado a este "Cucurrucucu"! É uma representação perfeita da cultura em Pombal. 
É uma grande comédia!
Eu próprio imagino (e a capacidade de estimular a imaginação é uma virtude teatral que deve ser enaltecida), nos 10 minutos por ano em que se fala de cultura nos paços do concelho, uma mesa compostinha de entendidos em cultura, a fazer um alegre "cucurrucucu", misto de dissertação filosófica e de representação desta nossa cidade dos pombos.
E os pombos não fazem apenas "cucurrucucu", como bem sabeis. Fazem outras coisas, abundantemente, que também nós (concelho), com o alto poder de representação que temos, reproduzimos "culturalmente", de executivo para executivo.
Não pode o concelho aspirar a mais, com decisores que não sabem mais.

5% do IRS para o Município de Pombal

A Câmara Municipal de Pombal não prescindiu da participação de 5% no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho de Pombal. Poderia fazê-lo, com base no disposto no artigo 26º da Lei 73/2013 de 03 de Setembro, tal como fizeram cerca de 100 outros Municípios para, ao reduzirem a carga fiscal do seus munícipes, lhes possibilitarem maiores disponibilidades económicas e, consequentemente, maior dinamismo no comércio e maior investimento privado.
Por outro lado, enquanto o governo apela ao aumento da produtividade, ao rigor e redução de custos e à redução de funcionários públicos e reduz os feriados, por cá concedem-se subsídios para tudo e para nada, pagam-se jantares de natal para 400 pessoas com artistas em casas de festas, fazem-se “merendas” e cafezinhos com intervalos, concedem-se dispensas ao trabalho e folgas no carnaval e em dias próximos de datas festivas e contratam-se mais trabalhadores, enquanto a atividade camarária na aprovação e fiscalização de projetos de loteamentos e de obras se tornou quase inexistente ou bastante reduzida.

Para além das referidas opções políticas não terem em conta os custos económicos e sociais para os contribuintes, representam seguramente uma forma de gestão à esquerda, aparentemente comunista, e representa também falta de solidariedade para com o governo também eleito nas listas do PSD.

23 de fevereiro de 2015

Chamem os Bombeiros

Os corpos de bombeiros estão organizados numa estrutura hierárquica típica (tal como as forças de segurança e militar) que visa assegurar unidade absoluta de comando e níveis de autonomia e experiência/especialização claros. Neste tipo de estrutura as promoções são lineares em função da experiência e provas dadas e só em momentos muito conturbados (revoluções), em que a estrutura de topo é deposta, os elementos da estrutura intermédia saltam para o topo. Mesmo assim, nunca se viu um Furriel ser nomeado Chefe do Estado-maior.
Nos Bombeiros Voluntários de Pombal é normal um bombeiro de 3.ª classe! ser nomeado Comandante. Se querem maior exemplo do desnorte que vai naquela casa não procurem mais. O resto, que é muito, é consequência da falta de cultura de serviço público de alguns dirigentes, que ultrapassam sistematicamente os limites que lhe eram autorizados pela educação e pela dignidade que os cargos e a história da organização deveriam impor.

21 de fevereiro de 2015

Sacrifício (in)útil

O presidente da câmara informou a AM que o Diretor-Geral da ETAP pediu desculpa (à sua majestade, à plebe não é necessário) pelo espetáculo realizado para as crianças após o desfile de Carnaval.
Como é lindo o ministro sacrificar-se pelo seu príncipe. Neste nobre ato há uma enorme diferença de posturas: o ministro sabe e age de acordo com o que é o princípio da responsabilidade objetiva; o príncipe ignora-o - está acima disso.

20 de fevereiro de 2015

Criaturas azaradas

Há criaturas de que não se espera nada, porque é perfeitamente inútil esperar. Todos as conhecemos algumas, temo-las até entre os nossos amigos, mas a sua presença põem-nos os cabelos em pé. Quando aparecem lá em casa, no que mexem desarranjam ou estragam. Com eles jogamos frequentemente jogos de perde-perde: se lhes oferecemos um “néctar” num copo de plástico ficamos mal vistos, se usamos um copo de cristal, corremos grande risco de ficar sem o copo e ter que ouvir a patroa porque lá se foi o conjunto. É muito difícil lidar com estas criaturas: por um lado são solícitas e até simpáticas, por outro, são azaradas e atraem o azar. Para além destes traços têm outros que as tornam particularmente perigosas: são voluntariosas e, até, empenhadas, metem-se em muita coisa mas não produzem nada, quietas seriam mais úteis. As associações, cooperativas e entidades públicas deste concelho estão cheias delas, com os resultados conhecidos.
Os Bombeiros Voluntários de Pombal foram, durante muitos anos, uma instituição pacífica e pacificadora. Nos últimos tempos, transformaram-se num foco de “incêndios”. Ainda não apagaram um e já outro eclodiu. Há ali, com certeza, muita fonte de ignição ou pessoas que atraem o azar.
Na verdade, as criaturas azaradas são um perigo, mas as obstinadas não o são menos. Por cá, saem-nos, frequentemente, na rifa, umas e outras. É azar a mais!

19 de fevereiro de 2015

SOCORRO


Problemas circulares de circulação

Há coisas do diabo: o meu carro, que com tanto zelo tem desempenhado as suas funções durante tantos anos, ontem pregou-me uma partida. Deixou-me apeado em Pombal, e foi necessário chamar o reboque, através da assistência em viagem. Coisas da velhice!
Chegado o senhor do reboque, um homem de Pombal que está há muito tempo neste negócio, lá fomos conversando, primeiro para fazer tempo, depois (pelo menos de minha parte) com grande interesse. Começou logo bem, na altura das apresentações:
- Eu era das Cavadas, na Freguesia de Louriçal! - digo eu, como complemento de apresentação. Ao que este me responde:
- Conheço muito bem... vou buscar muitos carros espatifados àquela estrada miserável que lá têm, que liga o Louriçal às Cavadas. Faço muitas vezes esse caminho!
Confirmei prontamente que o senhor conhecia, de facto, a minha terra. Conhecia-a melhor, provavelmente, do que algum executivo camarário alguma vez a conheceu.
Deste ponto, a conversa derivou para os locais "de melhor negócio" para quem está no ramo dos reboques. O entrada para a cidade, junto à Repsol, foi tema obrigatório de conversa, claro! "Por vezes, é preciso ficar muito tempo à espera, as pessoas perdem a paciência, arriscam um bocado, e acontecem as desgraças!", explicava-me o senhor. Depois foi falando de muitos outros pontos negros, alguns com soluções possíveis e relativamente fáceis, onde os acidentes se sucediam há anos, sem que nada se altere que reduza o perigo que o local representa.
Fiquei a pensar para comigo: com tantas avenças pagas pela CMP (por exemplo, as já célebres avenças jurídicas), talvez não fosse mau negócio substituir uma delas por uma avença a pagar a um homem com este conhecimento. É que, embora eu reconheça alguma maledicência em mim, não posso acreditar que a CMP deixe que acidentes continuem a acontecer, repetidamente, por maldade. Não creio que um executivo, com todos os defeitos que possa ter, tenha gosto em ver pessoas a morrer ou a perderem bens (nomeadamente, a viatura) em acidentes que pudessem ser evitados. Donde, tenho que acreditar na teoria menos má, que é a da ignorância: não se faz nada, porque se desconhece que esses sejam pontos críticos em relação a acidentes de viação. Confere?

18 de fevereiro de 2015

Associação de freguesia para a ETAP

Em 21-01-2015, deixámos aqui o post com o título “dinheiro das freguesias para a ETAP”, onde alertámos para a ilegalidade de tal solução.
Logo aumentaram as dúvidas e a resistência dos presidentes de junta não proponentes.
Também logo os promotores trataram de engendrar um esquema que pudesse convencer os presidentes de junta de que era possível contornar a lei: constituir uma associação de freguesias para as juntas injetarem dinheiro na ETAP.

Porém, se estudarem bem a lei, verão que esta solução não é legal ou, então, estarão a pensar que a atividade política é governar a coisa pública em benefício pessoal.

15 de fevereiro de 2015

A ETAP no seu melhor

Consta que foi a ETAP que organizou a animação para as crianças, após o desfile de Carnaval. O espetáculo foi uma oportunidade para a ETAP mostrar as suas competências na área da animação. Estamos esclarecidos.
O espetáculo está a ser fortemente criticado nas redes sociais e no boca-à-boca. Convenhamos: a ideia – se de uma ideia se tratou – é ousada e provocatória; mistura o fogo e a dança, com laivos de erotismo e até de sadomasoquismo.

Pelos relatos, as crianças ficaram indiferentes e os pais (des)coincidentes. Mas, para uma sexta-feira 13, véspera do dia de S. Valentim, não está nada mau. Foi até uma novidade em relação ao que se vai fazendo por cá. Até porque já estávamos fartos dos espetáculos pimba do padre Vaz.

Video em: https://www.facebook.com/video.php?v=797709523599904