4 de setembro de 2015

Nova Rede do Pombus

aqui critiquei o facto de o PomBus não passar pela Urb. São Cristóvão. Constato agora que, apesar do significativo aumento da rede do PomBus, a Urb. São Cristóvão continua excluída.
Uma injustiça inexplicável, criticada na sessão pública de apresentação da reformulação da rede, como o Região de Leiria bem relata: “A sessão de apresentação contou ainda com as palavras duras de moradores da Urb. São Cristóvão, que se mostraram contra a não passagem do autocarro por aquele local. “Não tivemos conhecimento do assunto”. “A Urbanização está esquecida pela câmara”. “Isto é uma questão política”, protestaram os moradores, exigindo que o questionário também tivesse sido entregue naquele local“. E eu não estive lá, nem abordei o caso com qualquer morador.
Isto está a mudar!

3 de setembro de 2015

Para onde vai a “igreja velha” de Albergaria dos Doze (2)?

Noutras freguesias preserva-se a cultura material mais simbólica de uma população. Em Caxarias, por exemplo, guardou-se o depósito das águas que alimentavam as máquinas a vapor. Em Albergaria dos Doze, semelhante depósito, símbolo da arqueologia industrial da nação portuguesa, foi posto ao chão para se ganhar uma terceira linha férrea que nunca vê comboios.
Para Santiago de Litém está em execução o restauro do coreto. Em Albergaria pôs-se o coreto ao chão e agora algumas almas querem comprar a Igreja Velha para a demolir e poder estacionar o mesmo número de carros que aí já se estacionam [ou menos, ainda]. Quem é o ideólogo desta demolição? Falaram-me do vereador da cultura da CMP… Será? Temos de apurar! Quem mandou o desenhador ou o arquiteto fazer este projeto que destrói o monumento com mais raízes históricas em Albergaria?
Não serve atualmente? Vamos encetar a animação do Centro Cultural Pe. Petronilho (CCPP), Senhor Vereador, Senhores Presidentes, Senhores Membros da Comissão Fabriqueira e Senhores Membros das Associações Locais.
Bem quisemos, em 1995, depois de terminarmos o Restauro e Reforma da “Igreja Velha” para CCPP, fazer uma Comissão de Gestão para assegurar a manutenção, gestão e animação do Centro Cultural…
O Conselho Económico não quis! Portanto, não pode, agora, desinteressar-se pelo imóvel e pensar só em liturgia. O projeto foi acompanhado e aceite pelo então Rev.º Bispo de Leiria, D. Serafim Ferreira e Silva e, parece-nos evidente, não pode a paróquia desligar-se quer da manutenção quer da animação do imóvel. Muito menos vendê-lo à autarquia para que seja derrubado e dê origem a 11 lugares de estacionamento.
Deus não quer e os albergarienses não deixarão!
Farpa convidada de Ricardo Vieira

1 de setembro de 2015

Ubi commoda ibi incomoda

Vamos ver se nos entendemos (não acredito):
- As avenças do Teófilo dos Santos com a câmara de Pombal - e com outras câmaras do PSD na região  - são um facto político, não meros actos administrativos;
- Se o José Gomes Fernandes tiver uma avença ou uma prestação de serviços pontual com a câmara de Pombal (nos próximos tempos, não acredito), é um facto político, não um mero acto administrativo;
- Se o Carlos Gameiro Lopes tiver uma avença ou uma prestação de serviços pontual com a câmara da Marinha Grande, é um facto político, não um mero acto administrativo;
- Se a Marlene Matias tiver uma avença ou uma prestação de serviços pontual com a câmara de Leiria, é um facto político, não um mero acto administrativo;
- etc, etc, etc;
Já diziam os romanos: “Ubi commoda ibi incomoda”.
É difícil de entender? Não creio…
Pessoa dizia e eu reproduzo: “Os benefícios são coisas que se infligem; por isso os abomino friamente”.

Chuvas para lavar Pombal





As chuvas já chegaram e levaram as poeiras da cidade, das vilas e das aldeias do nosso concelho, refrescaram um pouco o clima e mataram a sede das plantas e dos bichos.
Talvez as próximas chuvas possam esconder o lixo e a grade metálica depositados no rio Arunca (traseira do Campo Municipal de Futebol), mas não irão arrancar os aloendros (tóxicos) da cidade nem manipular melhor os produtos tóxicos (roundup supra) mal acondicionados e em transição pelo armazém Municipal.
Poderão vir mais chuvas, mas não serão suficientes para “lavar” tudo: vícios, esbanjamentos, desleixo, insultos…

31 de agosto de 2015

Moderação

A partir de hoje os comentários no Farpas passam a ser moderados pel’os da casa, que se reservam o direito de publicar ou eliminar as injúrias e ataques pessoais dominantes nos últimos tempos. O contraditório não pode ser feito sob o artifício desse prisma, pelo que os administradores seguirão o exemplo entretanto adoptado por vários jornais e blogues, no sentido de pôr termo ao regabofe de achincalhar o mensageiro, em vez de discutir a mensagem.
Ao fim de sete anos de comentários abertos a todos, concluímos que nem todos são merecedores de uma porta aberta, sob pena de não saberem cumprir as regras mínimas da boa educação. Este princípio é igualmente válido para o facebook, na página e no perfil.

Onde está a “Igreja Velha” de Albergaria dos Doze?

Tive o prazer de jantar na XV Mostra Gastronómica da Região Alitém – Albergaria dos Doze, no espaço privilegiado contíguo ao pavilhão desportivo de Albergaria dos Doze. Enquanto jantava em família, ouvimos os discursos dos Presidente da Assembleia e do Presidente da União das Freguesias de Santiago, São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, seguida da intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Dr. Diogo Mateus. Muito espaço físico entre os oradores e a assistência que jantava. Contudo, a aparelhagem de som permitia que os interessados ouvissem as mensagens e os projetos verbalizados.
Afinal, a Alitém está de parabéns pois foi a primeira associação de freguesias a constituir-se, em termos do território português, para pensar, essencialmente, em sinergias ligadas a acessibilidades [a eterna via rápida a ligar Alvaiázere a Leiria] e a outras infraestruturas comuns. No final do espetáculo da noite, tive o prazer de ter uma longa conversa com o Manuel Henriques, digníssimo presidente da União das Freguesias de Santiago, São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, sobre os projetos que estavam expostos no recinto de festas e sobre os quais irei falar um pouco quer hoje quer nos próximos dias.
Dei os parabéns à autarquia, na pessoa do seu presidente, Manuel Henriques Nogueira de Matos. Finalmente surge o projeto do parque de merendas de Albergaria, entre outros. Há tantos anos falado, e idealizado por muitos, tem agora projeto já definido para espaço sobreposto à estação de tratamento de esgotos.
O projeto de que menos gostei designa-se por “Remodelação dos largos da Igreja Velha e Guilherme Santos – Albergaria dos Doze”, essencialmente porque apaga do mapa a Igreja Velha, cujo restauro para Centro Cultural Padre Petronilho foi concluído em 1993 e que tem na origem uma capela cuja construção foi iniciada em 1566, tendo a primeira missa sido celebrada em 1572. Sim, estão a ler bem. Nesse espaço estão apenas 11 lugares de estacionamento. O Edifício do Centro Cultural é demolido neste projeto. O Projeto não está assinado e desconheço o seu autor.
Do meu ponto de vista, cometeu-se o primeiro grande erro e desrespeito para com a população que há tão pouco tempo se envolveu no restauro do seu mais antigo Monumento Histórico que antes de haver camiões e viaturas a motor já ali morava.   
É certo que Manuel Henriques me disse que a Autarquia tinha dois projetos para a praça: um com o Centro Cultural Pe. Petronilho [que designa de Igreja Velha]; outro sem o mesmo. Mas o facto é que no recinto da festa só está o projeto que elimina o dito Centro Cultural. E Isto não é neutro 
Trata-se de um abuso de autoria e de um desrespeito e atentado contra a população que não foi sequer consultada [nem sabe, provavelmente, da existência deste projeto que destrói o monumento histórico-cultural com mais raízes no tempo da comunidade, berço de Albergaria]. 
Nem mesmo uma Junta ou um Município rico pode dar-se ao luxo de comprar um castelo para o poder demolir de seguida…
Escreverei aqui, durante alguns dias, sobre esta matéria. Para já fica a foto do projeto que analisei agora sumariamente e dois ou três factos sobre o Restauro da Igreja Velha que desenvolverei amanhã:
O valor total do Restauro e Reforma andou pelos 16 000 000 $00 (que seriam hoje cerca de 80 mil euros), que foram pagos com subsídios do Estado (5 566 000$00), da Câmara Municipal de Pombal (1 195 000$00, incluindo postais para a sensibilização, telha total e tinta para o exterior) da Junta de Freguesia de Albergaria dos Doze (100 000$00), Governo Civil (100 000$00), e Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (25 000$00). O remanescente foi pago com a ajuda do povo, como na altura o Jornal “Os Doze” divulgou, ora proveniente diretamente de peditórios, ora indiretamente a partir do Conselho Económico da Fábrica da Igreja Paroquial de Albergaria dos Doze. Muitas outras pessoas, empresas e empresários em nome individual contribuíram com dias e noites de trabalho, com material e mão-de-obra grátis.
Já agora, valeria a pena pensar nisto!
Farpa do convidado Ricardo Vieira

30 de agosto de 2015

Autarcas ao desafio



Há pelo menos duas razões que concorrem para que as Tasquinhas da Ilha sejam um êxito retumbante no concelho de Pombal: a dinâmica das colectividades que lhe dão vida e a visão de Carlos Domingues, último presidente da junta, que percebeu bem a importância de investir no programa de animação, já lá vão muitos anos. O segredo para uma casa cheia não é só esse, mas pesa muito. A prova disso foi a noite de quinta-feira passada, com o grande Augusto Canário (e amigos), mestre das desgarradas minhotas, que todos os anos arrasta uma multidão até àquela zona oeste de Pombal. A meio do espectáculo, porém, a música foi outra: subiram ao palco Manuel Serra (presidente da União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca), Carlos Domingues (secretário da mesma, depois da fusão), e ainda os presidentes Diogo Mateus e Narciso Mota. Foi o momento em que "as autoridades" (como dizia o artista) falaram ao povo, que este ano não se livrou de políticos e politiqueiros a toda a hora, pois que desfilaram por ali ao longo dos vários dias, em tempo de pré-campanha eleitoral.
No final daquela actuação dos autarcas, ficam duas certezas:
1. Era escusado o número dos discursos.
2. Era igualmente escusado submeter Narciso Mota ao papel de subir ao palco e não discursar. 

A cidade florida e a Câmara amiga


créditos da foto: Pombal Jornal

Quando o mamarracho foi demolido, em Julho do ano ano passado, Diogo Mateus mostrou aos munícipes que avança sem medos para as decisões que bem entende, custem elas o que custarem Espantei-me, na altura, que deixasse ficar as "cardaleiras" (João Pimpão dixit), pois já à época se acumulavam queixas - e até pedidos de indmnização, junto da Câmara. 
E a Câmara deu-se ao trabalho de pedir pareceres ao gabinete jurídico, para sustentar a asneira dos pinos e negar o pagamento de despesas a (pelo menos) uma munícipe, que reclamava o pagamento de tratamentos médicos. 
Ora acontece que as pessoas continuaram a cair, até à semana passada... desconhecidas e conhecidas do poder autárquico. E como há sempre males que vêm por bem, na sexta-feira Pombal acordou mais florida - aquele artesanato típico das Meirinhas fica bem no Largo do Cardal - e mais amiga dos seus. Parafraseando um antigo dirigente social-democrata e democrata-cristão, "parabéns à Autarquia por mais uma vez ouvir e resolver as reivindicações da população. Isto sim é governar com bom senso".
Ficamos então à espera que sobre algum para a ponte D. Maria, antes do próximo Bodo.

Mas por quê?

No in-circle do PSD local ninguém sabia da decisão de o presidente da câmara avançar para a contratação de uma assessora para a área da comunicação. Nos últimos dias procuraram saber quem era a jornalista junto dos elementos do Farpas. A estranheza foi ainda maior quando souberam que a jornalista de Leiria não era conotada com o PSD. Então, foi engraçado vê-los exclamar: o que leva o Diogo a contratar essa jornalista? O que espera dela? …
Compreende-se: por cá, estes lugares estão reservados para os da máquina – para “os nossos”.
Mas há razões que o comum dos mortais desconhece.  

28 de agosto de 2015

Pinos do Largo do Cardal substituídos

O executivo camarário parece ter levado anos a ver e a entender o que nós havíamos visto de imediato: os pinos eram perigosos para a integridade física das pessoas.
Passado muito tempo e após muitos escritos e críticas e vários acidentes, o executivo camarário mandou, finalmente, remover os pinos metálicos e substituí-los por floreiras. Mais vale tarde do que nunca.

Porém, a solução foi tímida, uma vez que não levou à remoção dos pinos junto à rotunda nem dos obstáculos da “pedra lascada” da Ponte D. Maria, onde a ratoeira continua armada.

Descubra você mesmo…



A PombalProf, SA – empresa sem actividade efectiva – engajou, recentemente, um Revisor Oficial de Contas.
Quem foi o brindado?


Ajudas: ex-membro da AM de Pombal pelo PSD, actual membro da AF de Pombal pelo PSD, …

27 de agosto de 2015

Discurso criativo

O Município apregoou e a comunicação social divulgou: Pombal aprova adesão à Rede de Cidades Criativas. Pela notícia ficamos a saber que a a tal Rede de Cidades Criativas é uma "rede de experimentação de políticas públicas relacionadas com a promoção da economia criativa e da inovação". Discurso oco, vazio, feito para enganar o Zé Pagode.

Tanto quanto sei, a Rede de Cidades Criativas é uma iniciativa da UNESCO da qual fazem parte 69 cidades de 32 países e nenhuma delas é portuguesa. A rede cobre sete campos criativos: literatura, cinema, música, artesanato e arte popular,
design, artes e media, gastronomia. Pelo comunicado divulgado, fico sem saber qual o campo a que queremos concorrer. Alguém me sabe elucidar?

Como não sou ingénuo, sei muito bem que não é a essa rede a que o Município quer aderir. O que Pombal aprovou foi a adesão a mais uma iniciativa obscura que, de forma ilegítima, usurpa um nome de prestígio com vista a enganar os papalvos.

25 de agosto de 2015

O Mapa Judiciário e Pombal

A reforma da Justiça e o Novo mapa judiciário levaram de Pombal a tramitação e julgamento dos processos de comércio, cíveis de valor superior a €50.000,00 e crimes da competência do Tribunal coletivo.
Em contrapartida, manteve e trouxe os processos de família e de menores desde Leiria e Porto de Mós até ao norte do distrito, com uma secção composta por 3 juízes, e deveria trazer também as execuções. Deveria, porque as execuções foram provisoriamente (de forma aparentemente definitiva) para Ansião.
Porém, por exigências dos advogados de Leiria e Porto de Mós, está em estudo a deslocação de 2 dos 3 juízes de família e menores de Pombal para Porto de Mós. Parece que os advogados de Leiria preferem Porto de Mós a Pombal. Aliás, tal ambição não surpreende, pois alguns já tratam dos assuntos da Câmara Municipal de Pombal em Porto de Mós, como foi o caso da transformação da Pombalprof de Ldª para SA, o respetivo registo comercial e o registo da ata do posterior aumento de capital social.
Entretanto, em Pombal, não existem edifícios disponíveis para instalar a secção de execuções, o mamarracho do “Centro de Negócios” ainda continua fechado e sem utilidade e nada sabemos sobre o interesse do Município em manter por cá a secção de família e de menores.