25 de janeiro de 2015

Novas lojas do mercado metem água

As últimas chuvas já provocaram infiltrações a partir da placa de cobertura das lojas recentemente remodeladas na ala poente do mercado municipal de Pombal. O teto falso das lojas em placas de gesso já está afetado e, previsivelmente, irá apodrecer e necessitar de substituição.

Esperamos que a Câmara Municipal saiba, tempestivamente, denunciar e exigir a reparação dos defeitos e que não surjam “trabalhos a mais” para compensar…

23 de janeiro de 2015

Rica paróquia, sim senhor

A paróquia de Pombal está transformada em agência turística, de um turismo religioso de pouca religiosidade.
A próxima viagem é à Rússia; inicia-se com uma visita ao túmulo de Lenine – esse símbolo maior do catolicismo! - e prossegue com uma rota pela história dos Czares. Grandioso! Custa perto de 2.000 € - coisa pouca para os paroquianos locais! No entanto, se algum mais necessitado tiver dificuldade em pagar; há sempre a possibilidade de arranjar um subsídio.
A escolha do destino e da rota surpreende, até, o mais distraído. Mas há alguns por maiores que embasbacam qualquer um:
- Porque é que um anti-comunista primário leva os seus paroquianos ao outro lado do mundo para visitarem o túmulo de Lenine? Não será uma heresia? E não baralhará os crentes? Se é pecado comentar no blog maldito, o que dizer desta visita?


A teologia dá p`ra tudo

E não dá p`ra nada. Para o catolicismo, tudo é nada e nada é tudo, em todas as coisas da vida. Tudo é virtude e tudo é pecado; seja nos prazeres ou nos sofrimentos, nas ações ou nas omissões, nos sentimentos ou nos pensamentos. Depende das circunstâncias, do vigário ou da criatura envolvida.
Se é mau a doutrina dar para tudo; pior é, ser aplicada por vigários de todos os tipos: ortodoxos e liberais, controladores e bondosos, quadrados e imaginativos, populares e os elitistas, espertos e inábeis. Há, no entanto, uma semelhança e uma diferença congénita entre eles: todos têm um profundo desprezo pela verdade, alguns respeitam a diversidade de crenças, valores e ideias.  
É sabido que a religião católica convive (muito) mal com a suplantação do Homem e com os prazeres da vida, nomeadamente com o maior deles: o sexo. Neste caso, até se compreende: quando a teoria não é posta em prática e a prática não obedece à teoria, dá barraca.
Por isso, é de louvar a imaginação do padre espanhol Francisco Javier Martinez ao propor uma forma de evitar o pecado em que incorrem as esposas quando fazem sexo oral ao seu marido: devem, segundo ele, pensar em Jesus. É uma excelente ideia! Vou adaptá-la e adotá-la cá em casa: no ato, passarei a pensar na Eva ou na Virgem Maria.
Que acha da ideia padre Vaz?

22 de janeiro de 2015

A importância da ETAP

Custa-me muito saber das dificuldades financeiras da ETAP. Sou um acérrimo defensor da escola, que considero uma instituição de capital importância para o futuro do nosso concelho. Por isso, não esperem de mim uma opinião isenta.

São vários os exemplos que conheço de alunos que encontraram na ETAP uma oferta formativa adequada às suas aspirações. O ensino ministrado na maioria das nossas escolas secundárias é demasiado canónico e focado no acesso ao ensino superior. Escolas profissionais, com uma forte ligação ao tecido empresarial local, permitem oferecer modelos de ensino alternativos, cada vez mais importantes nos dias que correm.

Um concelho como o nosso, com uma forte matriz empreendedora, deve apostar não só na fixação de empresas mas também num ensino profissional exigente e de grande qualidade. Mas para que isso aconteça, a gestão da escola não pode ser instrumentalizada pelo poder autárquico. Muito menos o PSD se pode dar ao luxo de querer fazer da escola porto seguro para os seus "boys" e protagonizar novelas como a que temos assistido a propósito da eleição do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pombal.

Salvemos a escola, sim! Pombal tem que criar condições para poder ter um ensino profissional de referência a nível nacional. Mas não se aposte em soluções a curto prazo, sem visão estratégica. Esse caminho só irá adiar a agonia, com a agravante de estoirar o dinheiro que é de todos. A solução passa por convocar competências, definir prioridades e entregar a gestão da escola a quem realmente percebe do assunto.

21 de janeiro de 2015

Dinheiro das freguesias para a ETAP

O artigo 51º, nº 1 da Lei número 50/2012 de 31 de agosto (regime jurídico da atividade empresarial local e das participações sociais, que pode ser consultado em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1792&tabela=leis), parece afastar a possibilidade das Juntas de Freguesia participarem no capital social em sociedades comerciais “participadas” ou empresas locais, como decorre ainda do disposto nos artigos 1º, 2º, 3º, 5º e 51º do mesmo diploma legal. Aliás, as deliberações para participação no capital social não estão previstas, em relação às Juntas e às Assembleias de Freguesia, na Lei º 169/99 de 18 de Setembro (quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias, que pode ser consultado em http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=592&tabela=leis), o que constitui mais um argumento da ilegalidade de tais participações.
O caso é sério e muito complicado. Consta que o presidente da Câmara propôs aos Presidentes das Juntas de Freguesia que estas participassem no aumento do capital social da Pombalprof, ou seja, que, na prática, pagassem um pouco da dívida da ETAP, entendendo-se ainda a proposta como um apelo à solidariedade dos Presidentes da Junta para com o Presidente da Câmara no suporte do pesado ónus político que está a ser a falta de solução.
Logo um presidente da Junta concordou de forma voluntariosa, mostrando aos outros o caminho da aceitação e o seu convicto e “desinteressado” envolvimento. Mas os outros Presidente de Juntas continuaram com dúvidas… Talvez só as avenças construam um parecer favorável “esclarecedor”… Talvez a eleição de um Conselho Geral do Agrupamento das Escolas de Pombal “amigável” traga a solução com a transferência dos cursos técnico-profissionais… Talvez… Talvez…
Entretanto, e face à situação económico-financeira da ETAP, parece que a mesma deveria seguir para a solução prevista nos artigos 62º e 70º da citada Lei 50/2012.

Isto anda pouco católico

O incómodo tomou conta dos fiéis na missa do passado domingo, em Pombal. O insólito conta-se em poucas palavras: o padre, pouco piedoso e descrente na qualidade da catequese, resolveu fazer três perguntas aos candidatos ao crisma. Resultado: ninguém soube responder, nem mesmo a vereadora mais cool, e tardiamente convertida à praxis religiosa; que integrava o grupo. Uma mácula, desnecessária!
No meu tempo, com três meses de catequese - meia hora depois da missa – aprendia-se a ladainha e cumpria-se a tríade dos sacramentos da adolescência (primeira, segunda comunhão e crisma). E só na posse destes se poderia ser padrinho/madrinha, e não só.
Agora, está tudo pervertido: primeiro exerce-se e depois obtêm-se os sacramentos. O problema nem é tanto a mácula religiosa da vereadora…
A tradição já não é o que era! E não havia necessidade!

19 de janeiro de 2015

Salvem a ETAP (II)

A urgência é tanta, que o presidente da câmara solicitou aos presidentes das juntas a rápida convocação das assembleias de freguesia e aprovação da subscrição de capital da PombalProf.
No meio da estupefacção geral, o presidente da Junta de Freguesia de Pombal – Nascimento Lopes – aplaudiu a ideia. Compreende-se: não precisando mais dos votos dos fregueses, prefere usar o dinheiro destes para ajudar os seus. Segue a máxima do outro (que se tornou da terra): se nós não ajudarmos os nossos …
Usar o dinheiro da Junta, que se destina a suprir as necessidades mais primárias dos fregueses, para tentar encher um pote furado alheio, é uma perversidade e uma traição política. É o grau zero da política.

O Farpas espera que haja um mínimo de decoro, e estará cá para dar nota do gesto simples e desinteressado. Surpreendam-nos.

18 de janeiro de 2015

"Centro de Negócios" de Pombal



Todos os políticos gostam de promover a execução de obras onde “fazem vista”, mesmo tirando o dinheiro de onde faz falta (dos contribuintes).
Vem isto a propósito da construção do edifício (mamarracho) designado por “Centro de Negócios”, implantado na Praça Marquês de Pombal e inaugurado há mais de ano e meio.
Como as fotografias supra documentam, o edifício continua desocupado desde a sua conclusão. Aliás, serve apenas de depósito de um monte de andaimes que foram utilizados durante a construção.
Enquanto os edifícios públicos de Pombal estão desocupados e sem utilidade, o estado paga rendas altas a particulares pelo arrendamento de edifícios privados para funcionamento de vários serviços públicos, como por exemplo, as Conservatórias (Registo Civil, Registo Predial e Registo Comercial), ou transfere para fora do concelho (Ansião) serviços que deviam por lei funcionar em Pombal, como, por exemplo, a 2ª Secção de Execuções (Tribunal).
É certo que consta que a cave do referido edifício do Centro de Negócios está inundada com água desde a sua conclusão. Porém, há que retificar erros ou adaptar o edifício e, sobretudo, justificar publicamente a situação.

16 de janeiro de 2015

SALVEM A ETAP

Esgotado o peditório junto das empresas, o presidente da câmara reuniu ontem com todos os presidentes de junta para os incitar a entrar no capital social da PombalProf e, desta forma, capitalizar a ETAP e arranjar parceiros com quem partilhar futuramente o fardo financeiro. 

Ao que nós chegámos!

15 de janeiro de 2015

Pronto, nunca cederão nada do osso

Se dúvidas houvesse (eu nunca as tive, conheço-lhes os processos), os últimos desenvolvimentos na guerrilha pelo controlo do CGT desfê-las: eles/elas não cederão nenhum bocado do osso. Prova-o o facto de a direção da associação de pais ter avançado para a convocação de novas eleições, com um novo(?) regulamento eleitoral que assegura o controlo total da eleição dos representantes dos pais, violando a lei e todos os princípios democráticos. Coisas menores para quem tem uma conceção autocrática do poder, onde os fins justificam os meios.
Esta gente não quer eleições, quer cooptações. Estão habituados a isso e, se não forem forçados, nunca largarão o osso. Com este regulamento, os pais não elegem nada, são chamados a participar numa farsa – votação na lista proposta pela associação de pais. A associação de pais quer continuar a ter o privilégio de indicar os representantes do pais no Conselho Geral – existe só para isso e para recolher os benefícios disso – e a câmara, que a apoia, quer controlar todo o sistema, nomeadamente a oferta educativa.