28 de maio de 2017

Um candidato, #sefaxafore

Agora que cai o pano deste domingo de apresentação de candidaturas (PSD, CDU e BE), inauguramos aqui no Farpas a época do hashtag #sefaxafore, composição fonética mais utilizada pela apresentadora-revelação-laranja (o Pedro Pimpão diz que já lhe chamam a Catarina Furtado do Louriçal).
Pela primeira vez na história local do partido, na era vencedora, apresentou-se apenas o candidato à Câmara. Querem ver que o PSD ainda não tem candidato à Assembleia Municipal? Querem ver que José Grilo afinal (ainda) não era? 

26 de maio de 2017

Jovens velhos - a feira das vaidades


A "Feira da Juventude"  que este fim de semana vai ocupar a zona desportiva da cidade está anunciada nos espaços do Município, desde cedo. E permite chegar, antecipadamente, a uma conclusão: a organização precisa urgentemente de um up grade. É mais um exemplo de um evento cristalizado, feito sem energia nem garra, sem ousadia nem irreverência, sem nada daquilo que deve caracterizar a juventude. E não estou a falar da crítica corrente de trazer bandas de fora para tocar neste palco, em vez de bandas da terra (não podemos nem devemos ficar fechados na concha, e os jovens de Pombal também merecem ver bandas como os Firts Breath After Coma, por exemplo). Mas encher um pavilhão de jotas, stands e ginásios, como se fosse 1989 ou 2001, é um tudo-nada deprimente. Para uma geração que respira em modo digital, é confrangedor perceber que o pelouro superiormente dirigido pelo "jovem" Renato Guardado não se deu sequer ao trabalho de criar este ano uma imagem para as redes sociais, prevalecendo a do ano passado...
Não há um vídeo promocional - que aluda à interacção e faça crer aos jovens que são importantes para o Município. Isso diz muito do empenho que esta Câmara-jovem-e-dinâmica coloca naquilo que faz. Ou de como, em pequenos gestos, lhes vem ao de cima o "para quem é, bacalhau basta". Está bom para Pedro Pimpão distribuir abraços e fotos, para Diogo Mateus desfilar, e para meia dúzia de apaniguados fazerem de figurantes - consciente ou inconscientemente. 

25 de maio de 2017

Onde se dá conta da confissão da Condessa das Cavadas com o padre-cura Vaz

Ironicamente, calhou à condessa das Cavadas ser vice do Príncipe nesta fase crítica, de encargo e protagonismo demais para quem não os quer ter. A condessa já andava muito insegura e infeliz com as desconsiderações do Príncipe e a falta de solidariedade dos pares (nomeadamente da Marquesa Prada), e como não enxerga os pecados que cometeu nem as razões do ostracismo em que foi caindo, pior ficou quando soube que o ministro Videira está despachado e o ministro Jota encaminhado. Neste calvário, precisava de saber com o que contar ou se conta para alguma coisa, mas tem medo de perguntar, e da resposta. Até porque não são essas as preocupações do Príncipe. Para ele: primeiro ele, depois ele, e sempre ele.
A condessa, abatida e desamparada, procurou a protecção do divino: marcou confissão e aconselhamento com o padre-cura Vaz. À hora marcada apresentou-se na Igreja do Cardal. Assim que a sentiu chegar, o padre-cura Vaz dirigiu-se para o confessionário. Cumprimentaram-se de forma cordata e discreta. Sentou-se ele; ajoelhou-se ela; e benzeram-se. Começou, assim, o padre-cura Vaz:
- Formosa dama: dizei-me ao que vindes?
- Em busca de auxílio, Alteza – começou a Condessa. E prossegui: - Que nesta terra já não há com quem se possa tomar conselho nas incertezas, alívio nos queixumes, nem remédio na desgraça.
- Sei bem. Sei que se vivem tempos tumultuosos por causa das eleições – esse estratagema dos comunistas, para provocar a discórdia entre os cristãos e colocar hereges no poder. Mas estou certo de que, passado este espavento, tudo serenará, e esta terra de muitos e bons cristãos retornará os caminhos do Senhor – sentenciou o padre-cura Vaz.
- Assim espero, assim espero, Alteza – anuiu a Condessa, e acrescentou: - mas estes tempos estão a ser muito difíceis, com muita incerteza e sofrimento.
- Bem sabeis, Senhora, que para alcançar o Reino dos Céus é preciso sofrer. Cristo deu-nos o Seu exemplo: entregou-se aos fariseus para sofrer e morrer na cruz, mas ressuscitou e mostrou-nos o caminho da Salvação – relembrou o padre-cura Vaz.
- Eu sei, Alteza, eu sei: o sofrimento que leva à redenção é agradecido pelo Senhor; e eu estou aqui para fazer a minha contrição e cumprir a sua penitência - anuiu a Condessa. E acrescentou: - Tenho carregado uma cruz muito pesada; mas pior que o peso da cruz é o que está por detrás dela.
- E o que está por detrás dela…?
- O demónio e o seu ajudante – disse a Condessa. Ai o que eu disse! Perdoai-me Senhor; perdoai-me que pequei – suplicou a Condessa.
- Não sois a primeira a dizer-mo em confissão. Algo vai mal neste principado – concluiu o padre-cura Vaz.
- Eu não o digo a ninguém, porque tenho medo de o dizer. Digo-o aqui porque estou na casa do Senhor, e a coberto do segredo da confissão: o Príncipe é só aspereza e rigor, coloca-se num pedestal que rebaixa tudo à sua volta, repreende em público (e até por escrito) tão asperamente que humilha, excede todos os limites da censura cordata – desabafou a Condessa.
- Estais numa profissão maldita que até entre os próprios gera ódios – afirmou o padre-cura Vaz. Sede paciente até ao fim. Caminhai com cuidado, que o Senhor vos amparará se fordes cair. E lembrai-vos da lição dos apóstolos: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que eles (os políticos) alcançarem o Reino dos Céus”. Pecastes por maus pensamentos e palavras, não por más obras. Nada que uma boa penitência não repare.
- Já fiz uma grande promessa à Nossa Senhora de Fátima: se aguentar a cruz até ao fim e for eleita pelo Príncipe, irei em peregrinação a Fátima, no 13 de Outubro. E estou a pensar no reforço da promessa: atravessar o santuário de joelhos ou a rastejar. Dizei-me, Alteza: é devoção suficiente? – perguntou a Condessa.
- A peregrinação já mostra que a Condessa é uma Senhora de muita fé. O rastejar não é para uma Senhora da sua condição. O Senhor agradecerá muito mais uma boa esmola à Nossa Sr.ª do Cardal e, por exemplo, a ida na viagem da nossa paróquia à Eslovénia e Montenegro – recomendou o padre-cura Vaz.
- Se Sua Alteza assim o recomenda, assim farei. Mas, por favor, dizei-me: o que considera a uma boa esmola? – perguntou a Condessa.
- Nunca menos que um dos vossos ordenados por ano – disse o padre-cura Vaz.
- Para milagre tão dificultoso, parece-me razoável – anuiu a Condessa.
- Rezai um Acto de Contrição, um Padre-Nosso e duas Avés-Marias. E ide em paz, formosa Senhora. Deus vos abençoe – concluiu o padre-cura Vaz.                                                                                                                                                                                                   Miguel Saavedra

24 de maio de 2017

Agora escolha - afinal havia outro


No post anterior demos conta de sete (7) candidaturas à Câmara, mas logo outro força política nos fez chegar a intenção de se apresentar a eleições: nada menos que o MPT - Movimento do Partido da Terra, que avança para as autárquicas com Pascoal Oliveira.
Goradas as expectativas de ir a votos em coligação com o CDS, o Partido da Terra avança sozinho, sem medos. 
Sendo assim, no boletim de voto dos eleitores de Pombal haverá então 8 quadrados disponíveis para a cruzinha. E posto isto, tudo muda no nosso panorama - ou talvez não. Atentemos no que diz a numerologia: "O número 8 deitado simboliza também o infinito, e representa a inexistência de um começo ou fim, do nascimento ou da morte, e aquilo que não tem limite". Tipo a asneira. Ou de como continuaremos na mesma como a lesma. Mesmo sabendo que nada será como dantes depois do dia 1 de Outubro, depois do pranto e ranger de dentes que vai ser esta campanha.

Agora escolha



A numerologia diz que o  número 7  representa "a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e a vontade. O sete simboliza também conclusão cíclica e renovação, e por representar o fim de um ciclo e o começo de um novo, "é um número que traz a ansiedade pelo desconhecido". Estamos assim, em Pombal, é um facto. Nunca houve tanto candidato à Câmara como nestas autárquicas: sete, no total. Está aberta a caixa de pandora de que aqui falámos há tempos.
Dos sete, três escolheram o próximo domingo, 28 de Maio, para se apresentarem ao eleitorado. Será o caso de Diogo Mateus - que não faz por menos e quer mostrar toda a força enchendo o Teatro-Cine. São mais de 290 lugares, e não me espantaria que fique gente de pé (ups, não pode, tal como nos espectáculos). O PSD sabe bem como fazer para lotar uma sala, esquecido o episódio do jantar dos 43 anos do partido, no Expocentro...
À mesma hora, Fernando Domingues entra na corrida pela CDU. É a segunda vez que vai a votos. Os comunistas não embarcaram na facilidade de cedência gratuita do auditório da Caixa Agrícola e vão usar o palco do auditório municipal, na Biblioteca. E ao fim da tarde, uma estreia:  o Bloco de Esquerda (que este fim-de-semana traz à cidade um encontro para jovens, o Inconformação) lança Gonçalo Pessa - não no Cardal, como estava previsto, mas no auditório da Escola Secundária de Pombal. Parece que as estátuas vão ocupar (de verdade) o espaço público. Que ao menos seja essa a lufada de ar fresco num puzzle demasiado bafiento. 

Nota de rodapé: o PSD está a preparar-se para forrar a cidade com novos e gigantes cartazes. Será que insistem em colar corações e afectos à imagem de Diogo? A sério?

Autárquicas – Junta de Pombal

No que se refere à Junta Freguesia de Pombal, já são conhecidos os cabeças de lista das principais forças políticas. O que não quer dizer que cheguem todos a votos – a imprevisibilidade impera.
Pelo PSD avança o Pedro Pimpão – deputado da Nação. "Desce de cavalo para burro"; nada que incomode um rapaz humilde e apaixonado pela sua terra.
Pelo PS avança Aníbal Cardona – vereador da CMP. Também "desce (menos) de cavalo para burro". Um incómodo necessário para quem sabe que, às vezes, é preciso dar um passo atrás, para poder dar dois em frente. Dará dois passos em frente ou dois passos atrás?
Pelo CDS avança a desconhecida Sílvia João. Conseguirá sair do anonimato?
Pelo NMPH talvez avance Eduardo Carrasqueira – o Remax mais conhecido por cá. Talvez, porque diz-se que chumbou no tirocínio para candidato.
A acompanhar…

22 de maio de 2017

A representação física da parolice

                                                                                                                                                                                  Foto: Paulo Cunha/Lusa
Um emigrante mandou erguer uma estátua em bronze, com seis metros de altura, a Rui Patrício (futebolista vivo e em actividade). Está no seu direito. Há extravagâncias piores. E formas menos eficazes de sair do anonimato. Mas que um presidente da câmara (e respectivo executivo) se aproprie da parolice para fazer um número, é demais.
Leiria não é uma vila da província, despida de cultura e bom gosto. É a capital de distrito. Deveria ter políticos com essa dimensão, não saloios.
Leiria tem um estádio morto. Agora tem uma estátua de um vivo vulgar. É vulgaridade demais.

19 de maio de 2017

Sérgio & Diogo: a poesia e a demagogia aliadas

Estou surpreendido com esta dupla maravilha, a qual preside aos destinos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal. E logo eu, que sou cada vez mais difícil de surpreender...
Mas vamos aos factos. Primeiro fui surpreendido pelo presidente da direcção da AHBVP, que não aceitou debater uma questão do domínio público, devidamente balizada. O que me surpreendeu mais não foi sequer a recusa no debate, mas sim a reacção do mesmo, quando Sérgio Gomes escreveu o poema épico: “Se tens algum problema pessoal comigo vens até Pombal que nós resolvemos isso, ok?” Lembrei-me logo dos Village People e do épico Macho Man, de 1978. Estou mesmo a ficar velho, pois já não tenho aquela reacção a quente que tinha mais novo. A experiência de vida ensinou-me a não ligar demasiado a patetices e a divertir-me com elas.
Descendo na hierarquia, passo então ao vice-presidente da AHBVP, Diogo Mateus, que há 2 ou 3 anos vi a “passear” num Veículo Florestal de Combate a Incêndios, em Pombal, como que se um VFCI servisse para transportar autarcas num incêndio (a não ser que todos os carros da câmara estivessem avariados). Diria apenas que é coisa de colarinho branco.
Há poucos dias li, no Diário de Leiria, que Diogo Mateus sugeriu uma daquelas ideias peregrinas, ou seja a instituição da carreira de bombeiro florestal, sublinhando depois que isso aumentaria seguramente o número de voluntários. Ora, enquanto geógrafo físico e tendo eu 18 anos de actividade bombeirística, fiquei perplexo com aquela afirmação, já que demonstra grande desconhecimento de causa e mostra que ano de eleições é mesmo um ano pródigo em ideias peregrinas.
Com que base pode afirmar que aumentaria seguramente o número de voluntários? Menos populismo por favor! Quer mesmo aumentar o número de voluntários? “Simples”, dê, enquanto presidente da câmara, mais benefícios aos bombeiros voluntários, directos e indirectos, pois é por aí que vai conseguir não só manter os que ainda vão tendo o espírito para aguentar a difícil vida de bombeiro voluntário, bem como motivar aqueles que pensam vir a ser bombeiros voluntários. Baixa de IMI, descontos na água, actividades lúdicas e apoios aos filhos em idade escolar, é por aí que algumas corporações estão a apostar (muito poucas ainda...). E mesmo assim isso não é suficiente, pois nada paga uns dias ou umas noites em branco a arriscar a vida e a dar o melhor de nós. Nada substitui deixar os que gostamos em casa e ir para cenários de terror, seja incêndios ou acidentes muito graves. Já pensou por exemplo em dar um subsídio extra aos ECINs´? Sabe que há aqueles grupos de 5 elementos que, no Verão, fazem de “bombeiros florestais”, certo? Além dos míseros 1,87 euros à hora que os elementos destes grupos recebem, que tal aumentar mais 2 ou 3 euros, de forma a ser um valor minimamente aceitável/digno? Refeições gratuitas aos grupos de ECIN´s é outro exemplo. Para que quer os bombeiros florestais? As corporações já têm os ditos bombeiros florestais, que já fazem esse serviço na época de Verão, uns melhor capacitados do que outros  é certo. Quanto às capacidades técnicas e profissionais, sabe ao menos que actualmente as corporações já têm muitas pessoas preparadas, desde jovens com cursos profissionais específicos, jovens licenciados, alguns mestres e raros doutorados, que apesar de terem competências técnicas e científicas em várias áreas afectas às áreas de acção dos bombeiros, não são reconhecidos nos próprios corpos de bombeiros? Sim, é uma realidade que raras vezes se fala, uma tema tabu, talvez porque alguns elementos dos quadros de comando e chefias vêm estes elementos como “ameaças” ao status quo. Como vê, e mais uma vez, não está devidamente informado sobre as várias realidades que ocorrem nos vários quadros de bombeiros voluntários. Diria apenas que este é um discurso tanto pleno de desconhecimento como de demagogia. Já oiço ideias peregrinas desde o início da década de 90, quando ingressei pela primeira vez num corpo de bombeiros, mas confesso que ainda me conseguem surpreender com algumas ideias peregrinas, tipo copy paste, pensadas eventualmente aquando de uma visita a um país estrangeiro, mas não devidamente transpostas e de acordo com as especificidades históricas, culturais e outras mais do país e da região de Sicó. É por essas e por outras que andamos a brincar aos incêndios há 40 anos, sem que se vá ao cerne da questão. O importante, para alguns, são as ideias peregrinas, que possibilitam destaque nas notícias em ano de eleições. Mera curiosidade portanto. Admito, contudo, que, por vezes quem tem ideias peregrinas não se aperceba do disparate que elas representam, daí a importância da blogosfera, que ajuda a esclarecer estas coisas.
É bom e de salutar que surjam ideias, contudo dispenso as ideias peregrinas. Em vez de se andar com a mania de inventar a roda, melhore-se o que de bom já temos, já que a base existe e recomenda-se.
João Forte (Geógrafo Físico/bombeiro voluntário)

18 de maio de 2017

O triunfo dos porcos

Foto: Pombal Jornal

Por estes dias há uma realidade desmancha-prazeres a mostrar o Arunca em todo o seu esplendor: uma nova descarga mexeu na dita e, já se sabe, quanto mais lhe mexemos mais ela cheira mal. Não fica bem nas fotografias ao estilo I love Pombal, nem nos discursos paz-e-amor de Pedro Pimpão. Uma chatice, portanto. Mas quem fica mal nesta fotografia é uma Câmara que recebe prémios de tudo e um par de botas, não sei quê florida e acessível. Pior do que passar quatro anos sem cumprir a grande obra prometida - o parque verde (alô meninos da Jota, cadê as fotografias em 3D, tão bonitinhas?) - é chegar ao fim com este legado: Pombal soma e segue todas as semanas com descargas no rio. À falta de um pelouro do Ambiente que se veja, talvez esteja na hora de ressuscitar a Aurora, uma associação criada há muitos anos por vários ambientalistas cá do burgo, entre os quais se contava nada menos que... o actual presidente da Câmara! 
Por vezes, somos forçados a concordar com  Diogo Mateus. Por exemplo, quando dizia, aqui há tempos, numa reunião do executivo: "somos todos trampa". O Arunca que o diga, em cor e cheiro. 

17 de maio de 2017

Insegurança no Convento de Santo António

Reina a insegurança no Convento de Santo António, em toda a estrutura: vereadores, dirigentes e funcionários. Manifesta-se na inacção ou na conflitualidade entre serviços.

Para agravar a coisa, a empresa de Segurança deu de frosques. 

Autárquicas - PSD

Nestas autárquicas, impera a imprevisibilidade: os avanços e os recuos, os compromissos e as rupturas.
José Grilo passou de despedido de mandatário a cabeça de lista à Assembleia Municipal (AM).

Fracassada tentativa de reconciliação de Diogo Mateus com Luís Garcia (porque este tem memória), e após as negativas de outras individualidades, avança José Grilo para cabeça de lista à AM.