22 de Julho de 2014

O Bodo, o DJ e o Baião


Como qualquer pombalense, gosto do Bodo. Ele é a sardinhada com os amigos, as farturas na "Gomes", o tirinho nos “Amigos de Peniche”, os choques nos carrinhos da "Super Troll King Kong", os finos na "Pombalina", a “abaladiça” no Esquina. Ah, é verdade: e também os espectáculos. Este anos vou ver o António Zambujo e o Ricardo Silva, mas não prometo ficar para o DJ AC. Por falar nisso: alguém me sabe dizer porque é que o obscuro DJ não dá a cara pelo Bodo? Será alguma exigência do "Mambo cafés"?

Mas voltando à vaca fria. Não somos muito exigentes com as nossas festas. Gostamos do Bodo. Ponto final. Mas não nos façam de burros. Como é que se compreende que o programa oficial das Festas do Bodo contemple a transmissão do "Portugal em Festa" da  SIC? "Projectar Pombal para o mundo global" como noticia o Notícias do Centro? Não gozem connosco! Este tipo de programas, que apela, de forma obscena, ao gasto de dinheiro em chamadas telefónicas, é o exemplo perfeito do pior lixo televisivo que se faz por cá. Dar eco a essa vergonha é revelador de um provincianismo bacoco e de uma confrangedora falta de cultura.

21 de Julho de 2014

Donativo de €250,00 a 120%

Muito se comentou e discutiu sobre a carta enviada pela Câmara Municipal de Pombal a algumas empresas a solicitar, a cada destinatária, um “donativo” de €250,00, para assegurar o financiamento particular das despesas do “bodo”, mas pouco se esclareceu.

Pouco se esclareceu, porque na carta não se pretendeu ou não e podia esclarecer, atendendo a que cada empresa contactada (doadora) poderia, ao abrigo do disposto no artigo no artigo 62º, nºs 1, al. a), e 2 do Estatuto dos Benefícios Fiscais, contabilizar como custos 120% do valor do donativo concedido para fins “culturais”…
Se nas freguesias fora da sede de concelho as festas são pagas pelos patrocinadores e pelos utentes, em Pombal não devem ser pagas pelos contribuintes...

20 de Julho de 2014

Complexo de Édipo

Em Janeiro de 2013 o Farpas rejubilou com o facto do PSD ter eleito o melhor candidato para fazer oposição a Diogo Mateus. Na altura, a maioria dos militantes sociais-democratas não percebeu a asneira. Hoje a laranja tem um problema para resolver e eu não acredito que o consiga fazer com a mesma facilidade quem que o fez em 2008 com o Dr. Luís Garcia (ver aqui, aqui ou aqui). Ou muito me engano ou Diogo Mateus vai ter que carregar esse fardo durante todo o mandato. E a oposição, se tiver esperteza, vai ter no presidente da Assembleia Municipal um grande aliado.

18 de Julho de 2014

Há Cábulas e Cábulas

Quem passou alguns anos pelos bancos das escolas conheceu muita rapaziada que apostava tudo no “copianço”,  os chamados “cábulas”, grupo onde, ainda assim, se distinguiam facilmente dois subgrupos: (I) os que o faziam com sucesso; e, (II) os que nem copiar sabiam. 
Em Pombal estamos entregues a políticos (e arquitetos) que nem copiar sabem, porque aprovam e implementam projetos anacrónicos que qualquer leigo sensato rejeitaria. Foi assim com o “urinol” que já foi abaixo; com os pinos na ponte e no cardal que, consta, vão ser arrancados (o bombeiro do regime defende-os, aqui, com o argumento cábula de que foram copiados de Vila do Conde); as ameias do castelo que o presidente da câmara justificou com o argumento que foram copiadas de outros castelos, mas que qualquer leigo vê que têm que ser corrigidas; a colocação de contentores de lixo subterrâneos nos locais mais nobres da cidade, que um dia destes serão arrancados, os postes dos candeeiros no meio de passeios estreitos, que a Sónia e a Paula aqui retrataram muito bem e terão que ser mudados, etc.
Estamos entregues a “cábulas”, dos que não sabem copiar, no poder e na oposição. Deus nos valha!


17 de Julho de 2014

O capítulo de hoje



Pinos das ratoeiras vão ser removidos?

Todos os dias há alguém que tomba sobre os empedrados do Largo do Cardal e da Ponte Dª Maria, por tropeçar nos pinos das ratoeiras que lá foram colocadas pelos arquitetos e políticos idiotas. Algumas das vítimas ficam feridas e têm necessidade de receber tratamento hospitalar.
Consta agora que o executivo camarário tenciona remover os pinos. Que o faça de imediato, para que ninguém mais sofra acidentes, a Câmara Municipal não tenha de indemnizar e os autarcas não sejam criminalmente responsabilizados.

A demolição da “cagadeira” já foi um sinal de coragem. Falta mais… A destruição dos dinheiros públicos verificou-se no ato da construção e não no ato da demolição. A “demolição” foi a remoção o “lixo”.

16 de Julho de 2014

O preço do mamarracho

(Carlos) Reis Figueiredo, o arquitecto que projectou o "mamarracho" demolido na semana passada, escreve no Diário de Leiria de ontem um corajoso direito de resposta . Entre outras coisas, diz ele: "o valor referido nos gastos da sua construção (18.500 euros) são pura invenção! Se multiplicássemos por 4 ainda ficaríamos aquém do efectivamente realizado".
Ficamos também a saber que "o valor referido para a conclusão do mesmo também não está correcto (42.500 euros), sendo bem menos".
E, sobretudo, ficamos a perceber que, desta história, só nos contaram certos capítulos. Aguardamos então pelas cenas dos próximos, que podem ter Narciso Mota como narrador.

14 de Julho de 2014

A política do (a)parecer

Haverá com certeza poucos erros maiores do que dar importância a coisas que não a têm. A polémica sobre a paternidade/maternidade da ideia do alargamento do horário da biblioteca municipal em época de exames sempre me pareceu um deles. Mas, como a polémica tem andado por aqui e exacerbou-se nos últimos tempos, admiti que poderia estar a cometer um erro de avaliação, não sobre a paternidade/maternidade da iniciativa que pouco valorizo na ação política, mas sobre o mérito da coisa. Como procuro não escrever sobre o que não sei ou não conheço, meti-me ao terreno.
Eis os dados de uma amostragem significativa:
- Dia 10, 10:30 h: 6 frequentadores, com mais de 35 anos, 3 na net, 2 a estudar, 1 a ler jornais;
- Dia 11, 10 h: 4 frequentadores, com mais de 35 anos, na net;
- Dia 14, 10 h, 5 frequentadores, 3 a estudar, 2 na net, com mais de 35 anos.
Nos três dias um único frequentador repetido, com mais de 50 anos, na net.
Eis o ridículo da polémica, que espelha a política que por cá – não só, melhor fosse - se vai fazendo.
A política tradicional era ideologia - reflexão, análise, ideias, programa político. Atualmente é, essencialmente, (a)parecer - “iniciativas” e propaganda. O modelo proveio das “jotas”, mas rapidamente foi adotado pelos partidos. O resultado está aí: ausência de ideias, acão no modo tentativa-erro, lideranças ineptas. Nos principais partidos a realidade é confrangedora.

11 de Julho de 2014

Gestão dos Centros de Saúde pelas câmaras

Se o governo avançar com a medida (tenho dúvidas que tenham tempo suficiente para a implementar), por aqui (e não só), vai ser necessário arranjar cartão laranja para ter acesso a consulta (a tempo).

Não se atrasem. Depois não digam que não foram avisados!

Concerto para a fina flor do entulho

O Leonel Mendes (conhecido no meio artístico como Rapaz Improvisado ou Rapaz Cão) é um senhor. No dia em que o quiosque veio abaixo, vestiu-se de pedreiro, agarrou na guitarra e foi aos escombros dar um concerto. É claro que não havia por lá muito público - para isso era preciso haver gente, à noite, na cidade. É claro que o feito não foi amplamente divulgado pelos canais municipais. Mas foi uma pedrada no charco.