17 de maio de 2013

Da série "retratos do concelho charneira" #Mata Mourisca

O Município de Pombal prossegue na senda do progresso e do desenvolvimento do concelho-charneira. Que importa se a emigração deste tempo deixa vazias as aldeias e as vilas, hum? Que importância tem o facto de todos os dias se acentuar a desertificação, hã? É preciso é ter espírito empreendedor. E esse nunca faltou ao presidente dos últimos 20 anos, que tão bem tem sabido dinamizar a economia local. Talvez se explique assim a anunciada construção de mais um Centro Escolar, desta vez na freguesia da Mata Mourisca. O concurso pode ser consultado aqui.
Ah...querem saber quantas crianças há na freguesia? 47 no 1º ciclo e 26 no pré-escolar. Quarenta e sete. Vinte e seis. Mais de um milhão e 300 mil euros.
Se a este juntarmos o quase-pronto Centro Escolar da Ilha (que vai abranger mais umas dezenas de crianças), podemos concluir que nada faltará às freguesias em causa. Só a autonomia que a RATA leva para  Guia ;)

CDS tem candidato


Até o CDS já tem candidato: José Guardado (uma personalidade ativa, profissional e politicamente, que por aqui tem frequentemente aparecido com a propósito).
À esquerda tudo morto. Ou como diz a raposa para as uvas: estão verdes!

15 de maio de 2013

Uma exceção


A GPS é um grande exemplo de associativismo: trabalho profundo, valioso e desinteressado; com uma atitude corajosa, interventiva e sempre critica.
Um belo exemplo. 

Adenda: há, com certeza, outras associações com trabalho meritoso, mas coladas, dependentes ou submissas ao poder.

Da série "retratos do concelho charneira" #Meirinhas

O pavilhão. O pavilhão gimnodesportivo que nos custou mais de dois milhões de euros de vez em quando recebe uns jogos, como aconteceu no domingo passado. Os iniciados do NDAP não podiam receber a JUVE no pavilhão Eduardo Gomes e foram encaminhados para a catedral do desporto municipal.
Nunca mais lá tinha voltado desde a inauguração. Desta vez pude apreciar o palco (será que já foi usado? Por quem? Para quê?) , o equipamento de última geração e as casas de banho onde já cheira a mofo.
Entretanto, no dia anterior, a Câmara viu-se obrigada e deslocar bancadas amovíveis (com cerca de 200 lugares) para o pequeno pavilhão do Louriçal, que é contemporâneo mas não equiparado. Jogou lá o Benfica, em futsal. Aquele povo sempre teve a mania das grandezas...


13 de maio de 2013

O regresso (dos candidatos) aos mercados

A semana promete.
Ao PS resta aprovar oficial e publicamente Adelino Mendes como candidato à Câmara.
O PSD vai ao Jardim Municipal apresentar oficial e publicamente Narciso Mota como candidato à Assembleia Municipal Diogo Mateus como candidato à Câmara.
Bem conversado, fazia-se aí uma lista única e até escusávamos de ir a eleições. Mas por causa disso da democracia e tal, parece que (ainda) não pode ser. Não podendo, Pombal podia inspirar-se no modelo de outros concelhos vizinhos, como Leiria, por exemplo, em que os candidatos mostram algum pudor em assumir identificação partidária. Uma espécie de candidaturas independentes mas pouco.


9 de maio de 2013

CLOSED


O presidente da junta da guia pediu, na última AM, apoio para a luta contra o encerramento da Estação dos Correios daquela vila.
Organizem-se: vai ser preciso muita luta para conseguir manter alguma coisa a funcionar nesta terra de oportunidades perdidas. Por cá, tudo o que é serviço público, instituição pública ou de interesse público está na eminência de encerrar ou vegetar.
O Farpas procurará dar conta das agonias e dos muitos desenlaces que se anunciam. É mais um dos nossos contributos para a história do "concelho charneira".

7 de maio de 2013

TAP de ouro


Recebi hoje um email do Paulo Moreiras que passo a citar. "O espectáculo «A Demanda», uma produção do Teatro Amador de Pombal, arrecadou quatro prémios CALE na sétima edição do CALE-se - Festival Internacional de Teatro.

O júri, constituído por Salvador Santos (Administrador do Teatro Nacional de S. João), Filomena Gigante (Actriz profissional) e Cândido Xavier (Director do CALE-se), deliberou atribuir o prémio «Melhor Espectáculo» ao Teatro Amador de Pombal, pela peça «A Demanda»; o Prémio «Melhor Encenação», a cargo de Rui M. Silva; o Prémio «Melhor Interpretação Masculina», atribuído ao actor Luís Catarro; o Prémio «Melhor Cenografia», sob a responsabilidade de José Silva."

PARABÉNS!

Regresso ao passado

Não me recordo da minha professora primária dos dois primeiros anos, mas recordo-me muito bem do dia em que embarquei em Almezinha, de madrugada, na camioneta da Companhia e Viação de Pombal, com o resto da canalha, para fazer o exame da 4.ª classe, em Pombal.
A noite anterior foi passada em branco. Às seis da manhã, upa! Vestir o fato domingueiro, engolir qualquer coisa à pressa e corda às pernas que se faz tarde e não se pode perder a camioneta. Depois, quase de uma hora para percorrer 15 Km, aos solavancos, primeiro sobre estrada de terra batida e depois por outra de manchas de asfalto.
Da parte da manhã, provas escritas: Ditado, Aritmética, História e Geografia. Da parte da tarde, para quem não tinha reprovado, provas orais.
Era, diziam, o melhor aluno da escola, mas isso de pouco me valeu. A pauta, cheia de reprovações, atribuía-me um “suficiente” que me dava direito a ir à oral. Na oral, só me lembro de me terem perguntado quais eram os cereais que se cultivaram na região centro e de eu só ter respondido o milho (eu que era da aldeia e estava farto de ver o que toda a gente cultivava). Estava, com certeza, bloqueado e os examinadores perceberem-no, e, por isso, perguntaram-me o que é que eu tinha comido ao almoço. Isso, eu sabia (tinha sido o melhor momento do dia) e respondi: frango assado com batatas fritas e arroz (no Verdegaio). Mesmo assim, com esta ajuda, não consegui responder o que eles queriam ouvir: arroz. Condescentemente aprovaram-me com um desprezível “suficiente”.  
Lembro-me como tivesse acontecido ontem, da expressão agressiva do professor Diamantino, para mim e para a minha mãe: “de ti, Adelino, não esperava este resultado, desiludiste-me”.
E a minha mãe, na viagem para casa e ao longo de toda a vida, sempre me atirou à cara que eu tinha feito um mau exame e tinha desiludido o professor Diamantino. Aquele dia foi um dos mais terríveis da minha infância (e a minha infância não foi nada fácil), imaginem o que foi para a maioria dos meus colegas que tiveram que suportar a vergonha do "chumbo", para alguns deles, repetida. Sim, alguns passavam por aquele calvário duas, três, quatro vezes, até poderem abandonar a escola aos catorze anos, sem a 4.ª classe (um alívio para eles e para a família).  
Hoje, o meu garoto disse-me que não tinha aulas porque os putos da primária iam fazer as provas da 4.ª classe à escola dele. Estamos a regressar ao passado, à vida a preto e branco, à inventariação simplita de bons e maus.
Como bem dizia o Professor Rui A. Santiago, os "Exames da 4ª classe só podem ser bons para os psiquiatras”. Eu salvei-me: do “chumbo” e do psiquiatra.
Não havia necessidade, mas a cegueira ideologia obriga!

6 de maio de 2013

O mundo ao contrário deve ser isto

1.O Primeiro-Ministro é um rapaz do meu tempo e vai à TV anunciar mais desgraça. Era suposto que tivesse ao menos vergonha na própria cara e poupasse o povo das suas aparições públicas, nos dias seguintes. Ao contrário, no dia seguinte vem a Pombal comer camarões e fazer uma festança no Expocentro, porque o PSD ainda acha que há razões para festejar.

2. No mesmo dia (sábado), a Câmara organiza a Milha Urbana, prova de atletismo que podia e devia ser uma festa da modalidade dentro da cidade, chamando atletas e público. Ao contrário, a autarquia parece ter entrado num registo de actividade privada, primando pela falta de divulgação, como se quisesse esconder o que faz. Resultado: o povo anda pela cidade, porque está bom tempo, e pergunta insistentemente o que é que se passa ali, na avenida. Nem eles sabem, se calhar.

3. A Feira do Livro arranca no domingo, outra vez em modo sombra do que foi, noutro tempo. Um evento que se agenda para Maio deveria, supostamente, viver da rua (foi assim que nasceu, primeiro no jardim municipal e mais tarde do excelente recinto da Biblioteca). Ao contrário, enfia-se tudo dentro de uma tenda de lona e arranja-se ali um cantinho para as actuações, entre a Biblioteca e a tenda, que já agora serve de passagem também. O público é presenteado na abertura com um belíssimo espectáculo infantil da companhia Peripécia*; pais e filhos saem do interior da Biblioteca e até podem ficar ali o resto da tarde entre a música e os livros. Ao contrário, chega o séquito presidencial, interrompe-se a actuação dos músicos, que decorre à entrada da feira, para um discurso do presidente: não sei quê de cultura e educação e mais o dia da mãe e o negócio dos livros.

*O espectáculo Cores lotou o auditório municipal. Era tão fácil fazer mexer a cidade, enquanto ainda tem gente.

5 de maio de 2013

Leiria e a RATA

Li a notícia no Região de Leiria em http://www.regiaodeleiria.pt/blog/2013/05/03/camara-de-leiria-da-apoio-de-35-mil-euros-a-freguesias-para-impugnar-agregacoes/: Câmara de Leiria dá €3.500, a cada uma das 10 freguesias que pretendem impugnar a agregação de freguesias.
Informei-me melhor e fiquei a saber que não são só €3.500,00 para cada freguesia porque, afinal, cada uma das 10 freguesias irá gastar ainda mais €1.500,00 do seu próprio orçamento, e que estes gastos são só para uma 1ª fase. Ou seja, numa 1ª fase serão gastos €50.000,00, depois mais serão.
Tendo todas as Juntas recorrido ao mesmo gabinete de advogados, o qual patrocina a Câmara de Leiria, justificou-se o Presidente dizendo que foi escolha das Juntas e mera coincidência, mentindo descaradamente como se os cidadãos fossem estúpidos…
A desonestidade da argumentação, leva-o mesmo a dizer, para ser comunicado ao público, que a oposição, ao votar contra, está contra as populações. Argumentação miserável de quem se serve dos impostos dos contribuintes para fazer demagogia de caça ao voto. Se tivesse de pagar do bolso dele não andava a brincar ao poder…
E cá por Pombal, quanto custaram as providências cautelares e qual a entidade que disponibilizou o dinheiro dos nossos impostos? Eu quero saber, eu pago impostos…

3 de maio de 2013

PS



Aqui jaz, em silêncio, quem foi grande, distinto e protagonizou a época de maior crescimento do concelho.
Que descanse em paz…