18 de Abril de 2014

Com duas letrinhas apenas



Com duas letrinhas apenas

Está ainda no activo profissional uma certa apresentadora de TV que é visada no “milieu” da estação em que e para que trabalha com a mimosa alcunha de “Cebolinha”. O gracioso epíteto não tem nada a ver com a outrora célebre personagem de livros aos quadradinhos criada pelo brasileiro Maurício no entrecho da série Turma da Mônica. Chamam-lhe “Cebolinha” por ter um cu que até faz chorar.
Para quê este primeiro parágrafo assim sem mais nem menos? Calma. Eu explico. É porque o artigo recente do rapaz Pedro Brilhante em defesa do Manuel António poderá causar a um Rodrigues Marques o enésimo episódio lacrimal também, mas para mim não é cebolinha: porque nem me faz chorar, nem vale um cu.

Posto isto, nada mais tenho a dizer de momento.

14 de Abril de 2014

O Castelo: tudo está bem quando acaba bem


O vídeo da Pombaltv/Rádio Cardal permite ver parte do que lá se passou, e do que lá está feito com os tais três milhões e meio de euros que vão mudar a nossa história, a avaliar pela expectativa criada. Talvez ainda se possam arranjar uns trocos e colocar uma protecção nas muralhas, que fazem as delícias dos mais pequenos. 
Ah, o mamarracho de pedra (afinal não é betão) choca menos de perto do que nas fotos. Mas choca.
De resto, foi quase como há 40 anos:

E a festa continuou
Já que ninguém tinha nada a perder
Só ficou um trovador
P'ra contar o que acabava de ver.



11 de Abril de 2014

Do acessório ao essencial


Lado a lado, como na geografia deste distrito, o Pombal Jornal oferece duas notícias curiosas na edição desta semana: a eleição (!) da nova direcção da Associação dos Industriais do Concelho de Pombal, que pelos vistos quer criar uma empresa (...) para apoio à exportação; e a criação de 200 postos de trabalho no vizinho concelho de Ansião, através de uma empresa têxtil que para ali vai transferir a sua sede social, ao mesmo tempo que "salvou do desemprego 112 pessoas".
Toda a gente sabia, ma é sempre bom ouvir do nosso estimado engenheiro Rodrigues Marques  - presidente da AICP nos últimos 15 anos -  que "a sucessão já estava a ser trabalhada há três anos". Ficamos a aguardar então esse ambicioso projecto que é "a criação de uma empresa, da qual a associação será sócia, e que pretende ser um meio para a exportação do produto local". Nós e os industriais deste concelho, que são aos magotes, mas certamente andam muito ocupados.

9 de Abril de 2014

Manhosos

Como se diz na “linha editorial” deste blog, “farpearemos os interesses e os poderes instalados, os oportunistas e os manhosos”…
Conheço muitas pessoas generosas à frente de algumas associações. Mas também conheço vários “manhosos” à frente de outras associações. Refiro-me aqueles que apenas estão nas associações para tirarem proveito económico pessoal, justificando-se em resultados obtidos através das receitas públicas devidas por atividades sociais simuladas e mediante dados forjados.
No final, ainda acusam os críticos de inveja e são tolerados pela cobardia dos seus pares ou daqueles a quem comprometeram com um pouco do saque e pela paz podre que a sociedade exige. Foi por condutas “politicamente corretas” dos cidadãos, relativamente ao funcionamento viciado de várias instituições, que se fabricou uma dívida para as próximas gerações pagarem, como aconteceu no caso BPN.
Não podemos aceitar que se diga: “chegou, viu e venceu, quem não tem vergonha todo o mundo é seu”…

Série Outdoors Pombalenses - I


Ponto de vista



Perdoem-me os leitores do Farpas mas eu não pretendo crucificar o atelier de arquitectura COMOCO que desenhou as obras de requalificação do Castelo de Pombal. Apesar de ainda não perceber a necessidade de um edifício com aquela volumetria no interior do castelo, o diálogo entre a modernidade e a tradição parece-me interessante e pode permitir uma nova vida ao nosso principal monumento. A elegante intervenção do atelier de Coimbra contribuir, quanto a mim, para uma leitura renovada do testemunho do castelo com a vantagem de conferir algum valor cultural acrescentado pela contemporaneidade. 

Face a uma proposta arrojada e polémica como esta, esperava do município um programa em coerência para o monumento. Um programa que justificasse o investimento efectuado e dignificasse a opção tomada. Provavelmente é isso que está na cabeça de Diogo Mateus e da sua equipa. Mas, se assim for, alguém me consegue explicar como se justifica um Mercado Medieval para o dia da inauguração?

8 de Abril de 2014

Faz & desfaz (II)

Afinal, Diogo Mateus (também) não gosta do urinol. Assumiu-o publicamente e disse que vai exigir a reformulação da “obra”. Mas vai tarde. Ia a tempo se, quando era vice-presidente e candidato assumido, tivesse manifestado atempadamente a sua discordância e evitado a construção do mamarracho. E não era preciso ser muito audaz ou esclarecido. Bastava ler o Farpas ou falar com o povo.
Agora, a correção tem custos: económicos (derreteu-se dinheiro sem qualquer utilidade), políticos (associados ao fazer & desfazer) e outros.

Feito o grande elogio do antecessor é tempo de começar a desfazer a sua obra.
Mas, não havia necessidade!

3 de Abril de 2014

Série Azulejos Pombalenses - I


Abriu a caça ao Manuel António e a todos quantos se atreverem a ter cabeça própria e pensamento dentro dela





As imagens que V. disponho à viseira são do Jornal de Leiria de hoje, 3 de Abril de 2014.
Aparentemente, é jornalismo.
Para mim, é sabujice.
Destaque-se a “oportunidade” da matéria noticiosa.
Pense-se se tal “denúncia” não vem mesmo a calhar como retaliação à acção de Manuel António na tragicomédia grotesca da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Pombal.
Desiluda-se todo aquele que alguma vez pensou que isto das caneladas à Narciso tinha acabado.
Em jornalismo a sério, o mensageiro escriba está sempre consciente deste princípio: “A fonte é sempre parte interessada.”
Estas coisas são perigosas. Configuram a ditadura a votos em que já de facto vivemos.
As desinformações ad hominem são uma indecência.
Talvez para azar deles, Manuel António e Guilherme Domingues são dos poucos políticos do PSD com sede em Pombal que me não fazem mudar de passeio quando nos cruzamos na rua.
As imagens falam por si.
Mas por mim, não falam: por mim, falo eu.
E o que digo – é isto: tem juízo, rapazinho, olha que o cancro também mata os beatos.

2 de Abril de 2014

O MANEL RODRIGUES MARQUES QUE CHORE MAS É DE RISO e/ou OUTROS DESEJOS CONFESSÁVEIS EM HASTA PÚBLICA QUE NINGUÉM VAI LEILOAR PORQUE ISTO DE POMBAL É TUDO MUITO GIRO, MUITO LINDO E MUITO BONITO MAS DAR A CARA ESTÁ-QU’ETO-Ó-MAU

1. Há quem ande por aí a dizer, e há muitos anos tal diz & repete, que “em Pombal não há oposição que se veja”. Pois digo-vos eu de fonte limpa que isso acabou. Digo-vos eu: em Pombal há não uma mas duas oposições. 2-Oposições-2, sim. E elas têm nome(s), que são os das duas pessoas que dão alma e manifesto às torrenciais correntes oposicionistas respectivas: Paula Sofia e Adelino. Por outras palavras: o Gang da Malha e o Gang do Malho.
Ambas as forças enxameiam quanto é sítio e assunto de interesse público. E ganharam especial força desde que, à imagem copiada do Durão Barroso, o Alvim fugiu para a Capital. O resto é circunstância. Mas aqueles Gangs não o são.
2. Só gente da mais insensível neurocórnea ainda se não apercebeu de que o nosso mais célebre adepto da política-do-alinhamento-com-o-Sistema-dê-o- Sistema-as-barracas-que-der, ou seja, o por todos estimado Manuel Rodrigues Marques, entrou em plena andropausa oratória. Não me refiro àquela chatice da menopausa dos homens. Não. Nada disso. Refiro-me, sim, ao facto de ele já só reagir de duas maneiras ao que aqui no Farpas se farpeia, aventa, publica & comenta. Que duas maneiras? Estas:
a)    Chora.
b)   Fica triste.
Ora, isto do ficar triste e aquilo do chorar são coisas que, sobremaneira num homenzarrão albergariense como ele, me arreliam. Eu não gosto de ver um macho chorar. Em sede (e seio) de fêmea, o pranto é tão natural, que é quase obrigatório. Mas num Homo Albergarianis é o descalabro. Todos queremos mas é que ele, Manuel, se ria rodriguesmente; todos não desejamos mais do que ele, Rodrigues, marquesmente se alegre à vela toda numa ventania de bolin’alegria a mais desfraldada. O nosso Manel não tem de ter aquela sisudez de criança que perdeu a infância no seminário – o nosso Diogo, que percebe de seitas o suficiente para não se meter com súcias, knows damn well what I mean in nomine Dei, que é como quem diz: “Saias na Câmara, antes as de furtivos sacerdotes do que as de haréns michaelianos como a daquela feiosa que até nas revistas cor-de-PS deixou de andar.”
3. No decurso do recente desafio Guiense-Sporting de Pombal, que os Leões do Arunca venceram por claros 0-3, diz-que-diz que certo cidadão da terra do Man’el António, digitando maltosa pombal que estava de traseiro escarrapachado na bancada, escarneceu com um pérfido “Ah, com qu’então vocês andam na bruxa, hein?”. Isto do Farpas é, na verdade mo digo, mo reitero e mo repito, terrível: a gente pensa que é tudo em família, que isto é tudo amena cavaqueira-à-beira-da-lareira como o Zé Cid naquele teledisco a cantar a Cabana – e afinal não é, afinal vai-se-a-ver e há quem leia isto. E aprenda.
4. Também ouvi dizer que aquilo da escadaria de betão no Castelo proveio da anterior Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Pombal. Eu disse da anterior. Porquê? Porque posterior ou é
a)    ficção científica
ou
b)   sinónimo de traseiro almofadado por nalgais bochechas.

5. Termino por hoje o rol de pontos com esta pergunta: vai ou não tornar-se prática corrente a Junta de Freguesia urbana saltar para as cavalitas dos cidadãos com cabeça e iniciativa próprias e autopectorar aqui-del-rei, como foi agora o caso do Xadrez Humano do Jorge Barrento, que os chico’spertos-de-saloia-esperteza logo quiseram fazer seu emaranhando-o com não-sei-quê-dia-dos-centros-históricos-etc.? Daqui os aviso que o xadrez propriamente dito tem cavalos. Dois brancos e dois pretos. Burros, dispensa-os ele bem. Sejam eles de que cor forem, sobretudo daquela cor que eles têm quando fogem mas nunca mais nos desamparam a loja.