1 de Agosto de 2014

Bodo de Abiúl


Começa hoje o Bodo de Abiúl e, pelos vistos, esperam-se novidades. Sandra Barros, Presidente da Junta de Frequesia de Abiúl, pretende que a festa, sem perder o seu cariz eminentemente popular, se assuma como uma referência distrital. E em termos políticos, começa já a ganhar terreno. A edição deste ano vai ser inaugurada por um Secretário de Estado; Pombal não teve direito a esse mimo.

29 de Julho de 2014

Casa Varela para Botequim

Visitei a Casa Varela durante o bodo e, face a tanta vacilação de quem decide, “pensei” uma solução “cultural” para a Casa Varela: Instala-se ali um botequim e um prostíbulo, com meretrizes vestidas ao tempo do Marquês de Pombal, e um “negócio” da “erva” dos tempos atuais.
Com esta solução, atinge-se o principal objetivo: os escritores, mais concretamente os poetas, mas também os pintores e outros artistas, irão inspirar-se nas musas do botequim (e nos fumos) para criar as suas grandes obras, tal como fez Bocage.
Secundariamente, é assegurado o necessário financiamento à sustentação das “artes”, através das receitas proporcionadas pela imaculada clientela masculina, composta pelos habituais mecenas, tais como como um DJ “novo” e sua corte noturna.
Finalmente, Pombal dá um sinal de modernização, ao legalizar as drogas leves e a mais antiga profissão do mundo, combate a evasão fiscal e assegura a higiene e segurança no trabalho a uma classe profissional desprotegida.
No âmbito do marketing, instala-se a lâmpada violeta na montra e exibe-se a “obra de arte” em bikini sentada na poltrona ao estilo da capital da União, Bruxelas…

Regina e os livros


Até há bem pouco tempo, a Soares era uma papelaria que também vendia uns livros. Em boa hora, os seus responsáveis decidiram dar mais espaço à livraria, preenchendo assim a lacuna criada em Pombal com o fim da K de Livro. Mas foram mais longe: convidaram a Regina Gaspar para esse projecto.

A Regina é uma excelente leitora. A página que dinamizava com a Nathalie na K de Livro e a que agora é responsável na Soares são prova disse mesmo. Mas nada como uma visita ao seu local de trabalho para confirmar o seu encanto pelos livros e a forma discreta como nos convida a viajar no seu universo literário. 

Raras são as pessoas que têm o dom de transformar uma livraria num espaço de cultura. A Regina é uma delas. Agora que se aproximam as férias, fica a sugestão para uma visita à Soares e o conselho para que se deixe contaminar pelas escolhas da Regina.

27 de Julho de 2014

Voto de confiança

No mundo do futebol, é usual os presidentes dos clubes virem publicamente dar um “voto de confiança” no treinador - garantindo que ele está a fazer um bom trabalho - quando os resultados desagradam aos apaniguados. Mas, a malta que acompanha o fenómeno desportivo sabe que o “voto de confiança” é a antecâmara da “chicotada psicológica”.
Agora, pelos vistos, na política, também já se pratica o “voto de confiança”. Que o bombeiro-mor elogie os vereadores do PS, compreende-se. Agora, dar um “voto de confiança” no novo presidente da câmara (e na sua equipa), quando este ainda anda a tentar encontrar um estilo próprio, não lembra ao diabo.

Com amigos destes, Diogo Mateus não precisa de inimigos.

25 de Julho de 2014

O mistério da Casa Varela

Ainda não se sabe ao certo o que aquilo vai ser - pelo menos ninguém o veio dizer publicamente - mas o certo é que hoje à noite arranca por lá o projecto Rupturas - a emigração portuguesa, (embora originalmente escrito em desacordo ortográfico), num conjunto de espectáculos, performances e exposições. Sabe-se muito pouco sobre o que vai ser, mas o punhado de gente da terra envolvida leva-me a crer que há-de ser bom. É sempre bom ter gente a fazer coisas pela terra onde vive.
O que ainda não consegui perceber foi se a Câmara está com vergonha de contar do que se trata, se foi decidido muito em cima da hora ou se, inexplicavelmente, se esqueceu de o divulgar. Além de uma referência curta  no programa do Bodo, não há nada na cidade que o promova. Bastava que tivesse uma pequena parte da divulgação feita à reunião com os "agentes culturais", em Maio passado...
O melhor é irmos ver como é, para contar como é que foi.

Câmara cobra créditos prescritos II

Já aqui falámos anteriormente da atuação da Câmara Municipal de Pombal, ao exigir o pagamento de créditos (prescritos) por serviços prestados há mais de seis meses, designadamente os referentes a “gestão de resíduos sólidos urbanos”, o que agora voltamos a fazer e acrescentamos algumas notas relativas à exigência de juros de mora. Para o efeito, a Câmara Municipal está a recorrer a uma prática ardilosa para enganar o munícipe, fazendo-o acreditar que está obrigado ao pagamento de dívidas prescritas.
Como dissemos anteriormente, a Lei 23/96 de 26 de Julho, no artigo 1º, nº 2, al g), dispõe que os “serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos” estão abrangidos pelas regras da restante lei a que deve obedecer a prestação de serviços públicos e, no artigo 10º, nº 1, dispõe que “o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses”.
Sucedeu que pelo menos um munícipe, após ter sido intimidado com vários avisos escritos, pagou o preço faturado dos serviços prestados há mais de 6 meses. Depois, a Câmara Municipal passou a enviar faturas referentes aos serviços prestados nos dois meses anteriores e nelas passou a incluir parte dos juros de mora relativos à dívida que estava prescrita (referente aos serviços prestados há mais de 6 meses e até há mais de 8 anos). Aliás, informou que os juros seriam incluídos nas 74 faturas seguintes.
Tendo o dito munícipe comparecido nos Serviços da Câmara Municipal para pagar o valor da fatura, na parte apenas referente aos serviços, foi-lhe recusado o recebimento, com o argumento de que a Câmara Municipal só podia aceitar o pagamento do valor total da fatura (incluindo os juros).
Porém, a citada lei 23/96, no artigo 6º, diz que “não pode ser recusado o pagamento de um serviço público, ainda que faturado juntamente com outros, tendo o utente direito a que lhe seja dado quitação daquele”.
Ora tendo sido paga uma dívida prescrita, aplica-se o regime das obrigações naturais, pelo que, nos termos do disposto no artigo 404º do Código Civil, os juros também estão prescritos. Mas, mesmo que se entendesse que a obrigação de juros não prescreve também no prazo de 6 meses, o direito a cobrar juros de mora sempre teria de prescrever no prazo de 5 anos, nos termos do disposto no artigo 310º, al. d) do Código Civil.

A conduta de má-fé mantida pela Câmara Municipal nas suas relações com os munícipes terá de terminar. A necessidade de manter as receitas para as gordas avenças mantidas e reforçadas com os profissionais liberais contratados e para outras banalidades não pode lesar os munícipes…

22 de Julho de 2014

O Bodo, o DJ e o Baião


Como qualquer pombalense, gosto do Bodo. Ele é a sardinhada com os amigos, as farturas na "Gomes", o tirinho nos “Amigos de Peniche”, os choques nos carrinhos da "Super Troll King Kong", os finos na "Pombalina", a “abaladiça” no Esquina. Ah, é verdade: e também os espectáculos. Este anos vou ver o António Zambujo e o Ricardo Silva, mas não prometo ficar para o DJ AC. Por falar nisso: alguém me sabe dizer porque é que o obscuro DJ não dá a cara pelo Bodo? Será alguma exigência do "Mambo cafés"?

Mas voltando à vaca fria. Não somos muito exigentes com as nossas festas. Gostamos do Bodo. Ponto final. Mas não nos façam de burros. Como é que se compreende que o programa oficial das Festas do Bodo contemple a transmissão do "Portugal em Festa" da  SIC? "Projectar Pombal para o mundo global" como noticia o Notícias do Centro? Não gozem connosco! Este tipo de programas, que apela, de forma obscena, ao gasto de dinheiro em chamadas telefónicas, é o exemplo perfeito do pior lixo televisivo que se faz por cá. Dar eco a essa vergonha é revelador de um provincianismo bacoco e de uma confrangedora falta de cultura.

21 de Julho de 2014

Donativo de €250,00 a 120%

Muito se comentou e discutiu sobre a carta enviada pela Câmara Municipal de Pombal a algumas empresas a solicitar, a cada destinatária, um “donativo” de €250,00, para assegurar o financiamento particular das despesas do “bodo”, mas pouco se esclareceu.

Pouco se esclareceu, porque na carta não se pretendeu ou não e podia esclarecer, atendendo a que cada empresa contactada (doadora) poderia, ao abrigo do disposto no artigo no artigo 62º, nºs 1, al. a), e 2 do Estatuto dos Benefícios Fiscais, contabilizar como custos 120% do valor do donativo concedido para fins “culturais”…
Se nas freguesias fora da sede de concelho as festas são pagas pelos patrocinadores e pelos utentes, em Pombal não devem ser pagas pelos contribuintes...

20 de Julho de 2014

Complexo de Édipo

Em Janeiro de 2013 o Farpas rejubilou com o facto do PSD ter eleito o melhor candidato para fazer oposição a Diogo Mateus. Na altura, a maioria dos militantes sociais-democratas não percebeu a asneira. Hoje a laranja tem um problema para resolver e eu não acredito que o consiga fazer com a mesma facilidade quem que o fez em 2008 com o Dr. Luís Garcia (ver aqui, aqui ou aqui). Ou muito me engano ou Diogo Mateus vai ter que carregar esse fardo durante todo o mandato. E a oposição, se tiver esperteza, vai ter no presidente da Assembleia Municipal um grande aliado.

18 de Julho de 2014

Há Cábulas e Cábulas

Quem passou alguns anos pelos bancos das escolas conheceu muita rapaziada que apostava tudo no “copianço”,  os chamados “cábulas”, grupo onde, ainda assim, se distinguiam facilmente dois subgrupos: (I) os que o faziam com sucesso; e, (II) os que nem copiar sabiam. 
Em Pombal estamos entregues a políticos (e arquitetos) que nem copiar sabem, porque aprovam e implementam projetos anacrónicos que qualquer leigo sensato rejeitaria. Foi assim com o “urinol” que já foi abaixo; com os pinos na ponte e no cardal que, consta, vão ser arrancados (o bombeiro do regime defende-os, aqui, com o argumento cábula de que foram copiados de Vila do Conde); as ameias do castelo que o presidente da câmara justificou com o argumento que foram copiadas de outros castelos, mas que qualquer leigo vê que têm que ser corrigidas; a colocação de contentores de lixo subterrâneos nos locais mais nobres da cidade, que um dia destes serão arrancados, os postes dos candeeiros no meio de passeios estreitos, que a Sónia e a Paula aqui retrataram muito bem e terão que ser mudados, etc.
Estamos entregues a “cábulas”, dos que não sabem copiar, no poder e na oposição. Deus nos valha!