22 de novembro de 2009

Água: problema recorrente

Os resultados do controlo analítico da água do 2.º Trimestre de 2009 mostram que os pombalenses continuam a pagar e alguns a consumir água contaminada (coliformes fecais, metais pesados, pH excessivo).
Eis um caso que junta o pior de dois mundos: a pouca exigência da maioria dos pombalenses e a irresponsabilidade de quem nos governa.

21 de novembro de 2009

Um bom exemplo!

Segundo o Notícias do Centro, a Assembleia Municipal de Ansião, hoje, será transmitida pela internet, através do portal Ansiao.tv. Vai passar-se às 18 horas, e mesmo não sendo o meu concelho, vou tentar ver.
Este tipo de medidas é particularmente relevante numa altura em que o eleitorado se mostra divorciado dos seus representantes. Bem sei que poderíamos ter maior participação, assistindo às Assembleias de Freguesia, por exemplo... mas aquilo que se puder fazer para que a relação entre as instituições políticas e o povo que as elege seja cada vez mais íntima, com mais canais de comuniação (não apenas durante a campanha, como é costumeiro), penso que deve ser estimulado.

20 de novembro de 2009

No meio é que está a virtude?


Situados na zona central do aglomerado urbano de Pombal, quer a Escola Secundária, quer o Hospital (e Centro de Saúde) contribuem para a pressão no estacionamento no centro da cidade, bem como para o aumento de tráfego. Se alguém precisar de chegar rapidamente ao Hospital, é útil ter que passar pelo trânsito urbano? As crianças que não são da cidade e frequentam a Secundária, têm um percurso a pé de mais de um quilómetro. É mesmo necessário ter estes equipamentos no centro da cidade?

19 de novembro de 2009

Ainda mais dúvidas

Depois do que se conhece da PombalVida, do "tacho" dado ao J. Vila Verde e das justificações de Narciso Mota; pergunto:
- É Narciso Mota que protege J. Vila Verde?
- É o J. Vila Verde que protege Narciso Mota?
- Eles protegem-se um ao outro?

Verdadeiro caso de polícia

Recebi em tempo oportuno o Relatório de Auditora à PombalViva. Prometi, aqui, que, divulgaria, aqui, as partes onde estão demonstradas as irregularidades que tipificam crimes. Mas prometi, também, que só o faria após a discussão do assunto na AM. Por motivos de força maior não pude estar na AM onde contava apresentar o assunto e optei por não levar o caso à reunião seguinte porque entretanto o J. Vila Verde tinha sido demitido (ou demitiu-se, nunca se chegou a saber). Dei, na altura, por encerrada a questão política, até como forma de proteger a criatura mais visada, apesar de estar convicto da enorme gravidade dos casos relatados e demonstrados pelo auditor.
Estava longe de imaginar que, uns meses depois, Narciso Mota fosse tão falso ao ponto de ter encapotado uma "pseudo-demissão" para, após as eleições, dar de mão beijada um “tacho” a um quadro que destruiu uma empresa e lesou o erário público de forma gravosa. É este o político, que diz que não o é mas que em pouco tempo absorveu os piores tiques dos piores exemplares da classe, que apregoa e reivindica sistematicamente isenção, transparência e ética na política e que, da forma mais indecorosa e descarada, atropela os mais elementares princípios éticos e goza, da forma como relata OCP, com os cidadãos, nomeadamente com os não têm ou perderam o emprego. Ridículo e nojento.

Dúvidas

Na edição de hoje do Correio de Pombal (a edição online é apenas para assinantes) encontram-se, entre outras, as seguintes afirmações de Narciso Mota:

"João Vila Verde desistiu de ser director da Pombal Viva porque não aguentou a pressão da oposição e a injustiça."

Mas afinal João Vila Verde desistiu ou foi afastado?

"O revisor oficial de contas nunca detectou nenhuma irregularidade – nada foi feito desonesta ou inadequadamente. Mas a auditoria foi minuciosa e não detectou o desvio de um cêntimo."

Mas o relatório não expunha claramente irregularidades... ou, se quiserem, inadequações?

"Não há necessidade de fazer qualquer concurso público. É um lugar de confiança política, tal como o PS tem muitos " boys". Que moral é que eles têm –até o próprio Adelino? Se não ajudarmos as pessoas amigas, mal vai a nossa sociedade".

Eu diria que mal vai é a sociedade quando o critério essencial para uma contratação é a amizade. Uma coisa é certa, se é confiança política, então assuma-se que o é e acabou, se é uma questão de competência técnica, então não há amiguismo que possa substituir o mérito e a capacidade. É que estamos a falar de dinheiros públicos. Seja aqui ou noutro lado qualquer. E não tem lógica, para quem gosta do discurso impoluto, a argumentação do "eles também o fazem".

Ponto de ordem

Para não estar a usurpar espaço aqui do Farpas deixem-me só, enquanto parte interessada, deixar a ligação para um "ponto de ordem" que fiz sobre a vacinação da Gripe A e as recentes notícias de fetos mortos.

Para pensar

A reabertura da zona do Rossio de Leiria ao trânsito automóvel aos domingos e feriados poderá ser uma realidade em breve (...). Como sucedeu nos últimos dois anos, a proibição de circular de automóvel no Rossio foi levantado devido à quadra natalícia, porque há muitos estabelecimentos comerciais que estão abertos aos domingos e feriados em Novembro e Dezembro. Agora, há a possibilidade de tornar essa medida definitiva porque "as restrições ao trânsito no Rossio de Leiria, que entraram em vigor em 2006, não têm colhido a receptividade esperada pela população", justifica o líder do município.

O presidente da Acilis confirma o descontentamento dos comerciantes. "O modelo de não fechar vai ao encontro da vontade dos lojistas, porque aumenta a circulação de pessoas e anima um bocadinho mais a cidade." Nesse sentido, considera que estes dois anos foram "negativos" para a actividade comercial, mas defende, porém, que a solução para o comércio não passa por abrir o Rossio ao trânsito, mas sim por atrair mais pessoas a Leiria. Encara, por isso, a abertura do LeiriaShopping, que resulta da ampliação do Continente, como uma oportunidade, desde que se consiga levar as pessoas que ali vão fazer compras a visitarem também o centro histórico.

O dirigente associativo defende igualmente que os comerciantes têm de ser mais activos e considera justo que deveriam alargar os horários para os ajustar aos interesses dos consumidores. Sustenta ainda que a própria Acilis, a autarquia e o Turismo devem promover mais actividades para atrair pessoas ao centro histórico. "É preciso uma cidade forte para concorrer com Coimbra, Lisboa, Caldas da Rainha e Santarém", observou.

(os sublinhados são meus)

São várias as questões que se levantam: conjugar investimentos, atrair pessoas, adequar horários e, sobretudo, a noção que a concorrência entre cidades numa lógica regional é importante. Também poderia mencionar que a própria Isabel Damasceno contribuiu para esta tomada de decisão sugerindo que se ouvisse o Conselho Municipal de Trânsito. Ou seja, tudo sugestões/ideias/contributos para que, a partir do exemplo dos outros, ainda que numa escala diferente, se pense no que fazer cá com a terra melhorando-a. Sim, sim, já sei, existe um projecto de regeneração e requalificação (com o qual concordo na generalidade) mas a questão é para onde se quer e vai caminhar. Se o GoShopping ou o seu sucedâneo avançar, quais as consequências para Pombal - vai ser um foco de atracção para Pombal ou apenas para o espaço comercial? Qual é a real capacidade de atracção de Pombal e por aí adiante. Tudo questões que, independentemente de ciclos eleitorais, e muito longe de partidarites, deveriam ser discutidas. Afinal é o modelo de desenvolvimento que se deveria, se não discutir, pelo menos saber claramente qual é. E isto sem falar em impactos em sede de urbanismo e mesmo de trânsito (mas isso fica para outros posts).

18 de novembro de 2009

2013 aí tão perto!

Diogo Mateus é o preferido para a sucessão. O preferido do povo (diz-se), dele próprio e de parte da máquina do partido.
Depois há os barões. O nome de Rodrigues Marques tem sido badalado, e visibilidade não lhe tem faltado. Também se fala numa "oposição silenciosa", dos que têm sido afastados nos últimos 12 anos (ou seja, os "não-jsd"), num grupo que inclui, entre outros notáveis, José Gomes Fernades. Só que, ao que consta, nenhum dos nomes tem o aval de Narciso Mota.
Como figura pacificadora (não é escolha gritada com entusiamo por ninguém, mas de que também ninguém diz mal), lá se vai falando de Fernando Parreira. Recentemente, até de Paula Cardoso, como "a herdeira" escolhida pelo quase presidente cessante.
Entretanto, e como é seu timbre habitual, o PS vai vendo a banda passar, sempre com grande tranquilidade.
A questão é: como se vai escolher o próximo candidato do PSD por Pombal? Em Lisboa? Em Pombal (na concelhia)? Nas Meirinhas (ou nos Paços do Concelho, o que vai dar ao mesmo)? Nas ruas, ouvindo os militantes?
"Cheira-me" que 2013 já começou, e que estes 4 anos vão trazer mais "sal" a esta nossa peculiar democracia.

Um hino para Pombal



Depois daquele rasgo que tiveram os funcionários da Câmara de Portimão, aqui há dias, bem que Pombal poderia ser notícia, também. Bastava que os futuros funcionários adoptassem para hino esta pérola de Sérgio Godinho. Sem perder de vista que nunca devemos vestir demasiado uma camisola. Um dia ela pode ir à lavagem, encolhe, e aí ficará um bocado ridícula. Tenho assistido a vários exemplos desses, ultimamente, numa Câmara conhecida.

17 de novembro de 2009

Das duas uma

Ou este pessoal não conhece a ETAP, ou acha que já não chega.

16 de novembro de 2009

A revelação de Novembro

O senhor presidente foi à minha Moita do Boi revelar toda a verdade. Ele, que há tantos anos passa os fins de semana num périplo intensivo por todo a actividade festiva de todo o concelho, chegou à hora da sobremesa (mandara em sua representação a vereadora Ana Gonçalves àquele banho de povo) mas com todo o brilhantismo do costume. Lá discursou e tal, e deixou a justificação: "Não se pode almoçar três ou quatro vezes".
Posto isto, partimos todos para uma semana mais descansada.