28 de março de 2015

Eleição nos Bombeiros

Realizou-se ontem a eleição para Direcção dos Bombeiros, tendo concorrido uma única lista constituída pelos membros da anterior Direcção. 
Resultados: 38 votos a favor; 37 votos em branco e 28 votos nulos.
Grande resultado. 
Sem mais palavras.
 

27 de março de 2015

Todos diferentes, todos iguais


Acho isto muito bem.
Não acho nada bem (nem percebo como se conjugam estas duas realidades) é que pessoas se queixem que na EB1 de Pombal, as crianças de etnia cigana sejam afastadas das crianças "de famílias chiques", não as incluindo nas mesmas turmas. Aparentemente, e a serem verdadeiras as ditas acusações, há uma espécie de "lista VIP" na EB1.
Sendo a escola da tutela da CMP, esta aprovou ou incentivou tal medida? Confirma-a? Desmente-a inequivocamente?
Aguardemos...

25 de março de 2015

Pombal aquém fronteiras

Ficámos todos muito contentes com a informação que a CMP divulgou há uma semana atrás, que diz o seguinte: acontece que ontem, dia 24, já o "reforçado" gabinete de comunicação divulgava o seguinte (embora não gozando dos mesmos privilégios de destaque no site da CMP):

Desenvolvimento Económico
Município de Pombal marca presença na Feira de Nanterre - Paris

O Município de Pombal, em conjunto com a Adilpom, estará presente na XII mostra de produtos tradicionais portugueses  e da ruralidade, que terá lugar em Nanterre - Paris, de 27 a 29 de Março de 2015.

É a primeira vez que o Município de Pombal se fará representar nesta feira, dando a conhecer não só os produtos tradicionais de Pombal, como também aquilo que o Concelho tem para oferecer no âmbito do seu património, recursos e belezas naturais.

Com a presença neste evento, o Município, reforça os laços com os Pombalenses que vivem em França, e na região de Paris em particular, assumindo-se como agente catalisador na promoção dos produtos de Pombal além fronteiras e contribuindo para cimentar as pontes empresarias e de negócios  entre os dois mercados.

As relações de geminação existentes, o protocolo recentemente assinado pelo Município de Pombal  com a CCIFP (Câmara de Comércio e Indústria Franco Portuguesa) e a presença nesta feira, são alguns dos passos que contribuirão para um reforço de Pombal, também numa perspetiva de internacionalização, nunca esquecendo, os nossos compatriotas emigrados, a quem devemos uma contínua proximidade.

Acontece que ontem, dia 24, já o "reforçado" gabinete de comunicação divulgava o seguinte (embora não gozando dos mesmos privilégios de destaque no site da CMP): 

MUNICIPIO DE POMBAL 
GABINETE DE COMUNICAÇÃO
NOTA DE IMPRENSA

Feira de Produtos Regionais Portugueses e da Ruralidade em Nanterre – Paris

Dado não existir capacidade logística da Adilpom, fica adiada a participação na Feira de Produtos Regionais Portugueses e da Ruralidade em Nanterre – Paris.

Reiterando a firme e continuada intenção de promover Pombal, aquém e além-fronteiras, o Município de Pombal estará presente nos eventos que pela sua dimensão se adequem à política de promoção turística, cultural e económica do Concelho de Pombal.

Pombal, 24 de março de 2015


Fico desconcertado com a "falta de capacidade logística da Adilpom", para cumprir com um evento cuja importância havia sido sublinhada com tanta eloquência uma semana antes.
E noto que nestes, como em outros aspectos, quando é para o bem, a organização é da CMP. Quando a coisa falha, é de outros (neste caso, da ADILPOM). Que, vai-se a ver, e é tudo o mesmo...

Marques candidato aos Bombeiros

Rodrigues Marques já assumiu a candidatura. Já estabeleceu contactos com o PS para indicar alguém para integrar a lista candidata à Direção dos Bombeiros de Pombal, a qual se irá manter quase igual, apesar da falta de apoio do corpo ativo dos bombeiros e apesar do comandante demissionário não aceitar ser reconduzido.
Entretanto, o PS local continua em silêncio e sem soluções, à semelhança do seu líder nacional. Da mesma forma, o Presidente da Câmara Municipal também nada diz, apesar de ser o responsável máximo da proteção civil local, de que o corpo de bombeiros é o principal instrumento.

Assim, não é transmitida confiança pública à população sobre a organização e funcionamento da proteção civil e dos bombeiros.

23 de março de 2015

Idade das trevas


Por incrível que pareça, o que se vê acima é uma fotografia. Foi tirada ontem, às 22 horas, numa das ruas principais da aldeia onde moro. A iluminação pública, como tem sido hábito, ligou só após este horário, e depois de 3 horas de "trevas". É só por lá, ou é uma generalidade nas aldeias do concelho?
Eu também sou favorável à poupança, mas isto é claramente um exagero.

21 de março de 2015

As delícias da nomeação

Meus caros amigos, atentem nesta noticia, que é um mero exemplo de uma triste realidade portuguesa:

António Brigas Afonso assume liderança do Fisco na quarta-feira

Esta noticia é de 15 de Julho de 2014. É uma nomeação politica, como tantas outras. Temos destas coisas todos os dias, e a todos os níveis da administração pública, seja ela central ou local.
Muito poderia ser dito sobre as nomeações. São justificadas, pelos seus defensores, por serem para o desempenho de "cargos de confiança politica". Outras nomeações formalmente diferentes mas iguais na sua essência, são aqueles "contratos de prestação de serviços" que tanto se assinam por esses (estes?) municípios fora.
Ora, mesmo dando de barato que tal processo, só por si, não é criticável (já que essa discussão daria para um rio de argumentos), o que me parece indesmentível é que ele, uma vez iniciado, deve ser levado até ao fim. E como tal, deve produzir consequências quando as coisas correm mal.
Para tentar ser mais concreto, vou exemplificar, usando o caso acima identificado: a ministra nomeia este sr. António Brigas Afonso (este e nenhum outro... tinha que ser ESTE), ao invés de levar a que o cargo entre numa natural progressão de carreira, porque o cargo exige CONFIANÇA POLITICA!
Muito bem. Senhora Ministra, mas tem que ser mesmo este cavalheiro? "Sim, este e só este... este é que é o special one, aquele em quem eu confio, do ponto de vista técnico, pessoal, politico...".
Ora, acontece que as coisas por vezes não correm bem. O homem fez asneira, e o governo limita-se a dizer que "ele fez muito bem em demitir-se" e a fazer uma cara de virgem ofendida.
Fica mal, meus amigos. Fica muito mal, até porque há menos de um ano, este mesmo governo nos obrigou a pagar o ordenado a este senhor porque "este é que é o tipo que tem a minha confiança".
No mínimo, é preciso assumir o erro da escolha. Mas bom mesmo era que o aval que lhe deram para o contratar, fosse efectivamente cobrado agora, que se viu o erro. Só assim se tinha (a meu ver) legitimidade para se continuar a nomear pessoas. É que isto de cometer erros com o dinheiro dos outros, é muito bonito, e particularmente fácil.
O exemplo dado foi para pegar num caso actual, que todos reconhecem. Mas isso também se passa por cá, a nível municipal. Vamos começar a apontar os casos?

20 de março de 2015

Pasquins

Pasquim é um jornaleco que despreza a verdade, a lei, a ética jornalística e os leitores - um panfleto que difama para sobreviver. Abundam na chamada imprensa regional. Escrevinham “notícias” como quem faz chouriças, mas desconhecem os cuidados que as chouriças exigem para não se escaparem das mãos.
Há pasquins assumidos e não assumidos. Os assumidos são raros, têm propósitos claros e não enganam ninguém. Durante anos comprei um (destes). Os não assumidos, os que o são mas não lhe vestem a roupa, os que sendo-o, se fazem passar pelo que não são, são desprezíveis. Nos pasquins não assumidos distinguem-se ainda os inconscientemente não assumidos e os conscientemente não assumidos. Os inconscientemente não assumidos são, apesar de tudo, toleráveis, porque fazem o que não sabem e não sabem o que fazem. O mal vem dos pasquins conscientemente não assumidos, os que se fazem passar por órgãos de informação mas não respeitam as leis e as regras deontológicas destes, preferindo antes, por desígnio próprio, comportar-se como reles pasquins. Servem-se dos leitores para servir as suas clientelas e assim saciarem as necessidades básicas. Praticam uma das mais abjetas misérias humanas. E fazem-no com vaidade. A situação torna-se mais grave quando são alimentados por entidades oficiais com dados, factos e decisões redondamente falsos. É um serviço porco, feito por quem não repugna a própria porcaria, e tem, até, uma atração natural por ela.

Pombal, uma terra especial

Pombal deve ter um micro-clima que propicia os disparates.
Por um lado, refere que o país tem os cofres cheios (ah valente! Eu gosto de ver a malta assim, com peito!), e não contente, sugere aos jovens que se multipliquem.
Apesar de ficar agradado com o incentivo ao coito (haja alegria!), este tom bíblico (lembrou-me de imediato o "Crescei e multiplicai-vos") é completamente desajustado vindo de um membro do governo que assistiu ao maior fluxo de emigração das últimas décadas (e que até o sugeriu, como bem se recordam). Multipliquem-se para quê? Para depois vos pedirmos que emigrem?
Recordo que a ministra veio a Pombal a convite da JSD, e que estes ajudaram a encher o espaço. Espero que não tenham sido as companhias (desculpem-me a provocação) a influenciar o discurso disparatado da ministra.

18 de março de 2015

O homem da propaganda

O mi(ni)stério da propaganda da CMP está com uma densidade populacional ao nível do Bangladesh.
O nome não é bem esse, em Pombal a coisa travestiu-se de "Gabinete de Apoio à Presidência". É um GAP (acrónimo feliz, e que poderia suscitar uma torrente de trocadilhos)!
A noticia aparece melhor explicada aqui, e revela aos mais distraídos os restantes nomes a que se junta este profissional com passado na propaganda (embora médica - talvez o executivo esteja convalescente), e passado e presente ainda mais determinante para a função, enquanto filiado no PSD, dirigente concelhio do PSD e membro da AM. Ficamos então com a seguinte equipa de "apoiantes do presidente" para estas coisas das notícias: Jorge Gaspar Cordeiro, Anselmo Câmara, João Pimpão e Andreia Marques. Quatro elementos! Isto numa terrinha em que a comunicação social é "do regime" ou não existe, e é menos competente do que aqueles que a estão a filtrar para o presidente. O exagero é flagrante. Ou a contratação talvez se deva a insatisfação face ao trabalho desenvolvido pelo actual equipa.
Há aqui três aspectos que julgo merecerem atento olhar, e que me preocupam:
1 - Sendo pessoas pagas com o dinheiro dos impostos de todos nós, quero (queremos?) que sejam produtivos. Estão definidas hierarquias? Para além da hierarquia natural nos paços do concelho (em que qualquer funcionário ou eleito é subalterno do presidente), há um "chefe" de tão vasta equipa?
2 - Qual a razão para tanta preocupação com a imprensa? Essa preocupação geralmente tem intuitos "controleiros" e é própria de outros tipos de regimes que não aquele que elegeu este executivo.
3 - O Anselmo Câmara é filiado no PSD? Se não for, é o único nestas condições, em tão requintada equipa. Será essa a razão para ter sido o sacrificado na sua avença?