26 de maio de 2019

Tropa fandanga?

Tropa fandanga é gente sem ordem (desorganizada) mas que sabe ao vai. O que temos aqui é uma coisa muito pior: gente sem ordem que não sabe, sequer, ao que vai.
E foi esta gente poder! E quer esta gente voltar ao puder! Deus nos livre de sementes espécies.

25 de maio de 2019

Urbanizações à pombalense

As urbanizações à pombalense são casos de polícia – de perdas de mandatos e de prisão, provavelmente. Só não o foram porque nunca houve oposição, e agora ainda há menos.
Senão vejam: na última reunião do executivo, ficámos a conhecer mais um caso; trazido – vejam só – pelo presidente da câmara que aprovou a urbanização; e agora acusa o seu sucessor e co-responsável da coisa de gestão contraproducente.
Para completar o quadro negro, a vereadora Odete (PS) assiste a isto tudo sem dizer uma palavra!
Valha-nos N.ª Senhora da Boa Morte.

24 de maio de 2019

Este País (não) é para velhos…

Muito se tem falado ao longo dos anos, do grande desafio/problema que o nosso país enfrenta no futuro: o envelhecimento demográfico.
O envelhecimento da população portuguesa já o era previsível há mais de 2 décadas atrás, os números nessa altura eram preocupantes e mostravam a tendência futura. Com a ausência de medidas estruturais na área, hoje Portugal é o 6º país mais envelhecido do mundo!
Frequentemente associa-se a sustentabilidade da segurança social (reformas/pensões) aos aspectos demográficos, o que na minha óptica, é manifestamente redutora esta análise. Se há anos atrás poderíamos afirmar que as redes de equipamentos sociais de apoio aos idosos tinham taxas de cobertura satisfatórias, hoje, sabemo-lo da dificuldade que é encontrar vagas; contrastando com os equipamentos da infância (que há 20 anos atrás apresentavam listas de espera).
Nos serviços de saúde (quer nos cuidados de saúde primários, quer nos hospitalares), todos nos queixamos da falta de recursos humanos e materiais. A verdade é que comparativamente com o passado (há 20 anos) nunca os serviços estiveram tão dotados de recursos humanos e recursos tecnológicos … mas eu acrescentaria que independentemente do seu reforço, eles serão sempre insuficientes! A verdade é que os doentes que mais recorrem aos serviços de saúde são idosos, com doenças crónicas, grandes dependentes, que exigem dos serviços cada vez mais cuidados indiferenciados. Com o aumento da esperança media de vida e segundo alguns especialistas, verifica-se um aumento do tempo de vida, mas estima-se que futuramente será com menos qualidade de vida.
O país não se preparou para esta realidade dos mais velhos, e vai apenas falando dos desafios demográficos tendo avançando pouco.
Está na “moda” falar-se no envelhecimento activo, mas se olharmos um pouco à nossa volta encontramos constantemente obstáculos, que nos impede de usufruir desse envelhecimento com mais qualidade. Basta olhar para as (in)acessibilidades que um cidadão com mobilidade reduzida (seja velho ou novo) encontra nas vias publicas. Andar de cadeira de rodas ou de muletas, ou até sem nada disso, é um desafio (arriscado diria eu).
Começa a ser dramático, porque para além de não conseguirmos criar condições para que a taxa de natalidade e fecundidade aumente, não estamos também preparados para a realidade da velhice.

23 de maio de 2019

Onde se dá conta da mui importante viagem do Príncipe e da ascensão do Pança

Há muito que Sua Alteza se vem afastando das miudezas do reino - se alguma vez esteve verdadeiramente focado nele -, mas nos últimos tempos tem abusado em demasia no desapreço aos seus vassalos e ao povo: não aparece, não avisa nem envia subalterno.
Valha-nos, em contrapartida, o apego do seu fiel escudeiro: um moiro de trabalho que se desdobra pelo reino e pelo seu condado, e ainda dá uma mão pelo glorioso.
Sua Alteza está numa fase em que prefere o bom passadio ao exercício do poder. Partiu para terras gaulesas e reinos Balcãs, agora acompanhado pela Senhoríssima Primeira-dama - mui distinta, cordata e discreta senhora, de trato mui cortês e carácter mui assisado. Esteve bem, agora, Sua Alteza, no respeito pelo protocolo monarquista, fazendo-se acompanhar pela Senhoríssima Primeira-dama e não pela viçosa marquesa.
Fez bem, também, em delegar no Pança a governação do reino; que, dotado de astúcia plebeia e já entendido nas artes da governação, é mais confiável que os seus subalternos.
No primeiro dia, o Pança manteve-se no seu posto; mas depois da saída dos servidores do reino testou o trono; quis sentir se tinha rabo para aquela cadeira, antes de nela se instalar.
Ali sentado, com grandessíssimo contentamento, dizia ele entre si, que via agora, antes do tempo, e contra a lei das suposições razoáveis, os seus desejos premiados: estar ali sentado, acima de todos os servidores do reino: artífices e amanuenses, gentis-homens e nobres, oficiais e ministros, condessas e marquesas. Estava inchado como uma rã ao sol, capaz de rebentar pelas costuras; alargou o laço da gravata e desapertou o cinto; relaxou um pouco, antes de se empertigar novamente para dar graças ao céu; a Deus-Nosso-Senhor; à N.ª Senhora do Cardal, que suavemente sabe dispor as coisas; à grandeza que em si encerra a profissão de fiel escudeiro, que com tanto denodo e galhardia tem sabido praticar; ao seu Amo, que não é tão desagradecido como o pintam, seus ingratos e cavalgaduras preguiçosas e maldizentes. Apetecia-lhe berrar tão alto que todos ouvissem, “se trabalhásseis como o Pança seríeis reconhecidos, que ele nem tem por trabalho o que faz, antes por vida mui regalada, o andar distribuindo reprimendas e açoites por um e por outra, que o rebanho não se ajunta nem se conduz sem uma verdascada aqui e outra acolá”. Mas veio-lhe à cabeça cisma acertado, que o aconselhava a mostrar sossegada compostura, e a só responder a desaforos, de um ou outro bacharel ou amanuense que lhe tem osga, se o desafiassem. O dia fechava-se; apertou o cinto, ajustou o casaco e foi-se…
No dia seguinte, entrou no Convento de Santo António com o sorriso largo que o caracteriza, cumprimentou todos com boas-maneiras, dirigiu-se ao trono e sentou-se; irradiava felicidade; distraiu-se até a ouvir o chilrear dos pardais nas varandas do convento, mas logo se lhe despertou na cabeça a estúpida boa vontade do fazer mas não sabia o que fazer. Conteve-se! Já sabe por experiência própria que os bons comedimentos evitam desmandar-se.
A meio da manhã, sentiu que era tempo de iniciar funções. Fê-lo pelo início, como mandam as regras da boa governação, e como bem tinha aprendido com Amo mui douto. Mandou chamar os ministros e entregou: o despacho da papelada - que ele não gosta de ler e sabe que é arriscado assinar sem ler - e a representação na cerimónia de condecoração do coveiro-mor, pelo bombeiral, ao ministro das obras-tortas; a pasta das relações públicas à marquesa e à educadora-mor; a representação no 90.º aniversário da associação do jogo-do-pontapé-na-bola ao ministro jota, à qual faltou; repreendeu-o mas evitou dar-lhe castigo maior, já que o rapaz está fragilizado demais e o último empurrão deve ser dado por Sua Alteza; não por ele, que depois disto, não está para voltar para trás...
                                                                                      Miguel Saavedra

22 de maio de 2019

E agora para algo completamente fracturante: as esplanadas

Este post é uma singela contribuição para a causa que o vereador Michael António abraçou neste mandato: as esplanadas e suas idiossincrasias.
Desde que voltou à Câmara que anda preocupado com a esplanada do Buda Bar. O processo conheceu duas fases: a primeira, em que Diogo Mateus rebatia ferozmente os argumentos inócuos do seu ex-companheiro de partido e de bancada; e a segunda, em que surpreendentemente (ou não) o presidente começou a fazer coro ao lado de Michael, mostrando uma atitude musculada de "chamar a polícia e fechar aquilo", se preciso for.
Ora, numa das ruas que ainda tem algum movimento em Pombal - a prof Gonçalves Figueira - está esta beleza de esplanada. Será este o modelo?

21 de maio de 2019

Uma Ilha isolada do saneamento básico


O saneamento básico é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como direito humano universal desde 2015. Isso significa que dá aos cidadãos o direito de reivindicar ao estado e especificamente ao poder local quando este falha em providenciá-lo.

A (falta de) vergonha teima em continuar nos vários executivos camarários ao longo dos anos. Mais uma vez foi apresentado um orçamento para 2019 que teima em não ser concretizado e teima em se atrasar

Foi anunciado com pompa e circunstância a orçamentação para 2019 do emissário Carnide-Louriçal que iria finalmente cobrir a Ilha e áreas circunscritas, a rede de saneamento dos Barros da Paz, Assanha, Ladeira, Gregórios e Penedos e Casal da Rola. Pelo estado das obras tudo indica que estes projectos serão uma miragem para este ano será que o vereador Pedro Murtinho terá a capacidade de executar tão exigente calendário nos meses que faltam? Com os atrasos na expropriação de terrenos e na adjudicação de obras tenho muitas dúvidas

Na Ilha, esta promessa eleitoral foi continuamente feita pelo executivo de Carlos Domingues, e gastaram-se rios de dinheiro do erário público há mais de uma dezena de anos, para construir uma rede de saneamento básico que nunca foi utilizada. Hoje é apenas um MAMARRACHO debaixo da terra que irá ter que ser reconstruído porque estará inutilizável.

Está lá, mas nãé utilizável e, portanto, foi um desperdício de dinheiro público.
Ainda na Ilha e áreas circundantes, a solução mais rápida e viável financeiramente seria a ligaçãà rede de Leiria via  freguesia da Bajouca, porque representava menor investimento. Parece que o executivo quer ter o controlo de toda a sua região para a empresa municipal e não o interesse da população.

 Na altura, o Pedro Murtinho argumentava que o custo para o utilizador eram alguns cêntimos a mais. Se compararmos isso com o custo que as pessoas têm a pagar a camiões tanque da câmara municipal para despejar as fossas não teria qualquer relevância. Seguramente que a população não teria qualquer problema com isso.
No tempo em que Michael António era vereador executivo ouvi a frase "que é impossível ter 100% das casas cobertas por saneamento básico". É verdade, especificamente para empresas e casas isoladas e distantes das zonas de concentração populacional, mas será que a Ilha é considerada como isolada?

Segundo o site da Pordata (que apenas tem dados de 2009) só 37% da população do concelho de Pombal é servida por estações de tratamento de águas residuais, contra Castanheira de Pera (99%) e Marinha Grande (93%). Tenho grandes dúvidas se esta percentagem se alterou nos últimos 10 anos.

Fala-se tanto em ambiente por este executivo, mas o saneamento básico nãé a prova desse discurso. 
É aqui que o desenvolvimento regional deve ser evidenciado,  porque são infraestruturas base. Será que uma empresa não faz contas ao custo anual que terá com camiões tanque vs. a possibilidade de ter saneamento básico? Nãé só a rede rodoviária que conta

O concelho, na sua globalidade, é marginalizado em relaçãà urbe de Pombal, e não deveria ser porque o executivo é eleito por todo o concelho.

Ou então o saneamento básico é mesmo para a urbe e ninguém nos avisou.

20 de maio de 2019

Onde está o Wally?


Nas ruas cá do burgo, vai-se ouvindo na surdina, as estranhas ausências do nosso Presidente a (quase) tudo o que é evento no Concelho.
Os fins-de-semana têm sido assegurados pelos seus 3 vereadores. Sim, porque do vereador Brilhante, ultimamente as suas aparições têm sido poucas (nem na campanha eleitoral para as europeias se tem visto).
Mas voltando ao nosso Presidente: a ausência aos diferentes eventos, já há muito o eram “criticadas” pelas diferentes instituições/colectividades, por este se fazer representar, mas ultimamente, e desde que Diogo resolveu voltar a “estudar”, parece que a sua actividade autárquica terá ficado para segundo plano.
Senão vejamos apenas alguns exemplos mais recentes: Faltou ao “Oh da Praça”; Faltou ao “Festival da Fava” (imperdoável João Pimpão, mas como não foi ao do teu irmão... deve ter sido por isso); Faltou à Exposicó em Ansião (foi o único Presidente de Câmara ausente); Faltou ao aniversário dos Bombeiros Voluntários de Pombal (parece que está em Itália...)
Com tantas ausências, fica-nos a interrogação: mas por onde anda o nosso Presidente?
Não é que a presença nas festas seja de alta importância para a governação local! Mas tendo em conta, que há dias da semana, que o Presidente se encontra fora em virtude de um curso que o mesmo estará a frequentar, e ao fim de semana continua indisponível para Pombal, algo se passa no Largo do Cardal ...............

Nota: Mea Culpa! arranjou um tempinho para apresentar o mega cartaz das Festas do Bodo, tal qual um relações públicas famoso! Resta saber, se também não irá faltar à Festa do Bodo!

16 de maio de 2019

Vender "O Pacote"


Foi ontem anunciado o cartaz para as festas do Bodo. Após uma votação da CMP criada online para seleccionar os artistas, e sem resultados tornados públicos, ficámos todos a saber o que nos calha este ano no pacote.
As festas da cidade continuam a ser o reflexo de muitas outras espalhadas pelo país, onde os programas das festas são os mesmos apenas com mudança de um ou outro artista. Continua-se a política do pacote, da cultura instantânea, com fórmula industrializada, fácil de fazer e que engana o estômago e a alma.

A maior “novidade” este ano é o regresso da Quinta Feira com o palco preenchido unicamente por Artistas Locais, tradição que foi interrompida por vários anos mas que regressa nesta edição. Quem sabe esta mudança seja influenciada pelos vários eventos culturais que têm surgido, pensados e criados por artistas locais. Eventos com grande adesão de público e em crescimento, que provam cada vez mais que existe muito talento espalhado pelo concelho à espera de se mostrar. 

Eventos como o Oh da Praça ou as Varandas Poéticas são ecos de um Bodo passado, onde a Casa Varela se iluminou e encheu novamente de vida as suas salas e as ruas envolventes, graças á colaboração de inúmeros artistas locais. 
Infelizmente que desde há alguns anos que o background do palco do Bodo é um edificio cada vez mais degradado, que continuamos a não perceber bem qual será o seu destino final.
Voltando aos artistas pombalenses, vamos ter oportunidade de os escutar 4 bandas no primeiro dia de festa, após isso restam-nos os Djs, alguns deles locais, como já vem sendo hábito.
Porque não ter artistas locais a abrir as “estrelas” da noite? Será que esse condimento ia afetar o pacote e a receita final? Certamente não seria por falta de dinheiro para o cachet, trocos quando comparados com “os grandes”. Seria uma boa experiência para os artistas locais partilhar o palco com nomes “maiores” da indústria.

Não será o Bodo a melhor altura para mostrar o que de melhor se faz por cá?
Questiono-me várias vezes quem é esta gente que vende o pacote à CMP, que sabe quais os pacotes que o povo deseja e os apresenta em promoção no Verão.
Talvez o problema aqui seja eu, com tanta gente a vender o pacote e a fazer dinheiro por esse Portugal fora, até eu já pensei em vender o meu pacote. Mas não, existem pessoas responsáveis pela produção do evento, sinto que ao vender o meu pacote lhes estaria a tirar o trabalho. Eles foram eleitos pela maioria de nós, e todos nós lhes pagamos o salário, só lhes pedimos que façam o seu trabalho da melhor maneira possível.

Pedimos que usem a criatividade, o seu conhecimento e influência política para trazer cultura ao povo, mostrar coisas novas, diferentes, estimular as artes e apoiar os artistas locais, aumentando também assim a participação da população.

Não falo de se gastarem somas astronómicas como se fez no passado, convidando artistas internacionais, e que na realidade não tiveram o efeito desejado de se criar uma identidade própria do Bodo e se revelaram ruinosas em termos financeiros.
Pelo contrário temos festivais que surgiram no seio da população e com a participação da mesma. O melhor exemplo disso é provavelmente o festival Bons Sons, cuja génese é bem no centro da pequena aldeia de Cem Soldos em Tomar.
Todos os anos o festival arrasta multidões para ver artistas locais e nacionais de renome,  público esse que em muito ajuda á promoção e desenvolvimento da Aldeia.

Bem mais perto temos o festival Ti Milha na Ilha, que começa também a dar cartas, tendo já sido reconhecido internacionalmente pela sua qualidade  com uma nomeação de "Melhor Programa Cultural" nos Iberian Festival Awards.
Qual o segredo? Programar dá bastante trabalho, é preciso fazer pesquisa, negociar bem com os promotores, conhecer o meio a fundo. Falar com os artistas pessoalmente, ir aos eventos, ver, escutar, aprender e partilhar. Ir ao Google e Youtube ver os "Tops" não chega.

Será sempre mais fácil comprar um pacote prontinho, juntar água ou outros líquidos, passar o respectivo cheque e lançar uns morteiros no final. Esse é outro pormenor que continuo sem entender, fogo de artificio em época de incêndios? Porque não Video Mapping nas paredes exteriores do Castelo? Seria sem dúvida mais impactante e seguro.
Fica a ideia, quem quiser pode incluir e vender o conjunto, este ano já não deve dar mas ficam aqui algumas sugestões para o próximo Bodo, pode ser que alguém queira comprar o vosso pacote.