17 de setembro de 2019

Os problemas da PMUGEST não se resolvem chacinando o encarregado

Dizem os livros que uma empresa é um conjunto de recursos (materiais, humanos e técnicos) organizados com vista à concretização de um determinado fim económico. A PMUGEST não é uma empresa, nem na realidade nem na verdadeira acepção da palavra. É - como, aqui e aqui, referi na altura da sua criação/reestruturação - um emaranhado de actividades sem nenhuma complementaridade, que não geram um objecto de negócio nem um fio condutor (uma estratégia) que permita assegurar rentabilidade mínima. A PMU nasceu, simplesmente, para ser um apêndice da câmara, um estratagema para contornar os mecanismos de controlo da administração pública. Alimenta-se e mirra com o próprio veneno.
A “empresa”, apesar de explorar actividades geram proveitos sem custos significativos (estacionamento e publicidade), é deficitária porque não é competitiva em nenhuma das actividades onde concorre com os privados (apesar de parte dos custos serem suportados pela câmara). Enferma de todos os males das empresas municipais (dependência da câmara, ausência de exigência na cadeia cliente-fornecedor, incapacidade para desenvolver competências-chave); a que juntou a total desresponsabilização dos administradores. É incompreensível que nem no período de escassez de oferta de serviços de limpeza florestal - últimos 2 anos - a empresa tenha conseguido aumentar as receitas e equilibrar a exploração. 
Bem pode o presidente da câmara chacinar, em directo e ao vivo, o Eng.º Carreira - suposto administrador-executivo que nunca o foi (nunca foi mais que um aplicado Encarregado da Manutenção), que da responsabilização não se livra. A situação insustentável da PMUGEST tem um responsável: Diogo Mateus, o mentor e o executor da coisa. E tem, por agora, uma solução: a mesma que foi aplicada à PombalViva.

15 de setembro de 2019

Há oposição mais chocha que esta?

Discutia-se o reforço do PPI para reforço significativo da rede PomBus (500.000 €).
Reparem bem no que a oposição pensa disto.
E agora pergunto: há “oposição” mais chocha que esta?
É chocha! E não tem vergonha de o mostrar!


Muito bem, D. Diogo

A contenda política na AM é tão pobre, nomeadamente no PAOD, que já nem dá para alimentar o Farpas. Dispensamos as “deixas” da “oposição” para D. Diogo brilhar, a bajulação da maioria por obrigação (em contradição com o que dizem no boca-a-boca), os reparos a partir informações das redes sociais ou dos pasquins, a disputa pelo mais necrólogo, etc.  
Salva-se D. Diogo! Ouçam bem a sua entrada… Muito bem!  


13 de setembro de 2019

Sobre a tropa fandanga

Enquanto o vereador Michael criticava, na última reunião (dia 10),  as irregularidades cometidas pela câmara, o vereador Narciso colocava o presidente Diogo nos píncaros – o homem certo na cadeira certa.
No final, desentenderam-se sobre a triste figura.
Uma vassourada na oposição precisa-se.

11 de setembro de 2019

O Dia (Municipal) da Educação: coisas que temos para assinalar

Uma das marcas que D.Diogo quer deixar neste condado é - no seu dizer - a Educação. O "sucesso escolar 100%" (como lhe chamou, num projecto agregado aos Empresários Para a Inclusão Social, vulgo EPIS) inclui aquilo a que chama Dia da Educação: enche o Teatro-Cine com professores e auxiliares, antes de começarem as aulas, e faz de conta que discutem todos o futuro da escola pública em Pombal, coma  ajuda de um ou outro convidado. Este ano, o dia de hoje é uma mesa farta: de manhã, a diretora regional de Educação do Centro, Cristina Oliveira, a fazer par com o presidente da Câmara, Diogo Mateus. Antes assim, em amena cavaqueira, do que no ambiente crispado que há coisa de cinco anos impedia a tomada de posse do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pombal, à conta de pais/mães que não eram bem-vindos ao sistema. Depois...bem, depois vamos finalmente saber do balanço do EPIS, esse programa que os tios empresários criaram para ajudar os pobrezinhos da escola pública, rastreando, rastreando, e rastreando.
A tarde começa com uma palestra do Rui Correia, um amigo do Farpas que foi nosso convidado no último aniversário. Sim, é o professor do ano. E tem muito para ensinar - desde que haja quem esteja disposto a aprender. Estamos a apostar todas as fichas para que tragas uma dose de realidade ao evento, Rui.
A tarde promete aquilo que em jornalismo chamamos tantas vezes 'meter o Rossio na Rua da Betesga", como se pode ver pelo programa. Se lá estivesse, ia assistir com o mesmo entusiasmo a esse exercício como Pedro Pimpão assistiu - e fez o favor de partilhar em directo - àquele número de pôr as criancinhas a cantar canções que tanto servem para missa como para os escuteiros. O chamado "momento cultural".
Mas a cereja do bolo está guardada para o final da tarde: há mais uma edição dos Conselhos de Pais, desta vez com o 'guru' Carlos Neto. Já participei em dois em três. Espero que o de hoje seja a excepção. A regra tem sido a de levar pais "à medida", fazer de conta que vamos discutir alguma coisa em profundidade e depois colocar os convidados do EPIS a moralizar. E sim, havia muito para discutir no Dia da Educação. Basta percorrer as reuniões de pais, do pré-escolar ao primeiro ciclo, para perceber o estado em que estamos. Mas isso não interessa para a fotografia - e quem não estiver bem que se mude, faça como alguns dos nossos autarcas, op
tem pelo privado: façam o que eu digo, não façam o que eu faço.
Guardo para o resto do dia as palavras de Carlos Neto, citadas ontem no FB pela vereadora da Educação, Ana Cabral (que é, na Câmara, quem percebe alguma coisa disto, mas ter conhecimento e experiência pode ser só uma agulha no palheiro da Educação, quando a política se sobrepõe a tudo).
"Brincar não é só jogar com brinquedos, brincar é o corpo estar em confronto com a natureza, em confronto com o risco e com o imprevisível, com a aventura." 
Percebem agora por que razão estão naquele estado de perigo os equipamentos dos parques infantis de Pombal? Tudo tem uma razão de ser.

9 de setembro de 2019

8 de setembro de 2019

Narciso Mota oferece-se

Depois de desancar em toda a administração da PMUGEST, ao ponto de reconhecer que se enganou na contratação do engenheiro Carreira, o linguarudo Narciso Mota discorreu longamente sobre as suas experiências e atributos profissionais; sempre a mesma ladainha, daquela mente turva, agora atrofiada pelo reumatismo neurótico.
No final, ofereceu-se para ajudar na PMUGEST.
Resta uma pequeníssima dúvida: será que se ele ouvisse o que diz, tê-lo-ia dito?


6 de setembro de 2019

A imolação do engenheiro Carreira

Talvez por já sentir o fastio de bater na “oposição” domesticada e na “oposição” mole, D. Diogo caprichou no guião da última reunião do executivo: trouxe para a festa - para o sacrifício - o engenheiro Carreira (PMUGEST).
D. Diogo sabe - porque lê os versículos e conhece a mais antiga história do homem - que sem crueldade não há festa, que os soberanos (os deuses) necessitam do sacrifício para seu sustento e para a manutenção do seu poder; mas tanta, tão refinada e tão prolongada crueldade é massacre (foi quase uma hora).
A imolação do engenheiro Carreira, naquele local, daquela forma (em directo e ao vivo) e com aquela malícia, meteu - e mete - dó; não pelo desconforto e desalento da simpática e humilde criatura, que atirada para aquela arena se deu ao sacrifício com a dignidade possível, acreditando ingenuamente que seria credora de alguma clemência, de quem designava repetidamente por sócio; mas não, foi fustigada, pelo trio de rufiões, com a mais refinada crueldade, que intercalava períodos de sofrimento e alívio, que pareciam ensaiados, onde um abria a ferida e o outro cravava, com o prazer de ferir e ver os sinais do sofrimento, no deleite pleno do exercício do poder.


5 de setembro de 2019

Narciso Mota acusa administração da PMUGEST de praticar assédio moral

Na última reunião do executivo municipal, Narciso Mota acusou o(s) administrador(es) da empresa municipal PMUGEST da pratica de assédio moral aos trabalhadores.
O assédio moral, para além de altamente condenável ética e moralmente, é crime. A grave acusação assume proporções mais gravosas porque foi proferida publicamente e na presença do administrador executivo – Eng.º Manuel Carreira – e do presidente da câmara (representante do único accionista da empresa), que se limitaram a ouvir.
O engenheiro Carreira não reagiu; já estava tão amachucado que, coitado, só pensaria em sobreviver.
Compreende-se a postura do doutor Mateus: tem-na fisgada; e já estava muito ofendido por relatório referir a não revisão da tabela de preços - não suportava mais desfeitas.
Também se compreende a postura das doutoras Odete e Anabela: passa-lhes (quase) tudo ao lado.

4 de setembro de 2019

Propaganda enganosa


Já todos sabemos que a informação pode ser transmitida, de acordo com os propósitos que queremos alcançar. É aquilo que normalmente chamamos de propaganda.
Ontem, mais uma vez, o gabinete de comunicação da Câmara (e verão que os restantes meios de comunicação lhe seguirá), veio dar-nos conta de uma medida que faz jus ao nome “Município amigo das famílias e das crianças”: Refeições escolares dos alunos de escalão A e B suportadas a 100% pelo Município.
Um cidadão menos atento ou menos informado, achará esta medida extraordinária.
Mas vamos aos factos: o escalão A sempre foi suportado o seu custo a 100%; e o escalão B sempre foi suportado a 50%. O que equivale a dizer que o Município irá suportar os restantes 50% do escalão B! E resta também acrescentar que esta medida apenas abrangerá os alunos do 1º ciclo (porque a competência é delegada nas autarquias).
Se quiserem ser (mesmo) um Município amigo das famílias e das crianças podiam mudar o titulo para: O Município suportará os custos das refeições de TODAS as crianças do 1º ciclo (independentemente de ter escalão ou não)! Depois sim, façam brilharetes na divulgação da medida.

Estão a ver como os títulos podem manipular a informação? Pois é…

3 de setembro de 2019

Diogo faz, também, o papel da oposição

A dominância de Diogo Mateus sobre súbditos, correlegionários e opositores é esmagadora. Daí, não ter oposição, nem pensamento divergente. Mas com ou sem oposição os problemas surgem (sem oposição surgem menos, mas quando surgem são mais graves).
Diogo Mateus detesta ficar mal na fotografia – acha-se perfeito -; por isso, quando as coisas correm mal, parte para o ataque, ataca quem foi subserviente, expõe quem falha (mesmo que tenha falhado para lhe agradar), expõe quem não é diligente.
Reparem na forma como expôs todos: dirigentes da PMUGEST e oposição. Passou a palavra à oposição para a testar; vendo que a oposição não tinha nada para dizer – não trabalham (o Michael até confirmou que não tinha lido o relatório) - passou ao ataque, fez oposição à oposição.
És o maior, Diogo!

31 de agosto de 2019

Boa-nova: nova Igreja em Pombal

Questionado pela doutora Odete, sobre a falta de planos para a zona do Casarelo, D. Diogo, na sua pose de filósofo teologizante, discorreu longamente, para nos deixar, candidamente, a boa-nova: uma nova Igreja no Casarelo (bem sabemos que a dúvida metódica de D. Diogo é uma certeza cartesiana).
Carago, Diogo! É mesmo por uma nova Igreja que o povo anseia! Como é que ninguém ainda tinha pensado nisso, Diogo?
Decididamente: anda tudo cego, anda tudo distraído, ou já se renderam à sapiência do soberano iluminado pelo Senhor.


Assim nasceu, e cresceu, o Obras-Tortas

Esclarecimento prévio: o (vereador das) Obras-Tortas nasceu aqui, com esta obra. Porquê? Porque a obra nasceu tão torta, que só podia ser obra de um Obras-Tortas.

Depois:
- Não, Pedro; não são pormenores, são “pormaiores” – é um problema delicado e inadmissível;
- Sim, Diogo; as boas práticas obrigam que as coisas sejam feitas como deve ser; só que, nem o empreiteiro nem a câmara as aplicam - desconhecem-nas até, pelos vistos;
- Sim, Diogo; não devia ser empreiteiro quem quer; tal como não devia ser político quem quer;
- Não, Pedro; não é normal que isto aconteça;
- Sim, Pedro; há empreiteiros que são só gestores de contrato(projecto), mas a câmara/vereador nem isso é - e devia sê-lo;
- Sim, Diogo; podemos ter empreiteiros que nunca puseram a mão em cima dum tijolo; tal como temos presidentes de câmara que nunca fizeram outra coisa senão política.

23 de agosto de 2019

Os males do excesso de positivismo


Vivemos um tempo doentio, com excesso de positividade e falta de negatividade, onde o discurso da lisonja, do reforço positivo e do “gosto”, proferido pelos fracos que se julgam bons, sufocou a dialéctica, o contraponto, a indispensável negatividade.
O excesso de positividade é uma marca do nosso tempo, onde tudo deve ser idêntico, dócil, amigável. A positividade compraz, mas o excesso de positividade cansa, enfraquece, esgota, deprime as pessoas. Na comunidade gera uma vida social dormente, indolente, vazia, que compromete o dinamismo, o pensamento diverso e a capacidade criativa.   
O excesso de positividade facilita a exposição pública e aumenta a notoriedade de quem o pratica, mas não gera automaticamente poder nem confiança. A confiança assenta no “não saber”, num certo mistério, numa certa distância; não na excessiva proximidade, no optimismo vazio do discurso superlativo do notável e do extraordinário.
A alma humana necessita da reflexão, da profundidade e do desacordo (até consigo mesmo) que a negatividade proporciona. Sem a negatividade da distinção desemboca-se sem remédio numa excrescência geral e numa promiscuidade das coisas.
Vivemos um tempo de estados patológicos induzidos por excesso de positivismo. Precisamos de equilibrar a coisa com alguma negatividade.

22 de agosto de 2019

A cidade amiga das famílias (e das crianças, pois claro)

Estas fotos não precisam de legenda.
Este é o parque infantil da zona desportiva (junto à APEPI), um dos dois que a cidade oferece às famílias que cá moram. Já se sabe que a autarquia é familiarmente responsável, amiga das famílias e das crianças. Imaginem se não fosse. Daqueles 4.671 euros (mais IVA) que a Câmara tem para estourar num pavimento de rua na Associação dos Amigos da Aldeia do Vale...não haverá uma parte que se possa dispensar para aqui?
Alô Pedro Pimpão? Podes ajudar nisto? A Junta pode? Deves ser o único que por lá passa...


21 de agosto de 2019

É tão transparente que nem se vê!

Qualquer pessoa que queira inteirar-se das diferentes áreas de governação do Município de Pombal, pode -e deve- consultar o Portal do Município. Lá encontrará não só informações diversas, como documentos importantes (actas, Planos e relatórios, documentos previsionais, documentos de previsão de contas, dividas a fornecedores etc., etc.)
Acontece que ao aceder ao portal, verificamos que há itens que não são actualizados desde 2017!!! A última acta da reunião de câmara publicada é de Agosto de 2018; o registo de interesses dos membros do executivo não está actualizada, e por aí fora…
Tudo isto – espantem-se- no link da Transparência Municipal!
Numa altura em que todos os políticos e partidos, preocupam-se com o significativo alheamento do cidadão em torno da politica, com o aumento da abstenção (principalmente em tempo de eleições), interrogo-me até que ponto não é “uma chatice” para os nossos governantes terem cidadãos informados, proactivos, críticos? É que estes são muito incómodos.
Já agora, e porque todos gostam de apelar á participação e ao interesse dos jovens pela politica, que destino terão dado a estas propostas emanadas por eles no Parlamento de Jovens (de 2017 que é a que está disponível no site)?

19 de agosto de 2019

Notícias do Pombal


O responsável pelo Gabinete de Apoio ao Investidor, contratado há cerca de um ano, colocado na dependência do presidente da câmara, cansou-se das desfeitas, das desconsiderações e dos desaforos sistemáticos: pediu a exoneração do cargo.
As acções/medidas para promover o desenvolvimento económico do concelho dão mais um passo atrás, sem nunca terem dado um passo em frente.

14 de agosto de 2019

Pensamento do dia

Por cá, os (candidatos a) políticos, e o dirigismo no geral, ainda não perceberam que as coisas mudaram: houve um AF; agora estamos no DF - pena nossa!

13 de agosto de 2019

Pimpão morto, Pimpão posto


O Pedro foi presidente do PSD, concelhia de Pombal, durante três mandatos seguidos. Saiu porque atingiu o limite de mandatos permitidos pelos estatutos. Mas não saiu! Continuou por lá a mandar, e a desmandar. Empurrou o Manel para o lugar dele; e o Manel ocupou o lugar dele, reservando o lugar para ele. Só que os movimentos na política não obedecem às mesmas regras dos movimentos dos planetas - o dia e a noite e as estações não se sucedem da mesma forma.
Dos planos do Pedro constava a sua continuação como deputado da Nação e a retoma da presidência da concelhia. Só que, a gestão do processo do candidato a deputado, da concelhia de Pombal, pela dupla Pedro/Manel, foi um desastre. Resultado: os planos do Pedro saíram totalmente furados.
Assim, pela primeira vez, o PSD de Pombal não terá nenhum deputado na Assembleia da Republica. Tal insucesso, tem um só responsável: a dupla Pedro/Manel, que se recusaram a indicar outro nome (esteve em discussão a indicação de uma das vereadoras, ou ex-vereadora).
As ondas de choque deste terramoto já se fizeram sentir: o João (Pimpão) demitiu-se da comissão política e anunciou que será candidato à presidência da concelhia.
Pimpão morto, Pimpão posto. Ao que nós chegámos! Cheira a fim de regime. E não existem protagonistas para o novo regime.

8 de agosto de 2019

Descubra as diferenças:


Enquanto alguns Municípios gastam 20 mil Euros em estudos para analisar a viabilidade de um curso superior em Pombal, outros Municípios (mesmo aqui ao lado) não instalam um, mas sim três!

#Pombalquefuturo??? 

Sete sóis sete luas: o que nos fica



O festival Sete Sóis Sete Luas é, provavelmente, o melhor que esta Câmara conseguiu puxar para Pombal nos anos recentes, em matéria cultural. Termina hoje, com um concerto agendado para as 21h30, no Teatro-Cine (e não na Praça Marquês de Pombal, por causa da chuva), e deixa-nos um rasto artístico vasto e diverso, o peito cheio. 
O festival - que se estende por palcos de locais tão diversos como Pombal, Elvas, Alfândega da Fé, Ponte de Sor, Castro Verde ou Odemira, mas também Ceuta, Piran (Eslovénia), Roma, Rovinj ou Umago (Croácia), e mais um punhado de cidades entre a Turquia, Marrocos, Espanha, França, Cabo Verde ou Brasil. É a simbiose perfeita entre a promoção das artes e culturas do mediterrâneo e do mundo lusófono, e a animação das praças e jardins no verão. Desta vez o tempo trocou as voltas à organização e a chuva mandou para dentro do Teatro os dois últimos espectáculos. Ontem foi em vão, pois que as esplanadas estavam cheias - como no auge de Agosto, e bem que podia ter sido feita outra divulgação do espectáculo e da alteração de local. Mas o que esperar da página de facebook da autarquia, quando ainda continua com a imagem do Bodo como foto de capa?
Os espectáculos começaram em Junho e terminam agora, trazendo à cidade muitos artistas conhecidos nos seus países, mas com pouca expressão internacional. A banda de ontem era do melhor que já aqui pisou: Gustafi, a banda croata que é uma explosão de alegria em cima do palco. Imaginei-os ainda melhor na rua, claro, ou mesmo nas festas de Carnide, da Charneca ou do Louriçal. Porque falta fazer ao nível local aquilo que este festival faz entre países. E não chove sempre. 
Na noite de ontem - com muitas cadeiras vazias no Teatro-Cine - quase não havia entidades locais (excepção feita à vereadora da Cultura, Ama Gonçalves). Já sabemos que Diogo Mateus prefere inteirar-se destes espectáculos em viagens como aquela que fez na primavera, e que Agosto é tempo de férias nos serviços públicos. Para conviver com os emigrantes já lhe basta a feira de Nanterre, ou o salão do imobiliário português. Só me falta perceber por que é que neste festival atribuíram a Pombal o epíteto de "cidade do diálogo - e da mobilidade internacional". Vou esperar pelas notícias dos jornais locais para melhor compreender. Afinal, na última viagem aos países do festival,  o presidente fez-se acompanhar de um escriba - certamente conhecedor das artes em causa - e era suposto que o festival merecesse algum acompanhamento dos media. Ou não?

6 de agosto de 2019

O limite que ultrapassou todos os limites




Os Barros da Paz é uma localidade normalmente associada á freguesia de Almagreira, mas … a verdade é que também pertence à freguesia de Pombal.
O limite da freguesia é feito por esta estrada (CM 1012 ou Rua D. Inês de Castro): os do lado esquerdo pertencem à freguesia de Almagreira, os do lado direito pertencem à freguesia de Pombal.
A questão é antiga e já atravessa vários executivos de junta, e a população dos Barros da Paz não entende esta divisão e reclamam pertencerem à freguesia de Almagreira.
Houve várias iniciativas do executivo anterior da JF de Almagreira, mas sem sucesso, supostamente, Pombal (ou alguns elementos do executivo anterior) não cederam ás várias tentativas de negociação.
A população continua descontente e quando há pouco tempo me abordaram sobre esta questão, eu tentei explicar isso mesmo: que pode até ser de fácil solução se houver entendimento entre ambas as freguesias; posteriormente teria que passar sempre por varias entidades essa aprovação (Assembleias de Freguesia, Câmara Municipal, Assembleia Municipal, IGP, entre outros).
Responderam-me assim: “a nós povo, isso não interessa nada. Nós só queremos que resolvam os problemas, é para isso que os políticos lá estão”!
Esta é a verdade nua e crua. A politica e os políticos deveriam de ter essa como primeira missão. Bem sabemos que nem sempre é assim. O povo … esse só é lembrado de tempos a tempos, como agora, que estamos em (mais) uma campanha eleitoral.

Política do eucalipto


A Concelhia de Pombal do PSD – Pedro Pimpão – veio, num longo comunicado, agradecer o que Pedro tem dado ao partido (localmente) e repudiar veementemente a sua exclusão (pela direcção nacional) da lista de candidatos às próximas eleições legislativas.
A concelhia de Pombal do PSD está cada vez mais igual à do PS: o mesmo (falso) unanimismo, a mesma política do eucalipto, a mesma canibalização.

PS: e o mesmo truque manhoso: não publica, na sua página, o comunicado, publica uma "notícia" do seu comunicado.

2 de agosto de 2019

Da série porque A CMP não se deve meter na actividade privada

O ano era 2012 e foi anunciado um grande projeto da transformação da Casa da Guarda Norte – localizada na Mata do Urso, próximo da praia do Osso da Baleia do Concelho de Pombal – numa unidade turística vocacionada para jovens. O investimento era de 200 mil euros…
Mas antes desse anúncio já tinha sido gasto uma soma avultada por parte da Câmara de Pombal na compra do edifício e nas obras de reparação que ainda lá estão mas agora com as portas e janelas muradas. O parque de campismo aguardava aprovação... A placa ainda informa a existência do parque de campismo mas não existe.
7 anos depois está ao abandono e após os incêndios o Ecomatur ficou sem anúncio de qualquer plano de recuperação.
A localização é privilegiada pela proximidade das praias mas faria muito mais sentido serem os privados a pegar no projecto caso os haja. 

A juntar a tantos outros ‘projectos’ pelo concelho fora...

1 de agosto de 2019

Crónica de uma saída anunciada


Pela primeira vez na história do poder local democrático, Pombal ficou de fora das listas do PSD à Assembleia da República. A saída de Pedro Pimpão foi ditada pelos órgãos nacionais do partido, porque Rui Rio não perdoa aos que não lhe foram fiéis em devido tempo - como foi o caso do político-prodígio, quando decidiu apoiar Santana Lopes. 
Nada que aqui na terra não seja prática comum, internamente, mas é sempre mais fácil apontar o agreiro nos olhos do outros...
Mais tarde, na contenda do líder com Luís Montenegro, o nosso Pedro ainda tentou emendar a mão, escondendo-se: quando soube que a votação seria de braço no ar, ficou em casa.

De modo que é um deleite apreciar os comentários nas redes sociais dos sociais-democratas cá da terra, condoídos com a injusta saída de Pimpão, em particular, e com a ostracização de Pombal, em geral.
Já dizia Winston Churchill que "uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir". Neste caso, deu apenas meia volta. E há aqui várias perguntas a fazer, já que ninguém no partido se lembra que ele tenha colocado o lugar à disposição, apenas ficou gravado o momento em que não aceitou ser o número 5 da lista. Mas porquê, Pedro?
1. Se o PSD continua a esmagar no distrito, por que não luta ele pela (re)eleição? 
2. Se estava determinado a regressar à terra e ocupar (finalmente e de facto) o lugar de presidente da Junta de Pombal, por que razão a concelhia fez saber que "ou era ele ou ninguém", mesmo quando a estrutura superior pediu à concelhia que indicasse uma mulher, nesse caso para ocupar o 4º lugar da lista?
3. Que moral tem Fernanda Guardado para 'espingardar' contra o partido, quando à concelhia foi proposto o seu nome para esse lugar?
4. Que papel é o de Manuel António - além de porta-voz de Pedro Pimpão - na concelhia laranja?

De maneira que estava escrito nas estrelas que isto iria acontecer, mas não é razoável que um partido fique refém de um nome, por mais popularucho que se apresente. Podem enfiar a viola no saco os trovadores que ontem lamentavam por essa rede fora que Pombal tenha ficado de fora da lista. Na verdade, a questão das listas e de quem ocupa qual lugar não passa de uma grande falácia nas eleições. O povo vota no cabeça de lista nacional, naquele que quer ver primeiro-ministro. A ordem das listas vale zero para o eleitorado. 
Só conta para quem se quer fazer eleger. 

Soltem... os parques infantis

O dinheiro não é do Estado, mas sim dos contribuintes que pagam impostos. É por isso que se deve gerir a coisa pública com máximo respeito e acima de tudo com o intuito de servir o bem público.
Ora, o dinheiro é um bem escasso e deve ser otimizado em prol do serviço público. Numa época de grande contenção orçamental seria bom repensar hábitos instalados e que “são assim porque sempre foi assim”.
As escolas primárias (incluindo aquelas que entretanto foram fechadas para serem agregadas em centros escolares) possuem parques infantis, quando a grande maioria das localidades não tem esse tipo de infraestruturas. 
Espante-se então, que uma estrutura paga pelo erário público fica fechada aos fins de semana e durante as férias não podendo as crianças e pais dessas mesmas localidades usufruírem de algo tao benéfico. 
Os agrupamentos escolares dizem que a responsabilidade é das autarquias e estas dizem que é da responsabilidade dos agrupamentos escolares. 
Ah... e se se parte qualquer coisa... então se acontecer durante o período escolar a responsabilidade é das entidades competentes (autarquia ou centro escolar) e aí não há problema. 
O discurso centra-se sempre nas barreiras ao invés de se centrar na rentabilização de recursos pagos por todos nós. E no caso das escolas fechadas estamos apenas a aguardar que se degrade naturalmente. 
Deixem as crianças brincar. Aquelas grades podem ser abertas e não é difícil se houver vontade.


Guardado está o bocado (de bom senso)

Os titulares de cargos públicos vivem numa posição que não é boa nem é má; é delicada. Ou deveria ser. Ninguém explicou à doutora Fernanda Guardado - mui digna presidente da Assembleia Municipal de Pombal - que o tento na língua é fundamental, quando se deixa de ser uma militante comum para ocupar a presidência do órgão máximo do município.
Talvez lho tenham explicado depois deste comentário - que ela apagou, entretanto, esquecendo-se que "uma vez na net, sempre na net".


30 de julho de 2019

A contas com Deus: o ex-pároco, a Ilha e as dívidas

Em Mateus(18, 16) lemos: “Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”. A Igreja, no sentido bíblico, não é a instituição católica nem os templos. No verdadeiro sentido cristão é uma assembleia de pessoas e estas é que constituem a Igreja de Cristo. 

Todos sabemos que o trabalho social da Igreja é vasto e de valor substancial. Mas são as pessoas os agentes que tornam a sua ação social funcionar, quer por donativos financeiros quer por trabalho voluntário gratuito. 

Ora, este comportamento cristão cria obra que deve ser acompanhada por responsabilidade da utilização dos fundos doados pela população. Assim é o caso do Centro Paroquial e Social da Ilha. Foi uma boa iniciativa!

·         A obra foi financiada na sua grande maioria pela população da Ilha com contributos da Câmara Municipal;
·         O dinheiro era controlado pelo próprio pároco, que punha e dispunha do que entendesse e abusava da solidariedade da população da Ilha sem prestar contas a ninguém;
·         A propriedade, financiada na totalidade pela população e pelo  erário público (impostos) pertence à Fábrica da Igreja, ou seja,  à Santa Sé. É fácil deter imóveis quando o dinheiro não é nosso.

E aqui começa a irresponsabilidade do Pe. António Nogueira, que era o Presidente da instituição (em termos de direito canónico o ‘fabricante’).

·         Não respeitou o projecto, o que tornou inviável o financiamento por parte da Segurança Social (SS);
·         Face ao pensamento ambiciososo do anterior pároco António Nogueira, e para compensar a falta de fundos da SS, foi contraído um empréstimo de centenas de milhares de euros com apoio da direção da altura. Perante o descontrolo, alguns membros demitiram-se.
·         Decidiu os fornecedores de acordo com os seus interesses;
·         Geriu mal e colocou a instituição em estado de insolvência.

E agora?

Se fosse uma empresa privada os accionistas eram chamados à responsabilidade e teriam a obrigação de cobrir os prejuízos para manter a instituição a funcionar. Onde está a Santa Sé, que é a dona, a assumir os erros do presidente nomeado por si?

Se um dos fornecedores que seja, sentindo-se lesado pelos atrasos de pagamentos ou por considerar incobrável a dívida, requerer o processo de insolvência, a instituição acaba e o banco fica com o imóvel. Fecha uma instituição tão importante para a Ilha e para a União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca, bem como os postos de trabalho do maior empregador da localidade. 

No fundo, é a população da Ilha, que - enganada, e sabe que o foi - continua a colocar as causas à frente da irresponsabilidade do anterior pároco e continua a doar fundos e a fazer hortas comunitárias porque a instituição é importante. 

Em boa hora chegou o Pe. Fernando Carvalho, que com a sua humildade e seriedade colocou em marcha um plano de reestruturação e de devolução de dignidade aos fiéis. 

Mas a culpa, essa, não pode morrer solteira.

26 de julho de 2019

Do que sucedeu ao nosso farpeiro-mor nas festas do reino

Ia mui descansado, o nosso farpeiro-mor, festejo adentro, quando lhe saiu, da casa em ruínas, um fantasma que o interpelou:
- Ó! farpeiro-mor! Aonde is? Que andais aqui fazendo, sozinho, noite adentro, correndo mil perigos?
O farpeiro-mor estremeceu, parou, mirou o fantasma, e não respondeu; quando se preparava para retomar a marcha, o fantasma insistiu:
- Se vindes à procura de diversão, tende dó dos teus pés, cospe na entrada e torna sobre eles. Que fazeis por aqui? Por que vos perdeis no meio de tanto devoto, num arraial sem luz, sem alegria e sem cor? Ide de volta; afastai-vos do incenso, da neurose religiosa, desta devoção sem honra nem glória, que todavia fará notícia! Maldita terra que é administrada por um soberano que pensa que é o Rei Sol, e tem um pároco que se julga Papa.
- Quem sois, fantasma indiscreto, e que de mim requeres? – perguntou o farpeiro-mor.
- Pacientai, valente farpeiro; esta alma penada é fã vossa – recomendou o fantasma.
- Não perco tempo com fantasmas…- retrocou o farpeiro-mor.
- Sois mui desagradecido, farpeiro-mor; mui e boas farpas vos poderei ofertar – afirmou o fantasma; e prosseguiu: neste reino e neste convento, já fui quase tudo; agora sou bobo da corte – faço espírito com os pobres de espírito.
- Que fazeis, aqui, nesta casa em ruínas? - perguntou o farpeiro-mor.
- Refugiu-me aqui para fugir do Convento Assombrado – afirmou o fantasma.
- Assombrado…? - perguntou o farpeiro-mor.
- Pior, farpeiro-mor, muito pior: amaldiçoado por almas danadas. Vós não sabeis metade do que por lá se passa, ou como diz o rifão, só sabe o que se passa no convento quem está lá dentro. Desconfio que foi amaldiçoado pela alma danada do Sebastião José de Carvalho e Melo, que eles tanto veneram, que pela veneração talvez tenha sido absorvida pelo soberano e rapidamente passada ao escudeiro...
- Cala-te! – exclamou o farpeiro-mor – poupai-me à ladainha do bruxedo. Não tendes vivido muito tempo nesse pântano?
- Porque preciso, Farpeiro-mor, tal como vós precisais. Bem-aventurados os que partiram, e já foram muitos, e muitos mais iriam se pudessem; mas como não podem, têm que suportar este inferno, Satanás e Barrabás – afirmou o fantasma, e prosseguiu: Acreditei – acreditámos – que, depois do provinciano desbocado, seriamos governados por um grande homem. Enganei-me. Saiu-nos um cabeça-grande. Há homens que carecem de tudo, conquanto tenham qualquer coisa em excesso; a esses chamo eu aleijados às avessas: têm pouquíssimo de tudo e uma coisa em demasia. O nosso soberano é um cabeça-grande, um dominador, com uma cara malvada e uma alma vã, que nunca descarta as suas baixezas que tem à mistura com as suas grandezas. Neste convento, não se consegue estar uma hora em sossego: ora é cólera ao soberano; ora são as sandices, os agravos ou os maus modos do escudeiro.
- Dizei-me: com tanto reparo, o Pança ainda não aprendeu nada? – perguntou o farpeiro-mor.
- Pior, caro farpeiro-mor; piorou! Não se percebe se por ser duro da cabeça ou por falta de miolo (que para o mal, o tem). O certo é que, tanto procura parecer uma criatura de bem, como, logo a seguir, procura fazer quantas sensaborias pode, sempre pela via mais a desmodo. Tornou-se um espanta gente. Precisava que alguém o obrigasse a comer uma dúzia de sapos, duas de lagartos, e três de cobras.
                                                                                  Miguel Saavedra

25 de julho de 2019

Guia prático para picar o ponto


Vai um falatório por esse facebook fora por causa do nosso Pedro Pimpão ser o campeão das presenças na AR.
São uns invejosos, é o que é, para não falarmos das pessoas mal intencionadas que têm o topete de escrutinar os eleitos, de não se reverem no folclore político, distinguindo o acessório do essencial. Não se aguenta tanta falta de coaching. 
Por isso mesmo repescamos aqui um excerto desse directo divulgado nas redes sociais pela Rádio Cardal, há poucos dias, em que o Pedro explica, de forma singela - e não simplista - como é que isto se faz.

24 de julho de 2019

Olha, eu também estou de Parabéns!

Tendo eu 21 anos de funcionalismo publico (ordenado pago por todos os contribuintes, como muitos gostam de apregoar), dei-me conta que nestes anos todos, tirando as licenças de maternidade e as férias, apenas faltei aos trabalho menos de 30 dias justificados com atestado médico (não tive culpa, foi por doença). É pá, é mesmo motivo de orgulho!!!
Perguntam vocês: mas o que é que eu tenho a ver com isso? Ou o que é que ela quer dizer com isto?
Hoje de manhã não se fala de outra coisa nas redes sociais: a assiduidade do deputado Pedro Pimpão às sessões na Assembleia da República!
Pergunto eu: que feito extraordinário fez ele? Não cumpriu com o seu dever? E vou mais além: a boa prestação politica avalia-se somente pela presença? Nº de intervenções parlamentares, nº de iniciativas legislativas, nº de interpelações ao governo etc etc não contam?
Para finalizar, calculo que todos aqueles que se manifestaram orgulhosos com o deputado Pedro Pimpão, e por uma questão de coerência, deverão estar muito desiludidos com ele enquanto Presidente da Junta, porque aí deverá ser o mais faltoso dos elementos do executivo…

Dantes é que era bom

Dantes um dono de colégios vivia abastadamente à custa do contribuinte e podia ostentar a sua soberba com todo o tipo de estravagâncias…, nomeadamente festas&all com os "amigos" e "amigas", regadas com o melhor Dom Pérignon. Por isso, compreende-se a azia de quem fruiu desses momentos.
Agora, a política educativa não é feita para os donos de colégios que se faziam passar por “amigos” de uma certa espécie de “políticos”; e também não é um desvario de esquerdistas que abominam a iniciativa privada; é feita com a racionalidade que advém da seriedade, é uma marca de um partido responsável comprometido com o controlo da despesa pública e com ensino público de qualidade.
Dantes é que era bom. Para os chicos-espertos.


23 de julho de 2019

Oi?

Da série "quando não tens nada para dizer...não digas". Ou "contenta-te com os tachinhos que a Geringonça te arranjou".

Manuel Jordão Gonçalves, em substituição da vereadora Odete Alves (PS), na última reunião de câmara.


A história de um velho Marquês um pouco triste


Alvo dos ódios de Dona Maria I, SJCM foi desapossado dos seus cargos e mordomias e desterrado para Pombal. A simpatia e a deferência das nossas gentes atenuaram-lhe a dor e a revolta.
A praça que ostenta o seu nome, apesar de lá se terem instalado as Finanças, a Loja de Cidadão (porque raio é que é “de” e não “do”) e uns sorumbáticos museus, não fosse as investidas festeiras da Junta de Freguesia, a animação daquela zona seria lastimosamente ausente (a proximidade da casa mortuária não representa uma especial ajuda ao desiderato).
A iniciativa por parte da CMP de conceder à exploração uma esplanada estival é, indubitavelmente, um elemento de vivacidade daquela área. Louvo.
No entanto, não poderei deixar de colocar algumas questões:
A importância e a especificidade do local não poderia justificar uma solução definitiva?
Qual a razão para o facto do concurso deste ano ter sido lançado tão tardiamente (18 de Julho com adjudicação prevista para 26 de Julho)?
A tomada de decisão em relação à adjudicação não poderia considerar outros aspectos (plano de actividades, mérito estético do mobiliário) além do valor pecuniário da proposta?
A MELHORAR. Com certeza.